Exportação

Exportações de carne suína do Brasil crescem 6,2% e somam 1,19 milhão de toneladas em 2026

As exportações brasileiras de carne suína totalizaram 1,192 milhão de toneladas entre janeiro e setembro de 2026, alta de 6,2% em comparação com o mesmo período de 2025, quando os embarques alcançaram 1,122 milhão de toneladas. Os dados, que abrangem produtos in natura e processados, foram divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A receita obtida com as vendas externas também apresentou crescimento no acumulado do ano. Entre janeiro e setembro, o setor movimentou US$ 2,737 bilhões, avanço de 1,3% frente aos US$ 2,703 bilhões registrados nos nove primeiros meses do ano passado.

Apesar do desempenho positivo no acumulado, setembro apresentou retração tanto no volume exportado quanto no faturamento.

Exportações de carne suína recuam em setembro

No nono mês de 2026, o Brasil embarcou 135 mil toneladas de carne suína para o mercado internacional, uma redução de 11% em relação às 151,6 mil toneladas exportadas em setembro de 2025.

A receita mensal somou US$ 289,3 milhões, queda de 21,5% na comparação com os US$ 368,4 milhões registrados no mesmo mês do ano anterior.

O resultado reflete um cenário de pressão sobre os preços médios internacionais, embora o volume acumulado nos primeiros nove meses continue acima do registrado em 2025.

Filipinas lideram compras, enquanto Japão e Chile ampliam importações

As Filipinas permaneceram como o principal destino da carne suína brasileira em setembro, com a compra de 25,691 mil toneladas. Apesar da liderança, o volume representou uma queda de 47,7% em relação às 49,078 mil toneladas importadas no mesmo mês de 2025.

O Japão e o Chile se destacaram pelo crescimento das aquisições. Confira os resultados dos cinco principais destinos no período:

  • Filipinas: 25,691 mil toneladas, queda de 47,7%.
  • Japão: 15,916 mil toneladas, alta de 38,9%.
  • Chile: 14,431 mil toneladas, crescimento de 72%.
  • China: 11,418 mil toneladas, recuo de 16,4%.
  • Vietnã: 7,392 mil toneladas, redução de 23,2%.

Os números mostram movimentos distintos entre os mercados compradores, com expansão das vendas para Japão e Chile e diminuição dos embarques destinados às Filipinas, à China e ao Vietnã.

Argentina, República Dominicana e Peru registram alta nas compras

Outros mercados também contribuíram para diversificar os destinos da exportação de carne suína do Brasil em setembro.

A Argentina importou 7,312 mil toneladas, avanço de 73,8% na comparação anual. Na República Dominicana, os embarques cresceram 53,6%, alcançando 2,129 mil toneladas.

O Peru apresentou uma das maiores variações percentuais do mês, com alta de 104,6% e volume de 1,054 mil toneladas. Já a África do Sul recebeu 822 toneladas, crescimento de 99,4%.

Outro destaque foi a Malásia, mercado recentemente aberto ao produto brasileiro, que importou 1,918 mil toneladas em setembro.

ABPA destaca diversificação de mercados e competitividade

Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a redução dos embarques em setembro deve ser analisada considerando a base elevada de comparação e a pressão sobre os preços internacionais.

Segundo ele, o desempenho acumulado continua positivo, com médias mensais superiores a 130 mil toneladas e crescimento de mais de 6% no volume exportado.

Santin também ressaltou o avanço das vendas para países como Japão, Chile e Argentina, além do início dos embarques para a Malásia. Na avaliação do dirigente, esses resultados demonstram a capacidade de diversificação dos mercados compradores e a competitividade da proteína suína brasileira no comércio internacional.

Santa Catarina mantém liderança nas exportações de carne suína

Entre os estados exportadores, Santa Catarina permaneceu na primeira posição em setembro de 2026, com 64,479 mil toneladas embarcadas. O volume, porém, foi 11,4% inferior às 72,784 mil toneladas registradas no mesmo mês do ano anterior.

O Rio Grande do Sul ocupou a segunda colocação, com 33,779 mil toneladas, queda de 5,5%. O Paraná ficou em terceiro lugar, com 22,737 mil toneladas, recuo de 10,1%.

Confira o desempenho dos cinco principais estados exportadores:

  • Santa Catarina: 64,479 mil toneladas, queda de 11,4%.
  • Rio Grande do Sul: 33,779 mil toneladas, redução de 5,5%.
  • Paraná: 22,737 mil toneladas, recuo de 10,1%.
  • Mato Grosso: 3,762 mil toneladas, queda de 3,7%.
  • Minas Gerais: 3,477 mil toneladas, alta de 19,4%.

Minas Gerais foi o único estado entre os cinco maiores exportadores a registrar crescimento na comparação anual. Os embarques mineiros avançaram de 2,912 mil toneladas, em setembro de 2025, para 3,477 mil toneladas no mesmo mês de 2026.

Mesmo com a retração mensal observada em diferentes estados e mercados, o saldo de janeiro a setembro permanece positivo para o setor, reforçando a presença da carne suína brasileira no mercado global.

FONTE: ABPA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ABPA

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Exportação

Exportações de caminhões e ônibus: montadoras brasileiras planejam conquistar novos mercados em 2027

A indústria brasileira de veículos pesados prepara uma ofensiva comercial para recuperar as exportações de caminhões e ônibus, que vêm registrando quedas expressivas. Diante da perda de espaço em mercados tradicionais e do avanço da concorrência asiática, as montadoras pretendem intensificar a busca por novos destinos e retomar negociações comerciais a partir de 2027.

O plano foi anunciado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que prevê ampliar o diálogo com representantes do governo federal para viabilizar acordos comerciais e fortalecer a presença dos veículos produzidos no Brasil no mercado internacional.

Anfavea quer ampliar mercados para veículos pesados brasileiros

A estratégia para 2027 inclui a retomada de conversas em Brasília, com o objetivo de estabelecer novas parcerias e recuperar negociações com países da América Latina e de outras regiões.

Embora o Brasil mantenha acordos comerciais por meio do Mercosul com o México e outros mercados regionais, a indústria considera que essas iniciativas não têm sido suficientes para recuperar os volumes de exportação registrados no passado.

Segundo Igor Calvet, presidente da Anfavea, será necessário adotar uma agenda estratégica para ampliar a competitividade dos fabricantes brasileiros e reduzir a dependência de mercados específicos, especialmente o argentino.

A intenção é identificar novas oportunidades de negócios, fortalecer relações comerciais existentes e criar condições para que caminhões e ônibus fabricados no Brasil conquistem mais espaço no exterior.

Concorrência chinesa pressiona montadoras brasileiras

O avanço das fabricantes asiáticas tornou-se uma preocupação crescente para o setor de veículos pesados. Mesmo com barreiras tributárias que limitam a entrada de alguns modelos importados, a concorrência internacional tem avançado sobre mercados tradicionalmente atendidos pela indústria brasileira.

Em maio, durante o evento Anfavea Visions, em São Paulo, Roberto Cortes, CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO), alertou que veículos pesados chineses estão conquistando espaço em países nos quais os modelos brasileiros tinham presença consolidada.

A mudança representa um desafio para um setor com longa trajetória na América Latina, que historicamente utilizou a região como um dos principais destinos de suas exportações.

A preocupação também envolve o mercado argentino. No segmento de veículos leves, a entrada de modelos chineses com tarifa zero já intensifica a disputa com os automóveis produzidos localmente. Embora existam mecanismos fiscais de proteção para os veículos pesados, eles não impedem totalmente o avanço das marcas asiáticas.

Volkswagen Caminhões e Ônibus reforça tradição exportadora

A busca por novos mercados também está relacionada à necessidade de preservar a relevância internacional dos fabricantes instalados no Brasil.

A Volkswagen Caminhões e Ônibus completou 45 anos de atuação nas exportações em 2026. Ao longo desse período, a companhia enviou mais de 200 mil veículos para países da América do Sul, da África e do Oriente Médio.

A trajetória demonstra a importância das vendas externas para a indústria nacional e reforça o interesse das montadoras em recuperar mercados nos quais a concorrência internacional tem reduzido a participação dos fabricantes brasileiros.

Ônibus brasileiros enfrentam avanço de marcas asiáticas

A pressão competitiva também atinge o segmento de ônibus urbanos. Fabricantes chinesas ampliam sua presença na América Latina e começam a manifestar interesse em investimentos no mercado brasileiro.

Entre as empresas que avançam nesse cenário estão a Higer e a Zhongtong, que já divulgaram intenções de atuar no Brasil.

Na região, as fabricantes asiáticas disputam espaço com marcas tradicionais, como Scania, Volvo e Mercedes-Benz, que mantêm operações industriais no país.

O aumento da concorrência amplia os desafios para os fabricantes nacionais, que precisam preservar sua participação comercial e, ao mesmo tempo, buscar novos compradores para os ônibus produzidos em território brasileiro.

Exportações de caminhões caem 21,3% em 2026

Os números mais recentes da Anfavea mostram a dimensão das dificuldades enfrentadas pelo setor. Entre janeiro e setembro de 2026, o Brasil exportou aproximadamente 17 mil caminhões, uma redução de 21,3% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Em setembro, foram embarcadas cerca de 2,1 mil unidades. O resultado representa uma queda de 23% na comparação anual e recuo de 6,3% frente a agosto.

O desempenho indica que a recuperação das vendas externas ainda não se concretizou, aumentando a pressão sobre as montadoras para diversificar seus mercados e recuperar a competitividade internacional.

Exportações de ônibus recuam 32,6%

O segmento de ônibus também apresentou retração significativa. Nos nove primeiros meses de 2026, as exportações brasileiras somaram aproximadamente 3,5 mil chassis, volume 32,6% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Somente em setembro, foram embarcados 354 chassis de ônibus, queda de 47,7% em relação ao mesmo mês de 2025. Na comparação com agosto, quando foram registradas 494 unidades, a redução chegou a 28,3%.

Os resultados refletem as dificuldades enfrentadas pela indústria de veículos pesados em um ambiente de concorrência crescente e demanda externa menos favorável.

Anfavea reduz projeções para a indústria de veículos pesados

Diante do desempenho abaixo do esperado, a entidade revisou para baixo as estimativas de produção e exportação do setor.

Em junho, a previsão era de uma redução de 6% na produção de veículos pesados em relação a 2025. Agora, a expectativa é de queda de 8,2%.

Para as exportações de caminhões e ônibus, a projeção também ficou mais pessimista. A Anfavea estima uma retração de 18,7% no ano, com o volume total chegando a aproximadamente 27,2 mil unidades. Na estimativa divulgada em junho, o recuo previsto era de 11%.

Com esse cenário, a abertura de novos mercados e a retomada de acordos comerciais passam a ocupar posição central na estratégia da indústria brasileira para 2027. O desafio será recuperar os embarques, conter a perda de participação para concorrentes asiáticos e fortalecer a presença internacional dos veículos pesados fabricados no país.

FONTE: C-Level/Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Exportação

Exportações de maçã do RS para a União Europeia crescem 70%

As exportações de maçã do Rio Grande do Sul para a União Europeia registraram crescimento de 70% em valor e volume no período analisado, alcançando US$ 7,658 milhões em receita e 7.460 toneladas embarcadas. O resultado acompanha a recuperação da produção brasileira após quatro anos de safras reduzidas e os efeitos da redução de tarifas comerciais entre os dois blocos.

No mercado europeu, os embarques gaúchos ganharam espaço, embora o avanço das vendas esteja relacionado principalmente à maior disponibilidade de frutas no Brasil, segundo representantes do setor.

Exportações brasileiras de maçã avançam em 2026

O Brasil ampliou as vendas externas de maçã para a Europa em relação a 2025. A receita cresceu 111%, passando de US$ 7,5 milhões para US$ 15,832 milhões. Já o volume exportado aumentou 104%, de aproximadamente 7,3 mil para 14,940 mil toneladas.

O Rio Grande do Sul respondeu por US$ 9,427 milhões, equivalentes a 59,54% do faturamento total, e por 9.161 toneladas, o que representa 61,31% do volume comercializado.

Na comparação com 2024, a participação gaúcha havia sido ainda mais expressiva em 2025, quando o estado concentrou 83% das toneladas exportadas e 85% da receita obtida com os embarques brasileiros para o continente.

Considerando especificamente a União Europeia, sem incluir Reino Unido e Rússia, as exportações do Rio Grande do Sul cresceram 70%, atingindo US$ 7,658 milhões e 7.460 toneladas.

Acordo entre Mercosul e União Europeia favorece o comércio

A redução das tarifas de importação contribuiu para ampliar a competitividade da maçã brasileira no mercado europeu. Segundo Rafael de Oliveira, vice-presidente de Comercialização da Associação Gaúcha dos Produtores de Maçã (Agapomi) e diretor comercial da Castelo Representações Comerciais, a retirada dos impostos, que giravam em torno de 10%, facilitou as operações.

Apesar disso, o dirigente destaca que o principal fator para o crescimento foi a recuperação da oferta nacional.

De acordo com Oliveira, o aumento dos embarques para a Europa está ligado sobretudo à retomada da produção brasileira em níveis normais, depois de quatro anos marcados por safras menores.

Perspectivas positivas para a safra de 2027

Os dados consolidados até agosto não devem sofrer alterações significativas até o fim do ano, uma vez que os embarques brasileiros já foram encerrados para o período analisado, enquanto os produtores europeus estão em plena colheita.

Para o próximo ciclo, as expectativas do setor são favoráveis. A quebra de safra europeia na variedade Gala, uma das principais maçãs cultivadas no Brasil, pode abrir espaço para ampliar as exportações nacionais.

A perspectiva de uma boa produção brasileira também contribui para o otimismo. No entanto, o volume efetivamente colhido dependerá das condições climáticas, especialmente das chuvas previstas para outubro e novembro.

O comportamento do clima será determinante para avaliar o tamanho da próxima safra e a capacidade do país de atender à demanda internacional.

Exigências fitossanitárias continuam sendo um desafio

Mesmo com a perspectiva de crescimento, o acesso ao mercado europeu exige atenção rigorosa às normas de segurança alimentar e aos limites de resíduos de defensivos agrícolas.

Representantes do setor ressaltam que as regras fitossanitárias permanecem rigorosas, impondo desafios aos produtores brasileiros. As diferenças climáticas ajudam a explicar parte dessa dificuldade: na Europa, o menor volume de chuvas tende a reduzir a incidência de determinadas pragas e, consequentemente, a necessidade de tratamentos nos pomares.

Além disso, os limites de resíduos exigidos pelo bloco europeu podem ser difíceis de alcançar até mesmo nas condições de produção locais.

Embora seja um destino relevante para a maçã brasileira, a Europa não ocupa atualmente a posição de principal mercado comprador do país.

Brasil amplia exportações e Rio Grande do Sul mantém protagonismo

No conjunto dos mercados internacionais, o Brasil exportou aproximadamente 50 mil toneladas de maçã no período mencionado. O volume representa um aumento de quase 500% em relação ao ano anterior e de cerca de 350% frente à média dos quatro anos anteriores.

O desempenho remete à safra de 2021, quando o país embarcou aproximadamente 100 mil toneladas e obteve US$ 73 milhões em receita. Naquele ano, o Rio Grande do Sul respondeu por 82% do volume exportado.

Na temporada atual, os produtores gaúchos foram responsáveis por cerca de 76% das exportações brasileiras de maçã, reforçando a importância do estado para a fruticultura nacional.

Apesar dos resultados positivos, o setor avalia que o país poderia ter embarcado volumes maiores. O atraso na colheita e os impactos da guerra no Oriente Médio limitaram as operações comerciais.

Índia, Bangladesh e Arábia Saudita concentram aproximadamente 70% dos embarques brasileiros, evidenciando a importância dos mercados asiático e do Oriente Médio para o escoamento da produção.

Para a próxima safra, a expectativa dos representantes do setor é dobrar o volume exportado em 2026. O objetivo dependerá do desempenho da produção nacional, das condições climáticas e das oportunidades comerciais no exterior.

Atualmente, o Rio Grande do Sul responde por cerca de 48% da produção brasileira de maçãs, consolidando sua posição estratégica no setor.

FONTE: Correio do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gilmar Ribeiro Nachtigall / Embrapa Uva e Vinho / Divulgação / CP

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Exportação

Exportações de frutas caem 10% em setembro, mas receita cresce com alta dos preços

As exportações brasileiras de frutas encerraram setembro de 2026 com queda no volume embarcado, mas o avanço dos preços ajudou a sustentar o faturamento do setor. No mês, o país enviou ao exterior 115,4 mil toneladas de frutas e nozes frescas ou secas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Na comparação com setembro de 2025, o volume exportado apresentou redução de 10%. Como o mês teve 21 dias úteis neste ano, contra 22 no ano passado, a análise pela média diária aponta recuo de 9,8%.

A média passou de aproximadamente 6,09 mil toneladas por dia em setembro de 2025 para 5,49 mil toneladas neste ano.

Embarques de frutas oscilam ao longo de setembro

O ritmo das exportações de frutas brasileiras variou durante as semanas de setembro.

Na primeira parcial do mês, a média diária de embarques estava 19,6% abaixo da registrada no mesmo período de 2025. Na segunda semana, a diferença diminuiu para 7,3%.

Nas parciais seguintes, porém, o desempenho voltou a apresentar uma leve deterioração, encerrando o mês com queda de 9,8% na comparação entre as médias diárias.

Apesar da retração no volume, o resultado financeiro apresentou comportamento oposto.

Preço médio sobe e impulsiona receita

A receita média diária das exportações ficou 10,3% acima da registrada em setembro de 2025, mesmo com a redução da quantidade de frutas embarcadas.

O principal fator para esse desempenho foi a valorização do preço médio dos produtos vendidos ao mercado internacional.

Em setembro, cada tonelada exportada alcançou valor médio de aproximadamente US$ 1.254,31, alta de 22,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Dessa forma, o aumento do valor por tonelada compensou o menor fluxo de embarques e permitiu que a receita mantivesse trajetória positiva.

Preços maiores compensam menor volume

O desempenho de setembro reforça uma tendência observada no comércio exterior de frutas nos últimos meses: preços de exportação mais elevados têm ajudado a compensar a redução dos volumes enviados ao exterior.

O mesmo comportamento já havia sido identificado no fechamento de agosto, quando a valorização dos preços contribuiu para um resultado financeiro mais favorável, mesmo diante de um ritmo menos intenso dos embarques.

Com isso, setembro terminou marcado por uma combinação de menor volume exportado e maior preço médio, cenário que manteve a receita do setor em alta apesar da retração na quantidade comercializada.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Exportação

Exportação para a União Europeia exige rastreabilidade e adequação de produtos e embalagens

Novas regras europeias ampliam as exigências para empresas exportadoras, com impactos sobre cadeia produtiva, fornecedores, documentação, embalagens e sistemas de controle

Indústria catarinense precisa ampliar controle sobre a cadeia produtiva

Empresas de Santa Catarina que exportam para a União Europeia devem reforçar os processos de rastreabilidade e adequação de produtos e embalagens para atender às novas regulamentações do mercado europeu.

Entre as principais normas estão o European Union Deforestation Regulation (EUDR), voltado ao combate ao desmatamento associado a produtos comercializados no bloco, e o Packaging and Packaging Waste Regulation (PPWR), que estabelece regras para embalagens e resíduos de embalagens.

As exigências podem afetar diferentes etapas da operação industrial, incluindo fornecedores, produção, documentação, sistemas de controle e características das embalagens utilizadas nos produtos destinados ao mercado europeu.

O assunto foi debatido em reunião do Conselho da Base Florestal, Meio Ambiente e Sustentabilidade da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC).

Segundo Albano Schmidt, coordenador de Logística Reversa do Conselho, as empresas precisam olhar para além dos próprios processos produtivos e acompanhar também as etapas anteriores da cadeia.

“Santa Catarina tem um grande número de indústrias exportadoras, e agora as empresas precisam se atentar não somente à sua produção, mas a toda a etapa da cadeia, incluindo a embalagem e a declaração de conformidade”, afirma.

EUDR aumenta exigências de rastreabilidade

O EUDR determina que produtos comercializados na União Europeia estejam livres de desmatamento, sejam produzidos conforme a legislação do país de origem e tenham as informações exigidas pela regulamentação.

No caso da indústria madeireira, será necessário demonstrar que a matéria-prima não é proveniente de áreas que tenham sofrido desmatamento ou degradação após 31 de dezembro de 2023.

Além disso, a documentação deverá incluir informações georreferenciadas das áreas de produção e evidências de conformidade em aspectos ambientais, fundiários, trabalhistas, tributários e relacionados aos direitos humanos.

Patrick Reydams, CEO da Protimber, consultor especialista do Conselho da Madeira da FIEP e diretor do Comitê de Construções em Madeira da ABIMCI, explica que, embora a responsabilidade pela declaração perante a União Europeia seja do operador que coloca o produto no mercado, as informações precisam ser obtidas ao longo da cadeia.

“Embora a declaração perante a União Europeia seja responsabilidade do operador que introduz o produto no mercado, o cumprimento das exigências depende das informações fornecidas pelos demais elos da cadeia”, explica.

Entre os dados que podem ser solicitados estão as coordenadas geográficas das propriedades e talhões, o histórico de utilização do solo e documentos ambientais, fiscais e trabalhistas.

Empresas que trabalham com múltiplos fornecedores também terão de manter mecanismos capazes de identificar a origem das matérias-primas utilizadas na produção.

Como as empresas podem se preparar para o EUDR

A adequação às regras europeias passa pela organização das informações e pelo fortalecimento dos mecanismos de controle da cadeia de fornecimento.

Entre as medidas necessárias estão:

  • Mapeamento e identificação dos fornecedores;
  • Organização da documentação exigida;
  • Levantamento das coordenadas das áreas produtoras;
  • Registro do histórico de uso do solo;
  • Estruturação de procedimentos de rastreabilidade da matéria-prima;
  • Verificação da documentação ambiental, fiscal e trabalhista.

As certificações florestais também podem auxiliar na demonstração de conformidade. No entanto, elas não substituem os documentos e informações exigidos pelo EUDR.

EUDR: confira as principais datas

A regulamentação europeia estabelece diferentes prazos conforme o porte das empresas.

  • 31 de dezembro de 2023: data de corte para comprovar que a matéria-prima não está relacionada a desmatamento ou degradação;
  • 30 de dezembro de 2026: início da aplicação das regras para grandes e médias empresas;
  • 30 de junho de 2027: início da aplicação para micro e pequenas empresas.

A Comissão Europeia também anunciou medidas destinadas a reduzir a burocracia relacionada ao cumprimento da norma. Entre elas estão a possibilidade de apresentação anual das declarações de diligência prévia e o reaproveitamento de informações já registradas em determinadas operações.

PPWR muda regras para embalagens destinadas à Europa

Outra regulamentação que exige atenção das empresas exportadoras é o Packaging and Packaging Waste Regulation (PPWR). A norma estabelece requisitos para as embalagens comercializadas no mercado europeu, abrangendo temas como reciclabilidade, conteúdo reciclado, reutilização, redução de resíduos, materiais, rotulagem e declaração de conformidade.

As regras alcançam diferentes participantes da cadeia, incluindo fabricantes, fornecedores, importadores e distribuidores.

O escopo também inclui elementos utilizados na proteção e no transporte das mercadorias, como paletes, cantoneiras e fitas adesivas.

Entre os aspectos que devem ser avaliados estão a origem e a rastreabilidade dos materiais, a redução de espaços vazios nas embalagens e o atendimento aos requisitos relacionados à reciclabilidade e ao conteúdo reciclado.

Adequação das embalagens exige planejamento

A adaptação aos requisitos europeus pode demandar mudanças no desenvolvimento e na produção das embalagens. Em alguns casos, será necessário realizar testes, validações e ajustes em materiais e processos.

Luciana Pellegrino, presidente executiva da Associação Brasileira de Embalagem (ABRE), ressalta que esse tipo de transformação exige planejamento e parceria entre as empresas e seus fornecedores.

“Transformar uma embalagem não é algo que acontece da noite para o dia. É um investimento junto com o fornecedor, que pode levar dois, três anos ou até mais para que aquela tecnologia se prove eficiente e competitiva no mercado”, explica.

Diante das novas regras, a recomendação é que as empresas antecipem a análise dos requisitos aplicáveis aos produtos destinados ao mercado europeu. A preparação prévia pode envolver fornecedores, materiais, documentação, processos produtivos e conformidade das embalagens.

Para a indústria catarinense exportadora, o cenário reforça a necessidade de integrar as informações de toda a cadeia produtiva e incorporar os requisitos europeus ao planejamento das operações internacionais.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Adobe Stock

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Exportação

PEIEX reúne entidades e empresas em Itajaí para avaliar resultados e ampliar preparação para o mercado internacional

Santa Catarina tem cerca de 1,5 milhão de empresas, mas apenas 0,17% delas exportam atualmente, o equivalente a aproximadamente 2,6 mil empresas. O cenário mostra o potencial ainda existente para ampliar a participação catarinense no comércio exterior e foi um dos contextos discutidos durante a 3ª Reunião do Comitê Consultivo do PEIEX – Núcleo Itajaí, realizada em 30 de setembro, no Giardino Del Porto, em Itajaí.

O encontro reuniu representantes da ApexBrasil, Sebrae/SC, Senai, associações empresariais e empresas participantes do programa para avaliar resultados e discutir estratégias de preparação para o mercado internacional.

Os números apresentados pelo gestor do Núcleo PEIEX Itajaí, Renan Moreira, mostram que 119 empresas da região já participam do programa. Deste total, 77 concluíram a qualificação e 42 estão em atendimento. A meta é incorporar outras 45 empresas até maio de 2027. Em Santa Catarina, o PEIEX já contabiliza 773 empresas atendidas, com previsão de alcançar mais 351 até maio de 2027.

Realizado pela ApexBrasil em parceria com o Sebrae/SC, o Programa de Qualificação para Exportação oferece atendimento gratuito para empresas interessadas em iniciar ou estruturar sua atuação no comércio exterior. O atual ciclo do Núcleo Itajaí começou em junho de 2025 e segue até dezembro de 2027. A meta é atender 150 empresas da região.

Preparação antes de chegar ao mercado internacional

Para o coordenador de Acesso a Mercados do Sebrae/SC, Jefferson Reis Bueno, a preparação para exportar também contribui para melhorar a própria gestão das empresas. “O nível de exigência do mercado internacional faz com que o empresário se prepare melhor, qualifique seus processos e, consequentemente, se torne mais competitivo também no mercado interno,” explica.

Segundo José Mendes, especialista da Coordenação de Competitividade da ApexBrasil, destacou que a internacionalização precisa ser construída por etapas. O processo envolve desde a sensibilização das empresas e a qualificação empresarial até a criação de mecanismos para gerar oportunidades de negócios no exterior. “É preciso ter estratégia e segurança para exportar,” ressalta.

As empresas atendidas pelo Núcleo Itajaí estão distribuídas por 14 setores da economia. Entre os segmentos com maior participação estão moda e vestuário, alimentos e bebidas, serviços e tecnologia, cosméticos, máquinas e equipamentos, economia criativa e moveleiro. Os mercados trabalhados também são diversos, incluindo países da América do Sul, Estados Unidos e União Europeia.

Estado prepara rede para ampliar internacionalização

Durante a reunião, Emerson Luis Pereira, secretário adjunto de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos de Santa Catarina, apresentou ações do Governo do Estado voltadas à ampliação das exportações e à qualificação das empresas.

Uma delas é a Rede Catarinense de Internacionalização, proposta que reúne governo e setor produtivo em uma estratégia integrada, com ações planejadas até 2030. A iniciativa está estruturada em quatro pilares: negócios e internacionalização; certificação e acesso a mercados; competitividade e tecnologia; e serviços e promoção comercial.

Como as empresas podem participar do PEIEX

Empresas interessadas em começar a exportar ou estruturar sua atuação internacional podem procurar o Núcleo PEIEX Itajaí. O atendimento é gratuito e busca identificar o nível de preparação da empresa, apontar oportunidades de melhoria e orientar a construção de uma estratégia para o mercado internacional.

Texto: ReConecta News

Imagens: ReConecta News / Giovana Santos

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Exportação

UE pode suspender barreiras às exportações de aves e mel do Brasil

A União Europeia (UE) deverá reavaliar a suspensão das exportações brasileiras de carne de aves e mel após uma auditoria realizada no Brasil em agosto. O relatório elaborado pelo bloco apresentou conclusões positivas sobre os controles adotados pelo país para o uso de antimicrobianos, incluindo antibióticos, nessas duas cadeias produtivas.

As exportações dos produtos brasileiros para o mercado europeu estão suspensas desde 3 de setembro. Na avaliação inicial, a UE considerou que o sistema brasileiro de controle não oferecia garantias suficientes para atender às novas regras europeias sobre a utilização de antibióticos.

Segundo fontes diplomáticas ouvidas pela coluna, o resultado da auditoria representa uma sinalização favorável e abre a possibilidade de que aves e mel brasileiros voltem ao mercado europeu até novembro.

Carne bovina enfrenta prazo mais longo

A situação é diferente para a carne bovina brasileira. O principal desafio para o governo está na retirada do produto da lista de itens excluídos pela União Europeia.

Como o critério adotado pelo bloco considera o tempo de vida dos animais, a suspensão relacionada à proteína bovina pode durar significativamente mais. Segundo as informações levantadas pela coluna, o prazo poderia chegar a dois anos.

O governo brasileiro também recebeu a informação oficial de que uma nova auditoria sobre a cadeia de carne de aves deverá ser realizada pela UE em 2027.

De acordo com fontes oficiais, a nova inspeção serviria também para responder a setores europeus que questionaram o resultado positivo da primeira auditoria.

Relatório aponta adequação dos controles brasileiros

O documento elaborado após a missão técnica concluiu que a estrutura brasileira apresenta condições para atender às exigências europeias relacionadas ao uso de antimicrobianos.

Segundo o relatório, a legislação, os procedimentos adotados e o treinamento dos fiscais, além dos mecanismos de controle utilizados no país, são considerados capazes de cumprir as exigências previstas no Regulamento (UE) 2019/6 para as cadeias de aves e mel.

Na produção avícola, um dos pontos destacados foi a separação da linha destinada ao mercado europeu. No caso do mel, a avaliação levou em conta a ausência de produtos registrados para utilização em abelhas e os controles aplicados ao fornecimento desses produtos aos apicultores.

A auditoria também considerou que o sistema brasileiro de fiscalização oferece uma base adequada para que as autoridades nacionais possam certificar o cumprimento das restrições europeias sobre determinados antimicrobianos nos certificados sanitários exigidos para as exportações.

Governo brasileiro questiona suspensão

Apesar da avaliação positiva, integrantes da diplomacia brasileira questionam os motivos que levaram à suspensão dos produtos e os impactos econômicos e de imagem provocados pela medida.

Fontes diplomáticas citadas pela coluna avaliam que pressões protecionistas na Europa podem ter influenciado a decisão. Segundo esse entendimento, parte do setor europeu vê o Brasil como um concorrente de grande escala no agronegócio e defende mecanismos de proteção ao mercado do bloco.

Essa discussão ganhou relevância após a entrada em vigor do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, cuja negociação se estendeu por mais de 25 anos.

Comitê técnico vai decidir sobre retorno dos produtos

O próximo passo será a convocação de um comitê técnico da União Europeia, responsável por avaliar a retirada das restrições e a eventual reinclusão de aves e mel brasileiros na lista de produtos autorizados para entrada no bloco.

Embora seja um órgão de caráter técnico, fontes diplomáticas apontam que a decisão também está sujeita a pressões políticas.

França, Irlanda e Polônia estão entre os países que lideram a oposição ao acordo entre Mercosul e UE. Segundo uma fonte diplomática, um eventual voto contrário desses países à relistagem brasileira poderia reforçar a interpretação de que a suspensão teve motivação protecionista, e não exclusivamente relacionada ao cumprimento das normas sanitárias.

A decisão, porém, não depende de unanimidade. Até o momento, as autoridades europeias ainda não informaram ao governo brasileiro a data exata da votação.

Brasil avalia medidas caso barreira seja mantida

O governo brasileiro acompanha o processo e pretende continuar pressionando pela retirada das restrições. Fontes diplomáticas não descartam a adoção de medidas de reequilíbrio comercial caso as barreiras europeias permaneçam.

Também está no radar a possibilidade de levar a questão a organismos internacionais, incluindo a Organização Mundial do Comércio (OMC). Embora o sistema multilateral de comércio enfrente dificuldades, inclusive em razão da ofensiva do governo Donald Trump contra mecanismos multilaterais, a organização continua sendo considerada uma via possível, ainda que com efeitos principalmente simbólicos.

Reino Unido fará auditoria sobre carne brasileira

Outra avaliação importante ocorrerá em outubro. Na semana de 13 de outubro, o Reino Unido deverá enviar uma missão ao Brasil para verificar os controles relacionados ao uso de antimicrobianos na produção destinada à exportação de carne de aves, mel e carne bovina.

Um resultado positivo na auditoria britânica, especialmente em relação à carne bovina, poderá contribuir para uma futura revisão da posição europeia e favorecer a reintegração do Brasil ao mercado da União Europeia também nesse segmento.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Paulo Whitaker

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Exportação

Brasil amplia exportações agroalimentares para a União Europeia e ganha espaço no mercado

O Brasil foi o único entre os cinco principais parceiros comerciais da União Europeia (UE) a registrar crescimento nas exportações de produtos agroalimentares para o bloco nos primeiros sete meses deste ano. Até julho, os embarques brasileiros somaram € 11,2 bilhões, o equivalente a uma participação de aproximadamente 10% nas importações europeias do setor.

No mesmo período, a União Europeia importou € 108,6 bilhões em produtos agroalimentares. A participação brasileira poderia ter sido ainda maior, mas a queda nas cotações do café reduziu o valor total das compras.

Café e soja estão entre os principais produtos importados pela UE

Entre os produtos que mais pesam na pauta de importações europeias estão café, cacau, chá e especiarias. Juntos, eles movimentaram € 20,5 bilhões em compras até julho, valor 19% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Além desses produtos, frutas, castanhas e soja aparecem entre os principais itens adquiridos pelo bloco. No caso da soja, o Brasil ampliou sua participação ao elevar o volume destinado ao mercado europeu.

Os dados da Comissão Europeia também mostram aumento nos gastos com carne bovina. Até julho, as compras do bloco alcançaram € 2,1 bilhões. Apesar da relevância desse mercado, a União Europeia suspendeu, no início deste mês, a entrada de carne bovina brasileira.

Tarifas dos EUA afetam comércio com a Europa

A política comercial adotada pelo governo de Donald Trump, marcada pela aplicação de tarifas sobre parceiros comerciais dos Estados Unidos, também repercutiu nas relações entre norte-americanos e europeus.

De janeiro a julho, as importações da União Europeia provenientes dos Estados Unidos recuaram 4%, para € 7,69 bilhões. No sentido contrário, as exportações europeias para o mercado norte-americano caíram 9%, para € 16 bilhões.

A relação comercial entre a UE e a China também perdeu ritmo. As exportações europeias para os chineses diminuíram 3%, enquanto as importações permaneceram praticamente estáveis.

Produtos agroalimentares movimentam bilhões

Entre as principais dependências da União Europeia no setor agroalimentar estão café, cacau, frutas, soja e cereais. Já entre os produtos mais exportados pelo bloco aparecem cereais processados, lácteos, vinho, café e carne suína.

Café e cacau estão entre os produtos que mais movimentam o comércio agroalimentar europeu. Até julho, a UE desembolsou € 20,5 bilhões para importar esses itens e, posteriormente, reexportou € 6,6 bilhões em produtos de maior valor agregado relacionados ao café.

No mercado de tabaco, as importações chegaram a € 3,1 bilhões, enquanto as exportações alcançaram € 4,8 bilhões.

Exportações de soja brasileira avançam

O desempenho brasileiro também aparece nos dados mais recentes de exportação. Segundo a Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais), as vendas externas de soja brasileira chegaram a 7,24 milhões de toneladas neste mês.

Com exceção de fevereiro, o volume embarcado em todos os meses deste ano ficou acima do registrado nos mesmos períodos de 2025.

O acumulado já alcança 102 milhões de toneladas, aproximando-se das 109 milhões de toneladas exportadas durante todo o ano passado, conforme os dados da Anec.

Farelo de soja e DDGS também ganham mercado

As exportações brasileiras de milho apresentam ritmo mais moderado. De janeiro a setembro, os embarques somaram 19,5 milhões de toneladas.

Enquanto isso, o aumento no processamento da soja impulsionou as vendas externas de farelo de soja. Os embarques chegaram a 19,3 milhões de toneladas no acumulado do ano, diante das 23 milhões de toneladas exportadas em todo 2025.

Outro produto que vem ampliando espaço no comércio exterior é o DDGS, subproduto da fabricação de etanol de milho com alto teor de proteínas. Segundo cálculos da Anec, o Brasil já exportou 840 mil toneladas neste ano, superando as 796 mil toneladas embarcadas durante todo o ano passado.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Roosevelt Cassio/Reuters

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Exportação

Brasil amplia acesso a mercados e conquista novas autorizações para exportação em cinco países

Produtos brasileiros ganharam acesso a novos mercados internacionais após as autoridades sanitárias e fitossanitárias de Antígua e Barbuda, Chile, Argélia, China e Paraguai comunicarem ao Brasil a aprovação de novas oportunidades comerciais.

As autorizações contemplam diferentes segmentos do agronegócio brasileiro, incluindo carnes, produtos de origem animal, grãos e derivados agrícolas.

Antígua e Barbuda libera exportação de carnes brasileiras

Em Antígua e Barbuda, foi autorizada a entrada de carnes, produtos cárneos e miúdos de aves, bovinos, suínos, caprinos e ovinos provenientes do Brasil.

A medida amplia as possibilidades de comercialização de produtos de origem animal brasileiros no mercado caribenho.

Chile autoriza extrato de carne de ruminantes

O Chile também abriu espaço para um novo produto brasileiro. O país autorizou a importação de extrato de carne de ruminantes destinado ao consumo humano.

A decisão amplia o portfólio de produtos brasileiros com acesso ao mercado chileno.

Argélia abre mercado para DDG de milho

Na Argélia, a autorização envolve os grãos secos de destilaria (DDG) de milho, um coproduto obtido no processo de produção de etanol.

Com a abertura, o DDG de milho brasileiro passa a contar com autorização para exportação ao mercado argelino.

China autoriza miúdos, pele e ossos de suínos

A China aprovou a importação de miúdos internos, pele e ossos de suínos de origem brasileira.

O país asiático é um dos principais destinos dos produtos do agronegócio brasileiro, e a nova autorização amplia a variedade de itens de origem suína que podem ser comercializados no mercado chinês.

Paraguai libera fibra de coco brasileira

Já o Paraguai autorizou a importação de fibra de coco utilizada como substrato, abrindo mais uma possibilidade para produtos brasileiros no mercado paraguaio.

As novas habilitações reforçam a expansão do acesso de produtos brasileiros no mercado internacional, com autorizações distribuídas entre alimentos, produtos de origem animal e insumos agrícolas.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportação

Outubro é janela para Brasil exportar carne bovina da cota uruguaia à China

O Brasil terá uma janela bastante restrita para aproveitar, ainda em 2026, parte da cota de carne bovina destinada pelo Uruguai à China. O país vizinho deverá ceder ao Brasil cerca de 80 mil toneladas de sua cota de 324 mil toneladas prevista para o mercado chinês.

A informação foi mencionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira (21), durante encontro com o presidente uruguaio em Nova York. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a parcela cedida deve ficar próxima de 80 mil toneladas.

Autorização da China ainda é necessária

Apesar do acordo entre Brasil e Uruguai, a utilização da cota não está automaticamente garantida. Até o momento, a China ainda não autorizou que produtos brasileiros sejam contabilizados dentro da parcela originalmente destinada ao Uruguai.

Iglesias explica que a operação depende da aprovação das autoridades chinesas e da criação de um mecanismo que permita registrar carne brasileira dentro desse volume.

“Qualquer operação depende da anuência chinesa e da definição de um mecanismo que permita contabilizar carne de origem brasileira dentro desse volume”, afirmou o analista.

Outubro concentra a janela para os embarques

Caso a autorização seja concedida rapidamente, o prazo para o Brasil aproveitar a oportunidade em 2026 será um dos principais obstáculos.

O transporte marítimo entre Brasil e China costuma levar aproximadamente 45 a 60 dias. Por isso, segundo Iglesias, outubro aparece como praticamente a única janela segura para realizar os embarques e garantir que a mercadoria seja internalizada ainda neste ano.

A partir de novembro, aumenta o risco de que os carregamentos cheguem à China somente em 2027. Com isso, o Brasil poderia não conseguir utilizar integralmente as cerca de 80 mil toneladas disponíveis em 2026.

Volume de carne pode representar até 400 mil bovinos

Do ponto de vista da capacidade de exportação, o volume não seria considerado um problema para o Brasil. O desafio está principalmente na velocidade necessária para originar, produzir e embarcar a carne bovina.

De acordo com Iglesias, as 80 mil toneladas equivaleriam, em uma estimativa aproximada, a 320 mil a 400 mil cabeças de gado.

Uma autorização rápida da China também poderia estimular a recomposição das compras de boi para exportação à China ao longo de outubro. O movimento ocorreria justamente no período em que a indústria começa a preparar os embarques vinculados à cota chinesa de 2027.

Abiec destaca impacto para 2027

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) também ressaltou que o prazo para o Brasil aproveitar a parcela uruguaia ainda em 2026 é limitado. A entidade considera o tempo necessário para negociação, preparação das cargas, embarque e transporte até o mercado chinês.

Para 2027, porém, a medida pode ganhar relevância para as exportações brasileiras de carne bovina. Isso porque a cota brasileira para o mercado chinês será de 1,128 milhão de toneladas.

Segundo a Abiec, caso o ritmo atual de vendas continue, existe o risco de essa cota ser consumida já nos primeiros meses do próximo ano. Nesse cenário, o acesso a parte da cota uruguaia poderia representar uma alternativa adicional para os exportadores brasileiros.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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