Logística

Cabotagem no Nordeste movimenta 1,82 milhão de toneladas em janeiro e reforça logística regional

A cabotagem no Nordeste registrou movimentação de 1,82 milhão de toneladas em janeiro, conforme dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), organizados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

O desempenho foi puxado pelo Maranhão, responsável por 1,24 milhão de toneladas, seguido por Bahia (1,14 milhão), Pernambuco (1,07 milhão) e Ceará (892 mil toneladas). O resultado evidencia a força da navegação marítima regional como eixo logístico estratégico.

Principais cargas garantem energia e produção

Entre os itens mais transportados pela cabotagem brasileira, destacam-se:

  • petróleo bruto (950 mil toneladas)
  • bauxita (875 mil toneladas)
  • derivados de petróleo (867 mil toneladas)
  • contêineres (613 mil toneladas)

Esses produtos são fundamentais para o abastecimento energético, o funcionamento da indústria nordestina e a distribuição de bens essenciais à população.

Navegação fortalece economia e reduz custos logísticos

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o crescimento da cabotagem no Brasil reforça o papel do modal marítimo no desenvolvimento regional.

Segundo ele, a expansão contribui para a geração de empregos, redução de custos logísticos e maior segurança no abastecimento, além de ampliar a conexão entre estados e mercados nacionais e internacionais.

Alternativa estratégica à matriz rodoviária

O avanço da logística marítima também ajuda a equilibrar a matriz de transportes no país. Ao concentrar grandes volumes nos portos, a cabotagem diminui a dependência das rodovias e melhora a eficiência no transporte de cargas estratégicas.

Políticas públicas impulsionam o setor

O crescimento do setor está diretamente ligado a iniciativas como o Programa BR do Mar, que trouxe maior organização, transparência regulatória e segurança para investidores e operadores da navegação entre portos.

Para o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, a combinação de regulação clara, planejamento e incentivos fortalece a integração logística e amplia a eficiência do transporte aquaviário no país.

Perspectivas de crescimento da cabotagem

Com a ampliação das rotas e o aumento da movimentação portuária, a cabotagem no Nordeste se consolida como alternativa estratégica para integrar regiões e otimizar o transporte de cargas.

A expectativa do governo é que o setor continue crescendo, aumentando sua participação na matriz de transportes e contribuindo para uma logística mais eficiente, sustentável e conectada em todo o Brasil.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Comércio Exterior

Cabotagem na Região Norte movimenta 1,85 milhão de toneladas e cresce em 2026

A cabotagem no Brasil segue em expansão e reforça sua importância logística na Região Norte. Em janeiro de 2026, o transporte entre portos brasileiros movimentou 1,85 milhão de toneladas, crescimento de 5,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Antaq.

O resultado confirma a consolidação do transporte aquaviário como alternativa eficiente para regiões com محدود infraestrutura terrestre, garantindo o abastecimento e a circulação de mercadorias.

Modal reduz custos e amplia integração logística

O avanço da cabotagem está diretamente ligado à busca por soluções mais econômicas e eficientes. O modal tem contribuído para reduzir custos logísticos e melhorar a conexão da produção regional com os principais centros consumidores do país.

Para o Ministério de Portos e Aeroportos, o cenário reflete o fortalecimento de políticas públicas voltadas à logística nacional, além de ampliar a competitividade da economia brasileira.

Amazonas e Pará lideram movimentação de cargas

A maior parte da movimentação na Região Norte se concentra em dois estados:

  • Amazonas: 1,29 milhão de toneladas
  • Pará: 552,3 mil toneladas

A partir desses polos, as cargas seguem principalmente para portos das regiões Nordeste e Sudeste, que atuam como centros de distribuição e consumo.

Esse fluxo evidencia o papel estratégico da cabotagem no escoamento da produção e no abastecimento de regiões dependentes da navegação.

Diversidade de cargas impulsiona o setor

A variedade de produtos transportados demonstra a relevância do modal para diferentes segmentos econômicos. Entre os principais destaques estão:

  • Contêineres: 576,9 mil toneladas
  • Bauxita: 875,1 mil toneladas
  • Petróleo e derivados: 293,7 mil toneladas
  • Petróleo (óleo bruto): 69,3 mil toneladas
  • Cimento: 18,9 mil toneladas
  • Gás de petróleo: 16,9 mil toneladas

Essas cargas são essenciais para o abastecimento regional e para o funcionamento da indústria.

Ambiente regulatório favorece crescimento da cabotagem

O desempenho positivo também está relacionado ao aprimoramento das regras do setor. Iniciativas como o BR do Mar têm ampliado a segurança jurídica e incentivado investimentos no transporte aquaviário.

Com maior previsibilidade, empresas do setor têm expandido rotas e aumentado a eficiência operacional, contribuindo para o desenvolvimento regional e a integração logística do país.

Cabotagem se consolida como eixo estratégico

Com crescimento consistente e maior oferta de serviços, a cabotagem na Região Norte se firma como um dos principais pilares da logística brasileira. O modal é fundamental para reduzir custos, garantir o abastecimento e integrar áreas mais isoladas ao restante do país.

FONTE: Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ministério de Portos e Aeroportos

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Portos

Portos do Paraná investe R$ 8,6 milhões em vias de acesso ao Porto de Paranaguá

Investimento impacta operação portuária, ampliando a eficiência logística e a mobilidade urbana  

A Portos do Paraná está investindo R$ 8,6 milhões na manutenção e recuperação viária na região do Porto de Paranaguá. O objetivo é garantir maior qualidade e eficiência da infraestrutura nas ruas e avenidas, além de reforçar a segurança de todos os usuários que circulam diariamente pela região. O contrato também prevê adequações no pavimento da faixa portuária e no Pátio de Triagem Mário Lobo Filho.

“No momento, estamos executando a manutenção no pavimento de concreto da Avenida Portuária, em pontos que apresentam avarias devido ao alto fluxo de veículos pesados”, explicou a coordenadora de Serviços da Diretoria de Engenharia e Manutenção, Thais Avaip Nunes.

Nesta terça-feira (7), será realizada a concretagem de um trecho da Avenida Portuária, nas proximidades do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), além das empresas ALTP e Interalli. “O pavimento em concreto é o mais adequado, pois apresenta maior resistência em comparação ao asfalto”, destacou Thais.

Além da Avenida Portuária, também estão previstas restaurações em trechos das avenidas Manoel Bonifácio, Barão do Rio Branco, Manoel Ribas, Coronel Santa Rita e José Lobo, além do acesso ao Píer Público de Granéis Líquidos.

“Esse contrato de manutenção viária tem vigência de um ano, é contínuo e contempla as vias de acesso em concreto, ideais para o tráfego pesado característico da região portuária”, explicou o coordenador de Fiscalização da Diretoria de Engenharia e Manutenção (DEM), Matheus Arnoni Mendes.

De acordo com o coordenador, a manutenção dessas vias garante mais segurança e eficiência para quem circula nas proximidades do porto. “A obra tem como objetivo melhorar a operação portuária e proporcionar mais segurança aos usuários. Como grande parte das cargas acessa o porto pelo modal rodoviário, as melhorias também contribuem para dar mais fluidez ao trânsito da população que utiliza essas vias no dia a dia”, concluiu.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Claudio Neves/Gcom Portos do Paraná

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Transporte

Frete aéreo internacional dispara até 95% com impacto da guerra no Irã

As tarifas de frete aéreo internacional registraram forte alta entre fevereiro e março de 2026, com aumentos de até 95%, impulsionados pela redução de capacidade e pela elevação dos custos de combustível após a Guerra no Irã.

Os dados são da consultoria Drewry, que aponta um cenário de pressão crescente sobre o transporte global de cargas.

Rotas internacionais registram aumentos expressivos

Um dos principais destaques foi a rota entre Xangai e Dubai, onde os preços saltaram 95%, atingindo US$ 8,60 por quilo.

Segundo a Drewry, os valores podem superar o recorde histórico registrado durante a pandemia, de US$ 9,40/kg, caso os sobretaxas de combustível continuem avançando.

Custos operacionais disparam com combustível e segurança

O aumento não foi uniforme e afetou diferentes rotas de forma específica:

  • Entre Cingapura e Londres, as taxas de combustível subiram 290% em março
  • Nas rotas de Dubai e Abu Dhabi para Amsterdã, as taxas de segurança cresceram 44%
  • De Mumbai e Delhi para Madri, os preços totais avançaram 27%, com alta de 21% no combustível

Esses reajustes refletem o impacto direto da instabilidade geopolítica sobre a logística aérea.

Companhias aéreas reduzem operações no Oriente Médio

Grandes empresas do setor, como Qatar Airways, Emirates e Etihad Airways, tiveram suas operações parcialmente reduzidas devido ao conflito.

Além disso, companhias que utilizam rotas pelo Oriente Médio também diminuíram voos, afetando diretamente a capacidade global de carga aérea.

A região é estratégica: rotas conectadas ao Oriente Médio representam cerca de 15,6% do tráfego global de carga aérea e 18,2% da capacidade disponível.

Alta de preços atinge metade das rotas monitoradas

Levantamento da Drewry indica que aproximadamente metade das rotas internacionais apresentou aumento de pelo menos 20% nos preços em março.

Para Philip Damas, chefe da área de logística da consultoria, o setor enfrenta um cenário crítico:

O mercado de frete aéreo sofre com um duplo impacto: menor capacidade disponível e custos de combustível mais elevados.

Cenário pressiona cadeia logística global

A combinação de redução de voos, aumento de custos operacionais e instabilidade geopolítica tende a manter os preços elevados no curto prazo.

Especialistas alertam que, se o conflito persistir, o mercado de transporte aéreo de cargas pode enfrentar novos recordes de preços, com reflexos diretos no comércio internacional.

FONTE: Container News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Container News

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Logística

Logística em Pernambuco ganha impulso com seminário e destaca papel do associativismo

O avanço da logística em Pernambuco ganhou destaque neste mês com a realização do Seminário Itinerante da NTC&Logística 2026, ocorrido no Porto de Suape. Um dos principais nomes do encontro, o diretor comercial da CIAT Logística Integrada e diretor de Novos Negócios da Multimodal NE, Domenico Carneiro, ressaltou a importância do evento para fortalecer o setor, especialmente por meio do associativismo e da discussão sobre o piso mínimo do frete.

Segundo Domenico, iniciativas como essa são estratégicas para alinhar interesses e consolidar pautas comuns entre os transportadores. Para ele, Pernambuco precisa avançar nesse modelo colaborativo. “O associativismo transforma demandas individuais em uma pauta única para o setor, o que fortalece toda a cadeia logística”, destacou.

Evento reúne lideranças e profissionais do transporte

Promovido pela NTC&Logística em parceria com a COMJOVEM Recife, o seminário reuniu cerca de 120 participantes e marcou o primeiro encontro itinerante de 2026. O evento aconteceu no prédio administrativo do Porto de Suape, um dos principais polos logísticos do Nordeste.

A iniciativa abriu um novo ciclo de encontros pelo país, com o objetivo de aproximar a entidade dos profissionais do transporte rodoviário de cargas e estimular o desenvolvimento regional.

Pernambuco no centro das discussões logísticas

Para representantes do setor, a escolha de Pernambuco como sede reforça a relevância do estado no cenário logístico nacional. O presidente da Fetracan, Nilson Gibson Sobrinho, destacou que o encontro contribui diretamente para o fortalecimento das empresas nordestinas e para a construção de soluções conjuntas.

Já o presidente do Setcepe, Carlos Eduardo Salazar Maçães, avaliou o seminário como um momento essencial para o setor, promovendo troca de experiências, aprendizado e alinhamento de demandas.

Formação de lideranças e integração do setor

O evento também reforçou o papel da COMJOVEM na formação de novas lideranças no segmento logístico. O coordenador nacional do grupo, Hudson Rabelo, lembrou que o seminário itinerante é realizado há mais de duas décadas com o propósito de integrar empresários e profissionais do transporte.

Na mesma linha, o vice-coordenador nacional, Italo Grativol, ressaltou que encontros como esse aproximam empresários das entidades e impulsionam o desenvolvimento do setor.

Representando o núcleo local, Josemário Angelin destacou a satisfação em receber o evento em Pernambuco, enfatizando o impacto positivo para a integração e crescimento da logística regional.

Logística regional em expansão

Com debates relevantes e ampla participação, o seminário reforça o momento de transformação vivido pela logística no Nordeste, especialmente em Pernambuco, que busca consolidar sua posição como hub estratégico de transporte e distribuição no Brasil.

FONTE: Folha de Pernambuco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha de Pernambuco

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Transporte

Entra em vigor nova tabela do frete que eleva piso com base no diesel a R$ 7,35

A Agência Nacional de Transportes Terrestres publicou uma nova atualização da tabela do piso mínimo do frete poucas horas após anunciar um modelo regulatório que muda a forma de fiscalização no transporte rodoviário de cargas. A medida entrou em vigor imediatamente em todo o país e reforça a renda dos transportadores, além de coibir práticas irregulares no setor.

Revisão é acionada por alta no diesel

A atualização foi motivada pelo chamado “gatilho” legal, que determina revisão da tabela sempre que há variação igual ou superior a 5% no preço do diesel. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, o combustível atingiu média nacional de R$ 7,35 por litro na semana de 15 a 21 de março.

Com isso, os coeficientes foram reajustados para refletir os custos reais da operação, garantindo maior precisão no cálculo do frete e impacto direto na renda dos caminhoneiros.

Novos valores do frete por tipo de carga

A tabela atualizada contempla diferentes categorias de transporte, considerando fatores como número de eixos, tipo de carga e operação logística.

  • Carga geral: entre R$ 4,0031 e R$ 9,2466 por km
  • Granel sólido: de R$ 4,0338 a R$ 9,2662 por km
  • Carga frigorificada/aquecida: de R$ 4,7442 a R$ 10,9629 por km
  • Carga perigosa (granel líquido): de R$ 4,8611 a R$ 10,2147 por km
  • Carga conteinerizada: de R$ 5,1397 a R$ 9,1859 por km

Também foram atualizados os custos de carga e descarga, além de regras específicas para operações com unidade de tração e atividades de alto desempenho, promovendo maior equilíbrio entre diferentes perfis do setor.

Nova fiscalização impede irregularidades antes do transporte

A atualização da tabela integra um pacote regulatório mais amplo, alinhado à Medida Provisória nº 1.343/2026, que altera a lógica da fiscalização no país.

A principal mudança está no uso obrigatório do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte). O sistema passa a atuar como barreira tecnológica:

  • operações com frete abaixo do piso são automaticamente bloqueadas
  • transporte sem CIOT é considerado irregular

Com isso, o controle deixa de ser apenas punitivo e passa a ser preventivo, impedindo que irregularidades ocorram antes mesmo do início da viagem.

Impactos para caminhoneiros e mercado logístico

A medida fortalece a previsibilidade da renda, especialmente para caminhoneiros autônomos, que enfrentam custos elevados e margens reduzidas. Além disso, contribui para:

  • reduzir concorrência desleal
  • aumentar a segurança nas operações logísticas
  • evitar riscos de desabastecimento

Para o mercado, a atualização representa um ambiente mais equilibrado e transparente, beneficiando toda a cadeia de transporte.

Regra segue legislação e reforça novo modelo regulatório

A legislação determina que a tabela do frete seja revisada a cada seis meses ou sempre que houver variação relevante no diesel — cenário que motivou a atualização atual.

Com a medida, a ANTT consolida um novo padrão de atuação, baseado em:

  • atualização alinhada aos custos reais
  • fiscalização digital e integrada
  • bloqueio antecipado de irregularidades
  • aplicação mais efetiva das normas

O resultado esperado é maior eficiência no transporte de cargas e impactos positivos no abastecimento em todo o país.

Fonte: Comunicação da ANTT

Texto: Redação

Imagem: Divulgação ANTT

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Greve

Greve de caminhoneiros começa em Itajaí com ato no porto e adesão regional

Um ato realizado na manhã desta quinta-feira (19) em frente à Superintendência do Porto de Itajaí marcou o início do movimento de greve de caminhoneiros na região. A paralisação está prevista para começar ao meio-dia, com mobilização concentrada no pátio do posto Dalçóquio, às margens da rodovia Jorge Lacerda.

Apesar da definição de um ponto de encontro, a orientação das lideranças é clara: os motoristas devem evitar carregar cargas e permanecer com os caminhões parados, preferencialmente em casa ou em locais seguros.

Ato reúne trabalhadores e cobra valorização do setor portuário

A manifestação reuniu cerca de 200 pessoas e contou com a presença de equipes da Polícia Militar e da Guarda Portuária. O protesto também teve participação de trabalhadores portuários avulsos.

Durante o ato, representantes sindicais reforçaram a necessidade de valorização da categoria e cobraram medidas da administração portuária. Entre as principais demandas está o fortalecimento da operação de carga geral, que, segundo lideranças, vem perdendo espaço no porto.

Categoria defende paralisação pacífica e sem bloqueios

De acordo com a Associação Nacional do Transporte de Cargas (ANTC), o movimento tem caráter pacífico e não prevê bloqueios de rodovias ou acessos a portos. A decisão segue determinação judicial que proíbe interdições desse tipo.

A entidade orienta os motoristas a aderirem à paralisação dos caminhoneiros sem necessidade de deslocamento até pontos de concentração. A recomendação é simples: não aceitar fretes e manter os veículos parados, seja em postos, pátios ou residências.

Estratégia busca evitar multas e ampliar apoio popular

A forma de mobilização foi definida para evitar penalizações aos caminhoneiros, como ocorreu na greve de 2018, quando bloqueios geraram multas e sanções. Segundo a entidade, o objetivo é garantir a adesão sem prejudicar ainda mais os profissionais.

Além disso, a estratégia pretende manter o apoio da população, evitando impactos diretos no trânsito e no abastecimento imediato.

Reivindicações incluem frete e preço do diesel

Entre as principais pautas da greve dos caminhoneiros, estão o reajuste do piso mínimo do frete e a adoção de medidas para conter aumentos considerados abusivos no preço do diesel. A categoria aguarda a publicação de uma Medida Provisória pelo governo federal que atenda às reivindicações.

Movimento tem articulação nacional

A mobilização em Itajaí está alinhada a discussões nacionais lideradas por transportadores autônomos, especialmente a partir do Porto de Santos. Naquela região, a paralisação já foi aprovada, mas ainda não há data definida, enquanto seguem negociações com o governo.

A greve na região catarinense foi iniciada por tempo indeterminado e poderá ser encerrada caso as demandas da categoria sejam atendidas.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Informação

Fiscalização digital do frete ganha reforço e governo promete punir empresas que descumprirem piso mínimo

O governo federal deve anunciar nesta quarta-feira (18) um conjunto de medidas para ampliar a fiscalização do frete rodoviário e endurecer a punição contra empresas que desrespeitam o piso mínimo do frete. A iniciativa surge em meio à pressão crescente de caminhoneiros, que ameaçam uma paralisação nacional.

Monitoramento eletrônico será ampliado

A estratégia prevê o fortalecimento do uso de sistemas digitais para identificar irregularidades nos contratos de transporte. A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) vai intensificar o cruzamento de dados para detectar pagamentos abaixo do valor mínimo estabelecido.

Um dos principais instrumentos é o Ciot (Código Identificador da Operação de Transporte), registro obrigatório em operações de carga. O sistema reúne informações detalhadas, como valor do frete, tipo de carga, transportador e contratante.

Com o cruzamento entre o Ciot, documentos fiscais e comprovantes de pagamento, será possível localizar inconsistências e identificar empresas que descumprem a legislação.

Fiscalização mais automatizada

A proposta do governo é tornar a fiscalização digital do frete mais eficiente e menos dependente de ações presenciais nas rodovias. A análise eletrônica permitirá identificar infrações de forma mais rápida e precisa.

Empresas flagradas com irregularidades recorrentes poderão ser autuadas e sofrer penalidades. O anúncio será feito pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, ao lado da direção da ANTT.

Pressão dos caminhoneiros e risco de greve

A decisão ocorre em resposta à insatisfação da categoria, que cobra o cumprimento efetivo da lei do frete mínimo, em vigor desde 2018. Segundo os caminhoneiros, muitas empresas continuam pagando abaixo do piso, o que compromete a renda e precariza a atividade.

Nos últimos dias, lideranças do setor passaram a articular uma greve nacional, impulsionada também pela alta do preço do diesel.

Alta do diesel e insatisfação

O aumento recente no valor do combustível agravou o cenário. Mesmo após o governo anunciar medidas como isenção de tributos e subsídios, a redução esperada não se concretizou.

Isso porque a Petrobras reajustou o preço do diesel nas refinarias logo em seguida, anulando parte do efeito das ações governamentais. Para os caminhoneiros, o impacto direto foi a elevação dos custos operacionais.

Piso do frete: origem e funcionamento

A política de frete mínimo obrigatório foi criada após a greve dos caminhoneiros de 2018, que causou desabastecimento em todo o país. A legislação estabeleceu valores mínimos para o transporte rodoviário de cargas, com base em custos como combustível, manutenção, pedágios e depreciação dos veículos.

A ANTT é responsável por atualizar periodicamente a tabela, podendo realizar revisões sempre que houver variações significativas no preço do diesel.

Debate entre setores

A tabela do frete ainda divide opiniões. Caminhoneiros defendem a medida como essencial para garantir uma remuneração justa e evitar concorrência desleal.

Por outro lado, setores da indústria e do agronegócio argumentam que a política interfere na livre negociação de fretes e pode elevar os custos logísticos.

FONTE: Estado de Minas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Agência Brasil

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Transporte

Transporte ferroviário de cargas bate recorde no Brasil e alcança 555 milhões de toneladas em 2025

O transporte ferroviário de cargas no Brasil registrou um novo recorde em 2025. De acordo com o Ministério dos Transportes, foram movimentadas 555,48 milhões de toneladas úteis (TU) ao longo do ano, volume 2,57% maior que o registrado em 2024.

O resultado representa o terceiro recorde consecutivo do setor e reflete o avanço das políticas públicas voltadas à expansão da malha ferroviária brasileira. A estratégia integra o plano do Governo Federal para fortalecer a logística nacional, melhorar o escoamento da produção e ampliar a competitividade no comércio exterior.

Para 2026, o governo projeta a realização de oito leilões ferroviários, com expectativa de atrair cerca de R$ 140 bilhões em investimentos no setor. A estimativa é que, ao longo dos próximos anos, o modal ferroviário receba até R$ 600 bilhões em aportes.

Segundo o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, os números mostram que as medidas de planejamento e regulação vêm produzindo resultados.

“Pela terceira vez consecutiva batemos o recorde de movimentação de cargas por ferrovias no Brasil, ao mesmo tempo em que registramos investimentos privados históricos no setor”, afirmou.

Ferrovia melhora logística e reduz custos no transporte de cargas

O avanço do transporte ferroviário de cargas também está ligado à busca por soluções logísticas mais eficientes. A prioridade do governo tem sido aprimorar as cadeias de deslocamento terrestre, garantindo infraestrutura adequada para o escoamento de insumos e mercadorias.

Nas rotas de longa distância, por exemplo, grãos produzidos em Mato Grosso, principal polo agrícola do país, podem ser transportados por trilhos até o Sudeste e aos portos da região. Esse modelo reduz a dependência do transporte rodoviário, diminui o fluxo de caminhões nas estradas e contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Agronegócio lidera crescimento da carga transportada

Levantamento da Infra S.A. aponta que o agronegócio apresentou o melhor desempenho entre os segmentos que utilizam o transporte ferroviário. Em 2025, o setor registrou crescimento de 4,62% na movimentação de cargas.

Outros produtos também apresentaram expansão, com aumento de 3,43% no transporte de mercadorias diversas.

O minério de ferro continua sendo o principal item transportado pelas ferrovias brasileiras, somando 401,35 milhões de toneladas úteis, com crescimento de 2,72%.

Para Leonardo Ribeiro, o fortalecimento das ferrovias acompanha a expansão da economia brasileira e indica a importância estratégica do setor para os próximos anos.

“O crescimento do transporte ferroviário vai além de uma tendência. Trata-se de uma infraestrutura essencial para o desenvolvimento econômico do país”, destacou.

Governo aposta em concessões e nova política de outorgas ferroviárias

Atualmente, o Ministério dos Transportes administra 14 concessões ferroviárias em operação. A pasta também busca reestruturar projetos que ficaram parados nos últimos anos.

Uma das iniciativas foi o lançamento da Política Nacional de Outorgas Ferroviárias, criada para organizar e ampliar a carteira de ativos disponíveis para concessão. A medida inclui diretrizes de planejamento, governança e sustentabilidade para novos projetos.

Após a revisão do Marco Legal das Ferrovias, em 2023, o governo também autorizou a primeira nova ferrovia dentro do modelo atualizado.

Concessões em fim de contrato passam por análise

Outra frente de trabalho envolve cinco malhas ferroviárias com contratos próximos do término:

• Malha Sul
• Malha Oeste
• Ferrovia Centro-Atlântica
• Ferrovia Tereza Cristina
• Ferrovia Transnordestina Logística

O objetivo é definir novas soluções logísticas para garantir continuidade dos serviços e ampliar a eficiência do sistema ferroviário.

Trechos ociosos podem voltar a operar

O governo também encaminhou à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) as diretrizes para o primeiro chamamento público de trechos ferroviários.

O modelo permitirá que o setor privado assuma a operação de linhas atualmente classificadas como ociosas. O primeiro projeto envolve o Corredor Minas–Rio, que poderá servir de referência para novos processos.

A expectativa é que a iniciativa possibilite a recuperação de até 10 mil quilômetros da malha ferroviária federal.

Investimentos ferroviários crescem 60% desde 2023

Entre 2023 e 2025, os investimentos em ferrovias no Brasil chegaram a R$ 40 bilhões, valor cerca de 60% maior que o registrado entre 2019 e 2022, quando os aportes somaram R$ 25 bilhões.

Um dos principais projetos retomados foi a Ferrovia Transnordestina, considerada estratégica para a logística do Nordeste. As obras foram reiniciadas em 2023 e já alcançaram 71% de avanço físico.

O empreendimento possui investimento estimado em R$ 15 bilhões, sendo que R$ 11,3 bilhões já foram aplicados. O cronograma prevê a conclusão da primeira fase em 2027 e da segunda etapa em 2028.

FONTE: Ministério dos Transportes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Felipe Brasil/MT

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Transporte

Memorando entre Brasil e Peru amplia voos e fortalece transporte aéreo

Brasil e Peru assinaram um novo acordo para ampliar o transporte aéreo internacional entre os dois países. O Memorando de Entendimento elimina restrições operacionais, aumenta a oferta de voos e fortalece a segurança jurídica das operações, principalmente no transporte de cargas.

O documento foi firmado entre a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a autoridade aeronáutica peruana, atualizando o acordo bilateral de serviços aéreos.

Fim do limite de voos entre Brasil e Peru

Com o novo entendimento, deixa de existir qualquer limitação no número de voos entre os dois mercados. Na prática, as companhias aéreas passam a definir livremente a quantidade de operações de passageiros e carga, conforme a demanda.

A medida amplia a liberdade operacional das empresas e cria ambiente mais competitivo, favorecendo a expansão da malha aérea e o crescimento do fluxo bilateral.

O acordo também formaliza a possibilidade de realização de voos exclusivamente cargueiros, com maior flexibilidade logística, o que deve impulsionar o comércio exterior entre Brasil e Peru.

Mercado aéreo em expansão

O tráfego entre os dois países já apresenta crescimento consistente. Em 2025, a rota movimentou aproximadamente:

  • 900 mil passageiros
  • Mais de 16 mil toneladas de carga
  • Cerca de 6 mil decolagens ao longo do ano

Para a temporada Verão Iata 2026 (29 de março a 31 de outubro), estão previstas cerca de 69 frequências semanais operadas por:

  • LATAM Airlines (Brasil e Peru)
  • Sky Airline (unidade peruana)

Os voos conectam Lima a cidades brasileiras como Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro (Galeão) e São Paulo (Guarulhos).

Mais conectividade e integração regional

Segundo a Anac, o memorando consolida entendimentos já negociados anteriormente e moderniza o marco regulatório bilateral, alinhando-o às melhores práticas internacionais.

A ampliação da conectividade deve:

  • Estimular a concorrência entre empresas
  • Fortalecer o transporte de cargas aéreas
  • Aumentar a oferta de voos internacionais
  • Impulsionar o desenvolvimento econômico regional

A agência reguladora afirma que seguirá negociando acordos para expandir a conectividade internacional do Brasil, garantindo mais opções para passageiros e oportunidades ao setor aéreo.

FONTE: ANAC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANAC

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