Exportação

Exportações da China desaceleram em março enquanto importações avançam com força

O crescimento das exportações da China perdeu força em março, após um começo de ano robusto. Ao mesmo tempo, as importações chinesas registraram forte alta, influenciadas por fatores sazonais e pelos impactos da guerra no Irã sobre o abastecimento global de energia.

De acordo com dados da Administração Geral de Alfândegas, as vendas externas cresceram 2,5% na comparação anual — bem abaixo do salto observado em fevereiro. O resultado foi afetado por distorções do calendário do Ano Novo Lunar e por uma base de comparação elevada em 2025.

Queda nas exportações para os EUA pressiona resultados

A desaceleração foi ampla entre os principais mercados, com exceção de Taiwan e Hong Kong. Um dos destaques negativos foi a forte queda nas exportações chinesas para os Estados Unidos, que recuaram 26,5% em relação ao ano anterior, impactadas por tarifas comerciais.

O valor exportado para os EUA caiu para US$ 29,4 bilhões no período, evidenciando a pressão sobre o comércio bilateral.

Importações disparam com alta demanda por tecnologia

Enquanto isso, as importações na China cresceram quase 28%, impulsionadas pela maior demanda por produtos de alta tecnologia, como semicondutores. Esse foi o avanço mais rápido desde o fim de 2021.

Com isso, o superávit comercial chinês encolheu para US$ 51 bilhões — o menor nível em mais de um ano.

Guerra no Irã eleva custos e pressiona indústria

O cenário global foi impactado pela escalada da crise no Oriente Médio, especialmente após tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. O fechamento do Estreito de Ormuz elevou os custos de insumos industriais, afetando cadeias produtivas.

Esse corredor estratégico responde por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás natural liquefeito, o que pressionou os preços de materiais e reduziu margens de lucro de fábricas chinesas.

Sazonalidade e calendário explicam parte da desaceleração

Especialistas apontam que fatores sazonais tiveram peso relevante no desempenho mais fraco. O Ano Novo Lunar em 2026, celebrado mais tarde que o habitual, reduziu o número de dias úteis em março, afetando a produção e os embarques.

Além disso, o forte desempenho de março de 2025 — quando empresas anteciparam exportações para evitar tarifas — elevou a base de comparação.

Primeiro trimestre ainda mostra força da economia chinesa

Apesar da desaceleração pontual, o comércio exterior da China manteve um desempenho sólido no primeiro trimestre. As exportações cresceram 15% no período, enquanto as importações avançaram 23% na comparação anual.

Inteligência artificial impulsiona exportações de tecnologia

Um dos principais motores do comércio tem sido o avanço da inteligência artificial, que elevou a demanda global por chips e componentes eletrônicos.

As exportações chinesas de circuitos integrados cresceram 78% no primeiro trimestre, enquanto produtos de alta tecnologia registraram alta de quase 30%. Equipamentos mecânicos e elétricos também apresentaram crescimento expressivo.

Tarifas e decisões judiciais influenciam cenário comercial

Outro fator relevante foi a redução das tarifas comerciais após decisão da Suprema Corte dos EUA, que derrubou medidas adotadas anteriormente. Isso ajudou a aliviar parte da pressão sobre os exportadores chineses.

Ainda assim, o cenário segue incerto, com previsões divergentes entre economistas sobre o ritmo do comércio.

Impactos futuros da crise energética ainda são incertos

O efeito da guerra no Irã sobre o comércio global ainda é imprevisível. Por um lado, pode haver aumento na demanda por produtos sustentáveis chineses, como painéis solares e veículos elétricos.

Por outro, o aumento dos preços do petróleo pode reduzir o consumo global e levar a políticas monetárias mais restritivas, prejudicando a demanda por bens manufaturados.

Setor de veículos elétricos ganha destaque

As exportações de veículos elétricos chineses dobraram em março, atingindo recorde histórico. Montadoras do país ampliaram presença internacional, superando concorrentes tradicionais em mercados como Austrália e Reino Unido.

Perspectivas: entre resiliência e incertezas

Analistas avaliam que a desaceleração recente está mais ligada a fatores temporários do que a uma queda estrutural da demanda global. Ainda assim, os desdobramentos da crise energética e geopolítica devem influenciar o desempenho do comércio nos próximos meses.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Bloomberg

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Exportação

Boi gordo dispara com exportações aquecidas para a China e oferta limitada no Brasil

A valorização do boi gordo ganhou força nos últimos dias, impulsionada pela combinação de oferta restrita de animais e pelo ritmo acelerado das exportações de carne bovina, especialmente para a China. O movimento elevou os preços da arroba em diversas regiões pecuárias do país.

Oferta curta sustenta alta da arroba

O mercado físico segue com viés positivo, refletindo a dificuldade dos frigoríficos em adquirir animais para abate. As escalas de abate encurtadas permanecem como um dos principais fatores de sustentação dos preços.

Com menor disponibilidade de boiadas, empresas do setor já consideram medidas para ajustar a produção. Entre as alternativas avaliadas estão o aumento da ociosidade industrial ao longo de abril e até a adoção de férias coletivas, diante da limitação na originação de gado.

Exportações aceleradas pressionam mercado interno

No cenário externo, o desempenho das exportações brasileiras de carne bovina continua robusto. A China mantém forte demanda e tem absorvido volumes significativos neste início de ano.

Estimativas indicam que a cota de embarques pode ser atingida entre maio e meados de junho. Esse fator gera incertezas para o terceiro trimestre, período marcado por maior oferta de animais confinados. Há ainda projeções mais conservadoras que apontam para um esgotamento já no início de maio.

Preço do boi gordo nas principais praças

Os valores da arroba a prazo registraram alta consistente até 9 de abril:

  • São Paulo (Capital): R$ 370,00 (+2,78%)
  • Goiás (Goiânia): R$ 355,00 (+4,41%)
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 350,00 (+1,45%)
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 360,00 (+2,86%)
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 360,00 (+1,41%)
  • Rondônia (Vilhena): R$ 330,00 (+3,13%)

Atacado firme, mas com concorrência do frango

No mercado atacadista de carne bovina, os preços permaneceram estáveis em patamares elevados, com expectativa de novos reajustes no curto prazo. A entrada de renda na economia tende a estimular a reposição entre atacado e varejo, ajudando a sustentar as cotações.

Por outro lado, a competitividade de proteínas mais acessíveis, como a carne de frango, ainda limita avanços mais expressivos nos preços da carne bovina.

Entre os cortes:

  • Quarto dianteiro: R$ 22,50/kg (+2,27%)
  • Traseiro bovino: R$ 27,50/kg (estável)

Comércio exterior mantém desempenho forte

Os dados mais recentes confirmam o bom momento do setor no mercado internacional. Em março, o Brasil exportou 233,951 mil toneladas de carne bovina, gerando receita de US$ 1,360 bilhão.

A média diária foi de US$ 61,835 milhões, com embarques de 10,634 mil toneladas por dia e preço médio de US$ 5.814,80 por tonelada.

Na comparação anual, houve avanço significativo:

  • +29% no valor médio diário exportado
  • +8,7% no volume médio diário
  • +18,7% no preço médio

Os números reforçam a força das exportações de carne bovina brasileira, que seguem como um dos principais vetores de sustentação do mercado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Henrique Bighetti/Canal Rural

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Exportação

Exportações de defesa do Brasil disparam e dobram no 1º trimestre de 2026

As exportações de produtos de defesa do Brasil registraram forte crescimento no início de 2026, alcançando US$ 931 milhões no primeiro trimestre. O resultado representa mais que o dobro do valor exportado no mesmo período do ano passado e reforça a expansão da indústria de defesa brasileira no mercado internacional.

Crescimento expressivo mantém trajetória positiva

Entre janeiro e março de 2025, o setor havia exportado US$ 457 milhões. Em 2026, o salto para US$ 931 milhões evidencia a aceleração das vendas externas e consolida uma sequência de resultados positivos.

A indústria de defesa já vinha acumulando recordes em 2024 e 2025, o que demonstra uma tendência consistente de crescimento e maior competitividade global.

Presença internacional se amplia

Os principais destinos das exportações militares brasileiras incluem países como Alemanha, Bulgária, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos e Portugal.

Atualmente, o Brasil comercializa produtos do setor com 148 países, ampliando sua presença em todos os continentes e fortalecendo sua posição no comércio global de equipamentos de defesa.

Setor reúne dezenas de empresas exportadoras

A base da indústria bélica brasileira é formada por cerca de 93 empresas exportadoras, que atuam em diferentes etapas da cadeia produtiva — desde o desenvolvimento tecnológico até a fabricação e comercialização de sistemas e equipamentos.

Esse ecossistema diversificado tem contribuído para ampliar a capacidade de inovação e atender à demanda internacional crescente.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

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Exportação

Exportações de Santa Catarina caem 2,6% no trimestre sob impacto de tarifas dos EUA

As exportações de Santa Catarina registraram queda no início de 2026, refletindo os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos e mudanças no cenário internacional. No primeiro trimestre, o estado somou US$ 2,7 bilhões em vendas externas, recuo de 2,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Tarifas dos EUA pressionam vendas externas

O principal fator para a retração foi o impacto do chamado tarifaço dos EUA, que elevou em até 50% as taxas sobre produtos brasileiros desde agosto de 2025.

De acordo com dados da Fiesc, as exportações catarinenses para o mercado norte-americano despencaram 44,6% entre janeiro e março na comparação anual. O resultado evidencia o peso das barreiras comerciais sobre a balança comercial de Santa Catarina.

Entre os produtos mais afetados estão:

  • Madeira serrada: queda de 6,7% (US$ 89,4 milhões)
  • Partes de motores: recuo de 22,5%
  • Móveis: baixa de 39,7%
  • Obras de carpintaria: retração de 42,7%

Por outro lado, os motores elétricos destoaram da tendência negativa, com alta de 1,9% e faturamento de US$ 128,2 milhões no período.

Carnes lideram exportações e sustentam desempenho

Mesmo diante do cenário adverso, o setor de proteínas manteve forte desempenho. As exportações de carne de frango lideraram com crescimento de 9,1%, somando US$ 633,3 milhões.

Na sequência, a carne suína também apresentou avanço, com alta de 6,9% e receita de US$ 424 milhões.

Outros segmentos industriais também ganharam espaço no mercado externo:

  • Máquinas agrícolas: crescimento de 57,1%
  • Transformadores elétricos: alta de 31,1%

Esses resultados ajudam a compensar parcialmente as perdas em setores mais afetados pelas tarifas.

Diversificação de mercados ganha importância

No ranking de destinos, a China permaneceu como principal compradora, com US$ 246,2 milhões em aquisições, apesar de uma leve queda de 4,1%. A redução está associada, em parte, à estratégia chinesa de priorizar a produção interna.

Outros mercados ganharam destaque no trimestre:

  • Japão: crescimento de 35,4% (US$ 223,1 milhões)
  • México: alta de 20% (US$ 150,3 milhões)

Já a Argentina registrou retração de 18,1% nas compras.

A diversificação de destinos se mostra essencial para reduzir a dependência de mercados específicos, especialmente em momentos de instabilidade comercial.

Importações crescem e revelam nova dinâmica

Enquanto as exportações recuaram, as importações de Santa Catarina apresentaram leve crescimento de 0,9% no trimestre, totalizando US$ 8,8 bilhões.

Entre os principais produtos importados, destacam-se:

  • Cobre refinado: alta de 26% (US$ 457,3 milhões)
  • Pneus de borracha: crescimento de 83,1% (US$ 253,4 milhões)
  • Partes de veículos: aumento de 15,7% (US$ 246,3 milhões)

Assim como nas exportações, os Estados Unidos também perderam espaço nas importações, com queda de 20,7% (US$ 420 milhões). A Alemanha registrou recuo de 3,4%, somando US$ 384,2 milhões.

Expectativa de recuperação ainda é incerta

Com a flexibilização parcial das tarifas em fevereiro, a expectativa do setor é de retomada gradual das vendas para os Estados Unidos. No entanto, as incertezas persistem diante de possíveis novas medidas protecionistas.

O cenário atual reforça a necessidade de adaptação da indústria catarinense a um ambiente global mais volátil, marcado por disputas comerciais e mudanças nas cadeias produtivas.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto de Itajaí

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Exportação

Exportação de petróleo do Brasil dispara com demanda da China e reforça papel estratégico global

A exportação de petróleo do Brasil vive um momento de forte expansão, impulsionada principalmente pelo aumento das compras da China. O movimento amplia as receitas externas e reposiciona o país como um dos principais fornecedores no mercado global de energia.

China lidera compras e impulsiona exportações brasileiras

O avanço mais recente foi registrado em março, quando a China importou cerca de 1,6 milhão de barris por dia de petróleo brasileiro — o maior volume já observado. Esse total representou aproximadamente 67% de toda a exportação de petróleo do Brasil no período.

Com isso, o país alcançou cerca de 2,5 milhões de barris diários exportados, um crescimento de 12,4% em relação ao mês anterior e um dos níveis mais altos da série histórica.

O desempenho reforça a importância da demanda chinesa para o setor energético nacional, além de ampliar a entrada de divisas e fortalecer a balança comercial.

Tensões no Oriente Médio favorecem petróleo brasileiro

O cenário internacional também contribuiu para esse crescimento. Instabilidades no Oriente Médio, especialmente em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, levaram grandes importadores a buscar fornecedores mais confiáveis.

Nesse contexto, o Brasil ganhou espaço como alternativa segura, elevando a competitividade do petróleo brasileiro no mercado global. A China, preocupada com segurança energética, intensificou as compras e consolidou o país como parceiro estratégico.

Entre os principais efeitos desse cenário estão:

  • Expansão da demanda externa
  • Valorização do petróleo nacional
  • Abertura de novos mercados
  • Redução da dependência de regiões instáveis

Ásia amplia participação e diversifica destinos

Embora a China concentre a maior parte das compras, outros países asiáticos também aumentaram suas importações. A Índia respondeu por cerca de 7% dos embarques brasileiros em março, reforçando a presença da exportação de petróleo do Brasil na Ásia.

Além disso, mercados tradicionais seguem relevantes:

  • Espanha, com cerca de 6,7%
  • Estados Unidos, com aproximadamente 6,1%

Esse cenário mostra uma diversificação gradual, ainda que a China permaneça como principal motor do crescimento.

Impactos econômicos fortalecem setor de energia

O aumento das exportações de petróleo gera efeitos diretos na economia brasileira. Entre os principais benefícios estão:

  • Maior entrada de dólares no país
  • Fortalecimento da balança comercial
  • Ampliação da arrecadação pública
  • Estímulo a investimentos em óleo e gás

Com volumes próximos ao recorde histórico, o setor energético se consolida como um dos pilares do crescimento econômico.

Queda nas importações de diesel expõe desafios

Apesar do avanço nas exportações, o Brasil enfrenta dificuldades no abastecimento interno de diesel. Em março, as importações caíram para cerca de 1,05 bilhão de litros — uma redução de 25% em relação ao mês anterior.

O recuo está ligado ao aumento dos preços internacionais e à maior concorrência global, especialmente com países asiáticos pagando mais pelo combustível.

Atualmente, o Brasil ainda depende de importações para suprir cerca de 25% da demanda interna, evidenciando desafios estruturais no setor de refino.

Nova dinâmica global altera fornecedores de energia

A reorganização do mercado internacional também impactou os fornecedores de diesel para o Brasil. Os Estados Unidos reduziram significativamente sua participação, enquanto a Rússia ampliou sua presença no fornecimento.

Esse movimento reflete a influência da geopolítica da energia e o peso crescente da Ásia na definição dos fluxos globais.

Incertezas globais podem afetar ritmo de crescimento

Apesar do cenário positivo, a continuidade da alta na exportação de petróleo do Brasil depende de fatores externos. Uma eventual normalização das rotas no Oriente Médio pode reduzir a pressão sobre os mercados asiáticos.

Ainda assim, especialistas apontam que:

  • A demanda asiática deve seguir elevada
  • A diversificação de fornecedores continuará
  • O petróleo brasileiro tende a permanecer competitivo

Brasil se consolida como fornecedor estratégico global

O atual momento marca uma mudança relevante no posicionamento do país. A exportação de petróleo do Brasil deixa de ser apenas relevante e passa a ocupar papel estratégico no abastecimento de grandes economias.

Com produção em expansão e demanda internacional aquecida, o país fortalece sua presença global e cria bases para um novo ciclo de crescimento econômico.

Resta saber se esse avanço será sustentado no longo prazo ou se está atrelado a um contexto geopolítico específico que pode se dissipar nos próximos meses.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Exportação

Exportações de carne bovina do Brasil batem recorde e pressionam cota chinesa

O desempenho das exportações de carne bovina do Brasil no início de 2026 atingiu níveis históricos e trouxe novos desafios ao setor, especialmente em relação ao limite de compras da China, principal destino do produto brasileiro.

Volume exportado cresce quase 20% no trimestre

Entre janeiro e março de 2026, o Brasil embarcou cerca de 701,6 mil toneladas de carne bovina, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume representa um avanço de 19,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

O resultado reforça o ritmo acelerado do comércio exterior brasileiro, impulsionado pela forte demanda internacional e pela competitividade do produto nacional.

Preço da carne bovina sobe no mercado internacional

Além do crescimento em volume, o preço da proteína também registrou valorização. Levantamento do Cepea indica que a média por tonelada exportada chegou a US$ 5.814,80 em março.

O valor representa alta de 3% frente a fevereiro e um salto de 18,7% na comparação anual. Esse cenário fortalece a rentabilidade das exportações e contribui para sustentar os preços no mercado interno.

Com a demanda externa aquecida, a arroba do boi gordo manteve níveis firmes ao longo de março, refletindo o impacto direto das vendas internacionais.

China lidera compras, mas acende alerta no setor

A China segue como principal destino da carne bovina brasileira, com volumes expressivos de importação. Somente em março, o país adquiriu cerca de 102 mil toneladas — acima do registrado no mesmo mês de 2025.

No entanto, o ritmo acelerado das exportações gera preocupação. O governo chinês estabeleceu uma cota de importação de 1,1 milhão de toneladas para 2026, o que pode limitar os embarques ao longo do ano caso o volume continue elevado.

Segundo analistas do setor, o controle na oferta e no fluxo de envios ao mercado chinês tem contribuído para a valorização dos preços internacionais.

Diversificação de mercados reduz dependência

Apesar da forte presença chinesa, o Brasil vem ampliando a diversificação de destinos. A participação da China nas exportações totais caiu para 46,4%, o menor patamar dos últimos seis anos.

Esse movimento indica uma estratégia para reduzir riscos e ampliar oportunidades em outros mercados, garantindo maior equilíbrio ao setor exportador.

Cenário aponta oportunidades e desafios

O avanço das exportações brasileiras de carne bovina mostra um setor aquecido e competitivo no cenário global. Ao mesmo tempo, a possível limitação da cota chinesa exige atenção estratégica por parte dos exportadores.

Entre preços em alta e demanda firme, o Brasil consolida sua posição como um dos principais fornecedores mundiais da proteína, enquanto busca novos mercados para sustentar o crescimento.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Tribunal suspende imposto de exportação de petróleo para grandes empresas no Brasil

Uma decisão liminar da Justiça Federal brasileira suspendeu a cobrança do imposto de exportação de petróleo para algumas das principais empresas petrolíferas que atuam no país. Entre as beneficiadas estão gigantes do setor como TotalEnergies, Repsol Sinopec, Petrogal, Shell e Equinor.

A medida foi concedida na terça-feira e ainda tem caráter provisório. O processo segue em análise e dependerá de julgamento definitivo para confirmação ou reversão do entendimento.

Juiz questiona finalidade arrecadatória do tributo

Na decisão, o magistrado indicou que há indícios de inconstitucionalidade na criação da taxa de 12% sobre as exportações de petróleo bruto. O imposto foi instituído há cerca de um mês, em meio à alta dos preços internacionais impulsionada por tensões no Oriente Médio.

Segundo o juiz, o próprio governo reconheceu que a medida tem finalidade essencialmente arrecadatória, o que poderia caracterizar “desvio de propósito” — argumento central para a concessão da liminar.

Impacto fiscal e exclusão da Petrobras

A suspensão do tributo pode gerar efeitos relevantes nas contas públicas. O governo havia criado a taxa com o objetivo de compensar perdas de arrecadação decorrentes da redução de impostos sobre combustíveis.

A decisão, no entanto, não se aplica à Petrobras, maior exportadora de petróleo do Brasil, que segue sujeita à cobrança.

Setor critica medida e cobra estabilidade regulatória

A repercussão entre representantes da indústria foi imediata. O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) intensificou críticas à política tributária, classificando o imposto como um entrave a novos investimentos no setor de petróleo e gás.

Executivos das principais companhias também destacaram a importância de segurança jurídica e estabilidade fiscal para manter o Brasil competitivo no cenário global.

Governo defende imposto como medida excepcional

O Ministério de Minas e Energia ainda não comentou oficialmente a decisão judicial. No entanto, o ministro Alexandre Silveira já havia defendido a criação do imposto, classificando-o como uma resposta temporária ao aumento dos preços dos combustíveis provocado por conflitos internacionais.

Durante evento recente, o ministro argumentou que as petroleiras tiveram ganhos elevados com o cenário externo e poderiam contribuir mais para subsidiar o mercado interno.

Medida temporária visava abastecimento interno

De acordo com o governo, o imposto sobre exportação de petróleo foi concebido como uma ação provisória, com validade até o fim do ano. Entre os objetivos estão o estímulo ao refino nacional e a garantia de abastecimento interno de combustíveis.

A continuidade ou não da cobrança dependerá das próximas decisões judiciais e da evolução do cenário econômico e geopolítico.

FONTE: Trading View
TEXTO: Redação
IMAGEM: Estadão

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Exportação

Crédito de R$ 15 bilhões para MPMEs impulsiona exportações e acesso a novos mercados

O governo federal anunciou, no fim de março de 2026, a liberação de R$ 15 bilhões em crédito para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) exportadoras. A iniciativa, chamada Brasil Soberano 2.0, foi formalizada por Medida Provisória e tem como objetivo apoiar empresas impactadas pela instabilidade externa e pela reorganização das cadeias globais.

Além de oferecer alívio financeiro, a medida tende a estimular mudanças estratégicas, incentivando a adoção de certificações internacionais, que são essenciais para acessar novos mercados e aumentar a competitividade global.

Certificações internacionais se tornam diferencial

Especialistas destacam que o crédito não deve ser usado apenas para capital de giro, mas também para adaptação às exigências de rastreabilidade e conformidade internacionais. Para Vinícius Lages, do Sebrae, a obtenção de certificações é agora um requisito estratégico para exportar para mercados exigentes, como Europa e países árabes.

No caso do Oriente Médio, a certificação Halal Logístico garante que produtos e processos estejam em conformidade com normas islâmicas, facilitando o acesso a portos e cadeias de distribuição. Para a União Europeia, normas como o Regulamento de Desmatamento da UE (EUDR) e o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM) condicionam a entrada de produtos ao cumprimento de critérios ambientais e de sustentabilidade.

Estratégia foca inovação e aumento do valor agregado

A Medida Provisória permite que os recursos sejam aplicados em capital de giro, ampliação da capacidade produtiva e inovação tecnológica. Segundo Lages, essa orientação garante que os fundos fortaleçam a competitividade, incluindo investimentos em rastreabilidade, descarbonização e processos que aumentem o valor agregado, indo além da simples exportação de commodities.

Pequenas e médias empresas podem se destacar em nichos de mercado, como produtos artesanais, café especial, mel orgânico, tecnologia de startups, móveis e calçados de design. “O crédito permite que MPMEs integrem cadeias internacionais por meio de cooperativas, tradings e empresas âncoras, ampliando escala e acesso a novos mercados”, afirma Lages.

Liquidez reforça capacidade de enfrentamento da instabilidade

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que a injeção de crédito ajudará a mitigar os efeitos da instabilidade geopolítica e das altas taxas de juros, preservando empregos e a produção industrial.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), detalhou que R$ 10 bilhões do total serão destinados a bens de capital, incluindo modernização de fábricas, sendo R$ 3 bilhões para máquinas verdes, que promovem eficiência energética. O programa também atende MPMEs afetadas por conflitos geopolíticos, medidas tarifárias dos EUA e empresas fornecedoras de insumos para exportadores, incluindo setores como aço, alumínio e cobre.

Recursos do Fundo de Garantia à Exportação (FGE)

O financiamento terá como fonte o superávit financeiro do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), administrado pelo BNDES. O fundo cobre riscos comerciais, políticos e extraordinários das exportações brasileiras de bens e serviços.

Os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) ainda regulamentarão os critérios de elegibilidade para as MPMEs que poderão acessar essas linhas de crédito, garantindo que os recursos sejam aplicados de forma estratégica para expansão internacional e inovação.

FONTE: Correio Braziliense
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Mdic

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Exportação

Exportações do Brasil para os EUA caem e China amplia liderança no comércio exterior em 2026

O comércio exterior brasileiro passou por mudanças relevantes em março de 2026. Enquanto as exportações do Brasil para os Estados Unidos recuaram 9,1%, as vendas para a China cresceram 17,8%, consolidando uma mudança no peso dos principais parceiros comerciais.

Os dados, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), indicam que a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 6,405 bilhões no mês, resultado abaixo das expectativas do mercado.

Tarifas dos EUA pressionam vendas brasileiras

As exportações para os Estados Unidos somaram US$ 2,894 bilhões em março, abaixo dos US$ 3,182 bilhões registrados no mesmo período de 2025. As importações também caíram, totalizando US$ 3,314 bilhões.

Com isso, o saldo comercial ficou negativo em US$ 420 milhões, marcando a oitava retração consecutiva nas vendas ao mercado norte-americano. O movimento está ligado às tarifas sobre produtos brasileiros, que chegaram a 50% após medidas adotadas em 2025.

Apesar da retirada de parte dessas sobretaxas, cerca de 22% das exportações ainda enfrentam algum nível de tributação adicional, o que continua afetando a competitividade.

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, as exportações brasileiras para os EUA caíram 18,7%, somando US$ 7,781 bilhões. Já as importações recuaram 11,1%, resultando em déficit de US$ 1,388 bilhão no período.

China fortalece posição como principal destino

Na direção oposta, a China ampliou sua relevância nas exportações brasileiras. Em março, as vendas ao país asiático atingiram US$ 10,490 bilhões, crescimento expressivo em relação ao ano anterior.

As importações vindas da China também avançaram, mas em ritmo menor no acumulado do trimestre. O resultado foi um superávit de US$ 3,826 bilhões em março e de US$ 5,983 bilhões entre janeiro e março.

O desempenho reforça a China como principal parceira comercial do Brasil, especialmente em um contexto de retração das vendas aos Estados Unidos.

União Europeia e Argentina mantêm relevância

A União Europeia registrou aumento de 7,3% nas importações de produtos brasileiros em março, enquanto as compras do Brasil no bloco cresceram 14,9%, gerando déficit mensal. Ainda assim, no trimestre, o saldo ficou positivo.

Já a Argentina, outro parceiro estratégico, apresentou queda nas exportações brasileiras no mês, mas manteve superávit tanto em março quanto no acumulado do ano.

Esses mercados continuam entre os principais destinos do comércio exterior do Brasil, ao lado de China e Estados Unidos.

Superávit depende cada vez mais de mercados em expansão

O resultado de março evidencia que o superávit da balança comercial brasileira está cada vez mais sustentado por países que ampliam suas compras, com destaque para a China.

Por outro lado, a perda de espaço dos Estados Unidos reflete o impacto das barreiras tarifárias e reforça os desafios enfrentados por exportadores brasileiros.

O cenário indica uma possível reconfiguração das relações comerciais, com maior protagonismo de mercados asiáticos e manutenção da relevância europeia e regional.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Exportação

Exportação de DDGS para a China marca avanço do agronegócio brasileiro

O agronegócio brasileiro deu mais um passo na expansão internacional com a chegada das primeiras cargas de DDGS (grãos secos de destilaria com solúveis) à China. Além disso, o país também realizou o envio inédito de farinha de vísceras de aves, ampliando o portfólio de produtos exportados ao mercado asiático.

As operações reforçam a estratégia de diversificação da pauta e o fortalecimento da presença brasileira no comércio global de insumos agroindustriais.

DDGS brasileiro conquista espaço após acordo sanitário

A entrada do DDGS no mercado chinês foi possível após negociações conduzidas a partir de demanda da União Nacional do Etanol de Milho (Unem). O processo envolveu acordos sanitários entre Brasil e China, concluídos em 2025.

Com a autorização oficial em maio daquele ano e a habilitação das primeiras empresas exportadoras em novembro, o fluxo comercial ganhou escala. O primeiro embarque, com cerca de 62 mil toneladas, chegou ao porto de Nansha, localizado em Guangzhou.

O DDGS é um coproduto do etanol de milho e amplamente utilizado na nutrição animal, sendo considerado estratégico para mercados com alta demanda por proteína.

Farinha de vísceras de aves abre nova frente comercial

Outro avanço foi o envio do primeiro contêiner de farinha de vísceras de aves para a China. O produto, também voltado à alimentação animal, teve acesso ao mercado viabilizado após abertura sanitária em 2023.

A iniciativa partiu da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra) e representa uma nova oportunidade para a indústria nacional, especialmente no segmento de reaproveitamento de subprodutos.

Parceria entre governo e setor produtivo impulsiona exportações

Os resultados refletem a atuação conjunta entre setor público e iniciativa privada, essencial para abrir mercados e atender às exigências internacionais. Esse modelo tem sido decisivo para ampliar a exportação de produtos agropecuários e diversificar destinos.

China lidera como principal destino do agro brasileiro

Com cerca de 1,4 bilhão de habitantes, a China segue como o principal parceiro comercial do Brasil no agronegócio. Em 2025, o país asiático importou mais de US$ 55,3 bilhões em produtos do setor, o equivalente a 32,7% das exportações brasileiras.

O avanço de novos produtos, como DDGS e farinha de vísceras, fortalece ainda mais a relação comercial e amplia as oportunidades para o Brasil no mercado internacional.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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