Inovação, Logística, Mercado Internacional, Negócios, Networking, Sustentabilidade

Ele criou um conglomerado de R$ 426 milhões em SC. Agora quer dominar o Mercosul

Grupo catarinense GNH fecha parceria com a Titan Cargo e mira expansão com foco no transporte rodoviário internacional

Tudo começou com um documento assinado por Getúlio Vargas. Em 1933, o bisavô de Marcos Heusi foi nomeado despachante aduaneiro em Itajaí, em Santa Catarina.

Noventa anos depois, o bisneto comanda um conglomerado logístico que faturou 426 milhões de reais em 2024 e agora mira o comando do mercado no Mercosul.

A movimentação mais recente envolve a Titan Cargo, transportadora especializada em cargas sensíveis e rotas internacionais por terra. Com sede em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, a empresa se torna parceira estratégica do Grupo Nelson Heusi (GNH) para formar o maior conglomerado logístico da América do Sul.

“Nos faltava a atividade de transporte rodoviário no Mercosul. Agora, com a Titan, fechamos esse ciclo e devemos multiplicar por sete o faturamento da empresa só com a nossa carteira”, afirma Marcos Heusi, CEO do GNH.

A ideia é ir além da parceria. A Titan deve ser incorporada ao grupo nos próximos 18 meses. Até lá, os ganhos de sinergia — e escala — já estão contratados. O GNH prevê um novo salto de 40% no faturamento em 2025 e a abertura de operações próprias nos Estados UnidosAlemanha e Argentina.

Como nasceu o maior grupo de logística aduaneira do Brasil

GNH começou sua trajetória no setor logístico liberando cargas nos portos de Santa Catarina, quando nem contêiner existia. A estrutura atual tem pouco a ver com aquela origem. São mais de 1.300 funcionários espalhados por todos os estados, com presença nos principais portos, aeroportos e fronteiras do país.

A transformação começou em 2002, quando Marcos Heusi entrou na empresa da família.

“Na época, eram só 12 funcionários em Itajaí. Começamos abrindo escritórios em outros portos e ampliamos o portfólio: transporte rodoviário, agenciamento de carga, armazenagem e até uma operação financeira para antecipar recebíveis”, afirma.

Hoje, o grupo responde por 6% de todo o mercado brasileiro de liberação aduaneira, sendo o maior player nacional no segmento.

A atuação cobre toda a cadeia: da liberação da carga até o transporte terrestre ou marítimo, passando pelo financiamento da nacionalização de mercadorias para os clientes.

O plano de expansão internacional do Grupo Nelson Heusi

Desde 2018, o GNH já fez cinco aquisições — todas no setor de liberação aduaneira. A lógica é clara: escalar a operação, diluir custos fixos e consolidar um mercado ainda muito fragmentado.

Agora, o grupo volta a olhar para fora.

Neste ano, abrirá escritórios próprios nos Estados Unidos e na Alemanha. Em 2026, retoma uma antiga aposta na Argentina.

“Compramos uma empresa lá há alguns anos, mas era um momento ruim do país. Agora vamos voltar com uma operação do zero”, afirma Heusi.

No Brasil, mais duas aquisições estão no radar — sempre com foco em comissárias de despacho, consideradas a “porta de entrada” para novos contratos.

“É onde temos maior fidelidade e previsibilidade de receita. Depois que o cliente entra pela liberação aduaneira, a gente vende os outros serviços”, diz.

O que muda com a entrada da Titan Cargo no grupo

Titan Cargo entra para cobrir uma lacuna crítica: o transporte rodoviário internacional, especialmente dentro do Mercosul. Essa operação exige licenças específicas em cada país — algo que o GNH ainda não tinha.

“É uma operação muito regulada. Preferimos pular etapas e formar uma aliança com quem já tem estrutura e licença para rodar”, afirma Heusi. “Só com nossa carteira de clientes, a previsão é que a Titan multiplique por sete seu faturamento.”

A parceria, segundo o CEO, é apenas o início.

O plano é transformar a aliança em uma aquisição parcial até o final do ano que vem.

A movimentação permite ao grupo ampliar sua presença física na região e agregar novos serviços à base atual de 900 clientes ativos, que vai de multinacionais do setor automotivo e alimentício até pequenas exportadoras.

Estratégia de aquisições e novos mercados na mira

GNH adota uma estratégia bem definida: consolidar o mercado aduaneiro, ganhar escala com aquisições e ampliar serviços de forma progressiva.

Desde 2020, incorporou empresas no Rio de Janeiro e no Sul para segmentar clientes — grandes corporações ficam com a marca GNH; pequenas e médias, com a subsidiária Time Log.

Além disso, a empresa está investindo em tecnologia e ampliação de hubs logísticos com foco em sustentabilidade, incluindo metas para ter 33% da receita oriunda de frota elétrica ou compensação de carbono até 2033.

Mesmo com escala e tecnologia, o maior desafio do GNH é um velho conhecido do setor de serviços: pessoas.

“Nosso maior gargalo hoje é gente boa. Crescemos de 12 para 1.400 funcionários em 20 anos, e vamos contratar mais 350 a 400 só este ano”, afirma o CEO.

O problema é agravado pelo fato de a empresa estar sediada no Sul, região com pleno emprego e mão de obra mais escassa.

A solução tem sido formar equipes internas, com programas de estágio e planos de carreira.

“A gente precisa de pessoas que queiram crescer com a empresa. Muitos dos nossos diretores começaram como estagiários”, completa Heusi.

Logística integrada: do navio à fábrica e à exportação

O diferencial do GNH, segundo o CEO, está na capacidade de fechar o ciclo logístico. A empresa escolhe o navio, faz o transporte, cuida da liberação aduaneira, entrega na fábrica e, se o cliente quiser, faz o caminho inverso para exportação.

“Agora também fazemos a entrega rodoviária internacional. É como se a gente tivesse fechado o último elo da corrente”, diz.

Com essa nova estrutura, o grupo quer se posicionar como referência em logística integrada no hemisfério sul, conectando indústrias do Brasil ao mundo com velocidade, rastreabilidade e controle em todas as etapas.

Fonte: Exame

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Comércio Exterior, Economia, Evento, Inovação, Logística, Tecnologia

GH Solucionador Logístico e RêConecta: parceria estratégica para inovação e soluções logísticas de excelência na Intermodal

A GH Solucionador Logístico, com 14 anos de história e presença consolidada no setor logístico brasileiro, dará um passo importante em sua jornada ao participar pela primeira vez como expositor na Intermodal South America. A empresa, que nasceu no coração de Itajaí, Santa Catarina, e atualmente está presente em nove estados, escolheu o estande G100, do RêConecta News, para reforçar sua atuação e destacar seu compromisso com soluções logísticas inovadoras e de alta qualidade.

Com uma proposta focada em transformar o transporte rodoviário de cargas, a GH Solucionador Logístico se consolida como um operador logístico completo, oferecendo soluções personalizadas que integram toda a cadeia de suprimentos. Seja através da gestão eficiente de transportes, armazenagem estratégica ou consultoria especializada, a GH proporciona segurança, agilidade e eficiência para atender às demandas do mercado com excelência.

A participação da GH na Intermodal, em parceria com o RêConecta, reforça sua posição como referência no setor. A empresa vem ampliando sua visibilidade nacional, demonstrando sua evolução como um solucionador logístico completo, alinhado às melhores práticas de sustentabilidade e segurança. “A nossa participação na Intermodal é estratégica e faz parte do nosso reposicionamento de marca. Queremos mostrar nossa evolução como solucionadores logísticos e nosso compromisso com a excelência no atendimento”, destaca João Pedro Mattos, Diretor Corporativo da GH. 

Legado e cultura baseados nas pessoas

Ao longo de sua trajetória, a GH se consolidou não apenas pela qualidade de seus serviços, mas também pela sua cultura organizacional, que prioriza as pessoas e a colaboração entre equipes. A empresa criou grupos de liderança responsáveis por cuidar da cultura interna, com foco no crescimento conjunto e na valorização de cada colaborador. Atualmente são cerca de 200 colaboradores. “O que temos de mais forte é a nossa relação com as pessoas. Criamos grupos de liderança responsáveis por preservar e promover nossa cultura, de cima para baixo. Como viemos do mercado, aqui não há divisões entre setores; todos trabalham unidos em prol do crescimento individual e coletivo da empresa,” destaca José Roberto Neves, CEO da GH.

Sustentabilidade e segurança

A sustentabilidade e a segurança também são fundamentais na operação da GH. A empresa adota práticas que respeitam o meio ambiente e garantem a segurança de suas operações, com ações contínuas para minimizar impactos ambientais e garantir a saúde ocupacional de seus colaboradores. A excelência operacional é outro ponto forte da empresa, que investe constantemente em novas tecnologias e processos para garantir a eficiência e a confiabilidade de seus serviços. 

A GH, com sua frota moderna e equipe capacitada, continua a se destacar no setor de transporte rodoviário de cargas, oferecendo soluções personalizadas e de alta qualidade, que atendem e superam as expectativas de seus clientes. São mais de 60 veículos. Agora, com a participação na Intermodal, a empresa reafirma seu compromisso com a inovação e com a evolução do mercado logístico, consolidando sua posição como um dos principais nomes do setor.

A GH Solucionador Logístico chega à Intermodal com o objetivo de expandir sua rede de contatos e fortalecer sua marca no mercado nacional, ao lado do ReConecta News, trazendo à tona seu diferencial: soluções logísticas integradas, inovadoras e com um olhar humano, sustentável e focado na qualidade.

Venha nos visitar no estande G100. 

Saiba mais sobre a GH Solucionador Logístico: https://ghlogistica.com.br/ 

Faça sua inscrição: https://www.intermodal.com.br/ 

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Comércio, Comércio Exterior, Greve, Logística

Transportadoras paralisam atividades e ameaçam protestos contra calote dos Correios

São Paulo sofreu nesta terça-feira (16) com operações logísticas praticamente paralisadas. Imagens divulgadas (como a em destaque na matéria) mostram unidades dos Correios com veículos estacionados em frente às garagens e centros de distribuição, como o CDD Vila Maria, na Marginal Tietê, totalmente travado.

Segundo fontes, cerca de 80% dos serviços de entrega foram interrompidos na cidade.

O motivo da paralisação seria o não pagamento por parte dos Correios a transportadoras contratadas para serviços terceirizados de entrega.

Empresas afirmam que enfrentam atrasos de até 60 dias para receber pelos serviços prestados, o que tem levado a sérias dificuldades financeiras e à interrupção das atividades.

“Se não pagarem hoje amanhã tem manifestações”, relata uma fonte ao Diário do Poder.

Crise à vista

Como mostrou a Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder, a situação vem se agravando nas últimas semanas e já chegou à Justiça. Empresários do setor acionaram a 17ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal cobrando débitos da estatal.

Uma das ações — que corre sob segredo de Justiça — cobra R$ 395,9 mil em valores atrasados. A Justiça deu prazo de 15 dias para que os Correios efetuem o pagamento, sob pena de paralisação autorizada dos serviços.

No Acre, outra transportadora também comunicou oficialmente a suspensão das atividades. A empresa relata que há uma fatura de R$ 200 mil em aberto, sem qualquer previsão de pagamento pelos Correios.

Silêncio da estatal

Até o momento, os Correios não se pronunciaram oficialmente sobre os atrasos nos pagamentos ou a paralisação em curso. A reportagem entrou em contato com a estatal e aguarda posicionamento.

Internamente, os Correios enfrenta um cenário delicado, com queda na receita e dificuldade para honrar compromissos financeiros, o que tem comprometido parcerias com empresas terceirizadas fundamentais para a operação.

Fonte: Diário do Brasil

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Logística, Mercado Internacional, Negócios

Svitzer apresenta whitepaper sobre novo rebocador TRAnsverse

A Svitzer divulgou um white paper confirmando a superioridade de seu novo rebocador TRAnsverse. Segundo os dados apresentados, o TRAnsverse pode revolucionar os serviços de reboque em portos e terminais.

Com seu design revolucionário, o rebocador TRAnsverse da Svitzer aprimora significativamente a manobrabilidade e as capacidades de reboque. Em modos dinâmicos, o TRAnsverse amplia sua capacidade operacional em cerca de 50% em comparação a rebocadores ASD de tamanho semelhante ou maior. Além disso, o TRAnsverse demonstrou um ganho de eficiência de combustível de 15%, permitindo a realização de uma variedade mais ampla de tarefas de forma mais rápida e eficiente.​

Kasper Karlsen, Diretor de Operações da Svitzer, afirmou que “o TRAnsverse tem o potencial de transformar os serviços de reboque em portos e terminais, abordando desafios comuns como congestionamento portuário, aumento no tamanho dos navios e condições climáticas extremas. Ele destacou que o rebocador pode realizar todos os tipos de manobras diárias dos navios com maior rapidez e eficácia, contribuindo para a redução de atrasos nos portos e impactos nas cadeias de suprimentos”.

Daniel Cohen, presidente da Svitzer no Brasil, ressalta que a inovação no setor portuário ganha um novo capítulo com o rebocador TRAnsverse. “Esse modelo oferece uma manobrabilidade inédita. A alta demanda portuária traz uma pressão maior por escalas mais curtas e operações mais eficientes nos portos. Ao mesmo tempo, o tamanho das embarcações aumentou, enquanto as áreas portuárias permaneceram as mesmas — gerando a necessidade de empregar mais potência nas mesmas áreas de operação. É nesse cenário desafiador que o rebocador TRAnsverse se destaca como uma solução tecnológica pronta para atender às novas demandas dos portos modernos. Estamos ansiosos para em um futuro próximo testar essa tecnologia no Brasil”.

O design do rebocador TRAnsverse representa um avanço significativo na engenharia de rebocadores. Suas capacidades operacionais são baseadas em diversas características de design distintas que o diferenciam de outros modelos, permitindo-lhe manobrar e operar de maneiras únicas. A Svitzer, em colaboração com o estaleiro naval Robert Allan Ltd., patenteou o design do TRAnsverse.

Forças de tração nos métodos de reboque direto e indireto: O TRAnsverse gera forças de tração superiores em uma ampla faixa de velocidades durante as manobras de chegada e partida, reduzindo o tempo e o consumo de combustível necessários para atingir a taxa de curva (ROT) desejada para o navio assistido. O rebocador é capaz de produzir forças aproximadamente 50% maiores do que um ASD de tamanho e potência de motor comparáveis, tanto em reboque direto quanto indireto.

Empurrar e deslocar lateralmente: A capacidade de empurrar e deslocar lateralmente sob a flare permite ao TRAnsverse realizar essas manobras de forma mais eficiente, economizando tempo e combustível. Além disso, o rebocador pode realizar empurrões laterais eficazes em toda a faixa de velocidades, até 10 nós, respondendo prontamente aos comandos do prático e mantendo-se na posição adequada para empurrar sem perder tração, onde um ASD teria dificuldade para se manter no costado com essa velocidade.

Manobrabilidade: A maior manobrabilidade do TRAnsverse reduz a potência necessária para posicioná-lo durante as operações, contribuindo para a eficiência geral. ​

Força hidrodinâmica: O design aprimorado permite ao TRAnsverse utilizar forças hidrodinâmicas de maneira mais eficaz durante o reboque, proporcionando forças adicionais durante a frenagem. Ele pode gerar forças hidrodinâmicas utilizáveis a velocidades mais baixas do que os designs de rebocadores predominantes. ​

Capacidade de Transição: O TRAnsverse oferece melhor capacidade de transição, como durante o reboque direto ao mudar de uma posição de 6 para 3 horas, exigindo menos potência, tempo e combustível em comparação com outros designs de rebocadores. ​

Fonte: Datamar News

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Agricultura, Agronegócio, Internacional, Logística, Mercado Internacional, Negócios

São Paulo lidera exportações do agro e fecha primeiro trimestre com superávit de US$ 4,9 bilhões

Café, laranja e carnes registraram importante aumento nas exportações

No primeiro trimestre de 2025, o agronegócio paulista manteve um desempenho expressivo no comércio exterior, alcançando um superávit de US$ 4,90 bilhões. Embora o valor represente uma redução de 19,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, o resultado reafirma a relevância do setor para a economia estadual. O saldo positivo decorre de exportações que somaram US$ 6,40 bilhões — ainda que 14,6% inferiores ao registrado em 2024 — e de importações que totalizaram US$ 1,50 bilhão, com crescimento de 9,5% na comparação interanual.

“Esse resultado mostra que temos uma base produtiva forte, inovadora e diversificada, capaz de sustentar bons resultados mesmo diante de oscilações pontuais de mercado”, afirma Guilherme Piai,  secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

A análise foi elaborada pelo coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), Carlos Nabil Ghobril,  e os pesquisadores José Alberto Ângelo e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, e mostra que a participação das exportações do agronegócio paulista no total exportado pelo estado no primeiro trimestre de 2025 foi de 41,7%, enquanto as importações do setor corresponderam a 6,8% do total estadual.

Exportações do Agronegócio Paulista por Grupos de Produtos

Os cinco principais grupos de produtos exportados foram:

●   Complexo sucroalcooleiro: responsável por 25,8% do total exportado pelo agro paulista, US$ 1,654 bilhão, sendo que o açúcar representou 88,7% e o etanol, 11,3%.

●     Setor de carnes: equivalente a 13,9% das vendas externas do setor, totalizando US$ 887,91 milhões, com a carne bovina respondendo por 82,5%.

●     Grupo de sucos: responde por 13,5% de participação, somando US$ 863,07 milhões, dos quais 98,2% correspondem ao suco de laranja.

●     Produtos florestais: representam 11,9% do volume exportado, com US$ 758,98 milhões, com celulose representando 55,1% e papel 35,5%.

●     Complexo soja: participa com 7,9% do total exportado, registrando US$ 507,27 milhões, sendo 81,7% soja em grãos.

Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 73% das exportações do agronegócio paulista. O café aparece na sexta posição, com 7,3% de participação na pauta de exportações, com US$ 465,75 milhões, sendo 73,4% café verde e 23,1% de café solúvel.

Vale destacar que no período observado as variações de valores apontaram aumentos das vendas para os grupos de café (+67,2%), sucos (+37,5%), carnes (+25,0%) e florestais (+6,0%), e quedas nos grupos de complexo sucroalcooleiro (-50,5%) e complexo soja (-17,9%).

Principais destinos do Agronegócio Paulista

●  China: representa 19,3% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja (29%), carnes (28%) e florestais (23%);

● União Europeia: tem 16,4% de participação, sendo os principais itens sucos (37%), café (17%) e produtos florestais e vegetais (11%, cada);

●  Estados Unidos: somam 15,9% de participação, comprando sucos (40%), carnes (15%), produtos de origem animal (9,5%), florestais (8,8%) e café (8,6%).

Destaca-se, ainda, que em comparação ao mesmo período do ano anterior, São Paulo registrou 12,6% de retração nas vendas para a China, mas em contrapartida houve aumento expressivo de 34,4% nas exportações para a União Europeia e de 27,7% para os Estados Unidos.

Participação paulista no agro nacional

No cenário nacional, o agronegócio paulista manteve posição de destaque, respondendo por 16,9% das exportações do setor no Brasil. São Paulo lidera o ranking nacional, seguido por Mato Grosso (15,7%) e Minas Gerais (11,9%), este último com forte desempenho nas exportações de café.

Desempenho do agronegócio brasileiro

O agronegócio brasileiro, por sua vez, apresentou crescimento nas exportações, que atingiram US$ 37,83 bilhões no primeiro trimestre de 2025, aumento de 2,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. As importações somaram US$ 5,18 bilhões, com alta de 11,9%.

Com esses resultados, o saldo da balança comercial do setor alcançou superávit de US$ 32,65 bilhões, crescimento de 0,7% em relação ao primeiro trimestre de 2024. O desempenho do agronegócio segue sendo fundamental para conter o déficit comercial gerado pelos demais setores da economia brasileira.

Fonte: Notícias Agrícolas

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Brasil e Bolívia iniciam etapa final para implementação do Certificado de Origem Digital

Brasil e Bolívia iniciam, nesta segunda-feira (14/4), um plano-piloto para a implementação do Certificado de Origem Digital (COD), que vai modernizar e facilitar o comércio bilateral. Esta é a etapa final de testes que antecede a implementação definitiva do COD, prevista para o segundo semestre de 2025.

A digitalização do processo de certificação, coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), representa um marco na desburocratização do comércio bilateral, reduzindo custos operacionais e acelerando o tempo de emissão dos certificados, que hoje, nas relações entre Bolívia e Brasil, dependem de documentação física.

“A facilitação do comércio é uma prioridade do governo brasileiro. Com a adoção do COD, o comércio entre Brasil e Bolívia ganhará maior fluidez, beneficiando as empresas e os consumidores”, afirmou o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin. “Essa é mais uma medida que demonstra os esforços contínuos para tornar os processos mais ágeis e menos onerosos para o nosso comércio exterior”, completou Alckmin, lembrando que a Bolívia passou a integrar o Mercosul desde julho de 2024.

O certificado de origem é necessário para que os exportadores se beneficiem das condições de acesso preferencial ao mercado do país de destino, tais como redução ou eliminação de tarifas. No caso de Brasil e Bolívia, essa possibilidade está presente no Acordo de Complementação Econômica nº 36.

O COD atende a rígidos padrões de segurança e proporciona ao comércio exterior maior confiabilidade. As assinaturas digitais, contidas neste documento, garantem autenticidade quanto à autoria e integridade do conteúdo. Ou seja, o COD diminui riscos de fraude e facilita a verificação da autenticidade do documento.

Além disso, com a substituição dos documentos em papel por procedimentos eletrônicos nas exportações e importações entre os dois países, estima-se uma redução no tempo de emissão de 48 horas para apenas 2 horas e uma diminuição de 95% no custo do processo.

O plano-piloto tem como principal objetivo identificar eventuais ajustes necessários para garantir o pleno funcionamento do sistema, além de permitir que exportadores e importadores se familiarizem com os procedimentos eletrônicos de emissão e recepção do COD.

Para a Secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, essa iniciativa reforça o compromisso do Brasil com a modernização e a simplificação de procedimentos comerciais. “A implementação do Certificado de Origem Digital com a Bolívia demonstra nosso empenho contínuo em facilitar o comércio, promovendo maior eficiência, segurança e competitividade para as empresas brasileiras”, destacou.

Desde 2024, têm sido intensificados os esforços para a plena incorporação da Bolívia ao Mercosul. A adesão do país representa um passo importante para o fortalecimento da integração regional, ampliando o alcance e o potencial econômico do bloco.

Fonte: Informativo dos Portos

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Comércio, Comércio Exterior, Logística, Negócios

Técnicos dos EUA vêm ao Brasil inspecionar frigoríficos em maio

Auditoria será uma missão técnica de rotina, afirma Abiec

Alguns frigoríficos do Brasil vão receber vistoria dos EUA em maio e, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), trata-se de uma missão técnica de rotina.

A entidade esclarece que a auditoria anunciada pelo FSIS, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, é prevista no processo de equivalência entre os sistemas de inspeção dos dois países.

Desde a reabertura do mercado em 2017, o Brasil já foi auditado em 2017, 2019, 2020 e 2022 — sem qualquer relação com medidas punitivas ou episódios de não conformidade.

A ação ocorre, em média, a cada dois anos, com foco na verificação de procedimentos técnicos e laboratoriais, como parte do protocolo de manutenção do comércio entre os países.

“O setor recebe com total transparência e naturalidade mais essa etapa e reforça sua confiança na solidez do sistema brasileiro de inspeção e no compromisso com padrões internacionais de qualidade e segurança alimentar”, disse a Abiec, em nota.

Fonte: Globo Rural

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Porto de Itajaí: 100 dias de federalização

Entre os resultados obtidos entre janeiro e abril estão o aumento do faturamento, da arrecadação e estabilidade para trabalhadores

O Porto de Itajaí completou nesta semana os primeiros 100 dias sob gestão do Governo Federal, após o processo de federalização. De acordo com o superintendente João Paulo Tavares Bastos, os resultados iniciais superaram as expectativas, com destaque para o crescimento expressivo no faturamento, o retorno da arrecadação de impostos ao município e a valorização dos trabalhadores portuários.

Vinculado atualmente à Autoridade Portuária de Santos, que é ligada ao Ministério dos Portos e Aeroportos, o Porto de Itajaí registrou um faturamento de R$ 50 milhões no período, com um aumento de 125% em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior.

“Hoje o Porto de Itajaí está forte e ‘bombando’ com navios de carga chegando a todo momento. Isso significa melhora na economia da cidade. Além disso, tivemos a melhor temporada de cruzeiros da história. Está claro que a federalização foi positiva, diferente do que diziam as fake news”, afirmou o superintendente.

Outro impacto direto foi o retorno da arrecadação do ISS (Imposto Sobre Serviços) ao município, totalizando R$ 900 mil pagos em 100 dias. O valor representa um reforço importante ao orçamento da prefeitura, que pode investir em áreas como saúde, educação e infraestrutura.

Estabilidade e valorização dos trabalhadores

A federalização também garantiu a manutenção dos empregos e salários de 74 servidores efetivos, que antes estavam sob responsabilidade da prefeitura. Agora, a folha mensal de R$ 2 milhões é custeada pela União, por meio da Autoridade Portuária de Santos.

Além disso, após 29 anos, foi anunciado um novo processo seletivo para contratação de 122 trabalhadores portuários avulsos, em parceria com o Órgão de Gestão de Mão de Obra (OGMO). O edital deve ser lançado em maio.

“Retomamos a relação com os trabalhadores, com reuniões semanais para ouvir suas demandas. Essa escuta ativa é essencial para uma gestão mais humana e eficiente”, destaca João Paulo.

A nova gestão também se responsabilizou pela quitação da dívida de R$ 48 milhões da dragagem, bem como pela manutenção do calado, fundamental para a operação do complexo portuário. A obra da dragagem de manutenção do canal de acesso também está em andamento, com previsão de publicação do edital de concessão ainda este ano.

Entre os projetos futuros está a construção de um píer turístico ao lado da Marejada, com recursos garantidos do Governo Federal. A proposta é melhorar a estrutura de recepção aos cruzeiros e ampliar o fluxo de turistas.

Outro avanço foi a criação de uma comissão nacional para acelerar a tramitação do projeto de lei que cria a Docas de Itajaí, além de uma portaria específica para acompanhar o processo de remoção do casco do navio Pallas, que está soçobrado no pontal da barra há mais de 120 anos. O projeto, avaliado em R$ 400 mil, é considerado essencial para a chegada de navios de maior porte, tornando o porto mais competitivo.

Com o pagamento de impostos ao município retomado, parte do valor poderá ser revertida para projetos culturais através da Lei de Incentivo à Cultura (LIC), organizada pelo Conselho Municipal de Políticas Culturais.

Fonte: SC Todo Dia

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Exportações da China disparam antes das tarifas

As duas maiores economias do mundo se dirigem a um divórcio que deverá se desenrolar ao longo de 2025 e mais além, depois de um mês em que as exportações da China deram um salto enorme e seu superávit comercial total chegou a quase US$ 103 bilhões.

Esse fluxo comercial cada vez mais desequilibrado é um dos problemas que o presidente dos EUA, Donald Trump, diz estar tentando resolver com suas tarifas sobre a China, que provocaram as medidas de retaliação cada vez maiores agora se transformando em uma guerra comercial.

Embora Trump tenha isentado – pelo menos por agora – muitos bens eletrônicos de consumo populares de suas tarifas de 125% sobre produtos fabricados na China, Pequim descreveu isso como um “pequeno passo” e conclamou os EUA a darem um“grande passo” para aliviar as tensões comerciais. O impasse entre ambos já vem remodelando o comércio mundial. As remessas da China para o Sudeste Asiático, por exemplo, alcançaram em março patamares próximos aos maiores da história.

A antecipação de envios antes dos grandes aumentos de tarifas impostos por Trump contra a China em abril também contribuiu para o que provavelmente foi o último boom no comércio com os EUA. Em março, o superávit comercial da China com os EUA representou mais 25% de seu total.

As exportações totais em março, em dólar, superaram as previsões e cresceram 12,4% na comparação anual, informou a agência alfandegária da China ontem, revertendo uma queda de 3% em fevereiro.

China e EUA passaram as últimas semanas presos em uma guerra comercial cad avez maior, com ambos os lados adicionando mais tarifas e barreiras ao comércio.Cada país aguarda que o outro tome a iniciativa: Trump disse estar “esperando” por uma ligação de Pequim, enquanto autoridades chinesas dizem repetidamente estar abertas a negociar, mas que não serão intimidadas a conversar.

“Para que se rompa o impasse, podem ser necessários alguns contatos intermediários privados”, disse Song Hong, vice-diretor do Institute of Economics at the Chinese Academy of Social Sciences, um importante centro de estudos governamental. “É impossível que a China venha a se submeter à intimidação dos EUA como alguns parceiros comerciais menores. Práticas irracionais, como as tarifas adicionais impostas, precisam ser eliminadas ou reduzidas para que se volte ao caminho do diálogo racional.”

As consequências do rompimento econômico dos EUA com a China provavelmente começarão a se materializar a partir de abril, com poucos sinais de que qualquer um dos lados esteja disposto a recuar e reduzir suas tarifas. Na semana passada, o Ministério do Comércio da China considerou o uso pelo governo Trump das altas tarifas – em níveis economicamente sem sentido – como uma “piada”.

Embora a perspectiva de um degelo pareça distante, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, disse no domingo no programa “This Week” da rede de TV americana ABC que já houve “abordagens amenas” dos dois lados, por meio de intermediários. “Todos esperamos que o presidente dos EUA e o presidente Xi da China resolvam isso”, disse.

O comentário de Lutnick estava entre os assuntos mais comentados na plataforma de relacionamento social on-line Weibo, que é parecida ao X, ontem à tarde, tendo atraído mais de 40 milhões de visualizações. Enquanto alguns usuários diziam que os EUA estão procurando uma saída, outros caçoavam das constantes mudanças deTrump em relação à China.

Mas para as empresas o tempo é curto demais para correr riscos.

Em março, muitas empresas provavelmente anteciparam pedidos para se adiantar às tarifas. Além disso, os dados mais recentes indicam que as empresas reorientaram as remessas para países do Sudeste Asiático. As exportações da China para a região atingiram o segundo maior nível já registrado.

Confira abaixo os principais produtos importados da China pelo Brasil em 2025. Os dados são do DataLiner:

Principais produtos importados da China | 2025 |  TEUs

Nesta semana, o presidente Xi Jinping faz sua primeira viagem internacional do ano, visitando países do Sudeste Asiático, como o Vietnã. Em março, as exportações para o Vietnã e a Tailândia atingiram quantias recorde e as para os EUA superaram os US$ 40 bilhões, um aumento de 9% na comparação anual, depois de terem caído em fevereiro.

Fonte: Datamar News

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Megaterminal em Santos avança para sair do papel e deve gerar mais de mil empregos

Mais um passo foi dado no sentido de ver instalado, na Área Continental de Santos, um mega terminal multipropósito, em um complexo porto-ferroviário que pretende criar 1.500 empregos e movimentar até 20 milhões de toneladas por ano. Na semana passada, a Justiça confirmou a validade da Licença Prévia nº 399/2011 concedida ao Terminal Portuário Brites (TPB), consolidando a regularidade ambiental  do empreendimento, um projeto da  Triunfo Participações e Investimentos.

O terminal contará com integração ferroviária e rodoviária, visando eficiência logística e redução do tráfego de caminhões nas estradas. O TPB está localizado na área conhecida como Largo de Santa Rita, entre as ilhas Barnabé e Bagres, na margem esquerda do estuário do Porto de Santos.

A infraestrutura do terminal incluirá quatro berços de atracação, sendo um para cada perfil de carga (celulose, fertilizantes, líquidos e grãos), com um dos berços projetado para receber navios com até 18 metros de calado.

Dorival Pagani Júnior, diretor de Desenvolvimento de Novos Negócios da Triunfo, pontua que a localização atende à demanda futura de carga, sendo afastada dos centros urbanos, mitigando gargalos logísticos. Além disso, diz, com operação ferroviária, o impacto nas estradas fica minimizado.

Cronograma
Os acessos rodoviários ao novo terminal serão pela Ilha de Barnabé, pela Rodovia Cônego Domênico Rangoni e Rio-Santos. Já o aquaviário será pelo canal de navegação do Porto, área nas bacias de evolução e giro e área de manobra e atracação.

O acesso ferroviário é via ramal operado pela MRS, contando ainda com ramais internos e um túnel. Além disso, será construída uma pera ferroviária, cruzando oito linhas ferroviárias que receberá trens com até 80 vagões.

Carlo Bottarelli estima que agora, com a manutenção da licença prévia (LP) e já com a ação tendo tramitado em definitivo, a empresa poderá avançar no detalhamento das providências para obtenção da licença de instalação (LI), etapa que antecede a licença de operação. “Tudo caminhando conforme previmos, devemos dar início às obras no final de 2026 e, como são ao menos três anos de obras, a previsão é de entrar em operação em 2029”.

Fonte: A Tribuna

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