Transporte

Transnordestina avança na formação de base de clientes e estrutura modelo comercial

A Ferrovia Transnordestina começa a dar passos concretos rumo à consolidação de sua operação comercial. Em meio às viagens experimentais, empresários e produtores passam a enxergar ganhos logísticos e redução de custos com o transporte ferroviário de cargas, especialmente em comparação ao modal rodoviário.

“Quando a ferrovia estiver totalmente concluída, com toda a estrutura de carregamento e descarregamento pronta, teremos, sim, uma redução real de custos. É um sonho antigo que começa a se materializar”, afirma Marden Alencar Vasconcelos, diretor e sócio da Tijuca Alimentos. A expectativa do empresário reflete o sentimento de parte do setor produtivo que acompanha os testes operacionais da Transnordestina.

Testes operacionais impulsionam procura pelo transporte ferroviário

A relação entre empresas e a Transnordestina Logística S/A (TLSA) vem se estreitando desde o início das viagens experimentais entre o Piauí e o Ceará. De acordo com o diretor Comercial e de Terminais da concessionária, Alex Trevizan, o interesse pelo transporte ferroviário de cargas aumentou significativamente após as primeiras operações.

Segundo ele, novas operações-teste já estão sendo desenhadas com potenciais clientes. O objetivo é validar, na prática, o modelo comercial da Transnordestina, que deve se consolidar até 2028, quando a ferrovia estiver totalmente inaugurada. “Após a operação de dezembro, várias empresas nos procuraram interessadas em realizar transportes semelhantes ou testar outros tipos de carga”, explica.

Contratação flexível e transporte sob demanda

Um dos diferenciais do projeto é a flexibilidade do modelo de contratação. Cada vagão pode ser contratado de forma individual, no formato de transporte sob demanda, de acordo com as necessidades do cliente. São considerados fatores como tipo de mercadoria, volume, frequência das viagens e terminais de origem e destino.

Esse formato permite que uma mesma composição ferroviária, com cerca de 20 vagões, transporte cargas de diferentes empresas ou até o mesmo produto pertencente a contratantes distintos. A partir da apresentação de uma proposta, a TLSA passa a estruturar toda a cadeia logística, avaliando a infraestrutura necessária para cada tipo de carga.

Primeiras viagens transportam grãos entre Piauí e Ceará

Após a autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a liberação da licença de operação pelo Ibama, a Transnordestina realizou suas duas primeiras viagens transportando milho e sorgo adquiridos exclusivamente pela Tijuca Alimentos LTDA.

Operação-teste envolve integração logística

O primeiro contato da Tijuca com a Transnordestina ocorreu em 2024 e evoluiu até a formalização da operação-teste no ano seguinte. Segundo Marden Vasconcelos, todo o processo envolveu a construção conjunta da logística intermodal, combinando ferrovia e rodovias.

No modelo adotado, os grãos foram levados por caminhões até o terminal ferroviário de Bela Vista do Piauí (PI). De lá, seguiram pela ferrovia até Iguatu (CE), onde retornaram ao transporte rodoviário com destino às unidades da empresa em Beberibe e Horizonte.

Por se tratar de uma fase experimental e com a ferrovia ainda em implantação, a empresa aceitou operar com margens reduzidas. “Assumimos o risco porque acreditamos no projeto e queremos construir, junto com a Transnordestina, um modelo sustentável e justo para ambas as partes”, destaca.

Terminais logísticos ampliam eficiência operacional

Além da integração entre ferrovia e rodovias, a Transnordestina conta com terminais logísticos operados pela iniciativa privada. Nesse modelo, o cliente pode contratar não apenas o transporte ferroviário, mas também serviços de armazenagem, carregamento e descarregamento diretamente com os operadores dos terminais.

Há ainda a possibilidade de o investidor responsável pela construção do terminal atuar também como comprador da carga, reduzindo intermediários e aumentando a eficiência da operação. Em alguns casos, a própria TLSA atua como facilitadora, conectando produtores, compradores e operadores logísticos.

Expansão dos terminais da Transnordestina

A TLSA planeja implantar entre seis e oito terminais logísticos em pontos estratégicos do Nordeste, incluindo Eliseu Martins e Bela Vista do Piauí (PI), Trindade e Salgueiro (PE), além de Missão Velha, Maranguape e o Porto do Pecém (CE). Neste último, o destaque é o TUP NELOG, terminal privado do Grupo CSN que conectará as ferrovias à estrutura portuária, fortalecendo os fluxos de exportação e importação.

FONTE: Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/MIDR

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Evento

Intermodal 2026: faltam menos de 90 dias para o maior encontro de logística das Américas

Faltam menos de 90 dias para a Intermodal South America 2026, que chega à sua 30ª edição consolidada como o maior evento das Américas — e o segundo do mundo — nos setores de transporte de cargas, logística, intralogística, tecnologia e comércio exterior. Em clima de expectativa, o ReConecta já se prepara para mais um ano de experiências intensas de networking estratégico e geração de negócios, reforçando sua atuação como plataforma de conexões qualificadas dentro da feira.

O que é a Intermodal e por que ela é estratégica para o setor

Realizada anualmente, a Intermodal é uma feira de negócios que reúne soluções para toda a cadeia logística, abrangendo todos os modais de transporte, de ponta a ponta. Durante três dias, o evento concentra tomadores de decisão, líderes empresariais, compradores, gestores públicos, executivos, estudantes e pesquisadores, criando um ambiente propício para atualização profissional, relacionamento e fechamento de parcerias.

A dimensão do evento reforça sua relevância. Em 2025, a Intermodal contou com mais de 500 expositores e recebeu cerca de 50 mil visitantes, confirmando sua posição como principal ponto de encontro do setor logístico na América Latina e referência internacional em inovação, tecnologia, produtos e serviços.

Mais do que estar presente: é preciso estar do jeito certo

Participar de uma feira desse porte é estratégico — mas não basta apenas marcar presença. Em um ambiente com milhares de marcas, profissionais e agendas concorrentes, a forma de se posicionar é determinante para gerar resultados reais. É nesse contexto que o ReConecta se diferencia.

A proposta do ReConecta vai além do estande tradicional. O foco está em publicidade direcionada, curadoria de conexões e relacionamentos intencionais, garantindo que as empresas participantes falem com o público certo, no momento certo. A lógica é clara: visibilidade sem estratégia gera movimento; visibilidade com estratégia gera negócios.

Resultados que comprovam o modelo

Na edição de 2025, o estande do ReConecta reuniu 10 empresas expositoras e se consolidou como um dos pontos de maior circulação da feira. Mais de 3.500 pessoas passaram pelo espaço ao longo dos três dias de evento, fortalecendo o networking, ampliando a exposição das marcas participantes e abrindo caminho para conexões comerciais qualificadas.

Os números refletem não apenas fluxo, mas engajamento, resultado de uma atuação planejada, com comunicação assertiva e foco em relacionamento.

Um ano simbólico para a Intermodal e para o ReConecta

A edição de 2026 será especial por dois motivos: a celebração dos 30 anos da Intermodal South America e a terceira participação consecutiva do ReConecta no evento. Um marco que simboliza maturidade, consolidação e a evolução de um modelo que transforma presença em feira em estratégia de crescimento.

Entre as novidades da edição desse ano está a cobrança de ingresso para acesso à Intermodal South America, uma mudança que marca um novo momento do evento. A medida reforça o posicionamento da feira como um ambiente cada vez mais qualificado, profissional e focado em negócios, contribuindo para a presença de um público mais alinhado aos objetivos dos expositores e para a valorização do conteúdo, das conexões e das experiências oferecidas ao longo dos três dias de programação.

Com menos de 90 dias para o início da Intermodal 2026, a expectativa é alta — e a certeza é uma só: as melhores conexões não acontecem por acaso. Elas são planejadas, estimuladas e bem conduzidas.

Se você busca um posicionamento estratégico na Intermodal 2026, com visibilidade direcionada, networking qualificado e foco em geração de negócios, fale com a equipe ReConecta. 


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TEXTO: REDAÇÃO

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Logística

Fim de ano pressiona logística e eleva risco de congestionamentos nos hubs

Com a proximidade do fim do ano, a logística brasileira entra em um dos períodos mais críticos do calendário. Entidades do setor estimam que o volume de cargas nos centros de distribuição pode crescer até 35% entre 15 de dezembro e 5 de janeiro, o que aumenta significativamente o risco de congestionamentos logísticos nos principais hubs do país.

O cenário se agrava em um momento de forte demanda por entregas rápidas, impulsionadas pelo varejo digital. Ao mesmo tempo, cresce a exigência por conformidade fiscal, criando um ambiente de maior complexidade operacional. Transportadoras que atuam nas regiões metropolitanas do Sudeste relatam retenções que chegam a 72 horas, especialmente em corredores com alta concentração de cargas.

Pressão operacional e gargalos fiscais

O aumento do fluxo acontece em um contexto em que a infraestrutura logística e os sistemas fiscais ainda não acompanham, na mesma velocidade, o ritmo imposto pelo comércio eletrônico. Esse descompasso tem provocado gargalos que vão além da movimentação física das mercadorias.

Um dos pontos mais sensíveis está na emissão de documentos fiscais, etapa essencial para a liberação das cargas. Erros ou lentidão nesse processo podem travar completamente a operação. “Quando os hubs operam no limite, qualquer falha fiscal vira um gargalo imediato. A doca não gira, o caminhão não sai e toda a cadeia sente o impacto”, afirma Ewerton Caburon, CEO da Emiteaí.

Segundo ele, a velocidade na emissão fiscal, quando integrada aos sistemas de gestão e transporte, é decisiva para manter o fluxo operacional. “Emitir corretamente e em até um minuto não é apenas eficiência, é uma condição para que a operação continue rodando no pico do fim de ano”, destaca.

Custos operacionais sob pressão

Além dos atrasos, os congestionamentos impactam diretamente os custos do setor. Levantamentos de institutos especializados apontam um aumento médio de 12% nos custos operacionais durante o período de maior movimento.

Esse crescimento está associado a fatores como tempo excessivo de espera dos veículos, necessidade de reentregas, uso intensivo de mão de obra e equipamentos, além de penalidades contratuais por atrasos ou falhas de conformidade fiscal.

Integração entre logística e tecnologia

Para especialistas, a eficiência logística atual depende de uma integração cada vez maior entre transporte, armazenagem e sistemas digitais. Um relatório recente da Associação Brasileira de Logística indica que, até o fim do ano, a maioria das empresas do setor deve adotar sistemas integrados de gestão, com foco na redução de perdas e ganho de produtividade.

De acordo com Caburon, a operação logística moderna exige que documentos e mercadorias avancem no mesmo ritmo. “Não existe logística de ponta a ponta sem um fluxo documental tão ágil quanto a entrega física. Quando isso não acontece, o resultado são filas de caminhões parados e prejuízo para toda a cadeia”, conclui.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Aeroportos

Voo cargueiro internacional em Navegantes fortalece logística e amplia acesso ao comércio exterior

O Aeroporto Internacional de Navegantes passou a integrar oficialmente a rota do transporte aéreo internacional de cargas ao iniciar, de forma inédita, a operação regular de um voo cargueiro internacional. A nova ligação direta entre Miami (EUA) e o litoral norte catarinense representa um avanço estratégico para a logística do estado e cria novas oportunidades para a indústria de Santa Catarina.

A estreia da operação ocorreu na quarta-feira, 26 de novembro, às 8h15. A rota terá frequência semanal e será dedicada exclusivamente à importação de cargas, sob responsabilidade da Bringer Air Cargo, utilizando aeronave da Latam Cargo. O modelo empregado é um Boeing 767-300 BCF, com capacidade para transportar até 50 toneladas por voo.

Novo porte de aeronave marca avanço da infraestrutura

Além de inaugurar o transporte internacional de cargas regulares, a operação também introduz um novo porte de aeronave no terminal. O Boeing 767 passou a operar em Navegantes após autorização especial da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), evidenciando a evolução da infraestrutura aeroportuária local e a ampliação da capacidade operacional do aeroporto.

Alternativa logística ao eixo paulista

Atualmente, mais de 80% das cargas importadas por Santa Catarina entram no país por aeroportos paulistas, o que eleva custos e prazos logísticos. Com a nova rota internacional, o Aeroporto de Navegantes se consolida como uma opção mais próxima e competitiva, especialmente considerando que cerca de 80% das importações catarinenses estão concentradas em um raio de até 1h30 do terminal.

Terminal de cargas moderno reforça corredor logístico

O aeroporto conta com o suporte do terminal de cargas da Pac Log, uma estrutura de 35 mil metros quadrados, equipada com câmaras frias, áreas especializadas para produtos refrigerados e infraestrutura completa para armazenagem, manuseio e distribuição. O complexo está preparado para receber cargas sensíveis e de alto valor agregado, fortalecendo o corredor logístico do Vale do Itajaí.

Gestão, investimentos e crescimento do aeroporto

Administrado pela Motiva Aeroportos desde março de 2022, o Aeroporto de Navegantes é a principal porta de entrada aérea do Vale do Itajaí e de destinos turísticos do litoral catarinense. Em 2024, o terminal movimentou mais de 2,2 milhões de passageiros, com média mensal de 180 mil usuários, operando 24 horas por dia durante a alta temporada.

Desde o início da concessão, já foram investidos mais de R$ 80 milhões em melhorias estruturais, incluindo a ampliação da pista para 1,8 mil metros, adequações nas taxiways e a implantação das áreas de segurança (RESAs), permitindo a operação de aeronaves de maior porte. Novos aportes estão previstos para ampliar ainda mais a eficiência operacional e logística do aeroporto.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação Lucas Correia

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Transporte

Lei do Frete Mínimo pressiona transporte rodoviário e afeta caminhoneiros em Mato Grosso

A Lei do Frete Mínimo, criada após a greve dos caminhoneiros em 2018, voltou ao centro das discussões no setor de transporte rodoviário. Em Mato Grosso, caminhoneiros autônomos e empresas relatam impactos diretos na operação, com redução de oportunidades, aumento de custos e distorções no mercado de fretes.

A principal crítica é que a tabela de preços favorece caminhões de maior porte, deixando veículos menores ociosos e dificultando a competitividade no setor.

Preferência por caminhões maiores limita oportunidades

Na prática, a aplicação da tabela tem direcionado a contratação para caminhões com maior número de eixos, como os de nove eixos, considerados mais vantajosos dentro do cálculo oficial. Com isso, caminhões menores acabam ficando parados, à espera de carga.

Segundo o Movimento Pró-Logística, a metodologia adotada pela lei não reflete a realidade do transporte brasileiro e gera desequilíbrios no mercado, especialmente em estados dependentes do modal rodoviário, como Mato Grosso.

Distorções na tabela e impacto direto no autônomo

De acordo com o diretor executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira, a lei foi criada de forma emergencial e ainda carrega falhas estruturais. Ele explica que os critérios de cálculo consideram custos de um caminhão novo, enquanto a frota brasileira possui idade média superior a 20 anos.

“A tabela acabou incentivando o uso de caminhões maiores. Hoje, quem tem caminhão de 5, 6 ou 7 eixos enfrenta grande dificuldade para conseguir frete”, afirma.

Essa realidade é sentida no dia a dia pelos profissionais. O caminhoneiro Rodrigo Nicolau Macedo relata períodos de até quatro dias parado à espera de carga. “O mercado está priorizando caminhão de nove eixos. Quem tem caminhão menor fica de lado”, comenta.

Empresas também enfrentam dificuldades operacionais

O impacto da Lei do Frete Mínimo também atinge as transportadoras. Segundo o empresário Márcio Roberto, veículos menores praticamente deixaram de operar por não conseguirem se enquadrar na tabela.

“Para caminhões menores, o frete não fecha. A gente acaba priorizando rodotrens porque é o que viabiliza o custo”, explica. Segundo ele, empresas com frota reduzida são as mais prejudicadas.

Modelo atual gera insegurança e custos elevados

Entre os caminhoneiros, há consenso de que o modelo precisa ser revisto. Para Thiago Pedroso Esteves, o cálculo deveria considerar a distância percorrida, e não apenas o tipo de veículo. “O ideal seria um equilíbrio. O frete deveria ser calculado por quilômetro rodado”, defende.

Já Daniel dos Santos Rodrigues afirma que muitos valores praticados no mercado não seguem a tabela oficial. “Para cobrir os custos, o frete teria que girar em torno de R$ 7 por quilômetro, mas isso raramente acontece”, relata.

Fiscalização eletrônica e reflexos no preço final

A fiscalização da Lei do Frete Mínimo ganhou força com a implementação do controle eletrônico pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A partir da emissão do MDF-e, o frete passou a ser automaticamente monitorado.

Segundo o Movimento Pró-Logística, a medida aumentou a insegurança no setor. “Essa fiscalização eletrônica deixou o mercado apreensivo. O custo acaba sendo repassado ao consumidor”, afirma Edeon.

Outro ponto de crítica é a falta de flexibilização para o frete de retorno. A legislação permite apenas pequeno desconto, o que torna inviável o transporte de volta e faz com que muitos caminhões rodem vazios.

“Quando não há carga compatível com a tabela, o caminhão retorna vazio. E caminhão vazio não paga conta”, resume um dos motoristas ouvidos.

Impactos se estendem à economia

Com custos elevados, insegurança jurídica e dificuldades operacionais, o setor avalia que os efeitos da lei ultrapassam o transporte e chegam ao consumidor final, com reflexos diretos nos preços dos produtos.

Enquanto não há revisão no modelo, caminhoneiros, transportadoras e produtores seguem tentando se adaptar a uma realidade que pressiona margens e reduz a competitividade do transporte rodoviário brasileiro.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Logística

Volume segurado em operações de carga deve alcançar R$ 2,7 bilhões neste ano

O crescimento das operações logísticas, o avanço do e-commerce e o reforço das exigências regulatórias elevaram a demanda por seguros de transporte em 2025. Segundo relatório da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), o volume segurado em operações de carga deve alcançar R$ 2,7 bilhões até o fim do ano, refletindo a necessidade de proteção ampliada diante de riscos operacionais e financeiros cada vez mais complexos.

A BWIN TECH Seguros, que atua com soluções especializadas para transporte nacional e internacional, observa que o movimento é sustentado por três fatores principais: aumento de sinistros relacionados a roubo de carga, expansão das rotas no comércio exterior e maior conscientização das empresas sobre compliance e gestão de riscos.

Para Anderson Lemos, CEO da BWIN TECH Seguros, o setor vive um momento de amadurecimento.

“As empresas entenderam que seguro não é apenas uma exigência contratual, mas parte da estratégia de continuidade operacional. O volume segurado cresce porque as organizações buscam previsibilidade e proteção diante de um ambiente mais dinâmico e desafiador”, afirma.

Segundo o executivo, a busca por apólices mais completas reflete a complexidade da logística atual.

“O risco está mais distribuído, com operações multimodais, hubs internacionais e aumento da circulação de cargas sensíveis. Isso exige análise técnica, personalização e uso de tecnologia para acompanhar o ciclo completo da operação”, explica Lemos.

A BWIN TECH destaca que soluções digitais têm contribuído para tornar o processo mais ágil e transparente, desde a emissão de apólices até o acompanhamento de sinistros.

“A tecnologia aproxima as áreas de logística, seguros e compliance. A tomada de decisão fica mais precisa, e o gestor consegue visualizar os impactos em toda a cadeia”, completa o CEO.

O avanço de apólices especializadas também responde a um cenário em que embarcadores e transportadores procuram coberturas capazes de lidar com riscos diversos, incluindo roubo qualificado, avarias, falhas operacionais, danos climáticos e eventos internacionais que afetam prazos e rotas.

TEXTO E IMAGEM: BWIN TECH

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Transporte

ICMS dos combustíveis sobe em 2026 e amplia pressão sobre custos da logística

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) confirmou um novo aumento do ICMS sobre combustíveis a partir de janeiro de 2026. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, eleva o imposto em R$ 0,10 por litro da gasolina, que passa a R$ 1,57; R$ 0,05 por litro do diesel, chegando a R$ 1,17; e R$ 1,05 por botijão de gás de cozinha.

Mudança na cobrança elevou o peso do imposto

Levantamento da Gasola by nstech aponta que a alteração na metodologia de cobrança adotada em 2022 — quando o ICMS passou a ter valor fixo por litro e alíquota unificada — resultou em um aumento acumulado de cerca de R$ 0,22 por litro no diesel. Esse avanço representa aproximadamente 23% de alta dentro do próprio imposto estadual, ampliando gradualmente o peso do tributo na estrutura de custos do transporte rodoviário.

Impacto direto no transporte de cargas

Segundo a Gasola, o atual patamar do ICMS afeta diretamente a operação das transportadoras. Como o diesel é o principal insumo do transporte de cargas no Brasil, qualquer reajuste é rapidamente incorporado às planilhas de custos das empresas que consomem grandes volumes de combustível. O reflexo inicial ocorre no valor do frete e, em seguida, se espalha para os preços de alimentos, produtos industriais e bens destinados ao consumidor final.

Com o reajuste já definido para 2026, a expectativa do setor é de aumento estrutural dos custos logísticos. Mesmo variações aparentemente pequenas por litro, quando aplicadas ao consumo nacional de combustíveis, geram impactos relevantes sobre toda a cadeia de transporte, influenciando negociações entre embarcadores e transportadoras e pressionando o preço final das mercadorias.

Previsibilidade tributária entra no centro do debate

Especialistas avaliam que o principal desafio passa a ser a previsibilidade do tributo. Revisões frequentes do ICMS dificultam o planejamento financeiro das operações de transporte. A Gasola destaca que, embora o modelo de valor fixo tenha reduzido diferenças entre estados, a dependência de reajustes periódicos mantém o setor em constante estado de alerta.

Para o setor logístico, a estabilidade tributária é fundamental para o planejamento do frete e para o funcionamento eficiente das cadeias de suprimentos. A discussão sobre reajustes anuais do ICMS sobre o diesel tende a ganhar ainda mais relevância, diante do impacto direto sobre operações intensivas em combustível e da influência desse custo na formação dos preços ao consumidor.

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Fonte: Modais em Foco

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO MODAIS EM FOCO

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Logística

Black Friday impulsiona crescimento das operações logísticas e fortalece e-commerce no Brasil

A Associação Brasileira dos Operadores Logísticos (Abol) registrou um avanço significativo no volume de operações durante a Black Friday 2025. Segundo levantamento da entidade, as atividades de armazenagem, distribuição, controle de estoque e transporte de cargas cresceram, em média, 13% em comparação com o ano anterior. O tíquete médio dos produtos movimentados também aumentou, embora em ritmo menor, entre 5% e 6%.

Para Marcella Cunha, diretora executiva da Abol, o evento já está consolidado na estratégia das empresas que atendem tanto o e-commerce quanto o varejo tradicional. Ela ressalta que a edição deste ano reforçou a maturidade na relação entre operadores e consumidores, com maior compreensão dos desafios impostos pelo pico de demanda.

E-commerce lidera avanço nas vendas

O crescimento das operações logísticas foi impulsionado principalmente pelo comércio eletrônico. Dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) apontam que as vendas no varejo total subiram 1,9% na data promocional. O desempenho foi puxado por um salto de 16,1% no e-commerce, que alcançou recorde de transações, compensando a queda de 1,9% no varejo físico.

Para dar conta do aumento expressivo no tráfego de mercadorias, as empresas ampliaram equipes temporárias e reforçaram turnos de trabalho. A ID Logistics informou que todos os clientes de e-commerce atingiram — e até superaram — as expectativas de vendas.

Segmentos marítimos e cabotagem mantêm ritmo forte

No modal marítimo, a Santos Brasil destacou que o fluxo de bens de consumo permaneceu aquecido ao longo do ano. A empresa registrou alta de 3% nas importações de longo curso provenientes da Ásia e um crescimento expressivo de 19% na cabotagem, em comparação com 2024. A rota Manaus–Sudeste se destacou, especialmente no transporte de linhas brancas e produtos ligados à Black Friday.

Segundo a operadora, segmentos como o têxtil e o esportivo foram os principais responsáveis pelo aumento do volume movimentado.

FONTE: Estadão Conteúdo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Inovação

Gestão da cadeia de custódia pode elevar segurança no transporte de cargas

A evolução das operações logísticas tem reforçado a importância de uma gestão mais profissionalizada da cadeia de custódia, especialmente em setores que movem produtos sensíveis, de alto valor e sujeitos a regulamentações específicas. Com diversas etapas de circulação e inúmeras interfaces operacionais, manter a integridade da carga depende cada vez mais do uso de tecnologias capazes de fornecer visibilidade contínua e dados confiáveis.

A Fractal, focada em segurança tecnológica para cadeias logísticas, destaca que integrar sensores, sistemas de rastreabilidade e análises de eventos oferece um controle mais inteligente do percurso, apoiando empresas na prevenção de perdas, na garantia de conformidade e no atendimento aos padrões exigidos pelo mercado.

Para José Roberto Mesquita, diretor executivo da empresa, a digitalização se tornou uma aliada estratégica da governança logística. “A inspeção visual já não é suficiente para sustentar operações complexas. Quando dispositivos e plataformas se comunicam, é possível validar cada etapa da custódia e responder rapidamente a inconsistências operacionais”, afirma.

Segundo o executivo, a gestão orientada a dados fortalece auditorias, reduz incertezas e melhora a tomada de decisão. “Informações estruturadas permitem identificar e corrigir desvios antes que se transformem em prejuízos. A prevenção passa a ser resultado de monitoramento inteligente, não apenas de intervenção reativa”, explica Mesquita.

A Fractal ressalta que interoperabilidade e histórico auditável ampliam a confiabilidade das operações, modernizando rotinas e contribuindo para uma logística mais segura, eficiente e alinhada a padrões nacionais e internacionais.

A empresa reforça que profissionalizar a cadeia de custódia é um movimento essencial para quem deseja garantir previsibilidade, proteger ativos e manter a continuidade operacional em um ambiente de negócios cada vez mais exigente.

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO FRACTAL

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Informação

Paralisação de caminhoneiros: o que se sabe até agora.

O setor de transporte rodoviário de cargas volta ao centro das atenções. A notícia de que caminhoneiros de diversas regiões do país articulam uma paralisação nacional para esta quinta-feira (04), em defesa de melhorias estruturais e trabalhistas para a categoria, está entre os assuntos mais comentados da semana. Embora o movimento não tenha caráter político e siga sendo apresentado como uma mobilização social, entidades representativas divergem quanto à adesão e à formalização de uma possível greve. 

Mobilização cresce, mas não há consenso 

Janderson Maçaneiro, conhecido como Patrola e presidente da Associação Catarinense dos Transportadores Rodoviários de Cargas, explica que uma greve oficial exige trâmites legais envolvendo Sindicatos, Federações e Confederações — processo que, segundo ele, ainda não foi feito até o momento. Apesar disso, um protocolo informando a intenção de paralisação já foi entregue ao Governo Federal. 

Para Patrola, o clima é de forte mobilização. “O que eu estou percebendo é o maior movimento de mobilização social após 2018. O povo está vindo em busca de auxílio dos caminhoneiros. A grande maioria não concorda com a paralisação, mas nunca houve unanimidade. Acredito que teremos pontos de paralisação em Santa Catarina e em todo o Brasil. Se houver adesão dos caminhoneiros e de outras entidades da sociedade civil, poderemos ter a maior paralisação da década,” fala.  

Sindicatos negam convocação 

Apesar da repercussão nacional, nem todas as lideranças apoiam o movimento. 
O Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres de Navegantes e Região (Sinditac), afirmou em nota publicada nas redes sociais, que “não está convocando, apoiando ou organizando qualquer paralisação para o dia 4.” 

A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNAT), procurada pela imprensa, também declarou que não há qualquer movimento da base indicando greve.  

Movimento busca formalização jurídica 

Na de terça-feira (2), o desembargador aposentado Sebastião Coelho e o representante da União Brasileira dos Caminhoneiros, Chicão Caminhoneiro, divulgaram um vídeo anunciando o protocolo da ação que daria legalidade formal ao movimento. 

Chicão afirmou. “Estaremos protocolando o movimento para trazermos a legalidade jurídica dessa ação que vamos iniciar a partir do dia 4. Teremos todo o suporte jurídico necessário para o ato e dentro da lei.” O desembargador Coelho complementou. “O movimento tem o meu apoio. Estarei lá para dar assistência jurídica em todo o processo, que deve ser vitorioso diante da pauta apresentada pela categoria.” 

Ambos reforçaram que não se trata de um movimento político, mas de uma pauta legítima de reivindicações. 

Principais reivindicações da categoria 

Entre as demandas apresentadas pelos caminhoneiros, segundo Chicão, estão: 

  • Estabilidade contratual 
  • Garantia do cumprimento das leis vigentes 
  • Reestruturação do Marco Regulatório do Transporte de Cargas 
  • Aposentadoria especial após 25 anos de atividade 

Os organizadores afirmam que a realidade da profissão se deteriorou, com remuneração baixa, dificuldades de cumprir exigências legais por falta de infraestrutura e insegurança nas rodovias — um cenário que, para eles, esgotou a paciência da categoria. 

Incerteza sobre adesão 

Apesar do avanço da mobilização nas redes sociais ainda não há previsão clara sobre a adesão nacional ao movimento. A Associação Catarinense dos Transportadores Rodoviários de Cargas acredita que haverá pontos de paralisação, mas reforça que a adesão dependerá do engajamento dos profissionais e de outras entidades representativas, além da sociedade civil. “A nossa entidade segue os ritos que as leis determinam, porque não podemos colocar o caminhoneiro numa condição em que possa ser multado, processado ou perseguido. Portanto estamos fora do movimento, não estamos participando ou organizando. Nós vamos acompanhar e auxiliar os caminhoneiros da melhor forma possível, mas não somos organizadores, nem incentivadores desse movimento. No entanto reconhecemos a necessidade de um movimento social democrático nas questões políticas, de legislação, de judiciário e tudo o que país vem enfrentando”, destaca Patrola.  

O RêConecta News seguirá acompanhando os desdobramentos e publicará atualizações assim que novas informações forem confirmadas. 

Fontes: Metrópoles e portal ND Mais 

TEXTO: REDAÇÃO 

IMAGEM: Valter Campanato/Agência Brasil (2015) 

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