Transporte

Maior navio elétrico a bateria do mundo cruza o oceano rumo à América do Sul

O maior navio elétrico a bateria do mundo deixou a Tasmânia, na Austrália, para uma viagem de aproximadamente 40 dias até a América do Sul. A embarcação será transportada sobre o convés do Black Marlin, um dos maiores navios de carga pesada em operação no mundo.

Conhecida durante o desenvolvimento como Casco 096, a balsa foi construída e submetida a testes pelo estaleiro australiano Incat Tasmania. O projeto, que inicialmente previa o uso de Gás Natural Liquefeito (GNL), mudou de direção em 2023, quando a operadora sul-americana Buquebus optou por uma propulsão totalmente baseada em baterias.

Como o navio elétrico será levado à América do Sul

O transporte do Casco 096 ficará a cargo do Black Marlin, embarcação especializada no deslocamento de cargas marítimas de grandes dimensões.

O navio chegou à Tasmânia no fim de julho, depois de enfrentar meses de atraso relacionados ao bloqueio no Estreito de Ormuz. Sua missão agora é levar a nova balsa elétrica até a região do Rio da Prata.

Para realizar operações desse tipo, o Black Marlin utiliza um sistema que permite submergir parcialmente o próprio casco. Com o convés abaixo da superfície, outra embarcação pode ser posicionada sobre a estrutura.

Após o carregamento, o navio de transporte volta a emergir, elevando a carga acima da linha d’água e permitindo que ela seja levada com segurança até o destino.

Viagem de 40 dias termina no Rio da Prata

O embarque do Casco 096 foi concluído na última semana, em uma operação considerada de alta complexidade para os padrões da indústria marítima da Tasmânia.

Com a carga devidamente posicionada, o Black Marlin iniciou a travessia de cerca de 40 dias até a América do Sul. Ao chegar ao destino, o casco será retirado do navio de transporte e passará pelas etapas finais antes de começar a operar comercialmente.

A previsão é que a embarcação seja preparada para atuar no Rio da Prata, conectando Buenos Aires, na Argentina, e Colonia, no Uruguai.

Projeto aposta no futuro das balsas elétricas

O desenvolvimento do Casco 096 representa um dos projetos mais importantes da história da Incat Tasmania. Para Robert Clifford, presidente da empresa, a conclusão da embarcação marca uma etapa relevante tanto para o estaleiro quanto para o avanço do transporte marítimo sustentável.

Segundo Clifford, o projeto exigiu um nível elevado de capacidade técnica, dedicação e inovação por parte da equipe responsável pela construção.

A chegada da embarcação à América do Sul também será uma oportunidade para demonstrar, em uma operação comercial, o potencial da tecnologia de baterias elétricas em larga escala aplicada ao transporte de passageiros por balsas.

Com a conclusão do Casco 096, a Incat Tasmania passa a concentrar seus esforços no desenvolvimento de seu programa de construção naval elétrica em alumínio, ampliando sua atuação em projetos voltados à eletrificação do transporte marítimo.

FONTE: Diário do Litoral
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação | Incat

Ler Mais
Transporte

Transporte do submarino Riachuelo: operação de 619 toneladas exigiu 11 horas, 320 rodas e bloqueio na BR-493

O transporte do submarino Riachuelo mobilizou uma grande operação logística em Itaguaí, no Rio de Janeiro. Para deslocar 619 toneladas de três seções já unidas do submarino S40, a Marinha do Brasil precisou coordenar uma movimentação especial de apenas 5 quilômetros, que levou 11 horas para ser concluída.

A estrutura foi transportada sobre uma plataforma com 320 rodas, teve dimensões próximas às de um prédio de quatro andares e exigiu medidas como a retirada temporária de trechos da rede elétrica e a interrupção controlada do tráfego na BR-493.

Operação de transporte do submarino Riachuelo envolveu grande planejamento

O deslocamento ocorreu entre a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM) e o Estaleiro de Construção da Ilha da Madeira, no Complexo Naval de Itaguaí.

A carga transportada tinha 39,86 metros de comprimento e 12,30 metros de altura. Devido ao tamanho e ao peso do conjunto, a rota precisou ser preparada previamente para garantir a segurança da operação e evitar impactos na infraestrutura local.

A movimentação foi realizada nos dias 13 e 14 de janeiro de 2018, reunindo equipes da Marinha do Brasil e da Itaguaí Construções Navais, responsável por atividades relacionadas à construção dos submarinos no complexo naval.

Submarino Riachuelo era parte do programa PROSUB

O submarino Riachuelo é a primeira unidade convencional construída dentro do PROSUB (Programa de Desenvolvimento de Submarinos), iniciativa da Marinha voltada ao fortalecimento da capacidade naval brasileira.

O programa previa a construção de quatro submarinos convencionais e o desenvolvimento do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear.

Na época do transporte, três seções do submarino já estavam integradas e precisavam ser levadas ao estaleiro para a continuidade da montagem. As duas partes restantes, com 487 toneladas e aproximadamente 30 metros de comprimento, seriam transportadas posteriormente.

Plataforma de 320 rodas distribuiu as 619 toneladas da carga

Para realizar o deslocamento, as estruturas do Riachuelo foram colocadas sobre uma plataforma móvel de 320 rodas. O equipamento foi escolhido para distribuir o peso de maneira uniforme e reduzir a concentração de carga sobre o solo.

A tecnologia permitiu maior estabilidade durante o percurso e possibilitou o controle de uma estrutura com quase 40 metros de comprimento.

Além do peso elevado, a altura de 12,30 metros representava um desafio adicional. Por isso, foi necessário avaliar todo o trajeto e remover temporariamente obstáculos, incluindo partes da rede elétrica, para liberar a passagem.

Transporte de 5 km levou 11 horas devido à complexidade da rota

Apesar da curta distância, o percurso entre a UFEM e o estaleiro exigiu deslocamento em baixa velocidade e acompanhamento constante das condições da via.

A passagem pela BR-493 demandou controle do trânsito em determinados pontos para permitir o avanço seguro da plataforma especial.

Durante a operação, fatores como curvas, acessos, altura dos obstáculos e distribuição do peso foram monitorados pelas equipes responsáveis pela logística naval.

Rede elétrica e trânsito precisaram ser adaptados para a passagem

Uma operação desse porte depende de meses de preparação. A equipe responsável precisou identificar possíveis obstáculos e adaptar a rota antes do início do transporte.

Entre as principais medidas adotadas esteve a retirada temporária de trechos da rede elétrica, evitando que os cabos interferissem no deslocamento da estrutura.

O bloqueio parcial do tráfego também foi necessário para transformar o trecho rodoviário em uma rota controlada para o transporte de uma carga de grandes proporções.

Montagem final do submarino Riachuelo após a transferência

Após chegar ao estaleiro, o submarino seguiria para a etapa de montagem final. O planejamento da época indicava que o lançamento ao mar poderia ocorrer no segundo semestre de 2018.

A operação de transporte mostrou a complexidade envolvida na construção de um submarino, que exige não apenas tecnologia naval, mas também uma estrutura de engenharia, logística pesada e planejamento para movimentar grandes componentes.

Mesmo percorrendo apenas 5 quilômetros, o deslocamento do Riachuelo se tornou uma das etapas mais desafiadoras do projeto, envolvendo 320 rodas, retirada de obstáculos urbanos e controle de uma das principais vias da região.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

Ler Mais
Transporte

Abandono da ferrovia mudou a economia e transformou a realidade de Baturité, no Ceará

Durante décadas, a ferrovia foi o principal motor do desenvolvimento de Baturité, no interior do Ceará. O transporte de passageiros e mercadorias impulsionava o comércio, fortalecia a economia local e garantia renda para centenas de famílias. Hoje, porém, os trilhos abandonados e as antigas estações ferroviárias contam uma história diferente: a de um município que perdeu dinamismo após a desativação da malha ferroviária.

A antiga Estrada de Ferro de Baturité, inaugurada no século XIX, foi fundamental para o escoamento da produção agrícola, especialmente do café, conectando o interior ao Porto de Fortaleza. Na época, o município respondia por cerca de 2% das exportações brasileiras do grão, consolidando-se como um importante polo econômico do Estado.

Ferrovia impulsionava comércio e geração de renda

O movimento intenso de trens transformava a estação ferroviária em um centro de negócios. Agricultores, comerciantes e moradores aproveitavam a chegada das composições para vender frutas, hortaliças, tapioca, macaxeira e outros produtos típicos da região.

Segundo relatos preservados no Museu da Estação Ferroviária de Baturité, as tradicionais cestas de uvas produzidas na cidade eram um dos símbolos da economia local. O fluxo constante de passageiros e cargas movimentava toda a cadeia produtiva e beneficiava diversas famílias que dependiam diretamente da atividade ferroviária.

Desativação dos trilhos alterou a dinâmica da cidade

Com o enfraquecimento da cultura cafeeira e a redução gradual das operações ferroviárias, Baturité passou a enfrentar uma transformação econômica. O transporte de passageiros foi encerrado no fim da década de 1980, encerrando um ciclo que havia sustentado o crescimento da cidade por décadas.

Sem a circulação dos trens, feiras deixaram de existir, antigos armazéns perderam sua função e muitos trabalhadores precisaram buscar novas fontes de renda. Oficinas mecânicas, pequenos comércios e outras atividades passaram a ocupar espaços que antes eram dedicados ao setor ferroviário.

Além do impacto econômico, a mudança afetou tradições locais. Cultivos que dependiam do comércio realizado na estação, como a produção de uvas, praticamente desapareceram da paisagem urbana.

Trilhos abandonados refletem perda de desenvolvimento

Atualmente, boa parte da antiga malha ferroviária apresenta sinais de abandono. Trechos cobertos pela vegetação, dormentes deteriorados e estruturas históricas sem utilização evidenciam a falta de investimentos na infraestrutura ferroviária do Ceará.

Embora o Museu da Estação preserve parte dessa memória, moradores e pesquisadores defendem que a recuperação do patrimônio ferroviário e a criação de projetos voltados ao turismo podem contribuir para revitalizar a economia regional.

A expectativa também está relacionada à conclusão da Transnordestina, considerada estratégica para fortalecer a logística, ampliar o transporte ferroviário de cargas e estimular novos investimentos no interior cearense. Especialistas, no entanto, avaliam que a nova ferrovia dificilmente devolverá às cidades o papel econômico exercido pela antiga Estrada de Ferro de Baturité.

FONTE: Diário do Nordeste
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diário do Nordeste

Ler Mais
Transporte

Latam Cargo amplia transporte aéreo de frutas do Brasil em 42% no primeiro semestre de 2026

A Latam Cargo registrou um crescimento expressivo no transporte aéreo de frutas do Brasil durante o primeiro semestre de 2026. A companhia movimentou 18,6 mil toneladas de cargas, volume 42,3% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram transportadas 13 mil toneladas.

O desempenho foi impulsionado, principalmente, pela ampliação da conectividade entre o Brasil e a Europa, principal mercado de destino das frutas brasileiras embarcadas pela empresa.

Latam lidera mercado de transporte de frutas

De acordo com levantamento da WorldACD referente a abril de 2026, a Latam Cargo alcançou 37% de participação no mercado de transporte aéreo de frutas, consolidando sua posição como uma das principais operadoras logísticas para os exportadores brasileiros.

O resultado reforça a importância da companhia na ligação entre a produção nacional e os mercados internacionais, especialmente o europeu.

Europa concentra principais destinos das exportações

Entre os destinos com maior volume de cargas transportadas estão Lisboa, Londres e Madri, que lideraram as operações de exportação no semestre.

No Brasil, o Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos concentrou cerca de 80% dos embarques realizados. Fortaleza respondeu por 11% das cargas, enquanto Recife e Viracopos, em Campinas, somaram juntos os 9% restantes.

Mamão lidera crescimento das exportações

O mamão foi a fruta que mais contribuiu para o avanço das exportações transportadas pela companhia no período. Também tiveram destaque produtos como manga, limão e abacate, que figuraram entre as cargas de maior volume embarcado.

Segundo Cláudio Torres, diretor Comercial da Latam Cargo na América do Sul, o crescimento demonstra a relevância da conectividade internacional para ampliar a competitividade do agronegócio brasileiro.

De acordo com o executivo, a empresa segue investindo na expansão da capacidade operacional e em soluções logísticas voltadas ao transporte de cargas perecíveis, garantindo agilidade, confiabilidade e preservação da qualidade dos produtos até o destino final.

Mais voos fortalecem logística internacional

A ampliação da capacidade para a Europa foi um dos fatores determinantes para o crescimento das operações. O aumento das frequências de aeronaves cargueiras e da malha internacional de passageiros do Grupo Latam ampliou a oferta de espaço para exportações.

Entre os destaques está a rota entre São Paulo/Guarulhos e Amsterdã, que passou a contar com seis voos semanais desde abril de 2026.

Atualmente, a Latam Cargo conecta o Brasil a importantes centros logísticos europeus, como Londres, Paris, Frankfurt, Milão, Lisboa, Madri, Barcelona, Amsterdã, Bruxelas e Roma. Juntas, as operações para Madri, Paris, Barcelona e Lisboa responderam por 40% do crescimento registrado pela companhia no semestre.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Transporte

Tabela do frete: Lula sanciona medida que amplia fiscalização da ANTT sobre transporte de cargas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona nesta quarta-feira a medida provisória (MP) que fortalece a atuação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) na fiscalização da tabela do frete no transporte rodoviário de cargas. A nova legislação amplia os mecanismos de controle e permite punições mais rigorosas para quem descumprir os valores mínimos estabelecidos para o serviço.

A proposta foi aprovada pelo Senado no mês passado e avançou diante da preocupação de caminhoneiros com a possibilidade de a medida perder validade antes da sanção presidencial.

Medida busca garantir cumprimento do frete mínimo

A MP integra o conjunto de ações adotadas pelo governo federal para reduzir os impactos da alta dos combustíveis sobre os caminhoneiros, categoria diretamente afetada pelo aumento dos custos operacionais.

A atualização da legislação também reforça a política do frete mínimo, uma das principais reivindicações do setor, ao ampliar a capacidade da ANTT de fiscalizar contratos e aplicar sanções em casos de descumprimento da tabela.

Como será calculado o valor mínimo do frete

O texto estabelece os critérios que deverão ser utilizados pela ANTT na definição dos valores mínimos do frete rodoviário. A metodologia considera diferentes fatores que influenciam os custos da atividade.

Entre os principais parâmetros estão:

  • distância da viagem;
  • tipo de veículo e número de eixos;
  • unidade de medida da carga transportada;
  • características da carga;
  • custos fixos e variáveis da operação;
  • preços do diesel e de outros insumos utilizados no transporte.

O objetivo é manter a tabela atualizada de acordo com as condições do mercado e garantir maior equilíbrio econômico nas operações de transporte de cargas.

Programa para transporte de cargas também será ampliado

Além do fortalecimento da fiscalização, a medida amplia as ações do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Transporte de Cargas Nacional (Procargas).

Entre as iniciativas previstas estão incentivos para renovação da frota de caminhões, implantação de pontos de parada para motoristas, investimentos em qualificação profissional, melhorias na segurança viária e prioridade aos transportadores de cargas no acesso às linhas de financiamento oferecidas pelo programa.

Segundo o governo, as medidas buscam aumentar a competitividade do transporte rodoviário de cargas, melhorar as condições de trabalho dos profissionais do setor e ampliar a segurança nas estradas brasileiras.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pablo Porciúncula/AFP

Ler Mais
Transporte

Ponte da Integração amplia circulação de veículos entre Paraná e Paraguai com novas regras

A Ponte da Integração, que conecta Foz do Iguaçu (PR) a Presidente Franco, no Paraguai, passou a operar com regras mais flexíveis, permitindo a circulação de um número maior de veículos. As mudanças entraram em vigor na segunda-feira (3), após a publicação de um ato declaratório da Receita Federal, que oficializou a ampliação das categorias autorizadas a utilizar a travessia.

As novas diretrizes foram aprovadas na última sexta-feira (31) pela Comissão Mista Brasileiro-Paraguaia e começaram a valer imediatamente. Apesar da ampliação do acesso, cada tipo de veículo deverá seguir horários específicos para a utilização da ponte.

Transporte coletivo internacional ganha novo acesso

Entre as principais alterações está a autorização para que a linha internacional de transporte urbano entre Foz do Iguaçu e Presidente Franco utilize a Ponte da Integração de forma opcional, no período das 7h às 19h.

Para realizar a travessia, os passageiros deverão apresentar o Documento para Trânsito Vicinal Fronteiriço, conforme previsto nos acordos firmados pelo Mercosul.

Ônibus de turismo e linhas internacionais terão circulação ampliada

Os ônibus de turismo fretado também foram beneficiados pelas novas regras e passam a ter permissão para utilizar a ponte durante as 24 horas do dia.

A autorização é válida para veículos cujo destino final não seja Foz do Iguaçu, Ciudad del Este ou Presidente Franco. O mesmo critério passa a valer para os ônibus internacionais que operam em linhas regulares.

Mudanças incluem novas regras para caminhões

O transporte de cargas também foi contemplado com a atualização das normas.

Agora, caminhões de grande porte vazios poderão atravessar a Ponte da Integração entre 20h30 e 5h. Além disso, veículos de carga com capacidade de até 3,5 toneladas também passam a ter autorização para utilizar a estrutura.

No caso dos caminhões leves vazios, a circulação será permitida entre 7h e 19h. Entretanto, caso retornem transportando carga, a travessia deverá ocorrer obrigatoriamente pela Ponte da Amizade.

Ampliação do acesso gera protesto de caminhoneiros

Inaugurada para o tráfego em dezembro de 2025, após obras iniciadas em 2019, a Ponte da Integração tinha funcionamento inicialmente restrito a caminhões de grande porte e ônibus de turismo. Com as novas regras, tanto os horários quanto o número de categorias autorizadas foram ampliados.

Apesar da flexibilização, as mudanças provocaram reação entre os transportadores brasileiros.

Na segunda-feira (3), o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Foz do Iguaçu (Sintrofi) realizou uma paralisação com apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) e da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Paraná (Fetropar).

Categoria pede igualdade nas regras de circulação

Segundo o Sintrofi, a principal reivindicação é que os caminhões brasileiros também possam utilizar a Ponte da Integração durante o período diurno, nos mesmos moldes da autorização concedida aos caminhões paraguaios de menor porte.

Para a entidade, a diferença nas regras de circulação cria um desequilíbrio operacional entre transportadores dos dois países, impactando a competitividade do setor na região de fronteira.

FONTE: Tribuna PR
TEXTO: Redação
IMAGEM: Albari Rosa / AEN

Ler Mais
Transporte

Marinha Mercante pode enfrentar déficit de 500 oficiais até 2030, aponta estudo

A Marinha Mercante brasileira poderá chegar ao fim da década com um déficit de aproximadamente 500 oficiais, cenário que comprometeria a operação de cerca de 30 navios por falta de tripulação qualificada. A estimativa é de um estudo elaborado pelo Centro de Inovação em Logística e Infraestrutura Portuária (Cilip), da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Fundação Vanzolini.

Atualizada semestralmente, a pesquisa teve sua versão mais recente divulgada em junho e foi encomendada pela Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac), pelo Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma) e pela Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam).

Falta de profissionais continua preocupando o setor

O levantamento mostra que, apesar da ampliação das vagas nas escolas de formação de oficiais, o número de novos profissionais ainda será insuficiente para acompanhar o crescimento da demanda da navegação mercante nos próximos anos.

Entre os principais indícios desse desequilíbrio está o aumento das vagas não preenchidas e da contratação de trabalhadores estrangeiros. De acordo com o estudo, a soma de postos em aberto e de oficiais estrangeiros empregados passou de 376 no segundo semestre de 2025 para 458 na atualização mais recente, evidenciando a dificuldade das empresas em encontrar mão de obra especializada no mercado nacional.

Expansão da cabotagem amplia necessidade de oficiais

Os pesquisadores destacam que a demanda por profissionais dependerá do desempenho de segmentos como a cabotagem, o apoio marítimo, a indústria de óleo e gás e os futuros projetos de energia eólica offshore. Mesmo sem considerar esse novo mercado, a previsão segue indicando escassez de cerca de 500 oficiais até 2030.

Para reduzir o déficit, o estudo recomenda ampliar as vagas dos cursos de Adaptação a Segundo Oficial de Máquinas e de Náutica, considerados os caminhos mais rápidos para aumentar a oferta de profissionais no médio prazo.

Outra sugestão é manter o preenchimento integral das vagas nas Escolas de Formação de Oficiais da Marinha Mercante (Efomm), independentemente das oscilações da economia. Segundo os pesquisadores, reduzir o ingresso de alunos em períodos de menor atividade gera novos ciclos de escassez e prejudica o planejamento das empresas.

Cabotagem já sente impactos da escassez

O diretor-executivo da Abac, Luís Fernando Resano, afirma que a falta de oficiais da Marinha Mercante, principalmente de máquinas, já afeta as operações da cabotagem e pode limitar a expansão da frota brasileira.

Segundo ele, a deficiência é consequência de anos de restrições nos recursos do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Profissional Marítimo (FDEPM), responsável por financiar parte da formação desses profissionais.

Resano explica que a aprovação da Lei 14.301/2022, conhecida como BR do Mar, impulsionou a cabotagem e elevou a procura por mão de obra qualificada. No entanto, a formação de novos oficiais não acompanhou esse crescimento.

Empresas adotam medidas para manter operações

Diante da escassez de profissionais, empresas do setor recorreram a soluções emergenciais para evitar impactos nas operações. Entre as estratégias adotadas está o pagamento em dobro para oficiais que aceitaram trabalhar durante os períodos destinados ao descanso.

Segundo Resano, a medida permitiu manter o transporte marítimo funcionando sem interrupções, mas aumentou significativamente os custos operacionais das armadoras.

Além de defender a ampliação permanente das vagas nas escolas de formação, ele ressalta que existe grande interesse pela carreira marítima. Para o executivo, o principal desafio atualmente não é atrair candidatos, mas ampliar a capacidade de formação.

Enquanto isso, empresas associadas à Abac passaram a investir diretamente na qualificação de novos profissionais por meio de uma parceria com a Fundação de Estudos do Mar (Femar), assumindo integralmente os custos da capacitação de seus empregados.

Marinha afirma que ampliou vagas de formação

Em nota, a Marinha do Brasil informou que vem aumentando gradualmente a oferta de vagas nos cursos de formação e adaptação de oficiais, conforme a necessidade do setor e a capacidade das instituições de ensino.

Segundo a corporação, foram disponibilizadas 333 vagas em 2024. Em 2025, esse número subiu para 374 e, em 2026, chegou a 389 vagas, refletindo o esforço para ampliar a formação de profissionais destinados à Marinha Mercante.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Transporte

Escassez de caminhoneiros pode elevar fretes e desafiar a logística no Brasil

A redução no número de caminhoneiros em atividade acende um alerta para o futuro da logística brasileira. Em um país onde aproximadamente 65% das cargas são transportadas pelas rodovias, a falta de motoristas pode provocar aumento no custo dos fretes, atrasos nas entregas e dificuldades para atender períodos de alta demanda, como safras agrícolas e grandes datas do comércio.

Levantamento divulgado pela CNN, com base em informações do Ministério dos Transportes, aponta que o número de caminhoneiros caiu quase 20% na última década. Dos 27 estados brasileiros, 19 registraram redução na quantidade de profissionais em atividade.

Envelhecimento da categoria preocupa o setor

Especialistas apontam que a escassez é resultado da combinação de diversos fatores. Entre eles estão o envelhecimento dos motoristas, a baixa entrada de jovens na profissão, a insegurança nas estradas, as longas jornadas longe da família e a remuneração considerada pouco atrativa diante das exigências da atividade.

Além disso, o elevado custo para obter as categorias D e E da CNH, aliado ao tempo necessário para a formação dos profissionais e à falta de perspectivas de crescimento na carreira, também dificulta a renovação da categoria.

Enquanto as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste registraram as maiores quedas no número de caminhoneiros, estados do Norte e Nordeste, como Tocantins e Pará, apresentaram crescimento no contingente de profissionais.

Dependência das rodovias amplia os impactos

De acordo com a pesquisadora do Observatório do TCU da FGV Direito SP, Mariana Carvalho, o problema não é exclusivo do Brasil, mas ganha maior relevância devido à forte concentração da matriz de transporte nas rodovias.

Segundo a especialista, a combinação entre a redução de novos profissionais e a dependência do transporte rodoviário pode comprometer a capacidade operacional do setor, elevar os custos logísticos e aumentar os prazos de entrega.

Déficit de motoristas já chega a 250 mil

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) estima que o Brasil enfrente atualmente um déficit de aproximadamente 250 mil caminhoneiros.

Segundo o presidente da entidade, Vander Costa, além da aposentadoria dos profissionais e da dificuldade de renovação da categoria, muitos motoristas têm migrado para outros países, especialmente Portugal, atraídos por salários pagos em euro.

Para minimizar os impactos da escassez, empresas de transporte passaram a investir em caminhões com maior capacidade de carga, permitindo transportar volumes maiores com menos viagens.

A CNT também tem ampliado programas de qualificação profissional e incentivo à obtenção das categorias D e E da carteira de motorista, aproveitando mudanças recentes que reduziram os custos do processo de habilitação. Entre as ações também estão programas de reconhecimento para motoristas em atividade e a contratação de profissionais venezuelanos que vivem no Brasil.

Outras profissões atraem motoristas

A concorrência com outras ocupações também influencia a redução do número de caminhoneiros. De acordo com representantes do setor, muitos profissionais têm optado por trabalhar com aplicativos de transporte, na construção civil e em outras atividades que oferecem maior previsibilidade de rotina e mais tempo junto à família.

O assessor técnico da NTC&Logística, Lauro Valdivia, destaca que os custos da habilitação e o tempo exigido para conquistar as categorias profissionais acabam afastando novos interessados da carreira.

Regras das seguradoras dificultam renovação da categoria

Outro fator apontado como obstáculo é o modelo de gerenciamento de risco adotado por seguradoras.

Segundo o presidente da Associação Catarinense dos Transportadores Rodoviários de Cargas, Janderson Maçaneiro, conhecido como Patrola, diversas exigências impostas pelas seguradoras dificultam tanto o ingresso quanto a permanência dos profissionais na atividade.

Entre elas estão restrições para que motoristas levem familiares ou aprendizes durante as viagens, o que reduz as oportunidades de formação de novos profissionais. Além disso, critérios relacionados ao histórico judicial ou registros negativos também podem limitar contratações, mesmo quando não possuem relação com o exercício da profissão.

Falta de caminhoneiros exige soluções para o transporte rodoviário

Com o transporte rodoviário sendo o principal responsável pela circulação de mercadorias no país, representantes do setor defendem investimentos em qualificação, melhores condições de trabalho e incentivos para atrair novos profissionais. Sem medidas para ampliar a mão de obra, a tendência é de maior pressão sobre os fretes, a cadeia logística e o abastecimento nacional.

FONTE: CNN Brasil

TEXTO: Redação

IMAGEM: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ler Mais
Transporte

VLT no Nordeste avança com novos projetos e modernização da infraestrutura ferroviária

Os investimentos em transporte sobre trilhos seguem avançando no Nordeste brasileiro. Nas últimas semanas, três importantes iniciativas voltadas à implantação e modernização de sistemas ferroviários registraram novos progressos nos estados da Bahia, Sergipe e Piauí, reforçando a expansão da mobilidade urbana na região.

Enquanto a Bahia iniciou a operação assistida de um novo VLT, Sergipe avançou nos estudos para implantação de um sistema semelhante, e o Piauí recebeu uma das novas composições que irão reforçar o transporte ferroviário de passageiros.

VLT de Salvador amplia operação e prevê funcionamento completo até 2028

Na Bahia, o VLT de Salvador começou a fase de operação assistida no fim de junho e, em julho, passou a oferecer viagens também aos sábados.

O trecho inicial possui aproximadamente quatro quilômetros de extensão, ligando os bairros da Calçada e Lobato, com seis pontos de embarque e desembarque. A expectativa é que todo o sistema esteja em funcionamento até 2028, beneficiando Salvador e municípios da região metropolitana.

O projeto completo contempla três trechos: Ilha de São João–Calçada, Paripe–Águas Claras e Águas Claras–Orla de Piatã. Ao todo, serão 36,4 quilômetros de trilhos, 34 estações e investimento estimado em R$ 5 bilhões.

As composições utilizadas pertenciam ao antigo projeto do VLT de Cuiabá, obra que não foi concluída apesar de ter consumido cerca de R$ 1 bilhão durante os preparativos para a Copa do Mundo de 2014.

Sergipe inicia estudos para implantação de novo transporte ferroviário

Também em julho, o Ministério dos Transportes firmou um acordo de cooperação técnica para desenvolver os estudos de implantação de um VLT na Região Metropolitana de Aracaju. A estimativa é que o empreendimento demande investimentos superiores a R$ 700 milhões.

O projeto utilizará trechos ferroviários que serão transferidos da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) para o Governo de Sergipe. Além da capital, o sistema deverá atender os municípios de São Cristóvão, Laranjeiras e Nossa Senhora do Socorro.

Como parte das ações preparatórias, a Prefeitura de São Cristóvão autorizou, no fim de junho, o início das obras de restauração da estação ferroviária por onde o novo VLT deverá passar.

O projeto também contará com participação do DNIT e da ANTT, responsáveis, respectivamente, pelos levantamentos patrimoniais e pelos procedimentos relacionados à concessão ferroviária.

Piauí recebe novo trem para ampliar operação ferroviária

No Piauí, a Companhia Ferroviária e de Logística do Piauí (CFLP) recebeu a primeira das três composições do modelo Prosper City, produzidas pela Marcopolo Rail.

Dois trens terão capacidade para transportar até 360 passageiros, enquanto uma terceira composição contará com três carros e poderá acomodar até 540 pessoas.

Os veículos irão operar na Linha 1, que conecta a região sudeste de Teresina ao centro da capital em um percurso de aproximadamente 17 quilômetros.

Entre as principais características estão estrutura leve, embarque em plataformas elevadas, portas de maior largura e amplas áreas envidraçadas. Atualmente, o sistema ferroviário da capital piauiense transporta cerca de 8 mil passageiros por dia.

Expansão da mobilidade sobre trilhos segue em andamento no Brasil

Levantamento da ANPTrilhos aponta que a malha urbana sobre trilhos do Brasil alcançou 1.144,7 quilômetros em 2024, superando os 1.137,5 quilômetros registrados no ano anterior.

Segundo a entidade, existem atualmente 20 projetos metroferroviários em execução, distribuídos por nove regiões metropolitanas. As obras somam 138,7 quilômetros de extensão, incluem 123 estações e pontos de parada e têm previsão de entrega entre 2026 e 2028.

Caso todos os empreendimentos sejam concluídos conforme o cronograma, a expectativa é ampliar significativamente a oferta de transporte ferroviário urbano, acelerando a expansão da infraestrutura sobre trilhos no país.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Divulgação/Marcopolo Rail

Ler Mais
Transporte

Frete marítimo sobe e ameaça exportações brasileiras após tarifa dos EUA e tensão no Oriente Médio

O comércio internacional iniciou agosto sob um cenário de maior pressão logística. A combinação entre a nova tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, os reflexos da guerra no Oriente Médio e a reorganização da frota mundial está elevando os custos do frete marítimo e reduzindo a oferta de espaço nos navios, o que preocupa exportadores brasileiros.

Especialistas apontam que o momento é marcado por incertezas nas cadeias globais de transporte, dificultando o planejamento das empresas em um período estratégico para os embarques de commodities.

Três fatores explicam a alta do frete marítimo

De acordo com análises do setor de logística internacional, o atual cenário resulta da combinação de três elementos principais: os impactos da guerra no Oriente Médio, a redistribuição das embarcações após as medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos e a gestão de capacidade realizada pelas companhias de navegação.

Mesmo com uma leve desaceleração dos índices globais de frete, os preços permanecem elevados. Na principal rota de referência do mercado, entre China e demais destinos internacionais, o transporte de um contêiner de 40 pés continua acima de US$ 4 mil.

Exportações de commodities enfrentam novos desafios

O aumento dos custos não afeta apenas os produtos atingidos pelas tarifas norte-americanas. Commodities como soja, milho, café, açúcar, algodão e carnes, que dependem do transporte marítimo para alcançar mercados internacionais, também sofrem os efeitos da menor disponibilidade de navios.

Além do impacto financeiro, empresas enfrentam dificuldades para garantir espaço nas embarcações, comprometendo prazos, planejamento logístico e competitividade das exportações brasileiras.

Falta de espaço preocupa mais que o preço

Segundo o especialista em comércio exterior Jackson Campos, a tendência é de aumento da pressão sobre o transporte marítimo entre agosto e dezembro.

Ele destaca que, ao longo de 2026, os fretes na rota chinesa registraram forte valorização, passando de aproximadamente US$ 1 mil por contêiner no início do ano para cerca de US$ 6 mil em julho, chegando a se aproximar de US$ 8 mil em determinados períodos. O avanço representa uma alta superior a 500% em apenas sete meses.

No caso do Brasil, entretanto, o principal obstáculo deixou de ser apenas o preço.

“O frete em si está relativamente estável, mas conseguir espaço para embarcar está cada vez mais difícil”, afirma o especialista.

Campos explica que essa escassez não está ligada diretamente à tentativa de exportadores brasileiros anteciparem embarques antes da entrada em vigor das novas tarifas americanas. Para ele, o intervalo entre o anúncio das medidas e sua aplicação foi insuficiente para permitir essa estratégia.

Demanda dos EUA reorganiza rotas internacionais

Na avaliação do especialista, a forte demanda por transporte para o mercado norte-americano levou armadores a priorizarem rotas mais rentáveis.

Com isso, embarcações foram deslocadas para atender o comércio com os Estados Unidos, reduzindo a oferta de navios em outras regiões, incluindo linhas que atendem o Brasil. O resultado é um mercado mais disputado e com menor disponibilidade para exportadores brasileiros.

Em alguns casos, segundo Campos, a procura supera em muito a capacidade das embarcações. Navios com espaço para cerca de 5 mil contêineres chegam a receber demanda próxima de 10 mil unidades.

Guerra e gestão de capacidade mantêm preços elevados

Dados do Índice Mundial de Contêineres Drewry, referência internacional para fretes de curto prazo, mostram que houve recuo de 3% no indicador em 30 de julho, fechando em US$ 4.255 por contêiner de 40 pés. Apesar da queda, os valores continuam muito acima da média histórica.

A consultoria atribui esse comportamento ao gerenciamento de capacidade promovido pelas empresas de navegação, que seguem cancelando viagens programadas — prática conhecida como blank sailings — para evitar uma redução mais intensa das tarifas.

Além disso, o mercado permanece pressionado pelas consequências das novas barreiras comerciais dos Estados Unidos, pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelos congestionamentos em importantes portos internacionais.

Outro fator que pesa na composição dos custos é a adoção de sobretaxas emergenciais de combustível anunciadas por diversas empresas de navegação para o mês de agosto.

Segundo semestre deve manter pressão sobre a logística

A expectativa do setor é de que o cenário permaneça desafiador até o fim do ano. Tradicionalmente, entre setembro e novembro, cresce a movimentação de cargas destinadas ao abastecimento da Black Friday e do Natal, ampliando a disputa por espaço nos navios.

Embora o elevado volume exportado favoreça a entrada de divisas e contribua para a balança comercial brasileira no curto prazo, especialistas alertam que os custos logísticos elevados e a limitação da capacidade de transporte podem reduzir a competitividade das exportações nos próximos meses.

China continua sendo referência para o mercado global

A rota marítima da China permanece como o principal indicador do comportamento do mercado internacional de fretes. Como o país concentra a maior movimentação mundial de contêineres, qualquer alteração na demanda influencia diretamente a distribuição das embarcações.

Quando os fretes nas rotas asiáticas aumentam, as companhias de navegação tendem a deslocar seus navios para esses trajetos mais lucrativos. Esse movimento reduz a oferta em outras regiões e acaba pressionando os custos do transporte marítimo em escala global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: China Daily via REUTERS

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook