Internacional, Negócios

Missão à Ásia garante avanços nas negociações para a carne catarinense e exportação de grãos

O Estado de Santa Catarina deu um passo importante na consolidação de sua posição de destaque no agronegócio mundial ao encerrar a Missão Oficial à Ásia, liderada pelo governador Jorginho Mello. Com agendas estratégicas ligadas ao agronegócio no Japão e na China, a comitiva catarinense, que contou com a presença do secretário de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR), Carlos Chiodini, da presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Celles Regina de Matos, apresentou os diferenciais de defesa sanitária animal, vegetal e do sistema produtivo que fazem do Estado uma referência nacional e internacional em sanidade.

A missão à Ásia reforça o posicionamento de Santa Catarina como parceiro estratégico em cadeias globais de valor, levando ao mundo produtos agropecuários de excelência, com rastreabilidade, qualidade e respeito aos mais exigentes protocolos internacionais. “Levamos aos mercados asiáticos a mensagem de que Santa Catarina está comprometida com a segurança dos alimentos, inovação e responsabilidade na defesa sanitária. Esses diferenciais nos garantem acesso aos mercados de mais de 150 destinos internacionais e representam cerca de 65% de todo o comércio exterior catarinense”, afirma o secretário.

Governo do Estado reforça pedido ao Japão para abertura de mercado de carne bovina 

No Japão, o Estado pleiteou a abertura do mercado japonês para a carne bovina catarinense, destacando os altos padrões de controles sanitários e o compromisso com a qualidade. Também foram reforçados os laços históricos com a Província de Aomori, que há mais de quatro décadas mantém uma cooperação ativa com Santa Catarina, especialmente no cultivo da maçã. No Japão, também foi assinada carta de intenções para ampliar exportação de grãos e desenvolver infraestrutura logística. 

Na China, além de visitas técnicas e trocas de experiências sobre logística e inovação, a delegação catarinense reforçou o pedido de retomada das exportações de carne de frango do Estado, após a suspensão temporária devido o foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), em granja comercial, no Rio Grande do Sul – atualmente declarado erradicado. Nesse sentido, também foi realizada visita estratégica no escritório da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). 

“A missão fez escalas em dois mercados decisivos para o agro, apresentando o conceito da defesa sanitária praticado por Santa Catarina nos dias atuais: científica, tecnológica, assertiva e disciplinada. Com isso, novos mercados se abrem e acordos bilaterais podem ser flexibilizados, devido à segurança técnica, o que nos deixa sempre na linha de preferência nas mesas de negócios”, avalia a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos.

Diferenciais 

Desde 2007, Santa Catarina é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa) como Zona Livre de Febre Aftosa sem Vacinação, sendo o 1º Estado a conquistar esse reconhecimento no Brasil. Em 2015, alcançou mais um marco: o reconhecimento como Zona Livre de Peste Suína Clássica (PSC). O Estado catarinense tem a menor prevalência de Brucelose e Tuberculose bovina, no Brasil, e o único com identificação individual (rastreabilidade) de todos os bovinos e bubalinos, além de ser livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) na produção comercial avícola.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Internacional

Qual é a importância do Estreito de Ormuz e por que os EUA pediram à China que impedisse o Irã de fechá-lo?

É uma das rotas marítimas mais importantes e estratégicas do mundo.

Cerca de um quinto do consumo mundial de petróleo passa pelo Estreito de Ormuz, uma via commercial que conecta os produtores de petróleo do Oriente Médio com os principais mercados da região da Ásia-Pacifico, Europa e América do Norte.

Trata-se de um canal estreito que, em seu ponto mais apertado, separa Omã do Irã por apenas 33 quilômetros.

Essa rota marítima, crucial para o comércio global, está agora no centro das atenções dos mercados.

Após os ataques sem precedentes dos Estados Unidos a três instalações nucleares no Irã no último sábado (21/06), e oito dias depois de Israel lançar a maior ofensiva militar contra a República Islâmica, o mundo espera a reação iraniana, e tudo indica que o Estreito de Ormuz é uma das cartas que o país pode usar.

O parlamento iraniano já aprovou uma medida que autoriza o fechamento da passagem, ainda que a decisão final seja do Conselho Supremo de Segurança Nacional.

Agora, os Estados Unidos estão pedindo à China para impedir que o Irã concretize essa ameaça.

Mas, qual é a importância estratégica desse estreito e quais seriam as consequências de um eventual fechamento?

Uma passagem estratégica

Limitado ao norte pelo Irã e ao sul por Omã e pelos Emirados Árabes Unidos, esse corredor — que tem cerca de 50 km de largura na sua entrada e saída, e aproximadamente 33 km em seu ponto mais estreito — conecta o Golfo ao mar da Arábia.

O canal possui duas rotas marítimas, e cada uma mede 3 km.

Mas, apesar de sua extensão, o estreito é profundo o suficiente para permitir a passagem dos maiores petroleiros do mundo.

Na primeira metade de 2023, cerca de 20 milhões de barris de petróleo passaram diariamente pelo Estreito de Ormuz, segundo estimativa da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA, na sigla em inglês), o que representa um comércio energético anual de quase US$ 600 bilhões.

Isso faz do estreito a passagem mais importante para a produção de petróleo no mundo, incluindo o petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), formada pela Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Kuwait, além da maior parte do gás natural liquefeito do Catar.

Qualquer interrupção no estreito restringiria o comércio e impactaria em um aumento dos preços do petróleo a nível mundial.

Mas seu eventual fechamento teria um impacto particular sobre a China, que é o maior comprador global de petróleo iraniano e mantém uma estreita relação com Teerã.

Foi com esse argumento que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pediu à China que intervenha e impeça um possível bloqueio por parte do Irã.

“Eu incentivo o governo chinês, em Pequim, a conversar com o Irã sobre isso, porque eles dependem fortemente do Estreito de Ormuz para obter seu petróleo”, disse em uma entrevista à Fox News no domingo (22/06).

“Se fecham o estreito, será um suicídio econômico para eles. Nós temos opções para lidar com isso, mas outros países também deveriam prestar atenção. Isso os afetaria economicamente muito mais que a nós”, acrescentou.

Qual seria o impacto do fechamento do estreito?

O ex-chefe da agência de inteligência britânica MI6, Alex Younger, disse à BBC que o pior cenário possível em um conflito em curso entre Irã e Israel incluía um bloqueio do Estreito de Ormuz.

“Fechar o estreito seria, obviamente, um problema econômico enorme, considerando o efeito que isso teria sobre o preço do petróleo”, afirmou.

Seria um “território desconhecido”, segundo Bader Al-Saif, professor adjunto da Universidade de Kuwait e especialista em geopolítica da Península Arábica.

“Isso teria consequências diretas nos mercados mundiais, porque veríamos uma alta no preço do petróleo e uma reação bastante nervosa das bolsas diante do que está acontecendo”, disse Al-Saif.

Naturalmente, também afetaria os países do Golfo, cujas economias dependem fortemente das exportações de energia.

A Arábia Saudita, por exemplo, usa o estreito para exportar cerca de 6 milhões de barris de petróleo bruto por dia, mais do que qualquer país vizinho, segundo dados da empresa de análise Vortexa.

Como o Irã poderia fechar o estreito?

As normas das Nações Unidas permitem aos países exercer controle de até 12 milhas náuticas (cerca de 22,2 km) a partir de sua costa.

Isso significa que, em seu ponto mais estreito, Ormuz e suas rotas de navegação se encontram completamente dentro das águas territoriais de Irã e Omã.

Se o Irã tentasse bloquear os aproximadamente 3.000 navios que passam mensalmente pelo estreito, uma das formas mais eficazes de fazer isso, segundo especialistas, seria colocar minas navais usando lanchas rápidas de ataque e submarinos.

A marinha regular do Irã e a marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica poderiam, em teoria, lançar ataques contra navios de guerra estrangeiros e embarcações comerciais.

Contudo, esses grandes navios militares poderiam, por sua vez, se tornar alvos fáceis para ataques aéreos dos Estados Unidos.

As lanchas rápidas do Irã geralmente estão armadas com mísseis antinavio, e o país também opera uma variedade de navios de superfície, embarcações e semissubmersíveis e submarinos.

Especialistas concordam que o Irã poderia bloquear o estreito temporariamente, mas muitos também acreditam que os Estados Unidos e seus aliados conseguiriam restabelecer rapidamente o tráfego marítimo por meios militares.

Os EUA já fizeram isso antes.

No final da década de 1980, durante a guerra entre Irã e Iraque, os ataques às instalações petroleiras escalaram até se transformarem em uma “guerra dos petroleiros”, na qual ambos os países atacavam navios neutros para exercer pressão econômica.

Os petroleiros do Kuwait que transportavam petróleo iraquiano eram especialmente vulneráveis e, eventualmente, navios de guerra americanos começaram a escoltá-los pelo Golfo, no que se tornou a maior operação de comboios navais desde a Segunda Guerra Mundial.

O Irã vai bloquear o estreito?

Embora o Irã tenha ameaçado, em conflitos anteriores, fechar o Estreito de Ormuz, nunca chegou a realizar a ação.

O momento mais próximo disso foi durante a “guerra dos petroleiros” no fim dos anos 80, mas, mesmo naquela época, o tráfego pelo estreito de Ormuz não foi interrompido de maneira grave.

Se, desta vez, o Irã cumprir a ameaça, o resultado pode ser diferente.

Apesar da China não ter respondido ao chamado dos Estados Unidos, é muito pouco provável que Pequim receba bem um possível aumento nos preços do petróleo ou interrupções nas rotas de navegação, e poderia usar seu peso diplomático para dissuadir o governo iraniano de fechar o estreito.

A analista energética Vandana Hari disse que o governo iraniano tem “pouco a ganhar e muito a perder” se fechar o estreito.

“O Irã corre o risco de transformar em inimigos seus vizinhos produtores de petróleo e gás no Golfo, e provocar a ira do seu principal mercado, a China, ao interromper o tráfego no estreito.”

A China, em particular, compra mais petróleo do Irã do que qualquer outro país: suas importações superaram os 1,8 milhão de barris por dia no mês passado, segundo dados da empresa de análises Vortexa.

Outras importantes economias asiáticas, incluindo Índia, Japão e Coreia do Sul, também dependem fortemente do petróleo bruto que passa pelo estreito.

Nesta segunda-feira, o governo chinês declarou que os ataques dos Estados Unidos prejudicaram a credibilidade de Washington e pediu um cessar-fogo imediato.

O embaixador da China na ONU, Fu Cong, disse que todas as partes deveriam conter “o ímpeto da força”, segundo um relatório da televisão estatal.

Em um editorial, o jornal estatal de Pequim, Global Times, também opinou que a participação dos Estados Unidos no Irã “complicou e desestabilizou ainda mais a situação no Oriente Médio e que estava levando o conflito a um “estado incontrolável”.

Fonte: BBC

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Comércio Exterior, Economia, Internacional

JPMorgan prevê desaceleração “estagflacionária” dos EUA com tarifas

As políticas comerciais dos EUA provavelmente vão desacelerar o crescimento econômico global e reacender a inflação nos Estados Unidos, onde há 40% de probabilidade de recessão no segundo semestre deste ano, disseram analistas do JPMorgan nesta quarta-feira (25).

O crescimento dos EUA deve ser de 1,3% neste ano, abaixo da previsão de 2% do início de 2025, com as tarifas mais altas vistas como choques negativos para a economia, disse o banco em uma nota de pesquisa de perspectiva de três meses.

“O impulso estagflacionário das tarifas mais altas foi o que impulsionou nossa perspectiva reduzida de crescimento do PIB para este ano”, afirmou. “Ainda consideramos os riscos de recessão elevados.” Estagflação é uma mistura preocupante de crescimento lento e inflação implacável, um fenômeno que assombrou os EUA na década de 1970.

O banco norte-americano tem uma perspectiva pessimista em relação ao dólar devido ao avanço mais lento dos EUA, na comparação com as políticas de apoio ao crescimento fora do país, que impulsionarão outras moedas, inclusive em mercados emergentes.

A instituição também espera que a parcela da demanda por títulos do Tesouro dos EUA por parte de investidores estrangeiros, do Federal Reserve e de bancos comerciais diminua devido ao tamanho crescente do mercado de dívida norte-americano. A compensação exigida dos investidores pelo risco de manter títulos do Tesouro dos EUA, conhecida como prêmio de prazo, pode aumentar em 40-50 pontos-base ao longo do tempo, disse o banco, embora ele não espere aumentos acentuados nos rendimentos dos títulos do Tesouro como os vistos no primeiro semestre deste ano.

Em abril, os rendimentos dos títulos do Tesouro dispararam em meio à volatilidade mais ampla do mercado, causada pelo anúncio de tarifas comerciais feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump. O JPMorgan espera que os rendimentos dos títulos do Tesouro de dois anos encerrem o ano em 3,5% e os dos papeis de 10 anos terminem em 4,35%.

Nesta quarta-feira, eles estavam em 3,8% e 4,3%, respectivamente. Devido à inflação persistente causada por tarifas e à resiliência da economia, o banco espera que o Federal Reserve corte as taxas de juros em 100 pontos-base entre dezembro e a primavera de 2026 (do fim de março ao fim de junho) — mais tarde do que o consenso entre os operadores de futuros de juros, que até esta quarta-feira apostavam em dois cortes de 25 pontos-base neste ano.

Uma recessão ou uma desaceleração econômica mais acentuada do que o previsto desencadearia um ciclo de cortes mais agressivo, disseram os analistas do JPMorgan. Ainda assim, o banco seguiu otimista em relação às ações dos EUA, dada a contínua resiliência econômica e do consumidor, apesar da incerteza política.

“Na ausência de grandes surpresas políticas e/ou geopolíticas… acreditamos que o caminho de menor resistência para novas máximas será apoiado por fundamentos fortes liderados por tecnologia/IA, uma oferta constante de estratégias sistemáticas e fluxos de investidores ativos durante as quedas (dos mercados)”, disse.

Fonte: MSN

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Internacional

Avanço de Índia, China e Iraque ressalta atraso do Brasil no saneamento

O Brasil é um dos países mais atrasados do mundo no atendimento à população com sistemas de esgotamento sanitário e só recentemente faz aportes em maior volume graças a investimentos do setor privado.

Até 2022, segundo dados do Banco Mundial, o Brasil ficava atrás de Índia, Iraque, China e África do Sul e de vários países latino-americanos no total da população atendida por coleta e tratamento de esgoto.

Apesar dos investimentos recentes, o país ainda corre o risco de não conseguir cumprir as metas do novo Marco Legal do Saneamento Básico, de 2020, que permitiu o ingresso de empresas privadas na área.

Os dois principais objetivos do marco são levar o país a ter 99% da população com atendimento de água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto até o final de 2033. Em 2023 (último dado oficial), o país tinha 83,1% da população com acesso a água e 55,2% com esgotamento.

No caso do esgoto, era menos do que tinham um ano antes o Peru (57,7%) e o México (62,5%). Na região, o país com maior cobertura é o Chile (95,3%), enquanto a média global era 56,6%.

Para atingir as metas do marco, o Brasil teria que investir R$ 223,82 por habitante todos os anos, em vez dos R$ 124,74 registrados em 2023. Isto significa que o investimento precisaria saltar de R$ 25,6 bilhões em 2023 para R$ 45,1 bilhões anuais até 2033.

Apesar de o novo marco do saneamento ter sido aprovado em 2020, muitos dos investimentos programados começam a ganhar força agora, com vários estados realizando privatizações, parcerias público-privadas ou concessões de estatais de saneamento.

Segundo Luana Pretto, presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, que monitora o setor desde 2007, os investimentos já programados e as perspectivas para os próximos anos fazem com que o Brasil “apareça mal na foto, mas com um filme promissor à frente”.

“Existe a confiança de que o modelo de negócios no setor esteja se consolidando. O grande desafio será fortalecer as agências reguladoras de forma técnica e independente para dar mais segurança aos investimentos”, afirma.

Neste ano, aportes importantes estão sendo realizados em estados como Pernambuco (R$ 18,9 bilhões), Pará (R$ 15,8 bilhões), Espírito Santo (R$ 7 bilhões) e Rondônia (4,9 bilhões). Juntos, devem atender a 16,1 milhões de pessoas.

Um dos principais problemas hoje é o custo de financiamento dos projetos. Com o juro básico (Selic) a 15% ao ano pressionado pelo aumento do gasto público sob o governo Lula e pela inflação, as empresas que investem acabarão repassando para a conta dos consumidores o custo de capital.

Outro obstáculo é a dificuldade que algumas empresas estaduais de saneamento enfrentam para levantar dinheiro para investimentos junto a bancos públicos.

Embora a iniciativa privada tenha feito grandes avanços desde 2020 por meio de privatizações (como a da Sabesp), concessões e PPPs com o setor público, as empresas estaduais ainda respondem pelo abastecimento de água urbano em 3.301 municípios e esgotamento em 1.213 -de 5.570 cidades no país.

Segundo a Aesbe (Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento), bancos oficiais costumam cobrar IPCA mais 3,5% a 4% ao ano nos financiamentos, pois são lastreados com dinheiro do FGTS (remunerado abaixo das taxas de mercado).

Mas quando as estaduais emitem papéis (debêntures) para levantar capital, pagam IPCA e até 8% ao ano em juros, em prazos de 15 anos -ante até 30 anos para recursos do FGTS. Esse custo maior recai sobre os consumidores.

Segundo Sergio Gonçalves, secretário-executivo da Aesbe, um efeito da dificuldade na obtenção de dinheiro pelas companhias estaduais é que elas estão acelerando PPPs e concessões. Em abril, a entidade computava R$ 11,1 bilhões em financiamentos com recursos do FGTS à espera de aprovação.

Entre as privatizadas ou concedidas totalmente ao setor privado constam as ex-estatais de São Paulo, Rio Grande do Sul e Piauí. Entre outras, as parcialmente concedidas são de Alagoas, Rio de Janeiro, Sergipe e Pará; e houve PPPs importantes em estados como Paraná, Ceará e Espírito Santo.

Segundo a Abcon-Sindcon (Associação e Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto), desde a aprovação do marco, em 2020, foram aproximadamente 60 leilões, que redundaram em mais de R$ 160 bilhões de investimentos.

Fonte: MSN

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Comércio, Internacional, Negócios

Premiê da China pede que nações trabalhem em conjunto para resolver disputa comercial

Li Qiang disse ainda que o número de barreiras comerciais passou de 1,2 mil em 2024, seis vezes a mais do que existia em 2020

O premiê da China, Li Qiang, sugeriu que as nações trabalhem em conjunto para resolver disputas comerciais, em busca de benefícios mútuos.

“Quando a economia internacional enfrenta dificuldades, o que precisamos não é da lei da selva, onde os fortes atacam os fracos, mas sim da cooperação e do sucesso mútuo para resultados vantajosos para todos”, afirmou Li, durante evento do Fórum Econômico Mundial em Tianjin, na China.

Li disse ainda que o número de barreiras comerciais passou de 1,2 mil em 2024, seis vezes a mais do que existia em 2020, enquanto o investimento transfronteiriço diminuiu nos últimos três anos, com o crescente protecionismo comercial global.

O premiê chinês também declarou que os países devem se opor à dissociação e às interrupções na cadeia de suprimentos, evitando politizar questões econômicas e comerciais. A economia chinesa continua a apresentar bom desempenho neste ano e manterá um crescimento “relativamente rápido” no futuro, segundo Li.

Fonte: Dow Jones Newswires

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Internacional, Notícias

Trump cita petróleo e rejeita mudança de regime no Irã: “Provoca caos”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (24/6) que não deseja uma mudança de regime no Irã, recuando de declarações anteriores em que levantava essa possibilidade. A fala foi feita em conversa com a imprensa na porta do avião presidencial dos EUA, o Air Force One, no qual Trump fez viagem rumo à Holanda, onde participará de uma reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

“Uma mudança de regime provoca caos, e idealmente não queremos ver tanto caos”, disse o presidente a jornalistas. “Gostaria de ver tudo se acalmar o mais rápido possível”, completou.

A declaração acontece após um fim de semana marcado por tensão entre os dois países, quando os EUA atacaram três instalações nucleares iranianas. Na ocasião, Trump chegou a sugerir uma possível troca de liderança em Teerã em publicação no Truth Social:

“Se o atual regime iraniano não consegue TORNAR O IRÃ GRANDE NOVAMENTE, por que não haveria uma mudança de regime??? MIGA!!!”, escreveu, em tom irônico.

Apesar do recuo na retórica, Trump manteve a posição firme quanto à proibição de que o Irã desenvolva armas nucleares.

“Eles nunca terão energia nuclear, mas, tirando isso, devem fazer um ótimo trabalho. Eles têm muito petróleo, vão se sair bem”, afirmou, acrescentando que os iranianos são “ótimos negociadores e empresários”.

Cenário de incerteza
Uma mudança abrupta no governo iraniano não garantiria um aliado para os Estados Unidos ou para Israel. O vácuo de poder, poderia abrir espaço para facções mais radicais e até acelerar o desejo do Irã de obter uma bomba nuclear como forma de retaliação aos ataques recentes.

Além disso, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, que concentra grande parte do poder, pode ser substituído se for morto ou deposto, mas o colapso do regime como um todo é visto como um risco ainda maior para a estabilidade regional.

Trump e sua fama de “intermediador”
Nessa segunda-feira (23/6), o líder norte-americano anunciou um acordo de cessar-fogo entre Israel e Irã, colocando um ponto final no conflito que durou quase duas semanas de confrontos militares diretos entre as duas potências rivais do Oriente Médio.

Ao comunicar a trégua, Trump descreveu o episódio como uma “guerra de 12 dias” e afirmou que sua mediação foi decisiva para evitar uma escalada ainda maior.

Trump aproveitou o momento para assumir o protagonismo nas negociações, buscando reforçar sua imagem de pacificador — mesmo após lançar uma grande ofensiva contra o território iraniano.

“Esta é uma guerra que poderia ter durado anos e destruído todo o Oriente Médio, mas não destruiu e nunca destruirá!”, afirmou o norte-americano.

Fonte: Metrópoles

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Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

China lidera queda do superávit da balança comercial, aponta ICOMEX

ICOMEX aponta que acordo EUA-China reduz tarifas, mas incertezas e riscos geopolíticos ainda impactam o comércio global

O acordo firmado em 10 de junho entre China e Estados Unidos amenizou tarifas comerciais, mas não dissipou as incertezas globais, apontam dados do Indicador de Comércio Exterior (ICOMEX), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE). As tarifas de 125% e 145% caíram para 10% e 55%, respectivamente, mas o presidente norte-americano enfatizou que se trata apenas de uma trégua. O prazo para que outros parceiros negociem acordos com os EUA termina em julho.

Além das tarifas, o cenário incluiu ameaças da China de restringir exportações de terras raras e, pelo lado norte-americano, a revogação de vistos para estudantes chineses nos EUA. A tensão aumentou com o conflito entre Israel e Irã, ampliando os riscos geopolíticos.

No caso brasileiro, preocupam as tarifas de 10% sobre importações e de 50% para produtos siderúrgicos e de alumínio. A reversão dependerá de negociações bilaterais e da pressão da indústria americana.

De acordo com o ICOMEX, as exportações brasileiras para os EUA cresceram 1,2% até maio, enquanto para a China houve retração de 0,3%. A balança comercial acumulada registrou superávit de US$ 24,4 bilhões — queda significativa frente aos US$ 35,2 bilhões do mesmo período de 2024.

As exportações de commodities apresentaram retração, ao passo que as de não commodities avançaram, com destaque para automóveis. A indústria de transformação respondeu por 94% das importações brasileiras. Entre os principais itens estão fertilizantes, combustíveis e veículos.

A queda no superávit foi liderada pela redução no saldo com a China, de US$ 18,6 bilhões para US$ 8,3 bilhões. Argentina e União Europeia apresentaram saldo positivo no mesmo período.

Fonte: FGV Notícias.

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Internacional, Investimento

Parceiro espanhol da Master anuncia R$ 800 milhões em investimentos em SC

Grupo Vall Companys confirmou ao governo do estado aporte de recursos para expandir produção em Videira, no Meio-Oeste catarinense

O Grupo espanhol Vall Companys, parceiro da Master Agroindustrial no Brasil e um dos maiores grupos do setor agroalimentar da Europa, confirmou um investimento de R$ 800 milhões para expandir a produção em Santa Catarina. O anúncio foi feito durante missão do governo de SC à Espanha, no dia 19.

A unidade a receber o aporte fica em Videira, no Meio-Oeste catarinense. A expectativa é de que o novo empreendimento gere centenas de empregos diretos e indiretos, impulsione a cadeia produtiva local e amplie as exportações catarinenses para mercados estratégicos da Ásia, Europa e América.

O Grupo Vall Companys, responsável pelo investimento em Santa Catarina, é referência internacional na produção de suínos, aves e bovinos, com atuação integrada em toda a cadeia de valor agroalimentar, além de segmentos como rações, farinhas, produtos farmacêuticos e nutrição animal. Fundado em 1956, na Espanha, o conglomerado é composto por mais de 50 empresas, emprega mais de 12 mil pessoas e exporta cerca de 30% da sua produção para países como Japão, Coreia do Sul, além de atuar fortemente no mercado europeu e latino-americano.

Em 2023, o grupo adquiriu uma participação minoritária na Master Agroindustrial com o objetivo de ampliar sua presença estratégica no Brasil, um dos grandes players mundiais na produção de aves e suínos.

Fonte: FIESC

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Internacional

Trump diz que Israel e Irã concordaram com cessar-fogo

Em publicação na Truth Social, presidente dos EUA parabenizou os países e disse que espera que o cessar-fogo se torne permanente

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (23) um cessar-fogo “completo e total” entre Israel e o Irã, com objetivo de encerrar o conflito entre as duas nações.

Em uma publicação na Truth Social, o líder americano parabenizou os países e disse que espera que o cessar-fogo se torne permanente.

“Foi totalmente acordado entre Israel e Irã que haverá um cessar-fogo completo e total (em aproximadamente 6 horas a partir de agora, quando Israel e Irã tiverem encerrado e concluído suas missões finais em andamento!)”, escreveu o presidente nas redes sociais.

A publicação foi feita por volta das 19h, no horário de Brasília, indicando que o cessar-fogo deve começar à 1h desta terça-feira (24).

“Esta é uma guerra que poderia ter durado anos e destruído todo o Oriente Médio, mas não destruiu e nunca destruirá!”, concluiu Trump.

O cessar-fogo será implementado gradualmente ao longo das próximas 24 horas, de acordo com a publicação do presidente.

“Oficialmente, o Irã iniciará o CESSAR-FOGO e, na 12ª hora, Israel iniciará o CESSAR-FOGO e, na 24ª hora, o FIM Oficial da GUERRA DOS 12 DIAS será saudado pelo mundo. Durante cada CESSAR-FOGO, o outro lado permanecerá PACÍFICO e RESPEITOSO”, escreveu Trump.

Oficialmente, tanto Israel quanto o Irã não confirmaram ainda o cessar-fogo, mas fontes afirmaram que os países concordaram com a pausa.

Catar intermediou acordo com Irã

O Irã concordou com o cessar-fogo proposto pelos EUA após negociações mediadas pelo governo do Catar, disse um diplomata à CNN.

Donald Trump pediu ao emir do Catar que intermediasse o acordo com o Irã, segundo diplomata.

Assim, o primeiro-ministro Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al-Thani atuou para garantir o entendimento com os iranianos.

Trump negociou diretamente com Netanyahu

Durante as negociações, o presidente dos EUA falou diretamente com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Enquanto isso, o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado e conselheiro de Segurança Nacional, Marco Rubio, e o enviado especial, Steve Witkoff, negociaram os termos por canais diretos e indiretos com os iranianos.

A Casa Branca afirma que o acordo só foi possível devido aos ataques americanos a três instalações nucleares iranianas no sábado.

Vice dos EUA parabeniza Trump

Em entrevista à Fox News momentos após o anúncio, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, elogiou Trump por ter levado o acordo “até a linha de chegada”.

“Na verdade, estávamos trabalhando nisso quando eu saí da Casa Branca para vir para cá. Então, é uma boa notícia que o presidente tenha conseguido chegar até a linha de chegada”, pontuou Vance.

Vance também ressaltou que leu um rascunho da postagem de Trump “dois minutos antes de entrarmos no ar” e que era “um pouco diferente do que o presidente havia me mostrado algumas horas antes. Mas, novamente, eu sabia que ele estava atendendo telefonemas enquanto eu estava a caminho daqui”.

Por fim, o vice comentou que “o Irã é incapaz de construir uma arma nuclear com o equipamento que possui, porque nós a destruímos”.

Ataque iraniano a bases dos EUA

Mais cedo nesta segunda, o Irã lançou um ataque com mísseis contra uma base aérea norte-americana no Catar.

Após o bombardeio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a operação, que chamou de “resposta fraca” aos ataques dos EUA, ao mesmo tempo em que pediu ao Irã e a Israel que fizessem a paz.

O Irã avisou com antecedência os EUA por meio de canais diplomáticos horas antes do ataque, bem como às autoridades do Catar, com o objetivo de “minimizar baixas”.

Trump considerou esse fato como um sinal positivo.

“Quero agradecer ao Irã por nos avisar com antecedência, o que possibilitou que nenhuma vida fosse perdida e ninguém ficasse ferido”, escreveu o republicano na Truth Social.

“Talvez o Irã possa agora prosseguir para a paz e a harmonia na região, e eu encorajarei Israel com entusiasmo a fazer o mesmo.”

Fonte: CNN Brasil


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Economia, Internacional

Ataque dos EUA ao Irã ocorre em momento frágil para a economia global

O maior impacto econômico de um conflito prolongado no Oriente Médio provavelmente se daria pelo aumento expressivo dos preços do petróleo

Os ataques dos EUA às três principais instalações nucleares do Irã ocorrem em um momento frágil para a economia global, e as perspectivas agora dependem da forma e da intensidade com que a República Islâmica revidará.

O Banco Mundial, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziram suas projeções de crescimento global nos últimos meses. Qualquer aumento significativo nos preços do petróleo ou do gás natural — ou perturbações no comércio provocadas por uma escalada do conflito, funcionariam como mais um freio para a economia mundial.

“Veremos como Teerã responderá, mas o ataque provavelmente coloca o conflito em um caminho de escalada”, escreveram analistas da Bloomberg Economics, entre eles Ziad Daoud, em relatório. “Para a economia global, um conflito em expansão aumenta o risco de preços mais altos do petróleo e exerce um impulso altista sobre a inflação.”

Os crescentes riscos geopolíticos se cruzam com uma possível escalada nas tarifas nas próximas semanas, já que as suspensões das pesadas taxas “recíprocas” do presidente Donald Trump estão prestes a expirar. O maior impacto econômico de um conflito prolongado no Oriente Médio provavelmente se daria pelo aumento expressivo dos preços do petróleo.

Após o ataque dos EUA, um produto derivativo que permite aos investidores especular sobre as oscilações do preço do petróleo bruto subiu 8,8% no mercado IG Weekend Markets. Se esse movimento se mantiver na reabertura dos negócios, o estrategista da IG, Tony Sycamore, projeta que o futuro do WTI (West Texas Intermediate) abrirá em torno de US$ 80 o barril.

Muito dependerá de eventos de curto prazo. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que os ataques dos EUA são “ultrajantes e terão consequências duradouras.” Ele citou a Carta das Nações Unidas quanto às disposições de autodefesa e disse que o Irã reserva todas as opções para defender sua soberania, seus interesses e seu povo.

A Bloomberg Economics identifica três opções de resposta pelo Irã:

  1. Ataques a pessoal e ativos norte-americanos na região
  2. Alvo em infraestrutura regional de energia
  3. Fechar o estreito de Ormuz usando minas subaquáticas ou assediando navios que passam pelo canal

No cenário extremo em que o estreito de Ormuz seja bloqueado, o petróleo bruto poderia disparar para além de US$ 130 o barril, segundo Daoud, Tom Orlik e Jennifer Welch. Isso poderia levar o índice de preços ao consumidor dos EUA (CPI) a cerca de 4% no verão, forçando o Federal Reserve e outros bancos centrais a adiarem o cronograma de cortes de juros.

Cerca de um quinto do suprimento diário de petróleo mundial passa pelo estreito de Ormuz, que fica entre o Irã e vizinhos árabes do Golfo, como a Arábia Saudita.

Os EUA são exportadores líquidos de petróleo. Mas preços mais altos do petróleo apenas agravariam os desafios que a economia norte-americana já enfrenta. O Fed atualizou suas projeções econômicas na semana passada, revisando o crescimento dos EUA neste ano de 1,7% para 1,4%, à medida que os formuladores de políticas digeriam o impacto das tarifas de Trump sobre preços e crescimento.

Como maior comprador das exportações iranianas de petróleo, a China sofreria as consequências mais evidentes de qualquer interrupção no fluxo de petróleo, embora seus estoques atuais possam oferecer algum alívio.

Quaisquer interrupções no tráfego marítimo pelo estreito de Ormuz também teriam impacto significativo no mercado global de gás natural liquefeito (GNL). O Catar, que responde por cerca de 20% do comércio global de GNL, usa essa rota para exportação e não dispõe de passagem alternativa. Isso deixaria o mercado global de GNL extremamente apertado, elevando significativamente os preços do gás na Europa, conforme observado pela Bloomberg Economics.

Embora os investidores possam temer que o fornecimento seja interrompido se as hostilidades se intensificarem, os membros da OPEP+, incluindo a liderança de fato do grupo, a Arábia Saudita, ainda dispõem de ampla capacidade ociosa que poderia ser ativada. Além disso, a Agência Internacional de Energia pode optar por coordenar a liberação de estoques de emergência para tentar acalmar os preços.

“As tensões no Oriente Médio representam mais um choque adverso para uma economia global já fraca”, disse Ben May, diretor de pesquisa macro global da Oxford Economics, em relatório divulgado antes da última escalada. “Preços mais altos do petróleo e o consequente aumento da inflação medida pelo CPI representariam uma grande dor de cabeça para os bancos centrais.”

Fonte: InfoMoney

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