Logística

Navio autônomo de contêineres inicia operação comercial no Japão e marca nova era na logística marítima

O Japão deu um passo inédito ao colocar em operação comercial o primeiro navio autônomo de contêineres nível 4 do mundo. A embarcação, com cerca de 134 metros de comprimento, já navega em rotas regulares sem necessidade de intervenção humana contínua, sinalizando uma transformação relevante na logística costeira.

Batizado de GENBU, o porta-contêineres entrou em serviço após anos de testes conduzidos por instituições como a Nippon Foundation e a Furuno. Desde 30 de janeiro de 2026, o navio opera oficialmente com certificações técnicas e autorização do governo japonês, consolidando o uso da navegação autônoma comercial.

Rotas estratégicas e operação em condições reais

Com capacidade para transportar até 700 TEU, o GENBU conecta importantes centros logísticos do Japão, como Kobe e Tóquio, passando por Osaka, Nagoya, Shimizu e Yokohama. A rota é considerada essencial para o fluxo doméstico de cargas.

Diferentemente de projetos experimentais, a embarcação atua em ambiente real de mercado, lidando com tráfego intenso, prazos rigorosos e integração com cadeias logísticas já estabelecidas — fatores que reforçam a viabilidade do navio autônomo comercial.

Sistema inteligente garante segurança e eficiência

O projeto faz parte do programa MEGURI2040, criado para enfrentar desafios estruturais do setor marítimo japonês, como a escassez de tripulantes e o envelhecimento da força de trabalho.

A tecnologia de autonomia nível 4 permite que o navio opere dentro de condições previamente definidas, utilizando sensores e sistemas inteligentes para interpretar o ambiente e ajustar rotas automaticamente.

Entre os destaques está o sistema desenvolvido pela Furuno, que integra dados de radar e AIS para tomada de decisão em tempo real. No centro dessa estrutura está o algoritmo SRU (Ship Routing Unit), responsável por calcular rotas seguras e evitar colisões, mesmo em áreas de tráfego intenso.

Apesar do alto grau de automação, a operação conta com supervisão remota em terra, garantindo controle adicional durante toda a navegação. O conceito Bridge Zero (B0) também permite períodos sem tripulação ativa na ponte, desde que dentro dos parâmetros autorizados.

Certificação e regulamentação viabilizam avanço

Antes de iniciar suas atividades comerciais, o GENBU passou por rigorosos processos de validação. A embarcação recebeu certificação da ClassNK e aprovação do Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo do Japão, consolidando sua operação dentro das normas vigentes.

O navio também obteve a notação AUTO-Nav2(All), que reconhece sistemas avançados de navegação autônoma segura. Esse marco só foi possível graças ao desenvolvimento de diretrizes regulatórias específicas, iniciadas pelo governo japonês em 2024.

Escassez de tripulantes acelera automação

A adoção da tecnologia marítima autônoma ocorre em um cenário de escassez de profissionais. Atualmente, cerca de 40% do transporte doméstico japonês depende da navegação costeira, o que pressiona ainda mais o setor.

Nesse contexto, o GENBU surge como alternativa para manter a eficiência operacional, reduzir a carga de trabalho das tripulações e garantir a continuidade das rotas logísticas.

Japão se torna referência global em navios autônomos

A entrada em operação do GENBU posiciona o Japão como referência mundial em inovação marítima. O projeto demonstra que embarcações comerciais podem operar de forma autônoma em rotas movimentadas, com segurança e eficiência.

Mais do que um teste tecnológico, o caso japonês abre caminho para a expansão da navegação autônoma em escala global, embora sua evolução ainda dependa de novos dados operacionais e avanços nas regulamentações internacionais.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

Ler Mais
Logística

Silk Road Maritime: China amplia rotas e reduz custos logísticos no comércio global

A Silk Road Maritime, iniciativa logística da China, segue em expansão e já alcança 148 rotas marítimas, operadas a partir de mais de dez portos do país. A rede conecta atualmente 150 portos em 48 países e regiões, consolidando-se como um dos principais corredores do comércio marítimo internacional.

Criada em 2018 na província de Fujian, a plataforma tem como objetivo integrar serviços portuários, navegação e comércio exterior em um sistema mais eficiente e competitivo.

Rotas mais rápidas impulsionam comércio com a América Latina

Um dos avanços recentes foi a implementação de um novo serviço de contêineres entre Fujian e a América Latina, que reduziu o tempo de viagem em mais de sete dias. A medida reforça a eficiência logística e amplia a competitividade das exportações chinesas.

Até fevereiro de 2026, o transporte de e-commerce transfronteiriço por rotas expressas já movimentou mais de 15 bilhões de yuans (cerca de US$ 2,2 bilhões). Já as operações de granéis e carga geral ultrapassaram 32 bilhões de yuans, evidenciando o crescimento do transporte marítimo de cargas.

Foco em rotas curtas e comércio eletrônico regional

Parte da estratégia de expansão está voltada para rotas de curta distância e o fortalecimento do comércio eletrônico regional. No Porto de Xiamen, foram criadas conexões diretas com destinos no Sudeste Asiático, incluindo Singapura, Filipinas, Malásia, Vietnã e Tailândia.

Essas rotas priorizam o envio rápido de cargas menores e sensíveis ao tempo, oferecendo maior eficiência em comparação aos modelos tradicionais de consolidação.

Inovação logística reduz tempo e custos

Outro destaque é a adoção do modelo de contêiner misto, que permite transportar, na mesma unidade, mercadorias de e-commerce e cargas convencionais. Segundo autoridades aduaneiras, essa solução reduziu o tempo logístico entre 25% e 50% e pode diminuir os custos de envio em até 25%.

Na prática, embarcadores relatam economia de aproximadamente 4 mil yuans por contêiner, tornando a operação mais atrativa para empresas que atuam no comércio internacional.

Tecnologia melhora eficiência operacional

A rede também incorporou ferramentas digitais avançadas, como rastreamento em tempo real, sistemas de planejamento de rotas e monitoramento climático. Em um exemplo citado, uma embarcação evitou um atraso de 12 horas e economizou 10 toneladas de combustível ao desviar de um tufão com auxílio de tecnologia de roteamento climático.

Expansão institucional fortalece a iniciativa

Além do crescimento operacional, a Silk Road Maritime também amplia sua base institucional. Durante reunião anual realizada em março, novos integrantes passaram a fazer parte da associação responsável pela plataforma, elevando o total para 375 membros.

O avanço reforça o papel da iniciativa como eixo estratégico da logística global e da integração comercial liderada pela China.

FONTE: People’s Daily Online
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Logística

ONE amplia logística na América Latina com parcerias e tecnologia Container+

A Ocean Network Express (ONE) está intensificando sua atuação na região com foco na expansão da logística integrada na América Latina. A companhia aposta em novas parcerias, ampliação da base de clientes e diversificação de cargas para fortalecer sua presença no mercado.

O plano inclui maior conexão com modais ferroviário, rodoviário e hidroviário, além da introdução de soluções tecnológicas para atrair diferentes segmentos de carga no Brasil.

Tecnologia Container+ amplia transporte de cargas sensíveis

Um dos pilares dessa estratégia é o Container+, sistema que permite o monitoramento em tempo real de condições como temperatura, umidade e níveis de gases dentro dos contêineres.

A tecnologia viabiliza o transporte seguro de produtos sensíveis, como alimentos refrigerados e medicamentos. Atualmente, o maior volume transportado com essa solução ainda é de carne congelada, mas o segmento farmacêutico tem apresentado crescimento relevante.

Parceria com a MRS fortalece operação intermodal

Entre as alianças estratégicas, destaca-se a parceria com a MRS Logística, que viabilizou a criação de uma rota intermodal entre Paulínia (SP) e o Porto de Santos.

O modelo combina transporte rodoviário até o terminal logístico, seguido por ferrovia até o porto, e posterior envio marítimo para destinos nacionais e internacionais. O trajeto ferroviário de mais de 200 quilômetros contribui para a redução de emissões e amplia a capacidade de transporte de diferentes tipos de cargas, incluindo produtos químicos, perecíveis e industriais.

Sustentabilidade e expansão da frota

Com presença em mais de 120 países, a ONE opera uma frota superior a 280 navios, com capacidade acima de 2,4 milhões de TEUs. A meta é atingir 3 milhões de TEUs até 2030, com a incorporação de embarcações mais eficientes.

Entre os novos navios estão o ONE Sparkle, ONE Strength, ONE Spirit, ONE Synergy e ONE Sphere. Essas embarcações contam com tecnologias voltadas à eficiência energética, uso de combustíveis alternativos — como metanol e amônia — e sistemas que reduzem emissões durante a atracação.

Digitalização melhora eficiência logística

A digitalização também é parte central da estratégia. A plataforma ONE Quote permite cotações rápidas para cargas especiais e de grande porte, simplificando processos e aumentando a autonomia dos clientes.

A empresa apresentou suas soluções na Intermodal South America 2026, em São Paulo, com o objetivo de fortalecer relacionamentos comerciais e ampliar oportunidades no setor.

Expansão mira competitividade e inovação

Com a combinação de tecnologia logística, parcerias estratégicas e foco em sustentabilidade, a ONE busca consolidar sua posição como uma das principais operadoras globais de transporte marítimo, ampliando sua competitividade no mercado latino-americano.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgaçào / ONE

Ler Mais
Logística

Transporte marítimo de grãos cresce 10,8% e ganha força com novas rotas globais

O transporte marítimo de grãos registrou crescimento expressivo no início de 2026, mesmo diante das incertezas no cenário internacional. No primeiro trimestre, o volume transportado alcançou 148 milhões de toneladas, alta de 10,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

A expansão reflete a adaptação do setor às mudanças nas rotas comerciais, impulsionadas por conflitos no Oriente Médio e restrições logísticas em canais estratégicos.

Rotas mais longas sustentam alta nos fretes

Uma das principais mudanças foi o redirecionamento de embarcações do Golfo dos Estados Unidos para o Cabo da Boa Esperança, evitando passagens tradicionais como os canais do Panamá e de Suez. Esse desvio aumentou significativamente as distâncias percorridas, elevando a demanda por fretes no conceito de tonelada-milha.

Navios de menor porte dentro do segmento de granel sólido, como Ultramax e Handymax, lideram essa tendência. Isso ocorre devido à maior diversificação de destinos e à fragmentação das rotas comerciais globais.

Brasil enfrenta desafios logísticos nas exportações

Apesar de Brasil e Estados Unidos responderem juntos por cerca de 50% dos embarques globais, o desempenho brasileiro foi impactado por entraves operacionais. O transporte de grãos no Brasil caiu 20,1%, influenciado por exigências mais rigorosas de inspeção fitossanitária por parte da China.

Atualmente, mais de 20 navios, carregando cerca de 1,2 milhão de toneladas, enfrentam atrasos devido à falta de certificações para descarga. Embora a China ainda concentre 48% das exportações brasileiras, há sinais de enfraquecimento na demanda interna do país asiático.

Por outro lado, a busca por mercados alternativos tem aberto novas oportunidades e estimulado rotas comerciais mais dinâmicas.

Custos elevados pressionam o setor agrícola

O cenário também é impactado pelo aumento dos custos de produção. A alta volatilidade energética e a elevação de cerca de 40% nos preços dos fertilizantes têm reduzido as margens do setor.

Nesse contexto, a eficiência no transporte marítimo internacional torna-se essencial para conter custos e manter a competitividade global.

Perspectivas dependem de decisões e demanda global

Para os próximos meses, o mercado deve acompanhar de perto as decisões de plantio na América do Norte, que podem influenciar a oferta exportável no segundo semestre.

Além disso, autoridades chinesas podem desacelerar o ritmo de importações diante do grande volume de navios previsto para este ano. A melhoria na transparência dos processos aduaneiros, especialmente na costa leste da América do Sul, será fundamental para normalizar o fluxo logístico.

Em um ambiente de alta complexidade, o setor segue ajustando estratégias para garantir o escoamento eficiente da produção global de grãos.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

Ler Mais
Logística

Frete de grãos em Mato Grosso sobe com escassez de caminhões

O preço do frete de grãos em Mato Grosso registrou alta nas principais rotas do estado, com reajustes que já ultrapassam 3%. De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o aumento está diretamente ligado à redução da oferta de caminhões, já que parte da frota migrou para outras regiões do país em busca de melhores margens.

Principais rotas apresentam aumento acima de 3%

Levantamento semanal indica que o trajeto entre Diamantino e Rondonópolis alcançou média de R$ 155 por tonelada, representando avanço de 3,20%. Já a rota de Querência até Uberlândia (MG) teve alta de 3,28%, com o custo chegando a R$ 333,70 por tonelada.

Mesmo com equilíbrio na oferta de carga, o encarecimento foi puxado essencialmente por fatores logísticos, e não pelo volume de produção.

Custos seguem elevados mesmo após colheita

Tradicionalmente, o fim da colheita da soja tende a reduzir os preços do transporte. No entanto, na safra 2025/26, o cenário tem sido diferente. Segundo o Imea, os valores atuais permanecem acima dos registrados no ano passado, refletindo principalmente o impacto do preço do diesel nos custos operacionais.

Logística pesa na competitividade do agronegócio

A forte dependência da malha rodoviária faz do transporte um dos itens mais relevantes na estrutura de custos do agronegócio em Mato Grosso. O aumento do frete reduz a competitividade do estado frente a regiões com melhor infraestrutura logística ou maior proximidade dos portos.

Além disso, o encarecimento impacta diretamente a rentabilidade do produtor rural, dificultando o equilíbrio financeiro das propriedades.

Eficiência no escoamento é decisiva

Especialistas apontam que a logística agrícola é um fator determinante para a sustentabilidade do setor. A eficiência no transporte e escoamento da produção influencia diretamente os resultados econômicos e a posição do estado no mercado nacional de grãos.

Os dados fazem parte do projeto de Custo de Produção Agropecuário (CPA), desenvolvido pelo Imea em parceria com o Senar Mato Grosso, com o objetivo de apoiar decisões estratégicas no campo.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Ler Mais
Logística

Cabotagem no Sul movimenta 5,7 milhões de toneladas e ganha força no Brasil

A cabotagem no Sul do Brasil registrou movimentação de 5,7 milhões de toneladas nos dois primeiros meses do ano, evidenciando o avanço do transporte marítimo doméstico na região. Os dados apontam crescimento consistente do modal, impulsionado por políticas públicas e investimentos em infraestrutura.

Santa Catarina lidera movimentação de cargas

Entre os estados da região, Santa Catarina se destacou como principal polo da cabotagem, com 3,42 milhões de toneladas transportadas no período.

Na sequência aparecem:

  • Rio Grande do Sul, com 1,71 milhão de toneladas;
  • Paraná, com 604 mil toneladas.

O desempenho reforça a importância estratégica da região Sul para o escoamento de cargas via navegação costeira.

Petróleo e contêineres dominam transporte

Entre os principais tipos de carga movimentados, o destaque ficou para:

  • petróleo e derivados, com mais de 3,4 milhões de toneladas;
  • carga conteinerizada, somando 1,65 milhão de toneladas;
  • ferro e aço, com cerca de 407 mil toneladas.

A diversidade de produtos mostra a relevância da cabotagem para diferentes segmentos da economia.

Modal reduz custos e desafoga rodovias

O crescimento da cabotagem é visto como estratégico para melhorar a logística nacional. O transporte marítimo interno contribui para:

  • redução de custos logísticos;
  • diminuição da dependência do transporte rodoviário;
  • maior segurança no escoamento de cargas;
  • menor impacto ambiental.

Além disso, o modelo favorece o equilíbrio no abastecimento e aumenta a competitividade da economia.

Programa BR do Mar impulsiona setor

A expansão da cabotagem está diretamente ligada a iniciativas como o BR do Mar, programa federal voltado ao fortalecimento da navegação costeira.

A política busca:

  • ampliar a frota disponível;
  • estimular a concorrência;
  • melhorar a eficiência do transporte;
  • garantir maior previsibilidade regulatória.

Esse ambiente mais estável tem incentivado investimentos e ampliado o uso do modal no país.

Infraestrutura portuária sustenta crescimento

Outro fator determinante para o avanço da cabotagem é o aumento da capacidade dos portos e a modernização da infraestrutura portuária. Esses investimentos permitem:

  • ganhos de escala;
  • maior eficiência operacional;
  • redução de custos no transporte de cargas.

Com isso, a cabotagem se consolida como alternativa viável e estratégica dentro do sistema logístico brasileiro.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Portos do Paraná

Ler Mais
Logística

Hapag-Lloyd firma acordo com TCP de Paranaguá para ampliar operações no Brasil

A Hapag-Lloyd reforçou sua presença no país ao firmar um acordo de longo prazo com o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). A parceria tem como foco ampliar a confiabilidade dos serviços portuários, fortalecer a operação logística e sustentar o crescimento da companhia no mercado brasileiro.

Parceria estratégica fortalece logística portuária

O novo contrato estabelece uma base estável para que a armadora continue utilizando a infraestrutura do TCP, um dos principais hubs logísticos do Brasil. A iniciativa permite maior previsibilidade nas operações e contribui para o planejamento de longo prazo, com foco em eficiência operacional e expansão das atividades marítimas.

Além disso, o acordo consolida o papel do terminal como um gateway estratégico para o comércio internacional, ampliando sua relevância no cenário da navegação global.

Investimentos e expansão do Porto de Paranaguá

O TCP segue em trajetória de crescimento, com sucessivos recordes de movimentação de cargas. A expectativa é de novos avanços com investimentos em infraestrutura portuária e aquisição de equipamentos.

Entre os destaques está o aumento do calado operacional do Porto de Paranaguá, que deve alcançar 15,5 metros nos próximos anos. A mudança permitirá a operação de navios maiores, elevando a capacidade logística e a competitividade do terminal.

Hapag-Lloyd aposta em serviços mais confiáveis

Para a Hapag-Lloyd, o acordo representa um passo importante na melhoria da qualidade dos serviços oferecidos no Brasil. A integração mais próxima com o TCP deve garantir soluções logísticas mais resilientes, eficientes e alinhadas às demandas dos clientes.

A empresa busca, com isso, fortalecer sua atuação no país e ampliar a confiabilidade de sua cadeia de transporte marítimo.

Estratégia global mira liderança em qualidade

A iniciativa está alinhada à Estratégia 2030 da companhia, que visa posicionar a Hapag-Lloyd como referência em qualidade no setor. O plano inclui a ampliação do portfólio de terminais e o fortalecimento de parcerias com portos considerados estratégicos.

Com o aprofundamento da colaboração com o TCP, a empresa avança na oferta de soluções logísticas integradas, além de reforçar sua presença no comércio exterior brasileiro.

FONTE: Guia Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guia Marítimo

Ler Mais
Logística

Summit Connect Infra debate futuro da infraestrutura no Brasil e destaca papel da logística no crescimento econômico

O avanço da infraestrutura no Brasil foi o foco central do 3º Summit Connect Infra, realizado na última segunda-feira (13), em São Paulo. O evento reuniu representantes do setor público, iniciativa privada e especialistas para discutir caminhos que permitam alinhar o desenvolvimento estrutural ao crescimento da economia.

Promovido pelo Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI) e pela Frente Parlamentar de Portos e Aeroportos (FPPA), o encontro se consolida como um dos principais fóruns nacionais sobre logística, setor portuário e investimentos em infraestrutura.

Infraestrutura como base do desenvolvimento

Na abertura, o vice-presidente Geraldo Alckmin ressaltou a importância estratégica da infraestrutura para impulsionar o comércio exterior e o desenvolvimento econômico. Segundo ele, o país precisa avançar com planejamento, segurança jurídica e parcerias para fortalecer o setor.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou que o Brasil vive um momento favorável, marcado por um ciclo de investimentos em infraestrutura com forte presença da iniciativa privada. Ele reforçou que o papel do governo é garantir estabilidade regulatória e projetos consistentes.

Integração entre setores impulsiona soluções

O evento reuniu diferentes atores com o objetivo de destravar projetos e aumentar a eficiência da logística brasileira. Para o deputado federal Paulo Alexandre Barbosa, presidente da FPPA, o diálogo entre os setores é essencial para avançar em temas como licenciamento ambiental e simplificação de investimentos.

O parlamentar também destacou a relevância do setor portuário, que já movimenta cerca de 1,4 bilhão de toneladas por ano, sendo peça-chave para a economia nacional.

Porto de Santos ganha protagonismo

Entre os temas debatidos, os acessos portuários e a competitividade no comércio exterior ganharam destaque. O Porto de Santos, maior da América Latina, foi apontado como estratégico para ampliar a presença do Brasil no mercado global.

Especialistas reforçaram que investimentos estruturantes são fundamentais para aumentar a eficiência operacional. Além disso, iniciativas voltadas à sustentabilidade e à descarbonização do transporte marítimo, como o uso de etanol, também foram discutidas como tendências para o setor.

Gargalos ainda desafiam crescimento

Apesar dos avanços, a falta de integração entre projetos de infraestrutura ainda é vista como um obstáculo. Representantes do setor privado alertaram que investimentos em acessos rodoviários e aquaviários precisam ocorrer de forma coordenada com os terminais.

Outro ponto crítico envolve limitações logísticas que podem restringir o crescimento, exigindo soluções rápidas para evitar impactos na competitividade.

Planejamento de longo prazo é essencial

O alinhamento entre poder público e iniciativa privada foi apontado como fator decisivo para o avanço da infraestrutura logística no país. Para lideranças do setor, o planejamento de longo prazo é indispensável para garantir continuidade aos projetos.

Além disso, a infraestrutura segue como um dos principais gargalos do Brasil, exigindo debates amplos e integração entre diferentes áreas para viabilizar soluções eficazes.

Diálogo como caminho para avanços

Ao longo do evento, foram debatidos temas como acessos aquaviários, o Plano Nacional de Logística e grandes obras de transporte. O consenso entre os participantes é que o Brasil precisa avançar com planejamento, segurança jurídica e integração de investimentos.

Nesse contexto, o Summit Connect Infra se consolida como um espaço estratégico para conectar governo, mercado e especialistas, transformando discussões em propostas concretas para o desenvolvimento do país.

FONTE: VTV News
TEXTO: Redação
IMAGEM: VTV News

Ler Mais
Logística

Navegação noturna no RS marca avanço histórico na logística hidroviária após 42 anos

O Rio Grande do Sul registrou um marco inédito em sua logística hidroviária nesta quarta-feira (15). Pela primeira vez em mais de quatro décadas, uma embarcação de grande porte realizou navegação noturna, consolidando avanços na infraestrutura e na eficiência do transporte pelo sistema de hidrovias.

Operação histórica impulsiona transporte hidroviário

O feito foi protagonizado pelo navio PGC Taormina, que chegou a Porto Alegre após partir do Porto de Rio Grande na tarde do dia anterior. A travessia durante a noite simboliza uma nova etapa na modernização do setor no Estado.

A operação só foi possível graças a investimentos em dragagem e melhorias na sinalização náutica, dentro do Plano Rio Grande — programa estadual voltado à reconstrução e ao fortalecimento da infraestrutura logística.

Redução no tempo de viagem e ganho de eficiência

Com carga de cerca de 1.600 toneladas de gás bruto (C4), a embarcação, de bandeira de Malta, saiu de Aratu (BA) com destino ao terminal da Braskem, na capital gaúcha.

A navegação noturna representa um avanço significativo ao permitir a redução de até dois dias no tempo de deslocamento. Esse ganho operacional impacta diretamente o custo do frete e contribui para maior competitividade no setor.

Integração logística fortalece competitividade

A iniciativa reforça a importância da integração entre modais e amplia o papel das hidrovias como eixo estratégico da logística no Rio Grande do Sul. A otimização do transporte também favorece a movimentação de cargas líquidas, ampliando as possibilidades operacionais do Porto de Porto Alegre.

Além disso, a redução de custos logísticos pode refletir no preço final de produtos ao consumidor, fortalecendo a economia regional.

Trabalho conjunto garantiu sucesso da operação

O sucesso da navegação noturna envolveu planejamento técnico iniciado há cerca de três meses, após a liberação do canal para grandes embarcações.

A ação contou com a atuação integrada de diferentes instituições, incluindo autoridades marítimas, operadores portuários e equipes de praticagem. A coordenação entre os órgãos foi essencial para garantir segurança e eficiência durante todo o trajeto.

Investimentos em infraestrutura viabilizam avanço

A melhoria contínua das condições de navegação, com ações de manutenção de canais, dragagem e modernização da sinalização, foi determinante para viabilizar a operação.

Os investimentos em infraestrutura asseguram padrões de segurança adequados e abrem caminho para a ampliação das operações noturnas no Estado.

Novo capítulo para o setor portuário gaúcho

A retomada da navegação noturna para navios de grande porte representa um avanço estratégico para o setor portuário. A iniciativa amplia a capacidade operacional, reduz custos e fortalece a posição do Rio Grande do Sul no cenário logístico nacional.

Com isso, o Estado dá um passo importante rumo a um sistema de transporte mais eficiente, integrado e competitivo.

FONTE: Governo do Estado do Rio Grande do Sul
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ascom Portos RS

Ler Mais
Logística

Navegação brasileira cresce em fevereiro e impulsiona comércio e logística

A navegação brasileira apresentou crescimento em fevereiro, reforçando o papel estratégico do setor para o comércio exterior e a economia nacional. Ao todo, foram movimentadas 101 milhões de toneladas, volume 3,78% superior ao registrado no mesmo período anterior.

O resultado indica avanço na capacidade logística do país e maior dinamismo nas operações portuárias.

Terminais privados lideram expansão

Os Terminais de Uso Privado (TUPs) tiveram desempenho de destaque, com movimentação de 67,7 milhões de toneladas — alta de 8,9%. O crescimento reflete o impacto dos investimentos privados e da modernização das operações no setor portuário.

Portos regionais ganham protagonismo

Entre os principais destaques, o Porto de Suape, em Pernambuco, registrou crescimento de 19,3%, com 2,1 milhões de toneladas movimentadas.

Já o terminal marítimo de Ponta Ubu, no Espírito Santo, apresentou expansão expressiva de 83%, alcançando 1,4 milhão de toneladas. Os números evidenciam o potencial logístico de regiões estratégicas para o escoamento de cargas.

Longo curso e cabotagem avançam

A navegação de longo curso, fundamental para o comércio internacional, movimentou 69,1 milhões de toneladas, com alta de 3,6%.

A cabotagem, responsável pelo transporte entre portos nacionais, também registrou crescimento relevante de 8,2%, totalizando 24,5 milhões de toneladas.

Tipos de carga mostram desempenho positivo

O avanço da movimentação foi impulsionado principalmente por alguns segmentos:

  • Granel líquido: alta de 11,2%, chegando a 26,9 milhões de toneladas
  • Carga conteinerizada: crescimento de 10,2%, com 12,4 milhões de toneladas
  • Movimentação em TEUs: avanço de 14,1%, somando 1,2 milhão de unidades
  • Granel sólido: leve alta de 0,2%, com 57 milhões de toneladas

Mercadorias específicas impulsionam resultados

Alguns produtos registraram crescimento expressivo na movimentação:

  • Carvão mineral: alta de 48,8% (1,6 milhão de toneladas)
  • Sal: aumento de 39,1% (741 mil toneladas)
  • Petróleo bruto: crescimento de 16,2% (17,7 milhões de toneladas)

Investimentos fortalecem infraestrutura logística

O desempenho positivo é atribuído ao avanço de projetos de modernização e à ampliação da infraestrutura portuária brasileira. A estratégia inclui maior integração entre modais e estímulo à participação do setor privado.

A tendência é que o setor continue sendo um dos pilares para o crescimento econômico, geração de empregos e aumento da competitividade do país no cenário global.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook