Logística

Expansão ferroviária em Paranaguá deve elevar capacidade logística em 20%

A expansão ferroviária em Paranaguá avança com um novo projeto anunciado pela TCP, responsável pelo Terminal de Contêineres, em parceria com a Brado Logística. A iniciativa prevê a construção de uma terceira linha férrea e uma nova área de manobras no pátio operacional, com potencial de aumentar em aproximadamente 20% a capacidade do transporte ferroviário no local.

O investimento inclui a adição de 757 metros de trilhos, permitindo que o terminal eleve sua movimentação anual de contêineres por ferrovia de 55 mil para até 66 mil unidades até 2027.

Operação simultânea de trens aumenta produtividade

Com a nova configuração, será possível operar dois trens ao mesmo tempo, enquanto um terceiro realiza o processo de saída. Essa dinâmica deve otimizar o fluxo logístico e ampliar o volume por encoste, podendo atingir até 82 contêineres por operação.

Segundo a TCP, a integração direta entre a área alfandegada e o ramal ferroviário é um diferencial competitivo do terminal no Sul do Brasil, reduzindo etapas e aumentando a eficiência no escoamento de cargas.

Modal ferroviário ganha destaque no agronegócio

O transporte ferroviário de cargas tem se consolidado como peça-chave, especialmente no escoamento de produtos refrigerados. Em 2025, cerca de 55% da movimentação via ferrovia foi composta por contêineres reefer, com destaque para proteínas animais destinadas à exportação.

As cargas têm origem principalmente em polos agroindustriais como Cascavel e Cambé, regiões estratégicas para a produção de frango no Paraná.

Investimentos reforçam corredor logístico do Paraná

A ampliação também está alinhada à estratégia de fortalecer o corredor logístico do estado, ampliando a participação da ferrovia na matriz de transporte dos clientes, sobretudo no agronegócio brasileiro.

Nos últimos cinco anos, a TCP investiu cerca de R$ 500 milhões em melhorias estruturais. Entre as ações, destacam-se a eletrificação de guindastes RTG, a aquisição de novos veículos operacionais e a implantação de uma subestação de energia.

Impacto na competitividade do comércio exterior

A modernização da infraestrutura e a integração entre modais tornam o terminal mais competitivo, contribuindo diretamente para a eficiência da cadeia logística nacional. A expectativa é que a iniciativa fortaleça o papel de Paranaguá como ponto estratégico para exportações, especialmente nos setores de proteína animal e papel e celulose.

FONTE: Tribuna PR
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Tribuna PR

Ler Mais
Logística

Hélice naval gigante sustenta 90% do comércio global e redefine eficiência dos navios

Pouco visível ao público, a hélice naval é um dos componentes mais críticos da logística marítima global. Presente nos maiores navios porta-contêineres do planeta, essa estrutura pode pesar até 131 toneladas, medir cerca de 11 metros de diâmetro e custar até US$ 4 milhões por unidade.

Mesmo representando apenas entre 3% e 5% do custo total de uma embarcação, sua função é essencial: garantir eficiência, desempenho e continuidade nas operações que sustentam cerca de 90% do comércio mundial.

Evolução acompanha crescimento dos navios

O avanço tecnológico das hélices acompanha a evolução dos gigantes dos mares. Um exemplo é o MSC Irina, considerado um dos maiores navios do mundo, com quase 400 metros de comprimento e capacidade superior a 24 mil TEUs.

A diferença em relação ao passado é expressiva. O RMS Titanic, lançado em 1912, possuía hélices de cerca de 7 metros e 38 toneladas. Hoje, os padrões mudaram significativamente:

  • Diâmetro: entre 10 e 11,6 metros
  • Peso: entre 100 e 131 toneladas
  • Estrutura: de 4 a 6 pás
  • Material: liga de alumínio-níquel-bronze
  • Produção: até 4 meses

Produção concentrada e altamente especializada

A fabricação dessas hélices exige tecnologia avançada e precisão extrema. A alemã Mecklenburger Metallguss domina mais de 60% do mercado global, refletindo o alto nível de especialização necessário.

Pequenas variações na geometria das pás podem reduzir a eficiência do navio em até 10%, o que exige controle rigoroso em todas as etapas produtivas.

Processo industrial de alta precisão

A produção de uma hélice marítima envolve meses de trabalho e diversas etapas técnicas:

  • Modelagem digital em 3D e criação de moldes milimétricos
  • Fundição com metal a mais de 1.200 °C
  • Resfriamento controlado para evitar falhas estruturais
  • Usinagem com máquinas CNC de alta precisão
  • Acabamento manual, polimento e balanceamento

Além disso, são realizadas mais de 200 horas de inspeção, incluindo testes por ultrassom para detectar microfissuras.

Eficiência energética e impacto logístico

Hélices maiores operam com menor rotação e maior deslocamento de água, reduzindo turbulência e melhorando o consumo de combustível. Em rotas intercontinentais — como entre Ásia e Europa — isso representa ganhos significativos de eficiência.

Essas estruturas trabalham em conjunto com motores de alta potência, como os da MAN Energy Solutions e da WinGD, que podem alcançar até 100 mil hp.

Qualquer falha pode interromper operações por semanas, afetando cadeias logísticas globais. Por isso, navios desse porte passam por inspeções rigorosas e frequentemente operam com peças sobressalentes nas primeiras viagens.

Tecnologia silenciosa que sustenta o comércio

Apesar de operar longe dos olhos do público, a hélice naval é uma das engrenagens mais sofisticadas da indústria moderna. Sua combinação de escala, precisão e impacto direto na eficiência operacional mostra como tecnologias aparentemente invisíveis são fundamentais para manter o fluxo do comércio internacional.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

Ler Mais
Logística

Shopee amplia logística com maior galpão do Brasil e intensifica disputa no e-commerce

A Shopee deu um passo decisivo no mercado brasileiro ao fechar o maior contrato de locação de galpão logístico já registrado no país. A estrutura, com cerca de 220 mil metros quadrados, está localizada em Guarulhos, às margens da Rodovia Presidente Dutra — um dos principais corredores de transporte do Brasil.

O movimento reforça a estratégia da empresa de acelerar entregas e ampliar sua eficiência operacional, elevando a concorrência com gigantes como Mercado Livre e Amazon.

Contrato antecipado revela disputa por infraestrutura

Um dos pontos mais relevantes da operação é que a Shopee assinou o contrato antes mesmo da conclusão da obra. Em um cenário de baixa disponibilidade de espaços logísticos — cerca de 8% em São Paulo — a decisão demonstra antecipação estratégica.

Ao garantir o ativo previamente, a empresa não apenas assegura capacidade de expansão, como também limita o acesso de concorrentes a estruturas similares em localização privilegiada.

Localização estratégica reduz custo da última milha

A escolha de Guarulhos é considerada estratégica por sua proximidade com grandes centros consumidores e conexão direta com importantes rotas rodoviárias.

Essa localização favorece a chamada logística de última milha, etapa final da entrega e uma das mais caras do processo. Quanto menor a distância até o consumidor, maior a eficiência e menor o custo operacional.

Investimento prioriza eficiência e velocidade

O valor de locação gira em torno de R$ 45 por metro quadrado, indicando que a decisão vai além do custo imediato. A aposta está na redução do custo por entrega ao longo do tempo, por meio de escala logística, otimização de rotas e maior velocidade de processamento.

O empreendimento pertence à empresa Mark Logistics, controlada pela gestora ARIS Management, e foi projetado para operações de grande volume.

Expansão acelerada supera 1 milhão de m²

Desde 2020, a Shopee vem ampliando sua presença no Brasil com rapidez. Atualmente, a empresa soma pelo menos 16 centros de distribuição e ultrapassa 1 milhão de metros quadrados em área logística.

Esse crescimento coloca a plataforma entre as maiores operações do país, atrás apenas do Mercado Livre em infraestrutura logística.

Modelos como cross docking e fulfillment aceleram entregas

Para otimizar operações, a empresa combina diferentes modelos logísticos. O cross docking permite que produtos sejam rapidamente redirecionados sem necessidade de armazenamento prolongado.

Já o modelo de fulfillment centraliza o estoque de vendedores nos centros da Shopee, garantindo maior controle sobre embalagem, separação e envio — o que contribui para reduzir prazos e padronizar processos.

Rede descentralizada amplia capilaridade

Além dos centros de distribuição, a Shopee conta com mais de 3 mil pontos físicos espalhados pelo Brasil. Esses locais funcionam como pontos de coleta, retirada e devolução, aumentando a capilaridade logística.

Essa estratégia descentralizada aproxima a operação do consumidor final e reduz a dependência de grandes hubs.

Prazos menores elevam concorrência no setor

Os efeitos da expansão já são percebidos nos prazos de entrega. Na região metropolitana de São Paulo, parte significativa dos pedidos chega em até dois dias, com uma parcela entregue no dia seguinte.

Esse avanço pressiona concorrentes a reagirem com melhorias em frete, prazos e benefícios, elevando o nível de exigência no setor de e-commerce.

Impacto direto no consumidor e no mercado

Com entregas mais rápidas e maior previsibilidade, o consumidor tende a se beneficiar de uma experiência mais eficiente. Ao mesmo tempo, a disputa entre grandes players intensifica a competitividade por preço e serviço.

A estratégia da Shopee indica uma mudança no foco do mercado: a infraestrutura logística passa a ser um dos principais diferenciais competitivos no comércio eletrônico.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

Ler Mais
Logística

Hyundai lança caminhões a hidrogênio na América do Sul com projeto inovador no Uruguai

A Hyundai deu início à operação da primeira frota de caminhões a hidrogênio na América do Sul, marcando um avanço relevante no transporte sustentável da região. O projeto está sendo implementado no Uruguai, com oito unidades do modelo Hyundai XCIENT Fuel Cell voltadas para a logística de madeira.

A iniciativa vai além da introdução dos veículos e aposta em um modelo integrado que inclui produção de hidrogênio verde, infraestrutura de abastecimento e uso final no mesmo ecossistema.

Modelo integrado impulsiona hidrogênio verde

O projeto faz parte do chamado Projeto Kahirós, conduzido por um consórcio local que reúne empresas de energia, logística e parceiros da montadora. A proposta envolve a construção de uma planta de eletrólise abastecida por energia solar, com capacidade estimada de produzir cerca de 77 toneladas de hidrogênio verde por ano.

Com investimento aproximado de US$ 40 milhões — financiado pelo Grupo Santander e com apoio da International Finance Corporation e de um fundo ligado à ONU — o projeto prevê operação contínua ao longo da próxima década.

A estratégia adota um modelo verticalizado, no qual a produção e o consumo do hidrogênio ocorrem no mesmo local, reduzindo custos logísticos e aumentando a eficiência do sistema.

Aplicação prática ainda depende de projetos estruturados

O uso de caminhões movidos a hidrogênio ainda está concentrado em operações específicas, com rotas bem definidas e demanda previsível. No caso uruguaio, a escolha da cadeia florestal atende a esses critérios, permitindo melhor planejamento da infraestrutura e controle de custos.

Diferentemente dos caminhões elétricos a bateria, que já avançam em modelos mais amplos, o hidrogênio ainda exige projetos estruturados para garantir viabilidade econômica e operacional.

Desempenho do Hyundai XCIENT Fuel Cell

O modelo utilizado na operação, o Hyundai XCIENT Fuel Cell, já está presente em mercados como Europa e América do Norte. O caminhão combina duas células de combustível que geram potência equivalente a 245 cv, alimentando um motor elétrico de 469 cv e torque de 2.237 Nm.

O sistema conta com dez tanques de armazenamento, com capacidade total de 68 kg de hidrogênio, além de uma bateria de 72 kWh. A autonomia pode chegar a 720 quilômetros, com reabastecimento mais rápido em comparação aos veículos elétricos tradicionais.

Voltado ao transporte pesado, o caminhão suporta até 37,2 toneladas de peso bruto combinado.

Tecnologia validada, mas com desafios de escala

A Hyundai já acumula experiência global com o modelo. Na Europa, os caminhões superam 20 milhões de quilômetros rodados desde 2020, enquanto na América do Norte já ultrapassaram 1,6 milhão de quilômetros desde 2023.

Apesar da validação técnica, a expansão da tecnologia ainda enfrenta desafios importantes, como o alto custo do hidrogênio e a necessidade de infraestrutura dedicada.

O projeto no Uruguai demonstra que o hidrogênio verde no transporte é viável quando há integração entre produção, abastecimento e uso. No entanto, a ampliação para um mercado mais amplo ainda depende de avanços estruturais e econômicos.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

Ler Mais
Logística

Investimento de R$ 175 milhões fortalece logística no Nordeste com aeroportos e portos

Um novo pacote de investimentos em infraestrutura logística promete impulsionar o desenvolvimento do Nordeste brasileiro. Ao todo, R$ 175 milhões serão destinados à modernização de aeroportos e portos em cidades estratégicas, ampliando a capacidade de transporte e criando novas oportunidades para o setor.

Os recursos contemplam os municípios de Patos, Ilhéus e Cabedelo, reforçando a estratégia de descentralização das operações logísticas no país.

Obras ampliam capacidade e eficiência operacional

Os aportes incluem melhorias em aeroportos regionais e na estrutura portuária, com destaque para o Porto de Cabedelo, que tem papel relevante na movimentação de cargas no litoral nordestino.

Na prática, as intervenções devem aumentar a eficiência das operações, reduzir gargalos e melhorar o desempenho de empresas que dependem dessas rotas para distribuição de mercadorias.

Integração entre modais ganha força

Com a modernização, a expectativa é fortalecer a logística intermodal, integrando diferentes tipos de transporte, como aéreo, rodoviário e marítimo.

Essa integração cria alternativas mais ágeis e eficientes, além de aliviar a sobrecarga do transporte rodoviário, historicamente predominante no Brasil.

Regiões ganham protagonismo econômico

Os investimentos também devem estimular o crescimento econômico local. Com melhor infraestrutura, cidades como Ilhéus e Patos passam a ter mais relevância no cenário logístico nacional.

Esse avanço tende a atrair novos negócios, ampliar a presença de centros de distribuição e fortalecer cadeias produtivas regionais, especialmente nos setores industrial e comercial.

Infraestrutura logística impulsiona desenvolvimento

O pacote de investimentos reforça uma tendência crescente no país: o fortalecimento da infraestrutura logística regional como motor de desenvolvimento econômico.

Além de abrir novas rotas, a iniciativa exige adaptação das empresas a um modelo logístico mais distribuído, estratégico e eficiente, acompanhando as transformações do mercado.

FONTE: Multimodal Nordeste
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/

Ler Mais
Logística, Sem Categoria

Transnordestina avança e fortalece logística no Nordeste

A ferrovia Transnordestina voltou a ganhar destaque em debates sobre infraestrutura, consolidando seu papel como projeto estratégico para a logística do Nordeste. Em discussão recente com especialistas do setor, foram reforçados os impactos positivos da obra na competitividade regional, na integração produtiva e na redução de custos operacionais.

Mesmo após anos de desafios, a ferrovia segue como uma das principais apostas para modernizar o escoamento de cargas e impulsionar o desenvolvimento econômico da região.

Ferrovia pode transformar o escoamento de cargas

Durante o debate, especialistas apontaram que a Transnordestina tem potencial para alterar significativamente a dinâmica de transporte no Nordeste. O projeto deve beneficiar diretamente setores como o agronegócio e a indústria, ampliando a eficiência logística.

A expectativa é de redução nos custos de transporte, maior previsibilidade nas operações e menor dependência do modal rodoviário, atualmente predominante no país.

Integração com portos amplia competitividade

Outro fator estratégico é a ligação da ferrovia com portos do Nordeste, o que deve facilitar o fluxo de exportações. Essa conexão cria uma estrutura logística mais integrada, permitindo maior agilidade no envio de mercadorias ao mercado externo.

Com isso, a região tende a ganhar força no comércio exterior, aumentando sua competitividade e atraindo novos investimentos.

Eficiência e sustentabilidade no transporte

O transporte ferroviário também se destaca por sua capacidade de movimentar grandes volumes com menor impacto ambiental. A adoção desse modal contribui para operações mais eficientes e alinhadas às demandas de logística sustentável.

Além disso, o uso de trilhos reduz custos operacionais e minimiza riscos associados às oscilações típicas do transporte rodoviário.

Projeto ainda enfrenta desafios

Apesar dos avanços, a execução da ferrovia Transnordestina ainda esbarra em questões relacionadas a prazos e andamento das obras. Mesmo assim, especialistas avaliam que o projeto continua sendo essencial para o futuro da infraestrutura regional.

A expectativa é que, quando concluída, a ferrovia represente um divisor de águas para a logística no Nordeste, com impactos diretos na eficiência, na redução de custos e na expansão econômica.

FONTE: Multimodal Nordeste
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/TLSA

Ler Mais
Logística

Mercado de fertilizantes exige cautela, alerta Mapa diante de instabilidade global

O mercado de fertilizantes segue sob atenção do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que acompanha os desdobramentos do cenário internacional em 2026. Tensões geopolíticas no Oriente Médio, somadas à suspensão temporária das exportações de nitrato de amônio pela Rússia, têm provocado forte volatilidade nos preços e intensificado a disputa global por insumos agrícolas.

Como grande importador, o Brasil sente diretamente os impactos dessas oscilações, tanto nos custos quanto na disponibilidade de produtos essenciais para a produção rural.

Cadeia de suprimentos é acompanhada de perto

Diante desse contexto, o Mapa reforça o monitoramento da cadeia de suprimentos de fertilizantes e mantém diálogo com representantes do setor produtivo. O objetivo é avaliar alternativas logísticas e garantir o abastecimento nacional, minimizando riscos para a próxima safra.

A estratégia busca preservar a estabilidade do setor agrícola e evitar desabastecimento em momentos críticos.

Produtores devem evitar compras em alta especulativa

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, orienta produtores rurais a adotarem postura cautelosa. Segundo ele, o cenário internacional tem favorecido movimentos especulativos, elevando artificialmente os preços dos fertilizantes.

A recomendação é evitar aquisições em momentos de pico e aguardar maior estabilidade do mercado. “A melhor forma de enfrentar a especulação é não comprar quando os preços estão inflados”, destaca.

Acordo com a Turquia amplia alternativas logísticas

Como resposta às incertezas no Estreito de Ormuz, o Brasil firmou um acordo com a Turquia para viabilizar novas rotas comerciais. A infraestrutura portuária turca passa a ser uma alternativa estratégica para o envio de exportações agropecuárias ao Oriente Médio e à Ásia Central, sem a necessidade de transitar pelo Golfo Pérsico.

A medida contribui para reduzir riscos logísticos e ampliar a segurança nas operações internacionais.

Planejamento da safra reduz pressão imediata

De acordo com o Mapa, a safra de inverno já está praticamente concluída, o que diminui a demanda imediata por fertilizantes. A próxima fase de maior consumo deve ocorrer apenas a partir de setembro, durante o plantio da safra de verão.

Esse intervalo oferece aos produtores tempo para planejamento e tomada de decisão mais estratégica, evitando compras precipitadas em um cenário de incertezas.

Tecnologia e manejo ajudam a otimizar insumos

Além das alternativas comerciais, o setor agrícola conta com soluções tecnológicas e práticas de manejo que permitem otimizar o uso de nutrientes nas lavouras, reduzindo a dependência imediata de fertilizantes.

O Mapa afirma que continuará acompanhando o mercado global e poderá adotar novas medidas para garantir a competitividade e a segurança da agricultura brasileira.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Ler Mais
Logística

Logística em Pernambuco ganha impulso com seminário e destaca papel do associativismo

O avanço da logística em Pernambuco ganhou destaque neste mês com a realização do Seminário Itinerante da NTC&Logística 2026, ocorrido no Porto de Suape. Um dos principais nomes do encontro, o diretor comercial da CIAT Logística Integrada e diretor de Novos Negócios da Multimodal NE, Domenico Carneiro, ressaltou a importância do evento para fortalecer o setor, especialmente por meio do associativismo e da discussão sobre o piso mínimo do frete.

Segundo Domenico, iniciativas como essa são estratégicas para alinhar interesses e consolidar pautas comuns entre os transportadores. Para ele, Pernambuco precisa avançar nesse modelo colaborativo. “O associativismo transforma demandas individuais em uma pauta única para o setor, o que fortalece toda a cadeia logística”, destacou.

Evento reúne lideranças e profissionais do transporte

Promovido pela NTC&Logística em parceria com a COMJOVEM Recife, o seminário reuniu cerca de 120 participantes e marcou o primeiro encontro itinerante de 2026. O evento aconteceu no prédio administrativo do Porto de Suape, um dos principais polos logísticos do Nordeste.

A iniciativa abriu um novo ciclo de encontros pelo país, com o objetivo de aproximar a entidade dos profissionais do transporte rodoviário de cargas e estimular o desenvolvimento regional.

Pernambuco no centro das discussões logísticas

Para representantes do setor, a escolha de Pernambuco como sede reforça a relevância do estado no cenário logístico nacional. O presidente da Fetracan, Nilson Gibson Sobrinho, destacou que o encontro contribui diretamente para o fortalecimento das empresas nordestinas e para a construção de soluções conjuntas.

Já o presidente do Setcepe, Carlos Eduardo Salazar Maçães, avaliou o seminário como um momento essencial para o setor, promovendo troca de experiências, aprendizado e alinhamento de demandas.

Formação de lideranças e integração do setor

O evento também reforçou o papel da COMJOVEM na formação de novas lideranças no segmento logístico. O coordenador nacional do grupo, Hudson Rabelo, lembrou que o seminário itinerante é realizado há mais de duas décadas com o propósito de integrar empresários e profissionais do transporte.

Na mesma linha, o vice-coordenador nacional, Italo Grativol, ressaltou que encontros como esse aproximam empresários das entidades e impulsionam o desenvolvimento do setor.

Representando o núcleo local, Josemário Angelin destacou a satisfação em receber o evento em Pernambuco, enfatizando o impacto positivo para a integração e crescimento da logística regional.

Logística regional em expansão

Com debates relevantes e ampla participação, o seminário reforça o momento de transformação vivido pela logística no Nordeste, especialmente em Pernambuco, que busca consolidar sua posição como hub estratégico de transporte e distribuição no Brasil.

FONTE: Folha de Pernambuco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha de Pernambuco

Ler Mais
Logística

Canal do Panamá opera no limite com alta no transporte de GNL após conflito com Irã

O Canal do Panamá está operando em sua capacidade máxima, impulsionado pelo aumento da demanda por transporte de gás natural liquefeito (GNL) em meio ao conflito envolvendo o Irã. A informação foi confirmada pelo administrador da via, Ricaurte Vásquez, que destacou a intensificação do fluxo de embarcações nos últimos dias.

Atualmente, o canal registra a passagem diária de 36 a 38 navios, número acima da média prevista para o período.

Conflito no Oriente Médio impacta rotas marítimas

A guerra na região do Irã tem provocado mudanças significativas nas rotas marítimas globais. Com dificuldades de acesso ao Canal de Suez e o fechamento do Estreito de Ormuz, navios cargueiros — especialmente os que transportam energia — passaram a buscar alternativas para manter suas operações.

Nesse cenário, o Canal do Panamá tem se consolidado como uma rota estratégica, principalmente para o escoamento de GNL dos Estados Unidos para mercados consumidores.

Aumento da demanda por navios de GNL

Segundo a administração do canal, houve crescimento expressivo na procura por passagem de navios transportadores de gás natural liquefeito, especialmente aqueles que partem de portos norte-americanos.

Antes mesmo do início do conflito, o canal já registrava aumento no tráfego desse tipo de embarcação. Agora, a autoridade local se prepara para disponibilizar uma vaga diária para navios de GNL, número significativamente superior à média anterior de quatro por mês.

Capacidade máxima após período de restrições

O funcionamento pleno do Canal do Panamá ocorre após a recuperação dos níveis de água, afetados por uma seca recente que levou à imposição de restrições entre 2023 e 2024.

Com a normalização, a via voltou a operar no limite, superando a previsão inicial de cerca de 34 travessias diárias para o atual ano fiscal.

Manutenção não deve afetar operações

A autoridade do canal informou que o programa de manutenção programado entre março e setembro não terá impacto no fluxo de embarcações. A prioridade segue sendo garantir o transporte eficiente de cargas, especialmente em um cenário global de instabilidade logística.

Janela sazonal favorece transporte de energia

Tradicionalmente, o primeiro trimestre do ano registra queda na movimentação de navios de contêineres vindos da Ásia. Essa redução abre espaço para ampliar o número de passagens de embarcações voltadas ao transporte de commodities energéticas, como o GNL.

A tendência é que o canal continue desempenhando papel central na logística global, oferecendo uma rota mais curta e eficiente para atender à crescente demanda internacional.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Enea Lebrun

Ler Mais
Logística

Corredor logístico sustentável: ANTT inicia projeto pioneiro no Brasil

A Agência Nacional de Transportes Terrestres deu início à estruturação do primeiro corredor logístico sustentável do Brasil, em reunião realizada na última quarta-feira (19). O encontro reuniu representantes de órgãos públicos, iniciativa privada e sociedade civil para alinhar os primeiros passos do projeto.

Integração entre logística, inovação e sustentabilidade

A proposta, batizada de Conexão Litoral, busca combinar eficiência logística, uso de tecnologia e práticas de sustentabilidade ambiental. Participaram das discussões equipes técnicas da ANTT, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), do Ministério dos Transportes, além de representantes do Governo do Paraná, do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), da Portos do Paraná e da concessionária EPR Litoral Pioneiro.

O objetivo principal é criar um modelo de transporte mais moderno e integrado, capaz de atender às demandas econômicas e aos desafios impostos pelas mudanças climáticas.

Paraná como eixo estratégico do projeto

O estado do Paraná foi escolhido como base do projeto devido à sua relevância na produção agrícola e industrial. A região conta com uma estrutura logística essencial para o escoamento de exportações.

Os principais corredores rodoviários convergem para Curitiba e seguem em direção ao litoral, conectando-se ao Porto de Paranaguá. Nesse cenário, a BR-277 se destaca como principal via de ligação entre a capital, o litoral e os terminais portuários.

Impactos econômicos e geração de empregos

Durante o encontro, representantes da concessionária destacaram os benefícios esperados do corredor logístico sustentável, incluindo o fortalecimento do agronegócio, o aumento da competitividade no comércio exterior e o desenvolvimento regional.

As estimativas indicam que o projeto abrangerá cerca de 605 quilômetros de rodovias ao longo de 30 anos de concessão, com gestão de 12 trechos rodoviários. Os investimentos previstos chegam a R$ 19,6 bilhões, com potencial de geração de aproximadamente 110 mil empregos e impacto direto em 27 municípios.

Em Paranaguá, por exemplo, cerca de 44% dos empregos estão ligados à atividade portuária, evidenciando a importância estratégica da região.

Cronograma e próximas etapas

O projeto será desenvolvido em seis fases: planejamento e diagnóstico, modelagem e governança, execução, monitoramento, avaliação técnica e encerramento.

A previsão é que a execução tenha início em 21 de abril de 2026, com conclusão estimada para janeiro de 2028. A iniciativa busca consolidar um novo padrão de infraestrutura logística no Brasil, alinhando crescimento econômico com responsabilidade ambiental.

FONTE: ANTT
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alberto Ruy/ANTT

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook