Logística

Logística europeia enfrenta alta de custos e riscos operacionais em meio à crise global

O setor de logística europeia atravessa um período de forte pressão diante do cenário geopolítico instável. Relatórios recentes do setor indicam que os custos de transporte registraram aumentos de dois dígitos no primeiro trimestre, levando empresas a reformular suas cadeias de suprimentos em busca de maior resiliência.

O principal desafio, no entanto, está na imprevisibilidade das rotas comerciais estratégicas. Esse cenário amplia os riscos operacionais na logística europeia, impactando diretamente os preços finais de bens de consumo.

Fretes mais caros e prazos mais longos

Os dados mais recentes mostram que os fretes marítimos para os principais portos do norte da Europa subiram cerca de 15% em março. Com isso, o custo de envio de contêineres a partir da Ásia permanece em patamares historicamente elevados.

Além da alta nos preços, o tempo médio de trânsito aumentou entre 10 e 14 dias, reflexo do redirecionamento de rotas comerciais. A situação pressiona financeiramente importadores que dependem de operações logísticas precisas.

Outro fator de preocupação é o aumento de 8% nas primas de seguros de carga, ampliando ainda mais os custos operacionais no setor.

Falta de caminhoneiros limita transporte terrestre

A escassez de mão de obra segue como um dos principais gargalos. Estima-se que faltem mais de 450 mil motoristas profissionais para atender à demanda atual no continente.

Diante disso, empresas têm acelerado investimentos em automação logística para compensar a falta de trabalhadores. Tecnologias de gestão de pátios e armazenagem vêm registrando crescimento anual de cerca de 20%.

Mesmo com esses avanços, o sistema de transporte terrestre opera próximo ao limite de sua capacidade, o que eleva o risco de atrasos e ineficiências.

Energia cara e transição sustentável desafiam o setor

O custo do combustível para transporte também tem contribuído para a volatilidade do setor, com oscilações semanais em torno de 12%. Esse cenário afeta diretamente as margens das empresas de navegação e transporte.

Para reduzir a dependência do petróleo, parte das frotas tem adotado combustíveis alternativos, mas a infraestrutura ainda é insuficiente, especialmente na Europa Oriental, onde a rede de recarga para caminhões elétricos segue limitada.

A busca por sustentabilidade na logística exige uma transição energética rápida, mas cuidadosamente planejada para evitar novos gargalos operacionais.

Inflação logística deve persistir em 2026

A expectativa é de que a inflação logística permaneça elevada ao longo de 2026, mantendo o setor sob pressão. Em resposta, a União Europeia trabalha para fortalecer corredores comerciais mais seguros e eficientes.

Especialistas apontam que a adoção de tecnologia será decisiva para enfrentar o cenário de alta volatilidade. A eficiência operacional e a visibilidade completa da cadeia de suprimentos devem determinar quais empresas conseguirão se manter competitivas nos próximos anos.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

Ler Mais
Logística

Frete marítimo dispara no Brasil com guerra no Oriente Médio e pressiona exportações

As tarifas de frete marítimo no Brasil registraram forte alta em abril, impulsionadas pelas incertezas em torno do conflito envolvendo o Irã. Dados da consultoria Solve Shipping apontam que os embarques em contêineres com destino ao Mediterrâneo — rota estratégica para o Oriente Médio — ficaram 67% mais caros em relação a março.

Outras rotas relevantes também apresentaram aumentos expressivos. O custo de envio para a costa leste dos Estados Unidos e o norte da Europa subiu 80%, enquanto o frete para o Golfo do México avançou 89% no mesmo período.

Exportações de carne sentem impacto mais intenso

O setor de proteína animal está entre os mais afetados. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o valor do transporte de contêineres refrigerados pela rota do Estreito de Hormuz mais que dobrou desde o início da guerra, passando de US$ 3 mil para cerca de US$ 7 mil.

O Oriente Médio responde por aproximadamente 15% das exportações do segmento, o que amplia a preocupação com os custos logísticos. Ainda assim, os preços atuais seguem cerca de 17% abaixo dos níveis registrados em abril de 2025, quando tensões comerciais globais provocaram uma corrida antecipada por embarques.

Custos sobem com combustível caro e rotas alternativas

Apesar de ainda não terem atingido o pico histórico, os valores do frete internacional já preocupam o setor logístico. Especialistas apontam que o aumento é resultado de uma combinação de fatores, com destaque para a disparada do petróleo, que elevou significativamente o custo do combustível.

Além disso, cerca de 10% da frota global de contêineres tem sido impactada pelas restrições nas rotas do Oriente Médio. Com isso, cargas precisam ser redirecionadas para portos intermediários, reduzindo a capacidade disponível e encarecendo as operações.

Portos alternativos em países como Paquistão, Omã, Singapura e Arábia Saudita também enfrentam congestionamentos, agravando ainda mais a situação.

Rotas mais longas encarecem e atrasam entregas

Uma das alternativas adotadas tem sido o envio de mercadorias até o porto de Jeddah, na Arábia Saudita, seguido de transporte terrestre até o Golfo Pérsico. Embora viável, essa opção é mais lenta e gera custos adicionais para os exportadores.

Além das tarifas tradicionais, empresas de navegação passaram a cobrar taxas extras relacionadas ao risco de guerra, que podem chegar a US$ 3 mil por contêiner padrão e até US$ 4 mil para cargas refrigeradas.

Exportadores de commodities enfrentam maiores desafios

Produtores de commodities agrícolas e carnes estão entre os mais prejudicados, já que lidam com produtos perecíveis que exigem transporte rápido e refrigerado. Exportadores de itens com menor valor agregado, como madeira, também enfrentam dificuldades adicionais diante da escalada dos custos.

Por outro lado, grandes empresas conseguem absorver melhor os impactos devido à maior capacidade logística e margens mais robustas.

Mercado ainda reflete volatilidade pós-pandemia

A diferença em relação aos preços de 2025 evidencia a volatilidade do transporte marítimo global desde a pandemia. No ano passado, o setor enfrentou um cenário mais crítico, com tarifas elevadas devido a tensões comerciais e interrupções em rotas estratégicas, como no Mar Vermelho.

Desde então, houve ampliação da frota de navios, o que ajudou a aumentar a oferta e conter parte da pressão sobre os preços.

Riscos de escassez e novos aumentos

Além da alta nos custos, cresce a preocupação com possíveis gargalos logísticos. Há risco de falta de combustível para navios e escassez de contêineres, especialmente se as restrições no Estreito de Hormuz se prolongarem.

No caso das importações brasileiras, o impacto ainda é moderado. Na rota com a Ásia — principal origem de produtos importados —, o frete subiu 4,65% em abril frente a março.

Especialistas avaliam que a contenção se deve, em parte, à desaceleração da economia interna e à redução de pedidos, diante do receio de paralisações e dos efeitos da guerra. No entanto, com a redução dos estoques e a continuidade do conflito, a expectativa é de novas altas nas tarifas ainda na segunda metade de abril.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Arquivo

Ler Mais
Logística

Cabotagem no Nordeste movimenta 1,82 milhão de toneladas em janeiro e reforça logística regional

A cabotagem no Nordeste registrou movimentação de 1,82 milhão de toneladas em janeiro, conforme dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), organizados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

O desempenho foi puxado pelo Maranhão, responsável por 1,24 milhão de toneladas, seguido por Bahia (1,14 milhão), Pernambuco (1,07 milhão) e Ceará (892 mil toneladas). O resultado evidencia a força da navegação marítima regional como eixo logístico estratégico.

Principais cargas garantem energia e produção

Entre os itens mais transportados pela cabotagem brasileira, destacam-se:

  • petróleo bruto (950 mil toneladas)
  • bauxita (875 mil toneladas)
  • derivados de petróleo (867 mil toneladas)
  • contêineres (613 mil toneladas)

Esses produtos são fundamentais para o abastecimento energético, o funcionamento da indústria nordestina e a distribuição de bens essenciais à população.

Navegação fortalece economia e reduz custos logísticos

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o crescimento da cabotagem no Brasil reforça o papel do modal marítimo no desenvolvimento regional.

Segundo ele, a expansão contribui para a geração de empregos, redução de custos logísticos e maior segurança no abastecimento, além de ampliar a conexão entre estados e mercados nacionais e internacionais.

Alternativa estratégica à matriz rodoviária

O avanço da logística marítima também ajuda a equilibrar a matriz de transportes no país. Ao concentrar grandes volumes nos portos, a cabotagem diminui a dependência das rodovias e melhora a eficiência no transporte de cargas estratégicas.

Políticas públicas impulsionam o setor

O crescimento do setor está diretamente ligado a iniciativas como o Programa BR do Mar, que trouxe maior organização, transparência regulatória e segurança para investidores e operadores da navegação entre portos.

Para o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, a combinação de regulação clara, planejamento e incentivos fortalece a integração logística e amplia a eficiência do transporte aquaviário no país.

Perspectivas de crescimento da cabotagem

Com a ampliação das rotas e o aumento da movimentação portuária, a cabotagem no Nordeste se consolida como alternativa estratégica para integrar regiões e otimizar o transporte de cargas.

A expectativa do governo é que o setor continue crescendo, aumentando sua participação na matriz de transportes e contribuindo para uma logística mais eficiente, sustentável e conectada em todo o Brasil.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

Ler Mais
Logística

Crise logística no Brasil eleva custos e desafia competitividade da economia

A crise logística no Brasil segue como um dos principais entraves ao crescimento econômico. Mesmo sendo uma das maiores economias do mundo, o país ainda enfrenta dificuldades para distribuir sua produção internamente, reflexo da forte dependência do transporte rodoviário.

Em um cenário global marcado por tensões geopolíticas e alta no preço do petróleo, essa dependência expõe fragilidades estruturais que encarecem produtos e reduzem a competitividade nacional.

Custos logísticos superam padrões internacionais

Dados do estudo “Custos Logísticos e o Impacto nas Empresas Brasileiras” indicam que os custos logísticos atingiram R$ 1,96 trilhão em 2025, o equivalente a 15,5% do PIB.

Em comparação, países desenvolvidos registram índices entre 8% e 12%, evidenciando o atraso da infraestrutura logística brasileira e seus impactos diretos sobre a economia.

Agronegócio sente impacto direto nos preços

Setores como o agronegócio brasileiro são fortemente afetados. A produção de soja, concentrada no interior do país, depende de longos trajetos rodoviários até os portos, muitas vezes realizados por caminhões movidos a diesel.

Com o aumento dos custos de frete e combustível, o preço final da soja brasileira sobe, reduzindo margens de lucro e comprometendo a competitividade no mercado internacional.

Estradas precárias agravam o problema

Além dos custos elevados, a qualidade das rodovias também contribui para o problema. Estradas em más condições aumentam o consumo de combustível, elevam o tempo de transporte e ampliam perdas de carga.

Eventos climáticos extremos agravam ainda mais a situação. Um exemplo recente foram as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024, que interromperam o fluxo logístico terrestre e evidenciaram a vulnerabilidade do sistema.

Diversificação de modais é caminho estratégico

Especialistas apontam que a solução passa pela diversificação dos modais de transporte, com maior investimento em ferrovias e hidrovias. O Brasil possui amplo potencial para expandir essas alternativas, especialmente devido à sua extensa malha de rios navegáveis.

Embora essas iniciativas exijam planejamento de longo prazo, podem reduzir custos, gerar empregos e aumentar a eficiência logística.

Inovação e planejamento são essenciais

A modernização da logística no Brasil depende de uma mudança estrutural, que inclua inovação, investimentos e políticas públicas voltadas à integração de diferentes modais.

Reduzir a dependência das rodovias não apenas diminui custos, mas também protege a economia de oscilações externas, como crises energéticas e conflitos internacionais.

Transformação logística é prioridade para o país

Mais do que um desafio pontual, a crise logística exige uma estratégia nacional que priorize eficiência, sustentabilidade e competitividade.

Com recursos e potencial disponíveis, o Brasil tem condições de avançar — desde que transforme essa agenda em prioridade e invista em soluções capazes de impulsionar o desenvolvimento econômico de forma consistente.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

Ler Mais
Logística

Ministério de Portos e Aeroportos: transição de comando mantém foco em investimentos e logística

O Ministério de Portos e Aeroportos inicia uma nova fase após a saída do ministro Silvio Costa Filho, que deixou o cargo após dois anos e meio de gestão. O período foi marcado por forte expansão da infraestrutura logística no Brasil, com investimentos estratégicos e recordes nos setores portuário e aeroportuário.

Entre 2023 e 2026, a pasta priorizou a atração de recursos para modernização dos modais, impulsionando a movimentação de cargas e o transporte de passageiros. No setor aéreo, melhorias estruturais acompanharam o crescimento da demanda, que se aproximou de 130 milhões de viajantes.

Inclusão e qualidade nos serviços ganharam espaço

A gestão também incorporou iniciativas voltadas à inclusão no transporte aéreo e à humanização dos serviços. Entre os destaques, está a implantação de salas multissensoriais para passageiros com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a capacitação de equipes para atendimento mais acessível.

Campanhas de enfrentamento à violência de gênero, como “Assédio Não Decola”, ampliaram a conscientização nos terminais. Houve ainda incentivo à formação profissional, com bolsas para cursos técnicos na área de aviação, além de ações voltadas ao transporte seguro de animais.

Conectividade e recordes reforçam papel estratégico

A ampliação da conectividade aérea no Brasil e a interiorização dos investimentos foram marcas da gestão. A modernização do Aeroporto de Congonhas consolidou o terminal como um dos principais hubs regionais.

No setor portuário, os resultados também foram expressivos. Em 2025, o país atingiu 1,34 bilhão de toneladas movimentadas, impulsionado principalmente pela exportação de commodities como soja, petróleo e carne bovina. O desempenho contribuiu para sucessivos superávits na balança comercial.

Indústria naval e concessões avançaram

O fortalecimento da indústria naval brasileira ocorreu com apoio do Fundo da Marinha Mercante, que financiou projetos bilionários. Paralelamente, o ministério avançou na agenda de concessões, com leilões que atraíram investimentos privados para portos e aeroportos.

Tomé Franca assume com foco em continuidade e inovação

A partir desta quarta-feira (1º), o comando da pasta passa para Tomé Franca, que assume com a missão de manter o ritmo de investimentos e ampliar a eficiência logística do país.

Com experiência técnica e participação direta em programas estratégicos, o novo ministro defende a continuidade das políticas públicas e o fortalecimento do diálogo com o mercado.

Planejamento prevê leilões e expansão da infraestrutura

Para 2026, o planejamento inclui novos leilões e projetos estruturantes. No setor aéreo, estão previstas concessões de terminais e expansão da aviação regional no Brasil. Já na área portuária, a meta é ampliar investimentos em complexos estratégicos como Santos e Paranaguá.

Entre as principais obras, destaca-se o túnel Santos-Guarujá, considerado um dos maiores projetos de infraestrutura em andamento no país.

Integração multimodal é prioridade

A nova gestão pretende avançar na integração entre modais de transporte, conectando rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. A proposta é reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade do Brasil no comércio internacional.

Além disso, o fortalecimento das hidrovias e obras de dragagem fazem parte da estratégia para ampliar o escoamento da produção nacional de forma mais eficiente e sustentável.

Novo ciclo mantém foco em crescimento e competitividade

A transição no Ministério de Portos e Aeroportos ocorre em um cenário de expansão da logística brasileira. A expectativa é que a continuidade dos investimentos e a adoção de soluções inovadoras consolidem o país como um importante hub logístico na América Latina.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

Ler Mais
Logística

Expansão ferroviária em Paranaguá deve elevar capacidade logística em 20%

A expansão ferroviária em Paranaguá avança com um novo projeto anunciado pela TCP, responsável pelo Terminal de Contêineres, em parceria com a Brado Logística. A iniciativa prevê a construção de uma terceira linha férrea e uma nova área de manobras no pátio operacional, com potencial de aumentar em aproximadamente 20% a capacidade do transporte ferroviário no local.

O investimento inclui a adição de 757 metros de trilhos, permitindo que o terminal eleve sua movimentação anual de contêineres por ferrovia de 55 mil para até 66 mil unidades até 2027.

Operação simultânea de trens aumenta produtividade

Com a nova configuração, será possível operar dois trens ao mesmo tempo, enquanto um terceiro realiza o processo de saída. Essa dinâmica deve otimizar o fluxo logístico e ampliar o volume por encoste, podendo atingir até 82 contêineres por operação.

Segundo a TCP, a integração direta entre a área alfandegada e o ramal ferroviário é um diferencial competitivo do terminal no Sul do Brasil, reduzindo etapas e aumentando a eficiência no escoamento de cargas.

Modal ferroviário ganha destaque no agronegócio

O transporte ferroviário de cargas tem se consolidado como peça-chave, especialmente no escoamento de produtos refrigerados. Em 2025, cerca de 55% da movimentação via ferrovia foi composta por contêineres reefer, com destaque para proteínas animais destinadas à exportação.

As cargas têm origem principalmente em polos agroindustriais como Cascavel e Cambé, regiões estratégicas para a produção de frango no Paraná.

Investimentos reforçam corredor logístico do Paraná

A ampliação também está alinhada à estratégia de fortalecer o corredor logístico do estado, ampliando a participação da ferrovia na matriz de transporte dos clientes, sobretudo no agronegócio brasileiro.

Nos últimos cinco anos, a TCP investiu cerca de R$ 500 milhões em melhorias estruturais. Entre as ações, destacam-se a eletrificação de guindastes RTG, a aquisição de novos veículos operacionais e a implantação de uma subestação de energia.

Impacto na competitividade do comércio exterior

A modernização da infraestrutura e a integração entre modais tornam o terminal mais competitivo, contribuindo diretamente para a eficiência da cadeia logística nacional. A expectativa é que a iniciativa fortaleça o papel de Paranaguá como ponto estratégico para exportações, especialmente nos setores de proteína animal e papel e celulose.

FONTE: Tribuna PR
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Tribuna PR

Ler Mais
Logística

Hélice naval gigante sustenta 90% do comércio global e redefine eficiência dos navios

Pouco visível ao público, a hélice naval é um dos componentes mais críticos da logística marítima global. Presente nos maiores navios porta-contêineres do planeta, essa estrutura pode pesar até 131 toneladas, medir cerca de 11 metros de diâmetro e custar até US$ 4 milhões por unidade.

Mesmo representando apenas entre 3% e 5% do custo total de uma embarcação, sua função é essencial: garantir eficiência, desempenho e continuidade nas operações que sustentam cerca de 90% do comércio mundial.

Evolução acompanha crescimento dos navios

O avanço tecnológico das hélices acompanha a evolução dos gigantes dos mares. Um exemplo é o MSC Irina, considerado um dos maiores navios do mundo, com quase 400 metros de comprimento e capacidade superior a 24 mil TEUs.

A diferença em relação ao passado é expressiva. O RMS Titanic, lançado em 1912, possuía hélices de cerca de 7 metros e 38 toneladas. Hoje, os padrões mudaram significativamente:

  • Diâmetro: entre 10 e 11,6 metros
  • Peso: entre 100 e 131 toneladas
  • Estrutura: de 4 a 6 pás
  • Material: liga de alumínio-níquel-bronze
  • Produção: até 4 meses

Produção concentrada e altamente especializada

A fabricação dessas hélices exige tecnologia avançada e precisão extrema. A alemã Mecklenburger Metallguss domina mais de 60% do mercado global, refletindo o alto nível de especialização necessário.

Pequenas variações na geometria das pás podem reduzir a eficiência do navio em até 10%, o que exige controle rigoroso em todas as etapas produtivas.

Processo industrial de alta precisão

A produção de uma hélice marítima envolve meses de trabalho e diversas etapas técnicas:

  • Modelagem digital em 3D e criação de moldes milimétricos
  • Fundição com metal a mais de 1.200 °C
  • Resfriamento controlado para evitar falhas estruturais
  • Usinagem com máquinas CNC de alta precisão
  • Acabamento manual, polimento e balanceamento

Além disso, são realizadas mais de 200 horas de inspeção, incluindo testes por ultrassom para detectar microfissuras.

Eficiência energética e impacto logístico

Hélices maiores operam com menor rotação e maior deslocamento de água, reduzindo turbulência e melhorando o consumo de combustível. Em rotas intercontinentais — como entre Ásia e Europa — isso representa ganhos significativos de eficiência.

Essas estruturas trabalham em conjunto com motores de alta potência, como os da MAN Energy Solutions e da WinGD, que podem alcançar até 100 mil hp.

Qualquer falha pode interromper operações por semanas, afetando cadeias logísticas globais. Por isso, navios desse porte passam por inspeções rigorosas e frequentemente operam com peças sobressalentes nas primeiras viagens.

Tecnologia silenciosa que sustenta o comércio

Apesar de operar longe dos olhos do público, a hélice naval é uma das engrenagens mais sofisticadas da indústria moderna. Sua combinação de escala, precisão e impacto direto na eficiência operacional mostra como tecnologias aparentemente invisíveis são fundamentais para manter o fluxo do comércio internacional.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

Ler Mais
Logística

Shopee amplia logística com maior galpão do Brasil e intensifica disputa no e-commerce

A Shopee deu um passo decisivo no mercado brasileiro ao fechar o maior contrato de locação de galpão logístico já registrado no país. A estrutura, com cerca de 220 mil metros quadrados, está localizada em Guarulhos, às margens da Rodovia Presidente Dutra — um dos principais corredores de transporte do Brasil.

O movimento reforça a estratégia da empresa de acelerar entregas e ampliar sua eficiência operacional, elevando a concorrência com gigantes como Mercado Livre e Amazon.

Contrato antecipado revela disputa por infraestrutura

Um dos pontos mais relevantes da operação é que a Shopee assinou o contrato antes mesmo da conclusão da obra. Em um cenário de baixa disponibilidade de espaços logísticos — cerca de 8% em São Paulo — a decisão demonstra antecipação estratégica.

Ao garantir o ativo previamente, a empresa não apenas assegura capacidade de expansão, como também limita o acesso de concorrentes a estruturas similares em localização privilegiada.

Localização estratégica reduz custo da última milha

A escolha de Guarulhos é considerada estratégica por sua proximidade com grandes centros consumidores e conexão direta com importantes rotas rodoviárias.

Essa localização favorece a chamada logística de última milha, etapa final da entrega e uma das mais caras do processo. Quanto menor a distância até o consumidor, maior a eficiência e menor o custo operacional.

Investimento prioriza eficiência e velocidade

O valor de locação gira em torno de R$ 45 por metro quadrado, indicando que a decisão vai além do custo imediato. A aposta está na redução do custo por entrega ao longo do tempo, por meio de escala logística, otimização de rotas e maior velocidade de processamento.

O empreendimento pertence à empresa Mark Logistics, controlada pela gestora ARIS Management, e foi projetado para operações de grande volume.

Expansão acelerada supera 1 milhão de m²

Desde 2020, a Shopee vem ampliando sua presença no Brasil com rapidez. Atualmente, a empresa soma pelo menos 16 centros de distribuição e ultrapassa 1 milhão de metros quadrados em área logística.

Esse crescimento coloca a plataforma entre as maiores operações do país, atrás apenas do Mercado Livre em infraestrutura logística.

Modelos como cross docking e fulfillment aceleram entregas

Para otimizar operações, a empresa combina diferentes modelos logísticos. O cross docking permite que produtos sejam rapidamente redirecionados sem necessidade de armazenamento prolongado.

Já o modelo de fulfillment centraliza o estoque de vendedores nos centros da Shopee, garantindo maior controle sobre embalagem, separação e envio — o que contribui para reduzir prazos e padronizar processos.

Rede descentralizada amplia capilaridade

Além dos centros de distribuição, a Shopee conta com mais de 3 mil pontos físicos espalhados pelo Brasil. Esses locais funcionam como pontos de coleta, retirada e devolução, aumentando a capilaridade logística.

Essa estratégia descentralizada aproxima a operação do consumidor final e reduz a dependência de grandes hubs.

Prazos menores elevam concorrência no setor

Os efeitos da expansão já são percebidos nos prazos de entrega. Na região metropolitana de São Paulo, parte significativa dos pedidos chega em até dois dias, com uma parcela entregue no dia seguinte.

Esse avanço pressiona concorrentes a reagirem com melhorias em frete, prazos e benefícios, elevando o nível de exigência no setor de e-commerce.

Impacto direto no consumidor e no mercado

Com entregas mais rápidas e maior previsibilidade, o consumidor tende a se beneficiar de uma experiência mais eficiente. Ao mesmo tempo, a disputa entre grandes players intensifica a competitividade por preço e serviço.

A estratégia da Shopee indica uma mudança no foco do mercado: a infraestrutura logística passa a ser um dos principais diferenciais competitivos no comércio eletrônico.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

Ler Mais
Logística

Hyundai lança caminhões a hidrogênio na América do Sul com projeto inovador no Uruguai

A Hyundai deu início à operação da primeira frota de caminhões a hidrogênio na América do Sul, marcando um avanço relevante no transporte sustentável da região. O projeto está sendo implementado no Uruguai, com oito unidades do modelo Hyundai XCIENT Fuel Cell voltadas para a logística de madeira.

A iniciativa vai além da introdução dos veículos e aposta em um modelo integrado que inclui produção de hidrogênio verde, infraestrutura de abastecimento e uso final no mesmo ecossistema.

Modelo integrado impulsiona hidrogênio verde

O projeto faz parte do chamado Projeto Kahirós, conduzido por um consórcio local que reúne empresas de energia, logística e parceiros da montadora. A proposta envolve a construção de uma planta de eletrólise abastecida por energia solar, com capacidade estimada de produzir cerca de 77 toneladas de hidrogênio verde por ano.

Com investimento aproximado de US$ 40 milhões — financiado pelo Grupo Santander e com apoio da International Finance Corporation e de um fundo ligado à ONU — o projeto prevê operação contínua ao longo da próxima década.

A estratégia adota um modelo verticalizado, no qual a produção e o consumo do hidrogênio ocorrem no mesmo local, reduzindo custos logísticos e aumentando a eficiência do sistema.

Aplicação prática ainda depende de projetos estruturados

O uso de caminhões movidos a hidrogênio ainda está concentrado em operações específicas, com rotas bem definidas e demanda previsível. No caso uruguaio, a escolha da cadeia florestal atende a esses critérios, permitindo melhor planejamento da infraestrutura e controle de custos.

Diferentemente dos caminhões elétricos a bateria, que já avançam em modelos mais amplos, o hidrogênio ainda exige projetos estruturados para garantir viabilidade econômica e operacional.

Desempenho do Hyundai XCIENT Fuel Cell

O modelo utilizado na operação, o Hyundai XCIENT Fuel Cell, já está presente em mercados como Europa e América do Norte. O caminhão combina duas células de combustível que geram potência equivalente a 245 cv, alimentando um motor elétrico de 469 cv e torque de 2.237 Nm.

O sistema conta com dez tanques de armazenamento, com capacidade total de 68 kg de hidrogênio, além de uma bateria de 72 kWh. A autonomia pode chegar a 720 quilômetros, com reabastecimento mais rápido em comparação aos veículos elétricos tradicionais.

Voltado ao transporte pesado, o caminhão suporta até 37,2 toneladas de peso bruto combinado.

Tecnologia validada, mas com desafios de escala

A Hyundai já acumula experiência global com o modelo. Na Europa, os caminhões superam 20 milhões de quilômetros rodados desde 2020, enquanto na América do Norte já ultrapassaram 1,6 milhão de quilômetros desde 2023.

Apesar da validação técnica, a expansão da tecnologia ainda enfrenta desafios importantes, como o alto custo do hidrogênio e a necessidade de infraestrutura dedicada.

O projeto no Uruguai demonstra que o hidrogênio verde no transporte é viável quando há integração entre produção, abastecimento e uso. No entanto, a ampliação para um mercado mais amplo ainda depende de avanços estruturais e econômicos.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

Ler Mais
Logística

Investimento de R$ 175 milhões fortalece logística no Nordeste com aeroportos e portos

Um novo pacote de investimentos em infraestrutura logística promete impulsionar o desenvolvimento do Nordeste brasileiro. Ao todo, R$ 175 milhões serão destinados à modernização de aeroportos e portos em cidades estratégicas, ampliando a capacidade de transporte e criando novas oportunidades para o setor.

Os recursos contemplam os municípios de Patos, Ilhéus e Cabedelo, reforçando a estratégia de descentralização das operações logísticas no país.

Obras ampliam capacidade e eficiência operacional

Os aportes incluem melhorias em aeroportos regionais e na estrutura portuária, com destaque para o Porto de Cabedelo, que tem papel relevante na movimentação de cargas no litoral nordestino.

Na prática, as intervenções devem aumentar a eficiência das operações, reduzir gargalos e melhorar o desempenho de empresas que dependem dessas rotas para distribuição de mercadorias.

Integração entre modais ganha força

Com a modernização, a expectativa é fortalecer a logística intermodal, integrando diferentes tipos de transporte, como aéreo, rodoviário e marítimo.

Essa integração cria alternativas mais ágeis e eficientes, além de aliviar a sobrecarga do transporte rodoviário, historicamente predominante no Brasil.

Regiões ganham protagonismo econômico

Os investimentos também devem estimular o crescimento econômico local. Com melhor infraestrutura, cidades como Ilhéus e Patos passam a ter mais relevância no cenário logístico nacional.

Esse avanço tende a atrair novos negócios, ampliar a presença de centros de distribuição e fortalecer cadeias produtivas regionais, especialmente nos setores industrial e comercial.

Infraestrutura logística impulsiona desenvolvimento

O pacote de investimentos reforça uma tendência crescente no país: o fortalecimento da infraestrutura logística regional como motor de desenvolvimento econômico.

Além de abrir novas rotas, a iniciativa exige adaptação das empresas a um modelo logístico mais distribuído, estratégico e eficiente, acompanhando as transformações do mercado.

FONTE: Multimodal Nordeste
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook