Exportação

Exportações brasileiras de pescado para a China crescem e empresas buscam ampliar vendas

As exportações brasileiras de pescado para a China ganharam força nos últimos anos, e empresas do setor querem aproveitar as oportunidades para ampliar sua participação no mercado asiático. A avaliação é de Eduardo Lobo, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), que participa de uma das principais feiras internacionais do segmento na China.

A 29ª edição da China Fisheries & Seafood Expo ocorre entre 28 e 30 de outubro, em Qingdao, na província de Shandong. O evento reúne dez empresas brasileiras, que apresentam seus produtos e negociam com potenciais compradores chineses.

Segundo Lobo, o avanço das vendas está relacionado ao maior conhecimento dos exportadores sobre as exigências dos consumidores locais e à aproximação comercial entre Brasil e China.

Exportações de pescado brasileiro somam US$ 38 milhões em 2026

Entre janeiro e setembro de 2026, o Brasil exportou aproximadamente US$ 38,03 milhões em pescados para a China, totalizando 3,97 mil toneladas embarcadas, conforme dados da Abipesca.

A expansão do comércio também foi favorecida pelo protocolo assinado pelos dois países em 22 de abril de 2025. O acordo ampliou as possibilidades de acesso de produtos da pesca extrativa brasileira ao mercado chinês, desde que sejam cumpridas as exigências sanitárias e regulatórias estabelecidas pelo país asiático.

Para o setor exportador, a ampliação da lista de espécies autorizadas representa uma oportunidade de diversificar os produtos comercializados e conquistar novos clientes.

Ayamo Global Foods registra avanço nas vendas para a China

A ampliação das oportunidades comerciais já se reflete nos resultados de empresas brasileiras. A Ayamo Global Foods estima que suas exportações para a China tenham crescido cerca de 100% desde 2024.

De acordo com Martin Muller, representante da companhia, a autorização para comercializar um número maior de espécies abriu novas perspectivas para os negócios. Antes, as opções disponíveis eram restritas a aproximadamente quatro ou cinco espécies.

A empresa atua no mercado chinês há cerca de sete anos, mas ainda busca aumentar a participação desse destino em suas vendas internacionais.

O peixe-espada é o principal produto enviado pela exportadora ao país asiático. Para atender às preferências locais, o pescado é comercializado congelado, inteiro e sem a retirada da cabeça e das vísceras.

A estratégia da companhia é diversificar os destinos das exportações e reduzir a dependência de outros mercados, aproveitando o potencial de consumo da China.

Frescatto amplia exportações de lagosta brasileira

Outra empresa que aposta no mercado chinês é a Frescatto, que exporta lagostas brasileiras para a China há aproximadamente 15 anos.

Segundo Rafael Barata, diretor de Comércio Exterior da companhia, a lagosta inteira congelada é o principal produto comercializado nesse mercado. Ele destaca que a qualidade do produto brasileiro tem contribuído para ampliar a presença da empresa entre os compradores chineses.

Ao longo dos anos, a companhia vem aumentando os volumes embarcados e fortalecendo o relacionamento com clientes locais.

Para atender às exigências do mercado, a Frescatto adaptou seu processo produtivo. Atualmente, as lagostas chegam vivas à fábrica, onde passam pelo abate e congelamento em poucas horas.

Após o embarque no Brasil, o transporte em contêiner até a China leva cerca de 40 dias.

Feira internacional abre espaço para novos negócios entre Brasil e China

A participação na China Fisheries & Seafood Expo também é considerada estratégica para estabelecer contatos comerciais e identificar oportunidades de expansão.

Durante o evento, a Frescatto busca novos compradores, conhece as demandas dos clientes e recebe sugestões que podem contribuir para o desenvolvimento de produtos e serviços.

Segundo Barata, o interesse de empresas chinesas pelos pescados brasileiros tem aumentado, o que estimula a companhia a ampliar sua oferta no mercado nacional e fortalecer as exportações.

A China já é o principal mercado internacional da empresa, que pretende manter o foco no país asiático e ampliar sua base de consumidores.

Mercado chinês ganha importância para o setor pesqueiro brasileiro

O avanço das vendas de pescado reforça o potencial da relação comercial entre Brasil e China para a indústria pesqueira nacional.

A ampliação do acesso a espécies brasileiras, a adaptação dos processos produtivos às exigências locais e a participação em feiras internacionais são fatores que ajudam as empresas a conquistar espaço no mercado asiático.

Com a demanda por novos fornecedores e a busca por diversificação dos destinos comerciais, exportadores brasileiros trabalham para ampliar as vendas de produtos como peixe-espada e lagosta, fortalecendo a presença do pescado brasileiro no mercado internacional.

FONTE: Portuguese Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua/Li Aoqiu

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