Logística

Roubo de cargas em São Paulo registra queda de 31% e reduz pressão sobre logística

O número de ocorrências de roubo de cargas em São Paulo apresentou forte queda em março de 2026. Dados do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (Setcesp), com base em informações da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, apontam redução de 31,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Ao todo, foram contabilizados 206 casos no período, contra 302 registros em março de 2025.

Queda acompanha tendência dos últimos anos

A retração reforça o movimento de redução observado recentemente no estado. Segundo o levantamento “Panorama do Roubo de Cargas 2025”, produzido pelo Setcesp com dados do sistema SP Carga, São Paulo encerrou 2025 com 3.470 ocorrências, resultado 26,3% menor do que em 2024, quando foram registrados 4.711 casos.

Em 2023, o número de crimes havia ultrapassado a marca de 6 mil ocorrências, demonstrando uma diminuição gradual nos índices de criminalidade ligados ao transporte rodoviário de cargas.

Custos logísticos seguem pressionados

Apesar da melhora nos indicadores, empresas do setor afirmam que o roubo de cargas continua sendo um dos principais desafios para a logística brasileira.

Os impactos financeiros envolvem aumento dos gastos com seguros, rastreamento, gerenciamento de risco e contratação de escoltas. Esses custos acabam refletindo diretamente no valor do frete rodoviário e, consequentemente, no preço final dos produtos ao consumidor.

O presidente do Setcesp, Marcelo Rodrigues, avalia que os números demonstram avanço no enfrentamento ao crime, mas ressalta que o cenário ainda preocupa o setor.

Segundo ele, a integração entre empresas e forças de segurança vem produzindo resultados positivos, embora o volume de ocorrências permaneça elevado e continue afetando toda a cadeia econômica.

Criminalidade impacta operações logísticas

Transportadoras e embarcadores consideram o roubo de cargas um dos principais obstáculos para a eficiência da cadeia logística no país.

As maiores concentrações de ocorrências costumam acontecer em regiões metropolitanas e corredores estratégicos de circulação de mercadorias. Entre os segmentos mais afetados estão varejo, alimentos, medicamentos e eletroeletrônicos.

Nos últimos anos, o avanço da criminalidade levou empresas a adotarem novas estratégias operacionais, incluindo mudanças de rotas, restrição de horários para circulação e ampliação dos investimentos em tecnologia de monitoramento e inteligência logística.

Integração entre setor e autoridades é vista como essencial

Representantes do setor avaliam que a continuidade da queda nos índices dependerá da manutenção das operações integradas entre forças de segurança pública, transportadoras e seguradoras.

O compartilhamento de informações e o fortalecimento das ações de inteligência são apontados como medidas fundamentais para reduzir os impactos do crime sobre a logística rodoviária e aumentar a segurança no transporte de mercadorias.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

Ler Mais
Transporte

Frete rodoviário entra em nova disputa e caminhoneiros ameaçam paralisação nacional

O setor de transporte rodoviário de cargas volta a viver um clima de tensão no Brasil. O dia 24 de maio é apontado como decisivo para a relação entre caminhoneiros, governo federal e empresas do setor, em meio ao debate sobre o cumprimento do piso mínimo do frete.

A data marca o fim do prazo definido entre a União e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para a implantação do chamado “travamento do CIOT”, mecanismo que impedirá o registro de operações realizadas abaixo do valor mínimo estabelecido para o frete.

Travamento do CIOT muda regras do frete

A medida foi prevista na Resolução nº 6.078/2026 e ganhou reforço após a publicação da Medida Provisória nº 1.343/2026, conhecida no setor como “MP do Frete”. O texto amplia a fiscalização sobre o cumprimento do piso e endurece as penalidades para empresas reincidentes.

O CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) é um registro eletrônico obrigatório nas operações de frete rodoviário. Com o novo sistema, plataformas homologadas pela ANTT não poderão validar viagens contratadas abaixo do piso mínimo. Sem o código ativo, o transporte não poderá ser concluído oficialmente.

Para entidades que representam os caminhoneiros autônomos, a mudança é considerada um avanço histórico por tornar o piso mínimo mais efetivo e reduzir práticas de concorrência desleal no setor.

Caminhoneiros intensificam pressão em Brasília

Com a aproximação do prazo, lideranças da categoria ampliaram a mobilização na capital federal. Associações planejam manifestações para pressionar deputados e senadores pela continuidade da tramitação da MP, que ainda depende da instalação de uma comissão mista no Congresso.

Em publicação nas redes sociais, o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), Carlos Alberto Litti Dahmer, convocou caminhoneiros de todo o país para acompanhar as discussões em Brasília e defender a manutenção do travamento do CIOT.

Segundo representantes da categoria, a medida atende uma reivindicação antiga dos transportadores desde a criação da política de piso mínimo após a greve nacional de 2018.

Entidades como a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e o Sindicato dos Transportadores Rodoviários de Santos (Sindicam) também defendem o mecanismo. As lideranças afirmam que a iniciativa é essencial para garantir renda mínima aos profissionais autônomos diante da alta nos custos operacionais, especialmente com combustíveis, manutenção e despesas logísticas.

O presidente da Abrava, Wallace Landim, conhecido como Chorão, chegou a cobrar publicamente do presidente da Câmara, Hugo Motta, a indicação urgente de um relator para a medida provisória. O temor é que o texto perca validade antes da votação no Congresso.

Empresários criticam medida e alertam para custos

Enquanto caminhoneiros defendem regras mais rígidas, representantes da indústria, agronegócio e empresas de logística demonstram forte resistência à proposta.

Entidades empresariais alegam que a MP aumenta a insegurança jurídica, eleva os custos do frete rodoviário e pode gerar impactos operacionais para transportadoras e embarcadores.

Um dos pontos mais questionados são as multas previstas para empresas reincidentes no descumprimento do piso mínimo, que podem variar entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões. O setor também questiona a constitucionalidade das novas regras e pede a suspensão das penalidades previstas para entrar em vigor ainda neste mês.

Nos bastidores políticos, parlamentares admitem que o tema se transformou em mais um foco de tensão entre o governo federal e o setor produtivo. Apesar disso, o Executivo sinaliza apoio à manutenção das medidas. O ministro dos Transportes, George Santoro, já se posicionou favoravelmente às mudanças e rebateu críticas feitas por entidades empresariais.

Possibilidade de greve volta a preocupar

O aumento da pressão por parte das lideranças dos caminhoneiros recolocou no radar o risco de uma nova paralisação nacional.

Representantes da Abrava e do Sindicam afirmam que, caso a MP perca validade ou o travamento do CIOT seja suspenso, a categoria poderá organizar movimentos de paralisação em diferentes regiões do país.

A ameaça revive o cenário da greve dos caminhoneiros de 2018, que durou 11 dias e provocou desabastecimento, interrupções na produção industrial e impactos econômicos em diversos segmentos. Embora o contexto atual seja diferente, o avanço das mobilizações vem sendo acompanhado de perto pelo governo devido à sensibilidade do tema entre os transportadores autônomos.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images | BNDES

Ler Mais
Logística

Frete rodoviário acumula alta de quase 17% em 12 meses no Brasil

O frete rodoviário de cargas voltou a registrar aumento no Brasil em abril, impulsionado pela forte movimentação da safra agrícola, maior demanda por caminhões nas rotas de exportação e elevação dos custos operacionais das transportadoras.

Segundo o Índice Frete.com de Preços (IFP), calculado pela Frete.com, o valor médio nacional do frete atingiu R$ 0,431 por tonelada por quilômetro rodado, avanço de 6,93% em relação a março e de 16,8% na comparação com abril do ano passado.

Safra agrícola pressiona logística nacional

O crescimento das operações ligadas ao escoamento de grãos continua sendo um dos principais fatores de pressão sobre o setor de transporte rodoviário. A alta demanda por caminhões em corredores agrícolas e portuários reduziu a oferta de veículos em diversas regiões do país.

Além disso, as transportadoras seguem enfrentando aumento de despesas com combustível, manutenção, pneus e financiamento de frota, cenário que contribui diretamente para o encarecimento do frete.

As tensões internacionais também seguem impactando os custos logísticos, principalmente devido aos reflexos sobre o petróleo, a navegação global e as cadeias de suprimentos.

Sudeste lidera maior custo médio de frete

De acordo com o levantamento, o Sudeste apresentou o maior valor médio de frete em abril, chegando a R$ 0,472 por tonelada/km rodado. A região concentra grande parte da atividade industrial brasileira e os acessos aos principais portos do país, especialmente o Porto de Santos.

Na sequência aparecem as regiões Sul e Nordeste, com médias de R$ 0,417 e R$ 0,368, respectivamente. Já o Centro-Oeste e o Norte registraram os menores valores do período.

O comportamento do mercado reforça a pressão logística nas rotas utilizadas para transporte de soja, milho, farelo e fertilizantes.

Transporte de commodities segue aquecido

Segundo Charles Monteux, CRO da Frete.com, o avanço da safra agrícola continua influenciando diretamente a formação dos preços no setor.

De acordo com ele, a movimentação intensa da produção rural mantém elevada a disputa por capacidade logística, principalmente em trajetos de longa distância e corredores estratégicos de exportação.

Caminhões baú registram maior valor médio

Entre os implementos monitorados pelo indicador, os caminhões do tipo baú apresentaram o maior valor médio de frete em abril, alcançando R$ 0,677 por tonelada/km rodado.

As operações voltadas ao transporte de commodities agrícolas seguem entre as mais aquecidas do mercado. O levantamento mostra que os fretes realizados por graneleiros e caçambas acumulam altas de 12,5% e 16,3%, respectivamente, no primeiro quadrimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2025.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

Ler Mais
Portos

Cabotagem no Porto Itapoá reduz emissão de 259 mil toneladas de CO₂ e fortalece logística sustentável

O avanço da cabotagem no Porto Itapoá tem ampliado os impactos positivos para a logística e o meio ambiente em Santa Catarina. Dados divulgados pelo terminal apontam que a operação evitou a emissão de aproximadamente 259 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂) em 2025, em comparação ao transporte do mesmo volume de cargas realizado exclusivamente por caminhões.

Transporte marítimo ganha espaço na matriz logística

A estimativa considera um levantamento da Confederação Nacional da Indústria, que mostra que a cabotagem marítima emite entre 12% e 15% do CO₂ gerado pelo transporte rodoviário para movimentar a mesma quantidade de carga.

Ao longo de 2025, o terminal catarinense movimentou cerca de 298 mil TEUs na operação de cabotagem, resultado 32% superior ao registrado no ano anterior. Com o desempenho, o Porto Itapoá consolidou-se como o terminal de contêineres com maior volume de cargas transportadas por cabotagem na Região Sul do Brasil.

Crescimento da cabotagem segue em alta em 2026

A expansão do setor continua em ritmo acelerado neste ano. Somente no primeiro bimestre de 2026, o porto movimentou 52 mil TEUs, frente aos 41 mil registrados no mesmo período de 2025, representando crescimento de 27%.

De acordo com o CEO do terminal, Ricardo Arten, a ampliação da navegação costeira contribui diretamente para a redução das emissões de gases de efeito estufa e também ajuda a diminuir o fluxo de caminhões nas rodovias brasileiras.

Modal marítimo também reduz custos operacionais

Além dos ganhos ambientais, o setor destaca vantagens econômicas com o fortalecimento da logística portuária. Informações da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem indicam que a cabotagem pode reduzir em até 30% os custos de frete em rotas estratégicas, graças à alta capacidade de transporte das embarcações.

Um único navio, por exemplo, consegue transportar carga equivalente à de até 300 caminhões em apenas uma viagem, reduzindo despesas com combustível, manutenção da frota e mão de obra.

Brasil possui potencial para ampliar a cabotagem

O estudo da CNI também aponta que o Brasil reúne condições favoráveis para expandir a participação da cabotagem na matriz logística nacional. Entre os fatores estão os mais de 8 mil quilômetros de litoral e a forte concentração industrial próxima às regiões costeiras.

Segundo a entidade, o crescimento do setor depende principalmente de investimentos em infraestrutura portuária, melhorias operacionais e redução da burocracia no transporte marítimo nacional.

FONTE: SC em Pauta
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Porto de Itapoá

Ler Mais
Portos

Porto Seco em Erechim entra em debate e pode transformar logística no Norte do RS

A Câmara Municipal de Erechim recebe nesta segunda-feira (11), às 15h30, uma audiência pública para discutir a implantação de um Porto Seco em Erechim, no Norte do Rio Grande do Sul. O encontro será promovido pela Comissão de Economia da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e terá como foco a análise da viabilidade técnica da futura Estação Aduaneira do Interior (EADI).

A proposta busca descentralizar serviços alfandegários atualmente concentrados em regiões portuárias e cidades de fronteira.

Projeto quer reduzir custos logísticos no Norte gaúcho

Hoje, empresas instaladas no Norte do estado precisam percorrer mais de 600 quilômetros até o Porto de Rio Grande para realizar operações de exportação e importação.

Com a criação de um porto seco, procedimentos como desembaraço aduaneiro, armazenamento e movimentação de cargas poderiam ser feitos diretamente em Erechim.

A expectativa é que a estrutura reduza custos operacionais, agilize o transporte de mercadorias e aumente a competitividade das indústrias da região.

Região possui forte potencial industrial e agroindustrial

A apresentação técnica do projeto ficará a cargo de José Carlos Polidoro, pesquisador da Embrapa e assessor do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil.

O especialista deve apresentar estudos sobre o potencial logístico do município e da região, que concentra um importante polo metalmecânico e agroindustrial.

Segundo os organizadores, a iniciativa pode fortalecer a integração do Norte gaúcho aos principais corredores de comércio exterior do Brasil e do Mercosul.

Lideranças articulam projeto junto ao governo federal

A proposta de implantação do Porto Seco em Erechim vem sendo discutida com autoridades federais em Brasília e conta com apoio de lideranças políticas e empresariais da região.

O deputado estadual Paparico Bacchi, responsável pela proposição da audiência pública, afirmou que o projeto pode representar um avanço estratégico para a economia regional.

Segundo ele, documentos relacionados à proposta já foram encaminhados à prefeitura de Erechim e a ministérios do governo federal.

Porto Seco pode ampliar competitividade regional

A criação de uma estrutura alfandegária no interior do estado é vista pelo setor produtivo como uma alternativa para modernizar a logística regional e reduzir a dependência das áreas portuárias tradicionais.

Além da diminuição de custos, o projeto pode atrair novos investimentos, ampliar a capacidade exportadora e facilitar o acesso das empresas locais ao mercado internacional.

FONTE: Terra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Imagem meramente ilustrativa / Magnific / Porto Alegre 24 horas

Ler Mais
Logística

Rota Bioceânica avança com ponte quase pronta, mas entraves alfandegários preocupam setor logístico

A construção da chamada Rota Bioceânica segue avançando em Mato Grosso do Sul, mas desafios regulatórios e alfandegários ainda ameaçam atrasar a operação completa do corredor logístico internacional. A avaliação é do secretário da Semadesc, Artur Falcette, ao analisar o estágio atual do projeto conhecido também como Corredor Rodoviário de Capricórnio.

Segundo ele, a conclusão da ponte que liga Brasil e Paraguai está prevista para o segundo semestre de 2026. No entanto, a estrutura física não será suficiente para garantir o funcionamento eficiente da rota sem acordos integrados entre os países envolvidos.

Integração entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile ainda é desafio

Além das obras de infraestrutura, os governos de Brasil, Paraguai, Argentina e Chile precisam avançar na harmonização de regras alfandegárias, procedimentos de fiscalização e segurança jurídica para assegurar previsibilidade ao transporte internacional de cargas.

De acordo com Falcette, ainda existem pendências legislativas e operacionais que precisam ser resolvidas para que o corredor se torne uma alternativa competitiva de exportação e importação.

Relatório obtido pelo Campo Grande News reforça que o sucesso da Rota Bioceânica dependerá não apenas de rodovias, pontes e acessos, mas também da capacidade institucional de integrar processos e padronizar normas entre os países participantes.

Setor privado cobra maior participação nas decisões

Outro ponto destacado pelo estudo é a baixa participação do setor privado na formulação das diretrizes operacionais do corredor.

Embora empresas de logística, exportadores, transportadoras e despachantes aduaneiros sejam os principais usuários da futura rota, o relatório aponta que esses grupos ainda possuem pouca influência nas definições sobre obras, áreas de controle integrado e procedimentos de fiscalização.

Para especialistas envolvidos nas discussões, a ausência de participação formal dos operadores econômicos pode resultar em soluções pouco eficientes ou incompatíveis com a realidade do comércio exterior.

Ponte entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta é peça-chave

Com cerca de 90% das obras executadas, a Ponte Internacional da Rota Bioceânica é considerada o principal eixo de conexão do Brasil com o corredor continental.

A estrutura estaiada possui 1.294 metros de extensão sobre o Rio Paraguai e liga Porto Murtinho (MS) à cidade paraguaia de Carmelo Peralta. A previsão mais otimista indica que a conclusão estrutural ocorra até o fim de maio.

O corredor completo terá mais de 2,4 mil quilômetros, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de rotas terrestres que atravessam os quatro países sul-americanos.

Corredor promete reduzir custos e tempo de transporte

A expectativa em torno da Rota Bioceânica é alta entre empresários e operadores logísticos. O projeto pode reduzir em até 30% os custos de transporte e diminuir em até 15 dias o tempo de entrega de mercadorias destinadas à Ásia, em comparação com trajetos tradicionais como o Canal do Panamá.

Mesmo assim, o governo de Mato Grosso do Sul afirma que ainda não existem investimentos públicos estaduais diretamente voltados para a operação logística da rota.

Segundo Artur Falcette, o interesse crescente da iniciativa privada pode atrair novos empreendimentos para o estado, especialmente em setores estratégicos ligados à exportação.

Estado aposta em diversificação econômica

O governo sul-mato-grossense trabalha atualmente na ampliação da matriz produtiva regional. Entre as áreas consideradas prioritárias estão a citricultura, produção de amendoim e segmentos ligados à tecnologia e inovação.

A estratégia busca preparar o estado para aproveitar as oportunidades comerciais que poderão surgir com a consolidação da rota internacional.

Gargalos alfandegários preocupam especialistas

Estudo coordenado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) identificou gargalos importantes nas chamadas Áreas de Controle Integrado (ACIs), consideradas fundamentais para o funcionamento do corredor.

Atualmente, apenas as passagens entre Argentina e Chile estão habilitadas para transporte internacional de cargas. Ainda assim, o relatório aponta necessidade urgente de melhorias operacionais e maior integração com o setor privado.

Já os trechos entre Brasil e Paraguai e entre Paraguai e Argentina ainda aguardam estruturação operacional e autorização plena.

Área alfandegária entre Brasil e Paraguai gera alerta

O trecho entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta é considerado um dos pontos mais sensíveis do projeto.

Apesar da aprovação da construção da ACI pelo Dnit, especialistas alertam que ainda não houve abertura de consulta técnica formal junto ao setor privado para definir aspectos essenciais da operação, como áreas de espera, tecnologia de fiscalização e fluxo de veículos.

O temor é que a ausência desse diálogo gere problemas operacionais futuros e comprometa a eficiência logística da Rota Bioceânica.

Governança internacional será decisiva para sucesso da rota

O relatório também destaca a necessidade de uma estrutura permanente de governança técnica entre os países envolvidos.

Como o Chile não integra o Mercosul, diferentemente de Brasil, Paraguai e Argentina, especialistas avaliam que o ambiente regulatório se torna mais complexo e exige mecanismos específicos de coordenação internacional.

O documento apoiado pelo BID reuniu representantes de governos, empresas e entidades empresariais em dezenas de reuniões presenciais e virtuais. Ao todo, foram identificadas mais de 230 oportunidades de melhoria e elaboradas 264 propostas para otimizar a operação do corredor.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Toninho Ruiz

Ler Mais
Logística

Maersk registra crescimento em todas as áreas de negócios no 1º trimestre de 2026

A Maersk encerrou o primeiro trimestre de 2026 com crescimento operacional em todas as suas unidades de negócio. A companhia reportou EBIT de US$ 340 milhões, resultado impulsionado pelo avanço nos volumes transportados, ganhos de eficiência operacional e controle rigoroso de custos.

Segundo a empresa, o desempenho foi sustentado pela expansão da demanda em diferentes regiões do mundo, mesmo diante da volatilidade do mercado global de transporte marítimo e das incertezas geopolíticas.

Crescimento da demanda impulsiona resultados da Maersk

De acordo com Vincent Clerc, a companhia manteve crescimento consistente nos segmentos de Transporte Marítimo, Logística e Serviços e Terminais ao longo do trimestre.

O executivo destacou que, apesar da pressão causada pelo excesso de capacidade no setor de navegação, a empresa conseguiu reduzir em 7% o custo unitário da operação marítima graças à flexibilidade da rede logística global.

A Maersk também afirmou que os impactos do conflito no Oriente Médio tiveram efeito limitado sobre a demanda e os resultados financeiros da companhia no período.

EBITDA supera US$ 1,8 bilhão

Os resultados financeiros apontam EBITDA de US$ 1,8 bilhão no primeiro trimestre de 2026. Embora abaixo dos US$ 2,7 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior, a empresa observou melhora na margem operacional em relação ao trimestre anterior.

A margem EBIT atingiu 2,6%, avanço de 1,7 ponto percentual frente ao quarto trimestre de 2025.

Segundo a companhia, o crescimento das exportações da China ajudou a impulsionar a demanda global por transporte de contêineres nos primeiros meses do ano.

Transporte Marítimo amplia volumes embarcados

O segmento de Transporte Marítimo apresentou crescimento de 9,3% nos volumes embarcados, com taxa de utilização de ativos de 96%.

Mesmo com pressão contínua nas tarifas de frete devido ao excesso de capacidade da indústria, a estabilidade dos custos operacionais e a redução nos gastos com bunker ajudaram a compensar parte dos impactos negativos.

O EBIT da divisão ficou em US$ -192 milhões no trimestre.

Logística e Serviços mantém expansão de receita

Na área de Logística e Serviços, a Maersk registrou crescimento de receita de 8,7%, além da oitava expansão consecutiva da margem EBIT na comparação anual.

A companhia atribui o desempenho à evolução dos produtos Air e Middle Mile, somados aos ganhos estruturais de eficiência e à disciplina no controle de despesas operacionais.

O EBIT do segmento alcançou US$ 173 milhões.

Segmento de Terminais segue em alta

O setor de Terminais também apresentou resultados positivos no período, com aumento de 4,3% na movimentação de volumes.

A receita cresceu 6,7%, enquanto a receita por movimento avançou 3,4%, favorecida pela melhora tarifária, impactos cambiais positivos e melhor composição operacional dos terminais.

O EBIT da unidade atingiu US$ 436 milhões no primeiro trimestre.

Maersk encomenda novos navios de grande porte

Como parte da estratégia de renovação da frota, a Maersk anunciou a encomenda de oito novos navios com capacidade para 18.600 TEUs.

As embarcações, previstas para entrega entre 2029 e 2030, contarão com motores de combustível duplo, permitindo operação tanto com combustível convencional quanto com gás liquefeito.

Segundo a empresa, a medida amplia a flexibilidade operacional da rede global e fortalece a estratégia de eficiência e sustentabilidade no transporte marítimo.

FONTE: Maersk
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Portos

Movimentação portuária da Codeba cresce 27,89% em março e supera 2,8 milhões de toneladas

A movimentação portuária da Codeba registrou forte avanço em março, alcançando mais de 2,8 milhões de toneladas. O resultado representa um crescimento de 27,89% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionado pelo aumento das operações nos portos sob administração da companhia.

O volume total considera as atividades nos portos de Salvador, Aratu-Candeias e também no Complexo Portuário de Itajaí, ampliando a relevância da estatal no cenário logístico nacional.

Portos de Salvador e Aratu-Candeias lideram crescimento

O desempenho positivo foi puxado principalmente pelos portos públicos da Bahia. O Porto de Aratu-Candeias apresentou expansão de 48,33%, com 681.650 toneladas movimentadas. Já o Porto de Salvador teve crescimento de 38,83%, totalizando 712.400 toneladas.

Os números refletem o aquecimento da logística portuária, com maior circulação de cargas e incremento nas atividades comerciais da região.

Complexo de Itajaí contribui para resultado positivo

Sob gestão da Codeba desde janeiro de 2026, o Complexo Portuário de Itajaí também teve participação relevante no resultado. Em março, o terminal registrou alta de 17,96%, somando 1.479.859 toneladas movimentadas.

A incorporação do ativo reforça a estratégia de expansão e diversificação das operações da companhia.

Investimentos e modernização impulsionam operações

De acordo com a direção da estatal, a expectativa é de manutenção do crescimento ao longo de 2026, sustentada pelo aumento da demanda e pelos investimentos em infraestrutura portuária.

Entre os destaques, está a atracação inédita de um navio do tipo Panamax no cais público do Porto de Salvador. O feito foi viabilizado por melhorias operacionais, incluindo aquisição de equipamentos e aprimoramento técnico.

Receita da Codeba também avança no trimestre

No campo financeiro, o faturamento bruto da companhia apresentou crescimento de 10% em comparação com março de 2025. No acumulado do trimestre, a receita chegou a R$ 123 milhões, resultado das receitas tarifárias e patrimoniais.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Transporte

Move Brasil 2: CMN regulamenta programa com R$ 21,2 bilhões para crédito de ônibus e caminhões

O Conselho Monetário Nacional (CMN) oficializou a regulamentação da Medida Provisória nº 1.353/2026, que inaugura a nova etapa do Move Brasil 2, programa voltado ao financiamento de ônibus e caminhões. A iniciativa contará com R$ 21,2 bilhões, somando R$ 14,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 6,7 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Desse total, R$ 2 bilhões serão destinados exclusivamente a caminhoneiros autônomos, enquanto outros R$ 2 bilhões serão aplicados em linhas de ônibus.

Objetivo: modernização da frota e eficiência logística

De acordo com o Ministério da Fazenda, o programa busca facilitar o acesso ao crédito com condições favorecidas para transportadores autônomos, cooperativas, empresários individuais e empresas do setor. A proposta também visa impulsionar a modernização da frota, aumentar a eficiência logística e reduzir a emissão de poluentes.

As operações de financiamento ocorrerão de forma indireta, por meio de instituições financeiras credenciadas pelo BNDES, que assumirão o risco das concessões.

Quem pode participar do Move Brasil 2

A nova fase contempla diferentes perfis do setor de transporte:

  • Transportadores autônomos de carga e pessoas físicas vinculadas a cooperativas
  • Empresários individuais
  • Empresas de transporte rodoviário e urbano de cargas e passageiros

Taxas de juros variam conforme perfil e sustentabilidade

As taxas de financiamento foram definidas de acordo com o perfil do tomador e critérios ambientais:

  • 1% ao ano: autônomos que comprarem veículos novos ou seminovos com comprovação de sucateamento
  • 2% ao ano: autônomos que adquirirem seminovos sem contrapartida ambiental
  • 3% ao ano: empresas que comprarem veículos novos com sucateamento comprovado
  • 5,5% ao ano: empresas sem exigência ambiental

Já as taxas das instituições financeiras seguem estes limites:

  • até 8,8% ao ano para autônomos
  • até 3% ao ano para empresas
  • até 1,25% ao ano para o BNDES

Prazos e limites de financiamento

Os prazos foram ajustados para atender demandas do setor:

  • até 120 meses, com carência de até 12 meses, para transportadores autônomos
  • até 60 meses, com até 6 meses de carência, para empresas

O valor máximo de financiamento permanece em R$ 50 milhões por beneficiário.

Critérios ambientais e exigências técnicas

O programa reforça a adoção de critérios de sustentabilidade, com destaque para o descarte adequado de veículos antigos, o que garante taxas mais baixas. Também serão exigidos:

  • uso de conteúdo nacional nos veículos financiados
  • conformidade com padrões de emissão do Proconve

Segundo a Fazenda, a iniciativa integra a estratégia federal de fortalecimento do setor de transporte, promovendo maior resiliência econômica, redução de custos operacionais e avanço na sustentabilidade ambiental.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Comércio Exterior

Acordo UE-Mercosul deve impulsionar exportações do Uruguai em 14%

A entrada em vigor do acordo UE-Mercosul, prevista para maio de 2026, deve provocar mudanças significativas no comércio internacional da região. De acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a expectativa é de um aumento de 14% nas exportações do Uruguai para o mercado europeu.

O cenário reforça o potencial do país em ampliar sua presença no comércio exterior, especialmente com a redução de barreiras tarifárias ao longo dos próximos anos.

Logística será fator decisivo para o sucesso

Diante da projeção de crescimento, o governo uruguaio destaca a importância de fortalecer a logística internacional e o transporte de cargas. A avaliação é de que a capacidade operacional será determinante para sustentar o aumento no fluxo de mercadorias.

Autoridades do país apontam que a eficiência da infraestrutura portuária e das conexões terrestres será essencial para garantir competitividade no novo cenário comercial.

Uruguai quer se consolidar como hub logístico

Com o acordo, o Uruguai busca se posicionar como um hub logístico no Cone Sul, atraindo investimentos e ampliando sua relevância estratégica na distribuição de produtos.

A implementação do tratado, no entanto, será gradual. A previsão é de que a eliminação total de tarifas ocorra em um período de 10 a 15 anos, o que exige planejamento de longo prazo e adaptação contínua.

Nesse contexto, o país se apresenta como uma plataforma atrativa para empresas interessadas em acessar mercados da região, historicamente mais fechados ao comércio internacional.

Desafios burocráticos ainda persistem

Apesar das perspectivas positivas, ainda existem entraves que podem limitar o avanço dos negócios. Entre eles estão processos burocráticos, como demora na emissão de vistos e duplicidade de controles fronteiriços.

A simplificação dessas etapas é considerada fundamental para tornar a cadeia de suprimentos mais ágil e eficiente.

Cooperação internacional ganha destaque

A parceria com a Espanha surge como um dos pilares para o avanço do projeto, especialmente no campo de investimentos e cooperação técnica. A expectativa é de que essa colaboração contribua para superar limitações estruturais e aumentar a competitividade.

Além disso, a confiança nas regras comerciais e a transparência nas relações econômicas são apontadas como fatores-chave para atrair novos investidores.

Infraestrutura e competitividade no centro da estratégia

A modernização dos corredores logísticos e das rotas de transporte é vista como essencial para garantir que os produtos uruguaios cheguem à Europa com custos competitivos a partir de 2026.

O fortalecimento da logística e transporte internacional deve consolidar o acordo como um importante motor de desenvolvimento sustentável, beneficiando não apenas o Uruguai, mas toda a região.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook