Logística

Atraso em estrutura de fronteira adia operação da Rota Bioceânica para 2028

A conclusão da ponte internacional entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta, no Paraguai, se aproxima, mas a infraestrutura necessária para o controle e a fiscalização das cargas ainda não foi concluída. O cenário pode adiar o início da operação comercial da Rota Bioceânica para 2028.

Ponte está na fase final de construção

A ligação entre Brasil e Paraguai é considerada uma das principais estruturas do corredor bioceânico, que pretende ampliar a integração logística entre os países da região.

Apesar do avanço nas obras da ponte, a estrutura de fronteira necessária para receber, fiscalizar e liberar as cargas que passarão pelo novo corredor ainda não saiu do papel.

Receita Federal prevê operação em 2028

Diante do atraso na implantação da estrutura de controle aduaneiro, a Receita Federal trabalha com a previsão de que a operação comercial da Rota Bioceânica comece somente em 2028.

A falta da infraestrutura de fiscalização pode impedir que o corredor opere plenamente mesmo após a conclusão da ponte, já que o transporte internacional de mercadorias depende de instalações adequadas para os procedimentos de controle de cargas e fiscalização na fronteira.

Rota Bioceânica terá impacto na logística regional

A conexão entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta faz parte de um projeto de integração que busca fortalecer o transporte de cargas entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

A expectativa é que a Rota Bioceânica reduza distâncias logísticas e amplie as alternativas de acesso brasileiro aos mercados do Pacífico. Para isso, no entanto, além das obras viárias, é necessário que a infraestrutura de fronteira esteja pronta para acompanhar o fluxo comercial previsto.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Toninho Ruiz/Reprodução

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Logística

Áreas de armazenamento nos portos: como funcionam e qual é sua importância

Entre a chegada ao porto e o destino final, uma carga pode passar por diferentes etapas. Nesse processo, as áreas de armazenamento nos portos desempenham um papel fundamental ao receber mercadorias que aguardam o próximo deslocamento e organizar o fluxo entre navios, caminhões e trens.

Esses espaços funcionam como pontos de conexão dentro da logística portuária, permitindo que os produtos permaneçam temporariamente no complexo portuário até o momento adequado para continuar a viagem.

Como funciona a armazenagem de cargas nos portos

A armazenagem portuária tem como uma de suas principais funções organizar o fluxo de mercadorias de acordo com o planejamento da operação e as características de cada produto.

Uma carga pode chegar ao porto por rodovia ou ferrovia, ser direcionada para uma área de armazenamento e, posteriormente, embarcar em um navio. No sentido inverso, produtos desembarcados também podem permanecer armazenados antes de seguir por caminhão ou trem até o destino final.

Dessa forma, os espaços de armazenamento contribuem para integrar diferentes modais de transporte e permitem que as operações ocorram de maneira coordenada.

Estrutura varia conforme o tipo de carga

As instalações utilizadas na armazenagem dependem das características dos produtos e das condições necessárias para sua conservação durante o período de permanência no porto.

No caso dos contêineres, por exemplo, as unidades são organizadas em áreas específicas e podem ser empilhadas conforme o planejamento operacional e a capacidade da estrutura.

Para os granéis sólidos, como soja, milho e farelo de soja, são necessárias instalações capazes de receber e movimentar grandes volumes. Entre elas estão os silos, utilizados para armazenar os produtos antes do embarque.

No Porto de Paranaguá, o complexo de exportação possui silos verticais e horizontais conectados aos terminais. Juntas, essas estruturas têm capacidade aproximada de 1 milhão de toneladas.

Os produtos chegam ao porto, frequentemente por caminhões, e são encaminhados aos terminais onde permanecem até o momento do embarque nos navios.

Tanques são utilizados para granéis líquidos

As características da carga também determinam a estrutura necessária para sua armazenagem. No caso dos granéis líquidos, por exemplo, são utilizados tanques específicos.

No Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco, cinco terminais destinados ao armazenamento de combustíveis somam capacidade para 700 mil metros cúbicos de granéis líquidos.

Esse segmento representa uma parcela relevante das operações do complexo. No primeiro semestre de 2026, foram movimentadas 9,14 milhões de toneladas de granéis líquidos em Suape, com destaque para petróleo e derivados.

Cargas que exigem controle de temperatura

Algumas mercadorias precisam de condições específicas durante o período em que permanecem armazenadas. É o caso das cargas frigorificadas, como carnes, pescados, frutas e hortaliças.

Esses produtos necessitam de controle adequado de temperatura para preservar suas características e manter a qualidade durante a permanência no porto.

Por isso, os procedimentos de armazenamento de cargas são definidos de acordo com o tipo de mercadoria e suas necessidades de conservação e movimentação.

Armazenagem ajuda a organizar o fluxo entre modais

A dinâmica de um porto envolve a chegada e a saída de diferentes veículos em horários distintos. Enquanto os navios recebem ou desembarcam grandes volumes, caminhões e trens também chegam ao complexo para entregar ou retirar mercadorias.

As áreas de armazenamento permitem administrar essa diferença de horários. Assim, a operação não depende da chegada simultânea de todos os meios de transporte envolvidos no processo.

Depois de recebida, a carga pode ser conferida e movimentada com equipamentos específicos antes de ser encaminhada ao local de armazenamento. Conforme o planejamento, o produto posteriormente é levado ao próximo modal de transporte.

Um elo entre diferentes etapas da logística

Mais do que espaços destinados a guardar mercadorias, as áreas de armazenamento fazem parte da estrutura que conecta diferentes etapas do transporte de cargas.

Enquanto alguns produtos aguardam o próximo embarque, outros chegam ao porto, passam por conferência e movimentação ou seguem diretamente para outra etapa da operação.

Esse fluxo coordenado permite integrar navios, caminhões e trens, contribuindo para que as mercadorias avancem pelo sistema logístico até os mais diferentes destinos.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Internet

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Logística

Mercado Livre e Shopee lideram demanda por galpões logísticos no Brasil

O Mercado Livre e a Shopee concentram a maior parte da ocupação de galpões logísticos por grandes empresas no Brasil. Juntas, as duas plataformas somam cerca de 4,1 milhões de metros quadrados locados, segundo dados do Market Analytics da SiiLA.

O Mercado Livre aparece com ampla vantagem, ocupando aproximadamente 2,98 milhões de metros quadrados. A Shopee vem na sequência, com 1,14 milhão de metros quadrados.

A Amazon ocupa a terceira posição, com 685 mil metros quadrados. Com isso, as três maiores ocupantes de condomínios logísticos no país são empresas estrangeiras.

A primeira companhia brasileira no ranking é o Magazine Luiza, que possui 517 mil metros quadrados locados em galpões.

Mercado Livre e Shopee ampliam contratos

A demanda das duas empresas deve continuar elevada. Mercado Livre e Shopee já possuem, juntas, cerca de 1,1 milhão de metros quadrados pré-locados para o segundo semestre de 2026.

A maior parte dos espaços contratados está destinada a operações de transporte e logística e digital fulfillment, segmentos que concentram os maiores volumes de área ocupada no mercado brasileiro.

As projeções indicam que, caso 80% da entrega de novos espaços prevista seja efetivada, a taxa de vacância nacional deverá terminar 2026 entre 6% e 7%.

O cenário mantém aquecida a procura por galpões logísticos, impulsionada principalmente pelo crescimento do comércio eletrônico e pela necessidade de ampliar a capacidade de distribuição.

E-commerce impulsiona ocupação de galpões

Levantamentos recentes reforçam a importância do Mercado Livre e da Shopee na demanda por espaços logísticos.

Fora dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, o varejo e o e-commerce responderam por 49% da absorção bruta registrada no último trimestre. O Mercado Livre, sozinho, representou 23% da absorção no período.

A expansão das operações digitais tem levado grandes varejistas a buscar instalações próximas aos principais centros consumidores e corredores de transporte.

Mercado Livre anuncia R$ 57 bilhões em investimentos

O Mercado Livre também ampliou os investimentos no país. Para 2026, a empresa anunciou um Capex de R$ 57 bilhões, valor 50% superior ao registrado no ano anterior.

Os recursos incluem a expansão da estrutura logística e contribuíram para a abertura de mais de 14 centros de distribuição.

Quando anunciou o investimento, em março, a companhia informou que pretendia fortalecer as rotas regionais e manter 75% das entregas rápidas em até 48 horas após a confirmação dos pedidos.

Digital fulfillment cresce e aumenta disputa por espaços

O segmento de digital fulfillment apresentou crescimento próximo de 50% entre o segundo trimestre de 2023 e o segundo trimestre de 2026, conforme os dados da SiiLA.

No mesmo intervalo, a área ocupada pelo segmento de transporte e logística aumentou 21%.

Atualmente, o digital fulfillment ocupa 5,94 milhões de metros quadrados, com taxa de vacância de 4,42%. Já o segmento de transporte e logística possui 7,46 milhões de metros quadrados ocupados.

A expansão ocorre ao mesmo tempo em que a oferta de espaços disponíveis diminui.

Vacância de galpões logísticos recua

No segundo trimestre de 2026, a taxa de vacância dos condomínios logísticos das classes A+, A e B caiu para 4,42%, ante 6,05% no trimestre anterior.

O estoque nacional monitorado pela SiiLA chegou a 30,45 milhões de metros quadrados.

A redução da disponibilidade ocorre em um mercado no qual a demanda permanece elevada e a entrada de novos empreendimentos não acompanha o mesmo ritmo da absorção.

Segundo Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA, a absorção líquida continua em níveis elevados. Para ele, a queda da vacância está relacionada principalmente à velocidade de entrega de novos espaços.

Digital fulfillment lidera absorção líquida

Nos 12 meses encerrados no segundo trimestre de 2026, o digital fulfillment registrou absorção líquida de 1,35 milhão de metros quadrados.

O resultado supera em mais de duas vezes os 593 mil metros quadrados registrados pelo segmento de transporte e logística no mesmo período.

Considerando todo o mercado brasileiro, a absorção líquida chegou a 3,28 milhões de metros quadrados.

Na absorção bruta, os dois segmentos apresentaram números próximos: transporte e logística registrou 1,47 milhão de metros quadrados, enquanto digital fulfillment alcançou 1,41 milhão de metros quadrados.

Principais contratos do segundo trimestre

Entre as maiores locações registradas no segundo trimestre de 2026 estão contratos firmados pelo Mercado Livre e pela Shopee.

O Mercado Livre ocupou 125,1 mil metros quadrados no Zolver Bandeirantes e outros 63,1 mil metros quadrados no KSM Log Guarulhos I.

A Shopee, por sua vez, contratou 100,8 mil metros quadrados no BRZ 386 Logistics Park e mais 53,7 mil metros quadrados no Parque Logístico Guarulhos II.

O movimento reforça a expansão da infraestrutura necessária para atender ao crescimento do comércio eletrônico no Brasil, mantendo os grandes operadores de varejo digital entre os principais demandantes de espaços logísticos.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mercado Livre

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Logística

Ferrovias no Brasil: país retoma investimentos, mas reconstrução da rede ainda é desafio

O Brasil começa a retomar investimentos em sua infraestrutura ferroviária após décadas marcadas pela concentração da expansão em poucos corredores. Ao longo desse período, diversos trechos perderam capacidade, foram subutilizados ou deixaram de cumprir sua função original.

O novo ciclo reúne projetos de expansão, concessões em preparação, revisão de contratos antigos e mudanças nas regras para tentar atrair investimentos privados. Apesar dos avanços, a reconstrução da malha ferroviária brasileira ainda ocorre de forma gradual e enfrenta desafios de infraestrutura, manutenção, mão de obra e planejamento.

Novos projetos ampliam a malha ferroviária

A carteira federal de projetos para 2026 inclui iniciativas como a EF-118, entre Rio de Janeiro e Espírito Santo, a recuperação da Malha Oeste e uma nova concessão para a Malha Sul.

A EF-118 prevê aproximadamente 575 quilômetros de extensão e investimentos estimados em R$ 4,2 bilhões. Já a Malha Sul possui cerca de 4.250 quilômetros distribuídos em três corredores.

A retomada, no entanto, vai muito além da instalação de novos trilhos. Recuperar uma ferrovia exige manutenção permanente, qualificação profissional, fiscalização, aumento da capacidade operacional e integração entre diferentes trechos.

Para Leonardo Alves, diretor-geral da Goldschmidt Brasil, os principais obstáculos estão relacionados justamente à combinação desses fatores.

“Eu diria que é um pouco disso tudo junto: falta de expansão, qualidade da via, manutenção e gestão. Quando você olha para o tamanho da nossa malha, você já imagina o tamanho do desperdício que a gente tem”, afirma.

Manutenção preventiva é um dos principais desafios

As dimensões da rede brasileira tornam o processo de recuperação ainda mais complexo. O país possui linhas antigas, segmentos com baixa utilização e estruturas que perderam capacidade ao longo do tempo.

No caso da Malha Oeste, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aponta uma infraestrutura depreciada, resultado também do histórico de investimentos insuficientes em manutenção.

Na avaliação de Alves, uma mudança importante seria substituir a lógica de reparos emergenciais por um modelo baseado em manutenção preventiva.

“Precisamos começar a prever manutenção, prever problemas e parar de corrigir de forma emergencial”, diz.

A antecipação de falhas pode reduzir impactos sobre a operação. Um problema em um trilho ou componente da via pode interromper uma composição, atrasar cargas e provocar efeitos em cadeia na logística.

“O custo do trem parado é altíssimo”, afirma o executivo.

Tecnologia ajuda a monitorar as condições dos trilhos

A necessidade de reduzir falhas tem estimulado o uso de equipamentos capazes de acompanhar continuamente as condições da via.

Sensores, sistemas de inspeção e análise de dados conseguem identificar pequenas deformações e defeitos que podem passar despercebidos em inspeções visuais. Com o histórico dessas informações, torna-se possível estimar a evolução de determinados problemas e programar intervenções.

Esse modelo permite transformar a manutenção em uma atividade mais previsível, reduzindo a dependência de ações emergenciais e ajudando a aumentar a disponibilidade da ferrovia.

Alemanha também enfrenta dificuldades para recuperar ferrovias

Os desafios brasileiros não são exclusivos de países com infraestrutura ferroviária em desenvolvimento. A Alemanha, que possui uma das redes mais extensas e estruturadas do mundo, também enfrenta dificuldades para recuperar sua infraestrutura.

A Deutsche Bahn mantém milhares de obras em andamento e recentemente decidiu reduzir o número de grandes corredores submetidos simultaneamente a reformas completas.

A empresa concluiu que quatro grandes obras por ano superavam sua capacidade de execução. A intenção passou a ser concentrar os esforços em duas grandes intervenções anuais ou, em situações específicas, três.

O especialista em ferrovias de Berlim Christian Böttger acompanha o processo e avalia que a dificuldade alemã não está apenas no financiamento. Também existe uma limitação operacional para executar obras sem comprometer excessivamente a circulação dos trens.

“Eu não vejo ainda um plano realmente estruturado para revitalizar a ferrovia”, afirma Böttger.

O especialista também chama atenção para a complexidade de manter uma via em operação enquanto a outra passa por obras.

A experiência alemã demonstra um ponto relevante para o Brasil: quanto maior o período sem manutenção adequada, maior tende a ser o esforço necessário para recuperar a infraestrutura. Ao mesmo tempo, grandes obras podem gerar impactos sobre a circulação durante sua execução.

Böttger relata ainda que a primeira grande reforma de corredores na Alemanha custou mais do que o inicialmente previsto e, na avaliação dele, não produziu o ganho de pontualidade esperado. A própria capacidade da indústria de construção ferroviária também se tornou um fator de preocupação.

Modernização depende primeiro da qualidade da via

A renovação da infraestrutura também envolve automação, equipamentos modernos e novas fontes de energia. Porém, a modernização dos trens precisa acompanhar as condições da própria ferrovia.

Locomotivas mais modernas, sistemas elétricos e tecnologias como o hidrogênio não conseguem entregar todo o potencial se a via não estiver preparada para recebê-los.

Além disso, equipamentos desenvolvidos em outros países precisam ser adaptados às características da rede brasileira, incluindo clima, infraestrutura e condições de operação.

O país mantém uma indústria ferroviária com conhecimento próprio e capacidade de produzir equipamentos que também podem ser comercializados em outros mercados da América do Sul.

Uma retomada consistente dos investimentos pode ampliar essa atividade industrial, gerando demanda por locomotivas, vagões, máquinas de manutenção, sistemas de inspeção, softwares e serviços especializados.

Inteligência artificial ganha espaço na manutenção ferroviária

Entre as tecnologias com maior potencial de aplicação está a inteligência artificial voltada à análise dos dados coletados pelas ferrovias.

Sistemas de inspeção conseguem identificar defeitos e acompanhar sua evolução. Segundo Alves, modelos matemáticos já podem ajudar a prever o comportamento de determinadas falhas e indicar o momento mais adequado para uma intervenção.

A inteligência artificial pode acelerar esse processo ao analisar grandes volumes de informações e identificar padrões que orientem inspeções mais detalhadas.

Ainda assim, a tecnologia não substitui a tomada de decisão. “Não adianta você ter muito dado”, afirma Alves. O desafio está em transformar essas informações em diagnóstico e, posteriormente, em ações de manutenção.

A questão ganha importância diante do perfil da operação brasileira. O país possui ferrovias utilizadas para transportar grandes volumes de minério, grãos e produtos agrícolas, com composições submetidas a condições severas.

Ao mesmo tempo, existe a necessidade de ampliar a rede para alcançar novas regiões e atender diferentes tipos de carga.

Expansão busca diversificar o transporte ferroviário

Historicamente, a ferrovia brasileira esteve fortemente ligada ao transporte de commodities, principalmente minério e produtos agrícolas. Embora esse segmento continue relevante, a diversificação dos corredores pode ampliar o papel do modal na logística nacional.

Entre os projetos em desenvolvimento está a EF-118, que pretende conectar regiões do Rio de Janeiro e do Espírito Santo e promover a integração entre diferentes trechos ferroviários e portos.

A nova estruturação da Malha Sul também prevê três corredores, com mais de 4.200 quilômetros, conectando São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e a fronteira com a Argentina.

Trens de passageiros também podem ganhar espaço

A discussão sobre a expansão ferroviária envolve ainda o transporte de passageiros.

O Brasil possui sistemas metropolitanos relevantes, mas ainda não conta com uma rede integrada de trens regionais semelhante à existente em diversos países europeus.

Serviços convencionais entre cidades podem representar uma alternativa inicial mais viável do que projetos de alta velocidade, que demandam traçados específicos, grandes investimentos e obras de maior complexidade.

Formação de profissionais será fundamental

A retomada da infraestrutura ferroviária também depende da disponibilidade de profissionais especializados.

A engenharia ferroviária exige conhecimento técnico e experiência acumulada em áreas como operação, manutenção e construção. Segundo Alves, a formação de um profissional plenamente capacitado pode levar anos.

Por isso, a expansão da malha também precisará ser acompanhada pela formação de técnicos, engenheiros e operadores.

Brasil tenta acelerar novo ciclo ferroviário

O país vive, portanto, um processo de reconstrução ferroviária que envolve diferentes frentes. O governo federal estruturou novos projetos, revisa concessões existentes e estabeleceu regras para novas outorgas.

A carteira inclui novos corredores, além de processos de relicitação e renovação de trechos já existentes.

Transformar esses projetos em ferrovias efetivamente operacionais, porém, é uma etapa mais complexa. A experiência brasileira mostra que concessões podem levar anos para avançar, enquanto o caso alemão evidencia que até redes maduras podem enfrentar limitações de engenharia, mão de obra e planejamento quando muitas obras são realizadas simultaneamente.

A modernização da malha ferroviária brasileira começa, portanto, pela infraestrutura básica: trilhos, manutenção, planejamento e capacidade de execução.

O país já possui uma indústria preparada para operações de cargas pesadas e uma demanda relevante por transporte de grãos, minério e outros produtos. O desafio agora é recuperar e ampliar a infraestrutura necessária para sustentar esse crescimento.

A reconstrução ferroviária pode transformar a logística nacional, mas dependerá de um processo de longo prazo, baseado em investimentos contínuos, manutenção preventiva, profissionais qualificados e integração entre os diferentes trechos da rede.

FONTE: Veja Negócios
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Veja

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Logística

Inteligência artificial na logística: como a IA reduz custos e aumenta a sustentabilidade

O avanço da inteligência artificial na logística está mudando a forma como empresas de transporte, armazenagem e distribuição planejam suas operações. Em um setor pressionado por despesas com combustível, manutenção e estoques, o uso estratégico de dados e tecnologia passou a ser uma ferramenta para buscar mais eficiência e reduzir impactos ambientais.

Com uma base de dados estruturada, sistemas de IA na logística podem apoiar atividades como planejamento de rotas, gestão de estoques, manutenção preditiva e previsão de demanda.

Para o professor Néstor Fabián Ayala, do Núcleo de Engenharia Organizacional (NEO) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a tecnologia permite otimizar diferentes etapas da operação, antecipando necessidades e identificando caminhos mais eficientes.

“Hoje, a IA consegue unir redução de custos e impacto ambiental positivo. Diminuímos o consumo de combustível e otimizamos o uso de pneus, reduzindo rejeitos. Em alguns casos, substituímos três viagens diárias por apenas uma, gerando um ganho ambiental expressivo”, destaca.

IA transforma dados em previsibilidade

A utilização da inteligência artificial já faz parte da realidade de empresas do setor no Rio Grande do Sul. Francisco Cardoso, presidente da Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul), explica que a tecnologia representa uma mudança na maneira como as empresas utilizam seus dados.

Durante anos, os sistemas foram empregados principalmente para analisar informações sobre operações que já haviam ocorrido. Com a inteligência artificial, a expectativa é avançar para modelos capazes de identificar padrões, antecipar cenários e melhorar a tomada de decisões.

O primeiro passo, segundo Cardoso, é organizar as informações internas. Em um estágio mais avançado, esses dados podem ser cruzados com informações externas, inclusive dos próprios clientes, permitindo antecipar necessidades e aprimorar o atendimento.

“O grande desafio dessas empresas é primeiro organizar e entender os próprios dados. Depois, transformar esses dados em informação para trabalhar o futuro, a previsibilidade”, afirma.

Tecnologia vai além dos caminhões

Quando se fala em IA no transporte, uma das aplicações mais lembradas é o uso da tecnologia para otimizar operações nas estradas. No entanto, os sistemas podem atuar desde o planejamento até os processos internos das empresas.

Agentes de inteligência artificial capazes de trocar informações entre si podem conectar diferentes áreas da operação. Com isso, a tecnologia contribui para definir rotas mais eficientes, controlar o consumo de combustível e antecipar necessidades de manutenção da frota.

Dentro das empresas, a aplicação também pode alcançar setores como compras, estoque, produção e atendimento ao cliente. A integração de dados permite reorganizar fluxos internos e responder de forma mais rápida a novas demandas.

IA também ganha espaço nos armazéns

Nos centros de distribuição, a automação amplia as possibilidades de uso da tecnologia. Veículos autônomos podem transportar produtos dentro dos galpões, enquanto algoritmos ajudam a determinar a melhor sequência para separação de mercadorias.

Outra aplicação está no dimensionamento das embalagens. Ao calcular o espaço necessário para cada produto, os sistemas podem reduzir o uso excessivo de materiais e, consequentemente, o desperdício.

Para Ayala, a automação também permite direcionar trabalhadores para atividades de maior valor estratégico.

“Otimizamos a rota interna para que robôs busquem os produtos onde são necessários. Isso retira colaboradores de tarefas repetitivas e os direciona para funções de maior valor dentro da fábrica.”

Empresa usa IA para controlar combustível

Fundada em 1992 pelo presidente da Fetransul, a Interlink Cargo está entre as empresas gaúchas que incorporaram a inteligência artificial aos processos logísticos.

Desde 2025, a companhia utiliza a tecnologia em áreas como sistemas de cotação e elaboração de propostas, rastreamento de viagens e análise do desempenho dos operadores. A empresa também cruza informações sobre consumo de combustível e características do relevo em rotas do Mercosul.

Segundo Lucas Vidal Cardoso, diretor comercial da companhia, o combustível responde por cerca de 40% dos custos da operação.

“O combustível representa 40% do nosso custo e sofreu altas significativas. Analisamos o relevo e o tipo de caminhão para prever o consumo e orientar o motorista, unindo eficiência e sustentabilidade”, explica.

Além da economia operacional, a empresa identifica ganhos na gestão de pessoas. Atividades repetitivas podem ser automatizadas, enquanto colaboradores são direcionados para funções relacionadas à tomada de decisão. A companhia também utiliza programas de treinamento e trilhas de aprendizagem para novos funcionários.

Uso de IA também exige atenção ao consumo de energia

Apesar dos ganhos potenciais, a expansão da IA na logística sustentável traz um desafio adicional: o elevado consumo de recursos computacionais.

Modelos de inteligência artificial dependem de infraestrutura de processamento que exige energia, inclusive para sistemas de refrigeração dos data centers. Dessa forma, parte do benefício ambiental obtido com a redução de combustível e emissões pode ser compensada caso a tecnologia seja utilizada de maneira excessiva ou sem planejamento.

O professor Dalvan Jair Griebler, da Escola Politécnica da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), chama atenção para esse aspecto.

“Precisamos de poder computacional e muita energia para refrigeração. Podemos reduzir poluentes nos caminhões, mas gerar impacto pelo uso massivo e desnecessário da IA.”

Para o professor, a adoção da tecnologia exige critérios técnicos e profissionais qualificados para avaliar onde sua utilização efetivamente faz sentido.

Empresas entram em uma nova fase de adoção tecnológica

Griebler avalia que o setor de transporte e logística atravessa uma etapa de amadurecimento no uso da inteligência artificial. Depois do entusiasmo inicial em torno da tecnologia, a preocupação passa a ser avaliar o retorno efetivo para cada operação.

Nesse cenário, uma das questões centrais para as empresas é determinar se a implementação será financeiramente sustentável e se os benefícios justificam os investimentos necessários.

A IA, portanto, não deve ser tratada como uma solução isolada. A tecnologia precisa ser integrada aos métodos de gestão, engenharia e planejamento já utilizados pelas empresas de logística.

Principais aplicações da inteligência artificial na logística

  • Previsão de demanda: ajuda a antecipar o comportamento do mercado e reduzir riscos de falta de produtos, excesso de estoque e capital parado.
  • Otimização de rotas: permite buscar trajetos mais eficientes, reduzindo tempo de entrega, consumo de combustível e emissões.
  • Manutenção preditiva: sensores e sistemas de telemetria podem monitorar veículos e auxiliar na identificação do momento adequado para intervenções, inclusive relacionadas aos pneus.
  • Automação de armazéns: robôs podem localizar e transportar mercadorias, enquanto algoritmos ajudam a definir embalagens com dimensões adequadas.
  • Integração de setores: agentes de IA podem conectar informações de compras, produção e estoque, além de apoiar áreas como finanças, recursos humanos e atendimento ao cliente.

FONTE: Gaúcha ZH
TEXTO: Redação
IMAGEM: Interlink Cargo / Divulgação

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Logística

Arco Norte amplia logística de grãos e fortalece exportações do Centro-Oeste

A expansão da infraestrutura de transporte na região Norte do Brasil vem aumentando a relevância do Arco Norte para o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste. Com novas rotas e investimentos em terminais, o corredor logístico amplia sua conexão com os mercados internacionais e ganha espaço como alternativa aos portos tradicionais do Sudeste.

Segundo o especialista em agronegócio Wladimir Melo, Miritituba, distrito de Itaituba, no Pará, está no centro desse processo de transformação da logística de grãos.

BR-163 reduz tempo de transporte até Miritituba

A consolidação da BR-163 contribuiu para melhorar a eficiência do corredor. O trajeto entre Sinop (MT) e Miritituba, que anteriormente levava cerca de 30 horas, passou a ser realizado em aproximadamente 18 horas.

A redução no tempo de viagem aumentou a competitividade da rota em relação às alternativas de escoamento pelos portos do Sudeste. Ao mesmo tempo, o crescimento do volume transportado passou a pressionar a infraestrutura disponível.

Durante os períodos de maior movimento da safra de grãos, o tráfego nas estações de transbordo evidencia a necessidade de novos investimentos para acompanhar o avanço da produção.

Capacidade do Arco Norte pode chegar a 30 milhões de toneladas

A expectativa é que a capacidade de escoamento da região aumente significativamente nos próximos anos. De acordo com Melo, o volume movimentado pode passar dos atuais 17 milhões para 30 milhões de toneladas em um horizonte de cinco anos.

A expansão deverá ser impulsionada principalmente pela implantação de novos terminais fluviais. Paralelamente, investimentos de concessionárias e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) contemplam obras como contornos rodoviários e novos acessos.

O objetivo dessas intervenções é melhorar o fluxo de cargas e retirar parte do tráfego de caminhões pesados das áreas urbanas.

Hidrovias ampliam alternativas para exportação

Empresas como a Hidrovias do Brasil e outras operadoras portuárias participam do processo de expansão do Corredor Norte. A utilização dos rios Tapajós e Amazonas também aumenta a importância estratégica da região para o transporte de commodities agrícolas.

Além de ampliar as opções de saída para a produção brasileira, a rota hidroviária pode contribuir para a redução dos custos logísticos. O corredor também permite encurtar o percurso marítimo até mercados da Europa e da Ásia em comparação com alternativas de exportação pelos portos de Santos e Paranaguá.

Corredor Norte ganha importância para o agronegócio

A expansão do Arco Norte representa uma mudança gradual na distribuição das exportações agrícolas brasileiras. Para os produtores, a ampliação das alternativas de transporte pode significar maior previsibilidade e melhores condições de escoamento.

Na avaliação de Melo, a descentralização também abre oportunidades para investidores interessados na expansão da infraestrutura logística ligada ao agronegócio brasileiro.

“O Brasil descentraliza suas exportações. Para o produtor, significa maior margem e previsibilidade. Para o investidor, significa posicionar capital onde a demanda é garantida e crescente pelas próximas décadas”, conclui.

FONTE: Agrolink
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sheila Flores

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Logística

Reforma tributária começa a mudar logística das empresas e reduz distorções

A reforma tributária começa a produzir efeitos sobre a logística empresarial brasileira antes mesmo da conclusão da transição para o novo sistema de impostos. Durante anos, incentivos fiscais oferecidos por estados e municípios influenciaram a localização de centros de distribuição (CDs), levando empresas a instalar estruturas longe dos principais mercados consumidores.

Na prática, benefícios tributários muitas vezes pesaram mais na definição da malha logística do que a proximidade com os clientes. O resultado foi o aumento das distâncias percorridas por caminhões, do consumo de combustível e das emissões de poluentes.

Incentivos fiscais influenciaram localização de centros de distribuição

O setor farmacêutico em Goiás é um exemplo dessa dinâmica. Empresas chegaram a manter operações distantes dos grandes centros de consumo porque as vantagens tributárias compensavam os custos adicionais de transporte.

Um levantamento realizado pela consultoria Ilos em 2023 mostrou a dimensão do fenômeno. Naquele momento, as empresas consultadas afirmavam que 40% do faturamento estava relacionado a centros de distribuição cuja localização havia sido influenciada por incentivos fiscais.

Entre as companhias do segmento de bens de consumo, essa proporção chegava a 58%.

Novo sistema tributário altera lógica da distribuição

Aprovada pelo Congresso em 2023, a reforma tributária prevê mudanças que atingem diretamente esse modelo. O ICMS, imposto estadual, e o ISS, de competência municipal, serão substituídos gradualmente a partir de 2029 e deixarão de existir em 2033, dentro da implementação do novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Além da unificação dos tributos, uma das principais mudanças está na definição do local de cobrança. O sistema atual concentra parte relevante da arrecadação na origem, como nos locais de produção ou armazenamento.

Com a reforma, a tributação será progressivamente direcionada para o destino, ou seja, para o estado onde o produto é efetivamente consumido.

Essa alteração tende a reduzir a importância de estruturas instaladas exclusivamente para aproveitar benefícios fiscais. Centros de distribuição mantidos em estados como Santa Catarina e Espírito Santo, por exemplo, poderão ter sua viabilidade econômica reavaliada quando a vantagem tributária deixar de existir.

Empresas já planejam mudanças na malha logística

Um novo estudo da Ilos, com dados de 110 empresas que possuem faturamento médio de R$ 22 bilhões, aponta que 21% das companhias pretendem mudar a localização de seus centros de distribuição.

O percentual é ainda maior em alguns segmentos:

  • Atacado, varejo e distribuição: 33% das empresas planejam mudanças;
  • Indústria de base e bens de capital: 27%;
  • Indústria de bens de consumo: 24%.

Para 67% das empresas ouvidas, a expectativa é de melhora na operação logística após as mudanças.

A reorganização não deve se limitar aos centros de distribuição. As companhias também avaliam alterar sua rede de fornecedores para aproximá-la da nova configuração da malha logística, reduzindo distâncias e custos de transporte.

Segundo o levantamento, cinco em cada dez empresas afirmam atualmente ter despesas logísticas maiores justamente para conseguir aproveitar benefícios tributários.

Empresas começam a rever estratégias

Os efeitos da mudança já começam a aparecer nas decisões empresariais. Camila Lima, vice-presidente de Operações da FedEx no Brasil, afirma que clientes instalados em regiões beneficiadas por incentivos fiscais já iniciaram discussões sobre a revisão de suas estratégias.

A executiva também relata que algumas empresas podem permanecer nessas localidades mesmo com a redução das vantagens tributárias, mas por outros motivos, como a expectativa de crescimento econômico da região.

Reforma pode aumentar eficiência logística

A mudança na estrutura de impostos tende a alterar uma lógica que, durante décadas, influenciou a organização da logística brasileira.

Ao reduzir o peso dos incentivos fiscais na escolha de onde produzir, armazenar e distribuir mercadorias, a reforma pode estimular decisões baseadas em fatores como proximidade dos consumidores, fornecedores e infraestrutura de transporte.

A expectativa é que esse processo contribua para diminuir deslocamentos desnecessários, melhorar a eficiência das operações e reduzir custos associados ao transporte.

Para as empresas, a transição também representa um período de revisão da cadeia de suprimentos, com possíveis mudanças na localização de armazéns, centros de distribuição e fornecedores.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Mercado Livre

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Logística

Estátua da Havan de 35 metros percorre mais de 3,5 mil km até nova loja em Macapá

Uma estátua da Havan com 35 metros de altura e oito toneladas está a caminho de Macapá, no Amapá, onde será instalada na nova unidade da rede varejista. A estrutura já percorreu mais de 3,5 mil quilômetros em uma operação logística de longa distância.

Segundo informações divulgadas pela empresa, a réplica da Estátua da Liberdade saiu de Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, no dia 9, com destino ao porto de Belém. A viagem tem duração estimada em 20 dias.

Transporte da estátua exige operação especial

A Havan classifica o deslocamento como uma operação logística inédita para a companhia. A razão é a distância entre o local de fabricação das estruturas, em Balneário Camboriú, e o destino final, no Norte do país.

A réplica, que pesa aproximadamente 8 mil quilos, será instalada sobre o pedestal da nova loja em Macapá. Com a estrutura de sustentação, o monumento alcançará 35 metros de altura.

A unidade será a primeira loja da Havan no Amapá e marcará a entrada da rede no estado.

Nova loja da Havan recebeu investimento de R$ 100 milhões

A nova filial de Macapá recebeu R$ 100 milhões em investimentos e, de acordo com a empresa, deve gerar 200 empregos diretos na região.

Com 10 mil metros quadrados de área, a unidade terá estacionamento, praça de alimentação e um catálogo com mais de 350 mil produtos.

A loja também representa a 197ª unidade da Havan, aproximando a companhia da meta de chegar a 200 estabelecimentos.

Havan oferece 14º e 15º salários aos colaboradores

Além da expansão da rede, a empresa mantém programas de incentivo que incluem pagamentos equivalentes ao 14º e 15º salários aos funcionários, conforme as regras internas.

O 14º salário está vinculado ao Programa de Participação nos Resultados (PPR) e considera o desempenho e o lucro da empresa. O pagamento costuma ocorrer no início do ano, embora possa ser antecipado para determinadas datas comemorativas.

Já o 15º salário está relacionado à assiduidade dos funcionários. Quem atende aos critérios estabelecidos recebe um adicional mensal e uma quantia extra ao final do período. Segundo as regras informadas pela empresa, o prêmio anual pode chegar a R$ 2.400.

Luciano Hang presenteia executivo com réplica de carro

Outro episódio envolvendo a direção da Havan ocorreu durante a edição do evento Construtores do Sucesso, realizada na última sexta-feira (4), no Centro Administrativo da companhia, em Brusque (SC).

Na ocasião, o empresário Luciano Hang homenageou o diretor de compras e suprimentos da empresa, José Luís Paza, pelos 40 anos de trabalho na organização.

Como parte da homenagem, Hang presenteou o executivo com uma réplica de seu primeiro automóvel, um Ford Escort GL 1984.

FONTE: Diário do Litoral
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Havan

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Logística

Antaq abre tomada de subsídios sobre operações de transbordo de granel sólido

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) iniciou uma tomada de subsídios para receber contribuições sobre as operações de transbordo de granel sólido, no modelo barge to ship. A iniciativa está vinculada ao Relatório de Análise de Impacto Regulatório (AIR) Preliminar do Tema 1.3 da Agenda Regulatória 2025/2028.

A Tomada de Subsídios Pública SRG nº 2/2026 ficará aberta até as 23h59 de 15 de outubro. A participação é destinada a usuários, empresas e demais agentes do setor aquaviário brasileiro, além de outros interessados no assunto.

As manifestações deverão ser encaminhadas exclusivamente por meio do formulário eletrônico disponibilizado pela Agência.

Contribuições vão subsidiar análise regulatória

A tomada de subsídios é um instrumento de participação social utilizado para reunir informações, dados e sugestões que possam contribuir para a análise de determinado tema e para a elaboração de futuras propostas regulatórias.

No caso da Antaq, o mecanismo permite que os interessados apresentem suas contribuições por escrito e auxiliem no processo de construção de conhecimento relacionado às operações portuárias e aquaviárias.

As manifestações recebidas serão posteriormente disponibilizadas no site da Agência.

Veja como enviar sua contribuição

Os interessados devem preencher o formulário específico da Tomada de Subsídios SRG nº 2/2026 até as 23h59 do dia 15 de outubro. Não serão consideradas manifestações encaminhadas por outros canais.

Também será possível enviar materiais complementares, como mapas, plantas e fotografias digitais, pelo e-mail srg@antaq.gov.br. Nesse caso, o participante deverá estar devidamente identificado e respeitar o mesmo prazo estabelecido para a tomada de subsídios.

O conteúdo principal da contribuição, entretanto, deverá obrigatoriamente ser registrado nos campos próprios do formulário eletrônico.

Antaq promove webinário sobre o tema

Como parte da programação relacionada à iniciativa, a Antaq realizará um webinário sobre transbordo de granel sólido no dia 23 de setembro, a partir das 10h.

O encontro terá como objetivo apresentar e discutir o tema com os interessados, além de detalhar aspectos do Relatório de Análise de Impacto Regulatório (AIR) Preliminar.

A atividade também servirá para esclarecer dúvidas e ampliar o entendimento dos participantes antes do encerramento da etapa de participação pública.

Transmissão será pelo YouTube

O webinário será transmitido pelo canal oficial da Antaq no YouTube. Durante a videoconferência, os participantes poderão encaminhar perguntas e dúvidas pelo WhatsApp, no número (61) 2029-6515.

A participação no encontro integra as ações de divulgação e discussão técnica relacionadas ao processo regulatório sobre as operações de transbordo de granel sólido (barge to ship).

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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Logística

DF Group amplia atuação em logística internacional com nova sede em Itajaí

Com mais de uma década de atuação no mercado, a DF Group vem ampliando sua presença no setor de logística e comércio exterior a partir de um modelo que integra diferentes etapas da cadeia logística. Em meio a um ciclo de crescimento e profissionalização, o grupo prepara a inauguração de um novo escritório em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina.

A nova unidade será inaugurada no dia 1º de outubro e terá 115 metros quadrados. Segundo Daniel Malta, diretor da DF Group, a nova sede é consequência direta do crescimento da operação em Itajaí. “Em pouco tempo, a operação cresceu e passou a exigir uma estrutura maior. O novo escritório oferece mais conforto e capacidade para receber nossa equipe, clientes e parceiros, além de estar preparado para os próximos passos da empresa”, destaca.

De uma pequena sala a um grupo de soluções logísticas

A história da DF Group começou há mais de dez anos, a partir da iniciativa do fundador Tarcísio Olivier Defanti. Tempos depois, seus dois irmãos se juntaram ao projeto. Hoje, Luiz Eduardo Defanti integra a sociedade e a diretoria do grupo ao lado de Tarcísio Olivier Defanti e Daniel Malta. O negócio teve início em uma sala de menos de 9 metros quadrados e, ao longo dos anos, evoluiu para uma estrutura formada por diferentes empresas e soluções voltadas à cadeia logística.

Hoje, o grupo se apresenta como um ecossistema de soluções que integra estratégia, operação e inteligência logística, com atuação em diferentes etapas dos processos nacionais e internacionais.

Para Daniel Malta, essa trajetória foi marcada pela ampliação gradual da atuação e pela criação de novas soluções dentro do próprio grupo. “Fomos crescendo, ampliando nossa atuação e desenvolvendo novas empresas e soluções dentro do próprio grupo, chegando à estrutura que temos hoje”, explica.

Entre as empresas e frentes de atuação estão a DF Soluções Logísticas, voltada à gestão integrada da cadeia logística; a DF Cargo, especializada em frete internacional; e a TEXVIA, com foco em inteligência e gestão do transporte rodoviário.

Soluções integradas para logística e comércio exterior

O conceito que orienta a atuação da DF Group é o de “One Stop Shop Logistics Solutions”, ou seja, oferecer diferentes soluções logísticas em um único ecossistema. O portfólio inclui transporte rodoviário e multimodal, despacho aduaneiro, armazenagem, frete internacional, operações portuárias para cargas especiais, cross docking, estruturas de Redex/Clia, gerenciamento operacional e consultoria em comércio exterior.

A proposta é integrar planejamento e execução, considerando aspectos como custos, prazos, riscos e particularidades de cada operação.

De acordo com Malta, um dos diferenciais está justamente na proximidade com o cliente e na capacidade de adaptar as soluções às necessidades específicas de cada operação. “Nosso diferencial é unir essas soluções com proximidade, agilidade e flexibilidade, buscando entender a necessidade de cada cliente”, afirma.

A expansão em Itajaí faz parte de uma estratégia mais ampla para os próximos anos. “O objetivo é continuar crescendo de forma sustentável, ampliar nossa presença em novos mercados e fortalecer o conceito de One Stop Shop Logistics Solutions”, afirma Daniel Malta.

A perspectiva é que o grupo siga investindo na integração entre estratégia, tecnologia, operação e conhecimento de mercado para oferecer soluções cada vez mais completas aos clientes.

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