Informação

Terras raras colocam Brasil no centro das cadeias globais e impulsionam debate estratégico

O Brasil vive um momento decisivo no setor de minerais críticos, com a combinação de novos aportes internacionais em projetos de terras raras e a tramitação do Projeto de Lei nº 2.780/2024. A proposta, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, deve ter seu relatório apresentado na Câmara dos Deputados nos próximos dias, abrindo caminho para votação.

A iniciativa busca estabelecer diretrizes e incentivos para ampliar não apenas a extração, mas também o processamento desses recursos no país, tema central para a inserção brasileira nas cadeias globais de valor.

Minerais estratégicos e transição energética

Recursos como terras raras, lítio e grafite são fundamentais para setores como energia limpa, mobilidade elétrica e tecnologias digitais. Apesar da abundância global, a cadeia produtiva desses insumos ainda é concentrada, com destaque para a liderança da China nas etapas de processamento — justamente onde se concentra maior valor econômico.

Nesse cenário, o posicionamento do Brasil vai além da produção mineral: envolve a capacidade de avançar em segmentos industriais de maior valor agregado.

Papel do capital estrangeiro no setor mineral

A presença de investidores internacionais em projetos no Brasil segue a dinâmica global da mineração, que exige altos volumes de capital, tecnologia avançada e prazos longos de maturação.

Em geral, empreendimentos em estágio inicial atraem investidores dispostos a assumir maiores riscos, enquanto projetos mais próximos da produção demandam estruturas financeiras mais robustas. Esse movimento reflete a lógica econômica do setor, mais do que uma estratégia vinculada à origem do capital.

Desafio: agregar valor à produção nacional

Para o Brasil, a principal questão não é limitar a entrada de recursos externos, mas direcionar essa participação para ampliar a agregação de valor. O objetivo é avançar além da extração, investindo em etapas como beneficiamento, refino e produção de insumos industriais.

Esse avanço depende de fatores como escala produtiva, financiamento e acesso à tecnologia — elementos que podem ser potencializados por parcerias internacionais.

Projeto de lei pode redefinir estratégia nacional

O PL 2.780/2024 surge como peça-chave nesse processo. A proposta prevê incentivos econômicos, melhorias regulatórias e estímulo à industrialização dos minerais, criando um ambiente mais favorável para investimentos em etapas de maior complexidade.

Entre os possíveis impactos estão a redução de custos para transferência de tecnologia e o fortalecimento da coordenação institucional, fatores que podem ampliar a competitividade do país.

Lições internacionais e próximos passos

Experiências globais mostram que o avanço nas cadeias de minerais estratégicos não depende de isolamento, mas de integração qualificada. O caso chinês ilustra como investimentos contínuos em processamento e tecnologia podem transformar a posição de um país no mercado global.

O Brasil reúne vantagens importantes, como disponibilidade de recursos e interesse internacional. No entanto, a consolidação de uma estratégia eficaz dependerá da implementação de políticas que incentivem a industrialização e ampliem a participação nacional nas etapas de maior valor.

Com a tramitação do projeto em curso, o país caminha para definir não apenas sua presença, mas o nível de protagonismo nas cadeias globais ligadas à transição energética.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: NeoFeed

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Informação

Petroleiras lucram quase US$ 3 mil por segundo em meio à crise global de energia

Mesmo diante da crise global de energia e do avanço da inflação, as maiores companhias do setor petrolífero seguem ampliando seus ganhos. Levantamento da organização Oxfam aponta que seis gigantes — Chevron, Shell, BP, ConocoPhillips, ExxonMobil e TotalEnergies — devem registrar, juntas, cerca de US$ 2.967 por segundo em lucros ao longo de 2026.

Na prática, isso representa aproximadamente US$ 94 bilhões no ano, um volume expressivo em um cenário em que consumidores enfrentam combustíveis mais caros, aumento nas tarifas de energia e maior pressão sobre o orçamento doméstico.

Crescimento acelerado dos ganhos

De acordo com a análise, os lucros dessas empresas cresceram significativamente em relação ao ano anterior. O avanço é estimado em quase US$ 37 milhões por dia a mais em comparação com 2025.

O resultado evidencia um contraste marcante: enquanto famílias ajustam despesas básicas, o setor petrolífero mantém trajetória de expansão financeira.

Instabilidade global impulsiona resultados

A tensão geopolítica no Oriente Médio e a volatilidade no mercado internacional de petróleo estão entre os principais fatores que explicam o aumento dos lucros.

Com a alta no preço do barril, as companhias ampliam suas margens e fortalecem o desempenho financeiro. Por outro lado, os impactos recaem sobre consumidores e empresas, que enfrentam custos mais elevados e pressão inflacionária crescente.

Oxfam aponta aumento da desigualdade

A Oxfam critica o cenário, destacando o contraste entre os lucros elevados e as dificuldades enfrentadas por milhões de pessoas. Para a entidade, a situação reforça o avanço da desigualdade econômica e levanta questionamentos sobre políticas de incentivo ao setor de combustíveis fósseis.

A organização também chama atenção para o fato de que diversos governos continuam concedendo subsídios à indústria, mesmo diante da necessidade de acelerar a transição energética e enfrentar a crise climática.

Debate envolve economia e meio ambiente

O desempenho financeiro das petroleiras reacende discussões sobre o papel dessas empresas no cenário global. De um lado, elas permanecem essenciais para garantir o abastecimento energético. De outro, enfrentam críticas por manter modelos que contribuem para o aumento das emissões e dificultam mudanças estruturais no setor.

Especialistas apontam que o desafio está em conciliar segurança energética com responsabilidade ambiental, sem transferir integralmente os custos para o consumidor final.

Um tema que vai além do petróleo

O debate sobre o setor petrolífero ultrapassa a esfera econômica e passa a envolver questões como justiça social, política energética e o futuro climático do planeta.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Petrobras

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Sustentabilidade

Energia renovável no Brasil cresce e deve adicionar 9 GW em 2026

O Brasil deve registrar um forte avanço na energia renovável em 2026, com a instalação de 9.142 megawatts (MW) em nova capacidade elétrica. O volume, projetado pela Agência Nacional de Energia Elétrica, representa um crescimento de 23,4% em relação ao ano anterior e equivale à geração de cerca de nove usinas do porte de Angra III.

Energia solar lidera expansão da matriz

A energia solar será a principal responsável pela expansão, com previsão de 4.560 MW adicionados — um salto de 61,7% frente a 2025. O ritmo indica que o país deve inaugurar, em média, uma usina solar de médio porte por dia útil ao longo do ano.

Já a energia eólica deve contribuir com 1.430 MW, abaixo do registrado no ano anterior, indicando uma desaceleração no segmento e uma mudança no protagonismo entre as fontes renováveis.

Termelétricas ainda têm peso relevante

Apesar do avanço das fontes limpas, as termelétricas fósseis seguem presentes na expansão da matriz, com previsão de 2.770 MW — quase 30% do total.

Outras fontes, como biomassa e pequenas centrais hidrelétricas, completam a expansão com participação menor, somando pouco mais de 300 MW.

Brasil mantém uma das matrizes mais limpas do mundo

O país já se destaca globalmente pela alta participação de fontes renováveis. Em janeiro de 2026, a capacidade instalada total chegou a 215,9 gigawatts (GW), sendo 84,63% provenientes de fontes limpas.

Esse percentual é mais que o dobro da média global, estimada em cerca de 40%, colocando o Brasil entre as matrizes energéticas mais sustentáveis do mundo.

Primeiro trimestre já indica forte crescimento

Os dados iniciais de 2026 reforçam a tendência de expansão. Apenas nos três primeiros meses do ano, foram adicionados 2.426 MW — o equivalente a 26,5% da meta anual.

Em março, a predominância foi ainda mais evidente:

  • 27 usinas inauguradas;
  • 25 delas solares;
  • mais de 1.100 MW vindos da fonte fotovoltaica.

Estados como Ceará, Bahia, Goiás e Pernambuco lideraram os novos projetos.

Geração distribuída amplia ainda mais a expansão

Vale destacar que os números oficiais consideram apenas a geração centralizada. A geração distribuída, com painéis solares instalados em residências, empresas e propriedades rurais, cresce paralelamente e não está incluída nesses dados.

Isso significa que a expansão real da energia solar no Brasil é ainda maior do que os números indicam.

Comparação internacional e desafios

Embora expressivo, o crescimento brasileiro ainda é menor que o de grandes potências. Países como China e Estados Unidos adicionam dezenas de gigawatts por ano.

Por outro lado, o Brasil já possui uma base renovável consolidada, o que reduz a necessidade de uma transição inicial e direciona o foco para a expansão e modernização do sistema.

Dependência de fontes fósseis ainda é necessária

A presença das termelétricas na expansão reflete uma necessidade técnica. Essas usinas garantem segurança energética em momentos de baixa geração hídrica, solar ou eólica.

No futuro, soluções como armazenamento por baterias podem reduzir essa dependência, mas a tecnologia ainda está em fase inicial no país.

Projeções podem variar

As estimativas para 2026 dependem da entrada efetiva das usinas em operação. Fatores como licenciamento ambiental, financiamento e condições climáticas podem impactar o resultado final.

Mesmo assim, o cenário aponta para a consolidação do Brasil como protagonista em energia limpa, com crescimento acelerado da solar e avanço contínuo das renováveis.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Tecnologia

Carros elétricos avançam em Santa Catarina com alta do diesel e da gasolina

O aumento no preço do diesel e da gasolina no Brasil, influenciado pela volatilidade do petróleo e por tensões geopolíticas, tem acelerado a adoção de carros elétricos em Santa Catarina. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontam que o diesel acumulou alta de quase 20% desde fevereiro, enquanto a gasolina subiu 5,5%.

Esse cenário tem levado consumidores a buscar alternativas mais econômicas e sustentáveis, fortalecendo a eletromobilidade no país.

Frota de veículos eletrificados cresce no Brasil

Desde 2020, o uso de veículos elétricos e híbridos vem ganhando espaço entre motoristas brasileiros. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), a frota nacional cresceu 26% em 2025, superando 230 mil unidades.

Em Santa Catarina, mais de 30 mil veículos eletrificados já circulam, representando cerca de 10% do mercado de veículos leves, com destaque para modelos 100% elétricos (BEV) e híbridos plug-in (PHEV).

Infraestrutura de recarga ainda é desafio

Apesar do crescimento, a expansão da infraestrutura de recarga elétrica ainda enfrenta limitações. O Brasil conta atualmente com cerca de 16 mil pontos públicos e semipúblicos, concentrados principalmente nas regiões Sul e Sudeste.

Mesmo em expansão, essa rede atende apenas cerca de 25% dos municípios, evidenciando um gargalo que demanda novos investimentos para acompanhar o avanço da frota elétrica.

Economia no uso favorece adoção

O fator econômico também pesa na decisão dos consumidores. O custo por quilômetro rodado com carros elétricos pode ser até 70% menor em comparação aos veículos a combustão.

Além disso, a menor dependência das oscilações do mercado internacional garante maior previsibilidade de खर्च, especialmente para quem percorre longas distâncias mensalmente.

Expansão de eletropostos acompanha demanda em SC

Em Santa Catarina, a rede de postos de recarga começa a se expandir para atender ao crescimento da demanda. Um dos exemplos é o Ecoposto Rudnik, que já opera unidades em cidades como Florianópolis, Balneário Camboriú, Santo Amaro da Imperatriz e Tubarão.

A estratégia inclui parcerias com redes varejistas e postos de combustíveis, integrando a recarga a atividades do dia a dia. A empresa projeta alcançar 50 unidades na região Sul até o fim de 2026, ampliando a cobertura e reduzindo lacunas na infraestrutura.

Energia solar reforça sustentabilidade do modelo

Outro destaque é a integração da energia solar aos sistemas de recarga. Parte dos eletropostos opera com geração própria por meio de usinas solares, alinhando a mobilidade elétrica à transição energética.

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Brasil já ultrapassa 30 GW de capacidade instalada em geração distribuída. Esse modelo reduz custos operacionais, diminui a dependência de fontes fósseis e contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

A combinação entre mobilidade elétrica e fontes renováveis aponta para uma transformação estrutural no setor, com impactos no consumo, na sustentabilidade e nos modelos de negócio.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Sem Categoria

Porto de Imbituba recebe missão internacional para avaliar energia eólica offshore

O Porto de Imbituba sediou uma missão internacional voltada à análise do potencial da energia eólica offshore na região. A visita integra a Parceria Energética Brasil-Dinamarca (BRADEP), iniciativa que promove cooperação técnica entre os dois países no setor de energia renovável.

Cooperação internacional foca energia limpa no Brasil

A agenda reuniu representantes do Ministério de Portos e Aeroportos, da Embaixada da Dinamarca no Brasil e da COWI, empresa global especializada em projetos de infraestrutura sustentável.

Além de Imbituba, a programação também incluiu atividades no Porto de Laguna, ampliando o mapeamento das condições logísticas no litoral de Santa Catarina.

Avaliação técnica analisa infraestrutura portuária

Durante a visita, as equipes realizaram uma imersão nas áreas operacionais dos portos, com foco na coleta de dados e no intercâmbio de informações técnicas.

O objetivo principal foi avaliar:

  • a infraestrutura portuária disponível
  • a capacidade de apoio a projetos de energia eólica no mar
  • a eficiência logística para futuras operações

A análise também considerou critérios de sustentabilidade e viabilidade de longo prazo para implantação de parques eólicos offshore.

Portos ganham papel estratégico na transição energética

O movimento ocorre em meio ao avanço das discussões sobre a estrutura necessária para desenvolver a cadeia de energia eólica offshore no Brasil.

Nesse cenário, os portos tendem a assumir funções estratégicas, como:

  • movimentação de equipamentos de grande porte
  • suporte logístico para instalação de turbinas
  • apoio às operações de manutenção

Imbituba e Laguna buscam protagonismo no setor

De acordo com o presidente da SCPAR Porto de Imbituba, Christiano Lopes, os portos catarinenses trabalham para se consolidar como hubs logísticos voltados à transição energética.

A estratégia se apoia na localização geográfica e na infraestrutura já existente, fatores considerados decisivos para atrair investimentos no setor.

Investimentos em energia solar reforçam sustentabilidade

Paralelamente, o Porto de Imbituba vem adotando medidas para diversificar sua matriz energética. Entre as iniciativas está a implantação de um sistema de energia solar fotovoltaica, que já responde por cerca de 15% do consumo elétrico do complexo.

A ação reforça o compromisso do porto com práticas sustentáveis e com a ampliação do uso de fontes renováveis.

FONTE:
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto de Imbituba

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Portos

Suape fortalece agenda internacional com visita do Porto de Antuérpia-Bruges

O Complexo Industrial Portuário de Suape recebeu, na segunda-feira (30), uma delegação do Porto de Antuérpia-Bruges, considerado o segundo maior porto da Europa. A visita reforça a estratégia de posicionar o terminal pernambucano como referência global em logística portuária e comércio exterior.

A comitiva foi liderada pelo CEO Kristof Waterschoot e integra a agenda internacional de Suape voltada à ampliação de parcerias e atração de investimentos.

Acordo Mercosul-UE impulsiona novas oportunidades

As tratativas ocorrem em um contexto favorável, marcado pelo avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia. O cenário fortalece Pernambuco como ponto estratégico para exportações brasileiras e como hub de entrada de cargas europeias no Nordeste.

Com isso, Suape amplia seu protagonismo na integração entre mercados internacionais e na expansão de rotas marítimas.

Cooperação técnica e intercâmbio com porto europeu

Além das discussões institucionais, a visita abre caminho para intercâmbio com a Port of Antwerp-Bruges International, braço global do complexo belga. A iniciativa busca fomentar o compartilhamento de conhecimento em operações portuárias, gestão logística e inovação regulatória.

A delegação internacional também contou com executivos como Wannes Vincent e Matheus Doleck, que acompanham projetos na América Latina.

Foco em investimentos e novos negócios

Representantes de Suape destacaram que o encontro deve evoluir para parcerias estratégicas em diferentes frentes. Entre os objetivos estão a atração de armadores internacionais, ampliação da infraestrutura e fortalecimento da competitividade no mercado externo.

As reuniões ocorreram no Centro Administrativo do porto e incluíram visita à torre de controle, permitindo visão ampla das operações e da estrutura logística.

Sustentabilidade e inovação na agenda conjunta

Entre os temas prioritários discutidos estão a transição energética, o desenvolvimento de infraestrutura sustentável e a capacitação técnica. A cooperação também poderá incluir estudos conjuntos para expansão de terminais e aprimoramento da governança.

A iniciativa reforça o compromisso com uma logística sustentável e alinhada às exigências do comércio global.

Suape avança como hub estratégico no Atlântico

Com a aproximação entre os dois portos, a expectativa é ampliar conexões internacionais e consolidar Suape como um dos principais hubs logísticos da América do Sul.

A parceria sinaliza ganhos para a economia regional e fortalece o papel do porto como porta de entrada e saída para o comércio global.

FONTE: Suape
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Suape

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Sustentabilidade

Outorga Verde em Suape impulsiona projeto de energia a partir de resíduos

O Complexo Industrial Portuário de Suape foi escolhido como área de referência para a implementação da primeira Outorga Verde aprovada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A proposta faz parte de um programa inovador que busca estimular soluções voltadas à transição energética nos portos e ao fortalecimento da economia circular no Brasil.

O projeto selecionado, apresentado pela empresa Hardrada Energy Tech, prevê investimentos de até R$ 28,8 milhões e será desenvolvido dentro de um ambiente regulatório experimental da agência.

Projeto transforma resíduos em energia limpa e insumos industriais

A iniciativa contempla a instalação de uma planta voltada ao processamento de resíduos urbanos e portuários, com foco na geração de energia renovável e na produção de novos insumos industriais.

Entre as tecnologias previstas estão a gaseificação e a pirólise, processos que permitem a decomposição térmica de materiais orgânicos em altas temperaturas, sem presença de oxigênio. O projeto também prevê integração com a cadeia de reciclagem e com a logística regional, garantindo o abastecimento de matéria-prima.

Suape reforça papel estratégico em inovação sustentável

A participação de Suape ocorre por meio de apoio institucional, alinhado à estratégia do complexo de incentivar a inovação tecnológica, a sustentabilidade e a descarbonização das operações portuárias.

As etapas de implantação seguirão os procedimentos regulatórios específicos, incluindo uso de áreas e formalizações exigidas em cada fase do projeto.

Segundo a diretora interina da Antaq, Cristina Castro, a Outorga Verde representa um marco para o setor. A iniciativa busca transformar compromissos climáticos e políticas públicas de energia limpa em ações práticas, com colaboração entre agentes públicos e privados.

Já o diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto, destaca que o projeto reforça a capacidade do complexo de atrair iniciativas que conciliam desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental.

Ambiente experimental amplia soluções de baixo carbono

Para o diretor de Sustentabilidade e Inovação de Suape, Sóstenes Alcoforado, o projeto contribui para expandir o ambiente de testes tecnológicos no porto. A proposta estimula alternativas capazes de transformar resíduos em recursos úteis, além de reduzir as emissões de carbono nas operações.

A Outorga Verde integra o primeiro sandbox regulatório da Antaq, que já selecionou propostas em áreas como energia renovável, combustíveis alternativos, eletrificação portuária e abastecimento com combustíveis limpos.

FONTE: Suape
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Suape

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Inovação

Inovação industrial: projetos de Santa Catarina ganham destaque em congresso nacional

Projetos liderados por Santa Catarina estarão entre os protagonistas do 11º Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria, que acontece nos dias 25 e 26 de março, em São Paulo. As iniciativas reforçam o papel do estado como referência em inovação industrial, com soluções voltadas à transição energética, digitalização e sustentabilidade.

As propostas contemplam diferentes setores estratégicos, como energia, agroindústria, defesa, óleo e gás e meio ambiente, evidenciando a diversidade e o alcance das tecnologias desenvolvidas.

Tecnologias com dados satelitais e monitoramento climático

Entre os destaques, estão projetos que utilizam dados geoespaciais, sensoriamento remoto e inteligência artificial para otimizar processos e ampliar a capacidade de análise em tempo real.

Um dos exemplos é o Catarina A2, nanossatélite de pequeno porte que opera a cerca de 500 quilômetros da Terra. O equipamento já passou por avaliação técnica que valida sua prontidão para lançamento, reforçando o avanço da tecnologia espacial brasileira.

Outras soluções incluem plataformas que integram imagens de satélite para monitoramento de ativos elétricos e ferramentas voltadas ao agro, capazes de identificar culturas, prever safras e apoiar a gestão agrícola inteligente.

Transição energética e foco em sustentabilidade

A pauta da energia limpa também ganha espaço entre os projetos apresentados. Iniciativas voltadas ao hidrogênio verde, eficiência energética e controle ambiental demonstram o compromisso da indústria com práticas mais sustentáveis.

Entre elas, está um sistema inteligente que otimiza a produção e o armazenamento de energia, além de plataformas digitais que permitem a rastreabilidade ambiental e o monitoramento de desmatamento em cadeias produtivas.

Outro destaque é a aplicação de soldagem a laser, que contribui para a redução de emissões e melhora da eficiência nos processos industriais, alinhando inovação com metas de descarbonização.

Robótica e manufatura digital ampliam produtividade

A indústria 4.0 também marca presença com projetos que integram robótica avançada, manufatura digital e soluções voltadas à segurança operacional.

Entre as inovações, estão robôs desenvolvidos para atuar em ambientes complexos, como a desobstrução de dutos no pré-sal, além de tecnologias que substituem estoques físicos por bibliotecas digitais de peças, otimizando custos e logística.

Outros sistemas permitem a virtualização de processos industriais, reduzindo riscos aos trabalhadores, e aplicações específicas como robôs com laser para manutenção de estruturas navais e soluções voltadas à segurança aeronáutica, incluindo prevenção de congelamento em superfícies.

Prêmio Nacional de Inovação reconhece projetos

Durante o evento, também serão anunciados os vencedores do 9º Prêmio Nacional de Inovação (PNI), que conta com representantes catarinenses entre os finalistas.

A premiação, promovida pela Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) e coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o Sebrae e outras instituições, reconhece iniciativas que impulsionam a competitividade industrial, a produtividade e o avanço tecnológico no país.

Desde sua criação, o prêmio já contabiliza mais de 16 mil inscrições e mais de 100 vencedores em todo o Brasil, consolidando-se como uma das principais iniciativas de valorização da inovação no setor industrial.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Nathalia Barros

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Sustentabilidade

China acelera armazenamento de energia renovável com mega reservatórios

A China energia renovável avança em ritmo acelerado e já superou metas estabelecidas para o setor. O país atingiu, ainda em julho de 2024, a marca de 1.200 GW de capacidade instalada em energia eólica e solar, seis anos antes do previsto.

Até o fim de 2025, esse número ultrapassou 1.840 GW, representando 47,3% da capacidade elétrica total. Pela primeira vez, essas fontes limpas superaram os combustíveis fósseis, como carvão e gás, na matriz energética chinesa.

Desafio agora é armazenar energia em larga escala

Com a expansão rápida das renováveis, surge um novo desafio: garantir a estabilidade do sistema elétrico. Como a geração de energia solar e eólica é intermitente, o país precisa investir em armazenamento de energia e em redes inteligentes capazes de equilibrar oferta e demanda.

Para lidar com essa questão, o governo chinês transformou o armazenamento em prioridade estratégica, apostando em diferentes tecnologias.

Hidrelétricas reversíveis lideram estratégia

A principal aposta da China está no armazenamento hidrelétrico por bombeamento, tecnologia que utiliza reservatórios em diferentes altitudes para armazenar energia.

O funcionamento é simples: o excedente de eletricidade é usado para bombear água para um reservatório superior. Quando há necessidade de energia, a água retorna ao nível inferior, acionando turbinas e gerando eletricidade.

Esse modelo, considerado um dos mais eficientes para armazenamento de energia em larga escala, se beneficia da geografia montanhosa do país.

Atualmente, a China concentra mais projetos desse tipo do que o restante do mundo somado e pretende ampliar significativamente sua capacidade nos próximos anos.

Meta ambiciosa prevê expansão acelerada

O plano chinês prevê adicionar cerca de 100 GW de capacidade em usinas de bombeamento nos próximos cinco anos. Hoje, o país já conta com aproximadamente 59 GW nessa modalidade.

Caso a meta seja atingida, o sistema hidrelétrico reversível deve se consolidar como a principal solução para armazenamento de longa duração no país.

Baterias também avançam em ritmo acelerado

Paralelamente, a China também investe fortemente em armazenamento com baterias. Em 2025, a capacidade instalada cresceu 75% em relação ao ano anterior.

Ao final do mesmo ano, o país alcançou 136 GW nesse tipo de tecnologia — um volume 40 vezes maior do que o previsto em planos anteriores.

As baterias de íon-lítio lideram o mercado, mas há esforços para diversificar soluções, incluindo pesquisas com baterias de íon-sódio, sistemas de ar comprimido, volantes de inércia e armazenamento gravitacional.

Transição energética ganha escala global

O avanço chinês reforça o papel do país na transição energética global, especialmente ao combinar expansão de fontes limpas com soluções robustas de armazenamento.

Essa estratégia é vista como essencial para garantir segurança energética e reduzir a dependência de combustíveis fósseis, ao mesmo tempo em que sustenta o crescimento econômico.

FONTE: Xataka
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xataka

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Negócios

Cooperação Brasil-China avança em energia, minerais e tecnologia

A cooperação entre Brasil e China entra em uma nova fase marcada pela integração em setores estratégicos como energia, minerais críticos e tecnologia. Especialistas avaliam que a parceria entre os dois países tende a ganhar ainda mais relevância diante da necessidade global de transição energética, expansão industrial e segurança no abastecimento de recursos.

O tema foi discutido durante seminário promovido pelo Conselho Empresarial Brasil‑China, onde especialistas apontaram que a relação bilateral está evoluindo além do comércio tradicional, incorporando inovação tecnológica, investimentos produtivos e desenvolvimento de novas cadeias industriais.

Petróleo fortalece papel do Brasil no abastecimento da China

Durante o evento, o economista-chefe do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, Aldrin Wernersbach, destacou o crescimento da importância do Brasil como fornecedor de energia para a China.

Segundo ele, em 2025 as exportações brasileiras de petróleo bruto para o país asiático alcançaram cerca de 870 mil barris por dia, o que representa aproximadamente 45% das vendas externas brasileiras do produto.

O avanço é impulsionado pela ampliação da produção nacional, especialmente nas reservas do pré‑sal brasileiro, além da estratégia chinesa de diversificar fornecedores de energia em um cenário internacional marcado por conflitos em regiões produtoras de hidrocarbonetos.

Biocombustíveis ampliam oportunidades de parceria

Outro campo promissor para a cooperação bilateral é o setor de biocombustíveis, no qual o Brasil ocupa posição de destaque global.

Wernersbach destacou que o país é um dos maiores produtores de etanol do mundo e também avança no desenvolvimento de biodiesel e combustível sustentável de aviação (SAF).

Na avaliação do especialista, há forte convergência entre as metas de descarbonização da China e a experiência brasileira em energia renovável, o que pode ampliar projetos conjuntos nos próximos anos.

Minerais estratégicos ganham importância com eletrificação global

No setor de mineração, a gerente de relações externas da Vale, Luciana Brum, afirmou que o Brasil tem potencial para se tornar um fornecedor ainda mais relevante de minerais estratégicos para a indústria chinesa.

Além do tradicional minério de ferro, a executiva destacou a crescente demanda por cobre, níquel e lítio, matérias-primas essenciais para tecnologias ligadas à eletrificação, inteligência artificial e infraestrutura digital.

Segundo ela, a expansão de data centers, sistemas elétricos e tecnologias digitais está impulsionando o consumo global desses recursos naturais.

Tecnologia chinesa pode impulsionar modernização industrial

A presença crescente de empresas chinesas no Brasil também abre espaço para avanços na modernização industrial, afirmou o vice-presidente da Comexport, Roberto Milani.

Ele citou o aumento da oferta de produtos ligados à transição energética, como painéis solares e veículos elétricos, que podem estimular o desenvolvimento de cadeias produtivas locais.

De acordo com Milani, a instalação de fabricantes chineses no país tende a incentivar a criação de fornecedores nacionais e produção de componentes, em um processo gradual de nacionalização industrial.

Novas áreas de cooperação entre Brasil e China

Especialistas também apontaram outras frentes com grande potencial de parceria entre os dois países, incluindo:

  • data centers
  • hidrogênio verde
  • mobilidade urbana sustentável
  • infraestrutura logística

A combinação da capacidade tecnológica chinesa com os recursos naturais e a energia renovável do Brasil pode impulsionar projetos conjuntos nessas áreas.

Parceria estratégica ganha força no cenário global

De forma geral, os especialistas destacaram que a relação Brasil-China está evoluindo para um nível mais estratégico, baseado na complementaridade entre os dois países.

Enquanto o Brasil oferece recursos energéticos, minerais e potencial agrícola, a China contribui com capacidade industrial, tecnologia e investimentos.

Em um contexto internacional marcado por incertezas geopolíticas e transformações econômicas, essa cooperação pode abrir novas oportunidades para o desenvolvimento econômico e a modernização produtiva de ambas as nações.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ibrachina

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