Internacional

Casa Branca reúne empresas de IA para discutir novo modelo de supervisão antes do lançamento de tecnologias

A Casa Branca promove nesta terça-feira (4) um encontro com representantes das principais empresas de inteligência artificial (IA) para discutir a implementação de um novo modelo de avaliação de sistemas avançados antes de sua liberação ao público. A iniciativa faz parte de uma estratégia do governo dos Estados Unidos para ampliar a supervisão sobre o desenvolvimento da tecnologia.

Participam da reunião empresas como OpenAI, Anthropic, Google e Meta, que vêm acompanhando as discussões sobre o novo marco regulatório.

Governo quer avaliar modelos de IA antes da liberação

A proposta prevê que desenvolvedores possam disponibilizar ao governo norte-americano seus modelos de IA mais avançados com até 30 dias de antecedência em relação ao lançamento oficial.

A medida foi estabelecida em um decreto assinado pelo presidente Donald Trump em junho e tem adesão voluntária, segundo a Casa Branca. Ainda assim, o governo já adotou ações nos últimos meses para retardar ou impedir a divulgação de determinados sistemas considerados sensíveis do ponto de vista da segurança.

De acordo com autoridades, a estrutura inicial já está concluída e o diálogo com as empresas agora busca definir as próximas etapas de implementação.

Debate ganha força após incidentes envolvendo agentes de IA

A reunião ocorre poucos dias após relatos divulgados por OpenAI e Anthropic sobre episódios em que agentes de inteligência artificial apresentaram comportamentos autônomos e acessaram sistemas pertencentes a outras empresas durante testes.

Os casos reforçaram o debate sobre a necessidade de mecanismos capazes de avaliar riscos antes que modelos mais sofisticados sejam disponibilizados ao mercado.

Empresas defendem regras nacionais para inteligência artificial

Em manifestação recente, o diretor de Assuntos Globais da OpenAI, Chris Lehane, voltou a defender a criação de um padrão nacional para regulamentação da IA, estabelecido pelo Congresso dos Estados Unidos.

Segundo ele, um modelo de avaliação com critérios claros, cronogramas definidos e procedimentos padronizados pode contribuir para equilibrar inovação, segurança e governança tecnológica.

Critérios da nova estrutura ainda permanecem indefinidos

Apesar do avanço nas negociações, diversos pontos do novo sistema continuam sem definição pública.

Entre as dúvidas estão quais tecnologias serão classificadas como modelos de IA de ponta, se sistemas de código aberto (open-weight) serão incluídos nas avaliações e qual órgão do governo ficará responsável por coordenar todo o processo.

O decreto também prevê que parte das regras e dos critérios utilizados permanecerá sob caráter confidencial.

Diversos órgãos participam das discussões

A iniciativa vem sendo conduzida por diferentes integrantes do governo norte-americano, entre eles o diretor nacional de segurança cibernética, Sean Cairncross, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o secretário de Comércio, Howard Lutnick.

Segundo autoridades, a participação de diferentes áreas do governo é necessária devido ao impacto crescente da inteligência artificial sobre setores como economia, segurança nacional, defesa e inovação.

Relação entre governo e Anthropic gera questionamentos

Outro tema que acompanha as discussões envolve a Anthropic. No início deste ano, a empresa foi classificada pelo Pentágono como um possível risco para a cadeia de suprimentos, impedindo que suas soluções fossem utilizadas por organizações ligadas às Forças Armadas.

Enquanto essa classificação segue sendo discutida judicialmente, a Casa Branca continua mantendo diálogo com a empresa durante a elaboração das regras para avaliação dos modelos de IA.

Em declarações feitas anteriormente, o presidente Donald Trump afirmou que considera a atuação recente da Anthropic responsável e indicou não vê-la mais como uma ameaça à segurança nacional.

Regulamentação da IA entra em nova fase nos Estados Unidos

A reunião desta semana representa mais um passo na construção de um modelo de governança para inteligência artificial nos Estados Unidos. O objetivo é criar mecanismos que permitam acompanhar o avanço das tecnologias de IA sem interromper o ritmo da inovação, buscando maior segurança na disponibilização de modelos cada vez mais sofisticados.

FONTE: CNN Brasil

TEXTO: Redação

IMAGEM: Gerada por IA

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Iene recebe apoio de Japão e EUA após intervenção conjunta no mercado cambial

Os governos do Japão e dos Estados Unidos realizaram uma intervenção coordenada no mercado de câmbio para conter a forte desvalorização do iene, que se aproximava do menor patamar em cerca de 40 anos frente ao dólar. A operação ocorreu na última sexta-feira (31) e, segundo o Ministério das Finanças japonês, novas ações poderão ser adotadas caso a volatilidade continue.

A iniciativa é considerada incomum e teve como objetivo reduzir os riscos provocados pela queda da moeda japonesa e pela desvalorização dos títulos públicos do país, fatores que poderiam gerar impactos sobre os mercados financeiros internacionais.

Intervenção busca preservar a estabilidade financeira global

Especialistas avaliam que um enfraquecimento acentuado do iene pode ampliar a instabilidade nos mercados globais e elevar os custos de financiamento da dívida pública dos Estados Unidos.

Esta foi a primeira atuação conjunta entre os dois países desde 2011, quando autoridades coordenaram medidas após o terremoto e o tsunami que atingiram o leste do Japão.

Dados divulgados pelo banco central japonês indicam que a operação pode ter mobilizado até US$ 36,58 bilhões (aproximadamente R$ 185,7 bilhões) na compra da moeda japonesa.

Donald Trump destaca apoio ao aliado asiático

No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a intervenção representa um gesto de cooperação com o Japão e contribui para a manutenção da estabilidade da economia mundial.

Analistas também observam que o fortalecimento do iene favorece os interesses de Washington ao reduzir parte da vantagem competitiva das exportações japonesas. Com uma moeda mais fraca, os produtos do Japão tendem a ficar mais baratos no mercado internacional, diminuindo o impacto das tarifas comerciais adotadas pelos Estados Unidos.

Governo japonês sinaliza possibilidade de novas ações

Em nota oficial, o Ministério das Finanças do Japão informou que a operação conjunta com o Departamento do Tesouro norte-americano ajudou a conter as oscilações registradas pela moeda nos últimos meses.

A ministra das Finanças, Satsuki Katayama, afirmou nesta segunda-feira (3) que o governo não descarta novas intervenções caso seja necessário preservar a estabilidade do mercado cambial.

Após o anúncio, o iene registrou valorização superior a 1%, sendo negociado a 155,20 por dólar, o nível mais forte desde o início de maio. A recuperação afastou a moeda da mínima registrada no mês anterior, quando chegou perto de 164 ienes por dólar, embora investidores permaneçam atentos à possibilidade de novas medidas das autoridades japonesas.

Questionada sobre uma eventual nova intervenção nesta segunda-feira, Katayama preferiu não comentar.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Thomas White/Reuters

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Mar Vermelho: por que a Arábia Saudita quer criar uma coalizão internacional para proteger a navegação?

A Arábia Saudita articula a formação de uma coalizão internacional para reforçar a segurança no Mar Vermelho diante da escalada de ataques promovidos pelos houthis, grupo armado do Iêmen apoiado pelo Irã. A iniciativa surge em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e às ameaças que colocam em risco uma das rotas marítimas mais importantes do comércio global.

Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, dezenas de países receberam convite para integrar a aliança, cuja sede deverá ser instalada em Riad. A expectativa é de que o grupo seja oficialmente anunciado após a confirmação dos participantes.

Coalizão busca proteger uma rota estratégica do comércio mundial

A movimentação saudita ocorre dias após os houthis anunciarem um bloqueio marítimo contra o reino, em 20 de julho. A medida passou a atingir embarques de petróleo redirecionados para o Mar Vermelho depois das restrições impostas no Estreito de Ormuz.

Além disso, o grupo iemenita também sinalizou a intenção de cobrar taxas para a passagem de embarcações pelo Estreito de Bab al-Mandeb, ampliando a preocupação com possíveis impactos sobre o comércio internacional e os preços da energia.

Com o aumento da instabilidade, governos e empresas acompanham os reflexos sobre as cadeias globais de abastecimento e o transporte marítimo.

Quais países podem integrar a aliança?

Embora a lista oficial ainda não tenha sido divulgada, veículos internacionais informam que países como Estados Unidos, Egito, Paquistão, Turquia, Djibuti, Somália, Sudão, além de nações europeias como Alemanha, França e Itália, receberam convites para participar da coalizão.

Segundo o portal Al-Monitor, Egito, Djibuti e Sudão já teriam aceitado integrar a iniciativa. O governo saudita também teria estabelecido um prazo para que aproximadamente 50 países confirmem sua adesão.

Os Estados Unidos ainda não anunciaram oficialmente sua participação, apesar de serem considerados um dos principais aliados estratégicos da Arábia Saudita.

Reunião entre Arábia Saudita e EUA reforça diálogo sobre segurança regional

O ministro da Defesa saudita, príncipe Khalid bin Salman, esteve em Washington para reuniões com o presidente Donald Trump e o vice-presidente JD Vance.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa norte-americana, o representante saudita afirmou que o país pretende evitar uma nova escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, mas destacou que o reino está preparado para responder a ameaças à sua segurança.

Ainda segundo os relatos, a avaliação saudita é de que o país possui capacidade para enfrentar os houthis no Iêmen sem necessidade de participação direta das forças americanas.

Enquanto isso, Estados Unidos e Arábia Saudita realizaram operações conjuntas contra grupos armados apoiados pelo Irã no Iraque, ampliando as tensões na região.

Por que o Mar Vermelho é tão importante para o comércio global?

O Mar Vermelho conecta o Mediterrâneo ao Oceano Índico por meio do Canal de Suez e do Estreito de Bab al-Mandeb, formando um dos principais corredores marítimos do planeta.

Estima-se que até 30% do tráfego mundial de navios utilize essa rota, responsável pelo escoamento de mercadorias e, principalmente, de petróleo produzido pelos países do Golfo.

Somente em 2024, aproximadamente 4,1 bilhões de barris de petróleo e derivados passaram pelo estreito de Bab al-Mandeb, volume equivalente a cerca de 5% da produção mundial transportada por via marítima.

Com as restrições impostas ao Estreito de Ormuz, a Arábia Saudita passou a utilizar com maior intensidade seus terminais no Mar Vermelho para manter as exportações de petróleo, tornando a região ainda mais estratégica.

Entenda os ataques dos houthis no Mar Vermelho

Os houthis controlam a capital do Iêmen, Sanaa, desde 2014 e mantêm um conflito prolongado contra o governo reconhecido internacionalmente e apoiado pela Arábia Saudita.

O grupo afirma que o bloqueio marítimo anunciado em julho é uma resposta às operações militares sauditas e às restrições impostas ao território iemenita ao longo dos últimos anos.

Desde então, navios ligados à Arábia Saudita e instalações petrolíferas passaram a ser alvo de ataques. Em um dos episódios mais recentes, os houthis afirmaram ter lançado mísseis contra o petroleiro saudita NCC Ghazal, obrigando a embarcação a alterar sua rota.

O grupo já havia provocado impactos significativos no comércio marítimo internacional em 2023, ao atacar navios relacionados a Israel durante o conflito na Faixa de Gaza.

Plano para cobrar taxas preocupa comunidade internacional

Outro fator que elevou a tensão foi a possibilidade de os houthis passarem a cobrar tarifas pela passagem de navios no Estreito de Bab al-Mandeb.

Autoridades do governo do Iêmen afirmam que a proposta teria inspiração em iniciativas semelhantes discutidas pelo Irã para o Estreito de Ormuz. Segundo relatos, a intenção seria criar uma estrutura específica para arrecadar valores de companhias marítimas.

Especialistas destacam que, pelas normas do direito marítimo internacional, países que controlam estreitos utilizados pela navegação internacional não podem cobrar pedágio apenas pela passagem das embarcações. A cobrança é permitida somente em casos específicos, como serviços portuários ou de apoio à navegação.

Crise reduz tráfego marítimo e pressiona o preço do petróleo

A insegurança na região já provoca reflexos no transporte marítimo. Dados citados pela Reuters mostram que o fluxo de embarcações no Mar Vermelho caiu para o menor nível dos últimos meses, com apenas 11 navios registrados durante um fim de semana.

Antes do agravamento das tensões, mais de 70 embarcações cruzavam diariamente o Estreito de Bab al-Mandeb.

A instabilidade também voltou a influenciar o mercado internacional de energia. O barril do petróleo Brent registrou nova alta, alcançando US$ 88,09, após oscilar entre US$ 72 e mais de US$ 100 nas últimas semanas, refletindo a preocupação dos investidores com o abastecimento global.

FONTE: Al Jazeera
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Internacional

Irã libera navio do Catar no Estreito de Ormuz após semanas de restrições

O Irã autorizou, nesta quinta-feira (30), a passagem de um navio do Catar carregado com gás natural liquefeito (GNL) pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo e gás no mundo. A decisão ocorre após mais de três semanas de restrições impostas por Teerã à navegação na região.

Segundo informações divulgadas pela agência estatal iraniana Fars, a embarcação cumpriu todas as determinações das autoridades locais e atravessou o estreito sem qualquer registro de incidente.

Liberação ocorre em meio à tensão entre Irã e Estados Unidos

A autorização para a travessia acontece em um cenário de forte tensão entre Irã e Estados Unidos, marcado por confrontos e ameaças envolvendo interesses estratégicos na região do Golfo.

Até o momento, não há confirmação oficial de que a flexibilização das restrições será aplicada a outras embarcações, o que mantém a incerteza sobre a normalização da navegação no Estreito de Ormuz.

EUA anunciam nova ofensiva contra alvos iranianos

Em outro desdobramento do conflito, o Comando Central dos Estados Unidos informou ter realizado uma nova ofensiva militar contra o Irã. A ação foi apresentada como resposta à tentativa iraniana de atingir tropas norte-americanas com mísseis balísticos.

Segundo os militares americanos, dezenas de posições ligadas à Guarda Revolucionária Islâmica foram atingidas durante a operação.

Bombardeios deixam mortos e Jordânia intercepta mísseis

A emissora estatal iraniana Irib informou que os ataques resultaram na morte de três pessoas na ilha de Qeshm. Entre as vítimas, estaria uma criança de dois anos.

Paralelamente, as Forças Armadas da Jordânia anunciaram a interceptação de cinco mísseis iranianos. Conforme o governo jordaniano, os projéteis tinham como destino o território do reino.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wikimedia Commons/ND Mais

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Internacional

Acordo Mercosul-China avança após conversa entre Lula e Xi Jinping

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da China, Xi Jinping, conversaram por telefone na noite de domingo (26) durante mais de uma hora. Entre os principais assuntos discutidos esteve o avanço das negociações para um acordo Mercosul-China, além da integração entre os projetos nacionais de desenvolvimento dos dois países.

Segundo comunicado divulgado pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), os chefes de Estado concordaram sobre a necessidade de acelerar as tratativas para a criação de uma zona de livre comércio, considerando as flexibilidades necessárias para viabilizar o entendimento entre as partes.

Cooperação em tecnologia e comércio ganha destaque

Durante a conversa, Lula e Xi reforçaram o interesse em ampliar a cooperação bilateral em setores estratégicos e de alta tecnologia. Entre as áreas citadas estão inteligência artificial, satélites, processamento de minerais críticos e o comércio de fertilizantes, considerados fundamentais para o fortalecimento da parceria econômica.

Os presidentes também fizeram uma avaliação positiva da relação comercial entre Brasil e China, destacando os resultados das iniciativas já implementadas. Entre elas está a isenção de visto para viagens de curta duração, em vigor desde maio deste ano, além das atividades previstas para o Ano Cultural Brasil-China 2026, que busca estreitar os laços entre os dois povos.

Conflitos internacionais preocupam Brasil e China

Na área internacional, os líderes manifestaram preocupação com os impactos dos conflitos globais sobre a população, especialmente em relação à segurança alimentar e à segurança energética.

De acordo com a Secom, ambos demonstraram preocupação com a situação humanitária na Faixa de Gaza e alertaram para os prejuízos causados pelas restrições à navegação nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb, consideradas fatores que afetam diretamente a economia mundial.

Defesa do multilateralismo e busca pela paz

Outro tema abordado foi a atuação do Grupo de Amigos da Paz, iniciativa diplomática liderada por Brasil e China no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU). O grupo tem como objetivo incentivar soluções negociadas para conflitos internacionais, com foco no diálogo entre países do Sul Global, incluindo esforços voltados ao fim da guerra na Ucrânia.

Apesar das críticas à atuação do Conselho de Segurança da ONU diante das crises internacionais, Lula e Xi reafirmaram o compromisso com o multilateralismo e defenderam uma atuação coordenada dos dois países nos principais fóruns internacionais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Tingshu Wang

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Internacional

China investe US$ 9 bilhões para apoiar mercado de ações e conter volatilidade

Duas estatais chinesas anunciaram um aporte conjunto de quase US$ 9 bilhões para fortalecer o mercado de ações da China, em resposta à forte volatilidade provocada por preocupações envolvendo os investimentos em inteligência artificial (IA).

A medida busca conter a sequência de perdas registrada nas últimas semanas e transmitir maior confiança aos investidores em um cenário de incerteza para o setor de tecnologia.

Recursos serão destinados à recompra de ações

A China Reform Holdings informou, no domingo (19), que uma de suas subsidiárias obteve acesso a mais de 50 bilhões de yuans (cerca de US$ 7,38 bilhões) por meio de uma linha especial de financiamento e recursos adicionais.

Segundo a empresa, o montante será utilizado para recompra de ações e ampliação de participações acionárias, estratégia voltada à estabilização do mercado financeiro chinês.

Em comunicado separado, a China Chengtong Holdings revelou que suas subsidiárias adquiriram aproximadamente 10 bilhões de yuans (US$ 1,48 bilhão) em ações e outros ativos de renda variável negociados no mercado doméstico.

Governo demonstra confiança no mercado de capitais

As duas companhias destacaram que permanecem confiantes no desempenho do mercado de capitais chinês e afirmaram que continuarão ampliando investimentos em empresas estatais e no setor de tecnologia para contribuir com a estabilidade financeira.

Analistas avaliam que ambas fazem parte do chamado “time nacional”, grupo de investidores estatais frequentemente mobilizado pelo governo chinês para reduzir oscilações e dar sustentação ao mercado em momentos de maior turbulência.

Temores com inteligência artificial pressionam bolsas

A iniciativa ocorre em um momento de forte liquidação global de ações ligadas aos segmentos de chips e tecnologia, impulsionada pela preocupação dos investidores com os elevados gastos destinados ao desenvolvimento da inteligência artificial.

Neste mês, o índice Xangai Composto acumula queda de 7,3%, enquanto o ChiNext Price Index, que reúne empresas de tecnologia, registra recuo de 21%.

Bolsas chinesas reagem após anúncio

Após o anúncio das medidas, os principais índices acionários da China encerraram a sessão desta segunda-feira (20) em alta.

O Xangai Composto avançou 0,85%, recuperando parte das perdas após recuar 5,8% na semana anterior. Já o ChiNext fechou com valorização de 0,4%, depois de registrar queda de 11% na semana passada.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: DC Studio/Freepik

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Internacional

Houthis anunciam bloqueio naval contra a Arábia Saudita e elevam tensão no Mar Vermelho

Os Houthis, grupo armado que controla parte do Iêmen, anunciaram nesta segunda-feira (20) a imposição de um bloqueio naval contra a Arábia Saudita. A decisão aumenta a tensão no Oriente Médio e ocorre em meio à escalada do confronto envolvendo Irã, Estados Unidos e aliados na região.

Em comunicado, o porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, afirmou que a medida entra em vigor imediatamente e classificou a ação como uma resposta ao que chamou de bloqueio imposto por Riad ao povo iemenita ao longo dos últimos 12 anos. Segundo ele, o embargo segue o princípio de “olho por olho” e é uma reação às restrições terrestres, marítimas e aéreas impostas pela Arábia Saudita.

ONU demonstra preocupação com possível agravamento da crise

Poucas horas após o anúncio, um porta-voz da Organização das Nações Unidas (ONU) manifestou preocupação com a decisão dos Houthis, alertando que a medida pode ampliar ainda mais a instabilidade no Oriente Médio e provocar um conflito regional de maiores proporções.

Estreito de Bab el-Mandeb permanece sob ameaça

Nos últimos dias, os Houthis já vinham sinalizando a possibilidade de fechar o Estreito de Bab el-Mandeb, uma das mais importantes rotas marítimas para o transporte de petróleo e mercadorias entre o Mar Vermelho e o Oceano Índico.

Na quinta-feira (16), fontes ouvidas pela Reuters afirmaram que o grupo preparava o bloqueio da passagem caso os Estados Unidos realizassem ataques contra a infraestrutura energética do Irã. A ofensiva americana ocorreu na noite de domingo (19), quando bombardeios atingiram diversos pontos na cidade portuária de Bushehr, onde está localizada a única usina nuclear civil iraniana, segundo a agência estatal Irna.

Também nesta segunda-feira, o governo iraniano solicitou que a agência nuclear da ONU condenasse os ataques americanos, alegando que a usina nuclear de Darkhovin, ainda em construção, também foi alvo das ações militares.

Preparativos militares incluem mísseis e drones

De acordo com fontes iranianas e pessoas próximas ao movimento iemenita, a possibilidade de interromper o tráfego no Estreito de Bab el-Mandeb teria sido discutida entre representantes do Irã e lideranças dos Houthis.

As mesmas fontes afirmam que o grupo já concluiu os preparativos para possíveis ataques contra embarcações comerciais, posicionando mísseis e drones próximos à passagem marítima. Segundo os relatos, integrantes da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), presentes no Iêmen, participariam da definição do momento de uma eventual operação.

Impacto pode atingir o mercado global de petróleo

Caso os Houthis coloquem em prática as ameaças, o comércio internacional poderá enfrentar novos desafios. Com o Estreito de Ormuz já fechado, uma interrupção da navegação em Bab el-Mandeb afetaria simultaneamente duas das principais rotas de exportação de petróleo do Oriente Médio, elevando os riscos para o abastecimento mundial e para os custos da logística marítima.

Escalada amplia tensão entre Irã, EUA e Arábia Saudita

O Irã considera os Houthis parte do chamado “Eixo da Resistência”, aliança que também reúne o Hezbollah, no Líbano, e grupos armados xiitas do Iraque. Embora os rebeldes iemenitas ainda não tenham ingressado formalmente no confronto entre Teerã e Washington, os Estados Unidos acusam o governo iraniano de fornecer armas, recursos financeiros e treinamento ao grupo — acusação rejeitada por Teerã.

Na semana passada, o líder dos Houthis, Abdul Malik al-Houthi, já havia advertido que instalações petrolíferas e estruturas estratégicas da Arábia Saudita poderiam ser atacadas caso o reino apoiasse militarmente os Estados Unidos contra o Irã.

Além disso, na segunda-feira (13), o grupo lançou mísseis contra território saudita após acusar Riad de bombardear um aeroporto sob seu controle, rompendo uma trégua que durava quatro anos entre as partes.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/G1

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EUA intensificam ataques ao Irã e elevam tensão no Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos realizaram nesta segunda-feira (20) o nono dia consecutivo de ataques contra o Irã, ampliando a escalada militar no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com a segurança no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo, após autoridades iranianas relatarem a explosão e a paralisação de dois petroleiros na região.

O aumento das hostilidades ocorre após o colapso de um acordo de cessar-fogo firmado há cerca de um mês, reacendendo os confrontos e aumentando os riscos para o comércio internacional de energia.

Irã afirma ter atingido bases e instalações militares dos EUA

A Guarda Revolucionária Islâmica informou que lançou mísseis balísticos contra alvos militares americanos em diferentes países da região. Segundo o comunicado, foram atingidas aeronaves dos EUA no aeroporto de Aqaba, na Jordânia, além de instalações militares no campo de Al-Adiri e na Base Aérea Ali Al Salem, no Kuwait. O grupo também afirmou ter atacado posições americanas na Síria.

Em meio aos ataques, o Ministério do Interior do Bahrein informou que sirenes de alerta foram acionadas durante a manhã. Já o Exército do Kuwait declarou ter interceptado drones considerados hostis durante a ofensiva iraniana.

Washington anuncia nova ofensiva militar

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) confirmou o início de uma nova etapa da operação militar, afirmando que os ataques têm como objetivo reduzir a capacidade do Irã de realizar ações contra embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz. O órgão, no entanto, não divulgou detalhes sobre os alvos atingidos.

De acordo com a agência iraniana Tasnim, mísseis americanos atingiram diversas cidades durante a madrugada, incluindo Tabriz, Chabahar, Konarak, Bandar Mahshahr e Bandar Imam Khomeini.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que as operações militares continuarão enquanto o Irã representar uma ameaça à navegação internacional.

Segundo Rubio, o Estreito de Ormuz é uma hidrovia de interesse global e os Estados Unidos manterão sua resposta militar sempre que embarcações comerciais forem alvo de ataques. Apesar disso, o governo americano declarou permanecer aberto a uma solução diplomática.

Estreito de Ormuz concentra preocupação do mercado global

As tensões também afetam diretamente a infraestrutura da região. O governo do Kuwait informou que uma usina de dessalinização foi atingida pelo segundo dia consecutivo, provocando um incêndio em uma instalação considerada essencial para o abastecimento de água.

Enquanto isso, o órgão britânico United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) informou ter recebido um relato sobre uma embarcação em chamas próxima à costa de Omã, embora a causa do incidente ainda não tenha sido confirmada.

A Guarda Revolucionária iraniana declarou que dois petroleiros ficaram imobilizados após explosões enquanto navegavam por uma rota ao sul do estreito, considerada insegura por Teerã. Segundo o governo iraniano, as embarcações teriam sido orientadas pelas forças americanas a utilizar esse trajeto.

As autoridades iranianas não divulgaram informações sobre os navios, como bandeira, nacionalidade da tripulação ou existência de vítimas.

Em novo comunicado, a Guarda Revolucionária afirmou que o Estreito de Ormuz continuará oferecendo riscos enquanto os ataques americanos persistirem, alertando para possíveis impactos no transporte de petróleo, gás natural e produtos petroquímicos.

Fluxo de navios diminui e petróleo sobe no mercado internacional

Dados da LSEG apontam que apenas quatro embarcações cruzaram o Estreito de Ormuz no domingo, metade do volume registrado no dia anterior. Desde a última sexta-feira (17), ao menos três navios-tanque de derivados e um superpetroleiro ingressaram na região para operações de carregamento.

A instabilidade também repercutiu no mercado internacional, com os preços do petróleo avançando cerca de 2% nesta segunda-feira e superando a marca de US$ 90 por barril.

Conflito amplia número de vítimas militares

As Forças Armadas dos Estados Unidos confirmaram a morte de mais um militar durante uma operação no norte do Iraque. Segundo o CENTCOM, o soldado participava da detonação controlada de munições remanescentes de um drone iraniano abatido.

Anteriormente, Washington havia informado a morte de dois militares na Jordânia e o desaparecimento de um terceiro. No domingo, o comando americano comunicou que restos mortais não identificados foram encontrados no local do ataque e seguem em processo de identificação.

Com a atualização, o número de militares americanos mortos desde o início do conflito chegou a 17, enquanto mais de 420 soldados ficaram feridos.

A guerra teve início em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã com o objetivo declarado de enfraquecer os programas nuclear e de mísseis de Teerã. Desde então, o conflito já deixou milhares de mortos, principalmente em território iraniano e no Líbano.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/CENTCOM

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Egito quer dobrar exportações da indústria de engenharia até 2030 com nova estratégia nacional

O governo do Egito estabeleceu uma meta ambiciosa para expandir as exportações da indústria de engenharia, passando de mais de US$ 6 bilhões em 2025 para US$ 13 bilhões até 2030. A iniciativa faz parte de um plano estratégico elaborado pelo Fundo de Desenvolvimento das Exportações do Egito em conjunto com o Conselho de Exportação da Indústria de Engenharia.

A proposta busca fortalecer a competitividade do setor, ampliar o apoio aos fabricantes e aumentar a presença dos produtos egípcios em mercados internacionais.

Apoio aos fabricantes e modernização do sistema de exportação

Entre as principais ações previstas está a modernização do sistema de incentivo às exportações, combinando apoio financeiro com medidas voltadas à expansão comercial.

Os fabricantes deverão receber suporte para conquistar novos mercados, atender aos padrões internacionais de qualidade e ampliar a capacidade de produção. A expectativa é tornar as empresas mais competitivas diante da concorrência global.

Digitalização e maior eficiência nos processos

Outro ponto central da estratégia é a transformação digital das operações ligadas ao comércio exterior. O governo pretende simplificar o acesso aos serviços públicos, digitalizar os processos de exportação e aprimorar a comunicação com as empresas exportadoras.

Com essas mudanças, a meta é reduzir a burocracia e tornar as operações mais rápidas e eficientes.

Acordos comerciais devem impulsionar novos mercados

O plano também aposta no aproveitamento das oportunidades criadas pela Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA) e pelo acordo comercial entre o Egito e o Mercosul.

Essas parcerias são vistas como estratégicas para ampliar a presença da indústria de engenharia egípcia em novos mercados e aumentar o volume das exportações.

Governo quer ampliar participação nas cadeias globais

Além de estimular as vendas externas, a estratégia prevê fortalecer a inserção das empresas egípcias nas cadeias globais de suprimentos, incentivar a produção nacional de componentes e ampliar a oferta de produtos com maior valor agregado.

Segundo o presidente do Conselho de Exportação da Indústria de Engenharia, Sherif El-Sayyad, a meta do setor faz parte do objetivo mais amplo do governo de elevar as exportações egípcias para US$ 100 bilhões até 2030.

FONTE: TV Brics
TEXTO: Redação
IMAGEM: coffeekai/iStock

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Irã amplia ameaça a rotas marítimas após bloqueio dos EUA e mantém Estreito de Ormuz fechado

A crise entre Irã e Estados Unidos ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (15). Após o fechamento do Estreito de Ormuz por Teerã e a retomada do bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou que poderá atingir outros corredores marítimos estratégicos utilizados por Washington e seus aliados.

Em comunicado divulgado pela agência estatal IRNA, a corporação declarou que “as exportações regionais de energia serão compartilhadas por todos ou negadas a todos”, reforçando o tom de retaliação diante das recentes ações militares e econômicas dos EUA.

Bab el-Mandeb pode se tornar novo foco do conflito

Especialistas avaliam que o governo iraniano pode recorrer aos Houthis, grupo aliado no Iêmen, para ampliar a pressão sobre o Ocidente. A possibilidade envolve o fechamento do Estreito de Bab el-Mandeb, passagem que conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e é considerada uma das principais rotas do comércio marítimo global e das exportações de petróleo da Arábia Saudita.

Uma autoridade houthi afirmou no início da semana que o grupo está preparado para bloquear a navegação na região caso os ataques sauditas ao Iêmen continuem. Segundo a declaração, uma interrupção dessa rota poderia elevar o preço do petróleo para até US$ 200 por barril.

Houthis retomam ataques e ampliam riscos ao comércio internacional

A tensão aumentou após forças houthis lançarem mísseis contra a Arábia Saudita, acusando o país de bombardear um aeroporto sob controle do grupo. O episódio rompe uma trégua que havia durado quatro anos entre as partes.

Desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023, os Houthis intensificaram ataques contra embarcações comerciais no Mar Vermelho, alegando que os alvos mantinham vínculos com Israel. As ações provocaram impactos relevantes nas cadeias globais de abastecimento e no transporte marítimo internacional.

EUA ampliam ofensiva militar contra posições iranianas

Enquanto isso, as Forças Armadas dos EUA anunciaram uma nova fase de operações militares com o objetivo de reduzir a capacidade iraniana de atacar embarcações no Estreito de Ormuz.

Segundo Washington, sete navios comerciais foram atingidos na última semana, deixando mortos, desaparecidos e feridos entre as tripulações.

Na noite de terça-feira (14), o Comando Central dos EUA informou que realizou ataques durante aproximadamente sete horas contra dezenas de alvos militares próximos ao estreito e em áreas costeiras do Irã.

Já o governo iraniano afirmou que os bombardeios norte-americanos deixaram ao menos 30 civis mortos nos últimos dias no sul do país.

Teerã mantém bloqueio de Ormuz e relata ataques a bases dos EUA

A Guarda Revolucionária declarou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até o que chamou de “fim dos males dos Estados Unidos”. Antes da escalada do conflito, cerca de 20% das exportações globais de petróleo e gás passavam diariamente pela região.

Além disso, o IRGC informou ter realizado ataques contra instalações militares e logísticas ligadas à Quinta Frota dos EUA, no Bahrein, além de ações em Mina Abdullah, no Kuwait, e contra uma base norte-americana em Azraq, na Jordânia.

Autoridades do Kuwait confirmaram que um incêndio provocado por ataques foi controlado, embora não tenham informado se o local corresponde ao citado pelos militares iranianos.

Na Jordânia, a defesa aérea anunciou a interceptação de três mísseis balísticos lançados a partir do território iraniano durante a madrugada desta quarta-feira.

Trump ameaça ampliar ofensiva contra setor energético iraniano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderá ordenar ataques contra instalações do setor energético e infraestrutura do Irã caso Teerã não retome as negociações diplomáticas.

Durante entrevista à Fox News, Trump declarou que os alvos ligados à energia seriam atingidos caso não haja um acordo entre os dois países. Segundo ele, negociadores norte-americanos seguem em contato com representantes iranianos para buscar uma solução diplomática.

O presidente também recuou da proposta anunciada anteriormente de criar uma taxa de 20% sobre o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz. Em substituição, afirmou que pretende buscar acordos de investimento com países do Golfo.

Petróleo reage à crise no Oriente Médio

A intensificação do conflito voltou a pressionar o mercado internacional. Os preços do petróleo Brent e do WTI registraram nova alta nesta quarta-feira (15), após já acumularem valorização de cerca de 2% na sessão anterior.

O avanço das cotações reflete a preocupação dos investidores com possíveis interrupções no fornecimento de petróleo diante das restrições impostas no Estreito de Ormuz, considerado um dos pontos mais estratégicos para o abastecimento energético mundial.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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