Aeroportos, Logística, Portos, Sustentabilidade

VLI assina Pacto de Sustentabilidade com o Ministério de Portos e Aeroportos

A VLI assinou, na tarde desta terça-feira (22), o Pacto pela Sustentabilidade do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). O evento, realizado pela companhia durante a feira Intermodal, na cidade de São Paulo, contou com a presença do CEO da VLI, Fábio Marchiori; da diretora-executiva de Gente, Serviços e Sustentabilidade da companhia, Rute Melo Araújo; da secretária executiva do Ministério, Mariana Pescatori, que está como ministra interina, bem como de outras autoridades. O intuito do pacto é incentivar práticas sustentáveis, promover a transparência e fortalecer a inclusão social tanto pela iniciativa privada, quanto pelo setor público, em portos, aeroportos e hidrovias.

O compromisso assumido pela VLI é aderente à jornada ESG da companhia, que tem como aspiração ser referência em sustentabilidade no segmento em que atua. A VLI tem uma agenda ESG que inclui compromissos públicos assumidos em 2021 e trabalha fortemente o tema em sua cultura corporativa e em práticas sustentáveis nos pilares ambiental, social e de governança.

“A jornada ESG da VLI é realizada de forma intencional, por meio de metas e indicadores válidos para toda a liderança da companhia. A adesão ao Pacto de Sustentabilidade do Ministério dos Portos e Aeroportos é um exemplo de que acreditamos no poder das conexões para transformar a logística e para termos um Brasil sustentável”, explica Rute Melo Araújo, diretora-executiva de Gente, Serviços e Sustentabilidade da VLI.

Reconhecimento público

O MPor concederá, ainda neste ano, um selo de reconhecimento público para as empresas que participam da proposta, com níveis que refletem o grau de engajamento. O selo ouro, por exemplo, será concedido àquelas que apresentarem ao menos 10 ações distribuídas entre os três eixos da política (ambiental, social e de governança), além de estabelecerem metas autodefinidas nos eixos ambiental e social e aderirem ao Programa Brasileiro GHG Protocol. Além disso, quem tiver compromisso com as boas práticas ambientais terá os seus projetos priorizados dentro do Ministério da Infraestrutura, fazendo com que sua tramitação seja mais célebre, conforme a diretora do Programa de Sustentabilidade do Ministério, Larissa Amorim.

Fonte: Datamar News

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Inovação, Logística, Mercado Internacional, Negócios, Networking, Sustentabilidade

Ele criou um conglomerado de R$ 426 milhões em SC. Agora quer dominar o Mercosul

Grupo catarinense GNH fecha parceria com a Titan Cargo e mira expansão com foco no transporte rodoviário internacional

Tudo começou com um documento assinado por Getúlio Vargas. Em 1933, o bisavô de Marcos Heusi foi nomeado despachante aduaneiro em Itajaí, em Santa Catarina.

Noventa anos depois, o bisneto comanda um conglomerado logístico que faturou 426 milhões de reais em 2024 e agora mira o comando do mercado no Mercosul.

A movimentação mais recente envolve a Titan Cargo, transportadora especializada em cargas sensíveis e rotas internacionais por terra. Com sede em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, a empresa se torna parceira estratégica do Grupo Nelson Heusi (GNH) para formar o maior conglomerado logístico da América do Sul.

“Nos faltava a atividade de transporte rodoviário no Mercosul. Agora, com a Titan, fechamos esse ciclo e devemos multiplicar por sete o faturamento da empresa só com a nossa carteira”, afirma Marcos Heusi, CEO do GNH.

A ideia é ir além da parceria. A Titan deve ser incorporada ao grupo nos próximos 18 meses. Até lá, os ganhos de sinergia — e escala — já estão contratados. O GNH prevê um novo salto de 40% no faturamento em 2025 e a abertura de operações próprias nos Estados UnidosAlemanha e Argentina.

Como nasceu o maior grupo de logística aduaneira do Brasil

GNH começou sua trajetória no setor logístico liberando cargas nos portos de Santa Catarina, quando nem contêiner existia. A estrutura atual tem pouco a ver com aquela origem. São mais de 1.300 funcionários espalhados por todos os estados, com presença nos principais portos, aeroportos e fronteiras do país.

A transformação começou em 2002, quando Marcos Heusi entrou na empresa da família.

“Na época, eram só 12 funcionários em Itajaí. Começamos abrindo escritórios em outros portos e ampliamos o portfólio: transporte rodoviário, agenciamento de carga, armazenagem e até uma operação financeira para antecipar recebíveis”, afirma.

Hoje, o grupo responde por 6% de todo o mercado brasileiro de liberação aduaneira, sendo o maior player nacional no segmento.

A atuação cobre toda a cadeia: da liberação da carga até o transporte terrestre ou marítimo, passando pelo financiamento da nacionalização de mercadorias para os clientes.

O plano de expansão internacional do Grupo Nelson Heusi

Desde 2018, o GNH já fez cinco aquisições — todas no setor de liberação aduaneira. A lógica é clara: escalar a operação, diluir custos fixos e consolidar um mercado ainda muito fragmentado.

Agora, o grupo volta a olhar para fora.

Neste ano, abrirá escritórios próprios nos Estados Unidos e na Alemanha. Em 2026, retoma uma antiga aposta na Argentina.

“Compramos uma empresa lá há alguns anos, mas era um momento ruim do país. Agora vamos voltar com uma operação do zero”, afirma Heusi.

No Brasil, mais duas aquisições estão no radar — sempre com foco em comissárias de despacho, consideradas a “porta de entrada” para novos contratos.

“É onde temos maior fidelidade e previsibilidade de receita. Depois que o cliente entra pela liberação aduaneira, a gente vende os outros serviços”, diz.

O que muda com a entrada da Titan Cargo no grupo

Titan Cargo entra para cobrir uma lacuna crítica: o transporte rodoviário internacional, especialmente dentro do Mercosul. Essa operação exige licenças específicas em cada país — algo que o GNH ainda não tinha.

“É uma operação muito regulada. Preferimos pular etapas e formar uma aliança com quem já tem estrutura e licença para rodar”, afirma Heusi. “Só com nossa carteira de clientes, a previsão é que a Titan multiplique por sete seu faturamento.”

A parceria, segundo o CEO, é apenas o início.

O plano é transformar a aliança em uma aquisição parcial até o final do ano que vem.

A movimentação permite ao grupo ampliar sua presença física na região e agregar novos serviços à base atual de 900 clientes ativos, que vai de multinacionais do setor automotivo e alimentício até pequenas exportadoras.

Estratégia de aquisições e novos mercados na mira

GNH adota uma estratégia bem definida: consolidar o mercado aduaneiro, ganhar escala com aquisições e ampliar serviços de forma progressiva.

Desde 2020, incorporou empresas no Rio de Janeiro e no Sul para segmentar clientes — grandes corporações ficam com a marca GNH; pequenas e médias, com a subsidiária Time Log.

Além disso, a empresa está investindo em tecnologia e ampliação de hubs logísticos com foco em sustentabilidade, incluindo metas para ter 33% da receita oriunda de frota elétrica ou compensação de carbono até 2033.

Mesmo com escala e tecnologia, o maior desafio do GNH é um velho conhecido do setor de serviços: pessoas.

“Nosso maior gargalo hoje é gente boa. Crescemos de 12 para 1.400 funcionários em 20 anos, e vamos contratar mais 350 a 400 só este ano”, afirma o CEO.

O problema é agravado pelo fato de a empresa estar sediada no Sul, região com pleno emprego e mão de obra mais escassa.

A solução tem sido formar equipes internas, com programas de estágio e planos de carreira.

“A gente precisa de pessoas que queiram crescer com a empresa. Muitos dos nossos diretores começaram como estagiários”, completa Heusi.

Logística integrada: do navio à fábrica e à exportação

O diferencial do GNH, segundo o CEO, está na capacidade de fechar o ciclo logístico. A empresa escolhe o navio, faz o transporte, cuida da liberação aduaneira, entrega na fábrica e, se o cliente quiser, faz o caminho inverso para exportação.

“Agora também fazemos a entrega rodoviária internacional. É como se a gente tivesse fechado o último elo da corrente”, diz.

Com essa nova estrutura, o grupo quer se posicionar como referência em logística integrada no hemisfério sul, conectando indústrias do Brasil ao mundo com velocidade, rastreabilidade e controle em todas as etapas.

Fonte: Exame

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Comércio, Comércio Exterior, Internacional, Negócios, Sustentabilidade

UE reduz exigências de regra contra desmatamento para importadores

Bloco decidiu flexibilizar o número de documentos que empresas precisarão apresentar para importar produtos como café, soja e carne bovina

União Europeia decidiu flexibilizar parte das regras para conter o desmatamento em todo o mundo, tornando mais fácil para os importadores provarem que obtiveram os documentos necessários.

A Comissão Europeia, órgão executivo do bloco, informou na terça-feira (15) que as empresas poderão apresentar declarações de A Comissão também flexibilizou as obrigações para que as empresas verifiquem o cumprimento das regras por parte de fornecedores abaixo de sua cadeia de suprimentos.

O esforço da UE para reduzir o desmatamento, não apenas no bloco, mas em países como o Brasil, tornou-se um dos elementos mais controversos dos planos do Green Deal do bloco. anualmente, em vez de fazer isso a cada carga importada.

A legislação – que visa combater o desmatamento em produtores de commodities como cafécacausoja e carne bovina – tem sido criticada por seu alcance global e pela burocracia que impõe aos agricultores e importadores.

“Nosso objetivo é reduzir a burocracia para as empresas e, ao mesmo tempo, preservar os objetivos do regulamento”, disse Jessika Roswall, comissária de meio ambiente da UE. “Estamos comprometidos com a implementação das regras da UE sobre o desmatamento.”

As medidas devem resultar em uma redução de 30% nos custos administrativos, disse a comissão.

Após meses de pressão, em outubro, a UE adiou a implementação das regras em um ano, de modo que agora elas entrarão em vigor no final de 2025.

A comissão deve classificar os países de acordo com seu nível de risco de desmatamento até o final de junho.

Fonte: Bloomberg Línea

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Internacional, Oportunidade de Mercado, Portos, Sustentabilidade

Vietnã e Brasil miram comércio bilateral de US$ 10 bilhões nos próximos dois anos

Empresas brasileiras interessadas em expandir para o mercado vietnamita se reuniram em um seminário empresarial organizado pelo Escritório Comercial do Vietnã em São Paulo, no dia 9 de abril, realizado em conjunto com a sexta edição da Feira de Alimentos e Bebidas ANUGA.

O embaixador vietnamita no Brasil, Bui Van Nghi, abriu o evento destacando o progresso constante nas relações bilaterais desde o estabelecimento dos laços diplomáticos em 1989. Ele ressaltou a importância da elevação da parceria estratégica em 17 de novembro de 2024, que marcou o Brasil como o primeiro parceiro estratégico do Vietnã na América do Sul — e o Vietnã como o primeiro parceiro estratégico do Brasil no Sudeste Asiático.

O diplomata vietnamita também recordou os resultados da visita oficial do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva ao Vietnã no final de março, ocasião em que ambos os países emitiram uma declaração conjunta lançando um programa de ação para o período de 2025–2030, com o objetivo de aprofundar a cooperação em setores-chave.

Durante o seminário, os participantes discutiram ativamente oportunidades, desafios e estratégias para impulsionar os laços econômicos bilaterais.

Victor Key, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Vietnã, descreveu o Vietnã como um parceiro comercial vital na Ásia. Ele expressou otimismo de que o comércio bilateral possa atingir US$ 10 bilhões nos próximos dois anos.

Bruno Romano, diretor comercial da GreenLife Solution, destacou o potencial do mercado vietnamita para exportações brasileiras como carne bovina, frango e grãos. Ele também afirmou que o Vietnã é um fornecedor confiável de matérias-primas, incluindo frutas congeladas, resinas plásticas, ferro, aço e alumínio para as indústrias brasileiras.

Pham Hong Trang, chefe do Escritório Comercial do Vietnã no Brasil, enfatizou a complementaridade econômica entre os dois países. “O Brasil, maior economia da América Latina, é forte em agricultura, energia e manufatura — setores que se alinham bem com a estratégia do Vietnã de diversificar seus mercados de exportação em meio a realinhamentos no comércio global”, disse ela.

Durante a feira, realizada de 8 a 10 de abril, empresas vietnamitas apresentaram uma variedade de produtos alimentícios e bebidas típicas, como pho desidratado, macarrão instantâneo, enlatados, frutas secas cobertas com chocolate, chá, café e grãos saudáveis. Elas participaram de sessões de networking com redes de supermercados e distribuidores brasileiros, com o objetivo de acessar o mercado consumidor do país, com 230 milhões de habitantes.

A edição deste ano da feira atraiu mais de 500 empresas de 23 países e recebeu mais de 16 mil visitantes de 33 nações.

Fonte: Voice of Vietnam

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Comércio Exterior, Informação, Inovação, Logística, Negócios, Notícias, Sustentabilidade

Cabotagem para cargas fracionadas: Amalog apresenta inovação logística na Intermodal 2025 

A Amalog, referência em soluções logísticas integradas, e o RêConecta News anunciaram uma parceria estratégica para a Intermodal South América 2025, que acontecerá de 22 a 24 de abril no Distrito Anhembi, em São Paulo.  

Reconhecido como o principal evento do setor de logística na América do Sul, o evento será uma oportunidade para destacar a inovação e a eficiência operacional promovidas pelas empresas.  

Inovação e sustentabilidade 

Entre as principais soluções que serão apresentadas pela Amalog na Intermodal 2025 está a Cabotagem para cargas fracionadas. A cabotagem, que se refere ao transporte marítimo de cargas entre portos do mesmo país, desempenha um papel crucial para economia brasileira.  

O transporte fracionado, que sempre foi amplamente utilizado no modal rodoviário, surge como uma oportunidade para a cabotagem. O uso do modal marítimo para esse tipo de operação oferece uma alternativa viável para o transporte de mercadorias, facilitando o acesso a mercados em outras regiões do Brasil. 

Comprovadamente, a cabotagem é uma opção de transporte muito mais econômica, sustentável e segura em comparação com o transporte rodoviário, e resulta em significativa redução nos custos logísticos. Quando várias pequenas cargas são agrupadas em um único contêiner, isso reduz o custo por unidade transportada. 

Em um mundo em que, cada vez mais o olhar se volta para aas políticas ESG, ter uma opção de transporte que reduza as emissões de CO² no meio ambiente é sempre benvinda, explica Amilton Cassio, Diretor de Vendas da Amalog. “Nosso desafio foi tornar-se esse serviço tão ágil quanto o rodoviário, e hoje já oferecemos opções que atendem as regiões SUL e Sudeste para Manaus e em breve passaremos a atender também a região Nordeste.” 

Soluções com tecnologia e eficiência 

A Amalog nasceu com o propósito de transformar a logística por meio da tecnologia e da automação. Ao longo dos 7 anos de existência, a empresa expandiu sua atuação, investindo em soluções inovadoras e ampliando sua presença com filiais em pontos estratégicos do país. Com sede em Santos e armazéns em Itajaí (SC), Cachoerinha (RS), São José dos Pinhais (PR), Campinas (SP), Belo Horizonte (MG) e Manaus (AM), a AMALOG tem se destacado pela capacidade de integrar diferentes modais e simplificar processos, garantindo eficiência e redução de custos para seus clientes.  

Entre os principais diferenciais oferecidos pela empresa está a Plataforma Amalog de Serviços (PAS), que integra todos os envolvidos no processo de comércio exterior e logística, eliminando burocracias e permitindo a gestão em tempo real das operações.  

Inteligência Artificial 

Por ter se tornado recentemente uma empresa OTM, a Amalog enxergou na cabotagem, que era o momento de investir expressivamente e apresentar ao mercado ferramentas inovadoras, sendo pioneira em incluir em sua Plataforma agentes de inteligência artificial para facilitar toda a gestão, operacionalização e segurança da informação para seus clientes. São várias ferramentas criadas, através da IA que irão trazer produtividade e efetividade para a Empresa, podendo de fato oferecer um serviço para cabotagem com horários regulares e previsíveis, que é a carência e de suma importância para empresas que precisam planejar seu estoque e logística, tudo controlado pelo cliente em tempo real. 

A Plataforma que já possuía o monitoramento contínuo de documentos, foi pioneira no Brasil em gerar suas DTAS e apresentar os dossiês para Receita Federal, sem precisar sequer entrar no Siscomex Trânsito Aduaneiro ou Portal Único Siscomex, com gestão de previsão de carregamento, prazos de entrega e status de lotes e containers carregados, além de automatizar tarefas, oferecendo rastreamento contínuo de veículos, otimizando operações e garantindo mais segurança e controle. “Desde que entramos no mercado, unimos tecnologia e transporte para atender a uma necessidade real dos clientes. Nossa plataforma é hoje o nosso principal diferencial, pois permite que os clientes acompanhem suas mercadorias em tempo real, façam cotações de frete e tenham uma experiência logística mais eficiente”, afirma Shandres Jordani, Diretor Executivo da Amalog.  

De “alfinete à foguete” 

A Amalog buscou o registro de operador multimodal (OTM), que integram diferentes modais – rodoviário, marítimo e aéreo – para atender às necessidades específicas de cada cliente. “Nosso foco está na carga de menor tamanho, o LTL, fracionado para ser transportado posteriormente por cabotagem. Por isso, temos uma frase que resume bem o nosso trabalho: ‘transportamos de alfinete a foguete’. Literalmente todo tipo de mercadoria fracionada, com entregas em todo o Brasil em todos os tipos de modais”, completa Shandres Jordani. 

Ainda segundo Shandres Jordani, a cabotagem foi importante porque a empresa jpa contava com HUBs nas principais regiões como em Campinas, Itajaí, Canoas e estrategicamente em Manaus para atender os principais Portos, aeroportos e fronteiras do país.  

A parceria entre a Amalog e o ReConecta News na Intermodal 2025 reforça o compromisso de ambas as empresas em impulsionar o setor logístico brasileiro por meio de tecnologia e inovação. O evento reunirá mais de 500 marcas expositoras, conectando profissionais e empresas a soluções operacionais de ponta a ponta, garantindo novas oportunidades de negócios e fortalecendo ainda mais o setor.  

Venha conhecer tudo o que a Amalog tem a oferecer na Intermodal 2025!  

Te esperamos no estande G100.  

Saiba mais sobre a AMALOG: https://amalog.com.br/site/  

Faça sua inscrição: https://www.intermodal.com.br/pt/home.html 

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Comércio Exterior, Evento, Internacional, Logística, Sustentabilidade

A visão dos especialistas: desafios, oportunidades e o caminho para a AAPA LATAM PERU 2025

Em junho, o Congresso AAPA LATAM, evento emblemático do setor portuário latino-americano, será realizado em Lima, Peru.

Além dos destaques dos passeios por dois de seus principais centros de infraestrutura, o Porto de Callao e o novo Porto de Chancay, o evento também contará com uma incrível agenda de conferências, que abrange desde as mais globais até as mais específicas, sempre de interesse dos stakeholders do setor, que participarão do evento em grande número. Também contará com expositores de alto nível.

O programa da conferência abrange desde uma análise das perspectivas da economia global e seu impacto na demanda no setor marítimo e portuário; aos casos de sucesso em sustentabilidade e descarbonização nas operações portuárias, bem como aos desafios em automação e tecnologia, por meio da redefinição de portos globais e cases de expansão dessa área na América Latina; As perspectivas para os principais geradores de carga e alianças de transporte emergentes, e inovação e resiliência para terminais de contêineres e granéis, bem como os desafios enfrentados pela indústria de cruzeiros e cidades portuárias na era da integração logística.

Referências

Consultamos especificamente três figuras proeminentes que farão parte dos painéis do encontro. São eles: Juan Carlos Paz Cárdenas , Presidente do Conselho de Administração da Autoridade Portuária Nacional do Peru e membro do conselho de administração da AAPA LATAM; Dinesh Sharma , Diretor Executivo da Drewry, renomada consultoria global de transporte marítimo, e Carlos Urriola , especialista em portos e membro do Conselho de Administração da AAPA LATAM. Aqui eles discutem a importância da escolha do Peru como centro portuário e sede do Congresso; Os desafios e oportunidades que a América Latina enfrenta no atual contexto de incerteza geopolítica e comercial, e como isso afeta a indústria portuária e marítima na América Latina. Da mesma forma, como as alianças de transporte estão influenciando as cadeias logísticas e os portos.

Para Juan Carlos Paz, 2024 foi um ano importante para o desenvolvimento portuário no Peru. “A inauguração do Terminal Portuário Multipropósito de Chancay marcará um marco na conectividade com a Ásia, permitindo rotas diretas para Xangai em apenas 23 dias. Da mesma forma, o Píer Bicentenário de Callao, com 1.050 metros de comprimento e totalmente eletrificado, fortalece a capacidade operacional do porto mais importante do país. Isso se soma aos novos investimentos em Chancay e Callao, bem como em portos regionais, marítimos e fluviais ”, observa.

Ele acrescenta que esse crescimento fortaleceu a competitividade do Peru no comércio global, com exportações superiores a US$ 74 bilhões, dos quais US$ 12,7 bilhões correspondem às exportações agrícolas. “Nos posicionamos como líderes em produtos como mirtilos e uvas, e entre os principais exportadores de abacates e mangas. Além disso, somos o sétimo país em volume de trânsito pelo Canal do Panamá “, enfatiza.

Especificamente, ele diz que essas conquistas fizeram do Peru um ator-chave em logística e comércio internacional, tornando a escolha de Lima como sede do Congresso AAPA LATAM 2025 uma oportunidade estratégica para mostrar nosso crescimento e liderança no setor portuário.

Quanto a como os países latino-americanos podem se posicionar em uma realidade desafiadora, em termos de geopolítica e comércio global; Paz reconhece que a incerteza é uma constante na história econômica e geopolítica, e cada país deve definir estratégias claras para transformar desafios em oportunidades. Ele enfatiza que, nos últimos anos, o Peru fortaleceu sua integração comercial por meio de 23 Tratados de Livre Comércio (TLCs) com as principais economias do mundo, incluindo Estados Unidos, China e União Europeia. Da mesma forma, por meio de estratégias eficazes em comércio exterior, exportações agrícolas, mineração e desenvolvimento portuário, ele diz que o Peru conseguiu consolidar um caminho de crescimento sustentado. Apesar das incertezas globais, uma visão clara e políticas bem estruturadas nos permitem permanecer competitivos e continuar expandindo nossa presença em mercados internacionais.

“Nosso modelo portuário é referência na região, com investimentos de 18 países, entre eles Estados Unidos, Reino Unido, Brasil, Espanha, México, Holanda, Turquia, Emirados Árabes Unidos, China e Austrália. Nossa política de concessões tem sido bem-sucedida, com oito concessões já outorgadas, uma nona em processo de assinatura e a extensão de 30 anos da concessão do Terminal Portuário de Matarani”, explica.

Especificamente, em relação aos objetivos de otimizar tempos e reduzir custos, reduzir congestionamentos e poluição e criar um sistema portuário e de transporte mais amigável à população, ele enfatizou: “O fortalecimento do sistema portuário peruano requer uma abordagem abrangente que abrange infraestrutura, logística e conectividade com o interior. A Autoridade Portuária Nacional (APN), por meio do Plano Nacional de Desenvolvimento Portuário (PNDP), trabalha em estreita coordenação com o Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC) e seu Plano Nacional de Serviços de Logística de Transporte e Infraestrutura até 2032.”

Ele também enfatizou que um dos principais objetivos é melhorar a conectividade entre o porto e a cidade por meio do desenvolvimento de infraestrutura rodoviária e ferroviária. “Foram planejados importantes corredores logísticos, como a ligação rodoviária entre Chancay e Callao, a ferrovia Eten-Cajamarca, a ferrovia San Juan de Marcona-Apurímac, a ferrovia Barranca-Lima (passando por Callao e Chancay) e a ferrovia Chancay-Pucallpa. Além disso, a legislação de cabotagem altamente flexível do Peru abre novas oportunidades para integrar portos regionais com os principais centros logísticos do país, facilitando o acesso aos mercados internacionais. Com essas iniciativas, estamos caminhando para um sistema portuário mais eficiente, sustentável e competitivo, alinhado às tendências globais de comércio e logística.”

Tendências e desafios

Por sua vez, Dinesh Sharma, da Drewry, destaca que a América Latina tem visto um forte crescimento no tráfego portuário nos últimos anos. “Comparado aos níveis de janeiro de 2019, esse crescimento foi de 30%. Além disso, a taxa média de crescimento de 12 meses atingiu 11,1% em dezembro passado, quase o dobro da média global de 6,1% ”, ele diz.

Falando especificamente no Peru, nos últimos dois anos, o tráfego nos portos mais importantes, como Callao, aumentou em até 25%, e em outros casos, como o Terminal Portuário de Paracas, esse percentual quadruplicou, explica. “Esse crescimento é reflexo principalmente dos investimentos em infraestrutura e equipamentos, que levam tanto ao aumento da capacidade quanto à melhoria da eficiência “, alerta.

Ele entende que, na América Latina, os investimentos em infraestrutura logística são desafiadores e extremamente importantes para responder ao crescimento da região. “Desafios tanto de uma perspectiva geográfica e demográfica, quanto para as receitas de exportação, especialmente de commodities e produtos perecíveis, onde os custos logísticos e a relação tempo/eficiência são componentes-chave da competitividade”, ele insiste.

Ela destaca a importância do Peru em termos de movimentação de contêineres. É importante lembrar que mais da metade dos 7 milhões de TEUs de capacidade adicional planejada para os próximos cinco anos ao longo da Costa Oeste da América Latina, do México ao Chile, estão no Peru. “Este país desempenha e desempenhará não apenas um papel importante e crescente como um centro para si mesmo, mas também como um centro para a região”, diz ele.

Em relação à incerta situação geopolítica e comercial global e como ela afeta o setor marítimo e portuário; ressalta que houve uma mudança fundamental. “De um mundo de relativa previsibilidade para um onde, primeiro, o risco geopolítico é alto e, segundo, a competição geopolítica é intensa. A política comercial está levando a um crescente campo de batalha competitivo. Isso também está levando a uma forte fragmentação entre esses concorrentes e blocos econômicos. O ambiente geopolítico atual apresenta dois riscos: alta volatilidade e, consequentemente, grande incerteza; mas, ao mesmo tempo, oportunidades para a América Latina. Para enfrentar esses desafios, a região é especialmente resiliente em exportações de commodities com exposição comercial a muitos países, onde a competitividade tem muito a ver com custos logísticos e eficiência”, explica .

A perspectiva atual para a região de Drewry é de 6 milhões de TEUs de capacidade de processamento adicionados nos próximos cinco anos. Dada a adição de capacidade planejada na região, a utilização provavelmente permanecerá inalterada durante esse período, diz Sharma.

“A história recente mostrou a incerteza global que levou a gargalos nas cadeias de suprimentos e, portanto, investimentos em infraestrutura logística para lidar melhor com essa volatilidade e incerteza serão essenciais. Outra consequência dessa intensa competição geopolítica serão as exportações em larga escala decorrentes do excesso de capacidade industrial. Uma oportunidade para a região pode ser participar mais das cadeias de suprimentos de valor por meio de maior integração na infraestrutura logística, trazendo competitividade de custos e eficiência para essas cadeias”, argumenta.

Mais particularmente como isso afeta portos e terminais; ressalta que eles estão operando em um ambiente altamente dinâmico. “A combinação de pico de demanda e interrupções na cadeia de suprimentos resulta em atrasos nas escalas de embarcações, deterioração da integridade do cronograma, altos volumes e falta de capacidade intermodal. Tudo isso é um desafio de teste para operadores de portos e terminais, que devem estar preparados para enfrentar esse ambiente altamente volátil. Vimos as consequências dessa situação por meio do impacto na produtividade operacional. A necessidade de encontrar maiores eficiências operacionais e de capacidade em toda a pegada do processo do terminal levará a um maior impulso em direção à digitalização e automação ”, explica ele.

Por fim, ele observa que os operadores de terminais de contêineres estão cada vez mais transferindo suas operações de um modelo de negócios tradicional, ou apenas dentro de certos limites, para se tornarem totalmente integrados às cadeias de suprimentos globais em resposta a um cenário altamente competitivo.

Oportunidades

Sobre a importância do Peru como anfitrião do encontro da AAPA LATAM, Carlos Urriola , diretor da AAPA LATAM e do grupo de terminais CARRIX, destaca que, desde os tempos coloniais, o Peru é um ponto importante para o comércio mundial. “Os investimentos nas expansões de Callao e Chancay confirmam seu papel como um hub marítimo para distribuição de cargas. Além da infraestrutura portuária, investimentos contínuos em estradas, ferrovias e parques logísticos são necessários para tornar o Peru um hub ainda mais bem-sucedido. A seleção de Lima para o Congresso da AAPA será uma excelente oportunidade para discutir projetos locais e regionais ”, acrescentou.

Sobre os desafios impostos pela incerteza geopolítica e comercial global para a América Latina, ele sustenta: “Devemos continuar aumentando o comércio entre os países da região e mantê-lo altamente competitivo em termos de custos e conectividade. Existem variáveis ​​que nossos países não podem controlar; mas devemos nos concentrar em manter e aumentar a eficiência de nossos sistemas para movimentar todos os tipos de carga de forma ‘verde’ “, argumenta.

Por fim, em relação ao impacto das grandes alianças de transporte de contêineres que dominam os mercados logístico e portuário, ele acredita que a maioria delas nasce e morre antes de sua data de expiração. Ele sustenta que dois fenômenos estão ocorrendo na região em relação a essa questão: “Por um lado, alianças estão experimentando redes de embarcações usando transbordo, e outras com serviços diretos. Essa é uma grande mudança na região. Por outro lado, as linhas de navegação estão operando múltiplos terminais portuários, e há muito poucos operadores portuários que não fazem parte das estruturas dessas linhas.”

Dessa forma, entende-se que os níveis de competição serão muito fortes, e os governos devem garantir uma concorrência justa entre todos os atores da cadeia logística.

Um encontro estratégico para toda a região

A AAPA LATAM 2025 será um espaço privilegiado para o diálogo regional, a análise estratégica e a troca de experiências entre os diversos stakeholders da cadeia logística e portuária.
De 24 a 27 de junho, Lima será o palco para novas ideias, projetos futuros e decisões importantes para construir uma indústria mais resiliente, eficiente e conectada.

FONTE: AAPA LATAM
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Porto Itapoá praticamente dobra lucro líquido com R$ 484,5 milhões em 2024

O Porto Itapoá divulgou hoje seus resultados financeiros de 2024. O terminal conta com uma participação de 22,9% do fundo em participações de Infraestrutura (FIP-IE) BRZ Infra Portos (BRZP11).

A receita operacional líquida atingiu R$ 1,22 bilhão, crescimento de 88% em relação a 2023, quando somou R$ 650 milhões. Na mesma linha, o Lucro Operacional do período foi de R$ 773 milhões, um avanço de 106% em relação a 2023.

O lucro líquido da companhia também registrou um crescimento robusto, saltando de R$ 252 milhões em 2023 para R$ 484,5 milhões em 2024 — 92% de aumento. Esse resultado expressivo foi impulsionado pela expansão da capacidade operacional, associada ao controle de custos e ao crescimento da receita em ambos os mercados, interno e externo.

“São números que mostram um crescimento sustentável e ganho substanciais para os acionistas e, consequentemente, para os cotistas”, afirma o CEO e sócio da BRZ Investimentos, Ricardo Propheta.

Movimentação
Na frente operacional, o Porto movimentou aproximadamente 1,3 milhão de TEUs  ao longo de 2024, superando o 1,1 milhão de TEUs registrados no ano anterior, o que representa um crescimento de 12,6% no volume total. A conclusão da expansão da área do pátio em mais 50 mil m², totalizando 455 mil m², construção de um armazém de 8 mil metros quadrados e a aquisição de equipamentos e veículos de grande porte para a movimentação desses contêineres contribuíram com esse resultado. Com as últimas expansões, a capacidade anual de movimentação do porto, atualmente, é de 1,8 milhão de TEUs.

Confira abaixo os principais produtos exportados via Porto de Itapoá em 2025. Os dados são do DataLiner:

Principais produtos exportados via Porto de Itapoá – 2025 – TEU

Investimentos
O crescimento expressivo nos indicadores financeiros e operacionais ocorre em um contexto de investimentos robustos em infraestrutura. A companhia já aprovou, por exemplo, a Fase IV de expansão, que terá início em março de 2025 e deve durar dois anos, com foco em aquisição de equipamentos e expansão do pátio do terminal.

FONTE: DataMar News
Porto Itapoá praticamente dobra lucro líquido com R$ 484,5 milhões em 2024 – DatamarNews

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Petrobras faz parceria com BNDES e busca rentabilidade no mercado de créditos de carbono

Protocolo de intenções prevê compra de créditos de carbono de projetos de reflorestamento na Amazônia financiados pelo Banco

A Petrobras e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciaram um protocolo de intenções para impulsionar um programa de aquisição de créditos de carbono. O projeto, denominado Pro Floresta+, visa a restauração florestal de 50 mil hectares na Amazônia e pode movimentar até R$ 1,5 bilhão.

O protocolo foi assinado pelos presidentes das respectivas instituições, Magda Chambriard e Aloizio Mercadante, na sede da Petrobras no Rio de Janeiro nesta segunda-feira (31).

De acordo com Magda, o Pro Floresta+ representa um avanço significativo na agenda de sustentabilidade da estatal. “Esse programa de carbono é uma verdadeira revolução. Estamos demonstrando nossa preocupação com o meio ambiente, mas também entrando no mercado para fazer dinheiro com isso”, afirmou a executiva.

Ela ressaltou ainda que o grande diferencial do programa é estabelecer um preço de referência para os créditos de carbono, o que pode estimular o desenvolvimento desse mercado no Brasil.

Leilões para créditos de carbono e financiamento facilitado

O modelo adotado pelo ProFloresta+ prevê leilões competitivos para selecionar empresas que realizarão o reflorestamento na Amazônia. A Petrobras se compromete a comprar os créditos de carbono dessas empresas, enquanto o BNDES financiará os projetos por meio do Fundo Clima, com juros de 1% ao ano.

A diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, destacou a importância do programa. “Estamos falando de replantar floresta nativa no bioma amazônico, no arco do desmatamento. Trata-se de uma solução completa para o negócio de restauração ambiental”.

Já o diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Maurício Tolmasquim, explicou que o modelo adotado permite uma formação de preços mais transparente e eficiente.

“Uma empresa que vai investir na reflorestação participará de um processo competitivo organizado pela Petrobras. Quem oferecer o melhor preço ganha, e com esse contrato de compra e venda (PPA), o BNDES pode financiar o projeto sem exigir garantias corporativas ou cartas de fiança.”

Com preços mais transparentes e previsíveis, outras empresas podem se interessar por esse mercado, aumentando a demanda e valorizando os créditos de carbono ao longo do tempo. Além disso, a parceria da Petrobras com o BNDES possibilita um modelo no qual a estatal garante a compra dos créditos, enquanto o banco financia os projetos de reflorestamento. Isso reduz o risco para os investidores ambientais e pode gerar uma oferta estável de créditos de carbono a preços competitivos.

O edital do primeiro leilão está previsto para julho deste ano e terá um investimento inicial de R$ 450 milhões. O objetivo é estruturar cinco projetos-piloto, cada um cobrindo 3 mil hectares e capturando cerca de 1 milhão de toneladas de carbono.

Parceria com Instituto Francês reforça investimentos da Petrobras em transição energética

Além do Pro Floresta+, a Petrobras firmou um acordo de cinco anos com o Instituto Francês do Petróleo e Energias Renováveis (Ifpen) para pesquisa, desenvolvimento e inovação (P&DI) em transição energética e descarbonização.

A diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi, destacou as áreas de atuação da parceria: “Captura e armazenamento de CO2, geração renovável, armazenamento de energia, mobilidade elétrica e biocombustíveis estão entre os focos desse acordo”.

Esse movimento faz parte do Plano Estratégico da Petrobras, que prevê US$ 16,3 bilhões em projetos de baixo carbono nos próximos cinco anos. O acordo também permite colaborações com subsidiárias do Ifpen, como o Grupo Axens e a Beicip-Franlab, ampliando o intercâmbio tecnológico e acelerando a implementação de novas soluções sustentáveis.

FONTE: Seu Dinheiro
Petrobras faz parceria com BNDES visando mercado de carbono

 

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ApexBrasil lança programa para descentralizar investimentos estrangeiros no Brasil

Iniciativa busca atrair recursos para regiões menos contempladas e impulsionar a economia verde

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), vai lançar na próxima sexta-feira (4/4) o programa “Investe Mais Estados”. A iniciativa tem como principal objetivo diversificar os destinos dos investimentos estrangeiros no Brasil e impulsionar soluções sustentáveis em todas as regiões do país.

Atualmente, a maior parte dos investimentos estrangeiros diretos no Brasil está concentrada nas regiões Sul e Sudeste, que respondem por aproximadamente 80% das receitas brutas geradas por empresas internacionais no país. Enquanto isso, Norte e Nordeste representam apenas cerca de 10% desses recursos. Com o “Investe Mais Estados”, a ApexBrasil pretende reverter essa concentração, promovendo visitas de investidores a diferentes regiões, mapeando oportunidades e orientando estados na estruturação de projetos para captar financiadores internacionais.

O evento de lançamento acontece no B Hotel, em Brasília, e vai contar com a presença do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, da chefe da Representação do BID no Brasil, Annette Killmer, além de autoridades federais.

Jorge Viana destaca a importância estratégica do programa para estimular um desenvolvimento mais equitativo e sustentável no Brasil. “O lançamento é um marco para diversificar os destinos de investimentos estrangeiros no Brasil. Nossa gestão tem um olhar muito especial para o Norte e Nordeste em relação às exportações, e iremos fazer o mesmo com a atração de investidores. Além disso, queremos atrair recursos internacionais para combater as mudanças climáticas, que são uma emergência global”, comentou.

O governo federal estima que o Plano de Transformação Ecológica (PTE) do Brasil precisa de US$ 130 bilhões anuais em investimentos para avançar em pesquisa e desenvolvimento sustentável. Nesse contexto, a diversificação dos investimentos é essencial para garantir que todas as regiões possam se beneficiar dos recursos internacionais e contribuir para a descarbonização da economia.

A chefe da Representação do BID no Brasil, Annette Killmer, reforça o compromisso da instituição com o programa. “A diversidade oferecida pelos estados brasileiros é um ativo extremamente valioso. Queremos ajudar governos e empresas a transformá-lo em oportunidades, além de incentivar investidores a identificarem esse potencial, sobretudo em regiões que não têm sido destino prioritário de investimentos”, frisou. Segundo ela, a iniciativa contribuirá para democratizar os investimentos e fortalecer setores estratégicos para o desenvolvimento sustentável do país.

FONTE: Correio Braziliense
ApexBrasil lança programa para descentralizar investimentos estrangeiros no Brasil

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Portos do Arco Norte lideram exportação de soja e milho

Os portos privados do Arco Norte movimentaram 52,3 milhões de toneladas de soja e milho para exportação em 2024, segundo o Anuário Estatístico da ANTAQ.

O volume representou 47,4% das exportações nacionais de milho, com 18,4 milhões de toneladas, e 35,3% das exportações de soja, totalizando 34,4 milhões de toneladas. O desempenho superou corredores tradicionais como Santos, que escoou 16,7 milhões de toneladas de milho (42% do total) e 27,9 milhões de toneladas de soja (28,3%).

Mesmo com os desafios da seca extrema em 2024, os portos da região mantiveram operações eficientes, impulsionadas por investimentos contínuos em infraestrutura e medidas para garantir a competitividade. A modernização e a ampliação da capacidade de escoamento foram fatores determinantes para a superação das dificuldades climáticas.

A necessidade de investimentos em infraestrutura segue como prioridade para minimizar os impactos das secas prolongadas. A dragagem de pontos críticos do Rio Tapajós, planejada pelo DNIT, é uma das ações consideradas essenciais para garantir a navegabilidade e evitar interrupções no transporte de cargas. Medidas como essa são vistas como fundamentais para o desenvolvimento sustentável do setor e da economia regional.

Com uma capacidade atual de 52 milhões de toneladas, o setor já projeta um crescimento significativo. Investimentos em andamento devem dobrar essa capacidade nos próximos cinco anos, permitindo o embarque de até 100 milhões de toneladas de grãos. O cenário indica um futuro promissor para os portos do Arco Norte, que seguem se consolidando como peça-chave na logística de exportação brasileira.

Fonte: Agrolink
Portos do Arco Norte lideram exportação de soja e milho

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