Comércio Exterior, Economia, Exportação, Informação, Tributação

Impacto de tarifaço no lucro da ArcelorMittal pode chegar a US$ 150 milhões

A ArcelorMittal elevou sua estimativa sobre o impacto financeiro das tarifas dos Estados Unidos, e agora espera que as alíquotas reduzam seu lucro operacional em US$ 150 milhões este ano, acima dos US$ 100 milhões previstos em fevereiro. A segunda maior siderúrgica do mundo está respondendo às medidas com um aprofundamento de sua produção nos EUA, disse o diretor financeiro da ArcelorMittal, Genuino Christino, nesta quinta-feira (31). “O que fornecemos do Canadá para os EUA é material de alto valor agregado que não pode ser facilmente substituído”, disse Christino em entrevista. “Nosso foco é trabalhar com os clientes para garantir que possamos continuar a fornecer, proteger a participação no mercado e ainda obter uma margem.” A empresa está buscando várias opções, incluindo estender as tarifas aos clientes e cortar custos, ele acrescentou.

A ArcelorMittal também está se movimentando para expandir sua presença nos EUA. Em junho, a empresa finalizou a aquisição da participação de 50% da Nippon Steel na joint venture Calvert, assumindo o controle total da instalação localizada no Alabama. Christino disse que o acordo está prestes a transformar a presença do grupo no mercado.

FONTE: CNN Brasil

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Exportação

Tarifa dos EUA atinge em cheio exportações de MT e preocupa indústria

Medida eleva para 50% o imposto sobre produtos brasileiros e atinge 76% da pauta de exportação mato-grossense, com impactos imediatos para a indústria local

A decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, formalizada nesta quarta-feira (30), acendeu o alerta no setor industrial de Mato Grosso. A nova taxação, que eleva para 50% o imposto de importaçãoafeta diretamente cinco dos seis principais produtos exportados pelo estado ao mercado norte-americano.

A medida prevê uma longa lista de exceções como suco de laranja, aeronaves civis, ouro, petróleo, veículos e peças, fertilizantes e produtos energéticos.

Comunicado emitido pela Casa Branca, logo após a formalização, destaca que o decreto entra em vigor no dia 6 de agosto. Ainda conforme a Casa Branca, o decreto foi adotado em resposta às ações do governo brasileiro que, na avaliação do governo americano, representaria uma “ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA”.

De acordo com a Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), a medida deve ter impactos imediatos na economia estadual. Produtos como carne bovina, gelatina, gordura animal (sebo), soja e madeira perfilada — que representam parte significativa da pauta exportadora — estão entre os atingidos. Apenas o ouro, entre os principais itens enviados aos EUA, ficou de fora da taxação. Esses seis principais produtos concentram 98% das exportações.

Ao todo, Mato Grosso exporta 54 produtos para os Estados Unidos. Com a nova medida, 41 deles foram incluídos na tarifa adicional, o que corresponde a 76% do total. Em 2024, as exportações para o país somaram US$ 415 milhões, sendo que os produtos agora tarifados respondem por US$ 266 milhões — ou 65% do valor negociado.

“A medida, formalizada nesta quarta-feira (30), afeta diretamente as exportações mato-grossenses, especialmente os produtos industrializados — que representam cerca de 90% do total enviado pelo estado ao mercado norte-americano”, diz a Fiemt.

A federação ressalta ainda que “entende que medidas unilaterais comprometem a previsibilidade, a segurança jurídica e a confiança entre as nações. A indústria de Mato Grosso trabalha com base em inovação, qualidade e competitividade, e tem buscado ampliar sua presença internacional com base na sustentabilidade e na agregação de valor aos seus produtos”.

A federação informa que segue mobilizada junto à Confederação Nacional da Indústria (CNI) e autoridades brasileiras para discutir alternativas diante dos impactos da decisão unilateral dos EUA.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Comércio Exterior, Exportação

FIESC apresenta resultado da pesquisa com exportadoras nesta quinta, às 15h

Federação consultou indústrias de SC sobre os potenciais impactos da entrada em vigor de tarifas de 50% sobre exportações aos Estados Unidos

A Federação das Indústrias de SC (FIESC) realiza nesta quinta-feira (31), às 15h, uma live para apresentar os resultados da pesquisa com indústrias exportadoras sobre os impactos das tarifas de 50% a serem aplicadas sobre produtos brasileiros com destino aos Estados Unidos.

O objetivo da pesquisa é municiar o governo do estado e o federal com informações para a formulação de políticas públicas para minimizar os reflexos da taxação de Trump sobre a economia do estado. Em 2024, 99% das exportações catarinenses aos Estados Unidos foram de produtos industriais. SC exportou US$ 1,74 bilhão para o mercado norte-americano no ano passado. Entre os principais produtos embarcados estavam: obras de carpintaria para construções, motores elétricos, partes de motor, madeira, transformadores elétricos e partes e acessórios para veículos.

SERVIÇO:
Apresentação resultado da Pesquisa Impactos do Tarifaço
Onde: Online, com transmissão ao vivo pelo Youtube
Quando: quinta-feira, 31/07, às 15h
Link para acesso: https://www.youtube.com/live/ZLDqHIoyh_4?si=nufqHk-U-x0F9MZV

Fonte: FIESC

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Exportação, Portos

Exportadores de café perdem R$ 1 bi com atrasos em portos brasileiros

Mais de 450 mil sacas deixaram de ser embarcadas em junho; o setor cobra ações emergenciais para melhorar a infraestrutura

Os exportadores de café do Brasil enfrentam crescente dificuldade para consolidar seus embarques nos portos nacionais. Em junho de 2025, mais de 453 mil sacas de 60 kg –equivalentes a 1.375 contêineres– não foram exportadas pelo esgotamento da infraestrutura portuária do país. Os dados são de levantamento do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

O impacto financeiro é expressivo. O país deixou de arrecadar R$ 1,022 bilhão em receita cambial no mês, considerando o preço médio FOB (Free on Board, o valor da mercadoria no porto de embarque, sem incluir frete internacional, seguro ou custos no país de destino) de exportação de US$ 405,81 por saca e a cotação média do dólar a R$ 5,5465.

Além disso, os exportadores acumularam prejuízo de R$ 3 milhões em custos extras com:

  • armazenagem adicional;
  • detentions (multas pela permanência prolongada de contêineres após o prazo acordado);
  • pré-stacking (necessidade de posicionar os contêineres com antecedência no terminal antes do embarque);
  • antecipação de gates (entrada antecipada dos contêineres no porto para tentar garantir espaço nos navios).

Desde junho de 2024, quando o Cecafé iniciou o monitoramento, os gastos imprevistos com atrasos e alterações nas escalas dos navios somam R$ 78,9 milhões.

Segundo Eduardo Heron, diretor técnico da entidade, o cenário tende a se agravar com a chegada da nova safra, especialmente do café canéfora (conilon e robusta), e, em seguida, da variedade arábica.

“Esse cenário tende a se agravar, pois a principal movimentação de exportação de café se dá agora neste 2º semestre, com a chegada dos cafés novos, incluindo a espécie arábica”, afirmou.

INVESTIMENTOS E STS-10

Heron defende medidas emergenciais dos setores público e privado, como aceleração dos leilões de terminais, ampliação de pátios e berços, investimento em ferrovias e hidrovias e a criação de indicadores logísticos para acompanhar a evolução da demanda.

“O governo anunciou uma série de investimentos, que, sem dúvida, são positivos, mas que demandarão, em condições normais, pelo menos 5 anos para serem concluídos. O problema é que precisamos de ações emergenciais, que possibilitem melhorias imediatas ou, no máximo, no curto prazo, pois os setores do agronegócio que demandam contêineres seguem evoluindo e demandando cada vez mais estrutura dos portos”, afirmou.

Heron citou ainda preocupação com o leilão do megaterminal STS-10, no Porto de Santos (SP), diante da limitação de participação de interessados.

Para ele, a restrição carece de justificativa técnica ou legal e contraria a Nota Técnica nº 51 da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), que recomenda um modelo mais competitivo para evitar concentração de mercado e judicialização do processo.

PANORAMA DOS ATRASOS

Em junho, 49% das 306 embarcações nos principais portos do país registraram atrasos ou alterações de escala, segundo o Boletim Detention Zero, elaborado pela startup ElloX Digital em parceria com o Cecafé.

No Porto de Santos (SP), responsável por 80% das exportações de café no 1º semestre, o índice foi ainda maior: 59% dos navios sofreram atrasos. Das 161 embarcações previstas, 95 enfrentaram alterações nas escalas. O maior tempo de espera registrado no terminal santista foi de 37 dias.

Sobre os prazos de gate aberto para embarques em Santos:

  • 7% dos procedimentos ultrapassaram 4 dias;
  • 60% duraram de 3 a 4 dias;
  • 33% foram concluídos em menos de 2 dias.

No complexo portuário do Rio de Janeiro, segundo maior exportador de café do país (15,7% do total no semestre), 57% dos navios previstos sofreram atrasos em junho. Foram 34 de um total de 60 embarcações. O maior intervalo entre o 1º e o último deadline foi de 20 dias.

No 1º semestre, os portos fluminenses registraram:

  • 43% dos embarques com mais de 4 dias de gate aberto;
  • 37% de 3 a 4 dias;
  • 21% com menos de 2 dias.

Fonte: Poder 360

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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Finanças

Alckmin: Governo trabalha pela diminuição da alíquota para todos

Vice-presidente relata avanço nas discussões com bigtechs sobre inovação tecnológica, segurança jurídica e regulação.

O governo está empenhado em evitar que os EUA apliquem uma tarifa totalmente injustificada de 50% sobre produtos brasileiros, afirmou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, durante entrevista coletiva concedida no fim da tarde desta terça-feira (29/7), em Brasília.

“Nós estamos trabalhando para que a diminuição da alíquota seja para todos. Não tem justificativa você ter uma alíquota de 50% para um país que é um grande comprador. Você tem uma balança comercial superavitária”, afirmou.

Alckmin voltou a citar dados do comércio e dos interesses entre os dois países, afirmando que há muito mais convergência do que divergência. “Então, não há razão para ter essa questão tarifária. Isso parece totalmente equivocado”.

Durante o dia, o ministro teve mais três reuniões dentro da série de conversas que o MDIC e outros ministérios vêm realizando, no âmbito do Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais, desde que o presidente norte-americano Donald Trump anunciou a possibilidade de impor tarifas de 50% os produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.

Um dos encontros desta terça foi com representantes de grandes empresas do setor de tecnologia, como Meta, Google e Apple. Segundo Alckmin, o governo propôs uma mesa de trabalho para debater pautas de interesse das companhias, que incluem ambiente regulatório, inovação tecnológica, oportunidade econômica e segurança jurídica.

“Essa questão de regulamentação de bigtechs, de redes sociais, está em discussão no mundo. Então, vamos aprender. Onde é que já foi implementado?  O que deu certo? O que levou à crítica? Nós não devemos ter muita pressa nisso. Eu acho que a gente deve verificar a legislação comparada e ouvir, ouvir e dialogar”, afirmou o ministro.

O setor de data center foi apontado por Alckmin como oportunidade econômica para fortalecer parceria comercial entre os dois países.

“O Brasil vai ser campeão de data center. Nós temos energia mais barata, energia renovável, especialmente eólica e solar, e energia abundante. Você tem muitas oportunidades e segurança jurídica”, garantiu. A convite do governo brasileiro, a reunião também contou com a participação de representante da Secretaria de Comércio dos Estados Unidos.

Ceará e Rio de Janeiro

Alckmin também se reuniu com o governador do Ceará, Elmano de Freitas, e empresários do estado; e com dirigentes da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), entre eles o presidente da entidade, Luiz Césio Caetano Alves.

Desde o anúncio da possível imposição de tarifas ao Brasil, o Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais tem se reunido com representes de todos os setores produtivos potencialmente afetados pela medida. Foram 25 reuniões envolvendo mais de 120 empresas/entidades, com quase 200 representantes empresariais e dos trabalhadores.

Questionado na coletiva sobre eventual plano de contingência para apoiar empresas que possam ser atingidas pelo tarifaço, o vice-presidente reiterou que o Brasil continua trabalhando para evitar que a taxação seja consumada.

 “O Brasil tem estabilidade, previsibilidade e segurança jurídica. O plano de contingência, que está sendo bem trabalhado, só deve ser discutido se consumada a questão dos 50%. Nós não vamos esmorecer, vamos trabalhar permanentemente para evitar que isso ocorra”, garantiu.

Fonte: MDIC.gov

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Exportação

“Impacto pode chegar a 78% nas exportações de cerâmica”, diz presidente da Anfacer sobre tarifas

O setor brasileiro de revestimentos cerâmicos projeta uma forte retração nas exportações em decorrência da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos. A medida, que pode entrar em vigor já nesta sexta-feira (1º), é vista com preocupação por empresários do setor, que mobilizam entidades e governos para tentar mitigar os efeitos da política comercial norte-americana.

“Nós vamos ter esse impacto, dentro do ano de 2025, representando uma queda de 40%. Mas, anualizado, esse efeito chega a 78%”, afirmou Sérgio Wuaden, presidente do Conselho de Administração da Anfacer (Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmicas para Revestimentos).

Em entrevista ao Real Time, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Wuaden detalhou os impactos estimados. Segundo ele, no segundo semestre de 2025 a redução será de cerca de 6 milhões de metros quadrados em volume exportado. Caso a tarifa se mantenha, o setor pode deixar de exportar 12 milhões de metros quadrados em um ano completo.

Os Estados Unidos são o principal destino das exportações de cerâmica brasileira. O tipo de produto mais demandado é composto por peças de menor dimensão, o que, de acordo com Wuaden, dificulta a adaptação para outros mercados. “Não existem mercados alternativos com a mesma relevância em volume e especificidade”, disse.

Confira abaixo as exportações Brasileiras de cerâmica aos Estados Unidos via contêineres de 2022 a 2025 e que serão diretamente impactados pelas tarifas impostas pelo governo americano:

Exportação de Cerâmica Brasileria aos Estados Unidos | Jan – Maio 2022 a Jan – Maio 2025 |TEU

Setor articula apoio
O setor cerâmico está em diálogo com o governo federal e governos estaduais. A intenção é viabilizar linhas de crédito emergenciais para os fabricantes. Wuaden explicou que a Anfacer está conduzindo tratativas para que os estados onde as fábricas estão localizadas ofereçam apoio financeiro. “Estamos procurando maneiras de sensibilizar o estado onde os fabricantes estão instalados para oferecer alguma forma de compensação”, afirmou.

Indagado sobre a possibilidade de reversão da medida por parte dos Estados Unidos, Wuaden foi cauteloso. Disse que ainda há esforço por parte da entidade para que haja, no mínimo, uma postergação. No entanto, reconheceu que essa possibilidade perdeu força nos últimos dias. “Temos trabalhado cada vez mais com a alternativa de que isso não vai ocorrer nesse momento.”

Viés político
O presidente da Anfacer considera que a medida norte-americana tem motivação política e não econômica. Segundo ele, os Estados Unidos mantêm superávit com o Brasil tanto na balança comercial quanto na balança de pagamentos. “Claramente o que resta é um viés político, uma aposta numa tentativa de demonstrar forças”, disse.

Wuaden comparou o caso brasileiro ao da China, que conseguiu postergar tarifas semelhantes. Para ele, o Brasil não conseguiu estabelecer um canal efetivo de negociação. “Outros países que encaminharam negociações acabam tendo resultados melhores do que aqueles que medem forças.”

Fonte: Times Brasil

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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Notícias, Tributação

Plano de contingência sobre tarifas dos EUA já foi apresentado a Lula

Segundo Haddad, o Brasil não sairá da mesa de negociações

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta segunda-feira (28) o plano de contingenciamento para ajudar empresas afetadas pela tarifa de 50% aos produtos brasileiros impostas pelos Estados Unidos, disse nesta noite o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ele reiterou que o Brasil não pretende sair da mesa de negociações e continuará a dar prioridade ao diálogo para tentar reverter a medida.

Formulado pelos Ministérios da Fazenda; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; das Relações Exteriores; e pela Casa Civil, o plano de contingência agora está sob análise de Lula, que tomará uma decisão, caso os Estados Unidos não adiem a entrada em vigor da tarifa, prevista para a próxima sexta-feira (1º).

“Nós nos debruçamos sobre isso hoje. Os cenários possíveis já são de conhecimento do presidente [Lula]. Ainda não tomamos nenhuma decisão, porque nem sabemos qual será a decisão dos Estados Unidos no dia 1º. O importante é que o presidente tem na mão os cenários todos que foram definidos pelos quatro ministérios”, declarou Haddad, que não adiantou detalhes sobre o plano de socorro.

Apesar da apresentação do plano de contingência, Haddad informou que a prioridade do governo brasileiro continua a ser o diálogo com os Estados Unidos. Mais cedo, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, informou que o governo brasileiro está tendo diálogos “com reserva” com o governo estadunidense.

“Combinamos de apresentar para ele [Lula] o plano de contingência com todas as possibilidades que estão à disposição do Brasil e dele à frente da Presidência da República. O foco continua sendo as negociações”, afirmou Haddad, em entrevista a jornalistas ao deixar o ministério na noite desta segunda.

O ministro da Fazenda afirmou que Alckmin está em “contato permanente e à disposição permanentemente” das autoridades estadunidenses. “O foco, por determinação do presidente, é negociar, tentar evitar medidas unilaterais, mas, independentemente da decisão que o governo dos Estados Unidos vai tomar, nós vamos continuar abertos à negociação”, reiterou Haddad.

Fonte: Agencia Brasil

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Exportação

Acredita Exportação: Governo vai ‘devolver’ 3% das exportações de MPEs

O presidente Lula (PT) sancionou hoje a lei que cria o Programa Acredita Exportação. A medida, descrita como uma antecipação da Reforma Tributária de 2027, busca fortalecer as MPEs (micro e pequenas empresas) no mercado internacional, com foco na devolução de tributos federais pagos ao longo da cadeia produtiva de bens industriais destinados à exportação.

O que aconteceu

MPEs poderão pedir uma devolução de até 3% das receitas com vendas externas. O valor será compensado com tributos federais ou pago diretamente. Benefícios começam a valer na sexta-feira, mesmo dia em que os EUA devem começar a taxar produtos brasileiros em 50%. A medida se aplica até 2027, quando entrará em vigor a nova CBS (Contribuição Social sobre Bens e Serviços).

Programa corrige distorções no sistema tributário. Empresas cadastradas no Simples Nacional não podiam, até agora, recuperar tributos pagos em etapas anteriores da cadeia produtiva. Estima-se que cerca de 50% das MPEs exportadoras sejam beneficiadas.

Apenas 0,8% do exportado pelo Brasil no ano passado foi comercializado por MPEs, totalizando US$ 2,6 bilhões. Dados apresentados pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, apontam que das 28.847 empresas que exportam, as MPEs respondem por 40% desse total (11.500).

“1% das grandes empresas é responsável por 99% das exportações, e os 99% restantes são responsáveis por 1% das vendas internacionais.” A afirmação foi feita pelo ministro da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, Márcio França. “Na China, por exemplo, 65% do valor que é exportado é comercializado pelos pequenos”, comparou, ao justificar incentivos para empresas “menores” como uma escolha necessária para impulsionar a economia.

MPEs exportadoras devem acessar o sistema da Receita Federal para solicitar o benefício. O processo é regulamentado por um decreto presidencial, com informações detalhadas disponíveis no portal da Receita Federal.

Medidas de antecipação da Reforma Tributária também são estudadas para outros setores. Sem citar quais seriam as áreas, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que, com a reforma, seria possível o Brasil crescer até 12% em cima do PIB (Produto Interno Bruto) potencial.

Isenção para serviços relacionados à exportação

Acelera Exportação também prevê alterações nos regimes aduaneiros, como o Drawback Suspensão. Drawback é um regime aduaneiro especial que visa facilitar as exportações brasileiras, permitindo que empresas importem insumos (como matérias-primas, produtos semiacabados ou outros componentes) sem a incidência de tributos, desde que esses insumos sejam utilizados na produção de bens destinados à exportação.

Serviços respondem por aproximadamente 40% do valor adicionado nas exportações de manufaturados brasileiros. Os dados são da ODCE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), divulgados pelo governo no lançamento do programa.

Em 2024, o regime de Drawback Suspensão foi utilizado por 1.900 empresas e atingiu US$ 69 bilhões em exportações. Valor representa cerca de 20% do total exportado pelo Brasil. A proposta anunciada hoje prevê isenção do PIS/Cofins e do Imposto de Importação.

Empresas já podem acionar o Drawback Suspensão. É necessário incluir informações sobre os serviços importados ou adquiridos no Brasil nos atos concessórios emitidos pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Mdic.

Fonte: UOL

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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Notícias, Tributação

Para fortalecer acordo comercial, Trump suspende restrições à exportação de tecnologia para a China, diz jornal

De acordo com o FT, o Departamento de Comércio, responsável pela supervisão dos controles de exportação, foi instruído nos últimos meses a evitar medidas rígidas contra o país asiático.

Os Estados Unidos suspenderam restrições à exportação de produtos de tecnologia para a China visando o fortalecimento de um acordo comercial entre os países, segundo o jornal Financial Times (FT).

Em reportagem publicada nesta segunda (28), o veículo informou que a medida também visa apoiar os esforços do presidente Donald Trump para garantir um encontro com o presidente Xi Jinping ainda este ano.

De acordo com o FT, o Departamento de Comércio, responsável pela supervisão dos controles de exportação, foi instruído nos últimos meses a evitar medidas rígidas contra a China.

Neste mandato, segundo o FT, Trump estava restringiu as exportações de tecnologia para a China. O governo chegou a informar a gigante da tecnologia Nvidia que bloquearia a exportação do chip H20, projetado para o mercado chinês, após o governo Biden ter restringido chips mais avançados.

Trump voltou atrás após conversas com o CEO da Nvidia, Jensen Huang. Neste mês, a empresa anunciou que retomaria as vendas de suas unidades de H20 para a China.

A retomada planejada faz parte das negociações dos EUA sobre terras raras e ímãs, segundo declarou o secretário de Comércio, Howard Lutnick.

O jornal afirmou ainda que 20 especialistas em segurança e ex-funcionários, incluindo o ex-vice-conselheiro de segurança nacional dos EUA Matt Pottinger, planejam manifestar preocupação com a decisão nesta segunda-feira (28).

Segundo reportagem publicada neste domingo (27), fontes ouvidas pelo jornal afirmam que essa é a expectativa para a terceira rodada de negociações entre os dois países, que irá ocorrer em Estocolmo, na Suécia, nesta segunda-feira (28).

Uma fonte disse que as duas nações se comprometerão a não impor tarifas adicionais uma à outra, nem intensificar a guerra comercial por outros meios.

“Essa medida representa um erro estratégico que coloca em risco a vantagem econômica e militar dos Estados Unidos na área de inteligência artificial”, escreveram eles na carta, segundo o Financial Times.

Trégua por mais 90 dias

Os Estados Unidos e a China estenderão sua trégua tarifária por mais 90 dias, de acordo com o jornal chinês “South China Morning Post”.

Três pessoas familiarizadas com a posição de Pequim, dizem que a delegação chinesa também pressionará a equipe comercial de Trump sobre tarifas relacionadas ao fentanil, já que o presidente Donald Trump, impôs uma taxa adicional de 20% sobre as importações chinesas, em março, alegando que Pequim não havia feito o suficiente para interromper o fluxo da droga para os EUA.

De acordo com uma delas, o governo chinês pode aceitar uma tarifa básica de 10% sobre todas as importações se as taxas adicionais fossem suspensas.

Ao chegar para reunião com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na Escócia, Donald Trump disse a repórteres que os dois países estão perto de fechar um acordo:

“Estamos muito perto de um acordo com a China. Realmente fizemos um acordo com a China, mas vamos ver como isso vai acontecer”.

O acordo entre os dois países

No dia 12 de maio, os Estados Unidos e a China concordaram em reduzir temporariamente as chamadas “tarifas recíprocas” entre os dois países durante 90 dias.

China e EUA anunciam acordo para pausar tarifaço

Cerca de duas semanas depois, no entanto, o presidente dos Estados Unidos acusou a China de violar o acordo em uma publicação em sua rede Truth Social:

“A má notícia é que a China, talvez sem surpresa para alguns, VIOLOU TOTALMENTE SEU ACORDO CONOSCO”, postou.

Desde que anunciou um ‘tarifaço’ com o objetivo de reduzir o déficit comercial dos EUA, o republicano vem enfrentando muitas críticas, mesmo de aliados. A forte queda de braço com o governo chinês antes das negociações só piorou a situação.

O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de uma reunião bilateral com o presidente da China, Xi Jinping, durante a cúpula dos líderes do G20 em Osaka, Japão, 29 de junho de 2019. — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque/Foto de arquivo

O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de uma reunião bilateral com o presidente da China, Xi Jinping, durante a cúpula dos líderes do G20 em Osaka, Japão, 29 de junho de 2019. — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque/Foto de arquivo

Algumas horas depois do post do presidente americano, a China se pronunciou através de um comunicado divulgado por sua embaixada em Washington. Pediu que os Estados Unidos acabem com as “restrições discriminatórias” contra Pequim e que os dois lados “mantenham conjuntamente o consenso alcançado nas negociações de alto nível em Genebra”.

“Desde as negociações econômicas e comerciais entre a China e os EUA em Genebra, ambos os lados têm mantido comunicação sobre suas respectivas preocupações nos campos econômico e comercial em várias ocasiões bilaterais e multilaterais em vários níveis”, disse o porta-voz da embaixada, Liu Pengyu.

Relembre a guerra tarifária entre China e EUA

A guerra tarifária entre as duas maiores economias do mundo se intensificou após o anúncio das tarifas prometidas por Trump, no início de abril.

A China foi um dos países tarifados — e com uma das maiores taxas, de 34%. Essa taxa se somou aos 20% que já eram cobrados em tarifas sobre os produtos chineses anteriormente.

Como resposta ao tarifaço, o governo chinês impôs, em 4 de abril, tarifas extras de 34% sobre todas as importações americanas.

Os EUA decidiram retaliar, e Trump deu um prazo para a China: ou o país asiático retirava as tarifas até as 12h de 8 de abril, ou seria taxado em mais 50 pontos percentuais, levando o total das tarifas a 104%.

A China não recuou e ainda afirmou que estava preparada para “revidar até o fim”.

Cumprindo a promessa, Trump confirmou a elevação das tarifas sobre os produtos chineses.

A resposta chinesa veio na manhã de 9 de abril: o governo elevou as tarifas sobre produtos americanos de 34% para 84%, acompanhando o mesmo percentual de alta dos EUA.

No mesmo dia, Trump anunciou que daria uma “pausa” no tarifaço contra os mais de 180 países, mas a China seria uma exceção.

O presidente dos EUA subiu a taxação de produtos chineses para 125%.

Em 10 de abril, a Casa Branca explicou que as taxas de 125% foram somadas a outra tarifa de 20% já aplicada anteriormente sobre a China, resultando numa alíquota total de 145%.

Como resposta, em 11 de abril, os chineses elevaram as tarifas sobre os produtos americanos para 125%.

Fonte: G1

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Exportação

Na WEG, tarifas de Trump podem mudar rota de exportações — e dos preços

Após balanço mal recebido por investidores, executivos desenham estratégias para reduzir impacto de um possível ‘tarifaço’

A guerra tarifária foi um dos principais temas da teleconferência sobre os resultados do segundo trimestre da WEG (WEGE3). A companhia tem exposição relevante no exterior, em especial o mercado americano, e avalia formas de mitigar os riscos de um “tarifaço”. No segundo trimestre, em específico, o impacto foi moderado, avaliam os executivos.

“O impacto não foi tão significativo, até porque houve algumas recomposições de preços para compensar essas tarifas”, afirmou André Salgueiro, diretor de relações com investidores da WEG. Geralmente, tarifas adicionais elevam os custos de produção da companhia.

No primeiro mandato de Donald Trump, entre 2017 e 2021, o foco das tarifas estava em produtos importados do México, onde a WEG também possui operações. Nesse segundo round, a companhia pretende se valer da flexibilidade da cadeia de exportação para mitigar riscos.

Realocar x reprecificar

Segundo Salgueiro, a WEG pode alocar rotas de exportação. Assim, os produtos do Brasil podem atender México e Índia, enquanto os americanos seriam abastecidos por outros mercados. Essa realocação, porém, depende de como os outros exportadores vão ser taxados pelos Estados Unidos. No cenário atual, o Brasil seria um dos mais impactados (caso os 50% permaneçam).

Os transformadores da WEG, produzidos no Brasil, atendem principalmente o mercado interno e a América Latina. Os Estados Unidos, por sua vez, dependem tanto da importação de produtos acabados quanto suprimentos. Um terço de motores elétricos importados pelos americanos vem do Brasil.

Resultados mais fracos que o esperado

O desempenho da WEG no segundo trimestre ficou abaixo das expectativas do mercado. A receita operacional líquida da companhia foi de R$ 10,2 bilhões, abaixo da previsão do Itaú BBA, que estimava R$ 10,9 bilhões.

A empresa atribuiu essa oscilação, principalmente, a uma desaceleração no ciclo de pedidos em equipamentos eletroeletrônicos industriais, devido à incerteza gerada pelas tarifas e questões geopolíticas. No entanto, a divisão de ciclo curto, que inclui equipamentos industriais, ainda mostrou um bom desempenho, com um crescimento significativo em relação ao primeiro trimestre de 2025.

Outro fator negativo foi o desempenho do segmento de Geradores e Transformadores (GTD), que apresentou uma queda de 13,1% na receita do mercado interno, somando R$ 2,07 bilhões no segundo trimestre. No mercado externo, o crescimento foi de 1,6%, com receita de R$ 2,04 bilhões, mas ainda abaixo das expectativas do BTG Pactual, que projetava R$2,3 bilhões e R$ 2,2 bilhões, respectivamente.

A WEG atribui parte do desempenho mais fraco ao impacto de operações da Joint Venture na Índia e de turbinas a vapor na Europa, além da queda nas exportações do Brasil.

Após a divulgação do balanço, as ações da WEG estão sendo negociados nos menores preços do ano e caem, nesta quinta-feira, pelo segundo dia consecutivo.

Fonte: Exame

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