Sustentabilidade

Outorga Verde em Suape impulsiona projeto de energia a partir de resíduos

O Complexo Industrial Portuário de Suape foi escolhido como área de referência para a implementação da primeira Outorga Verde aprovada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A proposta faz parte de um programa inovador que busca estimular soluções voltadas à transição energética nos portos e ao fortalecimento da economia circular no Brasil.

O projeto selecionado, apresentado pela empresa Hardrada Energy Tech, prevê investimentos de até R$ 28,8 milhões e será desenvolvido dentro de um ambiente regulatório experimental da agência.

Projeto transforma resíduos em energia limpa e insumos industriais

A iniciativa contempla a instalação de uma planta voltada ao processamento de resíduos urbanos e portuários, com foco na geração de energia renovável e na produção de novos insumos industriais.

Entre as tecnologias previstas estão a gaseificação e a pirólise, processos que permitem a decomposição térmica de materiais orgânicos em altas temperaturas, sem presença de oxigênio. O projeto também prevê integração com a cadeia de reciclagem e com a logística regional, garantindo o abastecimento de matéria-prima.

Suape reforça papel estratégico em inovação sustentável

A participação de Suape ocorre por meio de apoio institucional, alinhado à estratégia do complexo de incentivar a inovação tecnológica, a sustentabilidade e a descarbonização das operações portuárias.

As etapas de implantação seguirão os procedimentos regulatórios específicos, incluindo uso de áreas e formalizações exigidas em cada fase do projeto.

Segundo a diretora interina da Antaq, Cristina Castro, a Outorga Verde representa um marco para o setor. A iniciativa busca transformar compromissos climáticos e políticas públicas de energia limpa em ações práticas, com colaboração entre agentes públicos e privados.

Já o diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto, destaca que o projeto reforça a capacidade do complexo de atrair iniciativas que conciliam desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental.

Ambiente experimental amplia soluções de baixo carbono

Para o diretor de Sustentabilidade e Inovação de Suape, Sóstenes Alcoforado, o projeto contribui para expandir o ambiente de testes tecnológicos no porto. A proposta estimula alternativas capazes de transformar resíduos em recursos úteis, além de reduzir as emissões de carbono nas operações.

A Outorga Verde integra o primeiro sandbox regulatório da Antaq, que já selecionou propostas em áreas como energia renovável, combustíveis alternativos, eletrificação portuária e abastecimento com combustíveis limpos.

FONTE: Suape
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Suape

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Inovação

Inovação industrial: projetos de Santa Catarina ganham destaque em congresso nacional

Projetos liderados por Santa Catarina estarão entre os protagonistas do 11º Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria, que acontece nos dias 25 e 26 de março, em São Paulo. As iniciativas reforçam o papel do estado como referência em inovação industrial, com soluções voltadas à transição energética, digitalização e sustentabilidade.

As propostas contemplam diferentes setores estratégicos, como energia, agroindústria, defesa, óleo e gás e meio ambiente, evidenciando a diversidade e o alcance das tecnologias desenvolvidas.

Tecnologias com dados satelitais e monitoramento climático

Entre os destaques, estão projetos que utilizam dados geoespaciais, sensoriamento remoto e inteligência artificial para otimizar processos e ampliar a capacidade de análise em tempo real.

Um dos exemplos é o Catarina A2, nanossatélite de pequeno porte que opera a cerca de 500 quilômetros da Terra. O equipamento já passou por avaliação técnica que valida sua prontidão para lançamento, reforçando o avanço da tecnologia espacial brasileira.

Outras soluções incluem plataformas que integram imagens de satélite para monitoramento de ativos elétricos e ferramentas voltadas ao agro, capazes de identificar culturas, prever safras e apoiar a gestão agrícola inteligente.

Transição energética e foco em sustentabilidade

A pauta da energia limpa também ganha espaço entre os projetos apresentados. Iniciativas voltadas ao hidrogênio verde, eficiência energética e controle ambiental demonstram o compromisso da indústria com práticas mais sustentáveis.

Entre elas, está um sistema inteligente que otimiza a produção e o armazenamento de energia, além de plataformas digitais que permitem a rastreabilidade ambiental e o monitoramento de desmatamento em cadeias produtivas.

Outro destaque é a aplicação de soldagem a laser, que contribui para a redução de emissões e melhora da eficiência nos processos industriais, alinhando inovação com metas de descarbonização.

Robótica e manufatura digital ampliam produtividade

A indústria 4.0 também marca presença com projetos que integram robótica avançada, manufatura digital e soluções voltadas à segurança operacional.

Entre as inovações, estão robôs desenvolvidos para atuar em ambientes complexos, como a desobstrução de dutos no pré-sal, além de tecnologias que substituem estoques físicos por bibliotecas digitais de peças, otimizando custos e logística.

Outros sistemas permitem a virtualização de processos industriais, reduzindo riscos aos trabalhadores, e aplicações específicas como robôs com laser para manutenção de estruturas navais e soluções voltadas à segurança aeronáutica, incluindo prevenção de congelamento em superfícies.

Prêmio Nacional de Inovação reconhece projetos

Durante o evento, também serão anunciados os vencedores do 9º Prêmio Nacional de Inovação (PNI), que conta com representantes catarinenses entre os finalistas.

A premiação, promovida pela Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) e coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o Sebrae e outras instituições, reconhece iniciativas que impulsionam a competitividade industrial, a produtividade e o avanço tecnológico no país.

Desde sua criação, o prêmio já contabiliza mais de 16 mil inscrições e mais de 100 vencedores em todo o Brasil, consolidando-se como uma das principais iniciativas de valorização da inovação no setor industrial.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Nathalia Barros

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Sustentabilidade

China acelera armazenamento de energia renovável com mega reservatórios

A China energia renovável avança em ritmo acelerado e já superou metas estabelecidas para o setor. O país atingiu, ainda em julho de 2024, a marca de 1.200 GW de capacidade instalada em energia eólica e solar, seis anos antes do previsto.

Até o fim de 2025, esse número ultrapassou 1.840 GW, representando 47,3% da capacidade elétrica total. Pela primeira vez, essas fontes limpas superaram os combustíveis fósseis, como carvão e gás, na matriz energética chinesa.

Desafio agora é armazenar energia em larga escala

Com a expansão rápida das renováveis, surge um novo desafio: garantir a estabilidade do sistema elétrico. Como a geração de energia solar e eólica é intermitente, o país precisa investir em armazenamento de energia e em redes inteligentes capazes de equilibrar oferta e demanda.

Para lidar com essa questão, o governo chinês transformou o armazenamento em prioridade estratégica, apostando em diferentes tecnologias.

Hidrelétricas reversíveis lideram estratégia

A principal aposta da China está no armazenamento hidrelétrico por bombeamento, tecnologia que utiliza reservatórios em diferentes altitudes para armazenar energia.

O funcionamento é simples: o excedente de eletricidade é usado para bombear água para um reservatório superior. Quando há necessidade de energia, a água retorna ao nível inferior, acionando turbinas e gerando eletricidade.

Esse modelo, considerado um dos mais eficientes para armazenamento de energia em larga escala, se beneficia da geografia montanhosa do país.

Atualmente, a China concentra mais projetos desse tipo do que o restante do mundo somado e pretende ampliar significativamente sua capacidade nos próximos anos.

Meta ambiciosa prevê expansão acelerada

O plano chinês prevê adicionar cerca de 100 GW de capacidade em usinas de bombeamento nos próximos cinco anos. Hoje, o país já conta com aproximadamente 59 GW nessa modalidade.

Caso a meta seja atingida, o sistema hidrelétrico reversível deve se consolidar como a principal solução para armazenamento de longa duração no país.

Baterias também avançam em ritmo acelerado

Paralelamente, a China também investe fortemente em armazenamento com baterias. Em 2025, a capacidade instalada cresceu 75% em relação ao ano anterior.

Ao final do mesmo ano, o país alcançou 136 GW nesse tipo de tecnologia — um volume 40 vezes maior do que o previsto em planos anteriores.

As baterias de íon-lítio lideram o mercado, mas há esforços para diversificar soluções, incluindo pesquisas com baterias de íon-sódio, sistemas de ar comprimido, volantes de inércia e armazenamento gravitacional.

Transição energética ganha escala global

O avanço chinês reforça o papel do país na transição energética global, especialmente ao combinar expansão de fontes limpas com soluções robustas de armazenamento.

Essa estratégia é vista como essencial para garantir segurança energética e reduzir a dependência de combustíveis fósseis, ao mesmo tempo em que sustenta o crescimento econômico.

FONTE: Xataka
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xataka

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Negócios

Cooperação Brasil-China avança em energia, minerais e tecnologia

A cooperação entre Brasil e China entra em uma nova fase marcada pela integração em setores estratégicos como energia, minerais críticos e tecnologia. Especialistas avaliam que a parceria entre os dois países tende a ganhar ainda mais relevância diante da necessidade global de transição energética, expansão industrial e segurança no abastecimento de recursos.

O tema foi discutido durante seminário promovido pelo Conselho Empresarial Brasil‑China, onde especialistas apontaram que a relação bilateral está evoluindo além do comércio tradicional, incorporando inovação tecnológica, investimentos produtivos e desenvolvimento de novas cadeias industriais.

Petróleo fortalece papel do Brasil no abastecimento da China

Durante o evento, o economista-chefe do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, Aldrin Wernersbach, destacou o crescimento da importância do Brasil como fornecedor de energia para a China.

Segundo ele, em 2025 as exportações brasileiras de petróleo bruto para o país asiático alcançaram cerca de 870 mil barris por dia, o que representa aproximadamente 45% das vendas externas brasileiras do produto.

O avanço é impulsionado pela ampliação da produção nacional, especialmente nas reservas do pré‑sal brasileiro, além da estratégia chinesa de diversificar fornecedores de energia em um cenário internacional marcado por conflitos em regiões produtoras de hidrocarbonetos.

Biocombustíveis ampliam oportunidades de parceria

Outro campo promissor para a cooperação bilateral é o setor de biocombustíveis, no qual o Brasil ocupa posição de destaque global.

Wernersbach destacou que o país é um dos maiores produtores de etanol do mundo e também avança no desenvolvimento de biodiesel e combustível sustentável de aviação (SAF).

Na avaliação do especialista, há forte convergência entre as metas de descarbonização da China e a experiência brasileira em energia renovável, o que pode ampliar projetos conjuntos nos próximos anos.

Minerais estratégicos ganham importância com eletrificação global

No setor de mineração, a gerente de relações externas da Vale, Luciana Brum, afirmou que o Brasil tem potencial para se tornar um fornecedor ainda mais relevante de minerais estratégicos para a indústria chinesa.

Além do tradicional minério de ferro, a executiva destacou a crescente demanda por cobre, níquel e lítio, matérias-primas essenciais para tecnologias ligadas à eletrificação, inteligência artificial e infraestrutura digital.

Segundo ela, a expansão de data centers, sistemas elétricos e tecnologias digitais está impulsionando o consumo global desses recursos naturais.

Tecnologia chinesa pode impulsionar modernização industrial

A presença crescente de empresas chinesas no Brasil também abre espaço para avanços na modernização industrial, afirmou o vice-presidente da Comexport, Roberto Milani.

Ele citou o aumento da oferta de produtos ligados à transição energética, como painéis solares e veículos elétricos, que podem estimular o desenvolvimento de cadeias produtivas locais.

De acordo com Milani, a instalação de fabricantes chineses no país tende a incentivar a criação de fornecedores nacionais e produção de componentes, em um processo gradual de nacionalização industrial.

Novas áreas de cooperação entre Brasil e China

Especialistas também apontaram outras frentes com grande potencial de parceria entre os dois países, incluindo:

  • data centers
  • hidrogênio verde
  • mobilidade urbana sustentável
  • infraestrutura logística

A combinação da capacidade tecnológica chinesa com os recursos naturais e a energia renovável do Brasil pode impulsionar projetos conjuntos nessas áreas.

Parceria estratégica ganha força no cenário global

De forma geral, os especialistas destacaram que a relação Brasil-China está evoluindo para um nível mais estratégico, baseado na complementaridade entre os dois países.

Enquanto o Brasil oferece recursos energéticos, minerais e potencial agrícola, a China contribui com capacidade industrial, tecnologia e investimentos.

Em um contexto internacional marcado por incertezas geopolíticas e transformações econômicas, essa cooperação pode abrir novas oportunidades para o desenvolvimento econômico e a modernização produtiva de ambas as nações.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ibrachina

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Portos

Silvio Costa Filho destaca importância de portos e hidrovias em seminário internacional

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, participou nesta terça-feira (10), em Brasília, da abertura do Seminário PIANC Brasil: Diretrizes Globais e Desafios Nacionais. O evento reúne autoridades, especialistas e representantes do setor para debater como resoluções internacionais impactam a infraestrutura portuária e hidroviária do Brasil.

Seminário promove troca de experiências e boas práticas

Realizado no auditório da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o seminário oferece espaço para troca de experiências entre profissionais nacionais e internacionais. Os debates abordam planejamento de projetos marítimos, desenvolvimento de hidrovias e sustentabilidade no transporte aquaviário. A programação inclui painéis técnicos sobre desafios e soluções para a navegação no país.

O ministro Silvio Costa Filho ressaltou a relevância do modal hidroviário para reduzir custos logísticos, avançar na transição energética e fortalecer a competitividade brasileira. “Cada 25 barcaças nos rios equivalem a mais de 500 caminhões a menos nas estradas, reduzindo em quase 40% o curso logístico do país. Isso dialoga com a descarbonização, a sustentabilidade e a segurança hídrica”, afirmou.

Cooperação internacional e conhecimento técnico

O seminário é promovido pela PIANC Brasil, seção nacional da Associação Mundial de Infraestruturas de Transporte Aquaviário, que reúne especialistas e instituições dedicadas à modernização de portos e hidrovias. Segundo Ricardo Falcão, presidente da PIANC Brasil, a entidade atua como “fórum global de excelência técnica”, promovendo intercâmbio de experiências e boas práticas para o desenvolvimento sustentável da infraestrutura aquaviária.

A abertura do evento contou também com Francisco Esteban Lefler, presidente da PIANC Internacional; Frederico Dias, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq); Sérgio Gago Guida, contra-almirante da Marinha representando a Diretoria de Portos e Costas; Bruno Fonseca de Oliveira, presidente da Praticagem do Brasil; Marcelo Davi Gonçalves, desembargador do Tribunal Marítimo; e Luiz Fernando Garcia da Silva, presidente da Associação Brasileira de Entidades Portuárias e Hidroviárias (Abeph).

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Investimento

Suape inicia missão estratégica na ASEAN para expansão global e atração de investimentos

O Complexo Industrial e Portuário de Suape deu início a uma missão estratégica no Sudeste Asiático com foco na expansão global, atração de investimentos e abertura de novas rotas marítimas que integrem o terminal pernambucano às principais conexões internacionais.

Roteiro internacional liderado por Suape

A comitiva, comandada pelo diretor-presidente Armando Bisneto, começou a agenda por Singapura e seguirá para Malásia e Indonésia. O objetivo é apresentar aos empresários, autoridades governamentais e instituições financeiras os projetos estruturantes em andamento, a infraestrutura disponível e o novo ciclo de desenvolvimento do complexo portuário.

Entre os destaques estão a construção do terminal de cargas e contêineres da APM Terminals, a implantação de duas fábricas de e-metanol e os avanços na transição energética, reforçando a proposta de tornar Suape um polo logístico competitivo e sustentável no comércio global.

Suape-Brasil-ASEAN: cooperação institucional

A missão, chamada Suape-Brasil-ASEAN, conta com apoio da Frente Parlamentar Mista Brasil-ASEAN e do Ministério das Relações Exteriores. O bloco da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que inclui Timor-Leste, Camboja, Brunei, Laos, Myanmar, Filipinas, Vietnã e Tailândia, é uma das regiões mais dinâmicas do comércio internacional.

Na Malásia, a comitiva visitará terminais portuários e complexos industriais, incluindo o maior polo de refino de petróleo e petroquímica do país. Durante a etapa, estão previstos Memorandos de Entendimento voltados à cooperação técnica e ao intercâmbio estratégico entre autoridades portuárias.

Em Jacarta, capital da Indonésia, o grupo se reunirá com o Secretariado-Geral da ASEAN e com dirigentes da Indonesia Investment Authority, fundo soberano voltado a investimentos em infraestrutura, economia digital, saúde e economia verde.

Fortalecimento da presença internacional de Suape

Segundo o diretor-presidente, a missão é continuidade das articulações iniciadas em Brasília, em dezembro de 2025, quando foi firmado um termo de cooperação para ampliar o diálogo institucional entre Suape e a ASEAN.

A expectativa é que a agenda internacional fortaleça a presença de Suape no cenário global, aumente as oportunidades de negócios e consolide o complexo como hub estratégico do Nordeste brasileiro.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Meio Ambiente

Terras raras no Brasil: 2ª maior reserva global, mas produção ainda é mínima

O Brasil concentra cerca de 23% das reservas mundiais de terras raras, ocupando a segunda posição no ranking global. Apesar desse potencial estratégico, o país responde por menos de 1% da produção global, permanecendo praticamente fora das cadeias internacionais que abastecem setores como veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos eletrônicos.

A avaliação consta em relatório do Bank of America (BofA), que classifica o cenário como uma oportunidade ainda pouco aproveitada pelo país.

China domina refino e separação

O estudo destaca que a China mantém liderança absoluta nas etapas mais complexas da cadeia produtiva: a separação e o refino dos minerais. O país asiático concentra a maior parte da produção mundial de óxidos de terras raras e controla integralmente a separação dos elementos mais valiosos, conhecidos como HREE (heavy rare earth elements).

Esse domínio assegura vantagem competitiva na fabricação de ligas metálicas e ímãs permanentes, componentes essenciais para a transição energética e para a indústria de alta tecnologia.

Potencial brasileiro ainda subutilizado

De acordo com o relatório, o Brasil possui cerca de 21 milhões de toneladas de óxidos de terras raras. Grande parte dessas reservas está associada a depósitos de argilas iônicas, cujo processamento é considerado mais simples, econômico e ambientalmente favorável em comparação às rochas duras exploradas por países como Austrália e Estados Unidos.

Esses depósitos contêm minerais estratégicos como disprósio (Dy), térbio (Tb), neodímio (Nd) e praseodímio (Pr) — fundamentais para a produção de ímãs de alto desempenho.

Mesmo com essa vantagem geológica, o país ainda exporta majoritariamente matéria-prima bruta e importa compostos processados, muitos deles provenientes da própria China, o que limita a agregação de valor na cadeia produtiva.

Gargalos estruturais travam avanço

O BofA aponta entraves que explicam o baixo aproveitamento do setor. Entre os principais obstáculos estão:

  • Restrição de financiamento, já que direitos minerários não podem ser utilizados como garantia, dificultando acesso a crédito;
  • Fragmentação regulatória e ausência de uma estratégia nacional integrada;
  • Dependência tecnológica externa, com carência de capacidade industrial para separação e refino em larga escala.

A falta de políticas coordenadas que conectem mineração, processamento e manufatura também é citada como fator limitante.

Projetos avançam, mas desafios persistem

Apesar das dificuldades, há sinais de evolução. O projeto Serra Verde, atualmente o único empreendimento em escala comercial no país, iniciou operações e impulsionou recordes de exportações de metais raros em 2025.

Ainda assim, o Brasil segue como importador líquido de compostos de terras raras, evidenciando que o avanço ainda não alterou o quadro estrutural do setor.

Para capturar maior valor econômico, o relatório indica a necessidade de expandir a capacidade de separação e refino, atrair investimentos, estruturar melhor o cronograma de projetos e implementar uma política industrial coordenada.

Na avaliação do banco, o Brasil possui uma “oportunidade rara”, mas ainda distante de ser plenamente concretizada.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Maxar Technologies/Divulgação via REUTERS

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Meio Ambiente

Suape avança na transição energética e projeta atingir 50% de energia limpa ainda neste semestre

O Complexo Industrial Portuário de Suape, localizado na Região Metropolitana do Recife, acelera sua agenda de transição energética e trabalha para alcançar, ainda neste semestre, a marca de 50% de energia limpa em sua matriz de consumo elétrico.

Atualmente, 35,95% da energia utilizada pelo complexo já é proveniente de fontes renováveis, resultado de uma estratégia institucional voltada à eficiência energética, à redução das emissões de carbono e à adaptação da infraestrutura portuária às exigências de uma economia de baixo carbono.

Áreas estratégicas já operam com energia renovável

A energia limpa já abastece setores de alta demanda do complexo, como o Centro Administrativo, os Cais 1, 4 e 5, o Pátio Público de Veículos e o Prédio da Autoridade Portuária. Essas unidades concentram atividades administrativas e operacionais essenciais para o funcionamento do porto.

O consumo anual dessas áreas é estimado em 1,46 GWh, volume que, para efeito de comparação, equivale ao consumo mensal de cerca de 7.300 residências populares, considerando uma média de até 200 kWh por domicílio.

Viveiro florestal opera 100% com energia solar

Paralelamente à ampliação do uso de fontes renováveis, Suape também avança em projetos ambientais. O Viveiro Florestal de Suape, com capacidade de produção de aproximadamente 450 mil mudas por ano, é abastecido integralmente por energia solar.

A iniciativa fortalece ações de sustentabilidade no território do complexo, que possui 17,3 mil hectares, sendo que 59% da área está inserida na Zona de Preservação Ecológica (ZPEC).

Sistema inteligente reduz consumo de energia em até 60%

Outro destaque é o investimento em tecnologia para otimizar o uso energético. No Cais 5 e no Pátio Público de Veículos, um sistema inteligente de iluminação ajusta automaticamente a intensidade da luz conforme a necessidade operacional, gerando uma economia estimada de até 60% no consumo de energia dessas áreas.

Para o diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto, as ações reforçam o compromisso da estatal com um modelo portuário mais sustentável e inovador. “Esse é o caminho e estamos trabalhando fortemente para seguir avançando”, afirmou.

Fonte: Com informações do Complexo Industrial Portuário de Suape.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: DIVULGAÇÃO INDUSTRIAL PORTUÁRIO SUAPE

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Transporte

Frota global de navios dual fuel atinge 400 unidades e reforça transição energética marítima

A frota global de navios porta-contêineres e Ro-Ro com sistemas de dupla combustão alcançou a marca de cerca de 400 embarcações, consolidando uma das transformações mais relevantes da indústria marítima nos últimos anos. O avanço reflete o aumento dos investimentos em tecnologias voltadas à redução das emissões de gases de efeito estufa e ao atendimento de normas ambientais mais rigorosas.

Flexibilidade operacional impulsiona adoção da tecnologia dual fuel
Os navios dual fuel são projetados para operar tanto com combustíveis marítimos convencionais quanto com alternativas de menor impacto ambiental, como GNL, metanol e outros combustíveis emergentes. Essa capacidade de alternância tem sido estratégica para armadores que buscam mitigar riscos regulatórios, otimizar custos operacionais no longo prazo e reduzir a dependência de uma única matriz energética.

Grandes armadores lideram encomendas no longo curso
No segmento de porta-contêineres, as principais companhias de navegação concentram os pedidos por novas embarcações com dupla combustão, incorporando esses navios principalmente às rotas de longo curso. O movimento sinaliza uma mudança estrutural no perfil da frota global, alinhada às exigências ambientais de mercados internacionais.

Tecnologia avança no transporte Ro-Ro e no setor automotivo
Já no mercado Ro-Ro, a adoção da tecnologia dual fuel cresce sobretudo no transporte de veículos e cargas rodantes. Esses segmentos enfrentam pressão crescente de cadeias globais de suprimentos para reduzir a pegada de carbono e adotar práticas logísticas mais sustentáveis.

Perspectiva é de crescimento contínuo nos próximos anos
Especialistas do setor avaliam que a frota dual fuel deve seguir em expansão, impulsionada por novas encomendas em estaleiros da Ásia e da Europa. A expectativa é que essas embarcações assumam papel central na transição energética do transporte marítimo, enquanto os combustíveis de emissão zero ainda avançam rumo à viabilidade comercial em larga escala.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Tecnologia

WEG anuncia nova fábrica automatizada de armazenamento de energia em Itajaí

A WEG vai expandir seu parque industrial em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, com a implantação de uma nova fábrica dedicada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias (Bess). O empreendimento será o mais moderno do Brasil nesse segmento e reforça a estratégia da multinacional catarinense voltada à transição energética e à descarbonização.

Investimento conta com apoio do BNDES e da Finep

Para tirar o projeto do papel, a companhia obteve R$ 280 milhões em financiamento por meio do programa BNDES Mais Inovação, aprovado em chamada pública voltada à transformação de minerais estratégicos para a transição energética. A operação foi estruturada em parceria com a Finep, agência pública de fomento à inovação no país.

Obras começam em breve e devem gerar novos empregos

As obras da nova planta industrial devem começar nos próximos meses, com previsão de conclusão no segundo semestre de 2027. A entrada em operação da fábrica vai resultar na criação de cerca de 90 empregos diretos.

Com a nova unidade, a capacidade produtiva da WEG em sistemas Bess poderá chegar a 2 GWh por ano, volume equivalente à fabricação de aproximadamente 400 sistemas de 5 MWh.

Fábrica terá robôs e alto nível de automação

O projeto prevê um elevado grau de automação industrial, com linhas de montagem automáticas e semiautomáticas, além da utilização de robôs móveis autônomos para a logística interna. O complexo também contará com um laboratório de testes, desenvolvimento e qualificação, voltado à melhoria contínua de processos, controle de qualidade e aceleração de novas soluções tecnológicas.

Outro destaque da infraestrutura será a instalação de uma subestação de energia, que permitirá simular condições reais de operação dos sistemas.

Projeto fortalece segurança energética e posicionamento global

Segundo o presidente da WEG, Alberto Kuba, o investimento amplia o portfólio de soluções de alto valor agregado desenvolvidas no Brasil. “Com esse passo, a WEG contribui diretamente para o avanço da segurança energética e para a maior resiliência do sistema elétrico nacional”, afirma.

O executivo também ressalta que a iniciativa fortalece a presença da empresa no cenário internacional. “É um projeto alinhado à estratégia de posicionar a WEG e o Brasil de forma mais competitiva no contexto global da transição energética, reduzindo riscos e consolidando a atuação nacional em um mercado em expansão”, explica.

Sistemas Bess são essenciais para fontes renováveis

Os sistemas de armazenamento de energia em baterias têm papel fundamental na estabilidade das redes elétricas, especialmente diante do crescimento das fontes renováveis, como energia solar e energia eólica. Eles permitem armazenar eletricidade em períodos de menor consumo e liberá-la nos momentos de maior demanda, aumentando a confiabilidade do sistema e reduzindo o risco de falhas no fornecimento.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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