Exportação

Brasil endurece regras para exportação de carne à União Europeia e exige novos controles sanitários

O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) anunciou novas exigências para a certificação de produtos de origem animal destinados à União Europeia. A medida atende às normas adotadas pelo bloco europeu sobre o uso de antimicrobianos na produção pecuária e altera os critérios para emissão dos certificados sanitários internacionais.

As determinações estão previstas no Ofício-Circular nº 24/2026/CGCOA/DIPOA/SDA/MAPA, encaminhado aos serviços oficiais de inspeção e aos estabelecimentos habilitados para exportação. A partir de 3 de setembro de 2026, somente poderão ser certificados os produtos que comprovarem conformidade com a legislação europeia.

Exportadores terão de comprovar rastreabilidade e conformidade

Com as novas regras, frigoríficos e demais empresas exportadoras deverão manter sistemas de controle auditáveis que comprovem a elegibilidade de animais, matérias-primas e insumos utilizados na produção.

Entre as exigências estão registros de rastreabilidade, documentação que ateste a conformidade dos produtos, mecanismos para separar lotes aptos e não aptos à exportação e procedimentos para bloquear cargas que deixarem de atender aos critérios estabelecidos. A fiscalização oficial ficará responsável por verificar a implantação e a eficiência desses controles durante as auditorias.

As mudanças têm como base o Regulamento Delegado (UE) 2023/905 e o Regulamento de Execução (UE) 2022/1255, que impedem a entrada no mercado europeu de animais e produtos oriundos de sistemas que utilizem antimicrobianos para promoção de crescimento ou medicamentos considerados críticos para a medicina humana.

Impacto varia entre os setores da produção animal

As novas exigências abrangem carnes, ovos, mel, pescado, aquicultura e outros produtos de origem animal, mas os efeitos deverão ser diferentes em cada cadeia produtiva.

Nos setores de aves, ovos e aquicultura, o MAPA passa a exigir programas documentados de qualificação e monitoramento dos fabricantes de alimentação animal utilizados nos lotes destinados à União Europeia. Também será necessária a comprovação de que esses fornecedores estejam devidamente registrados junto ao ministério.

Nas integrações avícolas, boletins sanitários e registros dos programas de alimentação passam a integrar a documentação sujeita à fiscalização oficial.

Já na bovinocultura, a adaptação tende a ser mais desafiadora devido ao longo ciclo de produção. A certificação exigirá documentação que demonstre que o animal permaneceu em conformidade com as normas europeias durante toda a sua vida produtiva, reforçando a necessidade de sistemas robustos de rastreabilidade desde a cria até o abate.

Fiscalização passa a avaliar programas de autocontrole

Outra mudança importante é a ampliação das responsabilidades das empresas exportadoras. A fiscalização deixará de concentrar sua análise apenas na etapa final de processamento e passará a avaliar os programas de autocontrole adotados pelos estabelecimentos.

O Serviço Oficial deverá verificar se esses procedimentos são suficientes para assegurar a manutenção da elegibilidade sanitária dos produtos destinados ao mercado europeu, analisando sua adequação, implementação e efetividade.

O documento também informa que os mesmos critérios servirão de base para as exportações ao Reino Unido enquanto permanecerem em vigor requisitos equivalentes relacionados ao uso de antimicrobianos, embora não existam novas restrições sanitárias impostas pelas autoridades britânicas neste momento.

Adequação acompanha mudanças na legislação europeia

As novas orientações fazem parte do processo de adequação do Brasil às recentes mudanças regulatórias promovidas pela União Europeia. Em maio, o bloco atualizou a relação de países autorizados a oferecer garantias sobre o controle de antimicrobianos na produção animal e estabeleceu prazo até setembro para adaptação dos sistemas de certificação.

Antes disso, o governo brasileiro já havia publicado a Portaria SDA nº 1.617/2026, proibindo o uso de antimicrobianos como aditivos melhoradores de desempenho animal. A medida integra o alinhamento da legislação nacional às normas internacionais voltadas ao combate da resistência antimicrobiana.

Segundo o MAPA, a emissão dos certificados sanitários internacionais, a partir de 3 de setembro de 2026, dependerá da comprovação de que os produtos atendem integralmente às exigências previstas pela legislação europeia.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: IA

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Exportação

Financiamento às exportações ganha nova lei para ampliar crédito e competitividade das empresas

A nova lei de financiamento às exportações promete facilitar o acesso ao crédito, ampliar mecanismos de garantia e reduzir a burocracia para empresas brasileiras que atuam no mercado internacional. Sancionada como Lei nº 15.359/2026, a medida busca fortalecer a competitividade da indústria nacional, com foco especial nas micro, pequenas e médias empresas.

Além de modernizar a legislação, o novo marco cria condições para ampliar a presença de produtos brasileiros no exterior por meio de instrumentos mais eficientes de financiamento e seguro de crédito à exportação.

Nova legislação busca impulsionar a internacionalização das empresas

Na avaliação da presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante, a iniciativa enfrenta um dos principais obstáculos históricos da indústria brasileira: a dificuldade de acesso a linhas adequadas de financiamento às exportações.

Segundo ela, muitas empresas possuem capacidade produtiva e produtos competitivos, mas deixam de conquistar novos mercados por falta de instrumentos financeiros capazes de apoiar suas operações internacionais.

Crédito continua sendo fator decisivo para exportadores

O especialista em Políticas e Indústria da CNI, Afonso de Carvalho Costa Lopes, destaca que a disponibilidade de crédito permanece como um dos pilares para aumentar a competitividade das empresas brasileiras no comércio exterior.

De acordo com ele, oferecer um produto competitivo não é suficiente quando o exportador não dispõe de seguro de crédito à exportação e financiamento compatíveis com as exigências do mercado internacional, o que pode comprometer novas oportunidades de negócios.

Fundo de Garantia à Exportação terá novas atribuições

Entre as principais mudanças promovidas pela Lei nº 15.359/2026 está a ampliação do papel do Fundo de Garantia à Exportação (FGE).

A legislação moderniza a governança do sistema, simplifica o acesso aos instrumentos oficiais — inclusive por meio da criação de um portal único para solicitações — e reforça a segurança jurídica para gestores públicos, reduzindo entraves administrativos que historicamente dificultavam a liberação de financiamentos.

Regras ampliam garantias e incentivam investimentos sustentáveis

Segundo a diretora de Garantias da Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), Nátany Boldo, o novo marco legal flexibiliza os prazos de operação do FGE e autoriza a realização de garantias indiretas em parceria com seguradoras privadas.

A legislação também amplia a cobertura para investimentos verdes, projetos de alta intensidade tecnológica e outras iniciativas voltadas ao fortalecimento da competitividade da indústria brasileira no mercado global.

Medida Provisória reforça acesso ao crédito para exportadores

As mudanças trazidas pela nova lei foram complementadas pela Medida Provisória nº 1.345/2026, que autoriza o Fundo de Garantia à Exportação a dar suporte às operações do Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE).

A expectativa é ampliar a oferta de crédito às empresas exportadoras, especialmente às micro, pequenas e médias organizações.

De acordo com Nátany Boldo, o FGCE foi estruturado para operar em parceria com instituições financeiras por meio de garantias de carteira, tornando o acesso ao crédito mais ágil, simples e eficiente para quem busca expandir negócios no mercado internacional.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

Exportação de farelo de soja ganha nova rota pelo Porto de Itaqui

O Brasil passa a contar com uma nova alternativa logística para impulsionar a exportação de farelo de soja. A operadora ferroviária VLI S.A. iniciará uma operação permanente de transporte do produto até o Porto de Itaqui, no Maranhão, ampliando a capacidade de escoamento e reduzindo a dependência dos portos do Sul do país.

A iniciativa busca solucionar gargalos logísticos em um momento de crescimento da produção nacional de farelo, resultado do aumento do processamento da soja para atender à demanda da indústria de biodiesel.

Nova rota ferroviária amplia capacidade de exportação

Segundo a diretora comercial da VLI, Carolina Hernandez Tascon, a empresa passará a operar o transporte de farelo de soja durante todo o ano pela ferrovia que liga importantes regiões produtoras ao Porto de Itaqui.

Até então, os embarques eram realizados apenas de forma pontual. Com a mudança, a operação se tornará contínua, oferecendo uma alternativa aos terminais portuários tradicionalmente mais congestionados das regiões Sul e Sudeste.

A nova rota atende áreas estratégicas da produção agrícola brasileira, incluindo Mato Grosso — maior produtor de soja do país —, além de Tocantins, Piauí e Bahia.

Produção crescente aumenta pressão sobre a logística

O fortalecimento da infraestrutura ocorre em um cenário de expansão da produção de farelo de soja no Brasil. O aumento do esmagamento da soja, impulsionado pela demanda da cadeia de biodiesel, tem elevado a oferta do coproduto destinado principalmente à fabricação de ração animal.

Com maior volume disponível para exportação, cresce também a necessidade de ampliar a capacidade de transporte, armazenagem e movimentação da carga.

De acordo com Carolina Tascon, a redução dos custos logísticos será determinante para elevar a competitividade do produto brasileiro frente à Argentina, atualmente a maior exportadora mundial de farelo de soja.

Outro fator considerado estratégico é a localização dos portos da região Norte, que oferecem menor distância marítima até a Europa, reduzindo custos e tempo de viagem para esse importante mercado consumidor.

Estrutura de armazenagem ainda é um desafio

Apesar dos investimentos realizados nos últimos anos para ampliar os embarques de soja e milho pelos portos do Norte, o farelo de soja exige instalações específicas para armazenamento e movimentação, já que precisa permanecer segregado de outras cargas.

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) alertou recentemente que, durante os períodos de safra, a elevada movimentação de soja no primeiro semestre e de milho na segunda metade do ano limita a disponibilidade de espaços para armazenagem, tornando a logística ainda mais desafiadora.

Empresas investem em novos terminais

Além da iniciativa da VLI, outras companhias também ampliam investimentos para fortalecer a infraestrutura de exportação.

As empresas 3Tentos Agroindustrial e Caramuru Alimentos desenvolvem um novo terminal de embarque em Miritituba, no Pará. A expectativa é que a estrutura entre em operação no último trimestre de 2026, ampliando a capacidade logística da região.

No caso da VLI, os primeiros testes com cargas de farelo de soja começam ainda neste mês. A empresa prepara áreas exclusivas de armazenagem em terminais ferroviários ligados ao corredor Norte. Os terminais portuários TPSL e Tegram, localizados no Maranhão, também passarão a operar com armazenamento e movimentação do produto.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dan Koeck

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Exportação

Exportação de carne bovina para a China desacelera e frigoríficos brasileiros suspendem parte da produção

Frigoríficos brasileiros começaram a reduzir o ritmo de produção e a conceder férias coletivas a funcionários diante da expectativa de esgotamento da cota anual de importação de carne bovina da China. A medida afeta unidades em diferentes estados e deve impactar temporariamente o setor até a reabertura das compras pelo mercado chinês.

A previsão das empresas é que os importadores da China retomem os pedidos apenas em outubro, quando os embarques já poderão ser contabilizados na cota de 2027.

Cota chinesa reduz demanda por carne brasileira

Empresas como Frigol, Better Beef, Iguatemi Beef e Plena Alimentos anunciaram a suspensão parcial do abate de bovinos e da produção de carne. O objetivo é ajustar a oferta diante da queda na demanda do principal destino das exportações brasileiras do setor.

No fim de 2025, a China estabeleceu limites anuais de importação para fornecedores como Brasil, Austrália e Estados Unidos, em uma estratégia para fortalecer a produção interna. Para o Brasil, a cota foi fixada em 1,106 milhão de toneladas, abaixo das cerca de 1,7 milhão de toneladas exportadas pelo país no ano anterior.

As cargas dentro da cota pagam tarifa de 12%. Já os volumes que ultrapassam esse limite passam a sofrer uma tributação total de 67%, tornando as operações menos competitivas.

Embora ainda seja junho, exportadores acreditam que a cota esteja próxima do limite porque o governo chinês contabiliza os volumes conforme a data de chegada aos portos do país, e não pela data de embarque no Brasil.

Empresas adotam férias coletivas e reduzem abates

A Frigol informou que cerca de mil colaboradores da unidade de Água Azul do Norte (PA) entrarão em férias coletivas por 18 dias a partir de 1º de julho. A planta destinava aproximadamente 70% da produção ao mercado chinês.

Nas demais unidades, a empresa reduzirá o ritmo de abates em cerca de 20%. Mesmo após o retorno dos funcionários, a expectativa da companhia é operar entre 30% e 40% abaixo da capacidade anterior, devido à dificuldade de redirecionar toda a produção para outros mercados.

A Better Beef também anunciou mudanças nas operações. A unidade de Araçatuba (SP) terá as atividades suspensas entre 20 de julho e 10 de agosto. Enquanto isso, a planta de Rancharia passará a abastecer o mercado interno e outros destinos internacionais, como Estados Unidos, Chile e países do Oriente Médio.

A empresa, que faturou cerca de R$ 3 bilhões no ano passado, esperava crescer aproximadamente 10% em 2026. Com as restrições nas compras chinesas, a projeção foi revista para um desempenho semelhante ao registrado em 2025.

Mato Grosso do Sul e outras regiões também são afetados

A Iguatemi Beef, instalada em Mato Grosso do Sul, colocará aproximadamente 650 dos 850 funcionários em férias coletivas durante julho. A unidade exporta entre 90% e 95% da produção, sendo que cerca de 80% tem como destino a China.

Segundo a empresa, a redução temporária dos abates ajudará a controlar custos em um cenário de demanda enfraquecida e preços elevados do gado. Parte da produção já foi direcionada antecipadamente para mercados como Estados Unidos, Reino Unido, Oriente Médio e o próprio mercado brasileiro.

A Plena Alimentos também confirmou férias coletivas para cerca de 1.500 colaboradores em plantas localizadas em Goiás e Tocantins, durante 21 dias úteis. Já a Astra Foods pretende ampliar o abastecimento do mercado regional com a carne que deixará de ser exportada nos próximos meses.

Grandes frigoríficos buscam reduzir impactos

As maiores empresas do setor contam com uma estrutura mais diversificada para enfrentar o cenário. A estratégia inclui ampliar as vendas para outros mercados internacionais e utilizar plantas instaladas em diferentes países.

No caso da Minerva Foods, unidades brasileiras devem reforçar o fornecimento aos Estados Unidos, enquanto operações na Argentina, Uruguai e Colômbia continuam atendendo a demanda chinesa.

Na JBS, o diretor da Friboi, Renato Costa, já havia informado anteriormente que a empresa deixaria de produzir determinados cortes destinados à China a partir da segunda quinzena de junho. Procurada, a companhia não confirmou se também adotará férias coletivas para parte dos funcionários. Minerva e MBRF optaram por não comentar o assunto.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images/Canva

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Exportação

MDIC lança manuais sobre acordo Mercosul-União Europeia para ampliar acesso de exportadores brasileiros

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgou, nesta sexta-feira (26), dois novos manuais voltados a ampliar o aproveitamento das oportunidades geradas pelo Acordo Mercosul-União Europeia. O material foi elaborado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e tem foco em facilitar o entendimento das regras do comércio internacional entre os dois blocos.

As publicações tratam de temas considerados essenciais para exportadores e operadores de comércio exterior, como regras de origem e indicações geográficas, com o objetivo de tornar mais acessível o uso das preferências tarifárias previstas no acordo.

Acordo Mercosul-UE entra em nova fase de implementação

Segundo a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, a entrada em vigor do acordo em 1º de maio marcou uma nova etapa para o governo e para o setor produtivo brasileiro. Ela destacou que o MDIC tem atuado para oferecer orientação técnica, informações e canais de diálogo com as empresas.

A estratégia busca garantir que o setor produtivo consiga aproveitar plenamente as oportunidades comerciais abertas pelo Acordo Mercosul-União Europeia, considerado um dos mais relevantes para o comércio internacional brasileiro.

Manual explica regras de origem no comércio internacional

O Manual de Regras de Origem detalha os critérios que determinam quando um produto pode ser considerado originário do Mercosul e, portanto, apto a receber benefícios tarifários no mercado europeu.

O documento reúne explicações sobre requisitos específicos por tipo de produto, critérios de qualificação, regras de acumulação de origem, operações mínimas permitidas e procedimentos para emissão da declaração e do certificado de origem.

A proposta é reduzir dúvidas técnicas e facilitar o cumprimento das exigências necessárias para que empresas brasileiras possam acessar as vantagens previstas no acordo.

Indicações geográficas e proteção de produtos brasileiros

O segundo material, o Manual de Indicações Geográficas, apresenta as normas de proteção previstas no acordo comercial. O conteúdo explica como ocorre o reconhecimento mútuo entre Mercosul e União Europeia e quais regras devem ser seguidas para garantir a proteção de produtos com identidade territorial.

O guia também aborda exceções negociadas pelo Brasil, períodos de transição para determinados itens, a relação entre marcas comerciais e indicações geográficas e as oportunidades para produtos brasileiros reconhecidos por sua origem.

MDIC busca ampliar acesso a informações técnicas

As duas publicações fazem parte de um conjunto de ações do MDIC voltadas à implementação do acordo e ao aumento da transparência das informações relacionadas ao comércio internacional.

A iniciativa tem como foco aproximar o conteúdo técnico do setor produtivo, oferecendo orientações claras e acessíveis para que empresas brasileiras possam ampliar o uso dos benefícios negociados entre o Mercosul e a União Europeia.

Manual de Regras de Origem

Manual de Indicações Geográficas

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Sebrae de Notícias

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Exportação

Regulamento da União Europeia sobre desmatamento pode dificultar exportação de café brasileiro, aponta estudo

As novas exigências do Regulamento da União Europeia sobre Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), que devem entrar em vigor de forma gradual até junho de 2027, podem impor obstáculos adicionais à exportação de café brasileiro. O impacto tende a ser maior sobre pequenos produtores e cooperativas rurais, que podem enfrentar dificuldades para atender às regras de rastreabilidade exigidas pelo bloco europeu.

A avaliação consta de um estudo do projeto “Descarbonização e Política Industrial: Desafios para o Brasil”, desenvolvido pelo Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e divulgado pela Agência Bori.

Segundo o levantamento, em 2024, cerca de 51,2% das exportações brasileiras de café tiveram como destino a União Europeia, o que evidencia a forte dependência do setor em relação ao mercado europeu.

O que é o EUDR e como funciona a regra ambiental da UE

O EUDR (European Union Deforestation Regulation) é uma legislação criada pela União Europeia para reduzir o desmatamento associado a produtos importados. A norma condiciona o acesso ao mercado europeu à comprovação de que as commodities não foram produzidas em áreas desmatadas após dezembro de 2020.

Na prática, produtos sem essa comprovação poderão ter a importação barrada. O Brasil foi classificado pelo bloco como país de “risco padrão”, o que exige maior rigor em processos de rastreabilidade e verificação ambiental.

De acordo com o estudo, a exposição do Brasil à nova regra atinge cerca de 5,3% do total das exportações nacionais, envolvendo sete principais commodities: café, soja, gado bovino, cacau, óleo de palma, borracha e madeira.

Entre elas, o café é o produto mais dependente da União Europeia, sendo o único em que mais da metade da produção é destinada ao bloco.

Pequenos produtores são os mais vulneráveis às exigências

O estudo aponta que, no caso do café, micro e pequenos produtores rurais tendem a ser os mais afetados. Isso ocorre devido a limitações técnicas, dificuldades de regularização fundiária e desafios para comprovar a origem da produção.

Essas barreiras dificultam a implementação dos sistemas exigidos de rastreabilidade ambiental, fundamentais para atender às regras do EUDR.

Além do café, o levantamento também analisa impactos sobre outras commodities, como gado bovino, cacau, óleo de palma, borracha, soja e madeira.

Possível barreira comercial e críticas ao regulamento europeu

O cronograma do EUDR prevê início de aplicação em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios produtores, e em 30 de junho de 2027 para micro e pequenos produtores, após sucessivos adiamentos.

A economista Kethelyn Ferreira avalia que, embora o objetivo ambiental do regulamento seja legítimo — reduzir o desmatamento global —, o modelo pode funcionar como uma forma de “protecionismo verde”, ao impor barreiras indiretas ao comércio internacional.

Segundo ela, as exigências de devida diligência e rastreabilidade podem elevar custos de exportação, especialmente em países em desenvolvimento, funcionando na prática como uma barreira não tarifária.

Outro ponto levantado pelo estudo é a crítica à equiparação entre desmatamento legal e ilegal no regulamento europeu.

Impactos podem alterar o mercado internacional do café

Apesar das incertezas, o estudo não afirma que o Brasil perderá espaço automaticamente no mercado europeu. No entanto, há sinais de que o EUDR pode favorecer a concentração da produção em grandes exportadores, que têm maior capacidade de investimento em sistemas de controle e certificação.

A pesquisadora também alerta para possível redirecionamento das compras europeias para países classificados como de “baixo risco”, como o Vietnã, o segundo maior exportador mundial de café.

Em 2024, o Brasil respondeu por 21,8% das importações de café da União Europeia, enquanto o Vietnã ficou com 9,1%.

Possíveis soluções e caminhos para adaptação

O estudo da UFRJ destaca que o adiamento da implementação do EUDR abre espaço para negociações diplomáticas e ajustes técnicos que possam reduzir os impactos sobre países exportadores.

Entre as propostas estão o reconhecimento de sistemas já existentes no Brasil, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a Moratória da Soja, que já atuam no monitoramento ambiental e controle de desmatamento.

As pesquisadoras também defendem a criação de fundos europeus de apoio técnico e financeiro, especialmente voltados a pequenos produtores rurais, para facilitar a adaptação às novas exigências de conformidade ambiental.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Arco Norte amplia participação nas exportações de grãos e desafia liderança dos portos do Sul

Durante décadas, os portos das regiões Sul e Sudeste concentraram o embarque da soja, do milho e de outros grãos produzidos no Brasil. No entanto, o crescimento da produção agrícola, especialmente no Centro-Oeste, impulsionou uma mudança significativa na logística nacional. Os portos do Arco Norte passaram a absorver uma parcela cada vez maior das exportações, reduzindo a dependência histórica de Santos e Paranaguá.

A principal vantagem está na localização estratégica. Para produtores instalados no interior do país, principalmente no Mato Grosso, transportar a produção para os terminais do Norte significa percorrer distâncias menores, diminuindo os custos com frete e aumentando a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Nova rota logística fortalece o agronegócio

O avanço do Arco Norte deixou de ser uma projeção para se tornar uma realidade consolidada. Portos como Itaqui, no Maranhão, e diversos terminais instalados no Pará assumiram papel relevante no escoamento da produção agrícola.

A expansão foi impulsionada por investimentos em infraestrutura, incluindo novos terminais graneleiros, ampliação de cais, obras de dragagem e fortalecimento das hidrovias, que permitem o transporte de grãos por barcaças até os portos marítimos.

Essa integração entre rodovias, ferrovias, hidrovias e terminais cria um corredor logístico alternativo capaz de disputar espaço com o tradicional eixo Sul-Sudeste.

Menos gargalos nos portos tradicionais

O crescimento da movimentação pelo Norte também contribui para reduzir a pressão sobre os portos de Santos e Paranaguá, que historicamente enfrentam filas de caminhões e navios durante os períodos de safra.

Embora continuem entre os principais corredores de exportação do país, os terminais do Sul passam a dividir o fluxo de cargas, tornando a logística nacional mais eficiente e menos dependente de uma única região.

Nos últimos anos, a participação do Arco Norte nas exportações de grãos cresceu de forma consistente e, em determinados períodos, já alcança volumes semelhantes ou até superiores aos registrados pelo eixo Sul-Sudeste.

Porto de Itaqui simboliza transformação logística

Entre os destaques dessa nova configuração está o Porto de Itaqui, no Maranhão. O terminal reúne características consideradas estratégicas para o comércio exterior, como calado profundo para receber grandes navios graneleiros e conexão com a Ferrovia Norte-Sul, facilitando o transporte da produção agrícola do interior até o litoral.

A integração entre ferrovia e porto tem contribuído para ampliar o volume de embarques destinados principalmente aos mercados da Ásia e da Europa.

Infraestrutura ainda é desafio para expansão

Apesar do avanço, especialistas apontam que ainda existem obstáculos para consolidar o potencial do Arco Norte.

Algumas hidrovias necessitam de melhorias para garantir operação durante todo o ano, enquanto projetos de infraestrutura enfrentam desafios relacionados ao licenciamento ambiental e à ampliação dos acessos rodoviários e ferroviários.

A expansão da capacidade logística dependerá da conclusão dessas obras e da integração eficiente entre diferentes modais de transporte.

Frete segue decisivo para competitividade da soja

Como a soja é uma commodity negociada internacionalmente com preços semelhantes, independentemente da origem, o custo do transporte exerce influência direta sobre a rentabilidade do produtor.

Nesse cenário, reduzir a distância entre as áreas produtoras e os portos representa uma vantagem econômica significativa. Por isso, o Arco Norte vem se consolidando como uma alternativa cada vez mais atrativa para o escoamento da produção agrícola do Centro-Norte brasileiro.

Além dos produtores rurais, o novo corredor logístico também movimenta investimentos de tradings, operadores portuários, governos estaduais e empresas privadas, fortalecendo a economia de estados do Norte e Nordeste.

Com a continuidade dos investimentos em infraestrutura, a tendência é que os portos do Arco Norte ampliem ainda mais sua participação nas exportações, consolidando-se como protagonistas da logística do agronegócio nacional.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Exportação

Exportação de açúcar da Índia deve permanecer restrita por três safras e impulsionar preços globais

A Índia deverá continuar com um volume limitado de exportação de açúcar pelos próximos três ciclos produtivos, cenário que tende a reduzir a oferta global e manter os preços internacionais elevados. A combinação entre os efeitos do El Niño sobre a produção de cana-de-açúcar e o avanço da demanda por etanol está diminuindo o excedente disponível para o mercado externo.

Até poucos anos atrás, o país ocupava a posição de segundo maior exportador mundial de açúcar. Agora, a menor disponibilidade do produto deve afetar principalmente compradores da Ásia, África e Oriente Médio, além de sustentar as cotações nas bolsas de Londres e Nova York.

Governo deve manter controle rigoroso sobre as exportações

O açúcar possui forte peso econômico e social na Índia, maior consumidor mundial da commodity. Por isso, o governo tem priorizado o abastecimento interno diante das incertezas na produção.

Segundo fontes ligadas ao setor e ao governo, a estratégia não será anunciar uma proibição formal de longo prazo, mas restringir as autorizações de exportação a cada safra, conforme a disponibilidade do produto. Atualmente, as usinas dependem de aprovação oficial para realizar embarques ao exterior.

No mês passado, integrantes do governo do primeiro-ministro Narendra Modi orientaram o setor sucroenergético a concentrar esforços no atendimento do mercado doméstico e evitar pressões por novas liberações para exportação.

Na safra atual, a Índia exportou cerca de 800 mil toneladas de açúcar antes de suspender os embarques até 30 de setembro, data que marca o encerramento do ciclo produtivo. Nas cinco safras anteriores, encerradas em 2022/23, o país havia registrado uma média anual de 6,8 milhões de toneladas exportadas, equivalente a aproximadamente 10% do comércio mundial.

El Niño ameaça reduzir ainda mais a produção de cana

As perspectivas para a próxima safra preocupam produtores e analistas. A expectativa é que o El Niño provoque a monção mais fraca dos últimos 11 anos na Índia, reduzindo o volume de chuvas necessário para o desenvolvimento da lavoura.

Além disso, as precipitações registradas em junho ficaram mais de 40% abaixo da média histórica, levando muitos agricultores a adiar o plantio da cana.

No estado de Maharashtra, um dos principais polos produtores do país, parte dos agricultores já opta por substituir a cana por culturas menos dependentes de água, como soja, feijão-guandu e outras leguminosas. Viveiristas também relatam queda significativa na procura por mudas de cana.

Especialistas avaliam que essa mudança poderá reduzir a área cultivada e comprometer a oferta de açúcar nas próximas safras.

Produção deve ficar abaixo do consumo interno

As projeções do setor indicam que a produção indiana deverá atingir cerca de 27,9 milhões de toneladas nesta safra, abaixo da demanda doméstica estimada em aproximadamente 28,5 milhões de toneladas.

Com isso, os estoques disponíveis nas usinas no início da próxima temporada, em 1º de outubro, podem cair para cerca de 3,5 milhões de toneladas, o menor nível registrado em mais de três décadas.

Para Rahil Shaikh, diretor da MEIR Commodities India, caso as chuvas permaneçam abaixo do esperado, a Índia poderá ficar fora do mercado exportador por pelo menos três anos. O executivo ressalta que o Brasil e a Tailândia, importantes fornecedores globais, também enfrentam riscos climáticos associados ao El Niño.

Expansão do etanol reduz disponibilidade para exportação

Outro fator que pressiona a oferta de açúcar é a política do governo indiano de ampliar a produção de etanol, como forma de reduzir a dependência das importações de petróleo.

As estimativas do setor apontam que a demanda pelo biocombustível poderá saltar dos atuais 12 a 13 bilhões de litros para aproximadamente 30 bilhões de litros até 2039-40, impulsionada pelo aumento da mistura de etanol à gasolina e pela expansão dos veículos flex-fuel.

Recentemente, a montadora Maruti Suzuki lançou o primeiro automóvel flex-fuel da Índia, enquanto a Hero MotoCorp apresentou uma motocicleta equipada com a mesma tecnologia. Paralelamente, o governo eliminou impostos sobre combustíveis com maior teor de etanol e passou a incentivar o uso de misturas com até 85% do biocombustível.

Na avaliação de representantes da indústria sucroenergética, as futuras políticas públicas deverão priorizar cada vez mais a produção de etanol em detrimento das exportações de açúcar.

Mercado teme até necessidade de importações no futuro

Caso os impactos climáticos se intensifiquem e a área cultivada continue diminuindo, a Índia poderá enfrentar uma situação inédita nos próximos anos: deixar de ser exportadora para se tornar importadora de açúcar.

Analistas do setor alertam que uma combinação entre um El Niño mais severo e o crescimento acelerado da demanda por etanol poderá praticamente eliminar o excedente exportável, tornando necessária a importação da commodity para atender o mercado interno, especialmente a partir da safra 2027/28.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amit Dave

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Exportação

Exportação de diesel russo pode ser suspensa e gerar impactos no mercado brasileiro

A possibilidade de um veto às exportações de diesel russo acendeu um alerta em mercados que dependem do combustível produzido pelo país. Entre eles está o Brasil, atualmente um dos principais compradores do derivado e maior destino do diesel exportado pela Rússia na América Latina.

A medida está sendo analisada pelo governo russo como forma de controlar os preços internos dos combustíveis e enfrentar problemas de abastecimento provocados pelos recentes ataques da Ucrânia à infraestrutura energética do país.

Ataques a refinarias pressionam produção de combustíveis

Segundo autoridades russas, os bombardeios e ataques com drones contra refinarias e instalações estratégicas afetaram significativamente a produção de derivados de petróleo. Consultorias locais apontam que a fabricação de combustíveis, incluindo gasolina e diesel, chegou a registrar queda expressiva nas últimas semanas.

O vice-primeiro-ministro da Rússia, responsável pela coordenação do setor energético, indicou que o governo estuda diferentes alternativas para equilibrar a oferta doméstica. Entre elas estão restrições às exportações e a adoção de novas tarifas para vendas ao exterior.

Caso sejam implementadas, essas medidas podem elevar os custos do combustível para importadores internacionais.

Brasil depende cada vez mais do diesel vindo da Rússia

Desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, em 2022, o Brasil ampliou significativamente as compras de diesel russo, atraído pelos descontos oferecidos após as sanções impostas por países ocidentais.

Atualmente, o produto tem participação dominante nas importações brasileiras do combustível. Em maio, aproximadamente 75% do diesel desembarcado no país teve origem na Rússia, enquanto os Estados Unidos ocuparam posição bem mais modesta entre os fornecedores.

O cenário reforça a importância estratégica do combustível russo para o abastecimento nacional.

Transporte rodoviário aumenta sensibilidade do mercado brasileiro

A economia brasileira possui forte dependência do transporte rodoviário para a circulação de mercadorias, o que torna o diesel um insumo essencial para diferentes setores produtivos.

Embora a Petrobras responda por cerca de 70% da oferta nacional do combustível, o restante é complementado por importações. Dessa forma, qualquer redução na disponibilidade internacional ou aumento nos preços pode repercutir diretamente nos custos logísticos e de transporte.

Brasil está entre os maiores compradores do diesel russo

Com a reconfiguração do comércio global de energia após as sanções europeias, o Brasil passou a ocupar posição de destaque entre os destinos do diesel exportado pela Rússia.

Levantamentos internacionais apontam que o país absorveu cerca de 11% das exportações russas do derivado desde a implementação das restrições impostas pela Europa. O percentual fica próximo ao registrado pela China, enquanto a Turquia lidera a lista dos principais compradores.

No caso do petróleo bruto, os maiores mercados para a Rússia continuam sendo China e Índia.

Crise de abastecimento preocupa autoridades russas

Além das perdas na produção, os danos causados à infraestrutura energética afetaram a distribuição de combustíveis em algumas regiões russas. Relatos apontam dificuldades de abastecimento, filas em postos e limitação na venda de gasolina e diesel em áreas mais afetadas.

O governo também enfrenta desafios relacionados ao reparo de refinarias e terminais atingidos pelos ataques, fator que contribui para a pressão sobre a oferta doméstica.

Mercado global acompanha cenário com atenção

A possível suspensão das exportações de diesel ocorre em um momento de elevada sensibilidade para o mercado internacional de energia. Alterações no fluxo de combustíveis russos podem influenciar preços globais e gerar reflexos em países importadores.

Para o Brasil, eventual restrição nas vendas russas representa um fator de risco para o abastecimento e para os custos do combustível, especialmente em um cenário de forte dependência do diesel importado para atender à demanda interna.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Serguei Pivovarov /Reuters

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Exportação

Exportações de algodão podem bater recorde histórico em junho

As exportações de algodão do Brasil seguem em alta e podem alcançar um novo recorde para o mês de junho. Mesmo em período de entressafra, a ampla oferta de algodão em pluma no mercado interno e a necessidade de escoar o excedente da produção continuam impulsionando os embarques para o exterior.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o país consolidou nos últimos anos sua capacidade de atender à demanda internacional de forma contínua durante todo o ano. Esse cenário representa uma mudança em relação ao passado, quando os embarques se concentravam principalmente no segundo semestre.

Embarques superam volume registrado em junho do ano passado

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil exportou 146,8 mil toneladas de algodão brasileiro nos primeiros 14 dias úteis de junho. Embora o volume seja 49,6% inferior ao registrado em maio, ele já supera em 10,6% o total embarcado durante todo o mês de junho de 2025.

A média diária de exportações chegou a 10,49 mil toneladas, desempenho significativamente superior ao observado no mesmo período do ano passado. O avanço foi de 57,9% em comparação às 6,64 mil toneladas diárias registradas em junho de 2025.

Projeção aponta novo recorde para o mês

Segundo avaliação do Cepea, caso o ritmo atual seja mantido até o fim do mês, os embarques podem atingir cerca de 220 mil toneladas. O resultado representaria um novo recorde mensal para junho na série histórica.

Além disso, o volume projetado ficaria bem acima das 160,4 mil toneladas registradas em junho de 2024, que até então figuravam como o maior resultado já contabilizado pela Secex para o período.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wenderson Araujo/CNA

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