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Receita Federal retém dois contêineres com cigarros eletrônicos no Porto de Santos

A Receita Federal reteve dois contêineres com cigarros eletrônicos no Porto de Santos (SP) durante ações de fiscalização voltadas ao combate ao contrabando e à entrada irregular de Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs) no país.

As cargas apresentavam divergências nas declarações de conteúdo e foram submetidas à conferência física pelos agentes da Receita Federal.

Primeiro contêiner tinha mais de 283 mil cigarros eletrônicos

A inspeção do primeiro contêiner ocorreu em 18 de setembro. A carga havia sido declarada como “telas de LED e eletrônicos”, mas a fiscalização identificou que praticamente todo o conteúdo era composto por cigarros eletrônicos.

Ao término da conferência, foram localizadas mais de 283 mil unidades. A mercadoria está em processo de formalização da apreensão e tem valor de mercado estimado em até R$ 28 milhões.

Segundo contêiner também apresentava mercadoria irregular

O segundo contêiner passou por conferência física em 25 de setembro. Na documentação, a carga havia sido descrita como máquinas e aparelhos elétricos.

Durante a fiscalização, porém, foram encontrados cigarros eletrônicos, powerbanks, fones de ouvido, microfones, caixas de som e suportes para celular.

Os DEFs serão formalmente apreendidos depois da conclusão do procedimento de saneamento da carga, que envolve separação, identificação, contagem e avaliação das mercadorias.

A expectativa da Receita Federal é apreender aproximadamente 180 mil cigarros eletrônicos, além das respectivas baterias recarregáveis. O valor de mercado desse material pode superar R$ 21 milhões.

O que são os Dispositivos Eletrônicos para Fumar

Cigarros eletrônicos, vapes, pods e vaporizadores são diferentes denominações utilizadas para identificar os chamados Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs).

No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proíbe atividades relacionadas a esses produtos, incluindo fabricação, importação, comercialização, armazenamento, transporte e propaganda.

Cigarros eletrônicos são proibidos no Brasil

A regulamentação considera os riscos associados ao uso dos dispositivos. Entre os possíveis impactos à saúde estão doenças pulmonares, problemas cardiovasculares, exposição a substâncias tóxicas, dependência de nicotina e potencial risco de câncer.

A fiscalização realizada no Porto de Santos integra as ações de combate à entrada irregular desses produtos no território nacional.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

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Custo de produção de leite sobe 4,13% em 2026 e aumenta pressão sobre produtores

O custo de produção de leite avançou 1,47% em agosto e acumulou alta de 4,13% entre janeiro e agosto de 2026. Os dados são do ICPLeite/Embrapa e apontam para uma sequência de aumentos que pode apertar ainda mais as margens dos produtores nos próximos meses.

Agosto foi o segundo mês consecutivo de elevação significativa das despesas da atividade leiteira. O movimento ocorre em um cenário diferente do observado no custo de vida das famílias brasileiras, que registrou deflação de 0,32% no mês, segundo o IBGE.

No acumulado dos oito primeiros meses do ano, o índice de inflação das famílias ficou em 3,11%, abaixo da variação registrada pelo custo da produção de leite.

Minerais e alimentação puxam alta dos custos

Entre os componentes avaliados pelo índice, o grupo minerais apresentou o maior aumento em agosto, com alta de 10,89%.

Outro destaque foi o grupo concentrado, que reúne itens utilizados na alimentação do rebanho. Os custos dessa categoria cresceram 3,35%, influenciados principalmente pela valorização da ração e do milho.

Segundo a análise da Embrapa, a elevação dos custos ainda não está associada aos efeitos do El Niño. O cenário atual está relacionado principalmente à menor oferta de pastagens, ao encarecimento dos grãos e à alta de insumos importados utilizados na alimentação dos animais.

A instituição também considera o impacto de um ambiente de maior tensão no mercado internacional, que pode afetar os preços de determinados insumos utilizados na atividade.

Custo do leite acelera em 12 meses

O avanço das despesas também aparece no acumulado de longo prazo. Nos 12 meses encerrados em agosto, o custo de produção de leite aumentou 3,73%.

O resultado representa mais que o dobro da variação de 1,72% registrada nos 12 meses encerrados em julho.

A mão de obra esteve entre os fatores que mais contribuíram para essa alta, principalmente devido à sua participação relevante na composição das despesas totais das propriedades leiteiras.

No acumulado de janeiro a agosto, os grupos minerais, sanidade e reprodução apresentaram aumentos de dois dígitos. Os gastos com mão de obra também registraram crescimento expressivo no período.

Produtor enfrenta cenário de margens mais apertadas

A combinação entre despesas maiores e a perspectiva de redução dos preços pagos pelo leite pode aumentar a pressão sobre a rentabilidade da atividade.

Na avaliação da Embrapa, a tendência de custos mais elevados, associada à expectativa de menor remuneração recebida pelos produtores durante o segundo semestre, deve contribuir para uma redução das margens da produção leiteira até o verão.

O cenário deixa a atividade diante de um equilíbrio mais difícil. Enquanto despesas com alimentação, minerais, mão de obra e insumos avançam, existe a possibilidade de queda na remuneração obtida com a venda do leite.

O que é o ICPLeite/Embrapa?

O ICPLeite/Embrapa acompanha mensalmente a evolução dos custos de produção da atividade leiteira em propriedades de Minas Gerais.

O indicador considera diferentes grupos de despesas envolvidos na produção, como alimentação do rebanho, minerais, sanidade e reprodução, mão de obra, energia, além de outros insumos e serviços utilizados nas propriedades.

A evolução do índice serve como referência para acompanhar as mudanças nos custos enfrentados pelos produtores e os impactos sobre a atividade leiteira.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Caminhoneiro é preso com documento falso ao tentar carregar soja em Guiratinga

Um caminhoneiro de 64 anos foi preso em flagrante na terça-feira (15), em Guiratinga, a 328 quilômetros ao sul de Cuiabá, suspeito de participar de uma fraude para realizar o carregamento irregular de uma carga de soja avaliada em R$ 109.965,32. O produto foi localizado e recuperado integralmente.

Documento falso levantou suspeita

Segundo a Polícia Civil, a Delegacia de Guiratinga foi acionada depois que o responsável por uma propriedade rural identificou problemas na documentação apresentada pelo motorista para retirar a carga.

Uma equipe policial foi até o local e verificou que a ordem de carregamento apresentada pelo caminhoneiro era falsa. O documento apresentava inconsistências e trazia um código de verificação que não existia.

Os investigadores também fizeram contato com a empresa responsável pelo transporte e confirmaram que não havia autorização para o carregamento da soja.

Diante das irregularidades, os policiais apreenderam o caminhão e o celular utilizado pelo motorista durante a tentativa de carregamento.

Carga de soja foi recuperada

Durante as diligências, a equipe policial conseguiu localizar a carga de soja e recuperar todo o produto. Posteriormente, os grãos foram devolvidos ao responsável pela propriedade rural.

O motorista foi encaminhado para a Delegacia de Guiratinga, onde acabou preso em flagrante.

Polícia investiga possível participação de outras pessoas

As investigações realizadas após a prisão também apontaram indícios de que outras pessoas podem ter participado da fraude. A possível atuação de envolvidos no esquema será apurada pela Polícia Civil.

FONTE: Gazeta Digital
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Gazeta Digital

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Cratera se abre em ponte na PE-034, acesso ao Porto de Suape

Uma cratera em ponte provocada pelo rompimento do asfalto interditou, na noite de terça-feira (16), um trecho da PE-034, no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. O problema ocorreu no quilômetro 3 da rodovia, em uma das vias de acesso ao Estaleiro Sul, no Porto de Suape. Não houve registro de pessoas feridas.

O incidente aconteceu por volta das 22h, segundo relatos encaminhados à TV Globo. Com o rompimento do pavimento, a circulação de veículos precisou ser suspensa nos dois sentidos da rodovia.

Ponte fica interditada após asfalto ceder

A área atingida fica sobre uma região de manguezal e é utilizada por veículos que entram ou saem dos terminais do complexo portuário. Após a interdição, algumas carretas ficaram impedidas de acessar ou deixar o Porto de Suape pela ponte.

O trecho afetado não corresponde à rodovia principal com pedágio que dá acesso a Nossa Senhora do Ó e a Porto de Galinhas, em Ipojuca, também na Região Metropolitana do Recife.

Suape investiga causas do rompimento

Em comunicado, o Complexo Industrial Portuário de Suape informou que foi constatado o rompimento de parte da VPE-34, acompanhado de danos no pavimento e interrupção do tráfego.

As causas do problema estão sendo apuradas pela equipe técnica da Concessionária Rota do Atlântico, responsável pela administração do trecho.

Segundo Suape, a área foi isolada e recebeu sinalização para restringir os acessos e reforçar a segurança viária. Profissionais das áreas de engenharia, manutenção e operação também foram mobilizados para realizar inspeções, levantamentos técnicos e acompanhar as condições do local.

Máquinas e equipamentos são mobilizados

Ainda de acordo com o complexo portuário, máquinas, equipamentos e materiais necessários para os serviços de recuperação da rodovia estão sendo encaminhados para a região.

A circulação de pedestres também passou a ser controlada, enquanto a concessionária orienta os motoristas a não tentar acessar o trecho interditado.

Equipes avaliam rotas alternativas para os usuários da via e trabalham na execução dos serviços necessários para que o tráfego de veículos possa ser retomado com segurança.

Prazo para recuperação da ponte

O g1 procurou a Concessionária Rota do Atlântico para saber quando o reparo da ponte deverá ser concluído. Até a última atualização da reportagem, porém, a empresa não havia informado uma previsão para a liberação do trecho.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TV Globo

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Dragagem do Rio Tapajós é vetada pelo governo e ameaça escoamento de grãos no Norte

A decisão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva de não autorizar, neste momento, a dragagem de manutenção do Rio Tapajós aumenta a preocupação com a navegação na região em um período de estiagem que pode ser agravado pelo El Niño. Segundo representantes do setor privado e pessoas familiarizadas com o tema, uma eventual interrupção da hidrovia poderia comprometer o transporte de soja e milho e gerar perdas de até R$ 850 milhões.

Além dos impactos sobre a exportação de grãos, existe preocupação com o abastecimento e a mobilidade das comunidades que vivem às margens do rio. Representantes do setor produtivo e autoridades que acompanham o caso afirmam que estudos técnicos apontavam a necessidade da intervenção e que o procedimento poderia ser realizado sem custo para a União.

Hidrovia do Tapajós ganha importância no transporte de grãos

A hidrovia do Tapajós se consolidou como um dos principais corredores logísticos do Arco Norte, especialmente para o transporte de grãos produzidos no Norte de Mato Grosso até os portos do Pará.

Dados do governo mostram a expansão desse sistema nos últimos anos. O volume total de cargas transportadas pela hidrovia passou de 100 mil toneladas, em 2010, para 16,8 milhões de toneladas no ano passado.

Atualmente, quase 40% dos embarques brasileiros de grãos utilizam o Arco Norte. O modal hidroviário é considerado uma alternativa de maior capacidade, com custos de transporte mais baixos e menor impacto ambiental em comparação com o transporte exclusivamente rodoviário.

Seca pode reduzir capacidade de transporte no rio

A redução do nível dos rios durante o período de estiagem é um fenômeno recorrente na região amazônica. A preocupação aumenta diante da possibilidade de um El Niño forte, que pode intensificar a seca e comprometer a profundidade necessária para a circulação das embarcações.

Nesse cenário, a dragagem de manutenção tem a função de retirar sedimentos acumulados pelo assoreamento em pontos específicos do leito. O procedimento não tem como objetivo modificar as características naturais do rio.

A intervenção planejada abrangeria o trecho entre Itaituba e Santarém, no Pará. A execução seria conduzida pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), em parceria com a Associação Nacional de Navegação Interior (Abani), conforme convênio firmado em novembro do ano passado. A operação, segundo as informações apresentadas, não representaria despesas para a União.

Estudos apontavam sete pontos críticos

Interlocutores que acompanham o processo afirmam que o DNIT elaborou estudos técnicos para identificar sete pontos considerados críticos para a segurança da navegação.

O projeto de dragagem teria recebido aprovação da Marinha e da Secretaria de Meio Ambiente do Pará. Também foram realizados testes laboratoriais em amostras de solo e água, com o objetivo de verificar os possíveis efeitos ambientais e sua adequação aos parâmetros estabelecidos pelo Conama.

Ainda segundo essas informações, a intervenção respeitaria uma distância de 10 quilômetros de comunidades indígenas, condição apontada como suficiente para dispensar a realização de consulta prévia.

Governo interrompe processo após manifestações de comunidades

No fim de julho, o Palácio do Planalto decidiu suspender a continuidade da dragagem. A decisão ocorreu depois de manifestações de comunidades indígenas e ribeirinhas preocupadas com possíveis impactos ambientais.

Pessoas que conhecem as tratativas avaliam que a questão também passou a ter uma dimensão política em razão do calendário eleitoral. Técnicos e representantes do setor privado, porém, demonstram preocupação com as consequências da suspensão diante da previsão de queda do nível do rio.

Segundo dados da Agência Nacional de Águas (ANA), o nível do Tapajós em Itaituba terminou agosto em 452 centímetros. A projeção indicava possibilidade de chegar a 300 centímetros a partir de 18 de setembro, abaixo do chamado nível de restrição para a navegação.

Cada comboio pode transportar até 2 mil toneladas de grãos. À medida que o nível da água diminui, a quantidade de carga por embarcação também precisa ser reduzida, podendo chegar a um ponto em que o transporte pela hidrovia deixa de ser economicamente viável.

Histórico de estiagem aumenta preocupação

O receio também considera o que ocorreu nos últimos anos. Em 2024, a estiagem provocou aproximadamente 45 dias de interrupção da navegação em trechos considerados críticos. O problema também afetou o deslocamento de comunidades ribeirinhas.

O período mais sensível costuma ocorrer entre outubro e janeiro. Quanto mais avançada estiver a estiagem, mais complexa se torna a realização de uma eventual dragagem.

Em carta encaminhada ao presidente Lula no início de agosto, entidades do setor privado alertaram para os efeitos registrados durante a estiagem de 2024. Segundo as associações, houve falta de insumos básicos, aumento do custo de vida, redução da renda real e agravamento da insegurança alimentar nas áreas afetadas.

O documento solicitava uma reunião com o presidente para discutir medidas relacionadas à navegação no Tapajós. Entre os signatários estão Abani, Moveinfra, Confederação Nacional do Transporte (CNT), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e Federação das Indústrias do Estado do Pará, entre outras entidades.

BR-163 é alternativa, mas setor aponta custos maiores

Caso a navegação seja interrompida, uma das alternativas consideradas pelo governo é utilizar o transporte rodoviário pela BR-163. O setor privado, entretanto, argumenta que essa opção apresenta custos e riscos superiores.

Outra possibilidade seria redirecionar parte das cargas para o Sul do país, utilizando rodovias e ferrovias com destino aos portos de Santos e Paranaguá.

Segundo a Moveinfra, um comboio formado por 35 barcaças consegue transportar aproximadamente 70 mil toneladas de grãos. O volume equivale à capacidade de cerca de 1.700 caminhões ou seis composições ferroviárias.

Paralisação pode retirar milhões de toneladas da hidrovia

A estimativa do setor é que uma interrupção da navegação durante três ou quatro meses poderia impedir o transporte de até 5 milhões de toneladas de grãos pelo Tapajós.

O impacto financeiro direto é estimado entre R$ 500 milhões e R$ 850 milhões. A substituição do transporte hidroviário por alternativas terrestres também poderia aumentar as emissões de gases de efeito estufa, com uma projeção de aproximadamente 55 mil toneladas adicionais de CO₂.

Para Ronei Glanzmann, presidente da Moveinfra, a ausência da dragagem não elimina os problemas de navegação e pode transferi-los para outras áreas. Ele argumenta que as alternativas rodoviárias e ferroviárias são mais caras e podem gerar impactos ambientais adicionais.

Glanzmann também afirma que a dragagem envolve critérios técnicos, acompanhamento e medidas de proteção ambiental. Na avaliação dele, a interrupção da hidrovia afeta não apenas a cadeia de exportação, mas também o fornecimento de combustíveis, alimentos e medicamentos às comunidades locais.

Setor industrial prevê risco de interrupção a partir de outubro

Alex Carvalho, presidente do Conselho de Infraestrutura da CNI e da Federação das Indústrias do Estado do Pará, afirmou que a navegação poderá ser interrompida já em outubro.

Carvalho também questiona a diferença de tratamento em relação a outros rios da Bacia Amazônica, onde existem obras de dragagem em andamento, citando os rios Amazonas, Madeira e Solimões.

Segundo ele, os efeitos econômicos da estiagem já foram sentidos anteriormente. Em 2025, o Pará teria deixado de arrecadar cerca de R$ 30 milhões em ICMS relacionado a combustíveis, enquanto os municípios perderam aproximadamente R$ 7,6 milhões em ISS ligado às operações portuárias e de navegação.

Governo diz que cenário está sendo monitorado

Em nota, o Ministério dos Portos e Aeroportos confirmou que a dragagem entre Itaituba e Santarém não será realizada “neste momento”. A pasta afirmou que a decisão ocorreu após diálogo com os órgãos envolvidos e a escuta de povos indígenas e comunidades da região.

O ministério informou ainda que acompanha os possíveis efeitos sobre a navegabilidade, o transporte de cargas e o abastecimento das comunidades para definir eventuais medidas de contingência durante a estiagem.

Entre as alternativas monitoradas está o uso complementar do transporte rodoviário. Segundo o governo, a medida poderá ajudar a garantir o fornecimento de alimentos, bens essenciais e outros produtos às populações que dependem da navegação do Tapajós.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cristiano Mariz/Agência O Globo

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Incêndio em navio na China deixa 20 mortos e cinco desaparecidos em porto de Qingdao

Um incêndio em um navio de carga deixou pelo menos 20 mortos e cinco desaparecidos na quinta-feira (10), em um estaleiro de Qingdao, na província de Shandong, no leste da China. A embarcação, de bandeira estrangeira, estava atracada para passar por serviços de manutenção quando as chamas começaram.

Segundo a emissora estatal CCTV, havia 42 pessoas a bordo no momento do acidente. Dezessete foram retiradas do navio, entre elas cinco que ficaram feridas.

Incêndio começou durante manutenção do navio

O fogo atingiu a embarcação enquanto ela estava no estaleiro Qingdao Beihai Shipbuilding. A agência estatal Xinhua informou que o incêndio teve início por volta das 11h15 no horário local, equivalente a 0h15 em Brasília.

As equipes de emergência conseguiram controlar as chamas às 14h30, no horário de Qingdao, ou 3h30 pelo horário de Brasília, de acordo com a CCTV.

Em comunicado divulgado pela Xinhua, o incêndio ocorreu em um navio de carga estrangeiro durante sua permanência no porto para manutenção e provocou um elevado número de vítimas.

Buscas continuam por desaparecidos

Após o acidente, o presidente da China, Xi Jinping, determinou que as autoridades acelerassem as operações de busca e resgate pelos desaparecidos.

O líder chinês também ordenou uma investigação sobre as causas do incêndio no porto de Qingdao, além da responsabilização dos envolvidos. Xi pediu ainda que sejam extraídas lições do episódio e adotadas medidas para eliminar possíveis riscos de incêndio.

O primeiro-ministro Li Qiang também orientou as equipes de emergência a localizar as pessoas que permanecem presas na embarcação. Ele determinou ainda que os feridos recebam atendimento médico adequado e que sejam tomadas medidas para impedir novos acidentes.

Testemunha relata fumaça, mas nenhuma explosão

Uma moradora de uma área próxima ao porto afirmou ter percebido uma grande quantidade de fumaça saindo do navio. Segundo ela, porém, não houve sinais de explosão.

“Vi a fumaça vindo do navio por acaso, mas não vi fogo. Não ouvi nenhuma explosão, nem notei qualquer cheiro”, relatou a testemunha.

As autoridades ainda não divulgaram a causa do incêndio nem informaram se houve algum problema específico durante os trabalhos de manutenção.

Navio tem bandeira da Libéria

A Xinhua publicou uma imagem da embarcação atracada no estaleiro, com diversos caminhões de bombeiros posicionados nas proximidades.

O navio foi identificado como Ocean Melody. Conforme informações do MarineTraffic, a embarcação tem aproximadamente 190 metros de comprimento e está registrada sob a bandeira da Libéria.

O Qingdao Beihai Shipbuilding é considerado um dos principais estaleiros da China e pertence à Corporação Estatal de Construção Naval da China.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: AFP

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Fechamento do espaço aéreo prolonga voos e aumenta emissões da aviação

O avanço dos conflitos geopolíticos está criando um efeito colateral que vai além da segurança e dos custos das companhias aéreas: o impacto ambiental. Com áreas inteiras do espaço aéreo fechadas ou restritas, aeronaves precisam adotar trajetos mais longos para chegar aos mesmos destinos.

A mudança aumenta o tempo de viagem, eleva o consumo de combustível e, consequentemente, amplia as emissões de CO₂ da aviação. O cenário coloca em xeque parte dos ganhos de eficiência obtidos pelo setor nos últimos anos.

Mas, afinal, como as restrições ao espaço aéreo internacional estão alterando as rotas, encarecendo as operações e agravando a pegada climática dos voos de longa distância?

Por que um espaço aéreo pode ser fechado?

O fechamento ou a restrição de uma região do espaço aéreo pode ocorrer por diferentes motivos. Entre eles estão ameaças à segurança, exercícios militares, lançamento ou atividade de mísseis e drones, conflitos políticos, greves de controladores de tráfego aéreo, desastres naturais e condições meteorológicas extremas.

Além disso, uma restrição não necessariamente impede todas as aeronaves de utilizarem determinada área. Na Ucrânia, por exemplo, todo o espaço aéreo permanece fechado à aviação civil. Na Rússia, por outro lado, as restrições atingem especificamente companhias aéreas da União Europeia.

Órgãos reguladores também podem determinar ou recomendar que empresas evitem determinadas regiões. É o caso da Federal Aviation Administration (FAA), nos Estados Unidos, e da European Union Aviation Safety Agency (EASA), na Europa.

As próprias companhias aéreas também podem optar por não utilizar determinadas rotas, levando em conta suas avaliações internas de risco operacional e segurança.

Na Europa, o sistema Flexible Use of Airspace, administrado pela Eurocontrol, busca liberar para a aviação civil áreas reservadas às atividades militares quando elas deixam de ser necessárias. Para os voos de longa distância, entretanto, conflitos prolongados em pontos estratégicos podem alterar a malha internacional durante meses ou até anos.

Conflitos aumentam o tempo dos voos

Um dos exemplos mais claros envolve a rota entre Helsinque e Tóquio operada pela Finnair. Segundo dados apresentados pela Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) em 2023, a viagem passou de aproximadamente nove para 13 horas depois que a companhia perdeu o acesso ao espaço aéreo russo — um aumento de 44%.

Em comunicado divulgado em abril de 2026, a Finnair informou que os voos para Japão e Coreia do Sul passaram a exigir de duas a quatro horas adicionais em determinadas circunstâncias.

A situação também se agravou após a escalada das hostilidades no Oriente Médio, em 28 de fevereiro de 2026. O fechamento de áreas do espaço aéreo e de aeroportos obrigou diversas empresas a redesenhar suas rotas.

Segundo a Finnair, viagens com destino à Índia, Tailândia e Singapura passaram a levar cerca de uma a duas horas a mais devido aos desvios provocados pela situação na região.

Rotas entre Ásia e América do Norte também foram afetadas

Os impactos chegaram ainda aos voos que conectam diretamente a Ásia e a América do Norte.

Em março de 2026, a Air India passou a direcionar para oeste algumas operações com destino à Europa e à América do Norte, utilizando corredores disponíveis sobre Omã, Arábia Saudita e Egito.

Os desvios fizeram com que determinados voos entre a Índia e a América do Norte ficassem longos o suficiente para exigir escalas técnicas em cidades como Roma ou Viena antes da continuação da viagem pelo Atlântico.

A companhia informou que as novas rotas elevaram o tempo de voo e acrescentaram complexidade às operações.

Mesmo após uma trégua temporária no conflito do Oriente Médio, algumas áreas permanecem sob alerta. A EASA continua recomendando que as empresas aéreas evitem o sobrevoo de países e regiões como Irã, Iraque e Líbano.

Combustível mais caro chega ao bolso do passageiro

Os desvios não afetam apenas o planejamento operacional das companhias. O aumento do consumo de combustível também pode ser repassado aos viajantes por meio de sobretaxas de combustível.

A Air India começou a cobrar valores adicionais em 10 de março de 2026, poucos dias após a escalada das tensões no Oriente Médio. A empresa justificou a medida pelo aumento dos preços do combustível de aviação associado à situação geopolítica no Golfo.

Para voos com destino à América do Norte, a sobretaxa por trecho passou de US$ 150 para US$ 200 e, posteriormente, chegou a US$ 280 em abril.

A All Nippon Airways (ANA) também adotou uma cobrança adicional. Em abril, a empresa anunciou uma sobretaxa de 56 mil ienes por trecho em determinados voos entre o Japão e a América do Norte ou Europa, considerando itinerários com origem fora do Japão.

O valor subiu para 65 mil ienes em julho e agosto. Em 1º de setembro, porém, a cobrança foi reduzida para 55 mil ienes, após medidas adotadas pelo governo japonês ajudarem a aliviar parte da pressão sobre os custos de combustível.

Na mesma data, a Emirates manteve suas sobretaxas. As viagens entre Japão e Dubai tinham cobrança adicional de 48 mil ienes por trecho, enquanto os voos do Japão para Europa ou Américas apresentavam sobretaxa de 49 mil ienes.

Voos mais longos significam mais emissões

O aumento das distâncias percorridas também tem consequências ambientais. Durante a interrupção do espaço aéreo no Oriente Médio, a Eurocontrol calculou o impacto dos desvios em relatório publicado em 31 de março de 2026.

A estimativa apontou que cerca de 1.150 voos por dia estavam sendo desviados para evitar áreas de conflito. Quando considerados também os voos que atravessavam a Europa com origem ou destino na América do Norte, o número chegava a aproximadamente 1.360 operações diárias.

Somadas, essas aeronaves percorriam cerca de 206 mil quilômetros adicionais todos os dias.

Esse aumento representava um consumo extra de aproximadamente 602 toneladas métricas de combustível diariamente. As operações também acrescentavam mais de 1.900 toneladas métricas de CO₂ e 3,3 toneladas métricas de NOx, os chamados óxidos de nitrogênio, por dia.

Impacto climático desafia metas da aviação

Os números ajudam a dimensionar o efeito dos desvios sobre o impacto ambiental da aviação. De acordo com estimativa da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), um automóvel convencional movido a gasolina emite cerca de 4,6 toneladas métricas de CO₂ por ano.

Nesse parâmetro, as 1.900 toneladas métricas de CO₂ adicionais geradas diariamente pelos desvios equivalem aproximadamente às emissões anuais de mais de 400 carros médios nos Estados Unidos.

O problema ganha importância caso as rotas mais longas deixem de ser uma situação excepcional e se tornem permanentes. Nesse cenário, parte dos ganhos obtidos pelas companhias com novas aeronaves, tecnologias e medidas de eficiência energética pode ser anulada pela necessidade de voar distâncias maiores.

Tráfego aéreo europeu também entra no debate

A discussão sobre rotas mais longas não se limita aos conflitos militares. A Ryanair também aponta problemas relacionados à gestão do tráfego aéreo europeu.

A companhia argumenta que aeronaves obrigadas a contornar áreas de espaço aéreo indisponíveis acabam percorrendo distâncias maiores, aumentando as emissões sem acrescentar qualquer benefício ao transporte.

Em comunicado, o CEO da Ryanair, Michael O’Leary, citou as greves do controle de tráfego aéreo francês e afirmou que cerca de 20% dos voos da União Europeia passam pelo espaço aéreo da França.

Segundo a empresa, dois dias de paralisações provocaram o cancelamento de 1.500 voos e afetaram os planos de viagem de aproximadamente 270 mil passageiros da União Europeia.

A companhia defende, em uma petição, que uma administração mais eficiente do tráfego aéreo europeu poderia diminuir cancelamentos e desvios e, ao mesmo tempo, reduzir em cerca de 10% as emissões de carbono da aviação.

O cenário mostra como decisões geopolíticas, restrições operacionais e gestão do espaço aéreo passaram a ter impacto direto não apenas sobre o preço e a duração das viagens, mas também sobre os objetivos climáticos da aviação mundial.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: NurPhoto/Getty

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El Niño pode se tornar o mais forte já registrado e elevar risco de eventos extremos até 2027

O El Niño deve ganhar ainda mais intensidade nos próximos meses e pode se tornar o episódio mais forte já observado desde o início do monitoramento do fenômeno. O alerta foi divulgado nesta quinta-feira pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência ligada às Nações Unidas.

Segundo as projeções da entidade, há praticamente 100% de probabilidade de que o fenômeno continue ativo até fevereiro de 2027. A principal causa é o registro de temperaturas excepcionalmente elevadas no Oceano Pacífico.

A OMM afirma que esta é a primeira vez que apresenta um nível de certeza tão elevado sobre a continuidade do fenômeno.

“Se essa trajetória continuar, ele poderá ser mais forte do que qualquer outro desde o início do nosso monitoramento”, afirmou a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, durante uma coletiva em Genebra.

O que é o El Niño?

O El Niño é um fenômeno climático periódico caracterizado pelo aquecimento anormal da superfície do Pacífico Equatorial, principalmente em sua porção central e leste.

O evento ocorre, em média, a cada dois a sete anos e normalmente permanece ativo por até 12 meses. Suas consequências podem incluir alterações significativas nos regimes de chuvas e temperaturas em diferentes partes do planeta.

Na América Latina, por exemplo, o fenômeno pode provocar períodos de chuvas intensas, enquanto outras regiões enfrentam secas prolongadas.

Quando apresenta intensidade elevada, o El Niño também pode favorecer condições para eventos extremos, como secas severas, tempestades e tufões.

Temperatura do Pacífico já supera a média em mais de 2°C

De acordo com a OMM, as temperaturas registradas em determinadas áreas do Pacífico durante o atual episódio estão mais de 2°C acima da média histórica.

O fenômeno já está entre os quatro episódios classificados como “muito fortes” nos registros iniciados em 1950.

A entidade ressalta que o aquecimento do oceano é um fator importante para a intensidade do evento. Embora o El Niño seja um fenômeno natural e não seja provocado diretamente pelas emissões de combustíveis fósseis, o aquecimento global pode contribuir para ampliar seus efeitos.

“O El Niño está ficando maior diante dos nossos olhos. A ciência não deixa margem para dúvidas: o planeta está entrando em águas desconhecidas, e essas águas estão aquecendo”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Fenômeno já afeta produção de alimentos

Os efeitos do El Niño já podem ser observados em setores econômicos e na produção agrícola de regiões tropicais.

Na América Central, o fenômeno contribuiu para agravar a situação no chamado Corredor Seco, área que atravessa países da região e enfrenta períodos recorrentes de estiagem.

A redução das chuvas e as condições climáticas adversas têm afetado a produção de alimentos e commodities agrícolas, aumentando a pressão sobre comunidades vulneráveis.

El Niño pode elevar temperaturas globais em 2027

A expectativa da OMM é que o atual El Niño alcance seu pico no fim deste ano. Seus efeitos, porém, devem continuar sendo sentidos ao longo de 2027.

Segundo especialistas da organização, episódios de El Niño costumam produzir um efeito temporário de alta sobre a temperatura média global depois de atingirem seu auge.

Wilfran Moufouma Okia, chefe dos serviços de previsão climática da OMM, afirmou que 2027 poderá apresentar condições para se tornar o ano mais quente já registrado.

O comentário ocorre após 2024 ter estabelecido o atual recorde de maior temperatura média global.

Países são orientados a reforçar preparação

Diante da possibilidade de eventos climáticos mais extremos, a OMM informou que está ampliando os esforços de preparação e sistemas de alerta antecipado.

A intenção é permitir que governos e comunidades adotem medidas preventivas antes que os impactos mais severos ocorram.

Entre as estratégias possíveis estão a substituição de cultivos tradicionais por variedades mais resistentes à seca em regiões sob maior risco de estiagem.

A OMM também pretende atuar em conjunto com organismos das Nações Unidas e entidades humanitárias para fornecer informações climáticas que auxiliem setores considerados mais sensíveis às mudanças no clima.

Entre eles estão agricultura, saúde, energia e recursos hídricos, além das estruturas de gestão de desastres.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Enea Lebrun

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Empresa é multada em R$ 6,68 milhões após tentativa de exportar 13 toneladas de madeira protegida em Santos

Uma empresa foi multada em R$ 6,68 milhões após tentar exportar ilegalmente mais de 13 toneladas de uma espécie de madeira nativa protegida pelo Porto de Santos. A carga foi interceptada pela Receita Federal em 25 de agosto e escondia exemplares de Dalbergia decipularis, conhecida como sebastião-de-arruda.

A madeira protegida estava misturada a um carregamento declarado como madeira serrada de eucalipto. Ao todo, foram apreendidos 13.343 quilos da espécie, avaliados pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em cerca de R$ 4,3 milhões.

Fiscalização identificou divergência na carga

A irregularidade foi descoberta durante uma ação baseada em inteligência aduaneira da Receita Federal. Na Declaração Única de Exportação (DU-E), a empresa informou que transportava madeira serrada de Eucalyptus grandis.

A análise do carregamento, entretanto, levantou suspeitas de que uma espécie diferente estava sendo ocultada entre as madeiras declaradas. Diante dos indícios, a Receita acionou o Ibama para realizar a identificação técnica do material.

Com apoio de perícia especializada, os agentes confirmaram que parte da carga era composta por Dalbergia decipularis, espécie nativa brasileira submetida a regras específicas de controle comercial.

Após a constatação da tentativa de exportação irregular, os 13.343 quilos da madeira protegida foram apreendidos e passaram para a custódia do Ibama. Outros 11.085 quilos de eucalipto permaneceram sob responsabilidade da Receita Federal.

Madeira está sujeita a controle internacional

A Dalbergia decipularis integra o Apêndice II da Cites, convenção internacional que estabelece mecanismos de controle sobre o comércio de determinadas espécies da fauna e da flora.

A classificação não significa necessariamente proibição total da comercialização, mas determina que o comércio internacional seja fiscalizado e submetido a regras específicas para evitar que a exploração comprometa a conservação da espécie.

Segundo a Receita Federal, a operação conjunta com o Ibama tem como objetivo combater crimes ambientais, impedir o tráfico internacional de espécies protegidas e garantir que o Brasil cumpra as obrigações previstas na Cites.

Operação contou com treinamento internacional

A fiscalização também utilizou conhecimentos obtidos por meio do Programa LEAP (Law Enforcement Assistance Programme), iniciativa conduzida pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

O programa oferece capacitação para agentes públicos na identificação e investigação de crimes relacionados à fauna e à flora, além de estimular a cooperação entre instituições que atuam no combate aos ilícitos ambientais.

Mais de 24 toneladas de madeira foram retidas

Somando os dois tipos de madeira encontrados no carregamento, a operação reteve 24.428 quilos, ou aproximadamente 24,4 toneladas.

Desse total, 13.343 quilos correspondem à espécie protegida, avaliada pelo Ibama em cerca de R$ 4,3 milhões. Os outros 11.085 quilos são de eucalipto e ficaram sob custódia da Receita Federal.

Além da apreensão da madeira protegida, a empresa responsável pela exportação foi autuada pelo Ibama e recebeu uma multa de R$ 6,68 milhões.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação / Receita Federal

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Receita Federal apreende 13 toneladas de madeira protegida no Porto de Santos

A Receita Federal impediu uma tentativa de exportação ilegal de madeira protegida no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. A operação, realizada em 25 de agosto de 2026, resultou na apreensão de 13 toneladas de Dalbergia decipularis, espécie nativa do Brasil conhecida como sebastião-de-arruda.

A árvore está incluída no Apêndice II da CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção), tratado internacional que estabelece regras para o comércio de espécies da fauna e da flora silvestres.

Madeira protegida estava escondida em carga declarada

A irregularidade foi identificada a partir de um trabalho de inteligência aduaneira da Receita Federal. Os agentes detectaram que a madeira protegida havia sido ocultada em meio a uma carga apresentada como regular para exportação.

Na Declaração Única de Exportação (DU-E), o carregamento havia sido registrado como madeira serrada de Eucalyptus grandis. A descrição, no entanto, não correspondia ao conteúdo encontrado durante a fiscalização.

Ibama confirmou a espécie

A operação teve suporte técnico do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Especialistas do órgão realizaram a perícia necessária para identificar e caracterizar a madeira apreendida.

Depois da confirmação da irregularidade, a empresa responsável pela exportação foi autuada pelo Ibama, que também efetuou a apreensão do material.

Fiscalização integrada combate crimes ambientais

A ação evidencia a importância da cooperação entre os órgãos públicos responsáveis pela fiscalização do comércio exterior e pela proteção ambiental.

A atuação conjunta da Receita Federal e do Ibama contribui para combater crimes ambientais e o tráfico de espécies protegidas, além de ajudar na preservação da biodiversidade brasileira e no cumprimento das obrigações internacionais assumidas pelo país no âmbito da CITES.

Programa da ONU auxilia na capacitação de agentes

O resultado da operação também contou com a contribuição do Programa LEAP (Law Enforcement Assistance Programme), iniciativa conduzida pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

O programa promove a capacitação de agentes públicos para identificar e investigar crimes relacionados à fauna e à flora. A iniciativa também busca ampliar a cooperação entre instituições responsáveis pelo combate a ilícitos ambientais.

Resultado da apreensão:

Madeira (CITES – Dalbergia)
Peso: 13.343 kg – sob custódia do Ibama
Valor estimado pelo Ibama: R$ 4,3 milhões
Multa lavrada pelo Ibama: R$ 6,68 milhões
Madeira (Eucalipto)
Peso:11.085 kg – sob custódia da RFB

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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