Logística

BWIN TECH acelera internacionalização e transforma a Intermodal 2026 em vitrine de expansão global

A participação da BWIN TECH Seguros na Intermodal South America 2026 marcou um novo momento na trajetória da empresa: o início de sua expansão internacional. Mais do que presença em uma das maiores feiras de logística, transporte e comércio exterior da América Latina, a corretora utilizou o evento como plataforma estratégica para apresentar ao mercado seus planos de crescimento fora do Brasil.

A principal novidade levada pela BWIN à Intermodal 2026 foi o anúncio da abertura de operações internacionais. A empresa já planeja sua entrada em mercados-chave como México, Colômbia e Estados Unidos, acompanhando a demanda crescente de clientes com operações globais.

De acordo com Emerson Bulcão, head de expansão e projetos, o movimento nasce de uma necessidade real do mercado: “Estamos avançando com a internacionalização da marca. Já iniciamos conexões com parceiros e seguradoras fora do país, porque nossos próprios clientes estão expandindo suas operações e precisam de suporte especializado. Esse é um passo natural do nosso crescimento.”

A feira foi decisiva para consolidar essas conexões internacionais. Com um público altamente qualificado, a BWIN conseguiu ampliar seu networking e fortalecer parcerias estratégicas que sustentam esse novo ciclo. “A Intermodal deste ano trouxe um público mais direcionado, o que elevou a qualidade das reuniões. Tivemos encontros muito produtivos, inclusive com players internacionais, o que reforça nosso plano de expansão”, destaca Emerson.

Presença estratégica e parceria consolidada

Pelo terceiro ano consecutivo, a BWIN participou da feira ao lado do ReConecta News, em um estande compartilhado que já se consolidou como um ambiente de geração de negócios e conexões qualificadas. A experiência colaborativa contribuiu para ampliar o alcance da empresa durante o evento, favorecendo trocas com parceiros e potenciais clientes, além de fortalecer o posicionamento da marca dentro do ecossistema logístico. “O estande compartilhado potencializa muito as conexões. Existe uma troca constante entre as empresas, o que gera indicações qualificadas e permite complementar as necessidades dos clientes com soluções integradas entre os parceiros — criando valor para todos os lados,” explica Emerson.

Com a internacionalização, a BWIN reforça seu posicionamento como uma corretora preparada para atender operações cada vez mais complexas. A proposta é oferecer soluções completas em seguros, alinhadas às particularidades de cada mercado e às exigências do comércio exterior.

Carla Kuhn, Partner & Business Development Director da BWIN TECH, ressalta que a presença na feira fortalece essa estratégia. “Participar de um evento desse porte nos posiciona diante de empresas globais. Estamos levando nosso nome para além das fronteiras, com soluções inovadoras e foco total na experiência do cliente.”

Experiência que acompanha o crescimento

A expansão internacional também amplia o compromisso da BWIN com um atendimento próximo e personalizado. Para Paola Lima, gerente do internacional e dos ramos elementares, o diferencial está na forma como a empresa conduz cada operação:
“Nosso objetivo é simplificar o seguro, independentemente do país. Trabalhamos com uma carteira estratégica e conseguimos desenhar soluções sob medida, mantendo qualidade e eficiência em qualquer cenário.”

Ao transformar a Intermodal South America em um marco para sua internacionalização, a BWIN Tech Seguros reforça sua visão de futuro: crescer junto com seus clientes, ultrapassando fronteiras e consolidando sua atuação no mercado global de seguros para logística.

SOBRE A BWIN TECH

A BWIN TECH é uma corretora de seguros referência no mercado nacional e internacional, especializada em seguros de transporte e gestão de riscos. Com mais de 10 anos de experiência, oferece soluções personalizadas, baseadas na análise detalhada de cada negócio. Totalmente focada em inovação tecnológica e melhoria de processos, a BWIN TECH garante proteção financeira, suporte estratégico e soluções que antecipam riscos, maximizando segurança, eficiência e resultados das operações de seus clientes.

Saiba mais: https://bwintech.com.br/ 

Sobre a Intermodal

A Intermodal South America é o principal evento de logística, transporte de cargas, tecnologia e comércio exterior da América Latina. Em 2026, a feira ocorreu entre os dias 14 e 16 de abril, no Distrito Anhembi, em São Paulo, marcando sua 30ª edição. 

O evento reuniu mais de 700 marcas nacionais e internacionais de toda a cadeia logística. Ao todo, 50.655 visitantes participaram da edição de 2026, superando os números do ano anterior. O público foi considerado mais qualificado, com foco em decisões e parcerias comerciais. A feira consolidou seu papel como vitrine de tendências e networking do setor.

Para 2027, a expectativa é de crescimento, com destaque para intralogística e equipamentos. A próxima edição da Intermodal South America está prevista para acontecer nos dias 13 a 15 abril de 2027, novamente em São Paulo.  

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Logística

Déficit de armazenagem de grãos no Brasil exige R$ 148 bilhões em investimentos

O déficit de armazenagem de grãos no Brasil segue como um dos principais gargalos do agronegócio. Para equilibrar a capacidade de estocagem com o volume produzido, seriam necessários cerca de R$ 148 bilhões em investimentos, segundo estimativas do setor.

A demanda surge diante de uma produção crescente que não é acompanhada pela infraestrutura disponível, o que impacta diretamente a eficiência logística e os custos do produtor.

Produção avança mais rápido que a capacidade

A safra brasileira de grãos deve alcançar 357 milhões de toneladas no ciclo 2025/26. No entanto, a capacidade estática de armazenagem no país é de aproximadamente 223 milhões de toneladas.

Com isso, cerca de 135 milhões de toneladas ficam sem espaço adequado, levando produtores a recorrerem a alternativas como armazenamento a céu aberto ou venda imediata da produção — práticas que reduzem o poder de negociação e elevam despesas com transporte.

Expansão insuficiente agrava gargalo

Atualmente, o crescimento da capacidade de armazenagem no Brasil ocorre em ritmo inferior ao da produção. Enquanto a oferta de silos avança cerca de 2,4% ao ano, a produção de grãos cresce, em média, 4,4% no mesmo período.

Para eliminar o déficit, seria necessário ampliar significativamente o número de unidades armazenadoras, com a construção de milhares de novas estruturas em um curto espaço de tempo.

Armazenagem nas fazendas ainda é limitada

Outro fator que pressiona os custos da cadeia é a baixa presença de armazenagem dentro das propriedades rurais. Apenas 16% das estruturas estão localizadas nas fazendas brasileiras.

O índice é bem inferior ao de países concorrentes, como os Estados Unidos (65%) e a Argentina (40%). Essa limitação obriga o transporte da produção até cooperativas e tradings, aumentando despesas logísticas.

Investimentos dependem de crédito e rentabilidade

Especialistas apontam que, para acompanhar apenas o crescimento da produção — sem reduzir o déficit atual — seriam necessários investimentos anuais de cerca de R$ 15 bilhões em armazenagem.

No entanto, o cenário de juros elevados, restrição ao crédito e margens mais apertadas tem dificultado novos aportes. Apesar da capacidade da indústria em fornecer equipamentos, o acesso a financiamento ainda é um entrave.

Industrialização e biocombustíveis podem impulsionar setor

A tendência de expansão da industrialização do agronegócio, especialmente com o avanço dos biocombustíveis, pode aumentar a demanda por armazenagem nos próximos anos.

Esse movimento reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura para garantir eficiência na cadeia produtiva e maior competitividade no mercado internacional.

Setor busca eficiência mesmo com desafios

Durante eventos do setor, como feiras agrícolas, a busca por soluções para melhorar a logística e reduzir perdas tem se intensificado. Mesmo diante de um cenário desafiador, produtores e empresas reconhecem a importância de investir em armazenagem de grãos para sustentar o crescimento da produção.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Kepler Weber/Divulgação

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Logística

Navio autônomo de contêineres inicia operação comercial no Japão e marca nova era na logística marítima

O Japão deu um passo inédito ao colocar em operação comercial o primeiro navio autônomo de contêineres nível 4 do mundo. A embarcação, com cerca de 134 metros de comprimento, já navega em rotas regulares sem necessidade de intervenção humana contínua, sinalizando uma transformação relevante na logística costeira.

Batizado de GENBU, o porta-contêineres entrou em serviço após anos de testes conduzidos por instituições como a Nippon Foundation e a Furuno. Desde 30 de janeiro de 2026, o navio opera oficialmente com certificações técnicas e autorização do governo japonês, consolidando o uso da navegação autônoma comercial.

Rotas estratégicas e operação em condições reais

Com capacidade para transportar até 700 TEU, o GENBU conecta importantes centros logísticos do Japão, como Kobe e Tóquio, passando por Osaka, Nagoya, Shimizu e Yokohama. A rota é considerada essencial para o fluxo doméstico de cargas.

Diferentemente de projetos experimentais, a embarcação atua em ambiente real de mercado, lidando com tráfego intenso, prazos rigorosos e integração com cadeias logísticas já estabelecidas — fatores que reforçam a viabilidade do navio autônomo comercial.

Sistema inteligente garante segurança e eficiência

O projeto faz parte do programa MEGURI2040, criado para enfrentar desafios estruturais do setor marítimo japonês, como a escassez de tripulantes e o envelhecimento da força de trabalho.

A tecnologia de autonomia nível 4 permite que o navio opere dentro de condições previamente definidas, utilizando sensores e sistemas inteligentes para interpretar o ambiente e ajustar rotas automaticamente.

Entre os destaques está o sistema desenvolvido pela Furuno, que integra dados de radar e AIS para tomada de decisão em tempo real. No centro dessa estrutura está o algoritmo SRU (Ship Routing Unit), responsável por calcular rotas seguras e evitar colisões, mesmo em áreas de tráfego intenso.

Apesar do alto grau de automação, a operação conta com supervisão remota em terra, garantindo controle adicional durante toda a navegação. O conceito Bridge Zero (B0) também permite períodos sem tripulação ativa na ponte, desde que dentro dos parâmetros autorizados.

Certificação e regulamentação viabilizam avanço

Antes de iniciar suas atividades comerciais, o GENBU passou por rigorosos processos de validação. A embarcação recebeu certificação da ClassNK e aprovação do Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo do Japão, consolidando sua operação dentro das normas vigentes.

O navio também obteve a notação AUTO-Nav2(All), que reconhece sistemas avançados de navegação autônoma segura. Esse marco só foi possível graças ao desenvolvimento de diretrizes regulatórias específicas, iniciadas pelo governo japonês em 2024.

Escassez de tripulantes acelera automação

A adoção da tecnologia marítima autônoma ocorre em um cenário de escassez de profissionais. Atualmente, cerca de 40% do transporte doméstico japonês depende da navegação costeira, o que pressiona ainda mais o setor.

Nesse contexto, o GENBU surge como alternativa para manter a eficiência operacional, reduzir a carga de trabalho das tripulações e garantir a continuidade das rotas logísticas.

Japão se torna referência global em navios autônomos

A entrada em operação do GENBU posiciona o Japão como referência mundial em inovação marítima. O projeto demonstra que embarcações comerciais podem operar de forma autônoma em rotas movimentadas, com segurança e eficiência.

Mais do que um teste tecnológico, o caso japonês abre caminho para a expansão da navegação autônoma em escala global, embora sua evolução ainda dependa de novos dados operacionais e avanços nas regulamentações internacionais.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Logística

Silk Road Maritime: China amplia rotas e reduz custos logísticos no comércio global

A Silk Road Maritime, iniciativa logística da China, segue em expansão e já alcança 148 rotas marítimas, operadas a partir de mais de dez portos do país. A rede conecta atualmente 150 portos em 48 países e regiões, consolidando-se como um dos principais corredores do comércio marítimo internacional.

Criada em 2018 na província de Fujian, a plataforma tem como objetivo integrar serviços portuários, navegação e comércio exterior em um sistema mais eficiente e competitivo.

Rotas mais rápidas impulsionam comércio com a América Latina

Um dos avanços recentes foi a implementação de um novo serviço de contêineres entre Fujian e a América Latina, que reduziu o tempo de viagem em mais de sete dias. A medida reforça a eficiência logística e amplia a competitividade das exportações chinesas.

Até fevereiro de 2026, o transporte de e-commerce transfronteiriço por rotas expressas já movimentou mais de 15 bilhões de yuans (cerca de US$ 2,2 bilhões). Já as operações de granéis e carga geral ultrapassaram 32 bilhões de yuans, evidenciando o crescimento do transporte marítimo de cargas.

Foco em rotas curtas e comércio eletrônico regional

Parte da estratégia de expansão está voltada para rotas de curta distância e o fortalecimento do comércio eletrônico regional. No Porto de Xiamen, foram criadas conexões diretas com destinos no Sudeste Asiático, incluindo Singapura, Filipinas, Malásia, Vietnã e Tailândia.

Essas rotas priorizam o envio rápido de cargas menores e sensíveis ao tempo, oferecendo maior eficiência em comparação aos modelos tradicionais de consolidação.

Inovação logística reduz tempo e custos

Outro destaque é a adoção do modelo de contêiner misto, que permite transportar, na mesma unidade, mercadorias de e-commerce e cargas convencionais. Segundo autoridades aduaneiras, essa solução reduziu o tempo logístico entre 25% e 50% e pode diminuir os custos de envio em até 25%.

Na prática, embarcadores relatam economia de aproximadamente 4 mil yuans por contêiner, tornando a operação mais atrativa para empresas que atuam no comércio internacional.

Tecnologia melhora eficiência operacional

A rede também incorporou ferramentas digitais avançadas, como rastreamento em tempo real, sistemas de planejamento de rotas e monitoramento climático. Em um exemplo citado, uma embarcação evitou um atraso de 12 horas e economizou 10 toneladas de combustível ao desviar de um tufão com auxílio de tecnologia de roteamento climático.

Expansão institucional fortalece a iniciativa

Além do crescimento operacional, a Silk Road Maritime também amplia sua base institucional. Durante reunião anual realizada em março, novos integrantes passaram a fazer parte da associação responsável pela plataforma, elevando o total para 375 membros.

O avanço reforça o papel da iniciativa como eixo estratégico da logística global e da integração comercial liderada pela China.

FONTE: People’s Daily Online
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

ONE amplia logística na América Latina com parcerias e tecnologia Container+

A Ocean Network Express (ONE) está intensificando sua atuação na região com foco na expansão da logística integrada na América Latina. A companhia aposta em novas parcerias, ampliação da base de clientes e diversificação de cargas para fortalecer sua presença no mercado.

O plano inclui maior conexão com modais ferroviário, rodoviário e hidroviário, além da introdução de soluções tecnológicas para atrair diferentes segmentos de carga no Brasil.

Tecnologia Container+ amplia transporte de cargas sensíveis

Um dos pilares dessa estratégia é o Container+, sistema que permite o monitoramento em tempo real de condições como temperatura, umidade e níveis de gases dentro dos contêineres.

A tecnologia viabiliza o transporte seguro de produtos sensíveis, como alimentos refrigerados e medicamentos. Atualmente, o maior volume transportado com essa solução ainda é de carne congelada, mas o segmento farmacêutico tem apresentado crescimento relevante.

Parceria com a MRS fortalece operação intermodal

Entre as alianças estratégicas, destaca-se a parceria com a MRS Logística, que viabilizou a criação de uma rota intermodal entre Paulínia (SP) e o Porto de Santos.

O modelo combina transporte rodoviário até o terminal logístico, seguido por ferrovia até o porto, e posterior envio marítimo para destinos nacionais e internacionais. O trajeto ferroviário de mais de 200 quilômetros contribui para a redução de emissões e amplia a capacidade de transporte de diferentes tipos de cargas, incluindo produtos químicos, perecíveis e industriais.

Sustentabilidade e expansão da frota

Com presença em mais de 120 países, a ONE opera uma frota superior a 280 navios, com capacidade acima de 2,4 milhões de TEUs. A meta é atingir 3 milhões de TEUs até 2030, com a incorporação de embarcações mais eficientes.

Entre os novos navios estão o ONE Sparkle, ONE Strength, ONE Spirit, ONE Synergy e ONE Sphere. Essas embarcações contam com tecnologias voltadas à eficiência energética, uso de combustíveis alternativos — como metanol e amônia — e sistemas que reduzem emissões durante a atracação.

Digitalização melhora eficiência logística

A digitalização também é parte central da estratégia. A plataforma ONE Quote permite cotações rápidas para cargas especiais e de grande porte, simplificando processos e aumentando a autonomia dos clientes.

A empresa apresentou suas soluções na Intermodal South America 2026, em São Paulo, com o objetivo de fortalecer relacionamentos comerciais e ampliar oportunidades no setor.

Expansão mira competitividade e inovação

Com a combinação de tecnologia logística, parcerias estratégicas e foco em sustentabilidade, a ONE busca consolidar sua posição como uma das principais operadoras globais de transporte marítimo, ampliando sua competitividade no mercado latino-americano.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgaçào / ONE

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Logística

Transporte marítimo de grãos cresce 10,8% e ganha força com novas rotas globais

O transporte marítimo de grãos registrou crescimento expressivo no início de 2026, mesmo diante das incertezas no cenário internacional. No primeiro trimestre, o volume transportado alcançou 148 milhões de toneladas, alta de 10,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

A expansão reflete a adaptação do setor às mudanças nas rotas comerciais, impulsionadas por conflitos no Oriente Médio e restrições logísticas em canais estratégicos.

Rotas mais longas sustentam alta nos fretes

Uma das principais mudanças foi o redirecionamento de embarcações do Golfo dos Estados Unidos para o Cabo da Boa Esperança, evitando passagens tradicionais como os canais do Panamá e de Suez. Esse desvio aumentou significativamente as distâncias percorridas, elevando a demanda por fretes no conceito de tonelada-milha.

Navios de menor porte dentro do segmento de granel sólido, como Ultramax e Handymax, lideram essa tendência. Isso ocorre devido à maior diversificação de destinos e à fragmentação das rotas comerciais globais.

Brasil enfrenta desafios logísticos nas exportações

Apesar de Brasil e Estados Unidos responderem juntos por cerca de 50% dos embarques globais, o desempenho brasileiro foi impactado por entraves operacionais. O transporte de grãos no Brasil caiu 20,1%, influenciado por exigências mais rigorosas de inspeção fitossanitária por parte da China.

Atualmente, mais de 20 navios, carregando cerca de 1,2 milhão de toneladas, enfrentam atrasos devido à falta de certificações para descarga. Embora a China ainda concentre 48% das exportações brasileiras, há sinais de enfraquecimento na demanda interna do país asiático.

Por outro lado, a busca por mercados alternativos tem aberto novas oportunidades e estimulado rotas comerciais mais dinâmicas.

Custos elevados pressionam o setor agrícola

O cenário também é impactado pelo aumento dos custos de produção. A alta volatilidade energética e a elevação de cerca de 40% nos preços dos fertilizantes têm reduzido as margens do setor.

Nesse contexto, a eficiência no transporte marítimo internacional torna-se essencial para conter custos e manter a competitividade global.

Perspectivas dependem de decisões e demanda global

Para os próximos meses, o mercado deve acompanhar de perto as decisões de plantio na América do Norte, que podem influenciar a oferta exportável no segundo semestre.

Além disso, autoridades chinesas podem desacelerar o ritmo de importações diante do grande volume de navios previsto para este ano. A melhoria na transparência dos processos aduaneiros, especialmente na costa leste da América do Sul, será fundamental para normalizar o fluxo logístico.

Em um ambiente de alta complexidade, o setor segue ajustando estratégias para garantir o escoamento eficiente da produção global de grãos.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Logística

Frete de grãos em Mato Grosso sobe com escassez de caminhões

O preço do frete de grãos em Mato Grosso registrou alta nas principais rotas do estado, com reajustes que já ultrapassam 3%. De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o aumento está diretamente ligado à redução da oferta de caminhões, já que parte da frota migrou para outras regiões do país em busca de melhores margens.

Principais rotas apresentam aumento acima de 3%

Levantamento semanal indica que o trajeto entre Diamantino e Rondonópolis alcançou média de R$ 155 por tonelada, representando avanço de 3,20%. Já a rota de Querência até Uberlândia (MG) teve alta de 3,28%, com o custo chegando a R$ 333,70 por tonelada.

Mesmo com equilíbrio na oferta de carga, o encarecimento foi puxado essencialmente por fatores logísticos, e não pelo volume de produção.

Custos seguem elevados mesmo após colheita

Tradicionalmente, o fim da colheita da soja tende a reduzir os preços do transporte. No entanto, na safra 2025/26, o cenário tem sido diferente. Segundo o Imea, os valores atuais permanecem acima dos registrados no ano passado, refletindo principalmente o impacto do preço do diesel nos custos operacionais.

Logística pesa na competitividade do agronegócio

A forte dependência da malha rodoviária faz do transporte um dos itens mais relevantes na estrutura de custos do agronegócio em Mato Grosso. O aumento do frete reduz a competitividade do estado frente a regiões com melhor infraestrutura logística ou maior proximidade dos portos.

Além disso, o encarecimento impacta diretamente a rentabilidade do produtor rural, dificultando o equilíbrio financeiro das propriedades.

Eficiência no escoamento é decisiva

Especialistas apontam que a logística agrícola é um fator determinante para a sustentabilidade do setor. A eficiência no transporte e escoamento da produção influencia diretamente os resultados econômicos e a posição do estado no mercado nacional de grãos.

Os dados fazem parte do projeto de Custo de Produção Agropecuário (CPA), desenvolvido pelo Imea em parceria com o Senar Mato Grosso, com o objetivo de apoiar decisões estratégicas no campo.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Logística

Cabotagem no Sul movimenta 5,7 milhões de toneladas e ganha força no Brasil

A cabotagem no Sul do Brasil registrou movimentação de 5,7 milhões de toneladas nos dois primeiros meses do ano, evidenciando o avanço do transporte marítimo doméstico na região. Os dados apontam crescimento consistente do modal, impulsionado por políticas públicas e investimentos em infraestrutura.

Santa Catarina lidera movimentação de cargas

Entre os estados da região, Santa Catarina se destacou como principal polo da cabotagem, com 3,42 milhões de toneladas transportadas no período.

Na sequência aparecem:

  • Rio Grande do Sul, com 1,71 milhão de toneladas;
  • Paraná, com 604 mil toneladas.

O desempenho reforça a importância estratégica da região Sul para o escoamento de cargas via navegação costeira.

Petróleo e contêineres dominam transporte

Entre os principais tipos de carga movimentados, o destaque ficou para:

  • petróleo e derivados, com mais de 3,4 milhões de toneladas;
  • carga conteinerizada, somando 1,65 milhão de toneladas;
  • ferro e aço, com cerca de 407 mil toneladas.

A diversidade de produtos mostra a relevância da cabotagem para diferentes segmentos da economia.

Modal reduz custos e desafoga rodovias

O crescimento da cabotagem é visto como estratégico para melhorar a logística nacional. O transporte marítimo interno contribui para:

  • redução de custos logísticos;
  • diminuição da dependência do transporte rodoviário;
  • maior segurança no escoamento de cargas;
  • menor impacto ambiental.

Além disso, o modelo favorece o equilíbrio no abastecimento e aumenta a competitividade da economia.

Programa BR do Mar impulsiona setor

A expansão da cabotagem está diretamente ligada a iniciativas como o BR do Mar, programa federal voltado ao fortalecimento da navegação costeira.

A política busca:

  • ampliar a frota disponível;
  • estimular a concorrência;
  • melhorar a eficiência do transporte;
  • garantir maior previsibilidade regulatória.

Esse ambiente mais estável tem incentivado investimentos e ampliado o uso do modal no país.

Infraestrutura portuária sustenta crescimento

Outro fator determinante para o avanço da cabotagem é o aumento da capacidade dos portos e a modernização da infraestrutura portuária. Esses investimentos permitem:

  • ganhos de escala;
  • maior eficiência operacional;
  • redução de custos no transporte de cargas.

Com isso, a cabotagem se consolida como alternativa viável e estratégica dentro do sistema logístico brasileiro.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Portos do Paraná

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Logística

Hapag-Lloyd firma acordo com TCP de Paranaguá para ampliar operações no Brasil

A Hapag-Lloyd reforçou sua presença no país ao firmar um acordo de longo prazo com o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). A parceria tem como foco ampliar a confiabilidade dos serviços portuários, fortalecer a operação logística e sustentar o crescimento da companhia no mercado brasileiro.

Parceria estratégica fortalece logística portuária

O novo contrato estabelece uma base estável para que a armadora continue utilizando a infraestrutura do TCP, um dos principais hubs logísticos do Brasil. A iniciativa permite maior previsibilidade nas operações e contribui para o planejamento de longo prazo, com foco em eficiência operacional e expansão das atividades marítimas.

Além disso, o acordo consolida o papel do terminal como um gateway estratégico para o comércio internacional, ampliando sua relevância no cenário da navegação global.

Investimentos e expansão do Porto de Paranaguá

O TCP segue em trajetória de crescimento, com sucessivos recordes de movimentação de cargas. A expectativa é de novos avanços com investimentos em infraestrutura portuária e aquisição de equipamentos.

Entre os destaques está o aumento do calado operacional do Porto de Paranaguá, que deve alcançar 15,5 metros nos próximos anos. A mudança permitirá a operação de navios maiores, elevando a capacidade logística e a competitividade do terminal.

Hapag-Lloyd aposta em serviços mais confiáveis

Para a Hapag-Lloyd, o acordo representa um passo importante na melhoria da qualidade dos serviços oferecidos no Brasil. A integração mais próxima com o TCP deve garantir soluções logísticas mais resilientes, eficientes e alinhadas às demandas dos clientes.

A empresa busca, com isso, fortalecer sua atuação no país e ampliar a confiabilidade de sua cadeia de transporte marítimo.

Estratégia global mira liderança em qualidade

A iniciativa está alinhada à Estratégia 2030 da companhia, que visa posicionar a Hapag-Lloyd como referência em qualidade no setor. O plano inclui a ampliação do portfólio de terminais e o fortalecimento de parcerias com portos considerados estratégicos.

Com o aprofundamento da colaboração com o TCP, a empresa avança na oferta de soluções logísticas integradas, além de reforçar sua presença no comércio exterior brasileiro.

FONTE: Guia Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guia Marítimo

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Logística

Summit Connect Infra debate futuro da infraestrutura no Brasil e destaca papel da logística no crescimento econômico

O avanço da infraestrutura no Brasil foi o foco central do 3º Summit Connect Infra, realizado na última segunda-feira (13), em São Paulo. O evento reuniu representantes do setor público, iniciativa privada e especialistas para discutir caminhos que permitam alinhar o desenvolvimento estrutural ao crescimento da economia.

Promovido pelo Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI) e pela Frente Parlamentar de Portos e Aeroportos (FPPA), o encontro se consolida como um dos principais fóruns nacionais sobre logística, setor portuário e investimentos em infraestrutura.

Infraestrutura como base do desenvolvimento

Na abertura, o vice-presidente Geraldo Alckmin ressaltou a importância estratégica da infraestrutura para impulsionar o comércio exterior e o desenvolvimento econômico. Segundo ele, o país precisa avançar com planejamento, segurança jurídica e parcerias para fortalecer o setor.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou que o Brasil vive um momento favorável, marcado por um ciclo de investimentos em infraestrutura com forte presença da iniciativa privada. Ele reforçou que o papel do governo é garantir estabilidade regulatória e projetos consistentes.

Integração entre setores impulsiona soluções

O evento reuniu diferentes atores com o objetivo de destravar projetos e aumentar a eficiência da logística brasileira. Para o deputado federal Paulo Alexandre Barbosa, presidente da FPPA, o diálogo entre os setores é essencial para avançar em temas como licenciamento ambiental e simplificação de investimentos.

O parlamentar também destacou a relevância do setor portuário, que já movimenta cerca de 1,4 bilhão de toneladas por ano, sendo peça-chave para a economia nacional.

Porto de Santos ganha protagonismo

Entre os temas debatidos, os acessos portuários e a competitividade no comércio exterior ganharam destaque. O Porto de Santos, maior da América Latina, foi apontado como estratégico para ampliar a presença do Brasil no mercado global.

Especialistas reforçaram que investimentos estruturantes são fundamentais para aumentar a eficiência operacional. Além disso, iniciativas voltadas à sustentabilidade e à descarbonização do transporte marítimo, como o uso de etanol, também foram discutidas como tendências para o setor.

Gargalos ainda desafiam crescimento

Apesar dos avanços, a falta de integração entre projetos de infraestrutura ainda é vista como um obstáculo. Representantes do setor privado alertaram que investimentos em acessos rodoviários e aquaviários precisam ocorrer de forma coordenada com os terminais.

Outro ponto crítico envolve limitações logísticas que podem restringir o crescimento, exigindo soluções rápidas para evitar impactos na competitividade.

Planejamento de longo prazo é essencial

O alinhamento entre poder público e iniciativa privada foi apontado como fator decisivo para o avanço da infraestrutura logística no país. Para lideranças do setor, o planejamento de longo prazo é indispensável para garantir continuidade aos projetos.

Além disso, a infraestrutura segue como um dos principais gargalos do Brasil, exigindo debates amplos e integração entre diferentes áreas para viabilizar soluções eficazes.

Diálogo como caminho para avanços

Ao longo do evento, foram debatidos temas como acessos aquaviários, o Plano Nacional de Logística e grandes obras de transporte. O consenso entre os participantes é que o Brasil precisa avançar com planejamento, segurança jurídica e integração de investimentos.

Nesse contexto, o Summit Connect Infra se consolida como um espaço estratégico para conectar governo, mercado e especialistas, transformando discussões em propostas concretas para o desenvolvimento do país.

FONTE: VTV News
TEXTO: Redação
IMAGEM: VTV News

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