Exportação

Exportação de carne de frango do Brasil cresce e vendas à Arábia Saudita avançam

As exportações brasileiras de carne de frango ganharam força em julho, com destaque para o aumento das compras da Arábia Saudita. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os sauditas importaram 39,7 mil toneladas do produto brasileiro no mês, volume 26,2% superior ao registrado em julho de 2025.

Com esse resultado, a Arábia Saudita ficou na terceira posição entre os principais destinos do frango produzido no Brasil.

Emirados Árabes reduzem compras

Na segunda colocação do ranking de compradores, os Emirados Árabes Unidos adquiriram 41,1 mil toneladas de carne de frango brasileira em julho. Apesar do volume, houve queda de 19,9% em relação ao mesmo mês do ano passado.

A China permaneceu como principal mercado para o produto brasileiro. Japão, União Europeia e África do Sul completaram o grupo dos cinco maiores destinos no período.

O desempenho mostra a diversificação da exportação de proteína animal brasileira, com diferentes mercados contribuindo para o resultado do setor.

Exportações de frango avançam em julho

No total, o Brasil embarcou 519,2 mil toneladas de carne de frango em julho. O volume representa crescimento de 29,9% em comparação com as exportações registradas no mesmo mês de 2025.

A receita também apresentou forte expansão. As vendas externas movimentaram US$ 991,2 milhões, alta de 34,3% na comparação anual.

O avanço ocorreu tanto em volume quanto em faturamento, reforçando a participação do Brasil no mercado internacional de carne de frango.

Acumulado do ano supera 3,4 milhões de toneladas

Considerando os primeiros sete meses do ano, as exportações brasileiras de frango chegaram a 3,455 milhões de toneladas.

O resultado representa crescimento de 15,2% sobre o mesmo período do ano anterior. Em receita, os embarques somaram US$ 6,69 bilhões, aumento de 19,3%.

Os números indicam uma expansão consistente das vendas externas da indústria brasileira de proteína animal ao longo do ano.

Base de comparação influencia resultado

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, atribuiu parte do desempenho à presença do produto brasileiro em diferentes mercados internacionais. Ele também destacou que a comparação ocorre com julho de 2025, período em que o setor ainda enfrentava os efeitos das restrições provocadas por um caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade.

O episódio, que já foi superado, havia levado alguns países a suspender temporariamente as compras de frango brasileiro.

Com a normalização do comércio e a manutenção da demanda em diferentes destinos, as exportações voltaram a apresentar crescimento expressivo, especialmente em mercados importantes do Oriente Médio e da Ásia.

FONTE: ANBA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Argentina e México avançam sobre espaço perdido pela madeira brasileira nos Estados Unidos

A perda de participação da madeira brasileira no mercado dos Estados Unidos começa a alterar a dinâmica do comércio internacional do setor. Parte das cargas que deixaram de ter os EUA como destino está sendo direcionada, ainda que gradualmente, para países como México, Alemanha, Vietnã, Espanha e Colômbia. Ao mesmo tempo, produtores argentinos aproveitam a abertura para conquistar clientes antes atendidos por serrarias brasileiras.

A avaliação é de Marcelo Wiecheteck, diretor de Desenvolvimento Estratégico da consultoria florestal STCP. Conforme levantamento citado pela Forbes Brasil, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram US$ 351 milhões no primeiro semestre, considerando as sete principais categorias de produtos de madeira.

Exportações de madeira serrada perdem espaço

O movimento já aparece nos dados de comércio exterior. As vendas brasileiras de madeira serrada de pinus para os Estados Unidos diminuíram 28% em março, chegando a US$ 8,1 milhões.

No mesmo mês, o México assumiu a liderança entre os compradores, com US$ 11,2 milhões em aquisições, segundo os registros de destino do Comex Stat.

Para Wiecheteck, transferir a produção brasileira para novos mercados não é uma tarefa simples. Mesmo assim, os exportadores começaram a buscar alternativas de maneira gradual, avaliando cada produto e mercado individualmente.

Alemanha, México e Suécia ampliam compras

O movimento de diversificação também aparece no segmento de compensados de madeira. Durante o trimestre, Alemanha, México e Suécia aumentaram suas compras do produto brasileiro.

As importações alemãs passaram de US$ 5 milhões para US$ 7,1 milhões. No México, o valor subiu de US$ 3,5 milhões para US$ 5,3 milhões. Já as compras da Suécia avançaram de US$ 800 mil para US$ 2,5 milhões.

O Vietnã também ganhou relevância entre os destinos da madeira serrada de pinus brasileira, reforçando a tentativa do setor de encontrar novos compradores fora do mercado americano.

Dados da Datamar, baseados em reservas de contêineres, apontam tendência semelhante. Entre janeiro e abril, os embarques de madeira brasileira cresceram 113% para a Espanha, 100,4% para a Colômbia e 34,4% para o México. No sentido contrário, os envios para os Estados Unidos caíram 31,2%, segundo informações da plataforma DataLiner.

Argentina disputa clientes brasileiros nos EUA

A Argentina ocupa uma posição diferente nesse processo. O país não aparece apenas como possível destino para a produção brasileira, mas também como concorrente da indústria madeireira brasileira no mercado americano.

A federação argentina do setor registrou crescimento de 34,58% nas exportações de madeira serrada de pinus no primeiro semestre, enquanto o consumo doméstico permanece praticamente estagnado.

Gustavo Cetrángolo, consultor responsável pelo relatório mensal da indústria da FAIMA, afirmou à Argentina Forestal que as exportações funcionam atualmente como uma alternativa para reduzir os efeitos da fraqueza da demanda interna.

As vendas argentinas de molduras de madeira para os Estados Unidos cresceram 16,65%, impulsionadas principalmente pela categoria Appearance Pine Board. No caso do compensado, as exportações aumentaram 93,59% em comparação com o segundo semestre de 2025.

Nova serraria amplia capacidade argentina

O avanço argentino também conta com novos investimentos. A austríaca HS Timber Group e a belga Forestcape estão construindo uma unidade em Virasoro, na província de Corrientes.

A joint venture prevê capacidade de produção de 370 mil metros cúbicos anuais de madeira serrada seca, posicionando o empreendimento para atender à demanda dos mercados externos.

Apesar das oportunidades, empresários argentinos apontam limitações na capacidade de resposta da própria indústria. Enrique Bongers, presidente da associação madeireira AMAYADAP, de Misiones, disse ao jornal Primera Edición que existe demanda internacional, mas as empresas ainda enfrentam dificuldades para atender integralmente os pedidos.

Diferença de tarifas aumenta pressão sobre o Brasil

A política tarifária dos Estados Unidos é outro fator que pesa na competitividade brasileira. Conforme a tabela americana, as molduras provenientes da Argentina estão sujeitas a uma tarifa de 10%. Para produtos brasileiros, porém, as cobranças acumuladas chegam a 37,5%, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Representantes da indústria afirmam que o problema não se resume ao percentual das tarifas. A instabilidade provocada pelas mudanças comerciais também dificulta a manutenção de contratos e o planejamento das empresas.

Gustavo Milazzo, CEO da WoodFlow, afirmou à Forbes Brasil que o Brasil vem perdendo espaço para concorrentes como Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile e México. Segundo ele, os efeitos já aparecem em fábricas com contratos suspensos, resultados negativos e adoção de férias coletivas.

Guilherme Ranssolin, CEO da Randa, fabricante de portas, compensados e molduras, também apontou a insegurança como um dos principais obstáculos à permanência dos produtos brasileiros no mercado americano.

Exportações aos EUA recuam em julho

A pressão aumentou após a divulgação dos números de comércio exterior referentes a julho. As exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 5% em valor e 11,9% em volume na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

O efeito da nova tarifa, entretanto, ainda não pode ser isolado nos resultados de julho. Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, explicou que a cobrança só passou a produzir efeito pleno em 29 de julho, depois que cargas que já estavam em trânsito marítimo foram liberadas.

Antes mesmo da entrada em vigor da nova medida, porém, os compradores americanos já haviam reduzido em aproximadamente um terço os pedidos de madeira brasileira.

Desde o primeiro trimestre, exportadores passaram a redirecionar mercadorias ainda nos portos. O movimento ganhou força quando o México ultrapassou os Estados Unidos como principal destino da madeira brasileira movimentada pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá.

México é comprador e concorrente

O México passou a exercer um papel duplo na cadeia internacional da madeira brasileira. De um lado, o país aumentou as compras do Brasil e chegou à liderança entre os destinos da madeira serrada de pinus em março.

De outro, também aparece entre os países que vêm conquistando espaço no mercado americano antes ocupado por fornecedores brasileiros.

Essa posição evidencia a disputa cada vez mais intensa por mercado internacional de madeira, em um cenário no qual os exportadores brasileiros precisam diversificar destinos enquanto enfrentam concorrentes mais competitivos em determinados produtos.

Molduras de pinus são o ponto mais vulnerável

Entre as categorias analisadas, as molduras de pinus apresentam uma das situações mais delicadas. Dados da STCP indicam que 98% da produção brasileira desse segmento foi estruturada para atender um único mercado: os Estados Unidos.

A elevada concentração torna o produto especialmente exposto às mudanças comerciais e tarifárias. Enquanto outros itens começam a encontrar compradores em diferentes países, as molduras possuem menos alternativas fora do mercado americano justamente por terem sido desenvolvidas para atender às exigências específicas daquele destino.

O cenário coloca a indústria brasileira de madeira diante do desafio de encontrar novos mercados sem perder competitividade, ao mesmo tempo em que Argentina e outros países ampliam sua presença entre os compradores dos Estados Unidos.

FONTE: Wood Central
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Manaus debate novas oportunidades para exportações brasileiras na União Europeia

Manaus recebe, nesta sexta-feira (14), o Conexões Produtivas – Oportunidades para a Indústria no Acordo Mercosul-União Europeia, encontro que reunirá representantes do governo, empresários e especialistas em comércio exterior para discutir alternativas de expansão das exportações brasileiras.

O evento ocorre em um cenário de busca por diversificação de mercados por parte das empresas nacionais, especialmente diante dos novos desafios enfrentados nas relações comerciais com os Estados Unidos. A programação terá como foco as oportunidades criadas pelo Acordo Mercosul-União Europeia e os caminhos para transformar essas possibilidades em negócios.

Evento reúne autoridades e representantes do setor produtivo

A iniciativa é promovida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), pela ApexBrasil e pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Entre os participantes estão o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; e o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller. Também participam especialistas em comércio exterior, representantes institucionais, compradores internacionais e empresas brasileiras.

Amazonas tem 242 oportunidades de exportação

O mercado europeu aparece como uma alternativa estratégica para ampliar a presença internacional das empresas do Amazonas. Segundo levantamento da ApexBrasil, elaborado com base em dados do MDIC, foram identificadas 242 oportunidades de exportação do estado para países da União Europeia.

Em 2025, empresas amazonenses movimentaram US$ 199 milhões em exportações para o bloco europeu. No mesmo período, 112 empresas do estado mantiveram relações comerciais com o mercado da União Europeia.

Os dados reforçam o potencial de internacionalização das empresas amazonenses e a possibilidade de ampliar a participação regional no comércio internacional.

Negócios internacionais estão entre os destaques

A programação do Conexões Produtivas também prevê anúncios de negócios já encaminhados. Após a abertura do evento, serão anunciados e assinados contratos de compra resultantes das negociações realizadas durante o Exporta Mais Brasil, com participação de Lou Zijun, general manager da chinesa EcoFoods.

Outro momento será o painel “A demanda do mercado europeu: inovações e tendências no setor industrial e agrícola”. A discussão contará com Vincent Furlan, especialista do escritório da ApexBrasil em Bruxelas, e Lourdes Vignolo, representante da empresa holandesa NH Superfoods.

A proposta é apresentar a visão de compradores e especialistas sobre as demandas do mercado europeu, além de tendências e oportunidades para produtos brasileiros.

MDIC apresenta estratégias para transformar oportunidades em negócios

A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, participará do encontro com a palestra “Do Acordo ao Mercado: Como Transformar Oportunidades em Negócios”.

Na sequência, Uallace Moreira, secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, apresentará oportunidades e serviços voltados à indústria dentro das ações da Nova Indústria Brasil.

A programação também abordará o potencial da Amazônia Legal na geração de negócios a partir do Acordo Mercosul-União Europeia. O debate deverá reunir informações de inteligência de mercado e experiências de empresas brasileiras que já avançaram em seus processos de internacionalização.

Diversificação de mercados ganha espaço na agenda empresarial

O Conexões Produtivas acontece em um momento de maior atenção à abertura de novos mercados e à redução da dependência de destinos específicos.

A proposta do encontro é aproximar empresas brasileiras de oportunidades comerciais em diferentes países e apresentar ferramentas disponíveis para negócios que desejam ampliar sua atuação internacional.

Jornalistas interessados em acompanhar o evento podem realizar o credenciamento prévio.

FONTE: ApexBrasil

TEXTO: Redação

IMAGEM: ApexBrasil

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Exportação

Exportações brasileiras para a União Europeia crescem 4% após acordo Mercosul-UE

As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram quase 4% nos dois primeiros meses de vigência provisória do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. O dado foi destacado nesta segunda-feira, 10, pelo vice-presidente da República.

Apesar do avanço nas vendas externas, Alckmin também chamou atenção para obstáculos enfrentados pelo Brasil no comércio internacional. Segundo ele, alguns países adotam uma espécie de protecionismo comercial baseado em exigências sanitárias.

A declaração ocorre em meio a dificuldades nas exportações brasileiras de carne bovina e de frango para o mercado europeu.

Exportação de carnes enfrenta restrições na Europa

A União Europeia suspendeu, a partir de 3 de setembro, a autorização para a importação de determinados produtos de origem animal do Brasil. Entre eles estão carnes bovinas e de frango.

Segundo a justificativa apresentada pelo bloco europeu, o Brasil não teria comprovado adequadamente a adoção de novas exigências relacionadas ao controle de antimicrobianos na pecuária.

Durante a abertura do 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Alckmin defendeu o fortalecimento da fiscalização sanitária brasileira.

O vice-presidente destacou investimentos e mudanças na estrutura de vigilância sanitária, afirmando que quase mil profissionais foram revitalizados após 18 anos para reforçar os mecanismos de controle.

Brasil destaca avanços no controle sanitário

Alckmin também citou avanços na situação sanitária do país. Entre os exemplos apresentados está o reconhecimento do Brasil como exportador de carne bovina sem a necessidade de vacinação contra a febre aftosa.

Na área de saúde animal, ele mencionou ainda a influenza aviária, afirmando que o país conseguiu controlar um caso em 28 dias.

Apesar dos avanços, o vice-presidente defendeu a necessidade de ampliar os esforços para garantir o acesso dos produtos brasileiros aos mercados internacionais.

Para Alckmin, exigências sanitárias podem acabar funcionando como uma forma indireta de protecionismo comercial, dificultando a entrada de produtos estrangeiros.

Acordo Mercosul-UE impulsiona vendas brasileiras

Mesmo diante das restrições envolvendo alguns produtos, Alckmin ressaltou o desempenho das exportações brasileiras para o mercado europeu desde o início da vigência provisória do acordo comercial Mercosul-UE.

Segundo o vice-presidente, as vendas do Brasil para a União Europeia avançaram quase 4% nos dois meses seguintes à entrada em vigor do acordo.

Ele avaliou que a abertura de novos mercados e a ampliação das relações comerciais ajudam o Brasil a manter o desempenho positivo das exportações, inclusive diante das dificuldades enfrentadas nas relações comerciais com os Estados Unidos.

Governo promete manter negociação com os Estados Unidos

Alckmin também afirmou que o Brasil pretende continuar negociando com os Estados Unidos para tentar reverter medidas que vêm prejudicando as exportações brasileiras.

Segundo ele, o governo manterá os esforços diplomáticos e comerciais e não pretende abandonar a mesa de negociação.

O vice-presidente classificou como injusta a situação atual e afirmou que o objetivo é corrigir o que considera uma distorção e recuperar o acesso dos produtos brasileiros ao mercado norte-americano.

De acordo com Alckmin, as medidas adotadas pelos Estados Unidos atingem aproximadamente 15% das exportações brasileiras, com impacto especialmente forte sobre a indústria.

Comércio exterior busca novos mercados

O cenário reforça a importância da diversificação dos destinos das exportações do Brasil. Enquanto o governo tenta solucionar os obstáculos comerciais com os Estados Unidos, o desempenho das vendas para a União Europeia aparece como um dos indicadores positivos para o comércio exterior.

A expectativa é que a implementação do acordo entre Mercosul e União Europeia amplie as oportunidades para produtos brasileiros e fortaleça a presença do país no mercado europeu.

Ao mesmo tempo, questões sanitárias e barreiras comerciais continuam entre os principais desafios para o agronegócio e para a indústria brasileira no cenário internacional.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Inesc

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Exportação

Exportações brasileiras de algodão avançam 21,8% em julho de 2026

As exportações brasileiras de algodão atingiram 155 mil toneladas em julho de 2026, volume 21,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

A receita obtida com os embarques também cresceu. As vendas externas movimentaram US$ 262,4 milhões, alta de 27,2% na comparação anual. Já o preço médio do algodão exportado ficou em US$ 1,70 por quilo FOB, aumento de 4,5% em relação a julho do ano passado.

Novo ciclo começa com resultado positivo

Para Dawid Wajs, presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), os números indicam um começo favorável para o novo ciclo, mesmo diante da menor disponibilidade de produto no início da temporada.

Segundo ele, o desempenho de julho ocorre após um ano-safra encerrado com recorde nas exportações de algodão. Como os estoques remanescentes são menores e a oferta ainda está limitada no início da nova temporada, o primeiro mês do ciclo tende a apresentar embarques mais moderados.

Ainda assim, julho de 2026 registrou o segundo maior volume da série histórica para o mês, de acordo com a avaliação da entidade.

Embarques devem ganhar força a partir de setembro

A expectativa do setor é de crescimento das exportações de algodão nos próximos meses, à medida que a colheita e o beneficiamento da safra 2025/26 avancem.

O início da colheita ocorreu com atraso, mas o ritmo das operações passou a se aproximar das médias habituais. Com isso, a oferta de algodão disponível para o mercado externo tende a aumentar.

A Anea projeta que os embarques devem apresentar volumes mais elevados a partir de setembro, acompanhando a maior disponibilidade da nova safra.

Bangladesh foi o principal destino

Entre os mercados compradores, Bangladesh liderou as importações de algodão brasileiro em julho, com 19,3% do total embarcado.

Na sequência ficaram:

  • Vietnã: 17,7%;
  • Turquia: 17,3%;
  • Paquistão: 14,5%;
  • Índia: 9,6%;
  • Indonésia: 8,8%;
  • Malásia: 3,4%;
  • China: 3,3%.

Egito, Coreia do Sul, Colômbia e Tailândia também figuraram entre os principais destinos da fibra brasileira.

Índia abre janela de isenção tarifária

A participação da Índia nas compras ocorre em meio à abertura temporária de uma janela de isenção tarifária para importações de algodão.

Apesar da medida, a Anea considera que os efeitos sobre o algodão brasileiro devem ser restritos no curto prazo. Entre os fatores apontados estão o tempo necessário para o transporte até o mercado indiano e a menor oferta da fibra no começo da temporada.

Algodão ocupa quarta posição no agronegócio

Em julho, o algodão representou 0,77% de todas as exportações brasileiras e ficou na 22ª posição entre os produtos vendidos pelo país ao mercado internacional.

Quando são consideradas apenas as exportações do setor agropecuário, a participação da fibra sobe para 3,35%, garantindo ao produto a quarta colocação entre os itens mais exportados pelo segmento.

Logística se prepara para aumento dos embarques

Com a previsão de uma oferta maior da nova safra, o setor também começa a se preparar para uma possível pressão adicional sobre a infraestrutura logística brasileira.

De acordo com a Anea, já foram realizadas articulações envolvendo agentes do Porto de Salvador, exportadores e representantes dos setores público e privado. O objetivo é acompanhar o crescimento esperado dos embarques e antecipar eventuais necessidades da cadeia logística.

A entidade avalia que o bom volume projetado para a safra e as perspectivas favoráveis para as exportações de algodão brasileiro exigem planejamento de todos os segmentos envolvidos no escoamento da produção.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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Exportação

Exportações de vinhos da Aurora crescem 64% no primeiro semestre

A Aurora ampliou o ritmo das exportações de vinhos no primeiro semestre. Entre janeiro e junho, a cooperativa registrou o envio de 262,6 mil litros de vinhos ao mercado internacional, volume 64% superior ao contabilizado no mesmo período do ano passado.

O desempenho também foi expressivo entre os espumantes, cujas exportações triplicaram na comparação anual. No período, foram comercializados quase 10 mil litros da bebida para compradores estrangeiros.

Aurora amplia presença no mercado internacional

O resultado mantém a trajetória positiva das exportações de vinhos brasileiros pela cooperativa. Em 2025, a Aurora já havia registrado crescimento de 7% no volume exportado em relação a 2024.

No ano passado, a empresa comercializou 1,3 milhão de litros de vinhos, espumantes e sucos de uva para o exterior. Ao todo, os produtos chegaram a 15 países.

Entre os principais destinos das bebidas da Aurora estiveram China, Paraguai e Gana, que concentraram parte relevante das compras realizadas no período.

Exportações de espumantes ganham força

O avanço dos espumantes brasileiros no exterior foi um dos destaques do desempenho mais recente da cooperativa.

A triplicação do volume exportado no primeiro semestre reforça a estratégia de expansão internacional da Aurora e acompanha o crescimento das vendas de seus produtos para diferentes mercados.

Além dos vinhos e espumantes, a cooperativa também mantém a comercialização de sucos de uva para compradores estrangeiros, ampliando seu portfólio no mercado internacional.

Aurora recebe prêmio por desempenho nas exportações

O desempenho nas vendas internacionais também garantiu à Aurora mais um reconhecimento no setor.

A cooperativa recebeu, pelo 11º ano consecutivo, o Prêmio Exportação RS, na categoria Destaque Setorial Agro.

A premiação reconhece empresas e organizações que apresentam resultados relevantes nas exportações e reforça a posição da Aurora entre os destaques do agronegócio gaúcho no comércio exterior.

FONTE: Jornal GZH
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alvaro Chaves / Divulgação

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Exportação

Sucata de alumínio começa a faltar no Brasil após aumento das exportações para a China

O crescimento das exportações de sucata de alumínio para a China já provoca reflexos no mercado brasileiro. A redução da oferta do material, considerado essencial para a reciclagem de alumínio e para a descarbonização da indústria, tem preocupado fabricantes, que alertam para riscos à competitividade e aos investimentos no setor.

Segundo dados da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), cerca de 80% da sucata exportada pelo Brasil segue para países asiáticos. A China concentra quase um quarto desse volume, impulsionando um aumento de 590% nos embarques desde 2022.

Reciclagem depende da disponibilidade de sucata

A reciclagem é apontada como uma das principais estratégias para reduzir as emissões de carbono na produção de alumínio. O reaproveitamento do material permite uma economia de até 95% no consumo de energia em comparação à fabricação a partir da bauxita.

Entretanto, a escassez de sucata de alumínio tem dificultado o avanço dessa transição. Empresas do setor afirmam que a concorrência com o mercado externo vem reduzindo a oferta do insumo no país.

A Novelis, líder em reciclagem de alumínio no Brasil, chegou a encerrar um centro de coleta em Juiz de Fora (MG) devido à dificuldade de obter matéria-prima. Já a Alumini1 informou que enfrentou interrupções no abastecimento em março deste ano, período em que fornecedores priorizaram exportações após mudanças temporárias na tributação das vendas internas.

Falta de matéria-prima ameaça competitividade

Para a indústria, o aumento das exportações de sucata pode comprometer não apenas a produção nacional, mas também a geração de valor agregado no país.

A Novelis afirma que suas chapas de alumínio já possuem cerca de 80% de conteúdo reciclado e que esse índice poderia ser ainda maior caso houvesse maior disponibilidade de sucata no mercado interno. A empresa possui capacidade para reciclar até 500 mil toneladas de alumínio por ano e mantém uma rede de centros de coleta em diferentes regiões do Brasil.

Representantes do setor defendem que o país priorize a transformação da matéria-prima em produtos industrializados antes de exportá-la, fortalecendo a economia e preservando empregos.

Brasil mantém vantagem ambiental

Especialistas destacam que o Brasil possui uma posição privilegiada na produção de alumínio de baixo carbono. A fabricação do alumínio primário utiliza predominantemente energia hidrelétrica, enquanto a reciclagem reduz significativamente as emissões de gases de efeito estufa.

Outro diferencial é o índice de reciclagem de latas de alumínio. Em 2024, o país reaproveitou 97,3% das embalagens consumidas, equivalente a quase 34 bilhões de unidades, desempenho considerado o melhor do mundo.

Atualmente, a reciclagem representa cerca de 57% da oferta nacional de alumínio, contribuindo para diminuir o consumo de energia e os impactos ambientais.

Disputa global por sucata deve aumentar

O avanço das tecnologias ligadas à transição energética, como veículos elétricos, painéis solares e sistemas de transmissão de energia, deve ampliar ainda mais a demanda mundial por alumínio.

Estimativas do International Aluminium Institute (IAI) indicam que o consumo global do metal poderá crescer cerca de 40% até 2030. Já a procura por alumínio destinado às energias renováveis e aos carros elétricos deve quintuplicar até 2035.

Esse cenário intensifica a disputa internacional pela sucata, considerada um insumo estratégico para ampliar a produção sustentável.

Setor defende medidas para preservar o mercado interno

Diante da crescente concorrência internacional, entidades do setor avaliam que o Brasil precisa discutir mecanismos para garantir o abastecimento da indústria nacional.

Entre as alternativas defendidas estão a criação de um imposto sobre a exportação de sucata ou a adoção de regras que priorizem o atendimento da demanda doméstica antes das vendas ao exterior, prática já utilizada por alguns países.

Para especialistas, fortalecer a economia circular e ampliar o processamento do material dentro do país pode gerar mais competitividade, agregar valor à cadeia produtiva e evitar que investimentos brasileiros beneficiem apenas mercados estrangeiros.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Novelis

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Exportação

Congo proíbe exportação de concentrados de cobre e cobalto para fortalecer processamento interno

A República Democrática do Congo anunciou a proibição imediata das exportações de concentrados de cobre e concentrados de cobalto, em uma nova estratégia para impulsionar o processamento mineral dentro do país e aumentar a geração de valor na cadeia de mineração.

A decisão foi oficializada por meio de uma ordem governamental assinada pelos ministérios das Minas, do Comércio Exterior e da Economia. O documento prevê que, em situações consideradas estratégicas, poderão ser concedidas autorizações excepcionais para exportação com validade de até um ano.

Além da restrição às exportações, o governo criou um novo regime tributário para subprodutos minerais economicamente relevantes, com período de transição de três meses para adaptação do setor.

Objetivo é fortalecer a indústria mineral nacional

Maior fornecedor mundial de cobalto e um dos principais produtores de cobre, o Congo pretende ampliar sua capacidade de beneficiamento local e reduzir a dependência da exportação de matérias-primas com baixo valor agregado.

Segundo o governo, a medida busca incentivar as empresas de mineração a comercializar produtos minerais com maior nível de processamento, fortalecendo a indústria nacional e aumentando a participação do país nas receitas geradas pela exploração de seus recursos naturais.

Essa não é a primeira iniciativa do tipo. Restrições semelhantes foram adotadas em 2013, 2019 e 2023, embora, em alguns casos, tenham sido concedidas exceções devido à capacidade limitada das fundições locais.

Mercado reage com alta do cobre

Após a divulgação da decisão, o mercado internacional reagiu rapidamente. O contrato de referência do cobre negociado na Bolsa de Metais de Londres (LME) chegou a subir 1,8%, atingindo US$ 14.369,50 por tonelada, o maior valor desde o fim de janeiro.

A valorização reflete a preocupação dos investidores com possíveis impactos na oferta global do metal, utilizado amplamente em setores como infraestrutura, eletrificação e transição energética.

Maior parte da produção já é refinada no país

Dados oficiais mostram que a maior parte do cobre produzido no Congo já é exportada na forma de metal refinado.

No primeiro trimestre de 2026, o país embarcou cerca de 696,7 mil toneladas de cátodos de cobre, enquanto as exportações de concentrados somaram aproximadamente 53,9 mil toneladas, contendo pouco mais de 18,8 mil toneladas de cobre metálico.

No mesmo período, também foram exportadas cerca de 51,9 mil toneladas de hidróxido de cobalto, equivalentes a aproximadamente 17 mil toneladas de metal.

Impacto deve ser concentrado em operações específicas

Especialistas avaliam que a nova restrição deverá afetar apenas parte das operações de mineração instaladas no país.

Segundo o analista Christian-Geraud Neema, do China-Global South Project, a maior parcela da produção de cobre e cobalto já passa por processamento local antes da exportação, o que reduz os efeitos da medida para a maioria das empresas.

Entre os empreendimentos potencialmente mais impactados está o complexo Kamoa-Kakula, que ainda exporta parte da produção de concentrados com base em autorizações especiais.

Nova tributação inclui subprodutos minerais

Além da proibição das exportações, o governo congolês estabeleceu novas regras para a tributação de subprodutos gerados durante o refino mineral.

O regime abrange minerais recuperados em pequenas concentrações durante o processamento e determina critérios específicos para cálculo do valor tributável, além da cobrança de royalties em conjunto com o mineral principal.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Jonny Hogg

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Exportação

Acordo Mercosul-União Europeia abre novas oportunidades para exportações de Santa Catarina

O acordo entre Mercosul e União Europeia amplia as perspectivas para as exportações de Santa Catarina, que passa a contar com centenas de novas oportunidades de negócios no mercado europeu. Levantamento da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) aponta a existência de 805 oportunidades de exportação para empresas catarinenses.

Embora o estado já tenha 761 empresas comercializando produtos com países da União Europeia, especialistas avaliam que os maiores benefícios iniciais devem ser aproveitados por companhias com maior experiência em comércio exterior, já preparadas para atender às exigências técnicas do bloco europeu.

Indústria e agronegócio lideram potencial de crescimento

Entre os setores com maior possibilidade de expansão estão os segmentos da indústria de transformação, especialmente fabricantes de motores elétricos, transformadores, compressores, móveis e produtos de madeira.

No agronegócio, as carnes de frango e suína seguem como os principais destaques da pauta exportadora catarinense.

A redução gradual das tarifas prevista no acordo tende a aumentar a competitividade desses produtos no mercado europeu, colocando as empresas brasileiras em condições semelhantes às de países que já mantinham acordos comerciais com a União Europeia.

Pequenas empresas enfrentam desafios para exportar

Apesar das novas oportunidades, especialistas alertam que o acesso ao mercado europeu pode ser mais complexo para pequenas e médias empresas.

Entre os principais obstáculos estão as rigorosas exigências relacionadas à certificação ambiental, rastreabilidade dos produtos e normas de rotulagem. Além disso, diversos segmentos exigem elevada capacidade produtiva e investimentos significativos para atender aos padrões internacionais.

Nesse cenário, uma alternativa para os pequenos negócios é atuar como fornecedores de insumos, componentes ou serviços para grandes indústrias exportadoras, integrando-se às cadeias produtivas já consolidadas.

Mercado interno também deve sentir os efeitos do acordo

Os impactos do tratado não se restringem às exportações. A abertura comercial também deve ampliar a presença de máquinas, equipamentos e tecnologias europeias no mercado brasileiro.

Com a redução das tarifas de importação, empresas catarinenses poderão encontrar fornecedores europeus mais competitivos, o que tende a reduzir custos de investimento e modernizar parte do parque industrial.

Ao mesmo tempo, fabricantes brasileiros de bens de capital deverão enfrentar uma concorrência mais intensa, exigindo ganhos de produtividade, inovação e eficiência para manter espaço no mercado.

Especialistas apontam desafios para o futuro

Economistas avaliam que o acordo também traz riscos de longo prazo para a economia brasileira caso não seja acompanhado por políticas voltadas ao fortalecimento da indústria.

Entre as principais preocupações está a possibilidade de o país ampliar sua dependência da exportação de produtos primários e de baixo valor agregado, como carnes e madeira, enquanto aumenta a importação de bens tecnológicos produzidos na Europa.

Outro ponto de atenção são as chamadas barreiras não tarifárias, que incluem critérios de sustentabilidade, requisitos ambientais e normas técnicas cada vez mais rigorosas.

Na avaliação de especialistas, ampliar investimentos em inovação, tecnologia e diversificação industrial será fundamental para que Santa Catarina aproveite plenamente as oportunidades criadas pelo acordo comercial e fortaleça sua competitividade internacional.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Exportação

Carne bovina de Mato Grosso tem maior valorização na Europa e supera preços da China

Embora a China continue como o principal destino em volume da carne bovina de Mato Grosso, os compradores europeus apresentam maior retorno financeiro para o setor. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), analisados pelo Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), indicam que países da Europa chegaram a pagar até 40% a mais por tonelada do produto em comparação ao mercado chinês no primeiro semestre de 2026.

Entre janeiro e junho, a União Europeia desembolsou, em média, US$ 6.390 por tonelada da carne produzida no estado. Já os demais países europeus pagaram cerca de US$ 6.667 por tonelada, enquanto a China registrou média de US$ 4.745 por tonelada.

China mantém liderança em volume de exportações

Apesar da diferença de preços, o mercado chinês segue como o maior comprador da produção mato-grossense. No período analisado, a China respondeu por 55,2% de todo o volume exportado pelo estado.

A forte presença chinesa está ligada à capacidade de absorção de grandes quantidades. No entanto, os mercados europeus ganham destaque pela valorização de atributos como qualidade da carne, rastreabilidade, certificações e padrões de produção mais rigorosos, fatores que aumentam o valor agregado do produto.

Índice de Atratividade mostra maior retorno da Europa

A vantagem econômica dos embarques para a Europa também aparece no Índice de Atratividade das Exportações, desenvolvido pelo Imea para medir o retorno gerado por cada mercado comprador em relação ao preço da arroba do boi gordo em Mato Grosso.

No levantamento, a União Europeia liderou o ranking com índice de 108,49, seguida pelos demais países europeus, com 98,59. A China alcançou 74,37, ficando atrás do Oriente Médio, com 76,58, e da América do Norte, com 75,47.

Quanto maior o índice, maior a capacidade do mercado de gerar agregação de valor para a cadeia produtiva da pecuária estadual.

Diversificação de mercados fortalece a pecuária de Mato Grosso

Para o setor produtivo, os resultados mostram que a pecuária mato-grossense está preparada para atender tanto grandes compradores internacionais quanto consumidores que exigem padrões elevados de produção.

Segundo Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), a China continuará sendo um parceiro estratégico pela escala das compras, mas o avanço em mercados como o europeu demonstra a capacidade dos produtores de atender demandas relacionadas à qualidade, regularidade no fornecimento e controle de origem.

Ainda de acordo com Andrade, ampliar a presença em destinos de maior remuneração contribui para reduzir riscos comerciais e estimular investimentos em tecnologia no campo, melhoramento genético, eficiência produtiva e práticas de conformidade socioambiental.

FONTE: Itatiaia
TEXTO: Redação
IMAGEM: IMAC/Reprodução

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