Exportação

Brasil amplia exportação de DDG/DDGS com abertura de mercado no Chile

O Brasil avançou nas relações comerciais com o Chile ao concluir negociações que autorizam a exportação de grãos secos de destilaria (DDG/DDGS) para o país sul-americano. A medida fortalece o agronegócio brasileiro e amplia as oportunidades no mercado internacional.

Novo mercado impulsiona cadeia do etanol de milho

Os DDG/DDGS, subprodutos da produção de etanol de milho, são amplamente utilizados na fabricação de ração animal para aves, bovinos e suínos. Com a liberação das exportações, o Brasil passa a contar com mais um destino relevante para esse insumo agrícola.

A abertura representa um avanço estratégico para a cadeia produtiva, agregando valor à indústria e aumentando a competitividade do setor no exterior.

Chile é parceiro relevante do agronegócio brasileiro

O Chile já figura entre os principais destinos das exportações do Brasil. Em 2025, o país importou mais de US$ 2,2 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para carnes, produtos florestais e itens do complexo soja.

A inclusão dos DDG/DDGS na pauta exportadora tende a diversificar ainda mais o comércio bilateral e fortalecer os laços econômicos entre os dois países.

Brasil acumula mais de 600 aberturas de mercado

Com esse novo acordo, o Brasil alcança a marca de 601 aberturas de mercado internacional desde 2023. O resultado reflete a estratégia de expansão comercial adotada pelo país, voltada à ampliação de destinos para produtos do agronegócio.

Atuação conjunta do governo garante avanços

O desempenho é atribuído ao trabalho integrado entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), que atuam na negociação de acordos e na remoção de barreiras comerciais.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportação

Drawback: MDIC reduz prazo de análise de incentivo à exportação em até 50%

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) anunciou a redução significativa no tempo de análise dos pedidos de drawback suspensão e isenção, mecanismos fundamentais para estimular as exportações brasileiras.

Com a mudança, o prazo de concessão, que antes podia chegar a 60 dias, passa a ser concluído em menos de 30 dias — um avanço relevante para empresas que dependem de agilidade nos processos.

Segundo a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, a iniciativa moderniza os procedimentos sem comprometer o rigor na concessão dos regimes, permitindo que empresas acessem o benefício de forma mais rápida e eficiente.

Novo modelo torna processo mais ágil

As alterações atualizam regras previstas na Portaria Secex nº 44/2020 e trazem uma mudança central: o processo deixa de ser dividido em etapas sequenciais e passa a ocorrer em fase única.

Com a publicação da Portaria Secex nº 486, os solicitantes já podem anexar toda a documentação exigida no momento do pedido, por meio de dossiê eletrônico no Portal Único Siscomex.

Antes, os documentos só eram solicitados após uma análise preliminar, o que acabava prolongando o tempo total de avaliação. A nova sistemática simplifica o fluxo e reduz a burocracia no comércio exterior brasileiro.

Manuais atualizados orientam empresas

Para facilitar a adaptação às novas regras, a Portaria Secex nº 487 trouxe versões atualizadas dos manuais operacionais dos regimes de drawback.

A medida busca orientar operadores e empresas exportadoras sobre os novos procedimentos, garantindo maior clareza na utilização do regime aduaneiro especial.

Entenda o que é o drawback

O drawback é um dos principais instrumentos de estímulo às exportações. Ele permite a suspensão ou isenção de tributos sobre insumos importados ou adquiridos no mercado interno que serão utilizados na produção de bens destinados ao exterior.

Entre os tributos contemplados estão:

  • Imposto de Importação
  • Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)
  • PIS/Pasep e Cofins (inclusive nas importações)
  • Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante

Na modalidade suspensão, também pode haver incidência reduzida de ICMS sobre compras externas.

Regime tem peso relevante nas exportações

Os números demonstram a importância do drawback para a economia. Em 2025, operações realizadas sob o regime de drawback suspensão somaram US$ 72 bilhões, o equivalente a 20,8% das exportações brasileiras.

Atualmente, cerca de 1.800 empresas utilizam o mecanismo, com destaque para setores como proteína animal, mineração, indústria automotiva e química — áreas estratégicas para o desempenho do comércio exterior do país.

Mais competitividade para empresas brasileiras

A redução no prazo de análise reforça a competitividade das empresas nacionais no mercado global. Com menos tempo de espera e maior previsibilidade, o acesso ao benefício se torna mais eficiente, contribuindo para ampliar a presença do Brasil no comércio internacional.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/SBA/Canal do Boi

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Exportação

Acordo Mercosul–União Europeia amplia oportunidades para exportações brasileiras, mas desafios permanecem

A entrada em vigor do acordo Mercosul–União Europeia promete abrir novas frentes para as exportações brasileiras, especialmente no setor industrial. Levantamento da ApexBrasil aponta que a redução de tarifas deve impulsionar a competitividade dos produtos nacionais no mercado europeu.

Indústria concentra maior potencial de crescimento

O estudo identificou 543 oportunidades comerciais em produtos que passam a ter tarifa de importação zerada já neste início de vigência. Esses itens já são exportados pelo Brasil de forma competitiva, mas ainda têm baixa participação nas compras europeias.

Entre 2020 e 2024, a Europa importou, em média, US$ 43,9 bilhões por ano desses produtos. No entanto, apenas 2,6% desse total teve origem brasileira, evidenciando espaço para expansão.

Com o acordo, tarifas que variavam entre 6,5% e 7% serão eliminadas, fator considerado decisivo em um mercado altamente competitivo como o europeu.

Exportações devem crescer no curto prazo

A ApexBrasil estima que as exportações para a União Europeia aumentem cerca de US$ 1 bilhão já no primeiro ano de vigência.

O presidente da agência, Laudemir Müller, destacou que a longa negociação — que durou cerca de 25 anos — gerou ceticismo no setor empresarial, mas garantiu que a redução tarifária será efetiva.

Máquinas e manufaturados lideram oportunidades

O segmento de máquinas e equipamentos de transporte concentra o maior número de oportunidades, com 305 produtos identificados. Esse grupo representa cerca de US$ 27,4 bilhões em importações europeias anuais, mas conta com apenas 1,5% de participação brasileira.

Outro destaque são os produtos manufaturados diversos, com 59 oportunidades mapeadas, incluindo itens como componentes industriais e acessórios. Nesse segmento, o mercado europeu movimenta cerca de US$ 6,7 bilhões por ano, com presença brasileira ainda limitada.

Há também potencial em setores como:

  • bens industriais (pneus, eletrodos, produtos minerais);
  • produtos químicos (proteínas lácteas, óleos essenciais);
  • matérias-primas (madeira, cortiça, sementes);
  • alimentos processados (como leveduras).

Impacto econômico e geração de empregos

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria, cada R$ 1 bilhão exportado para a União Europeia gerou, em 2024:

  • 21,8 mil empregos;
  • R$ 441,7 milhões em salários;
  • R$ 3,2 bilhões em produção.

A entidade destaca que mais de 80% das exportações brasileiras para o bloco europeu terão tarifa zero com o acordo.

Setores sensíveis e barreiras ainda preocupam

Apesar das perspectivas positivas, o acordo não é consenso. Segmentos como lácteos e vinhos defenderam maior proteção durante as negociações.

Além disso, a abertura do mercado europeu para produtos agrícolas deve ocorrer de forma mais lenta. Há também preocupação com possíveis barreiras ambientais, que podem resultar em novas tarifas ou restrições.

Regras e exigências podem limitar benefícios

Especialistas apontam que o impacto do acordo será variado entre as empresas. Segundo Bernardo Leite, um dos pontos críticos é a regra de origem, que define se o produto pode se beneficiar da tarifa zero.

Empresas que utilizam grande volume de insumos importados de países fora do acordo, como a China, podem enfrentar limitações.

Já Brunno Morette destaca que exigências contratuais devem se intensificar, com foco em critérios de ESG, rastreabilidade, proteção de dados e propriedade intelectual.

Preparação do Brasil ainda é desafio

A Confederação Nacional da Indústria reconhece que o Brasil ainda precisa avançar em políticas internas para melhorar competitividade, produtividade e qualificação da mão de obra.

Acordo cria um dos maiores mercados do mundo

O tratado entre Mercosul e União Europeia forma uma das maiores áreas de livre comércio do planeta, abrangendo cerca de 720 milhões de pessoas e aproximadamente 25% do PIB global, equivalente a mais de US$ 22 trilhões.

O avanço ocorre em um cenário internacional marcado pelo aumento do protecionismo, especialmente liderado pelos Estados Unidos.

Formalização discreta marca momento histórico

Apesar da relevância econômica e geopolítica, a formalização do acordo ocorreu de maneira discreta. A cerimônia foi realizada no palácio presidencial, sem acesso da imprensa e com participação restrita a autoridades e parlamentares.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Senado Federal

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Exportação

Acordo Mercosul–União Europeia impulsiona exportações e cria oportunidades para Santa Catarina

A formalização do acordo entre Mercosul e União Europeia marca um novo capítulo na inserção internacional do Brasil e abre perspectivas relevantes para a economia de Santa Catarina. A avaliação é da Federação das Indústrias do Estado (FIESC), que considera o avanço um passo estratégico para ampliar a presença da indústria catarinense no comércio global.

Novo ciclo de competitividade e acesso a mercados

Na análise da entidade, o acordo Mercosul–UE inaugura uma fase de maior competitividade, sustentada por segurança jurídica, redução de entraves comerciais e ampliação do acesso ao mercado europeu. A expectativa é de que empresas brasileiras encontrem condições mais favoráveis para negociar com previsibilidade e eficiência.

O tratado, resultado de mais de 20 anos de negociações, prevê a diminuição gradual de tarifas sobre a maior parte dos produtos comercializados entre os blocos — abrangendo cerca de 91% das importações do Mercosul e 95% da União Europeia. Além disso, estabelece avanços em áreas como facilitação de comércio, normas sanitárias, propriedade intelectual e compras governamentais.

Indústria catarinense pode ampliar exportações

Para o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, o momento representa uma inflexão estratégica para o setor produtivo. Segundo ele, o acordo fortalece a inserção internacional do Brasil e amplia as oportunidades de negócios.

A expectativa é de crescimento das exportações catarinenses, além de maior atração de investimentos estrangeiros. O objetivo é consolidar Santa Catarina como um agente relevante no comércio internacional.

Por outro lado, a entidade ressalta que o tratado também facilita a entrada de produtos europeus no mercado brasileiro, o que exige atenção e adaptação por parte das indústrias locais.

União Europeia ganha peso nas exportações do estado

Os efeitos desse movimento já começam a aparecer. Em 2025, a União Europeia ocupou a posição de segundo principal destino das exportações de Santa Catarina, com alta de 10,7% nas vendas externas.

Diante desse cenário, empresas do estado intensificam estratégias para ampliar sua atuação internacional, enquanto a FIESC reforça iniciativas voltadas ao fortalecimento das relações comerciais com o exterior.

Seminário vai discutir impactos do acordo

Para aprofundar o debate, a FIESC realiza em 12 de maio o seminário “Acordo União Europeia e Mercosul – Impactos, desafios e oportunidades”. O evento contará com especialistas em Direito Internacional Comercial e Direito Aduaneiro, além de lideranças empresariais.

A programação inclui um painel com industriais catarinenses que atuam no mercado externo, trazendo experiências práticas sobre os efeitos do acordo e os desafios para adaptação ao novo cenário.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

China retoma exportações de combustível e pode aliviar crise energética global

A China deve retomar as exportações de combustível — incluindo querosene de aviação, gasolina e diesel — a partir de maio, segundo informações do jornal Financial Times. A decisão ocorre após grandes estatais do setor energético solicitarem autorização para novos embarques.

O movimento indica uma possível flexibilização das restrições impostas por Pequim no início da guerra envolvendo o Irã, quando o país priorizou o abastecimento interno diante das incertezas no mercado internacional.

Impacto direto na crise global de energia

A retomada das exportações de combustíveis da China tende a reduzir a pressão sobre a oferta global, especialmente em um momento de escassez provocada pelo conflito no Oriente Médio. A liberação parcial dos embarques pode contribuir para estabilizar preços e garantir maior disponibilidade de energia em mercados afetados.

Fontes ouvidas pelo veículo afirmam que o governo chinês avalia que a demanda doméstica está “estável”, permitindo a retomada das vendas externas.

Prioridade para países asiáticos com baixa oferta

A estratégia de Pequim deve focar principalmente no envio de combustível de aviação para países da Ásia que enfrentam níveis críticos de estoque. Além disso, também estão previstos embarques de gasolina e diesel, ainda que em menor escala.

A região asiática é atualmente a mais impactada pela crise energética. Como maior importador de petróleo do mundo, a China também desempenha papel relevante como fornecedora de combustíveis refinados para países como Austrália, Japão, Vietnã, Filipinas e Bangladesh.

Exportações haviam caído pela metade

Antes do agravamento do conflito, a China exportava cerca de 800 mil barris diários de combustíveis refinados, segundo dados da Kpler. Em abril, esse volume foi reduzido aproximadamente pela metade devido às restrições.

Especialistas avaliam que a retomada pode ser decisiva para conter os efeitos da crise. Para analistas do setor, a China é atualmente o único país da região com capacidade de ampliar significativamente a oferta de combustíveis no curto prazo, ajudando a equilibrar o mercado.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: AP Photo/Altaf Qadri,File

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Exportação

CARF reforça exigência de comprovação documental em vendas para exportação e PIS/COFINS

O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) consolidou entendimento de que a não incidência de PIS e COFINS em vendas destinadas a empresas comerciais exportadoras depende de comprovação documental rigorosa de que a operação foi realizada com fim específico de exportação.

A decisão foi firmada no Acórdão nº 3201-012.758, julgado pela 3ª Seção, 2ª Câmara, 1ª Turma Ordinária, em caso envolvendo operações de exportação indireta.

Exportação indireta exige prova formal da operação

O CARF analisou a aplicação da imunidade tributária em vendas realizadas a comerciais exportadoras. Embora essas operações estejam, em tese, protegidas pela imunidade das receitas de exportação, o Conselho reforçou que isso não dispensa o cumprimento das exigências legais e documentais.

Segundo o entendimento, para caracterizar a venda como destinada à exportação, é necessário comprovar que a mercadoria foi enviada diretamente do estabelecimento vendedor para embarque ou recinto alfandegado, sob responsabilidade da empresa exportadora.

Nota fiscal é documento central na comprovação

A decisão destaca a importância da nota fiscal eletrônica como principal elemento de prova. O documento deve identificar a empresa comercial exportadora como adquirente e indicar claramente a destinação da mercadoria ao processo de exportação.

Para o CARF, essa informação precisa constar de forma explícita na documentação fiscal, reforçando a rastreabilidade da operação.

Memorando de exportação não substitui documentação fiscal

O órgão também esclareceu que o Memorando de Exportação, isoladamente, não é suficiente para comprovar o direito à não incidência de tributos.

Embora o documento possa confirmar que a exportação ocorreu, ele não substitui a prova de que a operação comercial foi estruturada desde o início com finalidade específica de exportação.

Distinção entre exportação e operação com fim específico

O acórdão estabelece uma distinção importante no âmbito tributário: não basta comprovar que a mercadoria foi exportada, sendo necessário demonstrar que toda a cadeia da venda foi planejada e documentada para esse fim.

Assim, para fins de PIS e COFINS, o foco passa a ser o conjunto de provas que vincula a venda interna diretamente ao processo de exportação.

Impacto para empresas exportadoras e setor produtivo

A decisão reforça a necessidade de revisão de procedimentos fiscais por empresas que atuam com trading companies e exportação indireta, especialmente nos setores industrial e do agronegócio.

Elementos como emissão correta de notas fiscais, identificação da adquirente, registros logísticos e documentação de transporte passam a ser essenciais para reduzir riscos de autuação.

Entendimento fortalece rigor fiscal nas exportações indiretas

Na prática, o CARF reafirma que a caracterização da exportação com fim específico depende de um conjunto consistente de documentos fiscais e operacionais, e não apenas da comprovação do envio da mercadoria ao exterior.

A decisão consolida uma linha mais rigorosa de fiscalização sobre operações de exportação indireta no Brasil.

FONTE: ZNA Advocacia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jota

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Exportação

Exportações de milho do Brasil mais que dobram em abril de 2026, aponta Secex

As exportações brasileiras de milho não moído (exceto milho doce) registraram forte alta em abril de 2026. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país já embarcou 443.081,4 toneladas até a metade do mês, volume que representa um crescimento de 148,4% em relação a todo o mês de abril de 2025, quando foram exportadas 178.347,5 toneladas.

Média diária mostra aceleração dos embarques

Nos primeiros 16 dias úteis de abril, o ritmo de exportações também chamou atenção. O Brasil enviou ao exterior uma média de 27.692,6 toneladas por dia, alta de 210,5% frente ao mesmo período de 2025, quando a média foi de 8.917,4 toneladas diárias.

O desempenho reforça o avanço das exportações do agronegócio brasileiro, especialmente no setor de grãos.

Receita com exportações cresce quase 200%

O aumento no volume embarcado também se refletiu no faturamento. Até o momento, o Brasil já acumula US$ 112,67 milhões em receitas com exportação de milho em abril de 2026.

Em comparação, o valor total registrado em todo abril de 2025 foi de US$ 48,51 milhões. Na média diária, a receita passou para US$ 7,04 milhões, um salto de 190,3% em relação aos US$ 2,42 milhões do ano anterior.

Preço do milho recua no mercado internacional

Apesar do forte crescimento em volume e faturamento, o preço da tonelada do milho exportado apresentou queda. Em abril de 2026, o valor médio ficou em US$ 254,30 por tonelada, recuo de 6,5% em relação aos US$ 272,00 registrados no mesmo mês de 2025.

Exportações reforçam desempenho do agronegócio

O avanço nas exportações de milho evidencia a força do agronegócio brasileiro no comércio internacional, impulsionado pela alta demanda externa e pela competitividade do país no mercado de grãos.

Especialistas destacam que o ritmo acelerado dos embarques pode influenciar positivamente o saldo da balança comercial no período.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Exportação

Produção de milho no Brasil sofre pressão de custos em meio a cenário geopolítico

No Dia Internacional do Milho, celebrado em 24 de abril, o Brasil reafirma sua posição como o terceiro maior produtor mundial do grão, mesmo diante de um cenário de pressão sobre custos e leve retração na safra.

De acordo com a Conab, a produção nacional em 2025/26 deve atingir 139,5 milhões de toneladas. O volume representa uma queda moderada em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas cerca de 141 milhões de toneladas, mas ainda mantém o país em patamar elevado no mercado global.

Mato Grosso lidera produção, mas registra queda

Principal polo da segunda safra de milho, o estado de Mato Grosso deve produzir 51,7 milhões de toneladas na temporada 2025/26, segundo estimativas do Imea.

O número indica uma redução de 6,7% em comparação ao ciclo anterior, quando a produção chegou a 55,4 milhões de toneladas, refletindo ajustes no ritmo produtivo regional.

Maior parte da produção fica no mercado interno

Apesar da forte presença no comércio internacional, cerca de dois terços do milho brasileiro são consumidos internamente. Desse total, aproximadamente 60% são destinados à produção de proteína animal, enquanto 22% vão para a fabricação de etanol.

O restante abastece setores industriais diversos, com uso do grão na produção de medicamentos, tintas, plásticos biodegradáveis e até componentes industriais como pneus.

Custos de produção sobem com crise internacional

O setor enfrenta um aumento relevante nos custos de produção devido ao cenário geopolítico. O conflito no Oriente Médio impulsionou o preço da ureia, fertilizante essencial para o cultivo do milho, com altas que variam entre 30% e 50%.

Esse aumento pressiona produtores, especialmente aqueles que reduziram o uso de fertilizantes nitrogenados, o que pode impactar a produtividade das lavouras.

Exportações seguem fortes, apesar das incertezas

Segundo especialistas do setor, a área plantada não deve sofrer redução significativa, já que grande parte do cultivo foi realizada antes da escalada do conflito.

De acordo com Daniel Rosa, diretor técnico da Abramilho, o impacto nas exportações tende a ser temporário. O Irã, que respondeu por 22% das compras brasileiras de milho em 2025, deve retomar gradualmente o ritmo de importações até junho.

No ano passado, o país asiático foi o principal destino do milho brasileiro, com 9,08 milhões de toneladas, seguido por Egito e Vietnã.

Brasil mantém posição de destaque no mercado global

Mesmo com desafios logísticos e aumento de custos, o Brasil continua como o segundo maior exportador mundial de milho, atrás apenas dos Estados Unidos. A competitividade do setor segue apoiada na escala produtiva e na demanda internacional por grãos.

Congresso discute inovação e futuro do setor

As perspectivas para o agronegócio do milho serão tema do 4º Congresso Abramilho, marcado para 13 de maio em Brasília. O encontro reunirá representantes do setor para discutir inovação, segurança alimentar e os impactos da geopolítica nos custos de produção.

A agenda também deve abordar soluções tecnológicas para aumentar eficiência e reduzir a pressão sobre os produtores diante do cenário global mais instável.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Exportadores brasileiros reduzem dependência de EUA e China e buscam diversificação de mercados

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que China e Estados Unidos respondem por cerca de 40% das exportações brasileiras. Essa concentração eleva a exposição do país a variações políticas, cambiais e tarifárias, afetando diretamente o planejamento das empresas.

Para especialistas do setor financeiro, essa dependência deixou de ser apenas uma característica do comércio exterior e passou a representar um fator de risco para a previsibilidade dos negócios.

Dependência externa afeta estabilidade das empresas

Segundo Murillo Oliveira, especialista em estruturação financeira internacional e head de tesouraria da Saygo, a concentração em poucos mercados expõe empresas a decisões externas fora de seu controle.

Ele destaca que mudanças em tarifas, sanções ou regulações podem impactar diretamente o fluxo de receita. Nesse contexto, a diversificação de exportações passa a ser vista não apenas como estratégia de crescimento, mas também como proteção financeira.

Novos destinos ganham espaço no comércio exterior

O cenário global recente, marcado por disputas comerciais e ajustes em cadeias de suprimento, tem reconfigurado o fluxo internacional de mercadorias. Tarifas entre grandes economias e restrições sanitárias têm impulsionado a busca por novos fornecedores e mercados.

Nesse movimento, empresas brasileiras começam a ampliar atuação em regiões como Sudeste Asiático, Oriente Médio e mercados europeus fora dos tradicionais centros econômicos.

Expansão exige estratégia e preparo técnico

Apesar das oportunidades, a entrada em novos mercados exige planejamento. A atuação em regiões diferentes demanda conhecimento técnico, análise de risco e adaptação comercial.

Especialistas apontam que a expansão internacional não ocorre de forma automática e depende de estrutura adequada para garantir competitividade.

Diversificação também impacta gestão financeira

A atuação em múltiplos países implica operar com diferentes moedas e ambientes regulatórios, o que aumenta a complexidade da gestão. Por outro lado, essa estratégia reduz a dependência de ciclos econômicos específicos.

Na avaliação de analistas, empresas com presença em mais de um mercado tendem a ter maior estabilidade financeira no médio prazo, equilibrando melhor receitas e riscos.

Barreiras ainda limitam expansão internacional

Apesar do avanço da discussão sobre diversificação de mercados, muitas empresas ainda enfrentam obstáculos operacionais. Entre os principais desafios estão a falta de conhecimento sobre novos destinos, limitações logísticas e ausência de estrutura interna especializada.

Sem esse suporte, a internacionalização pode não gerar os resultados esperados e até aumentar riscos operacionais.

Parceria facilita importações da China para o Brasil

Em paralelo às mudanças no comércio exterior, uma nova iniciativa busca facilitar o fluxo de importações brasileiras da China.

A empresa Axton Global firmou parceria com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC) para ampliar o acesso de empresas brasileiras a seguros de crédito e prazos de pagamento mais longos oferecidos por instituições chinesas.

O objetivo é facilitar operações internacionais, melhorar o fluxo de caixa e reduzir riscos, especialmente para empresas de médio porte que enfrentam restrições de crédito no mercado brasileiro.

China segue como principal parceiro comercial

Desde 2004, a China é o principal destino das importações brasileiras, segundo dados do Mapa Bilateral de Comércio e Investimentos Brasil-China 2024. Entre 2019 e 2023, as compras do país asiático cresceram em média 10,2% ao ano.

O movimento reforça a importância da relação comercial entre os dois países, ao mesmo tempo em que evidencia a necessidade de estratégias mais equilibradas de inserção global.

FONTE: Monitor Mercantil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tânia Rêgo, ABr

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Exportação

Exportação de arroz brasileiro ganha impulso com contrato internacional de 400 mil sacos

Após anos de dificuldades no setor, a exportação de arroz brasileiro ganha novo fôlego com um acordo firmado entre a Cooperja e a empresa agroindustrial Cemersa, de El Salvador. O contrato, com duração de 10 anos, prevê o fornecimento de grãos para países da América Central, como Nicarágua, Guatemala, Costa Rica, El Salvador e Honduras.

A primeira remessa está programada para o início de maio, quando uma embarcação deixará o Brasil transportando cerca de 20 toneladas do produto, equivalente a aproximadamente 400 mil sacos de arroz.

Acordo traz alívio para setor em crise

O negócio é visto como estratégico para o setor orizícola, que enfrenta um cenário desafiador marcado por custos de produção elevados e excesso de oferta no mercado interno. A expectativa é que a ampliação das exportações contribua para equilibrar a relação entre oferta e demanda.

Representantes da cooperativa destacam que os estoques acumulados e a perspectiva de preços pressionados tornam a abertura de novos mercados essencial para a sustentabilidade da atividade.

Qualidade do arroz brasileiro atrai compradores

A escolha pelo produto brasileiro está diretamente ligada à sua qualidade e padrão produtivo. Segundo representantes da empresa estrangeira, o Brasil, especialmente a região Sul, se destaca pela produção eficiente e sustentável, o que atende às exigências do mercado internacional.

Além disso, a América Central enfrenta demanda crescente por alimentos básicos, reforçando o interesse na importação de arroz.

Negociação levou quase uma década

O acordo é resultado de tratativas iniciadas há cerca de oito anos, intermediadas por uma empresa especializada em comércio exterior de grãos. A estratégia, segundo os envolvidos, busca reduzir a dependência do mercado interno e garantir maior estabilidade para o produtor rural.

A iniciativa também sinaliza uma mudança de postura do setor, que passa a investir em planejamento de longo prazo e diversificação de mercados.

Possibilidade de ampliar exportações

Embora o foco inicial seja o envio de arroz para processamento industrial nos países parceiros, já há discussões sobre a exportação de arroz pronto para consumo, o que pode agregar valor ao produto brasileiro no exterior.

A expectativa é que, com o avanço do contrato, novos volumes sejam negociados, ampliando a presença do Brasil no mercado internacional de arroz.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: ND+

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