Logística

Hidrovia Paraná-Paraguai: DEME apresenta proposta com tarifa 17% menor e tenta reabrir licitação

A empresa belga DEME voltou a se movimentar na disputa pela concessão da Hidrovia Paraná-Paraguai, mesmo com o processo licitatório já em fase avançada e com a concorrente Jan De Nul previamente selecionada para o contrato de dragagem e balizamento da chamada Hidrovia Troncal da Argentina.

Em uma carta encaminhada ao ministro da Economia argentino, Luis Caputo, a companhia defendeu a reavaliação das condições da licitação e apresentou uma proposta que prevê redução significativa nos custos operacionais para os usuários da via navegável.

Empresa questiona piso tarifário da licitação

No documento, assinado por Steven Bouckaert, gerente-geral da DEME NV, a empresa afirma que não conseguiu apresentar sua melhor oferta devido à existência de um piso tarifário considerado elevado.

Segundo a companhia, a tarifa mínima estabelecida no processo atual supera os valores ofertados pela DEME em uma licitação anterior, realizada em 2025 e posteriormente cancelada, mesmo incluindo um escopo mais amplo de serviços.

A avaliação da empresa é de que a exigência tarifária encarece de forma artificial os custos da operação para usuários da hidrovia, incluindo exportadores argentinos e empresas ligadas ao comércio internacional.

Nova proposta prevê economia bilionária

Como alternativa, a DEME propôs a realização de uma nova concorrência com condições econômicas mais competitivas.

A empresa ofereceu uma tarifa máxima de US$ 4,77 por NRT, valor 17,4% inferior ao piso atualmente previsto, de US$ 5,78 por NRT. A proposta mantém todas as atividades exigidas no edital, incluindo os serviços de dragagem e sinalização.

De acordo com os cálculos apresentados pela companhia, a redução poderia representar uma economia acumulada de pelo menos US$ 2,5 bilhões ao longo dos 25 anos de concessão.

A empresa argumenta ainda que, somada à redução de 15% já prevista no processo em andamento, a nova proposta poderia diminuir os custos operacionais em aproximadamente 30% em comparação aos níveis atuais.

DEME prepara projeto alternativo

Além de questionar as regras da licitação, a companhia informou que está desenvolvendo uma iniciativa privada baseada na legislação argentina para apresentar uma alternativa formal ao projeto em curso.

Segundo a empresa, estudos técnicos e econômicos estão sendo concluídos para demonstrar a viabilidade da proposta e sua aderência às necessidades da hidrovia.

A DEME sustenta que, caso o piso tarifário seja mantido, os usuários da via fluvial poderão pagar cerca de 21% acima do valor considerado compatível com as condições de mercado.

Apoio de empresas e investidores dos Estados Unidos

Outro ponto destacado pela DEME é o apoio de grupos empresariais norte-americanos ao projeto.

Além da assinatura de Bouckaert, o documento conta com o respaldo de executivos ligados a companhias dos Estados Unidos, entre eles representantes da Great Lakes Dredge & Dock Company, da Clear Street e da KKR.

Embora essas empresas não integrem formalmente a proposta apresentada na licitação, elas manifestaram disposição para fornecer suporte financeiro e operacional caso a iniciativa avance.

Projeto é apresentado como estratégico para Argentina e EUA

Na avaliação dos signatários, a modernização da Hidrovia Paraná-Paraguai possui importância estratégica para o comércio exterior argentino, além de contribuir para a atração de investimentos privados.

A carta destaca ainda que uma eventual participação de investidores norte-americanos no projeto fortaleceria as relações econômicas entre Argentina e Estados Unidos e serviria como sinal de confiança nas reformas econômicas promovidas pelo governo de Javier Milei.

O documento também menciona apoio político do governo do presidente Donald Trump à proposta defendida pela DEME.

FONTE: La Nación
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Concessões de Infraestrutura de Transportes avançam com primeira reunião de grupo de trabalho em Brasília

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) realizou na terça-feira (9), em Brasília, a primeira reunião do Grupo de Trabalho sobre Concessões de Infraestrutura de Transportes. A iniciativa reúne representantes de diferentes segmentos para discutir melhorias nos modelos de concessão dos setores portuário, aeroportuário e hidroviário.

Criado com o objetivo de elaborar estudos e propostas de aperfeiçoamento regulatório, o colegiado busca fortalecer a gestão dos contratos e ampliar a eficiência dos projetos de infraestrutura no país.

Governo aposta em integração entre modais para atrair investimentos

Durante a abertura do encontro, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou a importância da troca de experiências entre os diferentes modais de transporte para aperfeiçoar os modelos atuais e ampliar a confiança dos investidores.

Segundo ele, a iniciativa permitirá reunir práticas bem-sucedidas dos setores envolvidos para fortalecer a segurança jurídica, aumentar a previsibilidade dos projetos e aprimorar as políticas públicas voltadas à infraestrutura.

O ministro ressaltou ainda que a modernização das concessões pode contribuir diretamente para o crescimento econômico, a geração de empregos e a ampliação de oportunidades em diversas regiões do país.

Experiências nacionais e internacionais entram na pauta

Durante a reunião, os participantes analisaram contribuições técnicas apresentadas por áreas do Ministério de Portos e Aeroportos, além de órgãos reguladores como a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O grupo também debateu modelos adotados no Brasil e no exterior relacionados a contratos de concessão, parcerias público-privadas (PPPs) e mecanismos de extensão contratual, buscando identificar soluções capazes de aprimorar o ambiente regulatório.

Diálogo com o setor deve resultar em propostas concretas

A secretária-executiva do MPor, Thairyne Oliveira, afirmou que o grupo foi criado para ampliar a participação dos setores envolvidos na construção de melhorias regulatórias.

De acordo com ela, o objetivo é transformar os desafios apontados por empresas, operadores e agentes do mercado em propostas estruturadas, com prioridades definidas e cronograma de execução.

A expectativa é que o diálogo entre governo e iniciativa privada resulte em medidas capazes de fortalecer o ambiente de negócios e ampliar os investimentos em infraestrutura.

Grupo terá 90 dias para apresentar relatório

Entre as atribuições do GT estão a análise dos regimes jurídicos aplicados aos diferentes modais, a avaliação dos impactos econômicos, fiscais e regulatórios de eventuais mudanças e a formulação de diretrizes para futuras concessões e renovações contratuais.

Temas como novos investimentos, eficiência operacional, qualidade dos serviços e interesse público também fazem parte da agenda de discussões.

Instituído por portaria em abril deste ano, o grupo terá prazo de 90 dias para entregar um relatório contendo propostas de aperfeiçoamento normativo e recomendações para os modelos de concessão sob responsabilidade do Ministério de Portos e Aeroportos.

Objetivo é fortalecer a logística e reduzir riscos regulatórios

A criação do GT busca promover maior integração entre os diferentes modelos de concessão existentes nos setores de transporte administrados pelo governo federal. A estratégia visa reduzir riscos regulatórios, ampliar a atratividade dos projetos e garantir a continuidade dos investimentos em infraestrutura logística.

Com isso, o governo espera consolidar um ambiente mais estável para investidores e impulsionar o desenvolvimento do setor nos próximos anos.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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Logística

Galpões logísticos impulsionam desenvolvimento econômico e transformam cidades em polos de negócios

O crescimento dos galpões logísticos de alto padrão está mudando a dinâmica econômica de diversas regiões brasileiras. Impulsionado pela expansão do e-commerce, pela modernização das cadeias de suprimentos e pela necessidade de aproximar operações dos principais mercados consumidores, o setor alcançou um novo patamar em 2025.

Dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) mostram que o estoque nacional de empreendimentos logísticos ultrapassou 38 milhões de metros quadrados, consolidando o segmento como um dos mais estratégicos para a economia do país.

Corredores logísticos atraem empresas e investimentos

A busca por maior eficiência operacional tem levado empresas dos setores de logística, varejo e indústria a expandirem suas atividades em regiões com localização privilegiada. Municípios situados próximos a importantes rodovias, portos e aeroportos vêm se destacando como novos polos de desenvolvimento.

Áreas do interior de São Paulo, Sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina concentram parte significativa dessa expansão, beneficiadas pela posição estratégica nos principais corredores de transporte do país.

Além de ampliar a capacidade de armazenagem e distribuição, os condomínios logísticos têm contribuído para atrair novos negócios e estimular a economia local.

Segundo Mariana Schilis, sócia da Fulwood, a chegada desses empreendimentos costuma desencadear um ciclo de crescimento regional, beneficiando não apenas as empresas instaladas, mas também fornecedores, transportadoras, prestadores de serviços e o comércio local.

Infraestrutura ganha reforço com novos empreendimentos

A instalação de grandes ativos logísticos também costuma impulsionar melhorias na infraestrutura urbana e viária das cidades que recebem os investimentos.

Projetos de ampliação de acessos rodoviários, modernização das redes de energia e novos aportes públicos e privados frequentemente acompanham a implantação dos condomínios logísticos, aumentando a competitividade dos municípios.

De acordo com especialistas, esses empreendimentos funcionam como catalisadores de desenvolvimento, ampliando a atratividade regional para novas empresas e contribuindo para a diversificação da atividade econômica.

Mercado logístico mantém alta demanda

O setor segue aquecido em todo o país. Levantamentos recentes apontam que a taxa média de vacância dos condomínios logísticos brasileiros permanece próxima de 6%.

Em algumas regiões da Grande São Paulo, considerada o principal mercado nacional, esse índice chega a cerca de 2%, refletindo a forte procura por áreas bem localizadas e a oferta limitada de empreendimentos modernos.

A tendência acompanha o cenário internacional. Estudo da CBRE indica que os ativos logísticos estão entre os segmentos imobiliários mais valorizados globalmente, impulsionados pela digitalização da economia, pela necessidade de entregas mais rápidas e pela busca por cadeias de abastecimento mais resilientes.

Sustentabilidade e planejamento ampliam relevância do setor

A importância dos condomínios logísticos vai além da armazenagem de produtos. Especialistas destacam que esses empreendimentos contribuem para uma ocupação mais planejada das áreas industriais, ajudam a reduzir a pressão sobre grandes centros urbanos e promovem uma distribuição mais equilibrada das atividades produtivas.

Aspectos relacionados à sustentabilidade, eficiência energética e integração com as comunidades locais também passaram a ter peso crescente nas decisões de investidores e empresas ocupantes.

Atualmente, a Fulwood administra mais de 20 empreendimentos localizados nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. O portfólio supera 1 milhão de metros quadrados sob gestão e mantém ocupação total dos espaços disponíveis.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Logística

Planejamento de seguros corporativos amplia logística 2026

Empresas passam a integrar gestão de risco, transporte e seguros corporativos para ampliar previsibilidade operacional e reduzir impactos financeiros.

A complexidade das operações logísticas tem ampliado a integração entre planejamento de seguros corporativos e gestão de transporte. Empresas dos setores de logística, comércio exterior e distribuição vêm revisando estratégias para reduzir exposição a riscos operacionais e financeiros.

Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostram crescimento contínuo na demanda por seguros corporativos ligados ao transporte e à movimentação de cargas, impulsionado pelo aumento das operações logísticas e pela necessidade de proteção patrimonial.

Segundo a BWIN TECH Seguros, o seguro corporativo passou a ocupar papel mais estratégico nas operações, especialmente em cadeias logísticas que demandam maior previsibilidade e controle operacional.

Para Carla Kuhn, Partner and Business Development Director da empresa, a tendência é de maior integração entre tecnologia, análise de risco e logística. “O seguro deixou de atuar apenas como proteção financeira posterior ao sinistro. Hoje ele faz parte da estratégia operacional e da gestão preventiva de riscos”, afirma.

A empresa destaca que ferramentas de monitoramento, rastreabilidade e inteligência de dados vêm influenciando diretamente a modelagem das apólices e os processos de mitigação de perdas. “Quanto maior a integração entre logística e gestão de risco, maior a capacidade de prevenção e previsibilidade financeira das empresas”, explica Carla.

Segundo levantamento da ANTT, o transporte rodoviário continua responsável pela maior parte da movimentação de cargas no Brasil, ampliando a relevância de estratégias de proteção logística e seguros especializados.

TEXTO E IMAGEM: BWIN TECH

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Logística

Concessão de rodovias em SC mobiliza setor produtivo durante audiências públicas da ANTT

Representantes do setor produtivo catarinense irão participar das audiências públicas promovidas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para discutir o processo de concessão de rodovias em Santa Catarina. O objetivo é reunir contribuições da sociedade sobre os projetos que envolvem dois importantes lotes rodoviários federais no estado.

As consultas públicas abrangem as minutas do edital e do contrato de concessão, além do Programa de Exploração da Rodovia (PER) e dos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental dos empreendimentos.

Entidades apontam preocupação com proposta apresentada

Durante reunião do Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM), realizada nesta segunda-feira (8), no SESC Cacupé, foi apresentada uma análise da Fetrancesc indicando que o atual Programa de Exploração Rodoviária não atende plenamente às demandas dos principais corredores logísticos de Santa Catarina.

Segundo a avaliação da entidade, as intervenções previstas são insuficientes para acompanhar o crescimento econômico e a movimentação de cargas em regiões estratégicas do estado.

FIESC alerta para risco de gargalos logísticos

O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, criticou o modelo de concessão proposto pela ANTT e demonstrou preocupação com a capacidade da infraestrutura rodoviária de atender à expansão da atividade econômica catarinense.

De acordo com Seleme, o projeto não contempla adequadamente o fluxo de produção oriundo do Oeste catarinense, que tem como destino as regiões Sul e Litoral, áreas que já enfrentam forte pressão sobre a malha viária.

Para o dirigente, o planejamento das futuras concessões deve considerar a evolução econômica do estado e as necessidades de longo prazo da logística de transporte.

Projetos abrangem mais de 680 quilômetros de rodovias federais

Os estudos em análise envolvem dois lotes rodoviários considerados estratégicos para a mobilidade e o desenvolvimento econômico de Santa Catarina.

O Lote 01 possui aproximadamente 515,6 quilômetros de extensão e contempla trechos das BR-153, BR-282 e BR-470. Já o Lote 03 reúne cerca de 166 quilômetros das BR-153, BR-282 e BR-480.

Somados, os dois projetos abrangem mais de 680 quilômetros de rodovias federais que conectam regiões produtoras, polos industriais e importantes corredores de exportação, fundamentais para o escoamento da produção catarinense.

Calendário das audiências públicas em Santa Catarina

A ANTT realizará encontros presenciais em diferentes regiões do estado para ampliar a participação da sociedade no processo de discussão.

Chapecó

Data: 9 de junho
Horário: 9h
Local: Mogano Hotel

Rio do Sul

Data: 10 de junho
Horário: 9h
Local: Jardim América Casa de Eventos

Blumenau

Data: 11 de junho
Horário: 9h
Local: Hotel Himmelblau

Itajaí

Data: 12 de junho
Horário: 9h
Local: Sandri Palace Hotel

Encerramento ocorrerá em Brasília

O ciclo de audiências será concluído em 16 de junho com uma sessão híbrida em Brasília, permitindo participação presencial e virtual de representantes da sociedade, entidades empresariais e demais interessados no processo de concessão rodoviária.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Filipe Scotti

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Logística

Brasil e Panamá fortalecem parceria para logística de fertilizantes e expansão do comércio agropecuário

A missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) ao Panamá resultou em avanços importantes para o fortalecimento da logística de fertilizantes, da cooperação técnica e da ampliação do comércio agropecuário entre os dois países. A agenda também consolidou a abertura do mercado panamenho para a importação de sementes brasileiras de coco e café.

A iniciativa faz parte da estratégia do Governo Federal para diversificar rotas logísticas, ampliar a presença dos produtos brasileiros no exterior e fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro por meio de ações sustentáveis e inovadoras.

Panamá ganha destaque como hub logístico para o agronegócio

Com apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), a delegação brasileira participou de reuniões com representantes dos setores público e privado do Panamá. As discussões abordaram oportunidades ligadas à logística agrícola, aos bioinsumos, à inovação tecnológica e ao fornecimento de insumos essenciais para a produção rural.

Entre os principais compromissos da missão esteve a visita técnica ao complexo portuário de Cristóbal, onde a comitiva conheceu estruturas destinadas à movimentação, armazenamento e transbordo de cargas. O grupo também avaliou sistemas de integração logística que conectam o país a importantes rotas marítimas internacionais.

Durante a programação, foram apresentados processos relacionados ao transporte de fertilizantes, grãos, gás natural e matérias-primas utilizadas na fabricação de adubos. A análise reforçou o potencial do Panamá como uma plataforma estratégica para o abastecimento de fertilizantes agrícolas destinados ao mercado brasileiro.

Canal do Panamá reforça importância estratégica para cadeias globais

A posição geográfica privilegiada do Panamá e sua conexão com os principais corredores marítimos mundiais, impulsionada pelo Canal do Panamá, foram apontadas como fatores decisivos para futuras parcerias voltadas ao fortalecimento das cadeias de suprimentos do setor agropecuário.

A delegação também visitou o Centro de Visitantes de Água Clara, localizado na região atlântica do novo canal. No local, os representantes brasileiros acompanharam o funcionamento das eclusas e a passagem de embarcações de grande porte, aprofundando o entendimento sobre a relevância da estrutura para a logística internacional e o comércio global.

Setor produtivo discute fertilizantes, inovação e bioinsumos

Outro destaque da agenda foi o encontro com representantes da Asociación Nacional de Distribuidores de Insumos Agropecuarios y Maquinarias (ANDIA), entidade que reúne empresas dos segmentos de insumos agropecuários e máquinas agrícolas.

As conversas envolveram temas como produção, distribuição e transporte de fertilizantes, além de oportunidades de cooperação em bioinsumos, inovação tecnológica e modernização da agricultura.

Brasil e Panamá ampliam diálogo entre produtores rurais

A missão também promoveu reuniões com lideranças das principais entidades agropecuárias panamenhas. Os debates se concentraram em intercâmbio de conhecimento, transferência de tecnologia, logística de insumos e ampliação das relações comerciais.

O diálogo reforçou o interesse de ambos os países em estreitar a integração entre os setores produtivos, especialmente em áreas ligadas à segurança alimentar, inovação e desenvolvimento sustentável da agropecuária.

Mercado panamenho é aberto para sementes brasileiras

No âmbito governamental, a comitiva brasileira foi recebida pelo ministro do Desenvolvimento Agropecuário do Panamá, Roberto Linares, e pelo vice-ministro José Aníbal Rincón Stanziola. O encontro reuniu autoridades ligadas às áreas de sanidade vegetal, saúde animal, irrigação, pecuária, agricultura e agroindústria.

Durante a reunião, foram assinados os documentos que oficializam a abertura do mercado panamenho para a importação de sementes brasileiras de coco e café. A medida representa mais um avanço na estratégia de ampliação de mercados internacionais para o setor agropecuário nacional.

Além de criar novas oportunidades para exportadores brasileiros, a iniciativa fortalece a confiança entre os sistemas sanitários dos dois países e contribui para diversificar as relações comerciais bilaterais.

Parceria estratégica fortalece o agronegócio brasileiro

Os resultados da missão reforçam o compromisso do Mapa com a expansão dos mercados para produtos agropecuários brasileiros e com a construção de parcerias internacionais voltadas ao fortalecimento do abastecimento de insumos essenciais para a produção rural.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Logística

Corredor Bioceânico: Receita Federal intensifica preparação aduaneira com expedição técnica internacional

A Receita Federal promoveu uma expedição técnica ao longo do Corredor Bioceânico entre os dias 30 de maio e 8 de junho, com o objetivo de aprimorar o planejamento das operações aduaneiras e logísticas ligadas ao projeto de integração regional.

A ação reuniu oito servidores especializados em áreas estratégicas, incluindo comércio exterior, repressão aduaneira, inteligência e relações internacionais.

Missão percorre quatro países da rota bioceânica

Durante a expedição, a equipe percorreu trechos da rota que conecta Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, visitando postos de fronteira, unidades alfandegárias, centros logísticos e portos localizados na costa do Oceano Pacífico.

O trabalho de campo teve como foco identificar desafios operacionais e oportunidades relacionadas à futura movimentação de cargas e ao aumento do fluxo comercial esperado com a consolidação do corredor.

Avaliação busca melhorar eficiência e segurança

Entre os principais pontos analisados estão a infraestrutura logística, os procedimentos de controle aduaneiro, os tempos de travessia nas fronteiras, a gestão de riscos e os mecanismos de cooperação entre os países envolvidos.

As informações coletadas servirão de base para fortalecer o planejamento institucional da Receita Federal, contribuindo para a modernização dos processos e para a adaptação às novas demandas de transporte e comércio internacional.

Integração e modernização das fronteiras

A iniciativa reforça a estratégia da Receita Federal de ampliar a integração entre os órgãos de controle e os parceiros internacionais, buscando equilibrar agilidade logística, segurança aduaneira e facilitação do comércio exterior.

Com a expectativa de crescimento das operações no Corredor Bioceânico, a expedição representa mais um passo na preparação das estruturas de fiscalização e controle para acompanhar a expansão das rotas comerciais na América do Sul.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

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Logística

Canal do Panamá avalia restrições para navios diante do risco de nova crise hídrica

A Autoridade do Canal do Panamá iniciou estudos para uma eventual redução dos limites de profundidade permitidos para embarcações que utilizam a hidrovia. A medida preventiva busca minimizar os impactos de um possível retorno do fenômeno El Niño, que pode comprometer os níveis de água essenciais para o funcionamento da rota marítima.

A iniciativa ocorre após a severa crise hídrica registrada entre 2023 e 2024, quando a escassez de água reduziu a capacidade operacional do canal, provocando congestionamentos de navios, aumento dos custos logísticos e alterações em importantes rotas comerciais internacionais.

Revisão das regras pode antecipar ajustes operacionais

De acordo com o administrador do Canal do Panamá, Ricaurte Vásquez, as equipes técnicas já começaram a revisar os parâmetros utilizados para definir os limites de carga das embarcações com base na profundidade disponível.

Tradicionalmente, essa avaliação é realizada no fim do ano, mas o monitoramento antecipado reflete a preocupação com possíveis mudanças nas condições climáticas.

Atualmente, o sistema opera com calado máximo de até 50 pés graças ao volume de chuvas registrado nos últimos meses. Nas eclusas Neopanamax, utilizadas por navios de grande porte, o limite operacional varia entre 47 e 49,5 pés.

Segundo a autoridade panamenha, caso haja deterioração das condições hidrológicas, uma redução inicial de um pé poderá ser aplicada já no final de junho.

Canal do Panamá movimenta cerca de 5% do comércio marítimo global

Considerado um dos principais corredores logísticos do mundo, o Canal do Panamá conecta os oceanos Atlântico e Pacífico e desempenha papel estratégico para o comércio internacional.

A hidrovia atende mais de 1.700 portos distribuídos em cerca de 160 países e responde por aproximadamente 5% do comércio marítimo mundial.

Após superar as restrições impostas pela seca recente, o canal encerrou o ano fiscal de 2025 com receita recorde de US$ 5,7 bilhões. No período, foram registrados 13.404 trânsitos de embarcações, crescimento de 19,3% em relação ao exercício anterior, com movimentação próxima de 489 milhões de toneladas de carga.

Restrição no calado pode reduzir capacidade de transporte

Embora uma eventual redução de um pé no calado pareça pequena, especialistas do setor marítimo alertam para impactos relevantes na operação dos navios.

Durante a crise hídrica anterior, estudos apontaram que cada pé de restrição poderia representar uma perda de cerca de 400 TEUs em grandes navios porta-contêineres.

Na prática, isso significa menos carga transportada por viagem, redução da eficiência operacional e possível aumento dos custos para armadores e embarcadores.

Em cenários mais críticos, empresas de navegação podem ser obrigadas a redistribuir mercadorias, utilizar embarcações adicionais ou até redirecionar rotas, ampliando os tempos de trânsito e os custos logísticos globais.

Comércio exterior brasileiro acompanha cenário com atenção

As possíveis restrições também são monitoradas de perto pelo setor de comércio exterior brasileiro. O Canal do Panamá é uma rota estratégica para cargas destinadas à costa oeste dos Estados Unidos, países da América Central e parte dos mercados asiáticos.

Além dos contêineres, a hidrovia é utilizada para o transporte de fertilizantes, produtos químicos e diversas commodities agrícolas, fundamentais para a balança comercial brasileira.

Ao iniciar as avaliações de forma antecipada, a Autoridade do Canal do Panamá demonstra uma postura mais preventiva em relação à crise anterior. O objetivo é garantir maior previsibilidade operacional e reduzir riscos para as cadeias globais de suprimentos, evitando interrupções que possam afetar o fluxo do comércio internacional.

FONTE: Agência Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Logística

PEC da Segurança Pública pode ampliar atuação da PRF e reforçar proteção nos corredores logísticos

A PEC da Segurança Pública começou a ser debatida sob a perspectiva do setor transportador. Representantes da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) se reuniram em Brasília para avaliar os possíveis efeitos da proposta sobre a segurança logística, a integração entre modais e o combate à criminalidade nas rotas de transporte do país.

O encontro marcou o início das discussões sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 18/2025, que prevê maior articulação entre os órgãos de segurança pública e amplia as atribuições da PRF, que poderá passar a se chamar Polícia Viária Federal.

Atuação poderá ser ampliada para ferrovias e hidrovias

Uma das principais mudanças previstas na proposta é a expansão do campo de atuação da corporação. Atualmente concentrada no patrulhamento das rodovias federais, a PRF poderá assumir também atividades ostensivas em ferrovias e hidrovias federais.

A medida é considerada estratégica diante da crescente integração entre os diferentes modais de transporte e da necessidade de fortalecer a segurança das cadeias logísticas brasileiras.

Segundo José Roberto Barros, integrante do Projeto Estratégico da PEC da Segurança Pública na PRF, a corporação está avaliando os impactos operacionais e institucionais da proposta.

De acordo com ele, a participação da CNT é importante para contribuir com a visão do setor transportador e auxiliar na construção de um diagnóstico sobre os desafios e oportunidades da ampliação das competências da polícia.

Integração de dados é apontada como prioridade

Além da ampliação da atuação policial, outro tema central das discussões foi a necessidade de aprimorar a integração de dados entre órgãos públicos e empresas do setor de transporte.

A gerente-executiva Governamental da CNT, Danielle Bernardes, destacou que a falta de interoperabilidade entre sistemas de informação ainda limita a elaboração de estratégias mais eficientes de segurança.

Segundo ela, a entidade apoia a proposta desde sua apresentação justamente porque os problemas relacionados à criminalidade afetam todos os modais de transporte. A executiva também ressaltou que dados integrados são essenciais para identificar áreas de risco e direcionar políticas públicas de forma mais precisa.

Informações consolidadas podem melhorar gestão de riscos

Na avaliação do consultor de Segurança Pública da CNT, Getúlio Bezerra, a ampliação do acesso a informações estatísticas poderá trazer benefícios tanto para o poder público quanto para as empresas do setor.

Ele afirma que bases de dados mais organizadas e acessíveis ajudam no planejamento operacional, na prevenção de ocorrências e na gestão de riscos das operações logísticas.

O especialista também destaca que o setor vem investindo em mecanismos de proteção, mas ainda enfrenta dificuldades para acessar informações consolidadas que auxiliem na tomada de decisões estratégicas.

Cooperação entre instituições deve avançar

A expectativa da CNT e da PRF é ampliar o diálogo durante a tramitação da proposta no Congresso Nacional. A cooperação deverá se concentrar principalmente em temas ligados à inteligência de segurança, produção de estatísticas e proteção dos principais corredores logísticos do país.

Caso aprovada, a PEC poderá promover mudanças significativas na estrutura da segurança pública voltada ao transporte, ampliando a atuação estatal em diferentes modais e fortalecendo ações de prevenção e combate ao crime.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Logística

Terminal de contêineres em Aracruz terá capacidade de 1,2 milhão de TEUs e reforçará logística no Espírito Santo

A Hapag-Lloyd, por meio da sua divisão de terminais portuários, a Hanseatic Global Terminals (HGT), concluiu a aquisição de 50% de participação no projeto de construção de um novo terminal de contêineres em Aracruz, no Espírito Santo. O empreendimento será desenvolvido em parceria com o Grupo Imetame por meio da joint venture Hanseatic Global Terminals Aracruz S.A.

O novo complexo portuário integra a estratégia de expansão da infraestrutura logística brasileira e deverá ampliar a capacidade de movimentação de cargas no país.

Novo terminal deve iniciar operações em 2028

Com previsão de entrada em operação para meados de 2028, o terminal foi projetado para movimentar até 1,2 milhão de TEUs por ano, tornando-se um dos principais projetos portuários em desenvolvimento no Brasil.

A estrutura contará com um cais de 750 metros de extensão, profundidade operacional de 17 metros e equipamentos modernos para movimentação de contêineres. O terminal também estará preparado para receber navios de grande porte utilizados nas principais rotas marítimas internacionais.

Segundo a HGT, a nova instalação permitirá ampliar a conectividade logística da região e fortalecer os fluxos de comércio entre o Brasil e mercados globais.

Investimento amplia capacidade portuária brasileira

A chegada de um novo terminal de grande porte ocorre em um momento de crescimento da movimentação de contêineres nos portos brasileiros. Nos últimos anos, operadores do setor têm alertado para limitações de capacidade em importantes corredores logísticos do Sudeste.

Nesse contexto, o empreendimento em Aracruz surge como alternativa para absorver parte da demanda crescente de exportações, importações e operações de transbordo.

A expectativa é que a nova estrutura ofereça mais opções para embarcadores e contribua para reduzir a concentração de cargas nos portos de Santos e do Rio de Janeiro.

Espírito Santo fortalece posição estratégica na logística nacional

Localizado no litoral norte capixaba, o terminal foi concebido para atuar tanto no atendimento ao comércio exterior quanto como hub de transbordo para serviços marítimos ao longo da costa brasileira.

O projeto reforça o protagonismo do Espírito Santo na atração de investimentos em infraestrutura portuária, armazenagem e operações logísticas integradas.

A localização estratégica do estado, conectada a importantes corredores rodoviários e ferroviários que ligam o Sudeste, Centro-Oeste e Minas Gerais, tem impulsionado o interesse de investidores e operadores logísticos.

Especialistas avaliam que a necessidade de diversificação de rotas e a expansão das trocas comerciais internacionais devem aumentar a importância dos portos capixabas nos próximos anos.

Armadores ampliam presença na infraestrutura logística

A participação da Hapag-Lloyd no terminal de Aracruz acompanha uma tendência global observada entre grandes companhias marítimas. Cada vez mais, armadores buscam ampliar o controle sobre etapas estratégicas da cadeia logística por meio de investimentos em terminais portuários e centros de distribuição.

Empresas como MSC, Maersk e CMA CGM também vêm adotando modelos de integração vertical, fortalecendo sua atuação além do transporte marítimo tradicional.

A estratégia tem como objetivo aumentar a eficiência operacional, reduzir dependências de terceiros e garantir maior previsibilidade nas operações logísticas.

Novo terminal pode gerar benefícios para exportadores e operadores

Para exportadores, importadores, agentes de carga e operadores logísticos, a entrada em operação do terminal deverá ampliar a oferta de capacidade e atrair novos serviços marítimos para a região.

Além disso, o aumento da concorrência entre operadores portuários tende a contribuir para ganhos de eficiência e melhores condições operacionais.

O projeto também acompanha o crescimento da demanda impulsionada pelo agronegócio, pela indústria e pelo avanço do comércio eletrônico, setores que exigem cada vez mais agilidade e capacidade logística.

Quando estiver concluído, o terminal de Aracruz deverá integrar o grupo dos maiores empreendimentos voltados à movimentação de contêineres no país, consolidando o Espírito Santo como um dos principais polos logísticos do Brasil.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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