Internacional

Algodão sobe em Nova York e dezembro de 2026 fecha a 89,14 cents por libra

Os preços do algodão reagiram nesta quarta-feira (26) na Bolsa de Nova York e recuperaram parte das perdas registradas na sessão anterior. Os contratos futuros avançaram em um movimento de recuperação após a queda de terça-feira.

O vencimento dezembro/26 ganhou 0,80 centavo, alta de 0,91%, e terminou o pregão a 89,14 cents por libra-peso. O contrato outubro/26 subiu 0,69 centavo, ou 0,79%, para 87,77 cents/lb.

Entre os contratos mais longos, março/27 teve valorização de 0,84 centavo, equivalente a 0,93%, encerrando a 91,07 cents/lb. Já maio/27 avançou 0,93 centavo, alta de 1,02%, para 92,25 cents/lb.

Safra dos Estados Unidos segue abaixo do padrão

De acordo com Jack Scoville, as condições das lavouras de algodão nos Estados Unidos continuam inferiores às observadas no mesmo período do ano passado. O desenvolvimento da safra também permanece atrasado em relação à média histórica.

A fase de abertura das cápsulas de algodão já começou. Para as regiões produtoras do Delta e do Sudeste, a previsão indica chuvas de intensidade esparsa a isolada, acompanhadas por temperaturas entre quentes e muito quentes.

O comportamento do clima segue no radar dos participantes do mercado, especialmente durante uma etapa importante para a definição do potencial da produção norte-americana.

Algodão brasileiro também registra alta

No Brasil, o mercado de algodão em pluma apresentou valorização nos últimos dias, segundo o Cepea. Entre os fatores que sustentaram os preços estão a firmeza dos vendedores e a alta das referências internacionais.

Compradores que precisam repor matéria-prima no curto prazo demonstram maior disposição para fechar negócios, principalmente quando se trata de lotes com melhor qualidade.

Por outro lado, parte das indústrias continua adotando uma postura mais cautelosa. O cenário está relacionado às dificuldades enfrentadas pelo setor para repassar integralmente os custos mais elevados aos produtos manufaturados.

Preço doméstico fica abaixo da paridade de exportação

Apesar da recente recuperação dos preços, o Cepea aponta uma mudança importante na relação entre o mercado interno e o externo.

As cotações domésticas do algodão passaram a ficar aproximadamente 3% abaixo da paridade de exportação. Segundo o centro de estudos, esse cenário não era registrado desde novembro de 2025.

A combinação entre a recuperação das cotações internacionais, o comportamento da safra norte-americana e a dinâmica do mercado brasileiro mantém o preço do algodão no radar dos produtores, compradores e indústrias.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

Ler Mais
Internacional

Açúcar fecha misto nas bolsas internacionais com sinais de menor oferta na Europa e importação da Índia

Os preços do açúcar terminaram a sessão desta quarta-feira (26) em sentidos opostos nas bolsas internacionais. Em Nova York, as cotações avançaram apoiadas por novas estimativas de queda na produção europeia. Já em Londres, o mercado recuou ao menor patamar em cerca de uma semana e meia diante da expectativa de que a Índia importe menos açúcar do que o volume autorizado pelo governo.

Na Bolsa de Nova York, o contrato com vencimento em outubro subiu 32 pontos e fechou a 17,59 centavos de dólar por libra-peso. Em Londres, o açúcar branco para outubro caiu 300 pontos, encerrando a US$ 514 por tonelada.

França prevê forte queda na produção de açúcar

O movimento positivo em Nova York ganhou força após a associação francesa de produtores de beterraba e açúcar (AIBS) sinalizar uma possível redução significativa da produção no país.

A entidade estima que a produção de açúcar da França fique mais de 20% abaixo da média registrada nos últimos cinco anos. O desempenho deve ser afetado pela combinação de seca e um período prolongado de temperaturas elevadas.

Maior produtora de açúcar da Europa, a França tem papel relevante no abastecimento regional. Uma safra menor aumenta as preocupações com a disponibilidade do produto no continente e oferece suporte aos preços internacionais.

Índia pode importar menos açúcar

Em Londres, o cenário foi diferente. As cotações permaneceram sob pressão diante da possibilidade de que a Índia reduza as importações de açúcar em relação ao limite estabelecido pelo governo.

Pessoas familiarizadas com o assunto disseram que as refinarias indianas devem direcionar aproximadamente 350 mil toneladas de açúcar ao mercado doméstico para reforçar a oferta. O volume representa apenas uma parte da cota de 1 milhão de toneladas autorizada para importação.

A autorização foi anunciada na quinta-feira (20) pela Diretoria Geral de Comércio Exterior da Índia. O governo permitiu a entrada de até 1 milhão de toneladas de açúcar bruto com isenção de impostos até 31 de outubro.

A iniciativa busca aumentar a oferta interna e conter os preços em um período de expectativa de maior consumo, impulsionado pela temporada de festas.

Importação indiana chama atenção no mercado global

A decisão ganhou relevância porque a Índia é o segundo maior produtor mundial de açúcar e tradicionalmente atua como exportadora da commodity. O país não registra importações expressivas desde a safra 2017/18.

Caso apenas uma fração da quantidade autorizada seja efetivamente comprada no exterior, o impacto sobre a demanda internacional por açúcar será menor do que o inicialmente projetado.

Esse cenário contribui para pressionar principalmente os contratos negociados em Londres, que refletem as expectativas relacionadas ao equilíbrio entre oferta e demanda no mercado global.

Açúcar corrige ganhos registrados em agosto

A queda desta quarta-feira ocorre após uma forte alta acumulada ao longo de agosto. Na quinta-feira (20), o açúcar negociado em Nova York alcançou o maior preço em 15 meses, enquanto Londres atingiu o nível mais elevado em 17 meses.

Naquele momento, o mercado era sustentado pelas perspectivas de uma oferta global mais apertada. Desde então, os contratos passaram por um movimento de correção, enquanto investidores analisam novas informações sobre produção e consumo nas principais regiões produtoras e consumidoras.

Oferta global continua no radar

Apesar da baixa registrada em Londres, as preocupações com o abastecimento mundial de açúcar continuam presentes.

Os efeitos do clima sobre as lavouras europeias permanecem como um dos principais fatores de atenção, enquanto as perspectivas para produção e consumo na Índia adicionam incertezas ao cenário internacional.

Com isso, o mercado segue dividido entre os sinais de menor oferta em importantes regiões produtoras e as expectativas de demanda, mantendo a volatilidade nos preços do açúcar.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

Ler Mais
Internacional

Trigo dispara mais de 6% em Chicago com tensão no Mar Negro; milho e soja também sobem

Os preços dos principais grãos negociados em Chicago registraram forte valorização nesta quarta-feira (26). O trigo liderou o movimento, com alta superior a 6%, em meio ao aumento das tensões entre Rússia e Ucrânia e aos riscos para o fluxo de exportações pelo Mar Negro.

A reação também atingiu milho e soja, sustentados pela disparada do trigo e pelas preocupações com a oferta global de commodities agrícolas.

Trigo lidera alta entre os grãos

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros de trigo encerraram o pregão com ganhos acima de 6%. O vencimento para dezembro fechou a US$ 7,48 por bushel, enquanto o contrato para maio terminou em US$ 7,71.

O milho também avançou mais de 2% e renovou máximas de vários anos. Já a soja subiu mais de 1,5%, enquanto o farelo de soja terminou a sessão com valorização superior a 2,5%.

Para Eduardo Vanin, Sênior Agriculture Strategist da Marex e analista de mercado da Agrinvest, o mercado ainda pode não ter incorporado totalmente os impactos da crise logística na região.

“O mercado de grãos ainda não precificou todo o choque logístico na região do Mar Negro”, afirmou Vanin ao Notícias Agrícolas.

Mar Negro volta ao centro das preocupações

O principal fator por trás da disparada do trigo é o agravamento do conflito no Mar Negro. Rússia e Ucrânia estão entre os maiores exportadores mundiais de cereais, e os ataques contra portos e estruturas ligadas ao comércio agrícola elevaram as preocupações sobre o abastecimento internacional.

Os ataques realizados pelos dois países já provocaram interrupções e atrasos em embarques, segundo informações divulgadas ao longo da semana. O momento é particularmente sensível porque coincide com uma importante etapa da temporada de exportações da região.

A ausência de avanços efetivos nas negociações para um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia também contribui para manter elevado o prêmio de risco embutido nos preços dos grãos.

Ataque a navio amplia risco logístico

Segundo a Bloomberg, a MSC Mediterranean Shipping Co., maior empresa mundial de transporte marítimo de contêineres, interrompeu imediatamente novas reservas de embarques com origem ou destino no porto russo de Novorossiysk depois que um de seus navios foi atingido por um drone.

Outras estruturas russas também teriam sido alvo de ataques recentes, incluindo instalações de armazenamento e refinarias de petróleo. O aumento das ocorrências amplia as incertezas sobre a segurança da infraestrutura e das rotas de transporte na região.

Conflito também afeta mercado de farelo

Embora o trigo seja o produto mais diretamente exposto aos riscos do conflito, os efeitos se propagam para outras commodities.

Um dos principais canais de impacto sobre a soja é o mercado de farelo de girassol. Rússia e Ucrânia têm participação relevante nesse segmento e, juntas, respondem por cerca de 60% das exportações globais do produto.

Para a temporada 2026/27, as estimativas apontam exportações de aproximadamente 3,30 milhões de toneladas pela Ucrânia e 2,80 milhões pela Rússia, em um mercado mundial calculado em cerca de 10,25 milhões de toneladas.

Processamento ucraniano entra no radar

O avanço dos ataques também ameaça a indústria de processamento localizada no sul da Ucrânia. Relatos divulgados localmente indicam paralisações em unidades de extração de óleo e dificuldades para o transporte marítimo de farelo e óleo vegetal.

Esse cenário pode alterar o equilíbrio do mercado de proteínas para alimentação animal. O farelo de girassol compete diretamente com o farelo de soja nas formulações de ração.

Com parte da oferta ameaçada por problemas de produção e logística, compradores, principalmente na Europa, podem recorrer a fornecedores alternativos ou ampliar o uso de farelo de soja.

Soja ganha suporte com mudança na demanda

A possibilidade de menor disponibilidade de farelo de girassol pode favorecer a demanda internacional pelo produto derivado da soja.

Ao mesmo tempo, uma eventual redução na produção de milho dos Estados Unidos tende a apertar o balanço entre oferta e demanda no país e aumentar a disputa por ingredientes utilizados na alimentação animal.

Nesse contexto, o farelo de soja pode ganhar espaço como fonte de proteína. A valorização do milho, por sua vez, eleva os custos de produção de ração e altera a competitividade entre os diferentes componentes utilizados pela indústria.

Milho também encontra apoio nos fundamentos

Além dos efeitos provocados pela crise geopolítica, o milho conta com fatores próprios para sustentar os preços.

As dúvidas sobre o tamanho da safra norte-americana cresceram após os resultados recentes do Pro Farmer Crop Tour e diante da piora das condições das lavouras indicada pelo USDA.

O mercado já havia registrado novas máximas de contrato na terça-feira. Na sessão seguinte, os futuros avançaram novamente e atingiram níveis que não eram observados havia vários anos.

Prêmio de risco permanece nos preços agrícolas

Com portos, terminais, unidades de processamento e rotas marítimas sob ameaça, o Mar Negro volta a ocupar posição central na formação dos preços internacionais das commodities agrícolas.

Enquanto persistirem as incertezas relacionadas ao conflito entre Rússia e Ucrânia, o mercado tende a manter um prêmio de risco sobre trigo, milho e soja.

No caso da soja, a influência ocorre por diferentes caminhos: desde a valorização de trigo e milho até uma possível redução na oferta de farelo de girassol, cenário que pode estimular a procura pelo farelo de soja no mercado global.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

Ler Mais
Internacional

Marrocos defende nova geração de parceria entre Brasil e países árabes

O Brasil e as nações árabes têm espaço para avançar rumo a uma parceria de nova geração, com maior integração em áreas estratégicas como comércio internacional, investimentos, segurança alimentar, economia digital e pesquisa científica.

A avaliação foi apresentada pelo embaixador do Reino do Marrocos no Brasil e decano do Conselho dos Embaixadores Árabes, Nabil Adghoghi, durante o Fórum Econômico Brasil-Países Árabes, promovido pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira nesta terça-feira (25), em São Paulo.

Instabilidade global reforça necessidade de cooperação

Para o diplomata, o atual ambiente de instabilidade internacional torna ainda mais importante o fortalecimento dos laços entre o Brasil e os países árabes. Nesse contexto, ele defendeu a busca por novas oportunidades de negócios e uma relação mais diversificada, sustentável e capaz de gerar benefícios para os dois lados.

Adghoghi apontou cinco frentes consideradas prioritárias para modernizar a parceria. A primeira é ampliar a conexão logística entre as duas regiões, inclusive por meio de rotas marítimas diretas.

Segundo o embaixador, essas rotas poderiam servir como plataformas para o processamento de exportações destinadas aos mercados árabes, além de facilitar o transporte de mercadorias com destino à Europa e à Ásia.

Acordos para estimular investimentos

Outra frente destacada pelo Marrocos é o aprimoramento do ambiente jurídico para investimentos. A proposta envolve acordos capazes de estimular o fluxo de capitais e mecanismos destinados a evitar a dupla tributação.

Como referência, o diplomata mencionou o acordo mantido entre Marrocos e Mercosul. Ele também defendeu a criação de instrumentos para aumentar a proteção e a resiliência das cadeias de suprimentos.

Digitalização pode ampliar comércio bilateral

A transformação digital das operações de importação e exportação também foi apontada como prioridade. Nesse sentido, Adghoghi citou o PIX e os serviços digitais oferecidos pelo governo brasileiro como exemplos de soluções que podem servir de inspiração para a modernização das relações comerciais.

“Nossa esperança é que ele [o esforço de repensar a parceria bilateral] resulte em iniciativas e projetos concretos que reflitam nossa ambição comum e inaugurem novos horizontes que valorizem todas as contribuições e capacidades que possuímos”, afirmou.

Ciência e qualificação profissional

O embaixador também ressaltou a importância de ampliar a cooperação científica e a formação de talentos. Entre os desafios está a preparação de profissionais para lidar com os efeitos da inteligência artificial sobre os negócios e para ajudar a criar condições mais favoráveis à atração de investimentos.

O Fórum Econômico Brasil-Países Árabes conta com patrocínio de FAMBRAS Halal, International Halal Academy, Vale, DP World, CDIAL Halal, First Abu Dhabi Bank, MBRF, Qatar Airways e MZAH Investment.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

Ler Mais
Internacional

Irã negocia corredor temporário no Estreito de Ormuz, mas mantém passagem fechada até o fim da guerra

Irã e Omã avançam nas negociações para criar um corredor temporário de navegação no Estreito de Ormuz, incluindo uma operação conjunta para retirada de minas. Apesar das tratativas, Teerã afirmou nesta quarta-feira (26) que a passagem estratégica para o comércio mundial de petróleo continuará fechada enquanto os Estados Unidos não encerrarem a guerra.

Irã e Omã discutem nova rota de navegação

Os dois países buscam estabelecer regras para o tráfego marítimo em Ormuz, área que permanece amplamente bloqueada pelo Irã e se tornou um dos principais focos do conflito no Oriente Médio.

Em reunião realizada na terça-feira, em Mascate, os ministros das Relações Exteriores de Irã e Omã discutiram a criação do chamado “corredor temporário”, além de medidas para remover minas e garantir condições de segurança para a navegação.

O chanceler omani, Badr al Busaidi, afirmou na rede social X que espera anunciar em breve a nova rota e os procedimentos necessários para a retomada de uma navegação segura.

As negociações também devem tratar de uma solução permanente, incluindo a futura administração do estreito e a criação de mecanismos para oferecer serviços de navegação e segurança.

O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, disse que as conversas com representantes de Omã e do Paquistão reforçaram a busca por soluções regionais. Segundo ele, a proposta de um novo corredor, a retirada conjunta de minas e a definição sobre a gestão futura de Ormuz fazem parte desse esforço.

Teerã condiciona reabertura de Ormuz ao fim da guerra

Apesar do avanço diplomático, o governo iraniano deixou claro que a abertura completa do Estreito de Ormuz depende do encerramento do conflito.

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que os Estados Unidos precisam cumprir os compromissos que, segundo Teerã, foram violados antes de qualquer iniciativa para reabrir a passagem.

O governo iraniano condiciona a reabertura ao fim da guerra em todas as frentes, à suspensão do bloqueio e a uma solução para a situação no Iêmen, onde atuam os rebeldes houthis, aliados do Irã.

Gharibabadi também declarou que a resposta de Teerã às novas sanções dos Estados Unidos será direcionada contra interesses econômicos americanos.

Trump afirma que minas foram retiradas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em sua plataforma Truth Social que a Marinha americana informou ter retirado ou destruído todas as minas existentes nas águas internacionais do Estreito de Ormuz.

Trump também advertiu que qualquer embarcação que instale novas minas na região será destruída.

Na segunda-feira, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, declarou que Washington pretende cortar os recursos econômicos do Irã por meio de novas medidas de pressão.

As sanções mais recentes são chamadas de sanções secundárias e não atingem diretamente apenas o governo iraniano. Elas também pressionam parceiros comerciais de Teerã em áreas como ouro, tecnologia, ativos digitais, aviação e transporte marítimo.

Petróleo recua apesar da tensão em Ormuz

O cenário de incerteza também afeta o mercado de energia. No Irã, décadas de sanções internacionais e os impactos do conflito provocaram longas filas em postos de gasolina de Teerã na terça-feira.

Mesmo diante de informações desencontradas sobre a situação do estreito, o preço do petróleo caiu cerca de 2% nos mercados internacionais nesta quarta-feira. O petróleo Brent, principal referência global, chegou a ser negociado abaixo de US$ 90 por barril.

A reação dos mercados sinaliza uma expectativa de possível redução das restrições à circulação marítima em Ormuz.

Estreito de Ormuz é peça-chave para o mercado global

A guerra teve início em 28 de fevereiro, após ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã. Em resposta, Teerã lançou ataques contra países aliados de Washington na região e bloqueou o Estreito de Ormuz.

Os Estados Unidos, por sua vez, mantêm um bloqueio aos portos iranianos.

Antes do conflito, cerca de 20% do petróleo e do gás exportados mundialmente passavam pelo estreito. Atualmente, o fluxo na região está reduzido a níveis mínimos, transformando Ormuz em um dos principais pontos de pressão sobre o mercado internacional de petróleo.

O conflito provocou forte valorização da commodity e aumentou a pressão política sobre Donald Trump nos Estados Unidos, especialmente com a aproximação das eleições de meio de mandato, previstas para novembro.

FONTE: Carta Capital
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Carta Capital

Ler Mais
Internacional

Café arábica recua em Nova York após forte alta e realização de lucros

Os preços do café arábica encerraram a sessão desta terça-feira (25) em queda na Bolsa de Nova York. Após a forte disparada registrada no pregão anterior, o mercado passou por um movimento de realização de lucros, com investidores reduzindo parte das posições compradas.

Na segunda-feira (24), as cotações haviam avançado quase 2 mil pontos, impulsionadas pelas preocupações com a oferta global de café e pelos baixos níveis dos estoques. Nesta terça, os contratos mais negociados recuaram entre 560 e 635 pontos.

O vencimento setembro terminou a 371,40 centavos de dólar por libra-peso, enquanto março fechou em 321,25 centavos. Em Londres, os futuros do café robusta também encerraram o dia no campo negativo, com perdas entre US$ 94 e US$ 137 por tonelada.

Café em Nova York recua mais de 2%

A sessão foi marcada por forte volatilidade e predominância de um movimento de ajuste técnico. Os principais contratos chegaram a registrar perdas superiores a 2%.

Apesar da correção, os fundamentos do mercado de café continuam dando sustentação aos preços. Entre os principais fatores estão a disponibilidade limitada do produto e os estoques certificados de café, que permanecem em níveis historicamente baixos.

O recuo desta terça-feira já era esperado por parte dos operadores, especialmente depois de três semanas seguidas de valorização e do forte avanço registrado na sessão anterior.

Com os preços acumulando ganhos expressivos, fundos e investidores aproveitaram o momento para embolsar parte dos lucros. A avaliação predominante é de que a queda representa uma correção técnica, e não necessariamente uma mudança nos fundamentos que sustentam as cotações.

Futuros acumulam alta de 40% desde junho

A volatilidade deve continuar sendo um dos principais elementos do mercado nas próximas sessões. Segundo Heberson Sastre, gerente da mesa de operações da Minasul, os contratos futuros de arábica acumulam valorização de aproximadamente 40% desde o fim de junho.

O desempenho recente reflete, entre outros fatores, as preocupações com a oferta de café brasileiro e com as condições climáticas nas principais regiões produtoras.

Eduardo Carvalhaes, diretor do Escritório Carvalhaes, destaca que o clima no Brasil continua imprevisível. Períodos de estiagem, chuvas irregulares, ocorrência de geadas e até episódios de granizo têm sido observados em importantes áreas produtoras.

Esse cenário diminui as expectativas de uma safra recorde de café no Brasil em 2026 e mantém os compradores internacionais atentos à capacidade de reposição dos estoques.

Estoques baixos mantêm suporte ao mercado

Além das condições climáticas, os estoques globais de café seguem entre os principais pontos de atenção. Os volumes armazenados permanecem historicamente baixos tanto em países produtores quanto consumidores, criando um suporte estrutural para as cotações.

O mercado também monitora os possíveis efeitos do El Niño sobre as áreas produtoras, fator que pode ampliar as incertezas relacionadas ao clima e contribuir para novas oscilações nos preços.

Outro tema acompanhado pelos agentes é a reorganização do comércio internacional, especialmente diante das discussões sobre possíveis tarifas dos Estados Unidos sobre o café brasileiro. A questão ainda acrescenta incerteza ao cenário para exportadores e compradores.

Mercado físico acompanha queda das bolsas

No Brasil, o mercado físico de café segue operando com cautela. A queda em Nova York tende a limitar novas altas nas negociações domésticas, enquanto a trajetória do dólar em relação ao real continua sendo decisiva para a formação dos preços internos.

Os operadores também acompanham o avanço da colheita brasileira, a evolução dos estoques certificados da ICE e as condições climáticas nas regiões produtoras.

Depois da forte valorização recente, muitos produtores passaram a trabalhar com metas de venda na faixa de R$ 2.000 a R$ 2.100 por saca.

Produtores mantêm postura cautelosa

Para Heberson Sastre, os produtores estão participando do mercado de forma gradual diante das incertezas climáticas e da perspectiva para a oferta de cafés de maior qualidade.

O executivo afirma que as chuvas recentes reduziram a disponibilidade de cafés finos, justamente em um momento de forte procura internacional pelo produto brasileiro.

A avaliação é de que o mercado futuro de Nova York continua funcionando como referência para as negociações físicas, que se ajustam de acordo com uma série de fatores, incluindo câmbio, oferta e clima.

Nesta terça-feira, a combinação entre a queda dos contratos em Nova York e a desvalorização do dólar frente ao real contribuiu para uma perda adicional de força nas cotações do café no mercado brasileiro.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

Ler Mais
Internacional

Irã descobre 7,5 trilhões de pés cúbicos de gás natural em Fars

O Irã anunciou a descoberta de mais de 7,5 trilhões de pés cúbicos de gás natural na província de Fars, no sul do país. A informação foi divulgada no domingo (23) pelo ministro do Petróleo iraniano, Mohsen Paknejad.

Do total identificado, aproximadamente 5,7 trilhões de pés cúbicos são considerados recuperáveis, segundo o governo. O volume representa uma importante expansão das reservas de gás natural do Irã.

Descoberta equivale a anos de produção

Para dimensionar o tamanho da nova reserva, Paknejad comparou o volume recuperável à produção de uma das fases de South Pars, considerado o maior campo de gás natural do mundo.

De acordo com o ministro, os 5,7 trilhões de pés cúbicos recuperáveis correspondem a cerca de 15 anos de produção de uma das fases de South Pars.

A descoberta na província de Fars pode, portanto, ampliar a capacidade do país de atender à demanda interna e fortalecer sua posição entre os principais produtores globais de gás.

Gás doce pode reduzir custos de exploração

Outro fator destacado pelo ministro é a qualidade do recurso encontrado. O gás natural descoberto no Irã é classificado como gás doce, característica que tende a diminuir os custos relacionados ao desenvolvimento e à operação do campo.

A área também apresenta condensado de gás, um hidrocarboneto associado à produção de gás natural. Segundo Paknejad, esse recurso adicional pode representar a geração de bilhões de dólares em novas riquezas para a economia iraniana.

Irã quer acelerar desenvolvimento do campo

O governo iraniano pretende avançar rapidamente com os estudos, o planejamento e o desenvolvimento da nova área de produção.

A expectativa é colocar o campo em operação o quanto antes, permitindo que o gás natural seja direcionado principalmente para a indústria e para outros setores com alto consumo de energia.

A descoberta ocorre em um momento em que o Irã busca ampliar sua capacidade energética e aproveitar novas reservas para atender às necessidades do mercado doméstico.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo

Ler Mais
Internacional

Irã ameaça 45 petroleiros com multas e confisco em nova escalada no Estreito de Ormuz

O Irã incluiu 45 navios-tanque em uma lista de embarcações que, segundo o governo, violaram regras para atravessar o Estreito de Ormuz. Teerã também advertiu que poderá adotar medidas contra navios que realizarem operações de transferência de cargas com essas embarcações, ampliando a tensão em torno de uma das principais rotas marítimas de energia do mundo.

Embarcações podem sofrer multas e ter cargas confiscadas

De acordo com uma publicação feita no domingo, 23, pela Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, órgão criado recentemente pelo Irã para administrar a passagem marítima, os navios incluídos na relação estão sujeitos a multas, retenção e confisco de cargas.

A advertência ocorre poucos dias depois de os Estados Unidos ameaçarem o Irã com as “sanções mais duras da história”. Em resposta, autoridades iranianas afirmaram que qualquer nova ameaça americana provocaria uma reação “devastadora”.

A lista reúne diferentes tipos de embarcações, entre elas grandes petroleiros de petróleo bruto, navios para transporte de gás natural liquefeito (GNL), gás liquefeito de petróleo (GLP) e embarcações destinadas ao transporte de produtos refinados.

Empresas de Emirados, Arábia Saudita e Coreia do Sul aparecem na lista

Entre os navios citados estão embarcações ligadas à ADNOC Logistics and Shipping, dos Emirados Árabes Unidos, à subsidiária Navig8 Tankers e à companhia marítima estatal saudita Bahri.

Também aparecem na relação navios pertencentes à Klaveness Ship Management, Stolt Tankers e à sul-coreana Sinokor. As empresas não responderam imediatamente aos pedidos de comentário da Reuters.

A autoridade iraniana afirmou ainda que qualquer embarcação envolvida em transferências de carga entre navios, conhecidas como operações ship-to-ship, com um dos navios listados poderá ser incluída posteriormente na relação de embarcações consideradas não conformes.

Irã exige autorização para passagem pelo Estreito de Ormuz

A publicação não detalhou quais regras teriam sido descumpridas. No entanto, o governo iraniano já declarou anteriormente que os proprietários de navios precisam obter autorização para atravessar o Estreito de Ormuz e pagar por serviços de segurança e outras atividades relacionadas à navegação na região.

A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico orientou proprietários de cargas a consultar a lista atualizada de embarcações consideradas em situação irregular em viagens relacionadas ao Golfo.

Empresas que desejarem retirar seus navios da relação deverão apresentar um pedido às autoridades marítimas iranianas, acompanhado de explicações sobre a situação, segundo a publicação.

Tráfego de petróleo e gás enfrenta impacto da guerra

Antes de o conflito entre Irã e Estados Unidos afetar o transporte marítimo, a região do Golfo respondia por aproximadamente 20% da oferta diária mundial de petróleo bruto e gás natural liquefeito.

Com a redução do tráfego de petroleiros, operações coordenadas pelos Estados Unidos passaram a permitir que algumas embarcações atravessem discretamente o Estreito de Ormuz para abastecer superpetroleiros posicionados do lado de fora da passagem.

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou na sexta-feira, 21, que a média de sete dias das exportações de petróleo pelo estreito havia superado 8 milhões de barris por dia. Segundo ele, a atuação da Marinha americana tem contribuído para manter o fluxo de petróleo pela região.

A nova lista de embarcações aumenta a pressão sobre armadores e operadores em um momento de forte tensão geopolítica, elevando os riscos para o transporte marítimo, o comércio de energia e a circulação de petroleiros no Golfo Pérsico.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Hamad I Mohammed 

Ler Mais
Internacional

Tufão Narra provoca enchentes e deslizamentos na China e no Vietnã

O tufão Narra provocou enchentes e deslizamentos de terra no norte do Vietnã e na região de Guangxi, no sul da China. As fortes chuvas associadas ao fenômeno também causaram danos à infraestrutura e destruíram áreas de plantações.

Na China, o avanço das águas obrigou as autoridades a retirar cerca de 54 mil pessoas de áreas de risco. Segundo a emissora estatal CCTV, desse total, 8.087 foram encaminhadas para abrigos de emergência.

Chuvas intensas deixam mortos e milhares de desalojados no Vietnã

No norte do Vietnã, os dias de chuva provocados pelo Narra deixaram uma pessoa morta e afetaram mais de 4,3 mil famílias.

O tufão permaneceu sobre o Golfo de Beibu, também conhecido como Golfo de Tonkin. Apesar da permanência sobre a região, os serviços meteorológicos informaram que o sistema não deveria tocar o solo, mas continuaria provocando chuvas intensas no norte do país.

As províncias montanhosas de Lang Son e Cao Bang registraram entre 236 e 300 milímetros de chuva nas 24 horas anteriores à manhã de segunda-feira. O volume elevado provocou alagamentos e deslizamentos.

Ha Long Bay também é afetada pelas enchentes

A província de Quang Ninh, onde está localizada a Baía de Ha Long, reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco, também sofreu com as inundações.

Partes da região ficaram alagadas, afetando atividades como turismo, pesca e transporte.

As condições climáticas ainda interromperam atividades escolares e de trabalho. Segundo as autoridades, os temporais derrubaram conexões de energia que atendiam aproximadamente 55 mil famílias.

As chuvas também destruíram mais de 10 mil hectares de arroz e outras plantações, ampliando os prejuízos provocados pelo tufão.

Enchentes avançam no sul da China

Na China, o impacto do tufão Narra também foi significativo. As águas de pelo menos 15 rios ultrapassaram os níveis considerados de alerta em estações de monitoramento.

Imagens divulgadas pela CCTV mostraram áreas de Chongzuo tomadas pela água. As enchentes cobriram estradas e atingiram conjuntos de construções de poucos andares.

Equipes de resgate foram mobilizadas para retirar moradores de áreas alagadas. Alguns socorristas atravessaram trechos com água na altura dos joelhos, enquanto outros utilizaram barcos para alcançar pessoas isoladas.

Previsão indica mais chuva na região

A previsão meteorológica aponta para a continuidade das chuvas torrenciais em Guangxi, Guangdong, Hainan e Fujian.

Segundo a CCTV, os temporais devem persistir até quarta-feira, mantendo o risco de novos alagamentos e deslizamentos em áreas afetadas.

FONTE: Reuters

TEXTO: Redação

IMAGEM: cnsphoto via Reuters

Ler Mais
Internacional

Dívida dos EUA ultrapassa US$ 40 trilhões e aumenta pressão sobre os juros

A dívida pública dos Estados Unidos superou pela primeira vez a marca de US$ 40 trilhões, ampliando as preocupações sobre o custo de financiamento do governo e os efeitos do endividamento sobre a economia americana.

O novo recorde foi registrado na quarta-feira (19) e ocorre em meio ao aumento dos gastos públicos, às despesas militares, aos cortes de impostos e à necessidade de devolver valores relacionados às tarifas de importação adotadas pelo governo de Donald Trump.

Endividamento avança em ritmo acelerado

Segundo informações atribuídas ao The New York Times, os Estados Unidos devem captar mais de US$ 1,98 trilhão em 2026 para cumprir seus compromissos financeiros.

Entre os principais fatores de pressão sobre as contas estão os gastos com previdência social, medicamentos, despesas militares e juros da dívida pública.

O crescimento do endividamento também tem sido rápido. A dívida havia chegado a US$ 38,8 trilhões em março de 2026, depois de atingir US$ 37,8 trilhões em outubro de 2025, conforme dados da Associated Press.

Os juros da dívida americana já representam uma parcela expressiva do déficit federal. Quanto maior o estoque de títulos emitidos pelo governo e o custo para refinanciá-los, maior tende a ser a pressão sobre o orçamento.

Guerra e devolução de tarifas pressionam o orçamento

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, reconheceu que a trajetória do déficit fiscal neste ano segue em direção desfavorável. Entre os fatores citados estão os custos militares relacionados à guerra no Irã e a devolução de receitas provenientes de tarifas.

A Suprema Corte dos Estados Unidos também determinou a anulação de determinados impostos sobre importações, o que levou o governo a devolver cerca de US$ 160 bilhões às empresas.

A decisão reduziu parte da arrecadação que a administração Trump esperava utilizar para melhorar as contas públicas.

Promessas de cortes não impediram avanço da dívida

A expansão da dívida ocorre apesar das promessas de redução dos gastos públicos feitas por Trump.

Desde 2016, quando lançou sua primeira campanha presidencial, a dívida bruta dos EUA praticamente dobrou.

Outro ponto de atenção envolve o antigo Departamento de Eficiência Governamental, liderado por Elon Musk, que havia anunciado a intenção de promover cortes de aproximadamente US$ 1 trilhão.

Segundo o New York Times, o órgão afirma ter obtido pouco mais de US$ 190 bilhões em economias. O Escritório de Responsabilidade Governamental, entretanto, questionou a transparência e a confiabilidade dessas estimativas.

Títulos do Tesouro ficam mais caros

O aumento do endividamento também repercute no mercado financeiro. Investidores passaram a exigir rendimentos maiores dos títulos do Tesouro americano, elevando o custo de financiamento do governo.

O rendimento dos títulos de 30 anos chegou ao maior nível em quase duas décadas.

A elevação dos juros pode atingir outras áreas da economia. Segundo especialistas citados na reportagem, o movimento tende a encarecer financiamentos imobiliários e de veículos, além de reduzir o espaço para investimentos das empresas.

O aumento do custo financeiro também pode exercer pressão sobre salários e preços de produtos e serviços.

Governo aposta em crescimento econômico

A Casa Branca afirma que pretende combater desperdícios, fraudes e gastos considerados abusivos no orçamento federal.

Segundo o porta-voz Kush Desai, a estratégia também inclui estimular o crescimento econômico. A expectativa do governo é que uma expansão maior da economia ajude a melhorar a relação entre dívida pública e PIB.

Economistas, porém, alertam para o risco de uma trajetória em que o crescimento dos juros e da dívida se retroalimente.

Marc Goldwein, do Comitê para um Orçamento Federal Responsável, classificou o início desse processo como um dos principais riscos para as finanças americanas.

Fed avalia redução da carteira de títulos

O Federal Reserve (Fed) também está no centro das discussões sobre o tamanho do balanço do governo americano.

A autoridade monetária avalia a redução de sua carteira de títulos públicos e outros ativos, que chegou a aproximadamente US$ 6,8 trilhões após as medidas adotadas durante diferentes crises econômicas.

A redução dos ativos pode alterar as condições de liquidez do mercado e ocorre em um momento de crescente preocupação com a sustentabilidade fiscal americana.

Dívida cresceu durante diferentes governos

O avanço da dívida dos Estados Unidos não é resultado de uma única administração. O país mantém há anos um cenário em que as despesas federais superam a arrecadação de impostos.

Durante a pandemia de Covid-19, tanto os governos Trump quanto Joe Biden ampliaram significativamente os empréstimos para sustentar a economia e financiar medidas de recuperação.

Em 2025, Trump também sancionou uma legislação republicana que combinou redução de impostos e aumento de gastos, aumentando as preocupações entre defensores do equilíbrio fiscal.

Teto da dívida volta ao radar

Os Estados Unidos possuem um teto legal para a dívida pública, cujo limite pode ser elevado, suspenso ou alterado pelo Congresso.

Estimativa do Bipartisan Policy Center aponta que o país pode alcançar o limite de aproximadamente US$ 40,9 trilhões entre março e agosto de 2027. Nesse momento, os parlamentares terão novamente de decidir sobre o teto da dívida.

A situação fiscal americana também chama atenção internacionalmente. Uma análise recente da OCDE apontou que os Estados Unidos apresentam uma das posições fiscais mais pressionadas entre as economias desenvolvidas.

Com a dívida acima de US$ 40 trilhões, o desafio para Washington passa a ser administrar o aumento dos juros, déficits e gastos públicos sem comprometer ainda mais o espaço disponível para políticas econômicas futuras.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rick Wilking/Reuters

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook