Sustentabilidade

China amplia energia solar térmica e alcança segunda maior capacidade de CSP do mundo

A China consolidou sua posição como uma das principais potências em energia solar térmica concentrada (CSP), alcançando 2,1 gigawatts (GW) de capacidade instalada em operação até o fim de junho de 2026. Com o resultado, o país ocupa o segundo lugar no ranking mundial, atrás apenas da Espanha.

Os dados foram divulgados pelo Conselho de Eletricidade da China durante um fórum sobre energia limpa realizado na província de Qinghai, no noroeste chinês.

País já conta com dezenas de projetos de energia solar concentrada

Segundo as informações apresentadas no evento, a China possui atualmente 24 projetos de energia solar concentrada (CSP) em funcionamento.

Além disso, outros 26 empreendimentos estão em fase de construção, com uma capacidade combinada estimada em 3,2 GW. A expansão faz parte da estratégia chinesa para ampliar a participação das fontes renováveis de energia na matriz elétrica nacional.

Tecnologia ajuda a estabilizar geração de eletricidade

As usinas de energia solar térmica concentrada funcionam por meio de espelhos que direcionam a luz do sol para produzir calor. Esse calor pode ser armazenado e utilizado posteriormente na geração de eletricidade, inclusive em períodos de menor incidência solar.

A capacidade de armazenamento torna a tecnologia uma alternativa importante para complementar fontes como energia eólica e energia solar fotovoltaica, ajudando os sistemas elétricos a reduzir impactos causados pela variação na geração.

China amplia produção nacional e reduz custos da tecnologia

O país também avançou na fabricação de equipamentos utilizados em usinas CSP. Atualmente, mais de 95% dos componentes da cadeia produtiva são fabricados internamente.

Nos últimos dez anos, os custos médios de construção dessas instalações foram reduzidos pela metade, chegando a aproximadamente 15 mil yuans (cerca de US$ 2.200) por quilowatt instalado.

Meta chinesa é chegar a 15 GW de capacidade até 2030

A China estabeleceu como objetivo ampliar sua capacidade instalada de energia solar concentrada para 15 GW até 2030.

O plano reforça a estratégia do país de acelerar a transição energética, ampliar o uso de energias renováveis e fortalecer tecnologias capazes de oferecer geração elétrica mais estável e flexível.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Diário do Povo

Ler Mais
Importação

Indústria de biodiesel celebra veto à importação e destaca fortalecimento da produção nacional

A decisão do governo federal de impedir a importação de biodiesel destinado à mistura obrigatória com o diesel comercializado no país foi recebida com entusiasmo pelo setor. Para representantes da indústria, a medida demonstra confiança na capacidade da produção nacional e fortalece a cadeia de biocombustíveis.

A resolução foi aprovada nesta terça-feira (14) pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Com a nova regra, apenas o biodiesel fabricado por usinas autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) poderá ser utilizado na composição obrigatória do combustível vendido no mercado brasileiro.

Setor vê medida como avanço para a política de biocombustíveis

Na avaliação da AliançaBiodiesel, a decisão representa um passo importante para consolidar a política nacional de biocombustíveis. A entidade afirma que o veto reconhece a capacidade da indústria instalada no país e proporciona maior previsibilidade para toda a cadeia produtiva.

Dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicam que o parque industrial brasileiro opera atualmente com cerca de 40% da capacidade instalada, o que demonstra potencial para ampliar a produção e atender plenamente à demanda interna.

Entidades afirmam que país tem estrutura para suprir o mercado

O presidente da Aprobio e integrante da AliançaBiodiesel, Jerônimo Goergen, afirmou que o Brasil possui infraestrutura, tecnologia e disponibilidade de matéria-prima suficientes para abastecer o mercado nacional sem depender de importações.

Segundo ele, a decisão também contribui para proteger investimentos, incentivar a expansão da produção e reforçar a segurança energética do país. Goergen ressaltou ainda que substituir a produção nacional por combustível importado enfraqueceria uma cadeia produtiva construída ao longo dos últimos anos e reconhecida internacionalmente pela qualidade e sustentabilidade.

Decisão pode estimular investimentos e inovação

Para o presidente da Abiove, André Nassar, também integrante da AliançaBiodiesel, a resolução do CNPE sinaliza que o governo considera a produção brasileira de biodiesel estratégica para a política energética nacional.

De acordo com o executivo, a medida cria um ambiente mais favorável para novos investimentos, expansão da capacidade produtiva e desenvolvimento de tecnologias voltadas ao setor. Na avaliação de Nassar, esse cenário fortalece a agroindústria brasileira e amplia o protagonismo do país na transição energética global.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

Ler Mais
Informação

Exportações de minerais críticos do Brasil somam US$ 11,4 bilhões em 2025, aponta ApexBrasil

O Brasil alcançou US$ 11,4 bilhões em exportações da cadeia de minerais críticos em 2025, segundo um estudo técnico divulgado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Desse total, US$ 4,3 bilhões tiveram como destino a União Europeia, que respondeu por 37,6% das exportações brasileiras dos nove minerais analisados.

A publicação, lançada nesta terça-feira (14), apresenta a versão em português do levantamento e destaca oportunidades de cooperação entre Brasil e União Europeia em um segmento considerado estratégico para ambas as economias.

Estudo destaca minerais estratégicos para a transição energética

A análise contempla nove minerais críticos considerados essenciais para o desenvolvimento industrial e tecnológico: cobre, nióbio, silício, níquel, lítio, grafite, terras raras, fosfato e potássio.

Além de avaliar o desempenho das exportações, o estudo também mapeia os fluxos comerciais dessas cadeias produtivas, identifica instrumentos de incentivo governamental e reúne projetos aptos a receber investimentos internacionais.

Brasil amplia papel como fornecedor estratégico

Com reservas expressivas de diversos desses recursos naturais, o Brasil reforça sua posição como fornecedor estratégico para atender ao crescimento da demanda global impulsionada pela transição energética, pela digitalização da economia e pelo fortalecimento das cadeias globais de suprimentos.

O levantamento aponta que a busca da União Europeia por diversificar seus fornecedores cria um ambiente favorável para novas parcerias com o Brasil. Entre os fatores que fortalecem esse cenário estão iniciativas europeias como o Critical Raw Materials Act (CRMA), o programa Global Gateway e a European Raw Materials Alliance (ERMA), além da conclusão do acordo entre Mercosul e União Europeia.

Outro diferencial destacado é a matriz energética renovável brasileira, que aumenta a atratividade do país para investimentos de longo prazo voltados ao desenvolvimento da cadeia de minerais estratégicos.

Investimentos devem impulsionar agregação de valor

O relatório ressalta que as oportunidades vão além da extração mineral. Há potencial para ampliar etapas como processamento, refino, transformação industrial e fabricação de produtos de maior valor agregado dentro do território brasileiro.

Para estimular esses investimentos, o país conta com diferentes mecanismos de financiamento, incluindo linhas de crédito do BNDES, da Finep, debêntures incentivadas e programas ligados à Nova Indústria Brasil (NIB) e ao Novo PAC.

Projetos abrangem diferentes fases da cadeia mineral

Em parceria com o IBRAM, a ApexBrasil estruturou um portfólio de oportunidades voltado a investidores estrangeiros. Os projetos contemplam desde atividades de pesquisa e exploração mineral até etapas de beneficiamento químico e industrial.

Entre os segmentos considerados mais promissores para atração de recursos e transferência de tecnologia estão terras raras, grafite, cobre, níquel, cobalto e potássio, apontados como prioritários para os próximos anos.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vantoen Pereira Jr

Ler Mais
Economia

Eletrificação da economia: União Europeia prepara plano para reduzir dependência de petróleo e gás

A União Europeia (UE) está preparando um amplo plano para acelerar a eletrificação da economia e diminuir a dependência de petróleo e gás natural. A proposta, elaborada pela Comissão Europeia e prevista para ser apresentada em 17 de julho, reúne medidas regulatórias e linhas de financiamento voltadas à ampliação do uso da eletricidade em diversos setores da economia.

A iniciativa faz parte da estratégia do bloco para enfrentar os impactos da recente instabilidade geopolítica no Oriente Médio, que elevou os preços da energia e aumentou os custos das importações de combustíveis fósseis.

Guerra elevou custos das importações de energia

Segundo dados da própria União Europeia, desde o fim de fevereiro, a conta com a importação de petróleo e gás aumentou em cerca de 50 bilhões de euros (aproximadamente US$ 57 bilhões). O cenário reforçou a necessidade de reduzir a dependência externa e acelerar a adoção de fontes de energia limpa.

Como resposta, Bruxelas pretende estabelecer uma meta para que uma parcela mínima do consumo energético do bloco seja atendida por eletricidade até 2040. O percentual ainda não foi definido, já que o documento segue em fase de elaboração.

Transporte, indústria e residências estão entre os setores prioritários

O plano prevê ampliar a eletrificação em diferentes áreas da economia. Entre as mudanças esperadas estão a substituição de veículos movidos a gasolina e diesel por veículos elétricos, a troca de caldeiras a gás por bombas de calor nas residências e a modernização de processos industriais com equipamentos alimentados por eletricidade em substituição aos combustíveis fósseis.

A Comissão Europeia também reconhece que o alto investimento inicial ainda representa um dos principais obstáculos para essa transformação, apesar de tecnologias eletrificadas apresentarem menor custo de operação ao longo do tempo.

Incentivos fiscais e novas regras para acelerar a transição

Para impulsionar a mudança, a proposta prevê uma série de incentivos. Entre eles está a possibilidade de reduzir o IVA sobre baterias domésticas, carros elétricos e bombas de calor, além da criação de um programa de financiamento para projetos industriais que utilizem eletricidade gerada por fontes renováveis na produção de calor.

O documento também prevê que a Comissão avalie tornar obrigatória a instalação de bombas de calor em edifícios públicos durante futuras contratações governamentais. Outra medida em estudo é o estabelecimento de metas mais rigorosas para a aquisição de veículos elétricos pelo setor público.

UE quer eliminar subsídios aos combustíveis fósseis

Outra frente da estratégia será a retirada gradual dos subsídios destinados aos combustíveis fósseis, tornando a eletricidade mais competitiva em relação ao petróleo e ao gás.

Na avaliação da Comissão Europeia, fortalecer uma matriz baseada em energia limpa, produzida internamente e com maior segurança energética, é uma questão estratégica para o bloco diante das incertezas do cenário internacional. O documento destaca ainda que uma mudança estrutural rumo à eletrificação é considerada essencial para ampliar a autonomia energética da União Europeia.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Yves Herman

Ler Mais
Informação

Urânio brasileiro entra na agenda estratégica do governo para defesa e transição energética

O governo federal deu um novo passo para fortalecer o papel do urânio brasileiro em projetos considerados estratégicos para o país. Nesta quinta-feira (2), o Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) aprovou a criação de um grupo de trabalho que irá analisar como os recursos de minerais nucleares podem contribuir para o Programa Nuclear Brasileiro, o Programa Nuclear da Marinha, além de iniciativas ligadas à defesa nacional e à transição energética.

A medida coloca a mineração de urânio entre as prioridades da política de soberania e segurança energética do Brasil.

Grupo reunirá ministérios e órgãos estratégicos

A coordenação do colegiado ficará sob responsabilidade do Ministério de Minas e Energia (MME). Também integrarão o grupo representantes da Casa Civil, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), da Marinha do Brasil e do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM).

Como convidados permanentes, participarão ainda o Ministério da Defesa, a Agência Nacional de Mineração (ANM), a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), a Eletronuclear, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e as Indústrias Nucleares do Brasil (INB).

A proposta é integrar diferentes áreas responsáveis pela pesquisa geológica, regulação, planejamento energético, licenciamento ambiental e segurança nacional, permitindo uma visão completa da cadeia produtiva do urânio.

Governo quer ampliar conhecimento sobre reservas e potencial de produção

Entre as principais atribuições do grupo está a atualização do diagnóstico sobre os recursos e reservas de urânio existentes no território brasileiro, além da elaboração de estratégias para ampliar o conhecimento geológico do país.

O colegiado também avaliará a capacidade nacional de produção do mineral, considerando minas em operação, projetos em desenvolvimento e possibilidades de expansão da atividade.

Outro objetivo será identificar como os recursos provenientes da exploração de minerais nucleares poderão apoiar programas voltados à geração de energia, defesa e desenvolvimento tecnológico.

Desenvolvimento tecnológico e segurança energética

Durante o anúncio da medida, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou que o Brasil reúne condições para ampliar sua participação na cadeia global do setor nuclear, sempre respeitando os princípios constitucionais de uso exclusivamente pacífico da energia nuclear.

Segundo o ministro, a estratégia busca transformar as reservas minerais brasileiras em instrumentos de fortalecimento da segurança energética, do avanço tecnológico e da soberania nacional.

Energia nuclear ganha espaço no debate internacional

A criação do grupo ocorre em um momento de retomada das discussões sobre a energia nuclear no Brasil e em diversos países.

A fonte é considerada uma alternativa importante para ampliar a segurança do sistema elétrico por produzir energia de forma contínua, com baixa emissão de carbono e sem depender das condições climáticas, como ocorre com as fontes eólica e solar.

O avanço da inteligência artificial e o crescimento dos data centers, que exigem fornecimento constante de eletricidade, também aumentaram o interesse global por fontes de energia estáveis e de baixa emissão de gases de efeito estufa.

Programa Nuclear da Marinha está entre as prioridades

No cenário brasileiro, o debate também envolve a área de defesa. O Programa Nuclear da Marinha inclui o desenvolvimento do submarino de propulsão nuclear, considerado um dos principais projetos estratégicos das Forças Armadas.

O grupo de trabalho deverá avaliar de que forma o potencial mineral do país pode contribuir para iniciativas desse porte, respeitando os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil e a determinação constitucional de utilização exclusivamente pacífica da tecnologia nuclear.

Ao término dos trabalhos, previsto para ocorrer em até 90 dias após a nomeação dos integrantes — prazo que poderá ser prorrogado —, o colegiado apresentará um relatório ao CNPM com estudos, recomendações e eventuais propostas de mudanças normativas ou legislativas relacionadas ao setor.

O Brasil possui uma das maiores reservas conhecidas de urânio do mundo e está entre o grupo restrito de países que dominam etapas estratégicas do ciclo do combustível nuclear, fator considerado relevante para o fortalecimento da política energética e da soberania nacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: National Nuclear Security Administration via CNN Newsource

Ler Mais
Informação

Brasil quer ampliar participação na produção de minerais críticos para 12,2% até 2050

O governo federal pretende elevar a participação do Brasil na produção mundial de minerais críticos dos atuais 8,3% para 12,2% até 2050. A meta integra o Plano Nacional de Mineração 2050 (PNM 2050), documento que estabelece as diretrizes estratégicas para o desenvolvimento do setor mineral nas próximas décadas.

A proposta será apresentada ao Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) e marca uma nova estratégia para fortalecer a posição brasileira em um mercado considerado essencial para o futuro da economia global.

Plano prioriza minerais estratégicos para a indústria

Os minerais críticos são matérias-primas indispensáveis para segmentos como transição energética, fabricação de baterias, semicondutores, fertilizantes, tecnologia, defesa e indústria de transformação.

Entre os recursos minerais contemplados estão lítio, terras raras, níquel, cobre, grafita, fosfato e potássio, conforme a classificação adotada pelo governo.

A iniciativa surge em um cenário de crescente competição internacional por cadeias de suprimento mais diversificadas, reduzindo a dependência da China, que concentra parte significativa do processamento global desses minerais, especialmente de terras raras e ímãs permanentes.

Investimentos em pesquisa mineral devem crescer

Segundo o diagnóstico apresentado pelo governo, o Brasil possui reservas expressivas e já ocupa posição relevante na produção mineral mundial. No entanto, ainda há desafios para ampliar a pesquisa geológica, o beneficiamento dos minérios e a agregação de valor dentro do país.

Como parte dessa estratégia, o PNM 2050 prevê aumentar os investimentos anuais em pesquisa mineral de R$ 1,5 bilhão para R$ 2,7 bilhões. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre o potencial geológico brasileiro e transformar novas áreas em empreendimentos economicamente viáveis.

Governo quer fortalecer a industrialização do setor mineral

Outro objetivo do plano é elevar a participação da indústria de transformação mineral no Produto Interno Bruto (PIB) do setor, passando de 51,5% para 65%.

Na prática, a proposta busca reduzir a exportação de matérias-primas com baixo nível de processamento e estimular a produção nacional de insumos de maior valor agregado, fortalecendo a cadeia produtiva brasileira.

Redução da burocracia também faz parte das metas

O governo também pretende diminuir o tempo médio de análise dos processos minerários. A meta é reduzir o prazo de 1.563 dias para 780 dias, atendendo a uma das principais demandas do setor privado, que aponta a lentidão regulatória como um dos maiores obstáculos para a implantação de novos projetos.

Plano ainda será detalhado

Apesar das metas estabelecidas, o PNM 2050 funciona como um documento de planejamento estratégico. Após sua publicação, o governo terá até 180 dias para apresentar um Plano de Metas e Ações, que definirá cronogramas, responsáveis, prioridades e mecanismos de financiamento para viabilizar as medidas previstas.

Paralelamente, o Congresso Nacional debate um novo marco legal para os minerais críticos. Um projeto já aprovado pela Câmara dos Deputados propõe mecanismos para incentivar pesquisas, ampliar o acesso ao financiamento, promover a agregação de valor e fortalecer a rastreabilidade da produção mineral. O texto ainda depende de análise do Senado.

Na avaliação do governo, a exploração dos minerais críticos ganhou importância estratégica diante das transformações da economia mundial. A intenção é evitar que o Brasil permaneça apenas como exportador de matéria-prima, ampliando sua presença nas etapas de processamento, desenvolvimento tecnológico e industrialização desses recursos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: NeoFeed

Ler Mais
Sustentabilidade

Petrobras investirá R$ 6 bilhões em polo de biocombustíveis na Refinaria de Cubatão

A Petrobras aprovou um investimento de US$ 1,2 bilhão, equivalente a cerca de R$ 6 bilhões, para implantar sua primeira unidade dedicada exclusivamente à produção de combustíveis renováveis. O projeto, denominado RPBC Biorrefino, será instalado na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão (SP).

A iniciativa representa um dos principais investimentos da estatal na expansão da produção de biocombustíveis, com foco no atendimento da crescente demanda por combustíveis de menor emissão de carbono.

Unidade terá capacidade para produzir 15 mil barris por dia

A nova planta industrial será voltada à fabricação de bioquerosene de aviação (BioQAV) e diesel renovável, com capacidade para produzir até 15 mil barris diários.

Segundo o cronograma da companhia, a operação comercial está prevista para começar em 2030. Antes disso, a Petrobras deverá concluir a fase final de contratação dos fornecedores e assinatura dos contratos, enquanto o início das obras está previsto para ocorrer até o final de 2026.

Projeto faz parte do plano estratégico da Petrobras

Em comunicado encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa informou que o empreendimento integra o Plano de Negócios 2026-2030 e foi incluído na carteira de projetos em implantação após avaliação das condições financeiras da companhia.

A Petrobras destaca que o investimento reforça sua estratégia de ampliar a participação no mercado de combustíveis de baixo carbono e contribuir para a transição energética no Brasil.

Produção atenderá novas exigências ambientais da aviação

A implantação da unidade também acompanha as mudanças regulatórias previstas para o setor aéreo.

Entre elas está o Corsia (Esquema de Compensação e Redução de Carbono para a Aviação Internacional), programa coordenado pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), que tornará obrigatória, a partir de 2027, a compensação das emissões de carbono em voos internacionais que envolvam o Brasil.

Nesse cenário, o BioQAV desponta como uma das principais alternativas para reduzir a pegada de carbono da aviação e cumprir as metas ambientais estabelecidas globalmente.

Lei do Combustível do Futuro impulsiona mercado de biocombustíveis

O projeto também está alinhado à Lei do Combustível do Futuro (Lei nº 14.993/2024), que estabelece diretrizes para ampliar o uso de combustíveis renováveis e incentivar a mobilidade de baixo carbono no país.

A legislação criou o ProBioQAV, programa que determina a redução gradual das emissões de gases de efeito estufa pelas companhias aéreas. A exigência começa em 2027, com meta inicial de 1%, e será ampliada progressivamente até alcançar 10% em 2037.

Além disso, a norma estabelece objetivos para ampliar a participação do diesel verde e das misturas de biodiesel na matriz energética nacional.

Com o novo investimento, a Petrobras fortalece sua atuação no segmento de biocombustíveis, ampliando a capacidade de produção de combustíveis sustentáveis e acompanhando a transformação do mercado energético brasileiro.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Teixeira/Agência Brasil

Ler Mais
Investimento

JetBio investirá US$ 2 bilhões para produzir SAF com etanol brasileiro em São Paulo

A JetBio, subsidiária brasileira da norte-americana Summit NextGen, anunciou um investimento de aproximadamente US$ 2 bilhões na construção de uma biorrefinaria em Paulínia, no interior de São Paulo. O empreendimento será destinado à produção de combustível sustentável de aviação (SAF) a partir do etanol brasileiro, reforçando a aposta do país como um dos principais polos globais de combustíveis de baixo carbono.

A empresa já adquiriu a área onde a unidade será instalada. O cronograma prevê o início das obras em 2027 e a entrada em operação comercial em 2030.

Projeto prevê capacidade inédita para produção de SAF

Quando estiver em funcionamento, a planta deverá produzir cerca de 1 bilhão de litros de SAF por ano, tornando-se a maior unidade do mundo baseada na tecnologia Alcohol-to-Jet (ATJ), que converte etanol em combustível para aeronaves.

Segundo o CEO da JetBio e da Summit NextGen, William Moore, a produção em larga escala é essencial para reduzir custos e tornar o combustível mais competitivo no mercado internacional.

De acordo com o executivo, são necessários aproximadamente 1,8 litro de etanol para gerar 1 litro de combustível sustentável de aviação, o que torna a economia de escala um fator decisivo para a viabilidade do projeto.

Brasil reúne vantagens para liderar o mercado de SAF

A escolha do Brasil para receber o primeiro grande investimento da companhia não ocorreu por acaso. Para a empresa, o país reúne condições estratégicas graças à ampla disponibilidade de etanol de baixa intensidade de carbono, característica considerada essencial para a produção de SAF competitivo.

Embora a Summit também tenha planejado instalar uma unidade semelhante nos Estados Unidos, o projeto foi temporariamente suspenso. Entre os fatores apontados estão mudanças no ambiente regulatório norte-americano e a redução de incentivos aos combustíveis de baixo carbono.

Outro diferencial brasileiro é a menor intensidade de carbono do etanol produzido no país, fator que aumenta o valor ambiental do combustível sustentável e favorece sua comercialização em mercados internacionais.

Etanol de cana, milho e resíduos fará parte da estratégia

A futura biorrefinaria utilizará diferentes fontes de etanol, incluindo matéria-prima proveniente da cana-de-açúcar, do milho e também de resíduos agrícolas.

A diversificação busca ampliar a competitividade do projeto e atender às exigências regulatórias de países que restringem o uso de matérias-primas que possam competir com a produção de alimentos.

A tecnologia empregada será fornecida pela empresa norte-americana Honeywell, responsável pelo desenvolvimento do processo completo de conversão do etanol em combustível de aviação sustentável.

Financiamento terá participação de bancos e investidores

O modelo financeiro prevê que metade dos recursos seja obtida por meio de financiamento e a outra metade com capital próprio e novos investidores.

A empresa já iniciou conversas com o BNDES para avaliar linhas de crédito e também estuda utilizar mecanismos de incentivo como o programa Eco Invest. Além disso, a estratégia inclui a entrada de parceiros brasileiros, tanto institucionais quanto do setor privado.

Produção será voltada principalmente ao mercado externo

A expectativa é que aproximadamente 90% do SAF produzido seja destinado à exportação, tendo como principais mercados consumidores a União Europeia e o Reino Unido, regiões que ampliam gradualmente as exigências para redução das emissões na aviação.

O escoamento da produção deverá ocorrer pelos portos de Santos e Paranaguá.

A companhia também avalia, no futuro, alternativas como o modelo book-and-claim, que permite negociar os atributos ambientais do combustível sem a necessidade de transportá-lo fisicamente até o comprador.

Projeto também prevê produção de diesel verde

Além do combustível sustentável de aviação, cerca de 5% da capacidade da planta será destinada à fabricação de diesel verde e combustível marítimo sustentável, ampliando a participação da empresa no mercado de combustíveis renováveis.

A longo prazo, a JetBio vislumbra um cenário em que o próprio SAF produzido abasteça embarcações responsáveis pelo transporte internacional do combustível, fortalecendo um ecossistema de logística de baixo carbono.

FONTE: Reset
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Reset

Ler Mais
Sustentabilidade

São Paulo terá primeira planta industrial de combustível sustentável de aviação produzido a partir da cana

O estado de São Paulo vai sediar a primeira planta industrial voltada à produção de combustível sustentável de aviação (SAF) obtido a partir de biogás gerado por resíduos da biomassa da cana-de-açúcar. A unidade será implantada no município de Elias Fausto, localizado a cerca de 45 quilômetros de Campinas.

A iniciativa prevê um cronograma de três anos e receberá investimentos de aproximadamente 7,8 milhões de euros. Desse total, 1,5 milhão de euros será financiado pelo governo da Alemanha.

Parceria internacional impulsiona o projeto

O empreendimento será executado pela Geo Bio Gas & Carbon, em parceria com a Coopersucar. A cooperação também conta com o apoio do Ministério Federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento da Alemanha.

Segundo a secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, o projeto está alinhado às metas climáticas do Estado de São Paulo, que busca ampliar a redução das emissões de gases de efeito estufa por meio de soluções sustentáveis.

Produção de SAF deve alcançar 750 litros por dia

A expectativa é que a planta produza cerca de 750 litros diários de SAF, combustível que poderá ser misturado ao querosene de aviação (QAV) convencional. A previsão inicial era de início da produção a partir de 2025.

O combustível sustentável de aviação é considerado uma das principais alternativas para diminuir a pegada de carbono do transporte aéreo, permitindo sua utilização na infraestrutura já existente do setor.

O que é o combustível sustentável de aviação?

O SAF é um biocombustível produzido a partir de diferentes matérias-primas renováveis, como óleos vegetais, gorduras animais, resíduos agrícolas e até óleo de cozinha usado.

Dependendo da matéria-prima e do processo de fabricação, esse combustível pode reduzir entre 60% e 80% das emissões de carbono em comparação ao querosene de aviação utilizado atualmente.

SAF é peça-chave para a descarbonização da aviação

A Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata) estima que o SAF responderá por aproximadamente 65% da redução das emissões de carbono necessária para que a aviação alcance a meta de neutralidade climática até 2050.

A entidade também projeta que novas tecnologias, como aeronaves elétricas e movidas a hidrogênio, contribuirão com 13% dessa redução, enquanto melhorias operacionais e de infraestrutura representarão 3%. Os 19% restantes deverão vir de soluções de captura de carbono.

Brasil tem potencial para liderar a produção de SAF

Estudos elaborados pela consultoria Agroicone em conjunto com a organização Roundtable on Sustainable Biomaterials (RSB) apontam que o Brasil possui capacidade para produzir mais combustível sustentável de aviação do que consome atualmente.

A análise considera cinco principais fontes de matéria-prima: resíduos da cana-de-açúcar, resíduos de eucalipto, sebo bovino, gases provenientes do refino do aço e óleo de cozinha usado.

Atualmente, o consumo nacional de querosene de aviação gira em torno de 7,5 bilhões de litros por ano. Com o aproveitamento dessas matérias-primas, o país teria potencial para produzir cerca de 8,4 bilhões de litros de SAF anualmente, sendo que apenas os resíduos da cana responderiam por aproximadamente 77% desse volume.

FONTE: Brasil Agro
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Pixabay

Ler Mais
Internacional

Minerais críticos: União Europeia amplia apoio ao Brasil para desenvolver cadeia de valor

A União Europeia (UE) sinalizou interesse em ampliar a cooperação com o Brasil para impulsionar o desenvolvimento da cadeia de valor dos minerais críticos, incluindo investimentos em processamento, refino, transferência de tecnologia e qualificação profissional.

O anúncio foi feito pelo comissário europeu para Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, durante o 2º Fórum de Investimento UE-Brasil sobre o Acordo de Associação UE-Mercosul, realizado em Brasília.

Segundo o representante europeu, o objetivo é contribuir para que o país avance além da exportação de matéria-prima, ampliando sua participação nas etapas de maior valor agregado da indústria mineral.

UE quer fortalecer produção e industrialização de minerais estratégicos

A proposta prevê apoio à instalação e expansão de atividades ligadas ao processamento de minerais, ao refino local e ao compartilhamento de conhecimento tecnológico.

De acordo com Síkela, a estratégia europeia busca criar oportunidades para que o Brasil fortaleça sua capacidade industrial no setor, ao mesmo tempo em que amplia a formação de mão de obra especializada.

A iniciativa integra os esforços da União Europeia para diversificar o fornecimento de minerais estratégicos, considerados fundamentais para segmentos como transição energética, mobilidade elétrica, tecnologias digitais e indústria de defesa.

Brasil ganha relevância no mercado global de minerais críticos

O Brasil possui algumas das maiores reservas de recursos minerais considerados essenciais para a economia do futuro, incluindo terras raras, lítio e níquel.

Nos últimos anos, a demanda internacional por esses insumos cresceu significativamente, impulsionada pelo avanço das energias renováveis, da eletrificação dos transportes e da digitalização da economia.

Diante desse cenário, o governo brasileiro tem defendido a ampliação do processamento interno desses minerais, com o objetivo de gerar empregos qualificados, estimular a inovação tecnológica e aumentar o valor agregado das exportações.

Projetos em Minas Gerais são destaque na cooperação

Durante sua passagem pelo Brasil, o comissário europeu destacou iniciativas voltadas ao processamento de terras raras em Minas Gerais como exemplos concretos do potencial de colaboração entre empresas brasileiras e europeias.

A União Europeia também avalia mecanismos que possam facilitar a entrada de investimentos privados em projetos considerados estratégicos, além de instrumentos para reduzir riscos e ampliar a viabilidade financeira dos empreendimentos.

Disputa global por minerais impulsiona novas parcerias

O fortalecimento da cooperação ocorre em um momento de crescente competição internacional pelo acesso a matérias-primas consideradas essenciais para a economia de baixo carbono.

Diversos países e blocos econômicos têm buscado reduzir sua dependência de cadeias globais de suprimentos e garantir acesso seguro a recursos fundamentais para a produção de baterias, equipamentos tecnológicos e sistemas de energia limpa.

Nesse contexto, o Brasil surge como um parceiro estratégico devido à abundância de reservas minerais e ao potencial de expansão de sua indústria de transformação.

Acordo UE-Mercosul reforça aproximação econômica

As declarações de Jozef Síkela também refletem o interesse europeu em aprofundar as relações econômicas com o Brasil e acelerar a implementação do acordo UE-Mercosul.

Considerado um dos mais relevantes pactos comerciais já negociados pelas duas regiões, o acordo é visto como uma ferramenta para ampliar investimentos, fortalecer cadeias produtivas e estimular o comércio entre os países envolvidos.

A cooperação na área de minerais críticos surge como um dos setores com maior potencial de crescimento dentro dessa nova fase de integração econômica.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Nacional

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook