Internacional

Irã responde proposta de paz dos EUA e cobra fim da guerra no Oriente Médio

O governo do Irã informou neste domingo (10) que encaminhou aos Estados Unidos uma resposta oficial sobre a proposta de negociações de paz voltadas ao encerramento do conflito na região. A informação foi divulgada pela agência Reuters, com base em relatos da mídia estatal iraniana.

Resposta iraniana prioriza cessar-fogo e segurança marítima

Segundo autoridades iranianas, a comunicação enviada aos norte-americanos teve como foco principal o encerramento das hostilidades em diferentes frentes do conflito, especialmente no Líbano. O documento também abordou a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio internacional de petróleo.

Apesar disso, o governo iraniano não detalhou de que forma ou em qual prazo o tráfego marítimo na região poderia ser totalmente retomado.

EUA querem acordo antes de discutir programa nuclear

A proposta apresentada pelos EUA prevê a interrupção dos confrontos armados antes da abertura de negociações mais amplas sobre temas considerados sensíveis, incluindo o programa nuclear iraniano.

O Paquistão, que atua como mediador nas conversas diplomáticas, foi responsável por entregar a resposta do Irã ao governo norte-americano.

Donald Trump critica resposta do Irã

Em publicação na rede social Truth Social, o presidente dos EUA, Donald Trump, classificou a resposta iraniana como “totalmente inaceitável”.

Na mensagem, Trump afirmou que leu o posicionamento enviado pelos representantes iranianos e demonstrou insatisfação com o conteúdo apresentado.

Tensão continua no Golfo Pérsico

Mesmo após um cessar-fogo de aproximadamente um mês e de cerca de 48 horas de relativa tranquilidade na região, drones considerados hostis foram identificados sobre países do Golfo Pérsico neste domingo. O episódio reforça o clima de instabilidade e os riscos de novos confrontos no Oriente Médio.

Navios voltam a cruzar o Estreito de Ormuz

Apesar das restrições e bloqueios recentes, duas embarcações receberam autorização para atravessar o Estreito de Ormuz. Entre elas estava um navio graneleiro de bandeira panamenha com destino ao Brasil, que já havia tentado realizar a travessia no último dia 4 de maio.

De acordo com a agência iraniana Tasnim News Agency, a embarcação utilizou uma rota determinada pelas Forças Armadas do Irã.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Stringer

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Internacional

Estreito de Ormuz volta ao centro da tensão após bloqueio de petroleiros pelo EUA

Os Estados Unidos afirmaram estar impedindo a entrada e saída de mais de 70 petroleiros em portos do Irã, ampliando a tensão no Estreito de Ormuz e aumentando a pressão sobre o mercado internacional de petróleo.

A informação foi divulgada pelo Centro de Comando dos EUA para o Oriente Médio, que declarou nas redes sociais que os navios bloqueados têm capacidade para transportar mais de 166 milhões de barris de petróleo iraniano, avaliados em cerca de 13 bilhões de dólares.

Irã acusa EUA de violar cessar-fogo

O anúncio ocorreu no mesmo dia em que o Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou Washington de descumprir o acordo de cessar-fogo firmado recentemente entre os dois países.

Segundo o governo iraniano, forças americanas atacaram dois petroleiros próximos ao porto de Jask e ao Estreito de Ormuz, além de realizarem bombardeios em regiões costeiras estratégicas ligadas à hidrovia.

De acordo com o comunicado oficial, os ataques aconteceram entre a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira e receberam uma “forte resposta” das forças armadas iranianas, impedindo que os objetivos americanos fossem alcançados.

O governo iraniano classificou as ações como uma “clara violação” do cessar-fogo e acusou os EUA de manterem uma postura “agressiva e provocativa” no Oriente Médio.

Conselho de Segurança da ONU é alertado

O relatório iraniano também foi encaminhado ao Conselho de Segurança das Nações Unidas e ao secretário-geral da ONU, com alertas sobre os riscos da falta de reação internacional diante da atuação americana na região.

Teerã ainda afirmou que a presença militar dos Estados Unidos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã tem aumentado a instabilidade regional, em vez de promover segurança.

Donald Trump ameaça novas ofensivas contra o Irã

O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou os recentes confrontos envolvendo forças americanas e iranianas no Estreito de Ormuz e afirmou que o cessar-fogo ainda não estaria consolidado.

Ao ser questionado sobre os ataques, Trump classificou os bombardeios como um “tapa de amor”, mas voltou a ameaçar o Irã com ações militares mais intensas caso o país não aceite um acordo para encerrar o conflito.

“Vocês só vão ter que olhar para um grande clarão vindo do Irã”, declarou o republicano ao comentar possíveis novos ataques.

Trump também afirmou que Teerã “vai sofrer muito” se não houver um entendimento diplomático rápido.

Bombardeios ampliam crise no Oriente Médio

Há cerca de um mês, Trump já havia feito declarações duras contra o Irã antes de anunciar uma trégua temporária de duas semanas.

Nesta quinta-feira, forças americanas voltaram a bombardear instalações militares iranianas após ataques contra navios de guerra dos EUA que navegavam pela rota considerada estratégica para o comércio global de petróleo.

As declarações do presidente americano ocorreram depois de representantes das forças armadas iranianas acusarem Washington de atacar um petroleiro iraniano que seguia em direção ao Estreito de Ormuz.

FONTE: CBN
TEXTO: Redação
IMAGEM: GIUSEPPE CACACE/AFP

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Internacional

Justiça dos EUA considera ilegal tarifa global de 10% imposta por Trump

Uma corte federal de comércio dos Estados Unidos decidiu que a tarifa global de 10% criada pelo presidente Donald Trump sobre a maior parte das importações norte-americanas foi aplicada de forma ilegal. A decisão representa mais um revés jurídico para a estratégia comercial da Casa Branca, que tenta ampliar a política de tarifas comerciais sem autorização direta do Congresso.

A sentença foi emitida nesta quinta-feira por um painel do Tribunal de Comércio Internacional dos EUA, que concluiu que Trump utilizou indevidamente uma legislação comercial antiga para justificar a cobrança das taxas iniciadas em fevereiro.

Tribunal limita poder tarifário de Trump

A decisão estabelece novos limites temporários para os poderes comerciais do presidente norte-americano. Nos últimos meses, Trump vinha utilizando as tarifas como ferramenta para renegociar relações econômicas internacionais, aumentar arrecadação e incentivar empresas a produzirem dentro dos Estados Unidos.

Embora a corte tenha considerado as tarifas ilegais, a suspensão da cobrança vale, neste momento, apenas para pequenas empresas e estados que participaram diretamente do processo judicial. Ainda não está claro como o governo interpretará a decisão, mas a expectativa é de recurso imediato.

Encontro com China pode ser impactado

O julgamento ocorre poucos dias antes da viagem de Trump à China, onde o presidente norte-americano deverá se reunir com Xi Jinping para discutir questões comerciais.

Analistas avaliam que a decisão judicial pode enfraquecer a posição de negociação dos Estados Unidos, já que as tarifas de importação seriam um dos principais temas do encontro diplomático.

Além disso, cresce a possibilidade de o governo precisar devolver bilhões de dólares arrecadados com as cobranças consideradas ilegais. Atualmente, já existe um processo de reembolso relacionado a cerca de US$ 166 bilhões arrecadados em tarifas anteriores implementadas por Trump.

Lei usada por Trump virou alvo de disputa judicial

Após a Suprema Corte invalidar um pacote anterior de tarifas em fevereiro, o governo norte-americano recorreu à chamada Seção 122 da Lei de Comércio de 1974. O dispositivo permite a aplicação temporária de tarifas de até 15% por um período máximo de 150 dias em situações relacionadas a desequilíbrios econômicos internacionais.

O problema, segundo os autores da ação, é que a legislação foi criada em um contexto histórico específico, quando o dólar ainda era vinculado ao ouro. Estados e pequenos empresários argumentaram que a situação econômica atual não atende aos critérios previstos na lei.

Juízes apontam excesso de poder presidencial

Na decisão de 53 páginas, dois dos três magistrados entenderam que Trump ultrapassou os limites legais ao utilizar a Seção 122.

Os juízes destacaram que o histórico legislativo demonstra esforços do Congresso para restringir o poder presidencial em temas comerciais.

Jeffrey Schwab, diretor jurídico do Liberty Justice Center, grupo responsável por representar pequenas empresas no processo, afirmou que a lei foi criada para responder a uma crise econômica específica que não se aplica ao cenário atual.

Governo já prepara novas tarifas

Apesar da derrota judicial, a administração Trump já trabalha em novas alternativas para manter sua política tarifária.

O governo abriu duas investigações comerciais com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. Uma delas trata de produtos fabricados com trabalho forçado; a outra envolve a capacidade industrial de outros países.

Especialistas afirmam que essas novas medidas podem resultar em outro pacote de tarifas comerciais a partir de julho.

Segundo o advogado Timothy Brightbill, especialista em comércio internacional, a decisão representa uma rejeição contundente ao uso da Seção 122 pelo governo. Ainda assim, ele acredita que a Casa Branca recorrerá da sentença e continuará buscando novas formas legais para ampliar as tarifas.

FONTE: The New York Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tom Brenner for The New York Times

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Internacional

Trump e Lula se reúnem na Casa Branca após meses de tensão diplomática

Os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva participaram nesta quinta-feira de um encontro na Casa Branca marcado por tentativas de aproximação após um período de forte desgaste nas relações entre Brasil e Estados Unidos. O encontro ocorreu em meio a uma trégua considerada delicada, depois de meses de disputas envolvendo tarifas comerciais, críticas públicas e divergências políticas.

Apesar da expectativa de uma aparição conjunta para a imprensa, a agenda prevista foi cancelada sem explicações oficiais. Após cerca de três horas de reunião, Trump afirmou em suas redes sociais que o encontro “foi muito bom” e classificou Lula como “muito dinâmico”, sem detalhar os principais temas discutidos.

Relação entre Brasil e Estados Unidos passa por reaproximação

Após o encontro, Lula avaliou a reunião de forma positiva durante declaração na Embaixada do Brasil em Washington. Segundo o presidente brasileiro, houve um avanço importante na consolidação das relações históricas e democráticas entre os dois países.

O chefe do Executivo brasileiro destacou ainda que as duas maiores democracias do hemisfério ocidental podem servir de exemplo internacional. Entre os assuntos debatidos, Lula citou comércio internacional, combate ao crime organizado e exploração de minerais críticos.

Tarifas e caso Bolsonaro aumentaram tensão diplomática

Nos últimos meses, a relação entre Washington e Brasília foi marcada por episódios de instabilidade. Trump chegou a impor tarifas sobre produtos brasileiros em uma tentativa de pressionar o Brasil a interromper ações judiciais contra Jair Bolsonaro, aliado político do republicano.

Bolsonaro acabou condenado por participação em uma tentativa de golpe de Estado após a derrota eleitoral para Lula. Além das tarifas, Trump também aplicou sanções contra um ministro do Supremo Tribunal Federal responsável pelo caso.

O governo brasileiro reagiu classificando as medidas como interferência na soberania nacional. Posteriormente, parte das tarifas sobre exportações brasileiras foi suspensa pelo governo norte-americano, reduzindo a tensão entre os países.

Segurança pública e facções criminosas entraram na pauta

Outro tema relevante da reunião envolveu a possibilidade de os Estados Unidos classificarem as duas maiores facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. A proposta ganhou força após articulação de filhos de Bolsonaro, entre eles Flávio Bolsonaro, que disputa a presidência.

A segurança pública deve ser um dos principais assuntos das eleições brasileiras de outubro, cenário em que Lula e Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados nas pesquisas.

Especialistas avaliam que uma eventual classificação poderia ampliar o debate sobre criminalidade no Brasil e beneficiar politicamente Bolsonaro, crítico da atual política de segurança do governo federal.

Segundo Lula, o Brasil propôs aos Estados Unidos a criação de um grupo de trabalho envolvendo países sul-americanos para enfrentar o crime organizado de forma conjunta.

Minerais críticos ampliam disputa geopolítica

A reunião também abordou o interesse norte-americano em firmar acordos relacionados à produção de minerais críticos, recursos considerados estratégicos para tecnologia, indústria e defesa militar.

Os Estados Unidos buscam reduzir a dependência da China, hoje líder global no setor. O Brasil possui uma das maiores reservas desses minerais e vem sendo pressionado a ampliar parcerias comerciais com Washington.

No entanto, o governo Lula demonstra resistência a acordos exclusivos, defendendo autonomia para negociar com diferentes mercados internacionais.

Analistas apontam que a disputa por minerais críticos ganhou ainda mais importância diante das tensões comerciais entre Estados Unidos e China.

Lula reforça soberania brasileira durante encontro

Durante conversa com jornalistas, Lula afirmou que o Brasil está disposto a negociar temas comerciais e diplomáticos, mas não aceitará interferências externas em assuntos internos ou ameaças à democracia brasileira.

O presidente também comentou, em tom descontraído, que brincou com Trump sobre a possibilidade de jogadores brasileiros terem problemas com vistos para disputar a próxima Copa do Mundo nos Estados Unidos.

Segundo Lula, Trump apenas riu da observação.

FONTE: The New York Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Haiyun Jiang/The New York Times

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Internacional

Lula e Trump discutem acordo sobre minerais críticos em reunião nos EUA

A reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump, marcada para esta quinta-feira (7), pode representar um avanço nas tratativas envolvendo um acordo de minerais críticos entre Brasil e Estados Unidos.

As negociações começaram em fevereiro, após o governo norte-americano apresentar uma proposta de cooperação voltada ao fortalecimento das cadeias produtivas de insumos minerais considerados estratégicos para setores como defesa, tecnologia e transição energética.

Embora não exista expectativa concreta de assinatura imediata do memorando, integrantes dos dois governos avaliam que um eventual anúncio só ocorreria em um encontro direto entre os chefes de Estado.

Câmara aprova política nacional para minerais estratégicos

A discussão acontece logo após a Câmara dos Deputados aprovar a política nacional de minerais críticos e estratégicos, na quarta-feira (6). O projeto cria mecanismos para incentivar o beneficiamento mineral, a industrialização e o aumento da agregação de valor no país.

O texto também prevê a criação do CIMCE, conselho responsável por coordenar projetos considerados prioritários para o setor mineral brasileiro. O órgão terá funções como definir prioridades, analisar projetos e supervisionar operações envolvendo ativos estratégicos.

Durante a tramitação, foi retirada a exigência de autorização prévia do Executivo em operações societárias ligadas ao setor, após pressão de representantes da iniciativa privada e integrantes do próprio governo.

Apesar da aprovação na Câmara, a proposta ainda depende de análise do Senado Federal.

Proposta dos EUA prevê investimentos e transferência de tecnologia

Trechos da proposta enviada pelos Estados Unidos ao Brasil indicam que o acordo prevê apoio financeiro para projetos de refino e processamento mineral em território brasileiro, além de transferência de tecnologia e ações para ampliar a segurança das cadeias de suprimento.

O modelo apresentado pelos americanos segue parâmetros semelhantes aos acordos já firmados com Austrália e Tailândia, considerados referências internacionais no segmento de mineração estratégica.

Entre os pontos centrais do documento está a intenção de reduzir a dependência global da China no fornecimento de minerais essenciais para a indústria tecnológica e energética.

Financiamento e prioridade de investimentos geram debate

O segundo eixo da proposta trata de financiamento para projetos de mineração e processamento. O texto prevê participação de governos e iniciativa privada por meio de empréstimos, seguros, garantias e participação acionária.

Diferentemente do acordo firmado entre Estados Unidos e Austrália, no entanto, a proposta enviada ao Brasil não estabelece um valor mínimo de investimento. No caso australiano, os países anunciaram ao menos US$ 1 bilhão em financiamento para projetos estratégicos.

Outro trecho considerado sensível dentro do governo brasileiro envolve a possibilidade de prioridade para investidores americanos em determinados projetos minerais.

Segundo o documento, os países “esperam ter a primeira oportunidade de investir” em ativos ligados aos minerais críticos, desde que respeitadas as legislações nacionais.

Parte do governo interpreta o trecho como uma possível vantagem preferencial aos Estados Unidos. Os representantes americanos, por outro lado, negam qualquer cláusula de exclusividade.

Governo brasileiro avalia impactos geopolíticos

O memorando segue em análise no Palácio do Planalto e enfrenta divergências internas. Um dos pontos de preocupação envolve o impacto geopolítico do acordo, especialmente pela relação comercial entre Brasil e China.

Setores do governo avaliam que um alinhamento mais próximo aos Estados Unidos em uma estratégia voltada à redução da influência chinesa no mercado mineral poderia gerar desgastes diplomáticos.

Além das questões econômicas, interlocutores do governo apontam fatores políticos como entraves para a assinatura do acordo. A avaliação é de que uma aproximação com Trump em período pré-eleitoral pode ser considerada sensível no cenário político brasileiro.

Acordo também prevê flexibilização regulatória

Outro ponto relevante da proposta trata da aceleração de processos regulatórios e licenciamento ambiental para projetos classificados como prioritários.

O texto também menciona cooperação em áreas como mapeamento geológico, reciclagem mineral e fortalecimento das cadeias globais de suprimento.

Além disso, o acordo prevê mecanismos para evitar práticas consideradas desleais no mercado internacional, incluindo sistemas de preços mínimos para proteger investimentos de longo prazo no setor de minerais estratégicos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/Divulgação

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Internacional

EUA e Irã avançam em acordo para encerrar conflito no Golfo

Os Estados Unidos e o Irã estão próximos de formalizar um memorando que pode encerrar a guerra no Golfo, segundo informações de uma fonte do Paquistão envolvida nas negociações. O país atua como mediador nas tratativas entre as duas nações.

Negociações entram na fase final

De acordo com a fonte, o entendimento entre as partes está em estágio avançado. A proposta envolve um documento conciso, com cerca de uma página, que definiria as bases para o fim do conflito.

As informações confirmam reportagem do Axios, que apontou a proximidade de um acordo, com base em relatos de autoridades e fontes ligadas às negociações.

Pontos-chave do possível acordo

Entre os principais elementos discutidos no memorando estão:

  • Compromisso do Irã com uma moratória no programa nuclear
  • Suspensão de sanções econômicas por parte dos Estados Unidos
  • Liberação de recursos financeiros iranianos bloqueados
  • Retomada da circulação no Estreito de Ormuz

Além disso, o documento prevê a suspensão gradual de restrições impostas por ambos os lados, incluindo limitações à navegação e bloqueios navais.

Período de transição e novas negociações

O memorando também estabelece um prazo inicial de 30 dias para negociações mais detalhadas. Durante esse período, os países deverão discutir medidas adicionais, como a abertura definitiva do estreito e limites mais amplos ao programa nuclear iraniano.

Caso não haja consenso ao fim desse prazo, há previsão de retomada de medidas como bloqueios ou ações militares.

Contexto de tensão no Golfo

O avanço nas negociações ocorre após a suspensão de uma operação naval dos EUA voltada à reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. A missão havia sido anunciada pelo presidente Donald Trump, mas não conseguiu restabelecer plenamente o fluxo marítimo.

Nos últimos dias, episódios de ataques a embarcações foram registrados na região, incluindo um incidente com um navio porta-contêineres de uma empresa francesa, que resultou em tripulantes feridos.

Expectativa por acordo definitivo

A interrupção temporária das operações militares foi justificada por “progresso significativo” nas negociações, segundo autoridades norte-americanas. A expectativa agora é pela resposta final do Irã sobre pontos considerados essenciais para a assinatura do acordo.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic

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Internacional

Embraer vende aviões militares C-390 aos Emirados Árabes Unidos em contrato histórico

A Embraer firmou um acordo estratégico com o Tawazun Council for Defence Enablement para o fornecimento de aeronaves militares. O contrato prevê a compra de dez unidades do cargueiro C-390 Millennium, além de outras dez opções futuras.

Acordo fortalece transporte militar dos Emirados

A negociação tem como objetivo ampliar a capacidade de transporte aéreo militar dos Emirados Árabes Unidos. A iniciativa também inclui parceria com uma empresa local do setor de defesa, reforçando o desenvolvimento da indústria nacional.

Segundo a fabricante brasileira, este é o maior pedido internacional já realizado por um único país para o modelo C-390 Millennium, marcando ainda a entrada da aeronave no mercado do Oriente Médio.

Avaliação técnica e escolha do modelo

O contrato foi firmado após um longo processo de análise, que envolveu testes operacionais realizados no próprio território dos Emirados. De acordo com a Embraer, a aeronave foi escolhida por atender de forma eficiente às exigências da força aérea local.

A empresa destacou que o modelo se sobressai pela combinação de desempenho, versatilidade e menor custo ao longo do ciclo de vida — fatores decisivos para a escolha.

Manutenção e suporte com parceria local

Além da venda das aeronaves, o acordo inclui serviços de manutenção, reparo e revisão (MRO), bem como suporte logístico contínuo. Essas atividades serão conduzidas em conjunto com uma empresa dos Emirados, ampliando a cooperação industrial entre os países.

Versatilidade do C-390 Millennium

O avião militar C-390 Millennium é projetado para múltiplas operações. Entre suas principais funções estão:

  • Transporte de cargas e tropas
  • Lançamento aéreo
  • Missões humanitárias
  • Evacuação aeromédica
  • Operações em pistas não pavimentadas

A aeronave também oferece interoperabilidade com forças armadas de diferentes países, facilitando ações conjuntas em cenários internacionais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/FAB

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Internacional

Acordo Mercosul-UE é considerado “muito positivo” por ministro da França

O ministro delegado para o Comércio Exterior da França, Nicolas Forissier, afirmou que o acordo Mercosul-União Europeia representa um avanço importante para as relações comerciais entre os blocos. A declaração foi feita na terça-feira (28 de abril de 2026).

Segundo o ministro, o tratado é “muito positivo” para países europeus e sul-americanos, incluindo a própria França, apesar das divergências políticas registradas anteriormente.

França manteve oposição inicial

Mesmo com a avaliação favorável, a França esteve entre os países que se posicionaram contra o acordo, seguindo orientação do presidente Emmanuel Macron. O posicionamento, no entanto, não foi direcionado aos países do Mercosul, mas sim a pontos específicos do tratado.

Forissier explicou que a resistência francesa teve como objetivo pressionar por ajustes em setores considerados sensíveis, principalmente ligados à proteção econômica interna.

Exigências para produtos do Mercosul

Um dos principais pontos levantados pelo governo francês é a necessidade de que produtos exportados pelos países do Mercosul atendam aos mesmos critérios exigidos dos produtores europeus.

A medida busca garantir equilíbrio nas relações comerciais e evitar distorções competitivas, especialmente no setor agrícola.

Entrada em vigor e adesão dos países

O acordo Mercosul-UE foi assinado em janeiro de 2026, em Assunção, no Paraguai, e começou a vigorar de forma provisória em 1º de maio do mesmo ano.

No Brasil, a promulgação do tratado foi formalizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia oficial no Palácio do Planalto.

Estratégia de diversificação comercial

De acordo com o ministro francês, o acordo faz parte de uma estratégia mais ampla da União Europeia para ampliar e diversificar suas parcerias comerciais. Negociações recentes com países como Índia e Austrália também seguem essa linha.

A ampliação de mercados é vista como essencial para fortalecer a competitividade das empresas europeias no cenário global.

Acordo será analisado pela Justiça europeia

Apesar da implementação provisória, o Parlamento Europeu decidiu encaminhar o tratado para avaliação judicial. O objetivo é verificar se as regras estabelecidas preservam o equilíbrio comercial entre os blocos.

A análise deve durar cerca de dois anos. Enquanto isso, a redução gradual de tarifas prevista no acordo seguirá em vigor.

Perspectivas para o comércio internacional

O avanço do acordo reforça a importância do comércio internacional, da integração econômica e da redução de barreiras tarifárias como ferramentas para estimular o crescimento econômico.

Ao mesmo tempo, o debate sobre regras, exigências e equilíbrio competitivo continua sendo um ponto central nas relações entre Mercosul e União Europeia.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Internacional

Estreito de Ormuz: navios enfrentam riscos e custos para deixar zona de conflito

Empresas do setor de energia e transporte marítimo intensificaram esforços para retirar embarcações presas no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do comércio global de petróleo. Em meio à instabilidade, o petroleiro Akti A conseguiu atravessar a região durante uma breve janela de segurança, transportando cerca de 300 mil barris de diesel.

Operado pela Maersk Tankers e com carga destinada à trading Vitol, o navio deixou o Golfo Pérsico após semanas de espera próximo ao Bahrein, período marcado por ataques com drones e mísseis contra embarcações na área.

Riscos elevados e custos crescentes

A retirada de navios da região tornou-se um dos principais desafios para grandes tradings de petróleo e gás. O cenário de conflito elevou significativamente os custos com seguros, taxas portuárias e manutenção, além de aumentar os riscos operacionais.

Em um dos episódios mais graves, um tripulante morreu após embarcações que transportavam nafta serem atingidas por forças iranianas, evidenciando o nível de perigo enfrentado pelas tripulações.

Janelas de passagem são curtas e imprevisíveis

Durante as semanas de conflito, oportunidades de travessia surgiram de forma pontual, mas se fecharam rapidamente. A travessia completa do estreito pode levar até oito horas — tempo suficiente para mudanças no cenário político ou militar.

Em determinado momento, o Irã chegou a declarar a passagem “completamente aberta” após um cessar-fogo regional, levando armadores a mobilizarem navios. No entanto, a liberação durou pouco e o controle voltou a ser restrito, permitindo passagem apenas a embarcações autorizadas.

Ataques e apreensões aumentam tensão

A escalada do conflito incluiu ataques a navios porta-contêineres e a apreensão de embarcações, em resposta a sanções e bloqueios internacionais. Esse ambiente reforça a insegurança no transporte marítimo internacional e impacta diretamente as cadeias logísticas globais.

Navios de grandes armadores chegaram a iniciar travessias, mas recuaram após incidentes com projéteis e alertas de forças iranianas.

Estratégias alternativas para atravessar o estreito

Diante das restrições, empresas passaram a adotar estratégias variadas para garantir a saída de seus navios. Entre elas, destacam-se parcerias com países que mantêm relações mais próximas com o Irã, como China, Paquistão e Omã.

Em alguns casos, embarcações optaram por rotas próximas à costa omanense, considerada mais segura. Há ainda relatos de propostas envolvendo pagamentos para facilitar a passagem, embora empresas neguem qualquer prática que viole sanções internacionais.

Tráfego inclui cargueiros e navios de cruzeiro

Apesar dos riscos, o fluxo marítimo não foi totalmente interrompido. Além de petroleiros, navios de carga e até embarcações de turismo conseguiram cruzar o estreito em momentos específicos, sob coordenação e autorização de autoridades.

Algumas companhias adotaram medidas extremas, como desligar sistemas de rastreamento para reduzir exposição, embora isso também aumente os riscos operacionais.

Falta de coordenação internacional preocupa setor

Especialistas do setor apontam a ausência de um protocolo global para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz. Segundo executivos da indústria, navios com apoio governamental ou conexões diplomáticas têm mais chances de atravessar com segurança.

Para empresas privadas, no entanto, a travessia segue sendo uma operação de alto risco, sem garantias claras de proteção ou estabilidade.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Internacional, Investimento

MBRF amplia unidade no Uruguai com investimento de US$ 70 milhões e aumenta produção de carne bovina

A MBRF inaugurou a ampliação de sua unidade de carne bovina no Uruguai, localizada em Tacuarembó. O projeto recebeu investimento de aproximadamente US$ 70 milhões e marca a implementação, no país vizinho, do modelo de complexo industrial integrado já utilizado pela companhia no Brasil.

A iniciativa fortalece a estratégia de crescimento da empresa e amplia sua capacidade de atuação no mercado global de proteína animal.

Capacidade produtiva e industrialização crescem

Com a modernização, a unidade passou por aumento significativo na capacidade de produção, especialmente na área de produtos industrializados. A fabricação de hambúrgueres, por exemplo, deve saltar de 200 para 900 toneladas mensais.

O volume de abate também será ampliado, passando de 900 para 1.400 cabeças de gado por dia — crescimento de cerca de 40%. Com isso, a planta se torna a maior em capacidade de abate no país.

Além disso, a estrutura de pré-resfriamento foi expandida, elevando a capacidade de 1.800 para 2.800 animais, o que contribui para maior eficiência operacional.

Estratégia mira escala e eficiência

Segundo Marcos Molina, o modelo adotado permite ganhos em escala, padronização e segurança, facilitando o atendimento a diferentes mercados com mais agilidade.

A produção da unidade será destinada tanto ao mercado interno uruguaio quanto às exportações, reforçando a presença da companhia no comércio internacional.

Uruguai é considerado mercado estratégico

Para Miguel Gularte, o Uruguai oferece vantagens competitivas relevantes, como qualidade reconhecida da produção, rigor sanitário e amplo acesso a mercados externos — fatores que favorecem a expansão dos negócios.

A inauguração contou com a presença do presidente uruguaio Yamandú Orsi, além de executivos da empresa, evidenciando a importância do investimento para a economia local.

Histórico de negociações no país

Apesar do atual movimento de expansão, a atuação da empresa no Uruguai passou por desafios recentes. A Marfrig chegou a negociar a venda de ativos na região em acordo com a Minerva Foods, envolvendo plantas industriais em diferentes países da América do Sul.

No entanto, o processo enfrentou resistência regulatória no Uruguai, com análises prolongadas por parte da autoridade de defesa da concorrência local, o que acabou impedindo a conclusão da operação.

Investimento reforça estratégia regional

Com a ampliação da unidade em Tacuarembó, a MBRF consolida sua presença no país e reforça sua estratégia de crescimento na América do Sul, apostando em eficiência produtiva, expansão industrial e acesso a mercados internacionais.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Forbes

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