Portos

Silvio Costa Filho destaca importância de portos e hidrovias em seminário internacional

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, participou nesta terça-feira (10), em Brasília, da abertura do Seminário PIANC Brasil: Diretrizes Globais e Desafios Nacionais. O evento reúne autoridades, especialistas e representantes do setor para debater como resoluções internacionais impactam a infraestrutura portuária e hidroviária do Brasil.

Seminário promove troca de experiências e boas práticas

Realizado no auditório da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o seminário oferece espaço para troca de experiências entre profissionais nacionais e internacionais. Os debates abordam planejamento de projetos marítimos, desenvolvimento de hidrovias e sustentabilidade no transporte aquaviário. A programação inclui painéis técnicos sobre desafios e soluções para a navegação no país.

O ministro Silvio Costa Filho ressaltou a relevância do modal hidroviário para reduzir custos logísticos, avançar na transição energética e fortalecer a competitividade brasileira. “Cada 25 barcaças nos rios equivalem a mais de 500 caminhões a menos nas estradas, reduzindo em quase 40% o curso logístico do país. Isso dialoga com a descarbonização, a sustentabilidade e a segurança hídrica”, afirmou.

Cooperação internacional e conhecimento técnico

O seminário é promovido pela PIANC Brasil, seção nacional da Associação Mundial de Infraestruturas de Transporte Aquaviário, que reúne especialistas e instituições dedicadas à modernização de portos e hidrovias. Segundo Ricardo Falcão, presidente da PIANC Brasil, a entidade atua como “fórum global de excelência técnica”, promovendo intercâmbio de experiências e boas práticas para o desenvolvimento sustentável da infraestrutura aquaviária.

A abertura do evento contou também com Francisco Esteban Lefler, presidente da PIANC Internacional; Frederico Dias, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq); Sérgio Gago Guida, contra-almirante da Marinha representando a Diretoria de Portos e Costas; Bruno Fonseca de Oliveira, presidente da Praticagem do Brasil; Marcelo Davi Gonçalves, desembargador do Tribunal Marítimo; e Luiz Fernando Garcia da Silva, presidente da Associação Brasileira de Entidades Portuárias e Hidroviárias (Abeph).

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Investimento

Suape inicia missão estratégica na ASEAN para expansão global e atração de investimentos

O Complexo Industrial e Portuário de Suape deu início a uma missão estratégica no Sudeste Asiático com foco na expansão global, atração de investimentos e abertura de novas rotas marítimas que integrem o terminal pernambucano às principais conexões internacionais.

Roteiro internacional liderado por Suape

A comitiva, comandada pelo diretor-presidente Armando Bisneto, começou a agenda por Singapura e seguirá para Malásia e Indonésia. O objetivo é apresentar aos empresários, autoridades governamentais e instituições financeiras os projetos estruturantes em andamento, a infraestrutura disponível e o novo ciclo de desenvolvimento do complexo portuário.

Entre os destaques estão a construção do terminal de cargas e contêineres da APM Terminals, a implantação de duas fábricas de e-metanol e os avanços na transição energética, reforçando a proposta de tornar Suape um polo logístico competitivo e sustentável no comércio global.

Suape-Brasil-ASEAN: cooperação institucional

A missão, chamada Suape-Brasil-ASEAN, conta com apoio da Frente Parlamentar Mista Brasil-ASEAN e do Ministério das Relações Exteriores. O bloco da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que inclui Timor-Leste, Camboja, Brunei, Laos, Myanmar, Filipinas, Vietnã e Tailândia, é uma das regiões mais dinâmicas do comércio internacional.

Na Malásia, a comitiva visitará terminais portuários e complexos industriais, incluindo o maior polo de refino de petróleo e petroquímica do país. Durante a etapa, estão previstos Memorandos de Entendimento voltados à cooperação técnica e ao intercâmbio estratégico entre autoridades portuárias.

Em Jacarta, capital da Indonésia, o grupo se reunirá com o Secretariado-Geral da ASEAN e com dirigentes da Indonesia Investment Authority, fundo soberano voltado a investimentos em infraestrutura, economia digital, saúde e economia verde.

Fortalecimento da presença internacional de Suape

Segundo o diretor-presidente, a missão é continuidade das articulações iniciadas em Brasília, em dezembro de 2025, quando foi firmado um termo de cooperação para ampliar o diálogo institucional entre Suape e a ASEAN.

A expectativa é que a agenda internacional fortaleça a presença de Suape no cenário global, aumente as oportunidades de negócios e consolide o complexo como hub estratégico do Nordeste brasileiro.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Meio Ambiente

Terras raras no Brasil: 2ª maior reserva global, mas produção ainda é mínima

O Brasil concentra cerca de 23% das reservas mundiais de terras raras, ocupando a segunda posição no ranking global. Apesar desse potencial estratégico, o país responde por menos de 1% da produção global, permanecendo praticamente fora das cadeias internacionais que abastecem setores como veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos eletrônicos.

A avaliação consta em relatório do Bank of America (BofA), que classifica o cenário como uma oportunidade ainda pouco aproveitada pelo país.

China domina refino e separação

O estudo destaca que a China mantém liderança absoluta nas etapas mais complexas da cadeia produtiva: a separação e o refino dos minerais. O país asiático concentra a maior parte da produção mundial de óxidos de terras raras e controla integralmente a separação dos elementos mais valiosos, conhecidos como HREE (heavy rare earth elements).

Esse domínio assegura vantagem competitiva na fabricação de ligas metálicas e ímãs permanentes, componentes essenciais para a transição energética e para a indústria de alta tecnologia.

Potencial brasileiro ainda subutilizado

De acordo com o relatório, o Brasil possui cerca de 21 milhões de toneladas de óxidos de terras raras. Grande parte dessas reservas está associada a depósitos de argilas iônicas, cujo processamento é considerado mais simples, econômico e ambientalmente favorável em comparação às rochas duras exploradas por países como Austrália e Estados Unidos.

Esses depósitos contêm minerais estratégicos como disprósio (Dy), térbio (Tb), neodímio (Nd) e praseodímio (Pr) — fundamentais para a produção de ímãs de alto desempenho.

Mesmo com essa vantagem geológica, o país ainda exporta majoritariamente matéria-prima bruta e importa compostos processados, muitos deles provenientes da própria China, o que limita a agregação de valor na cadeia produtiva.

Gargalos estruturais travam avanço

O BofA aponta entraves que explicam o baixo aproveitamento do setor. Entre os principais obstáculos estão:

  • Restrição de financiamento, já que direitos minerários não podem ser utilizados como garantia, dificultando acesso a crédito;
  • Fragmentação regulatória e ausência de uma estratégia nacional integrada;
  • Dependência tecnológica externa, com carência de capacidade industrial para separação e refino em larga escala.

A falta de políticas coordenadas que conectem mineração, processamento e manufatura também é citada como fator limitante.

Projetos avançam, mas desafios persistem

Apesar das dificuldades, há sinais de evolução. O projeto Serra Verde, atualmente o único empreendimento em escala comercial no país, iniciou operações e impulsionou recordes de exportações de metais raros em 2025.

Ainda assim, o Brasil segue como importador líquido de compostos de terras raras, evidenciando que o avanço ainda não alterou o quadro estrutural do setor.

Para capturar maior valor econômico, o relatório indica a necessidade de expandir a capacidade de separação e refino, atrair investimentos, estruturar melhor o cronograma de projetos e implementar uma política industrial coordenada.

Na avaliação do banco, o Brasil possui uma “oportunidade rara”, mas ainda distante de ser plenamente concretizada.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Maxar Technologies/Divulgação via REUTERS

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Meio Ambiente

Suape avança na transição energética e projeta atingir 50% de energia limpa ainda neste semestre

O Complexo Industrial Portuário de Suape, localizado na Região Metropolitana do Recife, acelera sua agenda de transição energética e trabalha para alcançar, ainda neste semestre, a marca de 50% de energia limpa em sua matriz de consumo elétrico.

Atualmente, 35,95% da energia utilizada pelo complexo já é proveniente de fontes renováveis, resultado de uma estratégia institucional voltada à eficiência energética, à redução das emissões de carbono e à adaptação da infraestrutura portuária às exigências de uma economia de baixo carbono.

Áreas estratégicas já operam com energia renovável

A energia limpa já abastece setores de alta demanda do complexo, como o Centro Administrativo, os Cais 1, 4 e 5, o Pátio Público de Veículos e o Prédio da Autoridade Portuária. Essas unidades concentram atividades administrativas e operacionais essenciais para o funcionamento do porto.

O consumo anual dessas áreas é estimado em 1,46 GWh, volume que, para efeito de comparação, equivale ao consumo mensal de cerca de 7.300 residências populares, considerando uma média de até 200 kWh por domicílio.

Viveiro florestal opera 100% com energia solar

Paralelamente à ampliação do uso de fontes renováveis, Suape também avança em projetos ambientais. O Viveiro Florestal de Suape, com capacidade de produção de aproximadamente 450 mil mudas por ano, é abastecido integralmente por energia solar.

A iniciativa fortalece ações de sustentabilidade no território do complexo, que possui 17,3 mil hectares, sendo que 59% da área está inserida na Zona de Preservação Ecológica (ZPEC).

Sistema inteligente reduz consumo de energia em até 60%

Outro destaque é o investimento em tecnologia para otimizar o uso energético. No Cais 5 e no Pátio Público de Veículos, um sistema inteligente de iluminação ajusta automaticamente a intensidade da luz conforme a necessidade operacional, gerando uma economia estimada de até 60% no consumo de energia dessas áreas.

Para o diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto, as ações reforçam o compromisso da estatal com um modelo portuário mais sustentável e inovador. “Esse é o caminho e estamos trabalhando fortemente para seguir avançando”, afirmou.

Fonte: Com informações do Complexo Industrial Portuário de Suape.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: DIVULGAÇÃO INDUSTRIAL PORTUÁRIO SUAPE

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Transporte

Frota global de navios dual fuel atinge 400 unidades e reforça transição energética marítima

A frota global de navios porta-contêineres e Ro-Ro com sistemas de dupla combustão alcançou a marca de cerca de 400 embarcações, consolidando uma das transformações mais relevantes da indústria marítima nos últimos anos. O avanço reflete o aumento dos investimentos em tecnologias voltadas à redução das emissões de gases de efeito estufa e ao atendimento de normas ambientais mais rigorosas.

Flexibilidade operacional impulsiona adoção da tecnologia dual fuel
Os navios dual fuel são projetados para operar tanto com combustíveis marítimos convencionais quanto com alternativas de menor impacto ambiental, como GNL, metanol e outros combustíveis emergentes. Essa capacidade de alternância tem sido estratégica para armadores que buscam mitigar riscos regulatórios, otimizar custos operacionais no longo prazo e reduzir a dependência de uma única matriz energética.

Grandes armadores lideram encomendas no longo curso
No segmento de porta-contêineres, as principais companhias de navegação concentram os pedidos por novas embarcações com dupla combustão, incorporando esses navios principalmente às rotas de longo curso. O movimento sinaliza uma mudança estrutural no perfil da frota global, alinhada às exigências ambientais de mercados internacionais.

Tecnologia avança no transporte Ro-Ro e no setor automotivo
Já no mercado Ro-Ro, a adoção da tecnologia dual fuel cresce sobretudo no transporte de veículos e cargas rodantes. Esses segmentos enfrentam pressão crescente de cadeias globais de suprimentos para reduzir a pegada de carbono e adotar práticas logísticas mais sustentáveis.

Perspectiva é de crescimento contínuo nos próximos anos
Especialistas do setor avaliam que a frota dual fuel deve seguir em expansão, impulsionada por novas encomendas em estaleiros da Ásia e da Europa. A expectativa é que essas embarcações assumam papel central na transição energética do transporte marítimo, enquanto os combustíveis de emissão zero ainda avançam rumo à viabilidade comercial em larga escala.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Tecnologia

WEG anuncia nova fábrica automatizada de armazenamento de energia em Itajaí

A WEG vai expandir seu parque industrial em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, com a implantação de uma nova fábrica dedicada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias (Bess). O empreendimento será o mais moderno do Brasil nesse segmento e reforça a estratégia da multinacional catarinense voltada à transição energética e à descarbonização.

Investimento conta com apoio do BNDES e da Finep

Para tirar o projeto do papel, a companhia obteve R$ 280 milhões em financiamento por meio do programa BNDES Mais Inovação, aprovado em chamada pública voltada à transformação de minerais estratégicos para a transição energética. A operação foi estruturada em parceria com a Finep, agência pública de fomento à inovação no país.

Obras começam em breve e devem gerar novos empregos

As obras da nova planta industrial devem começar nos próximos meses, com previsão de conclusão no segundo semestre de 2027. A entrada em operação da fábrica vai resultar na criação de cerca de 90 empregos diretos.

Com a nova unidade, a capacidade produtiva da WEG em sistemas Bess poderá chegar a 2 GWh por ano, volume equivalente à fabricação de aproximadamente 400 sistemas de 5 MWh.

Fábrica terá robôs e alto nível de automação

O projeto prevê um elevado grau de automação industrial, com linhas de montagem automáticas e semiautomáticas, além da utilização de robôs móveis autônomos para a logística interna. O complexo também contará com um laboratório de testes, desenvolvimento e qualificação, voltado à melhoria contínua de processos, controle de qualidade e aceleração de novas soluções tecnológicas.

Outro destaque da infraestrutura será a instalação de uma subestação de energia, que permitirá simular condições reais de operação dos sistemas.

Projeto fortalece segurança energética e posicionamento global

Segundo o presidente da WEG, Alberto Kuba, o investimento amplia o portfólio de soluções de alto valor agregado desenvolvidas no Brasil. “Com esse passo, a WEG contribui diretamente para o avanço da segurança energética e para a maior resiliência do sistema elétrico nacional”, afirma.

O executivo também ressalta que a iniciativa fortalece a presença da empresa no cenário internacional. “É um projeto alinhado à estratégia de posicionar a WEG e o Brasil de forma mais competitiva no contexto global da transição energética, reduzindo riscos e consolidando a atuação nacional em um mercado em expansão”, explica.

Sistemas Bess são essenciais para fontes renováveis

Os sistemas de armazenamento de energia em baterias têm papel fundamental na estabilidade das redes elétricas, especialmente diante do crescimento das fontes renováveis, como energia solar e energia eólica. Eles permitem armazenar eletricidade em períodos de menor consumo e liberá-la nos momentos de maior demanda, aumentando a confiabilidade do sistema e reduzindo o risco de falhas no fornecimento.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Internacional

Convite de Trump ao Brasil para bloco de minerais críticos expõe disputa global com a China

O convite feito pelos Estados Unidos ao Brasil para integrar um novo bloco comercial de minerais críticos revela mais do que uma iniciativa econômica. A proposta faz parte de uma estratégia geopolítica do governo de Donald Trump para reduzir a dependência americana da China em insumos essenciais para a indústria tecnológica e para a transição energética global.

A avaliação é do analista de Economia da CNN, Gabriel Monteiro, em comentário no CNN Novo Dia. Segundo ele, o movimento representa uma resposta direta à hegemonia chinesa nesse setor estratégico.

Estratégia americana e contrapeso à China

O convite foi direcionado a 54 países e tem como objetivo estruturar um grupo capaz de funcionar como contrapeso à China no mercado internacional de minerais. A ideia é estabelecer regras mínimas de produção, além de discutir preços de referência para esses materiais.

De acordo com Monteiro, trata-se de uma iniciativa que pode ser interpretada como claramente “anti-China”, ao tentar reduzir a influência de Pequim sobre cadeias produtivas consideradas vitais para o futuro da economia global.

Importância dos minerais críticos para a economia global

Recursos como lítio, manganês e cobre são indispensáveis para setores em rápida expansão, como mobilidade urbana, carros elétricos e fabricação de equipamentos eletrônicos. Atualmente, a China domina grande parte da produção mundial desses minerais, com destaque para as terras raras, o que acende alertas entre países ocidentais e seus aliados.

Impactos e dilemas para o Brasil

Para o Brasil, a adesão ao bloco traz desafios relevantes. “Se a iniciativa americana der certo, isso pode colocar o Brasil contra a parede”, avalia Monteiro. O analista lembra que o país se beneficia de uma posição de relativa neutralidade, mantendo relações comerciais estratégicas tanto com a China quanto com os Estados Unidos.

Estados Unidos, Japão e países europeus acusam a China de usar subsídios estatais para reduzir artificialmente os preços desses minerais, inviabilizando projetos privados em outras regiões. Prática semelhante é alvo de investigações no Brasil no caso do aço chinês, que estaria prejudicando a indústria siderúrgica nacional.

Oportunidades econômicas e riscos geopolíticos

Por outro lado, um cenário de maior competição internacional pode abrir oportunidades para o Brasil. O país possui reservas relevantes de minerais críticos, mas ainda depende de investimentos externos para ampliar a exploração e o processamento desses recursos.

O principal desafio, no entanto, será equilibrar os potenciais ganhos econômicos com os riscos geopolíticos de uma eventual escolha de lado na disputa entre as grandes potências globais.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Rádio Pampa

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Negócios

WEG anuncia nova fábrica de sistemas de armazenamento de energia em Itajaí (SC)

A WEG (WEGE3) confirmou que irá construir uma nova fábrica em Itajaí, Santa Catarina, dedicada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS). O anúncio foi feito nesta quarta-feira e reforça a estratégia da companhia de ampliar sua atuação em soluções ligadas à transição energética.

Capacidade produtiva chegará a 2 GWh por ano

Com a nova unidade, a capacidade produtiva da WEG em sistemas BESS poderá alcançar até 2 gigawatts-hora (GWh) anuais. A ampliação ocorre em um cenário de crescimento das oportunidades no mercado brasileiro de armazenamento de energia, impulsionado pela expectativa de um leilão inédito do governo federal para contratação desses sistemas no setor elétrico.

Investimento conta com apoio do BNDES

As obras da nova fábrica devem começar em breve, com previsão de conclusão no segundo semestre de 2027. O projeto será financiado em parte com R$ 280 milhões do programa BNDES Mais Inovação, voltado ao estímulo de iniciativas tecnológicas e industriais no país.

Unidade será referência tecnológica no Brasil

Em comunicado, a empresa destacou que a planta será a mais moderna do Brasil no segmento de armazenamento de energia. Segundo a WEG, o investimento representa um avanço estratégico na oferta de soluções voltadas à eficiência energética e à descarbonização da matriz elétrica.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Adobe Stock

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Informação

Bateria de nióbio: tecnologia brasileira pode transformar o futuro do armazenamento de energia

Enquanto o mercado global intensifica a corrida pelo lítio, o Brasil surge como protagonista em uma possível mudança de rota no setor de armazenamento de energia. Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram uma bateria de nióbio funcional, recarregável e com tensão de 3 volts, já validada fora do ambiente acadêmico e em testes industriais reais.

O avanço vai além da teoria científica. Trata-se de uma tecnologia com potencial de mercado, capaz de disputar espaço com soluções comerciais já consolidadas.

Desafio histórico do nióbio é superado

A pesquisa é coordenada pelo professor Frank Crespilho, do Instituto de Química de São Carlos, e enfrentou um obstáculo que por décadas limitou o uso do nióbio em baterias: a degradação do metal em sistemas eletroquímicos, especialmente quando exposto à água e ao oxigênio.

Esse problema foi contornado com uma abordagem inédita, que permitiu ao nióbio operar de forma estável sem perda de desempenho ao longo dos ciclos de carga e descarga.

Natureza inspira solução tecnológica

A resposta veio da biologia. Inspirado em processos naturais, Crespilho desenvolveu o NB-RAM (Niobium Redox Active Medium), um sistema que regula o ambiente químico interno da bateria. A tecnologia possibilita que o nióbio alterne seus estados eletrônicos sem sofrer degradação, reproduzindo mecanismos observados em enzimas e metaloproteínas presentes no corpo humano.

Esses sistemas biológicos utilizam metais altamente reativos de forma estável há bilhões de anos. A ciência, nesse caso, apenas adaptou uma solução já testada pela natureza.

Equilíbrio entre proteção e desempenho elétrico

Parte fundamental do desenvolvimento ficou a cargo da pesquisadora Luana Italiano, responsável por ajustar o ponto mais sensível do projeto: proteger o nióbio sem comprometer a performance elétrica da bateria. O desafio envolvia encontrar o equilíbrio ideal entre estabilidade química e eficiência energética.

Após dois anos de ajustes, os testes confirmaram que o modelo mantém desempenho consistente e durável, atendendo às exigências técnicas do setor.

Tecnologia avança para padrão industrial

A patente da bateria de nióbio já foi depositada pela USP. Em parceria com a Unicamp, os pesquisadores testaram o sistema em formatos industriais, como células coin e pouch, amplamente utilizados pela indústria de baterias. Os resultados indicaram estabilidade operacional e repetidos ciclos de carga e descarga.

Com 3 volts de tensão, a tecnologia se posiciona no mesmo nível das baterias comerciais atuais, ampliando sua viabilidade econômica e industrial. O avanço já despertou o interesse de empresas chinesas do setor de baterias.

Impacto geopolítico e estratégico para o Brasil

O desenvolvimento tem relevância que vai além da ciência. O Brasil concentra cerca de 98% das reservas mundiais de nióbio e responde por aproximadamente 90% da produção global. Até agora, o país atua majoritariamente como exportador de matéria-prima.

A nova bateria altera esse cenário ao abrir caminho para que o Brasil se torne desenvolvedor de tecnologia estratégica, especialmente em um contexto de transição energética global.

Segundo Crespilho, o avanço mostra que o país pode ir além da extração de recursos naturais. Para isso, os pesquisadores defendem a criação de um centro multimodal de inovação, integrando governo, universidades e startups, com foco em escalar a tecnologia e levá-la ao mercado.

Se esse movimento se consolidar, o Brasil não apenas seguirá como líder em nióbio, mas poderá assumir um papel central no futuro da energia.

FONTE: StartSe
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/StartSe

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Investimento

Brasil e Arábia Saudita ampliam cooperação em minerais críticos e investimentos estratégicos

O Brasil e a Arábia Saudita deram novos passos para aprofundar a parceria estratégica em minerais críticos, com foco na atração de investimentos de longo prazo e no desenvolvimento de projetos considerados essenciais para a transição energética. A agenda foi discutida durante reunião oficial em Riad entre o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o ministro saudita da Indústria e Recursos Minerais, Bandar Al-Khorayef.

Governança e ambiente regulatório em destaque

Durante o encontro, Alexandre Silveira apresentou os avanços institucionais do setor mineral brasileiro, destacando o fortalecimento da governança e da regulação como fatores-chave para aumentar a confiança de investidores internacionais.

Um dos principais pontos abordados foi a atuação do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM), órgão que reúne 18 ministérios e assessora diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na formulação das políticas do setor. Segundo o ministro, o conselho tem contribuído para aprimorar o licenciamento ambiental, reduzir gargalos burocráticos e melhorar a coordenação entre os órgãos públicos.

“Mesmo sendo um país federativo, o Brasil tem avançado na padronização regulatória e institucional, mantendo pilares como estabilidade legal, segurança jurídica e previsibilidade para investimentos de longo prazo”, afirmou Silveira.

Projetos estratégicos e potencial mineral brasileiro

No campo dos investimentos, o ministro ressaltou a atuação das empresas nacionais e os esforços do governo para viabilizar projetos estratégicos de minério de ferro de alta redução e de cobre, especialmente nos estados do Pará e de Minas Gerais. A iniciativa busca ampliar a competitividade do Brasil no mercado global de commodities minerais.

Silveira também destacou o expressivo potencial geológico do Brasil. Atualmente, apenas cerca de 30% do subsolo brasileiro está mapeado. Ainda assim, o país já se posiciona como a segunda maior reserva mundial de terras raras e a sétima maior reserva de urânio, o que reforça o interesse em ampliar parcerias internacionais no setor.

Interesse em novos aportes sauditas

Dentro desse contexto, o ministro manifestou interesse em receber no Brasil representantes da Manara Minerals, fundo saudita que é sócio da Vale S.A. na Vale Base Metals, responsável pela produção de cobre e níquel — minerais classificados como críticos para a transição energética.

O objetivo é avaliar oportunidades para expandir investimentos em projetos minerais considerados prioritários pelo governo brasileiro.

Grupo de trabalho e cadeia de valor mineral

Como encaminhamento prático, Brasil e Arábia Saudita decidiram criar um grupo de trabalho bilateral, com reuniões periódicas, inclusive em formato virtual, para analisar iniciativas conjuntas e dar mais agilidade à cooperação no setor mineral.

Silveira também destacou a importância de investimentos sauditas na cadeia de transformação mineral instalada no Brasil. Segundo o ministro, agregar valor à produção é essencial para impulsionar a industrialização, gerar empregos e promover inovação tecnológica. Em um cenário global no qual os minerais críticos ganham relevância estratégica semelhante à do petróleo, a integração entre mineração, indústria e energia torna-se cada vez mais decisiva.

Mapeamento geológico entra na pauta

Ao final da reunião, o ministro solicitou apoio do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF) para projetos voltados ao mapeamento do potencial mineral brasileiro. A ampliação do conhecimento geológico, segundo Silveira, é fundamental para criar bases sólidas que sustentem novos investimentos estruturantes no setor.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MME

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