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Petróleo impulsiona superávit recorde do Brasil no 1º trimestre

O petróleo consolidou-se como principal motor do superávit comercial brasileiro no início do ano. Entre janeiro e março, o saldo positivo no segmento de óleo e combustíveis atingiu US$ 9,52 bilhões — o maior já registrado — equivalente a 67,2% do superávit total do país no período.

Produção do pré-sal sustenta desempenho

O avanço é reflexo direto do aumento da produção, especialmente após a expansão do pré-sal, que desde 2016 vem garantindo superávits consecutivos nesse segmento. Ainda assim, o país segue dependente da importação de derivados, mantendo déficit nessa categoria.

Nos anos recentes, o setor já vinha ganhando relevância: no primeiro trimestre de 2024 e 2025, os saldos foram de US$ 7,2 bilhões e US$ 6,4 bilhões, respectivamente — números inferiores ao desempenho atual.

Exportações de petróleo seguem em alta em abril

Dados preliminares indicam que o ritmo positivo deve continuar. Na segunda semana de abril, a receita média diária com exportações de petróleo bruto mais que dobrou em relação ao mesmo período de 2025, com alta de 101%.

Esse crescimento foi impulsionado por:

  • aumento de 74,5% no volume exportado;
  • elevação de 15% nos preços internacionais.

A valorização está ligada à alta das commodities, influenciada pelo conflito no Oriente Médio.

Guerra pressiona preços e favorece o Brasil

Analistas avaliam que, mesmo com eventual fim do conflito, os preços do petróleo devem permanecer elevados ao longo de 2026. Isso tende a fortalecer ainda mais o saldo da balança comercial brasileira e impactar positivamente o câmbio.

Segundo especialistas, o cenário atual repete ciclos anteriores de protagonismo de commodities, como soja e minério de ferro, mas agora com o petróleo liderando.

China amplia compras e lidera demanda

A China foi o principal destino do petróleo brasileiro. Em março:

  • respondeu por 64,6% das exportações do produto;
  • ampliou significativamente suas compras;
  • absorveu US$ 3,1 bilhões em petróleo bruto.

O país asiático tem buscado diversificar fornecedores diante das tensões no Golfo Pérsico, elevando a participação do Brasil como parceiro estratégico.

Petróleo supera soja no crescimento das exportações

Embora a soja tenha liderado a receita total em março (US$ 5,9 bilhões), o petróleo foi responsável por 68,5% do crescimento das exportações brasileiras na comparação anual.

No mês:

  • exportações de petróleo somaram US$ 4,8 bilhões;
  • volume embarcado cresceu 75,9%;
  • preços recuaram levemente, mas sem comprometer o resultado.

Projeções indicam superávit maior em 2026

Estimativas apontam revisão significativa no superávit comercial brasileiro. A projeção passou de US$ 68,4 bilhões para cerca de US$ 85 bilhões, impulsionada pela alta do petróleo.

Antes da crise, o barril do Brent era estimado em US$ 60 para 2026. Agora, a previsão gira em torno de US$ 90. Cada aumento de US$ 10 no preço médio pode elevar o saldo comercial em aproximadamente US$ 8,5 bilhões.

Impactos indiretos: inflação e câmbio

Apesar dos ganhos na balança comercial, há efeitos colaterais:

  • aumento no preço de combustíveis, como o diesel, que subiu 13,9% em março;
  • pressão inflacionária;
  • encarecimento de fertilizantes e insumos.

Por outro lado, o cenário favorece a valorização do real frente ao dólar, impulsionada também pelo fluxo de capital estrangeiro para mercados emergentes.

Desafios estruturais permanecem

Especialistas destacam que o Brasil ainda precisa avançar em pontos estratégicos:

  • ampliar a capacidade de refino;
  • reduzir a dependência de derivados importados;
  • investir na produção de fertilizantes;
  • explorar alternativas como o biodiesel.

O momento, segundo analistas, pode ser uma oportunidade para acelerar essas mudanças estruturais.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Alcooduto de R$ 22 bilhões em Mato Grosso deve ligar Sinop a Paulínia para escoar etanol

O setor de biocombustíveis em Mato Grosso avançou no planejamento de um ambicioso projeto logístico: a construção de um alcooduto de aproximadamente 2,1 mil quilômetros, com investimento estimado em R$ 22 bilhões. A estrutura deverá conectar Sinop, no médio-norte do estado, ao polo industrial de Paulínia (SP).

A proposta foi apresentada durante a 3ª Conferência Internacional UNEM Datagro, realizada em Cuiabá, e é tratada como peça-chave para sustentar o crescimento da produção de etanol de milho no estado.

Mato Grosso lidera produção nacional de etanol de milho

Atualmente, Mato Grosso ocupa a liderança absoluta na produção brasileira do segmento. Na safra 2024/2025, o estado produziu cerca de 5,6 bilhões de litros, o equivalente a 70% de todo o etanol de milho no Brasil.

Com 17 usinas em operação, o desafio do setor passa a ser a logística de escoamento, diante do aumento expressivo da produção. A expectativa é de que a demanda futura alcance 26,8 milhões de toneladas de milho processadas na safra 2026/2027, ampliando ainda mais a pressão sobre o sistema de transporte.

O projeto do alcooduto teria capacidade para movimentar até 13 milhões de metros cúbicos, funcionando como solução estruturante para o fluxo até os grandes centros consumidores.

Projeto atrai interesse público e capital privado

Segundo o ex-senador e CEO do Grupo MC, Cidinho Santos, a iniciativa já desperta interesse do governo federal para inclusão no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), além de atrair investidores privados.

Ele afirma que o empreendimento pode nascer com cerca de 70% de ocupação garantida, considerando a produção atual estimada em 8 milhões de metros cúbicos na região.

Integração logística é vista como estratégica

Especialistas apontam que o alcooduto faz parte de um conjunto mais amplo de investimentos em infraestrutura, que inclui a duplicação da BR-163 e a expansão da malha ferroviária.

A avaliação do setor é que a integração entre diferentes modais é essencial para garantir competitividade ao milho processado e seus derivados, como o próprio etanol e o DDGS, coproduto utilizado na nutrição animal.

“Esse projeto ainda será amplamente discutido, mas já sinaliza um novo patamar de competitividade para Mato Grosso quando somado às rodovias duplicadas e às ferrovias em construção”, afirmou Cidinho Santos.

Arco Norte e hidrovias ampliam alternativas de escoamento

Além da rota para o Sudeste, cresce a defesa pela utilização do Arco Norte como alternativa logística para abastecer as regiões Norte e Nordeste.

O diretor-executivo da ADECON, Edeon Vaz, destaca que o escoamento por Miritituba e Barcarena não compete com o alcooduto, mas atua de forma complementar na distribuição do etanol.

“Essas rotas ampliam as possibilidades e ajudam a levar o produto para regiões com déficit de abastecimento”, explicou.

Já no campo hidroviário, o ex-presidente do DNIT, Luiz Antonio Pagot, defende a integração entre Santarém e o Porto do Itaqui como forma de reduzir custos logísticos.

Segundo ele, o uso de balsas para distribuição a partir de um hub fluvial pode tornar o transporte mais eficiente e econômico.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Reprodução
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural

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Algodão em Mato Grosso avança com clima seco e melhora na sanidade das lavouras

A janela de tempo firme registrada entre os dias 5 e 11 de abril favoreceu o avanço das atividades no campo e impulsionou o desenvolvimento do algodão em Mato Grosso. A ausência de chuvas permitiu a intensificação do manejo agrícola, contribuindo para a sanidade das lavouras e o cumprimento do calendário fitossanitário.

De acordo com a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão, o período seco foi decisivo para garantir a entrada de máquinas nas áreas cultivadas e manter o controle de pragas e doenças.

Clima favorece manejo e desenvolvimento das lavouras

Nas regiões Norte e Noroeste, o desenvolvimento do algodão segue dentro da normalidade. Já no Centro e Sul do estado, o cenário é considerado positivo tanto para áreas de plantio antecipado quanto para a segunda safra de algodão.

Mesmo com a pressão constante de pragas, as condições climáticas recentes ajudaram a manter o bom desempenho das lavouras.

Eliminação de plantas voluntárias ganha prioridade

Com o solo mais seco e firme, os produtores intensificaram o combate às chamadas plantas “tigueras”, especialmente nas regiões Centro-Leste e Vale do Araguaia.

Essas plantas voluntárias são um dos principais focos de pragas, e sua eliminação é essencial para evitar a disseminação de insetos nas áreas comerciais. A prática é considerada estratégica dentro do manejo integrado de pragas.

Monitoramento reforçado contra pragas

O controle fitossanitário segue rigoroso em todo o estado, com atenção especial ao bicudo-do-algodoeiro e à mancha-alvo, duas das principais ameaças à cultura.

Em áreas com maior densidade de plantio, os produtores intensificaram o uso de defensivos agrícolas e a limpeza das propriedades. A menor umidade nas folhas e as condições favoráveis do solo contribuíram para aumentar a eficiência das aplicações.

Expectativa positiva para a produtividade

Com o manejo em dia e boas condições climáticas, a expectativa de produtividade permanece elevada. Segundo a Ampa, as lavouras apresentam bom desenvolvimento, com plantas sustentando adequadamente a carga de frutos.

O cenário atual indica melhora na qualidade do algodão em comparação ao ciclo anterior, reforçando o potencial produtivo da safra no estado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Pecuária de Mato Grosso deve faturar R$ 42,1 bilhões em 2026

A pecuária de Mato Grosso segue em expansão e deve movimentar cerca de R$ 42,1 bilhões em 2026, segundo projeções do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária. O valor representa crescimento de 6,8% em relação ao ano anterior e consolida a atividade como um dos pilares do agronegócio estadual.

Caso as estimativas se confirmem, o setor será responsável por 20,2% do Valor Bruto da Produção (VBP) de Mato Grosso, reforçando sua importância na economia regional.

Pecuária ganha espaço no VBP estadual

O avanço da atividade pecuária ajuda a compensar o desempenho mais moderado da agricultura na atual safra. No total, o VBP de Mato Grosso está estimado em R$ 208,3 bilhões em 2026.

Com isso, os pecuaristas ampliam sua participação na geração de riqueza no campo, impulsionados principalmente pela demanda aquecida e pela valorização do mercado bovino.

Abates recordes impulsionam faturamento

O bom desempenho financeiro do setor está diretamente ligado ao ritmo de produção no início do ano. No primeiro trimestre, foram abatidos 1,8 milhão de bovinos, o maior volume já registrado para o período.

O número representa alta de 6,7% em comparação com o mesmo intervalo de 2025, evidenciando a força da produção pecuária no estado.

Mercado aquecido sustenta preços

A valorização da arroba do boi e a demanda firme, tanto no mercado interno quanto nas exportações, sustentam o cenário positivo. Além disso, a estratégia de retenção de fêmeas adotada pelos produtores contribui para equilibrar a oferta.

Essa prática reduz temporariamente o número de animais disponíveis para abate, ajudando a manter as cotações em níveis elevados.

De acordo com Bruno de Jesus Andrade, do Instituto Mato-grossense da Carne, o setor tem demonstrado resiliência mesmo em um ambiente econômico mais desafiador. Segundo ele, a evolução tecnológica e a maior eficiência produtiva têm sido determinantes para esse desempenho.

Perspectivas positivas para o segundo semestre

A expectativa é de continuidade do cenário favorável ao longo do ano. Com a menor oferta de animais, resultado da retenção de matrizes, o foco dos produtores tende a se voltar ainda mais para a eficiência na pecuária.

Nesse contexto, investir em produtividade e qualidade deve ser essencial para garantir margens de rentabilidade e aproveitar as oportunidades do mercado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Crédito de R$ 15 bilhões: governo define setores prioritários para acesso aos recursos

O governo federal detalhou os setores que terão prioridade no acesso à linha de crédito de R$ 15 bilhões, criada para amenizar os efeitos da guerra no Oriente Médio e das barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos.

O anúncio foi feito na quinta-feira (16) pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, durante coletiva no Palácio do Planalto. A iniciativa também contempla áreas consideradas estratégicas para o país, especialmente aquelas com déficit na balança comercial brasileira, como os segmentos farmacêutico e de tecnologia da informação.

Programa será operado pelo BNDES

A nova rodada de apoio faz parte da segunda fase do Programa Brasil Soberano, lançado em 2025. A operacionalização ficará a cargo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Inicialmente voltado a empresas exportadoras afetadas pelo chamado tarifaço dos EUA, o programa ganha agora maior abrangência, incluindo setores impactados por instabilidades geopolíticas e comerciais.

As tarifas norte-americanas, que chegaram a 50%, foram posteriormente revistas e fixadas em 15% após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, mas continuam afetando a competitividade de produtos brasileiros.

Três grupos terão acesso ao crédito

De acordo com portaria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), três perfis de empresas poderão acessar os recursos:

Exportadoras afetadas por tarifas

O primeiro grupo reúne empresas industriais exportadoras e seus fornecedores diretamente impactados pelas tarifas dos EUA. Para se enquadrar, é necessário que as exportações tenham representado pelo menos 5% do faturamento bruto entre agosto de 2024 e julho de 2025.

Entre os mais prejudicados estão os setores de aço, cobre e alumínio, que enfrentam sobretaxas de até 50%, além de segmentos como autopeças e móveis, sujeitos a tarifas de 25%.

Setores estratégicos da economia

O segundo grupo inclui áreas consideradas essenciais para a modernização produtiva e inovação do país. Estão na lista os setores têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, além de indústrias de máquinas, equipamentos eletrônicos, informática, borracha e minerais críticos.

Empresas com foco no Oriente Médio

O terceiro grupo contempla empresas exportadoras que atuam no mercado do Golfo Pérsico, incluindo países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar.

Nesse caso, o critério exige que as exportações tenham representado ao menos 5% do faturamento bruto entre janeiro e dezembro de 2025. A medida busca reduzir os impactos da instabilidade na região sobre o comércio exterior brasileiro.

Condições de financiamento e prazos

As linhas de crédito poderão ser utilizadas para diversas finalidades, como:

  • capital de giro
  • produção voltada à exportação
  • aquisição de bens de capital
  • investimentos em ampliação produtiva
  • inovação tecnológica e adaptação de processos

As taxas de juros variam conforme o tipo de operação. Nas contratações diretas com o BNDES, os encargos vão de 0,94% ao mês (investimentos) até 1,28% (capital de giro).

Já nas operações indiretas, realizadas por instituições financeiras, as taxas ficam entre 1,06% e 1,41% ao mês. Os prazos de carência variam de um a quatro anos, enquanto o período total para pagamento pode chegar a 20 anos, dependendo da modalidade.

Estratégia mira competitividade e crescimento

Com a iniciativa, o governo pretende fortalecer setores-chave, ampliar a competitividade internacional e reduzir vulnerabilidades da economia brasileira diante de crises externas.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: CNI/José Paulo Lacerda/Direitos reservados

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Preço do diesel sobe 22% e dá sinais de estabilidade em abril

O preço do diesel acumulou alta de 22,1% entre o fim de fevereiro e a segunda semana de abril, influenciado pela instabilidade no Oriente Médio. No mesmo intervalo, outros combustíveis também registraram avanço: a gasolina comum subiu 7,5% e o etanol hidratado teve aumento de 1,9%.

Os dados fazem parte do monitoramento de preços elaborado pela Veloe, com suporte técnico da Fipe.

Queda recente indica trégua no mercado

Apesar da trajetória de alta nas semanas anteriores, os números mais recentes apontam uma desaceleração. O diesel atingiu o pico no fim de março, com valor médio de R$ 7,62 por litro. Desde então, apresentou leve recuo: caiu para R$ 7,60 em 7 de abril e, posteriormente, para R$ 7,55 em 15 de abril.

Esse movimento sugere uma possível estabilização no mercado de combustíveis, após semanas de pressão nos preços.

Gasolina e etanol também mostram acomodação

Outros combustíveis seguem a mesma tendência de alívio. O etanol alcançou seu maior valor no final de março, com média de R$ 4,80 por litro. Já a gasolina atingiu pico no início de abril, chegando a R$ 6,87.

Desde então, ambos apresentam comportamento mais estável, acompanhando a redução das tensões externas.

Diferença de preços entre estados chega a 20%

Mesmo com sinais de trégua, o cenário ainda revela forte desigualdade regional no preço do diesel S-10. A variação entre estados chegou a R$ 1,45 por litro na segunda semana de abril, o equivalente a uma diferença de cerca de 20%.

Entre os estados com os maiores preços estão:

  • Acre (R$ 8,68);
  • Bahia (R$ 8,15);
  • Roraima (R$ 7,87).

Outras unidades federativas como Piauí, Mato Grosso e Pará também registraram valores acima de R$ 7,70 por litro.

Por outro lado, os menores preços foram observados em:

  • Espírito Santo (R$ 7,23);
  • Rio Grande do Sul (R$ 7,24);
  • Ceará (R$ 7,25);
  • Distrito Federal (R$ 7,25);
  • Pernambuco (R$ 7,26).

Tendência ainda depende do cenário externo

A recente acomodação nos preços não elimina as incertezas. O comportamento do diesel no Brasil segue atrelado a fatores internacionais, especialmente ao mercado de petróleo e ao contexto geopolítico.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Hermes de Paula/Agência O Globo

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Produção de etanol de milho deve alcançar 16 bilhões de litros até 2033

O Brasil segue ampliando sua capacidade de produção de etanol de milho, com previsão de atingir cerca de 9,97 bilhões de litros na safra atual. O volume já corresponde a quase 60% da meta estimada para a próxima década, indicando um crescimento acelerado do setor.

Atualmente, o país conta com 27 biorrefinarias em operação e outras 16 em fase de construção. A expectativa da indústria é alcançar 16,63 bilhões de litros até 2033, impulsionada pelo fortalecimento da infraestrutura e pela ampliação dos investimentos em biocombustíveis.

Coprodutos impulsionam cadeia de alimentos

Além da produção de combustível, o avanço do setor também impacta diretamente a cadeia de alimentos. Um dos principais destaques é o DDG (grãos de destilaria), coproduto rico em proteína utilizado na nutrição animal.

As usinas têm priorizado o melhor aproveitamento do milho, apostando na eficiência produtiva e na geração de valor agregado. Esse movimento contribui para integrar diferentes segmentos do agronegócio, ampliando as oportunidades econômicas.

Diversificação energética e mercado global

A produção de etanol de milho no Brasil também está ligada à diversificação da matriz energética, historicamente concentrada na cana-de-açúcar. O setor agora busca atender demandas internacionais, como o combustível sustentável de aviação (SAF).

Esse cenário tem atraído investimentos voltados à redução da intensidade de carbono, fator essencial para a competitividade no mercado externo e para atender exigências ambientais globais.

Integração com pecuária fortalece competitividade

O modelo de biorrefinaria adotado no país permite transformar o milho em combustível e, ao mesmo tempo, destinar resíduos para a produção de ração. Essa integração com a pecuária cria um ciclo eficiente de aproveitamento e reforça a competitividade do Brasil no cenário internacional.

Especialistas apontam que a viabilidade econômica dos novos projetos depende justamente dessa sinergia entre energia e proteína, garantindo sustentabilidade financeira e operacional.

Sustentabilidade e regulação em debate

O crescimento do setor também envolve discussões sobre marcos regulatórios e financiamento de novas tecnologias. O objetivo é aumentar a eficiência ambiental e assegurar que o etanol brasileiro atenda às metas globais de descarbonização.

A evolução da indústria reforça o papel estratégico do Brasil tanto na produção de biocombustíveis quanto no fornecimento de insumos para a cadeia alimentar.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Eve Air Mobility alcança 50 voos de teste com eVTOL e avança rumo à certificação

A Eve Air Mobility anunciou que seu protótipo de eVTOL (veículo elétrico de decolagem e pouso vertical) atingiu a marca de 50 voos de teste bem-sucedidos, acumulando mais de duas horas em operação. O avanço representa um passo relevante no desenvolvimento da aeronave elétrica voltada à mobilidade aérea urbana.

Produção de protótipos será ampliada

Segundo a empresa, a expectativa é iniciar ainda neste ano a fabricação de novos protótipos, com a meta de chegar a seis unidades. Esses modelos serão utilizados na fase de testes exigida para certificação junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Testes reforçam desenvolvimento da aeronave

Em comunicado, a companhia destacou que os dados obtidos durante os voos em escala real são essenciais para a evolução dos protótipos de conformidade e da futura aeronave comercial.

De acordo com o CEO da empresa, Johann Bordais, o marco vai além de um número simbólico e demonstra o avanço técnico do projeto e a consistência das soluções adotadas.

Nova fase inclui expansão do envelope de voo

Com a conclusão dos primeiros 50 voos, a Eve Air Mobility inicia uma etapa mais avançada de testes. O foco agora está na ampliação do envelope de voo, com aumento progressivo da velocidade de cruzeiro.

Além disso, a empresa irá aprofundar análises relacionadas à gestão de energia, controlabilidade, estabilidade, bem como níveis de ruído e vibração — fatores críticos para a certificação e operação comercial.

A próxima fase inclui ainda os chamados voos completos de transição, previstos para ocorrer ao longo deste ano.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Receita Federal realiza primeira operação internacional no Aeroporto de São José do Rio Preto

A Receita Federal participou da primeira operação internacional no Aeroporto Estadual Eribelto Manoel Reino, em São José do Rio Preto (SP), marcando um novo momento para o terminal, que até então operava exclusivamente voos domésticos.

Operação inédita ocorreu durante evento esportivo internacional

A ação foi realizada no dia 6 de abril de 2026 e envolveu uma força-tarefa com servidores da Receita Federal, da Vigilância Agropecuária Internacional e da Polícia Federal.

A estrutura foi mobilizada para receber uma delegação estrangeira que participa da CONMEBOL Libertadores 2026, que desembarcou diretamente no aeroporto por meio de voo internacional.

Autorização especial viabilizou operação internacional

Para permitir a realização da operação, a Receita Federal concedeu uma autorização temporária que habilitou o aeroporto a operar voos internacionais durante o período da competição.

A medida atende a uma exigência da organização do torneio, que determina que as partidas sejam disputadas a uma distância máxima de 150 quilômetros de um aeroporto com capacidade internacional.

Sem essa liberação excepcional, o clube Mirassol não poderia sediar seus jogos, já que os aeroportos internacionais mais próximos ficam a mais de 300 quilômetros da cidade.

Receita Federal garante controle e agilidade

Como responsável pelo controle aduaneiro no Brasil, a Receita Federal atua na fiscalização da entrada e saída de passageiros e mercadorias, assegurando o cumprimento das normas legais.

Na operação realizada em São José do Rio Preto, o foco foi garantir a conformidade dos procedimentos, mantendo a segurança e a eficiência no atendimento à delegação internacional.

Evento reforça papel estratégico do órgão

A atuação na primeira operação internacional no aeroporto de São José do Rio Preto evidencia a importância da Receita Federal na viabilização de eventos globais no país.

Além de assegurar o cumprimento das exigências legais, o órgão contribui para que estruturas locais possam atender demandas internacionais de forma rápida e organizada.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

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Etanol ganha força no Brasil com aumento da mistura e demanda aquecida

A produção de etanol no Brasil deve avançar na safra 2026/27, impulsionada pelo aumento da mistura obrigatória na gasolina e pelo aquecimento da demanda interna por biocombustíveis. A estimativa é que o volume total, somando etanol hidratado e anidro, se aproxime de 43 bilhões de litros.

O crescimento será sustentado tanto pelo etanol de cana-de-açúcar quanto pelo etanol de milho, refletindo a diversificação da matriz produtiva nacional.

Aumento da mistura impulsiona consumo

A elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, que passou para E30 em 2025, já vem impactando positivamente o consumo. A expectativa de avanço para E35 ao longo de 2026 deve intensificar ainda mais essa demanda.

Segundo projeções do mercado, cada ponto percentual adicional na mistura pode gerar um aumento de cerca de 920 milhões de litros no consumo anual. Com isso, uma elevação de cinco pontos percentuais pode acrescentar aproximadamente 4,6 bilhões de litros à demanda em um ano.

Inicialmente, a mudança de E27 para E30 previa crescimento de 1,65 bilhão de litros, mas o maior consumo de gasolina elevou essa projeção para cerca de 2,76 bilhões de litros.

Usinas priorizam etanol e reduzem produção de açúcar

Diante da maior atratividade do mercado de etanol, as usinas brasileiras devem ajustar seu mix produtivo, priorizando o biocombustível em detrimento do açúcar.

Como consequência, as exportações de açúcar tendem a cair na safra 2026/27. A previsão é de recuo de quase 15%, com os embarques passando de 33,8 milhões para cerca de 29 milhões de toneladas.

Essa mudança estratégica reflete a maior competitividade do etanol no mercado interno, além de reforçar o papel do Brasil como referência global na produção de energia renovável.

Safra de cana cresce, com destaque para o Centro-Sul

A produção de cana-de-açúcar também deve avançar. A estimativa é de 677,7 milhões de toneladas na safra 2026/27, alta de 3,15% em relação ao ciclo anterior.

A região Centro-Sul continuará como principal polo produtor, com moagem prevista de 620 milhões de toneladas, crescimento de 3,7%.

Por outro lado, as regiões Norte e Nordeste devem registrar retração de 2,2%, com produção estimada em 57,7 milhões de toneladas.

Produção de açúcar deve recuar

Mesmo com o aumento da moagem, a produção de açúcar no Brasil deve cair cerca de 7,36%, totalizando 40,3 milhões de toneladas.

A redução está diretamente ligada à priorização do etanol pelas usinas, que respondem aos sinais de mercado mais favoráveis ao biocombustível.

Brasil reforça protagonismo em biocombustíveis

O cenário projetado indica uma reconfiguração do setor sucroenergético, com maior foco na produção de etanol. Esse movimento fortalece a posição do Brasil como líder global em biocombustíveis, ao mesmo tempo em que ajusta sua participação no mercado internacional de açúcar.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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