Logística, Sem Categoria

Transnordestina avança e fortalece logística no Nordeste

A ferrovia Transnordestina voltou a ganhar destaque em debates sobre infraestrutura, consolidando seu papel como projeto estratégico para a logística do Nordeste. Em discussão recente com especialistas do setor, foram reforçados os impactos positivos da obra na competitividade regional, na integração produtiva e na redução de custos operacionais.

Mesmo após anos de desafios, a ferrovia segue como uma das principais apostas para modernizar o escoamento de cargas e impulsionar o desenvolvimento econômico da região.

Ferrovia pode transformar o escoamento de cargas

Durante o debate, especialistas apontaram que a Transnordestina tem potencial para alterar significativamente a dinâmica de transporte no Nordeste. O projeto deve beneficiar diretamente setores como o agronegócio e a indústria, ampliando a eficiência logística.

A expectativa é de redução nos custos de transporte, maior previsibilidade nas operações e menor dependência do modal rodoviário, atualmente predominante no país.

Integração com portos amplia competitividade

Outro fator estratégico é a ligação da ferrovia com portos do Nordeste, o que deve facilitar o fluxo de exportações. Essa conexão cria uma estrutura logística mais integrada, permitindo maior agilidade no envio de mercadorias ao mercado externo.

Com isso, a região tende a ganhar força no comércio exterior, aumentando sua competitividade e atraindo novos investimentos.

Eficiência e sustentabilidade no transporte

O transporte ferroviário também se destaca por sua capacidade de movimentar grandes volumes com menor impacto ambiental. A adoção desse modal contribui para operações mais eficientes e alinhadas às demandas de logística sustentável.

Além disso, o uso de trilhos reduz custos operacionais e minimiza riscos associados às oscilações típicas do transporte rodoviário.

Projeto ainda enfrenta desafios

Apesar dos avanços, a execução da ferrovia Transnordestina ainda esbarra em questões relacionadas a prazos e andamento das obras. Mesmo assim, especialistas avaliam que o projeto continua sendo essencial para o futuro da infraestrutura regional.

A expectativa é que, quando concluída, a ferrovia represente um divisor de águas para a logística no Nordeste, com impactos diretos na eficiência, na redução de custos e na expansão econômica.

FONTE: Multimodal Nordeste
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/TLSA

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Logística

Mercado de fertilizantes exige cautela, alerta Mapa diante de instabilidade global

O mercado de fertilizantes segue sob atenção do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que acompanha os desdobramentos do cenário internacional em 2026. Tensões geopolíticas no Oriente Médio, somadas à suspensão temporária das exportações de nitrato de amônio pela Rússia, têm provocado forte volatilidade nos preços e intensificado a disputa global por insumos agrícolas.

Como grande importador, o Brasil sente diretamente os impactos dessas oscilações, tanto nos custos quanto na disponibilidade de produtos essenciais para a produção rural.

Cadeia de suprimentos é acompanhada de perto

Diante desse contexto, o Mapa reforça o monitoramento da cadeia de suprimentos de fertilizantes e mantém diálogo com representantes do setor produtivo. O objetivo é avaliar alternativas logísticas e garantir o abastecimento nacional, minimizando riscos para a próxima safra.

A estratégia busca preservar a estabilidade do setor agrícola e evitar desabastecimento em momentos críticos.

Produtores devem evitar compras em alta especulativa

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, orienta produtores rurais a adotarem postura cautelosa. Segundo ele, o cenário internacional tem favorecido movimentos especulativos, elevando artificialmente os preços dos fertilizantes.

A recomendação é evitar aquisições em momentos de pico e aguardar maior estabilidade do mercado. “A melhor forma de enfrentar a especulação é não comprar quando os preços estão inflados”, destaca.

Acordo com a Turquia amplia alternativas logísticas

Como resposta às incertezas no Estreito de Ormuz, o Brasil firmou um acordo com a Turquia para viabilizar novas rotas comerciais. A infraestrutura portuária turca passa a ser uma alternativa estratégica para o envio de exportações agropecuárias ao Oriente Médio e à Ásia Central, sem a necessidade de transitar pelo Golfo Pérsico.

A medida contribui para reduzir riscos logísticos e ampliar a segurança nas operações internacionais.

Planejamento da safra reduz pressão imediata

De acordo com o Mapa, a safra de inverno já está praticamente concluída, o que diminui a demanda imediata por fertilizantes. A próxima fase de maior consumo deve ocorrer apenas a partir de setembro, durante o plantio da safra de verão.

Esse intervalo oferece aos produtores tempo para planejamento e tomada de decisão mais estratégica, evitando compras precipitadas em um cenário de incertezas.

Tecnologia e manejo ajudam a otimizar insumos

Além das alternativas comerciais, o setor agrícola conta com soluções tecnológicas e práticas de manejo que permitem otimizar o uso de nutrientes nas lavouras, reduzindo a dependência imediata de fertilizantes.

O Mapa afirma que continuará acompanhando o mercado global e poderá adotar novas medidas para garantir a competitividade e a segurança da agricultura brasileira.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Logística

Logística em Pernambuco ganha impulso com seminário e destaca papel do associativismo

O avanço da logística em Pernambuco ganhou destaque neste mês com a realização do Seminário Itinerante da NTC&Logística 2026, ocorrido no Porto de Suape. Um dos principais nomes do encontro, o diretor comercial da CIAT Logística Integrada e diretor de Novos Negócios da Multimodal NE, Domenico Carneiro, ressaltou a importância do evento para fortalecer o setor, especialmente por meio do associativismo e da discussão sobre o piso mínimo do frete.

Segundo Domenico, iniciativas como essa são estratégicas para alinhar interesses e consolidar pautas comuns entre os transportadores. Para ele, Pernambuco precisa avançar nesse modelo colaborativo. “O associativismo transforma demandas individuais em uma pauta única para o setor, o que fortalece toda a cadeia logística”, destacou.

Evento reúne lideranças e profissionais do transporte

Promovido pela NTC&Logística em parceria com a COMJOVEM Recife, o seminário reuniu cerca de 120 participantes e marcou o primeiro encontro itinerante de 2026. O evento aconteceu no prédio administrativo do Porto de Suape, um dos principais polos logísticos do Nordeste.

A iniciativa abriu um novo ciclo de encontros pelo país, com o objetivo de aproximar a entidade dos profissionais do transporte rodoviário de cargas e estimular o desenvolvimento regional.

Pernambuco no centro das discussões logísticas

Para representantes do setor, a escolha de Pernambuco como sede reforça a relevância do estado no cenário logístico nacional. O presidente da Fetracan, Nilson Gibson Sobrinho, destacou que o encontro contribui diretamente para o fortalecimento das empresas nordestinas e para a construção de soluções conjuntas.

Já o presidente do Setcepe, Carlos Eduardo Salazar Maçães, avaliou o seminário como um momento essencial para o setor, promovendo troca de experiências, aprendizado e alinhamento de demandas.

Formação de lideranças e integração do setor

O evento também reforçou o papel da COMJOVEM na formação de novas lideranças no segmento logístico. O coordenador nacional do grupo, Hudson Rabelo, lembrou que o seminário itinerante é realizado há mais de duas décadas com o propósito de integrar empresários e profissionais do transporte.

Na mesma linha, o vice-coordenador nacional, Italo Grativol, ressaltou que encontros como esse aproximam empresários das entidades e impulsionam o desenvolvimento do setor.

Representando o núcleo local, Josemário Angelin destacou a satisfação em receber o evento em Pernambuco, enfatizando o impacto positivo para a integração e crescimento da logística regional.

Logística regional em expansão

Com debates relevantes e ampla participação, o seminário reforça o momento de transformação vivido pela logística no Nordeste, especialmente em Pernambuco, que busca consolidar sua posição como hub estratégico de transporte e distribuição no Brasil.

FONTE: Folha de Pernambuco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha de Pernambuco

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Logística

Canal do Panamá opera no limite com alta no transporte de GNL após conflito com Irã

O Canal do Panamá está operando em sua capacidade máxima, impulsionado pelo aumento da demanda por transporte de gás natural liquefeito (GNL) em meio ao conflito envolvendo o Irã. A informação foi confirmada pelo administrador da via, Ricaurte Vásquez, que destacou a intensificação do fluxo de embarcações nos últimos dias.

Atualmente, o canal registra a passagem diária de 36 a 38 navios, número acima da média prevista para o período.

Conflito no Oriente Médio impacta rotas marítimas

A guerra na região do Irã tem provocado mudanças significativas nas rotas marítimas globais. Com dificuldades de acesso ao Canal de Suez e o fechamento do Estreito de Ormuz, navios cargueiros — especialmente os que transportam energia — passaram a buscar alternativas para manter suas operações.

Nesse cenário, o Canal do Panamá tem se consolidado como uma rota estratégica, principalmente para o escoamento de GNL dos Estados Unidos para mercados consumidores.

Aumento da demanda por navios de GNL

Segundo a administração do canal, houve crescimento expressivo na procura por passagem de navios transportadores de gás natural liquefeito, especialmente aqueles que partem de portos norte-americanos.

Antes mesmo do início do conflito, o canal já registrava aumento no tráfego desse tipo de embarcação. Agora, a autoridade local se prepara para disponibilizar uma vaga diária para navios de GNL, número significativamente superior à média anterior de quatro por mês.

Capacidade máxima após período de restrições

O funcionamento pleno do Canal do Panamá ocorre após a recuperação dos níveis de água, afetados por uma seca recente que levou à imposição de restrições entre 2023 e 2024.

Com a normalização, a via voltou a operar no limite, superando a previsão inicial de cerca de 34 travessias diárias para o atual ano fiscal.

Manutenção não deve afetar operações

A autoridade do canal informou que o programa de manutenção programado entre março e setembro não terá impacto no fluxo de embarcações. A prioridade segue sendo garantir o transporte eficiente de cargas, especialmente em um cenário global de instabilidade logística.

Janela sazonal favorece transporte de energia

Tradicionalmente, o primeiro trimestre do ano registra queda na movimentação de navios de contêineres vindos da Ásia. Essa redução abre espaço para ampliar o número de passagens de embarcações voltadas ao transporte de commodities energéticas, como o GNL.

A tendência é que o canal continue desempenhando papel central na logística global, oferecendo uma rota mais curta e eficiente para atender à crescente demanda internacional.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Enea Lebrun

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Logística

Corredor logístico sustentável: ANTT inicia projeto pioneiro no Brasil

A Agência Nacional de Transportes Terrestres deu início à estruturação do primeiro corredor logístico sustentável do Brasil, em reunião realizada na última quarta-feira (19). O encontro reuniu representantes de órgãos públicos, iniciativa privada e sociedade civil para alinhar os primeiros passos do projeto.

Integração entre logística, inovação e sustentabilidade

A proposta, batizada de Conexão Litoral, busca combinar eficiência logística, uso de tecnologia e práticas de sustentabilidade ambiental. Participaram das discussões equipes técnicas da ANTT, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), do Ministério dos Transportes, além de representantes do Governo do Paraná, do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), da Portos do Paraná e da concessionária EPR Litoral Pioneiro.

O objetivo principal é criar um modelo de transporte mais moderno e integrado, capaz de atender às demandas econômicas e aos desafios impostos pelas mudanças climáticas.

Paraná como eixo estratégico do projeto

O estado do Paraná foi escolhido como base do projeto devido à sua relevância na produção agrícola e industrial. A região conta com uma estrutura logística essencial para o escoamento de exportações.

Os principais corredores rodoviários convergem para Curitiba e seguem em direção ao litoral, conectando-se ao Porto de Paranaguá. Nesse cenário, a BR-277 se destaca como principal via de ligação entre a capital, o litoral e os terminais portuários.

Impactos econômicos e geração de empregos

Durante o encontro, representantes da concessionária destacaram os benefícios esperados do corredor logístico sustentável, incluindo o fortalecimento do agronegócio, o aumento da competitividade no comércio exterior e o desenvolvimento regional.

As estimativas indicam que o projeto abrangerá cerca de 605 quilômetros de rodovias ao longo de 30 anos de concessão, com gestão de 12 trechos rodoviários. Os investimentos previstos chegam a R$ 19,6 bilhões, com potencial de geração de aproximadamente 110 mil empregos e impacto direto em 27 municípios.

Em Paranaguá, por exemplo, cerca de 44% dos empregos estão ligados à atividade portuária, evidenciando a importância estratégica da região.

Cronograma e próximas etapas

O projeto será desenvolvido em seis fases: planejamento e diagnóstico, modelagem e governança, execução, monitoramento, avaliação técnica e encerramento.

A previsão é que a execução tenha início em 21 de abril de 2026, com conclusão estimada para janeiro de 2028. A iniciativa busca consolidar um novo padrão de infraestrutura logística no Brasil, alinhando crescimento econômico com responsabilidade ambiental.

FONTE: ANTT
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alberto Ruy/ANTT

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Logística

MP do frete aumenta custos logísticos e preocupa indústria brasileira

A nova MP do frete editada pelo governo federal tem gerado forte reação do setor industrial. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) avaliam que a medida pode elevar o custo logístico, reduzir a competitividade da indústria e trazer impactos negativos ao desenvolvimento econômico.

As entidades alertam que o novo modelo, criado para evitar paralisações de caminhoneiros, pode produzir efeito contrário ao esperado, ao ampliar penalidades e reforçar o tabelamento do frete.

Novo sistema de multas é alvo de críticas

A principal preocupação do setor está no endurecimento das regras para o cumprimento da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. Segundo a indústria, o sistema de sanções é considerado inadequado por não refletir a realidade das operações.

Além disso, a medida foi adotada em um cenário de instabilidade econômica global, o que, na avaliação das entidades, agrava ainda mais os desafios enfrentados pelas empresas.

Para a CNI, decisões regulatórias desse porte deveriam considerar análises técnicas mais aprofundadas e diálogo com os setores envolvidos, especialmente diante do risco de paralisação no transporte.

Alta do diesel pressiona frete e cadeia produtiva

O aumento do preço do diesel é apontado como principal fator de tensão no setor. Influenciado por questões geopolíticas internacionais, o combustível tem impacto direto no transporte rodoviário — responsável pela maior parte da logística no país.

Atualmente, o diesel representa entre 30% e 40% dos custos logísticos. Com isso, qualquer alta significativa provoca efeito em cadeia, elevando o valor do frete, encarecendo insumos e pressionando os preços ao consumidor final.

Apesar de medidas adotadas pelo governo para conter os preços, como desoneração tributária e subsídios, os efeitos ainda não foram totalmente percebidos no mercado.

Indústria pede revisão técnica do tabelamento

Outro ponto crítico levantado pelas entidades é a metodologia utilizada no piso mínimo do frete, considerada frágil e pouco alinhada às condições reais do mercado.

A CNI defende que a aplicação de penalidades só ocorra após uma revisão técnica do modelo, com critérios claros, transparência e participação da sociedade civil. A entidade também reforça a importância do papel regulador da ANTT nesse processo.

Segundo a indústria, a falta de ajustes adequados pode gerar insegurança jurídica, além de aumentar a incerteza para empresas que atuam dentro da legalidade.

Medida pode impactar cadeias globais e investimentos

Na avaliação das entidades, a MP pode prejudicar a inserção do Brasil nas cadeias globais de valor, ao elevar custos e reduzir a atratividade do país para investimentos.

A combinação entre cenário internacional adverso e novas exigências regulatórias tende a dificultar ainda mais a recuperação econômica e a competitividade do setor produtivo.

Principais pontos da MP do frete

A Medida Provisória nº 1.343/2026 estabelece uma série de regras para garantir o cumprimento do piso mínimo do frete. Entre os principais pontos estão:

  • Suspensão do registro de transportadores por até 45 dias em caso de reincidência;
  • Cancelamento do registro e impedimento de atuação por até dois anos;
  • Multas que podem chegar a R$ 10 milhões por descumprimento reiterado;
  • Responsabilização de empresas contratantes, incluindo sócios e grupos econômicos;
  • Obrigatoriedade de registro das operações por meio do CIOT, com detalhamento completo;
  • Bloqueio automático de operações fora do piso mínimo por sistemas da ANTT.

Debate exige diálogo e soluções estruturais

Para o setor industrial, a discussão sobre o transporte rodoviário de cargas exige soluções estruturais, com base técnica sólida e amplo diálogo entre governo, empresas e sociedade.

A entidade também destaca que a legislação atual segue sendo questionada no Supremo Tribunal Federal, o que reforça a necessidade de cautela na implementação de novas sanções.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gilberto Sousa/CNI

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Logística

Fretes marítimos globais: novas alianças redefinem rotas e trazem estabilidade ao setor

O mercado de fretes marítimos globais passa por uma fase de mudanças estruturais impulsionadas pela reorganização das principais alianças internacionais de navegação. A implementação de acordos como a Gemini Cooperation vem exigindo uma reformulação das rotas comerciais mais relevantes do planeta. Esse movimento busca equilibrar oferta e demanda em meio a um cenário de instabilidade econômica global.

Reorganização das alianças estratégicas

As grandes companhias marítimas indicam que a nova configuração de serviços avança em direção a uma operação mais eficiente, baseada em uma gestão de frota centralizada. A expectativa é que, até o segundo semestre de 2026, os fretes marítimos globais alcancem um ponto de equilíbrio mais consistente.

Esse cenário tende a favorecer o planejamento de importadores, garantindo maior previsibilidade na disponibilidade de espaço em navios de grande porte. Além disso, a tendência é de redução nas cancelamentos inesperados de escalas, um problema recorrente nos últimos anos.

Eficiência operacional e avanço tecnológico

A busca por maior estabilidade não se limita ao ajuste de capacidade. O setor também amplia investimentos em digitalização logística, com foco em tecnologias de rastreamento e no uso de combustíveis sustentáveis.

Outro ponto em análise é a adoção de contratos de longo prazo, que reduzam a dependência do mercado spot. Com isso, empresas ganham mais segurança para projetar custos, diminuindo impactos de variações nos preços e encargos como o combustível, além de ampliar a transparência nas operações.

Impactos no mercado de contêineres

A tendência de estabilização dos fretes marítimos globais traz efeitos positivos para toda a cadeia logística. Portos de transbordo e zonas francas, altamente dependentes da conectividade marítima, devem se beneficiar com operações mais regulares.

Espera-se também maior fluidez no comércio de bens de consumo e matérias-primas, permitindo que embarcadores retomem pedidos com menor exposição a riscos financeiros. Nesse contexto, o desempenho dos fretes marítimos segue como um importante indicador da saúde do comércio exterior.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Logística

Ferrogrão 2026: projeto enfrenta entraves e leilão deve ser adiado

Considerada uma das principais apostas do governo federal para ampliar a infraestrutura logística, a Ferrogrão 2026 dificilmente sairá do papel no curto prazo. O projeto, que prevê a construção de uma ferrovia de 933 km entre Sinop (MT) e Miritituba (PA), com investimento estimado em cerca de R$ 30 bilhões, deve ter seu leilão adiado para além de 2026.

Desde que foi apresentado, ainda em 2012, o empreendimento enfrenta uma série de obstáculos, incluindo licenciamento ambiental, questionamentos sobre viabilidade econômica e disputas judiciais relacionadas ao traçado, que passa por áreas sensíveis da Amazônia.

TCU suspende andamento e aponta falhas

Um dos principais entraves recentes veio do Tribunal de Contas da União (TCU), que interrompeu a análise do projeto após identificar inconsistências técnicas.

Entre os problemas apontados estão a ausência de comprovação da viabilidade socioambiental, falta de atualização em audiências públicas e lacunas na participação social. Também foram identificadas mudanças relevantes na modelagem, como o aumento expressivo dos custos ambientais e ajustes nas projeções de demanda.

Outro ponto crítico envolve a estrutura financeira: o modelo previa aporte público bilionário, mas técnicos do TCU encontraram um déficit significativo nas contas, levantando dúvidas sobre a sustentabilidade do projeto.

Licenciamento ambiental volta à estaca zero

A situação se agravou com a decisão do Ibama de exigir a revisão completa do estudo ambiental apresentado em 2020. Com isso, o processo de licenciamento da Ferrogrão fica suspenso até a atualização de dados sobre uso do solo, dinâmica populacional e impactos ambientais recentes.

Na prática, a exigência reinicia etapas importantes do processo, o que pode atrasar ainda mais o cronograma.

Ferrovia é estratégica para o agronegócio

Mesmo diante das dificuldades, especialistas reconhecem o potencial da ferrovia para melhorar o escoamento de grãos do Centro-Oeste rumo aos portos do Arco Norte.

A chamada EF-170 teria capacidade para transportar até 52 milhões de toneladas por ano. Estimativas do setor indicam que o uso da ferrovia poderia reduzir significativamente o custo logístico, com economia de até R$ 60 por tonelada em comparação ao transporte rodoviário.

Desafios ambientais e econômicos persistem

Apesar dos ganhos projetados, a construção de uma ferrovia no coração da Amazônia levanta preocupações sobre impactos ambientais e sociais, especialmente em áreas indígenas.

Especialistas também apontam falhas no planejamento, como a concorrência com a BR-163 — rodovia paralela ao traçado — e a ausência de um planejamento logístico integrado no país.

Além disso, há dúvidas sobre a viabilidade financeira. Estudos independentes indicam que o projeto pode exigir altos subsídios públicos, elevando o custo para os cofres da União.

Alternativas logísticas ganham força

Com a indefinição sobre a Ferrogrão, outras soluções passam a ser consideradas. Entre elas, o fortalecimento das hidrovias na região Norte, que apresentam maior eficiência no transporte de grandes volumes.

Especialistas destacam que o uso de rios como Madeira, Tapajós e Tocantins pode oferecer melhor custo-benefício e menor impacto ambiental. No entanto, essas iniciativas também enfrentam entraves políticos e regulatórios.

Falta de planejamento de longo prazo preocupa

Para analistas do setor, o caso da Ferrogrão evidencia a ausência de uma estratégia consistente para a infraestrutura de transporte no Brasil.

A avaliação é de que decisões fragmentadas e mudanças frequentes nas diretrizes comprometem a segurança jurídica e afastam investidores, dificultando a execução de projetos estruturantes.

FONTE: NeoFeed
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NeoFeed

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Logística

Corredor logístico para o Pacífico impulsiona parceria entre Mato Grosso e Paraguai

Uma articulação entre Mato Grosso e Paraguai começou a ganhar forma com foco na ampliação das rotas de exportação e no fortalecimento da cooperação no agronegócio. Em reunião realizada nesta terça-feira (17), em Cuiabá, representantes do setor produtivo discutiram alternativas para reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade regional.

Estratégia para reduzir custos de exportação

O encontro reuniu integrantes da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e o senador paraguaio Enrique Salyn Buzarquis. Entre os principais temas debatidos esteve a criação de um corredor logístico para o Pacífico, com հնարավոր instalação de um centro de distribuição em território paraguaio.

A proposta busca encurtar distâncias e baratear o frete para mercados asiáticos — destino relevante para a produção agrícola brasileira. A melhoria da logística de exportação é considerada essencial para garantir maior eficiência no escoamento da safra.

Competitividade e ambiente de negócios

Durante o diálogo, também foram destacados fatores que aumentam a atratividade do Paraguai, como a estrutura tributária simplificada e a autossuficiência energética. Esses elementos vêm despertando o interesse de produtores brasileiros que buscam alternativas para expandir operações.

Dados apresentados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) reforçam o peso econômico de Mato Grosso. O estado responde por 56% do seu PIB com o agronegócio, além de representar cerca de 12% da produção global de soja. Atualmente, 42% do saldo da balança comercial brasileira está ligado à produção mato-grossense.

Intercâmbio tecnológico e fortalecimento do agro

Além da logística, a parceria prevê troca de experiências e conhecimento técnico. O Paraguai demonstra interesse em adaptar modelos de inteligência de mercado e mobilização do setor produtivo utilizados em Mato Grosso.

Segundo o senador Enrique Salyn Buzarquis, a proximidade geográfica pode se transformar em ganhos concretos de eficiência. A ideia é aproximar produtores paraguaios da estrutura e da atuação institucional da Famato.

Parceria de longo prazo

Para representantes da federação, a iniciativa reforça a necessidade de diversificar rotas e ampliar conexões internacionais. A avaliação é de que há espaço para consolidar uma cooperação duradoura, com benefícios mútuos.

A expectativa é que o diálogo evolua para ações práticas, com impacto direto no campo, por meio da troca de informações, experiências e soluções voltadas ao aumento da produtividade e competitividade.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sistema Famato

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Logística

Cosco mantém operações no Panamá após ajustes logísticos

A Cosco Shipping Lines afirmou que seguirá atuando no Panamá, mesmo após suspender temporariamente seus serviços no Porto de Balboa. A decisão havia gerado dúvidas no setor de transporte marítimo e logística internacional sobre uma possível retirada da companhia do país.

De acordo com fontes ligadas à empresa, ouvidas pelo jornal La Prensa, a medida faz parte de uma reestruturação operacional. A companhia destacou que está apenas redistribuindo as escalas de seus navios porta-contêineres para outros terminais, sem planos de encerrar suas atividades no território panamenho.

Mudanças na rede operacional

O posicionamento veio após comunicado divulgado em 10 de março, quando a empresa informou clientes sobre a interrupção de chegadas e partidas no Porto de Balboa, localizado na entrada do Pacífico do Canal do Panamá.

Até agora, a Cosco não detalhou as razões da decisão, nem esclareceu se a suspensão será temporária ou definitiva. Também não há confirmação sobre uma eventual retomada das operações no terminal.

Reestruturação portuária influencia cenário

A decisão ocorre em meio a transformações relevantes no sistema portuário do país. Recentemente, a Suprema Corte do Panamá considerou inconstitucional o contrato de concessão firmado entre o governo e a Companhia de Portos do Panamá (PPC), vigente desde 1997.

Com isso, o Estado assumiu o controle dos portos de Balboa e Cristóbal e estabeleceu contratos provisórios, com duração de 18 meses, para garantir a continuidade das operações enquanto prepara uma nova licitação internacional.

Novos operadores nos terminais

Nesse período de transição, a administração do Porto de Balboa foi atribuída à APM Terminals Panama, empresa ligada à Maersk. Já o Porto de Cristóbal passou a ser operado pela Terminal Investment Limited (TiL), associada à MSC.

Ambos os terminais seguem sob supervisão da Autoridade Marítima do Panamá, responsável por coordenar o funcionamento do sistema portuário.

Impactos logísticos e movimentação de cargas

A Cosco orientou que os contêineres vazios sejam devolvidos aos terminais do Manzanillo International Terminal (MIT) e do Colón Container Terminal (CCT), localizados na província de Colón.

Segundo o ministro para Assuntos do Canal, José Ramón Icaza, a suspensão das operações no Porto de Balboa foi inesperada. Ele ressaltou que a companhia responde por cerca de 4% da carga movimentada no local.

“O volume operado pela Cosco é relevante para o país, e esperamos que a empresa reavalie a decisão de não utilizar o porto”, afirmou.

Perspectivas para o setor marítimo

O episódio reforça a importância de ajustes estratégicos nas rotas globais de transporte marítimo de cargas, especialmente em regiões-chave como o Canal do Panamá. A expectativa do mercado é que a Cosco mantenha sua presença no país, ainda que com mudanças em sua malha logística.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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