Informação

Simples Nacional: NFS-e de padrão nacional será obrigatória para micro e pequenas empresas

A Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e) de padrão nacional passará a ser obrigatória para empresas optantes do Simples Nacional. A mudança foi estabelecida pela Resolução CGSN nº 189, publicada no Diário Oficial da União em 23 de abril de 2026, que altera a Resolução CGSN nº 140/2018.

Obrigatoriedade da NFS-e no Simples Nacional

A nova regra determina que microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) enquadradas no Simples Nacional deverão emitir a NFS-e nacional em todas as prestações de serviços que exigirem nota fiscal.

A emissão deverá ser feita exclusivamente pelo Emissor Nacional da NFS-e, disponível nas modalidades web ou API.

Regras para emissão e exceções

A obrigatoriedade também se aplica a situações em que o enquadramento no Simples Nacional esteja pendente de análise, em discussão administrativa ou sujeito a impedimentos legais, inclusive com possibilidade de aplicação retroativa do regime.

Por outro lado, a norma proíbe o uso da NFS-e de padrão nacional em operações sujeitas exclusivamente à incidência do ICMS.

Integração e acesso às informações fiscais

Com validade em todo o território nacional, a NFS-e passa a ter força para fundamentar e constituir crédito tributário.

Estados e municípios terão acesso aos dados por meio do Painel Municipal da NFS-e ou de ambiente compartilhado, respeitando padrões de segurança da informação.

Início da vigência e objetivos da medida

A Resolução entra em vigor em 1º de setembro de 2026 e tem como objetivo reforçar a padronização nacional da nota fiscal eletrônica, além de ampliar a integração entre entes federados e simplificar o cumprimento das obrigações fiscais no Simples Nacional.

FONTE: Ministério da Fazenda
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Fazenda

Ler Mais
Informação

ANTAQ atualiza links de sistemas após reestruturação do parque computacional

A ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) informou a atualização dos links de acesso aos seus sistemas internos. A mudança ocorre devido à reestruturação do parque computacional da Agência.

Novos acessos aos sistemas da ANTAQ

Com a alteração, diversos serviços digitais passaram a contar com novos endereços. Confira os principais sistemas atualizados:

Orientações aos usuários

Segundo a Agência, os novos links de acesso já foram atualizados nos portais oficiais. A ANTAQ alerta que os usuários devem refazer os atalhos salvos anteriormente nos navegadores para evitar problemas de entrada nos sistemas.

Suporte em caso de falhas

Em situações de dificuldade de acesso aos sistemas da ANTAQ, a orientação é enviar e-mail para gtgi@antaq.gov.br, com o envio de capturas de tela ou registros dos erros apresentados.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

Ler Mais
Informação

Receita Federal exige curso obrigatório para acesso a áreas alfandegadas

A Receita Federal passou a exigir que trabalhadores e prestadores de serviço realizem um curso de conhecimentos aduaneiros para acessar e permanecer em áreas alfandegadas. A medida foi definida pela Portaria nº 185/2026, publicada recentemente pelo órgão.

A partir de agora, o ingresso nesses locais dependerá de credenciamento prévio e autorização formal, condicionados à comprovação de participação no treinamento.

Curso será obrigatório e com avaliação

O conteúdo do curso inclui parte teórica e avaliação final, com exigência de aproveitamento mínimo de 70%. A capacitação poderá ser feita de forma presencial ou online.

Segundo a Receita Federal, a iniciativa busca padronizar procedimentos e reforçar a segurança aduaneira em ambientes considerados sensíveis ao controle de mercadorias e operações de comércio exterior. Servidores públicos e agentes de órgãos intervenientes poderão ser dispensados da exigência.

Implementação será gradual em portos e aeroportos

A nova regra será aplicada de forma progressiva em portos e aeroportos. Os administradores dos recintos alfandegados ficarão responsáveis por:

  • Disponibilizar o curso
  • Aplicar as avaliações
  • Emitir certificados
  • Controlar o acesso às áreas

O descumprimento das normas poderá resultar em penalidades para os envolvidos.

Impacto varia conforme o tipo de instalação

De acordo com representantes do setor, o impacto da medida tende a ser mais significativo em áreas aeroportuárias. Em portos e recintos de zona secundária, como portos secos, os controles já são considerados mais rigorosos.

A expectativa é que a exigência contribua para melhorar o controle de circulação de pessoas, especialmente em ambientes com maior fluxo operacional.

Curso será gratuito e de curta duração

A capacitação será oferecida sem custos aos trabalhadores. O conteúdo será disponibilizado pela própria Receita Federal, em formato simplificado, com duração aproximada de 15 minutos.

O objetivo é garantir que todos os profissionais tenham acesso às informações básicas de segurança e procedimentos aduaneiros, sem gerar custos adicionais para as empresas.

Setor aponta dúvidas sobre aplicação prática

Apesar dos avanços, ainda há incertezas sobre a implementação da medida, principalmente fora das zonas primárias. Especialistas do setor aguardam a aplicação inicial para avaliar possíveis impactos nos fluxos operacionais.

A preocupação é que o reforço na segurança não prejudique a fluidez do comércio exterior nem comprometa a competitividade logística do país.

Segurança e eficiência em equilíbrio

A nova exigência representa um passo importante na modernização do controle em áreas alfandegadas. O desafio agora será equilibrar segurança, eficiência operacional e agilidade logística, garantindo o bom funcionamento das operações de importação e exportação.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vanessa Rodrigues/Arquivo AT

Ler Mais
Informação

Petroleiras lucram quase US$ 3 mil por segundo em meio à crise global de energia

Mesmo diante da crise global de energia e do avanço da inflação, as maiores companhias do setor petrolífero seguem ampliando seus ganhos. Levantamento da organização Oxfam aponta que seis gigantes — Chevron, Shell, BP, ConocoPhillips, ExxonMobil e TotalEnergies — devem registrar, juntas, cerca de US$ 2.967 por segundo em lucros ao longo de 2026.

Na prática, isso representa aproximadamente US$ 94 bilhões no ano, um volume expressivo em um cenário em que consumidores enfrentam combustíveis mais caros, aumento nas tarifas de energia e maior pressão sobre o orçamento doméstico.

Crescimento acelerado dos ganhos

De acordo com a análise, os lucros dessas empresas cresceram significativamente em relação ao ano anterior. O avanço é estimado em quase US$ 37 milhões por dia a mais em comparação com 2025.

O resultado evidencia um contraste marcante: enquanto famílias ajustam despesas básicas, o setor petrolífero mantém trajetória de expansão financeira.

Instabilidade global impulsiona resultados

A tensão geopolítica no Oriente Médio e a volatilidade no mercado internacional de petróleo estão entre os principais fatores que explicam o aumento dos lucros.

Com a alta no preço do barril, as companhias ampliam suas margens e fortalecem o desempenho financeiro. Por outro lado, os impactos recaem sobre consumidores e empresas, que enfrentam custos mais elevados e pressão inflacionária crescente.

Oxfam aponta aumento da desigualdade

A Oxfam critica o cenário, destacando o contraste entre os lucros elevados e as dificuldades enfrentadas por milhões de pessoas. Para a entidade, a situação reforça o avanço da desigualdade econômica e levanta questionamentos sobre políticas de incentivo ao setor de combustíveis fósseis.

A organização também chama atenção para o fato de que diversos governos continuam concedendo subsídios à indústria, mesmo diante da necessidade de acelerar a transição energética e enfrentar a crise climática.

Debate envolve economia e meio ambiente

O desempenho financeiro das petroleiras reacende discussões sobre o papel dessas empresas no cenário global. De um lado, elas permanecem essenciais para garantir o abastecimento energético. De outro, enfrentam críticas por manter modelos que contribuem para o aumento das emissões e dificultam mudanças estruturais no setor.

Especialistas apontam que o desafio está em conciliar segurança energética com responsabilidade ambiental, sem transferir integralmente os custos para o consumidor final.

Um tema que vai além do petróleo

O debate sobre o setor petrolífero ultrapassa a esfera econômica e passa a envolver questões como justiça social, política energética e o futuro climático do planeta.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Petrobras

Ler Mais
Informação

Receita Federal alerta para golpes em leilão eletrônico de mercadorias apreendidas

A Receita Federal emitiu um alerta sobre a circulação de sites fraudulentos que simulam o leilão eletrônico de mercadorias apreendidas. As páginas utilizam indevidamente a identidade visual do órgão para atrair vítimas e aplicar golpes.

Segundo o órgão, esses ambientes não oficiais induzem o usuário a acreditar que está participando de um leilão legítimo, o que pode resultar em prejuízos financeiros.

Acesso ao leilão oficial ocorre apenas pelo e-CAC

A Receita reforça que o acesso ao sistema verdadeiro só pode ser feito por meio do e-CAC (Centro Virtual de Atendimento), plataforma oficial de serviços ao contribuinte. Qualquer outro canal deve ser considerado suspeito.

O órgão orienta que os interessados verifiquem sempre a autenticidade do site antes de fornecer dados pessoais ou realizar qualquer operação.

Pagamento deve ser feito exclusivamente via DARF

Outro ponto destacado é a forma de pagamento dos lotes arrematados. De acordo com a Receita, o procedimento oficial exige o uso do DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais).

Não são aceitos métodos como PIX, transferências bancárias ou outras modalidades de pagamento, prática comum em golpes virtuais.

Como evitar fraudes em leilões online

Para evitar cair em esquemas fraudulentos, a recomendação é acessar apenas os canais oficiais e desconfiar de ofertas com condições muito vantajosas. Também é importante checar se o ambiente digital possui certificação e vínculo direto com a Receita Federal.

As informações corretas sobre os leilões da Receita Federal estão disponíveis exclusivamente no site institucional do órgão, na seção de destinação de mercadorias apreendidas.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

Ler Mais
Informação

Amazon encerra suporte a Kindles antigos no Brasil a partir de maio

A Amazon confirmou que vai descontinuar o suporte para modelos antigos do Kindle no Brasil. A medida entra em vigor em 20 de maio e afeta dispositivos lançados até 2012, que perderão acesso a funções essenciais da plataforma.

O que muda para os usuários de Kindle

Com o fim do suporte, os aparelhos impactados deixarão de permitir:

  • compra de novos e-books;
  • download de conteúdos da loja;
  • empréstimo de livros digitais;
  • registro do dispositivo em contas da Amazon.

Além disso, caso o usuário desregistre o aparelho ou restaure o sistema para as configurações de fábrica, o dispositivo poderá se tornar inutilizável para novas funções.

Leitura offline continuará disponível

Apesar das restrições, a Amazon informou que os usuários ainda poderão acessar livros já baixados antes do prazo, desde que o Kindle permaneça registrado e não seja resetado.

Outra alternativa será a transferência de arquivos por meio de cabo USB, permitindo o envio manual de documentos e conteúdos digitais.

Modelos de Kindle que perderão suporte

A decisão atinge diversos modelos clássicos do leitor digital, incluindo:

  • Kindle (1ª geração – 2007)
  • Kindle (2ª geração – 2009)
  • Kindle DX (2009)
  • Kindle DX Graphite (2010)
  • Kindle Keyboard (3ª geração – 2010)
  • Kindle 4 (2011)
  • Kindle Touch (2011)
  • Kindle 5 (2012)
  • Kindle Paperwhite (1ª geração – 2012)

Por que a Amazon está encerrando o suporte

A empresa não detalhou os motivos específicos, mas decisões desse tipo geralmente estão relacionadas à evolução tecnológica e à necessidade de manter sistemas atualizados e seguros.

Com isso, usuários de dispositivos mais antigos podem precisar considerar a atualização para modelos mais recentes, que continuam compatíveis com os serviços da plataforma.

Impacto para leitores digitais

A mudança afeta diretamente quem ainda utiliza e-readers antigos, especialmente aqueles que dependem da loja integrada para adquirir livros. Ainda assim, a possibilidade de leitura offline garante uma sobrevida aos aparelhos.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

Ler Mais
Informação

Petróleo impulsiona superávit recorde do Brasil no 1º trimestre

O petróleo consolidou-se como principal motor do superávit comercial brasileiro no início do ano. Entre janeiro e março, o saldo positivo no segmento de óleo e combustíveis atingiu US$ 9,52 bilhões — o maior já registrado — equivalente a 67,2% do superávit total do país no período.

Produção do pré-sal sustenta desempenho

O avanço é reflexo direto do aumento da produção, especialmente após a expansão do pré-sal, que desde 2016 vem garantindo superávits consecutivos nesse segmento. Ainda assim, o país segue dependente da importação de derivados, mantendo déficit nessa categoria.

Nos anos recentes, o setor já vinha ganhando relevância: no primeiro trimestre de 2024 e 2025, os saldos foram de US$ 7,2 bilhões e US$ 6,4 bilhões, respectivamente — números inferiores ao desempenho atual.

Exportações de petróleo seguem em alta em abril

Dados preliminares indicam que o ritmo positivo deve continuar. Na segunda semana de abril, a receita média diária com exportações de petróleo bruto mais que dobrou em relação ao mesmo período de 2025, com alta de 101%.

Esse crescimento foi impulsionado por:

  • aumento de 74,5% no volume exportado;
  • elevação de 15% nos preços internacionais.

A valorização está ligada à alta das commodities, influenciada pelo conflito no Oriente Médio.

Guerra pressiona preços e favorece o Brasil

Analistas avaliam que, mesmo com eventual fim do conflito, os preços do petróleo devem permanecer elevados ao longo de 2026. Isso tende a fortalecer ainda mais o saldo da balança comercial brasileira e impactar positivamente o câmbio.

Segundo especialistas, o cenário atual repete ciclos anteriores de protagonismo de commodities, como soja e minério de ferro, mas agora com o petróleo liderando.

China amplia compras e lidera demanda

A China foi o principal destino do petróleo brasileiro. Em março:

  • respondeu por 64,6% das exportações do produto;
  • ampliou significativamente suas compras;
  • absorveu US$ 3,1 bilhões em petróleo bruto.

O país asiático tem buscado diversificar fornecedores diante das tensões no Golfo Pérsico, elevando a participação do Brasil como parceiro estratégico.

Petróleo supera soja no crescimento das exportações

Embora a soja tenha liderado a receita total em março (US$ 5,9 bilhões), o petróleo foi responsável por 68,5% do crescimento das exportações brasileiras na comparação anual.

No mês:

  • exportações de petróleo somaram US$ 4,8 bilhões;
  • volume embarcado cresceu 75,9%;
  • preços recuaram levemente, mas sem comprometer o resultado.

Projeções indicam superávit maior em 2026

Estimativas apontam revisão significativa no superávit comercial brasileiro. A projeção passou de US$ 68,4 bilhões para cerca de US$ 85 bilhões, impulsionada pela alta do petróleo.

Antes da crise, o barril do Brent era estimado em US$ 60 para 2026. Agora, a previsão gira em torno de US$ 90. Cada aumento de US$ 10 no preço médio pode elevar o saldo comercial em aproximadamente US$ 8,5 bilhões.

Impactos indiretos: inflação e câmbio

Apesar dos ganhos na balança comercial, há efeitos colaterais:

  • aumento no preço de combustíveis, como o diesel, que subiu 13,9% em março;
  • pressão inflacionária;
  • encarecimento de fertilizantes e insumos.

Por outro lado, o cenário favorece a valorização do real frente ao dólar, impulsionada também pelo fluxo de capital estrangeiro para mercados emergentes.

Desafios estruturais permanecem

Especialistas destacam que o Brasil ainda precisa avançar em pontos estratégicos:

  • ampliar a capacidade de refino;
  • reduzir a dependência de derivados importados;
  • investir na produção de fertilizantes;
  • explorar alternativas como o biodiesel.

O momento, segundo analistas, pode ser uma oportunidade para acelerar essas mudanças estruturais.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

Ler Mais
Informação

Alcooduto de R$ 22 bilhões em Mato Grosso deve ligar Sinop a Paulínia para escoar etanol

O setor de biocombustíveis em Mato Grosso avançou no planejamento de um ambicioso projeto logístico: a construção de um alcooduto de aproximadamente 2,1 mil quilômetros, com investimento estimado em R$ 22 bilhões. A estrutura deverá conectar Sinop, no médio-norte do estado, ao polo industrial de Paulínia (SP).

A proposta foi apresentada durante a 3ª Conferência Internacional UNEM Datagro, realizada em Cuiabá, e é tratada como peça-chave para sustentar o crescimento da produção de etanol de milho no estado.

Mato Grosso lidera produção nacional de etanol de milho

Atualmente, Mato Grosso ocupa a liderança absoluta na produção brasileira do segmento. Na safra 2024/2025, o estado produziu cerca de 5,6 bilhões de litros, o equivalente a 70% de todo o etanol de milho no Brasil.

Com 17 usinas em operação, o desafio do setor passa a ser a logística de escoamento, diante do aumento expressivo da produção. A expectativa é de que a demanda futura alcance 26,8 milhões de toneladas de milho processadas na safra 2026/2027, ampliando ainda mais a pressão sobre o sistema de transporte.

O projeto do alcooduto teria capacidade para movimentar até 13 milhões de metros cúbicos, funcionando como solução estruturante para o fluxo até os grandes centros consumidores.

Projeto atrai interesse público e capital privado

Segundo o ex-senador e CEO do Grupo MC, Cidinho Santos, a iniciativa já desperta interesse do governo federal para inclusão no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), além de atrair investidores privados.

Ele afirma que o empreendimento pode nascer com cerca de 70% de ocupação garantida, considerando a produção atual estimada em 8 milhões de metros cúbicos na região.

Integração logística é vista como estratégica

Especialistas apontam que o alcooduto faz parte de um conjunto mais amplo de investimentos em infraestrutura, que inclui a duplicação da BR-163 e a expansão da malha ferroviária.

A avaliação do setor é que a integração entre diferentes modais é essencial para garantir competitividade ao milho processado e seus derivados, como o próprio etanol e o DDGS, coproduto utilizado na nutrição animal.

“Esse projeto ainda será amplamente discutido, mas já sinaliza um novo patamar de competitividade para Mato Grosso quando somado às rodovias duplicadas e às ferrovias em construção”, afirmou Cidinho Santos.

Arco Norte e hidrovias ampliam alternativas de escoamento

Além da rota para o Sudeste, cresce a defesa pela utilização do Arco Norte como alternativa logística para abastecer as regiões Norte e Nordeste.

O diretor-executivo da ADECON, Edeon Vaz, destaca que o escoamento por Miritituba e Barcarena não compete com o alcooduto, mas atua de forma complementar na distribuição do etanol.

“Essas rotas ampliam as possibilidades e ajudam a levar o produto para regiões com déficit de abastecimento”, explicou.

Já no campo hidroviário, o ex-presidente do DNIT, Luiz Antonio Pagot, defende a integração entre Santarém e o Porto do Itaqui como forma de reduzir custos logísticos.

Segundo ele, o uso de balsas para distribuição a partir de um hub fluvial pode tornar o transporte mais eficiente e econômico.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Reprodução
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural

Ler Mais
Informação

Algodão em Mato Grosso avança com clima seco e melhora na sanidade das lavouras

A janela de tempo firme registrada entre os dias 5 e 11 de abril favoreceu o avanço das atividades no campo e impulsionou o desenvolvimento do algodão em Mato Grosso. A ausência de chuvas permitiu a intensificação do manejo agrícola, contribuindo para a sanidade das lavouras e o cumprimento do calendário fitossanitário.

De acordo com a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão, o período seco foi decisivo para garantir a entrada de máquinas nas áreas cultivadas e manter o controle de pragas e doenças.

Clima favorece manejo e desenvolvimento das lavouras

Nas regiões Norte e Noroeste, o desenvolvimento do algodão segue dentro da normalidade. Já no Centro e Sul do estado, o cenário é considerado positivo tanto para áreas de plantio antecipado quanto para a segunda safra de algodão.

Mesmo com a pressão constante de pragas, as condições climáticas recentes ajudaram a manter o bom desempenho das lavouras.

Eliminação de plantas voluntárias ganha prioridade

Com o solo mais seco e firme, os produtores intensificaram o combate às chamadas plantas “tigueras”, especialmente nas regiões Centro-Leste e Vale do Araguaia.

Essas plantas voluntárias são um dos principais focos de pragas, e sua eliminação é essencial para evitar a disseminação de insetos nas áreas comerciais. A prática é considerada estratégica dentro do manejo integrado de pragas.

Monitoramento reforçado contra pragas

O controle fitossanitário segue rigoroso em todo o estado, com atenção especial ao bicudo-do-algodoeiro e à mancha-alvo, duas das principais ameaças à cultura.

Em áreas com maior densidade de plantio, os produtores intensificaram o uso de defensivos agrícolas e a limpeza das propriedades. A menor umidade nas folhas e as condições favoráveis do solo contribuíram para aumentar a eficiência das aplicações.

Expectativa positiva para a produtividade

Com o manejo em dia e boas condições climáticas, a expectativa de produtividade permanece elevada. Segundo a Ampa, as lavouras apresentam bom desenvolvimento, com plantas sustentando adequadamente a carga de frutos.

O cenário atual indica melhora na qualidade do algodão em comparação ao ciclo anterior, reforçando o potencial produtivo da safra no estado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Ler Mais
Informação

Pecuária de Mato Grosso deve faturar R$ 42,1 bilhões em 2026

A pecuária de Mato Grosso segue em expansão e deve movimentar cerca de R$ 42,1 bilhões em 2026, segundo projeções do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária. O valor representa crescimento de 6,8% em relação ao ano anterior e consolida a atividade como um dos pilares do agronegócio estadual.

Caso as estimativas se confirmem, o setor será responsável por 20,2% do Valor Bruto da Produção (VBP) de Mato Grosso, reforçando sua importância na economia regional.

Pecuária ganha espaço no VBP estadual

O avanço da atividade pecuária ajuda a compensar o desempenho mais moderado da agricultura na atual safra. No total, o VBP de Mato Grosso está estimado em R$ 208,3 bilhões em 2026.

Com isso, os pecuaristas ampliam sua participação na geração de riqueza no campo, impulsionados principalmente pela demanda aquecida e pela valorização do mercado bovino.

Abates recordes impulsionam faturamento

O bom desempenho financeiro do setor está diretamente ligado ao ritmo de produção no início do ano. No primeiro trimestre, foram abatidos 1,8 milhão de bovinos, o maior volume já registrado para o período.

O número representa alta de 6,7% em comparação com o mesmo intervalo de 2025, evidenciando a força da produção pecuária no estado.

Mercado aquecido sustenta preços

A valorização da arroba do boi e a demanda firme, tanto no mercado interno quanto nas exportações, sustentam o cenário positivo. Além disso, a estratégia de retenção de fêmeas adotada pelos produtores contribui para equilibrar a oferta.

Essa prática reduz temporariamente o número de animais disponíveis para abate, ajudando a manter as cotações em níveis elevados.

De acordo com Bruno de Jesus Andrade, do Instituto Mato-grossense da Carne, o setor tem demonstrado resiliência mesmo em um ambiente econômico mais desafiador. Segundo ele, a evolução tecnológica e a maior eficiência produtiva têm sido determinantes para esse desempenho.

Perspectivas positivas para o segundo semestre

A expectativa é de continuidade do cenário favorável ao longo do ano. Com a menor oferta de animais, resultado da retenção de matrizes, o foco dos produtores tende a se voltar ainda mais para a eficiência na pecuária.

Nesse contexto, investir em produtividade e qualidade deve ser essencial para garantir margens de rentabilidade e aproveitar as oportunidades do mercado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook