Aeroportos

Aeroporto Salgado Filho supera movimento pré-enchente e registra alta de passageiros em 2026

Dois anos após a enchente histórica que paralisou as operações por quase cinco meses em 2024, o Aeroporto Internacional Salgado Filho já apresenta resultados acima do período anterior ao desastre.

Entre janeiro e março de 2026, o terminal aéreo contabilizou 1,8 milhão de passageiros, número superior aos 1,6 milhão registrados no mesmo intervalo de 2024. O desempenho reforça a retomada das operações e o fortalecimento da malha aérea no Rio Grande do Sul.

Movimento internacional cresce mais de 6%

O avanço também foi percebido nos voos internacionais. No primeiro trimestre deste ano, passaram pelo aeroporto 101.587 passageiros em rotas internacionais, contra 95.745 no mesmo período de 2024. O crescimento foi de 6,1%.

O resultado demonstra que o terminal recuperou sua capacidade operacional e ampliou a conectividade da capital gaúcha após o maior desastre ambiental já enfrentado por um aeroporto brasileiro.

Investimentos superam R$ 560 milhões

A reconstrução do aeroporto contou com um pacote de investimentos superior a R$ 560 milhões. Desse montante, R$ 426 milhões foram destinados pelo Governo Federal por meio de medida cautelar vinculada ao contrato de concessão com a Fraport Brasil.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a recuperação representa um exemplo de resposta rápida diante de uma situação extrema.

“O Salgado Filho retorna mais moderno, resiliente e preparado para atender à demanda futura”, afirmou o ministro.

Obras incluíram recuperação da pista e modernização estrutural

Um dos trabalhos mais complexos foi a recuperação da pista de pousos e decolagens, que possui 3,2 mil metros de extensão. A estrutura ficou submersa por aproximadamente 23 dias e precisou passar por uma ampla intervenção técnica.

As obras envolveram limpeza completa, inspeções nas placas de concreto, fresagem, retirada de resíduos e recomposição do pavimento em cerca de 1.400 metros da pista. Sistemas elétricos e de sinalização luminosa também foram restaurados ou substituídos.

Além da pista, o aeroporto recebeu novos equipamentos operacionais, incluindo esteiras de bagagem, aparelhos de raio X, escadas rolantes e elevadores. Melhorias no sistema de drenagem aeroportuária e no escoamento de águas pluviais também fizeram parte do projeto.

Recuperação mobilizou mais de 2 mil trabalhadores

De acordo com o secretário de Aviação Civil, Daniel Longo, todas as etapas seguiram rigorosos padrões técnicos e de segurança operacional.

O processo de reconstrução mobilizou mais de duas mil pessoas em regime de trabalho contínuo, 24 horas por dia, permitindo que o aeródromo fosse recuperado em cerca de três meses.

Números da reconstrução do Salgado Filho

  • 32 mil m² do terminal de passageiros passaram por recuperação;
  • Mais de 300 mil metros de cabos de TI foram substituídos;
  • Cerca de 20 mil metros de cabos elétricos foram renovados;
  • 10 subestações de energia e 20 grupos geradores recuperados;
  • Quase 100 mil toneladas de asfalto utilizadas;
  • 55 mil m² de concreto aplicados nas obras.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mpor/Vosmar Rosa

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Aeroportos

Sistema aéreo brasileiro em risco: sindicato alerta para possível colapso na aviação

O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) publicou um manifesto público alertando para o risco de colapso no sistema aéreo brasileiro. O documento, encaminhado ao Congresso Nacional, ao Poder Executivo e a outras instituições, reúne análises técnicas sobre medidas recentes e propostas em tramitação que, segundo a entidade, podem afetar a segurança dos voos, a saúde das tripulações e a soberania do espaço aéreo.

De acordo com o SNA, o cenário atual exige atenção imediata das autoridades. A entidade destaca que alterações em curso na aviação civil têm impacto direto na operação do setor e podem gerar desequilíbrios estruturais. Entre os pontos mais sensíveis, o sindicato lista três temas considerados críticos.

Um dos focos de preocupação é o Projeto de Lei nº 539/2024, já aprovado pela Câmara dos Deputados. A proposta permite que companhias aéreas estrangeiras operem voos domésticos na Amazônia Legal utilizando tripulação internacional.

O texto está em análise no Senado Federal e vem sendo impulsionado para votação rápida. Para o sindicato, a medida carece de debate aprofundado sobre seus efeitos. A entidade argumenta que a proposta cria um ambiente de concorrência desigual, já que empresas brasileiras seguem regras mais rígidas, como a obrigatoriedade de contratação de tripulação nacional e cumprimento de encargos trabalhistas.

Ainda segundo o SNA, a flexibilização para empresas estrangeiras pode levar à precarização das relações de trabalho e ao enfraquecimento da aviação nacional, sem garantia de redução no valor das passagens.

Revisão de regras sobre fadiga preocupa tripulantes

Outro ponto destacado no manifesto é a revisão do Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) 117, que trata do gerenciamento de risco de fadiga entre tripulantes.

O sindicato afirma que o processo de atualização da norma está paralisado e critica propostas anteriores que sugerem aumento da jornada de trabalho e flexibilizações operacionais sem diálogo com a categoria. Para a entidade, a fadiga é um fator diretamente ligado à segurança de voo e exige discussão ampla com especialistas e trabalhadores.

O documento também menciona o Projeto de Lei Complementar nº 42/2023, que trata da aposentadoria especial para profissionais expostos a agentes nocivos. A proposta foi retirada de pauta na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara.

Segundo o SNA, aeronautas enfrentam condições adversas como exposição à radiação, microvibrações e variações de pressão em altitude. A entidade defende a retomada da tramitação como forma de garantir proteção adequada à categoria.

Pressão por decisões e impactos no setor

Diante do cenário, o sindicato fez apelos às autoridades. Entre os pedidos estão a rejeição do PL 539/2024 no Senado, o avanço do PLP 42/2023 na Câmara e a retomada do diálogo sobre o RBAC 117 com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Ministério de Portos e Aeroportos.

A entidade avalia que o conjunto dessas questões pode levar a um quadro de instabilidade no setor aéreo, com reflexos para passageiros, profissionais e para a economia brasileira.

O alerta ocorre em um momento de recuperação gradual da aviação após períodos de instabilidade. Para o SNA, decisões envolvendo regulação, mercado de trabalho e segurança devem ser conduzidas com base técnica e transparência.

O sindicato classifica o momento como decisivo e defende que políticas públicas priorizem o equilíbrio entre competitividade, segurança operacional e valorização dos profissionais. A expectativa é que o tema ganhe destaque nos próximos meses, com a tramitação das propostas no Congresso e o avanço das discussões regulatórias.

Fonte: Estadão Conteúdo

Texto: Redação

Imagem: Reprodução Modais em Foco / Estadão Conteúdo

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Aeroportos

Aviação no Sudeste bate recorde com 15,7 milhões de embarques no 1º trimestre de 2026

A aviação no Sudeste alcançou um marco histórico no primeiro trimestre de 2026, com 15,7 milhões de passageiros embarcados em voos domésticos e internacionais. Trata-se do maior volume já registrado desde o início da série histórica da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), iniciada em 2000.

O resultado representa um avanço de 5,22% em relação ao mesmo período de 2025, reforçando a liderança da região no setor aéreo nacional. No Brasil como um todo, mais de 33,5 milhões de passageiros viajaram no trimestre, crescimento de 7,7%, com destaque para a expansão das rotas internacionais.

Voos internacionais impulsionam alta

O principal motor desse crescimento foi o aumento das viagens internacionais. Ao todo, 3,2 milhões de passageiros embarcaram do Sudeste para o exterior, alta de 8,28% na comparação anual — também um recorde histórico.

O desempenho acompanha o avanço do turismo e dos negócios internacionais. Dados do Banco Central indicam que visitantes estrangeiros movimentaram R$ 16 bilhões na economia brasileira entre janeiro e março, um crescimento de 12% frente ao ano anterior. Esse cenário reforça o papel da região como principal porta de entrada e saída do país.

Mercado doméstico segue aquecido

No segmento interno, a aviação doméstica também manteve ritmo positivo. Foram 12,4 milhões de embarques no Sudeste, um aumento de 4,45% em relação ao primeiro trimestre de 2025 — igualmente o maior patamar da série histórica.

A demanda é sustentada pela força econômica da região, que concentra importantes polos financeiros, industriais e de serviços. Isso gera fluxo constante de passageiros, tanto para viagens corporativas quanto para turismo nacional.

Principais aeroportos concentram movimentação

Os maiores aeroportos do Sudeste continuam liderando o fluxo de passageiros. O destaque é o Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), com mais de 5,7 milhões de embarques no trimestre. Na sequência aparecem Congonhas (SP), Galeão (RJ) e Confins (MG), que também registraram volumes expressivos.

Outros terminais relevantes incluem os aeroportos de Campinas (SP) e Santos Dumont (RJ), que ampliam a conectividade aérea e fortalecem a malha regional.

Infraestrutura e crescimento do setor

O avanço da aviação brasileira evidencia a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura aeroportuária. A expansão da demanda, especialmente internacional, reforça o papel estratégico do setor para impulsionar turismo, negócios e integração global.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Aeroportos

Alta do querosene leva aéreas a cortar voos e pressiona aviação no Brasil

O aumento do querosene de aviação (QAV), impulsionado pela disparada do petróleo, já provoca impactos diretos na malha aérea brasileira. Companhias aéreas cancelaram mais de 2 mil voos previstos para maio, em resposta à elevação dos custos operacionais.

Redução de voos atinge principalmente rotas menos rentáveis

Os cortes têm se concentrado em trajetos considerados menos lucrativos, preservando, por enquanto, rotas estratégicas como São Paulo–Rio de Janeiro e São Paulo–Brasília.

Entre os estados mais afetados pela redução na oferta de voos estão:

  • Amazonas (-17,5%);
  • Pernambuco (-10,5%);
  • Goiás (-9,3%);
  • Pará (-9,0%);
  • Paraíba (-8,9%).

A tendência, no entanto, pode se ampliar caso os custos continuem subindo.

Impacto direto da alta do combustível

Executivos do setor apontam que o principal fator por trás das suspensões é o reajuste de 54% no preço do QAV, aplicado no início de abril pela Petrobras. O combustível é um dos maiores componentes de custo das companhias aéreas.

Além disso, há expectativa de um novo aumento já em maio, com estimativa preliminar de alta próxima a 20%, dependendo da variação do mercado internacional nas últimas semanas.

Queda na oferta e menos assentos disponíveis

Dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) mostram que o número médio de voos diários caiu de 2.193 para 2.128 em maio — uma redução de 2,9%.

Na prática, isso representa:

  • cerca de 2 mil voos a menos no mês;
  • redução de aproximadamente 10 mil assentos por dia;
  • retirada de cerca de 12 aeronaves de médio porte da operação.

Setor aéreo alerta para impacto “grave”

A Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) classificou os efeitos do aumento do combustível como severos e informou que mantém diálogo com o governo para buscar alternativas.

Apesar de medidas anunciadas recentemente, como:

  • isenção de PIS/Cofins sobre o QAV;
  • adiamento de tarifas de navegação aérea;
  • possibilidade de financiamento via Fundo Nacional de Aviação Civil;

as empresas avaliam que os efeitos ainda são limitados frente à magnitude da alta.

Parcelamento do reajuste gera insatisfação

Uma das propostas para aliviar o impacto foi o parcelamento do aumento do combustível. No entanto, a cobrança de juros acima do mercado surpreendeu negativamente o setor.

Inicialmente, a taxa informada foi de 1,6% ao mês, depois ajustada para 1,23%, ainda considerada elevada pelas companhias aéreas.

Novas demandas das companhias

Além das medidas já anunciadas, as empresas defendem:

  • retomada da isenção de Imposto de Renda sobre leasing de aeronaves;
  • revisão das alíquotas do IOF aplicadas ao setor.

Essas ações são vistas como essenciais para reduzir custos e evitar novos cortes na malha aérea.

Petrobras cita regras contratuais

Em nota, a Petrobras informou que os preços do querosene de aviação são atualizados mensalmente, conforme contratos vigentes há duas décadas.

A empresa destacou que não antecipa reajustes devido à volatilidade do mercado, mas afirmou que estuda alternativas, como o parcelamento de aumentos futuros, dependendo das condições do setor.

Cenário segue incerto

Com o petróleo em alta no mercado global, o setor aéreo enfrenta um cenário de pressão contínua sobre custos. Caso os preços do combustível permaneçam elevados, novas reduções de voos podem ocorrer, afetando a conectividade e o preço das passagens no Brasil.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Aeroportos, Portos

Concessões de portos, aeroportos e hidrovias entram em revisão para ampliar investimentos e modernizar regras

O governo federal iniciou um processo de atualização das normas que regem as concessões de portos, aeroportos e hidrovias no Brasil. A medida busca alinhar diretrizes, modernizar os modelos atuais e impulsionar a participação da iniciativa privada em setores considerados estratégicos para a logística nacional.

Grupo de trabalho vai revisar regras do setor

A revisão será conduzida por um grupo de trabalho criado no âmbito do Ministério de Portos e Aeroportos. A equipe terá prazo de três meses para analisar os modelos vigentes e propor ajustes que tragam maior uniformidade regulatória entre os diferentes modais.

A iniciativa pretende corrigir distorções, simplificar processos e tornar o ambiente mais previsível para investidores, favorecendo novos projetos e a continuidade dos contratos existentes.

Segurança jurídica e critérios para prorrogações

Entre as prioridades está o fortalecimento da segurança jurídica, ponto considerado essencial para atrair investimentos de longo prazo. O governo também quer estabelecer parâmetros mais claros para a renovação de contratos de concessão.

Uma das possibilidades em estudo é a adoção de renovações condicionadas. Nesse modelo, a extensão dos contratos dependeria da comprovação de benefícios econômicos para a administração pública, além do compromisso com novos aportes e manutenção da qualidade dos serviços.

Foco na ampliação da capacidade logística

Na prática, a proposta busca destravar investimentos privados e acelerar a expansão da infraestrutura logística brasileira. A expectativa é que, com regras mais claras e modernas, o país aumente sua capacidade operacional e melhore a eficiência no transporte de cargas.

O movimento acompanha a necessidade de modernização dos sistemas e reforça a estratégia do governo de fortalecer setores-chave para o desenvolvimento econômico.

Fonte: Governo Federal

Texto: Redação

Imagem: Arquivo Agência Brasil / Tânea Rego

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Aeroportos

Sistema EES na União Europeia gera filas em aeroportos; veja como funciona e como agilizar

O novo Sistema de Entrada/Saída (EES) da União Europeia, que substitui o carimbo no passaporte, já provoca impactos nos aeroportos. Desde que passou a ser obrigatório, passageiros enfrentam filas de até três horas em diversos pontos de controle migratório.

O que é o sistema EES

O EES (Entry/Exit System) é um sistema eletrônico criado para registrar a entrada e saída de viajantes de fora da União Europeia — incluindo brasileiros — em viagens de curta duração, de até 90 dias dentro de um período de 180 dias.

A ferramenta coleta dados biométricos, como foto facial e impressões digitais, além das informações do passaporte. Apesar de não ter custo, o processo tem tornado o controle de fronteira mais lento neste início de operação.

Filas e atrasos em aeroportos europeus

De acordo com o Conselho Internacional de Aeroportos, passageiros relataram atrasos significativos em pelo menos 15 países, incluindo França, Alemanha, Itália, Espanha e Grécia.

Problemas já haviam sido registrados anteriormente, como no Aeroporto Humberto Delgado, onde o sistema chegou a ser suspenso temporariamente após causar longas filas.

Relatos de viajantes nas redes sociais também apontam situações de espera prolongada, com falta de estrutura básica durante o tempo nas filas.

Benefícios esperados a longo prazo

Apesar das dificuldades iniciais, a Organização Mundial do Turismo avalia que o sistema deve trazer ganhos futuros. Entre eles estão a maior segurança nas fronteiras e a agilidade no processamento de dados, já que as informações ficam armazenadas para usos posteriores.

Como agilizar a entrada na Europa

Viajantes podem reduzir o tempo de espera utilizando alternativas disponíveis para antecipar o envio de dados — especialmente se possuírem passaporte biométrico.

Entre as opções estão:

  • Totens de autoatendimento nos aeroportos (quando disponíveis);
  • Uso do aplicativo Travel Europe.

O app permite realizar um pré-cadastro com até 72 horas de antecedência, incluindo envio de foto, dados do passaporte e respostas a um questionário de entrada. Atualmente, o serviço está disponível em países como Suécia e Portugal.

Passo a passo para usar o aplicativo

Para adiantar o processo, o viajante deve:

  • Baixar o aplicativo nas lojas digitais;
  • Criar uma nova viagem e informar o país de entrada;
  • Selecionar o posto de controle e horário previsto;
  • Escanear o passaporte biométrico;
  • Tirar uma selfie para validação;
  • Responder às perguntas da viagem;
  • Enviar os dados e aguardar confirmação.

Mesmo com o pré-cadastro, a validação final ainda é feita por agentes de imigração.

Regras para quem já utilizou o sistema

Quem já passou pelo EES não precisa repetir todo o cadastro. Nesses casos, basta confirmar os dados já registrados, seja com agentes ou em terminais automáticos.

Ainda assim, autoridades podem solicitar nova coleta de dados biométricos, se julgarem necessário.

Países que adotam o EES

O sistema já é exigido em diversos países europeus, incluindo:

Áustria, Bélgica, Croácia, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Itália, Holanda, Noruega, Polônia, Portugal, Espanha, Suécia e Suíça, entre outros.

Diferença para o ETIAS

É importante destacar que o EES não é o ETIAS, que será implementado futuramente e funcionará como uma autorização prévia para entrada no bloco.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/G1

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Aeroportos

Aeroporto de Congonhas completa 90 anos com plano de modernização e expansão

O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, celebra 90 anos consolidando sua relevância na aviação nacional e avançando em um amplo projeto de modernização. Administrado pela Aena Brasil desde 2023, o terminal inicia uma nova fase que combina preservação histórica com investimentos voltados à eficiência e ao conforto dos passageiros.

Considerado um dos principais hubs do país, o aeroporto se destaca pela localização estratégica e pelo alto volume de operações.

Impacto econômico e movimentação intensa

O aeroporto de Congonhas desempenha papel fundamental na economia. Estima-se que cerca de 10% do PIB brasileiro seja gerado em um raio de até 15 quilômetros do terminal.

Atualmente, o aeroporto movimenta mais de 24,5 milhões de passageiros por ano, com média diária superior a 65 mil viajantes. São cerca de 540 voos por dia, conectando 45 destinos, além de gerar mais de 8 mil empregos diretos e indiretos.

Investimentos bilionários para ampliação

A modernização de Congonhas prevê investimentos superiores a R$ 2 bilhões. Um dos principais projetos é a construção de um novo terminal de passageiros até 2028, que ampliará a área atual de 45 mil m² para 105 mil m².

Entre as melhorias já em andamento estão:

  • Expansão das áreas de inspeção de segurança
  • Modernização de banheiros
  • Implantação de novas salas VIP
  • Melhorias no sistema viário
  • Ações para aumentar a fluidez operacional

Mais conforto e eficiência operacional

O plano de expansão também inclui a ampliação da área comercial e melhorias na infraestrutura aeronáutica. Serão mais de 20 mil m² destinados a lojas e restaurantes, elevando a experiência do passageiro.

Além disso, o aeroporto contará com:

  • 19 novas pontes de embarque
  • Aumento das posições de estacionamento de aeronaves (de 30 para 37)
  • Ampliação do pátio de manobras para 215 mil m²

As mudanças visam aumentar a pontualidade, a acessibilidade e o conforto no embarque e desembarque.

Nova estratégia comercial transforma terminal

A expansão também marca uma reestruturação na área comercial. A área bruta locável (ABL) será ampliada de aproximadamente 10 mil m² para mais de 20 mil m².

O novo conceito aposta em diversidade e experiência do consumidor, com foco em:

  • Gastronomia variada, incluindo restaurantes premium e opções saudáveis
  • Lojas de diferentes segmentos, de luxo a conveniência
  • Espaços mais amplos e modernos

A proposta é transformar o aeroporto em um polo de consumo comparável a grandes centros comerciais e aeroportos internacionais.

Patrimônio histórico preservado

Inaugurado em 1936, o Aeroporto de Congonhas é um marco arquitetônico que reúne elementos do estilo art déco e da arquitetura moderna. O terminal também abriga um importante acervo cultural, reforçando seu valor histórico além da função operacional.

Futuro com foco em inovação e crescimento

Com a nova fase de investimentos, Congonhas busca fortalecer sua posição como um dos principais aeroportos do Brasil, alinhando tradição, inovação e eficiência para atender à crescente demanda da aviação.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Aeroportos

Floripa Airport Cargo registra crescimento recorde no 1º trimestre de 2026

O Floripa Airport Cargo iniciou 2026 com resultados históricos na movimentação de cargas, consolidando sua posição como um dos principais polos de logística aérea no Brasil. O terminal encerrou o primeiro trimestre com desempenho recorde, refletindo a expansão registrada ao longo de 2025.

Crescimento expressivo nas rotas internacionais

Um dos principais destaques do período foi o avanço nas operações com a Europa. A rota Florianópolis–Frankfurt, operada pela Latam Cargo, apresentou aumento de 18% no volume transportado. A conexão conta com duas frequências semanais e fortalece o fluxo entre Santa Catarina e o mercado europeu.

Além disso, o terminal opera atualmente seis voos cargueiros por semana, incluindo ligações com Miami e a Alemanha. Rotas de passageiros para destinos como Panamá e Lisboa também contribuem para o transporte de cargas, ampliando a capacidade logística.

Resultado acompanha desempenho histórico de 2025

O bom desempenho em 2026 segue a tendência observada no ano anterior. Em 2025, o aeroporto registrou o maior crescimento do país na importação de cargas, com alta de 10% em relação a 2024. O resultado foi baseado em dados públicos divulgados por concessionárias aeroportuárias e pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Investimentos e eficiência operacional explicam avanço

De acordo com a concessionária responsável pelo aeroporto, o crescimento está diretamente ligado a investimentos contínuos em infraestrutura aeroportuária, ampliação de rotas e ganhos em eficiência operacional. O foco em cargas de alto valor agregado, integradas a cadeias globais de suprimentos, também contribui para o avanço do terminal.

Destaque nacional no setor de cargas

Com a combinação de novos serviços, localização estratégica e forte atividade econômica regional, o Floripa Airport Cargo se consolida como um importante hub logístico, ampliando sua relevância no cenário da aviação de cargas brasileira.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Aeroportos

Querosene de aviação: governo estuda zerar imposto para frear alta das passagens aéreas

O governo federal avalia medidas emergenciais para conter a alta das passagens aéreas no Brasil, pressionadas pelo aumento expressivo no custo do querosene de aviação. Entre as propostas em análise está a possibilidade de zerar tributos federais sobre o combustível, principal insumo das companhias aéreas.

Isenção de impostos entra no radar

O Ministério de Portos e Aeroportos encaminhou ao Ministério da Fazenda um pacote de ações voltadas ao setor aéreo. A principal medida é a isenção de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação, com o objetivo de reduzir custos operacionais e evitar novos reajustes nas tarifas.

O combustível representa uma das maiores despesas das companhias, o que faz com que qualquer variação de preço tenha impacto direto no valor final das passagens.

Linhas de crédito para companhias aéreas

Além da desoneração, o governo também estuda oferecer linhas de crédito para empresas aéreas, utilizando recursos do Tesouro Nacional.

A proposta prevê:

  • Financiamento via Banco do Brasil
  • Limite de até R$ 400 milhões por empresa
  • Prazo de pagamento até o fim de 2026

A medida busca garantir liquidez ao setor em meio ao aumento dos custos.

Possível adiamento de tarifas aeronáuticas

Outra frente em discussão envolve o adiamento do pagamento das tarifas de navegação aérea, cobradas pela Força Aérea Brasileira.

Esse ponto ainda está em negociação e depende de alinhamento entre as áreas técnicas do governo. Uma reunião entre os ministérios está prevista para definir quais medidas serão adotadas.

Alta do combustível pressiona o setor

O pacote de ações surge após um aumento significativo no preço do querosene de aviação anunciado pela Petrobras.

O reajuste, superior a 50%, acompanha a valorização do petróleo no mercado internacional, impulsionada por tensões no Oriente Médio. O cenário elevou rapidamente os custos das companhias aéreas.

Impacto direto nas passagens aéreas

Com o combustível representando grande parte das despesas operacionais, o aumento tende a ser repassado ao consumidor.

Mesmo antes do reajuste recente, os preços das passagens aéreas já vinham registrando alta, refletindo a pressão inflacionária no setor.

Para amenizar os efeitos, a Petrobras anunciou a possibilidade de parcelamento no pagamento do combustível para distribuidoras, enquanto o governo busca alternativas adicionais.

Setor alerta para riscos

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas já manifestou preocupação com o cenário, alertando para possíveis impactos relevantes no setor.

Segundo a entidade, a elevação no custo do combustível pode gerar consequências severas para as companhias, especialmente em um ambiente de margens pressionadas.

Medidas buscam proteger consumidor

As ações em estudo têm como objetivo principal evitar repasses mais intensos ao consumidor e preservar a sustentabilidade do setor aéreo.

A definição final das medidas deve ocorrer nos próximos dias, em meio à tentativa do governo de equilibrar custos operacionais e preços das tarifas.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcelo Camargo / Agência Senado

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Aeroportos

Aeroportos de Santa Catarina batem recorde de passageiros no início de 2026

Os aeroportos de Santa Catarina registraram um desempenho histórico no primeiro bimestre de 2026, com mais de 1,7 milhão de passageiros circulando entre janeiro e fevereiro. O volume representa um crescimento de 12,39% em comparação com o mesmo período de 2025, superando a média nacional de 10,1%.

Os dados foram levantados pela Secretaria de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), com base em informações da Agência Nacional de Aviação Civil.

Crescimento acima da média impulsiona turismo e economia

O avanço no fluxo de passageiros reforça o bom momento do turismo em Santa Catarina e a expansão da malha aérea regional. Segundo o secretário da SPAF, Ivan Amaral, os resultados refletem a parceria entre o governo estadual e a iniciativa privada na gestão aeroportuária.

A secretária de Turismo, Catiane Seif, destaca que o desempenho acima da média nacional fortalece a confiança do mercado no estado. Para ela, o aumento no número de viajantes impacta diretamente a economia, estimulando a geração de empregos, renda e desenvolvimento regional.

Aeroporto de Florianópolis lidera movimentação

O transporte aéreo em Santa Catarina foi puxado principalmente pelo Aeroporto Internacional de Florianópolis, responsável por 53,88% do fluxo doméstico, com cerca de 675,9 mil passageiros.

Na sequência aparecem:

  • Aeroporto de Navegantes, com 384,2 mil passageiros
  • Aeroporto de Chapecó, com 103,6 mil passageiros
  • Aeroporto de Joinville, com 68,3 mil passageiros
  • Aeroporto de Jaguaruna, com 18,4 mil passageiros
  • Aeroporto de Correia Pinto, com 3,9 mil passageiros

Ao todo, o movimento doméstico somou cerca de 1,2 milhão de passageiros no período.

Voos internacionais concentrados na capital

Toda a movimentação internacional de passageiros no estado ocorreu pelo aeroporto da capital catarinense. O terminal de Florianópolis registrou 531,1 mil passageiros internacionais, consolidando-se como principal porta de entrada aérea para turistas estrangeiros.

Transporte de cargas também cresce

Além do fluxo de passageiros, o transporte de cargas aéreas também apresentou volume relevante no primeiro bimestre. Foram movimentadas 3,6 mil toneladas no total, sendo:

  • 2,4 mil toneladas em cargas domésticas
  • 1,2 mil toneladas em cargas internacionais

O aeroporto de Florianópolis liderou novamente, com 2,4 mil toneladas transportadas, seguido pelo aeroporto de Navegantes, com 930,6 toneladas.

Outros terminais também registraram movimentação doméstica:

  • Joinville: 169,8 toneladas
  • Chapecó: 137,7 toneladas

Perspectivas positivas para o setor aéreo

O cenário indica continuidade no crescimento do setor aéreo em Santa Catarina, impulsionado pelo fortalecimento do turismo e pelos investimentos em infraestrutura aeroportuária. A tendência é de manutenção do ritmo de expansão ao longo de 2026.

FONTE: Jornal do Comércio
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal do Comércio

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