Exportação

FGCE é lançado para ampliar crédito e impulsionar exportações de pequenas e médias empresas

Os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em parceria com a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), lançaram nesta sexta-feira (19) o Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE). A iniciativa marca uma nova fase das políticas de incentivo às exportações brasileiras e busca facilitar o acesso ao crédito para empresas que atuam no mercado internacional.

O anúncio foi realizado durante o evento “FGCE – Uma Nova Etapa no Apoio às Exportações Brasileiras”, em São Paulo, reunindo representantes do governo federal, instituições financeiras, entidades empresariais e empresas exportadoras.

Modalidade MPME+ amplia acesso ao crédito

Uma das principais novidades do novo fundo é a entrada em operação da modalidade MPME+, criada para fortalecer a competitividade de micro, pequenas e médias empresas exportadoras.

Com o FGCE em funcionamento, empresários passam a contar com um mecanismo mais moderno e acessível para obter financiamento destinado às operações de comércio exterior por meio de instituições financeiras credenciadas pela ABGF.

A proposta foi desenvolvida para enfrentar uma das maiores barreiras enfrentadas pelo setor: a dificuldade de acesso ao crédito. Apesar de representarem cerca de 69% das empresas exportadoras do país, as micro, pequenas e médias empresas respondem por apenas 6% do valor total exportado.

Crédito poderá ser contratado antes do fechamento de exportações

Entre os avanços anunciados está a possibilidade de obtenção de crédito com garantia mesmo antes da formalização de contratos de exportação.

Na prática, as empresas poderão acessar recursos para capital de giro, investimentos, compra de insumos, ampliação da capacidade produtiva e preparação para atender futuros clientes internacionais. A medida oferece mais previsibilidade e condições para a expansão dos negócios no exterior.

Prazo de financiamento para pré-embarque é ampliado

Outra mudança relevante envolve o aumento do período de apoio às operações de pré-embarque. O prazo, que anteriormente era de até 180 dias, passa a alcançar até 720 dias.

A ampliação oferece mais segurança financeira e melhora o planejamento das empresas que dependem de ciclos produtivos mais longos para atender mercados internacionais.

Instituições financeiras ampliam alcance do programa

Durante o lançamento, também foram divulgadas as instituições financeiras habilitadas a operar as garantias oferecidas pelo FGCE.

A participação de diferentes bancos e agentes financeiros deve ampliar o alcance do programa em todo o país, facilitando o acesso das empresas às linhas de financiamento voltadas para o comércio exterior.

Além disso, a modalidade MPME+ funciona por análise de carteira, reduzindo a necessidade de aprovação individual de cada operação. O modelo diminui a burocracia, torna o processo mais eficiente e amplia a oferta de crédito em condições mais competitivas.

Empresas com faturamento de até R$ 300 milhões poderão participar

As garantias disponibilizadas pelo FGCE estarão acessíveis para empresas com receita operacional bruta anual de até R$ 300 milhões, desde que atendam aos critérios de elegibilidade e possuam histórico de atuação no mercado exportador.

Governo destaca impacto positivo para economia e geração de empregos

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, o novo fundo representa um passo importante para ampliar a participação das pequenas e médias empresas nas exportações.

De acordo com ele, a combinação entre recursos públicos e a atuação de instituições financeiras privadas poderá multiplicar significativamente o apoio ao setor, estimulando crescimento empresarial, inovação, geração de empregos e fortalecimento da balança comercial brasileira.

Já o secretário-executivo do MDIC, Rodrigo Zerbone, destacou que o FGCE integra uma estratégia mais ampla de fortalecimento dos instrumentos públicos voltados à internacionalização das empresas brasileiras e ao aumento da presença do país no comércio global.

FGCE pode multiplicar apoio às exportações

Para a presidente da ABGF, Maíra Madrid, o fundo representa um marco para o desenvolvimento das exportações brasileiras, especialmente entre empresas de menor porte.

A expectativa é que o instrumento amplie de forma expressiva o volume de crédito garantido disponível para o setor, podendo disponibilizar até R$ 2,2 bilhões por ano em financiamentos destinados a micro, pequenas e médias empresas.

FONTE: Ministério da Fazenda
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ministério da Fazenda

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Exportação

Indonésia impulsiona exportações de miúdos bovinos e se torna segundo maior mercado do Brasil

Menos de um ano após a liberação das exportações, a Indonésia já ocupa a segunda posição entre os principais compradores de miúdos bovinos brasileiros, ficando atrás apenas de Hong Kong. Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil embarcou mais de 12 mil toneladas do produto para o país asiático, movimentando cerca de US$ 19,5 milhões.

O desempenho reflete o potencial de consumo do mercado indonésio, que conta com mais de 284 milhões de habitantes e apresenta demanda crescente por proteínas de origem animal.

Mercado indonésio amplia oportunidades para a carne bovina brasileira

Os números do comércio internacional ajudam a explicar a rápida ascensão da Indonésia como destino estratégico para os subprodutos bovinos do Brasil. Apenas em 2025, o país importou mais de 70 mil toneladas de miúdos bovinos de diversos fornecedores globais, gerando negócios superiores a US$ 150 milhões.

A abertura desse mercado criou novas oportunidades para a indústria frigorífica brasileira, que busca ampliar sua participação em segmentos com elevado potencial de consumo no exterior.

Exportações brasileiras mantêm trajetória de expansão

O Brasil segue como um dos principais exportadores mundiais de miúdos bovinos. Entre janeiro e maio deste ano, os embarques destinados a 117 países ultrapassaram 106 mil toneladas, resultando em receitas de aproximadamente US$ 256 milhões.

No acumulado de 2025, o volume exportado superou 267 mil toneladas, com faturamento acima de US$ 605 milhões, demonstrando a relevância crescente desse segmento para a cadeia da carne bovina brasileira.

Habilitação de frigoríficos ampliou acesso ao mercado

A autorização para exportação de miúdos bovinos à Indonésia foi concedida em agosto de 2025. Logo no mês seguinte, 17 frigoríficos brasileiros passaram a integrar a lista de unidades habilitadas, elevando para 38 o total de estabelecimentos autorizados.

Em janeiro de 2026, outras 14 plantas receberam aprovação, aumentando para 52 o número de unidades aptas a exportar carne bovina e derivados para o mercado indonésio.

Relações comerciais entre Brasil e Indonésia ganham força

A expansão das habilitações acompanha o fortalecimento das relações comerciais entre os dois países. Atualmente, a Indonésia ocupa a 11ª colocação entre os maiores compradores de produtos do agronegócio brasileiro.

Nos cinco primeiros meses de 2026, as importações indonésias de produtos agropecuários brasileiros ultrapassaram US$ 1 bilhão. Entre os destaques estão o complexo soja, fibras, produtos têxteis, além de fumo e seus derivados.

Miúdos bovinos ganham importância no comércio exterior

Embora tenham demanda mais limitada no mercado interno, os miúdos bovinos são amplamente consumidos em diversos países. Esse cenário transforma o comércio internacional em uma alternativa importante para aumentar o aproveitamento econômico dos animais, reduzir desperdícios e gerar receitas adicionais para toda a cadeia produtiva da pecuária brasileira.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MAPA

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Exportação

Exportações brasileiras para o Haiti disparam mais de 50% em 2026

Enquanto Brasil e Haiti se enfrentam em campo pela Copa do Mundo de 2026, a relação econômica entre os dois países também apresenta resultados positivos. Nos cinco primeiros meses deste ano, as exportações brasileiras para o Haiti registraram crescimento expressivo, impulsionadas principalmente pelos setores de agronegócio, proteínas animais e indústria alimentícia.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que o Brasil vendeu ao mercado haitiano US$ 29,3 milhões entre janeiro e maio de 2026. O valor representa um avanço de 53,4% na comparação com o mesmo período do ano passado.

No sentido contrário, as compras brasileiras de produtos haitianos permaneceram reduzidas, totalizando US$ 436,6 mil no período. Com isso, o saldo da balança comercial ficou amplamente favorável ao Brasil, com superávit de US$ 28,9 milhões.

Agronegócio lidera pauta de exportações

Os produtos ligados à cadeia de alimentos seguem como os principais responsáveis pelo desempenho das vendas brasileiras ao Haiti. Entre os itens mais exportados estão os despojos comestíveis de carnes preparados ou preservados, que responderam por 33,2% do total embarcado.

Na sequência aparecem as carnes de aves e miudezas comestíveis, com participação de 18,3%, além de outras carnes e miúdos frescos, refrigerados ou congelados, que representaram 12% das exportações.

Além do setor de proteínas, o Brasil também comercializa com o Haiti produtos como café, farelo de soja, carne suína e bebidas alcoólicas. A pauta inclui ainda diversos bens industriais, entre eles máquinas para processamento de alimentos, materiais de construção e veículos destinados ao transporte de cargas.

Corrente de comércio apresenta recuperação

Os números indicam uma retomada consistente do intercâmbio comercial entre os dois países. De janeiro a maio de 2026, a corrente de comércio Brasil-Haiti alcançou US$ 29,7 milhões, resultado 53,9% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

No ano passado, as exportações brasileiras para o Haiti somaram US$ 70,8 milhões. Apesar da retração de 11,2% em relação a 2024, o país caribenho manteve sua importância como destino para segmentos específicos da produção nacional.

As importações brasileiras oriundas do Haiti totalizaram US$ 1,3 milhão em 2025, enquanto o fluxo comercial chegou a US$ 72,1 milhões. O superávit brasileiro no período foi de US$ 69,5 milhões.

Haiti segue relevante para setores estratégicos

Embora represente apenas 0,02% das exportações totais do Brasil e ocupe a 121ª posição entre os destinos dos produtos brasileiros, o Haiti continua sendo um mercado relevante para empresas ligadas ao agronegócio, à indústria de carnes e à produção de alimentos processados.

O desempenho observado em 2026 reforça a importância das relações comerciais entre os dois países e evidencia o potencial de crescimento das exportações brasileiras em nichos específicos do mercado caribenho.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Ajeng Dinar Ulfiana

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Exportação

Exportação de carne bovina para a Venezuela volta ao radar dos frigoríficos brasileiros

A retomada das exportações de carne bovina para a Venezuela está novamente no centro das estratégias da indústria brasileira. Uma missão multissetorial organizada pelo Ministério das Relações Exteriores desembarcou em Caracas nesta semana para discutir oportunidades comerciais e fortalecer o diálogo com autoridades e importadores venezuelanos.

O objetivo é recuperar um mercado que já esteve entre os mais importantes destinos da carne bovina brasileira no exterior, mas que sofreu forte retração na última década em razão da crise econômica enfrentada pelo país vizinho.

Brasil busca reabrir espaço em mercado estratégico

As vendas de carne bovina do Brasil para a Venezuela praticamente desapareceram a partir de 2015, período marcado pela queda dos preços internacionais do petróleo e pelo agravamento das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos ao governo venezuelano.

Antes desse cenário, a Venezuela ocupava posição de destaque entre os compradores da proteína brasileira. Em 2014, os embarques alcançaram cerca de 160 mil toneladas, gerando receitas de aproximadamente US$ 852 milhões para o setor.

Agora, representantes da cadeia produtiva avaliam que os sinais de recuperação econômica observados no país podem abrir caminho para uma retomada gradual da demanda nos próximos anos.

Missão comercial reúne empresas dos dois países

A agenda da delegação brasileira inclui encontros com empresários, importadores e autoridades locais. As reuniões são voltadas à identificação de oportunidades de negócios, ampliação de investimentos e fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Venezuela.

A expectativa é que a aproximação institucional facilite novas negociações e contribua para a reativação do fluxo comercial de produtos agropecuários.

Consumo de carne ainda é desafio para o mercado

Apesar do interesse do setor, a recuperação do mercado venezuelano ainda enfrenta obstáculos relevantes. Entre eles estão a fragilidade econômica do país e os baixos níveis de consumo de carne bovina pela população.

Antes da crise, o consumo médio anual era de cerca de 21 quilos por habitante. Com o agravamento das dificuldades econômicas, esse volume caiu drasticamente, chegando a apenas três quilos per capita em 2019.

Nos últimos anos houve melhora gradual, mas o consumo ainda permanece em torno de nove quilos por pessoa ao ano, patamar distante da média brasileira, que gira em torno de 35 quilos anuais.

Setor vê potencial de crescimento no longo prazo

Mesmo diante dos desafios, representantes da indústria enxergam espaço para expansão futura. A avaliação é que a proximidade geográfica e o histórico comercial entre os dois países podem favorecer uma retomada consistente das exportações.

Segundo Julio Ramos, diretor de Assuntos Estratégicos da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o mercado venezuelano continua sendo estratégico para o Brasil.

Para ele, muitas oportunidades relevantes podem ser encontradas dentro da própria América do Sul, sem a necessidade de focar exclusivamente em mercados mais distantes.

Frigoríficos já possuem habilitação para exportar

Atualmente, quase 80 frigoríficos brasileiros estão habilitados para exportar carne bovina para a Venezuela, o que facilita uma eventual retomada dos embarques em maior escala.

Dados do Agrostat, sistema de estatísticas de comércio exterior do Ministério da Agricultura, mostram que entre 2016 e 2026 a Venezuela importou cerca de 25,3 mil toneladas de carne bovina brasileira, volume significativamente inferior ao registrado antes da crise.

A expectativa do setor é que o fortalecimento das relações comerciais e a recuperação gradual da economia venezuelana possam impulsionar novos negócios nos próximos anos.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações de frango pelos portos do Paraná atingem 47,3% do total brasileiro em 2026

Os portos paranaenses consolidaram sua posição de destaque no comércio exterior brasileiro ao responderem por 47,3% das exportações de frango do país entre janeiro e maio de 2026. No período, foram embarcadas 1,04 milhão de toneladas de carne de aves congeladas para o mercado internacional, o maior volume já registrado para os cinco primeiros meses do ano.

Somente em maio, os embarques ultrapassaram 208 mil toneladas. O desempenho reforça a liderança do Porto de Paranaguá no segmento e o coloca entre os principais polos mundiais de movimentação de proteínas animais.

Crescimento supera resultados de anos anteriores

O volume exportado representa um avanço de 13,1% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 921,9 mil toneladas. O recorde anterior havia sido alcançado em 2023, com 945,9 mil toneladas exportadas.

Os números são do Comex Stat, plataforma oficial do Governo Federal que reúne estatísticas do comércio exterior brasileiro.

Segundo o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, os resultados refletem os investimentos realizados nos últimos anos em infraestrutura e modernização operacional.

Ele destaca que os aportes em tecnologia, melhorias estruturais e qualificação das equipes têm contribuído para aumentar a competitividade dos portos paranaenses e elevar a qualidade dos serviços oferecidos ao mercado.

Receita com exportações ultrapassa US$ 1,8 bilhão

Além da liderança em volume, a Portos do Paraná também registrou a maior participação na receita gerada pelas exportações brasileiras de carne de frango. Em valores FOB, as cargas embarcadas pelos terminais paranaenses somaram US$ 1,88 bilhão, de um total nacional de US$ 4,08 bilhões.

China lidera entre os principais destinos da carne de frango

A China permaneceu como principal compradora da carne de frango exportada pelos portos do Paraná. O país asiático recebeu 114,2 mil toneladas do produto, o equivalente a 11% de todo o volume embarcado em Paranaguá.

Entre os demais mercados de destaque estão África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Japão e Arábia Saudita. Ao todo, mais de 120 países importaram carne de frango pelos terminais paranaenses neste ano.

Estrutura refrigerada impulsiona competitividade

De acordo com o diretor de operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira, um dos principais diferenciais do Porto de Paranaguá é sua capacidade logística para movimentação de cargas refrigeradas.

O terminal possui mais de 5,2 mil tomadas para contêineres refrigerados, conhecidos como reefers, configurando a maior estrutura do gênero no Brasil. Essa capacidade é considerada fundamental para o escoamento da produção avícola destinada ao mercado internacional.

Paraná mantém protagonismo na produção avícola

O desempenho das exportações também acompanha a força da avicultura paranaense. Atualmente, o estado responde por cerca de 35% da produção nacional de aves para abate, sendo que grande parte desse volume é destinada ao mercado externo por meio dos portos locais.

Exportações de proteínas animais crescem quase 10%

Ao considerar todas as categorias de proteínas animais, incluindo carnes de frango, bovina, suína, caprina e pescados, os portos do Paraná embarcaram mais de 1,4 milhão de toneladas entre janeiro e maio de 2026.

O volume representa 37% das exportações brasileiras do segmento e corresponde a um crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

Carne bovina e suína também apresentam resultados expressivos

Nas exportações de carne bovina, o Porto de Paranaguá movimentou 277,5 mil toneladas nos cinco primeiros meses do ano, alcançando participação de 24,7% no total exportado pelo Brasil. Os principais destinos foram China, Estados Unidos e Rússia.

Já os embarques de carne suína chegaram a 84,8 mil toneladas no acumulado de 2026. O resultado supera em 6,5% o volume registrado no mesmo intervalo de 2025, quando foram exportadas 79,6 mil toneladas.

Mais de 50 países importaram carne suína pelos portos paranaenses, com destaque para Filipinas, Hong Kong e Singapura.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Exportação

Caravana do Agro Exportador Impulsiona a Exportação de Vinhos e Cachaças do Brasil

A busca por novos mercados globais ganhou destaque na 32ª edição da Caravana do Agro Exportador, realizada na capital paulista. O evento reuniu lideranças, produtores e especialistas dos setores vitivinícola e de destilados com o objetivo de traçar estratégias eficientes para a exportação de vinhos e a inserção da autêntica cachaça brasileira no cenário internacional.

Sediado no Expo Center Norte, o encontro ocorreu paralelamente às feiras Wine São Paulo Trade Fair e Cachaça Trade Fair. A escolha dos segmentos reflete o excelente momento da produção nacional e o grande potencial de expansão do comércio exterior para bebidas brasileiras, como espumantes, sucos de uva, cachaças e derivados.

Apoio Governamental e Ferramentas de Incentivo ao Produtor

Durante a programação, integrantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) detalharam as ações de promoção comercial desenvolvidas pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI). Foram apresentadas plataformas estratégicas que facilitam a vida do empresário de campo, como o AgroInsight, o ConectAgro e o Passaporte Agro, além do planejamento para a participação em feiras globais.

Para garantir que as empresas cumpram as normas internacionais, técnicos do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov/SDA) sanaram dúvidas cruciais sobre:

  • Registro oficial de estabelecimentos e bebidas;
  • Emissão de certificação internacional;
  • Critérios e barreiras sanitárias exigidas pelos países compradores.

Alianças Setoriais de Olho no Mercado Externo

O fortalecimento das marcas brasileiras lá fora também conta com o suporte de entidades de classe. O Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac) e o Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS) expuseram seus projetos desenvolvidos em parceria com a ApexBrasil.

Iniciativas como o “Cachaça: Taste the New, Taste Brasil” e o “Wines of Brazil” foram apontadas como motores fundamentais para a capacitação de produtores e consolidação do agronegócio brasileiro no exterior.

A análise de conjuntura internacional ganhou o reforço de adidos agrícolas brasileiros lotados nos Estados Unidos, México e União Europeia. Por videoconferência, eles mapearam as principais tendências de consumo locais, exigências alfandegárias e as expectativas comerciais em torno do andamento do Acordo Mercosul-União Europeia.

Inovação, Sustentabilidade e o Perfil do Novo Consumidor

As transformações nos hábitos globais de consumo foram debatidas por Fernanda Spinelli, delegada científica brasileira de Enologia e presidente de subcomissão na Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). Segundo a especialista, o mercado internacional sinaliza uma forte virada em direção a produtos mais saudáveis e sustentáveis.

Entre os principais movimentos apontados estão o crescimento da demanda por bebidas desalcoolizadas, com menor índice de açúcar e de origem estritamente orgânica. Spinelli também alertou para a necessidade urgente de adaptação dos manejos agrícolas frente às mudanças climáticas e da rápida absorção de novas tecnologias na indústria de bebidas.

Como Receber a Caravana do Agro Exportador

Sob a coordenação da SCRI, a iniciativa percorre o Brasil adaptando seu conteúdo técnico à vocação econômica de cada região geográfica. O projeto funciona como uma ponte de conhecimento sobre inteligência comercial e desburocratização de trâmites de exportação.

Cooperativas, associações e entidades setoriais que desejam sediar o evento podem formalizar o pedido junto à Coordenação-Geral de Apoio ao Exportador da SCRI. O contato está disponível pelo e-mail oficial cgae-scri@agro.gov.br ou pelo telefone de atendimento (61) 3218-2528.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Mapa

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Exportação

Exportação de carne bovina: Vietnã autoriza mais duas plantas brasileiras

O mercado do Vietnã ampliou o acesso da carne bovina brasileira ao aprovar mais duas unidades frigoríficas para exportação. As plantas da Naturafrig, localizada em Pirapozinho (SP), e da Sulbeef, em Aparecida do Taboado (MS), receberam a habilitação oficial das autoridades vietnamitas para comercializar seus produtos no país asiático.

Com a nova autorização, o Brasil passa a contar com 12 unidades aptas a exportar cortes bovinos para o mercado vietnamita, reforçando a presença nacional em um destino considerado estratégico para o agronegócio.

Número de frigoríficos habilitados chega a 12

A abertura do mercado vietnamita para a carne bovina brasileira ocorreu em março de 2025. Desde então, cinco grupos empresariais conquistaram autorização para operar no país.

Atualmente, a lista de unidades habilitadas inclui quatro plantas da JBS, quatro da Minerva, duas da MBRF e as duas recém-aprovadas da Naturafrig e da Sulbeef.

A ampliação do número de frigoríficos autorizados representa mais oportunidades para o setor de exportação de carne bovina, que busca expandir sua participação nos mercados internacionais.

Mercado vietnamita tem potencial de crescimento

O interesse da indústria brasileira pelo Vietnã continua elevado. Quase 100 plantas frigoríficas em diferentes estados já protocolaram a documentação necessária para obter a habilitação e aguardam análise das autoridades locais.

A expectativa do setor é significativa, já que o mercado vietnamita apresenta potencial para absorver cerca de 300 mil toneladas de carne bovina por ano.

Coreia do Sul amplia compras de carne de aves

Além dos avanços nas exportações de carne bovina, o Brasil também registrou expansão no comércio de carne de frango com a Coreia do Sul.

O número de frigoríficos autorizados a exportar produtos avícolas para o mercado sul-coreano aumentou de 45 para 54 unidades. Já a quantidade de armazéns frigorificados habilitados passou de nove para dez estabelecimentos.

O avanço das habilitações fortalece a presença do agronegócio brasileiro na Ásia e amplia as oportunidades para os setores de proteínas animais em mercados de alto potencial de consumo.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Tarifa dos EUA pode atingir mais de um terço das exportações brasileiras, aponta CNI

Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que a proposta de ampliação de tarifas sobre produtos brasileiros nos Estados Unidos pode afetar uma parcela significativa das vendas externas do país. Caso a recomendação apresentada pelo Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) seja adotada, cerca de 31,6% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano poderão enfrentar uma tarifa de importação de 37,5%.

A análise mostra ainda que outros 3,6% dos embarques brasileiros estariam sujeitos a um aumento tarifário de 10% para 12,5%. Somadas, as medidas alcançariam 35,2% de tudo o que o Brasil exporta para os Estados Unidos.

Impacto pode alcançar mais da metade das exportações

Segundo a entidade, o percentual de produtos afetados pode ser ainda maior. Ao considerar as tarifas adicionais já aplicadas por meio das medidas setoriais da Seção 232, a fatia das exportações brasileiras sujeita a algum tipo de sobretaxa chegaria a 54,1%.

O levantamento reforça a preocupação do setor industrial com os possíveis efeitos sobre a competitividade dos produtos brasileiros em um dos principais mercados de destino das exportações nacionais.

Produtos mais expostos às novas tarifas

Entre os itens que poderão ser enquadrados na tarifa de 37,5% estão mercadorias com forte dependência do comércio bilateral entre Brasil e Estados Unidos. A lista inclui ferro gusa não ligado, açúcar de cana em forma sólida, sebo não comestível, álcool etílico não desnaturado e molduras de madeira de pinho.

Já outros produtos poderão ser submetidos a uma alíquota de 12,5%, caso a proposta avance. Nessa categoria estão minério de ferro e concentrados, pelotas aglomeradas, lajes de quartzito, óleos essenciais de laranja, silício e pasta química de madeira para dissolução.

CNI defende diálogo entre os países

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, a adoção de novas barreiras tarifárias tende a gerar efeitos negativos para ambos os lados da relação comercial.

De acordo com ele, o aumento das taxas pode elevar custos para as empresas, reduzir a competitividade dos negócios e ampliar as incertezas para novos investimentos. A entidade defende que as negociações avancem por meio do diálogo técnico e da busca por soluções que preservem a parceria econômica entre os dois países.

Decisão ainda depende de consulta pública

As tarifas sugeridas pelo USTR ainda não foram implementadas. Antes de qualquer definição, a proposta passará por etapas de consulta pública e audiências previstas para as próximas semanas.

A expectativa é que o governo norte-americano tome uma decisão sobre o tema na primeira quinzena de julho, período em que estão programadas as audiências destinadas a discutir os possíveis impactos da medida.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Correios Braziliense

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Exportação

Exportação de maçã cresce em 2026 e impulsiona recuperação do setor brasileiro

A exportação de maçã brasileira apresentou forte recuperação nos primeiros meses de 2026, refletindo o aumento da produção e a melhora na qualidade da fruta. Após uma safra anterior marcada por menor produtividade e redução dos embarques, o setor volta a ganhar fôlego no mercado internacional.

Os resultados positivos observados ao longo do primeiro semestre reforçam as perspectivas de uma balança comercial mais equilibrada para a cadeia produtiva da maçã neste ano.

Produção maior favorece avanço das exportações

Durante a safra 2024/25, o desempenho das exportações foi afetado pela menor oferta de frutas, consequência de uma produtividade abaixo do esperado. Já na safra 2025/26, o cenário mudou com a recuperação dos pomares e o aumento dos volumes produzidos.

Esse crescimento da oferta tem permitido ao Brasil ampliar sua presença nos mercados internacionais e atender à demanda de importantes compradores da fruta.

Embarques triplicam nos cinco primeiros meses do ano

Dados do Comex Stat mostram que o Brasil exportou cerca de 38 mil toneladas de maçãs entre janeiro e maio de 2026. O volume é três vezes superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

O desempenho também se refletiu na receita gerada pelas vendas externas. Os embarques renderam aproximadamente US$ 39,64 milhões FOB, resultado que representa um avanço de 222% em comparação aos cinco primeiros meses de 2025.

Qualidade da fruta fortalece competitividade

Além da recuperação produtiva, a melhora da qualidade das maçãs brasileiras tem sido um fator importante para o crescimento das exportações.

Com frutas de melhor padrão, os exportadores ampliaram sua competitividade em mercados estratégicos e fortaleceram o posicionamento do produto brasileiro no comércio internacional.

Índia, Arábia Saudita e Rússia lideram compras

Entre os principais destinos da maçã brasileira, destacam-se a Índia, a Arábia Saudita e a Rússia.

Juntos, esses três mercados responderam por cerca de 76% do total exportado pelo Brasil no período, consolidando-se como os principais compradores da fruta nacional.

Estoques elevados sustentam perspectivas positivas

O setor mantém uma expectativa favorável para os próximos meses. Com ampla disponibilidade de frutas armazenadas no mercado interno, a tendência é de continuidade do atual ritmo de embarques ao exterior.

Caso esse cenário se confirme, a exportação de maçãs deverá contribuir para reduzir o déficit da balança comercial do segmento ao longo de 2026, fortalecendo a rentabilidade dos produtores e ampliando a participação do Brasil no mercado global da fruta.

FONTE: HF Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportação por contêiner cresce no Brasil e impulsiona abertura de novos mercados

A exportação por contêineres no Brasil vem apresentando mudanças significativas em seu perfil, acompanhadas pela ampliação dos destinos comerciais atendidos pelo país. O movimento ocorre em meio à reconfiguração das relações internacionais de comércio após as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre diversos produtos brasileiros.

Levantamento do Observatório de Infraestrutura do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), obtido pela CNN, mostra que a movimentação de cargas conteinerizadas nos portos nacionais avançou de 1,2 milhão para 1,3 milhão de TEUs — unidade equivalente a contêineres de 20 pés — entre março e abril deste ano.

Crescimento supera ritmo do mercado internacional

Para consolidar os números mais recentes, o IBI realizou consultas diretas aos terminais portuários brasileiros. Os dados oficiais ainda não foram divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que enfrenta dificuldades operacionais desde um ataque cibernético registrado em maio.

Considerando o histórico compilado até abril, o estudo aponta crescimento de 7,7% na movimentação de contêineres nos últimos 12 meses.

Segundo o gerente do Observatório do IBI, Bruno Pinheiro, o desempenho brasileiro chama atenção por ocorrer em um cenário de desaceleração do mercado global. Enquanto a demanda mundial por transporte conteinerizado cresceu cerca de 4% em 2025 e tem projeção de avanço entre 2% e 3% em 2026, o Brasil mantém uma expansão em ritmo superior.

Máquinas e commodities lideram avanço das cargas

Os dados revelam mudanças importantes na composição das mercadorias movimentadas pelos portos.

Nas importações, o destaque ficou para os bens de capital, categoria que inclui máquinas, equipamentos industriais e tecnologias produtivas. O segmento registrou crescimento de 23,7% ao longo de 2025.

Já nas exportações, produtos tradicionalmente transportados em contêineres, como café verde e algodão, alcançaram volumes recordes. Outros setores também ampliaram presença no mercado internacional, incluindo carnes, açúcar e celulose.

Para especialistas, o cenário demonstra um aumento da participação de produtos com maior valor agregado na pauta exportadora brasileira.

China, Argentina e Índia ganham espaço nas exportações brasileiras

A mudança nos fluxos comerciais ocorre após a redução das vendas para os Estados Unidos. Em 2025, as exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano recuaram 6,6%, chegando a registrar queda de 35,4% em outubro, período marcado pelo anúncio de novas tarifas sobre produtos brasileiros.

Apesar desse impacto, a atividade nos portos continuou em expansão.

De acordo com Bruno Pinheiro, o crescimento foi sustentado pela intensificação das relações comerciais com a China e pela ampliação dos negócios com países como Argentina e Índia, que passaram a absorver parte da produção antes direcionada aos Estados Unidos.

Cabotagem reforça expansão da logística nacional

Outro fator apontado como decisivo para o desempenho positivo é o avanço contínuo da cabotagem, modalidade que realiza o transporte de cargas entre portos brasileiros.

O segmento mantém trajetória de crescimento há quase dez anos e vem contribuindo para aumentar a eficiência da logística portuária, reduzindo custos e fortalecendo a integração entre diferentes regiões do país.

Infraestrutura portuária enfrenta desafio para acompanhar demanda

Com a perspectiva de crescimento contínuo da movimentação de cargas, especialistas alertam para a necessidade de ampliar a capacidade dos acessos portuários e dos terminais brasileiros.

Segundo o IBI, alguns gargalos operacionais já começam a demonstrar sinais de saturação, o que pode comprometer o atendimento à futura demanda caso novos investimentos não sejam realizados.

Nesse cenário, o setor aguarda a realização do leilão do Tecon Santos 10, considerado o maior projeto de concessão de contêineres do país. Além disso, a expectativa é de que outros três terminais especializados em movimentação conteinerizada sejam licitados ainda em 2026.

Caso confirmadas, essas quatro concessões representarão o primeiro ciclo de grandes licitações voltadas exclusivamente para terminais de contêineres em aproximadamente dez anos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Pilar Olivares

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