Exportação

Tarifaço dos EUA deve afetar mais da metade das exportações de Santa Catarina, alerta FIESC

A nova tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros deve provocar impactos significativos na economia de Santa Catarina. Segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), cerca de 54,5% das exportações catarinenses para o mercado norte-americano serão atingidas pela medida, conhecida como “Segundo Tarifaço”.

A sobretaxa foi confirmada no último dia 15, seguindo a recomendação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que propôs o aumento das tarifas para produtos brasileiros.

FIESC cobra maior atuação diplomática

Para o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, o governo brasileiro deveria ter priorizado uma estratégia mais técnica e diplomática nas negociações com os Estados Unidos.

Segundo ele, o tamanho da economia norte-americana amplia seu poder de negociação internacional, tornando essencial uma atuação voltada ao diálogo para minimizar os efeitos da nova política comercial.

A entidade também considera que o momento exige cautela e avalia que medidas como a reciprocidade tarifária podem ampliar os prejuízos para o setor produtivo brasileiro, caso sejam adotadas como resposta.

Diplomacia empresarial tentou reverter decisão

A FIESC afirma que, em conjunto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizou ações de diplomacia empresarial nos Estados Unidos com o objetivo de evitar a confirmação das novas tarifas.

De acordo com a entidade, apesar dos esforços junto às autoridades norte-americanas, a articulação não conseguiu impedir a adoção da medida.

Exportações e empregos podem sofrer novo impacto

O estudo da FIESC aponta que os efeitos do novo tarifaço dos EUA podem repetir o cenário observado após a primeira rodada de aumento das tarifas.

Na ocasião, as exportações catarinenses destinadas aos Estados Unidos registraram queda de 38,2%, enquanto o estado deixou de gerar aproximadamente 7,6 mil empregos.

Com a nova medida, 54,5% do valor exportado por Santa Catarina passa a ser atingido pelas tarifas adicionais. Além disso, outros 40,3% das vendas ao mercado norte-americano já estavam sujeitos às tarifas previstas na Seção 232 da legislação dos EUA.

Na prática, apenas 5,2% das exportações catarinenses para os Estados Unidos permanecem livres de qualquer tipo de sobretaxa.

Regiões estratégicas estão entre as mais afetadas

Os maiores impactos devem atingir produtos relevantes para a economia das regiões Serrana, Oeste e Planalto Norte, áreas que já enfrentam desafios relacionados ao desenvolvimento econômico e à geração de empregos.

Segundo Gilberto Seleme, além de prejudicar a indústria brasileira, a medida também tende a elevar os custos para consumidores e empresas norte-americanas que dependem de produtos importados do Brasil.

Programa busca novos mercados para a indústria

Desde a primeira elevação das tarifas, a FIESC intensificou ações para apoiar empresas na diversificação de mercados internacionais.

Mais de 500 indústrias catarinenses já receberam atendimento por meio das iniciativas da entidade voltadas à ampliação das exportações.

Agora, a Federação prepara a segunda etapa do Programa Destarifaço, que prevê novas ações de suporte às empresas impactadas pelas tarifas norte-americanas. A estratégia inclui articulação com o governo estadual, governo federal, setor produtivo e representantes da diplomacia empresarial para fortalecer a competitividade da indústria catarinense, preservar empregos e buscar a retomada das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Exportação

Brasil lidera exportação de alimentos para países islâmicos e amplia presença no mercado halal

O Brasil consolidou sua posição como o maior fornecedor de alimentos para os países da Organização para a Cooperação Islâmica (OIC). Em 2024, as exportações brasileiras para esse mercado somaram US$ 33,3 bilhões, colocando o país à frente de grandes economias como China, Índia, Estados Unidos e Turquia, segundo o State of the Global Islamic Economy Report 2025/26.

Os dados foram divulgados pela FAMBRAS Halal Certificadora, que destaca o crescimento contínuo da demanda por produtos certificados conforme os padrões halal.

Mercado halal deve ultrapassar US$ 2 trilhões

O relatório aponta que o mercado global de alimentos e bebidas halal movimentou cerca de US$ 1,53 trilhão em 2024.

A projeção é de que esse segmento alcance US$ 2,06 trilhões até 2029, impulsionado pelo aumento da população muçulmana, pela expansão do consumo e pelo fortalecimento das cadeias internacionais de abastecimento.

Carnes brasileiras lideram exportações

Entre os produtos brasileiros com maior presença nos mercados islâmicos estão as carnes de frango e bovina, consideradas estratégicas para o comércio exterior do país.

Para exportar aos países muçulmanos, as empresas precisam seguir rigorosos protocolos de produção, que envolvem normas específicas para o abate halal, além de critérios relacionados às matérias-primas, processamento, armazenamento e transporte dos alimentos.

Certificação halal garante acesso aos mercados

A certificação halal é um dos principais requisitos para comercialização de alimentos nos países islâmicos. O processo atesta que todas as etapas da produção seguem as exigências religiosas e operacionais estabelecidas pelos mercados compradores.

Além da certificação, mecanismos como rastreabilidade, auditorias periódicas e registros digitais vêm ganhando importância para assegurar a origem dos ingredientes e o cumprimento das normas de qualidade.

FAMBRAS amplia atuação no setor

A FAMBRAS Halal Certificadora oferece certificações para diversos segmentos da indústria alimentícia, incluindo carne bovina, frango e produtos industrializados.

A entidade também confirmou participação no SIAVS 2026, evento voltado ao setor de proteína animal, onde deverá apresentar iniciativas relacionadas à certificação halal e às oportunidades de expansão das exportações brasileiras.

FONTE: Feed Food
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Laranja de mesa perde espaço enquanto Brasil segue líder na exportação de suco

O Brasil continua ocupando a liderança mundial na produção e exportação de suco de laranja, mas tem perdido competitividade no mercado internacional de laranja de mesa. Enquanto a demanda global por frutas frescas cresce, países como Egito e África do Sul ampliam sua presença nas exportações, conquistando mercados que antes eram atendidos pelos produtores brasileiros.

O cenário é tão diferente que, atualmente, o Brasil importa laranjas, principalmente de produtores egípcios, para atender parte da demanda interna.

Exportações de laranja de mesa despencaram

Dados da Associação Brasileira de Citros de Mesa (ABCM) mostram a mudança no perfil do setor. Em 2010, o Brasil exportou cerca de 835 mil caixas de 40,2 quilos de laranja fresca. Para 2026, a previsão é de apenas 140 mil caixas.

Na direção oposta, as importações seguem em alta. A expectativa é que o país compre cerca de 1,3 milhão de caixas de laranja neste ano, tendo o Egito como principal fornecedor.

Brasil priorizou a indústria do suco

Segundo representantes do setor, a perda de espaço no mercado de fruta fresca está relacionada às escolhas feitas pela citricultura brasileira ao longo das últimas décadas.

Enquanto outros países investiram em variedades voltadas ao consumo in natura — mais doces, sem sementes e com melhor aparência — o Brasil concentrou sua produção em frutas destinadas ao processamento industrial.

Hoje, aproximadamente 70% da produção nacional de laranja abastece a indústria de suco, enquanto apenas 30% é destinada ao mercado de mesa.

Doenças dos citros mudaram o rumo da produção

Outro fator que contribuiu para essa mudança foi o avanço de doenças que afetam os pomares brasileiros, especialmente enfermidades quarentenárias que dificultaram o cumprimento das exigências sanitárias impostas por mercados internacionais.

Ao mesmo tempo, a consolidação da maior indústria mundial de suco de laranja ofereceu aos produtores um mercado seguro e rentável, reduzindo o interesse pelas exportações de fruta fresca.

Além disso, o grande mercado consumidor brasileiro também passou a absorver boa parte da produção destinada ao consumo in natura.

Consumidor mudou e o Brasil ficou para trás

Nos últimos anos, o mercado internacional passou a valorizar frutas frescas com características específicas, como laranjas premium, além de tangerinas e mandarinas sem sementes, mais doces e fáceis de descascar.

Durante esse período, concorrentes internacionais investiram no desenvolvimento de novas variedades protegidas por royalties e direcionadas ao consumo fresco.

Enquanto isso, a produção brasileira permaneceu concentrada em cultivares voltadas ao mercado interno e à fabricação de suco.

Egito se tornou um dos principais concorrentes

O Egito é hoje um dos maiores exemplos dessa transformação.

Em pouco mais de duas décadas, o país saiu de uma participação discreta para se tornar um dos maiores exportadores mundiais de laranja fresca. O avanço foi impulsionado por fatores como clima favorável, menores custos de produção, incentivos governamentais e acordos comerciais que facilitaram o acesso aos principais mercados consumidores.

Já o Brasil enfrenta desafios como custos logísticos elevados, financiamento mais caro, limitações na infraestrutura portuária e oscilações cambiais, fatores que reduzem a competitividade das exportações.

Greening abre oportunidades, mas ainda há desafios

O avanço do greening, considerada a principal doença da citricultura mundial, também está redesenhando a produção brasileira.

Regiões como Petrolina, no Vale do São Francisco, passaram a despertar interesse por estarem fora das áreas mais afetadas pela doença, oferecendo condições para a implantação de novos pomares.

Entretanto, especialistas destacam que produzir em regiões mais quentes não garante acesso ao mercado externo. As temperaturas elevadas fazem com que a casca da fruta permaneça mais esverdeada, enquanto consumidores europeus preferem laranjas com coloração alaranjada intensa.

Recuperação depende de novos investimentos

Apesar da perda de espaço, o setor acredita que o Brasil ainda pode voltar a competir no mercado internacional de laranja de mesa. Para isso, será necessário investir em novas variedades, ampliar acordos comerciais, fortalecer os protocolos fitossanitários, modernizar a logística e adaptar a produção às exigências dos consumidores internacionais.

FONTE: Abrafrutas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações para a China batem recorde no primeiro semestre de 2026 e fortalecem comércio com o Brasil

As exportações brasileiras para a China atingiram um novo recorde no primeiro semestre de 2026, consolidando o país asiático como o principal parceiro comercial do Brasil. Levantamento do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) aponta que as vendas ao mercado chinês somaram US$ 58,3 bilhões, crescimento de 22% em relação ao mesmo período de 2025.

No mesmo intervalo, as importações brasileiras de produtos chineses também registraram máxima histórica, chegando a US$ 38,5 bilhões. Com isso, a corrente de comércio entre os dois países alcançou US$ 96,9 bilhões, o maior resultado já registrado para um primeiro semestre.

China responde por quase metade do superávit comercial brasileiro

O estudo mostra que o saldo positivo do Brasil nas negociações com a China foi de US$ 19,8 bilhões, valor equivalente a 47% de todo o superávit da balança comercial brasileira, que somou US$ 42,4 bilhões no período.

Desde 2009, o Brasil mantém resultados positivos nas transações comerciais com os chineses, reforçando a importância da parceria para o desempenho das exportações nacionais.

A influência da China também se reflete na participação sobre o comércio exterior. O país foi destino de 31,6% de todas as exportações brasileiras, percentual quase três vezes superior ao registrado pelos Estados Unidos. Nas importações, os chineses responderam por 27% das compras brasileiras realizadas no exterior.

China amplia vantagem como maior parceiro comercial do Brasil

Os números confirmam o crescimento da relação econômica entre os dois países. Enquanto o intercâmbio comercial entre Brasil e China atingiu US$ 96,9 bilhões, o comércio com os Estados Unidos, segundo maior parceiro brasileiro, totalizou US$ 36,4 bilhões.

O levantamento do CEBC também destaca que o avanço das vendas para a China foi um dos principais responsáveis pelo crescimento de 11,5% das exportações brasileiras no semestre. Entre os dez maiores destinos dos produtos nacionais, apenas Índia e Singapura apresentaram expansão superior.

Soja lidera embarques, enquanto petróleo registra maior crescimento

A soja permaneceu como o principal produto exportado pelo Brasil para a China, movimentando US$ 20,2 bilhões entre janeiro e junho. O grão representou 34,7% das exportações brasileiras destinadas ao mercado chinês, que absorveu cerca de 70% de toda a soja embarcada pelo país.

Já o maior avanço foi registrado pelo petróleo bruto. As exportações cresceram 62% e alcançaram US$ 15,1 bilhões, impulsionadas pelo aumento do volume exportado e pela valorização internacional da commodity.

Segundo o estudo, as tensões geopolíticas no Oriente Médio contribuíram para que a China ampliasse a diversificação de fornecedores, fortalecendo o Brasil como um parceiro estratégico no fornecimento de petróleo.

Os meses de março, abril e junho de 2026 registraram os maiores faturamentos mensais da história das exportações brasileiras de petróleo para a China desde o início da série histórica, em 1997. Atualmente, o país asiático compra 54% de todo o petróleo exportado pelo Brasil.

Minério de ferro mantém relevância nas exportações

Outro destaque da pauta comercial foi o minério de ferro. O Brasil exportou 135 milhões de toneladas para a China no primeiro semestre, maior volume já registrado para o período.

Em receita, o produto gerou US$ 9,2 bilhões, crescimento de 9,4% na comparação anual. A China permaneceu responsável por quase 69% das compras externas do minério brasileiro, consolidando sua posição como principal mercado consumidor.

Carne bovina bate recorde nas vendas ao mercado chinês

A carne bovina brasileira também registrou desempenho histórico. As exportações para a China totalizaram US$ 4,8 bilhões, alta de 50% e novo recorde para um primeiro semestre.

O crescimento foi impulsionado pela antecipação dos embarques antes do esgotamento da cota de importação com tarifa reduzida. A expectativa do CEBC é de desaceleração nas vendas durante a segunda metade do ano, devido à incidência de tarifa adicional de 55% sobre os volumes que excederem o limite estabelecido.

Mesmo assim, a China continuou absorvendo 53% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil.

Também houve crescimento expressivo nas exportações de carne de frango, algodão, minério de cobre, ferroligas e outros produtos minerais.

Rio de Janeiro lidera exportações para a China

Entre os estados brasileiros, o Rio de Janeiro foi o maior exportador para o mercado chinês no período.

As vendas fluminenses chegaram a US$ 13,6 bilhões, representando 23,3% das exportações nacionais destinadas à China. O petróleo respondeu por 94% da pauta exportadora estadual.

Na sequência aparecem Mato Grosso, impulsionado pela soja, e Minas Gerais, com destaque para o minério de ferro.

Veículos eletrificados impulsionam importações da China

Do lado das importações, os veículos eletrificados lideraram o crescimento das compras brasileiras.

As aquisições de carros elétricos, híbridos e híbridos plug-in somaram US$ 5,35 bilhões no primeiro semestre de 2026, impulsionadas pela antecipação das importações antes da entrada em vigor da tarifa de 35% aplicada em julho.

Os híbridos plug-in responderam por US$ 2,79 bilhões, enquanto os veículos totalmente elétricos movimentaram US$ 2 bilhões. A China foi responsável por 88% dos veículos eletrificados importados pelo Brasil, mantendo ampla liderança nesse segmento.

Espírito Santo concentra entrada de carros chineses

Embora São Paulo permaneça como principal estado importador de produtos chineses, o Espírito Santo ganhou protagonismo na entrada de veículos eletrificados.

O estado concentrou 57% dos desembarques desses automóveis no país, e aproximadamente 65% das importações capixabas provenientes da China correspondem a veículos elétricos, híbridos e híbridos plug-in.

Parceria econômica ganha ainda mais importância

Os resultados do primeiro semestre mostram o aprofundamento da relação comercial entre Brasil e China. Enquanto o mercado chinês amplia sua demanda por commodities brasileiras, como soja, petróleo, minério de ferro e proteínas animais, o Brasil amplia as importações de produtos industrializados, especialmente veículos eletrificados, equipamentos tecnológicos e componentes industriais.

O desempenho reforça a posição da China como principal parceiro comercial brasileiro e evidencia sua relevância para a balança comercial, o crescimento das exportações e a integração do Brasil às cadeias globais de produção.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ricardo Stuckert

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Exportação

Exportações da China avançam 27% em junho impulsionadas por demanda de IA e automóveis

As exportações da China registraram forte crescimento em junho, impulsionadas principalmente pela elevada demanda internacional por chips para inteligência artificial (IA) e pelo aumento das vendas de automóveis. O desempenho reforça o papel do mercado externo na economia chinesa, enquanto o país ainda enfrenta dificuldades para fortalecer o consumo interno.

Os dados divulgados nesta terça-feira (14) pela alfândega chinesa mostram que as exportações cresceram 27% em relação ao mesmo período do ano passado, em valores nominais em dólar. O resultado representa o melhor desempenho dos últimos quatro meses e ficou acima das expectativas do mercado, que projetava alta de 18,2%. Em maio, o avanço havia sido de 19,4%.

Importações também aceleram e atingem maior nível em cinco anos

Além do avanço das exportações, as importações da China apresentaram crescimento expressivo de 36% em junho, superando os 27,4% registrados no mês anterior e alcançando o maior ritmo de expansão dos últimos cinco anos.

O resultado também ficou acima das projeções dos economistas, que esperavam uma alta de 24% no período.

Superávit comercial segue em trajetória recorde

Com o desempenho das vendas externas, o superávit comercial da China atingiu US$ 125,6 bilhões em junho, acima dos US$ 105,4 bilhões registrados em maio.

O ritmo das exportações mantém o país na trajetória de ultrapassar novamente a marca de US$ 1 trilhão em superávit comercial anual, repetindo o desempenho alcançado no ano anterior, mesmo diante da desaceleração das principais economias globais e das tensões comerciais com os Estados Unidos.

Boom da IA amplia demanda por chips chineses

Entre os fatores que impulsionaram o comércio exterior está a expansão global da inteligência artificial, que elevou significativamente a procura por circuitos integrados utilizados em data centers e equipamentos tecnológicos.

Somente em junho, a China exportou cerca de 32 bilhões de circuitos integrados, refletindo a crescente demanda internacional por componentes eletrônicos ligados ao desenvolvimento da IA.

Exportações de automóveis batem recorde histórico

Outro destaque foi o setor automotivo. Pela primeira vez, as exportações de automóveis da China ultrapassaram a marca de 1 milhão de veículos em um único mês.

O crescimento consolida o país como um dos principais exportadores globais do segmento, mas também pode ampliar disputas comerciais com parceiros como a União Europeia, que acompanha de perto a expansão dos fabricantes chineses.

Demanda interna continua sendo desafio para economia

Apesar do desempenho robusto do comércio exterior, analistas avaliam que a recuperação da economia doméstica segue limitada.

Segundo Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit, o crescimento das exportações, impulsionado principalmente pelo setor de inteligência artificial, aliado a políticas fiscais mais expansionistas, estímulos monetários e à redução das tensões no Oriente Médio, pode favorecer a economia chinesa no segundo semestre, inclusive com impactos positivos decorrentes da queda nos preços do petróleo.

Por outro lado, o especialista destaca que a demanda interna permanece fraca. As vendas no varejo mostram pouca evolução, enquanto os investimentos em ativos fixos apresentaram desempenho negativo recentemente.

Crise imobiliária mantém foco nas vendas ao exterior

Sem uma solução definitiva para a prolongada crise do setor imobiliário, que há anos compromete o consumo doméstico, os fabricantes chineses continuam encontrando no mercado internacional a principal alternativa para sustentar a produção e manter o crescimento econômico.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Go Nakamura/Foto de arquivo

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Exportação

Itajaí lidera exportações de embarcações e fortalece posição na economia do mar

Itajaí, em Santa Catarina, alcançou pela primeira vez a liderança nacional nas exportações de embarcações de lazer e esporte. Entre janeiro e abril de 2026, o município embarcou US$ 4,3 milhões em barcos para o mercado internacional, segundo dados do Comex Stat, sistema do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O resultado consolida o avanço da cidade na economia do mar. Em 2025, Itajaí ocupava a segunda posição no ranking nacional, com US$ 18,4 milhões exportados ao longo do ano. O desempenho coincide com a realização do Marina Itajaí Boat Show 2026, maior feira náutica da Região Sul, e evidencia o crescimento de uma indústria que agora enfrenta novos desafios para continuar expandindo.

Azimut impulsiona produção e exportações em Santa Catarina

Grande parte das exportações registradas por Itajaí tem origem na fábrica da Azimut Yachts, única unidade do grupo italiano instalada fora da Europa.

Segundo o CEO da operação brasileira, Carlo Alberto Sisto, a planta catarinense responde por cerca de 10% a 15% da produção global da empresa e fabrica aproximadamente 35% de todos os iates produzidos pela marca no mundo.

O desempenho levou a companhia a anunciar um investimento de R$ 120 milhões para ampliar a unidade até 2028. A expansão elevará a área industrial para 65 mil metros quadrados, permitirá a fabricação de megaiates de até 30 metros e tem como meta elevar o faturamento da operação para R$ 1 bilhão.

Cadeia náutica consolidada favorece crescimento de Itajaí

Para a empresa, o protagonismo de Itajaí é resultado de um ambiente favorável ao desenvolvimento da indústria náutica.

Além da tradição no setor, a cidade reúne fornecedores especializados, mão de obra qualificada e infraestrutura voltada à construção de embarcações de alto padrão, fatores que fortalecem a competitividade da produção catarinense.

Atualmente, cerca de 60% da fabricação da Azimut no Brasil está concentrada em Santa Catarina, tendo Itajaí como principal polo.

Mercado interno aquecido impulsiona setor

O crescimento da indústria também acompanha a evolução do perfil do consumidor brasileiro.

Segundo o diretor comercial da Azimut, Roy Capasso, os compradores participam cada vez mais do processo de escolha e apresentam um comportamento semelhante ao observado em mercados internacionais.

São Paulo continua sendo o principal centro comprador de embarcações, seguido pelo Rio de Janeiro, especialmente Angra dos Reis. Santa Catarina também se destaca, tanto pela concentração de clientes quanto pela estrutura de marinas disponível para utilização dos barcos.

Além do mercado nacional, parte da produção segue para países como Uruguai, Argentina, Colômbia e Venezuela.

Boat Show movimenta negócios e confirma demanda por embarcações de luxo

Realizado entre os dias 2 e 5 de julho, o Marina Itajaí Boat Show 2026 reuniu mais de 60 embarcações, com modelos entre 19 e 100 pés, e recebeu cerca de 20 mil visitantes.

Para os fabricantes, o evento funciona como uma importante plataforma comercial. Embarcações da linha Grande, voltadas ao segmento de luxo, despertaram forte interesse dos compradores, com unidades já comercializadas e outras em fase de entrega.

O desempenho reforça o potencial de crescimento do mercado brasileiro de iate de luxo e embarcações de grande porte.

Infraestrutura ainda limita expansão do setor

Apesar do avanço nas vendas, especialistas apontam que a infraestrutura náutica brasileira ainda não acompanha o crescimento do mercado.

A ampliação da demanda por embarcações de 27 a 30 metros exige marinas preparadas para receber, operar e realizar manutenção desses modelos.

Segundo executivos da Azimut, o país precisa ampliar investimentos em estruturas capazes de movimentar embarcações de até 200 toneladas, além de oferecer serviços especializados de manutenção, assistência técnica e pós-venda.

Sustentabilidade ganha espaço na indústria náutica

Outro fator que vem ganhando importância é a sustentabilidade.

A Azimut afirma que adota práticas voltadas à redução dos impactos ambientais desde sua fundação, investindo em motores híbridos, geração de energia fotovoltaica, reaproveitamento de água e utilização de materiais recicláveis.

De acordo com a empresa, consumidores demonstram interesse crescente por embarcações com menor impacto ambiental, tornando esse diferencial cada vez mais relevante no processo de compra.

Economia do mar gera empregos qualificados

Além dos resultados nas exportações, a economia do mar tem ampliado sua importância para o mercado de trabalho em Santa Catarina.

Levantamento da Secretaria de Planejamento do Estado aponta que as atividades ligadas ao setor empregam aproximadamente 250 mil pessoas, o equivalente a 8,5% dos empregos formais catarinenses.

Itajaí concentra parte significativa desse crescimento, impulsionado pela abertura de novas empresas e pela formação de profissionais especializados. A construção de iates demanda conhecimentos em marcenaria, elétrica, hidráulica, acabamentos e engenharia naval, exigindo qualificação técnica específica.

Para atender essa demanda, empresas do setor vêm investindo em centros próprios de treinamento e na formação de mão de obra voltada à indústria náutica.

Desafio é transformar crescimento em infraestrutura

O desempenho das exportações confirma Itajaí como um dos principais polos da indústria náutica brasileira, mas especialistas avaliam que a continuidade desse crescimento dependerá da expansão da infraestrutura e da qualificação profissional.

A ampliação de marinas, a formação de trabalhadores especializados e o fortalecimento de práticas sustentáveis são apontados como fatores essenciais para consolidar a liderança da cidade e ampliar sua participação na economia global do setor.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Victor Santos/Divulgação Grupo Náutica

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Exportação

Cota da China para carne bovina muda estratégia das exportações e pressiona mercado brasileiro

A nova cota de importação da China para carne bovina já começa a produzir reflexos na cadeia pecuária brasileira. Com o limite de exportações praticamente preenchido, frigoríficos reduziram o ritmo de compras de animais, diminuíram a produção destinada ao mercado chinês e aumentaram a preocupação entre exportadores e pecuaristas.

A medida faz parte de uma política de proteção adotada pelo governo chinês para fortalecer a produção doméstica e altera a dinâmica do principal destino da carne bovina brasileira.

China impõe limite para importações de carne bovina

A salvaguarda comercial entrou em vigor em 1º de janeiro deste ano, após ser anunciada pelo governo chinês em dezembro de 2025. O objetivo é conter o avanço das importações e proteger produtores e indústrias locais.

Pelo novo sistema, cada país possui um volume máximo de exportações que pode entrar na China pagando apenas a tarifa padrão. Após esse limite, passa a valer uma sobretaxa que reduz significativamente a competitividade do produto importado.

No caso do Brasil, a cota foi fixada em 1,106 milhão de toneladas. Até esse volume, permanece a tarifa de importação de 12%. Acima desse teto, incide uma taxa adicional de 55%, elevando a tributação total para 67%.

Volume autorizado é inferior ao histórico das exportações brasileiras

Os números mostram que o limite estabelecido ficou abaixo da demanda habitual da China pelo produto brasileiro.

Dados da ComexStat indicam que, em 2025, o Brasil exportou aproximadamente 1,68 milhão de toneladas de carne bovina para o mercado chinês, cerca de 35% acima da nova cota estabelecida.

Segundo o diretor da Athenagro, Maurício de Palma Nogueira, a decisão faz parte de uma estratégia chinesa para reduzir a dependência externa e fortalecer sua cadeia pecuária.

De acordo com o especialista, o Brasil recebeu a maior cota justamente por ser o principal fornecedor de carne bovina para o país asiático. No entanto, o excedente passa a sofrer uma carga tributária que praticamente elimina a competitividade do produto brasileiro.

Exportações devem perder ritmo no segundo semestre

Para o pesquisador do FGV Agro, Felippe Serigatti, a tendência é de desaceleração dos embarques brasileiros nos próximos meses.

Embora contratos já assinados continuem sendo cumpridos e cortes de maior valor agregado ainda possam encontrar espaço no mercado chinês, esses casos devem ser pontuais.

Na avaliação do pesquisador, a nova política tende a concentrar os embarques no primeiro semestre de cada ano, período em que ainda existe espaço dentro da cota, reduzindo significativamente o fluxo de exportações após o limite ser alcançado.

China continua dependente da carne bovina importada

Apesar das novas barreiras comerciais, especialistas avaliam que a China continuará comprando volumes relevantes de carne bovina brasileira.

Maurício de Palma Nogueira destaca que, embora o país tenha recuperado boa parte da produção de carne suína após os impactos da peste suína africana, a situação da bovinocultura permanece diferente.

Segundo ele, o consumo de carne bovina segue crescendo em ritmo superior à capacidade de produção doméstica, mantendo a necessidade de importações.

Além da proteção à indústria local, a estratégia também busca reforçar a segurança alimentar chinesa diante das incertezas no comércio internacional.

Cota já está perto do limite e frigoríficos reduzem produção

Levantamento da StoneX aponta que, até o fim de junho, aproximadamente 98,5% da cota brasileira já havia sido comprometida pelos embarques.

Como o transporte marítimo até a China leva cerca de um mês, a expectativa do mercado é de que o limite seja oficialmente atingido em agosto.

Esse cenário já provocou mudanças nas indústrias frigoríficas, que reduziram o ritmo de compra de boi gordo, anunciaram férias coletivas, diminuíram turnos de produção e desaceleraram os abates voltados ao mercado chinês.

Segundo Felipe Fabbri, da Scot Consultoria, existe diferença entre os dados oficiais chineses e o acompanhamento feito pelo mercado, que considera não apenas a carne desembarcada, mas também os embarques já realizados.

Empresas podem redirecionar exportações para outros países

Grupos com operações internacionais, como Minerva e MBRF, poderão utilizar unidades instaladas em países como Argentina, Uruguai, Paraguai e Colômbia para manter o abastecimento da China.

Conforme analistas do setor, esses países ainda possuem espaço disponível dentro das cotas concedidas pelo governo chinês, permitindo um eventual redirecionamento das exportações.

Enquanto isso, parte das plantas brasileiras tende a ampliar as vendas para mercados como os Estados Unidos e outros compradores internacionais.

Mercado interno deve sentir impactos moderados

Mesmo com a possibilidade de parte da produção permanecer no Brasil, especialistas não projetam uma queda significativa nos preços da carne bovina para o consumidor.

Felippe Serigatti explica que outros mercados podem absorver parte da produção, enquanto o atual ciclo pecuário, marcado pela retenção de fêmeas, reduz a oferta de animais para abate e ajuda a sustentar os preços.

Outro fator observado é o mercado futuro do boi gordo, que continua indicando valorização da arroba até o fim do ano.

No mercado físico, a Scot Consultoria aponta que a arroba perdeu força desde a segunda quinzena de junho, mas a expectativa é de manutenção dos preços em São Paulo entre R$ 320 e R$ 330 durante julho e agosto.

Consumidor deve encontrar apenas promoções pontuais

A avaliação predominante entre analistas é que a nova cota chinesa não será suficiente para provocar redução expressiva no preço da carne bovina no varejo.

A expectativa é de que ocorram apenas ajustes localizados e promoções em determinados cortes, sem mudanças estruturais no mercado.

Especialistas também alertam que uma queda prolongada na remuneração dos pecuaristas poderia desestimular investimentos na atividade, reduzir a oferta de animais nos próximos ciclos e, futuramente, voltar a pressionar os preços ao consumidor.

FONTE: CNN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Exportação

Exportações de vinho da Argentina avançam 14,2% no primeiro semestre de 2026

As exportações de vinho da Argentina registraram crescimento de 14,2% nos seis primeiros meses de 2026, impulsionadas pelo aumento das vendas de vinho a granel, espumantes e mosto de uva concentrado. Os dados constam no mais recente relatório divulgado pelo Instituto Nacional de Vitivinicultura (INV).

Entre janeiro e junho, o país exportou 102,6 milhões de litros de vinho, reforçando a recuperação do setor vitivinícola em comparação com o mesmo período do ano passado.

Receita com exportações também cresce

Além da expansão no volume embarcado, a receita obtida com as exportações de vinho e mosto apresentou resultado positivo. No primeiro semestre, o faturamento alcançou US$ 392,5 milhões FOB, alta de 6,6% em relação aos primeiros seis meses de 2025.

Embora o crescimento financeiro tenha sido menor que o avanço do volume exportado, o desempenho confirma o aumento da demanda internacional pelos produtos argentinos.

Vinho a granel lidera recuperação do setor

O relatório do INV mostra que o principal motor desse crescimento foi o vinho a granel, acompanhado pela forte expansão das vendas de espumantes. A mudança no perfil das exportações pode influenciar a oferta global e a competitividade dos vinhos argentinos diante de concorrentes como Chile, Austrália e países europeus.

Apesar da evolução nas exportações, os embarques marítimos em contêineres permaneceram 36% abaixo do registrado no mesmo período de 2025, indicando que parte das vendas ocorreu por outras modalidades logísticas.

Junho mantém ritmo positivo

Os resultados de junho reforçaram a tendência de recuperação observada ao longo do semestre. No mês, as exportações totalizaram 17,29 milhões de litros, crescimento de 11,6% na comparação anual.

O desempenho foi puxado principalmente pelos vinhos engarrafados, que avançaram 13,2%, enquanto os espumantes registraram expressiva alta de 89,6%. Já o vinho a granel apresentou crescimento de 6,2%.

Mosto concentrado amplia participação nas exportações

Outro destaque foi o mosto de uva concentrado, que também apresentou forte expansão nas vendas externas.

Somente em junho, as exportações do produto cresceram 89,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado do semestre, os embarques atingiram 48.601 toneladas, representando um avanço de 38,3%.

Demanda internacional fortalece o setor vitivinícola

Os números indicam que a indústria do vinho argentino iniciou o segundo semestre em um cenário de demanda externa mais aquecida. No entanto, o crescimento da receita ficou abaixo da evolução do volume exportado, sinalizando possível pressão sobre os preços internacionais ou maior participação de produtos de menor valor agregado, como o vinho a granel.

Para importadores e empresas do setor de bebidas, o aumento da oferta argentina pode influenciar estratégias comerciais e a formação de preços em mercados internacionais, especialmente onde os vinhos sul-americanos disputam espaço com produtores da Europa, Chile e Austrália.

Segundo o Instituto Nacional de Vitivinicultura, o desempenho do primeiro semestre fortalece a posição da vitivinicultura argentina no mercado externo, com crescimento distribuído entre diferentes categorias de produtos e maior capacidade de resposta ao aumento da demanda global.

FONTE: Vinetur
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Vinetur

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Exportação

Exportações de cacau pelo Porto de Callao superam 70% no Terminal Sul administrado pela DP World

O Porto de Callao, no Peru, consolidou sua importância na logística de exportação de cacau, com o Terminal Sul (Muelle Sur) respondendo por 71,4% dos embarques do produto realizados pelo país entre janeiro e maio de 2026.

No período, o terminal operado pela DP World Callao movimentou 2.579 TEU de cacau peruano, reforçando seu papel estratégico no escoamento da produção destinada ao mercado internacional.

Europa lidera como principal destino do cacau peruano

Divulgados durante as comemorações do Dia Internacional do Cacau, os dados mostram que a Europa concentrou 43,4% das exportações realizadas pelo terminal no período analisado.

Na sequência aparecem os mercados das Américas e da Ásia, que também figuram entre os principais destinos do cacau peruano, evidenciando a crescente demanda global pelo produto.

Qualidade e sustentabilidade impulsionam o produto no mercado externo

Segundo o diretor-geral da DP World Callao, Marco Hernández, o cacau do Peru vem conquistando cada vez mais espaço em mercados internacionais que exigem elevados padrões de qualidade.

De acordo com o executivo, esse avanço é resultado não apenas da excelência do produto, mas também do compromisso de toda a cadeia exportadora com práticas de sustentabilidade, rastreabilidade e eficiência logística, fatores considerados essenciais pelos compradores globais.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Exportação

Exportação de algodão em pluma cresce 13,6% e Mato Grosso embarca quase 2 milhões de toneladas

As exportações de algodão em pluma de Mato Grosso seguem em ritmo recorde na safra 2024/25. Entre agosto de 2025 e junho de 2026, o estado embarcou 1,97 milhão de toneladas da fibra para o mercado internacional, volume 13,57% superior ao registrado no mesmo período da temporada anterior.

Os dados mostram que a China permanece como o principal destino da produção mato-grossense, consolidando sua posição como maior compradora da fibra produzida no estado.

Junho registra maior volume da série histórica para o mês

Somente em junho, Mato Grosso exportou 154,18 mil toneladas de algodão em pluma. Embora o resultado represente uma queda de 20,7% em relação a maio, houve um crescimento expressivo de 66,38% na comparação com junho de 2025.

Segundo os números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), esse foi o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica.

China amplia compras de algodão brasileiro

Ao longo da safra, a China importou 389,2 mil toneladas de algodão em pluma provenientes de Mato Grosso, respondendo por 19,75% de todas as exportações do estado.

Na comparação com a temporada 2023/24, as aquisições chinesas cresceram 53,97%, reforçando a presença do produto brasileiro no mercado asiático.

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o avanço nas compras foi impulsionado pela maior competitividade da pluma brasileira em um cenário de elevada oferta para exportação.

O instituto também destaca que Mato Grosso foi responsável por mais da metade de todo o algodão brasileiro destinado ao mercado chinês durante o período analisado.

Bangladesh, Turquia e Vietnã completam ranking dos principais destinos

Além da China, outros importantes mercados ampliaram a demanda pela fibra produzida em Mato Grosso.

Bangladesh aparece como o segundo maior comprador, com 359,5 mil toneladas importadas. Na sequência estão a Turquia, com 302,06 mil toneladas, e o Vietnã, que adquiriu 237,03 mil toneladas ao longo da safra.

O desempenho confirma a força do algodão brasileiro no comércio internacional e reforça o protagonismo de Mato Grosso como principal estado exportador da commodity.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural Mato Grosso

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