Exportação

Brasil dispara na liderança global: já exporta quase 5 milhões de toneladas de frango por ano para mais de 150 países e transforma o agronegócio em máquina de bilhões

O Brasil consolidou-se de forma incontestável como o maior exportador de carne de frango do planeta. Em 2025, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o país deve ultrapassar a marca de 4,9 milhões de toneladas exportadas, chegando a mais de 150 mercados diferentes, incluindo destinos estratégicos como China, Japão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e União Europeia. A dimensão é tamanha que não se trata apenas de uma estatística econômica: o frango brasileiro já se tornou um ativo estratégico na geopolítica global da alimentação.

Esse desempenho histórico não é fruto do acaso. A indústria avícola nacional combina décadas de investimentos em tecnologia, sanidade, logística e acordos comerciais que permitem ao produto competir em preço e qualidade. Hoje, um em cada três frangos consumidos no mundo vem do Brasil, colocando o país em uma posição de protagonismo comparável ao petróleo da Arábia Saudita ou ao salmão do Chile.

Exportações em ritmo acelerado e números bilionários

O impacto direto dessa liderança é sentido na balança comercial. As exportações de frango ultrapassaram US$ 10 bilhões em 2024, colocando o setor entre os três maiores responsáveis pelo superávit brasileiro. O agronegócio, que já responde por mais de 25% do PIB nacional, tem na avicultura uma de suas engrenagens mais eficientes.

A China, que sozinha responde por cerca de 15% das compras externas de frango brasileiro, mantém contratos de longo prazo que garantem estabilidade.

O Oriente Médio, por sua vez, consome grandes volumes de cortes halal, preparados dentro dos rígidos protocolos religiosos que o Brasil domina com excelência. A África também desponta como mercado estratégico, ampliando a diversificação e reduzindo a dependência de compradores tradicionais.

Tecnologia, sanidade e logística: os segredos da competitividade

O sucesso brasileiro tem raízes em três pilares: tecnologia de produção, rigor sanitário e eficiência logística.

Na ponta da produção, o país desenvolveu um sistema integrado que conecta pequenos e médios produtores às grandes agroindústrias. Isso garante escala e padronização. Nas granjas, sensores de temperatura, alimentação automatizada e genética de ponta asseguram ganhos de produtividade e redução de custos.

No campo sanitário, o Brasil mantém status de país livre de influenza aviária em plantéis comerciais, algo que reforça a confiança internacional. Em 2023 e 2024, surtos da doença atingiram países concorrentes como EUA e União Europeia, beneficiando ainda mais os embarques brasileiros.

Por fim, a logística: o Brasil investiu em corredores de exportação, portos especializados em carnes refrigeradas e integração com ferrovias. Isso reduz custos e acelera entregas, algo essencial em um mercado global cada vez mais dinâmico.

Impactos internos: emprego e renda para milhares de brasileiros

A força do setor também é sentida dentro do país. A avicultura emprega diretamente mais de 4 milhões de pessoas, entre granjas, fábricas de ração, frigoríficos e transporte. Indiretamente, o impacto atinge milhares de famílias em áreas rurais, especialmente no Sul e Centro-Oeste, regiões que concentram a maior parte da produção.

Além do peso econômico, há uma questão de segurança alimentar. O frango é a proteína animal mais consumida no Brasil, superando carne bovina e suína. O preço mais acessível garante presença no prato diário de milhões de famílias, mesmo em períodos de inflação elevada nos alimentos.

Desafios: sanções, concorrência e meio ambiente

Apesar da liderança, o Brasil enfrenta obstáculos. Nos últimos anos, algumas barreiras sanitárias impostas pela União Europeia e pelos Estados Unidos mostraram que o protecionismo ainda pode frear embarques.

Além disso, a pressão ambiental sobre o agronegócio brasileiro cresce. Organizações internacionais e governos estrangeiros exigem garantias de que a produção não está associada a desmatamento ilegal ou trabalho precário.

Outro ponto é a concorrência. Países como os EUA e a Tailândia investem em modernização de seus setores e buscam ampliar participação em mercados estratégicos. A disputa tende a se intensificar, especialmente em regiões emergentes como África e Sudeste Asiático.

Frango como ativo geopolítico

Mais do que um produto de exportação, o frango brasileiro se tornou uma ferramenta geopolítica. Em momentos de crise alimentar global, como ocorreu durante a pandemia de Covid-19 e a guerra na Ucrânia, a capacidade do Brasil de abastecer mercados externos garantiu estabilidade de preços em várias regiões. Isso ampliou o peso diplomático do país, que passou a ser visto como fornecedor confiável em meio ao caos.

Essa característica reforça a percepção de que a produção agrícola brasileira vai além da economia: é um instrumento de soft power, capaz de abrir portas em negociações internacionais que extrapolam o campo comercial.

O futuro: proteínas alternativas e novos mercados

Olhando para os próximos anos, o setor avícola brasileiro terá de se reinventar diante das mudanças globais no consumo de proteínas.

O crescimento da carne cultivada em laboratório e das alternativas vegetais é um desafio, especialmente em mercados ricos. Ainda assim, analistas acreditam que o frango brasileiro seguirá competitivo, principalmente em países em desenvolvimento, onde a demanda por proteínas baratas e abundantes continuará em alta.

A abertura de novos mercados também está no horizonte. O Brasil negocia habilitações sanitárias para entrar em países que ainda mantêm barreiras, como Coreia do Sul e alguns da África Subsaariana. Caso esses acessos sejam liberados, o potencial de crescimento pode levar as exportações para além da marca de 5,5 milhões de toneladas por ano até 2030.

O frango brasileiro não é apenas um alimento: é uma engrenagem bilionária que move a economia, sustenta famílias e fortalece a posição internacional do país. Com quase 5 milhões de toneladas exportadas por ano e presença em mais de 150 países, o Brasil construiu uma liderança que dificilmente será desafiada no curto prazo.

Mas essa posição não está garantida para sempre. O setor precisa equilibrar competitividade com responsabilidade ambiental, inovação tecnológica e novos mercados. O futuro do agronegócio brasileiro pode muito bem continuar sendo escrito a partir das asas do frango — uma commodity que já se tornou símbolo da força produtiva nacional.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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Exportação

Tarifaço de Trump pode zerar exportações de tilápia após embarques crescerem 52% no primeiro semestre

O primeiro semestre de 2025 trouxe resultados positivos e desafios significativos para a piscicultura brasileira, de acordo com a PEIXE BR. No mercado interno, o setor manteve o ritmo de crescimento esperado, impulsionado pelo aumento da oferta e pela redução de preços ao consumidor em comparação ao mesmo período de 2024.

Nos embarques internacionais, a atividade registrou um crescimento de 52% nas exportações, principalmente de filé fresco para os Estados Unidos. A expectativa era desse volume aumentar ao longo do ano e o Brasil liderar os envios, porém, o anúncio recente do governo americano alterou as projeções.

“Devido à tarifa de 50% e à falta de ação do governo brasileiro em negociar, teremos um segundo semestre com exportações próximas de zero. Isso agravará a crise no mercado interno, diante do aumento da oferta e, principalmente, da entrada de filé de tilápia do Vietnã, que deve piorar ainda mais a situação”, enfatiza o presidente da PEIXE BR, Francisco Medeiros.

Queda de 14,6% nos preços da tilápia

Conforme destaca Medeiros, o consumo de tilápia se mantém estável, devido ao crescimento contínuo da produção da espécie. No entanto, a redução na produção de tambaqui e de peixes de pesca nativa tem limitado a expansão do consumo geral de pescado no Brasil.

No recorte de preços, o mercado brasileiro de tilápia enfrentou um cenário desafiador no primeiro semestre de 2025, impulsionado por mudanças importantes em relação ao mesmo período de 2024.

De acordo com o coordenador de Pecuária e Tilápia do Cepea/Esalq, Thiago Bernardino de Carvalho, a média do preço da tilápia no período foi de R$8,04/kg, uma queda nominal de 14,6% em comparação aos R$9,42/kg registrados no primeiro semestre de 2024. Ao mesmo tempo, o peso médio dos animais comercializados aumentou 11,1%, passando de 921 gramas para 1.023 gramas, indicando uma oferta maior de tilápias mais pesadas no mercado.

“Embora tenha havido uma leve redução no custo da ração, que caiu 2,9% (de R$2,78/kg para R$2,70/kg), essa diminuição não foi suficiente para compensar a pressão sobre as margens dos produtores. A margem bruta média nas propriedades acompanhadas pelo Cepea caiu 45,5%, passando de R$2,82 para R$1,54 por quilo comercializado”, ressalta Carvalho.

Além disso, foi observado um crescimento expressivo de 18,7% no alojamento de alevinos e juvenis, puxado principalmente pela atuação das cooperativas, o que sinaliza expectativas de aumento na produção futura.

Exportações crescem 52% nos primeiros meses de 2025

No comércio internacional, o setor registrou resultados positivos. Segundo o coordenador o pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura, Manoel Pedroza, as exportações da piscicultura brasileira aumentaram 52% no primeiro semestre de 2025, comparado com o mesmo período de 2024, atingindo US$ 36 milhões e 8 mil toneladas.

“A tilápia foi protagonista, representando 95% do total exportado no semestre, consolidando sua posição como principal peixe cultivado e comercializado internacionalmente pelo Brasil”, compartilha Carvalho.

Como destaque de país comprador, os Estados Unidos continuam como o principal destino das exportações da piscicultura brasileira, representando cerca de 90% do total exportado no primeiro semestre de 2025, totalizando US$ 32 milhões. “O Peru foi o segundo principal importador no período, com US$ 1,8 milhão”, ressalta Pedroza.

Importações do Vietnã geram preocupações no setor

A importação de tilápia de outros países, especialmente do Vietnã, tem gerado preocupações entre os produtores brasileiros e representantes da cadeia produtiva da aquicultura nacional.

Segundo o coordenador de Pecuária e Tilápia do Cepea/Esalq, os peixes importados chegam ao mercado brasileiro com preços muito inferiores aos praticados internamente, podendo ser considerado dumping, o que pode inviabilizar economicamente a produção nacional, comprometendo a sustentabilidade de diversas propriedades e cooperativas locais.

“De forma extremamente negativa, a importação de filé de tilápia do Vietnã demonstra a inabilidade do governo brasileiro com o setor, mesmo tendo um ministério que deveria gerir o setor. O Vietnã tem procedimentos na indústria que são proibidas aqui nas indústrias brasileiras e, com isso, perdemos competitividade”, alerta o presidente da PEIXE BR.

Para contornar esse cenário, neste momento, o setor tem realizado ações visando minimizar os riscos sanitários e econômicos ligados à importação de tilápia do Vietnã, evitando possíveis danos a cadeia produtiva e aos consumidores, diz o pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura.

Cenário desafiador para o segundo semestre

Na avaliação de Medeiros, a combinação de importações liberadas e a suspensão das exportações de filé de tilápia para os Estados Unidos gera incerteza para o setor. “Nos próximos 12 meses, a cadeia produtiva da tilápia no Brasil enfrentará grandes desafios tanto no mercado interno quanto externo”, salienta.

Em relação ao desempenho doméstico, o principal desafio está em aumentar o consumo per capita da tilápia. Para isso, destaca Carvalho, será fundamental a diversificação do mix de produtos, estratégia que vem sendo bem conduzida por indústrias e varejistas nos últimos anos.

No cenário internacional, o tarifaço dos EUA terá um grande impacto nas exportações brasileiras da piscicultura no segundo semestre de 2025, principalmente na cadeia da tilápia, gerando grandes desafiados no setor.

Neste contexto, a abertura de novos mercados externos será fundamental para assegurar a competitividade internacional da cadeia. “Para isso o setor precisará realizar um grande esforço para entrar em novos países e investir na exportação de produtos congelados, os quais respondem pela maior parte do comércio internacional de peixes como a tilápia”, afirma o coordenador de Pecuária e Tilápia do Cepea/Esalq.

Apesar das dificuldades, especialistas acreditam que há potencial de valorização do produto nacional, desde que políticas públicas e investimentos em infraestrutura permitam maior competitividade frente aos concorrentes internacionais.

Fonte: Comex do Brasil

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Exportação

Exportações brasileiras crescem mais de 50% com recuperação econômica da Argentina

A recuperação econômica da Argentina tem alavancado as exportações brasileiras que, neste ano, já aumentaram mais de 50%.

Das 1.500 novas vagas abertas por uma montadora, em todo o país, 1.200 foram em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Esta unidade fabrica a maior parte dos carros exportados para a Argentina. E o nosso parceiro do Mercosul está comprando muito mais. O aumento nas exportações da montadora foi de 73% de janeiro a julho deste ano na comparação com o mesmo período de 2024.

Valter Ferreira, diretor de planta da Fiat de Betim, afirmou: “A exportação para a Argentina contribui muito para esse crescimento. Com isso, de verdade, a gente abre oportunidades de emprego, de desenvolvimento, é um importante momento para o polo de Betim, sim.”

As exportações brasileiras para a Argentina passaram dos dez bilhões de dólares nos sete primeiros meses do ano, uma alta de 53% em relação ao mesmo período de 2024. Esse resultado foi impulsionado pelas vendas da indústria automobilística, que mais que dobraram (+116%).

O Brasil também exportou para o país vizinho mais máquinas e equipamentos industriais (+36%) e aparelhos elétricos (+43%). Reflexos, segundo analistas, da melhora da economia argentina.

Quando o presidente Javier Milei assumiu, em dezembro de 2023, ele promoveu um grande ajuste econômico. Cortou gastos públicos, privatizou estatais e desvalorizou o peso, que vinha sendo controlado artificialmente.

A pobreza atingiu mais da metade dos argentinos em 2024, mas agora diminuiu para 38% da população. Já a inflação mensal, que bateu em 25,5% na posse de Milei, despencou para 1,9% agora em julho.

O professor de economia Roberto Dumas diz que o acordo com o FMI, que vai liberar 20 bilhões de dólares em empréstimos, é sinal de que as coisas estão entrando nos eixos por lá.

Roberto Dumas, professor de economia do Insper, explicou: “A inflação antes do Milei, nos últimos dez anos, bateu 12 mil por cento e o Milei logrou cortar vários gastos públicos, tanto é que agora eles estão em superávit fiscal.”

É bom também para o Brasil, que tem na Argentina o seu terceiro maior parceiro comercial, atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Uma relação antiga, fortalecida desde a criação do Mercosul, e que continua agora, mesmo com as trocas de hostilidades e diferenças políticas entre Javier Milei e o presidente Lula.

O professor de Relações Internacionais Vinícius Rodrigues Vieira explica que, mesmo quando há desavenças entre governos, os negócios entre os países podem ser mantidos e ampliados.

“Isso é um efeito do Mercosul. O Mercosul torna a relação comercial Brasil-Argentina imune a disputas ideológicas. Milei e Lula claramente não se dão bem, mas nenhum deles, nem o lado brasileiro nem o lado argentino, vai desafiar o Mercosul a ponto de acabar com ele. Eles querem a continuidade do Mercosul como está. Por quê? Eles sabem que uma Argentina melhor, mais estabilizada, voltará a ter produtos competitivos aqui no mercado brasileiro”.

Já em relação ao tarifaço de Donald Trump, que está num impasse, os especialistas têm repetido que o Brasil precisa fortalecer os laços diretos com parceiros antigos e procurar novos mercados.

“É importante que o Brasil esteja firme com vários parceiros. Com a Argentina, principalmente, porque tem maior valor agregado”, diz Dumas.

Vinícius acrescentou: “O Brasil precisa ir além do Mercosul. Buscar acordos bilaterais com seus parceiros do Mercosul, mas com o olho principalmente nos mercados emergentes como a Ásia e, claro, um mercado maduro que também está sofrendo com tarifaço, que é a União Europeia.”

Fonte: G1

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Exportação

Brasil e Indonésia assinam acordo para início de exportação de carne bovina

Com cerca de 283 milhões de habitantes, país asiático tem a quarta maior população do mundo

governo do Brasil e da Indonésia assinaram nesta terça-feira (19) um acordo com os requisitos sanitários necessários para começar a exportação de carne bovina com osso, miúdos bovinos, produtos cárneos e preparados de carne brasileiros para o país asiático.

Segundo o MRE (Ministério das Relações Exteriores) e o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), a medida representa “uma conquista importante” para o país, que já é o maior exportador de carne bovina do mundo.

Além disso, “fortalece a parceria comercial com a Indonésia, que em 2024 importou US$ 4,2 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, especialmente dos complexos sucroalcooleiro e da soja, fibras e produtos têxteis”.

Com cerca de 283 milhões de habitantes, a Indonésia é o quarto país mais populoso do mundo. O aumento da renda da população e a expansão da classe média urbana impulsionou o consumo de carne bovina no país nos últimos anos.

O governo federal afirma que, com a inclusão da Indonésia, o Brasil chegou a 402 mercados abertos desde o início de 2023.

Fonte: R7

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Exportação

Multinacional do setor de carnes reforça exportações

Paraguai, Brasil e Uruguai se posicionam como os países mais competitivos do mundo em termos de custos, segundo Fernando Queiroz, presidente de uma multinacional do setor de carnes. A estratégia responde às novas tarifas que os Estados Unidos impuseram à carne brasileira.

O executivo explicou ao Brasil Journal que, diante dessas medidas, a companhia reforçará os envios ao mercado norte-americano a partir de suas plantas no Paraguai, Argentina e Uruguai. “Trump está sendo mais duro com o Brasil, mas está sendo super amigável com a Argentina; e somos a maior empresa do setor na Argentina”, destacou.

A aposta no Paraguai se baseia em fatores estruturais, como a oferta global limitada pela redução dos rebanhos no hemisfério norte e a vantagem de custos no Cone Sul.

Segundo o Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa), as exportações paraguaias de carne bovina, miúdos e produtos de origem animal atingiram US$ 1,305 bilhão no primeiro semestre de 2025 — um aumento de 18% em comparação com o ano anterior. O volume exportado chegou a 349.728 toneladas.

O Chile foi o principal destino, com 32% de participação, equivalente a 57.130 toneladas por US$ 343 milhões. Em seguida vieram Taiwan (14% e US$ 151 milhões), Estados Unidos (11% e US$ 111 milhões) e Israel (10% e US$ 100,5 milhões). O Brasil ficou em quinto lugar com 6%, o que representou 10.003 toneladas por US$ 63,9 milhões.

O contexto internacional e a competitividade em custos tornam o Paraguai um fornecedor-chave para abastecer mercados estratégicos, consolidando sua posição no comércio global de carne.

Fonte: Todo Logisitca News

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Economia, Exportação, Informação, Negócios, Tributação

Brasil responde Justiça dos EUA e nega práticas que prejudiquem comércio bilateral

Investigação começou em julho, Escritório do Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR), baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.

O governo do Brasil enviou, nesta segunda-feira (18), respostas aos questionamentos do governo dos Estados Unidos sobre uma investigação aberta pelo Escritório do Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre práticas que possam prejudicar o comércio internacional dos Estados Unidos e até impor sanções a práticas consideradas discriminatórias contra empresas americanas.

O Brasil alega no documento que não adota políticas discriminatórias, injustificáveis ou restritivas ao comércio com os EUA. Ainda, afirma não existir base jurídica ou factual para a imposição de sanções.

A investigação foi aberta no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Em julho, quando os questionamentos foram feitos, o embaixador Jamieson Greer afirmou que a investigação foi iniciada sob orientação de Trump “sobre os ataques do Brasil às empresas americanas de mídia social, bem como outras práticas comerciais desleais que prejudicam empresas, trabalhadores, agricultores e inovadores tecnológicos americanos”.

Na resposta, na qual lista uma explicação para cada tópico da acusação dos Estados Unidos, o Brasil também pede um “diálogo construtivo”.

“O Brasil insta o USTR a reconsiderar o início desta investigação e a iniciar um diálogo construtivo. Medidas unilaterais previstas na Seção 301 podem comprometer o sistema multilateral de comércio e ter consequências adversas para as relações bilaterais”, escreveu o governo brasileiro.

Alguns dos alvos da investigação são o Pix, tarifas chamadas de injustas e preferenciais, a aplicação de medidas anticorrupção, a proteção da propriedade intelectual e a comercialização do etanol brasileiro, além do desmatamento ilegal.

As respostas foram dadas pelo Itamaraty, com auxílio de setores importantes, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que enviou um ofício abordando cada um dos tópicos. Sobre o comércio digital e serviços eletrônicos de pagamento, como o Pix, os industriais afirmam que “não há evidência de que a introdução do Pix reduziu o uso de outras formas de pagamento, exceto por cheques e pagamentos em dinheiro”.

Além disso, outro argumento usado foi de que o Pix ajudou a facilitar transações comerciais, incluindo importações dos Estados Unidos, gerando “mais benefício do que dano à competitividade e ganhos das companhias americanas”.

“Ao oferecer transações rápidas, seguras e de baixo custo, o Pix ampliou a inclusão financeira, reduziu a dependência do dinheiro em espécie e aumentou a eficiência no varejo e no comércio eletrônico, beneficiando as empresas dos EUA”, afirmou, em resposta.

Tarifas preferenciais

A confederação argumentou que as tarifas preferenciais foram aplicadas com acordos internacionais dos quais os Estados Unidos também fazem parte, com a aplicação de uma tarifa média de 2,7% sobre produtos americanos.

Combate à corrupção

Sobre o chamado enfraquecimento do combate à corrupção, a CNI respondeu que “o Brasil mantém uma estrutura legal e institucional abrangente para o combate à corrupção” e citou, ainda, a anulação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de condenações que foram consideradas violadoras de direitos constitucionais, considerando as críticas a decisões judiciais isoladas como não indicadoras de “fragilidades sistêmicas”.

“A melhoria contínua das políticas anticorrupção no Brasil promove um ambiente econômico estável, no qual as empresas competem com base no mérito”.

Proteção da propriedade intelectual

Segundo a CNI, o Brasil demonstra um compromisso de longa data com a proteção de direitos de propriedade intelectual, com aplicação de políticas públicas para “fortalecer o ecossistema de propriedade industrial e combater crimes como a pirataria e a falsificação”.

“Além disso, o Brasil conseguiu alcançar melhorias significativas no exame de patentes por meio de uma série de medidas institucionais e tecnológicas voltadas a aumentar a eficiência e a qualidade dos serviços de propriedade industrial”, afirmou.

Etanol

Outro ponto enfático da confederação foi em relação ao Etanol, onde a CNI disse que o Brasil não utiliza “atos discriminatórios” que prejudiquem o comércio americano, e defendeu que os países trabalhem juntos “para abrir mercados estrangeiros para seus etanol e biocombustíveis”.

A CNI afirmou, ainda, que “os interesses de ambos os países em relação ao etanol concentram-se na promoção da expansão de seu uso, que é obrigatoriamente misturado à gasolina em seus respectivos territórios”.

Desmatamento ilegal

O último ponto considerado foi o desmatamento ilegal, onde a confederação diz que não foram adotadas políticas ou práticas que “prejudiquem a competitividade dos produtores norte-americanos de madeira e produtos agrícolas, ou que sejam irrazoáveis ou discriminatórios e onerem ou restrinjam o comércio dos EUA”.

“O Brasil fortaleceu suas leis ambientais, bem como sua aplicação, o que contribuiu para a redução das taxas de desmatamento”.

Com informações da CNN e g1

Fonte: NSC Total.

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Comércio Exterior, Exportação

Exportações colombianas caem em volume

As exportações colombianas registraram uma queda de 17% em volume durante o primeiro semestre de 2025, totalizando 43,6 milhões de toneladas. No entanto, o valor das vendas externas atingiu USD FOB 24.391,5 milhões, representando um crescimento de 1,6% em relação ao mesmo período de 2024.

Os combustíveis e produtos das indústrias extrativas lideraram a participação com 39,1%, seguidos pelos produtos agropecuários, alimentos e bebidas (31,3%), manufaturas (21,3%) e outros setores (8,3%). O aumento no valor exportado foi impulsionado principalmente por maiores vendas de café, chá, cacau, especiarias e seus preparados (+78,2%), ouro não monetário (+18,3%) e óleos e gorduras fixas de origem vegetal (+71,9%).

O segmento agropecuário, alimentos e bebidas somou USD FOB 7.627,7 milhões, com um crescimento interanual de 36,5%. Entre os produtos que impulsionaram esse aumento, destacam-se café, chá, cacau, especiarias e óleos vegetais. Em contraste, caíram as vendas de óleos e gorduras de origem animal (-56,3%), cortiça e madeira (-29,2%) e óleos e gorduras elaborados (-10,8%).

Os Estados Unidos mantiveram-se como o principal destino, com USD FOB 7.405,8 milhões (+7,5%), equivalentes a 30,4% das exportações totais, com destaque para petróleo bruto, café e flores. A União Europeia ficou em segundo lugar com USD FOB 3.179,1 milhões (+39,3%), impulsionada por maiores embarques para Países Baixos, Alemanha e Bélgica. O Panamá ocupou a terceira posição com USD FOB 1.770,5 milhões (-21,4%), concentrados em combustíveis (88,6%).

Esses três destinos — Estados Unidos (30,4%), União Europeia (13,0%) e Panamá (7,3%) — concentraram 50,7% das exportações colombianas no semestre. Também se destacou o aumento das vendas para a Venezuela (+18,9%). Em termos de participação, cresceram os envios para a UE (+3,5 p.p.) e EUA (+1,7 p.p.), enquanto diminuíram para China (-2,2 p.p.), Panamá (-2,1 p.p.), México e Chile (-1,8 p.p.).

Fonte: Todo Logistica News

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Exportação

Exportações do Brasil para a Argentina voltam a subir: podem aliviar o impacto do tarifaço nos EUA?

Após vacas magras, saltaram 53% as vendas de empresas brasileiras para o país vizinho, que compra produtos tarifados pelos americanos

Com o sinal de alerta aceso nas exportações para os Estados Unidos, por causa do tarifaço anunciado pelo presidente Donald Trump, o comércio exterior do Brasil terá um alívio, ao menos, nas trocas com a Argentina. As vendas do Brasil para lá saltaram 53,2%, em valor, nos sete primeiros meses do ano, ante igual período de 2024.

O crescimento representa uma recuperação, após as exportações brasileiras para o mercado argentino tombarem 17,6% em 2024 por causa da recessão no país vizinho. Os US$ 10,780 bilhões vendidos à Argentina este ano até julho ainda estão abaixo do registrado nos sete primeiros meses de 2023.

EUA e Argentina são importantes para a indústria brasileira. Tanto o mercado americano quanto o argentino se destacam por demandarem bens manufaturados numa proporção superior à média das exportações do Brasil.

Apesar disso, os tipos de produtos vendidos pelo Brasil para um e outro país são diferentes, lembra Lia Valls, professora da Uerj e pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). Por isso, ela vê a retomada da demanda argentina como uma boa notícia, mas incapaz de amenizar as perdas com o mercado americano:

— As exportações para a Argentina são muito concentradas nos automóveis. Nem entramos com automóveis nos EUA.

A concentração das vendas para a Argentina nos itens da indústria automotiva se repetiu nos sete primeiros meses deste ano. Desde a década de 1990, com o estabelecimento do Mercosul, as multinacionais do setor passaram a organizar suas cadeias entre Brasil e Argentina numa relação de interdependência entre os dois mercados.

No início deste mês, a Anfavea, associação nacional de fabricantes de veículos, revisou para baixo sua projeção de vendas de automóveis no mercado doméstico para este ano, para 2,7 milhões de unidades, ante os 2,8 milhões estimados em janeiro. Mas manteve inalterada a previsão de produção, em 2,7 milhões de unidades, por causa da demanda argentina — a estimativa é que sejam exportados 552 mil carros para lá este ano, o que representaria um salto de 38,4% na comparação com 2024.

— Os argentinos começaram a comprar mais carros — diz Federico Servideo, presidente da Câmara de Comércio Argentino-Brasileira de São Paulo (Camarbra).

A economia argentina estava em recessão no primeiro semestre do ano passado, mas voltou a crescer na segunda metade de 2024. No primeiro trimestre, cresceu 0,8%. Ao mesmo tempo, o câmbio do peso com o dólar se valorizou, tornando os produtos brasileiros mais baratos no país. O fluxo de turistas argentinos para o Brasil e as compras deles no varejo nacional também saltaram.

Fatores conjunturais

O problema, para Servideo, é que esses fatores são conjunturais. Na visão do presidente da Comarbra, nos últimos anos a relação comercial entre os dois maiores países da América do Sul tem sido “oportunística”.

As trocas crescem ou caem em função do ritmo do crescimento econômico, da estabilidade da economia ou da variação nas taxas de câmbio. Ideal seria impulsionar a integração das cadeias de produção entre os dois países, envolvendo pequenas e médias empresas, como no setor automotivo.

Servideo cobra maior ativismo do empresariado, de lado a lado, em prol da integração. Nas políticas públicas, o foco deveria ser a remoção da burocracia, como trâmites alfandegários e a regulação de padrões industriais.

Fora do setor automotivo, a volta da demanda argentina pode amenizar, em alguma medida, as perdas nas vendas para os EUA nas indústrias de calçados e de máquinas e equipamentos.

A fabricante alemã de bombas para uso industrial Netzsch vê o redirecionamento dos EUA para outros mercados da América Latina como um caminho, disse ao GLOBO Osvaldo Ferreira, diretor-geral da empresa no Brasil. A recuperação argentina “pode ajudar”, disse o executivo:

— Eles ficaram muito em baixa, sentimos também (quando houve queda nas vendas para a Argentina).

Fonte: O Globo

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Exportação

Maior exportadora de carne bovina da América do Sul já vende para mais de 100 países e fatura bilhões em exportações anuais

maior exportadora de carne bovina da América do Sul tem origem em uma pequena charqueada de Barretos, no interior paulista. De início dramático, com a morte precoce de seu fundador, a Minerva Foods atravessou falências, leilões e renascimentos antes de alcançar presença em mais de 100 países.

Hoje, a companhia lidera as exportações sul-americanas de carne bovina e disputa espaço com gigantes como JBS e Marfrig. O caminho foi marcado por superação, estratégia e ousadia financeira, consolidando a Minerva como referência no setor de proteínas no cenário internacional.

Das origens humildes ao risco de desaparecer

Fundada em 1924 por Antônio de Pádua Diniz, a charqueada Minerva nasceu em um Brasil agrícola, quando a carne salgada era a forma mais segura de conservação. Um ano depois, a morte de Diniz levou a empresa à beira da falência.

Resgatada em leilão por novos empresários, a operação sobreviveu por décadas em meio às dificuldades logísticas e sanitárias do período. O salto decisivo ocorreu em 1949, quando a companhia se transformou em matadouro industrial, iniciando sua transição para o modelo de frigorífico moderno.

A crise dos anos 80 e o renascimento nos anos 90

A hiperinflação e os altos custos da década de 1980 levaram o matadouro Minerva à falência. O cenário mudou em 1992, com a aquisição pela família Vilela de Queiroz.

A nova gestão apostou em modernização, profissionalização e foco no relacionamento com pecuaristas. Essa reestruturação foi essencial para preparar a empresa para a abertura comercial dos anos 90, quando a exportação se tornou viável.

Primeiros passos no mercado internacional

Em 1997, a Minerva conquistou sua primeira habilitação para exportar carne bovina à União Europeia — um marco para a futura maior exportadora de carne bovina da América do Sul.

A abertura comercial brasileira e a modernização das plantas permitiram à empresa expandir destinos para o Oriente Médio e a Ásia, consolidando sua vocação internacional.

IPO e a aceleração do crescimento

O ano de 2007 marcou a abertura de capital da Minerva Foods na B3. Com os recursos do IPO, a companhia ampliou capacidade de abate, adquiriu novas plantas e reforçou sua presença global.

Entre 2008 e 2012, foram realizadas aquisições estratégicas no Brasil e no Paraguai, reduzindo riscos sanitários e fortalecendo a diversificação geográfica.

A virada com grandes aquisições

Na década de 2010, a Minerva expandiu para países como Uruguai, Argentina e Colômbia. O grande salto veio em 2023, com a compra de 11 plantas da Marfrig, operação de R$ 7,5 bilhões que elevou em 40% a capacidade de abate.

O endividamento cresceu, mas os resultados de 2025 mostram que a aposta rendeu frutos: lucros recordes e 60% da receita bruta vinda de exportações para mais de 100 países.

Minerva hoje: campeã sul-americana

Comparada a concorrentes como JBS e Marfrig, a Minerva é menor em valor de mercado, mas lidera isoladamente as exportações de carne bovina da América do Sul. Com clientes na China, Estados Unidos, Europa e Oriente Médio, a empresa se posiciona como especialista em comércio internacional.

A política de dividendos também atrai investidores, com retornos consistentes em anos de forte geração de caixa. A expectativa para 2025 é de retomada dos pagamentos robustos após os lucros recordes.

O que esperar para o futuro

A trajetória da Minerva mostra que crises e apostas ousadas fizeram parte da construção de sua posição atual. Se o passado foi marcado por riscos e recuperação, o presente indica força financeira e domínio no comércio global de carne bovina.

Resta saber se a companhia manterá o ritmo de expansão e consolidará sua vantagem sobre as rivais no cenário internacional.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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Comércio Exterior, Exportação

Empresários do mel no Ceará renegociam com importadores dos EUA e retomam exportações após tarifaço

Empresários cearenses renegociaram diretamente com importadores norte-americanos para viabilizar o embarque de 50 contêineres de mel destinados aos Estados Unidos no segundo semestre deste ano, evitando grandes prejuízos com o tarifaço imposto sobre as exportações brasileiras, em vigor desde o último dia 6 de agosto.

O setor enfrentava forte pressão, sobretudo por exportar 95% de sua produção para os EUA, e chegou a registrar, em julho, o bloqueio de cargas no Porto do Pecém, enquanto importadores ainda aguardavam definições sobre a implementação da medida.

Joventino Neto, presidente da Federação dos Apicultores do Ceará (Fecap), explica que a iniciativa para manter as exportações exigiu a renegociação de contratos, com redução das margens de lucro tanto para os vendedores quanto para os compradores.

De acordo com ele, atualmente, os importadores compram o mel cearense por cerca de R$ 14 o quilo, valor inferior aos R$ 16 pagos anteriormente. No entanto, revendem o produto no exterior por R$ 65 a R$ 70 o quilo, atingindo uma margem de lucro superior a 300%.

Por isso, afirma, aceitaram dividir os prejuízos do tarifaço com os produtores cearenses para minimizar os impactos para ambos.

“Como eles [os EUA] têm uma margem de lucro muito grande, dividiram o prejuízo, porque as grandes empresas já possuem clientes certos, contratos de fidelidade e logística. Eles se prepararam para exportar cerca de 300 toneladas mensais ao longo do ano”, disse, em entrevista ao Diário do Nordeste.

Os acordos na cadeia produtiva do mel acontecem independentemente das medidas anunciadas pelo Governo do Ceará, como a compra de alimentos por supermercados, e das ações Governo Federal, cujos anúncios foram feitos nesta quarta-feira (13).

Pequenos produtores serão os mais impactados pela redução do lucro
A redução do lucro, contudo, terá impacto na cadeia produtiva do mel local, afetando diretamente os apicultores de pequeno e médio porte do Ceará, como frisa Joventino Neto.

Segundo ele, como a maioria dos 70 mil produtores cearenses não é associada a uma cooperativa, os lucros devem ser ainda mais reduzidos em virtude da renegociação entre exportadores e importadores.

“Estou querendo abrir uma cooperativa aqui no Ceará para podermos exportar igual à Casa Ápis (em Picos, no Piauí), e a forma que eles encontraram foi dividir o prejuízo. Quando chega lá, eles fazem um acordo verbal e dividem os prejuízos”, diz.

“Vai baixar em mais ou menos à metade o lucro. Isso, na verdade, vai para as costas dos pequenos apicultores, porque os atravessadores sempre ganham mais”, completa.

Estados Unidos consomem mais de 90% do mel cearense exportado
O Ceará exportou para os Estados Unidos 1,55 mil tonelada de mel de janeiro a julho deste ano, antes de o tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump entrar em vigor. Os dados são do Comex Stat, plataforma do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Ainda conforme esses dados, esse número representa 95% das exportações cearenses de mel de abelha em 2025. Foram US$ 5,3 milhões (R$ 28,6 milhões na conversão atual) comprados pelos EUA.

Além dos Estados Unidos, o mel cearense também terá como foco, neste ano, a Europa. Em 2025, Itália e Reino Unido compraram o produto do Ceará, mesmo que em quantidade muito menor.

O resultado demonstra que o mel cearense ganhou o mercado norte-americano, uma vez que o consumo no Brasil ainda é baixo, na comparação com Estados Unidos e Europa.

Fonte: Diário do Nordeste

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