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Aviação no Sul do Brasil registra melhor desempenho da história em 2025

A aviação civil no Sul do Brasil atingiu um marco histórico em outubro de 2025. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que 1.178.785 passageiros embarcaram nos aeroportos da região, o melhor resultado já registrado para um mês de outubro na série histórica de 25 anos.

O desempenho não se limita a uma estatística isolada. A recuperação reflete a resiliência econômica de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, superando o nível pré-pandemia de 2019, que registrou 1,13 milhão de embarques, e demonstrando crescimento expressivo em relação a outubro de 2024, com 923 mil passageiros, ano marcado por enchentes no território gaúcho.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, relaciona o crescimento à melhora econômica da região: “Alcançar o melhor resultado em embarques em duas décadas demonstra a confiança das pessoas na retomada econômica e a força do mercado de aviação no Sul. Vemos passageiros viajando tanto a lazer quanto a negócios, o que valida todo o esforço de apoio ao setor”, afirmou.

Recorde anual impulsionado por turismo e negócios

No acumulado de janeiro a outubro de 2025, 10,94 milhões de passageiros decolaram de aeroportos do Sul, superando o recorde anterior de 2019 (10,6 milhões) e o número de 2024 (9,1 milhões).

O crescimento reflete tanto a atividade corporativa intensa, impulsionada por um agronegócio pujante e uma indústria diversificada, quanto o aumento do turismo de lazer, resultado da recuperação do poder de compra e da confiança do consumidor.

Principais aeroportos do Sul

O levantamento da Anac mostra que o Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, lidera o ranking de embarques, com 2.912.768 passageiros entre janeiro e outubro de 2025. Curitiba (São José dos Pinhais) aparece em segundo, com 2.462.015 embarques, seguida de Florianópolis, com 2.046.119 passageiros.

Outros polos regionais e turísticos também se destacam: Navegantes (SC) registrou 927.294 embarques, Foz do Iguaçu (PR) 918.409, enquanto Maringá (PR) e Londrina (PR) contabilizaram 356 mil e 293 mil passageiros, respectivamente.

Integração com o Mercosul e voos internacionais

A aviação do Sul também se diferencia pela integração com a América do Sul. Em outubro, o Chile foi o principal destino internacional direto, concentrando 41% dos passageiros, seguido pela Argentina, com 35%. Juntos, esses países representam mais de três quartos do tráfego internacional da região.

Outros destinos internacionais importantes incluem Panamá (8,52%), Portugal (7,39%) e Peru (4,64%), reforçando o papel do Sul do Brasil como hub estratégico regional, reduzindo a necessidade de conexões em grandes centros do país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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BNDES aprova financiamento para infraestrutura aeroportuária com foco em modernização e ampliação

O BNDES aprovou R$ 4,64 bilhões em financiamento para o plano de ampliação, modernização e manutenção de 11 aeroportos administrados pela concessionária Aena Brasil, incluindo o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A operação, estruturada no modelo project finance non-recourse, é uma das maiores já direcionadas ao setor aeroportuário no país e prevê que o pagamento seja feito com as receitas geradas pelos próprios projetos.

Investimentos fortalecem infraestrutura e aviação regional
Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o apoio reforça o compromisso do governo federal em modernizar a infraestrutura do setor aéreo. Segundo ele, ampliar a capacidade operacional e melhorar o conforto dos passageiros estimula o turismo, impulsiona a economia e gera novos empregos.

O pacote financeiro inclui R$ 4,24 bilhões em debêntures e R$ 400 milhões via linha Finem, além de uma oferta pública de debêntures coordenada pelo BNDES e Banco Santander. Ao todo, o montante destinado à Aena chega a R$ 5,7 bilhões. Os investimentos contemplam aeroportos nos estados de SP, MS, PA, MG e no interior do país, reforçando a aviação regional.

Obras devem ser concluídas até 2028
A iniciativa viabiliza a execução da Fase I-B dos contratos de concessão, que reúne os principais investimentos estruturais, como ampliação de áreas operacionais e adequação de infraestrutura. As obras devem ser finalizadas até junho de 2028 no Aeroporto de Congonhas e até junho de 2026 nos demais terminais. A expectativa é de geração de mais de 2 mil empregos durante a implantação e cerca de 700 vagas permanentes após a conclusão.

Congonhas receberá o maior volume de recursos
O Aeroporto de Congonhas receberá aproximadamente R$ 3,3 bilhões. O projeto inclui a expansão do terminal de passageiros de 61 mil m² para 134 mil m², a instalação de sete novas pontes de embarque, melhorias no embarque remoto e o aumento das áreas comerciais para 43 mil m².

Demanda crescente reforça necessidade de expansão
De acordo com Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, os aportes acompanham a expansão do transporte aéreo no país. Em 2024, os 11 aeroportos administrados pela Aena movimentaram 27,5 milhões de passageiros, representando 12,8% do tráfego nacional e superando em 3% o nível pré-pandemia.

O mecanismo financeiro desenvolvido pelo BNDES permitirá que a Aena refinancie sua dívida futuramente com condições mais competitivas, reduzindo custos e o risco de rolagem. A operação recebeu rating AAA.br da Moody’s Local Brasil, o mais alto nível na escala nacional.

Além desses 11 terminais, a Aena também administra outros seis aeroportos no Nordeste que já receberam apoio do banco em operações anteriores.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Aeroporto da Serra Catarinense retoma voos comerciais para São Paulo

O Aeroporto Regional da Serra Catarinense, em Correia Pinto, voltou a receber voos comerciais nesta quinta-feira (27), retomando a ligação direta com São Paulo após um histórico de longas interrupções nas operações.

O terminal passou 23 anos sem voos regulares até que, em março de 2022, a Azul Linhas Aéreas iniciou a rota para Campinas (SP). A operação, porém, foi encerrada em março de 2025 devido ao processo de recuperação judicial da companhia.

Nova rota Correia Pinto — Congonhas

Após oito meses sem operações aéreas, a Gol Linhas Aéreas assume a nova rota ligando Correia Pinto ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Os voos serão realizados com aeronaves Boeing 737 MAX, resultado de articulação conjunta entre as prefeituras de Correia Pinto e Lages.

A prefeita Lúcia Ortiz destacou o impacto regional da retomada: “Este aeroporto representa mais do que uma ligação com o maior centro comercial do Brasil. É uma esperança para o turismo, o agronegócio e toda a economia regional. Ele sempre será uma prioridade.”

Modernização e investimentos

A reabertura acompanha um amplo projeto de modernização do Aeroporto da Serra Catarinense, elaborado pela equipe de engenharia da Amures. As melhorias incluem:

  • Reformas no terminal de passageiros
  • Reforço na seção de combate a incêndio
  • Atualização da sala de controle
  • Estruturação do setor de bagagens e raio-X
  • Ajustes na área de acesso restrito

Com as mudanças, o aeroporto passa a atender mais de 50 municípios da Serra Catarinense, Meio-Oeste, Alto Vale do Itajaí e regiões próximas ao Rio Grande do Sul. O investimento total foi de aproximadamente R$ 2,8 milhões.

A cerimônia oficial de retomada das operações ocorre às 13h30 desta quinta-feira (27).

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Amures/NDMais

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Brasil supera 100 milhões de passageiros e registra novo avanço na aviação civil

O Brasil ultrapassou a marca de 106,8 milhões de passageiros transportados entre janeiro e outubro de 2025, segundo levantamento do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) com base nos dados da Anac. O número supera o patamar de 100 milhões de viajantes um mês antes do registrado em 2024, sinalizando um ritmo mais acelerado de crescimento no setor aéreo.

No acumulado do ano, o volume total — somando voos domésticos e internacionais — é 9,5% maior que o observado no mesmo período do ano passado.

O ministro Silvio Costa Filho destacou o movimento como reflexo direto da expansão da aviação civil brasileira. Segundo ele, a demanda crescente demonstra o impacto positivo dos investimentos em infraestrutura aeroportuária, da regionalização de terminais e da ampliação de oportunidades de viagem no país.

Resultados históricos em outubro
O mês de outubro trouxe recordes importantes. No mercado doméstico, foram registrados 9 milhões de passageiros, o melhor desempenho para o mês desde o início da série histórica, em 2000. Pela primeira vez, o fluxo de viajantes para voos nacionais ultrapassou essa marca, representando um avanço de 9,1% em relação ao mesmo período de 2024.

Foi também o oitavo mês consecutivo — desde março — em que o segmento doméstico atingiu o melhor resultado mensal quando comparado com os anos anteriores, reforçando a tendência de recuperação e crescimento constante.

Daniel Longo, secretário Nacional de Aviação Civil, avaliou que os números colocam o Brasil em posição de destaque entre os países latino-americanos. Ele afirmou que o país possui o maior mercado doméstico de passageiros da América do Sul e Caribe e é o que apresenta a expansão mais consistente pós-pandemia, reflexo de políticas públicas mais eficientes e da melhora dos indicadores econômicos.

Segmento internacional também quebra recorde
Em outubro, o mercado internacional registrou seu melhor desempenho da história: 2,3 milhões de passageiros, alta de 9,3% em comparação ao ano anterior. No acumulado de janeiro a outubro, já são 23,5 milhões de viajantes embarcando para o exterior ou chegando ao Brasil por via aérea.

Aeroportos mais movimentados do Brasil
Os principais aeroportos do país, considerando embarques e desembarques nacionais e internacionais até outubro, foram:
Guarulhos – 38,2 milhões
Congonhas – 19,7 milhões
Galeão – 14,2 milhões
Brasília – 13,4 milhões
Confins – 10,7 milhões
Campinas – 10,6 milhões
Recife – 8 milhões
Salvador – 6,4 milhões
Porto Alegre – 5,8 milhões
Santos Dumont – 4,9 milhões

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Voo cargueiro para Miami deve impulsionar logística e comércio exterior em Navegantes

A possível estreia de um voo cargueiro semanal entre Navegantes (NVT) e Miami promete dar novo fôlego às operações de logística e comércio exterior na região. O primeiro pouso está previsto para 26 de novembro, às 5h40, com um Boeing 767 da LATAM Cargo.

A ANAC já aprovou a operação, e a LATAM prevê manter frequência semanal, sempre às quartas-feiras. A aeronave escolhida para a rota transporta mais de 50 toneladas de carga por viagem, ampliando significativamente a capacidade de exportação e importação do Litoral Norte.

Expansão estratégica da malha internacional

A inclusão de Navegantes na malha cargueira do Grupo LATAM representa um movimento estratégico importante. Até agora, os voos cargueiros para Miami partiam apenas de Florianópolis, que conta com três frequências semanais. Com a nova conexão, a empresa amplia a oferta e oferece uma alternativa mais próxima e potencialmente mais eficiente para os clientes da região, reduzindo tempo de trânsito e custos logísticos.

Relevância de Navegantes para a cadeia logística

O Aeroporto Internacional de Navegantes é peça central na infraestrutura de transporte do Litoral Norte e do Vale do Itajaí. Mesmo com uma estrutura cargueira menos robusta que a de Florianópolis, o terminal tem relevância estratégica por estar próximo ao complexo portuário de Itajaí e Navegantes, além de atender uma das regiões industriais mais diversificadas do país.

A localização privilegiada transforma o aeroporto em um hub natural para o Vale do Itajaí, que concentra empresas dos setores têxtil, metalmecânico, alimentício, eletroeletrônico e outros segmentos de forte atuação no comércio exterior.

FONTE: Jornal nos Bairros
TEXTO: Redação
IMAGEM: Nathan Coats – Wikimedia Commons

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Aeroporto de Navegantes é vendido: grupo mexicano compra operações da Motiva

O Aeroporto de Navegantes passará ao controle do grupo mexicano Aeropuerto de Cancún, que fechou a compra das operações da Motiva (antiga CCR) por R$ 11,5 bilhões. O negócio abrange 20 terminais, sendo 17 no Brasil e três no exterior.

O pacote inclui R$ 5 bilhões pelo valor das ações da Motiva e outros R$ 6,5 bilhões em dívidas que serão assumidas pela compradora. A Motiva confirmou a transação em comunicado aos acionistas.

Expansão internacional e presença no Brasil

A Aeropuerto de Cancún, subsidiária do grupo Aeroportuario del Sureste (Asur), já administra nove aeroportos no México e sete na América Latina. A empresa afirmou que pretende intensificar a presença no mercado brasileiro e fortalecer relações econômicas com o país.

A Motiva, responsável pelos terminais de Navegantes e Joinville em Santa Catarina, vinha negociando a venda desde o início do ano.

Aprovação regulatória e continuidade das operações

O fechamento do acordo ainda depende de ajustes financeiros e de autorização de autoridades setoriais, como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A conclusão é esperada para 2026. Até lá, a Motiva segue à frente da administração dos aeroportos, mantendo equipes, contratos e as exigências das concessões vigentes.

A empresa informou que, após a venda, concentrará esforços em concessões rodoviárias e ferroviárias, seguindo seu plano estratégico de simplificação de portfólio e investimentos direcionados.

Consultorias envolvidas no negócio

A venda contou com assessoria financeira dos bancos Lazard e Itaú BBA, além de consultoria jurídica do escritório Pinheiro Neto Advogados. A Motiva garantiu que seguirá atualizando o mercado sobre o andamento da transação.

Governo destaca impacto para a aviação brasileira

A compra foi anunciada ao ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, que classificou a operação como a maior transação aeroportuária em curso no mundo. Ele afirmou que o investimento reforça a confiança no crescimento da aviação no Brasil e pode impulsionar a ampliação de voos entre os dois países.

De janeiro a setembro deste ano, foram registrados 1375 voos entre Brasil e México, aumento de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior. O fluxo de passageiros cresceu 15,4%, somando 253 mil viajantes.

Segundo o ministro, a posição estratégica de Brasil e México permite que ambos se consolidem como hubs aeroportuários na América Latina, conectando Estados Unidos e países sul-americanos e ampliando oportunidades de negócios.

Aeroportos incluídos na venda

Brasil:
Aeroporto Internacional de Belo Horizonte – Confins (MG)
Aeroporto da Pampulha – Belo Horizonte (MG)
Aeroporto Internacional de Curitiba – São José dos Pinhais (PR)
Aeroporto de Bacacheri – Curitiba (PR)
Aeroporto de Londrina – Londrina (PR)
Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu – Foz do Iguaçu (PR)
Aeroporto Internacional de Navegantes – Navegantes (SC)
Aeroporto de Joinville – Joinville (SC)
Aeroporto Internacional de Pelotas – Pelotas (RS)
Aeroporto Internacional de Uruguaiana – Uruguaiana (RS)
Aeroporto Internacional de Bagé – Bagé (RS)
Aeroporto Internacional de Goiânia – Goiânia (GO)
Aeroporto de Palmas – Palmas (TO)
Aeroporto de Teresina – Teresina (PI)
Aeroporto Internacional de São Luís – São Luís (MA)
Aeroporto de Imperatriz – Imperatriz (MA)
Aeroporto Internacional de Petrolina – Petrolina (PE)

Exterior:
Aeroporto Internacional Juan Santamaría – San José (Costa Rica)
Aeroporto Internacional Mariscal Sucre – Quito (Equador)
Aeroporto Internacional de Curaçao – Willemstad (Curaçao)

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Aeroportos

Aeroportos de Joinville e Navegantes passam para controle do grupo mexicano ASUR em negócio de R$ 5 bilhões

Os aeroportos de Joinville e Navegantes terão novo controlador após a Motiva — antiga CCR — anunciar a venda de todas as suas operações aeroportuárias no Brasil ao grupo mexicano Aeroportuario del Sureste (ASUR). O acordo, avaliado em R$ 5 bilhões, inclui os 17 aeroportos administrados pela companhia em nove estados, entre eles Confins (MG) e São Luís (MA).

Segundo a Motiva, a operação está alinhada ao seu Plano Estratégico, que busca destravar valor, simplificar o portfólio e permitir foco em crescimento “rentável e seletivo” nos segmentos de rodovias pedagiadas e ferrovias, áreas nas quais a empresa seguirá atuando mesmo após a venda da subsidiária aeroportuária CPC.

ASUR expande presença e se aproxima da liderança nas Américas

A compradora, o grupo ASUR, já controla 16 aeroportos nas Américas, incluindo o Aeroporto de Cancún, no México, e o Aeroporto Internacional de Medellín, na Colômbia. Com a aquisição do portfólio da Motiva — responsável por mais de 45 milhões de passageiros por ano —, a companhia deve fortalecer sua posição entre as maiores operadoras aeroportuárias do continente. Em 2024, a ASUR registrou 71 milhões de passageiros.

Governo vê transação como sinal de confiança no Brasil

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o investimento bilionário de uma operadora internacional demonstra confiança no potencial de crescimento da aviação brasileira.

“A chegada de um player mexicano amplia as relações comerciais entre Brasil e México e fortalece o turismo de negócios e lazer entre os dois países. Estamos falando da maior transação aeroportuária em curso no mundo”, afirmou o ministro.

Ele também destacou que a operação deve estimular a ampliação de voos internacionais e impulsionar o turismo entre os dois países.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Valente, GOVSC, Divulgação

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Aeroportos

Aquisição da Motiva no Brasil: grupo mexicano compra operação de 17 aeroportos

O Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR), por meio da subsidiária Aeropuerto de Cancún, anunciou a compra da operação da Motiva (antiga CCR) no Brasil. O acordo, comunicado ao ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, envolve 17 aeroportos distribuídos em nove estados brasileiros, incluindo os terminais de Confins (MG) e São Luís (MA). A transação, avaliada em R$ 5 bilhões, também contempla ativos em outros países da América Latina.

Reconhecido pela ampla experiência em gestão aeroportuária, o grupo mexicano já administra nove aeroportos no México e outros sete em diferentes países latino-americanos.

Ministro destaca confiança no mercado brasileiro
Ao comentar a negociação, Silvio Costa Filho afirmou que a entrada de um operador internacional reforça os laços comerciais entre Brasil e México e fortalece o turismo de lazer e negócios. Para ele, a compra representa “a maior transação aeroportuária em curso no mundo” e demonstra a confiança no crescimento da aviação brasileira.

O ministro lembrou ainda que a pasta trabalha para ampliar novas concessões e que o setor vive o maior ciclo de investimentos da história recente. Nos últimos dois anos e meio do governo Lula, cerca de 30 milhões de passageiros foram incorporados ao transporte aéreo nacional, impulsionados pela expansão econômica e pelo turismo no país.

Brasil e México podem se tornar hubs estratégicos
Durante o anúncio, o ministro ressaltou o potencial de aumento no número de voos entre os dois países. Pela localização geográfica — o Brasil ao sul e o México ao norte da América Latina — ambos podem funcionar como hubs aeroportuários, conectando Estados Unidos, América do Sul e outros destinos internacionais.

Setor aeroportuário ganha novo dinamismo
A chegada de um novo operador estrangeiro traz mais diversidade ao setor no Brasil. Segundo o ministro, a aquisição evidencia a atratividade do mercado de transporte aéreo, valorizando ativos nacionais e abrindo espaço para novos negócios em outros aeroportos.

Entre janeiro e setembro deste ano, foram registrados 1.375 voos entre Brasil e México, alta de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior. O fluxo de passageiros também cresceu: 253 mil viajantes, aumento de 15,4%.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Aeroporto Confins/Divulgação

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Governo realiza Market Sounding para venda assistida do Aeroporto do Galeão

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) realiza, nos dias 18 e 19 de novembro, o Market Sounding da venda assistida do Aeroporto Internacional do Galeão (RJ). A iniciativa ocorre em parceria com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Presidência da República.

O evento marca uma nova etapa no processo de reestruturação da concessão do terminal, com o objetivo de garantir a continuidade dos investimentos, o equilíbrio econômico-financeiro do contrato e a modernização da infraestrutura aeroportuária. O leilão do Galeão está previsto para março de 2026, na B3, em São Paulo.

Reuniões com investidores e formato do evento

O Market Sounding consiste em reuniões individuais (“one-on-one”) com potenciais investidores interessados na operação do aeroporto. Cada encontro terá duração de uma hora e poderá ser realizado de forma presencial ou virtual, conforme a preferência dos participantes.

As reuniões presenciais acontecerão no escritório da Anac em São Paulo (Rua Renascença, 112, Mezanino, 9º andar, Vila Congonhas). As inscrições ficam abertas até 14 de novembro, por meio de formulário disponível no site da Agência.

Venda assistida e reequilíbrio contratual

A venda assistida das ações da Concessionária Aeroporto Rio de Janeiro S.A., responsável pela operação do Galeão, é fruto de um acordo consensual conduzido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), por meio da Secretaria de Controle Externo de Solução Consensual e Prevenção de Conflitos (SecexConsenso).

O acordo, homologado em 4 de junho de 2025, permitiu ajustes contratuais voltados à recomposição do equilíbrio econômico-financeiro da concessão, à atualização de cláusulas regulatórias e à viabilização dos investimentos planejados para o aeroporto.

Transparência e modernização do modelo de concessão

De acordo com o Secretário Nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, a venda assistida representa um avanço importante para o setor. “Essa etapa consolida um modelo de concessão moderno, sustentável e eficiente. O diálogo com o mercado garante um processo transparente e competitivo, com foco na qualidade dos serviços e na continuidade dos investimentos”, destacou.

Consulta pública e próximos passos

O projeto passou por consulta pública conduzida pela Anac, e as contribuições da sociedade e de especialistas do setor estão em análise pela Agência. Todos os documentos licitatórios e informações completas sobre o processo estão disponíveis no site da Anac.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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EUA reduzem 4% dos voos e enfrentam caos nos aeroportos em meio ao shutdown

Os Estados Unidos enfrentam nesta sexta-feira (7) um cenário de caos aéreo após o início da redução de 4% das operações de voo em todo o país. A medida é consequência direta do shutdown do governo americano, que já dura 38 dias e afeta 40 aeroportos, incluindo alguns dos mais movimentados, como Atlanta (ATL), Nova York (JFK), Chicago (ORD), Los Angeles (LAX) e Houston (IAH).

De acordo com o site FlightAware, mais de 750 voos foram cancelados antecipadamente na quinta-feira (6). No mesmo dia, houve 6,4 mil atrasos e 200 cancelamentos adicionais. Até o dia 14 de novembro, a redução deve chegar a 10%, segundo o Departamento de Transportes dos EUA e a Administração Federal de Aviação (FAA), responsáveis pela coordenação da medida.

Controladores trabalham sem salário e alertam para riscos

Os controladores de tráfego aéreo seguem trabalhando sem receber salário desde o início da paralisação, em 1º de outubro. A sobrecarga de trabalho e o cansaço extremo têm sido apontados como riscos crescentes à segurança das operações, de acordo com relatórios enviados por sindicatos e pela própria FAA.

Em comunicado divulgado na quinta-feira (6), o órgão informou que apenas no último fim de semana foram registrados 2.740 atrasos em diferentes aeroportos americanos, reflexo da escassez de pessoal e da pressão sobre os sistemas de controle.

Companhias aéreas cancelam voos e devem reembolsar passageiros

As empresas aéreas poderão decidir quais voos serão cancelados para cumprir as metas de redução, sem impacto obrigatório nas rotas internacionais. As companhias deverão reembolsar integralmente os passageiros afetados, mas não terão obrigação de cobrir custos adicionais, como hospedagem e transporte.

A FAA afirmou que o objetivo é garantir a segurança operacional enquanto o governo busca uma solução política para encerrar a paralisação.

Alta temporada agrava cenário nos aeroportos

A redução nos voos ocorre em plena alta temporada de viagens nos EUA, com feriados importantes como o Dia dos Veteranos (11/11) e o Dia de Ação de Graças (27/11) se aproximando. O aumento esperado no fluxo de passageiros deve agravar os atrasos e pressionar ainda mais os aeroportos nas próximas semanas.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Elijah Nouvelage

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