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Tarifaço de Trump: 5 dos 10 itens mais vendidos do Brasil para os EUA tiveram queda com as tarifas

Demanda reduzida e a maior concorrência com outros países também prejudicaram as exportações brasileiras de parte dos produtos. Número geral, porém, é positivo e foi recorde em maio.

Na próxima quarta-feira (9), termina a pausa de 90 dias no programa de tarifas recíprocas imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Com poucos acordos comerciais no radar, há uma chance real de que as taxas sobre produtos importados voltem a atingir mais de 180 países.

Um levantamento feito pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) mostra que o tarifaço piorou os números de exportação de alguns dos principais itens brasileiros vendidos aos EUA.

Cinco dos 10 produtos brasileiros mais vendidos aos americanos registraram queda nas vendas em maio. Veja abaixo:

Variação do volume exportado

Dados correspondem aos 10 produtos brasileiros mais vendidos aos EUA

Segundo a Amcham, as tarifas aplicadas pelos EUA são apenas um dos fatores que explicam a queda nas exportações. Parte dos produtos sofre também com particularidades de mercado.

Os óleos brutos de petróleo, por exemplo, tiveram menor demanda por parte das refinarias americanas.

No caso da celulose, houve uma concorrência mais intensa com o Canadá que, segundo a Amcham, tem um “acesso diferenciado” aos mercados dos EUA por conta do USMCA (acordo de livre comércio entre EUA, Canadá e México).

A boa notícia é que a redução de parte dos produtos aconteceu em meio a um avanço no número geral de exportações brasileiras aos EUA.

Segundo o levantamento, a venda geral dos nossos produtos para lá totalizou US$ 3,6 bilhões (R$ 19,6 bilhões) em maio, um crescimento de 11,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. O valor é recorde para o período e mostra uma pauta de exportação mais diversificada.

Brasil ainda tenta acordo

Embora o Brasil não tenha sido um dos mais impactados pelas tarifas, com alíquota de 10%, especialistas destacam que o país continua sujeito às tarifas sobre aço e alumínio, em vigor desde o início de junho.

Antes fixadas em 25%, as tarifas foram elevadas para 50% por meio de um decreto assinado por Trump. Tanto o aço quanto o alumínio são produtos estratégicos para as exportações brasileiras, e o Brasil é um dos principais fornecedores de aço para os EUA.

“O país precisará, sim, avançar nas negociações bilaterais com os Estados Unidos, especialmente do lado do Itamaraty e do MDIC [Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços], para garantir que cotas preferenciais ou isenções tarifárias sejam aplicadas para o aço brasileiro”, afirma Nobre, da Warren, à época.

O ministro do Desenvolvimento e vice-presidente, Geraldo Alckmin, chegou a se pronunciar algumas vezes nos últimos meses sobre os impactos das tarifas de Trump para o Brasil e o mundo, mas sem detalhar o andamento das negociações.

No início de junho, Alckmin afirmou que a melhor forma de mitigar os efeitos seria aprofundar o diálogo com os americanos, destacando a criação de um grupo de trabalho bilateral com o secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e o USTR (representante do comércio dos EUA).

Pelo lado do Brasil, o grupo conta com a participação do Ministério da Indústria e do Ministério das Relações Exteriores. Procurado, o MDIC afirmou ao g1 que as negociações foram iniciadas em março e que, desde então, “uma série de reuniões presenciais e virtuais” tem sido realizada para dar continuidade às tratativas.

“Neste momento, enquanto as negociações seguem em curso, não é possível divulgar detalhes sobre o conteúdo das discussões, sob pena de impactar o andamento e a efetividade do processo negociador”, informou o ministério.

O MDIC acrescentou que segue comprometido com a defesa dos interesses dos exportadores brasileiros, “tanto em relação às tarifas recíprocas quanto no enfrentamento de medidas adotadas sob o argumento de segurança nacional”.

“A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos é sólida, histórica e de relevância estratégica para ambos os países. Os EUA mantêm superávit comercial com o Brasil, e o intercâmbio entre as duas economias é complementar, trazendo benefícios mútuos”, completou o ministério.

Fonte: G1



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Internacional, Mercado Internacional

Trump envia cartas a países oficializando tarifaço

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou, nesta segunda-feira (7/7), que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviará cartas a parceiros comerciais oficializando o início das tarifas recíprocas impostas por ele assim que assumiu o segundo mandato. As tarifas variam entre 25% e 40%. As primeiras nações que receberam o documento foram o Japão e a Coreia do Sul.

“Haverá aproximadamente 12 outros países que receberão notificações e cartas diretamente do presidente dos Estados Unidos. O presidente ainda planeja criar planos comerciais personalizados para cada país deste planeta”, disse Leavitt.

Países que receberam a carta

Japão: tarifa de 25%
Coreia do Sul: tarifa de 25%
Myanmar: tarifa de 40%
Laos: tarifa de 40%
África do Sul: tarifa de 30%
Cazaquistão: tarifa de 25%
Malásia: tarifa de 25%

A secretária de imprensa também confirmou que Trump estenderia formalmente seu prazo para a imposição de tarifas recíprocas de 9 de julho para 1º de agosto, com a intenção de dar aos países mais tempo para negociar acordos.

“O presidente também assinará um decreto executivo hoje, adiando o prazo de 9 de julho para 1º de agosto. Portanto, a tarifa recíproca, ou essas novas tarifas que serão fornecidas nesta correspondência a esses líderes estrangeiros, serão divulgadas no próximo mês, ou acordos serão firmados, e esses países continuarão a negociar com os Estados Unidos. Vimos muitos desenvolvimentos positivos na direção certa, mas o governo, o presidente e sua equipe comercial querem fechar os melhores acordos para o povo americano e para os trabalhadores americanos. É nisso que eles estão focados”, explicou Leavitt.

Até o momento os acordos anunciados são:

Reino Unido.
Vietnã.
Trégua com a China.
Japão, Coreia do Sul e União Europeia estão em negociação.

Nesta segunda, Donald Trump, publicou duas das múltiplas cartas que seu governo enviará aos parceiros comerciais tributados no chamado “Dia da Libertação”.

Segundo o documento, o governo dos EUA aplicarão a partir do dia 1º de agosto uma tarifa de 25% sobre todos os produtos importados do Japão e da Coreia do Sul.

O presidente dos EUA adotou um tom semelhante nas duas cartas ao afirmar que apesar de ter buscado negociar, as tributações são injustas a seu país e por isso que as tarifas serão impostas e ao destacar que se qualquer uma das nações tentar retaliar os EUA, sofrerão ainda mais com as tarifas norte-americanas.

Quanto ao motivo pelo qual Trump decidiu começar com os dois aliados asiáticos, Leavitt disse que “é prerrogativa do presidente e esses são os países que ele escolheu”.

Fonte: Metrópoles

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Internacional, Mercado Internacional

EUA: tarifas devem entrar em vigor em 1º de agosto para países sem acordos

O governo dos Estados Unidos aplicará a partir de 1º de agosto tarifas aos parceiros comerciais com os quais não tenham alcançado acordos, seja Taiwan ou a União Europeia, afirmou o secretário do Tesouro, Scott Bessent.

As tarifas devem atingir, em alguns casos, os níveis muito elevados que o presidente Donald Trump havia anunciado em 2 de abril, antes de suspender a aplicação das taxas para permitir negociações comerciais e estabelecer um prazo até 9 de julho para alcançar acordos, declarou Bessent ao canal CNN.

Bessent reiterou as declarações feitas por Trump na sexta-feira à imprensa, quando mencionou um novo prazo para a imposição das tarifas alfandegárias.

Em sua plataforma Truth Social, Trump prometeu impor uma tarifa adicional de 10% aos países que “se alinharem” com o Brics, grupo que expressou uma “séria preocupação” com o aumento de tarifas “unilaterais”, embora sem mencionar os Estados Unidos.

“Qualquer país que se alinhe com as políticas antiamericanas do Brics será cobrado com uma tarifa ADICIONAL de 10%. Não haverá exceções para esta política”, afirmou Trump.

O grupo, formado inicialmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, foi ampliado recentemente para 11 países e representa quase metade da população mundial e cerca de 40% do PIB.

Trump afirmou no domingo aos jornalistas a bordo do avião presidencial que “provavelmente” começará a aplicar as tarifas em 1º de agosto.

O republicano acrescentou que havia assinado mais de 10 cartas para informar os países sobre os aumentos das tarifas.

“Acredito que teremos a maioria dos países preparados para 9 de julho, seja uma carta ou um acordo”, disse Trump, antes de insistir que alguns acordos foram alcançados.

Ao seu lado, o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, confirmou que as tarifas começarão a ser aplicadas em 1º de agosto, “mas o presidente está definindo as tarifas e os acordos agora mesmo”.

Trump anunciou mais tarde na Truth Social que começará a enviar nesta segunda-feira (7) aos parceiros comerciais as primeiras cartas informativas sobre as tarifas que serão impostas ou sobre os acordos alcançados.

“Tenho o prazer de anunciar que as Cartas de Tarifas dos Estados Unidos e/ou Acordos com vários países ao redor do mundo serão entregues a partir das 12h00 (13h00 de Brasília), de segunda-feira, 7 de julho”, anunciou Trump em sua rede social.

Washington mantém negociações com vários países para alcançar acordos comerciais que evitem as tarifas.

Com a China, o governo Trump estabeleceu uma trégua temporária para reduzir as tarifas de até três dígitos que haviam sido impostas de maneira recíproca.

Até o momento, apenas Reino Unido e Vietnã conseguiram concluir acordos comerciais com os Estados Unidos.

Bessent disse que o governo está “próximo de vários acordos”, mas não citou com quais países.

O secretário do Tesouro negou que os Estados Unidos estejam ameaçando os países com sua política tarifária, embora tenha admitido que é necessário aplicar “pressão máxima”.

“Não é um novo prazo. Estamos dizendo que é o que acontecerá. Se você quer acelerar as coisas, siga adiante. Se quiser retornar à tarifa antiga, a escolha é sua”, disse.

O secretário citou como exemplo a União Europeia, ao afirmar que o bloco “está fazendo um progresso muito bom” após uma relutância inicial a modificar o acordo comercial com Washington.

Fonte: Portal UOL

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Exportação, Internacional

EUA ameaçam UE com tarifas de 17% sobre exportações de alimentos

Os EUA ameaçaram impor tarifas de 17% às exportações agrícolas da União Europeia numa escalada do conflito comercial com Bruxelas. Prazo final das negociações está previsto para a próxima semana.

Os EUA ameaçaram impor tarifas de 17% às exportações agrícolas da União Europeia, numa escalada do conflito comercial com Bruxelas, avança o Financial Times (acesso pago), citando três fontes próximas.

A notícia sobre a ameaça de tarifas de 17% às exportações agrícolas e de alimentos chega dias antes do prazo final de 9 de julho para fechar um acordo comercial, após o qual o presidente americano, Donald Trump, prometeu que irão avançar com tarifas de 20% sobre todos os produtos da UE se nenhum acordo for alcançado.

Os negociadores da União Europeia não conseguiram, até o momento, obter um avanço nas negociações comerciais com o governo Trump e procuram agora continuar a negociar, segundo a Reuters. Uma fonte descreveu a situação à agência noticiosa após as negociações em Washington como “ainda muito instável e difícil de prever”, enquanto outra fonte descreveu a perspetiva como “sombria”.

No entanto, de acordo com um porta-voz da Comissão Europeia, citado pela Reuters, “houve progresso em direção a um acordo em princípio durante a última ronda de negociações, que ocorreu esta semana”.

“Após discutir a situação atual com nossos Estados-membros, a Comissão agora irá retomar as negociações com os EUA sobre o conteúdo durante o fim de semana”, disse.

O presidente Donald Trump quer que Bruxelas conceda às empresas americanas amplas isenções de regulamentações e reduza o excedente comercial com os EUA. Maroš Šefčovič, comissário de comércio da UE, terá tido conhecimento da questão na quinta-feira em reuniões em Washington, tendo passado a mensagem aos embaixadores dos 27 Estados-membros esta sexta-feira.

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, disse na quinta-feira que esperava um “acordo de princípio” que permitisse às partes continuarem a conversar até um acordo final. Contudo, os EUA estão a pressionar os países a fecharem acordos vinculativos dentro do prazo estabelecido por Trump.

Atualmente, os Estados Unidos aplicam tarifas de 10% a todos os produtos da UE e de mais 25% às importações de aço, alumínio e veículos, mas o Presidente norte-americano ameaçou aumentar estas sobretaxas para 50%. Tendo em conta a possibilidade de as negociações com os Estados Unidos não resultarem num acordo, a Comissão lançou uma consulta sobre uma lista de reequilíbrio com produtos norte-americanos que podem ser tarifados.

Fonte: ECO Sapo

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Exportação

Exportações de SC crescem no primeiro semestre, mas sentem impacto do tarifaço dos EUA

Puxadas pelo setor de proteína animal, as exportações de SC têm alta de 6,6% de janeiro a junho

Santa Catarina fechou o primeiro semestre de 2025 com US$ 5,86 bilhões na receita de exportações, 6,6% mais do que no mesmo período do ano passado. A liderança nas vendas lá fora ficou com o setor de proteína animal com exportações maiores para América Latina e Ásia enquanto nos EUA as vendas de industrializados caíram devido ao tarifaço e incertezas do governo de Donald Trump.

As importações de SC de janeiro a junho somaram US$ 16,8 bilhões, 4,9% mais que nos mesmos meses de 2024. No mês de junho, a balança comercial de SC registrou exportações de US$ 959 milhões, 6,5% mais que no mesmo semestre do ano anterior. E as importações do mês ficaram em US$ 2,7 milhões com recuo de 8,0%.

No primeiro semestre, as exportações de carnes de aves responderam pela maior receita da balança comercial, US$1,09 bilhão no período, 10,3% mais frente aos mesmos meses de 2024. A carne suína, segundo produto principal, somou US$ 851 milhões e teve crescimento de 21,1%. Além desses setores líderes, o Observatório Fiesc, que acompanha os dados da balança comercial, destacou que o maior crescimento nas exportações foi de painéis para comando elétrico, em 417,7%. Outro produto que acelerou foi o tabaco, com alta de 75,3% das vendas lá fora.

O impacto negativo do tarifaço do Trump foi sentido nos produtos de maior valor agregado, vendidos principalmente para os Estados Unidos e Europa. As exportações de motores elétricos caíram 17,9% e ficaram em US$ 81,5 milhões.

As vendas de partes de motores recuaram 18,5% e somaram US$ 201,8 milhões. As exportações de soja tiveram recuo de 29,7% e somaram US$ 229,8 milhões.

Apesar das mudanças nos EUA, o país ainda foi o principal destino das exportações catarinenses no primeiro semestre de 2025, com recuo de 1,1% frente ao mesmo período de 2024 e vendas de US$ 847,2 milhões. Em segundo lugar ficou a China, com um total de US$ 580,4 milhões e queda de 5,3%.  As vendas para o México, quinto principal destino das exportações de SC, tiveram queda de 13%.

No dado dos mercados em crescimento, o destaque foi a vizinha Argentina, com 33,4% mais de compras de SC, para US$ 438 milhões. O Japão comprou 25,8% mais e totalizou US$ 348 milhões, e o Chile registrou um salto de 39,7%, com US$ 305 milhões.

As impostações cresceram num menor ritmo, 4,9% no semestre. Mas chamaram a atenção algumas altas e baixas de produtos importantes.  Um deles foi o cobre refinado, principal produto de importação do estado. Teve um recuo de 7,4% e somou US$ 657,1 milhões. Esse menor consumo está ligado às menores exportações de equipamentos que usam essa matéria prima, como motores elétricos e compressores.

As importações de polímero de etileno, terceiro item da pauta, caíram 13,5% e somaram US$ 346,8 milhões, anotou o Observatório Fiesc. Outro setor que recuou nas importações foi o de veículos, com queda de 17,9%, para US$ 339,6 milhões.

Entre os itens que puxaram o resultado das importações para cima no semestre está aços laminados planos, com crescimento de 255,3%, totalizando US$ 301,6 milhões. As importações de autopeças e partes de veículos cresceram 16,4%, chegando a US$ 455,6 milhões.  As elevadas compras lá fora de aços planos refletem maior oferta da China e estão sendo criticadas pela indústria nacional. Uma das razões dessa maior oferta é a mudança tarifária promovida pelos EUA.

Fonte: NSC Total

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Internacional, Mercado Internacional

Trump: tarifas via cartas valerão a partir de 1 de agosto e podem chegar a 70%

Presidente dos EUA disse a repórteres que cerca de “10 ou 12” cartas seriam enviadas nesta sexta-feira, com outras cartas chegando “nos próximos dias”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que sua administração provavelmente começará a notificar os parceiros comerciais na sexta-feira sobre a nova tarifa dos EUA, que entrará em vigor em 1º de agosto, enquanto reafirma a preferência pela simplicidade em vez de negociações complicadas, cinco dias antes do prazo para acordos.

Trump disse a repórteres que cerca de “10 ou 12” cartas seriam enviadas nesta sexta-feira, com outras cartas chegando “nos próximos dias”.

“Até o dia nove estarão totalmente cobertas”, acrescentou Trump, referindo-se ao prazo de 9 de julho que ele estabeleceu inicialmente para que os países fechassem acordos com os EUA para evitar tarifas mais altas que ele ameaçou. “Elas vão variar de talvez tarifas de 60 ou 70% até tarifas de 10 e 20%”, completou.

As negociações dos EUA com economias da Indonésia e Coreia do Sul até a União Europeia e Suíça estão chegando a estágios críticos, onde as questões mais controversas são resolvidas. A última ameaça de Trump, que segue seu padrão de emitir ultimatos para romper impasses, está alinhada com declarações anteriores de que alguns países não terão voz no nível de suas tarifas.

O topo da nova faixa de tarifas, se formalizado, seria maior do que qualquer uma das tarifas que o presidente inicialmente anunciou durante o lançamento do “Dia da Libertação” no início de abril. Essas variavam de uma tarifa base de 10% para a maioria das economias até um máximo de 50%. Trump não detalhou quais países receberiam as tarifas ou se isso significaria que certos produtos seriam taxados a uma taxa maior que outros.

Trump disse que os países “começarão a pagar em 1º de agosto. O dinheiro começará a entrar nos Estados Unidos em 1º de agosto.” As tarifas são normalmente pagas pelo importador, ou por um intermediário agindo em nome do importador. Mas frequentemente são as margens de lucro ou o consumidor final que acabam absorvendo grande parte do custo.

As ações na Ásia e Europa caíram junto com o dólar. Os mercados de ações e títulos dos EUA estavam fechados pelo feriado do 4 de julho.

O efeito retardado das tarifas sobre a inflação deixa alguns membros do Federal Reserve cautelosos quanto a cortes nas taxas de juros. O Fed tem evitado reduzir as taxas este ano — apesar da forte pressão de Trump — em parte para determinar se os aumentos de preços causados pelas tarifas podem evoluir para pressões mais persistentes no custo de vida.

Trump há muito ameaça que, se os países não fecharem acordos com os EUA antes do prazo da próxima semana, ele simplesmente imporá as tarifas, aumentando a pressão sobre os parceiros comerciais que têm corrido para garantir acordos com sua administração.

Ele anunciou inicialmente suas tarifas “recíprocas” mais altas em 2 de abril, mas as pausou por 90 dias para dar tempo para negociações, mantendo uma taxa de 10% durante esse período.

A Bloomberg Economics estima que, se todas as tarifas recíprocas forem elevadas ao nível ameaçado em 9 de julho, as tarifas médias sobre todas as importações dos EUA poderiam subir para cerca de 20%, ante quase 3% antes da posse de Trump em janeiro. Isso aumentaria os riscos de crescimento e inflação para a economia dos EUA.

Até agora, a administração Trump anunciou acordos com o Reino Unido e Vietnã e concordou com tréguas com a China, que viram as duas maiores economias do mundo aliviar tarifas retaliatórias e reduzir controles de exportação.

Questionado na quinta-feira se mais acordos estavam a caminho, Trump respondeu que “temos alguns outros acordos, mas sabe, minha inclinação é enviar uma carta dizendo quais tarifas eles vão pagar.”

“É muito mais fácil,” disse ele. “Prefiro fazer um acordo simples que você possa manter e controlar.”

Trump anunciou o acordo com o Vietnã na quarta-feira, dizendo que os EUA aplicariam uma tarifa de 20% sobre as exportações vietnamitas para os EUA e uma taxa de 40% sobre produtos considerados “transbordados” pelo país — uma referência à prática em que componentes da China e possivelmente de outras nações são redirecionados por terceiros países a caminho dos EUA.

Acordo com o Vietnã

Embora as taxas sejam menores que a tarifa de 46% que Trump impôs inicialmente ao Vietnã, são maiores que o nível universal de 10%. Muitos detalhes do acordo ainda são incertos, com a Casa Branca ainda não tendo divulgado um termo ou publicado qualquer proclamação formalizando o acordo.

Após o anúncio de Trump, o Vietnã disse que as negociações ainda estavam em andamento.

A Indonésia está confiante de que está perto de garantir um acordo comercial “audacioso” com os EUA que abrangerá minerais críticos, energia, cooperação em defesa e acesso ao mercado antes do iminente prazo das tarifas, segundo o principal negociador do país na sexta-feira.

No entanto, muitos parceiros comerciais importantes, como Japão, Coreia do Sul e União Europeia, ainda trabalham para finalizar seus acordos.

O principal negociador comercial da Coreia do Sul visitará os EUA neste fim de semana com novas propostas em uma tentativa de última hora para evitar as tarifas mais altas que devem entrar em vigor.

O presidente dos EUA expressou otimismo sobre um acordo com a Índia, mas falou duramente sobre as perspectivas de um acordo com o Japão, classificando Tóquio como um parceiro difícil nas negociações. Ele intensificou suas críticas esta semana, dizendo que o Japão deveria ser forçado a “pagar 30%, 35% ou qualquer que seja o número que determinarmos.”

Trump também disse na terça-feira que não está considerando adiar o prazo da próxima semana. Questionado sobre uma possível extensão das negociações, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse na quinta-feira que Trump tomaria a decisão final.

“Faremos o que o presidente quiser, e ele será quem determinará se estão negociando de boa fé,” disse Bessent à CNBC quando questionado se o prazo poderia ser estendido.

Fonte: InfoMoney

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Economia, Internacional, Negócios

Ibovespa Futuro cai com feriado nos EUA e foco em tarifas de Trump e cenário interno

As atenções estão voltadas para declarações do presidente Lula e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad

O Ibovespa Futuro opera em baixa nas primeiras negociações desta sexta-feira (4), em um dia sem a referência dos Estados Unidos, com os mercados fechados devido ao feriado do Dia da Independência. Com isso, as atenções se voltam para o cenário doméstico, com destaque para declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e para a divulgação de dados econômicos.

Por volta das 09h03 (horário de Brasília), o Ibovespa Futuro com vencimento em agosto tinha queda de 0,29%, cotado aos 141.005 pontos.

Lula e o ministro Fernando Haddad participarão de evento do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) pela manhã no Rio de Janeiro. Mais tarde, o presidente ainda estará presente na cerimônia de retomada de grandes investimentos da Petrobras PETR4.SA na Reduc, em Duque de Caxias, às 11h30.

Na agenda de dados do dia, o mercado avaliará números de inflação ao produtor para maio, divulgado pelo IBGE às 9h, e sobre a balança comercial brasileira em junho, às 15h.

No cenário externo, as negociações tendem a ser mais calmas por conta do feriado nos EUA, mas os agentes financeiros seguem de olho nas discussões comerciais do país com seus parceiros, conforme se aproxima o prazo de 9 de julho para os países evitarem a imposição de tarifas mais altas.

Na véspera, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que Washington começará a enviar cartas aos países nesta sexta especificando as taxas tarifárias que eles terão de pagar sobre as exportações, uma clara mudança em relação às promessas anteriores de fechar dezenas de acordos individuais.

Já nesta sexta, Trump disse que as tarifas que constarem nas cartas entrarão em vigor a partir do dia 1º de agosto e podem chegar a 70% em alguns casos. “Até o dia 9, todos estarão totalmente cobertos”, disse, referindo-se ao prazo de 9 de julho, que marca o fim da pausa das tarifas recíprocas e, consequentemente, do período estabelecido para que parceiros comerciais chegassem a acordos com os EUA e evitassem as tarifas de importação mais altas.

Em Wall Street, o Dow Jones Futuro caía 0,53%, o S&P Futuro recuava 0,62% e o Nasdaq Futuro tinha desvalorização de 0,60%.

Ibovespa, dólar e mercado externo

Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,11%, aos 5.454 pontos.

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam sem direção única nesta sexta-feira (4), com investidores à espera de novos detalhes sobre os acordos comerciais dos Estados Unidos. A atenção se volta para o prazo final estabelecido pelo presidente Donald Trump para a imposição de tarifas mais altas, previsto para a próxima semana.

Os mercados europeus operam em baixa nesta quinta-feira (4), em meio ao aumento das tensões diplomáticas e comerciais entre China e União Europeia. Segundo fontes, o governo chinês pretende cancelar parte de uma cúpula de dois dias com líderes europeus prevista para o fim deste mês.

Além disso, Pequim impôs tarifas antidumping sobre o conhaque europeu por um período de cinco anos. As ações da Remy Cointreau SA e da Pernod Ricard SA chegaram a cair após o anúncio, mas depois amenizaram as perdas.

Os preços do petróleo operam em baixa, antes da reunião da OPEP+, que deve resultar em outro aumento na produção. A decisão pode ampliar ainda mais o excedente de oferta previsto para o final do ano, elevando a preocupação dos mercados com um possível desequilíbrio entre oferta e demanda.

As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta pela segunda semana consecutiva, com promessa de Pequim de reprimir guerras de preços.

Fonte: InfoMoney

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Internacional, Mercado Internacional

O acordo de Trump com o Reino Unido envia uma mensagem clara: tarifas de 10% vieram para ficar

O Reino Unido e os Estados Unidos fecharam um acordo comercial histórico na quinta-feira — mas o acordo está longe de estar livre de tarifas.

Este é o primeiro acordo feito pelos Estados Unidos desde que o presidente Donald Trump anunciou no mês passado suas chamadas tarifas recíprocas sobre diversos países ao redor do mundo.

A posição do Reino Unido como um dos poucos países com os quais os EUA têm superávit comercial em bens — ou seja, os EUA exportam mais para o Reino Unido do que importam — colocou o país no topo da lista para que autoridades negociassem com o governo Trump.

No entanto, nem mesmo o Reino Unido, com sua “relação especial” com os EUA, conseguiu convencer Trump a eliminar totalmente as tarifas durante as negociações.

Pelo acordo, o Reino Unido poderá exportar 100.000 veículos por ano com uma tarifa de 10%; veículos adicionais estarão sujeitos a uma tarifa de 25%. Já os produtores britânicos de aço e alumínio poderão exportar sem tarifas, uma redução em relação à tarifa de 25% imposta pelos EUA em fevereiro.

No entanto, todos os outros bens importados do Reino Unido pelos EUA continuarão sujeitos a uma tarifa básica de 10% — que, segundo Trump, é a menor tarifa específica por país que será aplicada aos parceiros comerciais.

Trump também sugeriu que esse acordo será raro, devido ao equilíbrio na relação comercial entre os dois países e aos laços políticos estreitos — ou seja, é improvável que algum país consiga isenção total de tarifas em um possível segundo mandato seu.

Quando questionado se a tarifa básica de 10% servirá de modelo para futuros acordos comerciais, Trump respondeu: “Esse é um número baixo.”

“Eles conseguiram um bom acordo”, acrescentou. “Outros terão tarifas muito mais altas porque têm enormes superávits comerciais.”

O que Wall Street está dizendo?
Analistas interpretaram isso como um sinal de que tarifas de pelo menos 10% são o melhor cenário que outros países ou blocos comerciais poderão alcançar.

“Os detalhes do acordo EUA-Reino Unido sugerem que a tarifa básica de 10% deve permanecer em vigor para outros parceiros comerciais, com praticamente nenhuma exceção, embora indique uma flexibilidade maior do que o esperado em tarifas setoriais”, disse Jan Hatzius, economista-chefe e chefe de pesquisa global de investimentos do Goldman Sachs.

O economista dos EUA do JPMorgan, Abiel Reinhart, também observou em um relatório a clientes que “há chances de que uma taxa de pelo menos 10% sobre a maioria dos bens de maioria dos países seja mantida neste ano.”

Acordos setoriais e impacto nos EUA
Reinhart também destacou que as exceções que o Reino Unido conseguiu para seus setores de automóveis, aço e alumínio indicam que os EUA podem estar dispostos a firmar acordos sob medida — embora mais restritos — com outras nações.

“Esse tem sido um ponto central nas negociações comerciais recentes com o Japão, dado o peso do setor automotivo japonês”, acrescentou Reinhart. “Mas também é possível que os EUA tenham estado mais dispostos a fazer concessões com o Reino Unido nesse setor, já que o país representa apenas cerca de 2,5% das importações americanas de veículos e peças. Em comparação, o Japão representa quase 12%.”

No entanto, Rella Suskin, analista de ações e especialista em automóveis da Morningstar, observou que o acordo para reduzir tarifas em apenas 100.000 carros, na prática, limita a fatia de mercado de muitos dos maiores fabricantes britânicos, incluindo a Jaguar Land Rover, pertencente ao grupo Tata Motors.

Em vez disso, quem mais se beneficia, segundo Suskin, são montadoras como a BMW, que importam algumas peças com isenção tarifária e montam veículos diretamente nos EUA.

“A limitação do benefício do Reino Unido poder exportar 100.000 carros anualmente para os EUA com uma tarifa de 10% significa que a Jaguar não consegue conquistar participação de mercado com uma tarifa ‘preferencial’ em relação às montadoras europeias,” disse Suskin.

Andrew Hood, chefe de comércio internacional do escritório de advocacia europeu Fieldfisher e ex-assessor do primeiro-ministro britânico David Cameron, afirmou que o acordo fez mais para apoiar “a relação mais ampla entre Reino Unido e EUA” do que para facilitar o comércio entre os dois países.

“É notável que o acordo seja muito mais restrito do que a maioria dos Acordos de Livre Comércio,” disse Hood. “Na verdade, o foco está em apoiar setores específicos — notadamente a indústria automotiva, os produtores de etanol e os fabricantes de aço e alumínio — onde as tarifas foram substancialmente reduzidas ou eliminadas.”

Embora as tarifas residuais de 10% possam ser prejudiciais para o Reino Unido, outros apontam que o acordo também pode afetar negativamente o crescimento econômico dos EUA.

“Embora as isenções reduzam um pouco a tarifa efetiva, com a tarifa básica de 10% permanecendo, a tarifa média dos EUA continuará em dois dígitos, o que causará uma grande redução na renda real dos americanos e fará com que o crescimento desacelere fortemente na segunda metade do ano,” afirmou Michael Pearce, economista-chefe adjunto dos EUA na Oxford Economics.

Fonte: CNBC

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Economia

Energia mais cara puxa a alta da inflação em junho, mostra a Udesc Esag

Com a bandeira tarifária vermelha, a energia elétrica ficou 4% mais cara em junho em Santa Catarina

A inflação sentida pelos consumidores em Florianópolis foi de 0,42% em junho, um pouco abaixo que a do mês anterior, quando os preços haviam subido 0,46%. Em junho, houve alguma alta em cinco dos nove grupos pesquisados, enquanto os outros quatro tiverem redução. A energia elétrica residencial (alta de 4%) pesou novamente, com a mudança da bandeira tarifária de amarela para vermelha.

A inflação acumulada nos cinco primeiros meses de 2025 é de 3,96%. Já se considerados os últimos 12 meses, o índice acumulado está em 6,98%.

Os números são do Índice de Custo de Vida (ICV), calculado mensalmente pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), por meio do Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag), com apoio da Fundação Esag (Fesag).

Alimentos

O grupo Alimentação e Bebidas teve um aumento médio de 0,64% em junho (idêntico ao do mês anterior). Os alimentos comprados em feiras e supermercados para consumo em casa tiveram altas maiores (1,05%), enquanto as refeições fora de casa ficaram com os preços praticamente estáveis (alta de 0,01%). O padrão é praticamente o mesmo verificado em maio.

Entre os alimentos, os maiores aumentos foram novamente os dos tubérculos, raízes e legumes (14,2%). Os destaques são o tomate (34,9%) – cujo preço havia caído mais de 10% no mês anterior – e a cebola de cabeça (7,3%).

As hortaliças e verduras (4,8%) e as frutas (3,1%) também ficaram mais caras. Os maiores aumentos nesses subgrupos foram os do mamão (16,9%), morango (12,5%), alface (10,9%) e couve-flor (6,4%).

Houve ainda alguma alta nos preços das bebidas e infusões (1,5%), carnes e peixes industrializados (1%), enlatados e conservas (1%), aves e ovos (0,9%), sal e condimentos (0,6%), farinhas, féculas e massas (0,5%), carnes (0,4%), açúcares e derivados (0,4%) e leites e derivados (0,1%).

Mas alguns alimentos ficaram mais baratos. É o caso dos cereais, leguminosas e oleaginosas (-4,5%), incluindo milho de pipoca (-5,8%), arroz agulha (-4,5%), feijão preto (-4,3%) e amendoim (-4%). Também caíram os preços dos pescados (-1,7%), óleos e gorduras (-1%) e panificados (-0,2%).

Outros preços

Com a alta da energia elétrica, a habitação teve o maior aumento (1,17%) entre os nove grupos pesquisados, seguida de alimentação e bebidas (0,64%). Nos transportes, mesmo com queda nos preços dos combustíveis (-1,1%), o grupo teve alta de 0,8% – os carros próprios subiramv1,8%. Também subiram as despesas pessoais (0,40%) e gastos com saúde e cuidados pessoais (0,15%).

Por outro lado, quatro grupos pesquisados tiveram redução de preços em junho: artigos de residência (-0,41%), vestuário (-0,58%), educação (-0,26%) e serviços de comunicação (-1,27%).

Sobre o Índice de Custo de Vida

O ICV/Udesc Esag registra a variação dos preços de 297 produtos e serviços consumidos por famílias de Florianópolis com renda entre 1 e 40 salários-mínimos. Para o último boletim mensal, os dados foram coletados entre os dias 1º e 30 de junho. O índice é publicado regularmente desde 1968.

A metodologia é a mesma usada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o cálculo do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial para a meta de inflação nacional. Para o cálculo do ICV, a Udesc Esag conta com o apoio da Fundação Esag (Fesag) na atualização das ferramentas utilizadas.

Fonte: Núcleo de Comunicação da Udesc Esag

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Internacional, Mercado Internacional

Manufatura dos EUA segue fraca em junho por tarifas

Esse foi o quarto mês consecutivo em que o PMI ficou abaixo da marca de 50, o que indica contração no setor que responde por 10,2% da economia

A manufatura dos Estados Unidos permaneceu lenta em junho, com o volume de novos pedidos mostrando fraqueza e os preços pagos pelos insumos aumentando, sugerindo que as tarifas do governo Trump sobre produtos importados continuaram a prejudicar a capacidade de planejamento das empresas.

O Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM) informou nesta terça-feira que seu PMI de manufatura subiu para 49,0 no mês passado, em comparação com a mínima de seis meses de 48,5 em maio.

Esse foi o quarto mês consecutivo em que o PMI ficou abaixo da marca de 50, o que indica contração no setor que responde por 10,2% da economia. Economistas consultados pela Reuters previam leitura de 48,8.

A pesquisa juntou-se aos dados fracos sobre o mercado imobiliário, os gastos dos consumidores e o aumento do número de desempregados, sugerindo que o impulso da economia desacelerou ainda mais no segundo trimestre, mesmo com a provável recuperação do Produto Interno Bruto uma vez que o peso de um déficit comercial recorde diminuiu devido à queda das importações.

Uma medida da demanda doméstica cresceu em seu ritmo mais lento em mais de dois anos no trimestre de janeiro a março. As tarifas abrangentes do presidente Donald Trump, que levaram as empresas e as famílias a antecipar as importações e as compras de produtos para evitar preços mais altos decorrentes das tarifas, confundiram o cenário econômico.

Economistas alertaram que pode levar algum tempo para que as distorções relacionadas às tarifas sejam eliminadas dos dados econômicos.

Fonte: InfoMoney

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