Internacional

Trump diz que se reunirá com Xi Jinping na China em novembro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na última sexta-feira que terá um novo encontro com o presidente da China, Xi Jinping, em novembro, durante uma visita ao território chinês.

Segundo Trump, os dois líderes também deverão se reunir em dezembro, durante a cúpula do G20, que será realizada na Flórida.

Encontros entre Trump e Xi devem continuar

A declaração foi feita após a passagem de Xi por Washington nesta semana. Trump classificou a visita do líder chinês como um sucesso e afirmou que os dois países avançaram em diferentes pontos durante as conversas.

O novo encontro previsto para novembro deverá ocorrer na China, enquanto a reunião seguinte está programada para dezembro, no âmbito da agenda do G20 na Flórida.

Relação entre EUA e China segue no foco

A sequência de reuniões entre Trump e Xi ocorre em meio às negociações e divergências que marcam as relações entre as duas maiores economias do mundo.

Os encontros previstos para os próximos meses devem manter no centro da agenda temas relacionados às relações comerciais entre EUA e China e à cooperação bilateral.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Internacional

Peng Liyuan ganha destaque em visita de Xi aos EUA como símbolo de soft power chinês

Durante a visita do presidente chinês Xi Jinping aos Estados Unidos, encerrada nesta sexta-feira, a primeira-dama da China, Peng Liyuan, ocupou um papel de destaque na agenda diplomática. Sua presença ajudou a projetar uma imagem mais acessível da China em meio às divergências entre Washington e Pequim sobre temas como comércio e Taiwan.

Peng conversou em inglês com a primeira-dama americana, Melania Trump, sem recorrer a intérprete. Ela também participou de uma homenagem no Museu Nacional de Arte Asiática do Smithsonian, em Washington, onde acompanhou discretamente a apresentação de um coral juvenil que interpretou a tradicional canção chinesa “Flor de Jasmim”.

Primeira-dama chinesa aproxima culturas

A participação de Peng foi apresentada como um exemplo de soft power, conceito associado ao uso de elementos culturais e sociais para ampliar a influência e melhorar a percepção de um país no exterior.

Após a apresentação, os jovens do coral agradeceram à primeira-dama chinesa. O embaixador da China em Washington, Xie Feng, publicou nas redes sociais imagens do encontro e ressaltou a atuação de Peng.

Segundo o diplomata, ela incentivou os adolescentes americanos a continuarem estudando a língua e a cultura chinesas, além de estimulá-los a atuar como representantes da amizade entre os dois países.

Para Joe Mazur, analista de geopolítica da consultoria Trivium China, a presença de Peng contribui para apresentar uma dimensão mais pessoal das relações entre os governos americano e chinês.

Atuação contrasta com tensão entre China e EUA

A estratégia ocorre em um momento de relações marcadas por disputas entre China e Estados Unidos. Questões comerciais e o futuro de Taiwan estão entre os principais pontos de divergência entre as duas potências.

Nesse contexto, a agenda de Peng cria oportunidades para encontros de caráter cultural e educacional, afastados dos temas mais sensíveis tratados diretamente pelos governos.

O Ministério das Relações Exteriores da China não respondeu a um pedido de comentário sobre a recepção da primeira-dama em Washington.

Vida pessoal de líderes chineses é pouco exposta

Apesar da visibilidade de Peng nos Estados Unidos, discussões públicas sobre sua atuação e suas escolhas pessoais permanecem restritas na internet chinesa.

Buscas relacionadas ao estilo da primeira-dama e ao seu domínio do inglês na plataforma chinesa Red Note não apresentaram resultados, segundo a reportagem.

A discrição envolvendo as esposas dos principais líderes chineses tem raízes históricas. Durante décadas, as primeiras-damas do país mantiveram uma exposição pública limitada, em parte devido à experiência de Jiang Qing, viúva de Mao Tsé-Tung.

Jiang foi integrante do chamado “Bando dos Quatro” e exerceu grande influência durante a Revolução Cultural chinesa, entre 1966 e 1976. Condenada à morte em 1981, posteriormente teve a pena convertida em prisão perpétua.

De cantora militar a figura diplomática

Antes de assumir maior projeção ao lado de Xi, Peng Liyuan era conhecida principalmente na China por sua carreira como cantora soprano vinculada às Forças Armadas.

Com a ascensão política de Xi no início dos anos 2000, a imprensa estatal passou a acompanhar com maior frequência as atividades públicas de Peng.

Em entrevista concedida a uma revista estatal em 2007, ela descreveu a relação com Xi de maneira pessoal, afirmando que, em casa, não o enxergava como uma autoridade, mas como seu marido.

Na ocasião, Peng caracterizou Xi como uma pessoa econômica, trabalhadora e simples.

Causas sociais também fazem parte de sua atuação

Peng também passou a se envolver em iniciativas sociais, incluindo campanhas relacionadas a temas considerados sensíveis na China, como a situação de pessoas que vivem com HIV/Aids.

Sua atuação pública ampliou o papel da primeira-dama chinesa como representante de iniciativas culturais e sociais, além das aparições protocolares ligadas às atividades oficiais de Xi.

Peng é a segunda esposa do presidente chinês. O casal tem uma filha, que estudou em Harvard. Xi havia sido anteriormente casado com a filha de um diplomata chinês.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Finn Gomez/Pool via REUTERS

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Internacional

EUA ampliam preparativos militares diante de possível ação em torno de Cuba

As Forças Armadas dos Estados Unidos avançaram em preparativos que poderiam estar relacionados a uma eventual ação militar em torno de Cuba, segundo reportagem da CBS News publicada na sexta-feira. A emissora afirma ter baseado as informações em uma comunicação interna do Exército americano e em relatos de autoridades.

O documento obtido pela CBS não menciona diretamente Cuba nem determina a mobilização de tropas. Segundo fontes ouvidas pela emissora sob condição de anonimato, porém, a solicitação faria parte do planejamento militar que vem sendo desenvolvido em relação à ilha.

Exército busca informações sobre unidades disponíveis

Segundo a reportagem, uma mensagem enviada em nome da Reserva do Exército dos EUA solicita informações sobre a disponibilidade de seis tipos de unidades que poderiam atuar sob o Comando Sul dos Estados Unidos, responsável pela área que inclui América Central, América do Sul e Caribe.

Entre as unidades mencionadas estão uma brigada de polícia militar, uma brigada médica e um batalhão de engenharia. Também aparecem equipes especializadas em logística e abastecimento, além de uma unidade com capacidade para realizar cirurgias de emergência e atendimento a traumas nas proximidades das forças empregadas.

A comunicação, que teria sido preparada na semana anterior, indica que esse contingente poderia ser necessário dentro de um prazo de 90 a 120 dias. A resposta sobre a disponibilidade das unidades foi solicitada até 25 de setembro.

A Reserva do Exército não respondeu aos questionamentos apresentados pela CBS News.

Comando Sul evita comentar possíveis mobilizações

Procurado pela emissora, um porta-voz do Comando Sul dos EUA afirmou que a instituição não divulga detalhes sobre movimentações operacionais ou possíveis cronogramas de mobilização relacionados a operações atuais, futuras contingências ou atividades de planejamento.

O representante acrescentou que o comando mantém coordenação permanente com a Força Conjunta para avaliar diferentes necessidades dentro de sua área de responsabilidade e dar suporte às missões atribuídas.

Operações de reconhecimento já ocorreram na região

O planejamento envolvendo Cuba ocorre em meio a outras iniciativas militares adotadas por Washington ao longo de 2026, segundo a CBS.

A emissora relata que forças americanas realizaram operações de reconhecimento submarino e marítimo nas proximidades de Cuba. Componentes da Força Aérea dos EUA também teriam sido colocados em nível elevado de prontidão para uma eventual mobilização.

Até o momento, entretanto, os planos mencionados pela reportagem não teriam sido executados.

Opções militares contra Cuba já foram avaliadas

Em maio, a CBS informou que integrantes da comunidade de inteligência dos Estados Unidos haviam analisado possíveis reações de Cuba diante de uma eventual invasão americana.

No mês seguinte, a emissora relatou que uma das alternativas estudadas pelas autoridades americanas envolvia um assalto aéreo com milhares de militares da 101ª Divisão Aerotransportada.

Na ocasião, autoridades ressaltaram que a elaboração de cenários militares não significava necessariamente uma decisão do presidente Donald Trump ou do Pentágono pela realização de uma operação.

Pressão econômica e política sobre Havana aumenta

A movimentação militar ocorre paralelamente ao aumento da pressão econômica e política dos Estados Unidos sobre Cuba. O governo Trump adotou novas sanções contra entidades e autoridades cubanas.

Na avaliação anual de ameaças de 2026 da comunidade de inteligência americana, Cuba também foi descrita principalmente como um ambiente que favorece a atuação de potências como China e Irã, em vez de ser apresentada como uma ameaça estratégica independente.

Durante discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, Trump afirmou nesta semana que pretende promover uma “mudança fundamental” em Cuba. O presidente americano também declarou que o governo comunista da ilha “cairá” e disse que a liberdade chegará ao país.

Durante a fala do presidente americano, a delegação cubana deixou o plenário das Nações Unidas.

Trump já havia falado em “tomar Cuba”

As declarações recentes se somam a manifestações anteriores do presidente americano sobre Cuba.

Em março, Trump afirmou a jornalistas no Salão Oval que acreditava que teria “a honra de tomar Cuba”. Na mesma ocasião, declarou que poderia “libertá-la” ou “tomá-la”, segundo as declarações reproduzidas na reportagem.

Ainda naquele mês, após mencionar ações dos Estados Unidos na Venezuela e no Irã, Trump afirmou: “Cuba será a próxima”.

Em janeiro, forças americanas realizaram uma operação para capturar o então presidente venezuelano Nicolás Maduro e levá-lo aos Estados Unidos, onde ele passou a responder a acusações que incluem envolvimento com cartéis de drogas.

Governo cubano promete reagir a eventual ataque

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que o país reagiria a qualquer eventual ataque dos Estados Unidos. O governo cubano também acusa Washington de conduzir uma “guerra econômica” contra a ilha.

Até o momento, os elementos descritos na reportagem indicam a existência de planejamento e preparação militar, mas não constituem, por si só, uma confirmação de que os Estados Unidos tenham decidido realizar uma intervenção militar em Cuba.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Reprodução/Comando Sul dos EUA

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Internacional

Brasil e Países Baixos assinam Marco de Cooperação Estratégica

Brasil e Países Baixos firmaram um novo Marco de Cooperação Estratégica com o objetivo de ampliar a agenda bilateral e fortalecer a parceria entre os dois países em áreas de interesse comum.

O acordo foi assinado em 23 de setembro, em Nova York, durante reunião entre o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o ministro das Relações Exteriores do Reino dos Países Baixos, Tom Berendsen. O encontro ocorreu à margem da semana de alto nível da 81ª Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Acordo estabelece sete áreas de cooperação

O novo instrumento prevê ações conjuntas em sete eixos considerados estratégicos para as relações entre os países:

  • Diálogo político e cooperação cultural;
  • Comércio sustentável e investimentos;
  • Energias limpas, adaptação às mudanças climáticas e redução de seus impactos;
  • Defesa e segurança;
  • Combate ao crime;
  • Ciência, tecnologia e inovação;
  • Cooperação em organismos e fóruns multilaterais.

A iniciativa busca organizar e ampliar a cooperação bilateral em setores considerados relevantes para os dois governos.

Parceria entra em nova etapa

A assinatura do acordo ocorre no início das celebrações pelos 200 anos das relações diplomáticas entre Brasil e Países Baixos.

Nesse contexto, o Marco de Cooperação Estratégica pretende ampliar os intercâmbios entre os dois países nas áreas política, econômica, científica e tecnológica.

A iniciativa também estabelece uma base para o desenvolvimento de novas ações conjuntas em temas como transição energética, sustentabilidade, inovação, segurança e mudanças climáticas.

Brasil e Países Baixos ampliam agenda bilateral

Com o novo marco, os dois países buscam aprofundar a cooperação em diferentes frentes e fortalecer o diálogo sobre assuntos de interesse mútuo.

A expectativa é que a iniciativa contribua para ampliar as relações econômicas, científicas, tecnológicas e diplomáticas entre Brasil e Países Baixos, além de estimular a atuação conjunta em questões discutidas em organismos internacionais.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Internacional

Hong Kong lança primeiro plano quinquenal com foco em tecnologia, finanças e logística

Hong Kong apresentou seu primeiro plano quinquenal de desenvolvimento, incluído no discurso de políticas públicas de 2026 do chefe do Executivo, John Lee. O programa estabelece prioridades econômicas e sociais para o território até 2030 e amplia a coordenação do governo em áreas estratégicas.

A estratégia mantém a importância de Hong Kong como centro financeiro internacional, mas prevê maior atenção a tecnologia, logística, educação e inovação, além de uma integração mais estreita com a Grande Baía Guangdong–Hong Kong–Macau.

Governo amplia coordenação econômica

O documento prevê a definição de metas conjuntas entre diferentes órgãos do governo e o alinhamento dos projetos locais ao 15º Plano Quinquenal da China.

A iniciativa foi descrita pela imprensa internacional, incluindo a Associated Press e o Financial Times, como uma sinalização de participação mais ativa do Estado na economia de Hong Kong. As autoridades, porém, afirmam que serão preservados elementos como o sistema capitalista, o regime jurídico próprio e a livre circulação de capitais.

Um dos principais projetos é a Metrópole do Norte, região próxima a Shenzhen que deverá concentrar moradias, universidades, centros de inovação e atividades industriais.

A proposta busca enfrentar as restrições territoriais de Hong Kong e aproximar empresas e instituições dos polos tecnológicos do sul da China. A execução dependerá de fatores como obras de infraestrutura, financiamento, disponibilidade de terrenos e capacidade de atrair moradores e empresas.

Hong Kong aposta em yuan e ativos digitais

No setor financeiro, o governo pretende consolidar Hong Kong como o principal centro offshore do renminbi (yuan) e ampliar as conexões com a China continental e outros mercados asiáticos.

Entre as iniciativas estão a criação de novos produtos denominados em yuan, a expansão de mecanismos de integração entre bolsas e o desenvolvimento de estruturas voltadas aos mercados de ouro, seguros e gestão de patrimônio.

O plano também inclui investimentos em ativos tokenizados, depósitos digitais e sistemas de liquidação contínua. A proposta combina o desenvolvimento de novas tecnologias financeiras com mecanismos de supervisão e regulação.

Para empresas e investidores brasileiros, Hong Kong pode continuar desempenhando o papel de porta de entrada para capital, serviços especializados e parceiros comerciais na Ásia.

Logística ganha espaço na estratégia até 2030

Outro eixo do planejamento é a modernização da infraestrutura logística. O governo pretende atualizar o porto, ampliar o transporte multimodal e melhorar a conexão de Hong Kong com corredores terrestres e marítimos do oeste da China.

As ligações ferroviárias com cidades como Chongqing e Chengdu são apontadas como alternativas para reduzir o tempo necessário para transportar mercadorias produzidas no interior chinês até o porto de Hong Kong.

A estratégia também busca atrair estruturas corporativas dedicadas a compras, tesouraria e gestão da cadeia de suprimentos.

Para empresas brasileiras dos setores de alimentos, mineração, energia e bens de consumo, esse ambiente pode abrir oportunidades em áreas como distribuição regional, financiamento comercial e administração de contratos.

Hong Kong, contudo, não substitui o mercado da China continental. O território mantém características próprias, como conversibilidade cambial, regras específicas e concentração de serviços jurídicos e financeiros, que podem ser relevantes para operações internacionais mais complexas.

Plano inclui habitação, saúde e envelhecimento

As metas estabelecidas para os próximos anos também abrangem questões sociais. O governo prevê ações relacionadas à habitação, saúde, envelhecimento da população, apoio a pequenas empresas e políticas de natalidade.

Entre os objetivos está a redução do tempo de espera por moradias subsidiadas e a diversificação do mercado de trabalho para diminuir a dependência das atividades financeiras tradicionais.

A questão habitacional ocupa posição relevante no planejamento, diante dos altos custos de moradia e das desigualdades, fatores que afetam a capacidade de Hong Kong de atrair profissionais e estimular o consumo interno.

Execução será um dos principais desafios

A amplitude do plano também traz desafios. Analistas ouvidos pela imprensa internacional destacam que a implementação poderá enfrentar obstáculos relacionados à flexibilidade econômica e à execução dos projetos.

Os resultados até 2030 dependerão de fatores como demanda externa, desempenho do mercado imobiliário, relações comerciais internacionais e capacidade de coordenação com as cidades vizinhas.

Para empresas brasileiras interessadas no mercado asiático, o documento funciona como um mapa das prioridades econômicas de Hong Kong, mas não representa garantia de resultados. A entrada em novos negócios continuará dependendo da análise de regulamentações específicas, custos operacionais e escolha de parceiros locais.

Hong Kong aproxima planejamento da estratégia chinesa

A adoção do primeiro plano quinquenal aproxima Hong Kong de uma lógica de planejamento econômico utilizada pela China continental, sem eliminar as características institucionais próprias do território.

O principal desafio até 2030 será transformar os projetos previstos em ganhos concretos de produtividade, inovação, infraestrutura e comércio internacional.

FONTE: Agência Brasil China
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Brasil China

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Internacional

Algodão recua mais de 5% na semana em Nova York e amplia pressão sobre os preços

Os preços do algodão fecharam a sessão da última sexta-feira (18) em forte baixa na Bolsa de Nova York. O movimento negativo também marcou o desempenho semanal, com os principais contratos acumulando perdas superiores a 5%.

No encerramento do pregão, o contrato outubro/26 caiu 1,03 centavo de dólar, ou 1,31%, para 77,38 cents por libra-peso. O dezembro/26 recuou 1,02 centavo, equivalente a 1,24%, e terminou cotado a 81,15 cents/lb.

Entre os contratos mais longos, o março/27 perdeu 1,02 centavo (-1,20%), encerrando a 83,79 cents/lb. Já o maio/27 teve queda de 0,95 centavo (-1,10%), para 85,36 cents/lb.

Contratos de algodão acumulam perdas superiores a 5%

Na comparação com o fechamento da semana anterior, a queda foi ainda mais expressiva.

O contrato outubro/26 passou de 82,38 para 77,38 cents/lb, uma retração de 5 centavos, ou 6,07%. O dezembro/26 caiu de 86,06 para 81,15 cents/lb, acumulando perda de 4,91 centavos (-5,70%).

Já o março/27 recuou de 88,56 para 83,79 cents/lb, baixa de 4,77 centavos (-5,39%). No maio/27, a cotação passou de 89,95 para 85,36 cents/lb, queda de 4,59 centavos (-5,10%).

O desempenho reforça o cenário de pressão sobre as cotações do algodão em Nova York, em meio ao acompanhamento dos dados de oferta, demanda e exportações dos Estados Unidos.

Exportações dos EUA superam média histórica em volume comprometido

Os dados mais recentes sobre as exportações de algodão dos Estados Unidos mostram que os compromissos para a temporada 2026/27 alcançavam aproximadamente 4,5 milhões de fardos até 10 de setembro.

Esse volume está 13% acima da média registrada nos últimos cinco anos. Apesar disso, os compromissos representam 39% da projeção de exportações do USDA para toda a temporada.

O percentual fica abaixo da média histórica de 48%, indicando que, embora o volume comprometido esteja acima do padrão recente, a comercialização ainda representa uma parcela menor da previsão total para a temporada.

Vendas semanais somam mais de 77 mil fardos

No relatório referente à semana encerrada em 10 de setembro, os Estados Unidos registraram vendas líquidas de 71.231 fardos de algodão para a temporada 2026/27.

Para o ciclo 2027/28, foram contabilizados outros 6.160 fardos em vendas líquidas.

Somando os dois períodos, as novas vendas chegaram a 77.391 fardos na semana.

Os embarques também apresentaram movimentação significativa. No período analisado, foram exportados 142.078 fardos de algodão.

Mercado acompanha demanda e exportações

Com as cotações acumulando perdas superiores a 5% na semana, os dados de comercialização e exportação dos Estados Unidos permanecem no radar do mercado.

O comportamento das exportações de algodão, juntamente com o ritmo das vendas para as próximas safras, deve continuar influenciando as expectativas dos agentes e a formação dos preços na Bolsa de Nova York.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Internacional

China compra mais 111 mil toneladas de soja dos EUA antes de encontro entre Trump e Xi

A China voltou a comprar soja dos Estados Unidos na última sexta-feira (18), em mais um movimento que reforça a demanda chinesa pela oleaginosa norte-americana. Segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), foram comercializadas 111 mil toneladas de soja, com embarque previsto para o ano comercial 2026/27.

A nova operação ocorre às vésperas do aguardado encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, aumentando a atenção do mercado para os possíveis desdobramentos das negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

Compras chinesas de soja ganham ritmo em setembro

O anúncio desta sexta-feira amplia uma sequência de negócios realizados pela China no mercado norte-americano ao longo de setembro.

De acordo com os comunicados do USDA, os compradores chineses já haviam adquirido volumes expressivos de soja dos EUA neste mês:

  • 136 mil toneladas em 1º de setembro;
  • 202 mil toneladas em 2 de setembro;
  • 192 mil toneladas em 3 de setembro;
  • 272 mil toneladas em 10 de setembro;
  • 111 mil toneladas anunciadas nesta sexta-feira (18).

A repetição das operações mantém a demanda chinesa em evidência justamente durante um período importante para a comercialização da nova safra dos Estados Unidos.

Soja está no radar das negociações entre Trump e Xi

A retomada das compras ocorre em um momento particularmente relevante para o comércio agrícola global. O encontro entre Trump e Xi Jinping é aguardado pelo mercado diante das discussões envolvendo tarifas e relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Nesse contexto, a soja aparece entre os produtos agrícolas acompanhados de perto por traders e produtores. Mudanças nas políticas comerciais ou novos compromissos de compra da China podem alterar os fluxos internacionais da oleaginosa.

Para os Estados Unidos, a continuidade das vendas representa um importante sinal de demanda durante a entrada da nova safra no mercado.

Efeito pode chegar ao mercado brasileiro

O movimento chinês também interessa diretamente ao mercado brasileiro de soja.

O aumento das compras da China nos Estados Unidos pode influenciar as cotações da oleaginosa na Bolsa de Chicago, além de afetar os prêmios de exportação e a formação dos preços nos portos brasileiros.

Por isso, além do volume efetivamente negociado, o mercado acompanha os próximos passos das relações comerciais entre Washington e Pequim. Eventuais novos acordos ou mudanças nas tarifas poderão interferir na distribuição da demanda chinesa entre os principais fornecedores mundiais de soja.

Com a reunião entre Trump e Xi no horizonte, as novas compras chinesas acrescentam mais um elemento ao cenário de preços da soja, exportações e competição entre Estados Unidos e Brasil pelo principal mercado consumidor da oleaginosa.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Trump e Xi se preparam para encontro decisivo, com soja no centro das negociações entre EUA e China

Donald Trump e Xi Jinping ainda não se encontraram pessoalmente, mas Estados Unidos e China já movimentam suas estratégias antes de uma das reuniões de maior peso econômico e geopolítico de 2026. O encontro está previsto para a próxima quinta-feira, 24 de setembro, em Washington.

Será a segunda reunião presencial entre os dois líderes neste ano. A primeira ocorreu em maio, durante a visita de Trump a Pequim. Agora, Xi deverá voltar à Casa Branca pela primeira vez em cerca de uma década. O presidente chinês esteve nos Estados Unidos em 2023 para a cúpula da APEC, em São Francisco, mas aquela passagem pelo país não incluiu uma visita à sede do governo americano.

Tarifas e comércio entram na pauta de Trump e Xi

A dimensão da reunião vai muito além da relação comercial. Entre os assuntos que podem influenciar as negociações estão tarifas, tecnologia, inteligência artificial, minerais críticos, Taiwan, relações da China com o Irã, energia e agricultura.

Nos últimos dias, Washington e Pequim deram sinais de que estão preparando o terreno para a reunião.

Segundo informações da Bloomberg divulgadas nesta sexta-feira (18), os Estados Unidos devem deixar para depois do encontro entre Trump e Xi o anúncio de novas tarifas relacionadas ao que Washington considera excesso de capacidade produtiva de parceiros comerciais.

Um relatório que poderia ser divulgado antes da reunião teria a possibilidade de recomendar uma tarifa adicional de 7,5% sobre produtos chineses. Até o momento, porém, não há definição sobre a alíquota final, e o governo americano não informou oficialmente a razão para o adiamento.

Enquanto isso, o mercado financeiro também acompanha os movimentos chineses. O yuan offshore chegou a 6,6957 por dólar nesta sexta-feira, maior nível desde julho de 2022. A valorização ocorreu após o Banco Popular da China reforçar sua taxa de referência pela oitava sessão consecutiva.

Empresários chineses podem acompanhar Xi

As articulações não se limitam aos governos. Estados Unidos e China também trabalham na composição de uma possível delegação de empresários chineses para acompanhar Xi durante a visita.

Executivos de grandes empresas dos setores de veículos elétricos, baterias, tecnologia, bancos e agronegócio estão entre os nomes considerados. A lista, entretanto, ainda não foi concluída e pode depender das negociações previstas para este fim de semana entre o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, e o vice-premiê chinês He Lifeng.

Apesar dos preparativos em Washington, Pequim ainda não havia confirmado publicamente e de forma explícita a reunião até quinta-feira. Em conversa com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o chanceler chinês Wang Yi afirmou que os dois países deveriam preparar a próxima etapa das interações de alto nível, sem mencionar diretamente o encontro entre Trump e Xi.

Soja ganha importância nas negociações agrícolas

Em meio a temas como Taiwan, Irã, tecnologia e minerais estratégicos, a soja pode parecer uma questão secundária. Para o mercado agrícola, porém, qualquer mudança na relação comercial entre Estados Unidos e China pode produzir efeitos relevantes.

“No caso da soja, ela é um temperinho dessa coisa que é muito maior. Ela faz parte do que está se discutindo”, afirmou Eduardo Vanin, sênior agriculture strategist da Marex, ao Notícias Agrícolas.

Segundo o analista, um eventual acordo comercial precisaria envolver produtos de grande relevância para as importações chinesas. Entre eles, estariam petróleo, gás e soja.

A avaliação ajuda a dimensionar o papel da oleaginosa: ela é apenas uma das peças de uma negociação muito mais ampla, mas tem potencial para afetar preços, fluxos internacionais e a concorrência entre Brasil e Estados Unidos pelo mercado chinês de soja.

Agricultura pode ser área de avanço entre os países

A agricultura aparece entre os setores com possibilidade de avanço nas negociações. Neste mês, o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que podem surgir anúncios envolvendo produtos agrícolas e barreiras não tarifárias.

Além da soja, milho e sorgo também podem fazer parte das discussões.

De acordo com a Casa Branca, a China teria se comprometido, após o encontro de Trump e Xi no ano passado, a comprar 25 milhões de toneladas de soja americana por ano até 2028. Pequim, contudo, não reconheceu publicamente o compromisso nos mesmos termos apresentados pelo governo dos Estados Unidos.

As compras chinesas realizadas até agora, por outro lado, caminham na direção do volume indicado por Washington. A China já teria adquirido quase metade desse montante e continua ativa no mercado americano.

Somente na semana passada, compradores chineses adquiriram aproximadamente 1 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos. A possibilidade de novos compromissos agrícolas ocorre em um momento em que a demanda chinesa voltou a ganhar destaque no mercado de Chicago.

Mais compras chinesas poderiam mexer com Chicago

Para Cristiano Palavro, diretor da Pátria Agronegócios, uma eventual ampliação das compras chinesas poderia encontrar os Estados Unidos em um cenário de menor disponibilidade.

“Os Estados Unidos não têm soja para se comprometer a exportar tanto assim a mais para a China”, afirmou o analista ao Notícias Agrícolas. Na avaliação dele, uma compra adicional de 5 milhões de toneladas poderia provocar uma forte reação no mercado de curto prazo, especialmente em Chicago.

Palavro, entretanto, não considera que um aumento das compras chinesas nos Estados Unidos necessariamente prejudicaria o Brasil.

Segundo ele, uma eventual perda de participação brasileira na demanda chinesa poderia ser compensada por outros mercados, já que Brasil e Estados Unidos são os dois principais fornecedores globais da oleaginosa.

Outro ponto destacado pelo analista é a relação entre os preços internacionais e o mercado brasileiro. Uma valorização da soja americana tende a influenciar também as cotações brasileiras.

Por isso, para o produtor nacional, será importante observar não apenas o volume que a China eventualmente comprar dos Estados Unidos, mas também os efeitos sobre Chicago, prêmios de exportação e preços da soja no Brasil.

Irã, Taiwan e energia ampliam as negociações

O contexto atual também diferencia a reunião de setembro de outras negociações entre Trump e Xi.

Para Eduardo Vanin, as relações entre China e Irã ganharam importância, assim como Taiwan, tecnologia e comércio. O analista avalia que o peso das questões envolvidas atualmente é maior do que em negociações anteriores.

Nesse cenário, produtos como soja, petróleo e gás podem funcionar como elementos de uma eventual composição comercial entre Washington e Pequim.

A questão do Irã já está presente na agenda diplomática. Nesta semana, Wang Yi conversou com Marco Rubio sobre a situação do Oriente Médio, depois de receber em Pequim o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi.

A China defendeu a retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz.

Energia também pode entrar no acordo

O setor energético é outro ponto de interesse nas relações entre os dois países. As compras chinesas de petróleo e gás dos Estados Unidos foram interrompidas depois da adoção de tarifas.

Uma eventual redução recíproca das tarifas, que vem sendo discutida entre Washington e Pequim, poderia criar condições para a retomada desses fluxos comerciais.

Assim, a negociação entre Trump e Xi envolve uma combinação de interesses econômicos, tecnológicos, energéticos e geopolíticos, com a agricultura inserida nesse cenário mais amplo.

O que está em jogo para a soja brasileira

A reunião entre Trump e Xi ocorre em um momento de atenção redobrada dos mercados agrícolas. Uma eventual mudança na política comercial entre Estados Unidos e China pode alterar os fluxos globais de soja, afetando diretamente as referências internacionais e os prêmios praticados no Brasil.

Para o mercado agrícola, algumas questões serão especialmente importantes: a China anunciará novas compras de soja americana? Haverá redução de tarifas? Os dois países estabelecerão novos compromissos para produtos agrícolas?

Para o produtor brasileiro, o impacto dependerá também da reação de Chicago, dos prêmios de exportação e da capacidade de outros mercados absorverem eventuais volumes que deixem de ser destinados à China.

A soja, portanto, é apenas uma peça dentro de uma negociação que envolve comércio, tecnologia, energia, segurança e geopolítica. Mesmo assim, qualquer sinal de mudança na relação entre Washington e Pequim pode repercutir rapidamente nas cotações agrícolas e no mercado brasileiro.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Zona do Euro reforça disciplina fiscal diante da alta dos rendimentos globais

As economias da zona do euro devem manter os compromissos fiscais acordados com as instituições da União Europeia para preservar a confiança dos mercados de títulos. A avaliação foi apresentada nesta sexta-feira por Kyriakos Pierrakakis, presidente do grupo de ministros das Finanças dos países que adotam a moeda única.

Segundo Pierrakakis, o cenário internacional tem provocado um aperto nas condições financeiras globais, com impacto direto sobre os rendimentos dos títulos soberanos. Esse movimento aumenta a pressão sobre os orçamentos nacionais dos países do bloco.

Alta dos juros exige cautela fiscal

Durante uma coletiva de imprensa, Pierrakakis afirmou que a manutenção da trajetória fiscal estabelecida com as instituições europeias é importante em um ambiente marcado pela incerteza.

Para o dirigente, a credibilidade fiscal ganha ainda mais relevância quando as condições dos mercados financeiros ficam mais restritivas. Ele destacou que o cumprimento dos compromissos assumidos contribui para preservar condições adequadas de financiamento e garantir a sustentabilidade das finanças públicas no longo prazo.

Ministros estão preocupados, mas sem sinal de alarme

O aumento dos rendimentos dos títulos soberanos nos 21 países que utilizam o euro preocupa os ministros das Finanças da região, mas não é considerado, neste momento, motivo para alarme.

Pierrakakis afirmou que o grupo não identifica sinais de fragmentação financeira na zona do euro, apesar da elevação das taxas de rendimento observada no mercado.

“Estamos preocupados, mas não alarmados. Não estamos observando fragmentação na zona do euro”, afirmou o presidente do grupo de ministros.

Comissão Europeia vê reação normal dos mercados

Valdis Dombrovskis, comissário econômico europeu que também participou da coletiva, avaliou que a alta dos rendimentos dos títulos representa uma reação normal dos mercados aos acontecimentos no cenário internacional.

De acordo com Dombrovskis, o movimento reforça a importância de os governos manterem políticas fiscais prudentes diante do ambiente econômico global.

A orientação das autoridades europeias é que os países continuem seguindo as trajetórias fiscais previamente acordadas, em uma tentativa de preservar a confiança dos investidores e a estabilidade das contas públicas do bloco.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM:REUTERS/Yves Herman

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Internacional

Guerra entre EUA e Irã: petróleo, China e eleições aumentam pressão por acordo

A guerra entre Estados Unidos e Irã entra em uma nova etapa sob pressão de fatores econômicos, diplomáticos e políticos. O presidente norte-americano Donald Trump afirmou nesta semana que espera que o conflito esteja próximo do fim e disse ter recebido sinais de Teerã sobre a disposição para negociar.

Trump também deve se reunir com representantes dos países do Golfo Pérsico durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. A expectativa é que as conversas tratem do conflito e de possíveis estratégias para o período posterior à guerra.

O cenário ocorre enquanto os efeitos da guerra continuam atingindo o mercado de petróleo, as rotas marítimas e os custos de energia em diferentes países.

Petróleo acima de US$ 100 aumenta pressão econômica

A instabilidade no Oriente Médio mantém os preços do petróleo em níveis elevados. Na sexta-feira (18), o Brent era negociado próximo de US$ 104 por barril, enquanto o WTI permanecia acima de US$ 102.

As cotações são influenciadas pelos riscos para o transporte de petróleo na região, incluindo as restrições no Estreito de Ormuz e os ataques envolvendo a Arábia Saudita e os houthis, grupo aliado do Irã no Iêmen.

A elevação dos combustíveis também passou a representar uma preocupação econômica dentro dos Estados Unidos. O governo Trump vem discutindo medidas para ampliar a capacidade de refino do país diante do aumento dos preços dos combustíveis.

Inverno europeu aumenta preocupação com energia

A aproximação do inverno no Hemisfério Norte adiciona outro elemento às discussões sobre o conflito. Países europeus acompanham os impactos da guerra sobre o abastecimento e os preços de energia, enquanto os mercados permanecem atentos aos riscos de novas interrupções no transporte de petróleo.

O conflito já provocou alterações em rotas marítimas e aumentou a preocupação com a segurança do fornecimento energético global. Segundo a Reuters, a circulação de navios pelo Estreito de Ormuz permanece abaixo da média anterior ao conflito.

China busca espaço para reduzir tensão

A China também aparece entre os atores envolvidos nos esforços diplomáticos em torno do conflito. Pequim mantém relações econômicas importantes com o Irã e tem interesse na estabilidade do comércio e do abastecimento energético.

Além disso, a agenda internacional prevê uma reunião entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, em meio às tensões provocadas pela guerra e às disputas econômicas entre as duas maiores economias do mundo.

A atuação chinesa ocorre paralelamente às negociações e aos contatos diplomáticos que buscam reduzir os efeitos do conflito sobre o comércio e os mercados de energia.

Eleições de novembro colocam preços dos combustíveis no debate

Nos Estados Unidos, a proximidade das eleições legislativas de novembro acrescenta uma dimensão política ao debate sobre os preços dos combustíveis.

O aumento da gasolina e do diesel afeta diretamente consumidores e empresas e se tornou uma questão relevante para o governo Trump. A Reuters aponta que os preços elevados dos combustíveis estão entre os fatores econômicos que cercam a disputa eleitoral norte-americana.

A votação de novembro definirá a composição do Congresso dos Estados Unidos, enquanto o governo enfrenta os efeitos econômicos de um conflito que já se prolonga há meses.

Assembleia Geral da ONU concentra negociações

A Assembleia Geral da ONU será um dos principais espaços diplomáticos para as discussões sobre a guerra. Líderes de diferentes países estarão em Nova York a partir da próxima semana, com o conflito entre Estados Unidos e Irã entre os temas de maior repercussão internacional.

Trump deverá utilizar os encontros para discutir a situação regional com representantes dos países do Golfo. Ao mesmo tempo, a reunião na ONU reunirá autoridades de países diretamente ou indiretamente afetados pelos impactos militares, econômicos e energéticos do conflito.

Fim da guerra ainda depende de negociações

Embora Trump tenha declarado que espera que a guerra esteja chegando ao fim, o conflito permanece ativo. A Reuters informou que a guerra entrou em seu sétimo mês e que ainda existem divergências importantes entre Washington e Teerã.

Além das negociações entre Estados Unidos e Irã, fatores como preço do petróleo, segurança das rotas marítimas, abastecimento energético, atuação da China e pressão econômica interna nos Estados Unidos fazem parte do contexto que envolve uma possível solução diplomática.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/R7

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