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Companhias aéreas avaliam cancelamentos no Oriente Médio após ataques dos EUA no Irã

Além do aumento dos custos de combustível e da tripulação decorrentes de desvios e cancelamentos, as companhias aéreas também enfrentam um possível aumento nos custos do combustível de aviação

As companhias aéreas estão avaliando nesta segunda-feira por quanto tempo suspenderão os voos no Oriente Médio, já que o conflito na região entrou em uma nova fase após os Estados Unidos atacarem as principais instalações nucleares iranianas e a promessa de Teerã de se defender.

Nos últimos dias, os cancelamentos de voos por parte de companhias aéreas internacionais em centros de aviação resilientes, como os aeroportos de Dubai e de Doha, mostram como as preocupações do setor de aviação com a região aumentaram.

O espaço aéreo normalmente movimentado que se estende do Irã e do Iraque até o Mediterrâneo tem estado praticamente vazio de tráfego aéreo comercial por 10 dias desde que Israel começou a atacar o Irã em 13 de junho, já que as companhias aéreas desviam, cancelam e atrasam voos pela região devido ao fechamento do espaço aéreo e às preocupações com a segurança.

A principal companhia aérea asiática, a Singapore Airlines, que descreveu a situação como “fluida”, cancelou os voos para Dubai até terça-feira, tendo anteriormente cancelado apenas seu serviço de domingo.

A Iberia, membro do grupo IAG, cancelou os voos de domingo e segunda-feira para Doha após fazer sua própria avaliação, informou um porta-voz. A empresa ainda não tomou uma decisão com relação aos voos posteriores.

A Air France KLM cancelou os voos de e para Dubai e Riad no domingo e na segunda-feira, e a Finnair cancelou os voos de Doha pelo menos até terça-feira.

A Air Astana, do Cazaquistão, cancelou os voos para Dubai na segunda-feira.

No entanto, algumas companhias aéreas internacionais esperavam retomar os serviços.

Os painéis de partidas do Flightradar24 mostram que a British Airways, de propriedade da IAG, estava pronta para retomar os voos para Dubai e Doha na segunda-feira, depois de cancelar as rotas de e para esses aeroportos no domingo.

Com o espaço aéreo russo e ucraniano fechado para a maioria das companhias aéreas devido a anos de guerra, o Oriente Médio se tornou uma rota mais importante para voos entre a Europa e a Ásia. Em meio a ataques aéreos e de mísseis nos últimos 10 dias, as companhias aéreas seguiram para o norte, via Mar Cáspio, ou para o sul, via Egito e Arábia Saudita.

Além do aumento dos custos de combustível e da tripulação decorrentes dos desvios e cancelamentos, as companhias aéreas também enfrentam um possível aumento nos custos do combustível de aviação, já que os preços do petróleo subiram após os ataques dos EUA.

Fonte: Valor Econômico

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Notícias, Tecnologia

Maior operadora de jatos E175 encomenda 60 novas aeronaves da Embraer

A Embraer anunciou nesta quarta-feira (18) uma encomenda firme de 60 jatos E175 pela norte-americana SkyWest, com opção de compra de mais 50 aeronaves. As entregas estão programadas para começar em 2027. O valor do contrato referente aos 60 aviões é de US$ 3,6 bilhões, segundo preço de lista, e será incluído na carteira de pedidos do segundo trimestre da fabricante brasileira.

Com uma frota atual de 263 jatos e um backlog de 16 unidades, a SkyWest se consolida como a maior operadora de E-Jets do mundo. O novo pedido reforça a posição da companhia como líder global na operação do modelo E175, que é referência em aviação regional nos Estados Unidos. Os jatos serão operados pela Delta Connection, subsidiária regional da Delta Air Lines que possui contrato com a SkyWest.

Como maior operadora de E175 do mundo, estamos satisfeitos em continuar expandindo nossa frota e fortalecendo nossa presença no segmento de cabine dupla. Essa encomenda nos permite avançar em nossa estratégia de longo prazo e manter a excelência no serviço regional”, declarou Chip Childs, presidente e CEO da SkyWest.

Arjan Meijer, CEO da Embraer Aviação Comercial, também celebrou o anúncio: “Estamos entusiasmados em continuar nossa longa parceria com a SkyWest. O E175 é a espinha dorsal da aviação regional na América do Norte, e esse pedido demonstra a confiança da SkyWest no desempenho, confiabilidade e conforto dos nossos jatos.

A relação entre Embraer e SkyWest começou em 1986, com a aquisição de cinco turboélices EMB-120 Brasília. No fim dos anos 1990, a empresa norte-americana já operava mais de 40 unidades do modelo. A parceria foi renovada em 2013 com a compra de 100 E175s, e hoje a SkyWest é a maior operadora desse jato no mundo.

Fonte: Aeroin

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Comércio Exterior, Exportação, Industria, Notícias

Santa Catarina avança para ampliar exportações de carne bovina ao Japão 

Santa Catarina está determinada a dar um novo passo em sua trajetória de sucesso no comércio exterior. Com um histórico consolidado nas exportações de carne suína e de frango para o Japão, o Estado agora quer conquistar a habilitação para exportar carne bovina ao exigente mercado japonês. Esse é um dos objetivos da missão estratégica ao país asiático que começou no último dia 13 e deve durar cerca de 10 dias. “Santa Catarina está pronta para exportar carne bovina ao Japão. Já temos um histórico de excelência na venda de carne suína e queremos ampliar essa relação comercial”, afirmou o governador Jorginho Mello. 

Durante as agendas em Tóquio, realizadas na quarta-feira (18), a comitiva catarinense esteve no Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão (MAFF) e na Embaixada do Brasil, reforçando o pedido para que Santa Catarina seja o primeiro estado brasileiro autorizado a exportar carne bovina ao Japão. A ação integra uma estratégia maior de internacionalização da economia catarinense, valorizando a excelência sanitária do estado como um diferencial competitivo. “O controle sanitário e a qualidade da carne de suíno e de aves que entregamos ao Japão abrem as portas comerciais para o setor de carne bovina. Temos qualidade, competitividade e a relação de confiança na sanidade do plantel catarinense. O novilho precoce é o grande atrativo que alia qualidade, sustentabilidade e sanidade”, ressaltou Celles Regina de Mattos, presidente da Cidasc. 

Estado já lidera exportações de carnes ao Japão 

Em 2024, o Japão foi o principal destino das exportações de carne de frango catarinense, com embarques que somaram 148,4 mil toneladas e geraram US$ 283,8 milhões em receita. No setor suinícola, o país asiático aparece como terceiro maior comprador, com 93,4 mil toneladas e uma movimentação de US$ 312,4 milhões. 

Santa Catarina exporta carne de frango para o Japão desde 1989, e carne suína in natura desde 2013. Agora, a meta é abrir também o mercado japonês para a carne bovina catarinense, o que ampliaria ainda mais a presença do Estado na Ásia. 

Reconhecimento sanitário fortalece posição de SC 

A força do agro catarinense no comércio exterior se deve, sobretudo, ao rigor sanitário. Santa Catarina é, desde 2007, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como zona livre de febre aftosa sem vacinação — status fundamental para acessar mercados exigentes como o japonês. O estado também tem a menor prevalência de tuberculose e brucelose bovina no país e é o único com identificação individual de 100% do rebanho bovino, via sistema SRBOV-SC. “As relações comerciais com o Japão são resultado de confiança mútua, compromisso com a qualidade e pioneirismo sanitário. Reafirmamos nosso trabalho para ampliar a presença catarinense no mercado japonês, agora com a carne bovina”, afirmou o secretário de Agricultura, Carlos Chiodini. 

SC Day reúne grandes empresas e potenciais investidores em Tóquio 

Durante o SC Day Tóquio, evento promovido na Embaixada do Brasil, Jorginho Mello apresentou as potencialidades catarinenses a representantes de conglomerados japoneses como Mitsui, Mitsubishi, Sumitomo, Itochu, Marubeni, Yokorei e Nippon, além das operações locais da BRF e da Seara. “Santa Catarina tem excelência em sanidade animal, com status internacional reconhecido e um parque industrial moderno. Estamos prontos para exportar carne bovina com a mesma qualidade com que já exportamos frango e suíno para mais de 150 países”, reforçou o governador. 

A comitiva também cumpriu agendas com a agência de comércio exterior JETRO, a agência de cooperação internacional JICA e a Federação das Indústrias do Japão (Keidanren). 

Porto de São Francisco do Sul receberá investimentos japoneses 

A visita ao Japão também gerou avanços na área de infraestrutura logística, essencial para a competitividade do comércio exterior. Foi assinado um protocolo de intenções entre o Governo de SC e a empresa japonesa Marubeni, com foco em novos investimentos no Porto de São Francisco do Sul. “Significa investimentos de milhões de dólares e, ao mesmo tempo, oportunidade de emprego e renda para o catarinense. Nós queremos exportar para o mundo a nossa proteína animal, mas precisamos de investimentos em infraestrutura, sejam elas ferroviárias, rodoviárias e portos”, destacou o secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen. 

Uma missão para abrir portas e construir o futuro 

A delegação catarinense reúne representantes dos três poderes, prefeitos de cidades estratégicas como Joinville e Blumenau, além de lideranças empresariais das federações Fecomércio, Fiesc e Acate. “Santa Catarina é um estado que tem muito a oferecer, e esta missão à Ásia é uma grande oportunidade de abrir novas portas para os nossos produtos, atrair investimentos e desenvolver soluções inovadoras em parceria com quem é referência mundial”, destacou o governador Jorginho Mello. 

Além da abertura do mercado japonês para a carne bovina, a missão tem entre os objetivos a atração de investimentos em infraestrutura, o fortalecimento das exportações agrícolas e pesqueiras, e a projeção de Santa Catarina como referência global em sanidade animal e qualidade industrial. 

TEXTO: REDAÇÃO 

FOTOS: SECOM/SC 

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Lista com as melhores companhias aéreas do mundo tem duas brasileiras; veja ranking

A Qatar Airways manteve a liderança no ranking do Skytrax World Airline Awards, prêmio conhecido como o “Oscar” da aviação

A lista das melhores companhias aéreas do mundo foi divulgada nesta terça-feira, 17, durante o Paris Air Show. A Qatar Airways manteve a liderança no ranking do Skytrax World Airline Awards, prêmio conhecido como o “Oscar” da aviação. A premiação avalia diversos aspectos do serviço, incluindo o conforto dos assentos, a qualidade das refeições, o atendimento da tripulação e as amenidades oferecidas aos passageiros.

O ranking deste ano também destaca a LATAM, companhia chile-brasileira, que, assim como em 2024, manteve sua posição como a melhor companhia aérea da América do Sul. Na lista geral, a LATAM ocupa a posição 43. No Brasil, a companhia segue vivendo um bom momento, com sua participação de mercado crescendo para 40% em abril de 2025, um aumento considerável em relação aos 33% registrados em 2021, de acordo com dados da ANAC.

No ranking do Skytrax World Airline Awards, outra companhia brasileira que aparece é a Azul, que ocupava a posição 53 em 2023, mas sofreu uma queda significativa, passando para a posição 71 este ano. A queda reflete os desafios que a Azul enfrenta para manter sua competitividade no cenário global, embora ainda seja uma das principais companhias aéreas no Brasil.

O Skytrax World Airline Awards, que existe desde 1999, continua sendo uma das avaliações mais respeitadas da indústria de aviação. As companhias que figuram nas primeiras posições não se destacam apenas pela qualidade do serviço, mas também pela inovação e excelência no atendimento aos clientes, como é o caso da Qatar Airways, que segue sendo referência em conforto, gastronomia e entretenimento a bordo.

As melhores companhias aéreas do mundo

PosiçãoCompanhia Aérea
1Qatar Airways
2Singapore Airlines
3Cathay Pacific Airways
4Emirates
5ANA All Nippon Airways
6Turkish Airlines
7Korean Air
8Air France
9Japan Airlines
10Hainan Airlines
11Swiss International Air Lines
12EVA Air
13British Airways
14Qantas Airways
15Lufthansa
16Virgin Atlantic
17Saudia
18STARLUX Airlines
19Air Canada
20Iberia
21KLM Royal Dutch Airlines
22Delta Air Lines
23Austrian Airlines
24Air New Zealand
25Finnair
26Etihad Airways
27Malaysia Airlines
28AirAsia
29Thai Airways
30Scoot
31Fiji Airways
32Bangkok Airways
33China Southern Airlines
34Virgin Australia
35Gulf Air
36Air Astana
37China Airlines
38Ethiopian Airlines
39IndiGo
40Eurowings
41Asiana Airlines
42Vueling Airlines
43LATAM
44Porter Airlines
45Volotea
46Garuda Indonesia
47Aegean Airlines
48Oman Air
49Transavia France
50Azerbaijan Airlines
51United Airlines
52jetBlue Airways
53Iberia Express
54Aer Lingus
55LOT Polish
56Hong Kong Airlines
57ITA Airways
58Flynas
59EasyJet
60Air Transat
61Ryanair
62Vietnam Airlines
63Air Mauritius
64RwandAir
65TAP Portugal
66Jet2.com
67South African Airways
68Egyptair
69Alaska Airlines
70Royal Air Maroc
71Azul
72HK Express
73Breeze Airways
74flyDubai
75WestJet
76Southwest Airlines
77airBaltic
78TUI Airways
79SunExpress
80SAS Scandinavian
81JetSMART Airlines
82Air Dolomiti
83American Airlines
84Air India
85Royal Brunei Airlines
86SKY Airline
87FlyArystan
88Jetstar Airways
89Kenya Airways
90Allegiant Air
91Sun Country Airlines
92StarFlyer
93Jetstar Asia
94Air Canada rouge
95Peach
96Copa Airlines
97QantasLink
98China Eastern Airlines
99Air Serbia
100Hawaiian Airlines

Fonte: Exame

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Navio de carga Harmonia naufraga a caminho de Fernando de Noronha e tripulação é resgatada com vida, diz Marinha

Naufrágio aconteceu a aproximadamente 50 milhas náuticas (cerca de 90 quilômetros) de Tibau do Sul, município do estado do Rio Grande do Norte.

O navio de carga Harmonia naufragou no domingo (15) durante viagem do Recife para Fernando de Noronha. Os oito tripulantes foram resgatados com vida, segundo informou a Marinha em nota.

“A Marinha do Brasil (MB) informa que tomou conhecido, na noite do domingo (15), do naufrágio do navio de transporte de carga ‘Harmonia’, a aproximadamente 50 milhas náuticas (cerca de 90 quilômetros) de Tibau do Sul, município do estado do Rio Grande do Norte”, indicou a nota.

A nota informou, ainda, que os oito tripulantes que estavam a bordo do Harmonia foram resgatados com vida pelo navio mercante (NM) ‘M.V. Amstel Lion’, que trafegava nas proximidades do naufrágio, e encontram-se em bom estado de saúde.

O dono da embarcação, Maurício Júnior, divulgou uma nota e confirmou que toda tripulação foi resgatada por um navio que estava em rota e seguia para o Rio de Janeiro. A nota indicou que a tripulação tentou evitar o naufrágio.

“A embarcação Harmonia estava até o momento do resgate flutuando. Ao parecer um problema na casa de máquinas todos procedimentos para evitar naufrágio, possível no momento, foram realizados” relatou a nota

O navio partiu da capital pernambucana no sábado (14). A Marinha informou que foi instaurado um Inquérito sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), pela Capitania dos Portos do Rio Grande do Norte (CPRN), para apurar as circunstâncias e causas do naufrágio.

O Harmonia foi responsável pelo transporte da usina de asfalto, usada na obra de recuperação da pista do aeroporto de Fernando de Noronha.

Fonte: G1


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Navio com carros elétricos em chamas é abandonado pela tripulação

Cargueiro Morning Midas trazia 3.048 veículos da China para o México, sendo 70 elétricos e 681 híbridos e está à deriva na costa do Alasca

Um incêndio de grandes proporções a bordo do cargueiro Morning Midas escancara os desafios enfrentados no transporte marítimo de veículos, especialmente elétricos. A embarcação de bandeira liberiana, que transportava 3.048 automóveis, entre eles 70 modelos 100% elétricos e 681 híbridos, está à deriva desde a semana passada, a cerca de 300 milhas ao sul de Adak, no Alasca.

O navio, que partiu da China com destino ao México no dia 26 de maio, teve o fogo detectado no início da noite de 3 de junho (horário de Brasília), quando fumaça começou a sair de um dos conveses. De acordo com a Zodiac Maritime, empresa britânica que administra o cargueiro, as chamas começaram na seção onde estavam os veículos elétricos.

A empresa americana Resolve Marine foi contratada para liderar as operações de salvamento, que já começaram com a chegada do rebocador Gretchen Dunlap ao local. Outros dois navios de apoio devem se juntar à missão nas próximas semanas. Segundo a Guarda Costeira americana, a prioridade agora é conter possíveis danos ambientais e garantir a segurança dos envolvidos nas operações.

Este não é um caso isolado. Em 2022, o navio Felicity Ace também pegou fogo enquanto transportava cerca de 4.000 veículos do Grupo Volkswagen, entre eles modelos Porsche, Bentley e Lamborghini. O navio acabou afundando no Oceano Atlântico após duas semanas em chamas, com um prejuízo estimado em US$ 155 milhões.

Incidentes como esses têm levantado preocupações sobre os riscos associados ao transporte marítimo de veículos elétricos, especialmente devido ao potencial de combustão das baterias de íons de lítio. Algumas companhias, como a norueguesa Havila Kystruten, já se recusam a transportar carros elétricos em suas embarcações. Ainda assim, com a eletrificação da frota global em curso, encontrar formas mais seguras de levar esses veículos de um continente ao outro se torna cada vez mais urgente.

Fonte: Terra

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Agricultura, Notícias

Brasil será declarado livre da gripe aviária na próxima quarta, anuncia Fávaro

Segundo o ministro, o país está concluindo o período de vazio sanitário de 28 dias

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anunciou neste sábado (14.06) que, na próxima quarta-feira (18), o Brasil será oficialmente declarado livre da gripe aviária. A declaração foi feita em entrevista à imprensa, durante a entrega de máquinas e implementos agrícolas para assentamentos rurais em Mato Grosso.

Segundo o ministro, o país está concluindo o período de vazio sanitário de 28 dias, adotado como medida de segurança sanitária. “Não é motivo para comemorar uma crise, mas sim para reconhecer a robustez do sistema sanitário brasileiro. O foco que surgiu no Rio Grande do Sul ficou restrito a uma única granja e não se espalhou”, destacou Fávaro.

O ministro informou que, desde o surgimento dos primeiros casos, foram registrados 172 episódios de gripe aviária em aves silvestres e em criações domésticas, o que, segundo ele, é considerado normal, dada a condição do país ser rota migratória de aves.

Entre os casos, está um registro em uma propriedade de Campinápolis, a 471 km de Cuiabá, confirmado no último sábado (07) após análise laboratorial. As aves infectadas eram de uma criação doméstica para subsistência.

“Isso é natural. O Brasil está na rota migratória de aves silvestres. Isso acontece, mas não fecha mercado e não oferece risco à cadeia produtiva”, explicou.

Fávaro também esclareceu que o risco de transmissão da gripe aviária para humanos é extremamente baixo.

“Não há risco ao consumir carne de frango ou ovos. A única possibilidade de contaminação é no manuseio direto de animais doentes. Por isso, em casos suspeitos, a orientação é acionar imediatamente os técnicos da Defesa Agropecuária, que estão preparados para realizar o manejo e dar a destinação correta”, reforçou.

O ministro destacou que o controle rápido e eficiente da gripe aviária demonstra a eficiência do sistema de defesa sanitária animal do Brasil, garantindo segurança tanto para a população quanto para os mercados internacionais.

Fonte: VGN Notícias

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Negócios, Notícias

Refinaria Abreu e Lima se tornará a segunda maior da Petrobras com construção do Trem 2

Com a construção do Trem 2, a Refinaria Abreu e Lima, localizada no Complexo Industrial de Suape, em Pernambuco, deve se tornar a segunda maior refinaria da Petrobras em capacidade de processamento no Brasil.

Na última quinta-feira, 12 de junho, a governadora Raquel Lyra visitou as instalações da refinaria para acompanhar de perto o andamento dos projetos.

Ao lado da vice-governadora Priscila Krause, Raquel se reuniu com dirigentes da Petrobras para conhecer os detalhes dos investimentos que integram o novo ciclo de retomada da estatal.

A obra do Trem 2 marca uma etapa decisiva na retomada dos grandes investimentos da Petrobras no Nordeste. Anunciado em janeiro de 2024, durante cerimônia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o projeto tem o objetivo de dobrar a capacidade da refinaria, que passará a processar até 260 mil barris de petróleo por dia após a conclusão da nova unidade.

O impacto econômico da obra também é significativo. Segundo estimativas preliminares, a construção do novo trem vai gerar cerca de 30 mil empregos, entre postos diretos e indiretos. A previsão é que o projeto movimente diversos setores da economia pernambucana, como engenharia, construção civil, transporte e alimentação.

A conclusão total do Trem 2 está prevista para 2029. No entanto, a Petrobras anunciou que pretende antecipar parte da produção. A previsão é que, já em 2026, a nova estrutura comece a operar com capacidade inicial de 180 mil barris por dia. Essa antecipação deve acelerar os efeitos econômicos do projeto, tanto no mercado de trabalho quanto na arrecadação do estado.

O canteiro de obras contará com empresas locais e nacionais, o que deve atrair novos contratos e abrir oportunidades para trabalhadores de diversas áreas. A movimentação também fortalece o porto de Suape, que será um dos principais pontos de entrada de equipamentos e insumos para o projeto.

A construção do Trem 2 é acompanhada de perto por técnicos e engenheiros da Petrobras. A estatal também iniciou programas de qualificação profissional na região, preparando a mão de obra local para atuar nos serviços exigidos durante a ampliação.

Fonte: Portal da Prefeitura 

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Informação, Logística, Notícias, Terminais de Cargas

Portonave realiza sétima operação de descarga de caça F-39 Gripen da Força Aérea Brasileira.

Excelência operacional, segurança e localização tornam o Terminal Portuário referência para operações especiais, como o recebimento de aeronaves da FAB desde 2020.

Vindo diretamente de Norrköping, na Suécia, o 10º caça F-39 Gripen da Força Aérea Brasileira (FAB), de matrícula FAB 4110, levou 21 dias para chegar em Navegantes, cidade de Santa Catarina, onde está localizada a Portonave, terminal portuário privado que realizou a operação de descarga da aeronave. O navio Fagelgracht, do armador Spliethoff, atracou nesta quinta-feira (12). A excelência operacional e os investimentos constantes em segurança da Companhia são essenciais para o recebimento do caça. Além disso, a proximidade com o Aeroporto Internacional de Navegantes é um fator estratégico, assim como a Avenida Portuária, que facilita o transporte terrestre da aeronave até o aeroporto.

A operação foi realizada de modo eficiente pela equipe da Portonave, com duração de cerca de 1h30. Outro aspecto crucial é a segurança portuária. A Companhia possui a certificação ISPS Code, conjunto de normas que atestam a segurança do recinto alfandegado, emitida pela Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos), e dispõe de infraestrutura e procedimentos rigorosos para as operações: conta com aproximadamente 400 câmeras de vigilância – com recursos de visão noturna, detecção de movimento e zoom de até 60 vezes – além de drones e viaturas para resposta rápida. Para a vistoria de contêineres, possui dois scanners, capazes de inspecionar cerca de 1 mil contêineres por dia. Em abril, dois novos e modernos scanners foram adquiridos, com operações previstas para iniciarem até julho.

Diversos procedimentos foram realizados para garantir o sucesso da operação: recebimento e segregação do caça em um local específico no cais, controle de acesso de pessoas com protocolos reforçados e integração e planejamento logístico com a FAB e órgãos de trânsito e de segurança pública locais. Essa foi a sétima operação de descarga de caça F-39 Gripen, o que evidencia a expertise da Portonave nesse tipo de carga especial. A primeira aeronave foi desembarcada pelo Terminal Portuário em 2020, e as demais de 2022 a 2024.

Sobre o caça
A aeronave representa um importante salto qualitativo e tecnológico para o aumento da capacidade operacional da FAB, pois é reconhecida pela eficiência, baixo custo de operação, elevada disponibilidade e tecnologia avançada. O F-39 Gripen é fabricado pela Saab, empresa sueca líder no segmento de defesa e segurança.

Transporte por terra
Após a descarga, o caça foi transportado até o Aeroporto Internacional de Navegantes por terra. O deslocamento de pouco mais de dois quilômetros aconteceu durante a madrugada no dia 12 de junho. Por questões de segurança, a aeronave é transportada da Suécia ao Brasil sem combustível. Assim, o translado até o aeroporto é realizado em terra, onde o caça é abastecido. No aeroporto, são realizadas instalações finais de equipamentos na aeronave e testes prévios ao voo.

Programa Gripen Brasileiro
O caça faz parte do Programa Gripen Brasileiro, uma parceria entre o Brasil e a Suécia que teve início em 2015, após a efetivação do contrato com a FAB, com o objetivo de desenvolver e produzir caças de última geração para a FAB. O contrato também oferece suporte logístico, sistemas e equipamentos relacionados, treinamento, armamentos e um acordo de cooperação industrial que se tornou o maior programa de transferência de tecnologia já feito pela Saab.

Cargas breakbulk
As aeronaves se enquadram na modalidade breakbulk, tipo de transporte especial para mercadorias de grandes dimensões. Com uma equipe capacitada para movimentar cargas especiais no Terminal Portuário, além dos caças, já foram movimentados helicópteros, trem, grandes geradores, máquinas, lanchas e até mesmo a maior montanha russa da América Latina e a roda gigante de Balneário Camboriú, tanto na importação quanto exportação.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007 como primeiro terminal portuário privado do Brasil. Faz parte do grupo suíço Terminal Investment Limited (TiL) – que administra cerca de 70 terminais em cinco continentes. São 1,3 mil profissionais diretos e 5,5 mil indiretos. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), foi o mais eficiente em produtividade de navio no ano de 2024. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e desenvolve diversas ações e iniciativas voltadas aos aspectos ambientais e sociais.

Fonte: Portonave Assessoria de Imprensa

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Estaleiro de Navegantes é responsável pela restauração de última embarcação a vapor do mundo

Vapor Benjamim Guimarães voltou a funcionar após restauro conduzido pelo estaleiro INC e bancado por obra Novo PAC

A Indústria Naval Catarinense (INC), estaleiro com sede em Navegantes, fez história ao devolver às águas do rio São Francisco o Vapor Benjamim Guimarães, patrimônio histórico e cultural de Minas Gerais. A embarcação, único exemplar do mundo movido a vapor, foi restaurada por meio de projeto de R$ 5,3 milhões incluído no Novo PAC, dentro do Programa de Revitalização dos Recursos Hídricos das Bacias dos Rios São Francisco e Parnaíba.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, participou da cerimônia de reinauguração no último dia 2 de junho e celebrou a recuperação da embarcação. “O vapor é um símbolo da cidade e patrimônio de Minas Gerais. Por anos ficou abandonado nas margens do São Francisco, enquanto assistíamos a sua triste deterioração”, ressaltou o ministro. Segundo Alexandre Silveira, a recuperação vai permitir a retomada do turismo na região.

A entrega histórica também foi comemorada pelo CEO do INC, Josuan Moraes Junior, estaleiro que tem DNA catarinense e foi responsável por todo o restauro feito às margens do rio São Francisco. “Mantivemos e recuperamos as máquinas originais, assim ele continua sendo movido a vapor produzido por uma caldeira a lenha. A alegria do povo de Pirapora ao receber de volta seu principal patrimônio histórico, totalmente restaurado e operacional, foi contagiante e emocionante”, explica Josuan Moraes.

A embarcação é tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e sua restauração iniciou em 2019. João Paulo Martins, presidente do Iepha-MG, destaca que o vapor Benjamim Guimarães é mais que uma embarcação. “É um monumento flutuante, um elo entre o passado e o presente que corta as águas do Velho Chico levando memórias, cultura e identidade. Para o Iepha, a restauração não é apenas trabalho técnico , mas um compromisso com a preservação da história viva de Minas Gerais,” conclui João Paulo. 

A embarcação é tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e sua restauração iniciou em 2019. João Paulo Martins, presidente do Iepha-MG, destaca que o vapor Benjamim Guimarães é mais que uma embarcação. “É um monumento flutuante, um elo entre o passado e o presente que corta as águas do Velho Chico levando memórias, cultura e identidade. Para o Iepha, a restauração não é apenas trabalho técnico , mas um compromisso com a preservação da história viva de Minas Gerais,” conclui João Paulo. 

Cinco anos depois

O processo de restauração teve início em dezembro de 2019 ao ser firmado um convênio entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Iepha-MG, com investimento de R$ 3,7 milhões. O objetivo era executar a substituição do casco e restaurar as demais áreas da embarcação e do mobiliário.

As obras começaram em novembro de 2020, já sob responsabilidade do estaleiro de Navegantes, com acompanhamento técnico do Iepha-MG, da Delegacia Fluvial de Pirapora, da Marinha do Brasil e da Prefeitura de Pirapora. A previsão inicial era concluir o trabalho em até oito meses, mas houve o encerramento do convênio pelo Iphan quando estavam executados 92% da obra e pagos 26% dos trabalhos. Com a não liberação total dos recursos previstos, apenas R$ 925 mil foram recebidos e o contrato foi encerrado em março de 2022.

Em novembro de 2024, as obras foram retomadas a partir de contrato direto entre a Eletrobras e o estaleiro INC. As intervenções incluíram a troca do casco, reparos na chaminé, na estrutura da roda de pás, revisão das estruturas de madeira, camarotes, máquinas a vapor, sistemas de água e esgoto, além da revisão completa do maquinário para restabelecer a plena função do vapor. Em 1º junho, bem no dia do aniversário de Pirapora, a obra foi inaugurada em clima de festa e repleta de significado para a comunidade.

Embarcação norte-americana

O Benjamin Guimarães é um barco a vapor construído em 1913, nos Estados Unidos, que originalmente navegou pelo rio Mississipi. Ele chegou ao Brasil para servir à Amazon River Plate Company, no Rio Amazonas. Durante a década de 1920, a embarcação foi levada ao rio São Francisco para transporte de passageiros e cargas entre Pirapora [MG] e Juazeiro [BA]. A partir da década de 1980, o vapor fazia apenas passeios turísticos. O Benjamin Guimarães foi finalmente tombado como patrimônio histórico em 1985. Em 2014, acabou desativado pela precariedade da sua estrutura. A embarcação agora restaurada é tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG) e um símbolo da navegação no Rio São Francisco.

Curiosidade 

Para proteger a embarcação que estava atracada na margem do rio São Francisco enquanto a restauração não acontecia, foi necessário reduzir o fluxo de 4000 m³/s para 3000 m³/s na Usina Hidrelétrica de Três Marias (MG), o que restringiu a geração de energia naquele período. Agora, haverá ampliação da flexibilidade da operação nos reservatórios sem prejudicar o uso dos recursos hídricos

Fonte: Diarinho

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