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Incêndios florestais no Chile levam governo a decretar estado de catástrofe

O Chile decretou estado de catástrofe em duas regiões do sul do país em razão dos incêndios florestais que avançam sobre áreas urbanas e rurais. A medida foi anunciada neste domingo (18) pelo presidente Gabriel Boric e atinge as regiões de Ñuble e Bío Bío, localizadas a cerca de 500 quilômetros ao sul da capital, Santiago.

Mortes e deslocamento em massa

Até o momento, os incêndios já provocaram ao menos 18 mortes e forçaram o deslocamento de aproximadamente 20 mil pessoas, que precisaram deixar suas casas por conta do avanço das chamas. Diversas residências foram destruídas, ampliando o impacto humanitário da tragédia.

Bombeiros combatem dezenas de focos ativos

Segundo a Corporação Nacional Florestal do Chile (Conaf), equipes de emergência atuavam no combate a 24 incêndios ativos em diferentes pontos do país na manhã deste domingo. Os focos mais críticos estão concentrados justamente nas regiões onde foi decretado o estado de exceção.

Governo amplia medidas de emergência

Com a decretação do estado de catástrofe, o governo chileno passa a ter maior agilidade para mobilizar recursos, reforçar o apoio das Forças Armadas, ampliar o número de brigadistas e acelerar ações de proteção civil e assistência às famílias afetadas.

Situação segue sob monitoramento

As autoridades seguem em alerta diante das condições climáticas adversas, como altas temperaturas, baixa umidade e ventos fortes, que dificultam o controle das chamas e aumentam o risco de novos focos.

FONTE: CRI Online
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Funcionária morre após queda de esteira no Porto de Santos durante inspeção noturna

Uma funcionária de um terminal do Porto de Santos morreu após sofrer uma queda em uma esteira instalada no armazém 16, no cais santista. O acidente ocorreu durante uma atividade de rotina e causou comoção entre trabalhadores do setor portuário.

Vítima atuava há pouco mais de um mês na empresa

A vítima foi identificada como Denise dos Santos Teixeira, de 40 anos. Ela exercia a função de auxiliar de mecânica e trabalhava havia cerca de 45 dias na empresa Corredor Logística e Infraestrutura (CLI).

Queda de aproximadamente 20 metros

De acordo com as informações apuradas, Denise realizava uma inspeção de rotina quando o piso da esteira por onde transitava teria cedido. A falha estrutural provocou uma queda estimada em cerca de 20 metros.

Buscas foram iniciadas após ausência causar estranhamento

Conforme o boletim de ocorrência registrado na Central de Polícia Judiciária de Santos, colegas de trabalho perceberam a ausência da funcionária por volta das 20h e iniciaram buscas na área operacional do terminal.

O corpo foi localizado sem sinais vitais. Um médico foi acionado e constatou o óbito ainda no local.

Equipamentos de proteção estavam sendo utilizados

Segundo o registro policial, a trabalhadora utilizava corretamente os equipamentos de proteção individual (EPIs) exigidos para a atividade desempenhada no terminal portuário.

Polícia investiga as circunstâncias do acidente

A Polícia Civil classificou o caso como morte suspeita e solicitou a realização de exames periciais. O terminal conta com sistema de monitoramento por câmeras, cujas imagens devem contribuir para o esclarecimento do ocorrido.

Família relata atividade no turno da noite

Em entrevista, a irmã da vítima, Simone Freire, informou que Denise havia sido designada para uma inspeção no turno noturno, período em que ocorreu o acidente fatal.

Segurança no Porto de Santos volta ao debate

O caso reacende a discussão sobre segurança do trabalho em áreas operacionais e medidas de prevenção de acidentes no Porto de Santos, considerado o maior complexo portuário da América Latina.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Hidrovia da Lagoa dos Patos ganha protagonismo no escoamento de celulose após enchentes no RS

As enchentes no Rio Grande do Sul nos últimos anos provocaram uma reconfiguração na logística estadual e impulsionaram o uso do transporte hidroviário. Nesse novo cenário, a Lagoa dos Patos passou a desempenhar papel central no escoamento de celulose até o Porto de Rio Grande, principal via de acesso da produção gaúcha ao mercado internacional.

Uso de hidrovias cresce com mudança logística

A ampliação da produção de celulose no RS e os impactos dos eventos climáticos extremos aceleraram a adoção das hidrovias como alternativa às rodovias e ferrovias. Dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) mostram que a movimentação de cargas por hidrovias no estado alcançou cerca de 1,9 milhão de toneladas em 2025, alta de 11,76% em relação a 2024, quando o volume foi de aproximadamente 1,7 milhão de toneladas.

Segundo o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, o avanço está diretamente ligado à necessidade de reorientação logística diante das enchentes que comprometeram a infraestrutura terrestre. Para ele, as hidrovias ampliam a resiliência logística, garantem a continuidade das exportações e reduzem riscos operacionais em momentos de crise climática.

Celulose lidera a movimentação no Porto de Rio Grande

Atualmente, a celulose é a principal carga movimentada no Porto do Rio Grande. A produção da Companhia Manufatureira de Papéis e Papelões (CMPC), localizada em Guaíba (RS), é transportada por barcaças pela Lagoa dos Patos até o porto marítimo, de onde segue para o exterior.

Em 2023, o terminal portuário exportou cerca de 1,62 milhão de toneladas de celulose. A China liderou como principal destino, seguida por Estados Unidos, Itália, Emirados Árabes Unidos e Coreia do Sul. O modelo logístico é integrado: as embarcações levam a celulose até Rio Grande e retornam com toras de madeira a partir de Pelotas, otimizando custos e operações.

Hidrovias reforçam resiliência frente às enchentes

As enchentes recentes evidenciaram a vulnerabilidade de um sistema logístico fortemente dependente das rodovias. Interdições em estradas e ferrovias impactaram o abastecimento, a produção industrial e as exportações. Nesse contexto, a Hidrovia do Atlântico Sul, formada pelos rios Jacuí e Guaíba, canais navegáveis e a Lagoa dos Patos, mostrou-se mais estável por estar menos sujeita a deslizamentos, colapsos de pontes e bloqueios físicos.

No âmbito federal, o fortalecimento do setor envolve a atuação conjunta do Ministério de Portos e Aeroportos, da Antaq, responsável pela regulação e fiscalização, e do Dnit, que executa ações de dragagem, manutenção e melhoria da navegabilidade.

Eficiência, sustentabilidade e competitividade

O avanço do transporte hidroviário no Rio Grande do Sul reforça o papel das hidrovias como solução mais eficiente, econômica e sustentável. O modal contribui para a redução de emissões, diminui o tráfego pesado nas estradas e reduz o desgaste da infraestrutura viária.

Com a Lagoa dos Patos como eixo estratégico, a Hidrovia do Atlântico Sul consolida-se como elemento-chave para integrar indústria, portos e comércio exterior, alinhando competitividade logística à transição para modais mais limpos e resilientes.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Divulgação/Portos RS

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Helicóptero autônomo da Marinha britânica realiza voo inaugural em meio a tensões no Atlântico Norte

A Marinha Real Britânica anunciou nesta sexta-feira (16) a conclusão do voo inaugural de seu primeiro helicóptero totalmente autônomo de tamanho real. Batizada de Proteus, a aeronave foi desenvolvida para atuar em missões de alto risco, como o rastreamento de submarinos, reforçando a vigilância naval em um cenário de crescente instabilidade no Atlântico Norte.

Segundo a Marinha, o helicóptero completou com sucesso uma série inicial de testes, demonstrando a viabilidade operacional da tecnologia sem a necessidade de tripulação a bordo.

Tecnologia militar avança após guerra na Ucrânia

O anúncio ocorre em um contexto de reconfiguração do setor de defesa europeu, intensificada desde a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022. Desde então, países da Europa têm ampliado investimentos em defesa, acelerado programas de inovação militar e revisado suas estratégias de segurança.

O desenvolvimento de sistemas autônomos militares, como o Proteus, faz parte desse movimento, ao reduzir riscos humanos e ampliar a capacidade de operação em ambientes hostis.

Vigilância estratégica no Norte do Atlântico

As tensões na região também envolvem interesses estratégicos de outras potências. Os Estados Unidos demonstraram interesse em ampliar sua presença na Groenlândia, com o objetivo de fortalecer o monitoramento das rotas marítimas utilizadas por navios e submarinos russos. A área entre a Groenlândia, a Islândia e o Reino Unido é considerada um ponto-chave para a segurança marítima internacional.

A Rússia, por sua vez, nega que represente ameaça direta à região e classifica como infundadas as alegações de risco envolvendo Moscou e Pequim.

Proteus reforça operações de alto risco

De acordo com a Marinha britânica, o helicóptero autônomo Proteus foi submetido a uma rotina inicial de testes de voo, validando seus sistemas de navegação e controle. A expectativa é que a aeronave amplie as capacidades de guerra antissubmarino, reconhecimento e apoio a operações navais, sem expor tripulações a situações extremas.

O projeto representa um passo relevante na incorporação de tecnologias autônomas às forças armadas do Reino Unido.

VEJA O VÍDEO

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM:  MOD Handout/Reuters

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Navio chinês com capacidade de vigilância provoca apreensão entre militares brasileiros

O navio chinês Ark Silk Road, oficialmente classificado como navio-hospital, deixou o porto do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (15), após uma permanência iniciada em 8 de janeiro. Apesar do discurso humanitário, a presença da embarcação gerou desconforto entre autoridades militares brasileiras, diante da suspeita de que o navio possui capacidade de vigilância e coleta de dados estratégicos ao longo do litoral nacional.

Segundo fontes militares ouvidas pelo Poder360, o Ark Silk Road dispõe de equipamentos capazes de mapear infraestrutura portuária, rotas marítimas e características geográficas sensíveis do país, o que despertou atenção da Marinha e de setores do governo federal.

Pedido diplomático não detalhou objetivos da missão

A autorização para atracação foi solicitada pela China em setembro de 2025, por meio de uma nota diplomática enviada em 15 daquele mês. O documento previa a permanência entre 8 e 15 de janeiro, mas não esclarecia os objetivos da viagem nem mencionava a chamada Missão Harmony 2025, posteriormente apresentada como a primeira operação humanitária internacional do navio.

A falta de informações detalhadas desde o início contribuiu para um clima de cautela diplomática em Brasília, especialmente em um contexto de tensões geopolíticas na América Latina, conforme apuração do portal.

Estrutura do navio reforça suspeitas

Autoridades brasileiras também chamaram atenção para as características técnicas incomuns do Ark Silk Road. Embora classificado como navio-hospital, ele apresenta sensores, antenas e radares externos, tecnologias que ampliam significativamente sua capacidade de monitoramento e inteligência marítima.

De acordo com fontes ouvidas, o uso desse tipo de embarcação como plataforma de reconhecimento é mais frequente entre países que mantêm acordos bilaterais de cooperação militar, o que não é o caso da relação entre Brasil e China, tornando a visita ainda mais sensível do ponto de vista diplomático.

Não houve atendimento médico durante a estadia

A Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro informou ao g1 que nenhum atendimento médico foi realizado no navio durante sua permanência. Segundo o órgão, o governo estadual apenas recepcionou os comandantes da embarcação no dia da atracação.

Em nota, o Pier Mauá reforçou que a visita não teve caráter humanitário. “Não há e não haverá atendimento médico no navio, tratando-se apenas de uma visita da delegação chinesa ao país para estreitar laços de amizade entre as duas nações”, informou o terminal portuário.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM:Reprodução/InfoMoney

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Atuação da Aduana impulsiona comércio exterior e fortalece o cinema nacional

Em 2026, o cinema brasileiro segue em evidência no cenário internacional com o sucesso de O Agente Secreto, dirigido por Kléber Mendonça Filho. A produção acumula importantes reconhecimentos, entre eles o Globo de Ouro nas categorias de melhor ator, com Wagner Moura, e melhor filme em língua não inglesa, ampliando a visibilidade do audiovisual nacional no exterior.

Aduana tem papel estratégico fora das telas

Por trás do protagonismo artístico, um trabalho essencial aconteceu longe das câmeras. As equipes da Inspetoria da Receita Federal no Aeroporto do Recife (IRF/REC) e da Alfândega de Guarulhos (ALF/GRU) tiveram atuação decisiva para viabilizar as gravações do longa, realizadas entre junho e agosto de 2024, nas cidades de Recife e São Paulo.

Admissão temporária garantiu chegada dos equipamentos

Segundo o inspetor-chefe da IRF no Aeroporto do Recife, o auditor-fiscal Jomar Marinho Rocha, as tratativas com a produção começaram em maio de 2024, quando foi solicitada a admissão temporária dos equipamentos de filmagem importados da França. A operação permitiu a entrada regular do material no país, assegurando o cumprimento dos prazos e das exigências legais.

Reexportação ocorreu via Guarulhos

Após o encerramento das filmagens, em agosto, a reexportação dos equipamentos foi realizada por meio da Alfândega de Guarulhos, em São Paulo. De acordo com Jomar, a atuação integrada da Aduana da Receita Federal já é recorrente em produções cinematográficas e contribuiu anteriormente para o desembaraço de materiais usados em outros filmes nacionais, como Bacurau, também dirigido por Kléber Mendonça Filho.

Aduana contribui para cultura, arte e comércio exterior

Na avaliação do auditor-fiscal, o trabalho aduaneiro vai além do controle fiscal. A atuação eficiente da Receita Federal promove fluidez ao comércio exterior, fortalece a relação com os contribuintes e apoia diretamente setores como a cultura e a indústria criativa, ampliando o alcance internacional do cinema brasileiro.

Produção reconhece apoio das equipes

A diretora de produção de O Agente Secreto, Mariana Jacob, destacou o papel das equipes envolvidas. Em mensagem de agradecimento, afirmou que o apoio da IRF/Recife e da ALF/Guarulhos foi determinante para o sucesso da operação. “Se não fossem vocês, seria impossível. Muito obrigada, de coração”, declarou.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Ataque dos EUA e captura de Maduro intensificam crise e ampliam riscos à economia global

Ataque de hoje eleva tensões e repercute nos mercados.

Neste sábado (3 de janeiro), os Estados Unidos realizaram um ataque militar de larga escala contra a Venezuela e anunciaram a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, conforme divulgado pelo governo americano em redes sociais e coletivas de imprensa. A ação, que incluiu explosões e operações em Caracas, marca uma escalada sem precedentes nas relações entre os dois países e voltou a acender o alerta nos mercados globais sobre os impactos econômicos de conflitos geopolíticos. A captura de Maduro em meio ao ataque representaria um ponto de inflexão nos desdobramentos internacionais, com reflexos sobre o Brasil e outras economias emergentes.

Petróleo e geopolítica: preço sob pressão

A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, apesar de limitações de produção causadas por sanções e falta de investimentos. A confirmação de um ataque e a captura de seu líder podem alimentar o receio de interrupções adicionais na oferta global de petróleo, pressionando ainda mais os preços da commodity.

O aumento dos valores do petróleo impacta diretamente o custo de combustíveis, energia e transporte, contribuindo para a alta dos preços de bens e serviços e ampliando a inflação global.

Mercados financeiros sob risco

A intensificação do conflito geopolítico, especialmente após o anúncio de hoje, tem reflexos imediatos nos mercados financeiros. Em momentos de incertezas como este, investidores tendem a migrar para ativos considerados mais seguros — como o dólar e títulos do Tesouro dos EUA — causando:

  • Valorização do dólar frente a moedas de mercados emergentes;
  • Aumento da volatilidade nas bolsas de valores;
  • Elevação do custo do crédito internacional.

Para a economia brasileira, um cenário desses pressiona o câmbio, encarece importações e pode restringir o acesso a capital estrangeiro.

Repercussões para o Brasil

Comércio exterior: oportunidades e desafios

No campo do comércio exterior, efeitos contraditórios devem se manifestar. A valorização do dólar pode favorecer exportadores de commodities brasileiros, como soja, milho, carnes e minério de ferro, melhorando a competitividade internacional.

Por outro lado, insumos, máquinas e componentes importados ficam mais caros, aumentando os custos de produção. Fretes, seguros e operações financeiras também tendem a subir de preço em um ambiente de maior risco geopolítico.

Indústria sob pressão de custos

A indústria brasileira é sensível às variações nos preços de energia e câmbio. Setores como automotivo, químico, farmacêutico, eletroeletrônico e de máquinas dependem de insumos importados e de energia, cujo custo tende a subir em meio à alta do petróleo e do dólar após o ataque de hoje.

O encarecimento do diesel e de outras fontes de energia também pressiona os custos logísticos, comprimindo margens e podendo refletir em aumento de preços ao consumidor.

Agronegócio: competividade externa vs. custo interno

No agronegócio, o fortalecimento do dólar pode ampliar a receita em reais para produtores exportadores de grãos, carnes e açúcar, melhorando a posição do Brasil no mercado internacional.

Entretanto, o setor enfrenta custos mais altos de fertilizantes, defensivos agrícolas, combustíveis e máquinas, que também são influenciados pela dinâmica cambial e pela pressão sobre o preço do petróleo. Isso reduz a margem de lucro dos produtores, especialmente os de menor porte, e pode refletir em preços maiores ao consumidor interno.

Risco de inflação e desafios macroeconômicos

A combinação de energia mais cara, dólar valorizado e custos de produção elevados, reforçada pelo ataque e sua repercussão, cria um ambiente favorável à aceleração da inflação no Brasil. Caso essa dinâmica persista, o Banco Central pode ser pressionado a adotar políticas monetárias mais restritivas, com impactos sobre crédito, consumo e crescimento econômico.

Cenário futuro incerto

Especialistas apontam que, se o conflito entre os EUA e a Venezuela se mantiver limitado após o episódio de hoje, os efeitos econômicos podem ser temporários. No entanto, uma escalada prolongada ou novos episódios de violência podem resultar em volatilidade mais persistente, inflação elevada e menor crescimento econômico global.

Fonte: atualizações de agências internacionais e declarações oficiais sobre o ataque e captura anunciados hoje.
Texto: Redação

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Foguete da Innospace cai em lançamento comercial no Brasil e derruba ações da empresa

O primeiro lançamento comercial de foguete no Brasil realizado pela sul-coreana Innospace terminou em falha na noite de segunda-feira, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. O voo do veículo HANBIT-Nano, considerado um marco para o setor aeroespacial brasileiro, foi interrompido após uma anomalia poucos minutos depois da decolagem.

O foguete partiu às 22h13 (horário de Brasília), cinco dias após a data inicialmente prevista. Cerca de dois minutos após o lançamento, uma mensagem de “anomalia” apareceu durante a transmissão oficial, que foi encerrada logo em seguida.

FAB confirma anomalia e queda do foguete

Em comunicado, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que o foguete iniciou a trajetória vertical conforme o planejamento, mas apresentou uma falha que resultou na colisão com o solo. Equipes da FAB e do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para avaliar os destroços e isolar a área do impacto.

Até o momento, a Innospace não divulgou detalhes técnicos adicionais sobre a falha nem respondeu a pedidos de esclarecimento.

Ações da Innospace registram forte queda

Após o acidente, as ações da Innospace negociadas na Bolsa da Coreia do Sul recuaram cerca de 24%, configurando a maior queda intradiária da empresa desde agosto. O episódio aumenta a pressão sobre a companhia, que busca se consolidar no mercado global de lançamento de satélites.

Lançamento sofreu adiamentos antes da decolagem

A missão já havia sido adiada anteriormente. Na quarta-feira, uma anomalia foi identificada em um componente da unidade de refrigeração do sistema de alimentação de oxidante do primeiro estágio durante inspeções finais. Na sexta-feira, o cronograma voltou a ser ajustado devido a condições climáticas desfavoráveis.

Segundo comunicado anterior da empresa, o componente defeituoso foi substituído ainda na plataforma de lançamento, permitindo que a missão Spaceward fosse mantida dentro da janela entre 16 e 22 de dezembro.

Missão transportava pequenos satélites

O voo tinha como objetivo colocar em órbita oito cargas registradas, incluindo cinco pequenos satélites, destinados a clientes cujos nomes não foram divulgados. A operação contou com apoio operacional da Agência Espacial Brasileira (AEB) e da própria FAB.

Histórico da Innospace em Alcântara

Em março de 2023, a Innospace já havia utilizado a base de Alcântara para lançar o veículo de teste HANBIT-TLV, em uma missão voltada à validação do desempenho do motor híbrido de 150 kN desenvolvido pela empresa.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Innospace/Divulgação via REUTERS

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Natal Seguro: Inmetro identifica mais de 90 mil produtos irregulares em fiscalização nacional

A Operação Natal Seguro, conduzida pelo Inmetro em todo o país, identificou 90.386 produtos com irregularidades entre os 725.230 itens fiscalizados ao longo do mês de novembro. O resultado do balanço foi divulgado nesta quarta-feira (17) pelo instituto.

De acordo com o chefe da Divisão de Regulamentação e Qualidade Regulatória do Inmetro, Hercules Souza, o volume de não conformidades chama a atenção. Para ele, o número é expressivo e revela falhas relevantes no cumprimento das normas de segurança e informação ao consumidor.

A ação ocorreu entre os dias 3 e 28 de novembro, com apoio da Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade (RBMLQ-I). O foco foram produtos de alta procura nas festas de fim de ano, como brinquedos, pisca-pisca, alimentos típicos e bebidas alcoólicas.

Brinquedos concentram maior número de irregularidades

Entre os itens fiscalizados, os brinquedos lideraram o ranking de irregularidades. O principal problema foi a comercialização de produtos sem o selo de conformidade do Inmetro, registro obrigatório que autoriza a venda no mercado nacional.

Dos cerca de 549 mil brinquedos fiscalizados, 82,4 mil apresentaram algum tipo de irregularidade, o que representa aproximadamente 15% do total. Segundo o Inmetro, a ausência do selo indica que o produto não passou pelos ensaios exigidos para garantir os requisitos mínimos de segurança, o que é considerado preocupante, especialmente por se tratar de itens destinados ao público infantil.

Pisca-pisca também apresenta falhas recorrentes

As luminárias natalinas do tipo pisca-pisca apareceram como o segundo grupo com maior índice de problemas, somando 7,28% de irregularidades.

De acordo com o Inmetro, esses produtos devem trazer informações claras e obrigatórias na embalagem, como nome e marca, fabricante ou importador, razão social, endereço, CNPJ, potência máxima, tensão, corrente nominal, além do país de origem. Todas as informações precisam estar em língua portuguesa, e o cabo deve atender às normas técnicas vigentes.

Os fiscais constataram falhas principalmente na prestação adequada dessas informações ao consumidor, além da ausência do selo do Inmetro no plugue, item essencial para garantir a segurança elétrica.

Orientações ao consumidor evitam riscos

O Inmetro reforça que o consumidor também precisa estar atento ao uso correto das luminárias natalinas. É fundamental verificar se o produto é compatível com a rede elétrica da residência e se foi projetado para ambiente interno ou externo, já que os modelos externos possuem maior proteção contra chuva e umidade.

Outras recomendações incluem evitar a instalação próxima a cortinas ou materiais inflamáveis, desligar as luzes ao dormir, não realizar emendas ou reparos na fiação e manter os cabos longe de animais domésticos. No caso das mangueiras de LED, o ideal é utilizá-las totalmente desenroladas, reduzindo o risco de superaquecimento.

Alimentos típicos também entram no radar

Entre os alimentos fiscalizados, os maiores percentuais de irregularidades foram registrados em produtos pré-embalados, com destaque para azeite (7,67%), azeitonas (7,32%), leite (3,73%), panetones (3,68%), frutas (2,83%), chocolate (2,62%), vinagre (2,12%) e bebidas alcoólicas (1,93%).

As falhas estão relacionadas principalmente a problemas de rotulagem, peso declarado e informações obrigatórias ao consumidor.

Cidades com maior índice de não conformidade

Os municípios que apresentaram os piores resultados na fiscalização foram Guarulhos (SP) e Guarujá (SP), ambos com 100% dos produtos fora do padrão. Na sequência aparecem Indaial (SC), com 99%; Timbó (SC), com 89%; e Santana (AP), com 87%.

Também foram registrados percentuais elevados em Morro da Fumaça (SC), Balneário Camboriú (SC), Ariquemes (RO), Piracanjuba (GO) e Santa Helena (MA).

Multas e foco na conscientização

Os estabelecimentos autuados podem apresentar defesa administrativa, conforme previsto em lei. As multas variam de R$ 100 a R$ 1,5 milhão, levando em consideração fatores como o porte do comércio, a gravidade da irregularidade e a reincidência.

Segundo o Inmetro, mais do que punir, o objetivo é estimular a mudança de comportamento do consumidor. A orientação é priorizar produtos certificados, evitar compras em locais irregulares e sempre exigir a nota fiscal.

O alerta final é claro: optar pelo menor preço pode resultar em riscos à segurança. Produtos fora das normas, além de ilegais, podem causar acidentes e prejuízos maiores no futuro.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Operação Natal Seguro/Inmetro

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Cobre clandestino rumo à China: Receita Federal intercepta esquema milionário em portos do Sul

A Receita Federal apreendeu mais de 457 toneladas de minério de cobre que seriam exportadas de forma irregular para a China. A operação ocorreu na primeira semana de dezembro de 2025 e resultou na retenção das cargas nos portos de Itapoá (SC) e Paranaguá (PR).

Segundo o órgão, o material estava distribuído em 17 contêineres e tem valor estimado superior a R$ 2,1 milhões. As cargas haviam sido despachadas a partir de estados da região Norte, o que levantou suspeitas sobre a origem e a legalidade do minério.

Esquema milionário usava empresas de fachada
As investigações apontaram a existência de um esquema milionário estruturado para viabilizar a saída ilegal do minério do país. Os responsáveis utilizavam empresas de fachada, sem funcionários, sem atividade econômica real e sem estrutura operacional, criadas exclusivamente para simular operações regulares de exportação.

De acordo com a Receita, alguns dos sócios envolvidos já possuem histórico de infrações, incluindo tentativas anteriores de exportação ilegal, uso de documentos falsos, irregularidades em autorizações de exploração mineral e registros ligados a contrabando.

Troca de portos era usada para burlar fiscalização
Outro ponto identificado pela fiscalização foi a mudança constante de portos como estratégia para driblar o controle aduaneiro. Antes das apreensões no Sul, movimentações semelhantes já haviam sido detectadas em terminais do Pará, Ceará, Bahia e São Paulo.

A repetição do padrão em diferentes estados levou as equipes de inteligência a intensificarem o monitoramento logístico e o cruzamento de informações, o que culminou na interceptação das cargas.

Inteligência fiscal fortalece combate ao comércio ilegal
A Receita Federal informou que a operação é resultado de ações de inteligência fiscal, análise de risco e cruzamento de dados do comércio exterior. O órgão destacou que continuará atuando de forma rigorosa para coibir práticas que geram prejuízos à economia e ao patrimônio mineral brasileiro.

Em nota, a Receita reforçou que as operações de exportação devem cumprir integralmente a legislação e reiterou o compromisso com a legalidade, transparência e segurança nas transações internacionais do país.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal/Divulgação/ND Mais

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