Comércio Exterior

Exportações aceleram e superávit comercial dispara 233,7% na primeira semana de setembro

Vendas externas somaram US$ 7,30 bilhões até a primeira semana de setembro, enquanto importações chegaram a US$ 5,39 bilhões; no acumulado do ano, saldo positivo já supera US$ 57 bilhões

O comércio exterior brasileiro começou setembro em ritmo forte. Até a primeira semana de setembro de 2026, as exportações alcançaram US$ 7,30 bilhões, alta de 31,7% em relação ao mesmo período de 2025. As importações também avançaram, mas em ritmo mais moderado, somando US$ 5,39 bilhões, crescimento de 8,4%.

O resultado foi um superávit de US$ 1,91 bilhão na balança comercial, uma expansão expressiva de 233,7% na comparação anual. Já a corrente de comércio — soma das exportações e importações — cresceu 20,7%, chegando a US$ 12,69 bilhões.

Os números divulgados nesta terça-feira (08)mostram uma diferença importante entre o ritmo de crescimento das vendas e das compras externas: enquanto as exportações avançaram quase quatro vezes mais que as importações no período, o saldo comercial ganhou força.

Indústria extrativa lidera avanço das exportações

Entre os setores exportadores, a Indústria Extrativa apresentou o crescimento mais expressivo na primeira semana de setembro. As vendas externas do segmento chegaram a US$ 2,26 bilhões, alta de 84,4% frente ao mesmo período de 2025.

A Indústria de Transformação também teve desempenho positivo, com exportações de US$ 3,60 bilhões, crescimento de 17,9%. Já a Agropecuária movimentou US$ 1,41 bilhão, avanço de 15,7%.

O resultado mostra que o desempenho brasileiro no comércio exterior não está concentrado em apenas uma frente. Commodities agrícolas, produtos minerais e itens industrializados contribuíram para ampliar as vendas ao mercado internacional.

Dentro da indústria extrativa, alguns produtos apresentaram altas bastante expressivas. As exportações de minérios de cobre e seus concentrados cresceram 126,5%, enquanto os minérios de metais preciosos e seus concentrados avançaram 1.397,6%.

Outro destaque foi o petróleo bruto, cujas vendas externas aumentaram 151% na comparação com a primeira semana de setembro de 2025.

Na indústria de transformação, o crescimento também foi relevante em produtos como farelo de soja e outros alimentos para animais, com alta de 109,7%, celulose, que avançou 45,9%, e ouro não monetário, com crescimento de 169,7%.

Na agropecuária, o café não torrado registrou alta de 61,7%, enquanto as exportações de soja cresceram 5,8%.

Nem todos os produtos acompanharam a alta

Apesar do resultado positivo das exportações, alguns segmentos registraram retração.

Entre os produtos agropecuários, as vendas de algodão em bruto caíram 6%, enquanto as de sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras recuaram 68,6%.

Na indústria extrativa, o minério de ferro e seus concentrados apresentou queda de 18,6%, enquanto as vendas de minérios de níquel recuaram 100% e as de minérios de alumínio diminuíram 27%.

Já na indústria de transformação, chamam atenção as quedas nas exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, de 22,5%, e de veículos automóveis de passageiros, de 56,1%.

Importações avançam, puxadas pela indústria

Do lado das compras externas, a Indústria de Transformação continua concentrando a maior parcela das importações brasileiras. O setor movimentou US$ 5,02 bilhões até a primeira semana de setembro, alta de 7,8%. A indústria extrativa somou US$ 270 milhões, crescimento de 32,4%, enquanto a agropecuária registrou US$ 90 milhões, avanço de 3,5%.

Entre os produtos que mais contribuíram para o aumento das importações estão os óleos combustíveis de petróleo, com alta de 108,8%, válvulas, tubos termiônicos, diodos e transistores, que avançaram 84,2%, e veículos automóveis de passageiros, com crescimento de 83,3%.

Também aumentaram as compras externas de soja, que registraram alta de 81,4%, e de milho não moído, com avanço de 23,2%.

Superávit acumulado passa de US$ 57 bilhões

O desempenho de setembro reforça uma trajetória positiva observada ao longo de 2026. No acumulado de janeiro até a primeira semana de setembro, as exportações brasileiras somaram US$ 258,15 bilhões, crescimento de 10,7% em relação ao mesmo período de 2025.

As importações alcançaram US$ 200,93 bilhões, alta de 5%. Com isso, o Brasil acumula um superávit comercial de US$ 57,22 bilhões, crescimento de 36,7% na comparação anual. A corrente de comércio também avançou, chegando a US$ 459,08 bilhões, alta de 8,1%.

Mercado acompanha ritmo das exportações

Os dados da primeira semana de setembro reforçam um cenário de crescimento das operações de comércio exterior brasileiro, especialmente pelo ritmo das exportações.

O avanço de 31,7% nas vendas externas, combinado ao crescimento mais moderado das importações, ampliou significativamente o saldo comercial no período. No acumulado do ano, a diferença entre exportações e importações já ultrapassa US$ 57 bilhões.

Para empresas que atuam em comércio exterior, logística, transporte internacional e operações portuárias, o desempenho também sinaliza um mercado externo movimentado, com forte participação de commodities e expansão em determinados produtos de maior valor agregado.

Mais do que o tamanho do saldo, o ponto de atenção está na velocidade de crescimento das exportações, que começa setembro muito acima do ritmo observado nas importações.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) – Balança Comercial.

Texto: Redação

Imagem: JBS Terminais / Foto Tanajura

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Internacional

Café arábica recua em Nova York após forte alta e realização de lucros

Os preços do café arábica encerraram a sessão desta terça-feira (25) em queda na Bolsa de Nova York. Após a forte disparada registrada no pregão anterior, o mercado passou por um movimento de realização de lucros, com investidores reduzindo parte das posições compradas.

Na segunda-feira (24), as cotações haviam avançado quase 2 mil pontos, impulsionadas pelas preocupações com a oferta global de café e pelos baixos níveis dos estoques. Nesta terça, os contratos mais negociados recuaram entre 560 e 635 pontos.

O vencimento setembro terminou a 371,40 centavos de dólar por libra-peso, enquanto março fechou em 321,25 centavos. Em Londres, os futuros do café robusta também encerraram o dia no campo negativo, com perdas entre US$ 94 e US$ 137 por tonelada.

Café em Nova York recua mais de 2%

A sessão foi marcada por forte volatilidade e predominância de um movimento de ajuste técnico. Os principais contratos chegaram a registrar perdas superiores a 2%.

Apesar da correção, os fundamentos do mercado de café continuam dando sustentação aos preços. Entre os principais fatores estão a disponibilidade limitada do produto e os estoques certificados de café, que permanecem em níveis historicamente baixos.

O recuo desta terça-feira já era esperado por parte dos operadores, especialmente depois de três semanas seguidas de valorização e do forte avanço registrado na sessão anterior.

Com os preços acumulando ganhos expressivos, fundos e investidores aproveitaram o momento para embolsar parte dos lucros. A avaliação predominante é de que a queda representa uma correção técnica, e não necessariamente uma mudança nos fundamentos que sustentam as cotações.

Futuros acumulam alta de 40% desde junho

A volatilidade deve continuar sendo um dos principais elementos do mercado nas próximas sessões. Segundo Heberson Sastre, gerente da mesa de operações da Minasul, os contratos futuros de arábica acumulam valorização de aproximadamente 40% desde o fim de junho.

O desempenho recente reflete, entre outros fatores, as preocupações com a oferta de café brasileiro e com as condições climáticas nas principais regiões produtoras.

Eduardo Carvalhaes, diretor do Escritório Carvalhaes, destaca que o clima no Brasil continua imprevisível. Períodos de estiagem, chuvas irregulares, ocorrência de geadas e até episódios de granizo têm sido observados em importantes áreas produtoras.

Esse cenário diminui as expectativas de uma safra recorde de café no Brasil em 2026 e mantém os compradores internacionais atentos à capacidade de reposição dos estoques.

Estoques baixos mantêm suporte ao mercado

Além das condições climáticas, os estoques globais de café seguem entre os principais pontos de atenção. Os volumes armazenados permanecem historicamente baixos tanto em países produtores quanto consumidores, criando um suporte estrutural para as cotações.

O mercado também monitora os possíveis efeitos do El Niño sobre as áreas produtoras, fator que pode ampliar as incertezas relacionadas ao clima e contribuir para novas oscilações nos preços.

Outro tema acompanhado pelos agentes é a reorganização do comércio internacional, especialmente diante das discussões sobre possíveis tarifas dos Estados Unidos sobre o café brasileiro. A questão ainda acrescenta incerteza ao cenário para exportadores e compradores.

Mercado físico acompanha queda das bolsas

No Brasil, o mercado físico de café segue operando com cautela. A queda em Nova York tende a limitar novas altas nas negociações domésticas, enquanto a trajetória do dólar em relação ao real continua sendo decisiva para a formação dos preços internos.

Os operadores também acompanham o avanço da colheita brasileira, a evolução dos estoques certificados da ICE e as condições climáticas nas regiões produtoras.

Depois da forte valorização recente, muitos produtores passaram a trabalhar com metas de venda na faixa de R$ 2.000 a R$ 2.100 por saca.

Produtores mantêm postura cautelosa

Para Heberson Sastre, os produtores estão participando do mercado de forma gradual diante das incertezas climáticas e da perspectiva para a oferta de cafés de maior qualidade.

O executivo afirma que as chuvas recentes reduziram a disponibilidade de cafés finos, justamente em um momento de forte procura internacional pelo produto brasileiro.

A avaliação é de que o mercado futuro de Nova York continua funcionando como referência para as negociações físicas, que se ajustam de acordo com uma série de fatores, incluindo câmbio, oferta e clima.

Nesta terça-feira, a combinação entre a queda dos contratos em Nova York e a desvalorização do dólar frente ao real contribuiu para uma perda adicional de força nas cotações do café no mercado brasileiro.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Transporte

Cabotagem no Brasil: como o transporte marítimo leva alimentos entre regiões

Antes de chegar às prateleiras dos supermercados, muitos alimentos percorrem centenas ou milhares de quilômetros. Nesse trajeto, além de caminhões e ferrovias, o transporte marítimo pode ter papel importante. É o caso da cabotagem, modalidade que conecta portos brasileiros e ajuda a movimentar produtos entre diferentes regiões do país.

Com mais de 8,5 mil quilômetros de litoral e 54,8% da população vivendo a até 150 quilômetros da costa, segundo o Censo 2022 do IBGE, o Brasil tem condições favoráveis para ampliar o uso desse modal.

Na prática, a cabotagem permite transportar cargas entre portos nacionais por via marítima, integrando diferentes etapas da cadeia logística antes que os produtos cheguem ao consumidor.

Café, laranja e açúcar estão entre as cargas transportadas

O café é um exemplo de produto que pode utilizar a cabotagem em sua distribuição. O Sudeste concentra uma parcela expressiva da produção nacional e, depois de beneficiado, torrado, moído ou embalado, o produto pode ser colocado em contêineres e enviado para mercados consumidores de outras regiões.

A cadeia da laranja também pode envolver o transporte marítimo. Além da fruta, derivados como sucos processados podem ser movimentados em condições adequadas de armazenamento. Quando há necessidade de controle de temperatura, entram em operação os chamados contêineres refrigerados, ou reefers.

Já o açúcar, por apresentar grande volume e peso, pode se beneficiar do transporte marítimo em deslocamentos de longa distância. O mesmo princípio se aplica ao leite depois de processado, que pode passar por diferentes modais até chegar ao destino.

Carnes e milho também integram a cadeia logística

A carne de frango, uma das principais proteínas consumidas no país, tem parcela importante de sua produção concentrada nas regiões Sul e Sudeste. Dependendo da origem e do destino, a distribuição pode incluir diferentes etapas de transporte, inclusive por via marítima.

O milho também faz parte dessa dinâmica. Utilizado tanto na alimentação humana quanto na produção de ração animal, o grão está entre os produtos agrícolas que podem ser inseridos em rotas logísticas que utilizam a cabotagem.

Essa combinação de modais permite conectar regiões produtoras a mercados consumidores que estão a grandes distâncias, sem depender exclusivamente do transporte rodoviário.

Arroz mostra como funciona a cabotagem

O arroz é um dos exemplos que ajudam a entender o funcionamento dessa cadeia. O Brasil está entre os grandes produtores mundiais e concentra boa parte da produção na região Sul.

Em 2026, o Rio Grande do Sul responde por aproximadamente 70% da produção nacional estimada pelo IBGE.

Depois da colheita, beneficiamento e embalagem, o arroz destinado a consumidores de outras regiões pode seguir inicialmente por caminhão ou ferrovia até um porto. A partir daí, a carga é embarcada e transportada pela costa brasileira.

Ao chegar ao porto de destino, o produto volta a utilizar o transporte terrestre para chegar a centros de distribuição e, posteriormente, aos supermercados.

Cabotagem já leva cargas ao Nordeste

O transporte marítimo de alimentos já participa da logística de abastecimento do Nordeste.

Em 2025, diferentes tipos de cargas conteinerizadas chegaram à região por cabotagem, incluindo arroz, produtos químicos e celulose.

Isso significa que um produto encontrado em um supermercado nordestino pode ter iniciado sua trajetória em uma área produtora do Sul do Brasil, passado por um porto e percorrido parte significativa do caminho pelo mar antes de chegar ao consumidor.

Transporte marítimo funciona integrado a outros modais

A cabotagem não significa que uma mercadoria percorra toda a distância exclusivamente de navio.

Um produto pode sair de uma propriedade rural ou de uma indústria em um caminhão, chegar ao porto e ser embarcado. Depois de percorrer a costa brasileira, a carga é desembarcada e pode seguir novamente por rodovia ou ferrovia até um centro de distribuição.

Essa integração entre diferentes meios de transporte é conhecida como logística multimodal e amplia as alternativas para movimentar mercadorias entre regiões distantes.

Além de alimentos, a cabotagem brasileira transporta contêineres, combustíveis, matérias-primas, produtos industrializados e diversos outros tipos de carga.

Uma operação que chega ao consumidor sem ser percebida

Grande parte dessa cadeia logística acontece longe dos olhos do consumidor. O navio pode não ser percebido, mas seu trabalho está presente no caminho percorrido por produtos que chegam diariamente às compras.

Um pacote de café, um saco de arroz, uma embalagem de açúcar, um litro de leite ou um produto derivado de laranja ou milho pode ter atravessado diferentes regiões brasileiras antes de chegar ao supermercado.

Em determinados trajetos, parte dessa viagem acontece pelo mar, conectando áreas produtoras e centros consumidores por meio da cabotagem brasileira.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Comércio Exterior

EUA isentam 471 produtos brasileiros da nova tarifa de 12,5%; veja quais ficam de fora

Os Estados Unidos divulgaram a lista oficial de 471 produtos brasileiros que não serão atingidos pela nova tarifa de 12,5%, anunciada sob a justificativa de reforçar o combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Entre os principais itens beneficiados estão café, petróleo, gás natural, fertilizantes, madeira, suco de laranja e derivados de açaí.

A relação foi publicada nesta quinta-feira (23) pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e reúne exceções distribuídas em 20 categorias de produtos.

A medida entra em vigor na madrugada desta sexta-feira (24). Para os produtos que ficaram fora da lista de isenção, a nova cobrança será somada à sobretaxa de 25% aplicada desde quarta-feira (22), elevando a tributação para até 37,5% em parte das exportações brasileiras.

Quais produtos foram isentos da nova tarifa

Segundo o USTR, os itens excluídos da nova cobrança foram selecionados por sua relevância para o comércio bilateral e pela importância como insumos para a indústria norte-americana.

Entre os principais produtos isentos estão:

  • café;
  • petróleo e derivados;
  • gás natural;
  • fertilizantes;
  • madeira e produtos florestais;
  • suco de laranja;
  • derivados de açaí;
  • defensivos agrícolas;
  • couros e peles;
  • ferro-gusa;
  • resíduos e sucata de alumínio;
  • equipamentos destinados à fabricação de semicondutores;
  • determinados medicamentos e ingredientes farmacêuticos;
  • obras de arte, antiguidades e itens de coleção.

Além desses segmentos, também foram excluídos da medida diversos minerais, resíduos metálicos e matérias-primas utilizadas pelas indústrias de tecnologia e farmacêutica.

Entenda como a medida será aplicada

A nova sobretaxa foi definida após investigação conduzida pelo governo norte-americano com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.

Na avaliação do USTR, o Brasil integra o grupo de países que não adotam mecanismos considerados suficientes para impedir a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado em seus mercados.

Mesmo com essa conclusão, o órgão decidiu preservar centenas de mercadorias da nova cobrança. Segundo o governo americano, as exceções levam em conta fatores como a relevância econômica dos produtos, compromissos comerciais vigentes e características específicas de determinados setores produtivos.

Produtos sem isenção poderão pagar até 37,5%

Os produtos brasileiros que não constam na lista de exceções estarão sujeitos à nova tarifa adicional de 12,5%.

Como essa alíquota será aplicada de forma cumulativa à sobretaxa de 25% anunciada anteriormente, parte das exportações do Brasil para os Estados Unidos poderá enfrentar uma carga tributária total de 37,5%.

A nova medida também substitui a tarifa global temporária de 10% que vinha sendo aplicada desde fevereiro deste ano.

Outros parceiros comerciais receberam tratamento diferenciado

Além das isenções concedidas por produto, os Estados Unidos estabeleceram regras específicas para alguns países e blocos econômicos.

Argentina, Bangladesh, Camboja, Equador, El Salvador, União Europeia, Guatemala, Indonésia, Jordânia, Malásia, Suíça, Taiwan e Reino Unido receberam tratamento diferenciado em razão de acordos comerciais ou por manterem mecanismos considerados mais robustos de combate ao trabalho forçado.

Em alguns casos, como nas importações de vestuário e produtos têxteis provenientes de Bangladesh, Camboja, Indonésia e Malásia, foi criado um sistema de cotas que permite a entrada das mercadorias sem a tarifa prevista na Seção 301, desde que sejam utilizados algodão e outros insumos produzidos nos Estados Unidos.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Exportação

Preço do café sustenta receita das exportações brasileiras apesar da queda no volume embarcado

As exportações de café do Brasil registraram queda em volume na safra 2025/26, mas a receita obtida com as vendas externas permaneceu praticamente estável. O resultado foi impulsionado pela forte valorização do preço do café no mercado internacional, que compensou a redução na quantidade embarcada ao longo do ciclo.

Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostram que o país exportou 38,46 milhões de sacas de 60 quilos entre julho de 2025 e junho de 2026. No ciclo anterior, o volume havia alcançado 45,62 milhões de sacas, o que representa uma retração de 15,7%.

Receita permanece próxima do recorde da safra anterior

Apesar da redução nas exportações, o faturamento do setor sofreu pouca alteração. A receita com os embarques somou US$ 14,6 bilhões na temporada 2025/26, resultado muito próximo dos US$ 14,7 bilhões registrados na safra 2024/25.

A pequena diferença entre os dois períodos evidencia o impacto positivo da alta das cotações internacionais sobre o desempenho financeiro das vendas brasileiras.

Estoques globais reduzidos mantêm preços elevados

Segundo pesquisadores do Cepea, a manutenção dos baixos estoques mundiais de café tem sustentado os preços da commodity em níveis elevados no mercado internacional.

Esse cenário favoreceu também o produto brasileiro, elevando o valor pago por saca nas negociações externas. Com isso, os exportadores conseguiram ampliar a receita por unidade comercializada, equilibrando os efeitos da queda no volume embarcado.

Mercado internacional reforça valor do café brasileiro

O desempenho da safra 2025/26 demonstra que a valorização do café brasileiro no mercado externo ocorreu em ritmo superior à redução das exportações. Na prática, o aumento dos preços permitiu preservar o faturamento do setor, mesmo diante de um ciclo marcado por menor oferta destinada ao comércio internacional.

O resultado reforça a importância das condições do mercado global na formação dos preços e na rentabilidade das exportações de café do Brasil.

FONTE: Agrolink
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Comércio Exterior

Produtos brasileiros afetados pelo tarifaço dos EUA: veja a lista do que será taxado

O novo tarifaço dos Estados Unidos atingirá principalmente produtos industriais, máquinas e parte do setor agroindustrial brasileiro. A lista divulgada pelo governo norte-americano inclui desde etanol e calçados até máquinas agrícolas, papel e diversos bens manufaturados.

Por outro lado, alguns dos principais produtos exportados pelo Brasil, como carne bovina, café, suco de laranja e aeronaves, ficaram fora da nova lista de sobretaxação.

Produtos brasileiros que serão afetados

Os itens que passarão a ser taxados pelos Estados Unidos incluem:

  • Etanol;
  • Calçados;
  • Vestuário;
  • Açúcar orgânico;
  • Papel;
  • Máquinas agrícolas;
  • Equipamentos de mineração;
  • Ferramentas de jardinagem;
  • Máquinas e equipamentos elétricos;
  • Bens de capital;
  • Produtos químicos;
  • Produtos industriais processados;
  • Manufaturados em geral.

A lista concentra principalmente produtos do setor industrial e bens utilizados na produção, além de alguns itens do agronegócio.

Produtos brasileiros que ficaram de fora

Apesar da ampliação das restrições comerciais, os Estados Unidos mantiveram uma série de exceções. Entre os principais produtos brasileiros isentos estão:

  • Carne bovina;
  • Café;
  • Laranja e suco de laranja;
  • Petróleo bruto;
  • Gás natural;
  • Peixes e crustáceos;
  • Castanhas;
  • Mel orgânico;
  • Celulose de madeira;
  • Pastas químicas de madeira;
  • Alguns produtos de madeira tropical;
  • Minérios selecionados;
  • Ferro-gusa;
  • Produtos metálicos considerados estratégicos para a indústria americana;
  • Aeronaves civis, motores e componentes aeronáuticos;
  • Helicópteros;
  • Produtos farmacêuticos;
  • Insumos químicos para medicamentos;
  • Semicondutores e equipamentos para sua fabricação.

Lista poderá sofrer alterações

O governo dos Estados Unidos informou que a relação de produtos poderá ser revisada ao longo das negociações com o Brasil. Além disso, mercadorias que já estiverem em trânsito para o mercado norte-americano antes da entrada em vigor da medida não serão atingidas.

O governo brasileiro contestou a decisão e afirmou que recorrerá aos mecanismos previstos na Lei da Reciprocidade e na Organização Mundial do Comércio (OMC).

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Agronegócio

El Niño forte pode reduzir produtividade de soja, milho, café e laranja na safra 2026/27

O avanço de um El Niño de forte intensidade pode influenciar diretamente a produção agrícola brasileira durante a safra 2026/27. As projeções climáticas indicam que o fenômeno tem potencial para atingir a classificação de “muito forte” entre setembro e novembro, período que coincide com o início do plantio de importantes culturas no país.

Embora a intensidade definitiva ainda dependa de novas análises, especialistas acompanham a evolução do aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que pode alcançar cerca de 2°C acima da média histórica, cenário característico de um El Niño muito forte.

O alerta foi apresentado pelo pesquisador do Observatório de Bioeconomia da FGV Agro e professor da Fundação Getulio Vargas, Eduardo Assad, durante um encontro com jornalistas promovido pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS).

Segundo o pesquisador, a definição oficial sobre a intensidade do fenômeno deve ocorrer no fim de julho, mas os principais modelos climáticos internacionais apontam uma elevada probabilidade de fortalecimento nos próximos meses.

Impactos podem reduzir a produtividade agrícola

De acordo com Assad, episódios intensos de El Niño costumam provocar perdas importantes na produtividade das lavouras brasileiras.

Como referência, ele citou o ciclo 2024/25, quando os efeitos climáticos contribuíram para uma redução de até 10% na produção nacional, conforme dados da Conab. O pesquisador ressaltou que isso não representa perda total da safra, mas uma diminuição significativa no rendimento das culturas.

O período entre setembro e novembro concentra a maior preocupação dos especialistas, devido à combinação de temperaturas elevadas e irregularidade na distribuição das chuvas em diferentes regiões produtoras.

Soja, milho, café e laranja estão entre as culturas mais vulneráveis

Os impactos variam conforme a região do país. No Centro-Oeste e em parte da Região Norte, o calor intenso aliado ao déficit hídrico pode comprometer principalmente as lavouras de soja e milho.

No Sudeste, culturas permanentes como café e laranja aparecem entre as mais sensíveis às mudanças climáticas. A falta de água durante a florada, associada às altas temperaturas, pode provocar o abortamento das flores e reduzir significativamente o potencial produtivo.

Já na Região Sul, o cenário tende a ser diferente. A previsão é de excesso de chuvas acompanhado por temperaturas acima da média, condição que também pode causar prejuízos às lavouras.

Risco de replantio pode elevar os custos da safra

Outro fator de preocupação é o comportamento das chuvas durante o início do plantio da soja. O pesquisador da FGV Agro, Guilherme Soria Bastos Filho, explica que precipitações insuficientes ou concentradas em curtos períodos podem obrigar produtores a realizar o replantio das áreas cultivadas.

Além do aumento nos custos de produção, essa situação pode atrasar o calendário agrícola e comprometer a janela ideal para o cultivo do milho segunda safra, elevando os riscos para toda a cadeia de grãos.

O especialista lembra que situação semelhante ocorreu em 2023, quando aproximadamente três milhões de hectares de soja precisaram ser replantados.

Apesar das preocupações, Bastos destaca que os efeitos não serão uniformes em todo o território nacional. Em razão da dimensão continental do Brasil, algumas regiões podem registrar perdas, enquanto outras podem até apresentar ganhos de produtividade, reduzindo parte dos impactos nacionais.

Seguro rural e agricultura de baixo carbono ganham importância

Os pesquisadores defendem que o fortalecimento do seguro rural é uma das principais estratégias para reduzir os prejuízos financeiros causados por eventos climáticos extremos. No entanto, avaliam que a ferramenta ainda recebe investimentos abaixo do necessário dentro da política agrícola brasileira.

Outra medida considerada essencial é a ampliação das práticas de agricultura de baixo carbono, previstas no Plano ABC e incentivadas pelo Plano Safra.

Segundo Eduardo Assad, produtores que adotam tecnologias conservacionistas, como recuperação de áreas degradadas, sistemas integrados de produção, plantio de árvores e manejo sustentável do solo, apresentaram perdas significativamente menores durante eventos climáticos recentes.

Setor agrícola precisa ampliar capacidade de adaptação

Mesmo sem consenso científico de que as mudanças climáticas estejam aumentando a frequência do El Niño, os especialistas alertam que a intensificação dos eventos extremos exige maior capacidade de adaptação por parte da agropecuária brasileira.

A adoção de tecnologias sustentáveis, investimentos em gestão de riscos e planejamento climático são apontados como medidas fundamentais para aumentar a resiliência do setor diante dos desafios impostos pelo clima.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação Fundecitrus

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Agronegócio

Café dispara nas bolsas internacionais com risco de geadas no Brasil e preocupação com a oferta

Os contratos futuros do café registraram forte valorização nas bolsas internacionais nesta segunda-feira (6), refletindo a preocupação dos investidores com a chegada de uma massa de ar frio às principais regiões produtoras do Brasil. O temor de geadas elevou a percepção de risco para a safra e estimulou um intenso movimento de recompra de posições vendidas no mercado.

Além das condições climáticas, analistas destacam que os preços também reagiram aos fundamentos de oferta, considerados apertados, especialmente para o café arábica.

Café arábica fecha em alta na Bolsa de Nova Iorque

Na ICE Futures US, em Nova Iorque, os contratos do café arábica encerraram o pregão com ganhos expressivos.

O vencimento julho/26 fechou cotado a 363,95 cents de dólar por libra-peso, com avanço de 4.830 pontos. O contrato setembro/26 terminou o dia em 349,95 cents/lb, alta de 4.875 pontos, enquanto o dezembro/26 avançou para 335,40 cents/lb, acumulando ganho de 4.910 pontos.

Robusta também sobe na Bolsa de Londres

O movimento de valorização também foi observado no mercado de café robusta, negociado na ICE Futures Europe, em Londres.

O contrato julho/26 encerrou a sessão cotado a US$ 4.064 por tonelada, com alta de 161 pontos. Já o setembro/26 fechou em US$ 4.044 por tonelada, avançando 328 pontos, mesmo desempenho registrado pelo vencimento novembro/26, que terminou o dia a US$ 4.007 por tonelada.

Mercado incorpora prêmio de risco diante das previsões climáticas

De acordo com análise da Barchart, as previsões de queda nas temperaturas nas regiões cafeeiras brasileiras levaram o mercado a incorporar um prêmio de risco às cotações.

Mesmo sem confirmação de geadas ou de prejuízos às lavouras, a possibilidade de frio mais intenso foi suficiente para incentivar compras e acelerar a cobertura de posições vendidas por parte dos fundos de investimento.

Fundamentos de oferta também sustentam a alta

Na avaliação do analista Jeremias Nascimento, a forte reação das cotações não está relacionada apenas às previsões meteorológicas.

Segundo ele, os preços vinham sendo negociados abaixo dos fundamentos do mercado, que ainda indicam uma oferta restrita, principalmente para o café arábica. Nesse contexto, o risco de geadas atuou como um gatilho para uma recuperação que já encontrava respaldo no equilíbrio entre oferta e demanda.

O analista ressalta que os próximos dias serão decisivos para o comportamento do mercado. Caso o frio provoque danos às lavouras, novas altas poderão ser incorporadas aos preços. Por outro lado, se as baixas temperaturas não causarem impactos significativos, parte da valorização recente poderá ser corrigida nas próximas sessões.

Regiões produtoras seguem no centro das atenções

No Brasil, o mercado acompanha de perto as condições climáticas nas principais áreas produtoras de café, especialmente no Sul de Minas Gerais, Mogiana Paulista e Paraná.

A evolução das temperaturas nessas regiões será determinante para a formação dos preços no curto prazo e poderá definir os próximos movimentos das cotações do café no mercado internacional.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Comércio Internacional

Preços do açúcar, café e cacau avançam com onda de calor na Europa e efeitos do El Niño

Os mercados internacionais de açúcar, café e cacau encerraram a semana sob forte influência das condições climáticas. A combinação da intensa onda de calor na Europa com as preocupações em torno do El Niño elevou a percepção de risco para a oferta global das commodities agrícolas, impulsionando as cotações, principalmente do açúcar e do cacau.

Clima extremo sustenta alta do açúcar

Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE fecharam em alta de 3,2%, cotados a 13,98 centavos de dólar por libra-peso, depois de atingirem o maior nível em cerca de duas semanas e meia, de 14,09 centavos. No acumulado da semana, o avanço foi de 2,8%.

Segundo analistas do mercado, a valorização reflete a preocupação com o clima em importantes regiões produtoras. A severa onda de calor registrada na Europa, a redução de aproximadamente 42% nas chuvas de monção na Índia e o tempo quente e seco na Tailândia reforçam os temores de impactos sobre a produção mundial.

Apesar desse cenário, a queda dos preços da energia limita ganhos mais expressivos. Isso porque o petróleo mais barato aumenta a tendência de destinar uma parcela maior da cana-de-açúcar para a fabricação de açúcar, reduzindo o uso da matéria-prima na produção de etanol.

Já o açúcar branco registrou valorização de 4,3%, encerrando o dia cotado a US$ 464 por tonelada, após alcançar o maior patamar em quase três meses. Na semana, o produto acumulou alta de 5,2%, favorecido pelas dificuldades climáticas enfrentadas pela Europa.

El Niño mantém mercado de café em alerta

No mercado de café, os contratos do robusta recuaram 1%, encerrando a sessão a US$ 3.627 por tonelada. Mesmo com a queda diária, especialistas destacam que o El Niño continua sendo um importante fator de sustentação dos preços, devido ao risco de temperaturas elevadas e menor volume de chuvas no Sudeste Asiático e na Índia, regiões estratégicas para a produção da variedade.

O café arábica também registrou baixa de 1,2%, sendo negociado a US$ 2,732 por libra-peso, após renovar recentemente a máxima de quase seis semanas.

No Brasil, as chuvas associadas ao fenômeno climático provocaram atrasos na colheita e afetaram parte da qualidade dos grãos. Ainda assim, a expectativa permanece positiva para uma safra robusta do maior produtor mundial de arábica. A previsão de melhora nas condições climáticas ao longo dos próximos dias deve favorecer o avanço dos trabalhos no campo.

Cacau acumula forte valorização na semana

O cacau foi uma das commodities de maior destaque no período. Em Londres, os contratos fecharam em queda de 2,8%, cotados a £ 3.820 por tonelada, mas encerraram a semana com valorização acumulada de 16%.

Em Nova York, os contratos recuaram 2,9% no fechamento diário, para US$ 5.095 por tonelada. No entanto, o saldo semanal foi expressivo, com alta de 20%.

De acordo com análises do mercado, a valorização do cacau reflete a transição para uma fase ativa do El Niño, a redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio e o desenvolvimento mais lento da safra principal 2026/27 na África Ocidental. Apesar disso, instituições financeiras ainda projetam um excedente de produção para a temporada e avaliam que parte do prêmio de risco associado ao fenômeno climático pode estar acima do necessário.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Infomoney

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Agronegócio

Acordo Mercosul-União Europeia: promulgação abre nova fase para o agronegócio brasileiro, afirma ministro André de Paula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na terça-feira (28), no Palácio do Planalto, o decreto que oficializa a promulgação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou da cerimônia, que marca o encerramento de mais de 20 anos de negociações entre os blocos.

Acordo Mercosul-UE entra em nova fase de implementação

O tratado foi aprovado pelo Congresso Nacional em 17 de março e terá aplicação provisória a partir desta sexta-feira (1º). O texto prevê a redução gradual de tarifas de importação para 91% dos produtos do Mercosul e 95% dos itens provenientes da União Europeia, ao longo dos próximos anos.

Durante o evento, o presidente Lula destacou que o entendimento amplia o acesso dos produtos brasileiros ao mercado externo e representa o resultado de um longo processo diplomático e comercial.

Também foram apresentados mecanismos para possível aplicação de salvaguardas comerciais, que permitem medidas temporárias de proteção a setores produtivos em caso de aumento expressivo das importações.

Impactos para o agronegócio brasileiro

A promulgação do acordo foi classificada pelo ministro André de Paula como um avanço estratégico para o agronegócio brasileiro. Segundo ele, o resultado consolida décadas de negociações e abre novas oportunidades para o setor.

“Esse ato coroa 26 anos de esforço de negociação que vão trazer inúmeras boas notícias, principalmente para o agro”, afirmou o ministro.

De acordo com o Mapa, encontros recentes com representantes do setor indicam potencial de ganhos para cadeias como citricultura, café, fruticultura e carne bovina.

Exportações e acesso ao mercado europeu

Entre os destaques, o ministro citou o suco de laranja, produto em que o Brasil já possui forte participação no mercado global e que pode ganhar ainda mais competitividade na Europa.

Também foram mencionadas perspectivas positivas para o café solúvel e para frutas brasileiras exportadas ao continente europeu.

Na pecuária, o acordo prevê redução de tarifas para a carne bovina brasileira, o que deve ampliar o acesso ao mercado da União Europeia.

Nova etapa nas relações comerciais

Para André de Paula, a entrada em vigor do acordo representa o início de uma nova fase nas relações comerciais entre os blocos.

“A assinatura deste decreto não é o ponto final de uma negociação. É o ponto de partida de um novo capítulo da nossa história”, afirmou o ministro.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Percio Campos / Mapa

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