Exportação

Exportação de carne brasileira para a União Europeia cresce 132% e setor reage a restrições

As exportações de carne bovina brasileira para a União Europeia registraram forte expansão em 2025, mesmo diante da decisão do bloco europeu de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal. A medida, publicada nesta terça-feira (12), passa a valer a partir de setembro e gera preocupação entre representantes do setor de proteína animal.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, apontam que os embarques ao mercado europeu alcançaram 128,9 mil toneladas neste ano, com faturamento de US$ 1,06 bilhão.

União Europeia ampliou compras de carne bovina brasileira

O volume exportado para o bloco europeu teve crescimento de 132,8% em comparação com 2024, colocando a União Europeia entre os mercados que mais ampliaram as compras da carne brasileira no período.

Apesar de ocupar a quarta posição entre os principais destinos da proteína bovina nacional — atrás de China, Estados Unidos e Chile —, o mercado europeu se destacou pelo alto valor agregado das negociações. A receita obtida com as exportações superou inclusive mercados com maior volume embarcado, como Rússia e México.

No cenário geral, o Brasil encerrou 2025 com exportações recordes de carne bovina, totalizando 3,50 milhões de toneladas e movimentando US$ 18,03 bilhões. Os produtos brasileiros chegaram a mais de 170 países ao longo do ano.

Restrição europeia envolve novas exigências sanitárias

Segundo a ABIEC, a decisão da União Europeia está ligada à adoção de novas regras sobre o uso de antimicrobianos na produção animal. As exigências entram em vigor em setembro de 2026.

A entidade informou que o bloqueio das exportações só deverá ocorrer caso o Brasil não apresente, dentro do prazo estabelecido, as adequações técnicas e garantias solicitadas pelas autoridades europeias.

Governo brasileiro e setor privado iniciam negociações

Fontes ligadas ao setor afirmam que o Ministério da Agricultura e Pecuária criou um comitê de crise em conjunto com representantes da União Europeia para discutir a restrição e buscar alternativas antes da entrada em vigor da medida.

A Associação Brasileira de Proteína Animal também informou que o governo brasileiro, com apoio técnico das empresas do setor, deverá encaminhar esclarecimentos às autoridades europeias sobre os protocolos relacionados aos antimicrobianos.

Já a Abrafrigo afirmou que não irá comentar o tema neste momento, destacando que a medida ainda depende de negociações e só passa a valer oficialmente em setembro.

Restrição atinge carnes, ovos, peixes e animais vivos

O documento europeu prevê a suspensão das exportações brasileiras de animais vivos destinados à produção de alimentos, além de produtos como carne bovina, aves, peixes, ovos e mel. Cavalos destinados ao mercado europeu também estão incluídos nas restrições.

A decisão aumenta a preocupação do setor exportador brasileiro, principalmente devido à relevância do mercado europeu para as vendas externas de proteína animal e ao impacto potencial sobre a cadeia produtiva nacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM:  REUTERS/Jana Rodenbusch

Ler Mais
Exportação

Exportação de soja do Brasil bate recorde histórico em abril, aponta Secex

O Brasil registrou em abril de 2026 o maior volume de exportação de soja dos últimos cinco anos. Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que os embarques alcançaram 16,75 milhões de toneladas no mês, alta de 9,7% em relação ao mesmo período de 2025.

O resultado supera o antigo recorde histórico, registrado em abril de 2021, quando o país exportou 16,1 milhões de toneladas da commodity.

Safra recorde impulsiona embarques de soja

Mais cedo, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais já havia projetado exportações próximas de 16,2 milhões de toneladas, também indicando um desempenho histórico para o setor.

Segundo a entidade, o forte ritmo de exportações ocorre em meio ao pico do escoamento da safra brasileira, que já teve cerca de 95% da área cultivada colhida.

O Brasil, líder global na produção e exportação de soja, deve colher uma safra recorde próxima de 180 milhões de toneladas em 2026.

Soja gera US$ 7 bilhões em receitas para o país

Principal produto do agronegócio brasileiro, a soja movimentou aproximadamente US$ 7 bilhões em receitas de exportação em abril, crescimento anual de 18,8%.

O desempenho reforça a relevância do grão para a balança comercial brasileira e para o avanço do comércio exterior do país.

Petróleo e minério de ferro também avançam

Além da soja, outros produtos importantes da pauta exportadora registraram crescimento em abril.

As exportações de petróleo renderam US$ 4,8 bilhões, alta de 10,6% em relação ao ano passado. O avanço foi impulsionado pela valorização internacional dos preços em meio às tensões geopolíticas envolvendo o Irã. Apesar disso, o volume exportado caiu 10,6%, totalizando 8,17 milhões de toneladas.

Já o minério de ferro ocupou a terceira posição entre os produtos com maior geração de receitas no mês, somando cerca de US$ 2,5 bilhões. O crescimento de 19,5% foi influenciado tanto pelo aumento de preços quanto pelo avanço no volume exportado, que chegou a 34,57 milhões de toneladas.

Algodão dispara e açúcar recua nas exportações

Entre os destaques positivos, os embarques de algodão brasileiro cresceram 54,9% em abril, alcançando 370,4 mil toneladas.

As exportações de carne bovina in natura avançaram 4,3%, enquanto os embarques de carnes de aves tiveram leve alta de 0,5%.

O café apresentou pequena retração de 0,9% no período, somando 171,5 mil toneladas exportadas.

Na contramão, o açúcar registrou queda de 23,6% frente a abril de 2025, totalizando 1,18 milhão de toneladas. O recuo ocorre em um cenário de maior direcionamento da produção de cana para o etanol na safra 2026/27.

Brasil amplia força no mercado global de commodities

O país segue como maior exportador mundial de soja, café, açúcar, algodão e carnes bovina e de frango. O Brasil também mantém posição estratégica no mercado internacional de minério de ferro e petróleo.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Diego Vara

Ler Mais
Agronegócio

Mato Grosso lidera faturamento agropecuário no Brasil com 15% do VBP nacional

O Mato Grosso deve alcançar um faturamento de R$ 206 bilhões na produção agropecuária em 2026, consolidando-se como o principal polo do agronegócio brasileiro. O montante corresponde a cerca de 15% do Valor Bruto da Produção (VBP) nacional, estimado em R$ 1,38 trilhão.

Levantamento baseado em dados do Ministério da Agricultura e Pecuária, organizado pelo DataHub da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), coloca o estado à frente de Minas Gerais (R$ 167 bilhões) e São Paulo (R$ 157 bilhões) no ranking nacional.

Força das commodities impulsiona crescimento

O desempenho mato-grossense é sustentado por um portfólio de commodities agrícolas no qual o estado lidera a produção nacional. Entre os destaques estão soja, milho, algodão e pecuária bovina.

A soja responde por 43% do VBP estadual, mantendo-se como principal fonte de receita. Em seguida, aparecem o milho, com 21,67%, e a pecuária de corte, responsável por 17,96% do faturamento dentro das propriedades rurais.

Entenda o que é o Valor Bruto da Produção (VBP)

O Valor Bruto da Produção (VBP) é um indicador que mede o faturamento total gerado pela agropecuária “dentro da porteira”. O cálculo considera o volume produzido — tanto na lavoura quanto na pecuária — multiplicado pelos preços médios recebidos pelos produtores.

Diferentemente do PIB, o VBP não desconta custos operacionais como insumos, combustíveis e mão de obra, sendo um termômetro da receita bruta e não do lucro líquido do setor.

Geração de empregos e impacto na economia

A forte movimentação financeira do setor agropecuário também reflete no mercado de trabalho. Entre janeiro e fevereiro de 2026, foram criadas 9.066 vagas formais em Mato Grosso, evidenciando a relevância do campo para a economia local.

Segundo a secretária de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, o impacto vai além dos números. “O volume de recursos gerado pelo agronegócio se traduz em oportunidades reais, com geração de emprego e renda em diversas regiões do estado”, afirmou.

Ranking das maiores economias agropecuárias

Além de Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo, completam a lista dos cinco maiores faturamentos do campo no país:

  • Paraná: R$ 150 bilhões
  • Goiás: R$ 117 bilhões

O cenário reforça a concentração da produção e da riqueza do agronegócio brasileiro em estados com forte atuação em commodities e infraestrutura de escoamento.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Ler Mais
Logística

Déficit de armazenagem de grãos no Brasil exige R$ 148 bilhões em investimentos

O déficit de armazenagem de grãos no Brasil segue como um dos principais gargalos do agronegócio. Para equilibrar a capacidade de estocagem com o volume produzido, seriam necessários cerca de R$ 148 bilhões em investimentos, segundo estimativas do setor.

A demanda surge diante de uma produção crescente que não é acompanhada pela infraestrutura disponível, o que impacta diretamente a eficiência logística e os custos do produtor.

Produção avança mais rápido que a capacidade

A safra brasileira de grãos deve alcançar 357 milhões de toneladas no ciclo 2025/26. No entanto, a capacidade estática de armazenagem no país é de aproximadamente 223 milhões de toneladas.

Com isso, cerca de 135 milhões de toneladas ficam sem espaço adequado, levando produtores a recorrerem a alternativas como armazenamento a céu aberto ou venda imediata da produção — práticas que reduzem o poder de negociação e elevam despesas com transporte.

Expansão insuficiente agrava gargalo

Atualmente, o crescimento da capacidade de armazenagem no Brasil ocorre em ritmo inferior ao da produção. Enquanto a oferta de silos avança cerca de 2,4% ao ano, a produção de grãos cresce, em média, 4,4% no mesmo período.

Para eliminar o déficit, seria necessário ampliar significativamente o número de unidades armazenadoras, com a construção de milhares de novas estruturas em um curto espaço de tempo.

Armazenagem nas fazendas ainda é limitada

Outro fator que pressiona os custos da cadeia é a baixa presença de armazenagem dentro das propriedades rurais. Apenas 16% das estruturas estão localizadas nas fazendas brasileiras.

O índice é bem inferior ao de países concorrentes, como os Estados Unidos (65%) e a Argentina (40%). Essa limitação obriga o transporte da produção até cooperativas e tradings, aumentando despesas logísticas.

Investimentos dependem de crédito e rentabilidade

Especialistas apontam que, para acompanhar apenas o crescimento da produção — sem reduzir o déficit atual — seriam necessários investimentos anuais de cerca de R$ 15 bilhões em armazenagem.

No entanto, o cenário de juros elevados, restrição ao crédito e margens mais apertadas tem dificultado novos aportes. Apesar da capacidade da indústria em fornecer equipamentos, o acesso a financiamento ainda é um entrave.

Industrialização e biocombustíveis podem impulsionar setor

A tendência de expansão da industrialização do agronegócio, especialmente com o avanço dos biocombustíveis, pode aumentar a demanda por armazenagem nos próximos anos.

Esse movimento reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura para garantir eficiência na cadeia produtiva e maior competitividade no mercado internacional.

Setor busca eficiência mesmo com desafios

Durante eventos do setor, como feiras agrícolas, a busca por soluções para melhorar a logística e reduzir perdas tem se intensificado. Mesmo diante de um cenário desafiador, produtores e empresas reconhecem a importância de investir em armazenagem de grãos para sustentar o crescimento da produção.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Kepler Weber/Divulgação

Ler Mais
Exportação

Brasil amplia exportação de DDG/DDGS com abertura de mercado no Chile

O Brasil avançou nas relações comerciais com o Chile ao concluir negociações que autorizam a exportação de grãos secos de destilaria (DDG/DDGS) para o país sul-americano. A medida fortalece o agronegócio brasileiro e amplia as oportunidades no mercado internacional.

Novo mercado impulsiona cadeia do etanol de milho

Os DDG/DDGS, subprodutos da produção de etanol de milho, são amplamente utilizados na fabricação de ração animal para aves, bovinos e suínos. Com a liberação das exportações, o Brasil passa a contar com mais um destino relevante para esse insumo agrícola.

A abertura representa um avanço estratégico para a cadeia produtiva, agregando valor à indústria e aumentando a competitividade do setor no exterior.

Chile é parceiro relevante do agronegócio brasileiro

O Chile já figura entre os principais destinos das exportações do Brasil. Em 2025, o país importou mais de US$ 2,2 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para carnes, produtos florestais e itens do complexo soja.

A inclusão dos DDG/DDGS na pauta exportadora tende a diversificar ainda mais o comércio bilateral e fortalecer os laços econômicos entre os dois países.

Brasil acumula mais de 600 aberturas de mercado

Com esse novo acordo, o Brasil alcança a marca de 601 aberturas de mercado internacional desde 2023. O resultado reflete a estratégia de expansão comercial adotada pelo país, voltada à ampliação de destinos para produtos do agronegócio.

Atuação conjunta do governo garante avanços

O desempenho é atribuído ao trabalho integrado entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), que atuam na negociação de acordos e na remoção de barreiras comerciais.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

Ler Mais
Agronegócio

Congresso Abramilho 2026 abre inscrições e debate biotecnologia e competitividade do agro

Estão abertas as inscrições para o 4º Congresso Abramilho, evento que reunirá produtores, especialistas e autoridades no dia 13 de maio, em Brasília. O encontro será realizado no Unique Palace e deve concentrar discussões estratégicas sobre biotecnologia no agro, competitividade agrícola e os desafios do cenário econômico global.

Evento foca inovação e sustentabilidade no agronegócio

Com início previsto para as 8h, o congresso terá uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e fortalecimento das cadeias produtivas. A proposta é ampliar o debate sobre os caminhos do setor diante de mudanças tecnológicas e pressões econômicas.

O painel de abertura, intitulado “Agricultura em transformação: desafios atuais e propostas para fortalecer o setor”, contará com a participação do ministro da Agricultura, André de Paula, e do embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao. A mediação será do jornalista Cassiano Ribeiro.

O debate terá como محور central a defesa das cadeias produtivas de milho e sorgo, além de propostas para ampliar a competitividade do setor.

Impactos globais no custo de produção

Outro tema relevante do encontro será a influência das crises internacionais no custo de produção agrícola. Representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, da JBS e do Ministério das Relações Exteriores devem analisar os efeitos de conflitos globais sobre insumos como fertilizantes e diesel.

A discussão busca apontar estratégias para reduzir vulnerabilidades e proteger o desempenho do agronegócio brasileiro.

Segurança alimentar e avanço da biotecnologia

A agenda técnica também inclui painéis sobre segurança alimentar e inovação no campo. O secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, e o presidente da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, Mauro Murakami, devem detalhar o papel das novas tecnologias na produção agrícola.

A expectativa é discutir como a biotecnologia agrícola pode contribuir para enfrentar desafios fitossanitários e garantir produtividade sustentável.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Ler Mais
Agronegócio

Acordo Mercosul-União Europeia: promulgação abre nova fase para o agronegócio brasileiro, afirma ministro André de Paula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na terça-feira (28), no Palácio do Planalto, o decreto que oficializa a promulgação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou da cerimônia, que marca o encerramento de mais de 20 anos de negociações entre os blocos.

Acordo Mercosul-UE entra em nova fase de implementação

O tratado foi aprovado pelo Congresso Nacional em 17 de março e terá aplicação provisória a partir desta sexta-feira (1º). O texto prevê a redução gradual de tarifas de importação para 91% dos produtos do Mercosul e 95% dos itens provenientes da União Europeia, ao longo dos próximos anos.

Durante o evento, o presidente Lula destacou que o entendimento amplia o acesso dos produtos brasileiros ao mercado externo e representa o resultado de um longo processo diplomático e comercial.

Também foram apresentados mecanismos para possível aplicação de salvaguardas comerciais, que permitem medidas temporárias de proteção a setores produtivos em caso de aumento expressivo das importações.

Impactos para o agronegócio brasileiro

A promulgação do acordo foi classificada pelo ministro André de Paula como um avanço estratégico para o agronegócio brasileiro. Segundo ele, o resultado consolida décadas de negociações e abre novas oportunidades para o setor.

“Esse ato coroa 26 anos de esforço de negociação que vão trazer inúmeras boas notícias, principalmente para o agro”, afirmou o ministro.

De acordo com o Mapa, encontros recentes com representantes do setor indicam potencial de ganhos para cadeias como citricultura, café, fruticultura e carne bovina.

Exportações e acesso ao mercado europeu

Entre os destaques, o ministro citou o suco de laranja, produto em que o Brasil já possui forte participação no mercado global e que pode ganhar ainda mais competitividade na Europa.

Também foram mencionadas perspectivas positivas para o café solúvel e para frutas brasileiras exportadas ao continente europeu.

Na pecuária, o acordo prevê redução de tarifas para a carne bovina brasileira, o que deve ampliar o acesso ao mercado da União Europeia.

Nova etapa nas relações comerciais

Para André de Paula, a entrada em vigor do acordo representa o início de uma nova fase nas relações comerciais entre os blocos.

“A assinatura deste decreto não é o ponto final de uma negociação. É o ponto de partida de um novo capítulo da nossa história”, afirmou o ministro.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Percio Campos / Mapa

Ler Mais
Exportação

Exportações de milho do Brasil mais que dobram em abril de 2026, aponta Secex

As exportações brasileiras de milho não moído (exceto milho doce) registraram forte alta em abril de 2026. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país já embarcou 443.081,4 toneladas até a metade do mês, volume que representa um crescimento de 148,4% em relação a todo o mês de abril de 2025, quando foram exportadas 178.347,5 toneladas.

Média diária mostra aceleração dos embarques

Nos primeiros 16 dias úteis de abril, o ritmo de exportações também chamou atenção. O Brasil enviou ao exterior uma média de 27.692,6 toneladas por dia, alta de 210,5% frente ao mesmo período de 2025, quando a média foi de 8.917,4 toneladas diárias.

O desempenho reforça o avanço das exportações do agronegócio brasileiro, especialmente no setor de grãos.

Receita com exportações cresce quase 200%

O aumento no volume embarcado também se refletiu no faturamento. Até o momento, o Brasil já acumula US$ 112,67 milhões em receitas com exportação de milho em abril de 2026.

Em comparação, o valor total registrado em todo abril de 2025 foi de US$ 48,51 milhões. Na média diária, a receita passou para US$ 7,04 milhões, um salto de 190,3% em relação aos US$ 2,42 milhões do ano anterior.

Preço do milho recua no mercado internacional

Apesar do forte crescimento em volume e faturamento, o preço da tonelada do milho exportado apresentou queda. Em abril de 2026, o valor médio ficou em US$ 254,30 por tonelada, recuo de 6,5% em relação aos US$ 272,00 registrados no mesmo mês de 2025.

Exportações reforçam desempenho do agronegócio

O avanço nas exportações de milho evidencia a força do agronegócio brasileiro no comércio internacional, impulsionado pela alta demanda externa e pela competitividade do país no mercado de grãos.

Especialistas destacam que o ritmo acelerado dos embarques pode influenciar positivamente o saldo da balança comercial no período.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

Ler Mais
Exportação

Exportações de Mato Grosso avançam com rodadas de negócios internacionais

As exportações de Mato Grosso seguem em expansão mesmo diante de um cenário global desafiador. Em Cuiabá, uma rodada internacional de negócios conectou empresas brasileiras a compradores estrangeiros e movimentou cerca de US$ 1,5 milhão em acordos imediatos. A expectativa é que o volume ultrapasse US$ 4,8 milhões ao longo dos próximos 12 meses.

A iniciativa integra o programa Exporta Mais Brasil, coordenado pela Apex Brasil, com foco em ampliar a presença do agronegócio brasileiro no mercado externo.

Negociações ampliam vendas de produtos agrícolas

Durante o evento, foram negociados mais de 90 contêineres de gergelim, além de cerca de 30 contêineres de amendoim e óleo. A rodada reuniu 13 compradores internacionais de mercados estratégicos como China, Holanda, Israel, Rússia, Colômbia, África do Sul e Quênia.

Ao todo, 26 empresas brasileiras participaram das reuniões, que foram organizadas com base em um processo prévio de análise de perfil, garantindo maior assertividade nas conexões comerciais.

Estratégia fortalece relação direta com compradores

O modelo adotado prioriza o contato direto entre exportadores e importadores. Nas rodadas, os compradores permanecem fixos enquanto as empresas brasileiras se revezam nas reuniões, otimizando o tempo e ampliando oportunidades de negócio.

Um diferencial desta edição foi a realização de visitas técnicas às unidades produtivas em Mato Grosso. Os compradores estrangeiros puderam conhecer de perto a capacidade de produção e o processamento dos produtos, o que contribui para aumentar a confiança nas negociações.

Para representantes do setor, esse contato presencial fortalece vínculos comerciais e favorece acordos de longo prazo, ampliando a competitividade das exportações agrícolas brasileiras.

Abertura de mercado e fidelização de clientes

A estratégia de aproximação direta já começa a gerar resultados concretos, com novos embarques confirmados durante o evento. A experiência in loco permite que compradores internacionais conheçam a qualidade dos produtos e a estrutura produtiva, facilitando a fidelização e a formação de parcerias duradouras.

Essa dinâmica amplia as chances de produtores locais se consolidarem como fornecedores regulares no comércio internacional.

Desafios logísticos pressionam o setor

Apesar do avanço nas negociações, o setor enfrenta obstáculos relevantes. O aumento dos custos de frete marítimo e a volatilidade cambial impactam diretamente a rentabilidade das operações.

Além disso, restrições logísticas em regiões estratégicas, como o Oriente Médio, têm exigido maior planejamento por parte dos exportadores. O encarecimento do transporte internacional, em alguns casos, chegou a dobrar ou triplicar os custos.

Outro fator de atenção é a redução no volume de compras por parte de importadores, reflexo de um ambiente global mais cauteloso.

Agronegócio brasileiro mostra resiliência

Mesmo com as dificuldades, o desempenho das rodadas de negócios reforça a capacidade de adaptação do setor. O agronegócio de Mato Grosso segue competitivo e mantém presença relevante no comércio exterior.

A avaliação de especialistas é que, mesmo em um cenário de incertezas, o Brasil continua ampliando espaço no mercado global, sustentado pela eficiência produtiva e pela demanda internacional por alimentos.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Canal Rural Mato Grosso

Ler Mais
Agronegócio

Produtor rural reduz investimentos em Mato Grosso diante de custos elevados e dívidas

O avanço dos custos de produção e a instabilidade no mercado têm levado o produtor rural em Mato Grosso a rever estratégias para a próxima safra. Com margens cada vez mais apertadas, a palavra de ordem no campo passou a ser cautela, priorizando apenas despesas essenciais e reduzindo riscos financeiros.

Cenário de pressão no campo

A retração nos investimentos é resultado de um conjunto de fatores que impactam diretamente a rentabilidade: queda nos preços das commodities agrícolas, alta nos fertilizantes e o acúmulo de dívidas de ciclos anteriores. Esse contexto tem provocado uma desaceleração nas negociações, refletindo não apenas nas propriedades, mas também nas revendas de insumos.

Produtores relatam que o ambiente atual exige mais controle e planejamento. A percepção geral é de que o nível de dificuldade aumentou significativamente para manter a atividade sustentável.

Estratégia: cortar custos e preservar o caixa

Para a próxima temporada, muitos agricultores estão limitando as compras ao básico. O foco deixou de ser exclusivamente a alta produtividade e passou a incluir a preservação do caixa e a redução do endividamento.

Em propriedades de grande escala, decisões como adiar a aquisição de adubos e priorizar insumos essenciais se tornaram comuns. A lógica é simples: se a conta não fechar, será necessário adaptar o manejo à realidade financeira disponível.

Rentabilidade ganha protagonismo

Após uma safra com retorno financeiro praticamente nulo, o debate sobre lucratividade no agronegócio ganhou força. Produtores destacam que altos volumes de produção não garantem resultados positivos se os custos superam as receitas.

A preocupação com variáveis econômicas e políticas também aumentou, já que qualquer oscilação pode impactar diretamente a viabilidade da atividade. O ano de 2026, nesse contexto, surge como um período de reavaliação dentro das propriedades rurais.

Endividamento preocupa setor

O peso das dívidas acumuladas, especialmente após ciclos afetados por adversidades climáticas como o El Niño, tem sido um dos principais entraves. Com combustíveis caros e preços das commodities em baixa, a prioridade passou a ser reduzir despesas e buscar equilíbrio financeiro.

A estratégia predominante entre os produtores é investir o mínimo possível, garantindo a continuidade da produção enquanto tentam amortizar débitos anteriores.

Revendas de insumos em alerta

A cautela no campo já impacta diretamente o setor de distribuição. Em importantes polos agrícolas de Mato Grosso, o ritmo de vendas desacelerou de forma significativa, especialmente no segmento de fertilizantes.

Dados do setor indicam que a comercialização está bem abaixo da média histórica para o período. Além disso, o aumento do custo de produção — que pode chegar a mais de um terço em relação ao ano anterior — agrava ainda mais a situação, principalmente para produtores que dependem de crédito ou operam em áreas arrendadas.

O cenário atual é considerado mais desafiador do que o observado anteriormente, acendendo um sinal de alerta para toda a cadeia do agronegócio brasileiro.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook