Logística

CMA CGM alcança receita de US$ 13,2 bilhões no primeiro trimestre de 2026

O grupo francês CMA CGM apresentou seu balanço financeiro referente ao primeiro trimestre de 2026. A gigante do setor de transportes registrou um faturamento global de US$ 13,2 bilhões, o que representa uma leve oscilação negativa de 0,2% em comparação com o mesmo intervalo do ano anterior.

O indicador Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) fechou o período em US$ 2,1 bilhões, apontando um recuo de 31,6% na análise anual. Com isso, a margem Ebitda da corporação fixou-se em 16%, retraindo 7,3 pontos percentuais frente ao primeiro trimestre de 2025.

Transporte marítimo: alta no volume e pressão no valor do frete

Apesar da redução nos indicadores financeiros, a divisão de transporte marítimo demonstrou fôlego operacional. O volume de carga movimentada subiu 1,5%, totalizando 5,9 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) transportados nos primeiros três meses do ano.

Contudo, o ganho com as operações marítimas recuou 8,5%, somando US$ 8 bilhões. De acordo com o grupo, o resultado foi pressionado diretamente pela queda de 9,8% na receita média por contêiner, que ficou estabelecida em US$ 1.351 por TEU.

Essa dinâmica reduziu o Ebitda do segmento para US$ 1,5 bilhão — contra os US$ 2,5 bilhões computados em igual período de 2025. A margem recuou para 18,6%, um reflexo direto da baixa generalizada nos fretes internacionais, embora o mercado tenha esboçado uma reação nas taxas spot na reta final do trimestre.

Desempenho logístico e avanço em novos negócios

Em contrapartida, a divisão de logística integrada manteve a tendência de expansão e faturou US$ 4,6 bilhões, um avanço de 6,6% em relação ao ano passado. Apesar do crescimento em receitas, o Ebitda dessa vertical caiu 17,2%, situando-se em US$ 330 milhões.

O destaque de maior crescimento percentual veio da categoria de “outras atividades”. Impulsionada pela estratégia de diversificação de operações, a receita do setor disparou 59,1%, atingindo US$ 1,3 bilhão, enquanto seu Ebitda deu um salto de 90%, chegando a US$ 294 milhões.

Tensões geopolíticas e perspectivas para o mercado global

A CMA CGM alertou que o cenário do comércio marítimo global segue fortemente impactado pelas turbulências geopolíticas no Oriente Médio. Os desdobramentos dos conflitos envolvendo potências como Estados Unidos, Israel e Irã têm encarecido os custos de operação, gerando forte volatilidade no preço do petróleo e instabilidade nas rotas comerciais.

Para mitigar os riscos dessa conjuntura desafiadora, a companhia aposta em sua solidez de caixa, flexibilidade logística e no fortalecimento de sua rede de atendimento global para assegurar a continuidade dos serviços e a estabilidade dos negócios ao longo de 2026.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Logística

Ferrovia do Mato Grosso: Rumo inaugura novo terminal e amplia capacidade logística no agronegócio

A Rumo confirmou para o dia 19 de junho a inauguração do novo terminal localizado na BR-070 e da primeira etapa operacional da Ferrovia do Mato Grosso. Considerado o maior investimento em andamento da companhia, o projeto também figura como a principal obra ferroviária atualmente em execução no Brasil.

A iniciativa faz parte da estratégia da empresa para fortalecer sua atuação no transporte de cargas e ampliar a participação no escoamento da produção agrícola nacional.

Nova fase impulsiona infraestrutura de transporte no Centro-Oeste

A entrega da primeira etapa da ferrovia representa um marco para a expansão da malha logística da Rumo. O empreendimento chega em um momento de crescente demanda por soluções de infraestrutura logística voltadas ao agronegócio, especialmente na região Centro-Oeste.

Com o início do processo de comissionamento dos novos ativos, a expectativa é de aumento na capacidade de transporte ferroviário, contribuindo para a redução dos custos operacionais e para o ganho de competitividade das exportações brasileiras de grãos.

Terminal terá capacidade para movimentar 10 milhões de toneladas

De acordo com a companhia, a nova estrutura foi projetada para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano. O investimento fortalece a presença da Rumo em Mato Grosso, estado líder na produção agrícola do país, e amplia a eficiência do corredor logístico direcionado aos portos do Arco Sul.

A ampliação da capacidade de escoamento é vista como um passo importante para atender ao crescimento da produção agropecuária e melhorar a integração entre o campo e os mercados internacionais.

Mercado acompanha impacto econômico do projeto

O avanço da Ferrovia do Mato Grosso também desperta atenção do mercado financeiro. Projetos de grande porte no setor ferroviário costumam gerar ganhos de produtividade, otimização operacional e potencial aumento de receitas ao longo dos anos.

Analistas apontam que a nova ferrovia pode se tornar um dos principais motores de crescimento da Rumo no médio e longo prazo, consolidando a empresa como uma das protagonistas da logística nacional voltada ao agronegócio.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

Rodovia Anchieta receberá R$ 58 milhões em obras para reforçar segurança e logística rumo ao Porto de Santos

O Governo de São Paulo anunciou um pacote de investimentos de R$ 58 milhões para melhorias na Rodovia Anchieta, com foco no aumento da segurança viária e na ampliação da capacidade logística do corredor que liga a capital ao Porto de Santos. As intervenções incluem a construção de uma nova área de escape, adequações no traçado da serra e a implementação de recursos tecnológicos para monitoramento do tráfego.

A iniciativa busca preparar o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) para a circulação mais eficiente de veículos de carga de grande porte, especialmente as Combinações de Veículos de Carga (CVCs), que podem atingir até 30 metros de comprimento e transportar até 74 toneladas de Peso Bruto Total Combinado (PBTC).

Obras vão beneficiar principal corredor de acesso ao Porto de Santos

As melhorias serão executadas prioritariamente na descida da serra da Via Anchieta, considerada uma das principais rotas de ligação com o Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina e responsável por movimentar 186,4 milhões de toneladas de mercadorias em 2025.

Com o crescimento da demanda logística e o aumento das operações portuárias, a necessidade de modernizar a infraestrutura rodoviária tornou-se ainda mais relevante para garantir maior fluidez no transporte de cargas entre a Região Metropolitana de São Paulo e o litoral paulista.

Intervenções incluem área de escape, monitoramento e reforço na sinalização

Entre as ações previstas no projeto estão o alargamento de curvas em pontos estratégicos da serra, implantação de uma nova área de escape na pista Norte e reforço da sinalização ao longo do trecho.

O pacote também contempla a instalação de câmeras de monitoramento, painéis eletrônicos de informação ao motorista, melhorias na iluminação e aperfeiçoamentos nos sistemas de atendimento aos usuários da rodovia.

De acordo com o secretário estadual de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini, as obras têm o objetivo de aumentar a eficiência operacional e elevar os padrões de segurança em um dos mais importantes corredores logísticos do país.

Conclusão das obras está prevista para 2027

Segundo o cronograma divulgado pelo governo paulista, as intervenções devem ser finalizadas até o primeiro semestre de 2027. O projeto faz parte de uma estratégia mais ampla de modernização dos acessos terrestres ao Porto de Santos, responsável por aproximadamente um terço de toda a corrente de comércio exterior brasileira.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Logística

Fretes marítimos registram alta de 3% e avançam pela quarta semana consecutiva

Os fretes marítimos internacionais voltaram a subir na última semana, impulsionados principalmente pela valorização das tarifas nas rotas entre a Ásia e a Europa, além dos serviços transpacíficos. Dados do World Container Index (WCI), da consultoria Drewry, mostram um avanço de 3%, elevando o valor médio para US$ 2.800 por contêiner de 40 pés.

Com o resultado, o indicador acumula quatro semanas seguidas de alta, refletindo o aumento da demanda antecipada para a temporada de pico do comércio global.

Rotas entre Ásia e Europa apresentam novos reajustes

No corredor comercial entre a Ásia e a Europa, as tarifas spot continuaram em trajetória ascendente. O transporte marítimo entre Xangai e Roterdã registrou aumento de 3%, alcançando US$ 2.861 por contêiner de 40 pés.

Já os embarques de Xangai para Gênova tiveram valorização ainda maior, de 4%, chegando a US$ 4.253 por contêiner.

Segundo a Drewry, a capacidade operacional na rota permanece relativamente estável. Para a próxima semana, foram anunciados apenas quatro cancelamentos de viagens entre os dois continentes.

Armadores elevam tarifas para os próximos meses

A consultoria também destacou que a transportadora marítima CMA CGM anunciou novos valores FAK (Freight All Kinds), válidos a partir de 1º de junho.

As novas tarifas para o trecho Ásia-Europa devem ficar próximas de US$ 4.700 por contêiner de 40 pés, enquanto os serviços para o Mediterrâneo poderão variar entre US$ 5.500 e US$ 5.700.

De acordo com a Drewry, a proximidade da alta temporada logística e os reajustes promovidos pelas companhias de navegação indicam que os preços tendem a continuar avançando nas próximas semanas.

Mercado transpacífico também opera com tarifas mais altas

O cenário de valorização também foi observado nas rotas entre a Ásia e a América do Norte.

O frete entre Xangai e Nova York apresentou alta de 6%, atingindo US$ 4.597 por contêiner de 40 pés. Já a ligação entre Xangai e Los Angeles registrou aumento de 3%, chegando a US$ 3.473.

A Drewry informou ainda que oito viagens foram canceladas na rota transpacífica para a próxima semana, fator que reduz a oferta de espaço e contribui para a elevação dos preços.

Demanda antecipada pressiona custos logísticos

Outro elemento que influencia o mercado é a adoção de sobretaxas sazonais. A Ocean Network Express (ONE), por exemplo, anunciou a aplicação de um recargo de alta temporada (PSS) de US$ 2.000 por contêiner de 40 pés para cargas destinadas à costa leste dos Estados Unidos, com vigência a partir de junho.

Segundo a consultoria, a antecipação dos embarques para os próximos meses vem fortalecendo a demanda por transporte marítimo. Muitas empresas estão acelerando suas operações antes da atualização dos custos relacionados ao combustível bunker, prevista para julho.

Tensões geopolíticas elevam custos no setor

Além dos fatores sazonais, o mercado também acompanha os reflexos das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O cenário tem contribuído para a manutenção de preços elevados do combustível marítimo e para o aumento dos adicionais cobrados pelas transportadoras.

Na avaliação da Drewry, a combinação entre demanda aquecida, gestão mais rígida da capacidade pelas armadoras e custos operacionais mais elevados deverá manter a pressão de alta sobre os fretes de contêineres nas principais rotas globais.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Logística

Brasil avança em corredor marítimo sustentável com Noruega e Países Baixos

O Brasil deu mais um passo na construção de um corredor marítimo sustentável entre a América do Sul e a Europa. A iniciativa foi debatida nesta segunda-feira (25), durante o workshop “Corredores verdes descarbonizados: traçando um caminho”, realizado na embaixada da Noruega, em Brasília.

O encontro reuniu representantes do Ministério de Portos e Aeroportos, autoridades da Noruega e dos Países Baixos, além de integrantes do setor produtivo e especialistas em logística e energia limpa. O objetivo é acelerar a criação de rotas marítimas com baixa emissão de carbono, utilizando tecnologias avançadas e combustíveis sustentáveis no transporte internacional.

Cooperação internacional mira descarbonização marítima

Durante a abertura do evento, o diretor de Programa de Políticas Setoriais, Planejamento e Inovação do Ministério de Portos e Aeroportos, Tetsu Koike, destacou que o Brasil já possui mecanismos regulatórios e financeiros capazes de apoiar projetos voltados à transição energética no setor marítimo.

Segundo ele, o desafio atual está na articulação entre governos, instituições e agentes econômicos para priorizar investimentos em embarcações, portos e terminais alinhados ao conceito de corredores verdes.

O embaixador da Noruega no Brasil, Kjetil Elsebutangen, reforçou a importância da cooperação internacional para reduzir as emissões no transporte marítimo global. De acordo com ele, estudos conjuntos já estão em andamento para identificar obstáculos técnicos e oportunidades estratégicas para o projeto.

Estudo aponta uso de combustíveis alternativos

Os participantes do workshop tiveram acesso a um estudo de viabilidade técnica que identifica rotas prioritárias entre Brasil e Europa. O levantamento também avalia a aplicação de combustíveis alternativos como biodiesel, amônia e metanol, considerados essenciais para a redução das emissões de gases de efeito estufa no setor naval.

A proposta prevê implementação gradual das soluções, considerando curto, médio e longo prazo para adaptação da infraestrutura portuária e das embarcações.

Brasil quer liderar produção de biocombustíveis

Na mesa-redonda sobre sustentabilidade, a coordenadora-geral de Sustentabilidade do Ministério de Portos e Aeroportos, Rafaela Gomes, afirmou que o Brasil reúne condições para assumir protagonismo global na produção e distribuição de biocombustíveis.

Segundo ela, os portos brasileiros estão sendo preparados para facilitar operações ligadas aos corredores sustentáveis e ampliar a integração logística com mercados internacionais.

A diretora da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Cristina Castro, também destacou os impactos econômicos e ambientais da redução das emissões de carbono. Para ela, diminuir a emissão de poluentes significa preservar recursos naturais e evitar perdas financeiras para a sociedade.

Porto de Santos receberá visita técnica internacional

A programação do encontro continua até quarta-feira (27), incluindo uma visita técnica ao Porto de Santos, em São Paulo.

A comitiva internacional irá conhecer projetos ligados à descarbonização portuária, combustíveis sustentáveis e iniciativas de transição energética desenvolvidas no complexo portuário. Estão previstas visitas a terminais e ao canal de navegação.

Parceria entre os países começou em 2025

A cooperação entre Brasil e Noruega teve início em 2025, após a assinatura de um memorando de entendimento no Ministério de Portos e Aeroportos. Desde então, equipes técnicas realizam reuniões periódicas para definir rotas e analisar estudos de viabilidade.

Recentemente, os Países Baixos passaram a integrar as discussões, consolidando uma parceria trilateral voltada ao desenvolvimento de um corredor marítimo descarbonizado entre o Brasil e a Europa.

Além dos governos envolvidos, representantes dos ministérios do Meio Ambiente e das Relações Exteriores, da Petrobras e empresas do setor produtivo participaram das discussões.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sergio Frances/MPor

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Logística

BR do Mar impulsiona nova rota marítima entre Nordeste e Sul do Brasil

Uma nova conexão marítima pode transformar a logística de transporte de cargas no país ao ligar o Nordeste e o Norte ao Sul do Brasil por meio da cabotagem. A proposta envolve o trajeto entre o Porto de Luís Correia, no Piauí, e o Porto de Itajaí, em Santa Catarina, com foco em reduzir custos operacionais e ampliar a eficiência no escoamento de mercadorias.

A iniciativa ganhou força após a assinatura de um Memorando de Entendimento entre a Companhia Porto Piauí e a SC Portos Operações Portuárias. O objetivo é avaliar a viabilidade da implantação de linhas regulares de transporte marítimo, alinhadas ao programa federal BR do Mar.

Acordo vai analisar viabilidade da nova rota

O documento firmado pelas empresas prevê estudos técnicos e econômicos para identificar as melhores condições de operação entre os terminais portuários. Entre os pontos que serão avaliados estão os modelos logísticos, os custos envolvidos e o potencial de movimentação de cargas para o estado do Piauí.

A proposta busca fortalecer a cabotagem no Brasil, modalidade de transporte feita entre portos do mesmo país, considerada estratégica para diminuir a dependência das rodovias e tornar o setor logístico mais competitivo.

Rotas em estudo podem integrar várias regiões do país

Os levantamentos iniciais apontam que a futura operação poderá conectar o Sul às regiões Nordeste e Norte, criando um corredor marítimo nacional mais amplo. Além dos portos do Piauí e de Santa Catarina, o trajeto também pode incluir operações no estado de São Paulo.

Segundo a Companhia Porto Piauí, a parceria permitirá a troca de informações técnicas e o desenvolvimento de pesquisas voltadas à modernização das operações portuárias.

Porto de Luís Correia terá papel estratégico

Conhecido também como Porto Piauí, o complexo portuário de Luís Correia conta com áreas destinadas a diferentes tipos de cargas, além de infraestrutura de apoio logístico, acessos rodoviários e ferroviários e espaços administrativos.

A expectativa é que o terminal se torne um importante ponto de integração das rotas marítimas brasileiras, ampliando a competitividade do litoral piauiense no cenário nacional.

Empresas apostam em logística mais barata

Para a Companhia Porto Piauí, a criação da nova rota pode gerar alternativas mais eficientes para empresas que dependem do transporte de mercadorias entre diferentes regiões do país.

A estatal também destaca que a experiência da SC Portos em logística internacional e operação de terminais será fundamental para garantir estudos técnicos mais consistentes e viáveis.

Memorando antecede contratos definitivos

O Memorando de Entendimento funciona como um acordo preliminar utilizado para formalizar interesses entre empresas antes da assinatura de contratos definitivos. Esse tipo de documento é comum em projetos de cooperação e parcerias estratégicas no setor de infraestrutura e logística.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Yuri Lima

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Logística

Carga aérea ganha foco em estudo do governo com visitas a centros logísticos em São Paulo

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) avançou nas análises sobre o setor de carga aérea no Brasil após realizar visitas técnicas a terminais aeroportuários e centros logísticos em São Paulo. A iniciativa foi conduzida em parceria com pesquisadores do Laboratório de Transportes e Logística (Labtrans), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A ação faz parte de um estudo que busca identificar gargalos, oportunidades e desafios do transporte aéreo de cargas, segmento considerado estratégico diante do crescimento acelerado do comércio eletrônico no país.

Viracopos e Guarulhos concentram grande parte da movimentação

Durante três dias, técnicos do ministério e especialistas da UFSC acompanharam operações nos Terminais de Carga Aérea (TECA) dos aeroportos de Viracopos e Guarulhos. Juntos, os dois terminais responderam por 38% da movimentação nacional de carga aérea em 2025.

Além dos aeroportos, a equipe visitou centros logísticos de grandes operadores do setor, como Amazon, DHL, Latam Airlines e Cainiao, braço logístico da AliExpress. Também entrou no roteiro a Ajun, empresa responsável pelo transporte de encomendas ligadas a plataformas digitais como Shein, Temu e Shopee.

Crescimento do e-commerce impulsiona logística aérea

O avanço do e-commerce vem ampliando a necessidade de operações mais rápidas e integradas, aumentando a relevância da logística aérea para garantir prazos menores de entrega e fortalecer a conexão entre mercados nacionais e internacionais.

A pesquisa de campo foi estruturada em quatro pilares principais: infraestrutura, sustentabilidade, segurança operacional e expansão do comércio eletrônico.

Durante as visitas, os técnicos acompanharam processos de importação e exportação, desembaraço aduaneiro e modelos operacionais utilizados por empresas do setor logístico.

Integração logística busca reduzir custos e otimizar operações

Entre os modelos avaliados pela equipe está a parceria entre a Amazon e a Azul Linhas Aéreas. O sistema permite que as cargas sejam preparadas, inspecionadas e paletizadas pela empresa de comércio eletrônico antes do embarque, seguindo os padrões exigidos pela companhia aérea.

Na prática, o modelo reduz etapas operacionais, melhora o fluxo da cadeia logística e contribui para a redução de custos no transporte de mercadorias.

Estudo deve apoiar políticas públicas para o setor

Segundo o secretário Nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, a análise desses modelos pode servir de referência para modernizar os processos ligados à logística aeroportuária e ao transporte aéreo de encomendas no Brasil.

De acordo com ele, o governo busca compreender o funcionamento dessas operações para discutir medidas com órgãos reguladores, operadores e empresas do setor, com foco na simplificação de procedimentos e na redução de custos para consumidores e empresas.

O estudo conduzido pelo MPor pretende avaliar como o país pode se preparar para o aumento das encomendas movimentadas por plataformas digitais e operadores logísticos. A expectativa é que os dados levantados sirvam de base para políticas públicas voltadas ao fortalecimento da infraestrutura, ampliação da competitividade e modernização da logística aérea nacional.

FONTE: Plantão News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Plantão News

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Logística

Roubo de cargas em São Paulo registra queda de 31% e reduz pressão sobre logística

O número de ocorrências de roubo de cargas em São Paulo apresentou forte queda em março de 2026. Dados do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (Setcesp), com base em informações da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, apontam redução de 31,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Ao todo, foram contabilizados 206 casos no período, contra 302 registros em março de 2025.

Queda acompanha tendência dos últimos anos

A retração reforça o movimento de redução observado recentemente no estado. Segundo o levantamento “Panorama do Roubo de Cargas 2025”, produzido pelo Setcesp com dados do sistema SP Carga, São Paulo encerrou 2025 com 3.470 ocorrências, resultado 26,3% menor do que em 2024, quando foram registrados 4.711 casos.

Em 2023, o número de crimes havia ultrapassado a marca de 6 mil ocorrências, demonstrando uma diminuição gradual nos índices de criminalidade ligados ao transporte rodoviário de cargas.

Custos logísticos seguem pressionados

Apesar da melhora nos indicadores, empresas do setor afirmam que o roubo de cargas continua sendo um dos principais desafios para a logística brasileira.

Os impactos financeiros envolvem aumento dos gastos com seguros, rastreamento, gerenciamento de risco e contratação de escoltas. Esses custos acabam refletindo diretamente no valor do frete rodoviário e, consequentemente, no preço final dos produtos ao consumidor.

O presidente do Setcesp, Marcelo Rodrigues, avalia que os números demonstram avanço no enfrentamento ao crime, mas ressalta que o cenário ainda preocupa o setor.

Segundo ele, a integração entre empresas e forças de segurança vem produzindo resultados positivos, embora o volume de ocorrências permaneça elevado e continue afetando toda a cadeia econômica.

Criminalidade impacta operações logísticas

Transportadoras e embarcadores consideram o roubo de cargas um dos principais obstáculos para a eficiência da cadeia logística no país.

As maiores concentrações de ocorrências costumam acontecer em regiões metropolitanas e corredores estratégicos de circulação de mercadorias. Entre os segmentos mais afetados estão varejo, alimentos, medicamentos e eletroeletrônicos.

Nos últimos anos, o avanço da criminalidade levou empresas a adotarem novas estratégias operacionais, incluindo mudanças de rotas, restrição de horários para circulação e ampliação dos investimentos em tecnologia de monitoramento e inteligência logística.

Integração entre setor e autoridades é vista como essencial

Representantes do setor avaliam que a continuidade da queda nos índices dependerá da manutenção das operações integradas entre forças de segurança pública, transportadoras e seguradoras.

O compartilhamento de informações e o fortalecimento das ações de inteligência são apontados como medidas fundamentais para reduzir os impactos do crime sobre a logística rodoviária e aumentar a segurança no transporte de mercadorias.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Logística

Canal do Panamá mantém operação sem restrições em 2026 mesmo com risco de seca

O Canal do Panamá informou que não prevê limitar o tráfego de navios ao longo de 2026, mesmo diante da possibilidade de uma nova seca provocada pelo fenômeno El Niño. A informação foi divulgada pela autoridade responsável pela via interoceânica em declaração à Reuters.

Atualmente, o canal opera com 38 travessias diárias e registra aumento na demanda nos últimos meses, impulsionado pelas tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que vêm afetando rotas marítimas alternativas, como o Canal de Suez.

Canal do Panamá amplia monitoramento climático

O fenômeno El Niño, associado ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico equatorial, costuma impactar o regime de chuvas na América Central, favorecendo períodos de estiagem.

Segundo relatório recente do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, há possibilidade de formação do fenômeno entre maio e julho deste ano, com persistência prevista entre o final de 2026 e o início de 2027 no Hemisfério Norte.

Diante desse cenário, a administração do Canal do Panamá informou que intensificou medidas preventivas de conservação hídrica desde 2025 para evitar impactos nas operações da hidrovia.

Reservatório de Gatún opera em nível elevado

De acordo com a autoridade do canal, os níveis do reservatório de Gatún vêm sendo mantidos em patamares historicamente altos para garantir o abastecimento de água necessário ao funcionamento da estrutura.

O canal depende de água doce para operar seu sistema de eclusas, fator que torna o monitoramento climático essencial para a manutenção do fluxo marítimo internacional.

A administração também afirmou que acompanha continuamente as previsões meteorológicas desde o início da estação chuvosa, no começo de maio, com foco no planejamento operacional para o próximo ano.

Seca histórica afetou navegação entre 2023 e 2024

Na última ocorrência do El Niño, entre 2023 e 2024, o Panamá enfrentou uma das secas mais severas dos últimos anos, apesar de ser considerado um dos países mais chuvosos do mundo.

Na ocasião, a redução do nível dos reservatórios obrigou a administração do canal a restringir o número de travessias diárias, provocando filas de embarcações e impactos no comércio marítimo global.

Demanda cresce com tensão em rotas internacionais

O aumento recente na movimentação do Canal do Panamá também está relacionado às dificuldades enfrentadas em outras rotas estratégicas do comércio internacional.

Conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã vêm afetando o uso do Canal de Suez, levando companhias marítimas a buscar alternativas logísticas mais seguras e eficientes.

Com isso, o canal panamenho segue como uma das principais rotas do transporte marítimo mundial, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Hidrovias do Norte fortalecem logística, abastecimento e integração de comunidades ribeirinhas

As hidrovias da região Norte desempenham papel estratégico na logística brasileira, garantindo o transporte de cargas, o abastecimento de comunidades ribeirinhas e o escoamento da produção agrícola e mineral. Em muitos municípios da Amazônia, os rios seguem como principal — e, em alguns casos, único — meio de deslocamento de pessoas e mercadorias.

Além da importância econômica, o sistema hidroviário também é essencial para conectar populações isoladas a serviços públicos, assistência social e oportunidades de desenvolvimento regional.

Região Norte conta com quatro hidrovias estratégicas

Atualmente, a região possui quatro grandes hidrovias administradas pela Diretoria de Infraestrutura Aquaviária (DAQ), vinculada ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit):

  • HN-100 Rio Amazonas;
  • HN-117 Rio Madeira;
  • HN-132 Rio Solimões;
  • Hidrovia Tapajós/Teles Pires.

Esses corredores aquaviários ligam municípios, impulsionam o comércio e garantem maior eficiência no transporte de cargas pelo Norte do país.

Segundo o secretário Nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, a navegação interior ocupa posição central nas estratégias logística e ambiental do Brasil, ao reduzir impactos ambientais e ampliar oportunidades para populações ribeirinhas.

Rio Amazonas lidera movimentação de cargas na região

A Hidrovia do Rio Amazonas é considerada a principal rota de transporte hidroviário do Norte brasileiro. Com 1.646 quilômetros de extensão, ela responde por cerca de 65% da carga movimentada na região.

A via transporta aproximadamente 50 milhões de toneladas por ano e permanece navegável durante todo o ano, inclusive em períodos de estiagem. O trajeto conecta cerca de 70 terminais e atende aproximadamente 9,2 milhões de pessoas nos estados do Amazonas, Amapá e Pará.

Pela hidrovia circulam combustíveis, grãos, minérios, celulose, bauxita, caulim e diversos produtos regionais voltados tanto ao mercado interno quanto à exportação.

Rio Madeira impulsiona agronegócio brasileiro

Outra rota estratégica é a Hidrovia do Rio Madeira, fundamental para o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste.

Com 1.060 quilômetros navegáveis entre Porto Velho (RO) e Itacoatiara (AM), a via é utilizada principalmente para o transporte de soja, milho e açúcar. Além disso, garante o abastecimento de combustíveis e mercadorias essenciais para cidades ribeirinhas.

A hidrovia atende cerca de 781 mil pessoas e mantém operação regular ao longo de todo o ano.

Solimões e Tapajós ampliam integração regional

A Hidrovia do Rio Solimões também exerce papel relevante na mobilidade regional. Com extensão de 1.630 quilômetros, o corredor atravessa 87 municípios e conecta áreas dos estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima.

Além do transporte de passageiros, a rota facilita o acesso da população a produtos, serviços e atividades comerciais.

Já a Hidrovia Tapajós/Teles Pires conecta polos produtores do Centro-Oeste ao Rio Amazonas e ao Oceano Atlântico. Com 843 quilômetros de extensão, o corredor fortalece a competitividade logística nacional e reduz a pressão sobre outros modais de transporte.

Hidrovias garantem inclusão social e acesso a serviços públicos

Além da movimentação de cargas, as hidrovias também desempenham importante função social na Amazônia.

O trabalho do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e do Dnit permite a circulação de embarcações que levam serviços bancários, previdenciários e assistência social a comunidades isoladas.

Barcos da Caixa Econômica Federal e do INSS percorrem trajetos que podem durar até 28 dias, oferecendo abertura de contas, pagamento de benefícios, perícias médicas e orientações sociais.

Entre janeiro de 2022 e outubro de 2025, mais de 645 mil pessoas foram atendidas por essas embarcações nos estados do Amazonas e Pará.

Transporte fluvial também apoia ações emergenciais

As hidrovias brasileiras ainda são fundamentais em ações de assistência e abastecimento durante períodos de seca extrema ou cheia severa.

Por meio dos rios chegam alimentos, medicamentos, combustíveis e iniciativas de segurança alimentar destinadas às populações ribeirinhas. O transporte fluvial também possibilita ações do CadÚnico, atendimento móvel do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e acompanhamento de comunidades tradicionais.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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