Exportação

Exportações de milho do Brasil mais que dobram em abril de 2026, aponta Secex

As exportações brasileiras de milho não moído (exceto milho doce) registraram forte alta em abril de 2026. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país já embarcou 443.081,4 toneladas até a metade do mês, volume que representa um crescimento de 148,4% em relação a todo o mês de abril de 2025, quando foram exportadas 178.347,5 toneladas.

Média diária mostra aceleração dos embarques

Nos primeiros 16 dias úteis de abril, o ritmo de exportações também chamou atenção. O Brasil enviou ao exterior uma média de 27.692,6 toneladas por dia, alta de 210,5% frente ao mesmo período de 2025, quando a média foi de 8.917,4 toneladas diárias.

O desempenho reforça o avanço das exportações do agronegócio brasileiro, especialmente no setor de grãos.

Receita com exportações cresce quase 200%

O aumento no volume embarcado também se refletiu no faturamento. Até o momento, o Brasil já acumula US$ 112,67 milhões em receitas com exportação de milho em abril de 2026.

Em comparação, o valor total registrado em todo abril de 2025 foi de US$ 48,51 milhões. Na média diária, a receita passou para US$ 7,04 milhões, um salto de 190,3% em relação aos US$ 2,42 milhões do ano anterior.

Preço do milho recua no mercado internacional

Apesar do forte crescimento em volume e faturamento, o preço da tonelada do milho exportado apresentou queda. Em abril de 2026, o valor médio ficou em US$ 254,30 por tonelada, recuo de 6,5% em relação aos US$ 272,00 registrados no mesmo mês de 2025.

Exportações reforçam desempenho do agronegócio

O avanço nas exportações de milho evidencia a força do agronegócio brasileiro no comércio internacional, impulsionado pela alta demanda externa e pela competitividade do país no mercado de grãos.

Especialistas destacam que o ritmo acelerado dos embarques pode influenciar positivamente o saldo da balança comercial no período.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Exportação

Produção de milho no Brasil sofre pressão de custos em meio a cenário geopolítico

No Dia Internacional do Milho, celebrado em 24 de abril, o Brasil reafirma sua posição como o terceiro maior produtor mundial do grão, mesmo diante de um cenário de pressão sobre custos e leve retração na safra.

De acordo com a Conab, a produção nacional em 2025/26 deve atingir 139,5 milhões de toneladas. O volume representa uma queda moderada em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas cerca de 141 milhões de toneladas, mas ainda mantém o país em patamar elevado no mercado global.

Mato Grosso lidera produção, mas registra queda

Principal polo da segunda safra de milho, o estado de Mato Grosso deve produzir 51,7 milhões de toneladas na temporada 2025/26, segundo estimativas do Imea.

O número indica uma redução de 6,7% em comparação ao ciclo anterior, quando a produção chegou a 55,4 milhões de toneladas, refletindo ajustes no ritmo produtivo regional.

Maior parte da produção fica no mercado interno

Apesar da forte presença no comércio internacional, cerca de dois terços do milho brasileiro são consumidos internamente. Desse total, aproximadamente 60% são destinados à produção de proteína animal, enquanto 22% vão para a fabricação de etanol.

O restante abastece setores industriais diversos, com uso do grão na produção de medicamentos, tintas, plásticos biodegradáveis e até componentes industriais como pneus.

Custos de produção sobem com crise internacional

O setor enfrenta um aumento relevante nos custos de produção devido ao cenário geopolítico. O conflito no Oriente Médio impulsionou o preço da ureia, fertilizante essencial para o cultivo do milho, com altas que variam entre 30% e 50%.

Esse aumento pressiona produtores, especialmente aqueles que reduziram o uso de fertilizantes nitrogenados, o que pode impactar a produtividade das lavouras.

Exportações seguem fortes, apesar das incertezas

Segundo especialistas do setor, a área plantada não deve sofrer redução significativa, já que grande parte do cultivo foi realizada antes da escalada do conflito.

De acordo com Daniel Rosa, diretor técnico da Abramilho, o impacto nas exportações tende a ser temporário. O Irã, que respondeu por 22% das compras brasileiras de milho em 2025, deve retomar gradualmente o ritmo de importações até junho.

No ano passado, o país asiático foi o principal destino do milho brasileiro, com 9,08 milhões de toneladas, seguido por Egito e Vietnã.

Brasil mantém posição de destaque no mercado global

Mesmo com desafios logísticos e aumento de custos, o Brasil continua como o segundo maior exportador mundial de milho, atrás apenas dos Estados Unidos. A competitividade do setor segue apoiada na escala produtiva e na demanda internacional por grãos.

Congresso discute inovação e futuro do setor

As perspectivas para o agronegócio do milho serão tema do 4º Congresso Abramilho, marcado para 13 de maio em Brasília. O encontro reunirá representantes do setor para discutir inovação, segurança alimentar e os impactos da geopolítica nos custos de produção.

A agenda também deve abordar soluções tecnológicas para aumentar eficiência e reduzir a pressão sobre os produtores diante do cenário global mais instável.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Exportadores brasileiros reduzem dependência de EUA e China e buscam diversificação de mercados

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que China e Estados Unidos respondem por cerca de 40% das exportações brasileiras. Essa concentração eleva a exposição do país a variações políticas, cambiais e tarifárias, afetando diretamente o planejamento das empresas.

Para especialistas do setor financeiro, essa dependência deixou de ser apenas uma característica do comércio exterior e passou a representar um fator de risco para a previsibilidade dos negócios.

Dependência externa afeta estabilidade das empresas

Segundo Murillo Oliveira, especialista em estruturação financeira internacional e head de tesouraria da Saygo, a concentração em poucos mercados expõe empresas a decisões externas fora de seu controle.

Ele destaca que mudanças em tarifas, sanções ou regulações podem impactar diretamente o fluxo de receita. Nesse contexto, a diversificação de exportações passa a ser vista não apenas como estratégia de crescimento, mas também como proteção financeira.

Novos destinos ganham espaço no comércio exterior

O cenário global recente, marcado por disputas comerciais e ajustes em cadeias de suprimento, tem reconfigurado o fluxo internacional de mercadorias. Tarifas entre grandes economias e restrições sanitárias têm impulsionado a busca por novos fornecedores e mercados.

Nesse movimento, empresas brasileiras começam a ampliar atuação em regiões como Sudeste Asiático, Oriente Médio e mercados europeus fora dos tradicionais centros econômicos.

Expansão exige estratégia e preparo técnico

Apesar das oportunidades, a entrada em novos mercados exige planejamento. A atuação em regiões diferentes demanda conhecimento técnico, análise de risco e adaptação comercial.

Especialistas apontam que a expansão internacional não ocorre de forma automática e depende de estrutura adequada para garantir competitividade.

Diversificação também impacta gestão financeira

A atuação em múltiplos países implica operar com diferentes moedas e ambientes regulatórios, o que aumenta a complexidade da gestão. Por outro lado, essa estratégia reduz a dependência de ciclos econômicos específicos.

Na avaliação de analistas, empresas com presença em mais de um mercado tendem a ter maior estabilidade financeira no médio prazo, equilibrando melhor receitas e riscos.

Barreiras ainda limitam expansão internacional

Apesar do avanço da discussão sobre diversificação de mercados, muitas empresas ainda enfrentam obstáculos operacionais. Entre os principais desafios estão a falta de conhecimento sobre novos destinos, limitações logísticas e ausência de estrutura interna especializada.

Sem esse suporte, a internacionalização pode não gerar os resultados esperados e até aumentar riscos operacionais.

Parceria facilita importações da China para o Brasil

Em paralelo às mudanças no comércio exterior, uma nova iniciativa busca facilitar o fluxo de importações brasileiras da China.

A empresa Axton Global firmou parceria com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC) para ampliar o acesso de empresas brasileiras a seguros de crédito e prazos de pagamento mais longos oferecidos por instituições chinesas.

O objetivo é facilitar operações internacionais, melhorar o fluxo de caixa e reduzir riscos, especialmente para empresas de médio porte que enfrentam restrições de crédito no mercado brasileiro.

China segue como principal parceiro comercial

Desde 2004, a China é o principal destino das importações brasileiras, segundo dados do Mapa Bilateral de Comércio e Investimentos Brasil-China 2024. Entre 2019 e 2023, as compras do país asiático cresceram em média 10,2% ao ano.

O movimento reforça a importância da relação comercial entre os dois países, ao mesmo tempo em que evidencia a necessidade de estratégias mais equilibradas de inserção global.

FONTE: Monitor Mercantil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tânia Rêgo, ABr

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Exportação

Exportação de arroz brasileiro ganha impulso com contrato internacional de 400 mil sacos

Após anos de dificuldades no setor, a exportação de arroz brasileiro ganha novo fôlego com um acordo firmado entre a Cooperja e a empresa agroindustrial Cemersa, de El Salvador. O contrato, com duração de 10 anos, prevê o fornecimento de grãos para países da América Central, como Nicarágua, Guatemala, Costa Rica, El Salvador e Honduras.

A primeira remessa está programada para o início de maio, quando uma embarcação deixará o Brasil transportando cerca de 20 toneladas do produto, equivalente a aproximadamente 400 mil sacos de arroz.

Acordo traz alívio para setor em crise

O negócio é visto como estratégico para o setor orizícola, que enfrenta um cenário desafiador marcado por custos de produção elevados e excesso de oferta no mercado interno. A expectativa é que a ampliação das exportações contribua para equilibrar a relação entre oferta e demanda.

Representantes da cooperativa destacam que os estoques acumulados e a perspectiva de preços pressionados tornam a abertura de novos mercados essencial para a sustentabilidade da atividade.

Qualidade do arroz brasileiro atrai compradores

A escolha pelo produto brasileiro está diretamente ligada à sua qualidade e padrão produtivo. Segundo representantes da empresa estrangeira, o Brasil, especialmente a região Sul, se destaca pela produção eficiente e sustentável, o que atende às exigências do mercado internacional.

Além disso, a América Central enfrenta demanda crescente por alimentos básicos, reforçando o interesse na importação de arroz.

Negociação levou quase uma década

O acordo é resultado de tratativas iniciadas há cerca de oito anos, intermediadas por uma empresa especializada em comércio exterior de grãos. A estratégia, segundo os envolvidos, busca reduzir a dependência do mercado interno e garantir maior estabilidade para o produtor rural.

A iniciativa também sinaliza uma mudança de postura do setor, que passa a investir em planejamento de longo prazo e diversificação de mercados.

Possibilidade de ampliar exportações

Embora o foco inicial seja o envio de arroz para processamento industrial nos países parceiros, já há discussões sobre a exportação de arroz pronto para consumo, o que pode agregar valor ao produto brasileiro no exterior.

A expectativa é que, com o avanço do contrato, novos volumes sejam negociados, ampliando a presença do Brasil no mercado internacional de arroz.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: ND+

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Exportação

Exportação de fertilizantes da Indonésia mira Brasil e outros países em meio à demanda global

A exportação de fertilizantes da Indonésia entrou no radar de grandes mercados internacionais. O país asiático negocia o envio de cerca de 1 milhão de toneladas de fertilizantes para Brasil, Índia, Tailândia e Filipinas, conforme informou o secretário de gabinete indonésio.

O volume em discussão se soma a um acordo já concluído para exportação de 250 mil toneladas destinadas à Austrália, ampliando a presença do país no comércio global de insumos agrícolas.

Produção supera demanda interna

Dados oficiais indicam que a Indonésia possui capacidade relevante de produção. A fabricação de ureia no país chega a aproximadamente 7,8 milhões de toneladas, enquanto o consumo doméstico gira em torno de 6,3 milhões de toneladas.

Esse excedente permite ao país atuar como fornecedor estratégico no mercado internacional de fertilizantes, especialmente em um cenário de maior instabilidade global.

Escassez global pressiona mercado

A busca por novos fornecedores ocorre em um contexto de escassez de fertilizantes, agravado por tensões geopolíticas envolvendo o Irã. Países em desenvolvimento têm enfrentado dificuldades para garantir o abastecimento, o que eleva a importância de acordos comerciais como o negociado pela Indonésia.

Especialistas apontam que, apesar de ganhos recentes com a alta dos preços de petróleo e gás, esses benefícios tendem a ser temporários, mantendo o mercado global sob pressão.

Impacto para o agronegócio

Para países como o Brasil, um dos maiores consumidores de insumos agrícolas, a ampliação da oferta internacional pode ajudar a reduzir custos e garantir maior estabilidade no fornecimento. O acesso a novos parceiros comerciais é visto como essencial para sustentar a produtividade do agronegócio.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Forbes

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Exportação

Exportação de carne bovina em Mato Grosso bate recorde no 1º trimestre de 2026

Mato Grosso registrou o maior volume já exportado de carne bovina para um primeiro trimestre, alcançando 251,83 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC) entre janeiro e março de 2026. O resultado representa um avanço de 53,39% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Com esse desempenho, o estado foi responsável por 26,72% de toda a exportação de carne bovina brasileira no período, consolidando sua relevância no cenário internacional.

Faturamento cresce com valorização do produto

Além do aumento no volume, a receita também apresentou forte expansão. O faturamento atingiu US$ 1,11 bilhão, alta de 74,71% na comparação anual. O crescimento foi impulsionado pela valorização do preço médio da tonelada, que chegou a US$ 4,54 mil.

Esse cenário reforça não apenas o ganho em escala, mas também o avanço no valor agregado da produção.

China lidera compras; EUA ampliam participação

A China permanece como principal destino da carne bovina exportada, concentrando 50,82% dos embarques, o equivalente a 127,97 mil TEC.

Já os Estados Unidos se destacam pelo crescimento acelerado na demanda. Em apenas três meses, o país adquiriu 23,03 mil TEC — volume que corresponde a 9,14% das exportações no período e a mais da metade de tudo o que foi enviado ao mercado norte-americano ao longo de 2025.

Expansão de mercados fortalece pecuária

O avanço nas exportações reflete a abertura de novos mercados e o fortalecimento da pecuária de Mato Grosso. Segundo especialistas do setor, a confiança internacional está diretamente ligada à qualidade e à regularidade do produto ofertado.

Eficiência produtiva e sustentabilidade elevam competitividade

O crescimento do setor também está associado a melhorias na genética bovina, no manejo e no cumprimento de exigências sanitárias e ambientais. Esses fatores contribuem para elevar o padrão da carne e ampliar sua aceitação em mercados mais exigentes.

Além do aumento no volume exportado, o estado também tem avançado na geração de valor, com foco em eficiência produtiva e adoção de práticas sustentáveis — aspectos cada vez mais determinantes no comércio global.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução Assessoria Imac

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Exportação

Exportação de DDGS cresce e Sinop envia 45 mil toneladas para a Turquia

Um carregamento de 45 mil toneladas de DDGS (Grãos Secos de Destilaria com Solúveis) saiu de Sinop, no médio-norte de Mato Grosso, com destino ao mercado da Turquia. A operação foi conduzida pela Inpasa e reforça uma rota comercial considerada estratégica, que já acumulou cerca de 600 mil toneladas exportadas para o país desde 2023.

Atualmente, a Turquia ocupa a posição de segundo maior comprador global do insumo produzido pela companhia, ficando atrás apenas do Vietnã.

Corredor logístico do Arco Norte ganha protagonismo

O transporte da carga utilizou o Arco Norte, alternativa logística que vem ganhando espaço no escoamento da produção do Centro-Oeste. O trajeto começou por rodovia até o terminal de Miritituba, em Itaituba (PA). Em seguida, o produto seguiu por barcaças pelo rio Tapajós até Santarém, onde foi embarcado no navio Ionic para a viagem internacional.

Esse modelo logístico reduz a dependência dos portos das regiões Sul e Sudeste, ampliando a eficiência no transporte de grandes volumes.

Demanda externa impulsiona embarques

A exportação ocorre em meio ao avanço da procura internacional por coprodutos do milho, especialmente na nutrição animal. Recentemente, a empresa também realizou o envio de 62 mil toneladas do produto para a China, indicando uma tendência de crescimento nas vendas externas.

Qualidade do DDGS amplia mercado

O DDGS é um concentrado proteico obtido durante a produção de etanol de milho e tem conquistado espaço em mercados exigentes. O produto exportado apresenta, no mínimo, 32% de proteína bruta, além de não conter antibióticos e passar por rigoroso controle de micotoxinas.

Essas características permitem sua utilização em diferentes cadeias produtivas, como avicultura, suinocultura, aquicultura e também na bovinocultura de corte e leite.

Estratégia fortalece competitividade

Segundo a empresa, a operação evidencia a capacidade de atuação em múltiplas rotas logísticas e reforça a confiabilidade no atendimento ao mercado externo. A combinação entre qualidade do produto, regularidade nas entregas e flexibilidade logística tem sido determinante para ampliar a presença internacional.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Inpasa

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Exportação

Exportações de Mato Grosso avançam com rodadas de negócios internacionais

As exportações de Mato Grosso seguem em expansão mesmo diante de um cenário global desafiador. Em Cuiabá, uma rodada internacional de negócios conectou empresas brasileiras a compradores estrangeiros e movimentou cerca de US$ 1,5 milhão em acordos imediatos. A expectativa é que o volume ultrapasse US$ 4,8 milhões ao longo dos próximos 12 meses.

A iniciativa integra o programa Exporta Mais Brasil, coordenado pela Apex Brasil, com foco em ampliar a presença do agronegócio brasileiro no mercado externo.

Negociações ampliam vendas de produtos agrícolas

Durante o evento, foram negociados mais de 90 contêineres de gergelim, além de cerca de 30 contêineres de amendoim e óleo. A rodada reuniu 13 compradores internacionais de mercados estratégicos como China, Holanda, Israel, Rússia, Colômbia, África do Sul e Quênia.

Ao todo, 26 empresas brasileiras participaram das reuniões, que foram organizadas com base em um processo prévio de análise de perfil, garantindo maior assertividade nas conexões comerciais.

Estratégia fortalece relação direta com compradores

O modelo adotado prioriza o contato direto entre exportadores e importadores. Nas rodadas, os compradores permanecem fixos enquanto as empresas brasileiras se revezam nas reuniões, otimizando o tempo e ampliando oportunidades de negócio.

Um diferencial desta edição foi a realização de visitas técnicas às unidades produtivas em Mato Grosso. Os compradores estrangeiros puderam conhecer de perto a capacidade de produção e o processamento dos produtos, o que contribui para aumentar a confiança nas negociações.

Para representantes do setor, esse contato presencial fortalece vínculos comerciais e favorece acordos de longo prazo, ampliando a competitividade das exportações agrícolas brasileiras.

Abertura de mercado e fidelização de clientes

A estratégia de aproximação direta já começa a gerar resultados concretos, com novos embarques confirmados durante o evento. A experiência in loco permite que compradores internacionais conheçam a qualidade dos produtos e a estrutura produtiva, facilitando a fidelização e a formação de parcerias duradouras.

Essa dinâmica amplia as chances de produtores locais se consolidarem como fornecedores regulares no comércio internacional.

Desafios logísticos pressionam o setor

Apesar do avanço nas negociações, o setor enfrenta obstáculos relevantes. O aumento dos custos de frete marítimo e a volatilidade cambial impactam diretamente a rentabilidade das operações.

Além disso, restrições logísticas em regiões estratégicas, como o Oriente Médio, têm exigido maior planejamento por parte dos exportadores. O encarecimento do transporte internacional, em alguns casos, chegou a dobrar ou triplicar os custos.

Outro fator de atenção é a redução no volume de compras por parte de importadores, reflexo de um ambiente global mais cauteloso.

Agronegócio brasileiro mostra resiliência

Mesmo com as dificuldades, o desempenho das rodadas de negócios reforça a capacidade de adaptação do setor. O agronegócio de Mato Grosso segue competitivo e mantém presença relevante no comércio exterior.

A avaliação de especialistas é que, mesmo em um cenário de incertezas, o Brasil continua ampliando espaço no mercado global, sustentado pela eficiência produtiva e pela demanda internacional por alimentos.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Exportações de DDG e DDGS crescem e China impulsiona nova fase do setor

O avanço das exportações de DDG e DDGS brasileiros tem reforçado o otimismo no mercado internacional. A recente chegada da primeira remessa desses coprodutos à China marca um passo importante na diversificação de destinos, ampliando a presença do produto nacional além dos mais de 25 países já atendidos.

A estratégia de expansão internacional é vista como essencial para sustentar o crescimento do setor, especialmente diante do aumento acelerado da produção.

Produção em alta exige novos mercados

O crescimento das usinas de etanol de milho tem elevado significativamente a oferta de coprodutos voltados à alimentação animal. Na safra 2025/26, o Brasil atingiu quase 5 milhões de toneladas de DDG e DDGS, um avanço de cerca de 20% em relação ao ciclo anterior.

Com projeções que indicam possível duplicação da produção na próxima década, o setor busca equilibrar oferta e demanda para evitar excedentes no mercado interno e pressão sobre os preços.

Expansão industrial sustenta avanço

Atualmente, o país possui 27 usinas em operação, incluindo uma nova unidade em Luís Eduardo Magalhães. Além disso, há outras 14 plantas em construção e mais 14 em fase de licenciamento, o que reforça o cenário de crescimento contínuo da indústria.

A ampliação da capacidade produtiva acompanha o aumento da moagem de milho, o que, por consequência, eleva a disponibilidade de coprodutos para nutrição animal. Esse movimento exige planejamento para preservar a competitividade do setor.

Impacto no mercado de proteínas

A previsão é de que a produção de farelo de milho alcance entre 10 e 12 milhões de toneladas até 2030. Apesar da capacidade de absorção interna, o produto disputa espaço com o farelo de soja, amplamente utilizado nas cadeias de avicultura e suinocultura.

Nesse cenário, produtores tendem a ajustar a composição das rações conforme a variação de preços, o que pode levar a uma acomodação nos valores dos coprodutos ao longo do tempo.

Como o DDG representa entre 20% e 23% do faturamento das usinas, sua valorização é determinante para manter a competitividade do etanol de milho frente ao etanol de cana-de-açúcar.

China abre nova fronteira comercial

A entrada da China no mercado comprador é considerada um marco estratégico. Desde 2023, iniciativas de promoção internacional vêm sendo intensificadas, refletindo no salto das exportações — que passaram de cerca de US$ 1 milhão em 2021 para aproximadamente US$ 190 milhões nos anos recentes.

A abertura oficial do mercado chinês, ocorrida em maio do ano passado, ampliou as perspectivas de crescimento. O primeiro embarque, com 62 mil toneladas, simboliza o início de uma nova etapa, impulsionada pela demanda do país asiático.

Além disso, a redução das compras chinesas de DDG dos Estados Unidos cria uma oportunidade relevante para o Brasil consolidar sua presença e fortalecer sua posição no comércio global de farelo de milho.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Maçã de SC ganha exportação direta pelos portos catarinenses e reduz custos logísticos

A exportação de maçã em Santa Catarina passou a contar com um novo modelo que elimina etapas burocráticas e melhora a competitividade do setor. Agora, a fruta produzida no estado pode ser embarcada diretamente pelos portos catarinenses, sem a necessidade de deslocamento para outras regiões.

Certificação sanitária passa a ser feita no estado

A principal mudança está na realização da certificação fitossanitária, que agora ocorre nos próprios polos produtores, como São Joaquim e Fraiburgo, com auditor do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Antes, os produtores precisavam enviar a carga até Vacaria ou aguardar liberação no Porto de Itajaí, o que elevava os custos com transporte e armazenagem.

Logística mais eficiente e fruta mais fresca

Com a certificação realizada na origem, a maçã segue diretamente para embarque em portos mais próximos, como o Porto de Imbituba. A mudança encurta o tempo de deslocamento e melhora a eficiência da logística de exportação.

Por se tratar de um produto perecível, o ganho de tempo é decisivo. Segundo o governo estadual, o novo modelo pode ampliar em até 15 dias a vida útil da fruta, aumentando sua qualidade no mercado internacional.

Produção forte e expectativa de exportação

Em São Joaquim, um dos principais polos da produção de maçã, cerca de 530 toneladas já foram certificadas localmente nesta safra. A previsão é que Santa Catarina exporte aproximadamente 20 mil toneladas no ciclo 2025/2026.

O estado responde por mais da metade da produção nacional, superando 1 milhão de toneladas anuais. Para a safra atual, a estimativa inclui mais de 265 mil toneladas da variedade gala e cerca de 234 mil toneladas de fuji.

Demanda antiga do setor

A liberação da certificação dentro do próprio estado era uma reivindicação histórica dos produtores. A medida foi articulada junto ao Ministério da Agricultura e deve ter impacto mais significativo nesta safra, marcada por maior volume de produção.

A certificação é uma exigência dos países importadores e garante que a carga esteja livre de pragas. O processo conta com apoio da Cidasc, responsável pelo monitoramento sanitário nos pomares.

Exportação ajuda a equilibrar preços

O aumento das exportações de maçã é estratégico, especialmente em anos de safra elevada. Além de facilitar o escoamento da produção, a venda ao mercado externo contribui para sustentar os preços no mercado interno.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Departamento Regional de São Joaquim/Cidasc

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