Internacional, Tributação

Trump diz que EUA dobrarão tarifas sobre aço para 50%

O presidente Donald Trump informou nesta sexta-feira (30) aos trabalhadores de aço dos Estados Unidos que dobrará as tarifas sobre as importações do metal para 50%.

“Nós vamos aumentar de 25% para 50% as tarifas sobre o aço que entra nos Estados Unidos da América”, disse Trump durante um discurso na Irvin Works da U.S. Steel, em West Mifflin, Pensilvânia.

Trump está visitando a U.S. Steel após indicar, na semana passada, que aprovará uma fusão controversa com a Nippon Steel do Japão. Investidores e membros do sindicato aguardam respostas do presidente sobre como será o acordo anunciado entre a U.S. Steel e a Nippon.

Trump descreveu o acordo como uma “parceria” em uma publicação no dia 23 de maio em sua plataforma de mídia social Truth Social. O presidente afirmou que a sede da U.S. Steel permaneceria em Pittsburgh e a Nippon investiria US$ 14 bilhões ao longo de 14 meses na icônica indústria americana, com mais de 120 anos de história.

Trump disse a jornalistas no domingo que o acordo é um “investimento, é uma participação parcial, mas será controlado pelos Estados Unidos”. No entanto, a Casa Branca e as empresas não forneceram muitos detalhes ao público sobre como o acordo será estruturado desde o anúncio de Trump.

A U.S. Steel descreveu o acordo como uma “fusão”, na qual ela se tornaria uma “subsidiária integral” da Nippon Steel North America, mas continuaria operando como uma empresa separada, de acordo com um arquivo enviado à Comissão de Valores Mobiliários (SEC) em 8 de abril.

Fontes próximas ao assunto disseram à CNBC que a Nippon deve fechar sua aquisição da U.S. Steel a US$ 55 por ação, a oferta original feita pela produtora de aço japonesa antes de o presidente Joe Biden rejeitar o acordo em janeiro. Biden bloqueou a proposta de aquisição da Nippon com base em motivos de segurança nacional, argumentando que isso colocaria em risco cadeias de suprimentos essenciais.

No entanto, Trump ordenou uma nova análise do acordo em abril, suavizando sua oposição anterior à aquisição da U.S. Steel pela Nippon. O presidente anunciou a “parceria” um dia após o Comitê para Investimentos Estrangeiros nos Estados Unidos (CFIUS) supostamente concluir sua análise e fazer uma recomendação sobre se as empresas haviam encontrado formas de “mitigar quaisquer riscos à segurança nacional”.

“Acordo de Segurança Nacional”

O senador da Pensilvânia, Dave McCormick, disse à CNBC na terça-feira que o governo dos EUA terá uma “golden share” que permitirá decidir sobre várias cadeiras do conselho de administração. “A U.S. Steel terá um CEO americano, e a maioria dos membros do conselho virá dos EUA”, afirmou McCormick.

“É um acordo de segurança nacional que será assinado com o governo dos EUA”, disse McCormick à CNBC no “Squawk Box”. “Haverá uma golden share que essencialmente exigirá a aprovação do governo dos EUA sobre vários membros do conselho, e isso permitirá que os Estados Unidos garantam que os níveis de produção não sejam reduzidos.”

James Brower, sócio do departamento de litígios do escritório Morrison Forrester, afirmou que a “golden share” provavelmente não será uma participação acionária do governo dos EUA, pois o CFIUS, o comitê que revisou o acordo, não negocia interesses acionários.

A “golden share” provavelmente será uma forma de direito contratual que permite ao governo dos EUA vetar certas ações, disse Brower.

McCormick explicou que a Nippon terá “certamente membros do conselho e isso fará parte da sua estrutura corporativa geral”. O assessor de Comércio da Casa Branca, Peter Navarro, disse aos jornalistas na quinta-feira que “a Nippon Steel terá algum envolvimento, mas nenhum controle da empresa”.

“A U.S. Steel possui a empresa”, afirmou Navarro. O Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, disse à CNBC na sexta-feira que os detalhes do acordo com a Nippon Steel “continuam confidenciais, relativamente”.

“O princípio subjacente é que os Estados Unidos devem ter controle sobre setores críticos, seja em manufatura básica ou alta tecnologia”, afirmou Greer ao “Squawk Box”. “Caso países ou indivíduos estrangeiros ou empresas queiram adquirir essas companhias ou fazer grandes investimentos, os EUA devem manter o controle sobre o que é importante.”

O Sindicato dos Trabalhadores do Aço dos EUA, que inicialmente se opôs ao acordo, afirmou que o sindicato “não pode especular sobre o impacto” do anúncio de Trump “sem mais informações”.

“Nossa preocupação continua sendo que a Nippon, uma corporação estrangeira com um longo e comprovado histórico de violar nossas leis comerciais, continuará a erodir a capacidade de produção doméstica de aço e colocar em risco milhares de bons empregos sindicais”, disse o presidente do USW, David McCall, em um comunicado.

Fonte: Times Brasil

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Comércio Exterior, Internacional, Tributação

Na guerra de tarifas, Brasil ainda bate os EUA em vendas à China

Em estudo, Insper Agro Global avaliou os seis itens agrícolas que chineses mais compram

A guerra comercial entre Estados Unidos e China confere ao Brasil uma vantagem competitiva temporária. Mas o governo e o setor produtivo devem ficar atentos porque essa vantagem pode ser usada nas próximas semanas como moeda de troca para por fim à disputa de tarifas entre os dois países. O alerta é do professor Marcos Jank, do Insper Agro Global.

Um estudo realizado por Jank e pelos pesquisadores Leandro Gilio e Victor Cardoso, do Insper Agro Global, mostra que as tarifas impostas pela China a produtos americanos reduzem a competitividade dos EUA em relação a outros fornecedores, como o Brasil. A pesquisa considerou os seis produtos agropecuários que a China mais importa dos dois países: soja em grão (92% é comprada de EUA e Brasil), milho (66%), algodão (76%), carne bovina (55%), carne suína (31%) e carne de aves (64%).

Em abril, os Estados Unidos e a China intensificaram a escalada tarifária, com o governo americano anunciando tarifas de até 145% e a China respondendo com tarifas de até 125% sobre produtos americanos. Em 12 de maio, os países anunciaram uma trégua de 90 dias, com redução de 115 pontos percentuais sobre as tarifas de abril, o que deveria resultar em tarifas finais de 30% (cobrado da China pelos EUA) e 10% (sobre produtos americanos que vão para a China).

Na prática, no entanto, as tarifas impostas pela China aos produtos americanos continuam acima desse patamar de 10% e acima das tarifas impostas aos produtos brasileiros, aponta Jank. As tarifas chinesas sobre a soja em grão americana são de 23%, contra 3% para o Brasil. Para milho e algodão, as tarifas são de 26% para EUA e 1% para o Brasil. Para a carne bovina, a China cobra 12% do Brasil e 32% dos EUA. O caso mais extremo é da carne suína. Os EUA são taxados em 57%, e o Brasil é tarifado em 12%.

Embora o cenário pareça favorável para o Brasil no curto prazo, é preciso ter cautela, na visão do especialista. “Entendo que essas tarifas que estão sendo praticadas hoje vão ser usadas como instrumento de negociação para pressionar os Estados Unidos a reduzir a tarifa média de 30% que querem aplicar sobre os produtos chineses”, afirma Jank.

Medidas pontuais

O professor observa que a China tem adotado medidas pontuais, atingindo segmentos que são importantes politicamente para o presidente Donald Trump, como os produtores de grãos do meio oeste americano. “A China também tem feito um negócio perigoso, que é escolher a empresa que terá direito de enviar produtos ao país”, diz Jank.

No caso do milho, por exemplo, a China tem uma cota de importação de 7,7 milhões de toneladas dos EUA ao ano e concedeu o direito para a chinesa Cofco embarcar 4,4 milhões de toneladas. “Não duvido que, no futuro, o país possa retaliar o embarque de empresas americanas, como Bunge e Cargill”, pondera o professor.

Para o Brasil, a situação no momento é favorável, mas Jank considera relevante tanto o governo quanto o setor produtivo acompanharem as mudanças de perto. “O que é hoje um benefício para o Brasil pode virar moeda de negociação. A China busca negociar tarifas mais baixas para exportar aos EUA. E os Estados Unidos, que têm um déficit comercial de US$ 300 bilhões com a China, também vão tentar construir um acordo para exportar mais ao país”, diz Jank.

Fonte: Globo Rural

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Internacional, Mercado Internacional, Tributação

AGORA: Tribunal dos EUA aceita recurso de Trump e restabelece tarifaço

Um tribunal federal de apelações dos Estados Unidos suspendeu uma liminar e restabeleceu nesta quinta-feira, 29, o tarifaço do presidente Donald Trump, que havia sido bloqueado pela Justiça na quarta-feira.

Trump impôs tarifas duras a boa parte dos países do mundo, gerando uma turbulência nos mercados globais. As taxações mais altas foram impostas inicialmente a China, México e Canadá. Entre recuos e negociações, o presidente americano reduziu alíquotas. As tarifas dos EUA à China, que eram de 145%, por exemplo, foram reduzidas a 30%. Já as da China aos EUA, que eram de 125%, foram a 10%.

A decisão de bloqueio foi emitida na quarta-feira por três juízes do Tribunal de Comércio Internacional, em Nova York, e atendia a uma série de processos que acusam Trump de ferir os limites constitucionais da presidência.

Pelo menos sete processos questionam a legalidade das tarifas. Normalmente, para imposição de tarifas, é preciso que o Congresso americano aprove, o que não vem ocorrendo neste caso. O presidente tem usado a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, de 1977, para impor as tarifas.

Os processos argumentam que a lei não autoriza o uso de tarifas como medida emergencial e que o déficit comercial que os Estados Unidos têm com os países não é uma “ameaça” que justifique a aplicação da legislação.

Fonte: Veja

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Internacional, Mercado Internacional, Notícias

Justiça dos Estados Unidos bloqueia tarifaço de Trump

Decisão foi proferida por um colegiado de três juízes do Tribunal de Comércio Internacional, sediado em Nova York. Para os magistrados, presidente excedeu sua autoridade. A Casa Branca recorreu da decisão.

Um tribunal de comércio dos Estados Unidos bloqueou nesta quarta-feira (28) as tarifas recíprocas anunciadas pelo presidente Donald Trump. A medida tem efeito sobre o chamado “Dia da Libertação”, anunciado no início de abril. A Casa Branca informou que recorreu da decisão.

O bloqueio foi determinado por um colegiado de três juízes do Tribunal de Comércio Internacional, com sede em Nova York. Diversas ações judiciais argumentam que Trump sujeitou a política comercial dos EUA “aos seus caprichos” e, assim, “desencadeou um caos econômico”.

Na decisão, os magistrados afirmam que o presidente excedeu sua autoridade ao impor, com base em uma lei de poderes emergenciais, taxas generalizadas sobre produtos importados de diversos países.

“As Ordens Tarifárias Mundiais e Retaliatórias excedem qualquer autoridade concedida ao Presidente pela IEEPA para regular importações por meio de tarifas”, escreveu o tribunal, referindo-se à Lei Internacional de Poderes Econômicos de Emergência de 1977 (IEEPA, na sigla em inglês).

O caso abre caminho para uma disputa judicial que pode chegar à Suprema Corte do país.

O presidente norte-americano revelou seu tarifaço no dia 2 de abril. A medida, de alcance global, estabeleceu taxas de 10% a 50% sobre a importação de itens de mais de 180 países.

A Ásia foi o continente que recebeu as maiores tarifas. A alíquota anunciada por Trump para a China, por exemplo, foi de 34% — somando-se a taxas já em vigor contra o país. A decisão desencadeou uma forte escalada da comercial entre as duas maiores economias do mundo.

O “Dia da Libertação” também atingiu o Brasil. O republicano anunciou a cobrança de 10% sobre a importação de produtos brasileiros, enquadrando o país na faixa mínima de seu tarifaço.

Ainda no início de abril, Trump anunciou uma “pausa” de 90 dias nas tarifas recíprocas. Na prática, ele manteve em 10% as taxas de importação contra todos os países — exceto a China, que permaneceu com alíquota elevada. A previsão é que o tarifaço seja retomado integralmente em 8 de julho.

Contestações na Justiça

Pelo menos sete ações judiciais contestam o tarifaço de Trump — medida considerada o principal pilar de sua política comercial.

Uma delas foi movida por um grupo de pequenas empresas, incluindo a importadora de vinhos V.O.S. Selections. O proprietário da empresa alega, por exemplo, que as tarifas podem levar seus negócios à falência. Além disso, 12 estados americanos moveram ações, liderados por Oregon.

“A decisão [desta quarta] reafirma que nossas leis importam e que decisões comerciais não podem ser tomadas ao sabor dos caprichos do presidente”, disse o procurador-geral do estado, Dan Rayfield.

Apesar de as tarifas precisarem de aprovação pelo Congresso, Trump alega ter poder para agir sozinho.

O presidente argumenta que o déficit da balança comercial dos EUA — ou seja, gastos maiores com importações do que ganhos com exportações — representa uma emergência nacional. A justificativa é questionada nos tribunais.

Os autores das ações afirmam que a lei de poderes emergenciais não autoriza o uso de tarifas e, mesmo que autorizasse, o déficit comercial não atende aos requisitos legais.

Segundo as peças, uma emergência só pode ser declarada diante de uma “ameaça incomum e extraordinária”.

Por outro lado, o governo argumenta que a Justiça aprovou o uso emergencial de tarifas pelo ex-presidente Richard Nixon, em 1971. Diz também que apenas o Congresso — e não o Judiciário — pode determinar se a justificativa do presidente para declarar uma emergência está de acordo com a lei.

Medidas anteriores e impacto nos mercados

A imposição de tarifas a mais de 180 países faz parte da estratégia de Trump para barganhar acordos políticos e reverter os grandes e persistentes déficits comerciais dos EUA. Há 49 anos consecutivos o país acumula um déficit comercial com o resto do mundo.

No início deste mandato, Trump já havia imposto tarifas sobre importações do Canadá, China e México. A estratégia foi usada, entre outros motivos, para conter o fluxo ilegal de imigrantes e de opioides sintéticos na fronteira americana.

Nos últimos meses, Trump também aplicou tarifas sobre setores específicos, como o de automóveis, aço e alumínio. Sobrou inclusive para a indústria cinematográfica: neste mês, o republicano anunciou uma tarifa de 100% sobre filmes produzidos fora dos EUA e enviados ao país.

Os primeiros sinais da guerra tarifária do presidente norte-americano foram o suficiente para impactar os mercados financeiros. Foi o “Dia da Libertação”, no entanto, o responsável pelo maior abalo aos mercados globais.

Após o tarifaço, bolsas de valores derreteram ao redor do mundo. Muitos economistas passaram a temer um cenário de recessão na economia americana, especialmente diante da escalada de tarifas entre EUA e China — que chegaram a 145% e 125%, respectivamente.

Em 12 de maio, porém, os temores diminuíram, após os dois países chegarem a um acordo com redução das taxas recíprocas por 90 dias.

Fonte: G1

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Internacional, Mercado Internacional

Tarifas de Trump: Qual é a Atual Situação da Guerra Comercial?

Na sexta-feira, o presidente Trump ameaçou, e depois suspendeu, tarifas mais altas sobre produtos da União Europeia. Ele também mirou na Apple.

Desde que reassumiu o cargo, o presidente Trump anunciou uma série de tarifas com o objetivo de reestruturar a economia global. As medidas comerciais foram implementadas de forma irregular, causando grandes oscilações nos mercados e novas tensões com alguns dos parceiros comerciais mais próximos dos Estados Unidos. Economistas alertaram que essas ações podem levar a uma recessão econômica que prejudicaria os consumidores.

Qual é a novidade?
Em abril, Trump anunciou suas tarifas mais severas até agora contra dezenas de parceiros comerciais dos EUA, mas as reverteu abruptamente por 90 dias para todos os países, exceto a China, a fim de dar tempo para negociações. Em 12 de maio, ele pausou temporariamente as tarifas contra a China. Na sexta-feira, ele pareceu retomar sua guerra comercial global ao ameaçar tarifas mais altas contra a União Europeia; no domingo, voltou atrás.

União Europeia:
No domingo, Trump afirmou que adiaria uma tarifa de 50% sobre produtos da União Europeia até 9 de julho. Poucos dias antes, ele havia dito que as discussões com a UE estavam “sem progresso” e que tarifas pesadas entrariam em vigor em uma semana. A mudança de postura ocorreu após uma ligação com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, que disse que as negociações comerciais avançariam “de forma rápida e decisiva”.

Apple:
Trump também mirou no CEO da Apple, Tim Cook, na sexta-feira. Ele afirmou ter dito a Cook que esperava que os iPhones vendidos nos EUA fossem “fabricados e montados nos Estados Unidos, não na Índia ou em qualquer outro lugar”, ou então enfrentariam uma tarifa de 25%.

China:
Em 12 de maio, os Estados Unidos e a China anunciaram que haviam chegado a um acordo para reduzir as tarifas impostas entre si por 90 dias enquanto tentam negociar um acordo comercial.
O anúncio foi feito após um fim de semana de negociações de alto nível entre autoridades dos dois países na Suíça.

Muitas importações chinesas que entravam nos Estados Unidos estavam sujeitas a uma tarifa de pelo menos 145% — essencialmente um imposto equivalente a uma vez e meia o valor do próprio produto. Agora, essa tarifa será de 30%. Por sua vez, a China concordou em reduzir as tarifas que havia imposto sobre importações dos Estados Unidos para 10%, ante os 125% anteriores.

Separadamente, Trump eliminou uma exceção antiga que permitia que muitos produtos relativamente baratos da China entrassem no país sem tarifas. Essas importações agora enfrentam uma tarifa de 54% ou uma taxa fixa de 100 dólares.

Reino Unido:
No mês passado, Trump impôs ao Reino Unido a mesma tarifa de 10% que aplicou a outros países. Carros enviados do Reino Unido para os Estados Unidos enfrentam uma tarifa de 27,5%, e o aço britânico está sujeito a uma tarifa de importação de 25%.

No início de maio, Trump revelou um acordo preliminar com o Reino Unido que reduziria essas tarifas. Pelos termos do acordo, o Reino Unido poderia enviar até 100.000 veículos aos Estados Unidos com uma tarifa de 10%, e as tarifas americanas sobre o aço britânico seriam eliminadas.

A tarifa de 10% aplicada a todas as exportações britânicas permaneceria em vigor, embora o governo britânico tenha afirmado que continua pressionando para reduzi-la.

Embora o Reino Unido não seja um dos maiores parceiros comerciais dos Estados Unidos, Trump declarou que esse acordo seria o primeiro de muitos. Autoridades americanas também estão negociando com Índia, Israel, Japão, Coreia do Sul e Vietnã, entre outros parceiros comerciais.

Por que Trump está usando tarifas?
Do ponto de vista de Trump, qualquer déficit comercial — a diferença entre o valor dos bens que os Estados Unidos importam de um país e o que exportam para ele — é prejudicial. Ele há muito tempo descreve os déficits bilaterais como exemplos de os Estados Unidos estarem sendo “explorados” ou “subsidiando” outros países.

O presidente e seus assessores afirmam que o objetivo das tarifas é torná-las tão dolorosas que forcem as empresas a produzir seus produtos nos Estados Unidos. Eles argumentam que isso criaria mais empregos no país e aumentaria os salários.

Mas Trump também tem descrito as tarifas como uma ferramenta de múltiplos usos, alegando que elas forçarão Canadá, México e China a combater o fluxo de drogas e imigrantes para os EUA. O presidente ainda afirma que as tarifas vão gerar enormes receitas para o governo, que poderiam ser usadas para financiar cortes de impostos internos.

Economistas, no entanto, dizem que as tarifas não podem alcançar todos esses objetivos ao mesmo tempo. Na verdade, muitas dessas metas se contradizem. As mesmas tarifas que supostamente devem aumentar a produção industrial americana também estão prejudicando os próprios fabricantes dos EUA, ao desorganizar cadeias de suprimentos e elevar o custo das matérias-primas.

“Todas essas tarifas são internamente inconsistentes entre si”, disse Chad Bown, pesquisador sênior do Peterson Institute for International Economics, um centro de estudos em Washington. “Qual é a prioridade real? Porque não dá para alcançar todas essas coisas ao mesmo tempo.”

Quem paga pelas tarifas e para onde vai esse dinheiro?

Uma tarifa é um encargo do governo sobre produtos importados de outros países.
As tarifas são pagas pelas empresas que importam os produtos. A receita gerada vai para o Departamento do Tesouro dos EUA.

Exemplo:
Se o Walmart importa um par de sapatos de 100 dólares do Vietnã — que está sujeito a uma tarifa de 46% — o Walmart deve pagar 46 dólares em tarifas ao governo americano.

O que pode acontecer a seguir?

O Walmart pode tentar forçar o fabricante vietnamita a reduzir o preço.
Pode absorver o custo da tarifa, reduzindo seus próprios lucros.
Pode repassar o custo ao consumidor, aumentando o preço do produto nas lojas.
Ou adotar uma combinação dessas estratégias.

Neste mês, o CEO do Walmart alertou que as tarifas forçariam a empresa a aumentar os preços em breve, e evitou fazer previsões de lucro para o trimestre atual. Em resposta, Trump criticou o varejista nas redes sociais, dizendo que o Walmart deveria “ENGOLIR AS TARIFAS” e manter os preços baixos.

Como as tarifas podem afetar os preços ao consumidor?

É difícil imaginar uma casa americana sem produtos chineses. Muitos itens essenciais são quase totalmente importados da China — e, com as novas tarifas, tendem a ficar mais caros.

O New York Times analisou dados de importação para mostrar onde os americanos podem enfrentar escassez de produtos, menos opções e aumento de preços.

O que acontece se as prateleiras ficarem mais vazias?
Sacrifício pelo seu país, diz o presidente.
“Você sabe, alguém disse: ‘Ah, as prateleiras vão ficar vazias’”, disse Trump recentemente. “Bom, talvez as crianças tenham duas bonecas em vez de 30 bonecas, sabe? E talvez essas duas bonecas custem alguns dólares a mais do que normalmente custariam.”

As tarifas de Trump miram países que fornecem uma ampla variedade de produtos aos Estados Unidos. Em alguns casos, os preços já começaram a subir. Mas, para as famílias americanas, os efeitos completos dessas novas políticas ainda estão por vir — e provavelmente resultarão em preços mais altos em supermercados, concessionárias de carros, lojas de eletrônicos e de roupas.

O Wirecutter (guia de produtos do New York Times) dá conselhos sobre como os consumidores podem lidar com isso.

Como as empresas têm reagido?

Uma forma de entender como as empresas estão respondendo às tarifas é pensar no Natal.
A produção de brinquedos, árvores de Natal e decorações já costuma estar em pleno vapor nessa época do ano. Leva de quatro a cinco meses para fabricar, embalar e enviar produtos aos EUA. E as fábricas da China produzem cerca de 80% de todos os brinquedos e 90% dos artigos natalinos vendidos no país.

Fabricantes de brinquedos, lojas infantis e varejistas especializados começaram recentemente a suspender pedidos para as festas de fim de ano, à medida que os impostos de importação se espalham pelas cadeias de suprimento.

“Se não começarmos a produção logo, há uma grande probabilidade de escassez de brinquedos neste fim de ano”, disse Greg Ahearn, diretor executivo da Toy Association, grupo que representa 850 fabricantes de brinquedos nos EUA.

A Mattel, empresa americana fabricante da Barbie, afirmou recentemente que aumentará os preços dos brinquedos nos EUA por causa das tarifas impostas por Trump às importações da China.

Qual é a história das tarifas nos EUA?

  • 1789: Na sua fundação, os EUA dependiam fortemente das tarifas para financiar o governo federal e proteger a indústria doméstica, como proposto por Alexander Hamilton, o primeiro secretário do Tesouro.
  • 1828: O governo federal aprovou tarifas médias de 38% para proteger o setor manufatureiro contra concorrência estrangeira. Esses impostos ficaram conhecidos como a “Tarifa das Abominações” nos estados do Sul, cuja economia era baseada na exportação de matérias-primas e importação de bens manufaturados — o que gerou um impasse constitucional.
  • 1930: A Lei Tarifária Smoot-Hawley foi promulgada após o crash da bolsa de 1929, numa tentativa de proteger empresas americanas. No entanto, como descrito no filme Curtindo a Vida Adoidado, “não funcionou, e os Estados Unidos afundaram ainda mais na Grande Depressão.”
  • 1934: Franklin D. Roosevelt assinou a Lei de Acordos Comerciais Recíprocos, que deu ao presidente o poder de negociar acordos bilaterais. Isso abriu caminho para mais de 90 anos de políticas de livre comércio.

Fonte: The New York Times

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Internacional, Mercado Internacional

Trump prorroga negociações com UE e pausa em tarifas vai até 9 de julho

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump disse neste domingo, 25, que aceitou dar à União Europeia uma extensão no prazo de negociação para um acordo sobre tarifas. Segundo Trump, ele teve uma conversa telefônica com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e que ela foi “simpática”.

“Ela disse que quer começar uma negociação séria”, disse Trump a repórteres em Nova Jersey, segundo a CNN. O prazo acertado com Leyen é 9 de julho. “9 de julho seria o dia, foi a data que ela pediu. ‘Poderíamos adiar de 1º de junho para 9 de julho?’ Eu concordei. Ela disse que nos reuniremos rapidamente e veremos se podemos resolver algo”, afirmou.

Também neste domingo, Von der Leyen afirmou que teve uma “boa conversa” com Trump e confirmou a extensão no prazo de negociação para 9 de julho. “A Europa está disposta a avançar nas negociações de maneira rápida e decisva. Para chegar a um bom acordo, precisaremos de um tempo extra até o dia 9 de julho”, escreveu ela em sua rede social.

Após essa data, encerraria a “pausa” na imposição de tarifas estabelecidas pelos EUA. Na semana passada, Trump ameaçou impor taxação de 50% sobre produtos da União Européia.

Na última sexta-feira, Trump havia ameaçado, em publicação na Truth Social, impor uma tarifa fixa de 50% sobre a União Europeia, já que o bloco “tem sido difícil de lidar”. Segundo o republicano, a UE foi formada com o objetivo principal de tirar vantagem dos americanos no comércio.

“Nossas discussões com eles (União Europeia) não estão levando a lugar nenhum”, escreveu Trump na ocasião, ao mencionar que as barreiras comerciais europeias, manipulações monetárias e “processos injustos” contra empresas americanas, entre outros, levaram a um déficit comercial com os EUA de mais de US$ 250 milhões por ano.

No início de abril, Trump anunciou um forte aumento de tarifas, o que classificou como “Dia da Libertação” para os americanos. O Brasil, no entanto, ficou entre os países com a menor tarifa, de 10%.

De lá para cá, o presidente americano pausou por 90 dias a implementação do tarifaço contra inúmeros países, e também chegou a um acordo com a China, para suspender as alíquotas mais altas por três meses.

Fonte: MSN

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Economia, Internacional, Mercado Internacional

UE reage à ameaça de Trump de impor tarifas de 50%

Bolsas europeias fecham no vermelho após anúncio de novas tarifas por Trump contra a UE

O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, retomou sua ofensiva comercial ao ameaçar impor tarifas de até 50% sobre produtos da União Europeia (UE), cujos ministros responderam com críticas fortes.

Se aplicadas, essas tarifas representariam um aumento drástico sobre as atuais, que estão em média em 12,5% (2,5% anteriores a Trump e 10% desde abril). As medidas ameaçam renovar tensões entre a maior economia global e seus parceiros europeus.

Lamentando que as negociações comerciais “não estejam levando a lugar nenhum”, Trump anunciou em sua rede Truth Social a recomendação de “impor tarifas de 50% à União Europeia a partir de 1º de junho”.

“Tem sido muito difícil lidar com a União Europeia, que foi criada com o objetivo principal de tirar vantagem dos Estados Unidos no comércio”, afirmou.

Líderes europeus reagiram pedindo desescalada, mas prontos para responder. Laurent Saint-Martin, ministro delegado de Comércio Exterior da França, escreveu no X: “Continuamos no mesmo caminho: desescalada, mas estamos prontos para responder”.

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, afirmou que as tarifas “não ajudam ninguém e só servem para minar o desenvolvimento econômico de ambos os mercados”.

Impacto nos mercados financeiros

As bolsas europeias fecharam no vermelho após a ameaça de Trump: Paris caiu 1,65%, Frankfurt 1,54%, Milão 1,94% e Madri 1,18%. Londres perdeu 0,24%, influenciada pelo recente acordo comercial entre EUA e Reino Unido.

Em Wall Street, as ações caíram após o anúncio, mas algumas perdas foram recuperadas.

Contexto da ofensiva comercial de Trump

Trump ameaçou tarifas de ao menos 10% sobre a maioria dos produtos importados, incluindo setores como automóveis, aço e alumínio. Tarifas alfandegárias sobre a China chegaram a 145%, com resposta chinesa de 125%.

Após uma trégua de 90 dias para suspender tarifas, Trump anunciou um acordo com o Reino Unido e negociações com outros países, mas sem avanços significativos com a Europa.

Ele criticou o déficit comercial dos EUA com a UE, estimado por ele entre US$ 300 e US$ 350 bilhões, embora o Representante Comercial dos EUA (USTR) preveja US$ 235 bilhões para 2024. A Comissão Europeia contesta os dados, sugerindo US$ 160 bilhões e US$ 56 bilhões ao incluir serviços.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse à Bloomberg que a taxa mínima de 10% depende da negociação e adesão dos blocos, afirmando que Trump estava “frustrado com a UE”.

Ameaças específicas à Apple

Trump também ameaçou a Apple com tarifas: “Informei Tim Cook que esperava que seus iPhones vendidos nos EUA fossem fabricados nos EUA, não na Índia ou em outro lugar. Caso contrário, terão que pagar tarifa de pelo menos 25%”.

A maioria dos iPhones é montada na China, mas parte da produção tem migrado para Índia. A Apple não comentou.

O analista Dan Ives, da Wedbush Securities, afirmou que transferir a produção para os EUA é um “conto de fadas inviável”, com custo estimado de US$ 3.500 por iPhone e prazo de até 10 anos para completa transferência.

Fonte: Exame

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Comércio, Greve, Internacional, Tributação

Zona industrial da Argentina tem greve contra fim de tarifas a importados

Trabalhadores de fábricas de eletroeletrônicos da Terra do Fogo paralisam produção contra fim de impostos a celulares vindos do exterior

Trabalhadores da Terra do Fogo, província no extremo sul da Argentina, realizaram uma greve nesta quarta-feira (21), contra o decreto de Javier Milei que prevê zerar tarifas sobre a importação de celulares e reduzir impostos nacionais para esses produtos, além de televisores e aparelhos de ar condicionado.

A província da Terra do Fogo tem um parque industrial de eletrônicos e eletrodomésticos estimulado por um programa de incentivos fiscais e aduaneiros para a produção.

Os sindicatos de trabalhadores industriais e o governador da província, Gustavo Melella, afirmam, no entanto, que a redução de impostos sobre os importados anunciada pelo governo Milei ameaça a indústria local de eletroeletrônicos e coloca em risco cerca de 6 mil postos de trabalho.

“Decidi convocar os representantes dos trabalhadores do setor industrial e os empresários da Terra do fogo para esta quinta-feira 22, com o objetivo de avançar na assinatura de um acordo que garanta os postos de trabalho e proteja nossa indústria”, escreveu Melella na rede social X.

O governador também afirmou que a província não ficará “de braços cruzados diante de medidas que colocam em risco a produção” local.

Em forma de protesto contra o anúncio do governo Milei, trabalhadores de fábricas da província já vinham interrompendo a produção.

A administração de Milei decretou que as tarifas sobre a importação de celulares serão reduzidas de 16% para 8%, e zeradas a partir de janeiro. Os impostos sobre a importação de vídeo-games passará de 35% para 20%.

Já os impostos internos sobre celulares, televisores e aparelhos de ar condicionado importados serão reduzidos de 19% para 9,5%. As taxas sobre os produtos produzidos na Terra do Fogo, por sua vez, hoje em 9,5%, serão zeradas.

O objetivo da medida é baratear os preços dos eletroeletrônicos em pelo menos 30%, o que segundo o governo irá ajudar a combater roubos e contrabando.

Fonte: CNN Brasil

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Industria, Tributação

Indústrias de SC já sentem efeitos do incremento das tarifas

Durante o segundo dia de atividades da imersão, CEOs de empresas exportadoras e com negócios nos EUA apresentaram suas percepções sobre o atual cenário

O segundo dia da imersão Tarifaço Trump, promovida pela Federação das Indústrias de SC por meio da Academia FIESC de Negócios, trouxe a experiência do Grupo Rohden e da Portobello America. Confira os principais destaques dos cases:

O CEO da Rohden, Jorge Luís Rohden, explicou que a empresa é a maior exportadora de portas do país para os Estados Unidos. Em 2024, a Rohden despachou para os Estados Unidos 1.383 contêineres, o que faz da empresa a primeira no ranking dos maiores exportadores de portas por via marítima ao mercado norte-americano.

Ele destacou que o ritmo dos pedidos vem caindo, com os clientes em compasso de espera, diante da incerteza. Mas não é só a falta de clareza que motiva a redução dos pedidos. Por conta de gargalos logísticos no segundo semestre de 2024, e com a normalização das viagens marítimas de novembro em diante, os estoques dos clientes estão em nível elevado.

Com o apoio do Observatório FIESC, a empresa acompanha de perto o impacto das tarifas sobre os negócios. Isso se dá pelo monitoramento de diversos indicadores econômicos e de inteligência de mercado de seu principal parceiro externo.

“Para a Rohden, a informação rápida e de qualidade é essencial para a tomada de decisão. O relacionamento muito próximo com nossos principais clientes nos Estados Unidos também tem nos permitido entender as mudanças na perspectiva deles, e assim ajustarmos a nossa atuação”, afirmou.

Informação estratégica é especialmente relevante para a companhia, já que o principal produto da pauta exportadora da empresa está na lista da investigação sobre o impacto das importações de madeira e seus derivados sobre a segurança dos EUA – um dispositivo criado para defender a segurança nacional norte-americana, a chamada seção 232 e que resultado em tarifas ainda mais altas, a exemplo do aço.

Para o CEO da Portobello Americahttps://fiesc.com.br/pt-br/imprensa/cadeia-florestal-acompanha-desdobramento-do-pacote-tarifario, João Oliveira, embora exista um movimento de busca por fornecedores nos Estados Unidos para substituir em parte as importações, o processo até a formalização de negócios é lento. A empresa já foi abordada por um cliente que busca uma opção local para substituir produtos atualmente comprados da Espanha. De acordo com ele, apenas 30% do consumo norte-americano de porcelanato e revestimentos cerâmicos é produzido localmente. Os demais 70% têm origem na Índia e em países europeus, como Espanha e Itália.

“A tendência de valorização e do aumento da produção interna nos EUA deve prevalecer no longo prazo. Já há um grande movimento de valorização dos produtos Made in USA, com a bandeira americana em lugar de grande destaque no marketing das empresas com fabricação local.”

Durante o segundo dia da imersão, a FIESC apresentou também um estudo exclusivo da área de desenvolvimento industrial que traça os possíveis cenários decorrentes dos efeitos do tarifaço do governo norte-americano. O documento apontou os destinos possíveis e prováveis do excedente de exportações chinesas, considerando os custos de importação para esse novo destino, o potencial de mercado e também se já existem vendas chinesas daquele produto para o novo país.

Fonte: FIESC

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Importação, Internacional, Mercado Internacional, Tributação

UE vai impor tarifas para importações de baixo custo

A União Europeia (UE) pretende cobrar uma tarifa de 2 euros sobre bilhões de importações de baixo custo que entram anualmente no mercado interno do bloco. A medida afeta principalmente a China, e representa um duro golpe para varejistas online do país asiático, como Temu e Shein.

A informação foi dada pelo “Financial Times”. O comissário de Comércio, Maroš Šefčovič, disse ao Parlamento Europeu que propôs nesta terça-feira (20) uma taxa de manuseio para lidar com os desafios representados pelos 4,6 bilhões de itens importados anualmente pela UE.

A proposta preliminar da Comissão Europeia prevê a cobrança de uma taxa de 2 euros sobre as vendas diretas. Itens enviados para armazéns serão tributados em 0,50 euros.

Parte da receita gerada serviria para cobrir custos de verificações alfandegárias extras, enquanto o restante deve ser repassado ao orçamento da UE.

Šefčovič prometeu enfrentar o aumento no volume dessas mercadorias, o que, segundo ele, levou a um crescimento de “produtos perigosos e fora das normas”, além de reclamações de varejistas da UE sobre concorrência desleal.

Fonte: Valor Econômico

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