Internacional

Guerra no Oriente Médio impulsiona preços da soja e do açúcar no Brasil

O conflito no Oriente Médio foi o principal fator por trás da alta de diversas commodities agrícolas em março. O aumento do preço do petróleo elevou o valor do óleo de soja em mais de 13% na Bolsa de Chicago, puxando junto os preços da soja. O aumento do petróleo também impactou o açúcar e o algodão na Bolsa de Nova York.

Quando o preço do petróleo sobe, a demanda por óleo de soja cresce, já que ele é usado na produção de biodiesel, uma alternativa renovável ao diesel fóssil. Segundo dados do Valor Data, a soja encerrou março em alta de 4,2%, com o contrato mais líquido atingindo US$ 11,85 por bushel.

Marcela Marini, analista sênior de grãos do Rabobank, explica que, sem o impacto geopolítico, os preços da soja poderiam ter caído, já que o Brasil colhe uma safra recorde e a demanda chinesa não cresce na mesma proporção.

Trigo registra maior valorização

O trigo foi a commodity que mais subiu em Chicago, com alta de 8,5% e preço médio de US$ 6,02 por bushel. Segundo Élcio Bento, analista da Safras & Mercado, a expectativa de redução da área plantada nos EUA foi determinante para o aumento.

Os produtores americanos devem plantar 17,6 milhões de hectares na safra 2026-27, a menor desde 1919. Em 2025, a área total foi de 18,33 milhões de hectares.

O conflito no Oriente Médio também afetou o trigo, após o grupo Houthi, do Iêmen, declarar apoio ao Irã e ameaçar interromper fluxos pelo Canal de Suez. “Isso aumenta os custos logísticos para trigo vindo da Europa, Rússia e Ucrânia, beneficiando outros produtores como Argentina, Austrália e EUA”, destacou Bento.

Milho e algodão também registram alta

O milho subiu 5,7% em Chicago, alcançando US$ 4,64 por bushel, impulsionado pela forte demanda americana e pelo uso crescente em biocombustíveis, conforme explica Marcela Marini.

O algodão acompanhou a tendência do petróleo, com alta de 6% em março, para 68,29 cents por libra-peso. O aumento no preço do petróleo eleva o custo de tecidos sintéticos, fortalecendo a demanda por fibras naturais, como o algodão.

Açúcar se beneficia de bioenergia

Em Nova York, o açúcar teve alta de 8,1%, cotado a 14,93 cents por libra. A valorização do petróleo aumenta a competitividade do etanol em relação à gasolina, incentivando usinas brasileiras a direcionarem mais cana para bioenergia, reduzindo a oferta global de açúcar.

Segundo Marcelo Filho, analista de mercado da StoneX, a consolidação do preço do petróleo acima de US$ 100 torna o etanol mais atrativo e pressiona o açúcar no mercado internacional.

Outras commodities

O suco de laranja congelado subiu 3,4%, para US$ 1,82 por libra, e o café arábica registrou alta de 1,2%, a US$ 2,94 por libra. Entre as commodities suaves, apenas o cacau caiu, recuando 9,9% para US$ 3,26 por tonelada, pressionado por oferta abundante e baixa demanda.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Be8

Ler Mais
Internacional

Porto de Karachi dispara em transbordo após crise no Estreito de Ormuz

O porto de Karachi, no Paquistão, registrou um salto expressivo na movimentação de contêineres nas últimas semanas, impulsionado pela crise no Estreito de Ormuz. Em apenas 24 dias, o terminal movimentou um volume equivalente a todo o ano de 2025, refletindo mudanças nas rotas do transporte marítimo internacional.

Crescimento acelerado na movimentação de cargas

De acordo com o ministro federal de Assuntos Marítimos, Muhammad Junaid Anwar Chaudhry, o porto havia registrado cerca de 8.300 contêineres em operações de transbordo ao longo de 2025. No entanto, somente nas últimas semanas, o volume chegou a 8.313 contêineres, evidenciando a rápida expansão da demanda.

Conflito no Oriente Médio altera rotas marítimas

O aumento está diretamente ligado à interrupção no tráfego do Estreito de Ormuz, considerada uma das principais rotas globais de energia e comércio. O bloqueio, iniciado em 2 de março após tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, levou companhias de navegação a suspender operações em portos estratégicos do Golfo.

Com isso, hubs tradicionais como o porto de Jebel Ali, em Dubai, perderam capacidade operacional, forçando o redirecionamento de cargas para alternativas regionais, como Karachi.

Incentivos e estrutura favorecem o Paquistão

Além do cenário geopolítico, o crescimento foi impulsionado por medidas adotadas pelo governo paquistanês. Entre elas, a concessão de descontos de até 60% nas taxas portuárias, em vigor desde 18 de março, que tornou o terminal mais competitivo.

A presença de grandes operadores logísticos, como Hutchison Ports, Maersk e Cosco, também facilitou a adaptação das rotas. Outro fator relevante foi a capacidade ociosa dos terminais, ampliada pela redução do comércio de trânsito com o Afeganistão.

Desafios para se tornar hub logístico

Especialistas avaliam que o aumento do transbordo de cargas pode fortalecer a imagem do Paquistão como um potencial hub logístico regional. No entanto, alertam que a consolidação desse crescimento dependerá de políticas estáveis e de investimentos robustos em infraestrutura portuária e logística.

Apesar do momento favorável, ainda há dúvidas sobre a capacidade do país de sustentar o avanço sem ampliar sua estrutura ao longo de toda a cadeia logística.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

Ler Mais
Internacional

Crise do petróleo global pode ser a pior da história, alerta agência internacional

A atual crise do petróleo pode superar os choques energéticos registrados nas décadas anteriores, segundo avaliação da Agência Internacional de Energia (IEA). O agravamento do cenário está diretamente ligado à guerra no Irã, que já provoca impactos relevantes no fornecimento global de energia.

Historicamente, crises como as dos anos 1970 levaram à adoção de medidas de economia de combustível, incluindo mudanças no transporte e maior eficiência dos veículos. No entanto, especialistas avaliam que o cenário atual é mais grave do que qualquer outro já registrado.

Liberação recorde de petróleo tenta conter preços

Diante da escalada dos preços, a IEA anunciou a liberação de cerca de 400 milhões de barris, um volume inédito, com o objetivo de amenizar os efeitos da crise energética global.

O diretor-executivo da agência, Fatih Birol, afirmou que líderes mundiais ainda não compreenderam plenamente a dimensão do problema. Segundo ele, o mundo enfrenta simultaneamente múltiplos choques energéticos.

“A gravidade da situação não está sendo totalmente entendida. Estamos diante de duas crises do petróleo e uma crise do gás ao mesmo tempo”, alertou.

Preço do petróleo dispara e pressiona economia

Mesmo com sinais diplomáticos envolvendo negociações entre Estados Unidos e Irã, os preços do petróleo Brent ultrapassaram US$ 110 por barril recentemente. Após declarações políticas, houve recuo de cerca de 10%, mas os valores seguem elevados.

Economistas avaliam que o aumento pode gerar efeitos em cadeia, como alta nos preços dos alimentos, pressão sobre políticas de juros e risco de desaceleração econômica. Caso o barril atinja US$ 140, há temor de impacto severo na economia global.

Perdas superam crises anteriores

De acordo com dados apresentados pela IEA, a redução atual na oferta já supera os níveis registrados em crises passadas.

Nas décadas de 1970, os choques de 1973 e 1979 retiraram juntos cerca de 10 milhões de barris diários do mercado. Agora, a perda já chega a aproximadamente 11 milhões de barris por dia.

Além disso, o mercado de gás também sofre forte impacto. Após a guerra na Ucrânia, a redução foi de cerca de 75 bilhões de metros cúbicos. No cenário atual, esse número praticamente dobrou, alcançando cerca de 140 bilhões.

Cadeias globais de suprimentos também são afetadas

A crise não se limita ao petróleo e ao gás. O conflito tem comprometido cadeias essenciais da economia mundial, incluindo o fornecimento de fertilizantes, petroquímicos e outros insumos estratégicos.

O Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte global, concentra grande parte do fluxo de ureia, componente fundamental para a produção agrícola. Interrupções nessa região podem elevar custos e impactar diretamente os preços dos alimentos.

Infraestrutura energética sofre danos significativos

Outro fator de preocupação é a destruição de ativos energéticos. Segundo a IEA, dezenas de instalações — como refinarias, oleodutos e campos de gás — foram danificadas em diversos países.

A recuperação dessas estruturas pode levar tempo, o que indica que os efeitos da crise do petróleo global podem persistir mesmo após o fim do conflito.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Rohan Thomson/Bloomberg/Getty Images/Fortune

Ler Mais
Internacional

Acordo Mercosul-Canadá avança e pode ser fechado ainda em 2026

As negociações para um acordo de livre comércio Mercosul-Canadá avançam em ritmo acelerado e podem resultar em um entendimento até o fim de 2026. Uma nova rodada de conversas está prevista para abril, em Brasília, segundo fontes próximas às tratativas.

Representantes de governos envolvidos indicam que o diálogo evolui de forma positiva, com possibilidade de conclusão antes mesmo do segundo semestre. Há expectativa de assinatura entre setembro e outubro, cerca de um ano após a retomada formal das negociações.

Expectativa de avanço rápido nas tratativas

Diplomatas afirmam que o processo ocorre em velocidade considerada inédita. A avaliação é de que o acordo comercial internacional pode ser fechado ainda este ano, caso o ritmo atual seja mantido.

A visita do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, ao Brasil, prevista para os próximos meses, é vista como um fator que pode impulsionar as negociações, embora não haja previsão de anúncio oficial durante o encontro.

Retomada após impasse e foco na diversificação comercial

As tratativas entre o Mercosul e Canadá foram retomadas no ano passado após ficarem paralisadas desde 2021. O bloco sul-americano é formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, com a Bolívia em processo de adesão como membro pleno.

O Canadá tem intensificado sua estratégia de diversificação comercial, especialmente diante das incertezas relacionadas às políticas tarifárias dos Estados Unidos. Nesse cenário, a América do Sul, com destaque para o Brasil, ganha relevância como parceiro estratégico.

Benefícios econômicos e ampliação de mercados

Para o Mercosul, um dos principais exportadores globais de carne bovina, soja e minérios, o acordo representa uma oportunidade de ampliar o acesso a mercados desenvolvidos e atrair investimentos estrangeiros.

Já para o Canadá, o fortalecimento das relações comerciais com a região pode reduzir a dependência econômica dos EUA e abrir novas frentes de negócios em setores como tecnologia e mineração.

Missões comerciais reforçam aproximação

No início de março, representantes da província de Ontário realizaram visitas à Argentina e ao Uruguai para estreitar relações comerciais e preparar o terreno para o acordo. A iniciativa deu continuidade a agendas semelhantes realizadas anteriormente no Brasil.

Autoridades locais destacaram que o movimento faz parte de uma estratégia mais ampla de expansão internacional, impulsionada pela necessidade de diversificar parceiros comerciais.

Contexto global favorece novos acordos

O avanço nas negociações com o Canadá ocorre após o acordo Mercosul-União Europeia, firmado em janeiro após mais de duas décadas de negociações. A implementação provisória de parte das medidas está prevista para começar em maio.

Esse cenário reforça a tendência de ampliação de acordos comerciais do bloco sul-americano, em um momento de reorganização das cadeias globais de comércio.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/REUTERS/Ingrid Bulmer

Ler Mais
Internacional

Irã confirma morte de comandante ligado ao fechamento do Estreito de Ormuz

O governo do Irã confirmou nesta segunda-feira (30) a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri. Ele não resistiu aos ferimentos provocados por um bombardeio realizado por Israel na semana passada, segundo comunicado oficial.

De acordo com a nota, o militar foi atingido durante um ataque que causou danos significativos a estruturas estratégicas e acabou falecendo após complicações decorrentes dos ferimentos.

Ataque ocorreu no sul do Irã e já havia sido reivindicado

A morte de Tangsiri já havia sido anunciada por Israel no dia 26 de março. Conforme o governo israelense, o comandante foi morto em uma operação noturna em Bandar Abbas, no sul do país, junto a outros integrantes de alto escalão da força naval iraniana.

As autoridades israelenses atribuem a Tangsiri a responsabilidade pelo fechamento do Estreito de Ormuz, rota considerada vital para o transporte global de petróleo.

Irã promete resposta e continuidade das ações militares

Em seu posicionamento, a Guarda Revolucionária destacou que a morte do comandante não interromperá suas operações. O órgão afirmou que seguirá com ações contra EUA e Israel, prometendo “golpes contundentes” na região do Estreito de Ormuz.

Tangsiri foi descrito como um “comandante corajoso”, que atuava no fortalecimento da defesa costeira e na organização das forças militares iranianas.

Outras mortes e escalada do conflito

Além de Tangsiri, Israel declarou ter eliminado também Behnam Rezaei, chefe de Inteligência da Marinha da Guarda Revolucionária. No entanto, a informação ainda não foi confirmada pela mídia estatal iraniana.

A morte do comandante ocorre em meio a uma sequência de ações contra autoridades de alto escalão do Irã, intensificando a crise no Oriente Médio. Entre os nomes mais relevantes citados no conflito estão o líder supremo Ali Khamenei e o chefe do Conselho Supremo de Segurança, Ali Larijani.

Importância estratégica do Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do mundo, por onde circula cerca de 20% do petróleo global. O bloqueio da via, que já dura quase um mês, tem impacto direto na economia global e nas cadeias de abastecimento energético.

Israel também acusa Tangsiri de liderar ataques contra petroleiros e embarcações comerciais ao longo dos últimos anos, o que teria agravado tensões na região do Golfo Pérsico.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Alireza Tangsiri no X

Ler Mais
Internacional

Estreito de Bab el-Mandeb entra no radar e amplia tensão global no Oriente Médio

A crescente tensão no Oriente Médio ganhou um novo ponto de atenção além do já conhecido Estreito de Ormuz. O Estreito de Bab el-Mandeb, rota estratégica para o transporte de energia, passou a ser citado como possível alvo de bloqueio por parte do Irã, elevando a preocupação nos mercados globais de petróleo.

A ameaça surge em meio ao agravamento do cenário geopolítico e à pressão sobre rotas marítimas essenciais para o comércio internacional.

Rota estratégica liga o Mar Vermelho ao Canal de Suez

Localizado entre Iêmen, Djibuti e Eritreia, o Estreito de Bab el-Mandeb é um dos principais corredores marítimos do mundo. A passagem conecta o Mar Vermelho ao Canal de Suez, sendo responsável por cerca de 12% do transporte marítimo global de petróleo.

Nos últimos meses, a importância da rota aumentou ainda mais, especialmente após restrições no fluxo pelo Estreito de Ormuz, transformando o local em alternativa relevante para o escoamento de petróleo da região.

Irã sinaliza possível bloqueio com apoio de aliados

De acordo com informações divulgadas pela agência iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, o grupo Houthi — apoiado por Teerã — estaria preparado para atuar no controle da passagem marítima.

Segundo fontes militares citadas pela agência, os combatentes do movimento Ansar Allah teriam capacidade de interromper o tráfego na região, caso haja necessidade de ampliar a pressão contra adversários.

A sinalização reforça a estratégia do Irã de utilizar pontos logísticos sensíveis como instrumento de influência na geopolítica internacional.

Alertas aumentam após ameaças e movimentações militares

As declarações também vieram acompanhadas de avisos direcionados aos Estados Unidos. Segundo fontes iranianas, qualquer ação considerada imprudente envolvendo o Estreito de Ormuz poderia ampliar o conflito para outras rotas estratégicas.

O cenário se torna ainda mais delicado diante da presença militar americana na região, o que eleva o risco de escalada e impactos diretos na segurança energética global.

Ataque dos houthis eleva nível de tensão

No sábado (28), o grupo Houthi realizou um ataque com mísseis contra Israel, marcando a primeira ofensiva desse tipo desde o início recente das hostilidades.

De acordo com os próprios houthis, o alvo seriam posições militares estratégicas israelenses. O governo de Israel informou que o projétil foi interceptado com sucesso.

O episódio reforça o ambiente de instabilidade e amplia as preocupações sobre possíveis impactos no fluxo de petróleo e no comércio marítimo internacional.

Mercado acompanha riscos para o petróleo

Com duas rotas estratégicas sob ameaça, cresce a atenção de analistas e investidores quanto aos efeitos sobre o preço do petróleo e a logística global.

Qualquer interrupção no tráfego por estreitos como Bab el-Mandeb ou Ormuz pode gerar volatilidade nos mercados, afetando diretamente a economia mundial.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diário do Brasil

Ler Mais
Internacional

Trump recua na tensão com o Irã e reduz risco de conflito global

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou nesta sexta-feira (27) uma postura mais cautelosa diante da crescente tensão com o Irã. Ao evitar novas ações militares, o líder norte-americano sinalizou contenção, diminuindo temporariamente o risco de um confronto direto no Oriente Médio.

A decisão ocorre em um contexto de pressões políticas internas, preocupações com a estabilidade global e possíveis impactos na economia mundial.

Recuo desacelera escalada do conflito

A mudança de postura de Trump altera o ritmo da crise. Em vez de intensificar operações militares, o presidente optou por conter medidas mais agressivas, o que contribui para frear a escalada.

Esse movimento abre espaço para possíveis negociações indiretas e reduz, ao menos no curto prazo, o risco de guerra entre Estados Unidos e Irã.

Além disso, o gesto indica que a estratégia geopolítica americana é flexível e se ajusta conforme a evolução do cenário internacional.

Pressões políticas e econômicas influenciam decisão

O recuo não acontece de forma isolada. Internamente, cresce a preocupação com os custos políticos e econômicos de um eventual conflito. Já no cenário externo, aliados e organizações internacionais reforçam o apelo por moderação.

A possibilidade de uma escalada militar também acende alertas no mercado global, especialmente pelo impacto direto no preço do petróleo e na economia mundial.

Diante desse quadro, a decisão reflete uma resposta a um ambiente delicado que envolve segurança internacional e opinião pública.

Movimento estratégico, não sinal de fraqueza

Apesar das críticas, analistas avaliam que o recuo faz parte de um cálculo estratégico. Em momentos de alta tensão, alternar entre pressão e contenção é uma prática comum entre líderes globais.

Nesse contexto, a mudança de postura não indica perda de força. Pelo contrário, pode representar uma tentativa de reorganizar estratégias, ganhar tempo e reposicionar o jogo diplomático.

Cenário permanece incerto

Mesmo com a redução da tensão, a relação entre EUA e Irã continua marcada por desconfiança e movimentos estratégicos.

A atenção agora se volta para os próximos passos. Um avanço nas negociações pode transformar o recuo em um ponto de virada. Caso contrário, o cenário pode voltar a se deteriorar rapidamente.

O episódio reforça uma lógica recorrente da geopolítica internacional: nem todo recuo representa derrota — muitas vezes, é apenas parte de uma estratégia maior.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guararema News

Ler Mais
Internacional

Lucros industriais da China crescem 15,2% e impulsionam modernização econômica

Os lucros industriais da China apresentaram crescimento expressivo de 15,2% nos dois primeiros meses de 2026, na comparação anual. O resultado foi impulsionado principalmente pelos setores de manufatura de alta tecnologia e fabricação de equipamentos, que se consolidam como motores da transformação industrial do país.

De acordo com dados oficiais do Departamento Nacional de Estatísticas (DNE), empresas industriais com receita anual acima de 20 milhões de yuans somaram lucros de 1,02 trilhão de yuans entre janeiro e fevereiro.

Políticas econômicas aceleram recuperação do setor

O desempenho positivo reflete a intensificação de políticas macroeconômicas mais eficazes, adotadas por diferentes regiões e órgãos do governo chinês. As medidas visam estimular a atividade industrial e ampliar os efeitos combinados de iniciativas já existentes com novas ações estratégicas.

Com isso, a maioria dos segmentos industriais apresentou recuperação, e o ritmo de crescimento dos lucros acelerou significativamente em relação a 2025.

Manufatura e mineração lideram crescimento

Entre os principais setores, a indústria manufatureira avançou 18,9%, enquanto o setor de mineração registrou alta de 9,9%, revertendo a queda observada no ano anterior. Já o segmento de fornecimento de energia, gás e água cresceu 3,7%.

No total, 24 dos 41 setores industriais monitorados — o equivalente a 58,5% — apresentaram aumento nos lucros no período.

Fabricação de equipamentos ganha protagonismo

A fabricação de equipamentos teve papel decisivo no desempenho geral, com crescimento de 23,5% nos lucros. O setor respondeu por 30,4% do lucro total das principais empresas industriais, indicando uma melhora na estrutura produtiva.

Entre os subsetores, destacam-se:

  • Eletrônicos: +203,5%
  • Equipamentos ferroviários, navais e aeroespaciais: +11,4%
  • Máquinas elétricas: +6,2%

O avanço reforça a importância do segmento na modernização da indústria chinesa.

Alta tecnologia impulsiona inovação e lucros

Os lucros da manufatura de alta tecnologia cresceram 58,7% no período, consolidando o setor como um dos principais vetores de inovação e competitividade. O desempenho contribuiu significativamente para o crescimento global da indústria.

Segmentos como produção de dispositivos inteligentes, veículos autônomos e equipamentos tecnológicos apresentaram forte expansão, acompanhados pelo avanço da indústria de semicondutores.

Redução de custos melhora eficiência industrial

Outro destaque foi a melhora na eficiência operacional. O custo médio por 100 yuans de receita caiu para 84,83 yuans, representando a primeira redução desde 2022. O resultado indica maior controle de despesas e aumento da rentabilidade das empresas.

Medidas contra concorrência excessiva fortalecem mercado

As políticas adotadas pelo governo chinês também incluem ações para conter a chamada concorrência desenfreada, caracterizada por disputas agressivas de preços que reduzem margens de lucro.

A estratégia busca equilibrar o ambiente competitivo, fortalecer a regulação de preços e garantir condições mais sustentáveis para o crescimento das empresas ao longo de 2026.

Especialistas avaliam que os efeitos dessas medidas devem se intensificar nos próximos meses, contribuindo para maior estabilidade e previsibilidade no setor industrial.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xinhua

Ler Mais
Internacional

PIB dos EUA desacelera e inflação segue elevada, aponta OCDE

A OCDE revisou suas projeções para a economia dos Estados Unidos e passou a indicar uma desaceleração gradual do PIB dos EUA nos próximos anos, acompanhada por uma inflação ainda acima da meta. De acordo com relatório divulgado nesta quinta-feira, o crescimento econômico deve recuar de 2% em 2026 para 1,7% em 2027.

Crescimento perde força com impacto no consumo

Segundo a organização, o ritmo da economia norte-americana continuará sendo sustentado, em parte, pelos investimentos ligados à inteligência artificial, mas esses ganhos tendem a ser compensados pela desaceleração da renda real e pela redução nos gastos do consumidor.

Na atualização mais recente, a OCDE elevou a projeção de crescimento para 2026 em 0,3 ponto percentual, enquanto reduziu a estimativa para 2027 em 0,2 ponto, em comparação com o relatório anterior.

Inflação nos EUA segue pressionada

O cenário inflacionário também foi revisado. A projeção para a inflação nos EUA em 2026 subiu para 4,2%, um aumento de 1,2 ponto percentual. Já para 2027, a expectativa foi reduzida para 1,6%.

A OCDE destaca que a alta recente nos preços globais de energia e os riscos às cadeias de suprimentos contribuem para manter a inflação pressionada no curto prazo. Por outro lado, o encarecimento da energia pode estimular a expansão da produção doméstica, apesar das incertezas geopolíticas.

Tarifas e comércio influenciam cenário econômico

O relatório também aponta mudanças nas tarifas comerciais dos Estados Unidos. Desde meados de novembro, a taxa efetiva sobre importações caiu de 14% para 9,9%, o que pode ter impactos sobre o comércio exterior e a dinâmica de preços.

Juros devem permanecer estáveis até 2027

No campo da política monetária, a expectativa da OCDE é de que o Federal Reserve mantenha os juros nos EUA inalterados ao longo de 2026 e 2027.

A decisão reflete a combinação de inflação ainda elevada, especialmente nos núcleos inflacionários, e um crescimento econômico considerado resiliente, ainda que em desaceleração.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

Ler Mais
Internacional

Guerra no Irã impacta voos Ásia–Europa e faz tarifas dispararem

O avanço do conflito no Irã tem provocado efeitos diretos na aviação internacional, com o fechamento de rotas estratégicas no Golfo e forte alta nos preços de passagens entre Ásia e Europa. Sem acesso a um dos principais corredores aéreos do mundo, companhias enfrentam uma onda de cancelamentos, enquanto milhares de passageiros seguem sem conseguir retornar para casa.

Cancelamentos em massa deixam passageiros retidos

Desde o início da crise, mais de 50 mil voos foram cancelados, afetando diretamente o fluxo global do transporte aéreo internacional. A interrupção atinge especialmente os hubs do Golfo, responsáveis por cerca de um terço das conexões entre Europa e Ásia.

Com aeronaves fora de posição e tripulações desorganizadas, a retomada das operações tem sido lenta. Como consequência, viajantes relatam dificuldades para remarcar voos, além de falhas na comunicação por parte das companhias.

Casos de passageiros retidos por dias — ou até semanas — têm se multiplicado. Muitos enfrentam longas esperas em centrais de atendimento, cancelamentos sucessivos e, em alguns casos, reembolsos automáticos sem alternativa de remarcação.

Falta de assistência e custos extras preocupam viajantes

A crise evidencia fragilidades na assistência ao passageiro aéreo, principalmente fora de regiões com legislação mais rígida, como a União Europeia. Em rotas entre Ásia e Europa, diversos viajantes relatam que precisaram arcar com despesas de hospedagem, alimentação e novas passagens.

Outro agravante é o seguro viagem: a maioria das apólices não cobre interrupções relacionadas a conflitos armados, deixando os passageiros ainda mais vulneráveis.

Sem suporte efetivo, muitos recorrem às redes sociais para tentar solução. Relatos apontam frustração com a prática de algumas companhias de oferecer reembolso em vez de remarcação, enquanto mantêm a venda de assentos a preços elevados.

Preço das passagens dispara com crise no Golfo

A redução da oferta de voos levou a uma escalada nas tarifas. Em rotas populares entre o Sudeste Asiático, Austrália e Europa, os preços chegaram a subir de duas a cinco vezes em comparação aos meses anteriores.

Dados do setor indicam que passagens para os próximos meses seguem em alta, com aumentos expressivos também nas viagens previstas para o segundo semestre. A alta no preço das passagens aéreas é impulsionada tanto pela demanda reprimida quanto pela limitação de rotas disponíveis.

Embora algumas companhias europeias e asiáticas tenham ampliado voos diretos para contornar o Oriente Médio, a capacidade adicional ainda não é suficiente para atender todos os passageiros impactados.

Impactos na temporada de viagens e no mercado global

Além da crise operacional, o cenário é agravado pelo aumento no custo do combustível, o que deve pressionar ainda mais o setor durante a alta temporada. A expectativa é de redução na demanda em algumas rotas, especialmente nas que dependem dos hubs do Golfo.

Levantamentos recentes mostram queda nas reservas internacionais, refletindo a incerteza dos viajantes diante da instabilidade no transporte aéreo global.

Especialistas alertam que, para quem planeja viajar nos próximos meses, o cenário tende a incluir tarifas mais altas, menos opções de conexão e maior risco de alterações de última hora.

Passageiros relatam sensação de abandono

Agentes de viagem e passageiros descrevem um cenário de desorganização e falta de suporte. Há relatos de múltiplos cancelamentos, dificuldade de contato com companhias e impossibilidade de custear novas passagens.

A percepção geral é de perda de confiança no setor, especialmente entre aqueles que dependiam das rotas via Golfo para deslocamentos de longa distância.

Enquanto isso, milhares de pessoas seguem tentando alternativas para voltar para casa, muitas vezes pagando valores significativamente superiores aos originalmente previstos.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/ Mohammed Torokman

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook