Transporte

Caminhoneiros pressionam Senado por votação da MP do Frete

Caminhoneiros autônomos iniciaram uma mobilização nacional nos principais portos brasileiros a partir da madrugada desta segunda-feira (13). O movimento tem como principal objetivo pressionar o Senado Federal a votar a MP do Frete (Medida Provisória nº 1.343/2026), que perde a validade na próxima quinta-feira (16).

A paralisação foi convocada por lideranças da categoria e deve permanecer até que haja uma definição sobre a tramitação da proposta no Congresso. Segundo os organizadores, a intenção é garantir a aprovação do texto antes do fim de sua vigência.

O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, afirmou que a categoria aguarda há semanas que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, inclua a medida provisória na pauta de votação. De acordo com o dirigente, a mobilização representa um alerta ao Congresso para evitar que a MP caduque sem apreciação pelos senadores. A expectativa é que o tema seja analisado ainda nesta semana.

O que prevê a MP do Frete

A proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados em junho, altera regras do transporte rodoviário de cargas e amplia mecanismos de fiscalização do piso mínimo do frete.

Entre as principais medidas previstas estão:

  • obrigatoriedade do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) em todas as operações de transporte;
  • bloqueio automático da emissão do código quando o valor informado estiver abaixo da tabela da ANTT;
  • atualização dos critérios para cálculo do frete mínimo;
  • criação de um piso salarial de R$ 5 mil para motoristas contratados pelo regime CLT que atuam em viagens de longa distância;
  • exigência de pagamento de, no mínimo, 70% do valor do frete antes do início da viagem para transportadores autônomos;
  • novas regras para pagamento integral do frete em até 30 dias.

O texto também prevê medidas voltadas à modernização da frota e ao incentivo à criação de pontos de parada seguros para caminhoneiros.

A medida provisória endurece a fiscalização sobre o cumprimento da tabela do frete. Em casos de reincidência, as penalidades podem variar entre R$ 100 mil e R$ 1 milhão, além da possibilidade de suspensão ou até perda do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC), conforme a quantidade de infrações acumuladas.

Setor produtivo manifesta preocupação

Enquanto representantes dos caminhoneiros defendem que a proposta garante maior segurança econômica aos transportadores, entidades ligadas ao agronegócio, à indústria e à logística afirmam que algumas mudanças podem elevar os custos operacionais e aumentar a insegurança jurídica para embarcadores e contratantes.

Com o prazo final de vigência da medida provisória se aproximando, a votação no Senado passa a ser decisiva para definir o futuro das novas regras do frete rodoviário.

Fonte: Com informações do Poder360.

Texto: Redação

Imagem: Ilustrativa / Internet

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Informação

Ferrovia Norte-Sul terá leilões de terminais em setembro, prevê Infra S.A.

A Infra S.A. estima realizar em setembro os leilões de cinco terminais logísticos localizados na Ferrovia Norte-Sul, em Tocantins. A informação foi confirmada pelo diretor de Empreendimentos da estatal, André Ludolfo, que destacou o avanço do processo de concessão voltado à ampliação da participação da iniciativa privada na infraestrutura ferroviária brasileira.

Os projetos fazem parte da estratégia do governo federal para fortalecer os corredores logísticos utilizados no transporte da produção agrícola, especialmente nas regiões Centro-Oeste e Matopiba.

Consulta pública segue aberta para contribuições

Antes da publicação dos editais, a estatal mantém abertas as consultas públicas dos empreendimentos. Estão em análise dois terminais destinados ao armazenamento e movimentação de granéis agrícolas, localizados nos municípios de Porto Nacional e Palmeirante, ambos em Tocantins.

Também integram o pacote três terminais voltados ao transporte de granéis líquidos, instalados no complexo ferroviário do Pátio de Integração Multimodal de Porto Nacional. As estruturas atendem à movimentação de combustíveis como diesel, biodiesel, gasolina e etanol.

As sugestões de investidores, operadores logísticos, usuários da ferrovia e demais interessados poderão ser enviadas até 17 de julho para os terminais agrícolas e até 24 de julho para os empreendimentos destinados aos granéis líquidos.

Terminais são considerados estratégicos para o agronegócio

Os ativos estão inseridos em uma das principais rotas de escoamento da produção agrícola brasileira. A Ferrovia Norte-Sul conecta importantes polos produtores do Centro-Oeste e da região do Matopiba, formada por Tocantins e áreas do Maranhão, Piauí e Bahia.

Segundo as estimativas da Infra S.A., os contratos dos terminais de granéis líquidos poderão gerar aproximadamente R$ 674 milhões em receitas durante o período de concessão. Já os terminais agrícolas têm potencial estimado em cerca de R$ 92 milhões ao longo da vigência contratual.

Novas concessões vão modernizar contratos

Embora os cinco terminais já estejam em operação, os contratos atuais estão próximos do encerramento, o que motivou a realização de novas licitações.

De acordo com André Ludolfo, a atualização dos contratos permitirá incorporar modelos mais modernos de gestão, ampliar a segurança jurídica para investidores e operadores e aperfeiçoar os mecanismos de remuneração da estatal.

O diretor ressaltou ainda que a continuidade das operações está garantida durante o processo de transição. Caso um novo operador assuma algum dos ativos, será estabelecido um período de adaptação para evitar interrupções na movimentação de cargas.

Infra S.A. prepara oferta permanente de novas áreas

Além das concessões já previstas, a estatal trabalha na criação de uma oferta pública permanente de áreas destinadas à implantação de novos terminais ferroviários do tipo greenfield, ampliando o portfólio atualmente composto por ativos já existentes, conhecidos como brownfield.

A proposta permitirá que empresas interessadas avaliem oportunidades de investimento de forma contínua, sem depender da abertura de editais específicos para cada área disponível.

Planejamento segue independentemente do calendário eleitoral

A Infra S.A. afirma que o cronograma de projetos permanece inalterado e segue as diretrizes estabelecidas pelo Ministério dos Transportes.

Entre as prioridades estão a estruturação dos novos terminais em Tocantins, o desenvolvimento da FICO (Ferrovia de Integração Centro-Oeste), da FIOL (Ferrovia de Integração Oeste-Leste) e os estudos para a futura concessão da Ferrovia Açailândia-Barcarena.

Segundo a estatal, eventuais mudanças de governo poderão resultar em novas orientações estratégicas, mas, até o momento, a expectativa é manter o andamento normal dos projetos já previstos na carteira.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE

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Transporte

Confiança dos transportadores segue baixa diante das incertezas econômicas, aponta CNT

O Índice CNT de Confiança do Transportador Rodoviário de Cargas mostra que o setor continua operando em um cenário de cautela. A pesquisa, realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) em parceria com federações estaduais, aponta que os empresários ainda demonstram baixa confiança no ambiente de negócios, apesar de expectativas um pouco mais positivas para os próximos meses.

O levantamento avaliou empresas de cinco estados — São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul — e revelou que todos permaneceram abaixo dos 50 pontos no índice geral, nível considerado como indicativo de confiança.

Entre os principais fatores que preocupam os transportadores estão os juros elevados, o aumento dos custos operacionais, as incertezas econômicas e tributárias e as dificuldades para ampliar investimentos e expandir os negócios.

Expectativas melhoram, mas cenário ainda exige cautela

Embora a percepção sobre o momento atual seja predominantemente negativa, a pesquisa mostra que as expectativas para os próximos seis meses são mais favoráveis na maior parte dos estados.

Para a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, o estudo permite acompanhar as tendências que afetam o setor e contribui para orientar ações voltadas ao fortalecimento da competitividade do transporte rodoviário de cargas.

Segundo ela, o monitoramento da percepção dos empresários ajuda a identificar os principais desafios enfrentados pelas transportadoras em diferentes regiões do país.

Santa Catarina registra avanço na confiança

Entre os estados analisados, Santa Catarina foi o único a apresentar crescimento no índice de confiança.

O indicador geral passou de 38,7 para 44 pontos, avanço de 5,3 pontos percentuais em comparação ao segundo semestre de 2025. O índice de avaliação das condições atuais chegou a 33,7 pontos, enquanto o indicador de expectativas alcançou 49,2.

Apesar da melhora, o resultado permanece abaixo da linha de confiança, refletindo a continuidade das incertezas econômicas, regulatórias e institucionais que impactam o setor.

Minas Gerais lidera índice geral

Em sua estreia na pesquisa, Minas Gerais apresentou o maior índice geral entre os estados avaliados, com 47,2 pontos.

O destaque ficou para o indicador de expectativas, que atingiu 51 pontos, sendo o único acima da linha considerada positiva. Já a avaliação das condições atuais ficou em 39,5 pontos.

O resultado indica que, embora os empresários mineiros ainda enxerguem dificuldades no cenário atual, existe uma percepção mais otimista para o segundo semestre.

São Paulo atinge menor nível desde o início da pesquisa

No estado de São Paulo, o índice geral caiu para 41,2 pontos, o menor resultado desde o início da série histórica da CNT, em 2023.

A avaliação das condições atuais ficou em apenas 28,9 pontos, enquanto as expectativas para os próximos meses chegaram a 47,4.

Os empresários paulistas relacionam o desempenho ao ambiente econômico desfavorável, marcado por juros elevados, aumento dos custos, insegurança regulatória e desaceleração da atividade produtiva.

Rio de Janeiro mantém tendência de queda

O Rio de Janeiro registrou índice geral de 43 pontos, acumulando a segunda queda consecutiva na pesquisa.

O indicador das condições atuais atingiu 31,3 pontos e o de expectativas ficou em 48,9.

Entre os principais desafios apontados pelas empresas estão a instabilidade econômica e fiscal, o aumento dos custos operacionais, problemas de infraestrutura e questões relacionadas à segurança pública, como o roubo de cargas.

Rio Grande do Sul enfrenta dificuldades

No Rio Grande do Sul, o índice geral recuou para 42,4 pontos, queda de 4,3 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior.

A avaliação das condições atuais ficou em 32,3 pontos, enquanto o índice de expectativas atingiu 47,5.

Os transportadores gaúchos destacam como principais obstáculos o aumento dos custos, a elevada carga tributária, a deficiência da infraestrutura, a falta de motoristas qualificados e a dificuldade de acesso ao crédito.

Pesquisa ouviu transportadoras de cinco estados

A sondagem foi realizada entre os dias 28 de maio e 21 de junho em parceria com as federações estaduais do setor: Fetransul (RS), Fetrancesc (SC), Fetcesp (SP), Fetranscarga (RJ) e Fetcemg (MG).

Nesta edição, o Espírito Santo também participou da iniciativa por meio da Fetransportes, mas o número de respostas obtidas não foi suficiente para divulgação dos resultados estaduais.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Governador anuncia novos investimentos em infraestrutura para o Porto de São Francisco do Sul 

O Porto de São Francisco do Sul realizou na quarta-feira 1º de julho, data em que completa 71 anos, uma cerimônia para o lançamento de novos investimentos em infraestrutura, no valor de R$ 27 milhões, que serão custeados com recursos próprios da empresa estatal. O evento, na sede da empresa, teve a presença do governador Jorginho Mello e outras autoridades locais  

“O Porto é uma força viva aqui do Norte. Quando nós assumimos aqui não dava para andar, parecia um lixão, e hoje é um porto que vocês podem ver o zêlo, o capricho, os novos armazéns. E o Porto tem dado resultado, esses investimentos que nós estamos fazendo é do lucro do Porto. E na BR-280 nós estamos fazendo o quilômetro zero com o nosso dinheiro. O Porto cansou de esperar, está afogado e esse quilômetro que nós estamos fazendo, o quilômetro zero, é para desafogar e melhorar o fluxo, disse o governador Jorginho Mello.

Obras na BR-280 

Durante a solenidade, foi assinada a autorização para publicação do edital de contratação da empresa responsável pela obra de ampliação da BR-280, no trecho entre o acesso ao Porto de São Francisco do Sul e o acesso à Bunge.

A contratação tem valor de referência de R$ 11 milhões e contempla serviços de pavimentação, restauração, drenagem, obras de arte correntes, sinalização e intervenções complementares.

O projeto prevê a implantação de duas novas faixas de rolamento em cerca de 800 metros da BR-280 e outros 600 metros na Avenida Engenheiro Leite Ribeiro, que liga a rodovia federal ao porto. 

As intervenções abrangem 1,4 quilômetro de via, a partir do quilômetro zero da BR-280, em frente ao Terminal Santa Catarina (Tesc).

A obra tem como objetivo ampliar a capacidade de acesso ao complexo portuário, melhorar o fluxo de caminhões e contribuir para a movimentação de cargas. A execução está prevista para durar dez meses.

Três novos armazéns

O ato também contou com a inauguração de três novos armazéns para armazenamento de cargas na área operacional do porto. O investimento é de R$ 4,9 milhões. As três estruturas somam aproximadamente 15 mil metros quadrados de área de armazenagem, com cerca de 5 mil metros quadrados cada. 

De acordo com a administração portuária, a ampliação da área de armazenagem permitirá aumentar a capacidade de estocagem de cargas, otimizar o fluxo de entrada e saída de mercadorias e reduzir gargalos operacionais.

“Aumentamos em 20% da nossa capacidade de armazenagem, armazéns novos, todos regulares, com o que há de mais moderno, tecnologia de controle, autorizados pela Receita Federal. Eles serão utilizados para recepção de material importado, sobretudo aço, então a gente vê hoje aqui que já tem inclusive bobinas, já estamos utilizando esse armazém, mesmo agora na data da inauguração, isso vai ser muito importante para a produção industrial catarinense e brasileira na recepção desses insumos”, destacou o diretor-presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira.

Renovação do sistema de drenagem

Outro edital lançado prevê a contratação da empresa responsável pela elaboração dos projetos executivos e pela execução das obras de modernização, ampliação e reestruturação dos sistemas de drenagem pluvial e esgotamento sanitário do Porto. O valor de referência é de R$ 5,2 milhões.

A intervenção tem como objetivo separar definitivamente as redes pluviais e sanitárias, reduzir riscos de contaminação ambiental, melhorar o sistema de drenagem e atender às exigências ambientais.

Modernização do sistema de combate a incêndio 

Também foi assinado o edital para contratação da empresa que elaborará o projeto executivo e executará as obras de implantação, adequação, ampliação e modernização do sistema de combate a incêndio por hidrantes e sprinklers.

O valor de referência da contratação é de R$ 5,4 milhões. A obra busca ampliar a cobertura do sistema de prevenção e combate a incêndios, atender às normas do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina e reforçar a segurança das operações portuárias.

“O governador hoje está entregando mais obras, mais investimentos no Porto de São Francisco, um porto que vem crescendo muito, com a gestão do governador Jorginho e do Cleverton, é um porto diferenciado. Então Santa Catarina, através da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias e da administração do Porto de São Francisco, está fazendo uma administração ímpar e gerando mais empregos e desenvolvimento para Santa Catarina”, disse o secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Ivan Amaral.

TEXTO: Agência de Notícias SECOM/Assessoria de imprensa do Porto de São Francisco do Sul
IMAGENS: Leo Munhoz/SecomGOVSC

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Transporte

Transporte rodoviário movimenta quase 70% das cargas no Brasil, aponta levantamento

O transporte rodoviário de cargas segue como a principal base da logística brasileira. De acordo com o novo Panorama do Transporte Rodoviário de Cargas, os caminhões são responsáveis por 68,5% de toda a carga movimentada no país, considerando o indicador de tonelada-quilômetro (TKU). Quando a análise leva em conta o valor das mercadorias transportadas (VKU), essa participação sobe para 84,3%.

Os números evidenciam a forte dependência da economia nacional das rodovias para abastecer cidades, atender à indústria e garantir o escoamento da produção agrícola e mineral.

Rodovias sustentam a logística nacional

O estudo mostra que o Brasil conta com uma malha de mais de 2,8 milhões de quilômetros de rodovias, sendo aproximadamente 31 mil quilômetros administrados pela iniciativa privada.

Segundo o levantamento, a distribuição dos fluxos de carga acompanha as características econômicas de cada região. Produtos como soja e milho são transportados por corredores logísticos que ligam as áreas produtoras aos portos do Arco Norte e das regiões Sul e Sudeste.

Já as cargas conteinerizadas têm como principal ponto de movimentação o Porto de Santos, enquanto os granéis minerais concentram seu fluxo entre Minas Gerais e os portos do estado do Rio de Janeiro.

Diesel continua predominante no transporte de cargas

Mesmo com o avanço de alternativas energéticas, o diesel permanece como o principal combustível utilizado pelos caminhões brasileiros.

Conforme o Panorama, o consumo no setor ficou próximo de 70 milhões de metros cúbicos em 2025, refletindo a predominância do modal rodoviário na matriz logística nacional.

Setor amplia geração de empregos

Além de sua importância para o abastecimento do país, o segmento também manteve crescimento na geração de empregos formais. O levantamento aponta que o transporte rodoviário de cargas encerrou 2025 com saldo positivo superior a 46 mil novas vagas.

O desempenho reforça o papel estratégico da atividade na economia brasileira, tanto na circulação de mercadorias quanto na criação de postos de trabalho.

Renovação da frota e infraestrutura estão entre os desafios

Apesar dos resultados positivos, o estudo destaca que o setor ainda enfrenta desafios importantes para os próximos anos.

Entre eles estão a necessidade de renovação da frota — especialmente entre os transportadores autônomos —, a redução dos índices de acidentes nas rodovias e a adoção de medidas para diminuir as emissões de gases de efeito estufa.

Embora o Brasil venha ampliando investimentos em ferrovias, hidrovias e cabotagem, o modal rodoviário continua sendo o principal responsável pelo transporte de mercadorias.

Essa dependência faz com que fatores como oscilações no preço do diesel, problemas de infraestrutura e interrupções nas estradas tenham impacto direto sobre os custos logísticos, influenciando toda a cadeia de abastecimento e o preço final de diversos produtos.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Randon

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Logística

Corredor Bioceânico avança com nova etapa de pavimentação na Ruta PY15, no Paraguai

As obras do Corredor Bioceânico seguem em ritmo acelerado no Paraguai. No Lote 1 da Ruta PY15, foi concluída a execução de 11 quilômetros de base asfáltica, marcando mais uma etapa importante para a implantação da infraestrutura que promete ampliar a integração regional e impulsionar o comércio internacional.

Nova fase da pavimentação

A base asfáltica aplicada possui sete centímetros de espessura e contempla tanto a pista principal quanto os acostamentos. Com essa fase finalizada, a próxima etapa será a aplicação da camada de revestimento final, com seis centímetros, responsável por concluir a pavimentação desse trecho da rodovia.

Ao mesmo tempo, as equipes executam serviços de solo-cimento na altura da progressiva 130, reforçando a sub-base da estrada para aumentar a resistência e a vida útil do pavimento. Entre as progressivas 102 e 105, também continuam os trabalhos de construção de aterros, considerados essenciais para a preparação da via.

Obra também gera empregos e promove inclusão

Além dos avanços na infraestrutura, o projeto mantém atualmente cerca de 110 empregos diretos. A iniciativa também adota uma política de contratação inclusiva, com a participação de mulheres e integrantes de comunidades indígenas da região nas atividades de construção.

Os serviços do Lote 1 são executados pelo Consórcio do Pacífico, formado pelas empresas Enrique Díaz Benza Cano e Vial Agro S.R.L., sob fiscalização do Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) do Paraguai.

Corredor Bioceânico reforça integração logística

Considerado um dos principais projetos de infraestrutura da América do Sul, o Corredor Bioceânico terá papel estratégico na conexão entre os portos do Oceano Atlântico, no Brasil, e do Oceano Pacífico, no Chile, atravessando o Chaco paraguaio.

O Trecho 3 da Ruta PY15 possui 224 quilômetros de extensão, ligando Mariscal Estigarribia a Pozo Hondo. A obra foi dividida em quatro lotes para acelerar a execução. Quando estiver concluída, a rodovia deverá fortalecer a logística, ampliar a conectividade internacional, facilitar o transporte de cargas e estimular a integração econômica entre os países da região.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica

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Transporte

Free Flow desafia transportadoras e exige mais controle sobre pedágios eletrônicos

A ampliação do sistema Free Flow nas rodovias brasileiras está criando novos desafios para as transportadoras. Com a expansão do modelo de pedágio eletrônico sem cancelas em diferentes estados e sua inclusão em futuras concessões rodoviárias, empresas do setor precisam adaptar processos para acompanhar cobranças e evitar pendências financeiras.

Ao contrário do sistema tradicional, em que a tarifa é paga no momento da passagem, o Free Flow utiliza a identificação eletrônica dos veículos para registrar a travessia e gerar a cobrança posteriormente. Essa dinâmica exige maior atenção à gestão administrativa e financeira, especialmente para companhias que operam grandes frotas.

Crescimento do Free Flow acelera mudanças no transporte rodoviário

Levantamento da Sem Parar Empresas aponta que as transações realizadas por meio do sistema Free Flow cresceram 174% entre 2024 e 2026. Atualmente, existem 74 pórticos em funcionamento, administrados por 15 concessionárias em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás e Rondônia.

Além da estrutura já instalada, o modelo também está previsto em novos projetos de concessões federais e estaduais, indicando uma tendência de expansão contínua do pedágio automático nas rodovias do país.

Controle operacional se torna mais complexo

Especialistas destacam que uma das principais mudanças para as transportadoras é a necessidade de monitorar digitalmente todas as passagens realizadas pelos veículos.

Sem sistemas adequados de acompanhamento, as empresas podem enfrentar dificuldades para identificar cobranças, cumprir prazos de pagamento e evitar acúmulo de débitos. O cenário aumenta a demanda por processos mais eficientes de rastreamento e gestão de tráfego.

Segundo Bruno Portnoi, CRO da Sem Parar Empresas, a digitalização trouxe ganhos de fluidez nas estradas, mas também transformou a forma como as organizações controlam suas operações. Agora, o acompanhamento das passagens depende de registros eletrônicos, exigindo maior visibilidade sobre rotas, horários e movimentação da frota.

Fragmentação das cobranças preocupa empresas

Outro desafio apontado pelo setor é a diversidade de plataformas utilizadas pelas concessionárias para realizar a cobrança das tarifas.

Como cada administradora opera seus próprios canais, portais e datas de vencimento, as transportadoras precisam acompanhar diferentes sistemas simultaneamente. Esse cenário aumenta o risco de atrasos, retrabalho administrativo e dificuldades no controle financeiro.

Para especialistas, a centralização das informações em plataformas integradas pode reduzir significativamente esses problemas, simplificando o gerenciamento das tarifas e melhorando a previsibilidade dos custos operacionais.

Segurança digital ganha importância

Com a expansão do pedágio eletrônico e o aumento do número de canais de cobrança, também cresceram os casos de golpes virtuais. Empresas do setor relatam tentativas de fraude por meio de falsos sites de pagamento e mensagens enganosas enviadas por SMS e aplicativos.

A recomendação é que os pagamentos sejam realizados apenas por canais oficiais das concessionárias ou por sistemas integrados reconhecidos pelo mercado.

Embora o governo federal tenha suspendido temporariamente a aplicação de multas relacionadas ao Free Flow, as tarifas continuam obrigatórias e deverão ser regularizadas até novembro. Para empresas que administram grandes frotas, a falta de acompanhamento pode gerar despesas extras e comprometer o planejamento financeiro.

Com a tendência de expansão do modelo nas futuras concessões rodoviárias, investir em ferramentas de gestão de pedágios, monitoramento de frotas e controle financeiro deve se tornar cada vez mais estratégico para o setor de transporte de cargas.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Portos

Movimentação de cargas nos portos gaúchos atinge maior nível da última década

Os portos públicos do Rio Grande do Sul alcançaram o melhor desempenho em movimentação de cargas dos últimos dez anos. Entre janeiro e maio de 2026, os terminais de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre somaram 17,59 milhões de toneladas movimentadas, volume 5,15% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Os números reforçam a importância dos portos gaúchos para a logística nacional e evidenciam o avanço da atividade portuária no estado.

Eficiência operacional fortalece competitividade do sistema portuário

De acordo com a Portos RS, o crescimento ocorre em um cenário de reconhecimento da eficiência operacional dos terminais administrados pela autarquia. Recentemente, o Complexo Portuário do Rio Grande foi apontado como o segundo mais eficiente do Brasil, consolidando sua relevância no cenário logístico nacional.

O resultado fortalece a competitividade dos portos do estado e amplia a capacidade de atração de novos negócios e investimentos.

Porto do Rio Grande lidera movimentação e amplia operações

Principal terminal do estado, o Porto do Rio Grande respondeu pela maior parte das operações no período, movimentando mais de 17 milhões de toneladas. O desempenho representa uma alta de 5,3% em comparação com os cinco primeiros meses de 2025.

A movimentação de contêineres também apresentou avanço significativo. O terminal registrou 420.327 TEUs, crescimento de 12,45% na comparação anual.

Entre as cargas com maior destaque estão:

  • Celulose: 1,97 milhão de toneladas, aumento de 15,18%;
  • Milho: mais de 1,39 milhão de toneladas, crescimento de 77,9%;
  • Soja em grão: 1,88 milhão de toneladas movimentadas.

Pelotas e Porto Alegre também apresentam resultados positivos

O Porto de Pelotas movimentou 434.744 toneladas entre janeiro e maio, com destaque para as operações envolvendo toras de madeira, uma das principais cargas do terminal.

Já o Porto de Porto Alegre registrou 155.707 toneladas no período, volume que representa crescimento de 41,6% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

Os dados demonstram a contribuição dos diferentes terminais para o fortalecimento da infraestrutura logística do estado.

Número de embarcações reforça atividade intensa nos terminais

Ao longo dos cinco primeiros meses de 2026, os portos administrados pela Portos RS receberam 1.550 embarcações, evidenciando o elevado ritmo das operações e a importância estratégica do sistema portuário gaúcho para o escoamento de cargas.

Para o presidente da Portos RS, Fábio Machado, os resultados refletem a capacidade dos terminais de atender ao aumento da demanda logística com eficiência e competitividade.

Segundo ele, o desempenho consolida o Rio Grande do Sul como uma das principais plataformas logísticas do país e contribui para ampliar o potencial de atração de investimentos para o setor.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

Ferrovia de Mato Grosso entra em operação com entrega dos primeiros 162 quilômetros

A Ferrovia Estadual de Mato Grosso deu um passo importante para fortalecer a logística do agronegócio brasileiro. Neste sábado (20), foi inaugurado o primeiro trecho da obra, com 162 quilômetros de extensão entre os municípios de Rondonópolis e Dom Aquino, marcando o início das operações de um dos maiores projetos ferroviários em andamento no país.

A nova ligação ferroviária integra a expansão da Malha Norte e conecta Rondonópolis ao terminal ferroviário construído às margens da BR-070, em Dom Aquino. Apenas nesta etapa inicial, os investimentos somam cerca de R$ 5 bilhões.

Projeto ferroviário deve ultrapassar 740 quilômetros

Reconhecida como a primeira ferrovia estadual em construção no Brasil, a obra deverá atingir mais de 740 quilômetros quando estiver totalmente concluída. O traçado ligará Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios mato-grossenses, além de contar com uma futura conexão até Cuiabá.

As obras começaram em novembro de 2022 e mobilizaram aproximadamente 5 mil trabalhadores. Somente a construção do terminal ferroviário gerou mais de 800 empregos diretos e indiretos, impulsionando a economia regional.

Ligação estratégica com o Porto de Santos

A nova infraestrutura amplia a conexão das áreas produtoras de Mato Grosso com o sistema ferroviário nacional, facilitando o transporte de cargas até o Porto de Santos, principal corredor de exportação do país.

Projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas anuais, o terminal de Dom Aquino terá foco no transporte de soja, milho e outras commodities agrícolas. As operações passam agora por uma fase de testes antes do início da atividade comercial em larga escala.

Ferrovia fortalece logística do agronegócio

Durante a cerimônia de inauguração, autoridades destacaram a importância da expansão da malha ferroviária para acompanhar o crescimento da produção agrícola brasileira.

O governador Otaviano Pivetta ressaltou que os investimentos em infraestrutura têm sido fundamentais para aumentar a competitividade do estado. Segundo ele, além da expansão ferroviária, Mato Grosso também avança na modernização da malha rodoviária, com milhares de quilômetros de pavimentação em andamento.

Já o vice-`nte da República, Geraldo Alckmin, afirmou que o desenvolvimento econômico do país exige uma participação maior das ferrovias no transporte de cargas. Para ele, a expansão da produção agropecuária torna indispensável a ampliação dos corredores logísticos que conectam as regiões produtoras aos portos brasileiros.

Próximas fases vão ampliar corredor logístico

A entrega do trecho entre Rondonópolis e Dom Aquino representa apenas a primeira etapa do empreendimento. Quando finalizada, a Ferrovia Estadual de Mato Grosso deverá criar um novo eixo logístico para o escoamento da produção agrícola do médio-norte do estado, reduzindo custos de transporte e aumentando a eficiência operacional.

Representantes do setor destacam que o projeto foi estruturado com foco no longo prazo e permitirá maior integração entre os mercados nacional e internacional. Além do transporte de grãos, a ferrovia deverá atender segmentos como fertilizantes, algodão e a indústria do etanol.

Dom Aquino aposta em desenvolvimento econômico

A chegada da ferrovia também gera expectativas positivas para Dom Aquino. A nova estrutura coloca o município em uma importante rota logística nacional, criando oportunidades para produtores rurais, empresas e novos investimentos.

Com a expansão da infraestrutura ferroviária, a cidade passa a desempenhar papel estratégico no escoamento da produção agrícola de Mato Grosso, um dos maiores polos do agronegócio brasileiro.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: `Mayke Toscano/Secom-MT

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Transporte

MP do Frete avança na Câmara e endurece fiscalização do transporte rodoviário de cargas

A Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira (17), a Medida Provisória nº 1.343/2026, que amplia os mecanismos de controle sobre o frete rodoviário e fortalece a fiscalização do cumprimento do piso mínimo do frete. A proposta segue agora para análise do Senado Federal.

Originalmente enviada pelo governo para reforçar o uso do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), a medida recebeu alterações durante sua tramitação e passou a incluir mudanças mais amplas para o setor de transporte de cargas.

Registro no CIOT passa a ser obrigatório em todas as operações

Uma das principais mudanças previstas no texto é a obrigatoriedade do registro de todas as operações de transporte rodoviário de cargas no CIOT.

A ferramenta reúne informações como contratante, transportador, origem, destino e valor do frete, tornando-se o principal instrumento para monitorar o cumprimento da tabela de preços mínimos estabelecida pela legislação.

Com a nova regra, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) poderá impedir a emissão do código quando identificar contratos com valores abaixo do piso mínimo. Na prática, operações irregulares poderão ser bloqueadas antes mesmo da execução do transporte.

Metodologia de cálculo do frete passa a ser definida por lei

O texto aprovado também estabelece em lei os critérios que deverão ser considerados na elaboração da tabela de frete mínimo.

Entre os fatores obrigatórios estão a distância percorrida, o tipo de veículo utilizado, a quantidade de eixos, as características da carga transportada, os custos operacionais, o preço dos combustíveis e outros insumos ligados à atividade.

A mudança reduz a margem de atuação da ANTT para alterar a metodologia por meio de normas administrativas, transferindo parte dessa definição para o âmbito legislativo.

Penalidades mais rígidas para quem descumprir a tabela

Outro ponto relevante da proposta é o aumento das sanções para contratantes que pagarem valores inferiores aos previstos na tabela oficial.

Além de possíveis punições administrativas, o texto prevê que o transportador poderá ser indenizado em valor correspondente ao dobro da diferença do frete devido.

Nos casos de reincidência, a medida estabelece a suspensão temporária do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC), impedindo a realização de operações remuneradas de transporte durante o período da penalidade.

Projeto cria piso salarial para caminhoneiros

Durante a tramitação, os deputados incluíram dispositivos voltados diretamente aos profissionais do setor.

Entre eles está a criação de um piso salarial nacional de R$ 5 mil para motoristas contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

A proposta busca estabelecer uma remuneração mínima para a categoria e poderá gerar reflexos tanto para empresas transportadoras quanto para contratantes dos serviços de frete.

Procargas terá novas atribuições

O relatório aprovado também amplia o alcance do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Transporte de Cargas Nacional (Procargas).

Além das ações já previstas, o programa poderá financiar iniciativas voltadas à renovação da frota, capacitação profissional, melhorias na segurança viária e ampliação da infraestrutura de apoio aos caminhoneiros.

Anistia a multas gera debate durante votação

Um dos temas que mais provocaram discussões durante a análise da medida foi a inclusão de um dispositivo que concede anistia a multas aplicadas a caminhoneiros envolvidos em bloqueios e manifestações realizados em 2022.

A proposta não fazia parte da versão original encaminhada pelo governo e acabou gerando divergências entre parlamentares da base governista e da oposição.

Senado dará a palavra final sobre a proposta

Com a aprovação na Câmara, a MP segue para o Senado. Caso seja aprovada sem modificações, o setor de transporte de cargas passará a operar sob regras mais rígidas de fiscalização, com maior controle sobre a formação dos preços e sobre o cumprimento da política de frete mínimo.

As mudanças podem impactar diretamente transportadoras, embarcadores, caminhoneiros e toda a cadeia logística nacional.

O que muda com a MP do Frete

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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