Exportação

Vietnã autoriza mais quatro frigoríficos brasileiros a exportar carne bovina

O Vietnã concluiu a avaliação técnica e habilitou mais quatro frigoríficos brasileiros para a exportação de carne bovina, tanto com osso quanto desossada. A decisão foi tomada pelas autoridades sanitárias vietnamitas após análise dos requisitos exigidos para o acesso ao mercado.

Unidades estão em três estados brasileiros

Os frigoríficos habilitados estão localizados em Rondônia (2 unidades), Mato Grosso do Sul (1) e Tocantins (1). Com as novas autorizações, essas plantas se somam a outras quatro já aptas a exportar, instaladas em Goiás (3) e Mato Grosso (1).

Avaliação técnica confirmou padrões sanitários

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), os dossiês técnicos apresentados foram aprovados após verificação do cumprimento das exigências sanitárias e dos critérios de inocuidade dos alimentos estabelecidos pelo país asiático.

Mercado foi aberto após décadas de negociação

O mercado vietnamita de carne bovina foi oficialmente aberto em 2025, depois de anos de negociações bilaterais. O avanço ocorreu durante a missão oficial do presidente brasileiro a Hanói, que fortaleceu o relacionamento entre os países e ampliou as oportunidades comerciais para produtos do Brasil.

Capacidade de oferta dobra com novas autorizações

Com a inclusão das novas plantas, o Brasil passa a contar com oito estabelecimentos habilitados, dobrando a capacidade atual de oferta ao Vietnã. O movimento reforça a presença da carne bovina brasileira em um mercado que vem registrando forte crescimento no consumo de proteína animal.

Parceria técnica e comercial segue em expansão

O avanço é resultado de diálogo técnico e negocial contínuo entre os dois países. O Mapa informou que continuará trabalhando para ampliar o número de frigoríficos habilitados e diversificar os mercados internacionais, com base na transparência, no sistema oficial de inspeção e na qualidade dos produtos brasileiros.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportação

Turquia habilita fábricas brasileiras para exportação de gelatina e colágeno

A Turquia autorizou a inclusão de nove fábricas brasileiras de gelatina e colágeno na lista de estabelecimentos aptos a exportar para o país. A habilitação é resultado de auditorias presenciais e da avaliação dos sistemas de controle sanitário, qualidade e produção adotados pelas indústrias brasileiras.

Missão veterinária confirma conformidade sanitária

Em dezembro de 2025, uma missão veterinária oficial da Turquia realizou inspeções em unidades do setor no Brasil. Três plantas auditadas presencialmente tiveram a conformidade sanitária reconhecida pelas autoridades turcas. Outras seis fábricas foram aprovadas com base em análise documental, por já integrarem a lista TRACES da União Europeia, o que facilitou a validação junto ao Ministério da Agricultura e Florestas (MAF) da Turquia.

Sistema TROIS centraliza habilitações internacionais

O registro dos estabelecimentos ocorre no sistema TROIS, plataforma recentemente implantada pela Turquia para reunir empresas e países habilitados a exportar gelatina, colágeno, pescados, lácteos e carnes, desde que atendam às exigências sanitárias locais.

Atualmente, o TROIS conta com 10 estabelecimentos autorizados a exportar gelatina e colágeno para o mercado turco, sendo seis brasileiros. No detalhamento por produto, quatro fábricas estão habilitadas exclusivamente para gelatina, duas delas do Brasil, enquanto outras quatro podem exportar apenas colágeno, com uma brasileira entre elas.

Novas análises podem ampliar participação brasileira

Além das habilitações já confirmadas, oito estabelecimentos brasileiros seguem em fase de análise pelas autoridades turcas. A expectativa do setor é que novas aprovações ocorram em curto prazo, ampliando a presença do Brasil no mercado.

Setor ganha previsibilidade e segurança comercial

A inclusão das empresas brasileiras na lista oficial da Turquia fortalece o acesso ao mercado internacional, aumenta a segurança jurídica e traz maior previsibilidade às operações comerciais entre os dois países, beneficiando a cadeia produtiva de gelatina e colágeno.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério

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Exportação

Exportações crescem 43,8% até a segunda semana de janeiro de 2026, aponta Secex

A balança comercial brasileira encerrou a segunda semana de janeiro de 2026 com superávit de US$ 2 bilhões, impulsionado por exportações de US$ 7,2 bilhões e importações de US$ 5,2 bilhões. No acumulado do mês, as vendas externas somam US$ 10 bilhões, enquanto as compras do exterior alcançam US$ 5,9 bilhões, resultando em um saldo positivo de US$ 4,1 bilhões.

Média diária das exportações avança 43,8%

Na comparação entre as médias diárias de exportações, os dados mostram forte crescimento. Até a segunda semana de janeiro de 2026, a média foi de US$ 1,7 bilhão, contra US$ 1,154 bilhão registrados em janeiro de 2025, o que representa uma alta de 43,8%.

Já as importações, pela média diária, apresentaram queda de 7,0%, passando de US$ 1 bilhão em janeiro de 2025 para US$ 974,86 milhões no mesmo período de 2026.

Corrente de comércio cresce quase 20%

Com esse desempenho, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — atingiu US$ 2,635 bilhões por dia até a segunda semana de janeiro de 2026. O saldo médio diário foi de US$ 685,61 milhões. Na comparação com a média de janeiro de 2025, houve crescimento de 19,6% na corrente de comércio.

Os números foram divulgados nesta segunda-feira (12/1) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Desempenho das exportações por setor

Na análise setorial das exportações, considerando a média diária até a segunda semana de janeiro de 2026 e comparando com igual período do ano anterior, os resultados foram positivos em todos os segmentos:

  • Agropecuária: aumento de US$ 55,96 milhões, alta de 32,5%
  • Indústria Extrativa: crescimento de US$ 274,11 milhões, avanço de 82,3%
  • Indústria de Transformação: elevação de US$ 173,41 milhões, expansão de 27,0%

Importações recuam em todos os setores

Do lado das importações, o desempenho também foi analisado pela média diária no mesmo comparativo anual. Todos os setores registraram retração:

  • Agropecuária: queda de US$ 7,32 milhões (-26,2%)
  • Indústria Extrativa: recuo de US$ 17,37 milhões (-34,6%)
  • Indústria de Transformação: redução de US$ 44,64 milhões (-4,6%)

O resultado reforça o início positivo do comércio exterior brasileiro em 2026, com forte crescimento das exportações e controle das importações, ampliando o superávit comercial.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

Exportação de carne suína: Brasil ultrapassa o Canadá e vira o 3º maior exportador do mundo

O Brasil alcançou um novo patamar na exportação de carne suína e passou a ocupar a terceira posição no ranking mundial do setor. Dados divulgados nesta quarta-feira (7) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que o país embarcou 1,510 milhão de toneladas em 2025, volume recorde que representa crescimento de 11,6% em relação ao ano anterior.

Com esse desempenho, a suinocultura brasileira superou o Canadá e, pela primeira vez, conquistou o posto de terceiro maior exportador global da proteína.

Dezembro impulsiona recorde anual de embarques

O resultado expressivo foi puxado principalmente pelo desempenho do último mês do ano. Em dezembro, as exportações de carne suína brasileira avançaram 25,8%, com embarques de 137,8 mil toneladas, consolidando o ritmo acelerado do setor em 2025.

A receita acompanhou o crescimento do volume exportado. No acumulado do ano, o faturamento somou US$ 3,619 bilhões, alta de 19,3%, indicando não apenas maior quantidade vendida, mas também melhor remuneração no mercado internacional.

Preço médio sobe e reflete valorização do produto brasileiro

A diferença entre o crescimento da receita e o aumento do volume exportado evidencia uma valorização do preço médio da tonelada de carne suína. Enquanto os embarques cresceram 11,6%, o faturamento avançou quase o dobro desse percentual.

Segundo a ABPA, esse movimento está diretamente ligado à credibilidade sanitária do Brasil, que se manteve fora das grandes crises de Peste Suína Africana (PSA) registradas em países da Europa e da Ásia. O cenário reforçou a imagem do país como fornecedor confiável, com regularidade e segurança alimentar.

Filipinas assumem liderança entre os destinos

Um dos pontos mais relevantes do balanço de 2025 foi a mudança no perfil dos principais compradores. As Filipinas passaram a ser o maior destino da carne suína brasileira, com importações de 392,9 mil toneladas, crescimento expressivo de 54,5%.

Com isso, o país asiático superou a China, que reduziu suas compras em 33,9%, totalizando 159,2 mil toneladas no período.

Diversificação de mercados fortalece o setor

Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o novo cenário confirma o sucesso da estratégia de diversificação de mercados. Segundo ele, o Brasil reduziu a dependência do mercado chinês e ampliou presença em destinos considerados estratégicos.

Entre os destaques estão o Japão, com aumento de 22,4% nas importações, e o Chile, que registrou crescimento de 4,9%. A ampliação do leque de compradores contribui para maior estabilidade e previsibilidade ao setor exportador.

FONTE: Agrimídia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agrimídia

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Exportação

Venezuela despenca no ranking de destinos das exportações brasileiras após 12 anos de crise sob Maduro.

A Venezuela perdeu relevância de forma acelerada no comércio exterior brasileiro ao longo dos últimos 12 anos. O país caiu da 7ª para a 52ª posição entre os maiores destinos das exportações do Brasil durante o período em que Nicolás Maduro esteve no poder. No intervalo, as vendas brasileiras recuaram de US$ 4,8 bilhões em 2013 para US$ 751 milhões em 2025, refletindo o aprofundamento da crise econômica, produtiva e institucional no país vizinho.

De parceiro estratégico a mercado periférico

Quando Maduro assumiu a presidência, em 2013, após a morte de Hugo Chávez, a Venezuela figurava entre os principais parceiros comerciais do Brasil. Naquele ano, foi o sétimo maior destino das exportações nacionais, atrás apenas de China, Estados Unidos, Argentina, Países Baixos, Japão e Alemanha.

Doze anos depois, o cenário mudou radicalmente. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que, entre janeiro e novembro de 2025, o país apareceu apenas na 52ª colocação, com compras que não chegam a um quinto do valor registrado no início do governo Maduro.

Agronegócio concentrava a maior parte das vendas

O agronegócio brasileiro sempre teve papel central no comércio com a Venezuela. Em 2013, o setor respondeu por US$ 2,6 bilhões, o equivalente a 54% de tudo o que o Brasil exportou ao país, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

O auge ocorreu em 2014, quando as importações venezuelanas de produtos agropecuários se aproximaram de US$ 3 bilhões, tornando o país o quarto maior destino do agro brasileiro, atrás apenas de China, Estados Unidos e Rússia.

Proteína animal sofre colapso histórico

A crise venezuelana afetou de forma especialmente severa as exportações de proteína animal. Entre 2013 e 2025, o volume de carnes, animais vivos e laticínios enviados ao país despencou de 364,3 mil toneladas para 5,2 mil toneladas, uma queda de 98,6%.

Em valor, o tombo é ainda mais expressivo. As exportações de carnes somaram apenas US$ 13 milhões em 2024, o que representa cerca de 1% da receita obtida em 2014, ano recorde, quando o faturamento atingiu US$ 1,3 bilhão.

Quedas por segmento

  • Carne de frango: de 200 mil toneladas (2014) para 927 toneladas (2024), retração de 99,5%
  • Carne bovina: de 160,3 mil toneladas para 723 toneladas, queda semelhante
  • Animais vivos: de 248,3 mil toneladas para apenas 25 toneladas (-99,9%)
  • Leite e derivados: de 39,2 mil toneladas para 2,2 mil toneladas (-94,3%)

Produtos básicos ganham espaço na pauta

Com o recuo de itens de maior valor agregado, a pauta exportadora passou a ser dominada por produtos básicos, com menor nível de processamento industrial. Destacam-se os aumentos nas vendas de cereais (+162,5%), óleo de soja (+718%) e preparações à base de cereais (+183,6%), hoje entre os principais produtos enviados pelo Brasil à Venezuela.

Importações brasileiras também encolhem

A deterioração comercial é bilateral. O Brasil também reduziu significativamente suas compras do país vizinho, acompanhando o enfraquecimento da capacidade produtiva venezuelana.

Segundo o MDIC, as importações brasileiras caíram de US$ 1,18 bilhão em 2013 para US$ 422 milhões em 2024, uma retração de 64,2%.

Fertilizantes substituem petróleo

Em 2013, petróleo e derivados representavam 78% de tudo o que o Brasil importava da Venezuela, somando US$ 925,8 milhões. Em 2024, a pauta mudou completamente.

Os principais itens passaram a ser fertilizantes (US$ 168,1 milhões), alumínio e seus produtos (US$ 105,3 milhões) e álcoois e derivados (US$ 67,8 milhões). A mudança reflete o colapso da indústria petrolífera venezuelana, apesar de o país deter a maior reserva comprovada de petróleo do mundo.

A produção, que chegou a 3,4 milhões de barris por dia entre 2005 e 2008, caiu para 664,8 mil barris diários em 2021. Em 2024, houve recuperação parcial para 960 mil barris por dia, ainda 64,3% abaixo do nível registrado em 2014.

Mudança política no Brasil agravou a ruptura comercial

Analistas apontam que a queda do comércio não se explica apenas pela crise interna venezuelana. A partir de 2016, com o impeachment de Dilma Rousseff, houve um afastamento político e comercial entre Brasília e Caracas.

Um dos pilares da relação era o Convênio de Pagamentos e Créditos Recíprocos (CCR), que permitia transações sem uso de dólares. Com o aumento da inadimplência venezuelana, o Brasil passou a endurecer sua posição.

Segundo pesquisadores do Ipea, a redução do diálogo diplomático e a menor tolerância com dívidas junto ao Banco Central e ao BNDES impactaram diretamente o fluxo comercial.

Calotes levaram ao fim do acordo regional

Em 2017, o Banco Central suspendeu as operações com a Venezuela no CCR devido aos atrasos recorrentes. Entre 2017 e 2018, o Tesouro Nacional teve prejuízo de R$ 1,38 bilhão ao acionar o Fundo Garantidor de Exportações (FGE) para cobrir calotes.

Em abril de 2019, já no governo Jair Bolsonaro, o Brasil deixou unilateralmente o CCR, decisão inédita na política externa brasileira. Segundo o Ipea, a situação venezuelana foi o principal fator para essa saída.

Crise estrutural vem de décadas

A crise econômica da Venezuela teve início ainda nos anos 2000, sob Hugo Chávez, mas se aprofundou a partir de 2015 com a queda da produção de petróleo e dos preços internacionais da commodity. O cenário se agravou com denúncias de violações de direitos humanos, repressão à oposição e questionamentos sobre a legitimidade do processo político, resultando em sanções internacionais, especialmente dos Estados Unidos, que isolaram ainda mais o país.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Texto: Redação

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Exportação

Desoneração da exportação: projeto avança no Senado e pode ser votado em fevereiro

O projeto de desoneração da exportação está pronto para entrar na pauta do Senado e deve ser votado já em fevereiro, segundo o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. A proposta prevê a concessão de crédito tributário de 3% para estimular empresas brasileiras a ampliar ou retomar vendas ao exterior.

Crédito tributário deve ampliar acesso a novos mercados

De acordo com Alckmin, a medida é estratégica para empresas que perderam espaço em mercados como os Estados Unidos e buscam redirecionar suas exportações. O ministro destacou que o mecanismo vai beneficiar companhias de todos os portes, das micro e pequenas empresas às grandes exportadoras.

Segundo ele, o texto já está maduro para deliberação no Congresso. A expectativa do governo é que, após a aprovação, o incentivo funcione como um impulso imediato para a competitividade das exportações brasileiras.

Comércio exterior deve crescer apesar do cenário geopolítico

Alckmin também demonstrou otimismo em relação ao saldo da balança comercial brasileira em 2026, mesmo diante das incertezas no cenário internacional. Ele ressaltou avanços logísticos recentes que contribuíram para maior eficiência no comércio exterior.

O tempo médio das exportações brasileiras caiu de mais de dez dias para cerca de quatro a cinco dias. Já nas importações, o prazo foi reduzido para um intervalo entre seis e oito dias. Para o ministro, esses ganhos operacionais são fundamentais para sustentar o crescimento do setor.

Argentina lidera crescimento das exportações brasileiras

Outro destaque citado por Alckmin foi o desempenho da Argentina como destino das exportações nacionais. O país registrou o maior crescimento percentual entre os principais parceiros comerciais do Brasil, impulsionado principalmente pelo setor automotivo.

Atualmente, os maiores compradores de produtos brasileiros são China, União Europeia, Estados Unidos e Argentina. Entre eles, no entanto, o mercado argentino apresentou a expansão mais expressiva, com crescimento superior a 30% nas vendas brasileiras.

FONTE: Portal BE News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Brasil

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Exportação

Japão pede suspensão de controles da China sobre exportações de terras-raras

O governo do Japão solicitou que a China suspenda o reforço nos controles de exportação sobre produtos de uso duplo, civil e militar, que podem atingir itens estratégicos como os elementos de terras-raras. O pedido foi feito após o Ministério do Comércio chinês anunciar, no mesmo dia, a adoção imediata das novas regras.

Embora Pequim não tenha detalhado quais produtos serão afetados, autoridades japonesas demonstraram preocupação com possíveis restrições ao fornecimento de minerais críticos, fundamentais para as indústrias de tecnologia, defesa e transição energética.

Temor de restrições a minerais estratégicos

Tóquio avalia que parte dos elementos de terras-raras pode estar incluída na lista chinesa de produtos classificados como de dupla utilização. Esses materiais são essenciais para a fabricação de semicondutores, equipamentos eletrônicos, baterias e sistemas militares avançados, setores nos quais o Japão tem forte dependência de importações.

A falta de clareza sobre o alcance das medidas aumentou a apreensão do governo japonês, que vê risco de impacto direto em cadeias globais de suprimentos.

Crise diplomática entre Japão e China se intensifica

O episódio amplia a tensão diplomática entre os dois países, agravada após declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre a possibilidade de reação militar em caso de um ataque a Taiwan. Analistas apontam que o momento e o tom do anúncio chinês podem estar ligados a esse contexto geopolítico sensível.

O secretário-geral do Escritório de Assuntos Asiáticos e da Oceania do Ministério das Relações Exteriores do Japão, Masaaki Kanai, afirmou que apresentou um protesto formal às autoridades chinesas. Segundo comunicado oficial, Kanai “protestou veementemente e exigiu a revogação das medidas”.

Pedido formal apresentado à embaixada chinesa

A reclamação foi encaminhada diretamente a Shi Yong, vice-chefe da missão da embaixada da China no Japão, informou o ministério japonês. Para Kanai, as novas regras “se desviam significativamente da prática internacional” e são “absolutamente inaceitáveis e profundamente lamentáveis”.

Especialistas avaliam que a linguagem ambígua utilizada por Pequim pode ser uma estratégia para pressionar o governo japonês a adotar uma postura mais moderada nas relações bilaterais.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: JIJI Press/AFP

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Exportação

Açúcar orgânico brasileiro enfrenta tarifas elevadas e perde competitividade no mercado internacional

Tarifa dos EUA impacta exportações do açúcar orgânico
Seis meses após o início do chamado tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros, os exportadores de açúcar orgânico do Brasil seguem enfrentando obstáculos para escoar a produção. Antes livre de tarifas para entrar no mercado americano, o produto passou a arcar, na prática, com uma carga tributária próxima de 100%, o que compromete a competitividade do setor.

Fim de isenção e perda da cota especial
O endurecimento das regras foi impulsionado por decisões do governo do presidente Donald Trump. Além da manutenção da sobretaxa de 40%, em vigor desde agosto de 2025, o açúcar orgânico brasileiro passou a pagar mais 10%, tarifa aplicada pelos EUA a exportações globais. O impacto foi agravado pelo fim da chamada “Specialty-Quota”, que garantia isenção da tarifa de US$ 327 por tonelada para uma cota anual de 240 mil toneladas de açúcar orgânico.

Os Estados Unidos concentram uma parcela relevante do consumo mundial de produtos orgânicos. No país, o uso de açúcar orgânico é obrigatório na fabricação de alimentos industrializados certificados, como granolas, barras de cereais e iogurtes, o que torna o insumo essencial para a indústria local.

México também fecha portas ao produto brasileiro
Diante das restrições no mercado americano, a Native, do Grupo Balbo, buscou diversificar destinos e iniciou exportações para o México. No entanto, a estratégia foi interrompida no fim de 2025, quando o governo mexicano anunciou o fim da isenção tarifária para diversos produtos, incluindo o açúcar.

Segundo Leontino Balbo Júnior, vice-presidente da Native Produtos Orgânicos, chegaram a ser enviados dez contêineres ao país, com perspectiva de novos embarques. Com a mudança, o México passou a aplicar uma tarifa de 200% sobre o açúcar orgânico, inviabilizando novas vendas.

A entrada no mercado mexicano começou ainda em 2025, com apoio de um distribuidor americano que estruturou operações locais. A expectativa da Native era exportar até 3 mil toneladas até junho de 2026, enquanto o consumo anual dos EUA gira em torno de 300 mil toneladas.

Canadá absorve parte da demanda, mas volumes são limitados
Atualmente, o Canadá tem sido a principal alternativa para a empresa, impulsionado pela demanda indireta de clientes americanos. Mesmo assim, os volumes permanecem modestos. As exportações da Native ao país devem crescer de 6 mil para 9 mil toneladas anuais.

Sem novos mercados relevantes, a empresa acumula cerca de 30 mil toneladas em estoque, um patamar elevado diante da expectativa inicial de exportar 40 mil toneladas aos EUA nesta safra e zerar os armazéns até abril. De acordo com Balbo, a limitação de capital de giro dos distribuidores também dificulta novos negócios.

Outras exportadoras ainda mantêm vendas aos EUA
A Jalles Machado, outra exportadora brasileira de açúcar orgânico, ainda consegue atender o mercado americano. De acordo com Rodrigo Penna, diretor financeiro da companhia, as vendas continuam porque os EUA dependem do produto, mas o custo adicional tem sido repassado ao varejo.

Penna afirma que a empresa busca ampliar a presença em outros mercados, embora sem avanços expressivos. Para ele, as tarifas elevam o preço final ao consumidor e não beneficiam produtores americanos, que não atuam na produção de açúcar orgânico.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Benicchio Divulgação/Native

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Exportação

Santa Catarina alcança recorde histórico na exportação de carnes em 2025

Santa Catarina registrou um novo marco na exportação de carnes e consolidou sua posição de destaque no mercado internacional de proteínas animais. Ao longo de 2025, o estado comercializou mais de 2 milhões de toneladas de carnes para o exterior, alcançando crescimento de 2,8% em volume e 8,4% em valor na comparação com 2024. A receita total ultrapassou US$ 4,5 bilhões.

Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), sistematizados pelo Epagri/Cepa. Com esse desempenho, Santa Catarina respondeu por 19,5% das exportações brasileiras de carnes, mantendo-se como o segundo maior estado exportador do país.

Produção de excelência impulsiona resultados

O governador Jorginho Mello atribuiu o desempenho à qualidade da produção e à atuação integrada da cadeia produtiva. Segundo ele, a combinação entre sanidade animal, profissionalismo dos produtores e políticas públicas voltadas à abertura de mercados internacionais tem sido decisiva para os resultados alcançados.

Exportações crescem no mercado internacional

Somente no mês de dezembro, os embarques catarinenses somaram 193 mil toneladas, com faturamento de US$ 428,6 milhões. Em relação a novembro de 2025, o crescimento foi de 23,5% em volume e 21,6% em valor. Na comparação com dezembro de 2024, os avanços chegaram a 14,1% em quantidade e 17% em receita.

Para o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, os números refletem a competitividade do agro catarinense. Ele destacou que o reconhecimento internacional do status sanitário permite que Santa Catarina exporte proteínas animais para mais de 150 países.

Carne de frango lidera exportações

No acumulado de 2025, o estado exportou 1,20 milhão de toneladas de carne de frango, com receita de US$ 2,45 bilhões. O resultado representa aumento de 3% em volume e 6,9% em valor frente ao ano anterior. Trata-se do maior faturamento da série histórica, iniciada em 1997, e do terceiro melhor desempenho em quantidade.

De acordo com o analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl, a Arábia Saudita foi o principal destino da carne de frango catarinense, concentrando 11,9% da receita, seguida pelos Países Baixos (11,6%) e pelo Japão (10,4%). No cenário nacional, Santa Catarina respondeu por 25,6% da receita e 23,3% do volume exportado pelo Brasil, mantendo-se como o segundo maior exportador do produto.

Carne suína mantém liderança nacional

As exportações de carne suína também atingiram patamar recorde em 2025. O estado embarcou 748,8 mil toneladas, com faturamento de US$ 1,85 bilhão, registrando crescimento de 4,1% em volume e 9,4% em valor na comparação com 2024. Esse é o melhor resultado anual da série histórica, consolidando Santa Catarina como maior produtor e exportador de carne suína do Brasil.

O estado respondeu por 50,9% do volume e 51,8% da receita das exportações brasileiras do produto. Os principais destinos foram Japão (21% da receita), Filipinas (19,2%) e China (15,6%). Também chamou atenção a expansão das vendas para o México, que alcançou a quarta posição no ranking estadual, com alta de 78,7% em volume e 82,8% em receita.

Avanço nas exportações de carne de peru

Santa Catarina também apresentou crescimento expressivo nas exportações de carne de peru, com aumento de 6,9% em quantidade e avanço de 60,3% em receita. O estado foi responsável por 44,8% do volume e 48% do faturamento brasileiro com esse produto, reforçando sua liderança nacional no segmento.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Secom

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Exportação

Exportações brasileiras atingem US$ 349 bilhões em 2025 e registram recorde histórico

As exportações brasileiras alcançaram um novo recorde em 2025, mesmo diante de um cenário internacional desafiador. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), indicam que o Brasil exportou US$ 348,7 bilhões ao longo do ano, valor US$ 9 bilhões superior ao recorde anterior, registrado em 2023. O desempenho consolida os últimos três anos como os melhores da história da balança comercial brasileira.

Crescimento supera média do comércio global

Na comparação com 2024, as exportações cresceram 3,5% em valor e 5,7% em volume. Esse avanço mais do que dobra a estimativa da Organização Mundial do Comércio (OMC) para o crescimento do comércio global em 2025, projetado em 2,4%.

Além disso, mais de 40 mercados bateram recorde de compras de produtos brasileiros, com destaque para Canadá, Índia, Turquia, Paraguai, Uruguai, Suíça, Paquistão e Noruega.

Segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o resultado reflete a ampliação de mercados e políticas de estímulo à competitividade. “Mesmo diante de dificuldades geopolíticas, conseguimos abrir novos mercados e expandir os já existentes, apoiados por iniciativas como a Nova Indústria Brasil (NIB) e o Plano Brasil Soberano”, afirmou.

Importações, corrente de comércio e superávit

As importações brasileiras também atingiram um patamar recorde em 2025, somando US$ 280,4 bilhões, alta de 6,7% em relação a 2024 e quase US$ 8 bilhões acima do recorde anterior, de 2022.

Com isso, a corrente de comércio chegou a US$ 629,1 bilhões, o maior valor já registrado, com crescimento de 4,9% na comparação anual. O superávit comercial ficou em US$ 68,3 bilhões, o terceiro maior da série histórica, atrás apenas dos resultados de 2023 e 2024.

Desempenho recorde em dezembro

Em dezembro de 2025, as exportações totalizaram US$ 31 bilhões, alta de 24,7% e recorde para o mês. As importações alcançaram US$ 21,4 bilhões (+5,7%), enquanto o saldo comercial foi de US$ 9,6 bilhões, crescimento de 107,8%, também o maior já registrado para dezembro. A corrente de comércio mensal somou US$ 52,4 bilhões, avanço de 16,2%.

Exportações por setores e produtos

A indústria de transformação registrou crescimento de 3,8% em valor, impulsionada por aumento de 6% em volume, atingindo o recorde de US$ 189 bilhões. Entre os destaques estão carne bovina, carne suína, alumina, veículos de carga, caminhões, café torrado, máquinas elétricas, produtos de perfumaria, cacau em pó e defensivos agrícolas.

Na indústria extrativa, o volume exportado cresceu 8%, com minério de ferro e petróleo atingindo recordes de embarque. Já os produtos agropecuários avançaram 3,4% em volume e 7,1% em valor, com destaque para o café verde, que alcançou valor recorde, além da soja e do algodão em bruto, que registraram volumes históricos.

Principais destinos das exportações

A China manteve-se como principal destino, com crescimento de 6% e exportações que chegaram a US$ 100 bilhões, puxadas por soja, carne bovina, açúcar, celulose e ferro-gusa. Para a União Europeia, o aumento foi de 3,2%, com destaque para café, carne bovina, milho, minério de cobre e aeronaves.

As exportações para a Argentina avançaram 31,4%, impulsionadas pelo setor automotivo. Já para os Estados Unidos, houve retração de 6,6% no ano, influenciada pelas tarifas impostas a produtos brasileiros, especialmente entre agosto e dezembro. Em dezembro, no entanto, os embarques superaram US$ 3 bilhões, sinalizando recuperação parcial.

Importações por categorias e origens

Nas importações, os bens de capital lideraram o crescimento, com alta de 23,7%, seguidos por bens intermediários (+5,9%) e bens de consumo (+5,7%). As compras de combustíveis recuaram 8,6%.

Entre as origens, aumentaram as importações da China (+11,5%), dos Estados Unidos (+11,3%) e da União Europeia (+6,4%). Já as compras de produtos da Argentina registraram queda de 4,7%.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal do Boi

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