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Reforma Tributária: MPor propõe medidas para conter custos e preservar conectividade aérea

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) reuniu representantes do setor aéreo, governos estaduais e municipais e instituições de ensino para avaliar os possíveis efeitos da regulamentação da Reforma Tributária sobre a aviação civil. O debate ocorreu na terça-feira (8), em formato presencial e virtual, e contou com aproximadamente 180 participantes.

Companhias aéreas, empresas de transporte de cargas, operadores de táxi aéreo, indústria aeronáutica, representantes do turismo e especialistas da academia participaram das discussões.

A preocupação central do Ministério é evitar que a nova estrutura de tributação provoque aumento significativo dos custos do transporte aéreo, com possíveis reflexos sobre tarifas, fretes e a oferta de voos, principalmente em mercados com menor demanda.

MPor apresenta propostas para o setor aéreo

A Reforma Tributária, estabelecida pela Emenda Constitucional nº 132 e regulamentada pela Lei Complementar nº 214, está em processo de implementação e altera a estrutura de impostos do país.

Durante o encontro, a Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) apresentou as propostas elaboradas pelo MPor para que a regulamentação considere as características específicas da aviação brasileira.

O secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, afirmou que a mudança representa uma oportunidade de modernização do sistema tributário, mas ressaltou que o transporte aéreo possui particularidades que precisam ser consideradas.

Para o Ministério, uma possível elevação da carga tributária pode comprometer a oferta de serviços e rotas, sobretudo em localidades com menor volume de passageiros.

Além de transportar pessoas, a aviação civil exerce uma função estratégica na logística nacional. O modal é utilizado para abastecer regiões com medicamentos, alimentos, insumos médicos e produtos de alto valor destinados à indústria e ao comércio.

Aviação regional é um dos focos da proposta

A diretora de Política Regulatória da SAC, Clarissa Barros, apresentou a análise técnica do MPor e as sugestões encaminhadas ao Ministério da Fazenda. As medidas estão organizadas em três áreas: aviação doméstica e regional, transporte internacional e de cargas e Imposto Seletivo.

No caso da aviação regional, o Ministério defende que a classificação seja feita considerando o perfil geral de operação das empresas.

Pela proposta, seriam enquadradas como regionais as companhias que tenham mais de 50% de sua malha composta por voos regionais. O critério substituiria a análise baseada exclusivamente em rotas individuais.

Com esse modelo, as empresas poderiam ter acesso à diferenciação tributária de 40% prevista na Lei Complementar nº 214.

A sistemática sugerida segue uma lógica semelhante à utilizada por estados em políticas de incentivo à aviação regional, especialmente nas regras de ICMS aplicadas ao querosene de aviação (QAV).

Regime específico é defendido para voos internacionais

Para o transporte aéreo internacional, o MPor propõe um regime tributário específico fundamentado no princípio da reciprocidade.

A intenção é reduzir possíveis desequilíbrios de concorrência entre empresas brasileiras e estrangeiras e, ao mesmo tempo, preservar a conectividade aérea internacional do país.

Segundo o Ministério, a proposta considera práticas adotadas no mercado internacional e recomendações da Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci). Também leva em conta o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a não incidência de ICMS em operações relacionadas ao mercado internacional.

Imposto Seletivo pode incentivar aeronaves mais sustentáveis

Outro ponto discutido foi o Imposto Seletivo. Nesse caso, o MPor propõe critérios associados à sustentabilidade e alinhados à certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e às diretrizes do Corsia.

O Corsia é um mecanismo internacional criado para contribuir com a redução e a compensação das emissões de carbono da aviação internacional.

Entre as sugestões apresentadas está a adoção de alíquota zero para determinados tipos de aeronaves. A medida teria como objetivo estimular a renovação da frota nacional e ampliar os investimentos em tecnologias com menor impacto ambiental.

A proposta inclui aeronaves totalmente movidas a combustível sustentável de aviação (SAF), modelos elétricos ou híbridos e aeronaves de pequeno porte, seguindo parâmetros internacionais relacionados à redução de emissões.

Empresas e entidades apontam riscos para tarifas e logística

Representantes do setor produtivo também participaram do debate e apresentaram avaliações sobre os possíveis impactos da nova tributação.

Entre as organizações presentes estavam a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), a ABR – Aeroportos do Brasil, a Confederação Nacional do Comércio (CNC), a Associação Brasileira das Empresas de Remessa de Carga Expressa (Abraec), a Embraer, o Sindicato Nacional das Empresas de Táxi Aéreo (SNETA) e os Correios.

Os participantes destacaram preocupações relacionadas ao efeito da carga tributária sobre o preço das passagens e dos fretes, além da competitividade das empresas aéreas e da logística de mercadorias.

Outro ponto de atenção é a manutenção de rotas em regiões onde a oferta de serviços aéreos é menor, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

Governo defende integração na regulamentação

A diretora do Departamento de Infraestrutura e Melhoria do Ambiente de Negócios do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Andréa Naritza, ressaltou a necessidade de uma atuação coordenada entre diferentes órgãos federais.

Segundo ela, a harmonização das regras é importante para reduzir o chamado Custo Brasil e fazer com que o novo sistema tributário contribua para aumentar a competitividade, a integração regional e o desenvolvimento econômico.

A discussão também contou com representantes da academia. Professores da Universidade de Brasília e do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) defenderam uma estrutura tributária compatível com aquela observada nos principais mercados globais da aviação.

A avaliação é de que esse alinhamento pode ser determinante para ampliar a conectividade aérea e a expansão do transporte aéreo no país.

Regulamentação entra na fase final

A SAC informou que os documentos destinados a regulamentar a diferenciação tributária para a aviação regional estão em fase final de elaboração. Também está sendo preparado o ato que definirá oficialmente o conceito de aviação regional.

Depois dessa etapa, caberá ao Ministério da Fazenda e ao Comitê Gestor do IBS elaborar um ato conjunto para estabelecer os efeitos tributários relacionados à medida.

As propostas para o transporte internacional e para o Imposto Seletivo já foram concluídas e encaminhadas ao Ministério da Fazenda para avaliação.

O MPor pretende continuar participando das discussões com o Comitê Gestor do IBS e o Ministério da Fazenda. A pasta deverá fornecer estudos e informações técnicas para que a regulamentação considere as especificidades do transporte aéreo.

A expectativa é preservar a conectividade aérea, fortalecer a integração entre as regiões e garantir que a aviação continue contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sérgio Francês/MPor

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Aeroportos

Acidente em Miami reacende debate sobre segurança nas pistas de aeroportos

Um avião cargueiro operado para a Amazon Air saiu da pista durante o pouso no Aeroporto Internacional de Miami, nos Estados Unidos, na tarde do último domingo (6). A aeronave atingiu veículos que estavam nas proximidades, pegou fogo e deixou cinco pessoas mortas e outras cinco feridas. O acidente mobilizou equipes de emergência e provocou a interrupção temporária das operações no aeroporto, um dos mais movimentados da região.

A aeronave, um Boeing 767-300, havia partido de San Juan, em Porto Rico, com destino a Miami. Segundo a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA), o pouso ocorreu por volta das 14h, mas o avião não conseguiu parar dentro da área pavimentada da pista. Dados do Flightradar24 indicam que a aeronave estava a aproximadamente 210 km/h quando deixou a área utilizável da pista.

Até o momento, as autoridades não determinaram o que provocou a saída de pista. Informações preliminares analisadas pela CNN indicam que não houve declaração de emergência por parte da tripulação antes do pouso.

Vítimas estavam em terra e dentro de veículos

De acordo com o Corpo de Bombeiros de Miami-Dade, cinco pessoas morreram e outras cinco ficaram feridas. Três dos feridos foram encaminhados em estado grave para um centro especializado em trauma, enquanto os demais receberam atendimento em um hospital da região. Equipes de resgate também precisaram retirar pessoas que ficaram presas nos veículos atingidos pela aeronave.

A aeronave atingiu dois veículos, incluindo uma van Ford 2012 que transportava sete trabalhadores da Professional Ocean Service Corporation, uma empresa contratada de limpeza para companhias aéreas, além de um SUV Toyota.

A van estava dentro do aeroporto, e o pequeno SUV que o jato também atingiu estava do lado de fora. Os dois pilotos foram retirados da aeronave e receberam atendimento médico. O estado de saúde deles não havia sido divulgado.

Investigação vai analisar aeronave, pista e condições meteorológicas

A investigação ficará sob responsabilidade da FAA e do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB). Investigadores das duas instituições foram mobilizados para apurar as circunstâncias do acidente. Entre os fatores que devem ser examinados estão as condições da aeronave, atuação da tripulação, infraestrutura aeroportuária e condições meteorológicas no momento do pouso.

Uma análise preliminar também apontou uma mudança na direção do vento pouco antes da aterrissagem. Segundo especialista ouvido pela CNN, rajadas de até 26 nós podem ter provocado um componente de vento de cauda, situação que pode aumentar a velocidade da aeronave em relação ao solo e dificultar a frenagem. Ainda não é possível afirmar, contudo, que as condições do vento tenham sido determinantes para o acidente.

Aeroporto de Miami teve mais de 450 voos afetados

O acidente ocorreu durante o feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos, período de intenso movimento nos aeroportos. A ocorrência provocou uma paralisação das operações em solo por aproximadamente três horas. Até a noite de domingo, mais de 450 voos haviam sido cancelados ou atrasados, segundo dados do FlightAware.

Outro ponto que poderá entrar na análise das autoridades é a ausência, no aeroporto de Miami, do Engineered Materials Arresting System (EMAS), sistema instalado ao final de determinadas pistas para ajudar a conter aeronaves que ultrapassam a área de pouso. O mecanismo utiliza materiais compressíveis capazes de reduzir a velocidade de um avião em uma saída de pista.

Especialistas consultados pela CNN questionaram a ausência do sistema em um aeroporto de grande movimentação e cercado por vias, edifícios e outras estruturas.

Avião era operado pela 21 Air

A Amazon confirmou que a aeronave envolvida no acidente era operada pela 21 Air, empresa especializada em transporte aéreo de cargas com sede na Carolina do Norte.

A companhia mantém uma estrutura operacional em Miami e presta serviços para empresas como Amazon e DHL. De acordo com informações da Cirium citadas na reportagem, a empresa opera oito Boeing 767 destinados à Amazon Air. Tanto a Amazon quanto a 21 Air afirmaram que irão colaborar com as investigações.

A aeronave envolvida fazia parte da operação logística da Amazon Air, braço aéreo utilizado pela gigante do comércio eletrônico para transportar encomendas. A empresa opera diariamente mais de 250 voos e conta com uma frota superior a 100 aeronaves, incluindo modelos Boeing 737 e 767 e Airbus A330.

A estrutura aérea é utilizada para transportar diferentes tipos de mercadorias, desde encomendas convencionais até produtos perecíveis e cargas que exigem condições específicas de transporte.

Saída de pista é um dos principais riscos da aviação

As saídas de pista, conhecidas internacionalmente como runway excursions, estão entre os eventos de segurança mais recorrentes na aviação mundial. Dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) apontam esse tipo de ocorrência como o principal incidente envolvendo aeronaves em todo o mundo.

As causas podem envolver diferentes fatores, como condições meteorológicas, problemas técnicos, condições da pista, velocidade, frenagem e procedimentos operacionais. A investigação do acidente em Miami deverá determinar quais desses elementos contribuíram para a ocorrência.

Fonte: CNN, com informações de autoridades norte-americanas e agências de segurança aérea.

Imagem: AFP/Divulgação

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Aeroportos

Nordeste supera 12,5 milhões de passageiros em aeroportos entre janeiro e julho de 2026

Os aeroportos do Nordeste movimentaram mais de 12,5 milhões de passageiros embarcados entre janeiro e julho de 2026. O resultado representa crescimento de 7,7% em relação ao mesmo período de 2025, quando 11,67 milhões de pessoas partiram de terminais da região.

Os números são da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e mostram avanço tanto no mercado doméstico quanto nas viagens internacionais.

Voos internacionais puxam crescimento

O maior destaque ficou com o mercado internacional. Nos sete primeiros meses de 2026, 611,2 mil passageiros embarcaram no Nordeste com destino ao exterior.

No mesmo intervalo do ano passado, foram 482,4 mil passageiros. O resultado representa uma alta de 26,7%, equivalente a aproximadamente 129 mil embarques internacionais adicionais.

O desempenho reforça a expansão da conectividade aérea internacional da região e contribui para o crescimento geral da movimentação nos aeroportos nordestinos.

Mercado doméstico também avança

A movimentação de voos nacionais apresentou crescimento no período. Entre janeiro e julho, foram registrados 11,95 milhões de passageiros embarcados em rotas domésticas, contra 11,19 milhões nos primeiros sete meses de 2025.

A alta foi de 6,8% na comparação anual.

Janeiro concentrou o maior número de embarques do período, com 2,13 milhões de passageiros. Depois vieram fevereiro, com 1,71 milhão; março, com 1,65 milhão; abril, com 1,53 milhão; maio, com 1,50 milhão; junho, com 1,51 milhão; e julho, com 1,89 milhão.

O resultado de julho foi o segundo maior volume mensal registrado no acumulado dos sete primeiros meses de 2026.

Embarques internacionais crescem no início do ano

A expansão do turismo internacional no Nordeste foi especialmente forte nos primeiros meses de 2026.

Em janeiro, 112,4 mil passageiros embarcaram em voos internacionais nos aeroportos da região. No mesmo mês de 2025, o número havia sido de 82,1 mil, indicando crescimento de 36,9%.

Em fevereiro, o movimento passou de 72,6 mil para 100,4 mil passageiros, avanço de 38,2% em um ano.

Julho mantém trajetória de alta

O crescimento das viagens internacionais também permaneceu em julho. No mês, 78,3 mil passageiros embarcaram em voos com destino ao exterior a partir do Nordeste.

Em julho de 2025, foram 68,5 mil embarques internacionais. Com isso, o setor registrou aumento de 14,4% na comparação anual.

Os dados indicam que a movimentação de passageiros nos aeroportos do Nordeste segue em trajetória de expansão em 2026, com destaque para o ritmo de crescimento das conexões internacionais.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Aena Brasil

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Aeroportos

Zurich Airport Brasil: a transformação do aeroporto de Florianópolis em um hub de conexão, negócios e experiências

O Aeroporto Internacional de Florianópolis (SC) – Hercílio Luz passou, nos últimos anos, por uma transformação que mudou não apenas sua infraestrutura, mas também a forma como o aeroporto se relaciona com passageiros, empresas, turismo e com a própria cidade. Por trás dessa mudança está a Zurich Airport Brasil, empresa do grupo suíço Zurich Airport, responsável pela operação de Florianópolis e de outros aeroportos brasileiros.

A proposta vai além de administrar pistas, terminais e operações aéreas. O conceito adotado pela companhia é transformar os aeroportos em espaços de convivência, serviços, compras, lazer e negócios, sem deixar de lado as características culturais e econômicas de cada região.

Quem é a Zurich Airport Brasil

A Zurich Airport Brasil integra o grupo Zurich Airport e administra, no país, os aeroportos de Florianópolis, Vitória, Macaé e Natal, todos em contratos de concessão de 30 anos. A empresa tem 100% da operação desses quatro aeroportos.

A estratégia do grupo é baseada em uma visão internacional de infraestrutura aeroportuária. Em vez de considerar o aeroporto apenas como um ponto de embarque e desembarque, a Zurich trabalha com a ideia de que esses espaços também podem funcionar como destinos para compras, gastronomia, entretenimento, serviços e desenvolvimento imobiliário sustentável.

O modelo, entretanto, busca preservar as características de cada localidade. Em Florianópolis, por exemplo, o projeto arquitetônico e a experiência oferecida aos passageiros incorporam referências à Ilha de Santa Catarina e à identidade regional.

A atuação internacional do grupo reforça essa experiência. A Zurich Airport está presente em diferentes mercados, com operações na Europa, América Latina e Ásia. Entre os aeroportos que integram seu portfólio estão Zurique, Bogotá, Curaçao, Florianópolis, Vitória, Macaé, Natal, Iquique e o Aeroporto de Noida, na região de Nova Delhi, na Índia.

A chegada a Florianópolis

A relação da Zurich Airport com o Aeroporto Internacional de Florianópolis começou em 2017, quando o grupo venceu o leilão de concessão do terminal. O contrato estabeleceu um período de 30 anos de operação, com a Zurich assumindo 100% da administração do aeroporto.

Um dos primeiros grandes projetos da nova gestão foi a construção de um novo terminal de passageiros. As obras começaram em janeiro de 2018 e representaram uma mudança significativa na estrutura aeroportuária da capital catarinense. O novo terminal foi construído do zero e passou a ter quatro vezes o tamanho do antigo prédio.

A inauguração oficial ocorreu em 28 de setembro de 2019, em uma cerimônia fechada para autoridades, executivos e convidados. Dois dias depois, em 30 de setembro, foi realizada uma programação aberta ao público. A operação comercial do novo terminal começou em 1º de outubro daquele ano.

Um aeroporto quatro vezes maior

O novo terminal possui aproximadamente 49 mil metros quadrados e capacidade projetada para atender até 8 milhões de passageiros por ano. O investimento na construção do terminal e do Boulevard 14/32 chegou a R$ 570 milhões.

A estrutura foi planejada para melhorar o fluxo de passageiros e ampliar a capacidade operacional. São dois pavimentos, 45 posições de check-in, oito esteiras de restituição de bagagem, 13 portões de embarque e 10 pontes de embarque que permitem o acesso direto dos passageiros às aeronaves. O estacionamento original do novo terminal conta com 2.580 vagas.

Outro diferencial foi a incorporação de espaços que tradicionalmente não fazem parte da experiência de um aeroporto convencional. O Boulevard 14/32 foi criado como uma área de compras, gastronomia, serviços, eventos e lazer. O nome faz referência às cabeceiras da pista principal do aeroporto. O projeto também incorporou um terraço panorâmico, permitindo que o público tenha uma experiência diferente dentro do complexo aeroportuário.

A proposta traduz, na prática, o conceito defendido pela Zurich Airport de transformar o aeroporto em um lugar para estar, e não apenas em um local de passagem.

De aeroporto regional a conexão internacional

A ampliação da infraestrutura acompanhou uma mudança importante no perfil do Floripa Airport: o crescimento da operação internacional. Em 2025, o aeroporto ultrapassou pela primeira vez a marca de 5 milhões de passageiros em um único ano, chegando a 5,1 milhões. Desse total, 1,2 milhão foram passageiros internacionais, crescimento de 32% em relação ao ano anterior.

O movimento internacional ganhou força com novas conexões, entre elas Florianópolis–Panamá, operada pela Copa Airlines, e Florianópolis–Lisboa, operada pela TAP, além da expansão de voos para Argentina e Chile.

No primeiro trimestre de 2026, o aeroporto registrou outro recorde: 1,78 milhão de passageiros entre janeiro e março, alta de 19% em relação ao mesmo período de 2025. Os passageiros internacionais representaram 41% da movimentação do trimestre.

O crescimento também colocou Florianópolis entre os principais aeroportos brasileiros em movimentação internacional, ocupando a terceira posição, atrás de Guarulhos e Galeão.

Expansão da área internacional

O avanço da demanda internacional já provoca uma nova rodada de investimentos. Em 2026, a Zurich Airport Brasil anunciou R$ 19 milhões para ampliar e modernizar a área internacional do Floripa Airport. Desse total, R$ 13 milhões serão destinados a obras de infraestrutura e R$ 6 milhões à implantação de nove e-gates para agilizar os processos migratórios.

A expansão acrescentará 824 metros quadrados às áreas de embarque e desembarque internacional. O projeto prevê ainda novos espaços de espera, banheiros, uma nova operação de Duty Free, ampliação da sala VIP internacional e três novas operações de alimentação.

Na área de imigração, serão acrescentados 97 metros quadrados e instalados seis e-gates para imigração e três para emigração. Novos equipamentos de raio-X também devem ampliar em 50% a capacidade de processamento de passageiros internacionais. A conclusão das obras está prevista para o início de 2027.

“O crescimento consistente da operação internacional do Floripa Airport exige investimentos planejados, que refletem nosso compromisso em antecipar a demanda, tornar os processos mais eficientes e garantir uma experiência cada vez melhor aos passageiros”, afirma Ricardo Gesse, CEO da Zurich Airport Brasil.

Infraestrutura também para cargas

A atuação do aeroporto não se limita ao transporte de passageiros. O Floripa Airport também vem ampliando sua estrutura de cargas. O novo terminal de cargas recebeu R$ 10,5 milhões em investimentos da Zurich Airport Brasil, sendo R$ 8 milhões destinados à ampliação e construção de espaços e mais de R$ 2,5 milhões em equipamentos.

A expansão triplicou a capacidade de armazenamento do terminal. Entre os destaques está o complexo de temperatura controlada, com 1.850 m³, voltado especialmente à demanda por produtos farmacêuticos. Com a estrutura, a capacidade de receber cargas que necessitam de controle de temperatura aumentou em 400%. Também foram criados novos armazéns para cargas secas, com 1.000 metros quadrados. Nesse ano o Floripa Airport cargo chegou a mil voos cargueiros no terminal.

Aeroporto como experiência

A estratégia da Zurich Airport aparece também em iniciativas que aproximam o aeroporto da comunidade. O Floripa Airport conta com o Boulevard 14/32, espaços comerciais, gastronomia, serviços, eventos e áreas de convivência. Em 2026, o aeroporto também lançou o Floripa Airport Shop, marketplace que reúne serviços, compras e conveniência em uma plataforma digital. A lógica é fazer com que o aeroporto participe mais ativamente da vida econômica e turística da cidade.

Essa visão também está presente na agenda de sustentabilidade. Em 2026, a Zurich Airport Brasil incorporou veículos elétricos à frota operacional utilizada em Florianópolis, Vitória e Macaé. A estimativa é de redução de aproximadamente 15 toneladas de CO₂ por ano considerando os três aeroportos.

O Floripa Airport também vem acumulando reconhecimentos nessa área. O terminal foi destaque no Prêmio Aeroportos Sustentáveis da ANAC, além de manter iniciativas relacionadas ao uso de energia renovável, água de reúso, gestão de resíduos e redução de emissões.

Seis vezes eleito o melhor aeroporto do Brasil

O desempenho operacional e a experiência do passageiro também colocaram o Floripa Airport em posição de destaque nacional. Em 2026, o Aeroporto Internacional de Florianópolis foi eleito pela sexta vez consecutiva o melhor aeroporto do Brasil na pesquisa de satisfação da Secretaria Nacional de Aviação Civil. O terminal alcançou nota média de 4,75, em uma escala de 1 a 5, entre os 20 maiores aeroportos avaliados durante 2025. Florianópolis foi o único a superar a média de 4,7.

Entre os indicadores de melhor desempenho estiveram limpeza, processo migratório, estabelecimentos comerciais e inspeção de segurança. O aeroporto também recebeu o reconhecimento de melhor aeroporto na categoria de 5 a 10 milhões de passageiros e o Prêmio Acessibilidade pelo projeto Mapa Digital.

Um aeroporto conectado ao futuro de Santa Catarina

A trajetória do Floripa Airport mostra como a concessão iniciada em 2017 mudou a dimensão do Aeroporto Internacional de Florianópolis. A construção do novo terminal foi o ponto de partida de um projeto que passou a combinar infraestrutura, experiência do passageiro, conectividade internacional, turismo, negócios, comércio, cargas e sustentabilidade.

Hoje, com mais de 5 milhões de passageiros anuais, crescimento acelerado do mercado internacional, expansão da área de cargas e novos investimentos previstos para os próximos anos, o aeroporto se consolida como uma das principais portas de entrada de Santa Catarina para o Brasil e para o mundo.

Mais do que uma estrutura de transporte, o Floripa Airport materializa a proposta da Zurich Airport Brasil de tratar o aeroporto como parte integrante da cidade e de seu desenvolvimento — um espaço de conexão, negócios, serviços, lazer e experiências.

Fontes: Zurich Airport Brasil e Floripa Airport

Texto: ReConecta News

Imagens: Zurich Airport Brasil

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Evento

Workshop em Brasília debate futuro da carga aérea e das remessas expressas no Brasil

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), em parceria com a Associação Brasileira das Empresas de Transporte Internacional Expresso de Cargas (Abraec), promove na próxima quinta-feira (13), em Brasília, um workshop dedicado ao futuro da carga aérea e das remessas expressas internacionais no Brasil.

O evento, chamado Agenda ConectAR: Workshop Remessas Expressas, reunirá representantes do governo, órgãos reguladores, entidades internacionais e empresas do setor para discutir os principais desafios e oportunidades para o transporte aéreo de cargas no país.

Evento reúne governo e empresas do setor aéreo

O workshop será realizado no auditório do Ministério de Portos e Aeroportos, na Esplanada dos Ministérios. A participação é gratuita e requer inscrição prévia.

O encontro também terá transmissão ao vivo pelo canal do MPor no YouTube, permitindo o acompanhamento remoto das discussões.

A abertura institucional terá a participação do ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca; do secretário Nacional de Aviação Civil, Daniel Ramos Longo; e do secretário de Competitividade e Política Regulatória do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Pedro Ivo Sebba Ramalho.

Remessas expressas ganham espaço na agenda econômica

A programação foi organizada para discutir o papel das remessas expressas internacionais na economia brasileira e sua relação com o desenvolvimento do comércio exterior.

Entre os assuntos previstos estão competitividade, infraestrutura aeroportuária, modernização regulatória e transformação digital. A agenda também inclui debates sobre integração entre órgãos públicos, segurança, reforma tributária e o uso de inteligência artificial na logística.

Outro foco será a evolução do setor nos próximos anos, com discussões sobre as perspectivas para a carga aérea brasileira até 2030.

Empresas e entidades internacionais participam

A programação contará com especialistas e representantes de empresas e organizações ligadas ao transporte aéreo, à logística e ao comércio internacional.

Entre os participantes confirmados estão representantes da Global Express Association (GEA), Cargo Airline Association (CAA), GRU Airport, FedEx, LATAM Cargo, DHL Express e International Air Transport Association (IATA).

Também participam a Brazil Specialty Coffee Association (BSCA) e a Alibaba/Cainiao, ampliando o debate para diferentes segmentos que dependem da logística aérea e das operações internacionais.

Agenda ConectAR busca modernizar a aviação civil

O Workshop Remessas Expressas faz parte das ações da Agenda ConectAR, iniciativa coordenada pelo Ministério de Portos e Aeroportos para aumentar a competitividade da aviação civil brasileira.

O programa está estruturado em três frentes principais: ampliação da concorrência, redução do Custo Brasil e fortalecimento da estabilidade regulatória e da segurança jurídica.

A proposta reúne medidas para modernizar o ambiente de negócios, melhorar a eficiência da cadeia logística e estimular a atração de investimentos para o setor aéreo.

Debate mira mais eficiência e conectividade

A discussão sobre as remessas expressas integra uma estratégia mais ampla de fortalecimento da infraestrutura logística brasileira.

A expectativa é que o encontro contribua para identificar soluções capazes de ampliar a conectividade do país, facilitar o comércio exterior, aumentar a eficiência das operações de carga aérea e criar condições mais favoráveis para o desenvolvimento econômico.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Transporte

Latam Cargo amplia transporte aéreo de frutas do Brasil em 42% no primeiro semestre de 2026

A Latam Cargo registrou um crescimento expressivo no transporte aéreo de frutas do Brasil durante o primeiro semestre de 2026. A companhia movimentou 18,6 mil toneladas de cargas, volume 42,3% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram transportadas 13 mil toneladas.

O desempenho foi impulsionado, principalmente, pela ampliação da conectividade entre o Brasil e a Europa, principal mercado de destino das frutas brasileiras embarcadas pela empresa.

Latam lidera mercado de transporte de frutas

De acordo com levantamento da WorldACD referente a abril de 2026, a Latam Cargo alcançou 37% de participação no mercado de transporte aéreo de frutas, consolidando sua posição como uma das principais operadoras logísticas para os exportadores brasileiros.

O resultado reforça a importância da companhia na ligação entre a produção nacional e os mercados internacionais, especialmente o europeu.

Europa concentra principais destinos das exportações

Entre os destinos com maior volume de cargas transportadas estão Lisboa, Londres e Madri, que lideraram as operações de exportação no semestre.

No Brasil, o Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos concentrou cerca de 80% dos embarques realizados. Fortaleza respondeu por 11% das cargas, enquanto Recife e Viracopos, em Campinas, somaram juntos os 9% restantes.

Mamão lidera crescimento das exportações

O mamão foi a fruta que mais contribuiu para o avanço das exportações transportadas pela companhia no período. Também tiveram destaque produtos como manga, limão e abacate, que figuraram entre as cargas de maior volume embarcado.

Segundo Cláudio Torres, diretor Comercial da Latam Cargo na América do Sul, o crescimento demonstra a relevância da conectividade internacional para ampliar a competitividade do agronegócio brasileiro.

De acordo com o executivo, a empresa segue investindo na expansão da capacidade operacional e em soluções logísticas voltadas ao transporte de cargas perecíveis, garantindo agilidade, confiabilidade e preservação da qualidade dos produtos até o destino final.

Mais voos fortalecem logística internacional

A ampliação da capacidade para a Europa foi um dos fatores determinantes para o crescimento das operações. O aumento das frequências de aeronaves cargueiras e da malha internacional de passageiros do Grupo Latam ampliou a oferta de espaço para exportações.

Entre os destaques está a rota entre São Paulo/Guarulhos e Amsterdã, que passou a contar com seis voos semanais desde abril de 2026.

Atualmente, a Latam Cargo conecta o Brasil a importantes centros logísticos europeus, como Londres, Paris, Frankfurt, Milão, Lisboa, Madri, Barcelona, Amsterdã, Bruxelas e Roma. Juntas, as operações para Madri, Paris, Barcelona e Lisboa responderam por 40% do crescimento registrado pela companhia no semestre.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Aeroportos

Região Norte registra recorde de passageiros em voos internacionais no primeiro semestre de 2026

A Região Norte alcançou um resultado histórico na aviação internacional durante o primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, os aeroportos da região embarcaram 103.868 passageiros em voos internacionais, número 30,7% superior ao registrado no mesmo período de 2025. É a primeira vez que a marca de 100 mil embarques internacionais é superada em um semestre, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Movimentação aérea atinge melhor desempenho em dez anos

Ao considerar os voos domésticos e internacionais, os aeroportos da Região Norte movimentaram 2.773.145 passageiros no primeiro semestre deste ano. O volume representa crescimento de 0,3% em relação ao mesmo período do ano passado e configura o melhor desempenho da última década para a região.

Ligações internacionais impulsionam crescimento

O avanço da demanda por voos internacionais foi puxado principalmente pelas conexões com Colômbia, Panamá, Portugal, Estados Unidos e Suriname, destinos que concentraram a maior parte dos embarques internacionais.

O cenário reforça a importância estratégica da Região Norte como porta de entrada e saída do Brasil para países da América do Sul e da América Central, fortalecendo a integração regional e o fluxo de passageiros.

Mercado doméstico mantém estabilidade

Nos voos domésticos, foram registrados 2.669.277 passageiros entre janeiro e junho, mantendo um volume praticamente estável em comparação ao primeiro semestre de 2025.

Já no mês de junho, a movimentação total dos aeroportos da região, somando voos nacionais e internacionais, chegou a 476.026 passageiros, resultado 5,6% inferior ao observado no mesmo mês do ano anterior.

Belém lidera ranking dos aeroportos mais movimentados

O aeroporto de Belém foi o mais movimentado da Região Norte no primeiro semestre, com 960.854 passageiros embarcados. Na sequência aparecem Manaus, com 756.146 passageiros, e Palmas, com 179 mil.

Também figuram entre os principais terminais da região os aeroportos de Macapá (155.359 passageiros), Porto Velho (139.285), Santarém (116.657), Boa Vista (96.730), Rio Branco (89.979) e Marabá (86.183).

Os números evidenciam a relevância da malha aérea da Amazônia, que desempenha papel fundamental na conexão entre capitais e municípios do interior, além de ampliar a integração da região com mercados nacionais e internacionais.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos

TEXTO: Redação

IMAGEM: Reprodução/MPor

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Informação

BNDES libera R$ 8 bilhões para fortalecer a aviação civil brasileira

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) oficializaram, na quinta-feira (30), a liberação de R$ 8 bilhões em crédito para empresas que atuam na aviação civil no Brasil. A assinatura ocorreu no Rio de Janeiro e tem como objetivo reforçar a capacidade operacional das companhias aéreas, ampliar a conectividade e assegurar a continuidade dos serviços prestados aos passageiros.

Os recursos são provenientes do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), administrado pelo MPor, e serão destinados às companhias Azul, Abaeté, Gol e Latam, cujos pedidos de financiamento foram aprovados pelo Comitê Gestor do FNAC (CGFNAC).

Linha emergencial busca dar fôlego financeiro às companhias

Durante a cerimônia, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou a importância do transporte aéreo para a integração nacional e afirmou que a medida contribuirá para fortalecer um setor considerado estratégico para o país.

Segundo ele, o crédito permitirá que as empresas ampliem sua capacidade de operação, garantindo a manutenção das rotas e a oferta de serviços à população.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou que a iniciativa chega em um momento de desafios para o setor. De acordo com ele, além dos impactos enfrentados durante a pandemia, as companhias aéreas convivem atualmente com o aumento dos custos do combustível de aviação, influenciado pelo cenário geopolítico internacional.

Mercadante afirmou que o financiamento também tem como objetivo preservar empregos, evitar a redução da malha aérea e assegurar a continuidade das operações em diversas regiões do país.

Condições do financiamento emergencial

A linha de crédito foi criada pela Resolução CMN nº 5.297/2026 e utiliza recursos do FNAC para financiar capital de giro das empresas aéreas.

Entre as principais condições estão:

  • Prazo de pagamento de até 60 meses;
  • Carência de até 12 meses;
  • Taxa de juros de 4% ao ano.

Nova linha oferece R$ 5,56 bilhões para investimentos de longo prazo

Além do crédito emergencial, o Comitê Gestor do FNAC aprovou o acesso à linha estruturante prevista na Resolução CMN nº 5.260/2025, que disponibiliza R$ 5,56 bilhões para projetos de modernização e expansão da aviação civil.

Os recursos poderão financiar iniciativas voltadas ao fortalecimento da infraestrutura e da sustentabilidade do setor.

Recursos poderão financiar SAF, aeronaves e infraestrutura

A nova linha permitirá investimentos em diferentes áreas da cadeia aérea, incluindo:

  • Aquisição de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) produzido no Brasil;
  • Serviços de manutenção de aeronaves e motores;
  • Pagamentos antecipados para compra de aeronaves;
  • Aquisição de novos aviões;
  • Investimentos em infraestrutura logística e equipamentos de apoio às operações aeroportuárias.

As taxas de juros variam conforme a finalidade do financiamento. Projetos voltados ao SAF e à infraestrutura logística terão juros de 6,5% ao ano. Para manutenção de aeronaves e motores, a taxa será de 7% ao ano, enquanto operações destinadas à compra de aeronaves contarão com juros de 7,5% ao ano.

Medidas buscam ampliar a competitividade do setor aéreo

Com a soma das linhas emergencial e estruturante, o governo pretende ampliar a capacidade de investimento das empresas, incentivar a modernização da frota, fortalecer a infraestrutura da aviação civil e garantir maior estabilidade operacional para o transporte aéreo brasileiro.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Aeroportos

Aviação comercial registra recorde histórico com 153,3 mil voos em 24 horas

A aviação comercial mundial alcançou um novo marco ao registrar 153.359 voos em apenas 24 horas. O recorde foi contabilizado na última quinta-feira pela plataforma Flightradar24, que monitora o tráfego aéreo em tempo real. O resultado representa o maior volume de operações já registrado pelo sistema e reflete o forte aumento da demanda por viagens durante o período de férias de verão no Hemisfério Norte.

Novo recorde supera marcas registradas em 2023

De acordo com a plataforma, os últimos dias de julho tradicionalmente estão entre os períodos mais movimentados do calendário da aviação mundial, impulsionados pelas férias escolares na Europa e na América do Norte. Em 2026, porém, o fluxo de aeronaves ultrapassou todos os recordes anteriores.

A marca anterior havia sido registrada em 13 de julho de 2023, quando foram monitorados 137.225 voos em um único dia. Antes disso, o maior número era de 134.396 operações, alcançado em 6 de julho de 2023.

Monitoramento inclui voos de passageiros e carga aérea

O levantamento realizado pela Flightradar24 reúne voos comerciais de passageiros, tanto regulares quanto fretados, além das operações de carga aérea acompanhadas pela rede de rastreamento da plataforma.

A empresa destaca que os números representam as aeronaves monitoradas por seu sistema, já que não existe uma base de dados global capaz de registrar a totalidade dos voos comerciais realizados diariamente. Ainda assim, a plataforma é considerada uma das principais referências internacionais para acompanhar o tráfego da aviação comercial.

Europa, América do Norte e Ásia concentram maior fluxo aéreo

A animação divulgada pela Flightradar24 mostra milhares de aeronaves em operação simultaneamente, com maior concentração sobre a Europa, a América do Norte e parte da Ásia.

O cenário reflete o auge da temporada de verão no Hemisfério Norte, período em que milhões de passageiros viajam e as companhias aéreas ampliam suas malhas para atender ao crescimento da procura por voos.

O novo recorde evidencia a recuperação e a expansão contínua do transporte aéreo global, impulsionadas pelo aumento da demanda por viagens internacionais e domésticas durante uma das épocas mais movimentadas do ano.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Transporte

Liberdades do Ar: entenda como as regras ampliam a conectividade aérea do Brasil com o mundo

O governo brasileiro atualizou recentemente as regras que orientam a negociação dos direitos de tráfego aéreo com outros países, ampliando as possibilidades de novos acordos para operações de voos internacionais. A mudança fortalece a integração do Brasil ao mercado global de transporte aéreo e pode favorecer a expansão de rotas para passageiros e cargas.

Essas negociações são baseadas nas chamadas Liberdades do Ar, um conjunto de normas internacionais que estabelece quais direitos as companhias aéreas possuem para operar em territórios estrangeiros. As regras servem de fundamento para os Acordos Bilaterais de Serviços Aéreos, responsáveis por definir as condições para a oferta de voos entre diferentes países.

Convenção de Chicago deu origem às Liberdades do Ar

As Liberdades do Ar foram criadas em 1944 durante a Convenção de Chicago, encontro internacional que definiu os principais princípios da aviação civil após a Segunda Guerra Mundial.

O evento também resultou na criação da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), agência vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU) responsável por estabelecer padrões técnicos e regulatórios para a aviação internacional.

Atualmente, a OACI reconhece nove Liberdades do Ar, cada uma com um nível específico de autorização para que empresas aéreas operem entre diferentes países.

Conheça as nove Liberdades do Ar

As regras são organizadas em nove categorias, que ampliam gradualmente os direitos concedidos às companhias aéreas.

  • 1ª Liberdade: autoriza apenas o sobrevoo do território de outro país, sem necessidade de pouso.
  • 2ª Liberdade: permite pousos exclusivamente para fins técnicos, como abastecimento ou manutenção, sem embarque ou desembarque de passageiros e cargas.
  • 3ª Liberdade: garante o transporte de passageiros e cargas do país de origem da companhia para outro país.
  • 4ª Liberdade: assegura o direito de realizar o percurso inverso, trazendo passageiros e mercadorias de volta ao país da empresa.
  • 5ª Liberdade: permite transportar passageiros e cargas entre dois países estrangeiros, desde que o voo tenha origem ou destino no país da companhia aérea.
  • 6ª Liberdade: autoriza conexões internacionais por meio do país de origem da empresa aérea, ligando dois mercados estrangeiros.
  • 7ª Liberdade: possibilita que uma companhia opere voos entre dois países estrangeiros sem que a aeronave passe pelo país onde está sediada.
  • 8ª Liberdade: conhecida como cabotagem consecutiva, permite que uma empresa estrangeira transporte passageiros entre cidades de outro país como parte de um voo internacional.
  • 9ª Liberdade: chamada de cabotagem plena, autoriza companhias estrangeiras a operar voos totalmente domésticos em outro país, sem qualquer ligação com seu território de origem.

Brasil avança nas negociações para a 9ª Liberdade do Ar

O Brasil deu um passo importante para ampliar a integração regional ao aderir, ao lado de Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai e Bolívia, ao Memorando de Entendimento do Acordo de Liberalização Aérea Sul-Americana (ALAS).

O objetivo da iniciativa é criar as condições necessárias para a implementação da 9ª Liberdade do Ar entre os países participantes, permitindo uma maior abertura do mercado de aviação na América do Sul.

Grupo de Trabalho vai preparar proposta de integração

Como primeira etapa do processo, será instituído um Grupo de Trabalho responsável por elaborar estudos e propostas para harmonizar a regulamentação da aviação civil entre os países.

Entre os temas que serão analisados estão o reconhecimento mútuo de certificados e licenças de tripulantes, padrões de segurança operacional e manutenção, facilitação do transporte aéreo, direitos dos passageiros, sustentabilidade ambiental, além de normas relacionadas à infraestrutura aeroportuária e aos serviços de navegação aérea.

O grupo terá prazo de 12 meses para apresentar uma proposta que servirá de base para os próximos passos da implementação da 9ª Liberdade do Ar na América do Sul, iniciativa que poderá ampliar a conectividade regional e fortalecer a integração do setor aéreo entre os países participantes.

FONTE: Ministério de Porto e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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