Negócios

Empresário de SC expande Steelmast após venda bilionária da Tuper e mira faturamento de R$ 1 bilhão

Após vender a Tuper, empresa que cofundou e que chegou a faturar R$ 3,4 bilhões, o empresário Frank Bollmann, de São Bento do Sul (SC), concentra esforços na expansão da Steelmast, também especializada em tubos de aço. A empresa deve alcançar R$ 600 milhões em faturamento em 2026 e projeta atingir o primeiro R$ 1 bilhão em dois anos.

Na última quinta-feira (26), em Florianópolis, Bollmann participou de evento com o governador Jorginho Mello para assinatura do incentivo fiscal Prodec. A iniciativa prevê investimento inicial de R$ 73,3 milhões e a criação de 214 empregos diretos, valor que pode chegar a R$ 90 milhões com ampliação futura.

Produtos de alta tecnologia e presença estratégica no mercado

Fundada há 20 anos, a Steelmast fabrica tubos de aço de grande e médio porte, destinados a setores de infraestrutura e saneamento. Atualmente, a empresa já é a segunda maior produtora de material para saneamento no Brasil e projeta liderar o segmento em 2027, oferecendo soluções como tubos revestidos, estruturais, postes metálicos e componentes para pontes.

“Com novas tecnologias, serviços especializados e soluções diferenciadas, pretendemos ser a empresa mais completa do Brasil. No próximo ano, estimamos transformar entre 50 mil e 70 mil toneladas de aço, incluindo tubos zincados, revestimento triplo para a Petrobras e pintura especial para combate a incêndio”, destacou Bollmann.

Trajetória de Frank Bollmann

Filho de industrial de São Bento do Sul, Frank Bollmann se formou em engenharia mecânica na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Iniciou a carreira na empresa familiar e, em 1972, ajudou a fundar a Sicap, que mais tarde originou a Tuper, empresa bilionária com mais de 2 mil empregos diretos.

Além do setor metalúrgico, Bollmann investe em energia limpa por meio da holding URVE – Complexo Hidrelétrico Rio Vermelho, responsável por pequenas PCHs na Serra do Mar. Ele também possui experiência política, tendo sido prefeito de São Bento do Sul entre 1992 e 1996 e presidente da Associação Empresarial local entre 1991 e 1992.

Expansão industrial e contratos estratégicos

A Steelmast possui três unidades: uma fábrica de tubos e o centro administrativo em São Bento do Sul, e uma fábrica de acabamentos em Rio Negrinho, às margens da BR-280, totalizando 396 empregos diretos.

Entre os principais contratos está o fornecimento de tubos de grande porte para a Sabesp, companhia de saneamento de São Paulo. A produção segue modelo integrado: bobinas de aço são transformadas em tubos helicoidais em São Bento do Sul e recebem acabamentos em Rio Negrinho, garantindo durabilidade e padrão internacional.

Além de tubos de condução, a Steelmast fabrica postes metálicos, estruturas para construção civil, pontes e outros produtos para setores de infraestrutura. Apesar do crescimento, a empresa enfrenta desafios na contratação de mão de obra qualificada, mesmo oferecendo treinamento interno, segundo o diretor comercial Renato Colagrande Junior.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Steelmast, Divulgação

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Negócios

Febratex 2026 amplia estrutura e terá maior edição da feira têxtil em Blumenau

A Febratex 2026 chega à sua 19ª edição com a maior estrutura já registrada. O evento contará com cerca de 40 mil metros quadrados de área expositiva, distribuídos em 10 pavilhões — um aumento de 4.765 m² em relação à edição anterior.

Realizada em Blumenau, a feira se consolida como um dos principais encontros da indústria da moda e tecnologia têxtil nas Américas.

Novidades destacam inovação e sustentabilidade

Além da ampliação física, a edição de 2026 traz novas atrações voltadas à transformação do setor. Entre os destaques estão:

  • Preview do Febratex Summit: espaço dedicado a debates sobre o futuro da moda, incluindo transformação digital, produção e sustentabilidade
  • Radar Têxtil: experiência imersiva que conecta tendências globais, matérias-primas e aplicação prática
  • Workshop técnico com Priscila Faiad, focado em qualidade e desenvolvimento de fornecedores
  • Startup Corner: área exclusiva para startups e soluções inovadoras da cadeia têxtil
  • Projeto Lixo Zero: iniciativa voltada à gestão de resíduos e sustentabilidade ambiental

Segundo a organização, a proposta é transformar a feira em um ambiente que vai além da exposição de máquinas, incorporando conteúdo estratégico e inovação.

Feira deve reunir milhares de marcas globais

A expectativa é atrair cerca de 670 estandes, reunindo aproximadamente 3,3 mil marcas de mais de 65 países. O perfil dos expositores inclui desde fabricantes de equipamentos até empresas de tecnologia, produtores de fibras, indústrias químicas e desenvolvedores de soluções digitais.

Para Hélvio Roberto Pompeo Madeira, o evento reforça o papel de Blumenau como polo de inovação têxtil. A proposta é oferecer ao visitante acesso a tecnologia aplicada, conteúdo prático e oportunidades reais de negócios.

Inscrições gratuitas e alta demanda por espaços

O credenciamento para visitantes é gratuito e pode ser realizado no site oficial até 10 de agosto de 2026. Após essa data, o ingresso será vendido no local do evento.

Todos os espaços destinados a expositores já foram comercializados, e a organização mantém lista de espera para novas oportunidades — reflexo da alta demanda do setor.

Febratex consolida hub de negócios e tendências

Com foco em produtividade, inovação e sustentabilidade, a Febratex 2026 reforça seu posicionamento como um dos principais hubs de negócios da cadeia têxtil, conectando empresas, tecnologia e tendências globais.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Febratex

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Negócios, Networking

Imersão no G4 reforça visão estratégica e expansão nacional do RêConectaNews

A CEO do RêConectaNews, Renata Palmeira, participou de uma imersão intensiva de três dias no G4 Traction, treinamento promovido pelo G4 Educação e voltado ao desenvolvimento de líderes e gestores que buscam estruturar e escalar seus negócios.

O programa reuniu mais de 150 empresários de diferentes regiões do país em uma jornada focada na troca de experiências práticas, networking e aplicação imediata de ferramentas de gestão. A proposta do G4 é direta: ensinar a partir de quem vive a realidade do mercado, com executivos e fundadores compartilhando métodos testados no dia a dia das empresas.

Para Renata, a vivência foi além do conteúdo técnico. “Foi uma experiência extremamente imersiva. Estar no meio de líderes que enfrentam desafios semelhantes amplia muito a visão de negócio e traz clareza sobre o que realmente precisa ser feito para crescer de forma estruturada”, destaca.

Ao longo de mais de 30 horas de treinamento, os participantes tiveram acesso a uma abordagem 360º da gestão empresarial, organizada em cinco pilares: cultura e liderança, processos e gestão, marketing e growth, vendas estratégicas e experiência do cliente. O foco esteve na construção de empresas menos dependentes da operação direta dos fundadores e mais orientadas por processos e estratégia.

Renata reforça que o aprendizado adquirido já começa a impactar diretamente os próximos passos da empresa. “Saio do G4 com uma visão muito mais estratégica e com ferramentas claras para organizar a casa e preparar o RêConectaNews para um crescimento consistente. Agora é sobre execução e escala”, afirma.

A participação no treinamento também fortaleceu o posicionamento do RêConectaNews como um ecossistema voltado à conexão de negócios e geração de valor no mercado. “O networking foi um dos grandes diferenciais. São conexões reais, com potencial de parcerias e crescimento conjunto”, completa.

Com foco na expansão nacional, a CEO já adianta os próximos movimentos da empresa. Uma das iniciativas confirmadas é a parceria estratégica com a Multimodal Feiras, com presença prevista no evento que acontece de 04 a 06 de agosto, em Recife. “Nosso objetivo é escalar o RêConectaNews para todo o Brasil, levando nossa proposta de conectar negócios e gerar visibilidade de mercado para ainda mais empresas”, finaliza Renata.

Novidades devem ser anunciadas em breve, acompanhando o novo momento de crescimento e estruturação da empresa.

Texto: ReConecta News
Imagens: G4 Educação

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Negócios

Cursos de capacitação abrem espaço para mulheres na construção naval do Amazonas

A indústria naval na Amazônia tem registrado aumento da participação feminina em um setor historicamente dominado por homens. Nos estaleiros da região, são construídas balsas e embarcações responsáveis pelo transporte de pessoas, combustíveis, alimentos e mercadorias pelos rios, principais vias de deslocamento da região, e iniciativas de qualificação profissional vêm abrindo novas oportunidades para mulheres.

Programa de soldagem do Estaleiro Juruá fortalece presença feminina

Criado pelo Estaleiro Juruá, na região metropolitana de Manaus, o programa de capacitação em soldagem MIG/MAG e eletrodo revestido tem contribuído para ampliar a inserção feminina na construção naval. Desde 2024, o curso já formou 287 mulheres, com turmas atuais somando 61 participantes.

A capacitação tem 70 horas de duração, combinando aulas teóricas e práticas ao longo de cerca de 20 dias úteis, e concede certificação ao final. Até o momento, 210 alunas foram contratadas pelo estaleiro, representando 27% do quadro de soldadores da empresa.

Segundo Déborah Camely, diretora de operações do Estaleiro Juruá, o programa nasceu para enfrentar a escassez de mão de obra qualificada na indústria naval local. “A adesão à primeira turma foi uma grata surpresa. Muitas participantes viviam sua primeira experiência de trabalho formal, o que gerou senso de pertencimento e compromisso”, afirmou.

Impacto na carreira e transformação de trajetórias

Para muitas mulheres, o curso representa uma oportunidade concreta de mudança de vida. É o caso de Jacira da Silva Pacheco, 45 anos, que começou como auxiliar de cozinha e se tornou soldadora após participar da primeira turma do programa.

“Hoje, sou independente, construí minha casa e conquistei meus bens graças a essa oportunidade. Ver uma embarcação pronta, sabendo que meu trabalho está ali, é uma emoção indescritível”, conta Jacira, mãe de seis filhos. A experiência inspirou até uma das filhas, que também ingressou como soldadora no estaleiro.

Mulheres e o fortalecimento do transporte hidroviário

O aumento da presença feminina na construção naval reflete uma tendência nacional de inclusão em áreas técnicas do setor hidroviário. Na Amazônia, onde rios são essenciais para a mobilidade de pessoas e mercadorias, a formação de mão de obra qualificada é estratégica para o desenvolvimento regional.

Iniciativas como a do Estaleiro Juruá não apenas ampliam oportunidades de trabalho, mas também fortalecem a cadeia produtiva do transporte aquaviário, impulsionando o desenvolvimento econômico e a sustentabilidade da região.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Negócios

BTP anuncia André Magalhães como novo Diretor Comercial

A Brasil Terminal Portuário (BTP) anunciou a chegada de André Magalhães para assumir o cargo de Diretor Comercial da companhia. O executivo passa a integrar a liderança da empresa com a missão de fortalecer o relacionamento com clientes, ampliar oportunidades de negócios e apoiar a estratégia de crescimento da organização.

Com mais de 25 anos de atuação no setor marítimo-portuário, Magalhães traz experiência em liderança estratégica, desenvolvimento de negócios e gestão comercial em empresas nacionais e internacionais ligadas à navegação e a terminais portuários.

Experiência consolidada no setor portuário

Antes de assumir a nova posição, o executivo atuava no Complexo do Pecém, um dos principais polos logísticos do Nordeste. Ao longo da carreira, acumulou participação em projetos relevantes ligados à inovação tecnológica, eficiência logística e energias renováveis, com foco em ampliar trocas comerciais e melhorar o desempenho da cadeia de valor portuária para clientes.

Sua formação inclui graduação pela Centro de Instrução Almirante Graça Aranha, instituição ligada à Escola de Marinha Mercante. O executivo também possui especializações pela COPPEAD e pela Centenary University, além de certificações executivas da Fundação Getulio Vargas, do Port of Rotterdam e da Fundação Dom Cabral.

Fortalecimento das estratégias comerciais da BTP

Segundo o diretor-presidente da companhia, Cláudio Oliveira, a chegada do novo diretor reforça o compromisso da empresa com a evolução de suas estratégias comerciais e com a oferta de soluções logísticas inovadoras.

De acordo com o executivo, a nomeação de Magalhães contribui para ampliar a competitividade da empresa e garantir serviços portuários de alta qualidade, alinhados às demandas do mercado e às expectativas dos clientes.

Novo desafio em momento de expansão

Magalhães inicia oficialmente suas atividades neste mês e destaca o entusiasmo em integrar a equipe da empresa em um momento marcado por investimentos relevantes.

Segundo ele, a companhia vive uma fase estratégica de implantação de um amplo pacote de investimentos para expansão da capacidade do terminal, o que abre novas perspectivas para o crescimento das operações e para o fortalecimento da logística portuária brasileira.

Sobre a Brasil Terminal Portuário

Em operação desde 2013, a Brasil Terminal Portuário é considerada o maior terminal de contêineres da América do Sul. Localizada no Porto de Santos, a empresa também participou do processo de recuperação de um dos maiores passivos ambientais da área portuária brasileira.

O terminal possui 1.108 metros de cais, com infraestrutura preparada para receber simultaneamente três navios da classe New Panamax. Além de rotas internacionais para todos os continentes, a estrutura também atende operações de cabotagem e serviços feeder, conectando diferentes regiões do país e da América do Sul.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: BTP

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Negócios

Karsten investe no Paraguai e aponta impostos baixos e mão de obra como atrativos

A tradicional empresa têxtil brasileira Karsten está expandindo suas operações para fora do país e inaugurará, no fim do mês, sua primeira fábrica no Paraguai. A decisão reflete uma tendência crescente de empresas brasileiras que buscam impostos menores, estabilidade econômica e maior disponibilidade de mão de obra no país vizinho.

Com sede em Blumenau e mais de 140 anos de história, a companhia passa a operar sob o Regime de Maquila, sistema tributário criado para incentivar investimentos estrangeiros voltados à exportação.

Regime de Maquila oferece impostos reduzidos

O chamado Regime de Maquila, instituído em 1997, permite que empresas instaladas no Paraguai produzam no país com foco na exportação, beneficiando-se de uma estrutura tributária bastante simplificada.

Nesse modelo, a carga fiscal se resume a um imposto único de cerca de 1% sobre o valor agregado ou exportado. Além disso, as companhias têm:

  • isenção de imposto de importação
  • dispensa de Imposto de Renda corporativo
  • isenção sobre dividendos e renda de não residentes
  • possibilidade de recuperar o IVA pago em insumos locais

Segundo o CEO da Karsten, Márcio Luiz Bertoldi, o ambiente econômico previsível foi um fator decisivo para a escolha do país.

Estabilidade econômica pesou na decisão

De acordo com Bertoldi, o Paraguai apresenta um cenário considerado estável do ponto de vista político e econômico, o que aumenta a segurança para investimentos de longo prazo.

A empresa começou a discutir a expansão da produção ainda em 2014. Na época, a companhia chegou a ampliar sua capacidade no Brasil, mas o planejamento estratégico acabou direcionando a expansão internacional para o país vizinho.

O executivo avalia que, ao longo da última década, o Paraguai manteve condições econômicas relativamente estáveis, sem grandes crises que comprometessem o ambiente de negócios.

Energia barata e mão de obra disponível atraem empresas

Além da baixa carga tributária, o Paraguai oferece outros fatores que têm atraído investidores estrangeiros.

Entre eles estão:

  • energia elétrica de baixo custo, resultado do excedente de geração no país
  • grande oferta de mão de obra
  • população mais jovem em comparação ao Brasil

A disponibilidade de trabalhadores foi um ponto importante para a decisão da Karsten. Em Santa Catarina, onde fica a sede da empresa, o mercado de trabalho opera próximo do pleno emprego, dificultando o preenchimento de vagas.

Segundo o CEO, em determinado momento a companhia chegou a ter quase 10% das posições abertas sem candidatos, cenário que reforçou a necessidade de buscar alternativas fora do país.

Exportações das maquilas batem recorde

O programa paraguaio de indústrias de maquila tem apresentado forte crescimento nos últimos anos.

Dados do Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai mostram que as empresas do regime exportaram US$ 1,3 bilhão em 2025, um aumento de 13,8% em relação ao ano anterior.

Desde o período da pandemia, as exportações do setor acumulam crescimento de aproximadamente 135%.

Brasil é o principal destino das exportações

A maior parte da produção dessas empresas tem como destino o mercado brasileiro.

Em 2025, cerca de 64% das exportações das maquilas foram enviadas ao Brasil, enquanto a Argentina ficou em segundo lugar, com participação de 16%.

Entre os setores que mais exportam estão:

  • autopeças (34%)
  • indústria têxtil (16%)
  • alumínio (14%)
  • produtos alimentícios (12%)

Paraguai busca substituir importações da China

Segundo o ministro da Economia e Finanças do Paraguai, Carlos Fernández Valdovinos, o programa foi pensado principalmente para atrair investimentos brasileiros.

A estratégia consiste em aproveitar o grande volume de importações que o Brasil realiza de produtos da China e estimular que parte dessa produção seja transferida para o Paraguai.

Na avaliação do governo paraguaio, o modelo gera benefícios para ambos os países: o investidor brasileiro ganha competitividade e o Paraguai amplia sua base industrial.

Operação no Brasil continuará estratégica

Apesar da expansão internacional, a Karsten afirma que sua estrutura no Brasil não será reduzida.

De acordo com Bertoldi, a planta localizada em Santa Catarina continuará focada em pesquisa, desenvolvimento e inovação, enquanto a unidade no Paraguai terá papel importante na internacionalização da produção.

O executivo destaca que, para reter mais investimentos industriais, o Brasil precisaria adotar uma política de longo prazo voltada para educação e indústria, modelo adotado por economias como Índia e China.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Twitter @PresidenciaPy

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Negócios

Cooperação Brasil-China avança em energia, minerais e tecnologia

A cooperação entre Brasil e China entra em uma nova fase marcada pela integração em setores estratégicos como energia, minerais críticos e tecnologia. Especialistas avaliam que a parceria entre os dois países tende a ganhar ainda mais relevância diante da necessidade global de transição energética, expansão industrial e segurança no abastecimento de recursos.

O tema foi discutido durante seminário promovido pelo Conselho Empresarial Brasil‑China, onde especialistas apontaram que a relação bilateral está evoluindo além do comércio tradicional, incorporando inovação tecnológica, investimentos produtivos e desenvolvimento de novas cadeias industriais.

Petróleo fortalece papel do Brasil no abastecimento da China

Durante o evento, o economista-chefe do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, Aldrin Wernersbach, destacou o crescimento da importância do Brasil como fornecedor de energia para a China.

Segundo ele, em 2025 as exportações brasileiras de petróleo bruto para o país asiático alcançaram cerca de 870 mil barris por dia, o que representa aproximadamente 45% das vendas externas brasileiras do produto.

O avanço é impulsionado pela ampliação da produção nacional, especialmente nas reservas do pré‑sal brasileiro, além da estratégia chinesa de diversificar fornecedores de energia em um cenário internacional marcado por conflitos em regiões produtoras de hidrocarbonetos.

Biocombustíveis ampliam oportunidades de parceria

Outro campo promissor para a cooperação bilateral é o setor de biocombustíveis, no qual o Brasil ocupa posição de destaque global.

Wernersbach destacou que o país é um dos maiores produtores de etanol do mundo e também avança no desenvolvimento de biodiesel e combustível sustentável de aviação (SAF).

Na avaliação do especialista, há forte convergência entre as metas de descarbonização da China e a experiência brasileira em energia renovável, o que pode ampliar projetos conjuntos nos próximos anos.

Minerais estratégicos ganham importância com eletrificação global

No setor de mineração, a gerente de relações externas da Vale, Luciana Brum, afirmou que o Brasil tem potencial para se tornar um fornecedor ainda mais relevante de minerais estratégicos para a indústria chinesa.

Além do tradicional minério de ferro, a executiva destacou a crescente demanda por cobre, níquel e lítio, matérias-primas essenciais para tecnologias ligadas à eletrificação, inteligência artificial e infraestrutura digital.

Segundo ela, a expansão de data centers, sistemas elétricos e tecnologias digitais está impulsionando o consumo global desses recursos naturais.

Tecnologia chinesa pode impulsionar modernização industrial

A presença crescente de empresas chinesas no Brasil também abre espaço para avanços na modernização industrial, afirmou o vice-presidente da Comexport, Roberto Milani.

Ele citou o aumento da oferta de produtos ligados à transição energética, como painéis solares e veículos elétricos, que podem estimular o desenvolvimento de cadeias produtivas locais.

De acordo com Milani, a instalação de fabricantes chineses no país tende a incentivar a criação de fornecedores nacionais e produção de componentes, em um processo gradual de nacionalização industrial.

Novas áreas de cooperação entre Brasil e China

Especialistas também apontaram outras frentes com grande potencial de parceria entre os dois países, incluindo:

  • data centers
  • hidrogênio verde
  • mobilidade urbana sustentável
  • infraestrutura logística

A combinação da capacidade tecnológica chinesa com os recursos naturais e a energia renovável do Brasil pode impulsionar projetos conjuntos nessas áreas.

Parceria estratégica ganha força no cenário global

De forma geral, os especialistas destacaram que a relação Brasil-China está evoluindo para um nível mais estratégico, baseado na complementaridade entre os dois países.

Enquanto o Brasil oferece recursos energéticos, minerais e potencial agrícola, a China contribui com capacidade industrial, tecnologia e investimentos.

Em um contexto internacional marcado por incertezas geopolíticas e transformações econômicas, essa cooperação pode abrir novas oportunidades para o desenvolvimento econômico e a modernização produtiva de ambas as nações.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ibrachina

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Mulheres na indústria impulsionam economia de Joinville e ampliam presença no setor

A presença de mulheres na indústria de Joinville vem crescendo e contribuindo diretamente para o fortalecimento da economia local. Em meio às comemorações do Dia Internacional da Mulher, celebrado no último dia 8, e do aniversário da cidade, no dia 9, histórias de profissionais que atuam dentro das fábricas revelam como a participação feminina tem ganhado espaço em um setor historicamente dominado por homens.

FONTE: NDTV
TEXTO: Redação
VÍDEO: NDTV

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Negócios

Santa Catarina tem 490 mil empresas comandadas por mulheres

Santa Catarina tem quase meio milhão de empresas comandadas por mulheres, conforme dados do Observatório do Sebrae/SC. Ao todo, são 490.925 CNPJs liderados por elas, que representam cerca de 35% do total de negócios no estado. O estudo mostra que as empreendedoras estão ampliando a participação, além de registrar índices de formalização e escolaridade acima da média dos homens.

Entre 2020 e 2025, o número de Microempreendedoras Individuais (MEIs) apresentou crescimento acumulado de 283% (cerca de 31% ao ano) em Santa Catarina. O MEI é, portanto, a principal porta de entrada para as mulheres no mundo dos negócios. Atualmente, os MEIs representam 61,2% dos empreendimentos femininos no estado, somando mais de 300 mil CNPJs.

Para o governador Jorginho Mello, o aumento na participação feminina reflete a força da mulher catarinense. “O empreendedorismo feminino move Santa Catarina. Quando uma mulher empreende, ela não realiza apenas um sonho próprio, mas transforma sua comunidade, gera empregos e inspira outras. O Governo do Estado apoia essas mulheres, por isso fez iniciativas como o Pronampe Mulher, o Mulheres+Tec e Mulheres+Pesquisa”, destaca.

Mulheres empreendem mais nos serviços e comércio

O empreendedorismo feminino em SC tem forte concentração no setor de serviços, que responde por 61% dos negócios, seguido pelo comércio (22,4%), indústria (13,4%), construção (2,9%) e agro (0,3%). Entre as atividades mais comuns, destacam-se, por exemplo, lojas, salões de beleza, promoção de vendas, apoio administrativo, serviços domésticos, confecção de roupas e lanchonetes.

“A ascensão da mulher à frente dos negócios demonstra sua garra e competência. Elas estão inovando, investindo e transformando sonhos em realidade. Nosso papel é oferecer condições para que as catarinenses tenham cada vez mais oportunidades de empreender, conquistando sua autonomia financeira e gerando trabalho e renda para nosso estado”, afirma o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck.

Uma das empresárias catarinenses é Leslie Araújo, que comanda a Pão da Leli, em Florianópolis. “Eu tinha uma hamburgueria no sul da Ilha, mas o sonho sempre foi ter um café. A ideia é servir aquilo que eu fazia em casa, para minhas visitas”, conta. A empresa começou na garagem de casa, onde produzia as panificações por conta própria. O negócio cresceu, ganhou um local próprio e mais amplo, além de um sócio. “Hoje são oito empregados, entre atendentes e produção”, relata.

O estabelecimento, próximo à UFSC, serve esfirras, pães, pastéis, tortinhas, brownies, bolos, cookies, broas, entre outras delícias que combinam com um café. Tudo é produzido ali mesmo e vai fresquinho para a vitrine. “Hoje algumas pessoas me pedem dicas de negócios. É muito bom poder inspirar outras pessoas”, afirma Leli.

Regionalização e escolaridade

Conforme o estudo do Sebrae/SC, a Grande Florianópolis lidera em participação feminina nos pequenos negócios, com 39,1%, seguida pela Foz do Itajaí (38,7%), sul (38%) e Vale do Itajaí (36%). Entre os municípios, Florianópolis concentra o maior número de empreendedoras: 52,9 mil. Na sequência aparecem Joinville (42,1 mil), Blumenau (25 mil), Itajaí (21 mil) e São José (20 mil).

Um dos dados mais expressivos da pesquisa diz respeito à formação das empreendedoras: 42,5% das mulheres que lideram negócios em SC possuem ensino superior ou mais – um percentual significativamente superior ao dos homens empreendedores, que é de 26,9%. Elas também são mais formalizadas, com 52,1% dos negócios com CNPJ frente a 50,6% dos homens.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: SecomGOVSC

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GWM anuncia nova fábrica de veículos no Espírito Santo com capacidade de 200 mil carros

A GWM confirmou a construção da sua segunda fábrica de veículos no Brasil, desta vez em Aracruz, no Espírito Santo. O complexo será instalado em uma área de 1,7 milhão de metros quadrados no Parque Industrial da cidade e terá capacidade produtiva anual de até 200 mil carros, superando a unidade de Iracemápolis (SP), que não possui estamparia.

O projeto prevê um ciclo completo de produção, incluindo estamparia, soldagem, pintura e montagem final, consolidando o empreendimento como o mais moderno da montadora no país.

Investimento bilionário e geração de empregos

A nova fábrica integra o pacote de investimentos de R$ 10 bilhões da GWM no Brasil, anunciado em 2022 e válido até 2032. Durante a construção, a expectativa é criar de 1.500 a 3.500 empregos. Após a operação plena, o complexo poderá gerar até 10 mil postos de trabalho diretos e indiretos, impulsionando a chegada de fornecedores à região.

Expansão acelerada após a fábrica paulista

A decisão de instalar uma unidade no Espírito Santo reforça a estratégia de crescimento da GWM no mercado brasileiro. Em agosto de 2025, a montadora inaugurou sua primeira fábrica nacional em Iracemápolis, interior de São Paulo, adquirida da Mercedes-Benz em 2021, com capacidade inicial de 30 mil carros em 2026. Atualmente, a unidade paulista produz os SUVs Haval H6 e H9 e a picape média Poer.

O complexo em Aracruz, no entanto, terá volume e integração fabril superiores, tornando-se peça-chave para a expansão da marca no país. A escolha do local levou em conta fatores logísticos e tributários, iniciados ainda em 2023, e oferece vantagens estratégicas para importação de peças e futura exportação para a América Latina.

Antes do início da construção, serão realizados levantamentos topográficos, sondagens, licenciamento ambiental e preparação do terreno.

Foco em picapes e SUVs diesel

O aumento da capacidade de produção permitirá à GWM atender à demanda pelos recentes lançamentos no Brasil, incluindo os SUVs Haval H6 e H9 e a picape média Poer P30. Esses veículos são equipados com motor 2.4 turbodiesel de 184 cv e 48,9 kgfm de torque, destinados ao uso off-road e para cargas mais pesadas.

Com a nova fábrica, a GWM espera reduzir a dependência de importações e fortalecer a base de componentes nacionais, consolidando sua posição entre os principais fabricantes do Mercosul.

FONTE: Quatro Rodas
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Fernando Pires/Quatro Rodas

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