Logística

PEC da Segurança Pública pode ampliar atuação da PRF e reforçar proteção nos corredores logísticos

A PEC da Segurança Pública começou a ser debatida sob a perspectiva do setor transportador. Representantes da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) se reuniram em Brasília para avaliar os possíveis efeitos da proposta sobre a segurança logística, a integração entre modais e o combate à criminalidade nas rotas de transporte do país.

O encontro marcou o início das discussões sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 18/2025, que prevê maior articulação entre os órgãos de segurança pública e amplia as atribuições da PRF, que poderá passar a se chamar Polícia Viária Federal.

Atuação poderá ser ampliada para ferrovias e hidrovias

Uma das principais mudanças previstas na proposta é a expansão do campo de atuação da corporação. Atualmente concentrada no patrulhamento das rodovias federais, a PRF poderá assumir também atividades ostensivas em ferrovias e hidrovias federais.

A medida é considerada estratégica diante da crescente integração entre os diferentes modais de transporte e da necessidade de fortalecer a segurança das cadeias logísticas brasileiras.

Segundo José Roberto Barros, integrante do Projeto Estratégico da PEC da Segurança Pública na PRF, a corporação está avaliando os impactos operacionais e institucionais da proposta.

De acordo com ele, a participação da CNT é importante para contribuir com a visão do setor transportador e auxiliar na construção de um diagnóstico sobre os desafios e oportunidades da ampliação das competências da polícia.

Integração de dados é apontada como prioridade

Além da ampliação da atuação policial, outro tema central das discussões foi a necessidade de aprimorar a integração de dados entre órgãos públicos e empresas do setor de transporte.

A gerente-executiva Governamental da CNT, Danielle Bernardes, destacou que a falta de interoperabilidade entre sistemas de informação ainda limita a elaboração de estratégias mais eficientes de segurança.

Segundo ela, a entidade apoia a proposta desde sua apresentação justamente porque os problemas relacionados à criminalidade afetam todos os modais de transporte. A executiva também ressaltou que dados integrados são essenciais para identificar áreas de risco e direcionar políticas públicas de forma mais precisa.

Informações consolidadas podem melhorar gestão de riscos

Na avaliação do consultor de Segurança Pública da CNT, Getúlio Bezerra, a ampliação do acesso a informações estatísticas poderá trazer benefícios tanto para o poder público quanto para as empresas do setor.

Ele afirma que bases de dados mais organizadas e acessíveis ajudam no planejamento operacional, na prevenção de ocorrências e na gestão de riscos das operações logísticas.

O especialista também destaca que o setor vem investindo em mecanismos de proteção, mas ainda enfrenta dificuldades para acessar informações consolidadas que auxiliem na tomada de decisões estratégicas.

Cooperação entre instituições deve avançar

A expectativa da CNT e da PRF é ampliar o diálogo durante a tramitação da proposta no Congresso Nacional. A cooperação deverá se concentrar principalmente em temas ligados à inteligência de segurança, produção de estatísticas e proteção dos principais corredores logísticos do país.

Caso aprovada, a PEC poderá promover mudanças significativas na estrutura da segurança pública voltada ao transporte, ampliando a atuação estatal em diferentes modais e fortalecendo ações de prevenção e combate ao crime.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Logística

Terminal de contêineres em Aracruz terá capacidade de 1,2 milhão de TEUs e reforçará logística no Espírito Santo

A Hapag-Lloyd, por meio da sua divisão de terminais portuários, a Hanseatic Global Terminals (HGT), concluiu a aquisição de 50% de participação no projeto de construção de um novo terminal de contêineres em Aracruz, no Espírito Santo. O empreendimento será desenvolvido em parceria com o Grupo Imetame por meio da joint venture Hanseatic Global Terminals Aracruz S.A.

O novo complexo portuário integra a estratégia de expansão da infraestrutura logística brasileira e deverá ampliar a capacidade de movimentação de cargas no país.

Novo terminal deve iniciar operações em 2028

Com previsão de entrada em operação para meados de 2028, o terminal foi projetado para movimentar até 1,2 milhão de TEUs por ano, tornando-se um dos principais projetos portuários em desenvolvimento no Brasil.

A estrutura contará com um cais de 750 metros de extensão, profundidade operacional de 17 metros e equipamentos modernos para movimentação de contêineres. O terminal também estará preparado para receber navios de grande porte utilizados nas principais rotas marítimas internacionais.

Segundo a HGT, a nova instalação permitirá ampliar a conectividade logística da região e fortalecer os fluxos de comércio entre o Brasil e mercados globais.

Investimento amplia capacidade portuária brasileira

A chegada de um novo terminal de grande porte ocorre em um momento de crescimento da movimentação de contêineres nos portos brasileiros. Nos últimos anos, operadores do setor têm alertado para limitações de capacidade em importantes corredores logísticos do Sudeste.

Nesse contexto, o empreendimento em Aracruz surge como alternativa para absorver parte da demanda crescente de exportações, importações e operações de transbordo.

A expectativa é que a nova estrutura ofereça mais opções para embarcadores e contribua para reduzir a concentração de cargas nos portos de Santos e do Rio de Janeiro.

Espírito Santo fortalece posição estratégica na logística nacional

Localizado no litoral norte capixaba, o terminal foi concebido para atuar tanto no atendimento ao comércio exterior quanto como hub de transbordo para serviços marítimos ao longo da costa brasileira.

O projeto reforça o protagonismo do Espírito Santo na atração de investimentos em infraestrutura portuária, armazenagem e operações logísticas integradas.

A localização estratégica do estado, conectada a importantes corredores rodoviários e ferroviários que ligam o Sudeste, Centro-Oeste e Minas Gerais, tem impulsionado o interesse de investidores e operadores logísticos.

Especialistas avaliam que a necessidade de diversificação de rotas e a expansão das trocas comerciais internacionais devem aumentar a importância dos portos capixabas nos próximos anos.

Armadores ampliam presença na infraestrutura logística

A participação da Hapag-Lloyd no terminal de Aracruz acompanha uma tendência global observada entre grandes companhias marítimas. Cada vez mais, armadores buscam ampliar o controle sobre etapas estratégicas da cadeia logística por meio de investimentos em terminais portuários e centros de distribuição.

Empresas como MSC, Maersk e CMA CGM também vêm adotando modelos de integração vertical, fortalecendo sua atuação além do transporte marítimo tradicional.

A estratégia tem como objetivo aumentar a eficiência operacional, reduzir dependências de terceiros e garantir maior previsibilidade nas operações logísticas.

Novo terminal pode gerar benefícios para exportadores e operadores

Para exportadores, importadores, agentes de carga e operadores logísticos, a entrada em operação do terminal deverá ampliar a oferta de capacidade e atrair novos serviços marítimos para a região.

Além disso, o aumento da concorrência entre operadores portuários tende a contribuir para ganhos de eficiência e melhores condições operacionais.

O projeto também acompanha o crescimento da demanda impulsionada pelo agronegócio, pela indústria e pelo avanço do comércio eletrônico, setores que exigem cada vez mais agilidade e capacidade logística.

Quando estiver concluído, o terminal de Aracruz deverá integrar o grupo dos maiores empreendimentos voltados à movimentação de contêineres no país, consolidando o Espírito Santo como um dos principais polos logísticos do Brasil.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

Brasil e Suriname negociam rota marítima direta para impulsionar comércio e logística no Norte da América do Sul

Brasil e Suriname deram mais um passo nas tratativas para a criação de uma rota marítima direta entre os dois países. A iniciativa pretende abrir um novo corredor de integração logística na América do Sul, ampliando o comércio bilateral e fortalecendo a conectividade regional.

O tema integra o conjunto de 15 acordos de cooperação firmados na última semana durante reunião bilateral realizada em Brasília.

Acordo prevê linha regular de navegação e cooperação portuária

O entendimento entre os governos inclui ações para ampliar a cooperação nos setores portuário e marítimo, com destaque para estudos que avaliam a implantação de uma linha regular de navegação entre Brasil e Suriname.

Além do modal marítimo, o pacote de cooperação também abrange áreas como transporte aéreo, infraestrutura logística e projetos de desenvolvimento sustentável.

Durante o encontro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou a importância de ampliar a conectividade regional. Segundo ele, há interesse mútuo em expandir frequências de voos e estabelecer rotas marítimas diretas para fortalecer o intercâmbio entre os países.

Nova rota pode criar corredor logístico entre Caribe e Nordeste brasileiro

A proposta em discussão pode estabelecer uma nova alternativa de escoamento de cargas entre o norte da América do Sul e o Nordeste do Brasil. O foco das negociações envolve a conexão entre o Porto Jules Sedney, em Paramaribo, principal terminal do Suriname, e portos brasileiros aptos a operar cargas conteinerizadas e carga geral.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou o potencial estratégico da iniciativa para ampliar o fluxo comercial regional.

Segundo ele, o porto surinamês já atua como um importante hub de contêineres e carga geral, o que abre espaço para a criação de uma rota marítima regular de maior escala com o Brasil.

A expectativa é que a nova ligação contribua para dinamizar economias locais e ampliar oportunidades para exportadores e importadores dos dois países.

Comércio bilateral ainda é limitado por entraves logísticos

Apesar das relações diplomáticas consolidadas, o comércio entre Brasil e Suriname ainda é considerado modesto quando comparado a outros parceiros sul-americanos.

O principal obstáculo não está nas tarifas comerciais, mas sim na infraestrutura logística. A ausência de uma ligação marítima regular e a baixa conectividade regional elevam custos operacionais, aumentam o tempo de transporte e reduzem a competitividade das trocas comerciais.

Com a possível implementação da nova rota, os governos esperam reduzir custos logísticos e estimular novos fluxos de comércio. Entre os produtos com maior potencial de circulação estão alimentos, proteínas animais, combustíveis, materiais de construção, fertilizantes e bens industrializados, além de cargas destinadas ao Caribe e ao norte da América do Sul.

A presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, destacou ainda o impacto da iniciativa para a segurança alimentar do país, especialmente na redução do custo de alimentos e no fortalecimento da cadeia de abastecimento.

Petróleo impulsiona mudanças econômicas no Suriname

As negociações ocorrem em meio a uma fase de transformação econômica do Suriname. O país vem ganhando destaque internacional após descobertas recentes de petróleo offshore, que devem impulsionar novos investimentos em infraestrutura portuária e logística ao longo da próxima década.

Especialistas apontam que o cenário se assemelha ao observado na Guiana, que passou a atrair grandes fluxos de investimento após a expansão da produção de petróleo.

Nesse contexto, uma conexão logística mais eficiente com o Brasil pode abrir oportunidades para empresas brasileiras dos setores de portos, transporte, energia e serviços industriais.

Integração reforça estratégia do Arco Norte brasileiro

A futura rota marítima também se conecta à estratégia brasileira de fortalecimento do Arco Norte, ampliando alternativas logísticas além dos tradicionais corredores do Sudeste.

A ligação com Paramaribo pode facilitar o escoamento de produtos brasileiros para mercados do Caribe, reduzindo etapas intermediárias e ampliando a competitividade das exportações.

Além da agenda marítima, Brasil e Suriname também avançam na cooperação aérea. Os países mantêm acordo de serviços aéreos desde 1980, atualizado em 2022 sob o modelo de Céus Abertos, que flexibiliza rotas, frequências e capacidade para voos de passageiros e cargas.

Os entendimentos firmados devem servir de base para um futuro memorando ampliado de cooperação técnica, com foco em projetos conjuntos nas áreas portuária, hidroviária e aeroportuária.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Gov BR

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Logística

AD Ports investe US$ 835 milhões e assume controle da CLI no Brasil

A AD Ports Group, companhia sediada em Abu Dhabi e especializada em infraestrutura portuária e logística, anunciou a aquisição do controle da Corredor Logística e Infraestrutura (CLI), em uma operação avaliada em US$ 835 milhões. O negócio representa a entrada oficial da empresa dos Emirados Árabes Unidos no mercado brasileiro de logística e terminais portuários.

A conclusão da transação ainda depende da aprovação de órgãos reguladores e autoridades de defesa da concorrência.

CLI opera em portos estratégicos do Brasil

A CLI atua como uma das principais plataformas independentes de logística portuária do país, com operações concentradas em dois importantes corredores de exportação: o Porto de Itaqui, no Maranhão, e o Porto de Santos, em São Paulo.

Atualmente, a empresa é controlada de forma compartilhada por fundos administrados pela IG4 Capital e pela Macquarie Asset Management, da Austrália. Ambos os grupos concordaram em vender suas participações para a AD Ports.

Segundo as empresas envolvidas, a chegada do novo controlador deverá impulsionar investimentos e apoiar a próxima etapa de expansão da plataforma logística brasileira.

Reestruturação impulsionou valorização da empresa

A trajetória recente da CLI foi marcada por uma ampla recuperação financeira. Em 2020, a IG4 Capital assumiu o controle da companhia em uma operação de aproximadamente US$ 240 milhões, incluindo passivos, quando a empresa enfrentava dificuldades financeiras.

Após um processo de reestruturação e fortalecimento operacional, a companhia passou a ampliar sua presença no setor portuário.

Em 2022, a Macquarie ingressou na sociedade como controladora conjunta, contribuindo para financiar a aquisição de terminais especializados em grãos e açúcar no Porto de Santos, anteriormente pertencentes à Rumo.

Operação reforça interesse internacional no setor logístico brasileiro

A aquisição da CLI reforça o movimento de investidores globais em busca de oportunidades no segmento de infraestrutura logística, considerado estratégico para o crescimento do comércio exterior brasileiro.

Com presença em diversos países, a AD Ports amplia sua atuação internacional ao ingressar em um mercado que desempenha papel fundamental no escoamento de commodities e produtos industrializados da América do Sul.

Bancos assessoraram negociação bilionária

A operação contou com a participação de instituições financeiras de destaque. O Citi atuou como assessor financeiro dos vendedores, representando a Macquarie e a IG4 Capital.

Já a AD Ports recebeu assessoria do BTG Pactual durante o processo de negociação e estruturação da compra.

FONTE: Bloomberg Línea:
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jonne Roriz/Bloomberg

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Logística

Corredor Bioceânico: Receita Federal realiza expedição para aprimorar logística e controle aduaneiro

A Receita Federal iniciou uma expedição técnica ao longo do Corredor Bioceânico com o objetivo de fortalecer o planejamento operacional e a preparação aduaneira para o aumento do fluxo de mercadorias na rota internacional que conecta o Brasil ao Oceano Pacífico.

A missão ocorre entre os dias 30 de maio e 8 de junho e reúne oito servidores especializados em áreas estratégicas, como comércio exterior, repressão aduaneira, inteligência e relações internacionais.

Equipe percorre rota entre quatro países

Durante a expedição, os representantes da Receita Federal visitarão estruturas localizadas em Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, incluindo postos de fronteira, unidades aduaneiras, centros logísticos e portos situados na costa do Pacífico.

A proposta é avaliar, diretamente em campo, as condições operacionais da rota e identificar desafios que poderão surgir com a ampliação das atividades comerciais e do transporte internacional de cargas.

Infraestrutura e fluxo de mercadorias estão entre os focos

A análise contempla diversos aspectos considerados fundamentais para o funcionamento do corredor logístico. Entre eles estão a qualidade da infraestrutura disponível, os procedimentos de fiscalização, os tempos de travessia nas fronteiras e os mecanismos de gestão de risco.

A equipe também observará oportunidades para ampliar a facilitação do comércio internacional, fortalecer a integração entre os países envolvidos e aprimorar a cooperação entre órgãos responsáveis pelo controle aduaneiro.

Planejamento busca preparar fronteiras para expansão comercial

Segundo a Receita Federal, as informações obtidas durante a expedição servirão de base para o desenvolvimento de estratégias voltadas ao crescimento esperado das operações de importação e exportação ligadas ao Corredor Bioceânico.

A iniciativa faz parte dos esforços para modernizar a atuação nas fronteiras, garantindo maior eficiência logística sem abrir mão da segurança no controle de cargas e da fiscalização aduaneira.

Integração e segurança são prioridades

Com a realização da missão técnica, a Receita Federal reforça sua estratégia de atuação integrada nas regiões de fronteira, buscando equilibrar agilidade logística, segurança aduaneira e cooperação internacional.

A expectativa é que o trabalho contribua para a construção de um ambiente mais eficiente para o comércio exterior, acompanhando a importância crescente do Corredor Bioceânico como alternativa para o escoamento da produção brasileira rumo aos mercados internacionais.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Logística

CMA CGM alcança receita de US$ 13,2 bilhões no primeiro trimestre de 2026

O grupo francês CMA CGM apresentou seu balanço financeiro referente ao primeiro trimestre de 2026. A gigante do setor de transportes registrou um faturamento global de US$ 13,2 bilhões, o que representa uma leve oscilação negativa de 0,2% em comparação com o mesmo intervalo do ano anterior.

O indicador Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) fechou o período em US$ 2,1 bilhões, apontando um recuo de 31,6% na análise anual. Com isso, a margem Ebitda da corporação fixou-se em 16%, retraindo 7,3 pontos percentuais frente ao primeiro trimestre de 2025.

Transporte marítimo: alta no volume e pressão no valor do frete

Apesar da redução nos indicadores financeiros, a divisão de transporte marítimo demonstrou fôlego operacional. O volume de carga movimentada subiu 1,5%, totalizando 5,9 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) transportados nos primeiros três meses do ano.

Contudo, o ganho com as operações marítimas recuou 8,5%, somando US$ 8 bilhões. De acordo com o grupo, o resultado foi pressionado diretamente pela queda de 9,8% na receita média por contêiner, que ficou estabelecida em US$ 1.351 por TEU.

Essa dinâmica reduziu o Ebitda do segmento para US$ 1,5 bilhão — contra os US$ 2,5 bilhões computados em igual período de 2025. A margem recuou para 18,6%, um reflexo direto da baixa generalizada nos fretes internacionais, embora o mercado tenha esboçado uma reação nas taxas spot na reta final do trimestre.

Desempenho logístico e avanço em novos negócios

Em contrapartida, a divisão de logística integrada manteve a tendência de expansão e faturou US$ 4,6 bilhões, um avanço de 6,6% em relação ao ano passado. Apesar do crescimento em receitas, o Ebitda dessa vertical caiu 17,2%, situando-se em US$ 330 milhões.

O destaque de maior crescimento percentual veio da categoria de “outras atividades”. Impulsionada pela estratégia de diversificação de operações, a receita do setor disparou 59,1%, atingindo US$ 1,3 bilhão, enquanto seu Ebitda deu um salto de 90%, chegando a US$ 294 milhões.

Tensões geopolíticas e perspectivas para o mercado global

A CMA CGM alertou que o cenário do comércio marítimo global segue fortemente impactado pelas turbulências geopolíticas no Oriente Médio. Os desdobramentos dos conflitos envolvendo potências como Estados Unidos, Israel e Irã têm encarecido os custos de operação, gerando forte volatilidade no preço do petróleo e instabilidade nas rotas comerciais.

Para mitigar os riscos dessa conjuntura desafiadora, a companhia aposta em sua solidez de caixa, flexibilidade logística e no fortalecimento de sua rede de atendimento global para assegurar a continuidade dos serviços e a estabilidade dos negócios ao longo de 2026.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Logística

Ferrovia do Mato Grosso: Rumo inaugura novo terminal e amplia capacidade logística no agronegócio

A Rumo confirmou para o dia 19 de junho a inauguração do novo terminal localizado na BR-070 e da primeira etapa operacional da Ferrovia do Mato Grosso. Considerado o maior investimento em andamento da companhia, o projeto também figura como a principal obra ferroviária atualmente em execução no Brasil.

A iniciativa faz parte da estratégia da empresa para fortalecer sua atuação no transporte de cargas e ampliar a participação no escoamento da produção agrícola nacional.

Nova fase impulsiona infraestrutura de transporte no Centro-Oeste

A entrega da primeira etapa da ferrovia representa um marco para a expansão da malha logística da Rumo. O empreendimento chega em um momento de crescente demanda por soluções de infraestrutura logística voltadas ao agronegócio, especialmente na região Centro-Oeste.

Com o início do processo de comissionamento dos novos ativos, a expectativa é de aumento na capacidade de transporte ferroviário, contribuindo para a redução dos custos operacionais e para o ganho de competitividade das exportações brasileiras de grãos.

Terminal terá capacidade para movimentar 10 milhões de toneladas

De acordo com a companhia, a nova estrutura foi projetada para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano. O investimento fortalece a presença da Rumo em Mato Grosso, estado líder na produção agrícola do país, e amplia a eficiência do corredor logístico direcionado aos portos do Arco Sul.

A ampliação da capacidade de escoamento é vista como um passo importante para atender ao crescimento da produção agropecuária e melhorar a integração entre o campo e os mercados internacionais.

Mercado acompanha impacto econômico do projeto

O avanço da Ferrovia do Mato Grosso também desperta atenção do mercado financeiro. Projetos de grande porte no setor ferroviário costumam gerar ganhos de produtividade, otimização operacional e potencial aumento de receitas ao longo dos anos.

Analistas apontam que a nova ferrovia pode se tornar um dos principais motores de crescimento da Rumo no médio e longo prazo, consolidando a empresa como uma das protagonistas da logística nacional voltada ao agronegócio.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

Rodovia Anchieta receberá R$ 58 milhões em obras para reforçar segurança e logística rumo ao Porto de Santos

O Governo de São Paulo anunciou um pacote de investimentos de R$ 58 milhões para melhorias na Rodovia Anchieta, com foco no aumento da segurança viária e na ampliação da capacidade logística do corredor que liga a capital ao Porto de Santos. As intervenções incluem a construção de uma nova área de escape, adequações no traçado da serra e a implementação de recursos tecnológicos para monitoramento do tráfego.

A iniciativa busca preparar o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) para a circulação mais eficiente de veículos de carga de grande porte, especialmente as Combinações de Veículos de Carga (CVCs), que podem atingir até 30 metros de comprimento e transportar até 74 toneladas de Peso Bruto Total Combinado (PBTC).

Obras vão beneficiar principal corredor de acesso ao Porto de Santos

As melhorias serão executadas prioritariamente na descida da serra da Via Anchieta, considerada uma das principais rotas de ligação com o Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina e responsável por movimentar 186,4 milhões de toneladas de mercadorias em 2025.

Com o crescimento da demanda logística e o aumento das operações portuárias, a necessidade de modernizar a infraestrutura rodoviária tornou-se ainda mais relevante para garantir maior fluidez no transporte de cargas entre a Região Metropolitana de São Paulo e o litoral paulista.

Intervenções incluem área de escape, monitoramento e reforço na sinalização

Entre as ações previstas no projeto estão o alargamento de curvas em pontos estratégicos da serra, implantação de uma nova área de escape na pista Norte e reforço da sinalização ao longo do trecho.

O pacote também contempla a instalação de câmeras de monitoramento, painéis eletrônicos de informação ao motorista, melhorias na iluminação e aperfeiçoamentos nos sistemas de atendimento aos usuários da rodovia.

De acordo com o secretário estadual de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini, as obras têm o objetivo de aumentar a eficiência operacional e elevar os padrões de segurança em um dos mais importantes corredores logísticos do país.

Conclusão das obras está prevista para 2027

Segundo o cronograma divulgado pelo governo paulista, as intervenções devem ser finalizadas até o primeiro semestre de 2027. O projeto faz parte de uma estratégia mais ampla de modernização dos acessos terrestres ao Porto de Santos, responsável por aproximadamente um terço de toda a corrente de comércio exterior brasileira.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Logística

Fretes marítimos registram alta de 3% e avançam pela quarta semana consecutiva

Os fretes marítimos internacionais voltaram a subir na última semana, impulsionados principalmente pela valorização das tarifas nas rotas entre a Ásia e a Europa, além dos serviços transpacíficos. Dados do World Container Index (WCI), da consultoria Drewry, mostram um avanço de 3%, elevando o valor médio para US$ 2.800 por contêiner de 40 pés.

Com o resultado, o indicador acumula quatro semanas seguidas de alta, refletindo o aumento da demanda antecipada para a temporada de pico do comércio global.

Rotas entre Ásia e Europa apresentam novos reajustes

No corredor comercial entre a Ásia e a Europa, as tarifas spot continuaram em trajetória ascendente. O transporte marítimo entre Xangai e Roterdã registrou aumento de 3%, alcançando US$ 2.861 por contêiner de 40 pés.

Já os embarques de Xangai para Gênova tiveram valorização ainda maior, de 4%, chegando a US$ 4.253 por contêiner.

Segundo a Drewry, a capacidade operacional na rota permanece relativamente estável. Para a próxima semana, foram anunciados apenas quatro cancelamentos de viagens entre os dois continentes.

Armadores elevam tarifas para os próximos meses

A consultoria também destacou que a transportadora marítima CMA CGM anunciou novos valores FAK (Freight All Kinds), válidos a partir de 1º de junho.

As novas tarifas para o trecho Ásia-Europa devem ficar próximas de US$ 4.700 por contêiner de 40 pés, enquanto os serviços para o Mediterrâneo poderão variar entre US$ 5.500 e US$ 5.700.

De acordo com a Drewry, a proximidade da alta temporada logística e os reajustes promovidos pelas companhias de navegação indicam que os preços tendem a continuar avançando nas próximas semanas.

Mercado transpacífico também opera com tarifas mais altas

O cenário de valorização também foi observado nas rotas entre a Ásia e a América do Norte.

O frete entre Xangai e Nova York apresentou alta de 6%, atingindo US$ 4.597 por contêiner de 40 pés. Já a ligação entre Xangai e Los Angeles registrou aumento de 3%, chegando a US$ 3.473.

A Drewry informou ainda que oito viagens foram canceladas na rota transpacífica para a próxima semana, fator que reduz a oferta de espaço e contribui para a elevação dos preços.

Demanda antecipada pressiona custos logísticos

Outro elemento que influencia o mercado é a adoção de sobretaxas sazonais. A Ocean Network Express (ONE), por exemplo, anunciou a aplicação de um recargo de alta temporada (PSS) de US$ 2.000 por contêiner de 40 pés para cargas destinadas à costa leste dos Estados Unidos, com vigência a partir de junho.

Segundo a consultoria, a antecipação dos embarques para os próximos meses vem fortalecendo a demanda por transporte marítimo. Muitas empresas estão acelerando suas operações antes da atualização dos custos relacionados ao combustível bunker, prevista para julho.

Tensões geopolíticas elevam custos no setor

Além dos fatores sazonais, o mercado também acompanha os reflexos das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O cenário tem contribuído para a manutenção de preços elevados do combustível marítimo e para o aumento dos adicionais cobrados pelas transportadoras.

Na avaliação da Drewry, a combinação entre demanda aquecida, gestão mais rígida da capacidade pelas armadoras e custos operacionais mais elevados deverá manter a pressão de alta sobre os fretes de contêineres nas principais rotas globais.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Logística

Brasil avança em corredor marítimo sustentável com Noruega e Países Baixos

O Brasil deu mais um passo na construção de um corredor marítimo sustentável entre a América do Sul e a Europa. A iniciativa foi debatida nesta segunda-feira (25), durante o workshop “Corredores verdes descarbonizados: traçando um caminho”, realizado na embaixada da Noruega, em Brasília.

O encontro reuniu representantes do Ministério de Portos e Aeroportos, autoridades da Noruega e dos Países Baixos, além de integrantes do setor produtivo e especialistas em logística e energia limpa. O objetivo é acelerar a criação de rotas marítimas com baixa emissão de carbono, utilizando tecnologias avançadas e combustíveis sustentáveis no transporte internacional.

Cooperação internacional mira descarbonização marítima

Durante a abertura do evento, o diretor de Programa de Políticas Setoriais, Planejamento e Inovação do Ministério de Portos e Aeroportos, Tetsu Koike, destacou que o Brasil já possui mecanismos regulatórios e financeiros capazes de apoiar projetos voltados à transição energética no setor marítimo.

Segundo ele, o desafio atual está na articulação entre governos, instituições e agentes econômicos para priorizar investimentos em embarcações, portos e terminais alinhados ao conceito de corredores verdes.

O embaixador da Noruega no Brasil, Kjetil Elsebutangen, reforçou a importância da cooperação internacional para reduzir as emissões no transporte marítimo global. De acordo com ele, estudos conjuntos já estão em andamento para identificar obstáculos técnicos e oportunidades estratégicas para o projeto.

Estudo aponta uso de combustíveis alternativos

Os participantes do workshop tiveram acesso a um estudo de viabilidade técnica que identifica rotas prioritárias entre Brasil e Europa. O levantamento também avalia a aplicação de combustíveis alternativos como biodiesel, amônia e metanol, considerados essenciais para a redução das emissões de gases de efeito estufa no setor naval.

A proposta prevê implementação gradual das soluções, considerando curto, médio e longo prazo para adaptação da infraestrutura portuária e das embarcações.

Brasil quer liderar produção de biocombustíveis

Na mesa-redonda sobre sustentabilidade, a coordenadora-geral de Sustentabilidade do Ministério de Portos e Aeroportos, Rafaela Gomes, afirmou que o Brasil reúne condições para assumir protagonismo global na produção e distribuição de biocombustíveis.

Segundo ela, os portos brasileiros estão sendo preparados para facilitar operações ligadas aos corredores sustentáveis e ampliar a integração logística com mercados internacionais.

A diretora da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Cristina Castro, também destacou os impactos econômicos e ambientais da redução das emissões de carbono. Para ela, diminuir a emissão de poluentes significa preservar recursos naturais e evitar perdas financeiras para a sociedade.

Porto de Santos receberá visita técnica internacional

A programação do encontro continua até quarta-feira (27), incluindo uma visita técnica ao Porto de Santos, em São Paulo.

A comitiva internacional irá conhecer projetos ligados à descarbonização portuária, combustíveis sustentáveis e iniciativas de transição energética desenvolvidas no complexo portuário. Estão previstas visitas a terminais e ao canal de navegação.

Parceria entre os países começou em 2025

A cooperação entre Brasil e Noruega teve início em 2025, após a assinatura de um memorando de entendimento no Ministério de Portos e Aeroportos. Desde então, equipes técnicas realizam reuniões periódicas para definir rotas e analisar estudos de viabilidade.

Recentemente, os Países Baixos passaram a integrar as discussões, consolidando uma parceria trilateral voltada ao desenvolvimento de um corredor marítimo descarbonizado entre o Brasil e a Europa.

Além dos governos envolvidos, representantes dos ministérios do Meio Ambiente e das Relações Exteriores, da Petrobras e empresas do setor produtivo participaram das discussões.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sergio Frances/MPor

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