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Cursos de capacitação abrem espaço para mulheres na construção naval do Amazonas

A indústria naval na Amazônia tem registrado aumento da participação feminina em um setor historicamente dominado por homens. Nos estaleiros da região, são construídas balsas e embarcações responsáveis pelo transporte de pessoas, combustíveis, alimentos e mercadorias pelos rios, principais vias de deslocamento da região, e iniciativas de qualificação profissional vêm abrindo novas oportunidades para mulheres.

Programa de soldagem do Estaleiro Juruá fortalece presença feminina

Criado pelo Estaleiro Juruá, na região metropolitana de Manaus, o programa de capacitação em soldagem MIG/MAG e eletrodo revestido tem contribuído para ampliar a inserção feminina na construção naval. Desde 2024, o curso já formou 287 mulheres, com turmas atuais somando 61 participantes.

A capacitação tem 70 horas de duração, combinando aulas teóricas e práticas ao longo de cerca de 20 dias úteis, e concede certificação ao final. Até o momento, 210 alunas foram contratadas pelo estaleiro, representando 27% do quadro de soldadores da empresa.

Segundo Déborah Camely, diretora de operações do Estaleiro Juruá, o programa nasceu para enfrentar a escassez de mão de obra qualificada na indústria naval local. “A adesão à primeira turma foi uma grata surpresa. Muitas participantes viviam sua primeira experiência de trabalho formal, o que gerou senso de pertencimento e compromisso”, afirmou.

Impacto na carreira e transformação de trajetórias

Para muitas mulheres, o curso representa uma oportunidade concreta de mudança de vida. É o caso de Jacira da Silva Pacheco, 45 anos, que começou como auxiliar de cozinha e se tornou soldadora após participar da primeira turma do programa.

“Hoje, sou independente, construí minha casa e conquistei meus bens graças a essa oportunidade. Ver uma embarcação pronta, sabendo que meu trabalho está ali, é uma emoção indescritível”, conta Jacira, mãe de seis filhos. A experiência inspirou até uma das filhas, que também ingressou como soldadora no estaleiro.

Mulheres e o fortalecimento do transporte hidroviário

O aumento da presença feminina na construção naval reflete uma tendência nacional de inclusão em áreas técnicas do setor hidroviário. Na Amazônia, onde rios são essenciais para a mobilidade de pessoas e mercadorias, a formação de mão de obra qualificada é estratégica para o desenvolvimento regional.

Iniciativas como a do Estaleiro Juruá não apenas ampliam oportunidades de trabalho, mas também fortalecem a cadeia produtiva do transporte aquaviário, impulsionando o desenvolvimento econômico e a sustentabilidade da região.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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BTP anuncia André Magalhães como novo Diretor Comercial

A Brasil Terminal Portuário (BTP) anunciou a chegada de André Magalhães para assumir o cargo de Diretor Comercial da companhia. O executivo passa a integrar a liderança da empresa com a missão de fortalecer o relacionamento com clientes, ampliar oportunidades de negócios e apoiar a estratégia de crescimento da organização.

Com mais de 25 anos de atuação no setor marítimo-portuário, Magalhães traz experiência em liderança estratégica, desenvolvimento de negócios e gestão comercial em empresas nacionais e internacionais ligadas à navegação e a terminais portuários.

Experiência consolidada no setor portuário

Antes de assumir a nova posição, o executivo atuava no Complexo do Pecém, um dos principais polos logísticos do Nordeste. Ao longo da carreira, acumulou participação em projetos relevantes ligados à inovação tecnológica, eficiência logística e energias renováveis, com foco em ampliar trocas comerciais e melhorar o desempenho da cadeia de valor portuária para clientes.

Sua formação inclui graduação pela Centro de Instrução Almirante Graça Aranha, instituição ligada à Escola de Marinha Mercante. O executivo também possui especializações pela COPPEAD e pela Centenary University, além de certificações executivas da Fundação Getulio Vargas, do Port of Rotterdam e da Fundação Dom Cabral.

Fortalecimento das estratégias comerciais da BTP

Segundo o diretor-presidente da companhia, Cláudio Oliveira, a chegada do novo diretor reforça o compromisso da empresa com a evolução de suas estratégias comerciais e com a oferta de soluções logísticas inovadoras.

De acordo com o executivo, a nomeação de Magalhães contribui para ampliar a competitividade da empresa e garantir serviços portuários de alta qualidade, alinhados às demandas do mercado e às expectativas dos clientes.

Novo desafio em momento de expansão

Magalhães inicia oficialmente suas atividades neste mês e destaca o entusiasmo em integrar a equipe da empresa em um momento marcado por investimentos relevantes.

Segundo ele, a companhia vive uma fase estratégica de implantação de um amplo pacote de investimentos para expansão da capacidade do terminal, o que abre novas perspectivas para o crescimento das operações e para o fortalecimento da logística portuária brasileira.

Sobre a Brasil Terminal Portuário

Em operação desde 2013, a Brasil Terminal Portuário é considerada o maior terminal de contêineres da América do Sul. Localizada no Porto de Santos, a empresa também participou do processo de recuperação de um dos maiores passivos ambientais da área portuária brasileira.

O terminal possui 1.108 metros de cais, com infraestrutura preparada para receber simultaneamente três navios da classe New Panamax. Além de rotas internacionais para todos os continentes, a estrutura também atende operações de cabotagem e serviços feeder, conectando diferentes regiões do país e da América do Sul.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: BTP

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Karsten investe no Paraguai e aponta impostos baixos e mão de obra como atrativos

A tradicional empresa têxtil brasileira Karsten está expandindo suas operações para fora do país e inaugurará, no fim do mês, sua primeira fábrica no Paraguai. A decisão reflete uma tendência crescente de empresas brasileiras que buscam impostos menores, estabilidade econômica e maior disponibilidade de mão de obra no país vizinho.

Com sede em Blumenau e mais de 140 anos de história, a companhia passa a operar sob o Regime de Maquila, sistema tributário criado para incentivar investimentos estrangeiros voltados à exportação.

Regime de Maquila oferece impostos reduzidos

O chamado Regime de Maquila, instituído em 1997, permite que empresas instaladas no Paraguai produzam no país com foco na exportação, beneficiando-se de uma estrutura tributária bastante simplificada.

Nesse modelo, a carga fiscal se resume a um imposto único de cerca de 1% sobre o valor agregado ou exportado. Além disso, as companhias têm:

  • isenção de imposto de importação
  • dispensa de Imposto de Renda corporativo
  • isenção sobre dividendos e renda de não residentes
  • possibilidade de recuperar o IVA pago em insumos locais

Segundo o CEO da Karsten, Márcio Luiz Bertoldi, o ambiente econômico previsível foi um fator decisivo para a escolha do país.

Estabilidade econômica pesou na decisão

De acordo com Bertoldi, o Paraguai apresenta um cenário considerado estável do ponto de vista político e econômico, o que aumenta a segurança para investimentos de longo prazo.

A empresa começou a discutir a expansão da produção ainda em 2014. Na época, a companhia chegou a ampliar sua capacidade no Brasil, mas o planejamento estratégico acabou direcionando a expansão internacional para o país vizinho.

O executivo avalia que, ao longo da última década, o Paraguai manteve condições econômicas relativamente estáveis, sem grandes crises que comprometessem o ambiente de negócios.

Energia barata e mão de obra disponível atraem empresas

Além da baixa carga tributária, o Paraguai oferece outros fatores que têm atraído investidores estrangeiros.

Entre eles estão:

  • energia elétrica de baixo custo, resultado do excedente de geração no país
  • grande oferta de mão de obra
  • população mais jovem em comparação ao Brasil

A disponibilidade de trabalhadores foi um ponto importante para a decisão da Karsten. Em Santa Catarina, onde fica a sede da empresa, o mercado de trabalho opera próximo do pleno emprego, dificultando o preenchimento de vagas.

Segundo o CEO, em determinado momento a companhia chegou a ter quase 10% das posições abertas sem candidatos, cenário que reforçou a necessidade de buscar alternativas fora do país.

Exportações das maquilas batem recorde

O programa paraguaio de indústrias de maquila tem apresentado forte crescimento nos últimos anos.

Dados do Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai mostram que as empresas do regime exportaram US$ 1,3 bilhão em 2025, um aumento de 13,8% em relação ao ano anterior.

Desde o período da pandemia, as exportações do setor acumulam crescimento de aproximadamente 135%.

Brasil é o principal destino das exportações

A maior parte da produção dessas empresas tem como destino o mercado brasileiro.

Em 2025, cerca de 64% das exportações das maquilas foram enviadas ao Brasil, enquanto a Argentina ficou em segundo lugar, com participação de 16%.

Entre os setores que mais exportam estão:

  • autopeças (34%)
  • indústria têxtil (16%)
  • alumínio (14%)
  • produtos alimentícios (12%)

Paraguai busca substituir importações da China

Segundo o ministro da Economia e Finanças do Paraguai, Carlos Fernández Valdovinos, o programa foi pensado principalmente para atrair investimentos brasileiros.

A estratégia consiste em aproveitar o grande volume de importações que o Brasil realiza de produtos da China e estimular que parte dessa produção seja transferida para o Paraguai.

Na avaliação do governo paraguaio, o modelo gera benefícios para ambos os países: o investidor brasileiro ganha competitividade e o Paraguai amplia sua base industrial.

Operação no Brasil continuará estratégica

Apesar da expansão internacional, a Karsten afirma que sua estrutura no Brasil não será reduzida.

De acordo com Bertoldi, a planta localizada em Santa Catarina continuará focada em pesquisa, desenvolvimento e inovação, enquanto a unidade no Paraguai terá papel importante na internacionalização da produção.

O executivo destaca que, para reter mais investimentos industriais, o Brasil precisaria adotar uma política de longo prazo voltada para educação e indústria, modelo adotado por economias como Índia e China.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Twitter @PresidenciaPy

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Cooperação Brasil-China avança em energia, minerais e tecnologia

A cooperação entre Brasil e China entra em uma nova fase marcada pela integração em setores estratégicos como energia, minerais críticos e tecnologia. Especialistas avaliam que a parceria entre os dois países tende a ganhar ainda mais relevância diante da necessidade global de transição energética, expansão industrial e segurança no abastecimento de recursos.

O tema foi discutido durante seminário promovido pelo Conselho Empresarial Brasil‑China, onde especialistas apontaram que a relação bilateral está evoluindo além do comércio tradicional, incorporando inovação tecnológica, investimentos produtivos e desenvolvimento de novas cadeias industriais.

Petróleo fortalece papel do Brasil no abastecimento da China

Durante o evento, o economista-chefe do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, Aldrin Wernersbach, destacou o crescimento da importância do Brasil como fornecedor de energia para a China.

Segundo ele, em 2025 as exportações brasileiras de petróleo bruto para o país asiático alcançaram cerca de 870 mil barris por dia, o que representa aproximadamente 45% das vendas externas brasileiras do produto.

O avanço é impulsionado pela ampliação da produção nacional, especialmente nas reservas do pré‑sal brasileiro, além da estratégia chinesa de diversificar fornecedores de energia em um cenário internacional marcado por conflitos em regiões produtoras de hidrocarbonetos.

Biocombustíveis ampliam oportunidades de parceria

Outro campo promissor para a cooperação bilateral é o setor de biocombustíveis, no qual o Brasil ocupa posição de destaque global.

Wernersbach destacou que o país é um dos maiores produtores de etanol do mundo e também avança no desenvolvimento de biodiesel e combustível sustentável de aviação (SAF).

Na avaliação do especialista, há forte convergência entre as metas de descarbonização da China e a experiência brasileira em energia renovável, o que pode ampliar projetos conjuntos nos próximos anos.

Minerais estratégicos ganham importância com eletrificação global

No setor de mineração, a gerente de relações externas da Vale, Luciana Brum, afirmou que o Brasil tem potencial para se tornar um fornecedor ainda mais relevante de minerais estratégicos para a indústria chinesa.

Além do tradicional minério de ferro, a executiva destacou a crescente demanda por cobre, níquel e lítio, matérias-primas essenciais para tecnologias ligadas à eletrificação, inteligência artificial e infraestrutura digital.

Segundo ela, a expansão de data centers, sistemas elétricos e tecnologias digitais está impulsionando o consumo global desses recursos naturais.

Tecnologia chinesa pode impulsionar modernização industrial

A presença crescente de empresas chinesas no Brasil também abre espaço para avanços na modernização industrial, afirmou o vice-presidente da Comexport, Roberto Milani.

Ele citou o aumento da oferta de produtos ligados à transição energética, como painéis solares e veículos elétricos, que podem estimular o desenvolvimento de cadeias produtivas locais.

De acordo com Milani, a instalação de fabricantes chineses no país tende a incentivar a criação de fornecedores nacionais e produção de componentes, em um processo gradual de nacionalização industrial.

Novas áreas de cooperação entre Brasil e China

Especialistas também apontaram outras frentes com grande potencial de parceria entre os dois países, incluindo:

  • data centers
  • hidrogênio verde
  • mobilidade urbana sustentável
  • infraestrutura logística

A combinação da capacidade tecnológica chinesa com os recursos naturais e a energia renovável do Brasil pode impulsionar projetos conjuntos nessas áreas.

Parceria estratégica ganha força no cenário global

De forma geral, os especialistas destacaram que a relação Brasil-China está evoluindo para um nível mais estratégico, baseado na complementaridade entre os dois países.

Enquanto o Brasil oferece recursos energéticos, minerais e potencial agrícola, a China contribui com capacidade industrial, tecnologia e investimentos.

Em um contexto internacional marcado por incertezas geopolíticas e transformações econômicas, essa cooperação pode abrir novas oportunidades para o desenvolvimento econômico e a modernização produtiva de ambas as nações.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ibrachina

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Mulheres na indústria impulsionam economia de Joinville e ampliam presença no setor

A presença de mulheres na indústria de Joinville vem crescendo e contribuindo diretamente para o fortalecimento da economia local. Em meio às comemorações do Dia Internacional da Mulher, celebrado no último dia 8, e do aniversário da cidade, no dia 9, histórias de profissionais que atuam dentro das fábricas revelam como a participação feminina tem ganhado espaço em um setor historicamente dominado por homens.

FONTE: NDTV
TEXTO: Redação
VÍDEO: NDTV

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Santa Catarina tem 490 mil empresas comandadas por mulheres

Santa Catarina tem quase meio milhão de empresas comandadas por mulheres, conforme dados do Observatório do Sebrae/SC. Ao todo, são 490.925 CNPJs liderados por elas, que representam cerca de 35% do total de negócios no estado. O estudo mostra que as empreendedoras estão ampliando a participação, além de registrar índices de formalização e escolaridade acima da média dos homens.

Entre 2020 e 2025, o número de Microempreendedoras Individuais (MEIs) apresentou crescimento acumulado de 283% (cerca de 31% ao ano) em Santa Catarina. O MEI é, portanto, a principal porta de entrada para as mulheres no mundo dos negócios. Atualmente, os MEIs representam 61,2% dos empreendimentos femininos no estado, somando mais de 300 mil CNPJs.

Para o governador Jorginho Mello, o aumento na participação feminina reflete a força da mulher catarinense. “O empreendedorismo feminino move Santa Catarina. Quando uma mulher empreende, ela não realiza apenas um sonho próprio, mas transforma sua comunidade, gera empregos e inspira outras. O Governo do Estado apoia essas mulheres, por isso fez iniciativas como o Pronampe Mulher, o Mulheres+Tec e Mulheres+Pesquisa”, destaca.

Mulheres empreendem mais nos serviços e comércio

O empreendedorismo feminino em SC tem forte concentração no setor de serviços, que responde por 61% dos negócios, seguido pelo comércio (22,4%), indústria (13,4%), construção (2,9%) e agro (0,3%). Entre as atividades mais comuns, destacam-se, por exemplo, lojas, salões de beleza, promoção de vendas, apoio administrativo, serviços domésticos, confecção de roupas e lanchonetes.

“A ascensão da mulher à frente dos negócios demonstra sua garra e competência. Elas estão inovando, investindo e transformando sonhos em realidade. Nosso papel é oferecer condições para que as catarinenses tenham cada vez mais oportunidades de empreender, conquistando sua autonomia financeira e gerando trabalho e renda para nosso estado”, afirma o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck.

Uma das empresárias catarinenses é Leslie Araújo, que comanda a Pão da Leli, em Florianópolis. “Eu tinha uma hamburgueria no sul da Ilha, mas o sonho sempre foi ter um café. A ideia é servir aquilo que eu fazia em casa, para minhas visitas”, conta. A empresa começou na garagem de casa, onde produzia as panificações por conta própria. O negócio cresceu, ganhou um local próprio e mais amplo, além de um sócio. “Hoje são oito empregados, entre atendentes e produção”, relata.

O estabelecimento, próximo à UFSC, serve esfirras, pães, pastéis, tortinhas, brownies, bolos, cookies, broas, entre outras delícias que combinam com um café. Tudo é produzido ali mesmo e vai fresquinho para a vitrine. “Hoje algumas pessoas me pedem dicas de negócios. É muito bom poder inspirar outras pessoas”, afirma Leli.

Regionalização e escolaridade

Conforme o estudo do Sebrae/SC, a Grande Florianópolis lidera em participação feminina nos pequenos negócios, com 39,1%, seguida pela Foz do Itajaí (38,7%), sul (38%) e Vale do Itajaí (36%). Entre os municípios, Florianópolis concentra o maior número de empreendedoras: 52,9 mil. Na sequência aparecem Joinville (42,1 mil), Blumenau (25 mil), Itajaí (21 mil) e São José (20 mil).

Um dos dados mais expressivos da pesquisa diz respeito à formação das empreendedoras: 42,5% das mulheres que lideram negócios em SC possuem ensino superior ou mais – um percentual significativamente superior ao dos homens empreendedores, que é de 26,9%. Elas também são mais formalizadas, com 52,1% dos negócios com CNPJ frente a 50,6% dos homens.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: SecomGOVSC

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GWM anuncia nova fábrica de veículos no Espírito Santo com capacidade de 200 mil carros

A GWM confirmou a construção da sua segunda fábrica de veículos no Brasil, desta vez em Aracruz, no Espírito Santo. O complexo será instalado em uma área de 1,7 milhão de metros quadrados no Parque Industrial da cidade e terá capacidade produtiva anual de até 200 mil carros, superando a unidade de Iracemápolis (SP), que não possui estamparia.

O projeto prevê um ciclo completo de produção, incluindo estamparia, soldagem, pintura e montagem final, consolidando o empreendimento como o mais moderno da montadora no país.

Investimento bilionário e geração de empregos

A nova fábrica integra o pacote de investimentos de R$ 10 bilhões da GWM no Brasil, anunciado em 2022 e válido até 2032. Durante a construção, a expectativa é criar de 1.500 a 3.500 empregos. Após a operação plena, o complexo poderá gerar até 10 mil postos de trabalho diretos e indiretos, impulsionando a chegada de fornecedores à região.

Expansão acelerada após a fábrica paulista

A decisão de instalar uma unidade no Espírito Santo reforça a estratégia de crescimento da GWM no mercado brasileiro. Em agosto de 2025, a montadora inaugurou sua primeira fábrica nacional em Iracemápolis, interior de São Paulo, adquirida da Mercedes-Benz em 2021, com capacidade inicial de 30 mil carros em 2026. Atualmente, a unidade paulista produz os SUVs Haval H6 e H9 e a picape média Poer.

O complexo em Aracruz, no entanto, terá volume e integração fabril superiores, tornando-se peça-chave para a expansão da marca no país. A escolha do local levou em conta fatores logísticos e tributários, iniciados ainda em 2023, e oferece vantagens estratégicas para importação de peças e futura exportação para a América Latina.

Antes do início da construção, serão realizados levantamentos topográficos, sondagens, licenciamento ambiental e preparação do terreno.

Foco em picapes e SUVs diesel

O aumento da capacidade de produção permitirá à GWM atender à demanda pelos recentes lançamentos no Brasil, incluindo os SUVs Haval H6 e H9 e a picape média Poer P30. Esses veículos são equipados com motor 2.4 turbodiesel de 184 cv e 48,9 kgfm de torque, destinados ao uso off-road e para cargas mais pesadas.

Com a nova fábrica, a GWM espera reduzir a dependência de importações e fortalecer a base de componentes nacionais, consolidando sua posição entre os principais fabricantes do Mercosul.

FONTE: Quatro Rodas
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Fernando Pires/Quatro Rodas

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Portobello Shop investe em loja conceito e mira expansão nos EUA

A Portobello, referência em revestimentos cerâmicos, se aproxima dos 50 anos de atuação com planos ambiciosos de expansão do seu varejo. A Portobello Shop, reformulada em 2020, rapidamente se consolidou como uma nova fonte de receita para o grupo, com potencial de ultrapassar a frente industrial em faturamento em menos de cinco anos.

A estratégia se concretizou antes do esperado: em 2024, o varejo de cerâmica já representava 37% do faturamento do grupo, um aumento significativo frente aos 17% de 2020, superando a produção industrial.

“Multiplicamos por quatro a receita e por vinte o resultado da Portobello Shop nos últimos cinco anos, gerando escala e eficiência ao mesmo tempo”, destacou o CEO da Portobello Shop, Romael Soso, em entrevista à Bloomberg Línea, comentando os números do terceiro trimestre de 2025.

Inovação no atendimento e logística

O crescimento acelerado do varejo de alto padrão se deu por identificar uma lacuna no mercado, conhecido pelo mau atendimento ao consumidor, segundo Soso. A Portobello Shop implementou cinco centros de distribuição para entregar produtos diretamente na residência do cliente, uma estratégia inédita para cerâmicas, que exigem cuidado especial devido à fragilidade do material.

Além disso, o CEO vinculou parte da remuneração da equipe de vendas ao índice NPS, que mede a satisfação do cliente. O indicador passou de 50 para 90 nos últimos cinco anos. “Nosso diferencial está em colocar o cliente no centro da estratégia, oferecendo um serviço que vai além do produto”, disse Soso.

Loja conceito nos Jardins e foco em design

Hoje, a Portobello possui 135 franquias e 30 lojas próprias. O destaque de 2026 é a abertura de uma flagship de 2.000 m² na região dos Jardins, em São Paulo (SP), com ambiente projetado para expor os produtos “como em uma galeria de arte” e tecnologia que permite visualizar os revestimentos sob diferentes condições de luz.

“A flagship é o maior investimento da história da empresa em termos de marca e vai transformar a experiência de compra”, afirmou Soso. O objetivo é atrair clientes de alta renda interessados em design e inovação.

Expansão internacional nos EUA

A médio prazo, a Portobello Shop planeja ampliar sua presença nos Estados Unidos. A marca já possui uma fábrica no Texas e abriu recentemente um escritório técnico em Miami, onde deve inaugurar sua segunda loja conceito em até cinco anos.

“Nosso modelo de inovação e experiência em loja oferece algo único ao mercado americano, que ainda não possui varejo de cerâmica com esta proposta de valor”, explicou Soso. O foco será clientes que constroem residências entre US$ 1 milhão e US$ 3 milhões.

Cerâmica como alternativa de luxo

A evolução tecnológica transformou a cerâmica em um produto premium, capaz de reproduzir texturas e relevos de madeira e mármore travertino com alta fidelidade. “Não há diferença perceptível visualmente, e a cerâmica oferece vantagens funcionais, como resistência a manchas, ao contrário do mármore”, afirmou o CEO.

No Brasil, a maior parte do público da Portobello Shop é da classe A, com 85% das vendas envolvendo arquitetos na elaboração de projetos residenciais.

Expansão de categorias complementares

Soso vê potencial de crescimento de 5% a 10% para a vertical de vendas nos próximos cinco anos, principalmente com produtos complementares como louças, metais, argamassas e rejuntes, que passaram de 2% para 17% da receita desde 2020.

Além disso, a Portobello Shop realiza projetos B2B para obras comerciais, que cresceram 30% em 2025, oferecendo preços competitivos e serviço simplificado. Apesar das ramificações, a empresa mantém o foco na cerâmica, sem planos de se tornar uma “one stop shop”.

As ações da Portobello (PTBL3) registram alta de 0,31% em 2026 e queda de 9,30% nos últimos 12 meses.

FONTE: Bloomberg Línea
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Bloomberg Línea

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Choque no Oriente Médio: O fim de uma era e o impacto direto no Brasil

Escalada no Oriente Médio: Morte de Khamenei e Ofensiva de EUA e Israel contra o Irã

Uma operação militar sem precedentes redesenhou o cenário geopolítico global neste fim de semana. Em uma ação coordenada iniciada na manhã de sábado (28), os Estados Unidos e Israel lançaram ataques massivos contra o Irã, resultando na confirmação da morte do Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, conforme anunciado pela mídia estatal iraniana no domingo (1º).

O Ataque e o Objetivo Estratégico

Diferente de ofensivas anteriores, os bombardeios começaram à luz do dia, visando instalações de alta cúpula em Teerã e outras quatro cidades. O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou a operação como uma “fúria épica”, afirmando que o objetivo principal é a destruição total do programa nuclear iraniano.

“Garantiremos que o Irã não obtenha uma arma nuclear. Este regime aprenderá que ninguém deve desafiar o poder das forças armadas dos Estados Unidos”, declarou Trump em vídeo.

Donald Trump – Presidente dos EUA

Impactos Imediatos sobre o ataque:

  • Alvos: Mísseis atingiram o palácio presidencial e residências oficiais. Enquanto a morte de Khamenei marca o fim de um domínio religioso de quase 40 anos.
  • Resposta do Irã: O regime lançou uma onda de ataques em todo o Oriente Médio, atingindo áreas próximas a bases americanas em países como Emirados Árabes Unidos EAU, Catar, Kuwait, Bahrein, Jordânia e Iraque.
  • Duração: Fontes militares indicam que a ofensiva pode durar vários dias, focando no desmantelamento da infraestrutura militar e logística do país.

Análise Geopolítica: Riscos Globais

A queda da liderança iraniana gera uma ruptura no equilíbrio de poder regional. Dois pontos críticos preocupam a comunidade internacional, o anúncio do fechamento do Estreito de Ormuz ameaça o fluxo de 20% do petróleo e gás mundial, o que pode disparar os preços das commodities e o mundo aguarda os posicionamentos de Rússia e China diante da intervenção direta dos EUA e de Israel.

Este evento marca, possivelmente, o colapso do eixo teocrático iraniano, mas abre caminho para uma sucessão incerta sob fogo cruzado.


Como essa instabilidade afetará o comércio mundial e a economia no Brasil?

O aumento do combustível e a volatilidade dos mercados são preocupações reais para o nosso país. O Brasil mantém uma relação comercial estratégica com o Irã, movimentando cerca de US$ 3 bilhões anuais. A desestabilização da região gera efeitos imediatos. O Irã é o 5º principal destino das exportações brasileiras no Oriente Médio. Com o país sob ataque e em luto oficial, os contratos de curto prazo podem ser suspensos ou cancelados por falta de logística e pagamentos.
O Brasil importa uréia e outros fertilizantes nitrogenados do Irã. Uma interrupção prolongada pode encarecer os custos de produção da safra brasileira de 2026/27. O fechamento do Estreito de Ormuz é o fator mais crítico. Por ali passam 20% do petróleo mundial. Se o bloqueio persistir, o preço do barril pode ultrapassar os US$ 100, forçando a Petrobras a reajustar a gasolina e o diesel, o que gera inflação em toda a cadeia de consumo no Brasil.

Para o agronegócio brasileiro é fundamental se proteger e, estrategicamente, redirecionar sua produção em um cenário de guerra prolongada e sanções severas ao Irã. Pois se esse mercado fechar, o impacto no PIB agropecuário será imediato.

Quantificação do volume de milho e soja que deixaria de embarcar para os portos iranianos (estimativa baseada nos contratos atuais). O impacto do aumento do petróleo no custo do frete interno e como isso afeta a competitividade do produtor brasileiro.

Com base nos dados de fechamento de 2025 e nos acontecimentos deste fim de semana (28/02 e 01/03/2026), segue abaixo um detalhamento do impacto por estado e as diretrizes para a diplomacia comercial brasileira.

Impacto do Agronegócio

O Irã é o 5º maior destino das exportações brasileiras no Oriente Médio, com um fluxo de US$ 2,9 bilhões em 2025. O impacto da guerra e da morte de Khamenei não será uniforme no Brasil, concentrando-se nos grandes produtores de grãos. Cerca de 22% de todo o milho exportado pelo Brasil em 2025 foi para o Irã. Se as sanções de Trump (tarifa de 25% para quem negociar com Teerã) forem aplicadas, o custo de oportunidade para o exportador brasileiro se tornará insustentável.

Posicionamento Diplomático Estratégico

O Itamaraty já condenou oficialmente a ofensiva e defende uma “solução negociada”. Para não perder outros mercados vitais no Oriente Médio (como Arábia Saudita e EAU), o Brasil pode adotar algumas estratégias, como, ser a Garantia de Segurança Alimentar. O Brasil poderá se posicionar como o “celeiro do mundo”, argumentando que sanções sobre alimentos ferem direitos humanos básicos. Isso ajuda a manter mercados em países árabes que temem a instabilidade.

O “Gargalo” dos Fertilizantes

Este é o ponto mais sensível. Em 2025, 79% do que compramos do Irã foi ureia (fertilizante).

O governo brasileiro poderá ampliar contratos com Catar e Nigéria para substituir o fornecimento iraniano, evitando que o custo do plantio da próxima safra exploda em 2026.

O Estreito de Ormuz é o gargalo por onde passam 21 milhões de barris de petróleo por dia. Com o anúncio do fechamento pelo regime iraniano em retaliação à morte de Khamenei, o mercado projeta um cenário de escassez global.

Projeção de alta no Preço do Petróleo

Levando em conta o repasse da Petrobras e a desvalorização do Real frente ao Dólar (que tende a subir com a aversão ao risco). O Diesel é o principal insumo do transporte rodoviário. Um aumento de 30% no combustível eleva o custo do frete de grãos em cerca de 15% a 20%, reduzindo a margem de lucro do produtor. O aumento dos combustíveis tem efeito cascata. Estimamos um impacto de +1,5 a 2,0 pontos percentuais na inflação brasileira nos próximos 60 dias apenas pelo canal de energia. O governo brasileiro enfrentará uma pressão política imensa para segurar os preços através da Petrobras ou por meio de novos subsídios fiscais, o que pode pressionar as contas públicas.

Este é o “efeito dominó” que mais assusta o mercado financeiro brasileiro neste domingo, 1º de março de 2026. Em momentos de guerra e incerteza sobre a sucessão de uma potência regional como o Irã, os investidores ativam o modo de “fuga para a qualidade” (flight to quality), retirando dinheiro de países emergentes (como o Brasil) para comprar títulos do Tesouro dos EUA e ouro.

Por que o Dólar sobe tanto neste caso?

Existem três vetores principais empurrando o Real para baixo, o Brasil é visto como um mercado de “risco”. Quando o mundo treme, os fundos de investimento vendem ativos brasileiros para garantir liquidez em moeda forte. Déficit de Balança Comercial, embora o preço do petróleo suba (o que teoricamente ajudaria a Petrobras), o custo de importação de insumos químicos e tecnologia dispara, pressionando o fluxo cambial. E um último ponto relevante, se o FED (Banco Central dos EUA) sinalizar que manterá juros altos para conter a inflação causada pelo petróleo, o Brasil perde atratividade para o carry trade (investidores que buscam juros altos aqui).

A Queda de Teerã e a Nova Ordem Global

A manhã de 1º de março de 2026 entra para a história como o marco de uma das maiores mudanças geopolíticas do século XXI. A confirmação da morte do Líder Supremo Ali Khamenei, em uma operação conjunta entre EUA e Israel, encerra quase quatro décadas de regime teocrático e lança o mundo em uma zona de incerteza profunda.

O que estamos presenciando não é apenas um evento militar, mas uma reconfiguração econômica mundial. Para o Brasil, o desafio é duplo: diplomaticamente, precisa equilibrar sua posição no BRICS sem sofrer sanções do governo Trump; economicamente, o país deve agir rápido para substituir o fornecimento de fertilizantes e mitigar o impacto do combustível no transporte de carga.

O cenário exige cautela máxima de investidores e produtores. A volatilidade será a regra nas próximas semanas, e a estabilidade global dependerá da rapidez com que as rotas comerciais forem reabertas e de como as potências (Rússia e China) reagirão à nova realidade iraniana.

Estamos diante de uma nova ordem global. A capacidade do Brasil de diversificar mercados e garantir insumos fertilizantes determinará o impacto no PIB agropecuário de 2026.

A cautela é a palavra de ordem.


Texto: RêConectaNews – Renata Palmeira

Pesquisa: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/opcoes-de-trump-para-o-ira-sao-limitadas-apesar-do-reforco-militar/
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/01/israel-faz-novos-ataques-contra-teera-sirenes-ataque-aereo-tel-aviv-jerusalem.ghtml
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/01/trump-ataque-sem-precedentes-retaliacao-ira.ghtml
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/02/28/midia-estatal-iraniana-confirma-morte-lider-supremo-ali-khamenei.ghtml

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Negócios

Licitação da Hidrovía tem três empresas interessadas na concessão por 25 anos

O governo argentino confirmou a participação de três companhias na licitação da Hidrovía, processo que definirá a concessão das obras de dragagem e balizamento da Vía Navegable Troncal, considerada o principal corredor fluvial da região.

As empresas habilitadas para disputar a administração da hidrovia pelos próximos 25 anos são a belga Jan De Nul, a também belga DEME (Dredging, Environmental & Marine Engineering) e a brasileira DTA Engenharia. Todas possuem capital privado e atuação internacional no setor de infraestrutura portuária.

Ausência de empresas dos Estados Unidos

Apesar da expectativa inicial, não houve participação de empresas norte-americanas na disputa. O possível interesse de dragadoras dos Estados Unidos chegou a ser mencionado nos bastidores, mas não se concretizou na fase de apresentação de propostas.

A definição dos concorrentes encerra uma etapa estratégica do processo de concessão da Hidrovía Paraná-Paraguai, rota fundamental para o escoamento da produção agrícola e industrial argentina.

Investimento estimado em US$ 10 bilhões

De acordo com o ministro da Economia, Luis Caputo, as empresas participantes assumiram o compromisso de investir cerca de US$ 10 bilhões ao longo dos 25 anos de contrato.

O ministro afirmou que o processo foi estruturado para garantir ampla participação e transparência. Segundo ele, a licitação contou com apoio de entidades representativas do setor produtivo, como a Sociedade Rural, a Bolsa de Comércio de Rosário, a União Industrial Argentina, a Câmara de Portos Privados, além de agroexportadores e governos provinciais.

Caputo também destacou que o processo recebeu auditoria das Nações Unidas, assegurando conformidade com padrões internacionais.

Participação considerada expressiva

O diretor executivo da Agencia Nacional de Puertos y Navegación, Iñaki Arreseygor, avaliou positivamente o número de interessados. Segundo ele, a expectativa mínima era contar com dois concorrentes, e a confirmação de três empresas fortalece a competitividade da disputa.

A concessão da Hidrovía é considerada estratégica para a logística e o comércio exterior argentino, já que a via concentra grande parte das exportações do país.

A próxima etapa do processo envolve a análise técnica e econômica das propostas apresentadas.

FONTE: Ser Industria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ser Industria

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