Industria, Inovação, Sustentabilidade, Tecnologia

SC participa de projetos nacionais para descarbonização do setor automotivo

Projetos estruturantes mobilizam R$ 166,2 milhões e envolvem institutos do SENAI, indústrias e outros órgãos de pesquisa; entre as iniciativas está a implementação do ciclo completo de produção nacional de ímãs permanentes de terras raras

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e a Fundação de Apoio da Universidade Federal de Minas Gerais (Fundep) divulgaram, na quinta-feira (13), os três projetos aprovados na chamada de Projetos Estruturantes do Programa Mover. Serão destinados R$ 166,2 milhões – sendo R$ 114,2 milhões do SENAI e da Fundep e R$ 52 milhões de contrapartida das empresas envolvidas.

As iniciativas preveem o desenvolvimento de tecnologias disruptivas para descarbonização no setor automotivo brasileiro, por meio de três alianças, que envolvem 13 instituições de pesquisa e desenvolvimento e 24 indústrias do setor, incluindo startups.
As chamadas de Projetos Estruturantes se diferenciam pela complexidade e impacto das soluções propostas, que devem ser executadas em até 36 meses por pelo menos cinco empresas, junto a uma instituição de ciência e tecnologia (ICT), além dos Institutos SENAI de Inovação.

O SENAI entende que, ao direcionar os recursos para uma aliança de empresas com ICT, o Programa Mover impulsiona a cadeia como um todo e não uma única companhia.

Imãs
Brasil detém a terceira maior jazida de terras raras do planeta (foto: Freepik)

Terras Raras

Entre os projetos aprovados está o MagBras, cujos proponentes são de Santa Catarina: o Instituto SENAI de Inovação em Processamento a Laser (Joinville) e a indústria Weg (Jaraguá do Sul). A iniciativa prevê a implementação do ciclo completo de produção nacional de ímãs permanentes de terras raras, desde a extração e processamento do minério até a produção final e a reciclagem de ímãs em fim de vida útil, bem como o reaproveitamento dos cavacos resultantes da usinagem dos imãs.

Os ímãs de terras raras são componentes utilizados para eletrificação, com ênfase em motores de carros totalmente elétricos (BEVs – Battery Electric Vehicles). Por causa dessa finalidade estratégica, os 17 elementos químicos que compõem o grupo chamado terras raras, podem enfrentar problemas de suprimento mundial. O fato positivo para o Brasil é que o país detém a terceira maior jazida de terras raras do planeta.

Campo_eletromagnetico
Elementos são utilizados em sistemas eletromagnéticos (foto Freepik)

Também integram a aliança da MagBras os Institutos SENAI em Sistemas de Manufatura (SC), Processamento Mineral (MG) e em Manufatura Avançada (SP), além do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (SP), Centro de Tecnologia Mineral (RJ) e Universidade Federal de Santa Catarina (SC). Formam a aliança industrial as seguintes empresas: Stellantis, Iveco, Vale, Mosaic, Nanum, Eion, Tupy, Taboca, Resouro, Aclara, Strokmatic, Viridion, St. George, ZEN, Bemisa, Appia Rare Earth, GreyLogix, Borborema Mineração, Steinert, Walbert Ferramentaria, Meteoric, Arcelormittal, Mineração BBX  e a também catarinense Schulz Compressores. As startups são Integra Laser, (Joinville) Moderna 3D (Joinville), Lean 4.0 (Brasília). Cumpre destacar que 12 empresas da aliança são mineradoras, o que garante o abastecimento da matéria prima essencial para o processo de fabricação de ímãs permanentes de terras raras.

Para sua consecução, o projeto contará com a infraestrutura do CIT-SENAI -ITR (Ímãs de Terras Raras) localizada em Lagoa Santa (MG), primeiro laboratório-fábrica de ligas e ímãs de terras raras no hemisfério sul. Além de executar e validar o teste laboratorial para escala industrial da fabricação de ímãs permanentes de um lote piloto, por meio de processos de sinterização e/ou manufatura aditiva, o projeto prevê estabelecer parcerias com a indústria para garantir a transferência de tecnologia e o desenvolvimento de capacidades produtivas no país.

Mobilidade elétrica
Projeto permitirá testes de validação e desempenho de carregadores veiculares elétricos (foto: CNI)

Plataforma física e digital para carregadores veiculares

Outro projeto aprovado é o de desenvolvimento de uma plataforma física e digital para interoperabilidade de carregamento de veículos elétricos. O sistema vai possibilitar testes de validação e desempenho de carregadores veiculares, veículos elétricos e soluções de energia, melhorando, assim, a infraestrutura de recarga nacional.

A plataforma física inclui uma subestação de energia dedicada, um sistema de armazenamento de energia por baterias (BESS), carport com painéis fotovoltaicos para geração de energia renovável e vagas de estacionamento para instalação dos carregadores.
Já a plataforma digital, que será integrada aos multimedidores da plataforma física, vai armazenar os dados, permitindo o monitoramento das informações em tempo real e o treinamento de matrizes de inteligência artificial (IA) para preditividade de condições como geração solar, agendamento de recarga, distribuição das cargas em função da geração, armazenamento em função da demanda, impacto de efeitos climáticos, dentre outras.

Os dados vão possibilitar ainda entender como cada modelo de veículo se comporta em função da potência, tipo de carregador e protocolo de comunicação escolhido – informação valiosa para montadoras e fabricantes de carregadores.
Os Institutos SENAI de Inovação participantes são os Sistemas Embarcados (de Florianópolis), Eletroquímica (proponente) e em Tecnologia da Informação, estes dois, do PR, além do Instituto de Pesquisas Eldorado (SP). A empresa proponente é a Stellantis e a aliança conta ainda com a participação da Volvo, Nissan, Renault, Mercedes e Caio e das startups Move, Renevive e Brain Robot

Combustíveis de baixa emissão em novos sistemas de veículos híbridos elétricos e a combustão

O terceiro projeto aprovado na chamada prevê, através da criação de um centro multiusuário de mobilidade de baixo carbono, a avaliação e otimização do comportamento de sistemas a combustão e híbridos elétricos a partir da análise do ciclo de vida e desenvolvimento de combustíveis de baixa emissão com a seguinte composição (puro ou misturado): gasolina, etanol, biodiesel, óleo vegetal hidrotratado (HVO), diesel S10 ou R, bioetanol, biometano e nanopartículas.

Para isso, serão utilizados dados e padrões identificados em testes de laboratório e em condições de condução real (RDE), com técnicas de machine learning.  O proponente é o Instituto SENAI de Inovação em Logística (BA) e participam ainda a Universidade Federal do Recôncavo Baiano (BA), Universidade Caxias do Sul (RS). A empresa proponente é a Great Wall Motors, numa aliança que envolve também Petrobras (Cenpes), Marcopolo, Volkswagen, General Motors e Stellantis. As startups são a Elev Soluções em Energia, Soluções em Conectividade das Coisas Industria.

Rede SENAI de Inovação e de Tecnologia

Com uma rede composta por 28 institutos de inovação – três em SC – e mais de 60 institutos de tecnologia – sete em SC –, o SENAI apoia a atualização tecnológica e o desenvolvimento de produtos e processos para a indústria brasileira. A rede oferece serviços pesquisa aplicada e inovação, consultoria e metrologia, promovendo também parcerias com universidades, centros de pesquisa e investidores. 

FONTE: FIESC
SC participa de projetos nacionais para descarbonização do setor automotivo | FIESC

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Braskem investe em frota própria de navios para etano e nafta

A Braskem colocou em operação o primeiro navio de uma frota própria que será dedicada ao transporte internacional de suas principais matérias-primas, nafta e etano.

Com custo total de US$ 332 milhões, o equivalente a cerca de R$ 1,9 bilhão ao câmbio atual, os seis navios que atenderão ao complexo petroquímico da Braskem Idesa, no México, e às centrais base nafta no Brasil trarão redução de gastos com frete e garantia de disponibilidade, num momento em que os estaleiros têm se dedicado mais à construção de embarcações para contêineres do que para líquidos e gases.

Todos os navios serão financiados pela norueguesa Ocean Yield, via leasing, com prazo de 15 anos. Mas a Braskem tem opção de compra ao fim dos contratos. “O conceito é ter frete mais competitivo, ser mais eficiente e ser mais sustentável ,gerando menos emissões”, diz a diretora de logística da Braskem, Silvia Migueles.

O primeiro navio, “Brillant Future”, está dedicado ao transporte de etano dos Estados Unidos para o complexo mexicano da Braskem, e recebeu investimentos de US$ 80 milhões. Construído pela chinesa Yamic, tem 188 metros de comprimento e capacidade para 19 mil toneladas por viagem.

A segunda embarcação da frota da Braskem, similar ao “Brillant Future”,  em junho e fará a mesma rota. Equipados com motor bicombustível, os navios podem usar tanto óleo de bunker quanto o próprio etano como combustível,resultando em uma redução de 40% das emissões de gás carbônico.

Ambos chegam à Braskem às vésperas da inauguração do novo terminal de etano no México, que possibilitará à Braskem Idesa importar toda a matéria-prima que demanda para produção de polietileno e, futuramente, ampliar suas operações.

Outras quatro embarcações, que abastecerão as unidades da petroquímica no Brasil com nafta importada de diferentes regiões – Estados Unidos, Oriente Médio e África, entre outras -, entrarão em operação em 2028. Com custo unitário de US$ 43 milhões cada, terão de capacidade de transporte de 55 mil toneladas da matéria-prima.

A nafta ainda é a matéria-prima mais consumida pelas operações brasileiras da Braskem e, embora a Petrobras seja uma fornecedora relevante – além de acionista relevante da petroquímica -, hoje 60% já são importados. Por ano, as centrais no país demandam entre 4,5 e 5,5 milhões de toneladas do insumo.

De acordo com Migueles, a contratação dos seis navios já recebeu o aval do conselho de administração. Grandes petroquímicas globais, como Ineos e Reliance, têm frota própria para transporte do etano. No caso da Braskem, o investimento, no formato de leasing, não deve jogar mais pressão sobre o balanço da companhia. “A importação de nafta é crucial para as operações no Brasil. Hoje, a disponibilidade de navios maiores [para transporte desse tipo de carga] é muito baixa no mundo”, afirma o gerente de logística da Braskem, Eduardo Ivo Cavalcanti.

No ano passado, a petroquímica já havia se tornado uma Empresa Brasileira de Navegação (EBN) e deu início a operações próprias de cabotagem, com expectativa de economia de R$ 10 milhões ao ano. Mais adiante, o plano é ampliar o número de embarcações. Conforme os executivos, a Braskem não almeja ser autossuficiente ou prestar serviços para terceiros de navegação.

Fonte: Valor Econômico
Braskem investe em frota própria de navios para etano e nafta | Empresas | Valor Econômico

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Hidrovia do Rio Paraguai: Período da audiência pública é prorrogado até o dia 10 de março

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) prorrogou o período de contribuições da Audiência Pública 18/2024, que trata do aprimoramento dos documentos e da modelagem proposta para a concessão da Hidrovia do Paraguai.

O prazo de contribuições para a consulta pública, que se encerrava no dia 23 de fevereiro de 2025, foi estendido por mais 15 dias. A sessão pública sobre o tema aconteceu na última quinta-feira (6).

Essa será a primeira concessão hidroviária do Brasil e representa um marco para o setor. A licitação garante, além de ganho em eficiência logística, a diminuição das emissões de gases de efeito estufa.

Contribuições

A documentação completa, incluindo minutas jurídicas relativas à Audiência Pública nº 18/2024 estão disponíveis neste link. Confira a apresentação do projeto de concessão aqui.

As contribuições poderão ser encaminhadas até as 23h59 do dia 10 de março de 2025, exclusivamente por meio e na forma do formulário eletrônico disponível no site da ANTAQ, não sendo aceitas contribuições enviadas por meio diverso.

Será permitido anexar imagens digitais, tais como mapas, plantas e fotos exclusivamente através do email: anexo_audiencia182024@antaq.gov.br, mediante identificação do contribuinte e no prazo estipulado neste aviso.
O envio do anexo em e-mail não dispensa o envio da contribuição por escrito no formulário eletrônico.

Caso o interessado não disponha dos recursos necessários para o envio da contribuição por meio do formulário eletrônico, poderá fazê-lo utilizando o computador da Secretaria-Geral (SGE) desta Agência, em Brasília/DF, ou nas suas Unidades Regionais, cujos endereços se encontram disponíveis no sítio da ANTAQ.

Sobre a concessão

A Hidrovia do Rio Paraguai compreende o trecho entre Corumbá (MS) e a Foz do Rio Apa, localizada no município de Porto Murtinho (MS), e o leito do Canal do Tamengo, no trecho compreendido no município de Corumbá. A extensão total do projeto é de 600 km.

Nos primeiros cinco anos de concessão, serão realizados serviços de dragagem, derrocagem, balizamento e sinalização adequados, construção de galpão industrial, aquisição de draga, monitoramento hidrológico e levantamentos hidrográficos, melhorias em travessias e pontos de desmembramento de comboio, implantação dos sistemas de gestão do tráfego hidroviário, incluindo Vessel Traffic Service (VTS) e River Information Service (RIS), além dos serviços de inteligência fluvial.

Essas melhorias vão garantir segurança e confiabilidade da navegação. O investimento direto estimado nesses primeiros anos é de R$ 63,8 milhões. O prazo contratual da concessão é de 15 anos com possibilidade de prorrogação por igual período.

Tarifa baixa e gratuita

Ainda segundo a modelagem, foi definido que somente será feita a cobrança de tarifa para a movimentação de cargas quando a concessionária entregar os serviços previstos na primeira fase do contrato. Em relação ao transporte de passageiros e de cargas de pequeno porte não haverá cobrança de tarifa.

A previsão de tarifa, pré-leilão, é de até R$1,27 por tonelada de cargas. O critério de licitação pode ser menor tarifa, por isso, esse valor ainda poderá ser reduzido. No entanto, existe a possibilidade, durante a realização da consulta pública, de alteração no critério do certame.

Movimentação

O transporte de cargas do Rio Paraguai, após a concessão, está estimado entre 25 e 30 milhões de toneladas a partir de 2030, o que significa um aumento significativo de movimentação em relação ao praticado atualmente. No ano passado, a hidrovia transportou 7,95 milhões de toneladas de cargas, um aumento de 72,57% em relação a 2022.

Em 2023, as hidrovias foram responsáveis por transportar mais de 157 milhões de toneladas de carga, quase 10% de todo o transporte aquaviário ocorrido no período. Esse volume de carga transportada tem um potencial ainda maior para ser desenvolvido e a busca por investimento privado nesse segmento vai ao encontro da busca por uma maior eficiência logística nacional.

Trafegabilidade

Com a concessão, a hidrovia vai contar com um calado de 3 metros quando o rio estiver cheio e de 2 metros em períodos de seca, o que vai garantir a trafegabilidade das embarcações durante todo o ano, ou pelo menos a maior parte dele.

Levando em consideração as estiagens extremas dos últimos anos, o contrato também prevê a distribuição adequada dos riscos com a criação da Zona de Referência Hidrológica Contratual, que consiste em avaliação estatística do comportamento hidrológico do Rio Paraguai.

FONTE: Datamar News
Hidrovia do Rio Paraguai: Período da audiência pública é prorrogado até o dia 10 de março – DatamarNews

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Turistas argentinos aproveitam câmbio valorizado. Até quando vai a festa?

Política econômica de combate à inflação no país vizinho mantém o peso menos depreciado ante o dólar do que o Real brasileiro; economistas temem perda de competitividade e aguardam fim de controles cambiais

A volta das cenas de praias brasileiras lotadas de argentinos remetem a décadas passadas e são explicadas pela conjuntura econômica do país. O governo de Javier Milei tem seguido três pilares essenciais para conter uma crise que parece interminável: equilíbrio fiscal, disciplina monetária e redução da inflação – esse último ponto, por meio de uma gestão da taxa de câmbio, que tem gerado um peso momentaneamente valorizado em relação às moedas de países vizinhos, como o Brasil.

O consultor e professor da Universidade de Buenos Aires, Martin Rapetti, explicou a situação atual em tom de brincadeira num post na rede X no início de fevereiro: “deixe-me esclarecer: a taxa de câmbio real é um preço relativo; quando está baixa (atrasada) é melhor ir para o Brasil, Miami ou Punta Del Este [no Uruguai], ou mesmo para Rimini, com odaliscas! Quando estiver alta, vá para Mendoza, Bariloche ou Mar Del Plata”.

De fato, o Índice Multilateral de Taxa de Câmbio Real do Banco Central da Argentina (BCRA), que compara a taxa local com a de seus principais parceiros comerciais, mostra que o peso está experimentando sua maior valorização desde o fim da conversibilidade [a paridade cambial de 1 por 1 que vigorou entre 1992 e 2002], com exceção de um breve período entre agosto a novembro de 2015.

Em relação ao Brasil, a desvalorização do real ante o dólar acelera essa valorização “artificial” do peso, barateando os destinos dos argentinos em férias. Além disso, os produtos que o Brasil oferece ao mundo se tornam mais atrativos que os feitos Argentina. Isso pode pressionar o peso, que é apoiado por um alto nível de restrições (o famoso “cepo”) e adicionar tensão à diferença cambial.

Logo quando assumiu, a equipe econômica de Milei, comandada pelo ministro Luis “Toto” Caputo, praticou uma desvalorização da moeda, implementando na sequência o esquema de “crawling peg”, com ajustes mensais do dólar oficial em torno de 2% – recentemente reduzido para 1%, uma taxa menos que a da inflação mensal.

Isso tem permitido conter parcialmente as expectativas inflacionárias, mas a estratégia acabou resultando em uma taxa de câmbio que não reflete nem os preços internos nem as tendências do dólar em nível global.

Em termos reais, o dólar oficial acumulou uma subida de 183% no último ano, ante uma inflação anualizada de 193%. Por sua parte, os dólares financeiros paralelos CCL e MEP, com alta de apenas 29%, experimentaram aumentos muito menores em termos reais. Como resultado, o peso argentino continuou sobrevalorizado, gerando distorções significativas em setores como o turismo.

Em artigo recente publicado em seu blog, o ex-ministro Domingo Cavallo disse que “há uma valorização real exagerada do peso que pode ser estimada em cerca de 20%”, o que “gera preocupação nos setores agrícolas exportadores e outros setores industriais que competem com as importações”.

Há especulações que numa nova desvalorização da moeda está a caminho, mas Milei disse em entrevista: “Não vamos desvalorizar, de forma alguma”. Insatisfeito com as declarações de Cavallo, decidiu demitir sua filha, Sonia Cavallo, do cargo de representante argentina na ONU, sem esconder que foi uma represália aos comentários do pai.

Prós e contras
Especialistas locais destacam que o atraso cambial foi uma ferramenta recorrente na história econômica argentina para conter a inflação no curto prazo. No entanto, seus custos se acumularam em médio e longo prazos, afetando a competitividade de setores chaves.

Eles argumentam que, embora as políticas de equilíbrio fiscal e de estabilidade monetária tenham sido passos importantes para normalizar a economia, podem não compensar os efeitos adversos de um dólar artificialmente mais baixo.

A fuga de turistas argentinos para fora do país por conta do dólar barato se intensificou a partir de janeiro, quando a quando a cobrança do imposto PAIS sobre as compras com cartão no exterior caiu de 60% para 30%, incentivando ainda mais as viagens.

E o turismo é apenas a ponta do iceberg. Na situação atual, os preços locais elevados em dólares desincentivam a colocação de produtos argentinos em mercados internacionais, o que pode trazer consequências indesejadas para a arrecadação federal. Além disso, o investimento direto estrangeiro vê pouca atratividade devido às incertezas e à falta de regras mais claras.

Eleições vem aí
Outro ponto a ser ponderado é que o governo argentino precisa manter apoio popular nesses meses que antecedem a eleição parlamentar — e o controle da inflação é algo essencial nessa busca. Isso pode garantir uma melhora na posição do partido “A Liberdade Avança” no Congresso e tornar o caminho da reformulação econômica menos espinhoso.

É essa situação política também que tem atrasado a meta de levantar as barreiras cambiais, o famoso “cepo” antes das eleições. Embora apresente argumentos técnicos, como a inflação ainda alta e as reservas cambiais do BCRA baixas, há um claro temor que essa liberação pode gerar reajustes nos preços internos enquanto o mercado estiver buscando o câmbio de equilíbrio.

O ex-vice-ministro da Economia, Emmanuel Álvarez Agis, lembrou recentemente que nos períodos anteriores de valorização cambial pelos quais a Argentina passou, foi exatamente a acumulação de reservas que determinou a sustentabilidade.

Na década de 1990, isso foi alcançado por meio de investimento estrangeiro direto (IED), dívida e privatizações; na década de 2000, por meio da repatriação de capital e pelo boom de commodities. Sob a gestão de Mauricio Macri, veio por meio da atratividade gerada pelas estratégias de “carry trade”.

(Com informações dos jornais Âmbito Financiero, La Nación, Clarin, Página 12 e dos sites InfoBae e Noticias Argentinas)

FONTE: InfoMoney
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Ibama treina equipe da Receita Federal para fiscalização ambiental de encomendas

Capacitação abordou o controle de importações e exportações pelos Correios

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizou um treinamento para auditores fiscais e analistas fiscais da Receita Federal do Brasil (RFB) lotados no Centro de Tratamento Internacional dos Correios (CEINT), localizado no Edifício Sede dos Correios, na cidade de São Paulo (SP).

A capacitação abordou temas como o papel do Ibama como instituição anuente nos recintos alfandegados, controlando a introdução de espécies exóticas e a exportação de componentes da biodiversidade brasileira nas diversas temáticas de fauna, flora, recursos pesqueiros, qualidade ambiental e patrimônio genético.

A iniciativa reforça a cooperação entre as instituições, contribuindo para o fortalecimento da fiscalização ambiental no combate ao tráfico internacional e à biopirataria nos objetos enviados via serviço postal e o cumprimento da legislação ambiental.

Assessoria de Comunicação do Ibama
61 3316-1015

 

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BÚZIOS 7/FPSO Almirante Tamandaré inicia produção no pré-sal

A Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras informa que o FPSO Almirante Tamandaré (Búzios 7) entrou em produção hoje no Campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. Ao todo, serão 15 poços, 7 produtores de óleo, 6 injetores de água e gás, 1 conversível (produtor e injetor) e 1 injetor de gás, interligados à plataforma por meio de uma infraestrutura submarina.

De acordo com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, Búzios 7 é a primeira unidade de alta capacidade a ser instalada no campo. “Tem potencial para produzir diariamente até 225 mil barris de óleo (bpd) e processar 12 milhões de metros cúbicos de gás. O FPSO Almirante Tamandaré é parte do sexto sistema de produção de Búzios e contribuirá para que o campo alcance a produção de 1 milhão de barris de óleo por dia, previsto para o segundo semestre de 2025”, afirmou a presidente.

“A capacidade média das plataformas no mundo fica em torno dos 150 mil barris diários de óleo e compressão de 10 milhões de m3 de gás. Com o Almirante Tamandaré, estamos alcançando um outro patamar de produtividade, que só é possível em campos como o de Búzios. Além da alta capacidade, agregamos configurações que possibilitam mais eficiência e tecnologias de descarbonização”, declarou Renata Baruzzi, diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras.

Em breve, espera-se que o campo de Búzios se torne o maior campo de produção da Petrobras. “É altamente produtivo, com reservas substanciais de petróleo leve. Até 2030, nossa expectativa é de superar o marco de 1,5 milhões de barris de produção por dia”, explicou Sylvia Anjos, diretora de Exploração e Produção da Petrobras.

A unidade foi afretada junto à SBM Offshore e, além de apresentar capacidade acima da média das unidades da indústria, conta com tecnologias de descarbonização, como o flare fechado, que contribui para redução das emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. Há também tecnologias para aproveitamento de calor, que reduzem a demanda de energia adicional para a unidade.

O consórcio de Búzios é composto por Petrobras (operadora), as empresas parceiras chinesas CNOOC, CNODC e a PPSA, empresa gestora dos contratos de partilha da produção.

FONTE:  Agencia Petrobras
BÚZIOS 7/FPSO Almirante Tamandaré inicia produção no pré-sal

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China domina mercado de carros elétricos e promete desbancar concorrentes!

O mercado de veículos elétricos e híbridos plugáveis no Brasil tem registrado avanços significativos nos últimos anos. Em janeiro de 2024, as vendas ultrapassaram a marca de 10 mil unidades, com um claro domínio das montadoras chinesas.

A BYD e a GWM lideram este segmento, representando juntas mais de 80% do mercado, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

A busca por alternativas sustentáveis no setor automobilístico ganhou impulso com a ampla adoção de veículos elétricos e híbridos no mundo. No Brasil, a tendência não é diferente, refletindo uma transformação gradual no modelo de negócios da indústria automotiva, fortemente fomentada por inovações provenientes da China.

Quais montadoras dominam o mercado brasileiro?

A liderança do mercado é evidentemente chinesa. A BYD foi a principal fornecedora, com um total de 6.587 veículos vendidos, correspondendo a 63,3% das vendas de carros com novas tecnologias energéticas. Em seguida, a GWM emplacou 1.979 unidades, garantindo sua posição com 19% do mercado. Ambas as empresas têm investido significativamente na expansão das suas operações e infraestrutura para suportar esse crescimento.

Como as outras montadoras estão performando?

Embora as montadoras chinesas representem uma fatia expressiva do mercado, outras empresas também têm se mantido competitivas. A Volvo, por exemplo, conquistou o terceiro lugar no ranking de vendas, totalizando 656 unidades e ocupando 6,3% do mercado. Mesmo que sua participação seja modesta se comparada às asiáticas, a Volvo demonstra um desempenho superior quando posta lado a lado com marcas premium alemãs, como a BMW, Porsche, Mercedes e Audi combinadas.

China domina mercado de carros elétricos e promete desbancar concorrentes!
Honda Prologue Elétrico – Créditos: Honda

Por que os carros elétricos e híbridos estão ganhando popularidade?

A transição para veículos movidos a energias alternativas tem sido impulsionada por uma série de fatores. Primeiramente, o ambiental, com uma crescente consciência sobre a necessidade de reduzir as emissões de gases poluentes. Além disso, avanços tecnológicos têm tornado esses veículos mais acessíveis e com maior autonomia, atraindo tanto consumidores quanto investidores.

  • Acessibilidade econômica e incentivos fiscais
  • Desenvolvimento de infraestruturas de carregamento
  • Inovações tecnológicas melhorando a eficiência dos motores elétricos

O que o futuro reserva para os carros plugáveis no Brasil?

O mercado brasileiro de carros elétricos e híbridos plugáveis está em plena expansão. À medida que os custos continuem a cair e a infraestrutura se desenvolva, é esperado que outras montadoras ganhem mais espaço. Paralelamente, políticas governamentais favoráveis podem acelerar essa transição, promovendo um ambiente mais verde e inovador.

Com a perspectiva de que a tecnologia continue a evoluir rapidamente, a previsão é que o domínio de mercados como o brasileiro continue a sofrer transformações, com a China se mantendo como um player crucial, mas com desafios e oportunidades emergindo para outros participantes.

FONTE: Terra Brasil Notícias
China domina mercado de carros elétricos e promete desbancar concorrentes! – Terra Brasil Notícias

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Regulação do mercado de carbono cria oportunidades para indústria de SC

Nidec apresentou desafios enfrentados para que a planta de SC fosse a primeira do grupo a ter emissões neutras durante reunião da Câmara de Meio Ambiente e Sustentabilidade.

A reunião da Câmara de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) desta quarta-feira (12) trouxe a experiência da fabricante de compressores Nidec, de Joinville, rumo à descarbonização. A unidade, oriunda da Embraco, foi a primeira do grupo japonês a conquistar tal certificado no mundo, se antecipando em seis anos à meta corporativa.

A gerente de sustentabilidade corporativa da Nidec, Tatiana Valencia Montero, explicou que o primeiro passo da empresa foi fazer o inventário das emissões de forma sistemática, desde a época da Embraco. A partir dos dados, foi possível decidir por onde começar a atacar a questão. “O consumo de energia é um fator relevante, então começamos pela eficiência energética. O que não foi possível reduzir em consumo ou na mudança da matriz para fontes renováveis, compramos créditos de carbono”, explicou.

Os próximos desafios, segundo ela, são reduzir ainda mais as emissões, partindo para ações que envolvam a sua cadeia de valor, incluindo seus fornecedores, o chamado escopo 3. “Ser carbono neutro é uma oportunidade de se diferenciar, de reduzir custos e de mostrar para a sociedade que é possível fazer, trazendo resultados financeiros melhores para a companhia”, destacou. Além do benefício ambiental, as ações geraram uma economia de mais de R$ 4 milhões em gastos com gás natural e energia elétrica na Nidec.

Para o gerente sênior de componentes da Nidec, Rodrigo Dalla Vecchia, a empresa sempre inovou e buscou a eficiência energética em seus produtos. “Foi a inovação que permitiu fazer compressor de geladeira passar de 12 kg para 3 kg com a mesma capacidade, otimizando os materiais utilizados. Faz todo o sentido expandir a eficiência que conseguimos nos produtos para a eficiência da fábrica”, afirmou.

A compra de créditos de carbono – uma das estratégias usadas pela indústria de Joinville – e a regulação do mercado de carbono foram temas debatidos na reunião. O diretor de governança corporativa da LuxCS, Thiago Pamplona Müller, afirmou que a recente regulamentação do mercado de carbono no Brasil e traz conceitos modernos, é enxuta, simples e técnica.

Reunião híbrida da Câmara de Meio Ambiente debateu regulação do mercado de carbono. (Foto: Filipe Scotti)
Reunião da Câmara de Meio Ambiente debateu regulação do mercado de carbono.(Foto: Filipe Scotti)

O especialista do Instituto Senai de Tecnologia Ambiental, Charles Leber, que lidera as atividades do Hub de Descarbonização da FIESC, explicou que fazer o inventário de emissões é o primeiro passo da jornada rumo à descarbonização. Ele apresentou o primeiro inventário feito pelo Hub, com 36 empresas de SC. “A ideia é criar a cultura de empresas fazerem seus inventários, para que as micro, pequenas e médias empresas entendam a relevância e possam gerenciar suas emissões”, explicou.

O especialista lembrou que a tendência é de que a necessidade de reduzir emissões chegue às empresas de menor porte também, já que muitas delas integram a cadeia de valor de empresas que já adotam ações de descarbonização, e passarão a ser cobradas pelos clientes.

Fonte: FIESC
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Ministro Carlos Fávaro dialoga com delegação russa no Mapa sobre o Fórum IMBRICS

Reunião debateu cooperação em fertilizantes e dos municípios integrantes do BRICS

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, recebeu nesta quarta-feira (12) o deputado federal Hugo Leal, que intermediou um encontro com a delegação russa. Durante a reunião, o vice-chefe do Departamento de Relações Econômicas Externas e Internacionais de Moscou, Vyacheslav Manuylov, apresentou ao ministro o Fórum Internacional dos Municípios BRICS’25, conhecido como IMBRICS, que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

A delegação ressaltou que a Rússia é o principal fornecedor de fertilizantes para o Brasil e demonstrou interesse em realizar o IMBRICS no país antes da Cúpula dos Líderes do BRICS, prevista para julho, no Brasil. Um dos temas de interesse entre os países é a cooperação no setor de fertilizantes, com foco em novas tecnologias russas. Além disso, o evento representa uma oportunidade para o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentar seus programas voltados à segurança alimentar e à sustentabilidade.

No contexto do Fórum, a discussão sobre agropecuária, segurança alimentar e fertilizantes assume papel estratégico, considerando os desafios compartilhados pelos países do BRICS e sua importância para o desenvolvimento sustentável e a soberania alimentar global.

Também participaram da reunião a assessora da Divisão de Relações Internacionais, Olga Nikolaeva; a chefe da Divisão de Interação com Parceiros Estrangeiros da Agência de Investimentos Estrangeiros do Centro de Cooperação Internacional de Moscou, Mariya Osipova; o vice-chefe do Fórum Internacional de Municípios BRICS, Henrique Domingues; o Embaixador do Fórum Internacional de Municípios BRICS no Brasil, Pedro Pugliese; e o chefe de gabinete substituto da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Jean Manfredini.

FÓRUM INTERNACIONAL MUNICIPAL DO BRICS 

Criado em 2019, o IMBRICS é uma plataforma de cooperação entre municípios dos países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul) e, por vezes, de outros países convidados. Seu objetivo é facilitar o intercâmbio de conhecimentos, experiências e melhores práticas em áreas como desenvolvimento urbano sustentável, inovação, segurança alimentar, e governança municipal. Ele promove a colaboração entre governos locais para enfrentar desafios comuns, fomentar o desenvolvimento econômico, e discutir políticas públicas inovadoras.

FONTE: MAPA
Ministro Carlos Fávaro dialoga com delegação russa no Mapa sobre o Fórum IMBRICS — Ministério da Agricultura e Pecuária

 

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Comércio Exterior, Exportação, Importação, Industria, Informação, Portos, Sustentabilidade

Eletrobras e Antaq firmam acordo para descarbonização de portos e terminais

 Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) firmaram uma parceria voltada para a descarbonização das operações em portos e terminais.

A empresa e a agência assinaram um protocolo de intenções durante o lançamento do inventário de emissões de gases de efeito estufa pelo setor aquaviário, em Brasília.

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O acordo envolve o levantamento de portos e terminais aptos para migrar ao mercado livre, no qual é possível escolher o fornecedor da eletricidade e estabelecer as condições contratuais, com a compra de energia renovável. O protocolo também pretende apoiar operadores aquaviários no abatimento das emissões de gases de efeito estufa por consumo em 2024, via emissão de certificados de energia renovável (I-Rec).

A parceria inclui também o levantamento do potencial para aplicação de soluções em eletrificação, como o On-Shore Power Supply (OPS), ou a eletrificação de quipamentos portuários, para que navios atracados possam ser atendidos pela rede elétrica local, no lugar da queima de combustíveis fósseis.

Fonte: Valor
Eletrobras e Antaq firmam acordo para descarbonização de portos e terminais | Empresas | Valor Econômico

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