Logística

MT-140: Estrada precária gera prejuízo de R$ 50 mil em única chuva

A MT-140, uma das principais rotas de escoamento agrícola da região, voltou a expor produtores e caminhoneiros a prejuízos elevados após as primeiras chuvas. A falta de infraestrutura adequada provoca tombamentos, atolamentos e paralisações frequentes, interrompendo o transporte de milho, soja, algodão e outras culturas.

Enquanto municípios, consórcios e o governo estadual discutem quem deve assumir a manutenção da rodovia, o impasse prolonga uma rotina de perdas econômicas e compromete a competitividade do setor.

Produtores acumulam perdas e relatam abandono

O agricultor Lucas Pasqualotto foi um dos atingidos. Um caminhão carregado dentro da fazenda tombou ao tentar avançar pelo trecho mais crítico. “Era uma carga de 900 sacos de milho. Com a chuva, perdemos tudo”, afirma. O prejuízo estimado chega a R$ 50 mil.

Para a família Pasqualotto, que cultiva quatro mil hectares, o problema se repete a cada chuva. “De seis meses para cá, já é a terceira vez. Todo ano é a mesma coisa: caminhão atolado, produto perdido, prejuízo atrás de prejuízo”, relata Osvaldo Pasqualotto.

A sensação, diz ele, é de impotência. “Colhemos com cuidado para entregar alimento nas cidades, mas boa parte se perde no caminho por causa da estrada abandonada.”

Falta de infraestrutura reduz competitividade do agronegócio

Produtores destacam que o custo logístico só aumenta. Alberto Chiapinotto, com quatro décadas na região, afirma que uma chuva de 50 milímetros já é suficiente para bloquear a passagem. “Estamos há 40 anos aqui e não houve nenhuma melhoria definitiva.”

Ele reforça que a precariedade impacta até serviços básicos: “As crianças ficam sem poder ir para a escola”. A Agrícola Irmãos Chiapinotto cultiva mais de dois mil hectares de soja e milho em Juscimeira.

O frete, segundo Alberto, chega a custar 50% acima do valor de mercado, reduzindo a margem do produtor. “Perdemos cerca de 12% no preço do grão comparado a outras regiões por causa da logística.”

A estimativa é que a área produtiva atendida pela MT-140 ultrapasse 200 mil hectares, com aproximadamente 50 produtores dependentes da rodovia.

Caminhoneiros enfrentam filas, danos e risco diário

Para garantir o escoamento, fazendas têm mobilizado máquinas próprias. “Precisamos desengatar trator, puxar caminhão, tapar buracos. A chuva mal começou e os problemas já começaram também”, diz Ezequiel Victor, gerente da Girassol Agrícola, que trabalha com 8,2 mil hectares de lavoura e 7,5 mil hectares de eucalipto.

Caminhoneiros ficam horas parados aguardando ajuda. “Já era para eu estar carregando. Todo ano é essa luta”, reclama Dionísio da Silva Campos, que critica a falta de reparos antes do período chuvoso.

Para Daniel Luiz, que também enfrentou um atoleiro, a experiência foi suficiente: “Primeira e última vez que passo aqui. Estraga pneu, mola, tudo.”

Impasse político trava solução definitiva desde 2024

O trecho mais problemático, de pouco mais de 15 km, está oficialmente sob responsabilidade de Santo Antônio de Leverger, mas nunca recebeu manutenção adequada. Como Juscimeira está muito mais próxima, o município tenta assumir o controle para realizar obras.

“Juscimeira já recuperou seus quatro quilômetros na MT-140, mas não temos autorização para avançar. A lei que transfere o trecho está parada desde 2024”, explica o prefeito Alexandre Russi, que destaca possuir recursos, máquinas e equipe pronta para atuar.

A distância é um fator decisivo: são 60 km até Juscimeira e 150 km até Santo Antônio de Leverger, o que torna inviável o atendimento por parte do município responsável.

Segundo o prefeito, há um convênio de R$ 12,8 milhões com o governo estadual, via Cidesasul, para manutenção de diversas MTs, e outro acordo está em andamento para ampliar os serviços na região.

A Aprosoja-MT também acompanha o caso. Para o delegado Rogério Berwanger, a situação é recorrente: “As primeiras chuvas já mostram o mesmo problema de todos os anos, causado pela indefinição administrativa.”

Em nota, a Sinfra-MT informou que há convênio com o Cidesasul para manter trechos não pavimentados da MT-140 e outras rodovias estaduais, sem previsão de pavimentação.

Para os produtores, no entanto, só uma intervenção sólida resolverá o problema. Como resume Osvaldo Pasqualotto: “Tem que ser um trabalho bem-feito, levantar, cascalhar e recuperar de verdade.”

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Logística

Hidrovias do Arco Norte impulsionam logística do agronegócio brasileiro

As hidrovias do Arco Norte consolidaram-se como uma das principais rotas logísticas do país, deixando para trás o papel de corredor complementar. Dados da Conab mostram que, entre janeiro e outubro de 2025, foram movimentadas 49,7 milhões de toneladas de soja e milho pelos rios da região.

Conectando o Centro-Oeste aos portos da Amazônia, essa infraestrutura redesenhou o mapa logístico nacional. Segundo o Boletim Logístico (nov/2025), os terminais do Norte foram responsáveis por 37,2% das exportações de soja e 41,3% das exportações de milho realizadas no período.

Região deixa de ser apoio e vira rota estratégica

Os números confirmam a mudança de escala: o Norte se tornou a alternativa mais eficiente para o escoamento da safra, reduzindo distância e custos logísticos em comparação às rotas tradicionais do Sul e Sudeste.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, essa virada representa um avanço estrutural. Ele afirmou que o Arco Norte “deixou de ser promessa para se tornar realidade”, destacando que mais de 40% do milho e mais de um terço da soja do país já deixam o Brasil por esses corredores — resultado direto de maior competitividade, eficiência logística e acesso mais ágil aos mercados internacionais.

Integração multimodal fortalece o sistema de navegação

O Arco Norte opera a partir de uma estrutura multimodal, combinando transporte rodoviário e fluvial. As cargas chegam a polos como Miritituba/Itaituba (PA), Porto Velho (RO) e Caracaraí (RR), onde são transferidas para comboios de barcaças que seguem pelos rios Tapajós, Madeira e Amazonas até portos em Itacoatiara (AM), Santarém (PA) e Barcarena (PA).

Esse arranjo reduz trechos rodoviários longos, encurta o acesso a mercados da Europa e Ásia e eleva a eficiência operacional — o transporte por barcaças pode ser até 50% mais econômico do que o modal rodoviário em percursos extensos.

O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, ressaltou que a previsibilidade dos rios é essencial para manter o sistema funcionando. Segundo ele, contratos de manutenção contínua e de longo prazo substituem a lógica emergencial, garantindo segurança, regularidade e sustentabilidade ao transporte.

Governo investe em infraestrutura, manutenção e modernização da frota

A Secretaria Nacional de Hidrovias concentra esforços em três linhas: manutenção da navegabilidade, expansão da infraestrutura e renovação da frota fluvial.

Contratos plurianuais de dragagem e sinalização nos rios Amazonas e Solimões, já em execução, somam mais de R$ 370 milhões ao longo de cinco anos. Paralelamente, o Fundo da Marinha Mercante tem financiado a construção de centenas de barcaças e dezenas de empurradores. Muitos desses equipamentos estão sendo fabricados em estaleiros do Amazonas, impulsionando empregos e reforçando a indústria naval regional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Logística

STF restabelece cobrança do SSE e afeta movimentação de contêineres no Espírito Santo

A determinação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 7 de outubro, reativou a cobrança do Serviço de Segregação e Entrega (SSE). A taxa incide sobre a movimentação de contêineres desde a pilha comum — onde são descarregados dos navios — até a etapa de retirada pelo importador. A cobrança havia sido autorizada pela Antaq em 2022, mas posteriormente suspensa pelo TCU, o que levou a uma disputa entre os órgãos. A decisão do STF devolveu validade à norma da agência reguladora e reacendeu o debate sobre os efeitos dessa intervenção na logística portuária.

Operações mais lentas e contêineres acumulados

Com o impasse jurídico reinstalado, terminais portuários em todo o país passaram a enfrentar lentidão nas operações. A AGU pediu ao Supremo, na última quarta-feira (3), que a decisão fosse reconsiderada. No Espírito Santo, o Terminal Portuário de Vila Velha (TVV) — único responsável pela movimentação de contêineres no Estado — retomou a cobrança em 24 de novembro. Empresários relatam que o fluxo desacelerou e que cargas permanecem paradas por mais de uma semana, provocando gargalos quando novos navios chegam.

Um empresário ouvido pela reportagem afirmou que processos antes automáticos agora precisam passar pelo departamento jurídico das companhias importadoras, o que aumenta o tempo de liberação de mercadorias. Segundo ele, os impactos da decisão já são sentidos diretamente pelos clientes.

O Sindiex, que representa exportadores e importadores capixabas, informou que acompanha a situação.

Posicionamento do TVV

Em nota, a concessionária Log-In, responsável pelo TVV, afirmou que a decisão do STF restabeleceu a eficácia da resolução da Antaq e confirmou que cabe à agência — e não ao TCU — regular tecnicamente o SSE. Segundo o terminal, a cobrança é considerada legal e faz parte da estrutura tarifária do setor há mais de 15 anos.

A empresa destacou que, após a decisão judicial, dedicou quase um mês para ajustar procedimentos internos e garantir previsibilidade aos usuários. No entanto, informou que os portos secos, beneficiários diretos do serviço em regime de DTC (Declaração de Trânsito de Contêiner), não implementaram as medidas necessárias para facilitar as retiradas de carga, o que teria prejudicado o fluxo operacional.

O TVV disse ainda que precisou reorganizar processos e incluir os consignatários nas etapas de retirada dos contêineres para evitar interrupções. As mudanças, segundo a concessionária, geraram adaptações documentais e procedimentais, mas foram adotadas com transparência e seguindo o marco regulatório. O terminal afirmou que permanece trabalhando para restabelecer a normalidade e manter diálogo com os agentes públicos e privados envolvidos, priorizando eficiência e previsibilidade.

FONTE: Gazeta
TEXTO: Redação
IMAGEM: Carlos Alberto Silva

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Logística

Governo prepara Plano Nacional de Logística para orientar o transporte no Brasil até 2050

O governo federal está desenvolvendo um novo Plano Nacional de Logística (PNL), que definirá as diretrizes do transporte e da logística brasileiros até 2050. A proposta busca projetar cenários de longo prazo e estabelecer prioridades estratégicas para ampliar a eficiência da mobilidade de cargas e pessoas no país.

Foco no transporte hidroviário
Responsável pela Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação — criada em abril do ano passado — Otto Luiz Burlier afirma que o documento pretende reforçar a relevância do modal hidroviário dentro da matriz de transportes. Ele destaca que esse tipo de transporte é significativamente mais eficiente e sustentável do que outras alternativas.

Segundo Burlier, o modal hidroviário é 80% menos poluente e 60% mais eficiente e barato do que o transporte rodoviário, além de carregar uma “agenda social natural”, com impacto positivo no desenvolvimento regional. O secretário acrescenta que o governo tem buscado dialogar com diferentes setores da sociedade para ampliar a compreensão sobre esses benefícios.

Debates sobre desafios e oportunidades
O avanço das políticas logísticas foi tema de mais uma edição do Logística no Brasil, série de eventos promovidos pelo Valor Econômico em parceria com a CBN. A edição mais recente ocorreu em Belém (PA) e reuniu autoridades e especialistas para discutir os principais desafios e oportunidades na infraestrutura de transportes.

FONTE: CBN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Logística

Grupo ferroviário mexicano reforça que o modelo intermodal é o que funciona e reacende debate sobre o futuro das ferrovias na Argentina

O Grupo México, controlador da operadora Ferromex, reafirmou uma tese que há anos movimenta o setor: o intermodalismo é o modelo que realmente funciona, enquanto o sistema de open access ferroviário — defendido pelo governo argentino — não entregaria eficiência nem resultados sustentáveis. A companhia, classificada como ferroviária Classe 1 da América do Norte, apoia uma operação ferroviária vertical e integrada, modelo semelhante ao adotado nos Estados Unidos, Canadá e no próprio México.

Segundo a análise, o único ponto que nunca funcionou plenamente nas concessões mexicanas — vigentes há 31 anos — foi justamente o pequeno trecho operado sob lógica de “competição aberta”. Mesmo privatizado em condições semelhantes às da Argentina, o México consolidou um sistema com regras claras, forte presença do intermodal e ferrovias altamente rentáveis, consideradas fundamentais para a competitividade econômica do país.

Interesse em investir na Argentina contrasta com insistência no modelo europeu

Reportagens recentes indicam que a empresa mexicana tem interesse em disputar futuras concessões na Argentina, desde que sejam ofertadas de forma verticalizada. Enquanto isso, o governo argentino segue tentando dividir a rede ferroviária em sete operações independentes, aproximando-se do modelo europeu — considerado deficitário e dependente de altos aportes estatais.

A crítica central é que, apesar de defender o open access há mais de uma década, o governo não esclareceu se investirá os US$ 10 bilhões necessários para reconstruir metade da malha que pretende licitar. Paralelamente, governadores continuam pedindo atenção federal, em vez de reivindicar participação nas concessões com base na Lei 26.352, que permite às províncias integrar a configuração de corredores ferroviários.

AIMAS reforça que reorganização pode ser rápida

A AIMAS (Associação Intermodal da América do Sul) afirma que os mexicanos estão certos ao dizer que a rede argentina poderia ser reorganizada em 15 a 20 meses — ou até antes. Segundo a entidade, grande parte das ineficiências decorre de práticas operacionais ultrapassadas, que fazem trens demorarem dias em trajetos que deveriam levar apenas horas.

Com novo quadro técnico e maior contato com melhores práticas internacionais, a associação acredita que o país tem condições de acelerar mudanças estruturais.

Capacidade intermodal deve ser inserida antes da privatização

De acordo com estudos da AIMAS, a solução envolveria incorporar, ainda antes da privatização, especialistas de ferrovias Classe 1, 2 e 3, além de profissionais do setor intermodal rodoviário. Em seis meses, essa medida poderia gerar confiança, atrair investimentos privados e pavimentar uma privatização com dezenas de novos participantes — incluindo players internacionais.

A entidade lembra que o próprio Grupo México nasceu com visão comercial sólida: ao adquirir sua ferrovia nos anos 1990, buscou parceria com um dos sistemas ferroviários mais rentáveis do mundo para criar um negócio integrado, e não apenas transportar sua própria carga.

Setor privado deve impulsionar o Modelo 5F

A AIMAS defende que empresas de logística, transporte, carga e produção pressionem pelos princípios do Modelo Integrado 5F, voltado à Economia de Variedade e à ampliação do intermodalismo. O objetivo é eliminar a insistência no open access e construir um sistema ferroviário moderno, eficiente e conectado à demanda real.

Desafio de reconstrução e necessidade de escolher o padrão correto

A rede que o governo pretende conceder representa 7.700 km dos 15.700 km restantes fora da área metropolitana de Buenos Aires. Considerando projetos minerais, energéticos e novas ligações internacionais, a AIMAS estima que a infraestrutura necessária chegaria a 22.500 km.

Para a associação, o maior risco é reconstruir trechos com o padrão ultrapassado de 15 toneladas por eixo, que garante baixa rentabilidade. Em comparação, países como Brasil e México operam com 32,5 t/eixo, gerando receita líquida de até US$ 50 mil por km ao ano — enquanto o modelo antigo pode gerar perdas semelhantes.

A região andina e a rota bioceânica — conectando Santos, Campo Grande, Santa Cruz de la Sierra, Salta e Antofagasta — seriam altamente beneficiadas por um padrão moderno e pela futura unificação de trochas.

Oportunidade estratégica para toda a região

A AIMAS destaca que o interesse de um gigante ferroviário internacional, que opera sem depender de subsídios, abre uma oportunidade inédita para governadores, empresas e os cinco países vizinhos conectados ao Belgrano Cargas (Uruguai, Brasil, Paraguai, Bolívia e Chile).

Para a entidade, não se trata de um projeto arriscado, mas de uma necessidade econômica urgente para consolidar um sistema ferroviário integrado e intermodal.

FONTE: AIMAS
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/AIMAS

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Logística

Black Friday impulsiona crescimento das operações logísticas e fortalece e-commerce no Brasil

A Associação Brasileira dos Operadores Logísticos (Abol) registrou um avanço significativo no volume de operações durante a Black Friday 2025. Segundo levantamento da entidade, as atividades de armazenagem, distribuição, controle de estoque e transporte de cargas cresceram, em média, 13% em comparação com o ano anterior. O tíquete médio dos produtos movimentados também aumentou, embora em ritmo menor, entre 5% e 6%.

Para Marcella Cunha, diretora executiva da Abol, o evento já está consolidado na estratégia das empresas que atendem tanto o e-commerce quanto o varejo tradicional. Ela ressalta que a edição deste ano reforçou a maturidade na relação entre operadores e consumidores, com maior compreensão dos desafios impostos pelo pico de demanda.

E-commerce lidera avanço nas vendas

O crescimento das operações logísticas foi impulsionado principalmente pelo comércio eletrônico. Dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) apontam que as vendas no varejo total subiram 1,9% na data promocional. O desempenho foi puxado por um salto de 16,1% no e-commerce, que alcançou recorde de transações, compensando a queda de 1,9% no varejo físico.

Para dar conta do aumento expressivo no tráfego de mercadorias, as empresas ampliaram equipes temporárias e reforçaram turnos de trabalho. A ID Logistics informou que todos os clientes de e-commerce atingiram — e até superaram — as expectativas de vendas.

Segmentos marítimos e cabotagem mantêm ritmo forte

No modal marítimo, a Santos Brasil destacou que o fluxo de bens de consumo permaneceu aquecido ao longo do ano. A empresa registrou alta de 3% nas importações de longo curso provenientes da Ásia e um crescimento expressivo de 19% na cabotagem, em comparação com 2024. A rota Manaus–Sudeste se destacou, especialmente no transporte de linhas brancas e produtos ligados à Black Friday.

Segundo a operadora, segmentos como o têxtil e o esportivo foram os principais responsáveis pelo aumento do volume movimentado.

FONTE: Estadão Conteúdo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio Exterior, Logística

Transmissão ao vivo da Reunião do Grupo de Sistemas Pró Modernização Logística de Comércio Exterior (Procomex)!

Não perca a última reunião do ano!

Acompanhe ao vivo pelos canais do YouTube da Receita Federal do Brasil e do Instituto Procomex.

Alguns dos temas que serão tratados:

• Admissão e nacionalização de Regime Aduaneiro Especial na Duimp

• Tratamento Tributário e seus fundamentos legais na Duimp

• Cronogramas de ligamento da Duimp e de desligamento do Siscomex LI/DI

• Controle Administrativo no NPI – Simulação

• API do Módulo LPCO

• Orientações da Anvisa para registro da Duimp

• Reforma Tributária na DI e na Duimp

🗓 Data: 10/12/2025

⏰ Horário: 14h às 16h

🔗 Para assistir, acesse os canais do YouTube da Receita Federal do Brasil e do Instituto Procomex.

FONTE: Receita Federal
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Logística, Portos, Tecnologia

Como a IA está transformando portos, rotas e operações globais

No cenário global atual, a Inteligência Artificial já não é mais tendência: é realidade — e vem transformando profundamente a logística internacional, a gestão portuária e a forma como empresas se posicionam no comércio exterior. Para entender melhor esse movimento e seus impactos no Brasil e no mundo, conversamos Mariana Pires Tomelin, especialista em Comércio Exterior com mais de 15 anos de experiência. Mariana atua estrategicamente na internacionalização de indústrias e no desenvolvimento de soluções para inserção em mercados globais altamente competitivos.

À frente da Exon Trade Business Intelligence, Mariana lidera projetos que integram expertise técnica e tecnologias de ponta — como Inteligência Artificial, Big Data e automação digital — transformando dados em decisões estratégicas e ampliando os resultados internacionais de empresas brasileiras. Sua missão é clara: tornar o comércio exterior mais acessível, inteligente e inovador.

A seguir, confira a entrevista completa:

Como a IA está revolucionando a logística internacional?
Mariana – A IA permite o uso de algoritmos de aprendizado de máquina para prever atrasos, otimizar rotas, simular custos de frete e antecipar gargalos portuários. Com base em big data e variáveis climáticas, o sistema define o modal mais eficiente, reduz o tempo de trânsito e aumenta a precisão nas entregas. Isso eleva a competitividade das empresas e reduz perdas operacionais.

Quais portos já utilizam tecnologia de ponta?
Mariana – Alguns portos já adotam soluções de automação integradas a sensores IoT e sistemas de IA. Essas tecnologias monitoram o fluxo de carga em tempo real, ajustam o agendamento de atracações e reduzem tempos de espera. No Brasil, a digitalização portuária ainda avança de forma desigual, mas projetos de integração de dados logísticos com sistemas aduaneiros já estão em expansão.

O Brasil está preparado para essa transformação?
Mariana – O país apresenta avanços importantes, especialmente nos portos do Sudeste, mas ainda enfrenta desafios relacionados à infraestrutura digital e interoperabilidade entre sistemas privados e públicos. A transição depende de investimentos em conectividade, automação e padronização de processos logísticos. Consultorias técnicas ajudam empresas a adaptar-se a esse novo ambiente operacional.

Como consultorias especializadas podem apoiar?
Mariana – Consultorias qualificadas atuam na análise de cadeias logísticas, seleção de rotas ideais e identificação de regimes tributários e portuários mais vantajosos. Utilizando IA, elas processam dados históricos de embarques, custos e tempos de trânsito para recomendar soluções personalizadas. Esse suporte técnico reduz custos e aumenta a previsibilidade das operações.

Quais desafios tecnológicos ainda persistem?
Mariana – Os principais desafios incluem a integração de sistemas legados, segurança cibernética e escassez de profissionais capacitados em análise de dados logísticos. A fragmentação de informações entre armadores, terminais e agentes de carga impede o pleno uso da IA. Superar essas barreiras exige alinhamento entre governo, empresas e operadores logísticos.

Que impacto isso traz para o profissional de comércio exterior?
Mariana – O perfil do profissional está mudando radicalmente. Ele precisa dominar análise de dados, interpretar métricas logísticas e compreender o funcionamento de sistemas automatizados. O conhecimento técnico tradicional continua essencial, mas deve ser complementado com competências digitais e visão sistêmica de toda a cadeia de suprimentos.

Por que se manter atualizado é essencial?
Mariana – A velocidade das inovações tecnológicas torna a atualização contínua indispensável. Mudanças em protocolos aduaneiros, softwares logísticos e regulamentações exigem aprendizado constante. Profissionais desatualizados perdem competitividade, enquanto aqueles que dominam novas ferramentas ampliam sua relevância estratégica nas empresas que atuam no comércio internacional.

TEXTO: REDAÇÃO / DIVULGAÇÃO EXON TRADE

IMAGEM: ILUSTRATIVA FREEPIK / DIVULGAÇÃO

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Logística

Fundo da Marinha Mercante pode financiar ferrovias estratégicas para ampliar eficiência portuária

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) avançou, nesta terça-feira (2), na discussão sobre a utilização do Fundo da Marinha Mercante (FMM) para apoiar projetos ferroviários ligados à operação portuária. A proposta foi debatida em reunião com autoridades do setor, e o ministro Silvio Costa Filho reforçou que a integração entre ferrovias e portos é essencial para elevar a competitividade logística do Brasil.

Durante o encontro, o MPor apresentou as diretrizes de um programa desenvolvido em parceria com o Ministério dos Transportes e representantes do setor produtivo. A iniciativa avalia o potencial do FMM — hoje voltado à navegação e à infraestrutura portuária — para financiar trechos ferroviários que conectem diretamente portos ou corredores logísticos estratégicos. Com cerca de R$ 24 bilhões disponíveis, o fundo tem condições de apoiar obras que reduzam custos logísticos e ampliem a eficiência operacional.

Programa nacional de crédito deve ser anunciado em janeiro
Segundo Silvio Costa Filho, o governo trabalha para lançar, ainda em janeiro, um programa nacional de crédito voltado ao financiamento de ferrovias estratégicas voltadas à operação portuária. “Estamos estruturando um grande programa de fortalecimento do financiamento ferroviário com apoio do Fundo da Marinha Mercante. Quando a ferrovia chega ao porto, ganhamos capacidade, reduzimos custos e fortalecemos todo o setor portuário”, afirmou o ministro.

Conexão entre modais é decisiva para competitividade
O secretário nacional de Ferrovias, Leonardo Ribeiro, destacou que a ligação entre ferrovia e porto é crucial para o sucesso da Política Nacional de Ferrovias e para a nova carteira de leilões. Ele lembrou que o modal ferroviário responde por grande parcela das exportações brasileiras — cerca de 95% do minério de ferro e 40% dos granéis agrícolas enviados aos portos passam pelos trilhos.

A reunião também tratou da criação de um mapa integrado que organize ferrovias existentes, obras em andamento e expansões futuras em relação aos portos, permitindo uma priorização técnica mais precisa dos investimentos. Outro ponto discutido foi o aumento da participação de bancos privados no financiamento, com objetivo de ampliar o crédito disponível e acelerar a execução dos projetos.

Ampliação do FMM exigirá análise técnica e deliberação
O MPor ressaltou que o FMM já financia projetos de infraestrutura portuária e aquaviária, e que qualquer ampliação para incluir obras ferroviárias dependerá de avaliação técnica, aprovação do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante e decisão do Governo Federal.

Participaram da agenda representantes da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), da MoveInfra, da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP) e da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), que contribuíram com análises e perspectivas do setor.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Márcio Ferreira/MT

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Logística

Maersk reajusta tarifas de proteção de contêineres para embarques ao Brasil a partir de 2026

A Maersk confirmou que vai elevar as tarifas dos serviços Container Protect Essential (CP1) e Container Protect Unlimited (CP3) para todos os embarques enviados de qualquer parte do mundo com destino ao Brasil. As novas cobranças passam a valer em 1º de janeiro de 2026, por tempo indeterminado.

Segundo a empresa, o CP1 custará USD 37,05 por contêiner seco e USD 40,85 por unidade refrigerada (reefer). Já o CP3 será reajustado para USD 57,95 no caso de carga seca e USD 61,75 para contêineres refrigerados. As tarifas atualizadas se aplicam a todas as rotas internacionais com destino ao mercado brasileiro.

Tarifas seguem cálculo pelo PCD

A Maersk explicou que os valores são definidos com base no Price Calculation Date (PCD), regra que varia entre reservas Spot e não-Spot. Além disso, os reajustes podem sofrer acréscimos de outros encargos, como taxas locais e custos de contingência.

Exemplo de rota: Algeciras–Santos

Para ilustrar o novo esquema, a companhia divulgou a estrutura tarifária atualmente vigente no corredor Algeciras (Espanha) – Santos (Brasil). Nesse trajeto, permanecem válidos custos como frete básico, despesas de documentação, manuseio em terminal e serviços de exportação e importação. O CP1 segue aplicado a USD 37,05 para contêineres secos e USD 40,85 para unidades refrigeradas ou especiais.

Regras locais e contratos seguem preservados

A Maersk reforçou que as alterações não mudam tarifas previamente notificadas de acordo com regulações específicas. Em rotas sujeitas à US Shipping Act ou às China Maritime Regulations, qualquer ajuste só passa a valer quando incluído formalmente em contratos de serviço registrados junto à Federal Maritime Commission (FMC) ou à Shanghai Shipping Exchange.

Com o novo reajuste, a companhia busca garantir a sustentação operacional de seus serviços globais e assegurar a cobertura dos custos ligados à proteção de contêineres no comércio internacional com o Brasil.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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