Comércio Exterior, Gestão, Industria, Logística, Negócios, Sustentabilidade, Tecnologia

O ESPECIALISTA: ANDREY LEANDRO 

De executor a estrategista de supply: a transformação das compras internacionais no Brasil 

Há pouco mais de uma década, bastava importar para vender. O Brasil vivia um boom de consumo e um mercado menos competitivo, onde praticamente tudo o que se importava se vendia. Mas o tempo passou, os players aumentaram e os desafios se multiplicaram. A globalização acelerada, somada à instabilidade econômica e às rupturas logísticas, como a pandemia, exigiu muito mais do que apenas bons fornecedores e negociações de preço. Foi o início da transformação: o comprador precisava deixar de ser um executor de pedidos para se tornar um estrategista de supply. 

Essa mudança não foi apenas de nomenclatura — foi de mentalidade, estrutura e visão. Vivenciei isso de perto ao longo dos últimos 15 anos, enfrentando decisões críticas em momentos de crise e de crescimento. Aprendemos que o sucesso de uma operação de compras internacionais está diretamente ligado ao alinhamento com o time comercial, ao entendimento do mercado consumidor e, principalmente, à capacidade de planejar com meses de antecedência a demanda futura, mesmo diante de um cenário incerto. Ou seja, integrando compras, vendas e estratégia. 

Hoje, o profissional que atua nessa área precisa ser multifuncional: entender de logística, regulação, finanças, tecnologia e, sobretudo, de comportamento humano. Saber o que o time comercial precisa vender e o que o cliente final deseja comprar se tornou tão importante quanto conseguir o melhor lead time ou condição comercial. 

Nesse contexto, o Brasil forma alguns dos compradores mais resilientes do mundo. Afinal, navegamos diariamente por mares turbulentos: câmbio volátil, mudanças regulatórias, burocracia alfandegária, gargalos logísticos e, por vezes, interpretações subjetivas das autoridades. Ainda assim, seguimos entregando resultados, porque combinamos planejamento, tecnologia, relacionamento e, claro, muita criatividade. 

O futuro aponta para uma jornada ainda mais estratégica. A digitalização, a automação, a sustentabilidade e os novos acordos comerciais vão moldar os próximos anos. E quem quiser se destacar nesse cenário precisará ir além das hard skills. Será necessário cultivar autoconhecimento, networking e resiliência. Porque o sucesso duradouro não vem em 10 segundos, como um vídeo viral. Ele é construído dia após dia, com visão, paciência e propósito. 

Para evoluir, o mindset também precisa mudar: 

  • Do foco no resultado imediato → para a valorização do processo. 
  • Da busca por cargos→ para a entrega de valor real. 
  • Da pressa → para a construção consistente. 

É por isso que, mais do que ser apenas um bom comprador que simplesmente monta um pedido e negocia o preço, acredito que, na importação, é preciso ser um estrategista de supply — um conector de soluções globais. Sourcing internacional é muito mais do que encontrar preços baixos: é encontrar parceiros confiáveis, tecnologias de ponta e soluções sob medida que tragam resultados reais. 

Atuo como um hub global de sourcing, com presença forte na Ásia e parceiros estratégicos em todo o mundo. Da prospecção e homologação de fornecedores, passando por auditorias, inspeções e negociações, até o acompanhamento logístico e técnico da produção, minha missão é transformar o acesso a mercados internacionais em vantagem competitiva sustentável. 

Já ajudei indústrias a dobrarem sua produção com o mesmo número de colaboradores, graças à introdução de máquinas mais modernas e automatizadas. Também eliminei elos da cadeia de fornecimento, proporcionando reduções de até 40% no custo final de produtos. 

Trabalho com profundidade técnica, sensibilidade cultural e estratégia comercial para garantir que cada decisão de sourcing seja segura, eficaz e orientada ao crescimento. 

Sourcing internacional é uma alavanca de crescimento quando bem-feito — e estou aqui para fazer isso com você! 

QUEM É ANDREY LEANDRO? 

Andrey Silvino Leandro é um profissional com mais de 15 anos de experiência em compras internacionais, sourcing e desenvolvimento de fornecedores. Atualmente, é fundador da Marco Polo Trade Experts, empresa especializada em conectar empresas brasileiras a fornecedores globais, facilitando processos de importação e promovendo soluções estratégicas no comércio exterior. Reconhecido por seu networking global e visão estratégica, Andrey é um facilitador de importações e um conector de soluções globais, com profundo conhecimento em logística, regulação, finanças e comportamento de consumo. Sua trajetória é marcada por resiliência, inovação e uma abordagem integrada entre compras, vendas e estratégia. 

Graduado em Relações Internacionais pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI/SC), com pós-graduação em Gestão Organizacional, Logística e Comércio Exterior pela mesma instituição. Além da formação no Program for Management Development (PMD) – um programa internacional de Direção Geral voltado a executivos e diretores no IESE Business School – onde foi exposto a decisões de alta complexidade, exigindo uma visão estratégica e integrada da gestão empresarial. Provocado a pensar de forma inovadora os desafios organizacionais, aprimorar a liderança e fortalecer a capacidade de execução, além de ampliar a rede global de relações. 

Contato:
https://www.linkedin.com/in/andrey-silvino-leandro/

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Notícias, Sustentabilidade

América Latina fica fora da lista de alto risco por desmatamento da UE

Nesta quinta-feira, a Comissão Europeia apresentou sua primeira lista de países considerados de “alto risco” no âmbito da Lei contra o Desmatamento Importado.

Nenhum país da América Latina foi incluído nessa categoria, apesar das preocupações ambientais com regiões como a Amazônia ou o Gran Chaco.

A lei europeia busca frear a importação de matérias-primas associadas ao desmatamento, como cacau, café, soja, óleo de palma, madeira, gado e borracha, além de seus derivados, como couro, chocolate e móveis.

As empresas que importarem esses produtos deverão comprovar, por meio de geolocalização, que sua produção não causou desmatamento ou degradação florestal.

Quem está na categoria de alto risco?
Nesta primeira classificação, a UE incluiu apenas Rússia, Belarus, Coreia do Norte e Mianmar como países de alto risco. Segundo o comunicado oficial, esses países estão sob sanções do Conselho de Segurança da ONU ou do Conselho da UE em relação às matérias-primas afetadas.

Países de alto risco estarão sujeitos a controles em 9% das importações, em comparação com 3% para países de risco padrão e 1% para os de baixo risco. Atualmente, nenhum país foi designado como de risco médio.

América Latina ficou de fora, apesar de pressões anteriores
Brasil, Colômbia, Bolívia, Paraguai e outros países latino-americanos não foram classificados como de alto risco, após intensas negociações e pressões diplomáticas.

Grupos ambientalistas como a Global Witness e a WWF criticaram a decisão. Eles afirmaram que o sistema “não corresponde à magnitude da crise climática” e alertaram para a exclusão de países com altos índices de desmatamento.

Calendário de aplicação e críticas por atraso
A norma deveria entrar em vigor em dezembro de 2024, mas foi adiada por um ano por decisão da Comissão Europeia. As grandes empresas deverão cumpri-la a partir de dezembro de 2025, e as pequenas, a partir de junho de 2026.

Fonte: Todo Logística News

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Portos, Sustentabilidade

Portos do Paraná mede pegada de carbono e prepara plano de descarbonização

A empresa pública Portos do Paraná está se preparando para uma nova fase em suas práticas de sustentabilidade. Com o recebimento do Inventário de Gases de Efeito Estufa, elaborado pela Fundación Valenciaport, a próxima etapa da Autoridade Portuária será a elaboração do plano de descarbonização dos portos paranaenses.

“O cálculo da pegada de carbono é fundamental para elaborarmos ações eficientes de ESG (ambiental, social e governança), sempre buscando o combate às mudanças climáticas”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

O estudo, apresentado durante a Intermodal 2025, em São Paulo, revelou que 89,2% das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) registradas em toda a região portuária em 2023 foram provenientes dos navios e não das atividades operacionais do porto. “É uma parceria da Valenciaport com a Portos do Paraná e nós vamos seguir firmes no propósito sustentável, que é o mesmo da humanidade em 2025”, declarou o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex.

Confira a seguir um histórico da movimentação de contêineres no Porto de Paranaguá a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Movimentação de Contêineres no Porto de of Paranaguá | Jan 2022 to Mar 2025 | TEU

O inventário foi elaborado com base na metodologia internacional do GHG Protocol e no Guia Metodológico para o Cálculo da Pegada de Carbono em Portos, publicado por Puertos del Estado. No período analisado, as atividades do complexo portuário dos portos do Paraná emitiram cerca de 678 mil toneladas de CO₂ equivalente, distribuídas entre três escopos de análise.

O Escopo 1 refere-se às emissões diretas da Autoridade Portuária e representou apenas 2,7% do total. O Escopo 2, que contempla as emissões indiretas associadas ao consumo de energia elétrica, somou 0,1%. Já o Escopo 3, que inclui as emissões indiretas de outras atividades relacionadas às operações portuárias — como terminais, modais de transporte terrestres, serviços de apoio portuário e navios — totalizou 97,1% das emissões de GEE.

“No Escopo 3, a maior parte das emissões é proveniente dos navios, uma pequena parcela está relacionada à atuação da Autoridade Portuária devido ao uso de equipamentos elétricos, e outra pequena contribuição é dos demais atores da comunidade portuária, tais como arrendatários, operadores atividades de dragagem e também do transporte através dos modais rodoferroviários. Agora, com esses dados, poderemos estabelecer metas rumo a um futuro de carbono zero”, explicou João Paulo Santana, diretor de Meio Ambiente da Portos do Paraná.

Com a entrega do inventário, as próximas ações serão conduzidas em parceria com a Fundación Valenciaport para a elaboração de um Plano de Descarbonização, que incluirá o estabelecimento de metas, prazos e projetos socioambientais. “Este cálculo é um marco. Sem ele, não conseguiríamos planejar as etapas futuras. A partir deste estudo, vamos avançar com a equipe da Portos do Paraná nas ações que precisarão ser realizadas”, destacou o consultor de Inovação e Estratégia Portuária, Jonas Mendes Constante.

“Hoje, a Portos do Paraná entra de fato no século XXI, com esta faceta de transformação sustentável que não impacta apenas o porto, mas também a sociedade, a população e o meio ambiente do Brasil. É um dia muito importante e, a partir de agora, tudo será melhor para a Portos do Paraná”, concluiu Miguel Garin Alemany, diretor de Desenvolvimento Internacional da Fundación Valenciaport.

Fonte: Informativo dos Portos

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Comércio Exterior, Informação, Logística, Notícias, Sustentabilidade

JBS Terminais recebe maior navio porta-carros do mundo em operação inédita no Brasil

Itajaí, 27 de maio de 2025 – A JBS Terminais se prepara para uma das maiores operações logísticas da sua história: a chegada do maior navio de transporte de veículos do mundo, em sua viagem inaugural vindo diretamente da China. A atracação está prevista para amanhã, 28 de maio, às 10h30. A operação deve começar às 13h.

A embarcação, construída especialmente para esta rota, trará ao terminal 7292 veículos elétricos, em operação do tipo RoRo (Roll-on/Roll-off) — em que os veículos são desembarcados dirigindo, sem o uso de guindastes. O volume representa a maior operação do tipo já registrada no Brasil.

Durante os três dias de operação, serão mobilizados mais de 500 profissionais, entre equipe operacional, logística e administrativa. Os veículos serão destinados a montadoras e centros de distribuição localizados em Araquari e Itajaí, fortalecendo a cadeia automotiva e reafirmando o papel estratégico de Santa Catarina na rota de veículos eletrificados.

A complexidade da operação exige sincronia entre diversas frentes. O planejamento prevê fluxo contínuo de entrada e saída de caminhões-cegonhas, monitoramento digital de pátio e controle logístico em tempo real. A média operacional será de 100 veículos movimentados por hora, o que exige agilidade, precisão e alto padrão de segurança.

A escolha de Itajaí como ponto de entrada para essa carga histórica reforça a confiança do setor na infraestrutura e na eficiência do terminal. O fato de a embarcação ter sido projetada especificamente para essa missão, e escolher a JBS Terminais como destino de estreia, simboliza o avanço logístico do Sul do Brasil no cenário internacional.

A operação também representa um marco em termos de sustentabilidade e tecnologia. Além de receber exclusivamente veículos eletrificados, a operação RoRo reduz emissões por evitar o uso de equipamentos pesados como guindastes e permite maior velocidade e controle no desembarque dos veículos.

OPERAÇÃO EM NÚMEROS

● 7.292 veículos elétricos
● Maior navio porta-carros do mundo
● Viagem inaugural partindo da China
● 130 cegonheiras envolvidas
● Mais de 500 profissionais mobilizados
● 10 estivadores na operação de bordo
● 18 motoristas no desembarque terrestre
● 3 dias de operação
● 100 veículos movimentados por hora

Sobre a JBS Terminais

A JBS Terminais é um dos principais operadores logísticos do Sul do Brasil, com estrutura alfandegada e soluções integradas em movimentação de cargas conteinerizadas. Com berços próprios e localização estratégica em Itajaí (SC), o terminal combina tecnologia, sustentabilidade e eficiência operacional, atuando como elo de conexão entre o Brasil e as principais rotas globais do comércio exterior.

Fonte: Assessoria de Imprensa.

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Internacional, Sustentabilidade

UE classifica o Brasil como ‘risco padrão’ na lei antidesmatamento

Apesar do alívio com a classificação, o Brasil critica a lei da UE por considerá-la tendenciosa e alerta para impactos duradouros no comércio e na reputação.

A Comissão Europeia divulgou nesta quinta-feira sua primeira lista de classificação que classifica os países pelo risco de desmatamento, como parte de novas regras que visam regulamentar a importação de sete commodities para a UE a partir do final deste ano. A medida terá implicações significativas para o comércio agrícola.

O Brasil foi classificado como país de “risco padrão” — essencialmente uma designação de risco médio — ao lado de outras 49 nações. A classificação foi recebida com alívio, já que muitos observadores previam que o país seria rotulado como “alto risco”. Há tempos, alguns enxergam a regulamentação antidesmatamento da UE e sua lista de produtos como uma forma de atingir implicitamente o Brasil.

Apesar disso, a regulamentação e a classificação de risco manterão o Brasil sob constante vigilância da UE. É amplamente esperado que Bruxelas use a lei para questionar a expansão da produção agrícola em determinadas áreas.

Além disso, o sistema de “benchmarking” adotado pela UE prejudica a imagem internacional do Brasil. A abordagem baseada em risco também criará distorções comerciais, favorecendo efetivamente alguns países — como os Estados Unidos — em detrimento de outros.

O Brasil e outras nações produtoras têm se posicionado consistentemente contra a lei antidesmatamento da UE, argumentando que o bloco não tem o direito de impor unilateralmente tais mecanismos. Também questionam a metodologia usada para atribuir os níveis de risco aos países.

Pedro Miguel da Costa e Silva, embaixador do Brasil junto à UE, afirmou:

“Nunca consideramos a lei antidesmatamento uma ferramenta adequada para lidar com o problema que os europeus alegam querer ajudar a resolver. O sistema de classificação de países é um aspecto particularmente prejudicial e discriminatório da legislação. Basta ver como os países da UE votaram em suas próprias classificações — e, sem surpresa, todos acabaram como ‘baixo risco’.”

Apenas quatro países foram classificados como de alto risco: Rússia, Belarus, Mianmar e Coreia do Norte — todos já sujeitos a sanções comerciais da ONU ou da UE para as commodities em questão.

Outros cinquenta países foram incluídos na categoria de “risco padrão”, incluindo grandes exportadores agrícolas da América Latina, África e Ásia. Entre os países do Mercosul, apenas o Uruguai recebeu o selo de “baixo risco”, o que provavelmente explica por que o país não se juntou aos demais na contestação à regulamentação europeia. Na Ásia, Vietnã e Tailândia também receberam classificações de baixo risco, possivelmente devido à disposição de atender certas exigências da UE.

Ao todo, 142 países foram considerados de “baixo risco” de desmatamento. Esse grupo inclui aliados ocidentais importantes, como Austrália e Canadá; potências globais como Estados Unidos, China e Índia — países com os quais a UE deseja manter boas relações ou evitar antagonizar — e outros com pouca floresta restante para desmatar. A UE afirma que a lista foi aprovada por consenso entre os Estados-membros.

Ainda assim, com 50 países na categoria de risco médio, há certo equilíbrio. O Brasil estaria em situação pior se a lista de risco padrão fosse mais curta.

A classificação de risco é baseada na produção dos sete produtos abrangidos pelo Regulamento da UE sobre Desmatamento (EUDR): gado, cacau, café, óleo de palma, borracha, soja e madeira, além de produtos derivados como couro, chocolate, pneus e móveis. Esses produtos foram selecionados com base em avaliações da UE sobre seu impacto significativo no desmatamento.

A regulamentação visa proibir o acesso ao mercado da UE para essas commodities se forem produzidas em áreas desmatadas após 31 de dezembro de 2020. Exportadores deverão apresentar provas documentais de que sua produção está livre de desmatamento a partir dessa data para poder vender no bloco europeu, que conta com 27 países.

A classificação de risco determina o nível de fiscalização exigido por parte dos países da UE: 9% dos operadores oriundos de países de alto risco, 3% de risco padrão, e 1% de países de baixo risco. Na prática, isso significa que uma porcentagem maior ou menor de contêineres será inspecionada, dependendo da classificação do país exportador.

Os 142 países classificados como “baixo risco” terão acesso a procedimentos de diligência simplificados. Operadores e comerciantes ainda precisarão coletar informações, mas não precisarão avaliar nem mitigar os riscos relacionados ao desmatamento.

A UE sustenta que o sistema de benchmarking por país garante uma implementação simples, justa e econômica da lei antidesmatamento. Bruxelas também afirma que a política já está gerando resultados positivos no combate ao desmatamento, às mudanças climáticas e à perda de biodiversidade. Produtores como o Brasil, no entanto, consideram a legislação falha e discriminatória.

Fonte: Valor International

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Agronegócio, Comércio, Sustentabilidade

Mapa participa do 3º Congresso da Abramilho e discute cenário internacional e a sustentabilidade no setor do milho

Abertura do mercado chinês para DDG marca semana de debates sobre comércio, inovação e sustentabilidade no setor de milho

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) esteve presente, na última quarta-feira (14), no 3º Congresso da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), realizado em Brasília. Cerca de 400 pessoas participaram do evento, entre autoridades, especialistas e produtores.

Durante o congresso, o Mapa integrou o painel “Sustentabilidade e os desafios da geopolítica atual”, com a participação dos adidos agrícolas Glauco Bertoldo (União Europeia), Ana Lucia Viana (Estados Unidos) e Luis Claudio Caruso (Singapura). O debate abordou os efeitos das questões geopolíticas sobre a segurança alimentar, as cadeias globais de suprimento e as exigências internacionais de sustentabilidade.

Representaram o Ministério o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos Junior; o secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Marcel Moreira Pinto; e o coordenador de Ações no Mercado Externo, Péricles Mendes da Silva.

Entre os temas debatidos estiveram a adoção de novas tecnologias, a sustentabilidade da produção e o papel do Brasil no mercado global de milho. As discussões ocorreram na mesma semana em que o governo anunciou a abertura do mercado chinês para o DDG – farelo oriundo da produção de etanol de milho – no contexto da missão presidencial à China.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Inovação, Logística, Portos, Sustentabilidade

Portonave adere ao Movimento Mente em Foco e Educa 2030 do Pacto Global da ONU no Brasil

A Companhia já está comprometida com a adesão do Movimento Conexão Circular e, para impulsionar ainda mais o desenvolvimento sustentável, amplia seu compromisso com novas iniciativas

Há uma década, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para um futuro mais justo até 2030. Para acelerar esse processo, a Rede Brasil do Pacto Global desenvolveu dez movimentos aos quais empresas podem aderir e assumir compromissos públicos. Entre eles, a Portonave integrou o “Mente em Foco” e o “Educa 2030”, com metas específicas, que contribuem para o bem-estar, a saúde e a educação dos profissionais.

As adesões foram oficializadas por meio da assinatura da diretoria da empresa e integram a Estratégia ESG (Ambiental, Social e Governança) do Terminal Portuário, baseada em três pilares: Soluções Inteligentes, Pessoas a Bordo e Legado Duradouro. Em cada movimento, todos os compromissos assumidos já são cumpridos pela Companhia, o que demonstra seu comprometimento com o crescimento alinhado à sustentabilidade. 

Iniciativas para promoção da saúde mental são destaque

O Movimento Mente em Foco, alinhado ao ODS 3 – Saúde e Bem-estar, tem como meta auxiliar as empresas a reconhecerem a importância da saúde mental no ambiente de trabalho e a agirem em benefício da sociedade, para combater o estigma e o preconceito social ao redor do assunto.  

A Portonave já cumpre a maioria dos compromissos assumidos, sendo eles:

– Ter um profissional de referência para aconselhamento e atendimento;

– Oferecer orientação, manejo de crises e garantir a avaliação permanente dos profissionais – esta última etapa segue em implementação;

– Manter gestores engajados e capacitados;

– Criar um programa antiestigma;

– Promover ações de incentivo à saúde mental.

Entre as iniciativas para a construção de um ambiente de trabalho saudável e produtivo, estão o Programa Saúde em Equilíbrio, com ações e diversos benefícios, como quick massage – equipe de massoterapeutas disponíveis de segunda a sexta-feira na empresa – equipe de corrida, acompanhamentos com nutricionista e palestras sobre saúde, além do Programa de Apoio à Maternidade, que realiza o acompanhamento das profissionais gestantes e no retorno da licença maternidade.

A iniciativa mais recente e de destaque é o “Programa Cuidar”, lançado no início deste ano, com propósito de cuidar mais da saúde mental. Com ele, uma rede de apoio interna foi estruturada, que conta com 25 profissionais de diferentes departamentos, os chamados “multiplicadores do cuidado”, além de psicólogos, capacitados para acolhimento, diálogo e escuta ativa. 

Educação continuada como investimento estratégico

O estímulo ao desenvolvimento profissional figura como uma prioridade constante para a Portonave. O Terminal possui um programa de subsídio à educação continuada de 80% para cursos profissionalizantes, graduação, pós-graduação e idiomas. Também oferece capacitações no segmento portuário, como os Programas: Programa de Desenvolvimento Portuário (PDP), Excelência Operacional e Programa Movimentação.

Com a adesão do Movimento Educa 2030, alinhado ao ODS 4 – Educação de Qualidade, a Companhia aderiu às metas: 

– Oferecer a todos os profissionais da organização que não possuem Ensino Médio ou Técnico a possibilidade de concluí-lo até 2030;

– Manter 30% dos profissionais da organização com Ensino Superior concluído até 2030;

– Atingir a cota legal de Jovem Aprendiz até 2030, de 5%. 

Todos esses compromissos já foram cumpridos. Cerca de 36% dos profissionais possuem Ensino Superior completo – número maior do que a meta aderida. Desde 2008, aproximadamente 700 jovens aprendizes já foram capacitados pelo Terminal. 

Meta de lixo zero até 2030

Em 2024, a Portonave aderiu ao Movimento Conexão Circular, seu primeiro compromisso assumido com a Rede Brasil do Pacto Global, alinhado ao ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis. A proposta é acelerar a transição para a economia circular, modelo que visa minimizar o desperdício e a poluição e incentiva a reutilização, reparo, renovação e reciclagem de materiais. A meta assumida é zerar o envio de resíduos operacionais para aterros sanitários até 2030. No ano passado, a Companhia implementou uma composteira para o reaproveitamento dos resíduos orgânicos, que são transformados em adubo. 

Sobre a Rede Brasil do Pacto Global da ONU

É uma iniciativa de adesão voluntária que se baseia em compromissos assumidos pelos CEOs das empresas participantes para implementar princípios universais de sustentabilidade e tomar medidas que apoiem o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Atualmente, o Pacto Global Rede Brasil é a segunda maior rede local do mundo, com cerca de 1,9 mil participantes.

Sobre a Portonave

A empresa está localizada em Navegantes, litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007 como primeiro terminal portuário privado do Brasil. Faz parte do grupo suíço Terminal Investment Limited (TiL) – que administra cerca de 70 terminais em cinco continentes. São 1,3 mil profissionais diretos e 5,5 mil indiretos. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), foi o mais eficiente em produtividade de navio no ano de 2024. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG e desenvolve diversas ações e iniciativas voltadas aos aspectos ambientais e sociais.

Fonte: Portonave

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Comércio Exterior, Internacional, Sustentabilidade

Combustível sustentável, carros elétricos e delivery: China vai investir R$ 27 bilhões no Brasil

Investimentos são para a área de infraestrutura, tecnologia e educação

A China anunciou, nesta segunda-feira (12), que deve investir cerca de R$ 27 bilhões em diversas áreas no Brasil, como de infraestrutura, tecnologia e educação. A confirmação foi dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações (ApexBrasil), Jorge Viana, fazer o anúncio durante o Fórum Empresarial Brasil-China.

Os investimentos principais já anunciados estão relacionados ao ramo de produção de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) a partir da cana-de-açúcar, com a construção do primeiro Parque Industrial Net-Zero. O foco também será a produção de hidrogênio verde e amônia verde. Nesta área, serão investidos R$ 5 bilhões pela empresa Envision.

Foram mais de 400 oportunidades encontradas pela ApexBrasil para ampliação da parceria entre o Brasil e China, com especial atenção para o agronegócio.

Investimentos em carros elétricos e delivery

Cerca de R$ 6 bilhões devem ser investidos pela montadora chinesa Great Wall Motors, com a expansão da marca no Brasil. Além disso, a Meituan, plataforma de delivery de alimentos, deve investir R$ 5 bilhões, com a geração de até 4 mil empregos diretos e 100 mil indiretos.

O setor de delivery também deve ganhar mais um concorrente com a empresa DiDi, que opera no Brasil pela 99. A empresa pretende ampliar o serviço no país e criar mais de 10 mil pontos de recarga para veículos elétricos.

A estatal chinesa China General Nuclear Power Group (GCN), a maior operadora de energia nuclear na China e a terceira maior do mundo, também investirá no país, mais especificamente para construir um hub de energia renovável no Piauí.

Outros tipos de materiais também devem ampliar a capacidade de produção no Brasil, como o ramo de semicondutores, que deve levar mais de R$ 650 milhões em investimentos da Longsys em São Paulo e Amazonas.

Sorvetes, bebidas, mineração e farmácia

A rede de bebidas e sorvetes Mixue também é mais uma novidade no Brasil, com investimentos de R$ 3,2 bilhões, que devem gerar mais de 25 mil empregos no país até 2030. O Brasil também terá parcerias para a promoção do café brasileiro com a Lickin Coffe, mais filmes no cinema com a Huaxia Film, e mais produtos nacionais no varejo com a Hotmaxx.

A mina de cobre Serrote, em Alagoas, também faz parte dos investimentos chineses, comprado por R$ 2,4 bilhões pelo grupo minerador Baiyin Nonferrous. Uma plataforma de Insumos Farmacêuticos Ativos também será criada no Brasil, com a Nortec Química em parceria com a Acebright, Aurisco e Goto Biopharm. Para isso, serão utilizados R$ 350 milhões.

5° maior investidor direto no Brasil

No discurso do presidente Lula durante o fórum, ele apontou o crescimento da China no ranking de investimento direto no Brasil. Segundo o presidente, “na última década, a China saltou da 14ª para a 5ª posição no ranking”.  

Conexões aéreas entre os países para “elevar o intercâmbio de turistas” também foram citadas.

— A China tem sido tratada, muitas vezes, como se fosse uma inimiga do comércio mundial quando, na verdade, a China está se comportando como um exemplo de país que está tentando fazer negócios com os países que foram esquecidos nos últimos 30 anos por muitos outros países. É importante a gente lembrar — destacou o presidente.

Fonte: NSC Total

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Logística, Portos, Sustentabilidade

Porto de Santos e Associação Comercial de São Paulo firmam parceria para impulsionar logística sustentável

A Autoridade Portuária de Santos (APS) e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) assinaram nesta quinta-feira (8) um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para desenvolver o projeto “Consolidação do Porto de Santos Concentrador de Contêineres”. A assinatura ocorreu na sede da entidade em São Paulo, na presença dos presidentes Anderson Pomini, da APS, e Roberto Mateus Ordine, da ACSP.

Com vigência de 24 meses e possibilidade de prorrogação, a iniciativa busca ampliar a competitividade do porto, otimizar operações logísticas e reduzir emissões de carbono, alinhando-se a corredores marítimos sustentáveis globais. O acordo prioriza a racionalização de processos portuários, como a redução de custos e tempos de trânsito de mercadorias em contêineres.

“Não existe Porto de Santos sem comércio. Daí a importância de buscarmos essa parceria para que a principal janela de conexão do Brasil com o mundo trabalhe em sinergia com as demandas e necessidades do setor privado”, analisa Pomini.

Para Ordine, o primeiro resultado do acordo é a aproximação e compartilhamento de informações. “Pretendemos estabelecer uma via de mão dupla com a Autoridade Portuária, entendendo melhor as operações do complexo e mantendo um canal para levar as reivindicações dos nossos associados aos gestores do Porto”, afirma o presidente da ACSP.

Metas

Entre as metas estão o aumento da capacidade logística, a medição precisa de emissões de gases de efeito estufa em rotas terrestres e aquaviárias, e a promoção de tecnologias verdes, como energia limpa e equipamentos sustentáveis.

O objetivo é consolidar o Porto de Santos como um hub estratégico de contêineres, conectado a portos internacionais e de cabotagem. A APS atuará como facilitadora no diálogo com órgãos governamentais, além de disponibilizar informações relevantes e participar de eventos técnicos organizados pela ACSP.

Já a associação, por meio do Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (COMUS), focará na organização de fóruns setoriais, coleta de dados operacionais entre associados e identificação de desafios logísticos. Todas as ações seguirão um plano de trabalho conjunto, com cronograma e indicadores de resultados supervisionados por um comitê gestor.

Como testemunhas, também participaram da cerimônia o diretor de Operações da APS, Beto Mendes, o gerente de Planejamento Logístico, Ricardo Maeshiro, e o superintendente de Operações Portuárias, Márcio Kanashiro. Pela ACSP, estiveram presentes o superintendente geral, Marcos Antônio de Barros, e o coordenador do Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos de São Paulo (COMUS), José Cândido Senna.

Fonte: Datamar News

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Investimento, Sustentabilidade, Tecnologia

Embaixadores árabes veem potencial para investimentos em biotecnologia em SC 

Um dos setores que podem atrair capital árabe para Santa Catarina é o de pesquisas na área de biotecnologia

Comitiva de embaixadores de cinco países árabes, em visita oficial a Santa Catarina desde domingo (03), encerraram a missão com expectativas positivas para investir no Estado, em especial nas áreas de tecnologia e biotecnologia. Ficaram surpresos com avanços na área de biotecnologia, com produtos em fases avançadas de pesquisas, destaca o secretário de Articulação Internacional e Projetos Especiais, Paulo Bornhausen.

O grupo de cinco líderes da região do Golfo Arábico foi integrado pelos embaixadores dos Emirados Árabes Unidos, Saleh Ahmad Salem;do Marrocos, Nabil Adghoghi; do Bahrein, Bader Abbas Alhelaibi; do Catar, Ahmad Mohammed Al Shebani; e do Kuwait, Talal Rashed Almansour.

A missão foi organizada pela secretária de estado de Articulação Nacional, Vânia Franco. O grupo foi recebido pelo governador Jorginho Mello e pela vice-governadora Marilisa Boehm em almoço na Casa D’ Agronômica segunda-feira e cumpriu uma série de agendas para conhecer melhor Santa Catarina.

A programação incluiu visitas à Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), à Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), ao centro de tecnologia Sapiens Parque e também a outras instituições voltadas à tecnologia, como o centro empresarial Espaço +Um e à Fundação de Amparo à Tecnologia e Inovação (Fapesc).

– Uma das visitas que mais despertaram atenção dos líderes árabes foi na Vesper Ventures, um fundo de investimentos de Florianópolis focado em startups de biotecnologia que já investe em 12 empresas nessa área. Elas fazem diversas pesquisas para buscar curas de doenças ou soluções para enfrentar problemas climáticos. Eles ficaram surpresos com essas pesquisas na fronteira do conhecimento, destacadas pelo empresário Gabriel Bottós, cofundador e CEO da Vesper – observou o secretário Paulo Bornhausen.

Na avaliação do secretário, essa visita abriu portas para mais negócios de Santa Catarina com países árabes. A expectativa do governo catarinense colaborar para atrair investimentos árabes em tecnologia e infraestrutura ao Estado e, também, ampliar os negócios atuais. Parte dos países árabes têm fundos de investimentos com elevadas cifras de capital que podem aportar nos setores de tecnolgia, infraestrutura e outros.

Hoje, essa região é grande importadora de proteínas de SC, em especial carnes de aves, máquinas, equipamentos, confecções, celulose e móveis. É exportadora de fertilizantes, algodão, produtos químicos e outros.

Fonte: NSC

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