Logística

Flexibilidade na logística impulsiona agilidade e competitividade

O setor logístico brasileiro está em plena transformação, impulsionado por consumidores que exigem entregas mais rápidas e personalizadas e por demandas cada vez maiores do mercado corporativo. Empresas do segmento têm adotado modelos operacionais flexíveis como forma de se diferenciar e responder rapidamente a cenários dinâmicos.

O Third-Party Logistics Study 2025 aponta que 61% dos emissores e 73% dos operadores logísticos consideram o gerenciamento de mudanças um fator crítico no mercado atual, evidenciando a importância da adaptação e da flexibilidade nas operações frente às pressões do mercado e às expectativas dos clientes.

Flexibilidade como diferencial competitivo

Conceitos como versatilidade, adaptabilidade e flexibilidade tornaram-se essenciais na estruturação de serviços logísticos modernos. Empresas como a Cargocenter têm ajustado rotas, prazos e processos conforme a necessidade do cliente, mantendo a qualidade e garantindo eficiência operacional.

Especializadas em transporte de cargas expressas e soluções personalizadas, essas empresas exemplificam como a logística ágil se tornou um diferencial estratégico. A Cargocenter, que atua no transporte aéreo e rodoviário de cargas, organiza suas operações para responder rapidamente a demandas emergenciais, comuns em operações de alto desempenho.

Flexibilidade operacional e gestão da qualidade

Segundo conceitos de gestão da qualidade, a flexibilidade logística permite ajustar atividades sem comprometer conformidade, rastreabilidade ou desempenho, desde que padrões sejam monitorados.

Estudos da Science Direct destacam que a flexibilidade está ligada à melhoria na qualidade de serviço e à capacidade de resposta em ambientes incertos. Processos adaptáveis aumentam a satisfação do cliente, mesmo diante de condições de mercado instáveis.

Desafios e estratégias no transporte de cargas

No transporte de cargas, fatores externos como trânsito, condições climáticas e atuação de terceiros tornam a adaptabilidade operacional ainda mais relevante. Para manter eficiência, empresas investem em tecnologia, monitoramento e capacitação de equipes, garantindo decisões rápidas e assertivas.

Michael Boff, diretor da Cargocenter, afirma:

“Para nós, a flexibilidade vai muito além: é cultura organizacional, é competência comportamental, refere-se à integração de capacidades da empresa que se refletem no desempenho percebido por clientes e parceiros.”

Flexibilidade e eficiência em entregas expressas

Em operações super expressas, padrões rígidos podem comprometer respostas a situações emergenciais. A gestão que equilibra flexibilidade e padrões de qualidade permite cumprir prazos, manter segurança operacional e oferecer níveis consistentes de serviço, mesmo em condições variáveis.

Competitividade e capacidade de adaptação

Em um mercado logístico cada vez mais complexo, manter capacidade de adaptação contínua é essencial para a competitividade. Empresas que alinham processos às mudanças do mercado e às necessidades dos clientes conseguem se destacar, garantindo eficiência e qualidade ao longo do tempo.

FONTE: Terra
TEXTO: Redação
IMAGEM: FreePik / DINO

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Logística

Workshop TAPA reúne mais de 100 líderes da logística e marca avanço da certificação no Brasil

São Paulo (SP) – A segurança da cadeia logística ganhou protagonismo no Brasil com a realização do primeiro Workshop TAPA na América do Sul, que reuniu mais de 100 empresários e gestores das áreas de segurança de grandes empresas de logística e transporte. O encontro teve como foco a apresentação da certificação TAPA (Transported Asset Protection Association) e os detalhes de como o processo passará a ser conduzido no país.

A certificação TAPA é uma referência internacional em proteção de ativos transportados e tem como objetivo reduzir riscos de roubos, furtos e perdas ao longo da cadeia de suprimentos, um dos principais desafios enfrentados pelo setor logístico brasileiro.

Brasil passa a contar com auditores TAPA qualificados

Durante o workshop, Marcelo Fontoura, Managing Director Brasil & Argentina da DQS, destacou que o país já está preparado para atender à demanda do mercado. “Nós temos os auditores já preparados para dois requisitos, e os requisitos extras relacionados a estacionamentos estão em processo de qualificação, que deve acontecer até março. Para cobrir o mercado brasileiro e a América do Sul, estamos completamente preparados”, afirmou.

Os dois requisitos inicialmente atendidos dizem respeito às operações de transporte e trucking, consideradas críticas dentro da cadeia logística.

Como funciona o processo de certificação TAPA

O passo a passo para a obtenção da certificação foi detalhado aos participantes. Empresas interessadas devem entrar em contato com a certificadora e preencher um formulário básico de dados, que permite mensurar a quantidade de horas necessárias para a auditoria. A partir dessas informações, a DQS devolve uma proposta formal.

Após a aprovação, é elaborado um cronograma de atividades que a empresa deve cumprir antes da auditoria final, realizada de forma presencial (in loco). A certificação tem validade de três anos, quando então é necessário passar por um novo processo de avaliação.

A auditoria é criteriosa e envolve mais de 200 itens, que vão desde a qualificação de motoristas até a forma de armazenamento dos produtos dentro dos centros de distribuição.

Roubo de cargas segue como principal ameaça

Para Fabio Barbosa, fundador e host do Bytes & Cargas e responsável por trazer a certificação ao Brasil – o roubo de cargas segue como o maior gargalo da logística nacional. “O principal problema é o roubo de cargas. Cerca de 95% dos roubos acontecem nas rodovias ou nas ruas das cidades”, destacou.

Segundo ele, os protocolos criados pela TAPA são fundamentais para garantir maior segurança e reduzir os riscos no transporte. A realização da certificação por auditores brasileiros representa um avanço importante, ao facilitar o acesso e reduzir custos para as empresas.

Interesse de grandes players do mercado

A certificação TAPA já desperta o interesse de grandes multinacionais. Artur Gonzalez, gerente regional da Amazon, ressaltou que a empresa é entusiasta do programa. “Somos entusiastas do programa e já estávamos tentando trazer a certificação para as operações da Amazon no Brasil”, afirmou.

Segurança logística como diferencial competitivo

Com o crescimento do comércio internacional e o aumento da complexidade das operações, a segurança deixou de ser apenas uma exigência operacional e passou a ser um diferencial estratégico. Empresas certificadas demonstram maior confiabilidade, alinhamento a padrões globais e capacidade de atender às exigências de grandes players do mercado internacional.

Durante o workshop, foram abordados temas como os fundamentos da certificação TAPA, as principais vulnerabilidades da cadeia logística, estratégias de mitigação de riscos, os benefícios da certificação para operadores logísticos, embarcadores e transportadores, além da importância da cultura de segurança nas organizações.

Dados reforçam urgência de padrões globais de segurança

O debate ganha ainda mais relevância diante do avanço do roubo de cargas no país. Dados da nstech indicam que os casos cresceram 24,8% em relação ao mesmo período de 2024. Embora o Sudeste siga liderando as ocorrências, sua participação caiu, enquanto regiões como Nordeste e Sul passaram a registrar aumento significativo.

O relatório também aponta mudanças no perfil das cargas roubadas, com crescimento expressivo no roubo de alimentos e aumento das ocorrências em períodos noturnos e em rodovias estratégicas, como a BR-101.

Por outro lado, empresas que investiram em monitoramento e rastreamento apresentaram redução de 32% na taxa de sinistralidade, reforçando a importância de estratégias integradas de segurança.

Parceria fortalece conexão entre certificação e mercado

A parceria entre a DQS e o Bytes & Cargas reforça o compromisso de aproximar certificações internacionais, conhecimento técnico e o mercado logístico, criando um ambiente de troca qualificada entre profissionais e tomadores de decisão.

Além do conteúdo técnico, o Workshop TAPA na América do Sul também se consolidou como um espaço de networking e geração de conexões estratégicas, alinhando segurança, competitividade e posicionamento internacional para o setor logístico.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGENS: RECONECTA NEWS

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Logística

Lustre de R$ 6 milhões chega a Santa Catarina após transporte em contêiner refrigerado

Um lustre de cristal avaliado em 1 milhão de euros — cerca de R$ 6,24 milhões — desembarcou em Santa Catarina após uma operação logística de alta complexidade. A carga chegou ao Brasil pelo terminal da Portonave, em Navegantes, depois de uma viagem marítima iniciada na Itália e realizada com controle rigoroso de temperatura.

Transporte especial preservou peça de alto valor

Destinado à decoração de uma residência, o lustre foi dividido em 40 volumes, totalizando aproximadamente uma tonelada. Para garantir a integridade da peça durante o transporte, a carga foi acomodada em um contêiner refrigerado (reefer), apesar de não se tratar de um produto perecível.

A operação foi coordenada pela Allog, empresa especializada em logística internacional. De acordo com a especialista em contas estratégicas da companhia, Franciele Ribeiro, a opção pelo transporte marítimo partiu do próprio cliente. O embarque ocorreu no porto de Livorno, com rota direta ao Brasil e tempo de trânsito de 42 dias.

Controle térmico evitou danos ao material

O uso do contêiner refrigerado teve como objetivo evitar oxidação e danos estruturais provocados por variações de temperatura e umidade. Durante toda a travessia, o ambiente interno foi mantido entre 21 °C e 25 °C, dentro dos parâmetros definidos para a preservação do cristal.

Segundo Franciele Ribeiro, o alto valor e a fragilidade da carga exigiram planejamento detalhado e acompanhamento contínuo em todas as etapas da operação, com monitoramento em tempo integral.

Monitoramento contínuo nos portos de origem e destino

Na Itália, a estufagem do contêiner foi realizada por equipes especializadas, com supervisão completa do processo e escolha criteriosa de parceiros locais. Já no Brasil, a Portonave manteve o contêiner em área dedicada a cargas com controle térmico, garantindo a estabilidade das condições ambientais.

O terminal catarinense conta com mais de 3 mil tomadas para contêineres refrigerados e sistema de monitoramento contínuo, o que assegurou a preservação da carga durante a permanência no porto.

Seguro e crescimento da demanda por cargas de alto valor

A operação também incluiu seguro contratado pelo cliente e inspeções estruturais do contêiner nos portos de origem e destino, além de acompanhamento constante para minimizar riscos de impacto ou exposição à umidade.

Segundo a Allog, cresce a demanda por operações logísticas de alto valor agregado, envolvendo itens como decoração, obras de arte, roupas e veículos de luxo. Esse tipo de carga, destaca a empresa, requer procedimentos específicos, tecnologia adequada e parceiros altamente qualificados para garantir a integridade dos bens transportados.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Allog/Divulgação/ND Mais

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Logística

Missão Panamá fortalece cooperação logística e amplia negociações entre Brasil e países da América Latina

A missão oficial do Governo Federal ao Panamá representou um avanço relevante na estratégia de integração logística e infraestrutura regional. A agenda, realizada na Cidade do Panamá, teve foco na atração de investimentos, no intercâmbio de tecnologia logística e no fortalecimento das relações econômicas entre os países.

Integrando a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, participou de encontros estratégicos que resultaram na assinatura de um acordo de cooperação e no avanço das negociações para a ampliação da malha aérea entre Brasil e Panamá, reforçando o protagonismo brasileiro na logística sul-americana.

Integração regional e Rotas Sul-Americanas

Durante a abertura do Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe 2026, o presidente Lula destacou o papel do programa Rotas de Integração Sul-Americana como eixo central do desenvolvimento regional. Segundo ele, o conjunto de obras em rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos e infraestrutura digital tem potencial para dobrar o comércio intrarregional nos próximos anos.

A iniciativa busca reduzir custos logísticos, aumentar a competitividade e aproximar mercados da América do Sul, promovendo crescimento econômico integrado.

Brasil amplia protagonismo em infraestrutura logística

Para o ministro Silvio Costa Filho, a presença brasileira no Panamá reforça o compromisso do país em liderar a agenda de infraestrutura, aviação e setor portuário na região. De acordo com ele, a missão teve como objetivo aprofundar reuniões bilaterais e identificar oportunidades concretas de parcerias estratégicas.

O foco, segundo o ministro, está na ampliação da cooperação técnica e no estímulo a investimentos que fortaleçam a infraestrutura brasileira e a conexão com países vizinhos.

Cooperação portuária e criação de corredor verde

Um dos principais resultados da missão foi a assinatura de um Memorando de Entendimento entre Brasil e Panamá voltado à cooperação portuária. O acordo estabelece quatro eixos prioritários:
aumento da competitividade logística, descarbonização, modernização tecnológica com uso de inteligência artificial e Big Data e capacitação profissional.

O documento também prevê estudos para a implantação de um Corredor Verde entre o Brasil e o Canal do Panamá, rota estratégica que movimenta cerca de 5,8 milhões de toneladas de cargas por ano. A proposta é incentivar o uso de combustíveis sustentáveis, alinhando eficiência operacional às metas globais de redução de emissões de carbono.

Canal do Panamá e impacto no comércio brasileiro

A agenda incluiu ainda uma visita técnica às eclusas de Cocolí, estrutura fundamental que conecta os oceanos Atlântico e Pacífico. A comitiva conheceu de perto o funcionamento do canal, por onde transitam milhões de toneladas de cargas brasileiras anualmente.

O Canal do Panamá é considerado um corredor logístico estratégico para o Brasil, especialmente nas relações comerciais com a Ásia e a América do Norte, ao reduzir distâncias e custos no transporte marítimo internacional.

Articulação política e encontros bilaterais

No campo diplomático, o ministro acompanhou o presidente Lula em reunião com o presidente do Chile, José Antonio Kast, reforçando o diálogo político e econômico entre os países. A comitiva também participou do Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe, promovido pelo CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina.

Ainda na quarta-feira (28), representantes do governo brasileiro se reuniram com o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, em encontro bilateral voltado ao debate sobre infraestrutura física, investimentos e integração logística, com o objetivo de destravar gargalos e impulsionar o comércio regional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR

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Logística

Saída da FedEx do Brasil deve influenciar preços e volumes no setor de logística

A decisão da FedEx de encerrar suas operações domésticas no Brasil deve gerar impactos significativos no mercado de logística. A saída da empresa abrirá espaço para que concorrentes locais absorvam os volumes antes atendidos pela multinacional, movimentando a cadeia logística nacional.

As coletas domésticas da FedEx continuarão programadas até 6 de fevereiro de 2026, e as entregas já contratadas serão realizadas conforme o planejado, garantindo continuidade aos clientes durante o processo de transição.

Faturamento de R$ 1,7 bilhão retorna ao mercado

Com a saída da FedEx, aproximadamente R$ 1,7 bilhão em faturamento deve retornar ao setor, abrindo oportunidades para ajustes estratégicos entre transportadoras e operadores logísticos. Além de impactar volumes, a mudança pode provocar recomposição de preços, à medida que embarcadores reavaliam custos, contratos e modelos de contratação.

“Trata-se de um volume relevante que retorna ao mercado em um curto intervalo de tempo. O ponto central é garantir uma transição sem ruptura operacional, com nível de serviço adequado e previsibilidade”, comenta Agapito Sobrinho, presidente da BBM Logística.

Impactos para embarcadores e transportadoras

O movimento reforça a necessidade de planejamento estratégico para empresas que dependem de transporte nacional, estimulando concorrência e ajustes nos custos logísticos. Especialistas apontam que a saída da FedEx pode criar oportunidades para transportadoras regionais ampliarem sua atuação, oferecendo soluções mais competitivas e eficientes.

FONTE: Veja Negócios
TEXTO: Redação
IMAGEM: Karim Sahib/AFP/VEJA

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Logística

Trabalho temporário cresce 4,5% em 2025 impulsionado pela logística do e-commerce

O trabalho temporário no Brasil encerrou 2025 em alta, com mais de 2,5 milhões de contratos firmados, o que representa um crescimento de 4,5% em comparação com 2024. Os dados são da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (ASSERTTEM), que também aponta que cerca de 500 mil trabalhadores desse total foram efetivados ao longo do ano.

Último trimestre concentra avanço das contratações

Entre outubro e dezembro de 2025, período marcado por maior aquecimento do mercado, foram registrados 522 mil contratos temporários. O volume corresponde a um avanço de 5,1% em relação ao mesmo trimestre de 2024, quando houve 497 mil admissões, segundo levantamento da entidade.

Logística e comércio eletrônico lideram crescimento

De acordo com a ASSERTTEM, o principal motor da expansão do emprego temporário em 2025 foi o comércio eletrônico, especialmente nas áreas de logística e distribuição. O desempenho do setor reflete o avanço da digitalização e a mudança no comportamento do consumidor, que seguem ampliando a demanda por mão de obra flexível.

Além do e-commerce, as grandes redes de varejo também tiveram papel relevante nas contratações, assim como a agroindústria e o turismo, segmentos que mantiveram um ritmo consistente de admissões ao longo do ano.

Flexibilidade explica uso crescente do modelo

Para a associação, o resultado confirma a relevância do regime de trabalho temporário como ferramenta estratégica de gestão de pessoas. O modelo tem sido utilizado para lidar com oscilações econômicas, sazonalidade e a necessidade de flexibilidade operacional em diferentes setores da economia.

Segundo o presidente da ASSERTTEM, Alexandre Leite Lopes, o movimento foi puxado principalmente pelas demandas típicas do fim de ano. “O aumento do consumo, a logística ligada ao e-commerce, o turismo e as datas sazonais tiveram papel central nesse desempenho”, afirmou em nota.

Desempenho individual aumenta chances de efetivação

Lopes destacou ainda que o baixo nível de desemprego no país impõe desafios à contratação de trabalhadores temporários, sobretudo em funções operacionais. Ainda assim, ele ressaltou que as agências de trabalho temporário têm experiência para apoiar as empresas na seleção de profissionais adequados.

O presidente da entidade também afirmou que o desempenho do trabalhador é decisivo para a efetivação. “As empresas valorizam profissionais responsáveis, engajados e dispostos a aprender. Quem demonstra comprometimento tem chances reais de ser efetivado ao fim do contrato ou em um momento posterior”, concluiu.

FONTE: Info Money
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

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Logística

Portonave mantém liderança como terminal portuário com a melhor produtividade do país 🏆

Em 2025, foram movimentados 1,1 milhão de TEUs, com média de 114 Movimentos por Hora (MPH), e destaque nas exportações e importações de diversos produtos 🚢

Pelo segundo ano consecutivo, a Portonave, primeiro terminal portuário privado do Brasil, é líder em produtividade no segmento portuário nacional. No último ano, foram movimentados 1.108.029 TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) com uma produtividade de navio de 114 Movimentos por Hora (MPH) – a maior entre todos os portos brasileiros, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).

Na exportação, os produtos mais movimentados foram carne congelada, madeira e derivados e papel. Na importação, os produtos com maior número foram maquinário, têxtil e plásticos. O principal mercado das exportações foi a China. Na sequência, esse pódio foi ocupado pelo Japão (segundo) e Filipinas (terceiro). Na importação, a China também lidera e, sucessivamente, estão o Vietnã (segundo) e a Itália (terceiro).

Ao longo de 18 anos de operação, a Portonave recebeu 10 mil escalas de navios e movimentou 14.785.828 TEUs. Para manter sua competividade, atualmente, executa um pacote de investimentos que totaliza R$ 2 bilhões – a modernização do cais e a aquisição de novos equipamentos. Com o cais mais robusto, com profundidade de 17 metros, navios de até 400 metros de comprimento poderão ser recebidos, e guindastes modernos e de maior capacidade serão instalados – com previsão para o segundo semestre deste ano. Assim, a capacidade do Terminal Portuário, de 1,5 milhão de TEUs, aumentará para 2 milhões de TEUs.

Entenda o MPH 📈

A produtividade é um dos indicadores utilizados para medir a eficiência de um terminal portuário. Consiste na quantidade de Movimentos por Hora (MPH) realizados durante a operação de carga e descarga dos contêineres, desde o primeiro contêiner até o último movimentado na operação por navio. No cais da empresa, os movimentos são realizados por até seis portêineres, guindastes de uso portuário.

Obra do cais 🏗️

A adequação não consiste em ampliar a infraestrutura existente, mas em modernizá-la. Iniciada em janeiro de 2024, a primeira fase da obra de adequação foi finalizada em outubro de 2025. Com isso, as atividades seguiram para a segunda fase, prevista para ser concluída no segundo semestre de 2026. Além do ganho operacional, a adequação é uma oportunidade para maior descarbonização nas operações. Após a obra, será possível instalar o shore power, sistema para o fornecimento de energia elétrica para embarcações atracadas. Atualmente, cerca de 1,1 mil profissionais estão dedicados às atividades no cais e nos canteiros de obras.

Sobre a Portonave ✅

A empresa está localizada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. No ranking nacional, em 2025, a Portonave é a 4ª colocada na movimentação de contêineres cheios de longo curso no país, com 9% de participação, de acordo com o Datamar. Atualmente, gera 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos.

Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade. Em 2025, foi reconhecida com o Selo Diamante de Sustentabilidade pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e como a 8ª melhor empresa de grande porte para se trabalhar em Santa Catarina, segundo o Great Place to Work (GPTW).

FONTE E IMAGEM: Assessoria de Imprensa Portonave

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Logística

Recuo da FedEx no Brasil escancara crise das transportadoras com custos elevados e infraestrutura deficiente

O encerramento das entregas domésticas da FedEx no Brasil, anunciado no início do mês, evidencia problemas estruturais que vêm afastando grandes transportadoras do país. A decisão da multinacional americana se soma a uma sequência de saídas registradas nos últimos anos, impulsionadas por custos logísticos elevados, infraestrutura deficiente e insegurança operacional.

De acordo com o Índice de Desempenho Logístico do Banco Mundial, que avalia a qualidade da infraestrutura ligada ao comércio e ao transporte, o Brasil obteve nota 3,2 em uma escala que vai até 5, refletindo dificuldades históricas do setor.

Subinvestimento em infraestrutura limita competitividade

Para Cláudio Frischtak, ex-economista do Banco Mundial e sócio-gestor da Inter.B Consultoria, a saída da FedEx não é um episódio isolado. Segundo ele, o país enfrenta um subinvestimento crônico em infraestrutura, aliado à complexidade do sistema tributário.

“O Brasil investe cerca de um terço do que deveria em transporte. Estamos falando de portos, aeroportos e rodovias, com um nível de investimento muito abaixo do necessário”, avalia.

Frischtak observa que a FedEx optou por deixar especificamente a operação de última milha, mantendo atividades voltadas a entregas internacionais e soluções de supply chain, segmentos que oferecem maior previsibilidade de receita. Já a última etapa da entrega ao consumidor final envolve margens reduzidas e riscos elevados.

Reposicionamento global e peso do mercado brasileiro

Segundo Paulo Resende, diretor do Núcleo de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral (FDC), a decisão também reflete um reposicionamento estratégico global da empresa. A FedEx vem concentrando esforços em operações B2B, logística integrada e cadeias globais de suprimentos.

Apesar de manter entregas domésticas em outros países, o Brasil apresenta fatores específicos que pesaram na decisão. “O país tem o maior custo logístico entre as 20 maiores economias do mundo. Esse custo representa 13,85% do PIB, sem considerar estoques. Nos Estados Unidos, é 8,8%. Na Índia, 9,8%”, destaca Resende.

Dependência rodoviária e déficit de mão de obra

O consultor Marco Antonio Oliveira Neves, proprietário da Tigerlog, lembra que a FedEx adquiriu a Rapidão Cometa em 2012, apostando em escala e rentabilidade no mercado brasileiro — expectativa que não se concretizou.

Para Neves, falhas regulatórias, baixo cumprimento das normas e a dependência excessiva do transporte rodoviário tornam o ambiente pouco atrativo. Mais de 65% das mercadorias no Brasil circulam por estradas, muitas em más condições, elevando gastos com diesel, pneus e manutenção, além de aumentar o tempo de viagem.

Outro gargalo crítico é a escassez de motoristas profissionais. “Existe um déficit enorme. Muitas transportadoras têm caminhões parados por falta de condutores. A profissão perdeu atratividade por salários, descontos, longos períodos longe da família e más condições de trabalho”, afirma.

Insegurança e roubo de cargas elevam custos

A insegurança logística é outro fator decisivo. Resende aponta que o risco de roubo de cargas obriga empresas a ampliar gastos com segurança e seguros. Dados da NTC&Logística indicam que, em 2024, foram registrados 10.478 roubos de carga, com prejuízo estimado em R$ 1,2 bilhão.

Além disso, as indenizações de seguros de transporte somaram R$ 904 milhões no primeiro trimestre de 2025, alta de 46,5% na comparação anual. “No Brasil, investe-se muito para evitar o roubo: rastreamento, bloqueio remoto, travamento de motor, seguro do veículo e da carga”, explica Resende.

E-commerce muda dinâmica do setor

Na avaliação de especialistas, o avanço acelerado do comércio eletrônico transformou profundamente o mercado. A última milha tornou-se altamente competitiva, com margens mínimas, informalidade e pressão sobre preços.

Resende observa que grandes varejistas passaram a investir em logística própria, contratando transportadoras apenas para trechos específicos. A entrega final ficou concentrada em operadores regionais, enquanto a inteligência logística passou a ser controlada por plataformas como Mercado Livre, Amazon e Shopee.

“Empresas que não têm foco em e-commerce tendem a se realocar. No Brasil, isso significa menos players e operações mais concentradas”, afirma.

Neves acrescenta que o crescimento do e-commerce também pressionou o mercado de galpões logísticos, elevando preços e reduzindo espaço para operadores tradicionais. “Hoje, a entrega é feita por carros, vans ou motoristas cadastrados em aplicativos. Antes, isso era papel exclusivo das transportadoras”, conclui.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/O Globo

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Logística

Galpões logísticos ganham impulso com Reforma Tributária e mantêm demanda aquecida em 2026

O mercado de galpões logísticos encerrou 2025 em forte expansão e deve ganhar um novo impulso em 2026, especialmente nas regiões próximas à capital paulista. A expectativa do setor é de que a Reforma Tributária amplifique a procura por imóveis logísticos, sobretudo no raio de até 30 quilômetros de São Paulo, principal polo de consumo do país.

Estoque cresce e vacância segue baixa

De acordo com dados do Grupo EREA, especializado em real estate logístico, o estoque total de condomínios logísticos no Brasil atingiu 43,7 milhões de metros quadrados em 2025, crescimento de 8% em relação ao ano anterior. A taxa de vacância permaneceu em patamar reduzido, em 7,3%, sinalizando um mercado ainda pressionado pela demanda.

Nos recortes mais disputados da Grande São Paulo, o avanço foi ainda mais expressivo. O estoque no Raio de 30 km cresceu 10%, alcançando 12,3 milhões de m², enquanto no Raio de 15 km a alta foi de 18%, totalizando 1,6 milhão de m².

Novos projetos se concentram perto da capital

O volume de novo estoque aumentou 43% no país, chegando a 3,4 milhões de m² em 2025. O destaque ficou novamente com a capital paulista: no Raio de 30 km, os lançamentos avançaram 89%, para 1,2 milhão de m², e no Raio de 15 km houve uma expansão expressiva de 1.109%, atingindo 300 mil m².

Aluguéis sobem acima da inflação

Segundo Clarissa Etcheverry, sócia-fundadora do Grupo EREA, a tendência é de continuidade na valorização dos aluguéis. Em 2025, os preços de locação de galpões logísticos subiram, em média, 11% no país. Como o IPCA acumulado foi de 4,26%, o ganho real ficou em 6,7% acima da inflação.

Na Grande São Paulo, a pressão foi ainda maior. No Raio de 30 km, os valores avançaram 17%, o que representa 12,7% de ganho real. O preço médio pedido nessas regiões chegou a R$ 44,40 por metro quadrado, refletindo a disposição dos inquilinos em pagar mais para reduzir custos operacionais e de transporte.

E-commerce e operadores logísticos lideram locações

Os principais motores da demanda seguem sendo o e-commerce e os operadores logísticos (3PL). Juntos, esses segmentos responderam por mais de 50% das locações de galpões no Brasil em 2025, com participações de 34% e 35%, respectivamente.

Quanto mais próximo da capital paulista, maior a concentração desses setores. No Raio de 30 km, o e-commerce ficou com 54% das locações, enquanto os operadores logísticos responderam por 19%. Já no Raio de 15 km, o e-commerce representou 45%, e os 3PL, 36%.

Projeções indicam mercado firme em 2026

Apesar de um cenário macroeconômico desafiador, marcado por juros elevados e tensões no comércio internacional, o Grupo EREA projeta manutenção da demanda aquecida. Para o estoque futuro especulativo, o preço pedido no Raio de 30 km já alcança R$ 44/m², bem acima da média de R$ 35,60/m² registrada em 2025.

No Raio de 15 km, a expectativa é de elevação para R$ 45,40/m², frente aos R$ 44,40/m² do ano anterior. Em nível nacional, a previsão é de 3,1 milhões de m² adicionados ao estoque em 2026, uma queda de 9% em relação a 2025, mas com maior foco nas áreas mais estratégicas.

São Paulo segue como principal termômetro do setor

Nos arredores da capital, o cenário se inverte. A estimativa é de crescimento de 15% nos lançamentos no Raio de 30 km, para 1,35 milhão de m², e de 21% no Raio de 15 km, para 303 mil m². A taxa de pré-locação reforça o aquecimento: 61% do novo estoque do Raio de 30 km já está pré-alocado ou em negociação avançada.

Reforma Tributária deve redesenhar a logística

Para os executivos do EREA, o principal catalisador de mudanças em 2026 será a Reforma Tributária, que promove a transição da tributação na origem para o destino final do consumo. Historicamente, indústrias e varejistas se instalaram em regiões distantes dos grandes centros para aproveitar incentivos fiscais, mesmo com custos logísticos mais elevados.

Com a redução gradual desses benefícios, a eficiência logística tende a se tornar decisiva. A proximidade dos grandes mercados consumidores deve ganhar ainda mais peso nas decisões de localização.

Segundo Leandro Bassoi, CEO do EREA, empresas já avaliam quando deixará de ser vantajoso manter operações distantes dos centros urbanos. A expectativa é de uma reorganização progressiva das operações logísticas entre 2026 e 2033, período de transição da reforma, com maior concentração em regiões como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e outros grandes polos de consumo.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Grupo EREA

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Logística

Argentina investe R$ 532 milhões na Rota Bioceânica para acelerar exportações ao mercado asiático

A Argentina anunciou um investimento de até US$ 100 milhões (cerca de R$ 532 milhões) para acelerar as obras da Rota Bioceânica, corredor logístico estratégico que liga o Atlântico ao Pacífico por meio de Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. A iniciativa busca reduzir custos logísticos, encurtar distâncias até a Ásia e tornar as cadeias de suprimento sul-americanas mais competitivas.

Estimativas oficiais indicam que o projeto pode gerar redução de até 30% nos custos de transporte, em um cenário de crescente disputa por mercados internacionais e rotas mais eficientes.

Como foi estruturado o financiamento das obras

O aporte financeiro foi viabilizado por meio de um empréstimo junto ao Fonplata, autorizado pela Câmara de Deputados da província de Salta em 2025 e formalizado pelo Decreto nº 22/2026. Os recursos serão direcionados à aceleração de trechos críticos no norte argentino, onde ainda há segmentos sem pavimentação e limitações de segurança para o tráfego de cargas pesadas.

Além da pavimentação, o pacote contempla recuperação estrutural e melhorias na segurança viária, com foco em garantir maior previsibilidade ao transporte rodoviário de longa distância.

Trechos estratégicos recebem prioridade

Um dos principais focos das intervenções é a Ruta Provincial 54, entre Pozo Hondo e Misión La Paz. O trecho terá 147 quilômetros contemplados pelas obras, incluindo 28 quilômetros ainda não asfaltados, considerados um gargalo logístico que encarece fretes e aumenta o desgaste de veículos.

A expectativa é eliminar pontos críticos que impactam diretamente o custo e o tempo das operações de exportação.

Alternativa terrestre ao Canal do Panamá

Com extensão superior a 2.400 quilômetros, a Rota Bioceânica conecta regiões produtoras do interior do Mercosul a portos chilenos no Pacífico, criando uma alternativa terrestre ao transporte marítimo via Canal do Panamá.

A redução de distâncias pode encurtar o tempo de viagem em até 15 dias para embarques com destino à Ásia, especialmente de grãos, carnes e minérios, setores-chave das exportações regionais.

Infraestrutura moderna aumenta confiabilidade logística

As melhorias incluem pistas adequadas, acostamentos modernizados e traçados ajustados para cargas pesadas, o que tende a elevar a confiabilidade do transporte internacional. Exportadores, transportadoras e operadores logísticos passam a operar com menor risco de atrasos, redução de custos de manutenção e maior previsibilidade de entrega.

Integração aduaneira e digital nas fronteiras

Além das obras físicas, o plano argentino prevê a modernização dos processos aduaneiros e a integração digital entre órgãos de fronteira. Parte dos recursos será aplicada na implantação de um complexo de controle integrado, conectado aos sistemas aduaneiros do Paraguai.

O modelo reduz filas, burocracia e tempo de espera nas fronteiras, permitindo análise antecipada de dados de cargas e veículos. A proposta segue padrões já adotados em corredores logísticos da Europa e da Ásia.

Impactos econômicos e logísticos esperados

Especialistas apontam a Rota Bioceânica Mercosul–Pacífico como uma solução complementar ao Canal do Panamá, especialmente em períodos de congestionamento ou restrições operacionais. Cadeias produtivas que demandam prazo reduzido ou maior flexibilidade logística tendem a se beneficiar do corredor terrestre e de novos hubs portuários no norte do Chile.

Entre os principais fatores que sustentam a redução de custos estão:

  • Encurtamento do trajeto entre centros produtores e portos do Pacífico
  • Menos atrasos em fronteiras, com controles integrados e sistemas digitais
  • Infraestrutura mais eficiente, com menor consumo de combustível e tempo de viagem
  • Estímulo a investimentos privados em terminais, armazéns e serviços logísticos

Perguntas frequentes sobre a Rota Bioceânica

A rota será usada apenas para cargas?
A prioridade é o transporte de cargas, mas o corredor também poderá ser utilizado por veículos de passageiros, conforme as normas de cada país.

Quais setores devem utilizar mais a rota?
Agropecuária, mineração, indústria de alimentos processados e bens manufaturados de exportação estão entre os principais usuários esperados.

O investimento cobre toda a obra?
O aporte de US$ 100 milhões é direcionado principalmente ao trecho argentino e não contempla todas as obras necessárias nos demais países envolvidos.

Há potencial para investimentos privados?
A melhoria da infraestrutura e da previsibilidade logística tende a atrair investimentos privados em centros de distribuição, terminais de carga e serviços de apoio ao transporte internacional.

FONTE: Terra Brasil Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Governo do MS

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