Internacional

Lula e Trump discutem acordo sobre minerais críticos em reunião nos EUA

A reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump, marcada para esta quinta-feira (7), pode representar um avanço nas tratativas envolvendo um acordo de minerais críticos entre Brasil e Estados Unidos.

As negociações começaram em fevereiro, após o governo norte-americano apresentar uma proposta de cooperação voltada ao fortalecimento das cadeias produtivas de insumos minerais considerados estratégicos para setores como defesa, tecnologia e transição energética.

Embora não exista expectativa concreta de assinatura imediata do memorando, integrantes dos dois governos avaliam que um eventual anúncio só ocorreria em um encontro direto entre os chefes de Estado.

Câmara aprova política nacional para minerais estratégicos

A discussão acontece logo após a Câmara dos Deputados aprovar a política nacional de minerais críticos e estratégicos, na quarta-feira (6). O projeto cria mecanismos para incentivar o beneficiamento mineral, a industrialização e o aumento da agregação de valor no país.

O texto também prevê a criação do CIMCE, conselho responsável por coordenar projetos considerados prioritários para o setor mineral brasileiro. O órgão terá funções como definir prioridades, analisar projetos e supervisionar operações envolvendo ativos estratégicos.

Durante a tramitação, foi retirada a exigência de autorização prévia do Executivo em operações societárias ligadas ao setor, após pressão de representantes da iniciativa privada e integrantes do próprio governo.

Apesar da aprovação na Câmara, a proposta ainda depende de análise do Senado Federal.

Proposta dos EUA prevê investimentos e transferência de tecnologia

Trechos da proposta enviada pelos Estados Unidos ao Brasil indicam que o acordo prevê apoio financeiro para projetos de refino e processamento mineral em território brasileiro, além de transferência de tecnologia e ações para ampliar a segurança das cadeias de suprimento.

O modelo apresentado pelos americanos segue parâmetros semelhantes aos acordos já firmados com Austrália e Tailândia, considerados referências internacionais no segmento de mineração estratégica.

Entre os pontos centrais do documento está a intenção de reduzir a dependência global da China no fornecimento de minerais essenciais para a indústria tecnológica e energética.

Financiamento e prioridade de investimentos geram debate

O segundo eixo da proposta trata de financiamento para projetos de mineração e processamento. O texto prevê participação de governos e iniciativa privada por meio de empréstimos, seguros, garantias e participação acionária.

Diferentemente do acordo firmado entre Estados Unidos e Austrália, no entanto, a proposta enviada ao Brasil não estabelece um valor mínimo de investimento. No caso australiano, os países anunciaram ao menos US$ 1 bilhão em financiamento para projetos estratégicos.

Outro trecho considerado sensível dentro do governo brasileiro envolve a possibilidade de prioridade para investidores americanos em determinados projetos minerais.

Segundo o documento, os países “esperam ter a primeira oportunidade de investir” em ativos ligados aos minerais críticos, desde que respeitadas as legislações nacionais.

Parte do governo interpreta o trecho como uma possível vantagem preferencial aos Estados Unidos. Os representantes americanos, por outro lado, negam qualquer cláusula de exclusividade.

Governo brasileiro avalia impactos geopolíticos

O memorando segue em análise no Palácio do Planalto e enfrenta divergências internas. Um dos pontos de preocupação envolve o impacto geopolítico do acordo, especialmente pela relação comercial entre Brasil e China.

Setores do governo avaliam que um alinhamento mais próximo aos Estados Unidos em uma estratégia voltada à redução da influência chinesa no mercado mineral poderia gerar desgastes diplomáticos.

Além das questões econômicas, interlocutores do governo apontam fatores políticos como entraves para a assinatura do acordo. A avaliação é de que uma aproximação com Trump em período pré-eleitoral pode ser considerada sensível no cenário político brasileiro.

Acordo também prevê flexibilização regulatória

Outro ponto relevante da proposta trata da aceleração de processos regulatórios e licenciamento ambiental para projetos classificados como prioritários.

O texto também menciona cooperação em áreas como mapeamento geológico, reciclagem mineral e fortalecimento das cadeias globais de suprimento.

Além disso, o acordo prevê mecanismos para evitar práticas consideradas desleais no mercado internacional, incluindo sistemas de preços mínimos para proteger investimentos de longo prazo no setor de minerais estratégicos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/Divulgação

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Internacional

EUA e Irã avançam em acordo para encerrar conflito no Golfo

Os Estados Unidos e o Irã estão próximos de formalizar um memorando que pode encerrar a guerra no Golfo, segundo informações de uma fonte do Paquistão envolvida nas negociações. O país atua como mediador nas tratativas entre as duas nações.

Negociações entram na fase final

De acordo com a fonte, o entendimento entre as partes está em estágio avançado. A proposta envolve um documento conciso, com cerca de uma página, que definiria as bases para o fim do conflito.

As informações confirmam reportagem do Axios, que apontou a proximidade de um acordo, com base em relatos de autoridades e fontes ligadas às negociações.

Pontos-chave do possível acordo

Entre os principais elementos discutidos no memorando estão:

  • Compromisso do Irã com uma moratória no programa nuclear
  • Suspensão de sanções econômicas por parte dos Estados Unidos
  • Liberação de recursos financeiros iranianos bloqueados
  • Retomada da circulação no Estreito de Ormuz

Além disso, o documento prevê a suspensão gradual de restrições impostas por ambos os lados, incluindo limitações à navegação e bloqueios navais.

Período de transição e novas negociações

O memorando também estabelece um prazo inicial de 30 dias para negociações mais detalhadas. Durante esse período, os países deverão discutir medidas adicionais, como a abertura definitiva do estreito e limites mais amplos ao programa nuclear iraniano.

Caso não haja consenso ao fim desse prazo, há previsão de retomada de medidas como bloqueios ou ações militares.

Contexto de tensão no Golfo

O avanço nas negociações ocorre após a suspensão de uma operação naval dos EUA voltada à reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. A missão havia sido anunciada pelo presidente Donald Trump, mas não conseguiu restabelecer plenamente o fluxo marítimo.

Nos últimos dias, episódios de ataques a embarcações foram registrados na região, incluindo um incidente com um navio porta-contêineres de uma empresa francesa, que resultou em tripulantes feridos.

Expectativa por acordo definitivo

A interrupção temporária das operações militares foi justificada por “progresso significativo” nas negociações, segundo autoridades norte-americanas. A expectativa agora é pela resposta final do Irã sobre pontos considerados essenciais para a assinatura do acordo.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic

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Internacional

Embraer vende aviões militares C-390 aos Emirados Árabes Unidos em contrato histórico

A Embraer firmou um acordo estratégico com o Tawazun Council for Defence Enablement para o fornecimento de aeronaves militares. O contrato prevê a compra de dez unidades do cargueiro C-390 Millennium, além de outras dez opções futuras.

Acordo fortalece transporte militar dos Emirados

A negociação tem como objetivo ampliar a capacidade de transporte aéreo militar dos Emirados Árabes Unidos. A iniciativa também inclui parceria com uma empresa local do setor de defesa, reforçando o desenvolvimento da indústria nacional.

Segundo a fabricante brasileira, este é o maior pedido internacional já realizado por um único país para o modelo C-390 Millennium, marcando ainda a entrada da aeronave no mercado do Oriente Médio.

Avaliação técnica e escolha do modelo

O contrato foi firmado após um longo processo de análise, que envolveu testes operacionais realizados no próprio território dos Emirados. De acordo com a Embraer, a aeronave foi escolhida por atender de forma eficiente às exigências da força aérea local.

A empresa destacou que o modelo se sobressai pela combinação de desempenho, versatilidade e menor custo ao longo do ciclo de vida — fatores decisivos para a escolha.

Manutenção e suporte com parceria local

Além da venda das aeronaves, o acordo inclui serviços de manutenção, reparo e revisão (MRO), bem como suporte logístico contínuo. Essas atividades serão conduzidas em conjunto com uma empresa dos Emirados, ampliando a cooperação industrial entre os países.

Versatilidade do C-390 Millennium

O avião militar C-390 Millennium é projetado para múltiplas operações. Entre suas principais funções estão:

  • Transporte de cargas e tropas
  • Lançamento aéreo
  • Missões humanitárias
  • Evacuação aeromédica
  • Operações em pistas não pavimentadas

A aeronave também oferece interoperabilidade com forças armadas de diferentes países, facilitando ações conjuntas em cenários internacionais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/FAB

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Internacional

Acordo Mercosul-UE é considerado “muito positivo” por ministro da França

O ministro delegado para o Comércio Exterior da França, Nicolas Forissier, afirmou que o acordo Mercosul-União Europeia representa um avanço importante para as relações comerciais entre os blocos. A declaração foi feita na terça-feira (28 de abril de 2026).

Segundo o ministro, o tratado é “muito positivo” para países europeus e sul-americanos, incluindo a própria França, apesar das divergências políticas registradas anteriormente.

França manteve oposição inicial

Mesmo com a avaliação favorável, a França esteve entre os países que se posicionaram contra o acordo, seguindo orientação do presidente Emmanuel Macron. O posicionamento, no entanto, não foi direcionado aos países do Mercosul, mas sim a pontos específicos do tratado.

Forissier explicou que a resistência francesa teve como objetivo pressionar por ajustes em setores considerados sensíveis, principalmente ligados à proteção econômica interna.

Exigências para produtos do Mercosul

Um dos principais pontos levantados pelo governo francês é a necessidade de que produtos exportados pelos países do Mercosul atendam aos mesmos critérios exigidos dos produtores europeus.

A medida busca garantir equilíbrio nas relações comerciais e evitar distorções competitivas, especialmente no setor agrícola.

Entrada em vigor e adesão dos países

O acordo Mercosul-UE foi assinado em janeiro de 2026, em Assunção, no Paraguai, e começou a vigorar de forma provisória em 1º de maio do mesmo ano.

No Brasil, a promulgação do tratado foi formalizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia oficial no Palácio do Planalto.

Estratégia de diversificação comercial

De acordo com o ministro francês, o acordo faz parte de uma estratégia mais ampla da União Europeia para ampliar e diversificar suas parcerias comerciais. Negociações recentes com países como Índia e Austrália também seguem essa linha.

A ampliação de mercados é vista como essencial para fortalecer a competitividade das empresas europeias no cenário global.

Acordo será analisado pela Justiça europeia

Apesar da implementação provisória, o Parlamento Europeu decidiu encaminhar o tratado para avaliação judicial. O objetivo é verificar se as regras estabelecidas preservam o equilíbrio comercial entre os blocos.

A análise deve durar cerca de dois anos. Enquanto isso, a redução gradual de tarifas prevista no acordo seguirá em vigor.

Perspectivas para o comércio internacional

O avanço do acordo reforça a importância do comércio internacional, da integração econômica e da redução de barreiras tarifárias como ferramentas para estimular o crescimento econômico.

Ao mesmo tempo, o debate sobre regras, exigências e equilíbrio competitivo continua sendo um ponto central nas relações entre Mercosul e União Europeia.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Internacional

Estreito de Ormuz: navios enfrentam riscos e custos para deixar zona de conflito

Empresas do setor de energia e transporte marítimo intensificaram esforços para retirar embarcações presas no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do comércio global de petróleo. Em meio à instabilidade, o petroleiro Akti A conseguiu atravessar a região durante uma breve janela de segurança, transportando cerca de 300 mil barris de diesel.

Operado pela Maersk Tankers e com carga destinada à trading Vitol, o navio deixou o Golfo Pérsico após semanas de espera próximo ao Bahrein, período marcado por ataques com drones e mísseis contra embarcações na área.

Riscos elevados e custos crescentes

A retirada de navios da região tornou-se um dos principais desafios para grandes tradings de petróleo e gás. O cenário de conflito elevou significativamente os custos com seguros, taxas portuárias e manutenção, além de aumentar os riscos operacionais.

Em um dos episódios mais graves, um tripulante morreu após embarcações que transportavam nafta serem atingidas por forças iranianas, evidenciando o nível de perigo enfrentado pelas tripulações.

Janelas de passagem são curtas e imprevisíveis

Durante as semanas de conflito, oportunidades de travessia surgiram de forma pontual, mas se fecharam rapidamente. A travessia completa do estreito pode levar até oito horas — tempo suficiente para mudanças no cenário político ou militar.

Em determinado momento, o Irã chegou a declarar a passagem “completamente aberta” após um cessar-fogo regional, levando armadores a mobilizarem navios. No entanto, a liberação durou pouco e o controle voltou a ser restrito, permitindo passagem apenas a embarcações autorizadas.

Ataques e apreensões aumentam tensão

A escalada do conflito incluiu ataques a navios porta-contêineres e a apreensão de embarcações, em resposta a sanções e bloqueios internacionais. Esse ambiente reforça a insegurança no transporte marítimo internacional e impacta diretamente as cadeias logísticas globais.

Navios de grandes armadores chegaram a iniciar travessias, mas recuaram após incidentes com projéteis e alertas de forças iranianas.

Estratégias alternativas para atravessar o estreito

Diante das restrições, empresas passaram a adotar estratégias variadas para garantir a saída de seus navios. Entre elas, destacam-se parcerias com países que mantêm relações mais próximas com o Irã, como China, Paquistão e Omã.

Em alguns casos, embarcações optaram por rotas próximas à costa omanense, considerada mais segura. Há ainda relatos de propostas envolvendo pagamentos para facilitar a passagem, embora empresas neguem qualquer prática que viole sanções internacionais.

Tráfego inclui cargueiros e navios de cruzeiro

Apesar dos riscos, o fluxo marítimo não foi totalmente interrompido. Além de petroleiros, navios de carga e até embarcações de turismo conseguiram cruzar o estreito em momentos específicos, sob coordenação e autorização de autoridades.

Algumas companhias adotaram medidas extremas, como desligar sistemas de rastreamento para reduzir exposição, embora isso também aumente os riscos operacionais.

Falta de coordenação internacional preocupa setor

Especialistas do setor apontam a ausência de um protocolo global para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz. Segundo executivos da indústria, navios com apoio governamental ou conexões diplomáticas têm mais chances de atravessar com segurança.

Para empresas privadas, no entanto, a travessia segue sendo uma operação de alto risco, sem garantias claras de proteção ou estabilidade.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Internacional, Investimento

MBRF amplia unidade no Uruguai com investimento de US$ 70 milhões e aumenta produção de carne bovina

A MBRF inaugurou a ampliação de sua unidade de carne bovina no Uruguai, localizada em Tacuarembó. O projeto recebeu investimento de aproximadamente US$ 70 milhões e marca a implementação, no país vizinho, do modelo de complexo industrial integrado já utilizado pela companhia no Brasil.

A iniciativa fortalece a estratégia de crescimento da empresa e amplia sua capacidade de atuação no mercado global de proteína animal.

Capacidade produtiva e industrialização crescem

Com a modernização, a unidade passou por aumento significativo na capacidade de produção, especialmente na área de produtos industrializados. A fabricação de hambúrgueres, por exemplo, deve saltar de 200 para 900 toneladas mensais.

O volume de abate também será ampliado, passando de 900 para 1.400 cabeças de gado por dia — crescimento de cerca de 40%. Com isso, a planta se torna a maior em capacidade de abate no país.

Além disso, a estrutura de pré-resfriamento foi expandida, elevando a capacidade de 1.800 para 2.800 animais, o que contribui para maior eficiência operacional.

Estratégia mira escala e eficiência

Segundo Marcos Molina, o modelo adotado permite ganhos em escala, padronização e segurança, facilitando o atendimento a diferentes mercados com mais agilidade.

A produção da unidade será destinada tanto ao mercado interno uruguaio quanto às exportações, reforçando a presença da companhia no comércio internacional.

Uruguai é considerado mercado estratégico

Para Miguel Gularte, o Uruguai oferece vantagens competitivas relevantes, como qualidade reconhecida da produção, rigor sanitário e amplo acesso a mercados externos — fatores que favorecem a expansão dos negócios.

A inauguração contou com a presença do presidente uruguaio Yamandú Orsi, além de executivos da empresa, evidenciando a importância do investimento para a economia local.

Histórico de negociações no país

Apesar do atual movimento de expansão, a atuação da empresa no Uruguai passou por desafios recentes. A Marfrig chegou a negociar a venda de ativos na região em acordo com a Minerva Foods, envolvendo plantas industriais em diferentes países da América do Sul.

No entanto, o processo enfrentou resistência regulatória no Uruguai, com análises prolongadas por parte da autoridade de defesa da concorrência local, o que acabou impedindo a conclusão da operação.

Investimento reforça estratégia regional

Com a ampliação da unidade em Tacuarembó, a MBRF consolida sua presença no país e reforça sua estratégia de crescimento na América do Sul, apostando em eficiência produtiva, expansão industrial e acesso a mercados internacionais.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Forbes

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Internacional

Militares de 30 países debatem em Londres plano para reabertura do Estreito de Ormuz

Representantes militares de cerca de 30 países se reúnem em Londres para avançar na elaboração de um plano voltado à possível reabertura do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. O encontro ocorre no Quartel-General Conjunto Permanente britânico, em Northwood, ao norte da capital, e terá duração de dois dias, segundo o Ministério da Defesa do Reino Unido.

A proposta é transformar o acordo político firmado na semana anterior, em Paris, em um plano militar operacional detalhado, com foco na garantia da liberdade de navegação em uma via por onde transita cerca de um quinto do petróleo global.

Missão defensiva para proteger o tráfego marítimo

Na última sexta-feira, aproximadamente 50 governos e organizações apoiaram uma iniciativa liderada por França e Reino Unido para criação de uma missão de caráter “estritamente defensivo”. O objetivo é proteger o tráfego comercial no Estreito de Ormuz, região considerada sensível para o comércio internacional de energia.

O cenário de tensão na área se intensificou após a ofensiva lançada por Estados Unidos e Israel contra o Irã, em fevereiro, que elevou preocupações sobre a segurança da navegação.

Cessar-fogo e negociações entre EUA e Irã

O cessar-fogo temporário relacionado ao conflito também entrou em uma nova fase após anúncio do presidente norte-americano Donald Trump, que decidiu prorrogar a trégua a pedido do Paquistão. A medida permanecerá válida até que o Irã apresente proposta para um novo acordo.

Apesar disso, Washington e Teerã ainda não chegaram a um consenso sobre a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, ponto considerado essencial para o comércio global. O impasse inclui episódios de bloqueio da região por parte do Irã em resposta às ofensivas militares.

Planejamento militar e possíveis desdobramentos

De acordo com o Ministério da Defesa britânico, a reunião em Londres vai analisar capacidades militares disponíveis, estrutura de comando e controle e possíveis condições para o envio de forças à região.

A ideia é deixar a operação pronta para ativação imediata, caso haja evolução positiva nas condições políticas e de segurança.

Segurança energética e economia global em pauta

O ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey, afirmou que o objetivo central é construir um plano conjunto de proteção à navegação internacional e contribuir para um cessar-fogo mais duradouro.

Ele destacou ainda que o comércio internacional e a estabilidade da economia global dependem diretamente da livre circulação marítima.

Segundo Healey, uma ação coordenada entre os países pode ser decisiva para garantir a reabertura segura do estreito.

Ampliação de aliados na missão internacional

França e Reino Unido trabalham para ampliar o número de países envolvidos na iniciativa. No entanto, a lista completa de participantes da reunião militar em Northwood ainda não foi divulgada oficialmente.

FONTE: RTP Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Internacional

Trump amplia cessar-fogo com Irã e mantém pressão militar

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira a prorrogação do cessar-fogo com o Irã, poucas horas antes do prazo inicial expirar. A decisão ocorre em meio a impasses diplomáticos e ao adiamento de uma nova rodada de negociações de paz.

Negociações travadas e mediação do Paquistão

A extensão do acordo acontece após a suspensão da viagem do vice-presidente JD Vance ao Paquistão, onde participaria de mais uma etapa das tratativas. Segundo uma autoridade americana, o motivo foi a falta de resposta de Teerã às propostas dos Estados Unidos.

Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que atendeu a um pedido do governo paquistanês, que tenta intermediar o fim do conflito. O presidente também mencionou possíveis divisões internas no governo iraniano como fator relevante para a decisão.

De acordo com Trump, o cessar-fogo estendido permanecerá em vigor até que líderes iranianos apresentem uma proposta unificada para avançar nas negociações.

Reação do Irã minimiza decisão americana

A primeira reação de Teerã veio por meio de um assessor de Mohammad Bagher Ghalibaf. Em tom crítico, Mahdi Mohammadi afirmou que a prorrogação anunciada por Trump “não tem significado”.

A declaração evidencia o clima de tensão e desconfiança entre os dois países, mesmo com a tentativa de manter uma trégua temporária.

Discurso muda em poucas horas

A decisão marca uma mudança significativa no posicionamento de Trump ao longo do dia. Mais cedo, em entrevista à CNBC, o presidente havia adotado um tom mais duro, afirmando que poderia ordenar ataques caso o Irã não aceitasse as exigências americanas.

Apesar da prorrogação, os Estados Unidos mantiveram o bloqueio naval contra o Irã, restringindo a circulação de embarcações nos portos do país. A medida é considerada por Teerã como um ato hostil.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, classificou a ação como “ato de guerra”, elevando ainda mais a tensão no cenário internacional.

Impasses seguem nas negociações

Mesmo com a possibilidade de retomada do diálogo, divergências importantes continuam sem solução. Entre os principais pontos estão o programa nuclear iraniano e a segurança no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás.

A ameaça de ataques na região já impacta o fluxo marítimo. Segundo a Marinha dos EUA, ao menos 28 navios foram obrigados a mudar de rota devido aos riscos.

Outros desdobramentos do conflito

  • Energia: O preço do petróleo se aproxima dos US$ 100 por barril, refletindo a incerteza sobre um acordo de paz e pressionando os mercados globais.
  • Líbano: Apesar de um cessar-fogo paralelo entre Israel e Líbano, Israel acusa o grupo Hezbollah de novos ataques. O grupo confirmou os disparos, alegando resposta a violações anteriores.
  • Navio-tanque: O Pentágono informou que forças americanas interceptaram uma embarcação sancionada transportando petróleo iraniano na região do Indo-Pacífico.

FONTE: The New York Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arash Khamooshi/The New York Times

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Internacional

Paraguai financia ponte estratégica do Corredor Bioceânico e reforça integração regional

O governo do Paraguai confirmou o aporte financeiro para a construção de uma nova ligação internacional considerada essencial para o avanço do Corredor Bioceânico. A futura ponte conectará a localidade de Pozo Hondo à cidade argentina de Misión La Paz, consolidando um eixo logístico fundamental entre o Atlântico e o Pacífico. A iniciativa promete acelerar o fluxo de cargas pesadas e fortalecer a infraestrutura de transporte na região.

Obra terá foco em capacidade e segurança

Com cerca de 200 metros de extensão sobre o rio Pilcomayo, o projeto contará com investimento superior a 80 milhões de dólares, segundo o Ministério de Obras Públicas. A estrutura foi planejada para suportar veículos de grande porte, garantindo o tráfego contínuo de comboios sem restrições.

O padrão técnico adotado prioriza resistência e segurança viária, atendendo exigências internacionais. Além disso, a construção deve gerar mais de 500 empregos diretos, impulsionando a economia da área de fronteira.

Redução de custos e ganho logístico

A nova ponte deve eliminar um dos principais gargalos do transporte regional, hoje limitado por estruturas antigas e insuficientes. Com isso, o Corredor Bioceânico no Paraguai tende a reduzir significativamente os custos logísticos, especialmente para exportações de grãos e carne.

Transportadores poderão economizar até três dias no trajeto rumo aos portos do norte do Chile, aumentando a competitividade dos produtos sul-americanos. Esse avanço posiciona o Paraguai como um importante hub de logística internacional no continente. A previsão é de que a obra seja concluída no segundo semestre de 2027.

Integração fronteiriça e modernização aduaneira

O projeto também prevê a modernização dos postos de controle aduaneiro nos dois lados da fronteira. A proposta inclui sistemas integrados de despacho, com o objetivo de agilizar procedimentos e reduzir o tempo de espera.

Apesar do avanço, o sucesso da iniciativa depende da coordenação entre Paraguai e Argentina. A nova infraestrutura contribuirá para tornar o corredor mais resiliente a eventos climáticos e ampliar a eficiência da integração regional.

Com a obra, Pozo Hondo deve passar por uma transformação econômica, impulsionada pela expansão de serviços logísticos e comerciais. O investimento reforça o compromisso paraguaio com o desenvolvimento e a conexão física da América do Sul.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Internacional

Petróleo dispara 5% com tensão entre EUA e Irã e risco no Estreito de Hormuz

Os preços do petróleo registraram forte alta nesta segunda-feira, impulsionados por temores de que o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã esteja por um fio. A apreensão de um navio iraniano pelos norte-americanos e a paralisação do tráfego no Estreito de Hormuz elevaram a incerteza no mercado global de energia.

Mercado reage à escalada de tensões

Os contratos futuros do Brent avançaram US$ 4,37 (alta de 4,8%), sendo negociados a US$ 94,75 por barril por volta das 11h48 GMT. Já o WTI (West Texas Intermediate) subiu US$ 4,76, equivalente a 5,7%, alcançando US$ 88,61.

A valorização ocorre após uma forte queda registrada na sexta-feira, quando ambos os índices despencaram cerca de 9%. Na ocasião, o Irã havia sinalizado a reabertura do Estreito de Hormuz para embarcações comerciais durante o período de trégua.

Risco no Estreito de Hormuz pressiona preços

Apesar das declarações oficiais, o cenário mudou rapidamente. Relatos indicam ataques a petroleiros logo após o anúncio de normalização do tráfego. O Estreito de Hormuz, responsável por cerca de um quinto do fornecimento global de petróleo, voltou a operar de forma extremamente limitada.

Dados recentes mostram que apenas três embarcações cruzaram a rota nas últimas 12 horas, reforçando o impacto sobre o fluxo de commodities energéticas.

Produção afetada e oferta restrita

Especialistas apontam deterioração nos fundamentos do mercado. Estima-se que entre 10 e 11 milhões de barris por dia estejam fora de circulação, agravando o desequilíbrio entre oferta e demanda.

Além disso, o transporte marítimo segue comprometido, com rotas mais longas, aumento nos custos de frete e seguros elevados — fatores que pressionam ainda mais os preços do petróleo.

Escalada política aumenta incertezas

A apreensão de um navio iraniano pelos Estados Unidos no domingo elevou o risco de retomada do conflito. Em resposta, o Irã afirmou que poderá retaliar e descartou participação em uma nova rodada de negociações prevista antes do fim do cessar-fogo, que expira nesta semana.

Enquanto isso, o mercado financeiro reage com otimismo moderado às tentativas diplomáticas, mas o mercado físico segue pressionado por restrições logísticas e operacionais.

Fluxo marítimo irregular e impacto global

Apesar da atual paralisação, no sábado mais de 20 embarcações cruzaram o Estreito de Hormuz, transportando petróleo, gás liquefeito, metais e fertilizantes — o maior volume desde o início de março.

Paralelamente, a China tem reduzido — mas não interrompido — suas exportações de combustíveis refinados. Países como Malásia e Austrália continuam recebendo cargas, mesmo após a extensão das restrições comerciais ao longo de abril.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Benoit Tessier

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