Internacional

Irã ameaça bloquear rotas comerciais no Golfo após ação dos EUA em Ormuz

O governo iraniano elevou o tom contra os Estados Unidos e indicou que pode interromper o fluxo de comércio em importantes rotas marítimas do Oriente Médio. A declaração ocorre como reação ao bloqueio marítimo atribuído a Washington na região do estreito de Ormuz.

Irã sinaliza possível interrupção de exportações e importações

Em comunicado oficial, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que poderá impedir operações comerciais no golfo Pérsico, no mar de Omã e no mar Vermelho. A medida, segundo o comando militar, seria uma resposta direta às restrições impostas pelos norte-americanos.

De acordo com o comandante do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, o país não permitirá a continuidade de exportações e importações nessas áreas estratégicas caso o cenário atual persista.

Bloqueio em Ormuz aumenta tensão e risco de conflito

Autoridades iranianas alegam que o bloqueio em portos próximos ao estreito de Ormuz tem provocado insegurança para navios comerciais e petroleiros iranianos. Ainda segundo o comunicado, a manutenção dessa situação pode ser interpretada como um possível rompimento do cessar-fogo em vigor.

O posicionamento reforça o aumento das tensões na região, considerada vital para o transporte global de petróleo e mercadorias.

Guarda Revolucionária promete resposta firme

O grupo paramilitar também declarou que está preparado para agir “com força” na defesa da soberania iraniana e de seus interesses econômicos e estratégicos. A retórica mais dura surge em um momento delicado das relações internacionais envolvendo Teerã.

Negociações tentam evitar escalada

Apesar das ameaças, há esforços diplomáticos em andamento. Representantes indicaram um acordo preliminar para estender o cessar-fogo por mais duas semanas, com prazo até 22 de abril.

Mediadores internacionais buscam avanços em pontos sensíveis, como o programa nuclear iraniano, a segurança no estreito de Ormuz e possíveis compensações de guerra.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dado Ruvic/Reuters

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Internacional

Estreito de Ormuz: EUA anunciam bloqueio total do tráfego marítimo ligado ao Irã

Os Estados Unidos anunciaram o bloqueio completo do tráfego marítimo relacionado ao Irã no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do comércio global. A operação, coordenada pelo Comando Central norte-americano (Centcom), começou na segunda-feira (13), às 11h (horário de Brasília).

Segundo comunicado oficial, a restrição vale para qualquer embarcação — independentemente da nacionalidade — que tenha origem ou destino em portos iranianos, incluindo áreas no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.

Navegantes recebem alerta para evitar riscos

O Centcom informou que orientações adicionais seriam divulgadas por meio de comunicados oficiais aos navegantes. As autoridades recomendaram que embarcações comerciais monitorem constantemente os avisos e mantenham contato com as forças navais dos EUA ao operar na região.

A medida reforça o controle sobre o fluxo marítimo em uma área essencial para o transporte de petróleo e gás natural.

Irã reage e eleva tom contra ação dos EUA

A resposta do Irã foi imediata. A Guarda Revolucionária alertou que qualquer movimentação hostil pode desencadear uma reação severa no estreito, classificando possíveis ações como um risco de confronto direto.

O governo iraniano também mobilizou forças navais ao longo de sua costa sul, intensificando a vigilância diante da possibilidade de incursões militares.

Região concentra rota estratégica de energia

O Estreito de Ormuz é responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo e gás consumidos globalmente, o que torna a região vital para o mercado internacional de energia.

Desde o início do conflito, no fim de fevereiro, o Irã já havia restringido parcialmente o tráfego, o que contribuiu para a forte alta nos preços do petróleo no mercado global.

Decisão dos EUA mira pressão econômica

A ofensiva norte-americana foi anunciada pelo presidente Donald Trump, que determinou o bloqueio como forma de pressionar Teerã após a falta de avanço em negociações para encerrar o conflito.

A estratégia busca limitar as exportações iranianas de petróleo, uma das principais fontes de receita do país, e forçar concessões diplomáticas.

Risco de escalada e impacto global

Especialistas avaliam que um bloqueio naval no Estreito de Ormuz pode ser interpretado como ato de guerra, aumentando o risco de escalada militar na região.

Além disso, a medida pode gerar efeitos diretos na economia global, pressionando os preços da energia e impactando cadeias de abastecimento.

Cessar-fogo frágil pode ser comprometido

A decisão ocorre poucos dias após um cessar-fogo temporário entre EUA e Irã, que previa negociações para um acordo de paz. No entanto, o controle do estreito segue como ponto central de disputa.

Autoridades iranianas já indicaram que não pretendem abrir mão do domínio sobre a rota, considerada estratégica tanto do ponto de vista econômico quanto geopolítico.

FONTE: O  Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Estreito de Ormuz: EUA reforçam bloqueio naval e navios chineses recuam na rota

As Forças Armadas dos Estados Unidos informaram que nenhum navio conseguiu atravessar o bloqueio imposto no Estreito de Ormuz até esta terça-feira (14). A operação militar foi iniciada no dia anterior, com o objetivo de restringir o tráfego marítimo ligado ao Irã.

A ação ocorre na entrada estratégica do estreito, no Golfo de Omã, e faz parte da resposta do governo de Donald Trump à postura de Teerã em manter restrições na região.

Segundo comunicado oficial, cerca de 10 mil militares — entre marinheiros, fuzileiros e aviadores — participam da operação, que conta com 12 navios de guerra e diversas aeronaves.

Petroleiros sancionados desafiam bloqueio

Apesar da restrição, ao menos quatro navios petroleiros sob sanções dos EUA foram monitorados navegando pela região entre segunda (13) e terça-feira (14), conforme dados de plataformas de rastreamento marítimo.

Entre eles estão:

  • Rich Starry
  • Elpis
  • Peace Gulf
  • Murlikishan

As embarcações têm ligações com o Irã e foram identificadas por empresas especializadas em monitoramento naval.

Navio chinês muda de rota no Golfo de Omã

O petroleiro chinês Rich Starry chamou atenção ao alterar seu trajeto. Após atravessar o estreito em direção ao Golfo de Omã, a embarcação fez uma manobra de retorno e passou a seguir novamente rumo ao estreito.

O navio transporta cerca de 250 mil barris de metanol e pertence a uma empresa chinesa sancionada por relações comerciais com o Irã. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o motivo da mudança de rota.

Presença militar se concentra fora do estreito

Informações indicam que a maior parte das forças navais dos EUA está posicionada no Golfo de Omã e no Mar Arábico, além de áreas próximas à costa iraniana — e não diretamente dentro do estreito.

A estratégia busca ampliar o controle sobre o fluxo marítimo e impedir o acesso a portos iranianos ou a navios que mantenham vínculos com o país.

China critica ação e alerta para escalada de tensão

O governo chinês classificou o bloqueio como uma medida “perigosa e irresponsável”, alertando que a iniciativa pode intensificar ainda mais a crise geopolítica no Oriente Médio.

Pequim é uma das principais compradoras de petróleo da região e tem interesse direto na estabilidade do fluxo energético.

Entenda a crise no Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é uma das rotas mais estratégicas do mundo, responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo global. Desde o início da guerra envolvendo o Irã, o local passou a operar sob fortes restrições.

Embora nunca tenha sido totalmente fechado, o Irã vinha permitindo a passagem de navios aliados mediante pagamento de taxas elevadas, além de garantir trânsito para suas próprias exportações.

Estratégia dos EUA mira receitas do Irã

O bloqueio imposto pelos EUA busca atingir diretamente a economia iraniana, que depende significativamente das exportações de petróleo — responsáveis por até 15% do PIB do país.

A medida segue uma estratégia semelhante à aplicada anteriormente em outros contextos, com foco em limitar fontes de receita do governo iraniano.

Impactos no petróleo e na economia global

A tensão na região já provoca reflexos no mercado internacional. O preço do petróleo tipo Brent chegou a subir mais de 8%, ultrapassando os US$ 100 por barril.

O aumento da commodity pode pressionar a inflação global e afetar economias dependentes da importação de energia.

Riscos para o cessar-fogo e cenário internacional

O bloqueio também ameaça o frágil cessar-fogo entre EUA e Irã. Autoridades iranianas alertaram que qualquer aproximação militar no estreito será tratada como violação do acordo.

Especialistas apontam que a escalada pode gerar novos desdobramentos diplomáticos e aumentar a instabilidade no comércio global.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Poder 360

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Internacional

Sistema de Entrada e Saída da UE: controle digital muda regras para viajantes

A entrada de estrangeiros na Europa passou por uma transformação significativa com a implementação do Sistema de Entrada e Saída (SES/EES), novo modelo de controle de fronteira digital adotado pela União Europeia. A medida entrou em vigor recentemente e já altera a rotina de quem viaja para o continente.

O sistema também foi adotado por países associados ao espaço Schengen, como Islândia, Noruega, Liechtenstein e Suíça. As únicas exceções são Chipre e Irlanda, que seguem utilizando o modelo tradicional com carimbo no passaporte.

Registro digital passa a ser obrigatório

Com o novo sistema europeu de imigração, todos os viajantes estrangeiros em estadias de curta duração — até 90 dias em um período de 180 dias — precisam se registrar digitalmente ao entrar no bloco.

A principal mudança é o fim do carimbo físico no passaporte. Agora, o processo é feito por meio de totens de autoatendimento, onde o passageiro deve:

  • Escanear o passaporte
  • Registrar impressões digitais
  • Capturar imagem facial

Após essa etapa, o viajante segue para a verificação com agentes de imigração.

Objetivo é modernizar e agilizar o controle

O SES foi criado para tornar o controle migratório na Europa mais eficiente e seguro. A proposta inclui reduzir filas, automatizar processos e melhorar o uso de recursos humanos nas fronteiras.

Outra सुविधा é a possibilidade de envio antecipado de dados por meio do aplicativo Travel to Europe, até 72 horas antes do embarque. Com isso, espera-se acelerar o atendimento, especialmente para quem já utilizou o sistema anteriormente.

Filas e desafios marcam início da operação

Apesar da proposta de agilidade, a implementação inicial enfrenta dificuldades. Em países como Portugal, que já utilizam o sistema desde 2025, passageiros relataram longas filas e atrasos em aeroportos, como o de Lisboa.

Especialistas apontam que a fase de adaptação pode gerar transtornos temporários, especialmente diante do aumento da demanda por viagens e do cenário internacional instável.

Incerteza entre viajantes e setor turístico

A adoção do novo sistema ocorre em meio a preocupações globais, como a alta no preço dos combustíveis e o aumento no valor das passagens aéreas. Esse contexto tem deixado viajantes mais apreensivos.

Ainda assim, especialistas do setor de turismo afirmam que a tendência é de melhora ao longo do tempo. A recomendação é que passageiros cheguem mais cedo aos aeroportos e se preparem para os novos procedimentos biométricos.

Segurança e controle migratório mais rigorosos

Entre os principais benefícios do sistema de controle digital europeu está o reforço na segurança. O SES permite monitorar com precisão o tempo de permanência dos visitantes e identificar possíveis irregularidades, como uso de identidades falsas.

Além disso, os dados biométricos ajudam a garantir que o viajante corresponde ao documento apresentado, reduzindo riscos de fraude.

Dados armazenados e viagens futuras mais rápidas

As informações coletadas ficam armazenadas por um período que pode variar de um a cinco anos, conforme o perfil do viajante. Esse banco de dados deve facilitar futuras entradas e saídas, tornando o processo mais rápido ao longo do tempo.

A expectativa é que, após a fase inicial de adaptação, o sistema contribua para uma experiência mais ágil e segura nas viagens internacionais.

FONTE: DW
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/DW

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Internacional

Drone furtivo CH-7: China testa aeronave quase invisível e amplia poder militar

A China deu um passo relevante no desenvolvimento de tecnologia militar avançada ao realizar o primeiro voo do drone furtivo CH-7, uma aeronave não tripulada projetada para missões de reconhecimento estratégico em larga escala. O equipamento combina alta velocidade, baixa detectabilidade e autonomia, consolidando o avanço do país no setor de drones militares.

Primeiro voo valida tecnologia e controle autônomo

O teste inaugural do CH-7 ocorreu em um aeródromo no noroeste chinês e confirmou a capacidade do drone de decolar, voar e pousar de forma totalmente autônoma. Com velocidade máxima próxima de 925 km/h, o modelo passou por uma avaliação inicial de sistemas como controle de voo, comunicação e rastreamento.

Segundo os responsáveis pelo projeto, o objetivo não era demonstrar desempenho extremo, mas verificar se o comportamento da aeronave correspondia às previsões feitas em simulações. O resultado positivo indica que os sistemas embarcados funcionam conforme o esperado — um marco importante na engenharia aeronáutica.

Estrutura de asa voadora desafia engenharia

O CH-7 adota o conceito de asa voadora, eliminando fuselagem tradicional e cauda. Esse design melhora a furtividade, mas exige alto nível de controle computacional, já que a estabilidade depende integralmente de algoritmos e sistemas eletrônicos.

O sucesso do primeiro voo demonstra que esses sistemas são capazes de manter a aeronave estável em condições reais, abrindo caminho para testes mais avançados, com maior velocidade, altitude e manobras complexas.

Como funciona a furtividade do CH-7

A principal característica do CH-7 é sua capacidade de operar com baixa observabilidade, tornando-se difícil de detectar por radares. O formato da aeronave reduz a reflexão de ondas eletromagnéticas, enquanto materiais especiais absorvem parte dos sinais emitidos.

Além do design, o drone conta com revestimentos furtivos aplicados em pontos críticos, como bordas das asas e compartimentos do trem de pouso. O resultado é uma assinatura reduzida, que pode se confundir com o ruído de fundo dos sistemas de detecção.

Missões: vigilância de longo alcance e monitoramento marítimo

Diferente de drones voltados ao combate direto, o CH-7 foi desenvolvido para reconhecimento estratégico. Entre suas principais funções estão:

  • Vigilância de campos de batalha
  • Monitoramento de zonas marítimas extensas
  • Identificação de embarcações e alvos militares

Equipado com sensores eletro-ópticos e infravermelhos, o drone consegue captar imagens em diferentes condições de luz e detectar assinaturas térmicas. As informações são transmitidas em tempo real para centros de comando, ampliando a capacidade de tomada de decisão.

Comparação com programas dos Estados Unidos

Analistas frequentemente comparam o CH-7 ao RQ-180, um projeto furtivo associado à empresa americana Northrop Grumman. Embora o programa dos Estados Unidos seja envolto em sigilo, acredita-se que tenha características semelhantes, como design de asa voadora e foco em missões de inteligência.

A diferença está na estratégia: enquanto os EUA mantêm discrição, a China divulga detalhes técnicos e imagens do CH-7, sinalizando sua evolução em tecnologia aeroespacial militar.

Próximos passos antes da operação

Apesar do avanço, o CH-7 ainda está longe de entrar em operação. Os próximos testes devem avaliar o desempenho em condições mais exigentes, incluindo:

  • Voos em alta velocidade e diferentes altitudes
  • Operação em clima adverso
  • Testes contra sistemas reais de defesa aérea

Especialistas destacam que validar a furtividade em cenários reais é um dos maiores desafios, já que envolve interação com radares modernos e sistemas de guerra eletrônica.

Avanço estratégico no cenário global

O desenvolvimento do CH-7 reforça a posição da China na corrida por drones furtivos e indica uma redução da distância tecnológica em relação a potências ocidentais. Mais do que um protótipo funcional, o projeto representa uma demonstração de capacidade industrial, científica e militar.

O primeiro voo comprova que a aeronave é viável. A próxima etapa será provar sua eficiência em operações reais — um processo que pode levar anos, mas que já reposiciona o país no cenário global.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Internacional

Maersk mantém alerta máximo no Estreito de Ormuz e reforça cautela no transporte marítimo

A Maersk segue operando com nível elevado de cautela no Estreito de Ormuz, mesmo após o anúncio de um cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã. A região é considerada estratégica para o comércio global de petróleo e mercadorias, o que amplia a preocupação com a segurança da navegação.

Trégua não garante segurança na região

Em comunicado, a gigante dinamarquesa avaliou que o acordo de duas semanas pode representar uma possível retomada gradual do tráfego marítimo. Ainda assim, a empresa ressaltou que a situação permanece incerta e não oferece garantias suficientes para uma normalização imediata das operações.

Diante disso, a Maersk informou que não pretende alterar, por ora, suas rotas ou políticas de navegação, mantendo decisões baseadas em análises constantes de risco antes de autorizar viagens pelo Golfo Pérsico.

Tensões no Golfo elevam riscos logísticos

A postura conservadora reflete o ambiente ainda instável na região. As recentes tensões geopolíticas no Oriente Médio elevaram o nível de alerta entre empresas de transporte marítimo e seguradoras.

O Estreito de Ormuz é responsável por uma fatia relevante do fluxo mundial de petróleo. Por isso, qualquer instabilidade no local tende a impactar diretamente os preços de energia e os custos do transporte global.

Impactos já afetam cadeia de suprimentos

No mês anterior, a companhia já havia adotado medidas mais restritivas, como a suspensão de reservas de carga para diversos portos no Golfo. Além disso, foram implementadas sobretaxas emergenciais de combustível em nível global.

Essas ações evidenciam o chamado efeito cascata das crises regionais sobre a logística internacional, com reflexos diretos em custos operacionais e prazos de entrega.

Risco geopolítico segue no radar

Para analistas, a decisão da empresa reforça que o risco geopolítico continua sendo um fator determinante para o comércio global, mesmo diante de avanços diplomáticos pontuais.

Na prática, o cenário indica a manutenção de rotas alternativas, custos mais elevados e possíveis atrasos nas entregas nas próximas semanas, pressionando toda a cadeia de suprimentos.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Internacional

Estreito de Ormuz permanece aberto sob controle do Irã e com tráfego limitado

O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio global de energia, segue oficialmente aberto, mas com circulação restrita e sob supervisão direta do governo iraniano. A informação foi confirmada pelo vice-chanceler Saeed Khatibzadeh.

Navegação depende de autorização militar iraniana

Segundo autoridades do país, embarcações interessadas em cruzar o estreito precisam solicitar autorização prévia às forças militares do Irã. Apenas navios considerados não hostis recebem permissão para seguir viagem.

Na prática, o controle do Estreito de Ormuz permanece rígido, com forte monitoramento por parte de Teerã, mesmo após a sinalização de abertura da rota.

Fluxo de navios cai drasticamente

Apesar da liberação formal, o tráfego segue muito abaixo do normal. Atualmente, apenas cerca de 15 embarcações por dia conseguem atravessar a passagem marítima.

Antes do início do conflito, o volume diário era de aproximadamente 130 navios. A redução expressiva reflete as condições de segurança na região, incluindo riscos operacionais e a presença de possíveis ameaças, como minas marítimas.

Impacto direto no mercado de petróleo

O Estreito de Ormuz é responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo, conectando o Golfo ao Oceano Índico. Por isso, qualquer restrição na região afeta diretamente o mercado internacional de petróleo.

Desde o início das tensões, no fim de fevereiro, a diminuição no fluxo de cargas tem pressionado os preços globais da commodity. Mesmo após um cessar-fogo temporário de 14 dias com os Estados Unidos, o cenário ainda não voltou à normalidade.

A retomada parcial das operações já foi suficiente para provocar novas oscilações nos contratos internacionais de petróleo.

Comunidade internacional reage a restrições

O modelo de controle adotado pelo Irã gera preocupação entre países e organizações internacionais. A União Europeia defende a liberdade de navegação na rota e criticou possíveis limitações impostas ao tráfego marítimo.

A França também se posicionou contra qualquer tipo de cobrança ou restrição adicional, classificando como inaceitável a possibilidade de pedágios para a travessia.

Incertezas sobre normalização da rota

Especialistas avaliam que o sistema de autorizações pode enfrentar dificuldades logísticas, considerando o alto volume de navios que dependem do estreito.

Enquanto isso, o fluxo global de petróleo segue condicionado à estabilidade na região, mantendo o mercado em alerta diante de possíveis novos desdobramentos.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/G1

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Internacional

Estreito de Ormuz: Irã limita passagem de navios e eleva tensão global

O Irã decidiu restringir o fluxo de embarcações no Estreito de Ormuz, autorizando a travessia de no máximo 15 navios por dia. A medida, segundo a agência russa TASS, teria sido acordada no contexto do cessar-fogo no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos e Israel, conforme relatou uma fonte iraniana de alto escalão.

A região é considerada vital para o comércio internacional, já que concentra uma das principais rotas de escoamento de petróleo global e outros produtos essenciais.

Importância estratégica e impacto no mercado

Com cerca de 34 quilômetros de largura, o Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e responde pelo trânsito de aproximadamente um quinto de toda a oferta mundial de petróleo, além de cargas como fertilizantes.

Desde o início do conflito, no fim de fevereiro, o Irã vinha restringindo a circulação na área, o que contribuiu para a alta nos preços internacionais da commodity e aumentou a preocupação com a segurança energética global.

Novo fechamento amplia incertezas

Mesmo após o anúncio de trégua, o governo iraniano voltou a declarar o fechamento do estreito na quarta-feira (8). A decisão ocorre após novos ataques de Israel no Líbano, elevando o nível de instabilidade na região.

Agências iranianas indicam que Teerã avalia abandonar o acordo de cessar-fogo, que previa a interrupção das hostilidades por duas semanas em diferentes frentes, incluindo o território libanês.

Tráfego reduzido e risco de escalada

Antes da interrupção mais recente, apenas dois petroleiros haviam conseguido atravessar o estreito desde o início da trégua, evidenciando o impacto direto sobre o transporte marítimo.

A limitação no fluxo de navios e a possibilidade de retomada dos confrontos aumentam os riscos para o equilíbrio geopolítico e para o abastecimento global de energia.

Conflito no Líbano agrava cenário

Os ataques realizados por Israel no Líbano na quarta-feira deixaram 254 mortos e 837 feridos, segundo autoridades locais de saúde. O episódio reforça o clima de tensão e amplia as preocupações com uma escalada mais ampla no Oriente Médio.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Internacional

Estreito de Ormuz registra aumento na movimentação após cessar-fogo entre EUA e Irã

Poucas horas após o início do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, o Estreito de Ormuz voltou a apresentar intensa circulação de navios. Sites de monitoramento, como o Vessel Finder, registraram dezenas de embarcações na manhã desta quarta-feira (8/04/2026), refletindo o impacto imediato da trégua.

A pausa nos conflitos, acordada na terça-feira, prevê a suspensão de ataques norte-americanos e israelenses ao território iraniano por duas semanas. Em contrapartida, o Irã concordou em reabrir o estreito, uma rota estratégica para o transporte de petróleo, responsável por cerca de 20% do consumo global diário.

Histórico de tensão e bloqueios

Desde o início da escalada militar, Teerã ameaçava fechar o estreito em retaliação a ataques dos EUA e de Israel, colocando em risco embarcações comerciais. Durante a manhã, a TV estatal iraniana informou que o primeiro navio cruzou o estreito com segurança após a implementação do cessar-fogo.

Fontes do setor indicam que o Irã pretende cobrar uma taxa de passagem, embora ainda não haja registros de cobrança.

Negociações no Paquistão e papel da mediação

O cessar-fogo permitirá que delegações do Irã e dos EUA se encontrem em Islamabad, no Paquistão, para discutir um acordo de paz definitivo. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, anunciou que as negociações ocorrerão na sexta-feira (10/04/2026), destacando a importância do diálogo para a estabilidade regional.

O presidente americano, Donald Trump, e o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmaram que a trégua terá validade de duas semanas, mantendo o estreito aberto. A delegação iraniana será liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, enquanto os EUA ainda não confirmaram oficialmente os participantes, mas podem incluir o vice-presidente J.D. Vance, o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner.

Condições do Irã e expectativas de paz

O ministro das Relações Exteriores do Irã confirmou que a passagem pelo Estreito será segura durante o período da trégua, com coordenação das Forças Armadas do país. Araghchi afirmou que os EUA aceitaram usar a proposta de 10 pontos do Irã como base para negociação, que inclui: não agressão, controle iraniano do estreito, suspensão de sanções, revogação de resoluções internacionais e compensações financeiras.

O presidente Trump declarou que os objetivos militares dos EUA já foram alcançados e que a trégua oferece tempo para concluir um acordo de paz definitivo. Segundo ele, quase todos os pontos de divergência já foram resolvidos, e as negociações de duas semanas permitirão finalizar o pacto.

Riscos e tensão contínua

Apesar da trégua, a Guarda Revolucionária iraniana alertou que permanecerá “com as mãos no gatilho” caso haja ataques adicionais de EUA ou Israel. Bombardeios recentes atingiram infraestruturas estratégicas no Irã, incluindo a ilha de Kharg e instalações petrolíferas, enquanto Israel atacou pontes, ferrovias e petroquímicas.

Analistas alertam que qualquer nova ofensiva pode impactar o fornecimento de energia e a estabilidade regional, reforçando a importância das negociações em Islamabad para evitar escaladas futuras.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ Vessel Finder

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Preço do petróleo cai abaixo de US$ 100 após anúncio de cessar-fogo de Trump com o Irã

O preço do petróleo despencou abaixo de US$ 100 por barril na quarta-feira (08/04/2026) depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo de duas semanas com o Irã, condicionado à reabertura imediata e segura do Estreito de Hormuz, importante rota marítima para o comércio de petróleo.

Os contratos futuros do Brent recuaram US$ 14,83 (13,57%), sendo negociados a US$ 94,44 por barril, enquanto o WTI caiu US$ 17,92 (15,87%), chegando a US$ 95,03. Analistas apontam que investidores estão vendendo petróleo em reação à desescalada geopolítica, buscando ajustar posições frente à nova realidade.

Contexto do cessar-fogo e impacto no Estreito de Hormuz

O anúncio de Trump ocorreu pouco antes do prazo final dado ao Irã para reabrir o Estreito de Hormuz, sob risco de ataques generalizados à infraestrutura civil iraniana. Aproximadamente 20% da oferta diária global de petróleo passa pela estreita passagem marítima.

Fontes do setor naval informaram que a Marinha iraniana havia ameaçado destruir embarcações que tentassem atravessar o estreito sem permissão de Teerã. Apesar disso, o Irã sinalizou que permitiria trânsito seguro por duas semanas, em coordenação com suas forças armadas, conforme declaração do ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi.

Autoridades iranianas indicaram que a passagem controlada poderia ocorrer na quinta ou sexta-feira, antes de uma reunião entre representantes dos EUA e do Irã no Paquistão. Para especialistas, o acesso seguro ao Estreito de Hormuz será crucial para normalizar o mercado de petróleo.

Tensão persiste no Golfo e ataques continuam

Mesmo após o cessar-fogo, o Irã atacou o Oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita, único corredor de exportação de petróleo da região, segundo fonte do setor. Além disso, vários países do Golfo relataram lançamentos de mísseis, ataques com drones e emitiram alertas de segurança à população.

Trump declarou que os Estados Unidos receberam uma proposta de 10 pontos do Irã, que considera uma base viável para negociações, e afirmou que as conversas sobre alívio de tarifas e sanções serão mantidas com Teerã.

Estoques de petróleo nos EUA aumentam

Após a divulgação da notícia do cessar-fogo, os futuros do petróleo reduziram parte das perdas depois que o governo norte-americano registrou aumento inesperado nos estoques de petróleo bruto.

Segundo a Energy Information Administration (EIA), os estoques de petróleo nos EUA subiram 3,1 milhões de barris, alcançando 464,7 milhões de barris na semana encerrada em 3 de abril, bem acima da expectativa do mercado, que previa apenas 701 mil barris.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Eli Hartman

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