Agricultura, Comércio Exterior, Gestão, Greve, Informação, Logística

Sindifisco participará de audiência pública sobre os impactos da greve na Comissão de Agricultura da Câmara

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR), da Câmara dos Deputados, aprovou a realização de audiência pública para debater os impactos da operação-padrão dos Auditores-Fiscais da Receita Federal no setor agropecuário. O assunto entrou na pauta, nesta quarta (23), após aprovação do Requerimento nº 51/2025, de autoria do deputado Pedro Lupion (PP-PR). O diretor de Assuntos Parlamentares do Sindifisco Nacional, Auditor-Fiscal Floriano de Sá Neto, acompanhou a reunião (veja vídeo). A audiência ainda não tem data definida para ocorrer. 

A pedido da Direção Nacional, o deputado Ricardo Salles (Novo-SP), que subscreveu o Requerimento 51, solicitou à presidência do colegiado a inclusão do sindicato no rol de participantes da audiência pública – o que foi imediatamente atendido. Também por iniciativa da Diretoria de Assuntos Parlamentares, o deputado Vicentinho Júnior (PP-TO) apresentou o Requerimento nº 54/2025 pedindo igualmente a participação do Sindifisco Nacional. Inicialmente, estavam convidados somente o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas. Com a inclusão, o presidente do sindicato, Auditor-Fiscal Dão Real, fará parte da mesa de debates. “Estamos trabalhando também em várias outras Comissões”, disse Floriano. 

Os Auditores-Fiscais estão em greve pelo reajuste do vencimento básico há mais de quatro meses. A Direção Nacional tem atuado em diversas frentes de pressão ao governo federal – entre elas, com um forte trabalho parlamentar – para a construção de caminhos para o fim do movimento da categoria com atendimento do pleito dos Auditores. A mobilização da categoria, dentre outras consequências, provoca demora na entrada e saída de mercadorias no país, impacta na liberação de passageiros em viagens internacionais e vem causando problemas no programa de declaração do Imposto de Renda.

FONTE: Sindifisco Nacional
Sindifisco participará de audiência pública sobre os impactos da greve na Comissão de Agricultura da Câmara – Sindifisco Nacional

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Comércio Exterior, Logística, Notícias

Atraso em portos brasileiros atrapalha logística e gera custo bilionário ao setor

Em meio a entraves de infraestrutura na movimentação de cargas e no acesso aos principais portos do país, o setor registrou gastos bilionários com demurrage (sobre-estadia) no último ano. O termo se refere à taxa cobrada quando a carga permanece no terminal de importação além do tempo acordado entre o dono do navio (armador) e o importador.

Um estudo da consultoria Bain & Company aponta que os custos com demurrage no Brasil em 2024 alcançaram o patamar de US$ 2,3 bilhões —a quantia era de US$ 2 bilhões no ano anterior. O levantamento leva em conta a movimentação de cargas como granéis e contêineres.

A consultoria elenca fatores como problemas climáticos, altos volumes de embarcações, gargalos de infraestrutura e burocracia como os principais motivos para a alta nos gastos com demurrage no país.

Segundo Felipe Cammarata, sócio da Bain & Company, a variação de marés e tempestades impacta os terminais portuários e pode elevar os custos com demurrage.

“Um exemplo: com marés baixas, barcos de maior calado [parte do navio que fica submerso no canal de acesso aos portos] não conseguem atracar diretamente. Com ampliação da profundidade do terminal, é possível reduzir o tempo de espera para subida da maré ou a necessidade de transferências ship-to-ship, para uso de barcos aliviadores, agilizando todo o processo”, explica.

Cammarata afirma que, com a movimentação de carga crescendo entre 3% e 4% ao ano, impulsionada pelas exportações agrícolas, há uma tendência de maior fluxo de barcos e maior demanda nos portos, o que, segundo ele, pode aumentar as sobre-estadias.

Segundo Guilherme Medeiros, diretor de operações do porto de São Francisco do Sul, o terminal catarinense, que movimenta soja e milho, produtos siderúrgicos, fertilizantes, madeira, papel e celulose, vem investindo em infraestrutura para combater o tempo de demurrage e diminuir a fila de espera das embarcações.

Entre as obras previstas está uma dragagem de aprofundamento, para melhorar o canal de acesso e permitir ao terminal receber navios de calados maiores (ou seja, com mais carga). O edital para a contratação da empresa que fará a obra foi lançado no início de abril.

O terminal prevê também a expansão de um dos berços (local de atracação do navio para embarque e desembarque).

“[O porto] Está bastante competitivo, mas a gente não se dá por satisfeito. Temos tomado medidas em conjunto com os operadores para acelerar o processo de descarga, aumentando a movimentação, de forma que essas filas andem mais rápido. A gente fez investimentos importantes entre 2023 e 2024 nos ritos de acesso, investimos em novas balanças para que o nosso fluxo fosse maximizado”, afirma Medeiros.

De acordo com o monitoramento do porto de São Francisco do Sul, o tempo de espera dos navios para atracar no terminal foi de pouco mais de 9 dias entre janeiro e fevereiro deste ano. O resultado representa uma queda na comparação com o mesmo período de 2024, quando a espera chegou a quase 12 dias.

A sobre-estadia e os entraves na infraestrutura dos portos também têm sido motivo de preocupação para representantes do segmento de porta-contêineres.

Um levantamento feito pela consultoria Solve Shipping contabilizou 1.127 cancelamentos de escalas de porta-contêineres nos principais portos do país, entre eles os terminais de Santos (SP), Salvador e Paranaguá (PR). Foi um crescimento de quase 50% na comparação com o ano anterior.

Na mesma base comparativa, os atrasos (navios que chegaram mais de 12h depois do horário previsto) aumentaram 33% (3.122 em 2024), ao passo que as escalas pontuais, de embarcações que chegaram na hora acordada, caíram mais de 40% (891 em 2024).

“Cancelamentos são um sintoma muito claro do abarrotamento dos terminais”, diz Leandro Carelli, sócio da Solve Shipping.

Dos treze terminais monitorados pela consultoria, nove deles operam com a capacidade acima do patamar considerado ideal pelo setor (65%), incluindo terminais de Santos, no litoral paulista.

Outro problema é a dificuldade de acesso aos terminais devido às limitações de calado (parte do navio que fica submersa). De acordo com a Solve Shipping, para operação de novos navios a plena capacidade, o calado ideal é de 16 metros, patamar acima do que é observado na maioria dos portos brasileiros.

Representantes do setor afirmam que grandes navios que passam pelo Brasil atualmente operam com capacidade reduzida, o que prejudica as exportações. Se transportassem mais contêineres, o peso do navio inviabilizaria sua saída, já que a profundidade é limitada.

Para solucionar os entraves, o setor diz ser necessárias obras de ampliação da infraestrutura, como dragagens, e novos leilões de terminais. Carelli diz, no entanto, que essas soluções esbarram em um excesso de burocracia por parte do governo federal.

“Hoje, construir um terminal no Brasil gira em torno de 7 a 10 anos. Desde a hora que começa o processo de autorização, licenciamento, até entrar em operação. A demanda está crescendo numa velocidade que a burocracia não está permitindo que a oferta acompanhe”, afirma.

O especialista em engenharia do transporte Luis Claudio Montenegro explica que os atrasos e filas de navios nos portos brasileiros podem encarecer o custo do frete, já que o armador passará a considerar um tempo maior do que o combinado com o importador, e impactar clientes de todo o mundo.

“No limite, o navio pula aquela escala. Se ele chegou e sabe que vai demorar muito, o navio não fica esperando, vai embora e descarrega no próximo porto, e a carga que está para ser embarcada acaba ficando.”

“Essas cargas conteinerizadas são cargas de maior valor agregado, e todas as empresas e indústrias que trabalham com carga desse tipo são ‘just-in-time’, sem estoque. Quando falta estoque ou não consegue fazer uma venda, não recebe, não separa a produção e assim por diante. O impacto é gigantesco”, completa Montenegro.

Fonte: MSN

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Comércio Exterior, Evento, Informação, Inovação, Logística, Negócios, Networking, Tecnologia

RêBot conquista a Intermodal e conecta o Brasil ao futuro! 

O primeiro dia da Intermodal South America 2025 foi marcado por conexões estratégicas, alta circulação de visitantes e um elemento inesperado que parou a feira: RêBot, o humanoide do futuro, desembarcou direto no estande do RêConecta News para encantar, provocar reflexões e mostrar que o amanhã já começou. 

Com 1,40m de altura, mais de 60kg de tecnologia de ponta e muito carisma, RêBot não apenas interagiu com os visitantes – ele representou um elo simbólico entre o Brasil e o que está acontecendo de mais avançado no mundo da tecnologia, especialmente na Canton Fair, na China, onde os humanoides são os grandes destaques de 2025. 

O Brasil conectado às maiores tendências globais 

Enquanto a Canton Fair apresenta ao mundo o que há de mais disruptivo em Inteligência Artificial, Realidade Aumentada, Realidade Virtual, cibersegurança, IoT, automação e robótica, o RêConecta News dá um passo à frente e traz esse futuro para o presente no maior evento de logística, transporte e comércio exterior das Américas. 

Renata Palmeira, CEO do RêConectaNews, foi quem apresentou RêBot ao público da Intermodal. Para ela, essa ação vai além da inovação visual. “Trazer o RêBot para a Intermodal é uma validação do que fazemos no RêConecta: manter nossos parceiros, clientes e seguidores alinhados com o que está bombando no mercado global. Não se trata só de chamar atenção, mas de mostrar que estamos prontos para o futuro – e o futuro está agora”, destaca Renata. 

O RêBot estará no estande G100, durante os três dias da Intermodal.   

Networking e negócios em alta no estande do RêConecta News – G100 

O estande G100 foi palco de muito mais do que selfies com RêBot,  o espaço reúne mais de 10 empresas de diferentes segmentos do comércio exterior e logística, promovendo conexões estratégicas, apresentações de produtos e serviços, e um ambiente de muita troca e colaboração. Um verdadeiro hub de inteligência coletiva.  

Reconhecida como a maior feira das Américas nos setores de logística, transporte de cargas, intralogística e comércio exterior, a Intermodal atrai players do mundo inteiro. São três dias de evento, entre os dias 22 a 24 de abril, onde empresas, especialistas e entusiastas exploram tendências, fecham negócios e se preparam para os próximos passos do setor.  

Vem ser um conectado 

O RêConecta News é um portal digital dedicado a informar, conectar e fortalecer o ecossistema do Comércio Exterior e da Logística no Brasil. Mais do que um canal de notícias, é uma plataforma de conexões reais, que promove visibilidade, networking e desenvolvimento para profissionais, empresas e instituições do setor. 

Com conteúdos que abrangem importação, exportação, tributos, operações logísticas e tendências globais, o RêConecta impulsiona o setor por meio de eventos exclusivos, parcerias estratégicas e ações de valorização profissional. Entre suas iniciativas de destaque está o projeto Divas do Comex & Log, que promove o protagonismo feminino no setor, e a marcante participação na Intermodal South America, ao lado de parceiros estratégicos, fortalecendo a presença do Brasil no cenário internacional. 

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Comércio Exterior, Inovação, Logística, Notícias, Tecnologia

Robôs humanoides: o futuro tem rosto humano? 

Muito além da ficção, os robôs humanoides são projetados para imitar a forma, os gestos e até as emoções humanas. Seu objetivo é facilitar a interação com pessoas em diversos contextos, e foram os grandes destaques da Canton Fair, na China. E o RêConectaNews, que sempre apresenta tendências de mercado, trouxe para a Intermodal South America na sua versão mais atualizada simultaneamente.

Antes que robôs humanoides começassem a ganhar espaço no mundo real, eles marcaram o imaginário de gerações inteiras — especialmente através da cultura pop. Um dos exemplos mais marcantes foi Small Wonder, conhecido no Brasil como Super Vicki. O seriado exibido originalmente entre 1985 e 1989 pelo canal ABC, apresentava Vicky, uma androide com aparência de uma menina de 10 anos, criada por um engenheiro de robótica para viver com sua família como se fosse uma filha. Com 96 episódios a série encantou, com humor e afeto, a curiosa convivência entre humanos e máquinas.  

Muito além da ficção, a ideia de robôs com traços humanos hoje deixa de ser apenas entretenimento para se tornar uma realidade cada vez mais próxima — e surpreendentemente possível. Chamados de robôs humanoides, essas máquinas são projetadas para se assemelhar ao corpo humano em forma e comportamento. Eles podem ter braços, pernas, tronco, cabeça e até expressões faciais. Seu objetivo é facilitar a interação com pessoas, imitando gestos, falas e até emoções. 

Os humanoides foram as grandes novidades e são o que há de mais moderno em tecnologia. Eles foram destaque na Canton Fair também conhecida como Feira de Importação e Exportação da China, considerada a maior feira multissetorial do mundo, realizada duas vezes por ano na cidade de Guangzhou. É um evento de grande importância para empresas e investidores que buscam expandir seus negócios e se conectar com o mercado global. 

Como surgiram os robôs humanoides? 

O conceito de máquinas com forma humana é antigo e surgiu no século XVIII. No entanto, os robôs humanoides modernos começaram a ganhar forma no século XX, com o avanço da robótica e da inteligência artificial. 

O primeiro robô humanoide funcional, chamado WABOT-1, foi desenvolvido no Japão em 1973. Ele podia andar, conversar em japonês básico e até pegar objetos com as mãos. Desde então, a evolução tecnológica permitiu o surgimento de humanoides cada vez mais sofisticados — como a famosa Sophia, que ganhou cidadania na Arábia Saudita em 2017. 

Por que estão sendo cada vez mais usados? 

Recentemente, a China deu mais um passo significativo nessa direção. Segundo matéria publicada pela Exame, a China está investindo fortemente em pesquisas e aplicações de humanoides em setores como: 

  • Fabricação inteligente: robôs operando lado a lado com humanos em linhas de produção; 
  • Serviços: humanoides atuando como recepcionistas, garçons ou assistentes em hotéis e restaurantes; 
  • Educação e saúde: robôs que auxiliam no cuidado de idosos ou ajudam no ensino de crianças; 
  • Entretenimento e varejo: presença em lojas, feiras tecnológicas e eventos interativos. 

IMAGEM: Reprodução Internet 

Como prova desse avanço tecnológico, a China recentemente celebrou o Ano Novo Chinês com uma apresentação impressionante que viralizou nas redes e na mídia tradicional. Na noite do dia 28 de janeiro, cerca de 16 robôs humanoides da Unitree subiram ao palco para dançar em um espetáculo transmitido pela rede estatal CCTV

A performance teve direção artística de Zhang Yimou, cineasta aclamado pelo premiado “Lanternas Vermelhas”, e contou com a participação de engenheiras da fábrica de Hangzhou, referência em tecnologia robótica no país. 

Cada robô — modelo H1, apelidado de Fu Xi (em homenagem a um imperador lendário da China) — utilizou inteligência artificial para seguir o ritmo da música com precisão. Para garantir a interação segura com as dançarinas humanas, os robôs estavam equipados com tecnologia LiDAR, permitindo um mapeamento de 360 graus do espaço ao redor. 

Durante a apresentação, os humanoides surpreenderam ao manipular com exatidão lenços coloridos, fazendo movimentos complexos e sincronizados. As dançarinas humanas também imitaram os gestos das máquinas, criando um espetáculo que simbolizou a harmonia entre tecnologia e humanidade. 

Tendência mundial 

Mas não é apenas a China que se destaca nesse “novidade”. A Mercedes-Benz, por exemplo, já anunciou que nos próximos cinco anos o robô Apollo entrará oficialmente em ação nas fábricas da montadora. Durante uma demonstração em Berlim, o Apollo cumprimentou jornalistas, realizou tarefas simples e mostrou como é treinado remotamente por humanos até que sua inteligência artificial aprenda a executá-las de forma autônoma. Segundo Jörg Burzer, chefe de produção da Mercedes, até 2030 veremos pelo menos alguns desses robôs em operação nas linhas de montagem, executando tarefas pesadas e perigosas.  

IMAGEM: Reprodução Internet 

Segundo reportagem publicada no site Motor1.com, para a diretora de informações da Mercedes, Katrin Lehmann, a IA permitirá que os humanos se concentrem em atividades mais criativas e de maior valor. E a Mercedes não está sozinha nessa corrida tecnológica: Tesla, BMW, Magna, Chery, BYD, Geely, Nio, Volvo e Xpeng Motors também estão investindo pesado em robôs humanoides como Optimus, Figure 01, Phoenix, Mornine, Argos, Walker S1 e Iron.  

Um futuro cada vez mais robótico? 

Embora o uso de robôs humanoides ainda enfrente desafios — como altos custos, limitações técnicas e questões éticas — seu crescimento é inevitável. Com os avanços em inteligência artificial, visão computacional e redes 6G, é provável que os humanoides estejam cada vez mais presentes no nosso cotidiano. 

De acordo com a Goldman Sachs Research, o mercado de robôs humanoides está projetado para atingir cerca de US$ 38 bilhões até 2035, um crescimento expressivo em comparação à estimativa anterior de US$ 6 bilhões. Esse avanço de seis vezes reflete tanto os rápidos progressos tecnológicos quanto a crescente aceitação do uso desses robôs em diversos setores. A estimativa é que 1,4 milhão de unidades sejam entregues até 2035. Essa expansão é impulsionada, em parte, pela significativa redução nos custos de produção, que caíram de uma faixa entre US$ 50 mil e US$ 250 mil por unidade em 2023 para valores entre US$ 30 mil e US$ 150 mil, em 2024.  

Se antes eles habitavam apenas o imaginário da ficção, agora caminham — literalmente — ao nosso lado, prontos para transformar a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. 

RêBot visitando a Intermodal South America

Batizado de RêBot, o humanoide de 1,40m de altura e com mais de 60Kg, chama atenção de comunidade de comércio exterior e logística, na maior feira das américas. A intenção é de CONECTAR o Brasil com as tendências de mercado que estão acontecendo lá na China durante a Canton Fair, simultaneamente. As principais tendências tecnológicas para o futuro incluem a Inteligência Artificial (IA), Realidade Aumentada (RA), Realidade Virtual (RV), cibersegurança, Internet das Coisa (IoT) automação e Robótica.

Por Daiana Brocardo.

FONTES de Pesquisa:
https://exame.com/tecnologia/china-impulsiona-uso-de-robos-humanoides-em-diversos-setores/ 

https://www.tudocelular.com/seguranca/noticias/n231238/china-ano-novo-chines-evento-robos-dancantes.html

https://www.universal-robots.com/br/blog/rob%C3%B4s-humanoides-na-ind%C3%BAstria-uma-realidade-imposs%C3%ADvel-ou-pr%C3%B3xima

https://pt.wikipedia.org/wiki/Small_Wonderhttps://motor1.uol.com.br/news/754408/robos-humanoides-fabrica-mercedes

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Inovação, Logística, Tecnologia

Arquitetando soluções: como a tecnologia redefine a logística e impulsiona o e-commerce no Brasil

A transformação digital no setor logístico vem se consolidando como um dos principais fatores para o crescimento e a eficiência do e-commerce e do varejo no Brasil e no mundo. A necessidade de entregas mais rápidas, integração omnichannel e personalização da experiência do consumidor tem levado empresas a investirem fortemente em automação, inteligência artificial e análise de dados para otimizar suas operações.

Apostar em soluções inovadoras para impulsionar essa evolução é essencial. Iniciativas que aprimoram processos e criam um ecossistema digital integrado contribuem para melhorar a previsibilidade da demanda, reduzir custos operacionais e garantir maior agilidade nas entregas.

A automação e o uso de inteligência artificial (IA) têm permitido avanços significativos no gerenciamento de estoques, previsão de demanda e eficiência das operações de fulfillment. Sistemas automatizados de gestão de armazéns (WMS) possibilitam uma organização mais eficaz dos estoques, reduzindo o tempo de separação e expedição dos pedidos.

Além disso, ferramentas baseadas em IA analisam padrões de consumo e comportamento dos clientes para prever picos de demanda e evitar rupturas no estoque. Assim, é possível integrar diferentes bases de informação para antecipar tendências e otimizar a cadeia de suprimentos. Essa análise preditiva é essencial para a logística moderna.

Já a digitalização das operações logísticas passa pela implementação de soluções omnichannel, como a vitrine infinita, que conecta estoques físicos e digitais, permitindo que clientes comprem um produto online e escolham entre retirar na loja ou receber em casa. Esse modelo tem se mostrado essencial para marcas de luxo e grandes varejistas que buscam oferecer conveniência sem perder a exclusividade do atendimento presencial.

Outro avanço é a aplicação do rastreamento inteligente de pedidos, que garante maior transparência para os consumidores. A tecnologia permite o monitoramento em tempo real da entrega, reduzindo incertezas e aumentando a satisfação do cliente.

Apesar dos avanços tecnológicos, o setor ainda enfrenta desafios importantes, como a necessidade de maior infraestrutura digital, segurança da informação e sustentabilidade logística. Empresas que lidam com um alto volume de pedidos precisam equilibrar eficiência operacional com responsabilidade ambiental, otimizando rotas de entrega e reduzindo desperdícios.

Com investimentos contínuos e a adoção de novas tecnologias, o setor logístico no Brasil segue em ritmo acelerado de inovação. Empresas que souberem integrar inteligência de dados, automação e personalização da experiência do cliente estarão mais preparadas para os desafios do e-commerce nos próximos anos.

Fonte: Mercado & Consumo

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Inovação, Logística, Negócios, Tecnologia

Robôs de serviço atraem atenção de industriais de SC em missão na China

Participantes da comitiva da FIESC visitaram a Canton Fair e também fizeram visita técnica ao Lesso Group, de construção

Robôs que limpam painéis solares, servem mesas em restaurantes, fazem café, patrulham e inspecionam zonas de combate. Essas são apenas algumas das novas tecnologias que os industriais de SC observaram na visita à área totalmente dedicada à exposição de robôs de serviço na Canton Fair, durante a missão da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) à China.

A zona chamou bastante atenção dos compradores por apresentar robôs com movimentos altamente precisos e flexíveis, demonstrando seu funcionamento em situações reais e destacando o valor prático dessas tecnologias.

Além de dois dias de visita à maior feira multissetorial do mundo, a missão da FIESC incluiu ainda um encontro com o embaixador Alan Coelho de Séllos, cônsul-geral do Brasil em Cantão, que fez uma apresentação abrangente sobre a China. Ele abordou aspectos históricos, dados econômicos e estatísticos, além de destacar as particularidades das principais províncias do país.

Os participantes também realizaram uma visita técnica ao Lesso Group, uma das maiores empresas de material de construção da China. Os industriais puderam visitar o showroom de produtos e fazer um tour pelo chão de fábrica, onde conheceram processos altamente automatizados e uso intensivo de robótica na produção.

A missão conta com 13 empresários, representando os estados do Paraná, Santa Catarina, Alagoas e Ceará. A 137ª edição da feira contou com mais de 74 mil estandes e cerca de 31 mil empresas participantes, distribuídas em uma área total de 1,55 milhão de metros quadrados.

Fonte: FIESC

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Comércio, Comércio Exterior, Logística, Negócios

BRF investe US$ 160 milhões para triplicar a produção de frango na Arábia Saudita

Empresa está construindo uma nova planta planta localizada em Jeddah com capacidade para produzir 40.000 toneladas de alimentos processados por ano

BRF, uma das maiores exportadoras brasileiras de carne de frango, está construindo uma terceira unidade na Arábia Saudita que deve permitir à companhia triplicar sua produção de frango local, num momento em que o reino aumenta esforços para garantir o fornecimento de alimentos.

A BRF Arabia, joint venture com a Halal Products Development Company (HPDC), subsidiária do Saudi Public Investment Fund, está investindo US$ 160 milhões na planta localizada em Jeddah. Programada para começar a operar no primeiro semestre do próximo ano, ela terá capacidade para produzir 40.000 toneladas de alimentos processados anualmente, somando-se às cerca de 15.000 toneladas da já existente planta da empresa em Dammam.

O investimento da BRF é o mais recente na corrida das fornecedoras brasileiras de carne para expandir sua presença no Oriente Médio. A Arábia Saudita é o quinto maior importador de frango do mundo e o principal consumidor no Oriente Médio. A BRF é líder no mercado halal — de alimentos que seguem a lei islâmica — no Oriente Médio, enquanto a rival JBS também tem investido na região.

A nova planta ressalta a confiança da Arábia Saudita na indústria brasileira de alimentos para ajudar a atingir sua meta de ter 80% da carne de frango produzida localmente até 2030, contra cerca de 70% atualmente. O reino vem se esforçando para garantir suprimento de alimentos após a pandemia de Covid-19 e a guerra na Ucrânia terem interrompido cadeias de suprimentos e elevado os preços a níveis recordes.

“Esse investimento faz sentido para o governo saudita, pois dentro do plano 2030 há três grandes vetores que coincidem com a nossa indústria: segurança alimentar, transferência de tecnologia para dentro do reino e criação de empregos, exportações”, disse Igor Marti, vice-presidente para o Mercado Halal da BRF, em uma entrevista.

A BRF anunciou sua joint venture com o fundo saudita em 2022. No final do ano passado, a empresa adquiriu uma participação de 26% na Addoha Poultry, uma das dez maiores fornecedoras de frango do país.

Fonte: Bloomberg Línea

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Comércio Exterior, Logística, Negócios, Portos, Tecnologia

O ESPECIALISTA: Douglas Winter 

Problemas logísticos: transtornos aos operadores do comércio exterior

A falta de infraestrutura e os gargalos existentes nos terminais de devolução das unidades vazias de contêineres, em algumas cidades como Itajaí, Paranaguá e Santos, geram recorrentes problemas operacionais, discussões e outros prejuízos imensuráveis para o comércio exterior.  


A indisponibilidade de janelas para a devolução das unidades vazias em alguns terminais indicados pelos armadores aumenta os custos de armazenagens com realocações, fretes, entre outros, que acabam por dar azo à incidência das sobrestadias de contêineres, mais conhecidas como “demurrages”. Esse custo “adicional” acaba passando para os consumidores finais, aumentando o valor dos produtos adquiridos, ou seja, não bastassem os fatores relacionados à má gestão na esfera política, que, consequentemente, está gerando um incremento nos valores dos produtos da cesta básica por conta da inflação, ainda há estes, que, infelizmente, acabam colaborando com o aumento dos custos. 

 
Todavia, tanto a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) como as varas especializadas no Direito Marítimo, a exemplo da do Tribunal de Justiça de São Paulo, não obstante a do Tribunal de Justiça de Santa Catarina e do Paraná, assim como as de outros estados, já estão criando mecanismos efetivos que colaboram com os importadores para a redução destes custos, tanto na edição das resoluções pela ANTAQ como nas suas respectivas aplicações pelos Tribunais de Justiça, em decisões judiciais que garantem os direitos dos usuários. 

Por este motivo, é de extrema importância que os usuários registrem suas operações e tenham conhecimento dos seus direitos para evitar os seus possíveis prejuízos. 

FONTES: ANTAQ/TJSP/TJSC/TJPR. 

Douglas Winter é sócio-fundador do escritório Macedo & Winter Advogados Associados. Atua como advogado nas áreas de Direito Marítimo e Portuário, Direito Aduaneiro, Regulatório e Cível Empresarial. É graduado em Direito e em Comércio Exterior pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali/SC) e pós-graduado em Gestão dos Negócios Internacionais e do Comércio Exterior pela mesma instituição. Foi professor da disciplina de Sistemática Prática do Comércio Exterior no curso de Comércio Exterior da Universidade do Contestado (UNC/SC). Possui MBA em Gestão Estratégica de Negócios pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR), é pós-graduado em Direito Aquaviário e Atividade Portuária pela Univali, e em Direito Processual Civil pela Faculdade Damásio. Concluiu os módulos de Legislação e Constituição: Desafios, Conflitos e Interpretação, Governança de TI e Compliance e Fundamentos do Direito Digital, todos integrantes do curso de pós-graduação lato sensu em Direito Digital da Faculdade Damásio. Atualmente, é mestrando em Direito pela Universidade Católica de Brasília (UCB) e membro da Comissão de Direito Aduaneiro, Marítimo e Portuário da Subseção de Itajaí (SC). 

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Comércio, Comércio Exterior, Logística, Negócios

Área em Santos que terá maior terminal da América do Sul recebe visita de comitiva

Diretores da Agência Nacional de Transportes Aquaviários conheceram de perto o espaço no cais do Saboó

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) liderou uma comitiva
que participou de uma série de atividades técnicas no Porto de Santos na segunda e na terça-feira.
O foco foi o projeto do Terminal de Contêine-res (Tecon) Santos 10, que deve ir à leilão ainda este
ano.

O megaterminal, no cais do Saboó, será o maior da América do Sul. A previsão de movimentação é
de 3,5 milhões de TEU (unidade de medida padrão de um contêiner) por ano, com quatro berços
de atração de navios. O investimento estimado é no terminal é de R$ 5,6 bilhões para um contrato
de 25 anos, que pode ser prorrogado.

A visita foi uma complementação à audiência pública nº 02/2025, promovida em 18 de março, que
recebeu 24 contribuições voltadas ao aprimoramento dos documentos técnicos e jurídicos do
processo licitatório para o arrendamento do novo terminal.

Durante a agenda em Santos, foi realizada uma visita técnica embarcada ao longo do Porto de
Santos, que permitiu a vistoria da infraestrutura portuária da região do Saboó (STS10), na Margem
Direita, onde está prevista a implantação do Tecon Santos 10.

Além de reunião com o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, a
comitiva reuniu-se, nos dois dias, com representantes de empresas portuárias que movimentam
contêineres.

A diretoria da Antaq considerou essencial ouvir presencialmente os usuários do setor e
compreender melhor as demandas e expectativas. “Optamos por iniciar esse diálogo com os
usuários do Porto, que são atores relevantes na dinâmica local e serão diretamente impactados
pelo projeto de arrendamento. Isso é fundamental para garantir que as decisões regulatórias
estejam alinhadas com a realidade da operação portuária”, destacou Caio Farias, diretor-geral
substituto da Antaq.

Também integraram a comitiva os diretores da Antaq Flavia Takafashi e Alber Vasconcelos; o
superintendente de Regulação, José Renato Fialho; o secretário especial substituto de Licitações e
Concessões, João Paulo Barbieri; o gerente regional de Santos, Guilherme Silva; e o assessor da
diretoria, Luiz Scarduelli. Pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), compôs o grupo o
secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, e o diretor do Departamento de Novas Outorgas e
Políticas Regulatórias Portuárias, Bruno Neri.

Fonte: A Tribuna










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Comércio, Comércio Exterior, Logística, Mercado Internacional, Negócios

China importou mais soja dos EUA do que do Brasil em março

Dados referem-se à quantidade do grão que atracou nos portos chineses no mês

China importou mais soja dos Estados Unidos do que do Brasil em março, apesar de ter sido o mês em que a guerra tarifária entre as duas maiores economias do mundo começou a escalar. O volume importado refere-se ao que efetivamente entrou nos portos do país, e não ao volume contratado para chegar aos portos nos próximos meses.

O país comandado por Xi Jinping importou 2,44 milhões de toneladas de soja americana, um aumento de 12% na comparação anual, de acordo com dados levantados junto à autoridade alfandegária chinesa e pela agência Reuters. O volume representou um terço de toda a importação de soja do mês pela China.

Importações do Brasil

Em março, o volume importado de soja brasileira pela China ficou em cerca de 950 mil toneladas, uma queda de 69%, o que representou 27% de todas as importações chinesas do grão.

No total, a China importou 40% menos soja em março deste ano do que no mesmo mês do ano passado.

Apesar do volume de soja que chegou aos portos cineses ter diminuído em março, principalmente de origem brasileira, a China aumentou as contratações e de soja do Brasil para chegar aos seus portos nos próximos meses.

Analistas consultados pela Reuters indicaram que a China deve importar 31,3 milhões de toneladas de soja entre abril e junho, com a recente colheita do Brasil.

Cronologia das tarifas

Os produtos agrícolas americanos começaram a ser taxados pela China em 10 de fevereiro em 10%, após as primeiras tarifas anunciadas pelo presidente americano, Donald Trump.

Em 4 de março, Pequim anunciou mais taxa de 15% sobre os produtos agrícolas americanos, em resposta à rodada anterior de novas tarifas do republicano. Já as “tarifas recíprocas” anunciadas por Trump contra diversos países, incluindo a China, ocorreu em abril.

Fonte: Globo Rural









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