Logística

Rio Tapajós bate recordes e fortalece logística sustentável na Amazônia

O Rio Tapajós vem consolidando sua importância estratégica para a economia brasileira ao registrar recordes na movimentação de cargas e ampliar seu papel como corredor logístico da região Norte. Mesmo diante de períodos de seca moderada, a hidrovia manteve crescimento nas operações e reforçou a eficiência do transporte hidroviário como alternativa ao modal rodoviário.

O avanço da navegação no Tapajós fortalece o escoamento da produção agrícola nacional, especialmente de grãos oriundos do Centro-Oeste, além de garantir o abastecimento de cidades do oeste paraense.

Hidrovia do Tapajós registra crescimento de 14,3%

Dados do setor apontam que a Hidrovia do Rio Tapajós movimentou 16,8 milhões de toneladas em 2025, volume 14,3% superior ao registrado no ano anterior.

Um dos destaques foi a operação de comboios formados por até 36 barcaças, com capacidade para transportar aproximadamente 110 mil toneladas de carga. O modelo amplia a escala logística e reforça as vantagens ambientais da navegação fluvial.

Além da maior capacidade operacional, o transporte hidroviário apresenta menor índice de acidentes, redução no custo do frete e emissão significativamente menor de gases poluentes em comparação ao transporte rodoviário.

Soja e milho lideram movimentação de cargas

A movimentação de cargas no Tapajós é puxada principalmente pelos granéis sólidos, com destaque para soja e milho produzidos no estado do Mato Grosso.

A produção segue pela BR-163 até os terminais portuários de Miritituba, de onde é transportada por barcaças até os portos de Santarém e Barcarena para exportação ao mercado internacional.

Em 2025, soja e milho responderam por 88,4% da movimentação total da hidrovia. O período também registrou crescimento de 40% no transporte de petróleo e derivados, além de alta de 46,8% na movimentação de fertilizantes.

Primeiro bimestre de 2026 mantém ritmo acelerado

Nos dois primeiros meses de 2026, a hidrovia já transportou 2,38 milhões de toneladas de cargas.

Os grãos continuam liderando o fluxo logístico, representando 86% da movimentação total. Fertilizantes tiveram participação de 6,3%, enquanto os granéis líquidos responderam por 7,4% do volume transportado.

O avanço da atividade impulsiona investimentos na região. Atualmente, o Tapajós concentra 41 empreendimentos entre projetos, obras e operações em municípios como Itaituba, Santarém e Rurópolis.

Concessão deve ampliar segurança e eficiência da navegação

A concessão da hidrovia prevê melhorias estruturais para ampliar a confiabilidade da navegação. Entre os serviços previstos estão dragagem, derrocamento, balizamento e sinalização náutica.

O projeto também inclui investimentos privados em monitoramento tecnológico e inteligência fluvial, com foco em garantir maior segurança operacional e regularidade no transporte de cargas.

Segundo o governo, a gestão de longo prazo permitirá modernizar a infraestrutura aquaviária e fortalecer o diálogo com comunidades e setores envolvidos na atividade logística da região.

Transporte hidroviário reduz emissão de CO₂

O transporte por vias navegáveis emite cerca de 80% menos dióxido de carbono em comparação ao modal rodoviário, consolidando-se como uma solução mais sustentável para a logística nacional.

Além dos benefícios ambientais, a ampliação das concessões tende a reduzir custos de frete e melhorar a competitividade do transporte de cargas, fator que pode impactar diretamente no preço final de produtos transportados pela região.

A expectativa é que os investimentos transformem o Rio Tapajós em um eixo permanente de desenvolvimento econômico e social para o estado do Pará e toda a Amazônia.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Logística

Rota Bioceânica avança com ponte quase concluída, mas enfrenta desafios alfandegários e regulatórios

As obras da Rota Bioceânica seguem em ritmo acelerado, especialmente no trecho que conecta Brasil e Paraguai pela futura ponte sobre o Rio Paraguai. No entanto, especialistas e autoridades alertam que a infraestrutura física, por si só, não garantirá o funcionamento imediato do corredor logístico internacional.

Questões ligadas à alfândega, harmonização de regras e integração entre os países envolvidos ainda representam obstáculos para a operação plena do chamado Corredor Rodoviário de Capricórnio.

Entraves regulatórios podem atrasar operação da rota

De acordo com o secretário da Semadesc de Mato Grosso do Sul, Artur Falcette, a previsão é de que a ponte internacional seja concluída no segundo semestre de 2026. Mesmo assim, o funcionamento eficiente da rota dependerá de acordos institucionais entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

Segundo ele, além das obras estruturais, os países precisarão alinhar procedimentos de fiscalização, controle migratório e legislação aduaneira para garantir segurança jurídica e previsibilidade no transporte internacional de cargas.

O entendimento entre os governos é que ainda existe um amplo trabalho diplomático e técnico em andamento para padronizar normas operacionais e tornar o corredor competitivo no comércio exterior.

Infraestrutura pronta não garante operação imediata

Relatórios discutidos entre os países envolvidos apontam que o sucesso da Rota Bioceânica dependerá da capacidade de integração entre os sistemas alfandegários e operacionais.

O documento destaca que não basta concluir estradas, acessos e pontes. Será necessário criar mecanismos permanentes de coordenação entre os países, além de procedimentos unificados para reduzir burocracias e aumentar a eficiência logística.

Outro ponto levantado é a necessidade de profissionalização das operações de fronteira, com foco na agilidade do fluxo de cargas e redução de custos para exportadores e importadores.

Setor privado cobra maior participação nas decisões

Empresas de transporte, exportadores e operadores logísticos também demonstram preocupação com a baixa participação do setor privado nas decisões estratégicas do corredor internacional.

Apesar de serem os principais usuários da futura rota comercial, representantes empresariais afirmam que ainda possuem pouca influência na definição de procedimentos operacionais, obras alfandegárias e estrutura das Áreas de Controle Integrado (ACIs).

Estudos coordenados pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) indicam que essa ausência pode gerar soluções desconectadas da realidade operacional enfrentada diariamente nas fronteiras.

Ponte da Rota Bioceânica chega a 90% de execução

O trecho considerado mais avançado da megaobra é a Ponte Internacional da Rota Bioceânica, ligando Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, à cidade paraguaia de Carmelo Peralta.

A estrutura estaiada sobre o Rio Paraguai possui 1.294 metros de extensão e já se aproxima de 90% de execução. A expectativa é de que a parte estrutural seja concluída até o fim de maio, conforme os cenários mais otimistas.

Ao todo, a Rota Bioceânica terá mais de 2,4 mil quilômetros, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de territórios brasileiros, paraguaios, argentinos e chilenos.

Corredor pode reduzir custos logísticos e tempo de transporte

A expectativa dos países envolvidos é transformar o corredor em uma alternativa estratégica para o comércio entre a América do Sul e a Ásia.

Projeções indicam que a nova rota poderá reduzir em até 30% os custos logísticos e diminuir em até 15 dias o tempo de transporte de mercadorias, em comparação com rotas tradicionais, como o Canal do Panamá.

O projeto também é visto como uma oportunidade para atrair novos investimentos privados e ampliar a competitividade das exportações brasileiras.

Mato Grosso do Sul aposta em diversificação econômica

Mesmo sem previsão de novos investimentos estaduais diretamente ligados à operação da rota, o governo de Mato Grosso do Sul acompanha o interesse crescente de empresas na utilização do corredor.

Segundo a Semadesc, setores como citricultura, produção de amendoim e indústrias de base tecnológica estão entre as prioridades para ampliar a matriz econômica da região.

A avaliação é que a consolidação da Rota Bioceânica poderá estimular novos negócios e fortalecer o desenvolvimento econômico do Estado nos próximos anos.

Gargalos nas fronteiras ainda preocupam

O estudo sobre facilitação do comércio realizado em 2025 também identificou fragilidades nas Áreas de Controle Integrado entre os países envolvidos.

Atualmente, apenas os trechos de fronteira entre Argentina e Chile estão habilitados para o transporte internacional de cargas. Mesmo nesses pontos, o relatório aponta necessidade de melhorias estruturais e operacionais.

Já os segmentos entre Brasil e Paraguai e entre Paraguai e Argentina ainda não operam oficialmente para o fluxo internacional de mercadorias.

Outro ponto considerado sensível é a futura alfândega entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta. Apesar da aprovação da construção da ACI pelo Dnit, especialistas alertam que ainda não houve consulta técnica formal ao setor privado sobre o funcionamento do espaço.

Governança será decisiva para o sucesso do corredor

Especialistas envolvidos no projeto defendem a criação de uma governança técnico-operacional exclusiva para a Rota Bioceânica.

A proposta prevê sistemas compartilhados de informação, integração entre órgãos públicos e regras harmonizadas entre os países participantes para garantir operações mais rápidas, transparentes e seguras.

O desafio se torna ainda maior pelo fato de o Chile não integrar o Mercosul, diferentemente de Brasil, Argentina e Paraguai. Isso aumenta a complexidade institucional e exige novos mecanismos de cooperação internacional.

O estudo apoiado pelo BID reuniu representantes do setor público, empresas e associações empresariais em dezenas de encontros presenciais e virtuais. Ao todo, foram identificadas mais de 230 oportunidades de melhoria e elaboradas mais de 260 propostas para aprimorar o funcionamento do corredor.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Toninho Ruiz

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Logística

LATAM Cargo transporta 24 mil toneladas de flores para o Dia das Mães e reforça liderança logística

A LATAM Cargo encerrou a temporada do Dia das Mães de 2026 com o transporte de 24,4 mil toneladas de flores frescas produzidas na Colômbia e no Equador. A operação reforça a posição da companhia como líder no transporte aéreo de flores da América do Sul para mercados internacionais.

O volume movimentado equivale a aproximadamente 560 milhões de hastes, o que representa uma média superior a 300 hastes transportadas por segundo durante o pico da demanda.

Operação logística envolveu mais de 430 voos dedicados

A operação aérea teve duração de 21 dias e foi coordenada principalmente a partir dos aeroportos de Bogotá, Quito e Medellín.

Durante o período, foram realizados mais de 430 voos exclusivos para atender à alta demanda da sazonalidade do setor de flores.

Para sustentar o volume, a companhia mais que dobrou o efetivo de equipes em solo nos principais hubs logísticos, reforçando áreas de rampa, armazenagem e controle operacional.

Integração operacional foi decisiva para eficiência

Segundo a empresa, o desempenho da operação foi resultado do alinhamento antecipado entre equipes comerciais e operacionais, permitindo planejamento detalhado de recursos em todas as etapas da cadeia logística.

Esse modelo de gestão possibilitou maior precisão no recebimento, armazenamento e embarque das cargas, reduzindo riscos de atrasos durante o período de maior movimentação.

O diretor comercial internacional para a América do Sul da LATAM Cargo, Claudio Torres Faini, destacou que a estratégia garante previsibilidade tanto para produtores quanto para importadores.

Segundo ele, o modelo operacional permite que exportadores confiem na entrega no prazo e em condições adequadas, enquanto compradores mantêm segurança no cumprimento de compromissos comerciais.

Cresce demanda por flores sul-americanas em novos mercados

Embora os Estados Unidos sigam como principal destino das exportações, a operação registrou crescimento expressivo em rotas para a Oceania, Europa, Chile e Brasil.

A diversificação dos destinos indica aumento da demanda global por flores frescas da América do Sul, especialmente em mercados considerados não tradicionais para o setor.

Frota integrada sustenta operação de carga aérea

Atualmente, a operação de carga da LATAM é realizada pelas unidades LATAM Cargo Chile, LATAM Cargo Colombia e LATAM Cargo Brasil.

O grupo opera uma frota conjunta de 20 aeronaves cargueiras e também utiliza os porões dos aviões de passageiros para ampliar a capacidade de transporte de carga em períodos de alta demanda.

FONTE: AeroIn
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/AeroIn

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Logística

Rota Bioceânica avança com ponte quase pronta, mas entraves alfandegários preocupam setor logístico

A construção da chamada Rota Bioceânica segue avançando em Mato Grosso do Sul, mas desafios regulatórios e alfandegários ainda ameaçam atrasar a operação completa do corredor logístico internacional. A avaliação é do secretário da Semadesc, Artur Falcette, ao analisar o estágio atual do projeto conhecido também como Corredor Rodoviário de Capricórnio.

Segundo ele, a conclusão da ponte que liga Brasil e Paraguai está prevista para o segundo semestre de 2026. No entanto, a estrutura física não será suficiente para garantir o funcionamento eficiente da rota sem acordos integrados entre os países envolvidos.

Integração entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile ainda é desafio

Além das obras de infraestrutura, os governos de Brasil, Paraguai, Argentina e Chile precisam avançar na harmonização de regras alfandegárias, procedimentos de fiscalização e segurança jurídica para assegurar previsibilidade ao transporte internacional de cargas.

De acordo com Falcette, ainda existem pendências legislativas e operacionais que precisam ser resolvidas para que o corredor se torne uma alternativa competitiva de exportação e importação.

Relatório obtido pelo Campo Grande News reforça que o sucesso da Rota Bioceânica dependerá não apenas de rodovias, pontes e acessos, mas também da capacidade institucional de integrar processos e padronizar normas entre os países participantes.

Setor privado cobra maior participação nas decisões

Outro ponto destacado pelo estudo é a baixa participação do setor privado na formulação das diretrizes operacionais do corredor.

Embora empresas de logística, exportadores, transportadoras e despachantes aduaneiros sejam os principais usuários da futura rota, o relatório aponta que esses grupos ainda possuem pouca influência nas definições sobre obras, áreas de controle integrado e procedimentos de fiscalização.

Para especialistas envolvidos nas discussões, a ausência de participação formal dos operadores econômicos pode resultar em soluções pouco eficientes ou incompatíveis com a realidade do comércio exterior.

Ponte entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta é peça-chave

Com cerca de 90% das obras executadas, a Ponte Internacional da Rota Bioceânica é considerada o principal eixo de conexão do Brasil com o corredor continental.

A estrutura estaiada possui 1.294 metros de extensão sobre o Rio Paraguai e liga Porto Murtinho (MS) à cidade paraguaia de Carmelo Peralta. A previsão mais otimista indica que a conclusão estrutural ocorra até o fim de maio.

O corredor completo terá mais de 2,4 mil quilômetros, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de rotas terrestres que atravessam os quatro países sul-americanos.

Corredor promete reduzir custos e tempo de transporte

A expectativa em torno da Rota Bioceânica é alta entre empresários e operadores logísticos. O projeto pode reduzir em até 30% os custos de transporte e diminuir em até 15 dias o tempo de entrega de mercadorias destinadas à Ásia, em comparação com trajetos tradicionais como o Canal do Panamá.

Mesmo assim, o governo de Mato Grosso do Sul afirma que ainda não existem investimentos públicos estaduais diretamente voltados para a operação logística da rota.

Segundo Artur Falcette, o interesse crescente da iniciativa privada pode atrair novos empreendimentos para o estado, especialmente em setores estratégicos ligados à exportação.

Estado aposta em diversificação econômica

O governo sul-mato-grossense trabalha atualmente na ampliação da matriz produtiva regional. Entre as áreas consideradas prioritárias estão a citricultura, produção de amendoim e segmentos ligados à tecnologia e inovação.

A estratégia busca preparar o estado para aproveitar as oportunidades comerciais que poderão surgir com a consolidação da rota internacional.

Gargalos alfandegários preocupam especialistas

Estudo coordenado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) identificou gargalos importantes nas chamadas Áreas de Controle Integrado (ACIs), consideradas fundamentais para o funcionamento do corredor.

Atualmente, apenas as passagens entre Argentina e Chile estão habilitadas para transporte internacional de cargas. Ainda assim, o relatório aponta necessidade urgente de melhorias operacionais e maior integração com o setor privado.

Já os trechos entre Brasil e Paraguai e entre Paraguai e Argentina ainda aguardam estruturação operacional e autorização plena.

Área alfandegária entre Brasil e Paraguai gera alerta

O trecho entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta é considerado um dos pontos mais sensíveis do projeto.

Apesar da aprovação da construção da ACI pelo Dnit, especialistas alertam que ainda não houve abertura de consulta técnica formal junto ao setor privado para definir aspectos essenciais da operação, como áreas de espera, tecnologia de fiscalização e fluxo de veículos.

O temor é que a ausência desse diálogo gere problemas operacionais futuros e comprometa a eficiência logística da Rota Bioceânica.

Governança internacional será decisiva para sucesso da rota

O relatório também destaca a necessidade de uma estrutura permanente de governança técnica entre os países envolvidos.

Como o Chile não integra o Mercosul, diferentemente de Brasil, Paraguai e Argentina, especialistas avaliam que o ambiente regulatório se torna mais complexo e exige mecanismos específicos de coordenação internacional.

O documento apoiado pelo BID reuniu representantes de governos, empresas e entidades empresariais em dezenas de reuniões presenciais e virtuais. Ao todo, foram identificadas mais de 230 oportunidades de melhoria e elaboradas 264 propostas para otimizar a operação do corredor.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Toninho Ruiz

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Logística

Maersk registra crescimento em todas as áreas de negócios no 1º trimestre de 2026

A Maersk encerrou o primeiro trimestre de 2026 com crescimento operacional em todas as suas unidades de negócio. A companhia reportou EBIT de US$ 340 milhões, resultado impulsionado pelo avanço nos volumes transportados, ganhos de eficiência operacional e controle rigoroso de custos.

Segundo a empresa, o desempenho foi sustentado pela expansão da demanda em diferentes regiões do mundo, mesmo diante da volatilidade do mercado global de transporte marítimo e das incertezas geopolíticas.

Crescimento da demanda impulsiona resultados da Maersk

De acordo com Vincent Clerc, a companhia manteve crescimento consistente nos segmentos de Transporte Marítimo, Logística e Serviços e Terminais ao longo do trimestre.

O executivo destacou que, apesar da pressão causada pelo excesso de capacidade no setor de navegação, a empresa conseguiu reduzir em 7% o custo unitário da operação marítima graças à flexibilidade da rede logística global.

A Maersk também afirmou que os impactos do conflito no Oriente Médio tiveram efeito limitado sobre a demanda e os resultados financeiros da companhia no período.

EBITDA supera US$ 1,8 bilhão

Os resultados financeiros apontam EBITDA de US$ 1,8 bilhão no primeiro trimestre de 2026. Embora abaixo dos US$ 2,7 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior, a empresa observou melhora na margem operacional em relação ao trimestre anterior.

A margem EBIT atingiu 2,6%, avanço de 1,7 ponto percentual frente ao quarto trimestre de 2025.

Segundo a companhia, o crescimento das exportações da China ajudou a impulsionar a demanda global por transporte de contêineres nos primeiros meses do ano.

Transporte Marítimo amplia volumes embarcados

O segmento de Transporte Marítimo apresentou crescimento de 9,3% nos volumes embarcados, com taxa de utilização de ativos de 96%.

Mesmo com pressão contínua nas tarifas de frete devido ao excesso de capacidade da indústria, a estabilidade dos custos operacionais e a redução nos gastos com bunker ajudaram a compensar parte dos impactos negativos.

O EBIT da divisão ficou em US$ -192 milhões no trimestre.

Logística e Serviços mantém expansão de receita

Na área de Logística e Serviços, a Maersk registrou crescimento de receita de 8,7%, além da oitava expansão consecutiva da margem EBIT na comparação anual.

A companhia atribui o desempenho à evolução dos produtos Air e Middle Mile, somados aos ganhos estruturais de eficiência e à disciplina no controle de despesas operacionais.

O EBIT do segmento alcançou US$ 173 milhões.

Segmento de Terminais segue em alta

O setor de Terminais também apresentou resultados positivos no período, com aumento de 4,3% na movimentação de volumes.

A receita cresceu 6,7%, enquanto a receita por movimento avançou 3,4%, favorecida pela melhora tarifária, impactos cambiais positivos e melhor composição operacional dos terminais.

O EBIT da unidade atingiu US$ 436 milhões no primeiro trimestre.

Maersk encomenda novos navios de grande porte

Como parte da estratégia de renovação da frota, a Maersk anunciou a encomenda de oito novos navios com capacidade para 18.600 TEUs.

As embarcações, previstas para entrega entre 2029 e 2030, contarão com motores de combustível duplo, permitindo operação tanto com combustível convencional quanto com gás liquefeito.

Segundo a empresa, a medida amplia a flexibilidade operacional da rede global e fortalece a estratégia de eficiência e sustentabilidade no transporte marítimo.

FONTE: Maersk
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística, Transporte

Investimentos em transportes e logística atingem recorde em 11 anos no Brasil

O Brasil registra um avanço significativo nos investimentos em transportes e logística, consolidando um novo ciclo de expansão na infraestrutura nacional. De acordo com dados da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), divulgados no Livro Azul da Infraestrutura, os aportes públicos e privados somaram cerca de R$ 76,5 bilhões em 2025 — o maior volume desde 2015 e um dos mais expressivos da série histórica.

Crescimento acelera nos últimos anos

A evolução recente evidencia uma mudança consistente no ritmo de investimentos. Entre 2019 e 2022, o setor acumulou pouco mais de R$ 138 bilhões, com média anual próxima de R$ 33 bilhões. Já no período de 2023 a 2025, os números praticamente dobraram: foram mais de R$ 200 bilhões investidos, com média superior a R$ 65 bilhões por ano.

Esse avanço reflete um ambiente mais estável e propício ao planejamento de longo prazo. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, o cenário atual favorece a ampliação de projetos estruturados e a maior participação do capital privado, contribuindo para a modernização da infraestrutura e o aumento da eficiência logística no país.

Setor privado lidera aportes

Um dos principais motores desse crescimento é o protagonismo da iniciativa privada. Em 2025, cerca de R$ 53,6 bilhões — a maior parte dos investimentos — vieram de empresas privadas, reforçando o modelo baseado em concessões e parcerias público-privadas (PPPs).

O Governo Federal também tem atuado como facilitador desse movimento. Apenas no setor portuário, foram viabilizados R$ 7,8 bilhões em contratos e autorizações em 2025. No acumulado entre 2023 e 2025, o montante chegou a R$ 38,8 bilhões — um salto superior a 400% em relação ao ciclo anterior.

Além disso, os investimentos públicos em portos cresceram 120% no mesmo período, totalizando R$ 3,1 bilhões.

Aviação e hidrovias ganham destaque

Na aviação civil, o crescimento segue consistente, com R$ 8,7 bilhões aplicados pela iniciativa privada entre 2023 e 2025. Projetos voltados à infraestrutura aeroportuária regional, como o Programa AmpliAR, também impulsionam o setor — só o primeiro leilão garantiu cerca de R$ 731 milhões para aeroportos regionais.

Já as hidrovias, consideradas estratégicas para reduzir custos e ampliar a integração logística, receberam cerca de R$ 1,3 bilhão no período, fortalecendo esse modal no transporte nacional.

Impactos positivos na economia

O aumento dos investimentos já se reflete diretamente na atividade econômica. Em 2025, a movimentação nos portos brasileiros alcançou aproximadamente 1,35 bilhão de toneladas — o melhor resultado dos últimos sete anos.

No transporte aéreo, o país atingiu um recorde histórico de cerca de 130 milhões de passageiros, impulsionado por uma expansão contínua — foram 30 milhões de passageiros a mais entre 2023 e 2025.

O transporte hidroviário também apresentou desempenho recorde. A movimentação de cargas pelos rios chegou a 140 milhões de toneladas em 2025, enquanto a cabotagem registrou 223 milhões de toneladas, indicando maior uso desse modal e ganhos de escala na logística nacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Terra

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Logística

Você sabia? A segurança dos gases medicinais depende diretamente de como eles são armazenados, transportados e distribuídos

Quando o assunto é saúde, existem insumos que são literalmente vitais — e os gases medicinais estão entre eles. Utilizados em hospitais, clínicas e até no atendimento domiciliar, esses produtos exigem um nível de controle rigoroso para garantir que cheguem ao paciente com qualidade, segurança e sem qualquer risco de contaminação ou troca. Entre os mais conhecidos estão o oxigênio medicinal utilizado nas UTIs e o óxido nitroso, usado em procedimentos odontológicos e hospitalares por seu efeito analgésico e sedativo.

É nesse contexto que a RDC 887/2024, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, ganha relevância. A norma estabelece regras claras para toda a cadeia de gases medicinais, abrangendo desde a distribuição e armazenagem até o transporte e a entrega ao paciente. Mais do que uma exigência regulatória, ela reforça a necessidade de processos bem estruturados e de uma gestão responsável em todas as etapas.

Na prática, isso significa que as empresas precisam ter controle total sobre os produtos que manipulam, com rastreabilidade completa — ou seja, é necessário saber exatamente a origem de cada lote, suas condições e para onde ele foi destinado. Além disso, a forma como esses gases são armazenados e transportados passa a ser determinante para a manutenção de suas características, evitando riscos que podem comprometer diretamente o tratamento de pacientes.

Outro ponto importante é a etapa final dessa cadeia: a entrega ao usuário. Quando os gases medicinais chegam até o paciente, especialmente em casos de uso domiciliar, é fundamental que haja identificação correta, orientação adequada e registro desse processo. Cada detalhe conta quando o objetivo é garantir segurança.

Para Daiane Costa, da RegulaMais Consultoria, a resolução representa um avanço importante, mas também exige mais atenção das empresas. “Estamos falando de produtos que têm impacto direto na vida das pessoas. A RDC 887/2024 reforça a importância de controle, organização e responsabilidade em toda a operação. As empresas que trabalham com gases medicinais precisam entender que seguir essas normas não é apenas uma obrigação legal, mas uma forma de garantir segurança ao paciente e credibilidade no mercado”, afirma.

Mesmo já estando em vigor, a norma ainda é um ponto de atenção para muitas empresas do setor, principalmente pela necessidade de adaptação de processos e maior rigor na gestão. No fim das contas, o recado é claro: quando se trata de gases medicinais, não há espaço para falhas — e a conformidade com a regulamentação é parte essencial desse cuidado.

Sobre a RegulaMais Consultoria

A RegulaMais Consultoria se destaca no mercado ao oferecer soluções completas em consultoria regulatória, regularização empresarial e assessoria em comércio exterior, apoiando empresas que precisam atuar em conformidade com as exigências de órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, MAPA e demais entidades reguladoras. Fundada pela farmacêutica Daiane Costa, a empresa une conhecimento técnico e experiência prática para transformar processos burocráticos em estratégias eficientes, ajudando organizações a operarem com mais segurança, agilidade e competitividade em mercados cada vez mais exigentes.

SAIBA MAIS: https://regulamaisconsultoria.com.br/

Texto: ReConecta News

Imagem: Feita por IA

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Logística

Túnel Santos-Guarujá promete revolucionar mobilidade e logística no maior porto do Brasil

A construção do Túnel Santos-Guarujá começa a transformar uma das travessias mais desafiadoras da Baixada Santista em um novo eixo de mobilidade urbana e logística portuária. Hoje, motoristas e caminhoneiros enfrentam longos congestionamentos e dependem de balsas para cruzar os cerca de 400 metros que separam as duas cidades.

Diariamente, aproximadamente 20 mil caminhões circulam pelo Porto de Santos, principal complexo portuário da América Latina. Desse total, cerca de 5 mil precisam acessar a margem oposta, percorrendo trajetos que podem chegar a 45 quilômetros — um percurso que gera atrasos, custos elevados e impacto ambiental significativo.

Impactos econômicos e ambientais da travessia atual

Além do tempo perdido, a operação atual contribui para a emissão de cerca de 70 mil toneladas de dióxido de carbono por ano. A travessia por balsas também é utilizada por milhares de pedestres e ciclistas, o que amplia a complexidade do fluxo diário.

A nova ligação fixa surge como solução para esses gargalos, reduzindo a dependência das embarcações e aumentando a eficiência logística do porto, responsável por conectar o Brasil a mais de 600 destinos internacionais.

Obra estratégica do PAC

Considerado o maior projeto do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o túnel contará com investimento de R$ 6,8 bilhões. A estrutura terá 1,5 quilômetro de extensão, sendo 870 metros submersos sob o canal portuário.

Com a conclusão, prevista para o fim de 2030, o tempo de travessia deve cair para cerca de dois minutos — um contraste com as horas enfrentadas atualmente em filas e congestionamentos.

Ganhos para trabalhadores e economia local

A redução no tempo de deslocamento deve impactar diretamente a rotina de trabalhadores, especialmente caminhoneiros, que dependem da travessia para realizar suas atividades. Com maior fluidez, será possível aumentar o número de viagens diárias, elevando a produtividade e a renda.

O projeto também deve melhorar a qualidade de vida, ao reduzir o estresse e permitir mais tempo com a família — um fator frequentemente apontado por profissionais do transporte rodoviário.

Estrutura moderna e integração de modais

O Túnel Santos-Guarujá será equipado com seis faixas de tráfego, além de ciclovia e passagem para pedestres. O projeto inclui ainda espaço reservado para futura implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), ampliando a integração entre modais.

Sistemas de monitoramento em tempo real, controle inteligente de tráfego e dispositivos de segurança também fazem parte da estrutura, garantindo maior eficiência operacional.

Novo modelo de infraestrutura no Brasil

Mais do que uma obra de engenharia, o túnel representa um avanço na forma de planejar a infraestrutura de transporte no país. A iniciativa combina ganhos logísticos, redução de emissões e melhoria na mobilidade regional.

Ao conectar de forma definitiva Santos e Guarujá, o projeto tende a impulsionar a competitividade do porto e transformar a dinâmica econômica da região, beneficiando trabalhadores, empresas e turistas.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa

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Logística

EUA investem US$ 774 milhões em infraestrutura portuária para fortalecer logística e economia

Os Estados Unidos anunciaram um investimento de US$ 774 milhões voltado à modernização da infraestrutura portuária em diversas regiões do país. A iniciativa será executada por meio do Programa de Desenvolvimento de Infraestrutura Portuária (PIDP), coordenado pela Administração Marítima (MARAD), ligada ao Departamento de Transportes.

Ao todo, 37 projetos foram selecionados para receber os recursos, com foco na ampliação da capacidade operacional, aumento da eficiência logística e fortalecimento da cadeia de suprimentos em portos marítimos, fluviais e da região dos Grandes Lagos.

Investimentos priorizam segurança e tecnologia

Os aportes contemplam melhorias estruturais e tecnológicas. Entre as principais ações estão a expansão de túneis ferroviários para aumentar o fluxo de cargas, modernização de sistemas de inspeção para reforçar a segurança portuária, além da construção de cais adaptáveis capazes de operar em diferentes condições climáticas.

Também está prevista a implantação de um novo terminal de cargas, contribuindo para tornar as operações mais ágeis e eficientes.

Impactos econômicos e geração de empregos

De acordo com o Departamento de Transportes, os investimentos em logística portuária têm impacto direto na economia, ao garantir o abastecimento interno, fortalecer o setor exportador e gerar empregos.

As autoridades destacam ainda que a modernização dos portos deve reduzir o tempo de transporte e os custos para embarcadores, o que pode refletir na diminuição dos preços de produtos para os consumidores.

Rede portuária estratégica para o país

Os Estados Unidos contam com mais de 300 portos, administrados por governos locais e pela iniciativa privada. Esse sistema desempenha papel essencial no comércio e na distribuição de mercadorias, sendo considerado estratégico para o crescimento econômico e a competitividade internacional.

Com os novos investimentos, a expectativa é de ganhos duradouros em eficiência e resiliência logística, fortalecendo o país tanto no curto quanto no longo prazo.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Corredor Bioceânico: ponte no rio Paraguai entra na fase final e impulsiona ligação entre Brasil e Pacífico

A construção da Ponte Internacional da Rota Bioceânica avança para a etapa final e se consolida como um dos principais pilares do Corredor Bioceânico de Capricórnio, projeto que pretende conectar o Brasil aos portos do norte do Chile. A iniciativa cria uma alternativa estratégica para o comércio exterior ao integrar o Oceano Atlântico ao Pacífico por meio de uma rota terrestre de mais de 2,4 mil quilômetros.

Estrutura estratégica para a logística internacional

Com 1.294 metros de extensão e 29 metros de altura, a ponte está sendo erguida sobre o rio Paraguai, ligando Porto Murtinho (MS) à cidade de Carmelo Peralta, no Paraguai. O investimento chega a R$ 424,3 milhões, com financiamento da Itaipu Binacional.

A obra é considerada fundamental para a consolidação da Rota Bioceânica, ampliando a competitividade logística do Brasil e de países vizinhos. Além da travessia, estão previstas estruturas alfandegárias em ambos os lados da fronteira para dar suporte ao fluxo de cargas.

A estimativa inicial da Receita Federal é de circulação de cerca de 250 caminhões por dia, número que deve crescer conforme a rota se torne uma alternativa mais eficiente para exportações e importações entre o Mercosul e a Ásia.

Avanço das obras e prazos

Atualmente, a ponte está com cerca de 90% das obras concluídas. A expectativa é que as duas extremidades da estrutura sejam conectadas até o fim de maio.

No lado brasileiro, o acesso à ponte inclui um trecho de 13,1 quilômetros que liga a BR-267 à nova travessia. Essa etapa já alcançou aproximadamente 35% de execução e envolve desafios técnicos, como a construção de pontes e bueiros em áreas alagadiças.

Já os centros aduaneiros ainda aguardam definições, especialmente por parte das autoridades paraguaias, para que as obras sejam iniciadas.

Integração regional e desenvolvimento

O Corredor Bioceânico tem como objetivo promover integração econômica e logística entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. O projeto conecta regiões do Sul, Sudeste e Centro-Oeste brasileiro a mercados internacionais, fortalecendo o comércio e incentivando o desenvolvimento regional.

A iniciativa faz parte da Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana (IIRSA), com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que atua no planejamento estratégico e financiamento de projetos estruturantes.

Impactos esperados no comércio exterior

Atualmente, o transporte de mercadorias entre o Brasil e a Ásia pode levar cerca de 30 dias. Com a nova rota, a expectativa é reduzir esse prazo para aproximadamente 10 dias, o que representa ganhos significativos em eficiência e redução de custos.

Além disso, a infraestrutura logística bioceânica deve beneficiar o comércio com a Oceania e a costa oeste dos Estados Unidos, além de impulsionar setores como agronegócio, especialmente na exportação de grãos, carne e celulose.

A ponte desempenha papel essencial nesse cenário ao encurtar distâncias e melhorar a competitividade dos produtos sul-americanos no mercado global.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Saul Schramm, Secom MS

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