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MPor lança Política Nacional de Identificação Biométrica para aeroportos, portos e hidrovias

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) lança nesta segunda-feira (31) a Política Nacional Setorial de Identificação Biométrica, que estabelece diretrizes para o uso de tecnologias de identificação em aeroportos, portos, instalações portuárias e hidrovias.

A iniciativa busca ampliar a segurança no transporte de passageiros, agilizar procedimentos de embarque e melhorar a experiência de quem utiliza esses sistemas, tanto em viagens nacionais quanto internacionais.

Política prevê identificação biométrica integrada

Entre as principais diretrizes estão a padronização dos processos de identificação e autenticação biométrica, além da integração dos sistemas de informação utilizados pelos diferentes setores.

A proposta também prevê a adoção de tecnologias capazes de tornar a jornada dos passageiros mais simples, reduzindo etapas e a necessidade de contato físico durante os procedimentos de viagem.

Com a integração das soluções, a expectativa é aumentar a eficiência operacional dos terminais e, ao mesmo tempo, oferecer uma experiência mais rápida e fluida aos usuários.

Medida também alcança terminais de passageiros

Nos segmentos portuário e hidroviário, a política será direcionada aos terminais que realizam movimentação de passageiros.

A regulamentação também abre a possibilidade de criação de critérios específicos de identificação para diferentes públicos que precisam acessar áreas controladas. Entre eles estão trabalhadores, prestadores de serviços, autoridades públicas e visitantes.

O objetivo é permitir que o controle de acesso seja realizado de maneira segura e padronizada, de acordo com as características de cada instalação.

Comitê vai coordenar implementação da política

A implementação e o acompanhamento da nova política ficarão sob responsabilidade do Comitê Técnico Interinstitucional de Identificação Biométrica.

O grupo reúne representantes do MPor, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e de entidades que representam os setores aéreo, portuário e aquaviário.

A atuação conjunta deverá orientar a aplicação das diretrizes e acompanhar a evolução das soluções de tecnologia biométrica nos diferentes modais de transporte.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: MPor

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Receita Federal aperfeiçoa Programa Sintonia para ampliar segurança e previsibilidade tributária

A Receita Federal promoveu mudanças no Programa de Estímulo à Conformidade Tributária, conhecido como Programa Sintonia, com o objetivo de tornar as classificações dos contribuintes mais precisas, confiáveis e alinhadas às informações apuradas pelos mecanismos de controle fiscal.

As alterações foram estabelecidas pela Instrução Normativa RFB nº 2.339, publicada em 21 de agosto de 2026. A norma modifica a Instrução Normativa RFB nº 2.316, de março deste ano, que regulamenta o programa criado pela Lei Complementar nº 225, de 8 de janeiro de 2026.

Programa Sintonia valoriza contribuintes regulares

O Programa Sintonia foi criado para reconhecer contribuintes que apresentam um histórico de conformidade tributária, com regularidade cadastral, cumprimento dentro dos prazos das obrigações fiscais e fornecimento consistente de informações à administração tributária.

Com a nova regulamentação, a Receita busca aprimorar os mecanismos utilizados para avaliar esse comportamento e garantir que a classificação atribuída a cada participante corresponda de maneira mais fiel à sua situação fiscal.

Critérios de avaliação passam por ajustes

Uma das principais mudanças envolve o domínio Consistência, utilizado na avaliação dos participantes do programa.

A nova regra permite que determinadas informações obtidas em procedimentos fiscais já concluídos sejam incorporadas de maneira mais rápida à classificação do contribuinte. Dessa forma, o resultado da avaliação poderá acompanhar com maior precisão as informações disponíveis sobre o nível de conformidade.

Segundo a Receita Federal, o aperfeiçoamento também aumenta a qualidade e a confiabilidade das avaliações realizadas pelo Sintonia.

Classificação poderá ser atualizada de forma mais dinâmica

A norma também modifica os mecanismos de atualização da classificação dos participantes. A partir das novas regras, poderão ser feitas revisões quando houver mudanças relevantes nos dados utilizados pelo programa.

Na prática, a medida permite que a classificação acompanhe de maneira mais dinâmica eventuais alterações na situação do contribuinte.

A atualização busca reforçar a transparência, a previsibilidade dos resultados e a segurança para empresas e demais participantes que integram o programa.

Divulgação do selo ganha regras mais claras

Outro ponto alterado pela Instrução Normativa está relacionado à divulgação do selo de conformidade.

Os procedimentos passam a ser harmonizados para deixar mais clara a vigência da classificação publicada. A intenção é oferecer maior segurança jurídica e operacional aos contribuintes reconhecidos pelo programa.

Receita busca ampliar conformidade voluntária

As mudanças também procuram aproximar o Programa Sintonia dos princípios adotados em iniciativas modernas de conformidade tributária em outros países.

Entre esses fundamentos estão a transparência, a boa-fé, a cooperação e a construção de uma relação baseada na confiança entre o contribuinte e a administração tributária.

Ao melhorar a precisão das classificações e fortalecer a credibilidade dos benefícios associados ao programa, a Receita Federal pretende estimular a conformidade voluntária e reconhecer contribuintes que mantêm uma postura regular e colaborativa.

A expectativa é contribuir para um ambiente de negócios com mais segurança, previsibilidade e equilíbrio, além de favorecer a concorrência leal e gerar benefícios para a sociedade.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Fábio Mello Fontes: prático há 57 anos, ele transforma trajetória no mar em livro

Aos 87 anos e com 57 anos de atuação na praticagem, Fábio Mello Fontes continua olhando para o mar com o mesmo entusiasmo de quando era criança. Presidente da Praticagem de São Paulo, ele começou a definir sua vocação ainda aos 9 anos, quando observava os navios que passavam pelo canal do Porto de Santos.

A paixão pelo ambiente marítimo o levou à Marinha Mercante e, posteriormente, à praticagem, profissão que iniciou em 1969. Agora, parte dessa trajetória de quase seis décadas chega às páginas do livro Fábio Mello Fontes, uma lenda dos Mares, que será lançado amanhã, às 17 horas, na Pinacoteca Benedicto Calixto, em Santos.

A obra tem autoria de Ivani Cardoso e Maria Fernanda Rodrigues, com coordenação editorial de José Rodrigues, e reúne relatos sobre a vida pessoal, familiar e profissional do prático.

15 horas de estudos por dia para entrar na praticagem

A preparação para ingressar na profissão exigiu uma rotina intensa de estudos. Fontes conta que começou a se preparar para o processo seletivo em 10 de abril de 1968, quando já era casado e tinha três filhos pequenos.

A dedicação chegou a 15 horas diárias de estudos. O esforço resultou na entrada para a Praticagem de São Paulo em janeiro de 1969.

Para Fontes, a carreira e a família sempre caminharam juntas. Ao longo de mais de cinco décadas como prático, ele acumulou aproximadamente 30 mil manobras de navios.

Uma carreira marcada pela paixão pelo mar

Durante sua trajetória, Fontes acompanhou profundas transformações no Porto de Santos. Viu as embarcações aumentarem de tamanho e novas tecnologias modificarem a rotina da atividade.

Apesar das mudanças, a disposição para embarcar permaneceu a mesma. Para ele, a praticagem é mais do que uma profissão: é uma vocação.

A experiência anterior na Marinha Mercante também foi ampla. Fontes desempenhou diferentes funções a bordo e chegou a exercer interinamente o comando de uma embarcação da Petrobras.

A rotina de permanecer meses longe da família, porém, pesou na decisão de seguir outro caminho. Na praticagem, encontrou uma forma de continuar trabalhando no mar sem precisar passar longos períodos embarcado.

Livro resgata histórias da praticagem em Santos e São Sebastião

Além dos depoimentos do próprio Fontes, a biografia reúne entrevistas com familiares, amigos e colegas de profissão.

A publicação também recupera episódios relacionados à história da praticagem e mostra parte da evolução da atividade nos portos de Santos e São Sebastião.

Entre as lembranças consideradas mais marcantes pelo prático está o embarque no porta-aviões São Paulo, da Marinha do Brasil, que chegou a Santos em 28 de abril de 2001 levando o então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso.

Na ocasião, Fontes passou cerca de 20 minutos conversando com o presidente na ponte de comando. Meses depois, recebeu uma fotografia autografada daquele encontro.

Aos 87 anos, Fontes diz que ainda não pensa em parar

Viúvo desde 2023, o prático também vive uma nova fase na vida pessoal. Ele reencontrou, graças à internet, uma mulher que havia conhecido 42 anos atrás e com quem havia perdido contato. Ela também é viúva.

Atualmente, os dois mantêm um relacionamento à distância, alternando períodos de visitas e encontros. Fontes resume o momento com bom humor e diz estar vivendo uma espécie de “lua de mel”.

Ele também se define como um “idoso fora da curva” e afirma que a idade não determina sua disposição.

O próximo desafio é continuar a bordo

A relação de Fontes com o mar permanece tão forte que ele já tem um objetivo para os próximos anos: completar 88 anos a bordo de um navio, em 10 de maio de 2027.

A trajetória do prático é marcada por décadas de experiência em navegação, manobras portuárias e praticagem, mas também por uma disposição constante para seguir adiante.

A história de Fábio Mello Fontes mostra que conduzir navios e conduzir a própria vida podem exigir qualidades semelhantes: saber ajustar o rumo, lidar com mudanças, enfrentar condições adversas e continuar navegando mesmo quando os ventos mudam.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alexsander Ferraz/AT

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Museu do Porto de Santos completa 37 anos com programação gratuita em setembro

O Museu do Porto de Santos completa 37 anos na terça-feira, 1º de setembro, em um momento de forte crescimento no número de visitantes. No primeiro semestre de 2026, o espaço recebeu 12.904 pessoas, volume 163% maior que os aproximadamente 5 mil visitantes registrados no mesmo período do ano passado.

Para celebrar o aniversário, o museu preparou uma programação especial e gratuita durante todo o mês de setembro.

Confira a programação de aniversário

Entre as principais atividades previstas estão:

  • 1º de setembro: celebração cultural com apresentação musical a partir das 16h;
  • 17 de setembro: recepção do projeto Leia Santos, iniciativa da Prefeitura de Santos;
  • De 21 a 25 de setembro: realização do Museu + Acessível, voltado a grupos de pessoas com deficiência.

A programação de acessibilidade também marcará o início das visitas autoguiadas, com recursos de áudio e texto, além do atendimento em Libras.

Museu amplia ações para atrair visitantes

O crescimento do público acompanha a expansão das atividades promovidas pelo Museu do Porto de Santos. Entre as iniciativas estão eventos durante períodos de férias e em datas comemorativas, incluindo passeios de catamarã pelo Porto de Santos.

O espaço reúne cerca de 2 mil itens em seu acervo, entre documentos históricos, fotografias, instrumentos náuticos, ferramentas e outras peças consideradas raras.

A coleção permite ao público conhecer diferentes períodos e aspectos relacionados à trajetória do Porto de Santos, aproximando os visitantes da história da principal estrutura portuária do país.

Presença nas redes sociais também cresce

A maior procura pelo museu também está relacionada ao trabalho de divulgação e à aproximação com moradores da Baixada Santista.

No Instagram, o número de seguidores cresceu 360% e ultrapassou a marca de 5 mil. Já no Tripadvisor, plataforma voltada ao turismo, o Museu do Porto passou da 29ª para a segunda posição entre as atrações mais bem avaliadas de Santos.

Visitas agendadas somam mais de 4,5 mil

Dos 12.904 visitantes registrados no primeiro semestre, 4.572 participaram de visitas agendadas. O levantamento considera exclusivamente grupos que fizeram reserva antecipada, incluindo escolas e outras instituições.

As visitas previamente programadas contam com acompanhamento guiado pelo Museu do Porto e, de acordo com a disponibilidade, podem incluir acesso a outros espaços culturais.

A atividade é gratuita e pode ser realizada por pessoas de todas as idades.

Como visitar o Museu do Porto de Santos

Pessoas que desejam fazer uma visita espontânea em grupos de até 10 integrantes não precisam realizar agendamento.

Para grupos maiores, é necessário preencher o formulário específico e encaminhá-lo ao e-mail museudoporto@portodesantos.gov.br.

Serviço

Museu do Porto de Santos
📍 Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, s/nº, esquina com a Rua Conselheiro João Alfredo, Macuco, Santos (SP)
🕘 Segunda a sábado, das 9h às 17h
🎟️ Entrada gratuita

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alexsander Ferraz/AT

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Milho sobe mais de 5% em Chicago na semana e analista aponta espaço para novas altas

Os preços futuros do milho encerraram a sexta-feira (28) em alta na Bolsa de Chicago (CBOT). Com o avanço registrado no último pregão da semana, as principais posições do cereal acumularam ganhos superiores a 5% no período.

Para Roberto Carlos Rafael, da Germinar Corretora, três fatores vêm dando sustentação às cotações do milho e podem continuar favorecendo o mercado nos próximos dias.

Estoques dos EUA menores sustentam o milho em Chicago

Um dos principais pontos de suporte está relacionado ao relatório de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no início de agosto.

O órgão reduziu a estimativa para os estoques de milho norte-americanos ao fim da temporada 2026/27, de 46 milhões para 41 milhões de toneladas em 31 de agosto de 2027.

A perspectiva de uma oferta mais apertada nos Estados Unidos ajuda a manter os compradores ativos e dá sustentação aos preços negociados na CBOT.

Clima ameaça potencial produtivo da safra americana

Outro fator observado pelo mercado é o risco de redução da produtividade da safra de milho dos Estados Unidos em razão das condições climáticas.

Enquanto algumas áreas do Cinturão do Milho enfrentam períodos de seca, outras registram excesso de chuvas. O cenário aumenta as preocupações com o potencial produtivo da temporada.

O relatório mais recente da expedição Pro Farmer apontou uma produção norte-americana aproximadamente 16 milhões de toneladas inferior à estimativa atualmente considerada pelo USDA.

Conflitos entre Rússia e Ucrânia também dão suporte

As tensões entre Rússia e Ucrânia formam o terceiro elemento citado pelo analista como importante para o comportamento das cotações.

A intensificação dos conflitos compromete o fluxo de grãos no Leste Europeu, reduzindo a disponibilidade de produtos no mercado internacional. A Rússia tem papel relevante nas exportações de trigo, enquanto a Ucrânia é um dos principais fornecedores globais de milho.

Na avaliação de Rafael, o cenário ainda favorece a continuidade da valorização do cereal. Uma mudança nessa perspectiva poderia ocorrer caso o relatório de oferta e demanda do USDA de setembro não confirme uma redução na produtividade dos Estados Unidos ou se houver uma diminuição das tensões na região.

Milho acumula alta de até 5,84% em Chicago

Na CBOT, o contrato setembro/26 terminou cotado a US$ 5,12 por bushel, com alta de 1,75 ponto. O dezembro/26 avançou 3 pontos, para US$ 5,36, enquanto março/27 subiu 4 pontos, a US$ 5,51. O maio/27 também ganhou 4 pontos, encerrando a US$ 5,57.

Na comparação com o fechamento de quinta-feira (27), os ganhos foram de:

  • Setembro/26: +0,34%;
  • Dezembro/26: +0,56%;
  • Março/27: +0,73%;
  • Maio/27: +0,72%.

No acumulado da semana, as altas chegaram a:

  • Setembro/26: +5,84%;
  • Dezembro/26: +5,51%;
  • Março/27: +5,30%;
  • Maio/27: +5,09%.

B3 acompanha movimento positivo, mas em ritmo menor

O milho na B3 também terminou a sexta-feira em território positivo. Entretanto, o avanço dos contratos brasileiros foi mais moderado que o observado em Chicago.

Segundo Rafael, a valorização da CBOT acaba influenciando o mercado brasileiro, embora os ganhos na B3 sejam menores e o mercado físico de milho apresente uma reação ainda mais contida.

Os contratos encerraram o pregão com os seguintes valores:

  • Setembro/26: R$ 71,45, alta de 0,31%;
  • Janeiro/27: R$ 81,00, avanço de 0,27%;
  • Março/27: R$ 83,01, alta de 0,25%;
  • Maio/27: R$ 81,01, queda de 0,05%.

Na semana, os contratos acumularam altas de 0,21% para setembro/26, 0,95% para janeiro/27, 1,90% para março/27 e 1,26% para maio/27.

Preços de R$ 82 a R$ 83 por saca são vistos como oportunidade

Mesmo diante da expectativa de novas altas, o analista considera que os produtores devem avaliar oportunidades de comercialização.

Para a safra de verão 2026/27, negócios entre R$ 82,00 e R$ 83,00 por saca são considerados interessantes em termos de margem. Muitos produtores, porém, continuam segurando a produção na expectativa de uma valorização adicional.

Demanda brasileira deve continuar firme

A perspectiva para a demanda por milho brasileiro também contribui para dar sustentação aos preços.

A indústria de ração animal e o setor de etanol de milho devem manter um consumo elevado do cereal, enquanto as exportações seguem como outro importante componente da demanda.

De acordo com Rafael, os line-ups dos portos brasileiros para as próximas semanas já indicam aproximadamente 4 milhões de toneladas de milho programadas para embarque.

Mercado físico registra altas em várias regiões

No mercado físico, a saca de milho também apresentou valorização em diferentes praças brasileiras no encerramento da semana.

Levantamento da equipe do Notícias Agrícolas identificou altas nos preços em Pato Branco (PR), Palma Sola (SC), Tangará da Serra (MT), Campo Novo do Parecis (MT), Jataí (GO), Rio Verde (GO), Luís Eduardo Magalhães (BA), Campinas (SP) e Porto de Santos (SP).

O movimento reforça o cenário de firmeza observado tanto nos mercados futuros quanto nas negociações físicas do cereal.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Algodão recua em Nova York, mas contratos acumulam alta superior a 3% na semana

Os preços do algodão terminaram a sessão desta sexta-feira (28) em baixa na Bolsa de Nova York. O movimento ocorreu após a forte valorização registrada no pregão anterior. Apesar do recuo diário, os principais contratos da commodity encerraram a semana com ganhos acima de 3%.

Preços do algodão na Bolsa de Nova York

O contrato com vencimento em dezembro de 2026 caiu 1,03 cent, ou 1,11%, e fechou a sessão a 91,38 cents por libra-peso.

Entre os demais vencimentos, o outubro de 2026 registrou queda de 1,14 cent (-1,25%), para 89,92 cents/lb. Já o março de 2027 recuou 1,06 cent (-1,12%), encerrando o dia em 93,34 cents/lb. O contrato maio de 2027 teve baixa de 1,02 cent (-1,07%), aos 94,48 cents/lb.

Mesmo com a queda desta sexta-feira, o desempenho semanal foi positivo para todos os principais contratos.

  • Outubro/26: de 87,07 para 89,92 cents/lb, alta de 2,85 cents (+3,27%);
  • Dezembro/26: de 88,35 para 91,38 cents/lb, avanço de 3,03 cents (+3,43%);
  • Março/27: de 90,15 para 93,34 cents/lb, valorização de 3,19 cents (+3,54%);
  • Maio/27: de 91,19 para 94,48 cents/lb, ganho de 3,29 cents (+3,61%).

Exportações dos Estados Unidos sustentam atenção do mercado

Os dados mais recentes de vendas para exportação indicam que os compromissos de embarques de algodão dos Estados Unidos para a safra 2026/27 somam 4,332 milhões de fardos.

O volume representa crescimento de 27% em relação ao mesmo período do ano anterior e equivale a 38% da estimativa de exportações projetada pelo USDA. Na mesma época da temporada passada, esse percentual era de 30%.

Apesar do avanço, o ritmo atual ainda permanece abaixo da média registrada nos últimos cinco anos.

Condições das lavouras de algodão preocupam

De acordo com Jack Scoville, as lavouras de algodão nos EUA apresentam condições consideravelmente inferiores às observadas no ano passado.

O desenvolvimento da safra norte-americana também segue atrasado quando comparado à média histórica, fator que permanece no radar dos participantes do mercado de algodão.

Petróleo e dólar influenciam os negócios

No cenário internacional, o petróleo operou pressionado pela valorização do dólar e por sinais de que o fluxo da commodity pelo Estreito de Ormuz pode aumentar.

As perdas, entretanto, foram parcialmente contidas pelas incertezas relacionadas à retomada da normalidade no transporte de petróleo proveniente do Oriente Médio.

O dólar ganhou força após declarações consideradas mais duras do presidente do Federal Reserve, Warsh. Segundo ele, a inflação norte-americana não apresenta uma desaceleração significativa.

Depois dos comentários, a expectativa de uma alta dos juros na próxima reunião do FOMC aumentou para 50%, ante 36% anteriormente.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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TCU autoriza concessão das BRs 116 e 324 na Bahia com pedágio free flow

O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou o avanço do processo de concessão das rodovias BR-116 e BR-324, na Bahia. O projeto prevê a adoção integral do sistema de pedágio eletrônico free flow, que elimina as tradicionais praças físicas de cobrança.

A decisão, obtida pelo portal A TARDE nesta quinta-feira (27), estabelece que a publicação do edital definitivo ainda dependerá de ajustes na modelagem técnica, financeira e jurídica da concessão.

Concessão terá 30 anos e investimentos de R$ 14,8 bilhões

Batizado de Rota 2 de Julho, o projeto prevê um contrato de concessão de 30 anos. A estimativa é de R$ 14,857 bilhões em investimentos, além de R$ 6,581 bilhões destinados aos custos operacionais.

Ao todo, o trecho concedido terá aproximadamente 641,75 quilômetros, abrangendo segmentos das BR-116 e BR-324 no território baiano.

Entre as principais mudanças está a substituição das praças convencionais pelo sistema de cobrança eletrônica por livre passagem. Embora as estruturas físicas sejam retiradas, o pagamento do pedágio continuará existindo.

Como funcionará o pedágio free flow

A nova concessionária deverá instalar 12 pórticos de cobrança ao longo das rodovias. Os equipamentos farão a identificação dos veículos durante a passagem, sem necessidade de parada.

O motorista poderá pagar automaticamente utilizando uma tag ou realizar o pagamento posteriormente pelos canais oferecidos pela concessionária.

No primeiro ano do contrato, a tarifa de referência será de:

  • R$ 0,1050 por quilômetro em pista simples;
  • R$ 0,1418 por quilômetro em pista dupla.

A previsão é de que, a partir do quarto ano, os valores passem para R$ 0,1266 e R$ 0,1708 por quilômetro, respectivamente.

Motoristas que utilizarem tag de pagamento automático terão desconto de 20%.

Motorista sem tag terá até 30 dias para pagar

Quem não possuir dispositivo automático poderá quitar a tarifa em até 30 dias, sem cobrança de juros, multas ou encargos administrativos.

Depois desse prazo, haverá aumento do valor devido. Se o atraso ultrapassar 30 dias, a situação poderá ser enquadrada como evasão de pedágio, sujeitando o motorista a multa e pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A futura concessionária também deverá disponibilizar canais para consulta e pagamento das tarifas, além de divulgar informações sobre valores, prazos e modalidades de quitação.

A sinalização instalada nas rodovias deverá indicar os preços aplicáveis tanto aos usuários com pagamento automático quanto àqueles que optarem pela quitação avulsa.

Projeto prevê mais de 300 quilômetros de duplicações

A concessão também contempla um amplo pacote de obras de infraestrutura rodoviária na BR-116/BA.

Estão previstos:

  • 306,6 quilômetros de duplicações;
  • 192 quilômetros de faixas adicionais em pista dupla;
  • 65,4 quilômetros de faixas adicionais em pista simples;
  • 37,2 quilômetros de vias marginais.

A BR-324 possui 108,6 quilômetros, além do contorno de Feira de Santana, e já está totalmente duplicada. Já a BR-116 soma 506,1 quilômetros, além do anel rodoviário de Vitória da Conquista, sendo composta majoritariamente por trechos de pista simples.

O contrato também prevê recuperação de pavimento, restauração de pontes, viadutos e passarelas, implantação de sistemas de monitoramento e modernização dos equipamentos utilizados na operação das rodovias.

ViaBahia poderá participar da nova licitação

Outro ponto analisado pelo TCU envolve a participação da antiga concessionária das rodovias, a ViaBahia, atualmente denominada Concrod Concessionária de Rodovias Ltda., no futuro processo de licitação.

A versão inicial do edital estabelecia que empresas que tivessem firmado, nos cinco anos anteriores, acordos de encerramento consensual de contratos de concessão no âmbito do TCU não poderiam disputar a nova concessão.

A regra poderia atingir a antiga ViaBahia, cujo contrato foi encerrado por meio de acordo homologado pelo Tribunal em 2025.

A empresa questionou a restrição e argumentou que o acordo não havia atribuído culpa ou responsabilidade às partes. O relator do processo, ministro Odair Cunha, avaliou que a manutenção da proibição poderia provocar insegurança jurídica.

Leilão ainda não tem data definida

O acórdão do TCU não estabelece uma data específica para a realização do leilão das BRs 116 e 324.

Conforme apuração do A TARDE, entretanto, o relatório técnico considera que a assinatura do futuro contrato de concessão está prevista para ocorrer em 2027.

FONTE: A Tarde
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/A Tarde

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Novas regras para drones no Brasil reforçam segurança e definem categorias de voo

As novas regras para drones no Brasil estabelecem critérios mais claros para a operação de aeronaves não tripuladas de uso civil e buscam adequar as exigências ao nível de risco de cada voo.

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) orienta os usuários sobre as mudanças. Em junho, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou o Regulamento Brasileiro de Aviação Civil (RBAC) nº 100, que passou a organizar os requisitos gerais para essas operações e substituiu as normas anteriores.

A principal mudança é a classificação dos voos em três categorias — aberta, específica e certificada. A definição considera as características e o nível de risco da operação, e não somente o peso da aeronave.

Conheça as três categorias de operação

Cada modalidade possui exigências próprias para que o voo seja realizado dentro das normas da aviação civil.

  • Categoria aberta: engloba operações consideradas de menor risco. O drone pode pesar até 25 kg e deve ser operado em linha de visada visual (VLOS) ou com o auxílio de um observador. A altura máxima é de 120 metros e o voo deve ocorrer mantendo distância de pessoas que não participam da operação.
  • Categoria específica: abrange operações que não cumprem algum dos requisitos da categoria aberta. Nesses casos, o piloto deve seguir um cenário padrão estabelecido pela Anac ou solicitar autorização operacional, que depende de uma avaliação de risco.
  • Categoria certificada: é voltada para operações de maior risco. A classificação pode ser necessária em situações como o transporte de determinados artigos perigosos ou quando a Anac avaliar que o risco da atividade não pode ser reduzido por outros meios.

Drones de até 250 gramas têm exceção

O RBAC nº 100 não se aplica a drones de até 250 gramas quando operados em linha de visada visual ou com auxílio de observador e em altitude de até 120 metros.

A exceção também contempla aeromodelos utilizados para fins recreativos que cumpram essas mesmas condições.

Isso, porém, não significa que essas operações estejam dispensadas de cuidados. O responsável pelo voo continua obrigado a zelar pela segurança da operação e a cumprir as demais regras que forem aplicáveis.

Piloto é responsável pela segurança do voo

O novo regulamento reforça que a operação de um drone não deve ser tratada como uma atividade sem riscos. O piloto remoto em comando é responsável pela condução segura da aeronave e possui autoridade final sobre o voo.

Antes da decolagem, é necessário avaliar as condições do equipamento, consultar as condições meteorológicas e reunir as informações necessárias para planejar a operação.

O voo só deve começar quando houver condições consideradas seguras. Se surgir uma situação capaz de comprometer a segurança, a operação precisa ser interrompida assim que possível.

Exame da Anac é obrigatório

O regulamento estabelece que todo piloto remoto deve ser aprovado em exame de conhecimento teórico da Anac.

Para operadores menores de 18 anos, a regra determina acompanhamento durante toda a operação por um piloto maior de idade, que será responsável pelo voo.

Também é obrigatório que exista um piloto na estação de pilotagem durante todas as etapas da operação. Como regra geral, um mesmo piloto não pode comandar mais de uma aeronave simultaneamente.

Distância mínima de 30 metros de pessoas

Nas operações enquadradas na categoria aberta, o drone deve manter uma distância horizontal segura de pessoas que não participam do voo.

A distância mínima estabelecida é de 30 metros. A exigência pode deixar de ser aplicada quando houver uma barreira mecânica capaz de oferecer proteção suficiente em caso de acidente.

O regulamento ainda prevê uma situação específica em que uma pessoa pode concordar expressamente em ficar próxima da operação. Nesse caso, ela assume o risco decorrente da exposição que aceitou.

Limite de altura é de 120 metros

Na categoria aberta, o drone não pode ultrapassar 120 metros de altura em relação ao nível do solo.

Além de respeitar o limite, o piloto deve manter capacidade de controlar a aeronave durante todo o voo e contar com autonomia suficiente para concluir a operação e realizar o pouso com segurança.

O regulamento também proíbe operações realizadas de maneira negligente ou descuidada que possam colocar em perigo pessoas ou propriedades de terceiros.

Outras autoridades também têm regras

O cumprimento do RBAC nº 100 não elimina a necessidade de observar normas estabelecidas por outros órgãos públicos.

Dependendo das características do voo, podem existir exigências do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e de outras autoridades.

Os operadores também precisam respeitar direitos relacionados à privacidade, imagem e vida das pessoas.

Objetivo é adequar regras ao risco

As novas normas procuram aumentar a segurança na operação de drones e estabelecer exigências proporcionais aos riscos envolvidos em cada modalidade de voo.

Para o usuário, a recomendação é verificar previamente as condições do equipamento, o local, o clima e as normas aplicáveis. Antes de decolar, é fundamental confirmar que a operação pode ser realizada de maneira segura e dentro das exigências legais.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Jeff Roberson

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Missão da ApexBrasil em Angola busca diversificar mercados e ampliar negócios

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) deu início, nesta segunda-feira (24), em Luanda, à Missão Empresarial África Austral 2026. A primeira etapa da agenda tem como objetivo aproximar empresas brasileiras de compradores e potenciais parceiros angolanos, além de ampliar as oportunidades de comércio exterior, investimentos e cooperação empresarial.

A iniciativa faz parte da estratégia brasileira de diversificação de mercados e procura abrir novos caminhos para as exportações nacionais, fortalecendo a presença de empresas brasileiras em mercados com potencial de crescimento.

Brasil e Angola têm espaço para ampliar o comércio

A relação econômica entre Brasil e Angola é construída há décadas e apresenta oportunidades para ampliar e diversificar os negócios. Em 2025, as exportações brasileiras destinadas ao país africano movimentaram aproximadamente US$ 592 milhões.

Entre os principais produtos exportados estão alimentos, máquinas e equipamentos, artigos manufaturados e veículos. O agronegócio também tem participação expressiva na pauta comercial, especialmente com açúcar, carnes, álcool e sementes.

Durante a programação em Luanda, porém, a ApexBrasil pretende identificar oportunidades que vão além dos segmentos tradicionalmente presentes nas exportações brasileiras.

Missão aproxima empresas e potenciais parceiros

A agenda empresarial foi estruturada para promover encontros entre empresários brasileiros, compradores e representantes de empresas angolanas. A intenção é estimular não apenas a comercialização de produtos, mas também a formação de parcerias empresariais, atração de investimentos e desenvolvimento de novos negócios.

Para André Queiroz, representante da ApexBrasil para a Bahia e líder da iniciativa durante a missão, a diversificação dos mercados deve ser encarada como uma estratégia de longo prazo.

“Diversificar significa ampliar nossa presença em mercados com os quais temos complementaridades econômicas, relações históricas e perspectivas de crescimento de longo prazo. E Angola ocupa uma posição muito importante nessa estratégia”, afirma.

Segundo Queiroz, a relação comercial entre os dois países já possui uma base consolidada e pode avançar para novas áreas. A corrente de comércio entre Brasil e Angola chegou a ultrapassar US$ 4 bilhões em 2008, antes de registrar retração. Nos últimos anos, entretanto, os negócios voltaram a apresentar trajetória de crescimento.

A expectativa da missão é contribuir para uma relação comercial mais ampla, que não se limite à compra e venda de mercadorias e passe a incorporar investimentos, acordos empresariais e novas oportunidades de negócios.

África ganha importância na diversificação das exportações

O continente africano ocupa posição estratégica na agenda brasileira de promoção de exportações. Em 2025, o comércio entre o Brasil e os países africanos atingiu US$ 23,7 bilhões.

Além disso, o Mapa de Oportunidades da ApexBrasil identificou mais de 5 mil possibilidades para produtos brasileiros na África. As oportunidades abrangem segmentos como máquinas e equipamentos, produtos químicos, manufaturados e alimentos.

Os dados reforçam o potencial do continente para empresas que buscam novos destinos para suas exportações e mercados com demanda crescente.

Missão segue para África do Sul, Zâmbia e Moçambique

Depois de Luanda, a Missão Empresarial África Austral 2026 terá novas etapas na África do Sul, na Zâmbia e em Moçambique. A programação inclui rodadas de negócios, reuniões empresariais, visitas técnicas e outras ações de promoção comercial.

Em Maputo, a agenda terá ainda um momento de destaque com a participação do Brasil como País de Honra da FACIM 2026. A iniciativa deve ampliar a exposição das empresas brasileiras e facilitar novas conexões com compradores e parceiros do mercado africano.

Ao longo da missão, a ApexBrasil pretende apresentar diferentes possibilidades de entrada e expansão no continente, estimulando relações comerciais capazes de gerar negócios de longo prazo para empresas brasileiras.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Apex Brasil

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Informação

Receita Federal, PF e MPF deflagram operação contra organização criminosa no Aeroporto de Fortaleza

A Receita Federal, em conjunto com a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF), deflagrou na manhã desta terça-feira (25) a Operação Snooker 2. A ação é uma nova etapa das investigações sobre uma suposta organização criminosa envolvida em corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em operações de importação no Aeroporto Internacional de Fortaleza.

Por decisão da Justiça Federal, foram expedidos três mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão. As ordens judiciais são cumpridas em Fortaleza, Caucaia e Eusébio, no Ceará, além de Salvador, na Bahia.

Operação Snooker 2 mira suspeitos de fraude em importações

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou medidas para preservar o patrimônio que possa estar relacionado aos crimes investigados.

Entre as providências estão a indisponibilidade de ativos financeiros, o sequestro de imóveis, o bloqueio de um veículo de luxo e a ampliação do acesso a dados bancários dos investigados.

As medidas têm como objetivo garantir a efetividade das investigações e evitar que recursos ou bens eventualmente ligados às atividades ilícitas sejam ocultados ou transferidos.

Investigação começou com a Operação Snooker

A nova fase surgiu a partir de elementos obtidos após a primeira Operação Snooker, realizada em setembro de 2025.

De acordo com as investigações, novas evidências indicaram que as supostas atividades criminosas teriam continuado mesmo depois das medidas cautelares adotadas anteriormente. Diante disso, as autoridades solicitaram novas providências para interromper a possível continuidade do esquema, preservar provas e aprofundar a apuração sobre outros envolvidos.

As diligências também procuram esclarecer a participação de empresários e profissionais ligados ao setor de importação que atuam no Aeroporto Internacional de Fortaleza.

Outro foco é a análise de movimentações financeiras que, segundo os investigadores, podem ter sido utilizadas para ocultar ou dissimular a origem e o destino de recursos supostamente ilícitos.

Grupo teria criado novas empresas para manter esquema

As autoridades apontam que a organização investigada teria uma estrutura baseada na divisão de tarefas e recorreria a mecanismos considerados sofisticados para executar fraudes em operações de importação e movimentar valores.

Segundo os relatórios técnicos, o grupo teria adotado estratégias para dificultar o rastreamento dos recursos e a identificação de sua origem.

A atuação integrada da Corregedoria da Receita Federal, Polícia Federal e Ministério Público Federal também teria identificado uma reorganização do grupo após as primeiras medidas judiciais.

Entre as estratégias apontadas está a criação de novas empresas que, conforme a investigação, poderiam ter sido utilizadas para dar continuidade às movimentações financeiras consideradas suspeitas.

Medidas patrimoniais já atingiram bens de alto valor

Nas etapas anteriores da investigação, o Ministério Público Federal apresentou ações penais contra diversos suspeitos apontados como integrantes do esquema.

As medidas patrimoniais adotadas ao longo da apuração também resultaram no bloqueio de recursos financeiros e na apreensão de bens de alto valor.

A operação busca, além de responsabilizar os investigados, recuperar eventuais ativos relacionados aos crimes e reforçar os mecanismos de controle e fiscalização aduaneira no Aeroporto Internacional de Fortaleza.

Investigados podem responder por quatro crimes

Os suspeitos poderão responder, conforme os resultados da investigação e eventual denúncia, por crimes de organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e fraude em operações de importação.

A Operação Snooker 2 representa mais uma etapa da atuação conjunta dos órgãos federais para apurar possíveis irregularidades envolvendo operações de comércio exterior e movimentações financeiras no terminal aeroportuário de Fortaleza.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

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