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WEG compra negócio de equipamentos de energia nos EUA por R$ 55 milhões

A WEG anunciou a aquisição da operação de Power Controls Solutions (PCS), pertencente à norte-americana L&S Electric, por US$ 11 milhões, valor equivalente a aproximadamente R$ 55 milhões. O negócio amplia a atuação da fabricante catarinense no mercado de geração de energia na América do Norte.

A transação tem como principal objetivo fortalecer as operações da Reivax North America, empresa do Grupo WEG especializada no desenvolvimento de sistemas de excitação e reguladores de velocidade utilizados em usinas de geração de energia.

Aquisição amplia presença da WEG no mercado norte-americano

Localizada em Rothschild, no estado de Wisconsin, nos Estados Unidos, a operação PCS fornece equipamentos e soluções de controle para usinas de energia, com foco no segmento hidrelétrico da América do Norte.

De acordo com a WEG, a aquisição contribuirá para expandir sua presença regional. A operação possui uma base instalada superior a 1.200 unidades geradoras hidrelétricas e atende importantes concessionárias de energia dos Estados Unidos e do Canadá.

Em comunicado, a companhia destacou que a incorporação do negócio está alinhada à estratégia de ampliar sua participação no mercado norte-americano de geração de energia.

Em 2025, a operação de Power Controls Solutions registrou receita operacional líquida de US$ 9,6 milhões, segundo as informações divulgadas.

WEG amplia investimentos nos Estados Unidos

A compra da PCS faz parte de uma estratégia mais ampla de expansão da WEG na América do Norte. Recentemente, a empresa anunciou um investimento de US$ 165 milhões, cerca de R$ 840 milhões, para aumentar sua capacidade de produção de geradores de energia na região.

O projeto busca atender ao crescimento da demanda por equipamentos e soluções para geração elétrica nos Estados Unidos, impulsionado principalmente pela expansão dos data centers, que exigem infraestrutura energética cada vez mais robusta.

Fabricante também investe na produção de transformadores

No fim de 2025, a WEG anunciou outro aporte relevante nos Estados Unidos: US$ 77 milhões destinados à ampliação de sua fábrica de transformadores especiais.

O investimento tem como meta elevar em 50% a capacidade produtiva da unidade, reforçando a presença industrial da companhia no mercado norte-americano.

Com a aquisição da operação PCS e os investimentos em geradores e transformadores, a WEG avança na estratégia de ampliar sua capacidade de atendimento e consolidar sua participação no setor de equipamentos para geração e infraestrutura de energia.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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BR do Mar pode ampliar competitividade do Brasil com acordo Mercosul-União Europeia

O programa BR do Mar pode desempenhar um papel estratégico no fortalecimento da logística brasileira diante das novas oportunidades comerciais abertas pelo acordo entre Mercosul e União Europeia. Com a perspectiva de expansão das exportações, a eficiência no transporte de mercadorias ganha importância para reduzir custos, melhorar a previsibilidade das operações e ampliar a presença dos produtos nacionais no mercado internacional.

O decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em abril, que promulgou o acordo comercial, marcou uma nova etapa nas relações econômicas entre os dois blocos. Com a entrada em vigor provisória das medidas previstas no tratado, a preparação da infraestrutura logística torna-se um fator relevante para aproveitar o potencial de crescimento do comércio exterior.

Nesse contexto, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) aposta no BR do Mar, iniciativa voltada ao estímulo da cabotagem e à ampliação do transporte de cargas entre portos brasileiros.

Cabotagem pode ganhar espaço na logística nacional

A cabotagem, modalidade de transporte marítimo realizada entre portos do mesmo país, representa atualmente cerca de 12% da matriz de transportes brasileira, segundo o Guia de Utilização da Cabotagem e de Habilitação ao BR do Mar.

A participação é inferior à registrada em outras economias, como Japão, onde chega a 44%, União Europeia, com 32%, e China, com 25%.

O programa busca ampliar o uso desse modal, especialmente no transporte de contêineres, que movimentam produtos industrializados e mercadorias de maior valor agregado.

Ao incentivar a navegação entre portos nacionais, a iniciativa pretende diversificar as alternativas de transporte e diminuir a dependência das rodovias em deslocamentos de longas distâncias.

Acordo comercial pode abrir novas oportunidades de exportação

Um estudo da ApexBrasil indica que o acordo entre Mercosul e União Europeia pode abrir 543 oportunidades imediatas de exportação para empresas brasileiras.

A estimativa apresentada aponta que as vendas do Brasil para o mercado europeu podem crescer em até US$ 1 bilhão já no primeiro ano de vigência do acordo.

Para transformar essas oportunidades em negócios, o país precisará oferecer condições logísticas compatíveis com as exigências do comércio internacional, incluindo custos competitivos, regularidade no transporte e maior previsibilidade nas entregas.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destaca que a modernização da logística é fundamental para ampliar a competitividade nacional. Segundo ele, o BR do Mar contribui para aprimorar a matriz de transportes, integrar diferentes modais e preparar o país para uma possível expansão das exportações.

Portos do Norte e Nordeste podem ganhar importância

Com o crescimento potencial das vendas para a Europa, os portos das regiões Norte e Nordeste podem ampliar sua relevância nas operações de comércio exterior, considerando sua localização geográfica em relação ao continente europeu.

Nesse cenário, a integração entre cabotagem e transporte de exportação pode facilitar a redistribuição de cargas produzidas em diferentes partes do país.

Mercadorias industrializadas provenientes das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, por exemplo, poderão ser transportadas por navios até terminais exportadores do Norte e Nordeste, reduzindo a necessidade de percorrer longas distâncias exclusivamente por rodovias.

A estratégia pode ampliar as alternativas logísticas para os exportadores e contribuir para uma distribuição mais eficiente dos fluxos de carga entre os portos brasileiros.

Transporte marítimo pode reduzir custos e emissões

Além dos ganhos operacionais, a cabotagem apresenta vantagens relacionadas à sustentabilidade no transporte de cargas.

Estimativas da Infra S.A. indicam que o transporte marítimo pode emitir até seis vezes menos poluentes do que o rodoviário para movimentar a mesma carga em longas distâncias.

Em relação aos custos médios, o modal marítimo pode apresentar despesas até 60% inferiores às do transporte rodoviário e até 40% menores que as do ferroviário, conforme os parâmetros citados.

Essas diferenças reforçam o potencial da navegação costeira como alternativa para reduzir despesas logísticas e a pegada ambiental do transporte de mercadorias.

Em um cenário de maior integração comercial com a Europa, a combinação entre eficiência econômica e redução de emissões pode se tornar um diferencial para empresas brasileiras.

BR do Mar prevê incentivos para embarcações sustentáveis

O programa também estabelece mecanismos para ampliar a capacidade de transporte das Empresas Brasileiras de Navegação (EBN), incluindo regras para o afretamento de embarcações estrangeiras.

Entre os incentivos previstos está a possibilidade de ampliar o uso de navios afretados conforme as características da frota e o atendimento aos critérios estabelecidos pelo programa, com vantagens associadas à utilização de embarcações mais sustentáveis.

Na prática, determinadas condições permitem que as empresas ampliem em até 50% a tonelagem de sua frota própria por meio do afretamento de navios estrangeiros. O percentual pode chegar a 100% quando são utilizadas embarcações sustentáveis e alcançar até 300% em combinações específicas entre frota própria e embarcações afretadas com características ambientais mais eficientes.

Esses mecanismos buscam estimular a expansão da capacidade de transporte e incentivar a adoção de soluções com menor impacto ambiental.

Integração logística será decisiva para ampliar exportações

O avanço do acordo Mercosul-União Europeia coloca a infraestrutura de transportes entre os fatores que podem determinar a capacidade brasileira de conquistar novos mercados.

Nesse contexto, o BR do Mar surge como uma ferramenta para ampliar a participação da cabotagem, fortalecer a integração entre os modais e oferecer alternativas de transporte mais competitivas.

A combinação entre portos estruturados, navegação costeira e incentivos à sustentabilidade poderá contribuir para reduzir custos, melhorar o escoamento da produção e preparar o Brasil para atender às novas demandas do comércio internacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Centaurus Metals identifica 21 novos alvos de cobre e ouro no Pará

A mineradora australiana Centaurus Metals identificou 21 novas áreas com potencial para exploração de cobre e ouro na região de Carajás, no Pará. Os alvos foram definidos a partir de pesquisas geológicas realizadas em uma área de aproximadamente 75 quilômetros quadrados, próxima a operações minerais da Vale.

Os resultados foram divulgados nesta sexta-feira (23) e ampliam as perspectivas de exploração da companhia na região. Com a inclusão de novas áreas, a mineradora praticamente dobrou sua extensão de pesquisa mineral no local.

Pesquisas ampliam área de exploração em Carajás

Dos 21 alvos identificados, oito estão na área de Rio Novo, incorporada ao projeto no fim de 2025. Os outros 13 foram mapeados em Boi Novo, onde a empresa já desenvolvia atividades de prospecção.

A campanha incluiu a coleta de mais de 4.500 amostras de solo, além de levantamentos geofísicos e trabalhos de mapeamento geológico. Os dados obtidos permitiram selecionar áreas consideradas prioritárias para a próxima etapa de exploração.

A região de Carajás é uma das principais províncias minerais do Brasil e concentra importantes operações de mineração.

Amostras apontam altos teores de cobre e ouro

Entre os resultados destacados pela Centaurus Metals estão amostras históricas de rochas coletadas na área de Solimões, que apresentaram concentrações de até 17,2% de cobre e 14,3 gramas de ouro por tonelada.

Em Juruá, novas coletas identificaram teores de até 45 gramas de ouro por tonelada. A empresa também mapeou dois possíveis corredores de mineralização de cobre, cada um com cerca de cinco quilômetros de extensão.

Os resultados indicam áreas que merecem investigação mais aprofundada. No entanto, os teores identificados em amostras não comprovam, por si só, a existência de jazidas com viabilidade econômica.

Próxima etapa prevê sondagens para avaliar mineralização

Com a conclusão dos levantamentos iniciais, a mineradora prepara uma nova campanha de sondagem mineral nas áreas de Boi Novo e Rio Novo.

As perfurações deverão ajudar a determinar a continuidade, a distribuição e a profundidade das mineralizações identificadas, além de fornecer informações para avaliar o potencial dos alvos selecionados.

Até o momento, a companhia não informou o calendário de execução dos trabalhos nem o investimento previsto para a nova campanha.

Localização próxima a estruturas de mineração pode favorecer projeto

O projeto está situado a aproximadamente 30 quilômetros de Parauapebas, no sudeste do Pará. Segundo a empresa, as áreas pesquisadas ficam a cerca de 35 quilômetros de uma instalação de carregamento de cobre e ouro da Vale e a menos de 20 quilômetros de uma planta de processamento de cobre da CoreX.

A proximidade com infraestrutura de mineração e processamento mineral pode representar uma vantagem logística caso os estudos futuros confirmem recursos suficientes para justificar o desenvolvimento comercial do projeto.

Ainda assim, a viabilidade dependerá dos resultados das próximas etapas de pesquisa e de avaliações técnicas e econômicas.

Projeto de níquel Jaguar continua como prioridade da empresa

Além das atividades voltadas ao cobre e ao ouro, a Centaurus Metals desenvolve o projeto Jaguar, de níquel, considerado um dos principais empreendimentos brasileiros em desenvolvimento nesse segmento.

O diretor-presidente da companhia, Darren Gordon, afirmou que a principal prioridade corporativa continua sendo avançar com Jaguar até uma decisão final de investimento.

Paralelamente, a empresa busca ampliar o potencial de seus ativos de cobre e ouro em Carajás, com o objetivo de avaliar novas oportunidades de exploração mineral no Brasil.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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WEG anuncia troca na vice-presidência de Energia após 37 anos de carreira de executivo em Santa Catarina

A WEG, multinacional com sede em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, anunciou uma mudança em sua alta administração. João Paulo Gualberto da Silva deixará a vice-presidência de Energia em 31 de dezembro de 2026, após 37 anos de atuação na companhia. Para assumir a função, foi escolhido Paulo Leonardo da Silva Sinoti, atual diretor de Soluções em Energia & Serviços.

A mudança foi aprovada pelo Conselho de Administração em reunião realizada na terça-feira (20) e integra o plano de sucessão de executivos da WEG. A nova gestão entrará em vigor em 1º de janeiro de 2027.

Paulo Leonardo da Silva Sinoti assumirá a vice-presidência de Energia

Com mais de 37 anos de trajetória na WEG, Paulo Leonardo da Silva Sinoti será responsável pela área de Energia a partir do início de 2027.

Atualmente à frente da diretoria de Soluções em Energia & Serviços, o executivo possui experiência nos negócios de geração de energia no Brasil e no mercado internacional, segundo informações divulgadas pela companhia.

Sinoti é formado em Tecnologia Mecânica pela Sociedade Educacional de Santa Catarina (Sociesc) e possui pós-graduação em Administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

A escolha faz parte do planejamento sucessório da multinacional catarinense, que busca assegurar a continuidade da gestão e das operações estratégicas durante a transição de liderança.

João Paulo Gualberto encerra ciclo de 37 anos na WEG

A saída de João Paulo Gualberto da Silva marca o fim de uma trajetória de 37 anos na empresa. O executivo permanecerá no cargo de vice-presidente de Energia até 31 de dezembro de 2026.

Em comunicado ao mercado, a WEG agradeceu ao dirigente pela dedicação, competência e contribuição ao longo de sua carreira na companhia.

A empresa também informou que as alterações administrativas serão formalizadas pelo Conselho de Administração na data em que entrarem em vigor, com os respectivos registros públicos.

WEG amplia presença global a partir de Santa Catarina

Fundada em 16 de setembro de 1961, em Jaraguá do Sul, a WEG iniciou suas atividades com o nome de Eletromotores Jaraguá. A companhia foi criada por Werner Ricardo Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus.

Ao longo das décadas, a empresa consolidou sua atuação como uma das multinacionais brasileiras do setor eletroeletrônico, com negócios voltados à fabricação de equipamentos e ao desenvolvimento de soluções para geração, transmissão e distribuição de energia.

A mudança na vice-presidência ocorre nesse contexto de continuidade administrativa, com a sucessão planejada para manter a condução das atividades estratégicas da companhia.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Divulgação/WEG/ND Mais

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Missão empresarial italiana reúne mais de 60 organizações e fortalece parcerias com a indústria têxtil de Santa Catarina

A aproximação entre empresas brasileiras e italianas para ampliar negócios, incorporar novas tecnologias e fortalecer a competitividade industrial marcou a etapa catarinense da Missão Empresarial Italiana no Brasil, realizada na terça-feira (20), em Blumenau.

O encontro ocorreu no SENAI Blumenau e reuniu representantes de mais de 60 empresas e organizações, incluindo 22 companhias italianas especializadas em máquinas, equipamentos e tecnologias para a indústria. A programação contou com apresentações técnicas, debates sobre os desafios do setor têxtil e rodadas de negócios entre potenciais parceiros comerciais.

A iniciativa buscou conectar a experiência italiana em tecnologia e automação industrial à capacidade produtiva brasileira nos segmentos de matérias-primas, fios, tecidos e confecção.

Entre as empresas brasileiras participantes estavam Hering, Karsten, Altenburg, Texneo, Malwee, TChristina, Círculo, Buddemeyer e Vicunha.

Santa Catarina reforça protagonismo na indústria têxtil brasileira

Durante a abertura do evento, o vice-presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) para o Vale do Itajaí, Ulrich Kuhn, destacou a relevância econômica da indústria têxtil e de confecção para o Brasil e, especialmente, para Santa Catarina.

De acordo com os dados apresentados, o setor responde por 17% da mão de obra da indústria de transformação brasileira, reúne aproximadamente 1,3 milhão de empregos diretos e indiretos e conta com quase 60 mil unidades produtivas.

Santa Catarina ocupa a posição de segundo maior polo têxtil do país, além de liderar os segmentos de vestuário e beneficiamento. No estado, a cadeia produtiva integrada envolve cerca de 200 mil pessoas.

Kuhn também ressaltou a contribuição do Sistema FIESC para o desenvolvimento industrial catarinense, com unidades de formação continuada distribuídas por 80% dos municípios do estado.

“Entendemos que são muitas as oportunidades que podem ser criadas aqui hoje”, afirmou o dirigente, ao destacar o potencial de cooperação entre os mercados brasileiro e italiano.

Formação profissional contribui para a competitividade da indústria

Além das oportunidades comerciais, a programação apresentou iniciativas de qualificação profissional, educação e inovação industrial desenvolvidas em Santa Catarina.

A gerente executiva regional do Vale do Itajaí da FIESC, SESI/SC, SENAI/SC e IEL/SC, Graziela da Silva, detalhou a atuação integrada das instituições em áreas como Educação Básica e Profissional, Saúde e Bem-estar, Tecnologia e Inovação.

Segundo Graziela, o número de matrículas em cursos técnicos, de aprendizagem industrial e de qualificação profissional ultrapassou 200 mil em 2026, superando o total registrado durante todo o ano anterior.

“Nossos cursos são feitos sob medida para atender as demandas específicas das nossas indústrias”, destacou a gerente, enfatizando a importância da formação prática e da colaboração direta com as empresas.

A apresentação reforçou o papel da capacitação de trabalhadores no atendimento às necessidades do setor produtivo e na preparação da indústria para incorporar novas tecnologias.

Projetos de inovação apresentam alternativas sustentáveis para o setor têxtil

A agenda também deu destaque às pesquisas aplicadas desenvolvidas pelo SENAI em Santa Catarina. O coordenador do Instituto SENAI de Tecnologia Têxtil, Vestuário e Design do estado, Jairo Dias, apresentou projetos que demonstram como a colaboração entre centros de pesquisa e empresas pode gerar soluções para a cadeia produtiva.

Entre as iniciativas apresentadas estão o Banana Têxtil e o Reciclatec, ambos voltados ao desenvolvimento de materiais e processos com foco na sustentabilidade industrial.

Banana Têxtil transforma resíduos agrícolas em fios e tecidos

O projeto Banana Têxtil utiliza resíduos do pseudocaule da bananeira como matéria-prima para produzir fios e tecidos industriais sustentáveis. Os materiais podem ser empregados na indústria da moda e na fabricação de cordas ecológicas.

A iniciativa foi desenvolvida com a participação de parceiros como Eurofios, Altenburg, Musa da Terra e Pacoa Eco e chegou à final do prêmio internacional BRICS Solutions Awards.

A proposta busca ampliar o aproveitamento de resíduos agrícolas e criar alternativas para a produção de materiais com menor impacto ambiental.

Reciclatec investe na reciclagem de resíduos têxteis

Outro destaque foi o Reciclatec, projeto de pesquisa dedicado à produção de fios a partir de resíduos de tecidos de poliamida e poliéster.

Coordenado pela pesquisadora Vera Lúcia Vogel Faustino dos Santos, o trabalho procura ampliar as possibilidades de reciclagem têxtil industrial, favorecendo o reaproveitamento de materiais que seriam descartados.

A iniciativa está alinhada aos princípios da economia circular, que busca prolongar o ciclo de vida dos recursos e reduzir a geração de resíduos ao longo da cadeia produtiva.

Cooperação entre Brasil e Itália abre oportunidades para novos negócios

A missão empresarial realizada em Blumenau combinou aproximação comercial, intercâmbio tecnológico e apresentação de iniciativas de pesquisa e desenvolvimento.

A participação de fornecedores italianos e de importantes indústrias brasileiras criou oportunidades para discutir soluções voltadas à modernização dos processos produtivos, à inovação e à sustentabilidade.

A integração entre tecnologia industrial, qualificação profissional e pesquisa aplicada também evidencia caminhos para fortalecer a indústria têxtil catarinense e ampliar sua capacidade de competir nos mercados nacional e internacional.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Santos Brasil investirá R$ 75 milhões no Tecon Imbituba até 2028

A Santos Brasil anunciou novos investimentos de R$ 75 milhões no Tecon Imbituba, no sul de Santa Catarina, até 2028. Os recursos serão destinados à modernização do terminal portuário, à ampliação da capacidade operacional e à incorporação de novas tecnologias para atender ao crescimento da movimentação de cargas.

Nos últimos 18 meses, o terminal já recebeu R$ 36 milhões em investimentos, dos quais R$ 33 milhões foram aplicados em 2026. Com os novos aportes, o total previsto para aproximadamente três anos chegará a R$ 111 milhões.

O programa contempla melhorias na infraestrutura, renovação de equipamentos e aperfeiçoamento dos processos operacionais, com o objetivo de aumentar a eficiência no atendimento aos navios e fortalecer a estrutura logística da região Sul.

Novos equipamentos ampliam capacidade operacional do terminal

Entre os principais investimentos está a chegada de um guindaste móvel portuário (MHC), que desembarcou no terminal em 5 de outubro. O equipamento complementará os dois portêineres já utilizados na operação, oferecendo mais flexibilidade no atendimento às embarcações.

A aquisição também permitirá a formação de um terceiro terno operacional, conjunto de equipamentos e profissionais responsável pela movimentação de contêineres.

O plano de modernização inclui ainda a compra de 12 chassis para caminhões, dois frames destinados ao içamento de contêineres, seis reach stackers — equipamentos utilizados para movimentar e empilhar essas unidades — e uma empilhadeira para contêineres vazios.

Também estão programadas a instalação de um novo scanner e a ampliação da infraestrutura de tomadas para contêineres refrigerados, ampliando os recursos disponíveis para o manuseio de diferentes tipos de carga.

Tecnologia 5G e automação reforçam eficiência logística

A modernização do terminal de contêineres de Imbituba também abrange sistemas de controle, comunicação e gerenciamento das operações.

Em 2025, a empresa implantou um Centro de Controle Operacional (CCO), que permite monitorar as atividades em tempo real e contribui para melhorar o acompanhamento dos processos e a segurança operacional.

Outro avanço foi a adoção do software OPUS-TOS, em funcionamento desde julho de 2026. A plataforma integra e organiza os fluxos de contêineres no pátio, no cais e nos acessos terrestres, além de apoiar processos documentais e atividades de automação relacionadas à movimentação de cargas e navios.

A companhia também prevê atualizar a rede de comunicação sem fio do terminal com tecnologia 5G, buscando aprimorar a conectividade e dar suporte às operações.

Tecon Imbituba supera recorde anual de movimentação de contêineres

Os aportes ocorrem em meio ao crescimento da atividade portuária. Entre janeiro e setembro de 2026, o Tecon Imbituba movimentou 131.263 TEUs, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés.

O resultado superou, ainda durante os nove primeiros meses do ano, o recorde anual anterior, de 123.681 TEUs, alcançado em 2024.

O desempenho reforça a importância do terminal para o escoamento de cargas em Santa Catarina e amplia a necessidade de investimentos em infraestrutura e produtividade para acompanhar a demanda.

Atualmente, o terminal recebe quatro serviços marítimos regulares: três de longo curso, voltados às rotas internacionais, e um de cabotagem, que conecta portos brasileiros.

A operação também passou a atender mais escalas extraordinárias, conhecidas como extra calls, realizadas fora da programação habitual dos serviços marítimos. Até setembro de 2026, foram registradas 10 dessas escalas, responsáveis por 11% da movimentação total no período.

Santos Brasil aposta no crescimento da logística no Sul

Para Charles Thibault, diretor de Terminais da Santos Brasil, a superação do recorde antes do encerramento do ano evidencia a evolução da operação e a confiança dos clientes.

Segundo o executivo, os investimentos em equipamentos, tecnologia e infraestrutura têm como objetivo preparar o terminal para acompanhar a expansão da demanda logística na região Sul.

A estratégia busca ampliar a capacidade de atendimento, melhorar a eficiência das operações e oferecer mais flexibilidade diante das necessidades dos armadores e dos responsáveis pelo transporte de mercadorias.

Localização estratégica favorece transporte de cargas

O Tecon Imbituba tem capacidade para movimentar até 450 mil TEUs por ano e está localizado próximo à BR-101, uma das principais rodovias do país. O terminal conta com conexões rodoviárias, ferroviárias e marítimas, facilitando a integração entre os diferentes modais de transporte.

As operações funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana. O terminal está instalado em um porto de águas profundas e abrigado, características que contribuem para sua atuação no atendimento às embarcações.

Outro diferencial é a integração com o Tecon Santos, também administrado pela Santos Brasil. Essa conexão permite articular cargas originadas na região Sul com uma rede mais ampla de rotas internacionais a partir do Porto de Santos, em São Paulo.

Com o novo ciclo de investimentos, a companhia busca consolidar o Tecon Imbituba como um importante ponto de apoio à movimentação de contêineres e ao desenvolvimento da infraestrutura logística catarinense.

FONTE: Portal BE News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Santos Brasil

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WEG defende novas fontes de receita para impulsionar mercado de baterias no Brasil

A WEG defende mudanças regulatórias para ampliar as oportunidades de negócio dos sistemas de armazenamento de energia em baterias, conhecidos como BESS (Battery Energy Storage Systems), no Brasil. Para Manfred Peter Johann, vice-presidente de Automação e Sistemas da companhia, permitir que essas soluções sejam remuneradas por diferentes serviços prestados ao setor elétrico é essencial para consolidar o mercado e estimular novos investimentos.

Em entrevista à CNN, o executivo ressaltou que o primeiro leilão de armazenamento de energia, previsto para dezembro, será importante para impulsionar a escala do setor. No entanto, ele avalia que o desenvolvimento do mercado não deve depender exclusivamente desse mecanismo de contratação.

A proposta é diversificar as fontes de receita dos sistemas de baterias, incluindo serviços como disponibilidade de potência, arbitragem de energia, controle de frequência e tensão e suporte à rede elétrica.

Segundo Johann, a combinação dessas possibilidades pode tornar os projetos economicamente mais atrativos e ampliar sua presença em empreendimentos de geração, transmissão e distribuição, além de instalações industriais.

Armazenamento de energia depende de novas regras de remuneração

A ampliação das receitas é apontada pela WEG como um fator importante para viabilizar o investimento em sistemas de armazenamento de energia. Além de armazenar eletricidade para uso posterior, as baterias podem contribuir para a estabilidade e a flexibilidade do sistema elétrico.

Entre as aplicações estão o equilíbrio entre oferta e demanda, a prestação de serviços ancilares e o auxílio na manutenção dos níveis adequados de frequência e tensão da rede.

A expectativa da companhia é que a regulamentação avance para reconhecer o valor econômico desses diferentes serviços. Com mais possibilidades de remuneração, os sistemas BESS poderão atender a diferentes necessidades do setor, reduzindo a dependência de um único modelo de contratação.

Leilão de baterias prevê contratos de 15 anos

Para os empreendimentos que participarão do leilão previsto para dezembro, as diretrizes do Ministério de Minas e Energia (MME) estabelecem um modelo de remuneração por disponibilidade de potência.

Os contratos terão duração de 15 anos, com início do suprimento programado para 1º de agosto de 2028.

De acordo com a Portaria Normativa MME nº 136, a receita fixa deverá remunerar integralmente os usos dos empreendimentos vencedores pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), respeitando os compromissos contratados. Nesse formato, não estão previstas receitas adicionais fora do Contrato de Potência de Reserva de Capacidade.

A regulamentação também determina que a energia consumida durante a recarga das baterias e aquela posteriormente injetada no sistema sejam liquidadas no mercado de curto prazo. Os resultados positivos ou negativos dessas operações serão destinados à Conta de Potência para Reserva de Capacidade, observados os limites estabelecidos na portaria.

WEG prevê armazenamento como parte dos investimentos até 2030

Manfred Peter Johann avalia que o armazenamento de energia no Brasil deverá se tornar uma solução habitual nos investimentos do setor elétrico até 2030.

Essa perspectiva está relacionada à expansão das fontes renováveis, especialmente solar e eólica, cuja geração depende das condições climáticas e pode exigir recursos adicionais para equilibrar o fornecimento de eletricidade.

O executivo também destaca as limitações da infraestrutura de transmissão e a crescente demanda por confiabilidade e qualidade no abastecimento de energia.

Nesse cenário, as baterias podem ajudar a aumentar a flexibilidade operacional do sistema, armazenando eletricidade em determinados períodos e disponibilizando-a conforme a necessidade.

Baterias abrem oportunidades em data centers e na indústria

Além dos leilões, a WEG identifica oportunidades comerciais em diferentes segmentos, como instalações industriais, empreendimentos comerciais, data centers, microrredes e prestação de serviços à rede elétrica.

Essas aplicações podem utilizar sistemas de armazenamento para melhorar a gestão do consumo, reforçar a continuidade do fornecimento e atender a demandas específicas de energia.

A empresa também enxerga possibilidades de expansão no mercado internacional, acompanhando o avanço das soluções de armazenamento em diferentes sistemas elétricos.

A diversificação dos segmentos atendidos é considerada uma oportunidade para ampliar a adoção da tecnologia e fortalecer o mercado para além dos contratos firmados em leilões públicos.

Fábrica de baterias em Itajaí receberá R$ 330 milhões

Como parte de sua estratégia de longo prazo, a WEG ampliou, em setembro, o projeto de sua fábrica de sistemas de armazenamento de energia em Itajaí, Santa Catarina.

O investimento total estimado é de R$ 330 milhões, e a unidade deverá alcançar capacidade produtiva de 4 GWh por ano. O início das operações está previsto para o segundo semestre de 2027.

O projeto reforça a aposta da companhia no crescimento da demanda por soluções de armazenamento e na expansão desse segmento no mercado brasileiro.

Segundo Johann, o investimento considera a importância crescente das baterias para o funcionamento do sistema elétrico. A expectativa é que, com a evolução regulatória, o aumento da geração renovável e a diversificação das aplicações, o armazenamento conquiste espaço cada vez maior nos projetos de energia.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Grupo BID e America Business Forum reúnem mais de 200 líderes globais em Miami

O Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o America Business Forum (ABF) anunciaram a realização da primeira edição do CEO Forum of the Americas, evento que reunirá mais de 200 CEOs, investidores e executivos de alto escalão em Miami, nos Estados Unidos, no dia 15 de dezembro. O encontro será fechado para convidados.

A iniciativa busca aproximar as políticas públicas das oportunidades de investimento, estimulando soluções para os principais desafios de desenvolvimento da América Latina e do Caribe. A programação também pretende identificar caminhos para ampliar os investimentos, fortalecer a integração econômica e impulsionar o crescimento regional.

Fórum terá três eixos estratégicos para o desenvolvimento econômico

As discussões do CEO Forum of the Americas serão organizadas em torno de três áreas consideradas estratégicas para o futuro econômico das Américas: cadeias de suprimentos, minerais críticos e inteligência artificial.

Cadeias de suprimentos e integração global

A América Latina e o Caribe têm potencial para ampliar sua participação nas cadeias globais de suprimentos, consolidando-se como centros de produção, logística e manufatura de maior valor agregado.

Para avançar nesse cenário, será necessário criar condições favoráveis à expansão dos negócios e estimular a integração das empresas regionais às cadeias de valor internacionais.

Minerais críticos e atração de investimentos

O crescimento da demanda por recursos utilizados em tecnologias digitais avançadas abre novas perspectivas para a região no mercado de minerais críticos.

A estratégia envolve atrair capital, ampliar parcerias e fortalecer as etapas de produção que agregam mais valor aos recursos minerais, aumentando a participação latino-americana nas cadeias produtivas globais.

Inteligência artificial e inovação tecnológica

A inteligência artificial (IA) também estará entre os temas centrais do encontro. A região reúne condições para expandir a adoção responsável de novas tecnologias e transformar a inovação em um vetor de desenvolvimento econômico.

Entre os fatores favoráveis estão o avanço do ecossistema tecnológico, as oportunidades de investimento em data centers, a disponibilidade de recursos energéticos competitivos e a integração crescente aos mercados digitais internacionais.

Grupo BID destaca potencial da América Latina e do Caribe

Para Ilan Goldfajn, presidente do Grupo BID, o momento representa uma oportunidade para que a América Latina e o Caribe ampliem sua contribuição para enfrentar desafios globais e convertam suas vantagens competitivas em resultados econômicos concretos.

O executivo ressaltou que o avanço dessa agenda depende de iniciativas coordenadas para estimular investimentos, gerar empregos e promover o crescimento. Também destacou a importância de fortalecer as relações entre os setores público e privado e ampliar as conexões da região com outros mercados.

America Business Forum reforça diálogo entre líderes das Américas

Ignacio González, fundador e CEO do America Business Forum, afirmou que a parceria com o Grupo BID representa uma nova etapa na missão da organização de conectar lideranças influentes e ampliar o alcance de discussões estratégicas em escala global.

Segundo González, a iniciativa pretende reunir representantes das Américas para debater o potencial da região e contribuir para transformar oportunidades em ações concretas.

Encontro busca transformar debates em investimentos

Com a primeira edição do CEO Forum of the Americas, o Grupo BID e o ABF pretendem aproximar o debate econômico da implementação de soluções práticas. A proposta é conectar as prioridades de desenvolvimento regional ao capital, às parcerias e à cooperação necessários para produzir resultados efetivos.

O encontro reforça, assim, a busca por novas oportunidades de crescimento econômico, inovação e integração internacional na América Latina e no Caribe.

FONTE: BID
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Embraer amplia disputa com Airbus e Boeing após entregar primeiro E195-E2 à Latam

A Embraer deu um passo importante para ampliar sua presença no mercado brasileiro de aviação comercial com a entrega do primeiro jato E195-E2 à Latam, realizada em São José dos Campos (SP). Até então, a Azul era a única grande companhia aérea brasileira a operar a nova geração de aeronaves comerciais da fabricante nacional.

A chegada do modelo à frota da Latam abre espaço para aumentar a concorrência com Airbus e Boeing no Brasil. A Gol também poderá entrar nesse movimento, após um acordo firmado por sua controladora para adquirir aeronaves da família E2.

Para a Embraer, conquistar grandes grupos aéreos representa uma oportunidade de ampliar a produção, diluir custos e melhorar a rentabilidade do programa E2, que ainda enfrenta desafios para oferecer retornos mais elevados sobre os investimentos realizados.

Latam encomenda 24 jatos e pode ampliar pedido à Embraer

O acordo firmado pela Latam em setembro de 2025 prevê a compra de 24 aeronaves E195-E2, além de opções para adquirir outras 50 unidades. O cronograma informado pela companhia prevê o recebimento de 12 aviões em 2026 e mais 12 em 2027. Os primeiros voos comerciais com passageiros estão programados para novembro.

A possível entrada da Gol na operação também pode fortalecer a posição da fabricante brasileira. Em julho, a Abra, controladora da Gol e da Avianca, anunciou um acordo para comprar 20 unidades do E195-E2, com opções e direitos de compra que podem elevar o total para 45 aeronaves.

As entregas desse contrato devem começar no quarto trimestre de 2027, criando a possibilidade de incorporação do modelo à frota da Gol.

A relação entre Embraer e Latam também retoma uma trajetória histórica. A TAM, companhia que deu origem à operação brasileira do grupo, utilizou o Bandeirante na década de 1970. Uma tentativa posterior de introduzir os E-Jets da primeira geração na empresa, entretanto, não avançou.

“Agora as rotas convergem”, afirmou Francisco Gomes Neto, presidente-executivo da Embraer, durante a cerimônia de entrega do primeiro avião à Latam.

Para o executivo, a presença do E2 em uma companhia do porte da Latam aumenta a visibilidade internacional do projeto e demonstra o potencial da aeronave para integrar grandes redes aéreas, com expansão de destinos e frequências.

Desde o lançamento, a família E2 acumula mais de 500 pedidos firmes. A fabricante também identifica oportunidades de crescimento em mercados como México, Colômbia e Argentina, onde a experiência operacional da Latam poderá servir de referência para outras companhias.

E195-E2 permitirá ampliar rotas e frequências no Brasil

Na operação da Latam, o E195-E2 terá configuração de 136 assentos e complementará a frota de aeronaves Airbus utilizada nos voos domésticos. A estratégia é atender cidades com menor volume de passageiros e aumentar a frequência de voos em mercados nos quais aviões maiores nem sempre são a alternativa mais eficiente.

A proposta comercial da Embraer está justamente na capacidade de adequar a oferta de assentos à demanda. Com aeronaves menores, as companhias podem explorar rotas que teriam maior dificuldade para atingir ocupação suficiente com jatos de maior porte.

O modelo também permitirá à Latam conectar cidades menores aos principais aeroportos de conexão da empresa, ampliando as possibilidades de integração com sua malha nacional e internacional.

Entre novembro de 2026 e março de 2027, a companhia prevê incorporar até 14 aeronaves E195-E2. Na etapa inicial, os aviões deverão operar em 42 rotas, incluindo oito novas ligações e quatro destinos inéditos na malha da empresa:

  • Cabo Frio (RJ);
  • Ji-Paraná (RO);
  • Macaé (RJ);
  • Rondonópolis (MT).

Com a expansão, a malha doméstica da Latam deverá passar de 63 para 67 destinos. Para 2027, a empresa ainda avalia a possibilidade de adicionar até 18 novas cidades atendidas pelo modelo.

Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil, explicou que a seleção das localidades levou em consideração o potencial de demanda identificado pela companhia, especialmente no segmento corporativo.

Entrada de uma nova aeronave exige preparação operacional

A incorporação do E195-E2 envolve mais do que a entrega dos aviões. A companhia precisa preparar pilotos e demais tripulantes, estruturar a manutenção e cumprir os procedimentos de certificação necessários para a operação.

Segundo Cadier, a decisão de investir em uma nova família de aeronaves também dependeu do momento financeiro da empresa e da segurança necessária para assumir os custos de uma expansão dessa dimensão.

A adoção do modelo, portanto, faz parte de uma estratégia para aumentar a capilaridade da rede aérea sem depender exclusivamente de aeronaves maiores, buscando equilibrar capacidade, frequência e demanda.

Aumento da produção é decisivo para melhorar as margens da Embraer

A ampliação da carteira de clientes pode ajudar a Embraer a alcançar ganhos de escala na aviação comercial. Com maior volume de produção, a empresa tem a possibilidade de distribuir os custos fixos entre mais unidades e melhorar os resultados da divisão.

Projeções da XP indicam que as entregas comerciais da fabricante podem avançar gradualmente até alcançar aproximadamente 110 aeronaves por ano em 2030. Para 2026, a meta divulgada pela Embraer está entre 80 e 85 unidades, considerando tanto a família E2 quanto o E175 da geração anterior.

No cenário estimado pela corretora, a receita total da Embraer, incluindo todas as divisões de negócios, poderá crescer de US$ 8,5 bilhões em 2026 para US$ 13,4 bilhões em 2030.

A expectativa é de que a aviação comercial ganhe rentabilidade com o aumento da escala produtiva e a substituição gradual de contratos antigos por negócios mais favoráveis. A XP pondera, contudo, que a divisão ainda apresenta retornos reduzidos em relação aos investimentos feitos no desenvolvimento do E2.

Fornecimento de peças ainda desafia a produção

Apesar dos avanços, a cadeia de suprimentos continua sendo um ponto de atenção para a fabricante brasileira. De acordo com Francisco Gomes Neto, a disponibilidade de componentes está mais próxima da normalização, embora ainda ocorram faltas de peças.

Para enfrentar esse cenário, a Embraer vem ajustando as negociações com fornecedores e reorganizando seus processos industriais para acelerar a fabricação. Segundo a empresa, o tempo de produção na aviação comercial foi reduzido em 28% nos últimos anos.

A capacidade de manter um ritmo regular de entregas será fundamental para transformar os novos contratos em resultados financeiros consistentes.

Embraer busca consolidar o E2 entre as grandes companhias aéreas

A entrega à Latam representa uma ampliação da base de clientes e da visibilidade comercial do E195-E2. A possível entrada da Gol, somada às perspectivas de expansão em outros mercados latino-americanos, pode fortalecer a posição da Embraer diante das gigantes Airbus e Boeing.

O desafio agora é converter o interesse das companhias em novas encomendas, cumprir os cronogramas de entrega e aumentar a rentabilidade do programa.

No caso da Latam, além das 24 aeronaves contratadas, a companhia dispõe de opções para adquirir outras 50 unidades. A concretização desse volume adicional dependerá do exercício dos direitos previstos no acordo e das decisões futuras da empresa.

FONTE: InvestNews
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InvestNews

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Negócios

Internacionalização de empresas exige planejamento e estrutura para conquistar mercados externos

A expansão para o mercado internacional pode abrir novas oportunidades para a indústria catarinense, especialmente diante dos acordos comerciais firmados ou negociados pelo Mercosul com a União Europeia e blocos como a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA). Para aproveitar esse cenário, porém, as empresas precisam avaliar se estão preparadas para exportar e sustentar operações fora do Brasil.

O alerta é da presidente do Conselho de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Maria Teresa Bustamante. Segundo ela, a entrada no mercado externo exige planejamento estratégico, capacidade produtiva e conhecimento das regras que orientam o comércio internacional.

Planejamento estratégico é essencial para exportar

Antes de prospectar clientes em outros países, a empresa deve analisar seu nível de preparação para a internacionalização dos negócios. Essa avaliação envolve fatores como estrutura de gestão, capacidade de produção, formação de preços, habilitação para exportar e adequação às exigências do mercado de destino.

Para Maria Teresa Bustamante, o tamanho da organização não determina sua capacidade de atuar internacionalmente. O fator decisivo é incluir esse objetivo no planejamento da empresa e conhecer suas condições atuais antes de definir os próximos passos.

“Internacionalização independe do tamanho da empresa, mas precisa estar no planejamento estratégico. Não é possível traçar a rota sem saber o ponto de partida”, afirma.

Formação de preços e capacidade produtiva merecem atenção

A definição do preço de exportação exige uma análise mais ampla do que a simples conversão do valor praticado no mercado brasileiro para dólares. É necessário contabilizar custos operacionais, tributos, despesas logísticas e a margem de lucro prevista para a operação.

Outro aspecto fundamental é verificar se a indústria consegue atender à demanda internacional de maneira contínua, sem comprometer o fornecimento aos clientes nacionais. A capacidade produtiva e a organização da cadeia de suprimentos são determinantes para manter a competitividade e cumprir os prazos acordados com compradores estrangeiros.

Habilitação e normas internacionais fazem parte do processo

O domínio dos procedimentos burocráticos também é indispensável para quem pretende ingressar no comércio exterior. Entre as etapas está a habilitação para operar no mercado internacional, incluindo o Radar, sistema de habilitação da Receita Federal que permite às empresas realizar operações de importação e exportação, conforme os requisitos aplicáveis.

A classificação correta das mercadorias pela Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) e pelo código internacional HS Code é outro requisito importante. Esses sistemas identificam os produtos e auxiliam na determinação dos tributos, dos procedimentos aduaneiros e das exigências aplicáveis em cada destino.

Conforme o país e o tipo de mercadoria, também podem ser necessárias certificações específicas, adequações a normas técnicas e sanitárias e mudanças nas embalagens e na rotulagem.

Conhecer essas exigências antecipadamente ajuda a reduzir riscos, evitar custos inesperados e aumentar as chances de sucesso nas operações internacionais.

FIESC oferece avaliação gratuita de maturidade internacional

Para auxiliar as empresas nesse processo, a FIESC disponibiliza a Avaliação de Maturidade Internacional (AVM), um diagnóstico online e gratuito que permite identificar o nível de preparação do negócio para atuar no exterior.

O questionário contém 26 perguntas e examina diferentes áreas da operação, incluindo:

  • Estratégia e gestão empresarial;
  • Habilitação para o comércio exterior;
  • Produtos e serviços;
  • Formação de preços;
  • Manufatura e cadeia de suprimentos.

Com base nas respostas, a empresa recebe um diagnóstico e um plano de ação que apontam os aspectos que precisam ser desenvolvidos para avançar na internacionalização.

Programa Intercomp apoia empresas na expansão internacional

A Avaliação de Maturidade Internacional integra o Intercomp — Programa de Internacionalização da FIESC, iniciativa que reúne soluções para apoiar as empresas em diferentes etapas de sua atuação no mercado externo.

O programa oferece trilhas voltadas à exportação e à importação, inteligência comercial e rodadas de negócios, contribuindo para que as empresas identifiquem oportunidades e desenvolvam estratégias de acesso a novos mercados.

A AVM pode ser realizada gratuitamente pela internet e representa um ponto de partida para indústrias que desejam avaliar suas condições, corrigir fragilidades e estruturar um plano consistente de internacionalização e expansão comercial.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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