Exportação

Mato Grosso bate recorde nas exportações de carne bovina no 1º trimestre de 2026

O estado de Mato Grosso registrou o maior volume já exportado de carne bovina para um primeiro trimestre, consolidando um novo marco na série histórica. Entre janeiro e março de 2026, foram embarcadas 251,83 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), o que representa um avanço de 53,39% na comparação com o mesmo período de 2025.

O desempenho coloca o estado como responsável por 26,72% de toda a exportação de carne bovina brasileira no trimestre, reforçando sua relevância no cenário nacional.

Faturamento supera US$ 1 bilhão

Além do aumento no volume, o crescimento também foi expressivo em termos financeiros. Mato Grosso atingiu US$ 1,11 bilhão em receita com as exportações, uma alta de 74,71% em relação ao ano anterior.

Esse resultado foi impulsionado pela valorização do preço médio da tonelada, que alcançou US$ 4,54 mil, refletindo o fortalecimento da pecuária brasileira e a maior demanda internacional pelo produto.

China lidera importações; EUA ganham espaço

A China manteve-se como principal destino da carne bovina mato-grossense, concentrando 50,82% dos embarques, o equivalente a 127,97 mil TEC.

Os Estados Unidos se destacaram como o mercado com maior crescimento. Apenas no primeiro trimestre de 2026, o país importou 23,03 mil TEC — volume que corresponde a 57,38% de tudo o que foi exportado para o mercado norte-americano ao longo de 2025. A participação norte-americana no total embarcado neste início de ano foi de 9,14%.

Eficiência produtiva e novos mercados impulsionam setor

Segundo o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), o avanço das exportações reflete tanto o aumento da produção quanto a diversificação de mercados compradores.

O diretor de Projetos da entidade, Bruno de Jesus Andrade, destaca que o estado vem ampliando sua presença internacional e agregando valor ao produto.

Ele ressalta que fatores como melhoria genética do rebanho, eficiência produtiva e adoção de práticas sustentáveis na pecuária têm sido determinantes para atender às exigências de mercados mais rigorosos.

Além disso, o cumprimento de critérios sanitários e ambientais contribui para elevar a competitividade da carne bovina mato-grossense no exterior.

Tendência de valorização e expansão

O cenário atual indica não apenas crescimento em volume, mas também ganho de valor agregado. A combinação entre tecnologia, manejo eficiente e sustentabilidade tem fortalecido a imagem da carne bovina brasileira no mercado internacional, ampliando oportunidades comerciais para o estado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução Assessoria Imac

Ler Mais
Exportação

Exportação de DDGS avança e Sinop envia 45 mil toneladas para a Turquia

Um novo embarque de DDGS (grãos secos de destilaria com solúveis) reforça a presença de Mato Grosso no mercado internacional. Ao todo, 45 mil toneladas do insumo saíram de Sinop com destino à Turquia, consolidando uma rota comercial que vem ganhando relevância nos últimos anos.

A operação integra a estratégia de expansão das exportações da Inpasa, que já movimentou cerca de 600 mil toneladas do produto para o mercado turco desde 2023. Atualmente, o país figura como o segundo principal destino global do insumo, atrás apenas do Vietnã.

Corredor logístico do Arco Norte impulsiona escoamento

O transporte da carga utilizou o Arco Norte, alternativa logística que vem se fortalecendo no escoamento da produção do Centro-Oeste. O trajeto começou por via rodoviária até Miritituba, no Pará, e seguiu por hidrovia pelo rio Tapajós até Santarém, de onde o produto foi embarcado em navio com destino ao exterior.

Esse modelo reduz a dependência dos portos das regiões Sul e Sudeste, além de aumentar a competitividade das exportações brasileiras ao otimizar custos e tempo de transporte.

Demanda internacional por DDGS cresce

O envio ocorre em meio ao avanço da procura global por coprodutos do milho, especialmente aqueles voltados à nutrição animal. Recentemente, a empresa também realizou outro embarque expressivo, com 62 mil toneladas destinadas à China, indicando uma tendência de alta na demanda externa.

O DDGS tem se destacado como uma alternativa eficiente na alimentação de animais, devido ao seu alto valor nutricional e consistência de qualidade.

Qualidade e padrão técnico ampliam mercado

Produzido durante o processo de fabricação do etanol de milho, o insumo apresenta, no mínimo, 32% de proteína bruta. Além disso, características como ausência de antibióticos e controle rigoroso de micotoxinas ampliam sua aceitação em diferentes cadeias produtivas.

O produto pode ser utilizado na avicultura, suinocultura, aquicultura e também na bovinocultura de corte e leite, atendendo mercados exigentes que priorizam segurança alimentar e desempenho nutricional.

Estratégia global e diversificação de rotas

A ampliação das exportações reflete não apenas o crescimento da demanda, mas também a capacidade de operar com diferentes rotas logísticas. A diversificação garante maior eficiência no atendimento internacional e fortalece a presença brasileira no comércio global de insumos para alimentação animal.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM:Divulgação/Inpasa

Ler Mais
Exportação

Exportações de petróleo do Brasil para a China disparam e atingem recorde histórico

As exportações de petróleo do Brasil para a China registraram forte crescimento no primeiro trimestre e alcançaram níveis históricos. O volume embarcado ao país asiático praticamente dobrou em relação ao mesmo período de 2025, impulsionando o desempenho geral da balança comercial.

Dados do Conselho Empresarial Brasil-China mostram que as vendas totais para a China somaram US$ 23,9 bilhões no período, avanço de 21,7% na comparação anual e o maior valor já registrado para um primeiro trimestre.

Petróleo lidera crescimento e bate recorde mensal

O principal destaque foi o petróleo bruto, que gerou US$ 7,19 bilhões em exportações — aumento de 94% frente ao mesmo intervalo do ano anterior. O avanço já vinha sendo observado desde janeiro, mas ganhou ainda mais força em março.

No terceiro mês do ano, o Brasil atingiu o maior volume mensal de exportações de petróleo para a China desde o início da série histórica, iniciada em 1997. O movimento ocorre em meio a tensões no Oriente Médio, especialmente após conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

A China respondeu por 57% de todo o petróleo exportado pelo Brasil no trimestre — percentual que chegou a 65% apenas em março.

Brasil ganha espaço como fornecedor estratégico

O cenário geopolítico tem favorecido o Brasil como fornecedor confiável de petróleo. A instabilidade em rotas importantes, como o Estreito de Ormuz, levou os chineses a diversificar suas fontes de abastecimento.

Nesse contexto, o país se beneficia da produção crescente, especialmente nas áreas do pré-sal, além da presença consolidada de empresas chinesas no setor energético nacional.

Entre os investimentos, destacam-se a atuação de companhias como CNPC e CNOOC, que participam de projetos relevantes no Brasil, incluindo áreas da chamada Margem Equatorial.

Soja e minério mantêm relevância na pauta

Além do petróleo, produtos tradicionais seguem com peso significativo na relação comercial, como soja e minério de ferro. Apesar de uma leve redução no volume embarcado, ambos registraram aumento de valor, impulsionados pela alta dos preços internacionais.

Importação de carros eletrificados dispara

Do lado das compras, o Brasil importou US$ 17,9 bilhões da China no trimestre. O destaque ficou para os carros eletrificados, que movimentaram US$ 1,23 bilhão — crescimento de 7,5 vezes em relação ao mesmo período de 2025.

O avanço reflete tanto a crescente adesão do consumidor brasileiro aos veículos elétricos quanto a liderança da indústria chinesa nesse segmento. Apenas nos três primeiros meses do ano, cerca de 100 mil unidades foram comercializadas no país, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.

Incentivos e políticas influenciam mercado automotivo

Outro fator que contribuiu para o aumento das importações foi a antecipação de compras diante de mudanças no programa Mover, que prevê redução gradual de incentivos para veículos eletrificados importados.

Medidas como o fim da isenção para kits desmontados (CKD e SKD), encerrada em janeiro, aceleraram a entrada desses veículos no país. Ao mesmo tempo, o programa busca estimular a produção local de carros elétricos, atraindo novos investimentos industriais.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infomoney

Ler Mais
Exportação

Exportações para a Argentina crescem e abrem novas oportunidades para Santa Catarina

A relação econômica entre Brasil e Argentina segue marcada por ciclos de instabilidade, mas vive um novo momento de retomada. Apesar das divergências políticas entre Javier Milei e Luiz Inácio Lula da Silva, o comércio bilateral tem ganhado força — e já mostra resultados concretos.

Dados da ApexBrasil indicam que as exportações brasileiras para a Argentina cresceram 31% no último ano, consolidando o país como principal fornecedor do mercado argentino. Em Santa Catarina, o avanço foi de 17%, atingindo o maior nível da década.

Relação histórica e perda de protagonismo

Durante décadas, a Argentina figurou como principal destino das exportações catarinenses, com forte presença de setores como têxtil, metalmecânico e alimentício. Esse cenário começou a mudar a partir dos anos 1990.

A ascensão da China e o fortalecimento dos Estados Unidos como parceiros comerciais reduziram a participação argentina. Ao mesmo tempo, crises econômicas recorrentes e barreiras comerciais impostas pelo país vizinho tornaram o ambiente mais arriscado e menos previsível para exportadores brasileiros — mesmo com o Mercosul em vigor.

Mudança econômica impulsiona comércio exterior

O cenário recente, porém, aponta para uma virada. A política econômica adotada pelo governo Milei tem como base a redução da intervenção estatal e a liberalização do comércio exterior.

Medidas como desregulamentação, flexibilização de controles e redução de licenças de importação trouxeram mais previsibilidade ao ambiente de negócios. Com isso, a inflação desacelerou, a confiança empresarial aumentou e o mercado argentino voltou a importar com maior fluidez.

Para empresas brasileiras, isso significa menos entraves operacionais e maior segurança jurídica nas transações — além de um mercado mais dependente de fornecedores externos.

Setor moveleiro aposta no mercado argentino

Diante desse novo contexto, empresas catarinenses têm intensificado a busca por oportunidades. O setor moveleiro é um dos destaques.

Uma missão empresarial organizada pela FIESC levou mais de 20 empresários à Argentina, resultando em mais de 200 reuniões e expectativa de negócios de cerca de US$ 4 milhões.

A empresa Interlink, de São Bento do Sul, projeta gerar até US$ 600 mil em vendas para o mercado argentino até 2026. O foco está no segmento de móveis de quarto, que representa quase metade das importações do setor no país vizinho.

Diversificação de mercados ganha força

A movimentação também reflete mudanças no cenário global. Empresas exportadoras vêm buscando alternativas diante dos impactos da Guerra da Ucrânia e de barreiras comerciais impostas por outros mercados.

Nesse contexto, a estratégia passa por diversificar destinos. A meta de algumas companhias é equilibrar o faturamento entre América Latina e Europa, com destaque para países como Argentina, Paraguai e México.

Cautela no curto prazo, otimismo no médio prazo

Apesar do crescimento recente, o início do ano trouxe uma desaceleração nas exportações, influenciada por instabilidade cambial e incertezas políticas.

Ainda assim, o mercado é visto como estratégico. Empresas relatam um comportamento mais cauteloso por parte dos importadores argentinos, com negociações mais detalhadas, pedidos menores e maior exigência por previsibilidade.

Por outro lado, Santa Catarina mantém vantagens competitivas relevantes, como proximidade geográfica, prazo de entrega reduzido, flexibilidade produtiva e suporte pós-venda — fatores que diferenciam o estado frente a concorrentes internacionais.

Integração produtiva e novas parcerias

As oportunidades vão além da exportação de produtos acabados. A tendência é de fortalecimento das cadeias produtivas regionais, especialmente com a perspectiva de ampliação de acordos comerciais envolvendo o Mercosul e a União Europeia.

Esse movimento pode estimular parcerias em áreas como tecnologia, investimentos e capital humano, ampliando o nível de integração entre os países.

Indústria e máquinas também ganham espaço

A melhora no ambiente de negócios argentino, reforçada por reformas estruturais, pode impulsionar a reindustrialização do país. Esse processo tende a aumentar a demanda por máquinas, equipamentos e insumos industriais.

Empresas como a Potenza, de Lages, já avaliam expandir sua presença no país. Entre as possibilidades está até a instalação de uma unidade local para facilitar o acesso a outros mercados, incluindo os Estados Unidos, dependendo de fatores como custos e logística.

Perspectivas para o comércio bilateral

O avanço recente das exportações para a Argentina reforça o potencial de retomada da parceria econômica. Mesmo diante de desafios pontuais, o país vizinho volta a ocupar posição estratégica para empresas brasileiras.

A combinação de reformas econômicas, demanda reprimida e proximidade regional indica um cenário favorável para o fortalecimento do comércio e da integração produtiva nos próximos anos.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Adobestock

Ler Mais
Exportação

Exportações da China desaceleram em março enquanto importações avançam com força

O crescimento das exportações da China perdeu força em março, após um começo de ano robusto. Ao mesmo tempo, as importações chinesas registraram forte alta, influenciadas por fatores sazonais e pelos impactos da guerra no Irã sobre o abastecimento global de energia.

De acordo com dados da Administração Geral de Alfândegas, as vendas externas cresceram 2,5% na comparação anual — bem abaixo do salto observado em fevereiro. O resultado foi afetado por distorções do calendário do Ano Novo Lunar e por uma base de comparação elevada em 2025.

Queda nas exportações para os EUA pressiona resultados

A desaceleração foi ampla entre os principais mercados, com exceção de Taiwan e Hong Kong. Um dos destaques negativos foi a forte queda nas exportações chinesas para os Estados Unidos, que recuaram 26,5% em relação ao ano anterior, impactadas por tarifas comerciais.

O valor exportado para os EUA caiu para US$ 29,4 bilhões no período, evidenciando a pressão sobre o comércio bilateral.

Importações disparam com alta demanda por tecnologia

Enquanto isso, as importações na China cresceram quase 28%, impulsionadas pela maior demanda por produtos de alta tecnologia, como semicondutores. Esse foi o avanço mais rápido desde o fim de 2021.

Com isso, o superávit comercial chinês encolheu para US$ 51 bilhões — o menor nível em mais de um ano.

Guerra no Irã eleva custos e pressiona indústria

O cenário global foi impactado pela escalada da crise no Oriente Médio, especialmente após tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. O fechamento do Estreito de Ormuz elevou os custos de insumos industriais, afetando cadeias produtivas.

Esse corredor estratégico responde por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás natural liquefeito, o que pressionou os preços de materiais e reduziu margens de lucro de fábricas chinesas.

Sazonalidade e calendário explicam parte da desaceleração

Especialistas apontam que fatores sazonais tiveram peso relevante no desempenho mais fraco. O Ano Novo Lunar em 2026, celebrado mais tarde que o habitual, reduziu o número de dias úteis em março, afetando a produção e os embarques.

Além disso, o forte desempenho de março de 2025 — quando empresas anteciparam exportações para evitar tarifas — elevou a base de comparação.

Primeiro trimestre ainda mostra força da economia chinesa

Apesar da desaceleração pontual, o comércio exterior da China manteve um desempenho sólido no primeiro trimestre. As exportações cresceram 15% no período, enquanto as importações avançaram 23% na comparação anual.

Inteligência artificial impulsiona exportações de tecnologia

Um dos principais motores do comércio tem sido o avanço da inteligência artificial, que elevou a demanda global por chips e componentes eletrônicos.

As exportações chinesas de circuitos integrados cresceram 78% no primeiro trimestre, enquanto produtos de alta tecnologia registraram alta de quase 30%. Equipamentos mecânicos e elétricos também apresentaram crescimento expressivo.

Tarifas e decisões judiciais influenciam cenário comercial

Outro fator relevante foi a redução das tarifas comerciais após decisão da Suprema Corte dos EUA, que derrubou medidas adotadas anteriormente. Isso ajudou a aliviar parte da pressão sobre os exportadores chineses.

Ainda assim, o cenário segue incerto, com previsões divergentes entre economistas sobre o ritmo do comércio.

Impactos futuros da crise energética ainda são incertos

O efeito da guerra no Irã sobre o comércio global ainda é imprevisível. Por um lado, pode haver aumento na demanda por produtos sustentáveis chineses, como painéis solares e veículos elétricos.

Por outro, o aumento dos preços do petróleo pode reduzir o consumo global e levar a políticas monetárias mais restritivas, prejudicando a demanda por bens manufaturados.

Setor de veículos elétricos ganha destaque

As exportações de veículos elétricos chineses dobraram em março, atingindo recorde histórico. Montadoras do país ampliaram presença internacional, superando concorrentes tradicionais em mercados como Austrália e Reino Unido.

Perspectivas: entre resiliência e incertezas

Analistas avaliam que a desaceleração recente está mais ligada a fatores temporários do que a uma queda estrutural da demanda global. Ainda assim, os desdobramentos da crise energética e geopolítica devem influenciar o desempenho do comércio nos próximos meses.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Bloomberg

Ler Mais
Exportação

Boi gordo dispara com exportações aquecidas para a China e oferta limitada no Brasil

A valorização do boi gordo ganhou força nos últimos dias, impulsionada pela combinação de oferta restrita de animais e pelo ritmo acelerado das exportações de carne bovina, especialmente para a China. O movimento elevou os preços da arroba em diversas regiões pecuárias do país.

Oferta curta sustenta alta da arroba

O mercado físico segue com viés positivo, refletindo a dificuldade dos frigoríficos em adquirir animais para abate. As escalas de abate encurtadas permanecem como um dos principais fatores de sustentação dos preços.

Com menor disponibilidade de boiadas, empresas do setor já consideram medidas para ajustar a produção. Entre as alternativas avaliadas estão o aumento da ociosidade industrial ao longo de abril e até a adoção de férias coletivas, diante da limitação na originação de gado.

Exportações aceleradas pressionam mercado interno

No cenário externo, o desempenho das exportações brasileiras de carne bovina continua robusto. A China mantém forte demanda e tem absorvido volumes significativos neste início de ano.

Estimativas indicam que a cota de embarques pode ser atingida entre maio e meados de junho. Esse fator gera incertezas para o terceiro trimestre, período marcado por maior oferta de animais confinados. Há ainda projeções mais conservadoras que apontam para um esgotamento já no início de maio.

Preço do boi gordo nas principais praças

Os valores da arroba a prazo registraram alta consistente até 9 de abril:

  • São Paulo (Capital): R$ 370,00 (+2,78%)
  • Goiás (Goiânia): R$ 355,00 (+4,41%)
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 350,00 (+1,45%)
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 360,00 (+2,86%)
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 360,00 (+1,41%)
  • Rondônia (Vilhena): R$ 330,00 (+3,13%)

Atacado firme, mas com concorrência do frango

No mercado atacadista de carne bovina, os preços permaneceram estáveis em patamares elevados, com expectativa de novos reajustes no curto prazo. A entrada de renda na economia tende a estimular a reposição entre atacado e varejo, ajudando a sustentar as cotações.

Por outro lado, a competitividade de proteínas mais acessíveis, como a carne de frango, ainda limita avanços mais expressivos nos preços da carne bovina.

Entre os cortes:

  • Quarto dianteiro: R$ 22,50/kg (+2,27%)
  • Traseiro bovino: R$ 27,50/kg (estável)

Comércio exterior mantém desempenho forte

Os dados mais recentes confirmam o bom momento do setor no mercado internacional. Em março, o Brasil exportou 233,951 mil toneladas de carne bovina, gerando receita de US$ 1,360 bilhão.

A média diária foi de US$ 61,835 milhões, com embarques de 10,634 mil toneladas por dia e preço médio de US$ 5.814,80 por tonelada.

Na comparação anual, houve avanço significativo:

  • +29% no valor médio diário exportado
  • +8,7% no volume médio diário
  • +18,7% no preço médio

Os números reforçam a força das exportações de carne bovina brasileira, que seguem como um dos principais vetores de sustentação do mercado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Henrique Bighetti/Canal Rural

Ler Mais
Exportação

Exportações de defesa do Brasil disparam e dobram no 1º trimestre de 2026

As exportações de produtos de defesa do Brasil registraram forte crescimento no início de 2026, alcançando US$ 931 milhões no primeiro trimestre. O resultado representa mais que o dobro do valor exportado no mesmo período do ano passado e reforça a expansão da indústria de defesa brasileira no mercado internacional.

Crescimento expressivo mantém trajetória positiva

Entre janeiro e março de 2025, o setor havia exportado US$ 457 milhões. Em 2026, o salto para US$ 931 milhões evidencia a aceleração das vendas externas e consolida uma sequência de resultados positivos.

A indústria de defesa já vinha acumulando recordes em 2024 e 2025, o que demonstra uma tendência consistente de crescimento e maior competitividade global.

Presença internacional se amplia

Os principais destinos das exportações militares brasileiras incluem países como Alemanha, Bulgária, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos e Portugal.

Atualmente, o Brasil comercializa produtos do setor com 148 países, ampliando sua presença em todos os continentes e fortalecendo sua posição no comércio global de equipamentos de defesa.

Setor reúne dezenas de empresas exportadoras

A base da indústria bélica brasileira é formada por cerca de 93 empresas exportadoras, que atuam em diferentes etapas da cadeia produtiva — desde o desenvolvimento tecnológico até a fabricação e comercialização de sistemas e equipamentos.

Esse ecossistema diversificado tem contribuído para ampliar a capacidade de inovação e atender à demanda internacional crescente.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

Ler Mais
Exportação

Exportações de Santa Catarina caem 2,6% no trimestre sob impacto de tarifas dos EUA

As exportações de Santa Catarina registraram queda no início de 2026, refletindo os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos e mudanças no cenário internacional. No primeiro trimestre, o estado somou US$ 2,7 bilhões em vendas externas, recuo de 2,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Tarifas dos EUA pressionam vendas externas

O principal fator para a retração foi o impacto do chamado tarifaço dos EUA, que elevou em até 50% as taxas sobre produtos brasileiros desde agosto de 2025.

De acordo com dados da Fiesc, as exportações catarinenses para o mercado norte-americano despencaram 44,6% entre janeiro e março na comparação anual. O resultado evidencia o peso das barreiras comerciais sobre a balança comercial de Santa Catarina.

Entre os produtos mais afetados estão:

  • Madeira serrada: queda de 6,7% (US$ 89,4 milhões)
  • Partes de motores: recuo de 22,5%
  • Móveis: baixa de 39,7%
  • Obras de carpintaria: retração de 42,7%

Por outro lado, os motores elétricos destoaram da tendência negativa, com alta de 1,9% e faturamento de US$ 128,2 milhões no período.

Carnes lideram exportações e sustentam desempenho

Mesmo diante do cenário adverso, o setor de proteínas manteve forte desempenho. As exportações de carne de frango lideraram com crescimento de 9,1%, somando US$ 633,3 milhões.

Na sequência, a carne suína também apresentou avanço, com alta de 6,9% e receita de US$ 424 milhões.

Outros segmentos industriais também ganharam espaço no mercado externo:

  • Máquinas agrícolas: crescimento de 57,1%
  • Transformadores elétricos: alta de 31,1%

Esses resultados ajudam a compensar parcialmente as perdas em setores mais afetados pelas tarifas.

Diversificação de mercados ganha importância

No ranking de destinos, a China permaneceu como principal compradora, com US$ 246,2 milhões em aquisições, apesar de uma leve queda de 4,1%. A redução está associada, em parte, à estratégia chinesa de priorizar a produção interna.

Outros mercados ganharam destaque no trimestre:

  • Japão: crescimento de 35,4% (US$ 223,1 milhões)
  • México: alta de 20% (US$ 150,3 milhões)

Já a Argentina registrou retração de 18,1% nas compras.

A diversificação de destinos se mostra essencial para reduzir a dependência de mercados específicos, especialmente em momentos de instabilidade comercial.

Importações crescem e revelam nova dinâmica

Enquanto as exportações recuaram, as importações de Santa Catarina apresentaram leve crescimento de 0,9% no trimestre, totalizando US$ 8,8 bilhões.

Entre os principais produtos importados, destacam-se:

  • Cobre refinado: alta de 26% (US$ 457,3 milhões)
  • Pneus de borracha: crescimento de 83,1% (US$ 253,4 milhões)
  • Partes de veículos: aumento de 15,7% (US$ 246,3 milhões)

Assim como nas exportações, os Estados Unidos também perderam espaço nas importações, com queda de 20,7% (US$ 420 milhões). A Alemanha registrou recuo de 3,4%, somando US$ 384,2 milhões.

Expectativa de recuperação ainda é incerta

Com a flexibilização parcial das tarifas em fevereiro, a expectativa do setor é de retomada gradual das vendas para os Estados Unidos. No entanto, as incertezas persistem diante de possíveis novas medidas protecionistas.

O cenário atual reforça a necessidade de adaptação da indústria catarinense a um ambiente global mais volátil, marcado por disputas comerciais e mudanças nas cadeias produtivas.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto de Itajaí

Ler Mais
Exportação

Exportação de petróleo do Brasil dispara com demanda da China e reforça papel estratégico global

A exportação de petróleo do Brasil vive um momento de forte expansão, impulsionada principalmente pelo aumento das compras da China. O movimento amplia as receitas externas e reposiciona o país como um dos principais fornecedores no mercado global de energia.

China lidera compras e impulsiona exportações brasileiras

O avanço mais recente foi registrado em março, quando a China importou cerca de 1,6 milhão de barris por dia de petróleo brasileiro — o maior volume já observado. Esse total representou aproximadamente 67% de toda a exportação de petróleo do Brasil no período.

Com isso, o país alcançou cerca de 2,5 milhões de barris diários exportados, um crescimento de 12,4% em relação ao mês anterior e um dos níveis mais altos da série histórica.

O desempenho reforça a importância da demanda chinesa para o setor energético nacional, além de ampliar a entrada de divisas e fortalecer a balança comercial.

Tensões no Oriente Médio favorecem petróleo brasileiro

O cenário internacional também contribuiu para esse crescimento. Instabilidades no Oriente Médio, especialmente em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, levaram grandes importadores a buscar fornecedores mais confiáveis.

Nesse contexto, o Brasil ganhou espaço como alternativa segura, elevando a competitividade do petróleo brasileiro no mercado global. A China, preocupada com segurança energética, intensificou as compras e consolidou o país como parceiro estratégico.

Entre os principais efeitos desse cenário estão:

  • Expansão da demanda externa
  • Valorização do petróleo nacional
  • Abertura de novos mercados
  • Redução da dependência de regiões instáveis

Ásia amplia participação e diversifica destinos

Embora a China concentre a maior parte das compras, outros países asiáticos também aumentaram suas importações. A Índia respondeu por cerca de 7% dos embarques brasileiros em março, reforçando a presença da exportação de petróleo do Brasil na Ásia.

Além disso, mercados tradicionais seguem relevantes:

  • Espanha, com cerca de 6,7%
  • Estados Unidos, com aproximadamente 6,1%

Esse cenário mostra uma diversificação gradual, ainda que a China permaneça como principal motor do crescimento.

Impactos econômicos fortalecem setor de energia

O aumento das exportações de petróleo gera efeitos diretos na economia brasileira. Entre os principais benefícios estão:

  • Maior entrada de dólares no país
  • Fortalecimento da balança comercial
  • Ampliação da arrecadação pública
  • Estímulo a investimentos em óleo e gás

Com volumes próximos ao recorde histórico, o setor energético se consolida como um dos pilares do crescimento econômico.

Queda nas importações de diesel expõe desafios

Apesar do avanço nas exportações, o Brasil enfrenta dificuldades no abastecimento interno de diesel. Em março, as importações caíram para cerca de 1,05 bilhão de litros — uma redução de 25% em relação ao mês anterior.

O recuo está ligado ao aumento dos preços internacionais e à maior concorrência global, especialmente com países asiáticos pagando mais pelo combustível.

Atualmente, o Brasil ainda depende de importações para suprir cerca de 25% da demanda interna, evidenciando desafios estruturais no setor de refino.

Nova dinâmica global altera fornecedores de energia

A reorganização do mercado internacional também impactou os fornecedores de diesel para o Brasil. Os Estados Unidos reduziram significativamente sua participação, enquanto a Rússia ampliou sua presença no fornecimento.

Esse movimento reflete a influência da geopolítica da energia e o peso crescente da Ásia na definição dos fluxos globais.

Incertezas globais podem afetar ritmo de crescimento

Apesar do cenário positivo, a continuidade da alta na exportação de petróleo do Brasil depende de fatores externos. Uma eventual normalização das rotas no Oriente Médio pode reduzir a pressão sobre os mercados asiáticos.

Ainda assim, especialistas apontam que:

  • A demanda asiática deve seguir elevada
  • A diversificação de fornecedores continuará
  • O petróleo brasileiro tende a permanecer competitivo

Brasil se consolida como fornecedor estratégico global

O atual momento marca uma mudança relevante no posicionamento do país. A exportação de petróleo do Brasil deixa de ser apenas relevante e passa a ocupar papel estratégico no abastecimento de grandes economias.

Com produção em expansão e demanda internacional aquecida, o país fortalece sua presença global e cria bases para um novo ciclo de crescimento econômico.

Resta saber se esse avanço será sustentado no longo prazo ou se está atrelado a um contexto geopolítico específico que pode se dissipar nos próximos meses.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

Ler Mais
Exportação

Exportações de carne bovina do Brasil batem recorde e pressionam cota chinesa

O desempenho das exportações de carne bovina do Brasil no início de 2026 atingiu níveis históricos e trouxe novos desafios ao setor, especialmente em relação ao limite de compras da China, principal destino do produto brasileiro.

Volume exportado cresce quase 20% no trimestre

Entre janeiro e março de 2026, o Brasil embarcou cerca de 701,6 mil toneladas de carne bovina, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume representa um avanço de 19,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

O resultado reforça o ritmo acelerado do comércio exterior brasileiro, impulsionado pela forte demanda internacional e pela competitividade do produto nacional.

Preço da carne bovina sobe no mercado internacional

Além do crescimento em volume, o preço da proteína também registrou valorização. Levantamento do Cepea indica que a média por tonelada exportada chegou a US$ 5.814,80 em março.

O valor representa alta de 3% frente a fevereiro e um salto de 18,7% na comparação anual. Esse cenário fortalece a rentabilidade das exportações e contribui para sustentar os preços no mercado interno.

Com a demanda externa aquecida, a arroba do boi gordo manteve níveis firmes ao longo de março, refletindo o impacto direto das vendas internacionais.

China lidera compras, mas acende alerta no setor

A China segue como principal destino da carne bovina brasileira, com volumes expressivos de importação. Somente em março, o país adquiriu cerca de 102 mil toneladas — acima do registrado no mesmo mês de 2025.

No entanto, o ritmo acelerado das exportações gera preocupação. O governo chinês estabeleceu uma cota de importação de 1,1 milhão de toneladas para 2026, o que pode limitar os embarques ao longo do ano caso o volume continue elevado.

Segundo analistas do setor, o controle na oferta e no fluxo de envios ao mercado chinês tem contribuído para a valorização dos preços internacionais.

Diversificação de mercados reduz dependência

Apesar da forte presença chinesa, o Brasil vem ampliando a diversificação de destinos. A participação da China nas exportações totais caiu para 46,4%, o menor patamar dos últimos seis anos.

Esse movimento indica uma estratégia para reduzir riscos e ampliar oportunidades em outros mercados, garantindo maior equilíbrio ao setor exportador.

Cenário aponta oportunidades e desafios

O avanço das exportações brasileiras de carne bovina mostra um setor aquecido e competitivo no cenário global. Ao mesmo tempo, a possível limitação da cota chinesa exige atenção estratégica por parte dos exportadores.

Entre preços em alta e demanda firme, o Brasil consolida sua posição como um dos principais fornecedores mundiais da proteína, enquanto busca novos mercados para sustentar o crescimento.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook