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Contrabando de oliveiras centenárias é flagrado pela PRF no Paraná

A apreensão de oliveiras centenárias trouxe à tona um caso de contrabando de plantas no norte do Paraná. A ação foi realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) neste domingo (12), durante fiscalização em rodovia na região de Maringá.

Abordagem levanta suspeitas

Durante a inspeção, o motorista de uma carreta informou que transportava plantas, mas não conseguiu detalhar a espécie nem apresentar a documentação fiscal obrigatória, o que levantou suspeitas dos agentes.

Na verificação da carga, os policiais encontraram seis árvores de grande porte, com troncos retorcidos e características típicas de oliveiras antigas, indicando tratar-se de exemplares centenários.

Plantas têm alto valor e exigem autorização

Segundo a PRF, esse tipo de árvore possui elevado valor no mercado de paisagismo de luxo, sendo frequentemente utilizado em projetos sofisticados.

A importação de oliveiras desse porte exige uma série de autorizações de órgãos ambientais e sanitários, além do cumprimento das normas de desembaraço aduaneiro. A falta desses documentos configura crime de contrabando.

Origem estrangeira e destino final

O condutor relatou que as árvores seriam de origem argentina. Ele afirmou ainda que recebeu a carga no município de Barracão, no sudoeste do Paraná, e que o destino final seria a cidade de Herculândia, no interior de São Paulo.

Motorista é preso em flagrante

Diante da irregularidade, o motorista foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Maringá, onde o caso será investigado.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: ReproduFONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/G1

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Hapag-Lloyd tem navios encalhados no Golfo Pérsico e prejuízo cresce com conflito

A companhia de navegação Hapag-Lloyd enfrenta um cenário crítico no transporte marítimo internacional após a escalada do conflito no Oriente Médio. Seis navios da empresa permanecem encalhados no Golfo Pérsico, gerando custos adicionais estimados entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões por semana.

O impacto financeiro foi classificado pelo CEO, Rolf Habben Jansen, como “insustentável a longo prazo”.

Navios parados e tripulações à espera de solução

De acordo com o executivo, cerca de 150 tripulantes estão a bordo das embarcações impedidas de operar. As equipes seguem recebendo suprimentos básicos, como água e alimentos, enquanto a empresa busca alternativas para liberar os navios.

A situação é considerada um dos principais desafios atuais da companhia, que depende da normalização das rotas para retomar suas operações regulares.

Fechamento do Estreito de Ormuz agrava crise logística

A paralisação das embarcações está diretamente ligada às restrições no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o comércio global de energia e mercadorias.

O corredor marítimo permanece com limitações desde o fim de fevereiro, após o aumento das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O bloqueio parcial tem provocado efeitos em cadeia no transporte marítimo global, elevando custos e ampliando a incerteza logística.

Empresa adota medidas para conter prejuízos

Diante do cenário adverso, a Hapag-Lloyd intensificou estratégias de redução de custos e passou a explorar sinergias operacionais com a Maersk, parceira em operações logísticas.

A iniciativa busca mitigar os impactos financeiros enquanto a empresa aguarda uma solução para o impasse geopolítico.

Projeções mantidas, mas riscos permanecem

Apesar das dificuldades, a companhia manteve suas projeções para o ano fiscal de 2026. A expectativa é compensar os custos adicionais ao longo dos próximos meses.

Ainda assim, o CEO alertou que os efeitos do conflito podem se prolongar, especialmente se houver retração na demanda por transporte marítimo, o que pode pressionar ainda mais os resultados da empresa no longo prazo.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Crise alimentar global: escassez de alimentos pode se agravar antes de 2050

A possibilidade de uma crise alimentar global nas próximas décadas já preocupa especialistas e organismos internacionais. Segundo análise do geopolítico De Leon Petta, doutor em Geografia Humana, o cenário aponta para uma escassez de alimentos cada vez mais evidente antes de 2050, com impactos diretos sobre a população mundial.

De acordo com ele, o aumento da expectativa de vida tem elevado a demanda por alimentos, enquanto o envelhecimento populacional reduz a oferta de mão de obra, especialmente no campo. Esse desequilíbrio tende a pressionar ainda mais os sistemas produtivos.

Guerra entre Rússia e Ucrânia agrava o cenário

O conflito entre Rússia e Ucrânia é apontado como um fator determinante na desestabilização do abastecimento global. Ambos os países figuravam entre os principais exportadores de alimentos e insumos agrícolas.

Com a guerra, a Ucrânia deixou de desempenhar seu papel no mercado internacional e passou a enfrentar dificuldades até para suprir o próprio consumo. Já a Rússia, além de reduzir exportações, sofreu sanções econômicas que impactaram a distribuição de fertilizantes, prejudicando a produção em diversos países.

Impactos já começaram e tendem a piorar

Embora os efeitos mais severos ainda não tenham sido plenamente sentidos, os preços dos alimentos registraram alta significativa nos últimos anos. A expectativa é de agravamento contínuo no curto prazo.

Mesmo com um eventual fim do conflito, a recuperação da capacidade produtiva ucraniana pode levar entre 15 e 20 anos. Isso compromete o equilíbrio do sistema alimentar global ao longo de boa parte do século XXI.

Produção agrícola enfrenta desafios estruturais

A queda na produção mundial levanta questionamentos sobre alternativas para suprir a demanda. Países com potencial agrícola, como a Argentina, poderiam ter desempenhado papel mais relevante, mas enfrentam entraves políticos e econômicos.

No caso do Brasil, apesar da vasta extensão territorial e do avanço em tecnologia agrícola, há limitações importantes. Entre elas, destacam-se questões logísticas, como a dificuldade de escoamento da produção e a dependência do transporte rodoviário.

Infraestrutura e energia são pontos-chave para o Brasil

Para ampliar sua competitividade no agronegócio brasileiro, especialistas defendem investimentos em infraestrutura e energia. Entre as medidas sugeridas estão:

  • Expansão da matriz energética, com redução de custos;
  • Ampliação da malha ferroviária para melhorar a logística;
  • Modernização dos portos, hoje considerados defasados.

Essas ações poderiam impulsionar a produção sem a necessidade de expansão sobre áreas sensíveis, como a Amazônia.

Concorrência internacional é acirrada

No cenário global, o Brasil enfrenta forte concorrência de países como Estados Unidos e França, que possuem sistemas logísticos mais eficientes e maior integração com mercados estratégicos.

A disputa por espaço no comércio internacional de alimentos envolve não apenas questões econômicas, mas também interesses geopolíticos.

Agronegócio é pilar da economia brasileira

Com a perda de força da indústria nas últimas décadas, o agronegócio se consolidou como um dos principais motores da economia brasileira. O setor é responsável por geração de empregos e por grande parte das exportações.

Nesse contexto, especialistas alertam que enfraquecer o setor pode agravar ainda mais os desafios diante de uma possível crise alimentar global.

Fome também é reflexo de disputas de poder

Apesar das projeções alarmantes, há um ponto crucial: o mundo atualmente produz alimentos suficientes para toda a população. O problema central, segundo a análise, está na distribuição e nas disputas geopolíticas.

A utilização da fome como instrumento de poder e pressão internacional é apontada como um dos principais fatores por trás do risco de insegurança alimentar global.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Explosão em navio no Estreito de Ormuz deixa três tripulantes desaparecidos

Uma explosão em um navio de carga no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, deixou três tripulantes desaparecidos. O incidente ocorreu após a embarcação ser atingida por projéteis, segundo informações divulgadas pelo Ministério dos Transportes da Tailândia.

Ao todo, 20 integrantes da tripulação foram resgatados com vida após abandonarem o navio em um bote salva-vidas. O resgate foi realizado pela Marinha de Omã, que atua na segurança da região.

Incêndio atingiu casa de máquinas da embarcação

De acordo com as autoridades tailandesas, a explosão ocorreu na parte traseira do navio, provocando um incêndio na casa de máquinas.

Os três tripulantes que seguem desaparecidos estavam trabalhando nesse setor no momento da explosão. As autoridades ainda não confirmaram o paradeiro dos trabalhadores nem detalharam as causas do ataque contra a embarcação.

O Estreito de Ormuz é considerado uma área sensível para a segurança do transporte marítimo internacional, já que conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e concentra parte relevante do fluxo global de petróleo e cargas.

Conflito no Oriente Médio amplia tensão na região

O incidente ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, marcada pelo confronto militar entre Estados Unidos, Israel e Irã.

Segundo relatos do conflito, a guerra começou em 28 de fevereiro após um ataque conjunto de Estados Unidos e Israel em Teerã que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. A ofensiva também teria eliminado outras figuras importantes do governo iraniano.

Autoridades americanas afirmam que operações militares posteriores destruíram navios iranianos, sistemas de defesa aérea, aeronaves e outras estruturas militares do país.

Irã responde com ataques na região

Como resposta, o governo iraniano realizou ofensivas contra alvos em diferentes países do Oriente Médio, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.

Segundo autoridades iranianas, os ataques teriam como alvo interesses dos Estados Unidos e de Israel presentes nesses territórios.

Dados da Human Rights Activists News Agency indicam que mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra. Já a Casa Branca informou que ao menos sete soldados americanos morreram em ataques relacionados ao conflito.

Escalada militar alcança o Líbano

A crise também se espalhou para o Líbano após ataques do Hezbollah contra o território israelense, apresentados como resposta à morte de Ali Khamenei.

Em reação, Israel passou a realizar ofensivas aéreas contra posições do Hezbollah em território libanês. Os confrontos já deixaram centenas de mortos no país, de acordo com balanços preliminares.

Irã escolhe novo líder supremo

Com a morte de grande parte da liderança iraniana durante os ataques iniciais, um conselho político do país escolheu Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como novo líder supremo do Irã.

Analistas avaliam que a escolha indica continuidade da linha política do regime, sem mudanças estruturais significativas.

A decisão foi criticada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou a escolha como um “grande erro” e afirmou que o processo deveria contar com participação americana. Segundo ele, a liderança de Mojtaba seria “inaceitável” para o país.

FONTE: CNN
TEXTO: Redação
IMAGEM: ROYAL THAI NAVY/ VIA REUTERS

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Exército Brasileiro incorpora primeiras mulheres como soldado e marca momento histórico nas Forças Armadas

O Exército Brasileiro viveu um marco histórico com a incorporação das primeiras mulheres como soldados no Serviço Militar Inicial. Ao todo, cerca de 50 mil jovens ingressaram nas fileiras da Força Terrestre em todo o país, entre eles 1.010 mulheres, que passam a integrar a turma de recrutas de 2026.

As novas militares foram incorporadas em 38 organizações militares espalhadas pelo território nacional, tornando-se pioneiras nessa função dentro do Exército.

Alistamento voluntário feminino mobilizou milhares de jovens

A inclusão feminina no serviço militar começou a se consolidar ainda em 2025, quando mais de 33 mil jovens realizaram o alistamento voluntário feminino para as Forças Armadas.

Após as etapas de apresentação geral e seleção complementar, as candidatas selecionadas participaram do tradicional ato simbólico de entrada nos quartéis, formalizando o ingresso nas Forças Armadas do Brasil — Marinha, Exército e Aeronáutica.

A cerimônia marcou oficialmente o início da jornada militar das novas recrutas.

Cerimônia em Brasília reuniu autoridades civis e militares

Na capital federal, a incorporação das novas soldados ocorreu no Comando Militar do Planalto (CMP), onde 182 jovens iniciaram sua formação militar.

Durante o período de instrução, elas serão treinadas na Base de Administração e Apoio do CMP, podendo permanecer na instituição por até oito anos, dependendo do desempenho e da disponibilidade de vagas.

A solenidade contou com a presença de autoridades civis e militares e foi conduzida pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, que destacou a relevância histórica do momento.

Segundo ele, a entrada das mulheres como soldados representa um avanço importante para a estrutura da Defesa brasileira e reforça a participação feminina nas Forças Armadas.

Atualmente, as mulheres já representam cerca de 10% do efetivo militar, atuando em diversas funções.

Cerimônia simbolizou entrada oficial dos recrutas

A primeira etapa da formatura ocorreu no Campo de Parada Marechal José Pessoa, com os recrutas ainda vestidos com roupas civis.

Os soldados Isabela Costa Ferreira e Kauã Veras da Silva, os mais modernos da turma, abriram simbolicamente os portões do Comando Militar do Planalto, permitindo a entrada dos 382 militares do efetivo variável de 2026.

Em seguida, já utilizando pela primeira vez o uniforme camuflado verde-oliva, os novos soldados participaram da continuidade da cerimônia no Pátio Rosa da Fonseca, dentro do complexo militar.

Comandante do Exército destaca avanço institucional

Durante a solenidade, o comandante do Exército, general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, destacou o significado da incorporação feminina para a instituição.

Em mensagem dirigida aos novos militares, ele ressaltou que a presença das mulheres fortalece o caráter plural das Forças Armadas e amplia a integração entre brasileiros que servem ao país.

Segundo o comandante, o pioneirismo das novas soldados representa um avanço para o Exército de Caxias, além de trazer benefícios institucionais para a Força.

Participação da família marcou a cerimônia

Outro momento de destaque foi o reconhecimento às famílias dos recrutas presentes na cerimônia.

O comandante do Exército ressaltou a importância do apoio familiar na formação dos jovens militares e pediu uma salva de palmas em homenagem aos pais e responsáveis que acompanharam o início da trajetória dos novos soldados.

Emoção marca início da carreira militar

Entre as primeiras soldados do Exército Brasileiro, o clima foi de emoção e realização.

A soldado Amanda Zagatto Maia, moradora de Taguatinga, contou que a incorporação coincidiu com seu aniversário de 19 anos. Para ela, viver esse momento diante da família foi motivo de grande orgulho.

Já a soldado Yasmin Rocha Silva destacou a influência familiar na escolha pela carreira militar. Seu pai e seu avô são militares da reserva, experiência que, segundo ela, teve grande impacto na história da família.

Quartéis passam por adaptações para receber mulheres

A chegada das primeiras mulheres na função de soldados exigiu adaptações estruturais nas organizações militares, como a criação de alojamentos exclusivos e ajustes em instalações de apoio.

Além disso, oficiais e sargentos mulheres passaram por capacitação para atuar na formação das novas recrutas.

Apesar das adequações, homens e mulheres terão os mesmos direitos e deveres dentro da carreira militar.

Durante o treinamento, os soldados participarão de atividades como instruções de tiro, exercícios de campo e serviços de guarda, seguindo a rotina tradicional da caserna.

Após o primeiro ano de serviço militar, parte dos recrutas poderá renovar o vínculo por mais um período, conforme desempenho e disponibilidade de vagas, podendo permanecer na ativa por até oito anos.

FONTE: Exército Brasileiro
TEXTO: Redação
IMAGEM: ST Sionir (Centro de Comunicação Social do Exército)

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Contêiner cai sobre cabine de caminhão no Porto de Santos e deixa motorista ferido

Um contêiner caiu sobre a cabine de um caminhão e deixou um motorista, de 41 anos, ferido no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. O caso é investigado pela Polícia Civil.

O acidente ocorreu na noite de segunda-feira (2), dentro do terminal da Brasil Terminal Portuário (BTP), localizado na Avenida Engenheiro Augusto Barata, no bairro Alemoa. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram a estrutura caída sobre o veículo na área portuária.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o motorista ficou preso às ferragens após a estrutura atingir diretamente a cabine do caminhão durante a movimentação de cargas no pátio.

Motorista foi socorrido com fratura na perna

Quatro viaturas e 13 bombeiros atuaram na ocorrência para realizar o resgate. Após ser retirado do veículo, o homem foi atendido ainda no local.

De acordo com a corporação, ele apresentava sinais vitais estáveis e fratura em membro inferior. O motorista foi encaminhado à Santa Casa de Santos por uma unidade de suporte avançado do Samu.

Em nota, o hospital informou que a vítima deu entrada na madrugada de terça-feira (3), com ferimento na perna esquerda. O paciente permanece internado na enfermaria, sob cuidados da equipe de ortopedia, e não há previsão de alta. A instituição destacou que não pode divulgar mais detalhes devido à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Empresa confirma ocorrência e apuração interna

A Brasil Terminal Portuário (BTP) confirmou que o acidente aconteceu durante uma operação de movimentação de contêineres. Segundo a empresa, o motorista recebeu atendimento emergencial imediato e segue sob acompanhamento médico.

A concessionária informou ainda que as causas do acidente estão sendo apuradas.

Polícia Civil investiga o caso

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) comunicou que a Polícia Civil instaurou investigação para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.

Conforme o boletim de ocorrência, uma das estruturas caiu sobre o caminhão durante a operação no pátio portuário. A perícia foi acionada e o caso registrado no Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos, sendo encaminhado à Delegacia do Porto de Santos.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Redes sociais

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Naufrágio do século XIV expõe tesouro de porcelana da Dinastia Yuan em rota comercial asiática

Um naufrágio do século XIV localizado nas proximidades do estreito de Singapura trouxe à tona um vasto conjunto de porcelanas raras produzidas durante a Dinastia Yuan (1271–1368), período em que a China esteve sob domínio mongol. O achado foi divulgado nesta quarta-feira (04) por arqueólogos responsáveis pela escavação subaquática.

Segundo os pesquisadores, a carga preservada no fundo do mar oferece novas evidências sobre as rotas comerciais marítimas que conectavam a China ao Sudeste Asiático há cerca de 650 anos.

Escavação subaquática revela toneladas de cerâmica

Os destroços foram inicialmente identificados por equipes de arqueologia marinha. Após o mapeamento da área, mergulhadores iniciaram uma operação controlada de escavação, que permitiu a retirada segura de milhares de peças.

Ao todo, foram recuperadas aproximadamente 3,5 toneladas de fragmentos e artefatos cerâmicos. Entre os materiais, destaca-se um expressivo lote de porcelana azul e branca da Dinastia Yuan, item frequentemente presente em acervos museológicos, mas raramente encontrado em volume tão significativo em um único sítio arqueológico.

Estudos preliminares indicam que a embarcação partiu da China com destino a Temasek — antigo porto que mais tarde daria origem à atual Singapura. A descoberta reforça a importância estratégica da região no comércio asiático medieval.

Centros ceramistas e peças de alto valor

Entre os objetos resgatados estão tigelas, pratos e recipientes ornamentados com desenhos sofisticados. Muitas peças exibem representações de patos-mandarins em lagoas com flores de lótus, um motivo artístico recorrente na época.

Os especialistas identificaram ainda produtos oriundos de tradicionais polos ceramistas do sul da China, como Jingdezhen, reconhecida historicamente pela porcelana refinada, e Longquan, célebre pelos celadons — cerâmicas de tonalidade esverdeada bastante valorizadas.

Mais do que utensílios domésticos, essas porcelanas eram consideradas bens de prestígio. Por isso, comerciantes as transportavam em larga escala para abastecer mercados distantes, consolidando redes comerciais internacionais.

Comércio marítimo asiático antes da era moderna

A descoberta também impacta a interpretação histórica sobre o desenvolvimento de Singapura. Durante anos, prevaleceu a ideia de que a área teria sido apenas um modesto assentamento pesqueiro antes da chegada dos europeus.

O volume e a diversidade da carga, no entanto, indicam que Temasek já atuava como um polo relevante no comércio marítimo asiático no século XIV. O naufrágio evidencia uma rede ativa de trocas que conectava portos do oceano Índico e do Sudeste Asiático muito antes da globalização contemporânea.

Ao emergirem das profundezas, fragmentos de madeira e porcelana não apenas revelam um carregamento valioso, mas ajudam a reconstituir um período em que mercadores, culturas e economias já estavam interligados por extensas rotas marítimas.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Michael Flecker/Science Direct

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Como petróleo, ouro e bolsas reagiram após choques globais anteriores

Os recentes ataques dos EUA e de Israel contra o Irã provocaram forte volatilidade nos mercados globais, refletida em movimentos bruscos nos preços do S&P 500, do petróleo e do ouro.

Volatilidade inicial e declarações de Trump

O presidente Donald Trump afirmou que o conflito poderia durar “quatro a cinco semanas” ou até ser “perpétuo”, considerando os estoques de munições disponíveis, sinalizando que a instabilidade deve continuar. Na terça-feira, novas ofensivas elevaram o temor de uma guerra prolongada, provocando quedas acentuadas nas bolsas.

Padrão histórico de mercados após crises

Uma análise da Yahoo Finance sobre nove momentos de choque geopolítico recente — do Iraque em 1990 até a captura de Nicolás Maduro na Venezuela — revelou um padrão recorrente: os preços disparam nos primeiros dias, mas tendem a se normalizar semanas depois, mesmo em conflitos prolongados.

O exemplo mais recente ocorreu em junho de 2025, durante a guerra de 12 dias entre Israel e Irã, quando ataques dos EUA a instalações nucleares iranianas provocaram alta imediata no petróleo e no ouro, e queda no S&P 500. Após 30 dias de negociação, os preços se inverteram: o Brent subiu quase 7,3% em um dia, mas caiu 0,6% em um mês; o ouro subiu 1,49% em um dia e caiu 1,39% após 30 dias; e o S&P 500, que caiu 1,13% no primeiro dia, subiu 5,70% em 30 dias.

Situação atual dos mercados

Nos ataques recentes ao Irã, o padrão inicial se mantém. Na última sexta-feira, o Brent fechou a US$ 72,48 por barril e saltou para US$ 78,16 na segunda-feira, alta de 7,8%. O ouro avançou quase 2,7% no mesmo período.

O S&P 500 iniciou a segunda-feira em queda, recuperou-se e terminou ligeiramente positivo, antes de registrar nova queda nas primeiras negociações de terça-feira. Analistas, no entanto, evitam previsões sobre os preços futuros.

Jim Smigiel, diretor de investimentos da SEI, alertou que “não temos informações suficientes sobre a duração do conflito ou seus impactos de longo prazo” e aconselhou investidores individuais a “respirarem e evitarem decisões drásticas”.

Mudanças de preços de curto prazo não indicam tendência mensal

Estudos históricos mostram que alterações de preços no primeiro dia de conflito raramente refletem o comportamento dos mercados após um mês. Eventos como a guerra Rússia-Ucrânia, a intervenção dos EUA na Líbia e a Guerra do Iraque em 2003 mostraram que, em menos de 56% dos casos, a direção inicial dos preços coincidiu com a observada após 30 dias.

Por exemplo, após os ataques de 11 de setembro de 2001, o ouro disparou 6,85% no primeiro dia e teve alta mais moderada de 2,28% em 30 dias. O petróleo subiu mais de 34% nos primeiros dias da invasão da Ucrânia pela Rússia, mas terminou 30 dias depois com alta de apenas 1,53%.

Chris Verrone, da Strategas, reforçou que “o pico do petróleo ocorreu cerca de uma semana após a invasão da Rússia”, lembrando que essas flutuações iniciais são apenas indicativas e não determinam tendências duradouras.

Exceção histórica: invasão do Kuwait

O choque de 1990 com a invasão do Kuwait pelo Iraque foi uma exceção. O petróleo subiu 11,64% em um dia e quase 57% em 30 dias, enquanto o S&P 500 caiu 1,14% no primeiro dia e mais de 10% após um mês. No entanto, meses depois, os preços se recuperaram quando as forças aliadas expulsaram as tropas iraquianas.

Conclusão

A análise sugere que, embora choques geopolíticos causem fortes reações imediatas em petróleo, ouro e bolsas, os efeitos tendem a se estabilizar em semanas, com exceções notáveis. Para investidores, a lição é clara: observar tendências de curto prazo pode ser enganoso, e decisões prudentes devem considerar cenários históricos e risco prolongado.

FONTE: Finance Yahoo
TEXTO: Redação
IMAGEM: ATTA KENARE via Getty Images

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Paralisação no Estreito de Hormuz deixa 3.200 navios retidos e eleva frete a níveis recordes

A tensão entre Irã e a coalizão EUA-Israel provocou uma paralisação inédita no Estreito de Hormuz, com cerca de 3.200 navios presos na região. O valor do frete para VLCCs (Very Large Crude Carriers) do Oriente Médio para a China atingiu níveis teóricos extraordinários, chegando a US$ 423.700 por dia na segunda-feira, um aumento de US$ 205.600 em relação ao dia anterior. Especialistas alertam, porém, que confirmações de contratos a esses valores ainda não foram registradas.

Seguro marítimo suspende cobertura em guerra

Mais da metade dos maiores clubes P&I do mundo anunciou que deixará de oferecer cobertura contra riscos de guerra para navios que entrem no Golfo Pérsico a partir de 5 de março, encerrando automaticamente a proteção para embarcações em águas adjacentes. A medida aumenta significativamente os custos de viagem e deve levar armadores a optar por rotas alternativas, como o Cabo da Boa Esperança.

Irã reforça controle sobre o estreito

Autoridades iranianas intensificaram a crise ao afirmar controle sobre o estreito. A mídia estatal citou comandantes dizendo que o Estreito de Hormuz está fechado e alertando que “os heróis da Guarda Revolucionária e da Marinha regular irão incendiar os navios” que tentarem passar. A declaração aumenta o receio do mercado sobre o bloqueio de 14 a 15 milhões de barris de petróleo por dia no Golfo Pérsico.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que “os golpes mais duros” contra o Irã ainda estão por vir, sem indicar a duração da campanha militar.

Ataques afetam navios e infraestrutura

Os ataques iranianos já atingiram navios mercantes e instalações regionais. Pesquisas da Clarksons Research registram pelo menos seis navios danificados – entre eles Stena Imperative, Sea La Donna, Hercules Star, Ocean Electra, Skylight e MKD Vyom – além de múltiplos ataques a portos e unidades de energia. Um ataque a um porto em Bahrain na segunda-feira matou um trabalhador, feriu outros dois e danificou um petroleiro com bandeira dos EUA.

Mercado marítimo em alerta

Especialistas alertam que o bloqueio é mais uma paralisação motivada por risco do que um cerco formal. O estreito normalmente registra 80 a 100 travessias por dia, transportando cerca de um quinto do consumo global de petróleo, enquanto os gasodutos alternativos não possuem capacidade para suprir uma interrupção prolongada.

O impacto varia por setor:

  • Navios petroleiros: os VLCCs sofrem os maiores efeitos, com ganhos teóricos em recorde histórico, enquanto a atividade real deve permanecer limitada nos próximos dias.
  • Gás natural liquefeito (GNL) e GLP: mercados desestabilizados, com aumento de mais de 20% nas tarifas de transporte de GNL devido à parada em Ras Laffan e risco de choque similar para o GLP, que depende cerca de 30% do tráfego por Hormuz.
  • Contêineres: apenas 2% do tráfego passa pelo estreito, mas grandes linhas como MSC suspenderam reservas para o Oriente Médio, intensificando congestionamentos em Europa e Ásia.
  • Carga seca (dry bulk): menos impactada diretamente, mas sofre atrasos e congestionamentos secundários.

Segundo a Clarksons Research, 3.200 embarcações permanecem dentro do Golfo, representando 4% do tonelagem global, incluindo 112 petroleiros e 114 navios de contêineres; cerca de 500 navios aguardam nas costas de Emirados Árabes Unidos e Omã.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: US Navy

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Dia Nacional de Combate ao Contrabando: Receita Federal apreende R$ 69 milhões em todo o país

Entre 27 de fevereiro e 3 de março, a Receita Federal intensificou ações em diversas regiões do Brasil em homenagem ao Dia Nacional de Combate ao Contrabando, celebrado nesta terça-feira (3). As operações estratégicas reforçaram a fiscalização em fronteiras, portos, aeroportos, rodovias e centros logísticos, visando coibir práticas ilegais e proteger a economia nacional.

Operações em várias frentes

As ações alcançaram 37 localidades em todo o território nacional, contando com a participação de cerca de 450 servidores. O trabalho foi apoiado por drones, viaturas, equipes de cães farejadores K9 e caminhões, garantindo eficácia na repressão a ilícitos como contrabando, descaminho, pirataria, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo, lavagem e ocultação de bens.

Entre os destaques, no Aeroporto Internacional de Viracopos, foram apreendidos 16 canos de fuzil na sexta-feira (27/2). Em Foz do Iguaçu/PR, as operações resultaram na apreensão de R$ 4 milhões em mercadorias irregulares e 156 kg de substância semelhante à maconha. Em uma única abordagem a um ônibus, foram confiscados produtos avaliados em R$ 2,5 milhões, incluindo mais de 200 celulares e diversos medicamentos trazidos clandestinamente.

Impacto nacional e prisões

No total, as ações levaram à prisão de 14 pessoas e à apreensão de mais de 800 kg de drogas, reforçando a atuação contra organizações criminosas. Ao fim das operações, o saldo alcançou R$ 69 milhões em mercadorias apreendidas, sendo mais de R$ 25 milhões apenas em eletrônicos.

Cooperação entre órgãos públicos

Além da Receita Federal, a operação contou com a participação de órgãos de segurança e fiscalização, como Anatel, Polícia Militar do Ceará, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil de Pernambuco, Polícia Militar de Minas Gerais, Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Polícia Militar do Rio de Janeiro, Ministério Público do Rio de Janeiro e Guarda Civil Metropolitana de São Paulo. A integração reforça a importância da cooperação entre entidades para proteger a sociedade, garantir a concorrência leal e combater o crime organizado.

O Dia Nacional de Combate ao Contrabando evidencia a atuação estratégica das autoridades brasileiras na defesa da economia e na segurança pública, com resultados concretos e impactos diretos sobre redes criminosas.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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