Logística

HMM suspende reservas e desvia cargas do Oriente Médio por riscos à navegação

A HMM anunciou mudanças em suas operações logísticas relacionadas ao Oriente Médio, após o agravamento da instabilidade marítima na região. A companhia decidiu desviar cargas em trânsito e suspender novas reservas destinadas a portos considerados áreas de risco.

A medida reflete preocupações crescentes com a segurança da navegação comercial em rotas estratégicas do transporte marítimo internacional, especialmente no Golfo Arábico, no Mar Vermelho e no Corno de África.

Cargas em trânsito passam a ser redirecionadas

Diante do cenário de insegurança, a transportadora sul-coreana informou que mercadorias já em transporte poderão ser redirecionadas para portos alternativos, sempre que a operação exigir ajustes por motivos logísticos ou de segurança.

Com o novo procedimento, a empresa aplicará uma sobretaxa de desvio de US$ 1.000 por contêiner, destinada a cobrir custos adicionais gerados pelo redirecionamento das cargas. Entre os gastos incluídos estão operações portuárias extras, armazenamento e reorganização logística.

Reservas já feitas enfrentam restrições

A empresa também informou que cargas já reservadas, mas ainda não embarcadas, não poderão seguir para os destinos afetados neste momento.

Nos casos em que os contêineres já estejam dentro do terminal, os clientes poderão optar por retirar a carga, assumindo os custos e riscos da operação, ou manter o embarque sujeito às condições contratuais vigentes.

Novas reservas estão suspensas

Outra medida anunciada pela companhia foi a suspensão imediata e por prazo indeterminado de novas reservas com origem ou destino em portos situados no Golfo Arábico, Mar Vermelho e Corno de África.

A decisão indica o impacto crescente da crise no Oriente Médio sobre o transporte marítimo global, que vem enfrentando aumento de riscos operacionais, elevação de custos logísticos e maior incerteza nas cadeias de suprimento internacionais.

Com o agravamento das tensões na região, armadores, operadores portuários e empresas de comércio exterior têm sido obrigados a adaptar rotas e estratégias para manter o fluxo de mercadorias e reduzir os riscos para navios, tripulações e cargas.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Logística

MSC cria rota terrestre para abastecer países do Golfo após suspensão de fretes marítimos

A empresa de transporte marítimo MSC (Mediterranean Shipping Company) anunciou uma alternativa logística para manter o abastecimento de países do Golfo Arábico. A companhia passou a oferecer transporte de cargas terrestres a partir dos portos sauditas de King Abdullah e Jeddah, localizados no Mar Vermelho.

A medida surge poucos dias depois de a empresa suspender, em 1º de março, as reservas globais de transporte marítimo com destino ao Oriente Médio, em meio às tensões geopolíticas que afetam a região.

Alternativa logística diante da crise no Estreito de Ormuz

Diversos países do Oriente Médio, como Iraque, Kuwait, Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos, dependem quase totalmente do Golfo Arábico para acesso ao comércio marítimo internacional.

A ligação dessa região com o restante do mundo ocorre principalmente pelo Estreito de Ormuz, um dos corredores marítimos mais estratégicos do planeta. Com o fechamento da rota em razão do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, as cadeias logísticas foram diretamente impactadas.

Nesse contexto, a Arábia Saudita ganha importância estratégica por possuir também acesso ao Mar Vermelho, permitindo rotas alternativas para entrada de mercadorias.

Como funciona o transporte terrestre da MSC

Para reduzir os impactos logísticos, a MSC passou a oferecer serviços de transporte terrestre a partir da Arábia Saudita para diversos destinos no Golfo.

Entre os principais pontos atendidos estão:

  • Riad, capital da Arábia Saudita
  • Dammam e Jubail, também em território saudita
  • Bahrein
  • Kuwait
  • Porto de Hamad, no Catar
  • Jebel Ali e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos

Segundo a companhia, o tempo de trânsito das cargas varia entre um e cinco dias, dependendo do destino final.

Suspensão de fretes marítimos e redirecionamento de cargas

No início de março, a empresa havia comunicado a suspensão temporária das reservas de transporte marítimo para o Oriente Médio, informando que as operações seriam retomadas assim que a situação de segurança na região se estabilizasse.

Nos últimos dias, a MSC também declarou “fim de viagem” para determinadas remessas com origem ou destino no Golfo que estavam sob sua custódia.

Na prática, isso significa que as mercadorias podem ser descarregadas em portos considerados seguros antes de chegar ao destino final, ficando disponíveis para retirada pelos clientes ou redirecionamento logístico.

Nova rota terrestre também atende o Iraque

Além do serviço via Arábia Saudita, a companhia anunciou anteriormente outra alternativa logística para atender o mercado iraquiano.

Nesse caso, as cargas provenientes da Ásia e do Mar Mediterrâneo são encaminhadas para a Turquia, país que possui acesso marítimo ao Mediterrâneo, e depois seguem por transporte terrestre até cidades do Iraque.

Entre os principais destinos atendidos estão:

  • Zakho
  • Dohuk
  • Mosul
  • Erbil
  • Sulaymaniyah
  • Bagdá

A estratégia busca manter o fluxo de mercadorias para a região enquanto persistem as restrições nas rotas marítimas do Golfo.

FONTE: ANBA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Maersk suspende devolução de contêineres vazios no Golfo devido a riscos no Estreito de Hormuz

A gigante do transporte marítimo Maersk anunciou a suspensão temporária da devolução de contêineres vazios em diversos mercados do Golfo. A decisão foi tomada diante do aumento dos riscos operacionais e de navegação no Estreito de Hormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do comércio global.

Segundo a companhia, a medida passa a valer imediatamente e permanecerá em vigor até novo aviso, enquanto a situação de segurança na região segue sendo monitorada.

Países afetados pela decisão da Maersk

A restrição impacta importações destinadas a vários mercados do Golfo. Entre os locais afetados estão:

  • Emirados Árabes Unidos
  • Qatar
  • Bahrein
  • Kuwait
  • Iraque
  • Porto de Duqm, em Omã
  • Portos de Dammam e Jubail, na Arábia Saudita

Com a mudança, os contêineres vazios provenientes desses destinos não poderão mais ser devolvidos nos locais tradicionais utilizados para cargas de importação.

Novos pontos de devolução de contêineres

De forma temporária, a Maersk determinou que os equipamentos vazios deverão ser entregues exclusivamente em depósitos logísticos específicos localizados em:

  • Salalah, em Omã
  • Sohar, em Omã
  • Jeddah, na Arábia Saudita

A alteração faz parte de uma estratégia para reduzir riscos operacionais enquanto persistem as incertezas relacionadas à segurança marítima na região do Golfo.

Importância estratégica do Estreito de Hormuz

O Estreito de Hormuz é considerado um dos corredores marítimos mais importantes do mundo, conectando países produtores de energia do Golfo aos mercados internacionais.

Qualquer instabilidade nessa rota pode provocar impactos rápidos na logística global, no transporte marítimo de contêineres e nos fluxos comerciais da região.

Diante desse cenário, empresas de navegação têm reforçado protocolos de segurança e ajustado operações para evitar interrupções nas cadeias de suprimento.

Custos logísticos e orientações aos clientes

A Maersk informou que eventuais cobranças de detention e demurrage nos novos pontos de devolução seguirão as tarifas locais e legislações vigentes.

Nos casos em que a devolução de contêineres para esses locais não seja permitida por questões legais ou por restrições impostas por autoridades, os clientes devem entrar em contato com a empresa para organizar soluções logísticas alternativas.

A companhia destacou ainda que a política poderá ser revista conforme a evolução do cenário de segurança e das condições operacionais na região.

FONTE: Maersk
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Investimentos em operadores logísticos crescem quase 70%, aponta levantamento da Abol

Os operadores logísticos no Brasil intensificaram o ritmo de investimentos nos últimos anos. Levantamento da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (Abol) mostra que 68% das empresas do setor ampliaram seus aportes, mesmo diante de um cenário de custos elevados e desafios econômicos.

O estudo mais recente sobre o perfil dos operadores logísticos indica ainda que 23% das companhias mantiveram o mesmo nível de investimento, enquanto 10% registraram retração no volume aplicado.

Empresas de grande porte lideram expansão dos investimentos

O crescimento dos aportes foi mais expressivo entre empresas de maior faturamento. De acordo com o levantamento, 82% das companhias de grande porte, com receita superior a R$ 600 milhões, aumentaram os investimentos.

Entre os operadores logísticos de médio porte, com faturamento entre R$ 100 milhões e R$ 600 milhões, 67% ampliaram os recursos aplicados. Já entre as empresas de pequeno porte, com receita de até R$ 100 milhões, 57% também registraram aumento nos investimentos.

Para a associação, esses números indicam que o setor mantém uma postura estratégica de crescimento, mesmo em um ambiente econômico desafiador.

Tecnologia e infraestrutura concentram os principais aportes

Os dados apontam que a transformação digital na logística tem sido uma das principais prioridades das empresas. Em 2024, cerca de 83% dos operadores logísticos investiram em softwares, superando o índice de 80% registrado em 2022.

A modernização de infraestrutura logística também segue entre os principais destinos de capital, com 78% das empresas direcionando recursos para atualização de instalações e estruturas operacionais.

Esse movimento reflete a busca por ganhos de eficiência, aumento da competitividade e maior capacidade operacional.

Aquisição de equipamentos e ampliação de frota

Além da digitalização e da infraestrutura, os operadores também ampliaram investimentos em equipamentos e ativos operacionais.

Segundo o levantamento:

  • 69% das empresas investiram na compra de máquinas e equipamentos
  • 57% aplicaram recursos na ampliação ou renovação de frota, incluindo veículos, implementos rodoviários, embarcações e vagões ferroviários
  • 55% destinaram valores à aquisição de ativos logísticos, como caixas, pallets e mobiliário operacional
  • 33% investiram na compra de terrenos ou novas unidades operacionais

Estratégia para atender cadeias logísticas mais complexas

Na avaliação da Abol, os resultados mostram que o setor mantém uma estratégia consistente de expansão. Mesmo com pressões de custo, as empresas seguem direcionando recursos tanto para tecnologia logística quanto para o fortalecimento da estrutura física das operações.

A combinação entre digitalização, modernização da infraestrutura e aumento da capacidade operacional é vista como essencial para atender cadeias produtivas cada vez mais complexas e sustentar o crescimento da logística no Brasil.

FONTE: Portos e Navios
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos e Navios

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Logística

MRS Logística realiza operação ferroviária conduzida exclusivamente por mulheres

A MRS Logística realizou uma operação inédita no setor ferroviário brasileiro ao colocar em circulação um trem conduzido integralmente por mulheres. Todas as etapas da atividade, do carregamento até a chegada ao destino final, foram executadas por 30 colaboradoras, incluindo maquinistas, auxiliares de operação, controladoras de tráfego, inspetoras e coordenadoras.

A composição transportou 14 mil toneladas de minério de ferro, partindo de Congonhas (MG) com destino ao Porto de Itaguaí (RJ), em um trajeto de aproximadamente 400 quilômetros.

Operação reforça presença feminina no setor ferroviário

Entre as profissionais que conduziram o trem está a maquinista Isabela Hoelzle, que destacou a importância da iniciativa para ampliar a participação feminina na ferrovia.

Segundo ela, o convite para participar da operação foi marcado por emoção e orgulho. A profissional ressalta que cada conquista representa mais espaço para as mulheres no setor e abre caminho para novas oportunidades de crescimento.

A coordenadora de Operação Miriam Lopes, que participou da organização da ação, afirma que a experiência simboliza um avanço importante dentro da empresa.

De acordo com ela, a operação totalmente feminina representa um marco e fortalece a busca por maior participação de mulheres em diferentes áreas e níveis da organização.

Presença feminina cresce na MRS Logística

A iniciativa reflete mudanças estruturais implementadas pela empresa para ampliar a diversidade de gênero no setor ferroviário.

Entre 2020 e 2025, a companhia registrou aumento de 75% no número de mulheres em seu quadro de funcionários. No mesmo período, o crescimento de mulheres em cargos de liderança chegou a 98%.

A MRS também estabeleceu a meta de alcançar 34% de participação feminina em posições de liderança até 2030, reforçando o compromisso com a equidade de gênero no ambiente corporativo.

Programa “Elas na Ferrovia” impulsiona inclusão

A operação faz parte do programa “Elas na Ferrovia”, iniciativa da MRS voltada ao desenvolvimento profissional e ao bem-estar das colaboradoras.

O projeto reúne diferentes ações, como programas de mentoria, apoio a profissionais que assumem o primeiro cargo de liderança, ampliação da licença-maternidade, salas de amamentação e suporte financeiro para tratamentos de reprodução assistida.

Segundo a empresa, o objetivo é construir um ambiente de trabalho mais inclusivo, plural e igualitário, estimulando a participação feminina desde as áreas operacionais até os cargos estratégicos da companhia.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: MRS

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Logística

Cabotagem no Sul do Brasil movimenta 33,6 milhões de toneladas em 2025

O transporte de cabotagem no Sul do Brasil registrou a movimentação de 33,6 milhões de toneladas de cargas em 2025, resultado que representa crescimento de 1,38% em relação ao ano anterior.

Os dados constam em levantamento divulgado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) em conjunto com o Ministério de Portos e Aeroportos, que aponta uma recuperação do setor de cabotagem após os impactos climáticos severos registrados no Rio Grande do Sul.

Santa Catarina lidera movimentação de cargas

Entre os estados da região, Santa Catarina concentrou o maior volume transportado, com 19,6 milhões de toneladas movimentadas ao longo do ano.

Na sequência aparecem o Rio Grande do Sul, com 9,6 milhões de toneladas, e o Paraná, responsável por 4,4 milhões de toneladas.

De acordo com o relatório, os três estados formam um corredor estratégico para a logística marítima brasileira, desempenhando papel importante na redistribuição de cargas, integração das cadeias produtivas e abastecimento do país.

Petróleo e contêineres lideram cargas transportadas

O estudo também detalha os principais produtos movimentados pela cabotagem na região Sul. O petróleo lidera a lista, com 17,2 milhões de toneladas transportadas.

Em seguida aparecem os contêineres, que somaram 10 milhões de toneladas, além de derivados de petróleo, com 3 milhões de toneladas, e ferro e aço, com 2,6 milhões de toneladas.

Também foram registrados embarques de gás de petróleo e biodiesel, cargas consideradas essenciais para garantir o abastecimento energético, além de fornecer insumos para a indústria e contribuir para a geração de empregos e renda.

Cabotagem mantém operação mesmo diante de eventos climáticos

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o desempenho do setor demonstra a capacidade de adaptação do transporte marítimo brasileiro.

De acordo com ele, mesmo diante de eventos climáticos extremos, a cabotagem manteve a continuidade operacional, assegurando o abastecimento e reforçando a competitividade das cadeias produtivas.

“O sistema mostrou capacidade de adaptação e manteve o fluxo logístico, garantindo o fornecimento de cargas e fortalecendo a indústria”, destacou o ministro.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Logística

Corredor fluvial da China: megaprojeto de 3.200 km pode rivalizar com o Canal do Panamá

A China estuda investir cerca de US$ 32 bilhões (aproximadamente R$ 167,8 bilhões) em um ambicioso projeto de infraestrutura hídrica que pode transformar a logística do país. O plano prevê a criação de um corredor fluvial de 3.200 quilômetros, conectando regiões do interior ao sul chinês e ampliando o acesso aos mercados do Sudeste Asiático.

A iniciativa faz parte da estratégia do país para fortalecer o transporte de cargas por hidrovias e ampliar sua integração comercial regional, em um momento em que a Asean se consolida como o principal parceiro comercial da China.

Projeto pretende ampliar malha de hidrovias

O investimento está voltado para a expansão da malha navegável no eixo norte–sul, permitindo a ligação entre províncias do interior e portos estratégicos localizados no sul do país.

A expectativa do governo chinês é que a nova rede fluvial fortaleça a logística interna, facilite o escoamento da produção industrial e impulsione o comércio regional.

O projeto ganha relevância diante do crescimento das trocas comerciais com a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), que em 2025 deve registrar um fluxo próximo de US$ 1 trilhão em transações com a China.

Hidrovias podem reduzir custos logísticos

A estratégia aposta no transporte por hidrovias como alternativa para reduzir a dependência de rodovias e rotas marítimas mais longas. O uso de canais interiores pode diminuir custos logísticos e encurtar o tempo de transporte de mercadorias.

Nesse cenário, a região de Guangxi ocupa posição estratégica. A província faz fronteira com o Vietnã e possui acesso ao Golfo de Beibu, facilitando a conexão entre polos industriais do interior e mercados do Sudeste Asiático.

Canal de Pinglu é o projeto mais avançado

Entre as obras previstas, o Canal de Pinglu é atualmente o empreendimento mais adiantado. O projeto tem investimento estimado em 72,7 bilhões de yuans (cerca de US$ 10,4 bilhões).

Com 134 quilômetros de extensão, o canal ligará o Golfo de Beibu à cidade de Nanning, capital da província de Guangxi. A infraestrutura foi projetada para receber embarcações de até 5 mil toneladas.

A previsão é de que o canal entre em operação antes do final de 2026, encurtando rotas logísticas e aproximando centros produtivos do acesso ao mar.

Canal de Xianggui ainda está em análise

Outro projeto discutido é o Canal de Xianggui, considerado mais complexo e que ainda não teve execução confirmada.

A proposta prevê uma ligação de aproximadamente 300 quilômetros entre os rios Li e Xiang, ampliando a conectividade hidroviária na região.

O custo estimado é de cerca de 150 bilhões de yuans (aproximadamente US$ 21,6 bilhões). O valor elevado tem gerado debates sobre a viabilidade do investimento e o retorno econômico esperado.

Infraestrutura faz parte da estratégia econômica da China

A discussão sobre os novos canais ocorre durante a elaboração do 15º Plano Quinquenal da China (2026–2030), período em que o governo define prioridades estratégicas para infraestrutura e desenvolvimento.

Entre os principais impactos esperados com o projeto estão:

redução dos custos logísticos para indústrias localizadas no interior do país
maior integração comercial com a Asean
• fortalecimento da competitividade regional chinesa
• ampliação do acesso ao mar para regiões distantes da costa

Caso os investimentos sejam implementados integralmente, o corredor fluvial de 3.200 km poderá se tornar um dos maiores projetos de infraestrutura hídrica da China e reforçar o papel das hidrovias no transporte de cargas no país.

FONTE: Terra Brasil Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Terra Brasil

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Logística

LEGO lança novo porta-contêiner Maersk com tecnologia dual-fuel após 12 anos

A LEGO anunciou um novo modelo inspirado na navegação comercial em parceria com a Maersk. O set 40955 Maersk Dual-Fuel Container Vessel chega ao mercado internacional em 1º de março de 2026, marcando o retorno da armadora à linha oficial da fabricante de brinquedos após um hiato de 12 anos sem lançamentos conjuntos.

O produto recria um moderno porta-contêiner da Maersk e promete atrair tanto fãs de montagem quanto entusiastas do transporte marítimo global.

Modelo é inspirado em navio real com tecnologia sustentável

O novo set LEGO Maersk foi desenvolvido com base no navio real Ane Mærsk, embarcação equipada com sistema dual-fuel, tecnologia que permite o uso de combustíveis alternativos e mais limpos.

A proposta reflete o movimento da companhia marítima em direção à descarbonização do transporte marítimo, uma tendência crescente na indústria global de logística e navegação.

Set conta com mais de 1.500 peças e alto nível de detalhes

Classificado para maiores de 12 anos, o LEGO Maersk Dual-Fuel Container Vessel reúne 1.516 peças e aposta em uma montagem rica em detalhes. Entre os principais elementos do modelo estão:

  • ponte de comando com estrutura que se abre
  • área interna da tripulação
  • janelas transparentes na casa de máquinas
  • passarelas deslizantes
  • contêineres construíveis que compõem o navio

O preço oficial divulgado é de US$ 149,99. No Brasil, a estimativa é de cerca de R$ 1.299,99, embora ainda não exista confirmação da data de lançamento no mercado nacional.

Parceria entre LEGO e Maersk tem histórico entre colecionadores

A colaboração entre as duas empresas já é conhecida no universo dos colecionáveis. Cerca de uma década atrás, a LEGO lançou um modelo inspirado nos gigantescos navios da classe Triple E, que na época representavam os maiores porta-contêineres do mundo.

A edição se tornou marcante entre fãs e colecionadores, tanto pelo tamanho do navio reproduzido quanto pela grande quantidade de adesivos utilizados nos contêineres, característica que gerou discussões e desafios durante a montagem.

Comunidade aguarda detalhes da experiência de montagem

Com o anúncio do novo modelo, fóruns e comunidades de fãs já discutem como será a experiência de construção do set 40955.

Uma das principais curiosidades é se o novo porta-contêiner LEGO trará um design com menos adesivos ou se seguirá o padrão do modelo anterior, conhecido pelo trabalho minucioso de alinhamento dos stickers.

Mesmo antes do lançamento oficial, o set já chama a atenção de entusiastas de engenharia naval, logística internacional e transporte marítimo, mostrando como o universo dos megacontêineres também conquista espaço na cultura pop e no mercado de colecionáveis.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Logística

Salalah se destaca como único porto de contêineres acessível com fechamento de Hormuz e Bab el-Mandeb

O fechamento do Estreito de Hormuz e a retomada dos ataques houthis no Bab el-Mandeb criaram uma situação inédita de duplo gargalo, isolando o Golfo Pérsico das rotas marítimas globais. Diante da retirada de navios da região e do cancelamento de seguros contra risco de guerra, um porto se mantém operacional: Salalah, em Omã, que ocupa uma posição estratégica única no oeste do Oceano Índico.

Localização estratégica e operação contínua

Localizado na costa do Mar Arábico, a cerca de 500 km a sudoeste de Hormuz e bem ao norte de Bab el-Mandeb, Salalah é o único hub de transbordo regional que não exige passagem por nenhum dos estreitos em risco. Historicamente, o porto já mostrou resiliência em situações de crise.

Quando ataques houthis interromperam o tráfego no Mar Vermelho no fim de 2023, o Índice de Conectividade de Transporte Marítimo Regular (LSCI) de Salalah caiu 42%, de 229 para 133, devido ao redirecionamento de serviços pelos armadores. No entanto, a recuperação foi rápida: no quarto trimestre de 2025, o LSCI alcançou 237, superando o nível pré-crise e consolidando Salalah como um nó estratégico fora de gargalos críticos.

Volume movimentado e eficiência operacional

O volume de contêineres acompanha essa recuperação. Após cair de 4,5 milhões de TEU em 2022 para 3,2 milhões em 2024, Salalah voltou a registrar 4,3 milhões de TEU em 2025, um crescimento anual de 34,4%. O Índice de Desempenho de Portos de Contêineres do Banco Mundial já posiciona Salalah como o quinto porto mais eficiente do mundo, com pontuação de 1,78, destacando sua capacidade operacional superior a concorrentes da região.

Pressão financeira e logística para o Golfo

O fechamento do Estreito de Hormuz elevou drasticamente as taxas de frete, enquanto a retirada da cobertura de seguro contra risco de guerra torna muitas rotas comerciais inviáveis. Normalmente, cerca de 20 milhões de TEU por ano passam pelo estreito, mas agora armadores precisam encontrar alternativas seguras.

Peter Sand, analista-chefe da Xeneta, observa que a crise está forçando uma revisão completa das redes de navegação no Oriente Médio. Embora Salalah não tenha sido citado nominalmente, sua posição geográfica torna inevitável sua escolha como porto alternativo estratégico.

Salalah como alternativa a Jebel Ali

Com Jebel Ali, principal hub regional, inacessível por trás do Estreito de Hormuz, Salalah se apresenta como a solução natural para armadores que dependem de transbordo no oeste do Oceano Índico. Portos indianos, como Mundra, não oferecem substituição direta, pois atendem ao consumo doméstico do subcontinente e não possuem redes alimentadoras voltadas ao Oriente Médio.

O outro porto de Omã, Sohar, movimenta menos de 1 milhão de TEU anuais, atende principalmente cargas industriais e breakbulk, e possui LSCI de apenas 195, muito abaixo dos 237 de Salalah. Para armadores que precisam de conectividade e capacidade de transbordo fora do Estreito, Salalah permanece como a única opção viável.

Capacidade de expansão e conectividade terrestre

Atualmente com 4,3 milhões de TEU, Salalah opera abaixo de sua capacidade máxima, e a DP World, operadora do terminal, já sinalizou possibilidade de expansão. Absorver mesmo parte dos 15,5 milhões de TEU de Jebel Ali exigiria rápida alocação de berços, equipamentos e redes alimentadoras, algo complexo de implementar rapidamente.

A infraestrutura de conexão terrestre de Salalah com os mercados dos Emirados Árabes Unidos e do Golfo está disponível, reforçando a lógica comercial para concentração de operações enquanto Hormuz permanecer fechado.

Recuperação e confiança dos armadores

O histórico de Salalah mostra capacidade de rápida recuperação diante de interrupções causadas por gargalos. O LSCI, que caiu de 229 para 133 e voltou a 237, indica confiança dos armadores e consolida o porto como ponto central de contingência para o transporte marítimo no Golfo e Oriente Médio.

FONTE: Container Management
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Cabotagem cresce na Região Sul e movimenta 33,6 milhões de toneladas em 2025

A cabotagem na Região Sul retomou o ritmo de expansão e fechou 2025 com 33,6 milhões de toneladas transportadas entre janeiro e dezembro. O volume representa alta de 1,38% em comparação com 2024, quando foram registradas 33,2 milhões de toneladas.

Os números são da Agência Nacional de Transportes Aquaviários e foram compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

Recuperação após eventos climáticos

O resultado sinaliza a recuperação do transporte marítimo de curta distância após os impactos climáticos severos que atingiram o Rio Grande do Sul.

Entre os estados do Sul, Santa Catarina liderou a movimentação, com 19,6 milhões de toneladas. Na sequência aparecem:

  • Rio Grande do Sul: 9,6 milhões de toneladas
  • Paraná: 4,4 milhões de toneladas

Juntos, os três estados reforçam o papel estratégico da região na redistribuição de cargas, garantindo o abastecimento de energia, insumos industriais e bens de consumo para diferentes partes do país.

Principais cargas transportadas

Entre os produtos mais movimentados na cabotagem em 2025, destacam-se:

  • Petróleo: 17,2 milhões de toneladas
  • Contêineres: 10 milhões de toneladas
  • Derivados de petróleo: 3 milhões de toneladas
  • Ferro e aço: 2,6 milhões de toneladas

Também houve transporte relevante de gás de petróleo e biodiesel.

Essas cargas são consideradas essenciais para o fornecimento de energia, manutenção da atividade industrial e geração de emprego e renda.

Programa BR do Mar fortalece setor

A evolução do setor também está associada ao ambiente regulatório mais estável. As medidas adotadas no âmbito do Programa BR do Mar ampliaram a segurança jurídica e criaram condições para a expansão sustentável da cabotagem.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a previsibilidade nas regras tem sido determinante para estimular investimentos, ampliar rotas e aumentar a eficiência logística.

Para o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, a estabilidade regulatória reforça a confiança do setor e contribui para o desenvolvimento regional e a integração nacional.

O ministro da pasta também destacou que, mesmo diante de eventos extremos, a cabotagem brasileira manteve a continuidade operacional e sustentou o abastecimento e a competitividade dos estados do Sul.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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