Comércio Exterior

ApexBrasil, Abemel e Casa Apis discutem medidas de curto, médio e longo prazos para encarar as tarifas de Trump

Estados Unidos consomem cerca de 80% do mel produzido no Brasil e taxação  anunciada pode afetar diretamente mais de 500 mil apicultores brasileiros 

Nesta quinta-feira (17), o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações  e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, recebeu o presidente da Associação Brasileira  dos Exportadores de Mel (Abemel), Renato Azevedo, e o diretor executivo da Central de  Cooperativas Apícolas do Semiárido Brasileiro (Casa Apis), Wellington Dantas, para  analisar os impactos para o setor de mel com o tarifaço anunciado pelo presidente do  Estados Unidos, Donald Trump. 

“A produção brasileira de mel e própolis é estratégica. O momento pede união e  cooperação e é isso que estamos promovendo. Sabemos que cada setor tem suas  particularidades. Vamos construir juntos alternativas diante deste novo cenário global.” Jorge Viana, presidente da ApexBrasil

Segundo o presidente da Abemel, Renato Azevedo, atualmente, 80% das exportações  de mel do Brasil são destinadas aos Estados Unidos. “A gente depende totalmente  desse mercado. Estamos aqui para discutir alternativas. No curto prazo, a gente precisa negociar e ter uma extensão de prazo. A médio e longo prazos é preciso diversificar mercados promovendo o mel brasileiro em outros países”, afirmou Azevedo. Ele  reforçou a necessidade de elaborar um plano para reduzir a dependência dos Estados Unidos e buscar a inserção do produto na União Europeia, por exemplo, e em outros  mercados. Azevedo destacou que, para isso, é preciso desenvolver um trabalho de valorização do mel brasileiro. “O mel brasileiro é um mel de qualidade excepcional”,  afirmou.

Para o diretor executivo da Casa Apis, Wellington Dantas, a ApexBrasil é fundamental  para ajudar o setor a encontrar alternativas. “Diante das circunstâncias, a Apex pode  dialogar com outros setores, ver possíveis mercados e nos ajudar com outros órgãos,  como Ministério da Agricultura e Pecuária e Companhia Nacional de Abastecimento,  para ver a possibilidade de absorver alguma parte da produção aqui no Brasil”, apontou. Entre as possibilidades discutidas para o curto prazo está a ideia de negociar para retirar  alimentos desta taxação por serem perecíveis e com maior dificuldade de  redirecionamento para outros mercados no curto prazo.

Impactos reais

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil  produziu 64,2 mil toneladas de mel em 2023. Os pequenos produtores ocupam uma  posição de destaque na cadeia de mel e própolis brasileira e a taxação pode afetar  diretamente milhares de famílias. Durante a reunião também foram analisados alguns  impactos de logística e regras regulatórias para o redirecionamento da produção. 

O gerente de Agronegócio da ApexBrasil, Laudemir Müller, que também participou da  reunião, reforçou que a Agência seguirá apoiando o setor.

“Primeiramente, vamos levar para as discussões de governo o diferencial que este setor tem, a importância que têm o mercado dos Estados Unidos, e o impacto do produto na agricultura familiar, em especial na região Nordeste. Em segundo, vamos buscar maneiras de reduzir o impacto  com medidas internas.” Laudemir Müller, gerente de Agronegócio da ApexBrasil

Com relação a atuação direta da ApexBrasil, Laudemir destacou o trabalho para a promoção do produto e a diversificação de mercados. “No que realmente nos compete mais diretamente, vamos buscar alternativas de mercado. O presidente Jorge Viana já determinou que seja feito imediatamente um projeto junto  ao setor para trabalharmos a promoção do mel brasileiro, especialmente o mel orgânico, em outros mercados, inclusive com a flexibilização em relação aos nossos  normativos, se for necessário, considerando a situação dramática do setor e a importância que tem para a agricultura familiar”, disse.

Ao final, o presidente da Abemel destacou a importância e o fortalecimento da parceria da entidade com a ApexBrasil diante do cenário de crise. “Crise é oportunidade. Vamos ver se a gente consegue estreitar este relacionamento e fazer desse limão uma limonada”, finalizou.

Fonte: Assessoria de Imprensa Apex Brasil

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Comércio

Tarifaço pode desequilibrar mercado interno no Brasil, alerta ministro

Redução no preço de alimento tende a desestimular produção

O tarifaço de 50% anunciado pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros pode resultar em redução momentânea de preços para alguns alimentos no mercado interno brasileiro. No entanto, se, por um lado, isso pode ser positivo para o consumidor, com uma inflação menor para os alimentos, por outro pode desestimular produtores – o que, também, seria prejudicial para o país, disse nesta terça-feira (22) o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias.

A afirmação foi feita durante o Bom Dia, Ministro, programa produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Segundo Dias, nesse contexto o desafio do governo é o de trabalhar para garantir preço adequado de alimentos ao consumidor e também ao produtor.

“É buscar um preço adequado. Essa é a nossa missão”, disse o ministro.

Tarifaço

Recentemente, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou o aumento tarifário a ser aplicado a partir de 1º de agosto sobre produtos brasileiros exportados para os EUA.

Nas manifestações, Trump tem associado a medida a supostas desvantagens comerciais na relação entre os dois países e, também, à forma como as investigações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro têm sido conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Influência momentânea

Perguntado sobre se a diminuição das exportações de produtos como laranja, café, carnes e frutas poderia resultar em um escoamento deles para o mercado interno, beneficiando o consumidor brasileiro, o ministro disse que sim, mas que o ideal é que essa redução de preços seja estimulada por outros fatores. Em especial, por uma maior competitividade da produção brasileira.

“As tarifas podem, sim, ter alguma influência momentânea [baixando a inflação dos alimentos], mas o que queremos é a redução dos preços por competitividade. Ou seja, pela capacidade de mais produção numa mesma área; por um financiamento com juros mais baixos. Esse é o ganho que queremos alcançar”, disse o ministro.

“Mas veja bem: assim como a gente quer proteger o consumidor nessa tarefa, temos de proteger o produtor. Caso contrário desestimularíamos a produção. Nesse caso, precisamos ter equilíbrio”, acrescentou.

De acordo com o ministro, a estratégia do governo é a de, por meio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) e de algumas pastas ministeriais, buscar alternativas de mercado, de forma a ajudar produtores como, por exemplo, os de mel, frutas e carne.

Investigação

Wellington Dias lembrou da boa relação histórica entre Brasil e Estados Unidos e reiterou que, comercialmente, essa relação sempre foi favorável aos norte-americanos. “Compramos mais do que vendemos para os EUA”, disse ele ao desmentir as alegações apresentadas por Trump, de que seu país estaria sendo prejudicado comercialmente na relação entre os dois países.

“O que o presidente Trump está fazendo não tem nada a ver com medida econômica ou comercial. Na verdade, são ataques especulativos fora do contexto. Por isso acho que tem que ter na uma investigação internacional, e que os países atacados devem se proteger nessa direção, claro, mantendo a diplomacia e o diálogo”, argumentou o ministro.

Dias lembrou que tanto o Supremo Tribunal Federal como a Justiça norte-americana abriram investigações em meio à confirmação de que “espertos foram avisados antes”, e compraram dólar anteriormente ao anúncio, obtendo lucros bilionários. 

Fonte: Agência Brasil

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Comércio

Abipesca pede crédito emergencial para reduzir impacto do tarifaço

Estados Unidos são destino de 70% do pescado exportado pelo Brasil

A Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca) protocolou nesta segunda-feira (21) um pedido formal ao governo federal para a criação de uma linha emergencial de crédito voltada às indústrias exportadoras do setor. O objetivo é reduzir os impactos imediatos da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. 

De acordo com a associação, o mercado norte-americano é o destino de cerca de 70% do pescado exportado pelo Brasil. Com a nova taxação, o setor estima que cerca de R$ 300 milhões em produtos estejam parados entre pátios portuários, embarcações e unidades industriais. 

O pedido foi protocolado no Palácio do Planalto e se dirige ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta da Abipesca prevê crédito emergencial de R$ 900 milhões, com seis meses de carência e prazo de 24 meses para pagamento. 

De acordo com a Abipesca, a taxação levou o setor a enfrentar uma “grave crise de capital de giro”, uma vez que não há como redirecionar essa produção ao mercado interno “que já se encontra abastecido e não absorve os cortes específicos voltados à exportação”.  

“Caso não haja uma resposta rápida, 35 indústrias e aproximadamente 20 mil trabalhadores, incluindo pescadores artesanais, podem ser impactados com cortes e paralisações”, afirmou a associação. 

No documento protocolado, a associação também solicita que o governo brasileiro intensifique as negociações para reabertura do mercado europeu, fechado às exportações brasileiras de pescado desde 2017. 

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Negociação 

No último dia 9, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao presidente Lula, em que anuncia a imposição de uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras ao país norte-americano. Segundo Trump, as tarifas passam a valer no dia 1º de agosto. Trump justifica a medida tarifária citando supostos “ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos”. 

Nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em entrevista à Rádio CBN, que o Brasil não vai sair da mesa de negociação com os Estados Unidos. Haddad disse, porém, que o governo vem trabalhando em planos de contingência para ajudar os setores mais prejudicados com o plano de Donald Trump.  

Fonte: Agência Brasil

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Economia

Incertezas: IOF e tarifaço são “carga dupla” ao câmbio, dizem especialistas

Contaminação em preços é vista como possibilidade, mas impacto depende de uma série de fatores; entenda

A alta do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e o tarifaço de Donald Trump contra o Brasil são dois fatores que geram uma “carga dupla” na economia brasileira, sobretudo no câmbio por conta das incertezas geradas pelo debate em torno dos dois mecanismos, segundo especialistas ouvidos pela CNN.

Mais do que as questões técnicas, o IOF e tarifaço tocam dimensões estruturais da previsibilidade jurídica, da estabilidade regulatória e da competitividade econômica do país, observa Andrea Feitosa, advogada tributarista sócia do Martorelli Advogados.

A consequência da imprevisibilidade gerada, segundo Roger Amarante, CFO da S8 Capital, é uma piora para os movimento econômicos feitos na prática.

“Os riscos jurídicos e institucionais se somam ao aumento dos custos operacionais, trazendo assim um desafio considerável em se operar no Brasil. Soma-se a isso a recente decisão do tarifaço imposto ao Brasil pelo presidente Donald Trump, o que traz um expressivo aumento nos custos de bens e serviços. Investir no Brasil se torna uma das decisões mais arriscadas e incertas no momento”, pondera Amarante.

“Se por um lado a decisão do ministro [Alexandre de Moraes] significou uma vitória política e econômica para o governo, por outro lado provavelmente significará uma derrota na atividade produtiva e fluxo financeiro na balança comercial. Cobertor curto da União.”

Tanto o tarifaço como a decisão sobre o IOF mexem diretamente com o fluxo de moedas estrangeiras no país. Além disso, a incerteza em torno dos dois figuram entre os fatores que têm mexido com o investidor e o movimento do câmbio no país.

De um lado, o presidente Trump anunciou que irá aplicar, a partir do dia 1º de agosto, uma alíquota de 50% contra os importados brasileiros que entrarem em território norte-americano.

“Os impactos já estão sendo sentidos fortemente no setor agro exportador [aos EUA], como sucos de frutas, celulose e café e o setor de indústria de máquinas e equipamentos agrícolas e aeronaves. Nestas indústrias, o impacto é tão relevante que os empresários já estão discutindo demissões em massa e algumas empresas já pararam a sua linha de produção, o que pode ocasionar numa retração econômica em nosso [PIB] Produto Interno Bruto”, nota Guilherme Viveiros, assessor de investimentos da WFlow.

Do outro lado, o STF (Supremo Tribunal Federal) restaurou, por decisão de Moraes, a alta do IOF proposta pelo governo federal, que havia sido derrubada pelo Congresso Nacional. Serão tributadas com taxas mais elevadas as operações de:

  • Aportes em seguros de vida: passa a incidir IOF de 5% sobre aportes mensais superiores a R$ 300 mil em planos de seguro de vida com cobertura por sobrevivência. A partir de 2026, o imposto passa a incidir nos aportes que excederem R$ 600 mil, independente se foram depositados em uma ou várias instituições;
  • Cooperativas de crédito: operações de crédito com valor anual acima de R$ 100 milhões passam a ser tributadas como empresas comuns;
  • Crédito para empresas: IOF foi ajustado para 0,38% para empresas em geral, inclusive as enquadradas no Simples Nacional;
  • Cotas de FDICs: aquisição primária em Fundos de Investimento em Direito Creditório tem alíquota fixa de 0,38%;
  • Cartão de crédito e débito internacional: alíquota foi elevada de 3,38% para 3,5%;
  • Operações com câmbio e moeda em espécie: IOF fixado em 3,5%. Depois da repercussão, o governo esclareceu que remessas para investimento seguem com a alíquota antiga, de 1,1%;
  • Saída de recursos não especificada: operações financeiras não detalhadas que envolvam envio de recursos ao exterior também terão incidência de IOF de 3,5%.

“Há impacto não só nas operações internacionais (como o frete de importações), mas também nas nacionais. Até mesmo pegar dinheiro emprestado aqui no Brasil vai sair mais caro. Exemplo prático: se você fizer uma compra em um site internacional, o frete e o produto em si devem ficar mais caros por causa desses aumentos”, analisa Graziela Fortunato, professora da Escola de Negócios da PUC-Rio.

A alta do IOF foi proposta pelo governo como uma medida para assegurar a arrecadação prevista no orçamento, fator esse que alimenta o mau humor do mercado, segundo André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica.

“À medida que o governo consegue apoio em novas receitas, o entendimento geral é de que a iniciativa com vistas a resolver de forma estrutural a trajetória das despesas primárias será deixada de lado ou será tratada de uma forma mais amena do que, de fato, deveria ser. Então, isso acaba trazendo impacto no câmbio.”

Raissa Florence, diretora da Oz Câmbio, avalia que “estamos diante de gatilhos simultâneos que agravam a instabilidade da nossa economia”, acrescentando que os fenômenos significam “uma carga dupla no bolso do brasileiro”, tendo em vista que “o câmbio instável afeta o custo dos produtos”.

Impacto nos preços

A princípio, a tarifa de Trump pode gerar um efeito deflacionário no país, uma vez que os produtos que deixarem de ser exportados podem ser voltados ao mercado interno, baixando os preços pelo excedente de oferta, relembra Viveiros.

“Mas, por outro lado, a instabilidade política e a menor entrada de dólares em virtude da diminuição das exportações geram uma pressão altista para o dólar”, ressalta o assessor de investimentos da WFlow.

Em relatório sobre o tarifaço, a XP ressalta que haverá impactos macroeconômicos relevantes no câmbio, no investimento direto estrangeiro – os EUA detêm a maior posição de IDE no Brasil em termos de participação societária (26,7% ou US$ 280,4 bilhões) – e na inflação – especialmente em caso de retaliação do Brasil.

Já o IOF pesa no parcelamento, encarece viagens e impõe custo adicional até nos pequenos envios de dinheiro ao exterior, elenca Florence. “O resultado é mais pressão inflacionária, menos poder de compra e um clima de insegurança para quem precisa operar com moeda estrangeira.”

A volta do IOF impacta diretamente mais de 20 milhões de brasileiros, especialmente os que realizam compras internacionais, contratam câmbio, utilizam cartões de crédito no exterior ou dependem de crédito pessoal, segundo dados levantados pela diretora da Oz Câmbio.

Além do impacto para as pessoas físicas – como os cerca de 6 milhões de brasileiros que viajam ao exterior por ano -, a analista destaca o efeito da alta do IOF nos pequenos negócios.

“Pequenos e médios empreendedores, que representam cerca de 18 milhões de CNPJs ativos no país, muitos dos quais operam com fornecedores ou plataformas internacionais, também sentirão o aumento nos custos de crédito e operações de importação. Com isso, a reoneração do IOF atinge não apenas consumidores de alta renda, mas uma base ampla da população economicamente ativa”, pontua Florence.

Viveiros ainda reforça que esse é um efeito que também volta contra o cidadão comum, uma vez que os empresários buscam repassar a elevação de carga tributária para os seus produtos.

Contraponto

André Galhardo, por outro lado, avalia que grande parte dos impactos já foram precificados e daqui para frente a tendência é de a incerteza se dissipar. A tensão segue, mas agora, com mais clareza, uma máxima seguida pelo mercado de que é preferível um cenário deteriorado, mas claro, do que um incerto.

Ele destaca que a inflação e as expectativas têm tido uma melhora nos últimos meses – refletidas nos resultados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e do boletim Focus -, apesar de seguirem expressivamente acima da meta de 3% perseguida pelo Banco Central.

“Então, isso tudo, essa moderação da inflação com uma taxa de juros tão elevada [hoje em 15% ao ano], injustificadamente tão elevada, deve garantir a continuidade da entrada de recursos aqui no Brasil. E o que, por sua vez, pode dar espaço para mais valorização da moeda brasileira”, avalia Galhardo.

“Só se o Trump decidir impor mais tarifas ainda, ameaçar de forma mais contundente, o dólar pode desvalorizar um pouco mais. Mas, de modo geral, o cenário é relativamente benigno no curto prazo.”

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior

Em meio a tarifas e medidas de Trump contra o STF, Lula participa de encontro de países em defesa da democracia no Chile

Reunião terá líderes do Chile, Espanha, Colômbia e Uruguai. No início do mês, o presidente dos Estados Unidos anunciou tarifas de 50% sobre importação de produtos brasileiros.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa nesta segunda-feira (21) de uma reunião com líderes do Chile, Colômbia, Espanha e Uruguai para discutir a defesa da democracia e o combate à desinformação em Santiago, capital chilena.

O objetivo da cúpula é avançar em um posicionamento compartilhado em favor do multilateralismo, da democracia e da cooperação global baseada na justiça social.

Segundo o governo do Chile, anfitrião do encontro, a reunião terá três eixos principais:

  • fortalecimento da democracia e o multilateralismo;
  • redução das desigualdades; e
  • luta contra a desinformação e regulação de tecnologias emergentes.

O tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também deve ser um dos assuntos abordados na reunião.

No dia 9 de julho, o presidente dos Estados Unidos enviou uma carta ao presidente Lula e anunciou tarifas de 50% em cima dos produtos brasileiros que são importados pelos Estados Unidos.

Entre mais de 20 países que devem enfrentar cobranças elevadas sobre importação nos EUA, a medida anunciada ao Brasil é a mais alta até agora e deve começar a valer a partir de 1º de agosto.

Em um pronunciamento à nação na quinta-feira (17), Lula afirmou que as tarifas impostas por Trump são uma ‘chantagem inaceitável’ e chamou de ‘traidores da pátria’ políticos brasileiros que tem apoiado as medidas impostas pelo presidente dos Estados Unidos.

A reunião acontece nesta segunda-feira (21) e vai contar com a presença de:

  • Gabriel Boric, presidente do Chile;
  • Pedro Sánchez, primeiro-ministro da Espanha;
  • Gustavo Petro, presidente da Colômbia; e
  • Yamandú Orsi, presidente do Uruguai.

O encontro dá continuidade aos compromissos firmados durante o lançamento da iniciativa “En Defensa de la Democracia”, voltada para fortalecer as instituições democráticas e enfrentar desafios como a desigualdade e a disseminação de informações falsas.

A agenda prevê ainda um almoço na chancelaria chilena e um evento com a sociedade civil.

As propostas originadas na reunião serão levadas para o próximo encontro, previsto para acontecer às margens da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em setembro deste ano.

Fonte: G1


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Comércio Exterior

Alckmin pediu reforço de 100 analistas no Mdic horas antes do tarifaço

Vice-presidente e ministro do Comércio pede a Esther Dweck (Gestão e Inovação) para integrar excedentes do “Enem dos Concursos” ao seu time com impacto de R$ 82 milhões até 2027

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, pediu autorização para adicionar mais 100 analistas de comércio exterior ao seu time às vésperas do tarifaço iniciado pelos Estados Unidos de Donald Trump (Partido Republicano) contra o Brasil.

Poder360 teve acesso a um ofício enviado por Alckmin à ministra Esther Dweck (Gestão e Inovação) solicitando o reforço. O documento foi assinado às 14h56 de 9 de julho.

Trump anunciou a taxa de 50% contra as importações brasileiras por volta das 17h daquele dia, mas já ameaçava cobrança extra ao Brasil nos dias anteriores. A nova alíquota vale a partir de 1º de agosto.

O pedido inicial do vice-presidente foi enviado em 1º de julho. Na época, queria mais 12 analistas de comércio exterior. O texto de 8 dias depois trazia mais dados para embasar a solicitação e aumentou a quantidade de profissionais para 100.

A ideia do chefe do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) é contratar excedentes que passaram para o cargo no CNU (Concurso Nacional Unificado) em 2024.

São as pessoas que ficaram imediatamente atrás dos aprovados para analista de comércio exterior na prova.

O ofício de Alckmin diz que o impacto orçamentário e financeiro seria de R$ 81,9 milhões até 2027, dividido da seguinte forma:

  • 2025 – R$ 2,93 milhões;
  • 2026 – R$ 38,99 milhões; e
  • 2027 – R$ 40,01 milhões.

“Tal proposta de ampliação visa a dar encaminhamento mais efetivo e realista à atual situação do quadro funcional do Mdic, para fortalecer sua estrutura de maneira sustentável e garantir a implementação eficaz das políticas públicas”, diz o documento.

Além das vagas de analista de comércio exterior, Alckmin também solicitou mais 12 analistas técnicos administrativos e 2 economistas.

A Associação dos Analistas de Comércio Exterior apoia a medida. Uma carta do setor menciona os movimentos de Trump como uma necessidade maior dos funcionários.

“A recente ação dos Estados Unidos contra o Brasil, em flagrante violação dessas normas, é só um exemplo da complexidade e da volatilidade que caracterizam o ambiente global”, disse a entidade em carta aberta.

Segundo o texto, os profissionais atuam em áreas como:

  • inteligência comercial;
  • Investigações de práticas desleais de comércio;
  • gestão de instrumentos tarifários; e
  • negociações e disputas comerciais internacionais.

A associação também defende que haja uma definição legal das atribuições da carreira. Ou seja, que as funções da profissão fiquem definidas por lei.

De forma simbólica, também pedem a volta da expressão “Comércio Exterior” na denominação do Mdic.

Fonte: Poder 360

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Comércio Exterior, Internacional

Tarifaço de Trump: ES não fecha novos negócios e deixa de exportar 2,5 mil toneladas de café para os EUA em 7 dias

Estimativa é do Centro do Comércio de Café de Vitória, que representa os exportadores capixabas. No Brasil, novos negócios com os Estados Unidos também não foram fechados, deixando mais de 12,6 mil toneladas de café sem comercialização.

exportação de café do Espírito Santo para os Estados Unidos está paralisada desde o anúncio feito por Donald Trump da nova tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Em 7 dias, o estado deixou de embarcar cerca de 42 mil sacas, o equivalente a 2,5 mil toneladas de café cru e solúvel. O dado é do Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV), que representa os exportadores do estado.

Novos negócios também não foram selados com os Estados Unidos em todo o país. De acordo com o CCCV, mais de 210 mil sacas de café brasileiro deixaram de ser comercializadas para os Estados Unidos, o que corresponde a 12,6 mil toneladas sem destino.

O vice-presidente da entidade, Jorge Nicchio, explicou que o impacto foi imediato e atingiu tanto grandes quanto pequenas empresas do setor.

“Esse comércio está parado. O que já tá vendido, a gente não sabe ainda o que vai acontecer, porque tem café já vendido anteriormente ao anúncio dessa taxação e que vai ser embarcado agora. Mas, desde então, não têm sido feitas novas vendas para os Estados Unidos”, explicou Jorge.

Brasil é um dos maiores exportadores do mundo

O Brasil é o maior exportador de café do mundo, e os Estados Unidos são historicamente um dos seus principais mercados. No Espírito Santo, o impacto é ainda mais forte, já que o estado lidera a produção nacional de café conilon e é também um dos maiores produtores de café solúvel, que costumam ter demanda no mercado americano.

Nicchio pontuou ainda que o impacto também será sentido pelos Estados Unidos, uma vez que eles produzem só 1% do café consumido por sua população.

O Brasil é o principal fornecedor de café para os EUA e detém cerca de um terço do mercado norte-americano. Países como China, Índia, Indonésia e Austrália podem absorver parte da demanda, mas não seria simples.

“As indústrias relacionadas ao café geram aproximadamente 2 milhões de empregos nos Estados Unidos. São muitas cafeterias, indústrias. Essa medida não atinge só o Brasil, os Estados Unidos também vão sofrer muito, porque outros concorrentes, no curto prazo, dificilmente vão conseguir suprir”, concluiu o vice-presidente do CCCV.

Outros setores também enfrentam problemas

A suspensão de novos pedidos não afeta somente os produtores de café. Relatos de suspensão aconteceram nos setores de rochas naturais, gengibre e pimenta-do-reino.

No setor de rochas, mais da metade dos embarques foram suspensos. Segundo a Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas), com a suspensão dos pedidos, 1.200 contêineres devem deixar de embarcar até o fim de julho, um prejuízo estimado de US$ 40 milhões.

O secretário de Agricultura Enio Bergoli contou que existem relatos de que as exportações de pimenta-do-reino e gengibre tiveram paralisações. “Tem casos concretos de paralisação de envio. Falei com exportadores e já suspenderam antes de embarcar, desistiram do negócio”, relatou.

Apesar dos impactos nesses dois produtos, Bergoli disse que ainda é precoce calcular os prejuízos financeiros do anúncio da medida, que entra em vigor somente em 1º de agosto.

“Não é uma tarefa simples quantificar, mas já começamos a vivenciar prejuízos. Pequenos produtores, por exemplo, conseguimos enviar para outros países, mas os exportadores maiores não é uma tarefa rápida”, concluiu.

Celulose e pescado mantêm embarques, mas setores estão apreensivos

Diferentemente de outros produtos do agronegócio capixaba, os embarques de celulose e pescado para os Estados Unidos ainda não foram interrompidos. Mas os representantes desses setores demonstram preocupação com os possíveis desdobramentos do tarifaço.

Segundo Agostinho Miranda Rocha, vice-presidente do Sindicato das Indústrias de Papel, Papelão e Celulose do Estado do Espírito Santo (Sinpacel-ES), as exportações seguem normalmente, mas com atenção redobrada.

“Nós não tivemos, por enquanto, nenhuma informação sobre cancelamento de pedido. Mas estamos fazendo análises internas. Temos um setor dentro do ecossistema, como papel, papelão, cartonagem e celulose. Os impactos vão ser mais fortes na questão da celulose”, explicou.

Já no setor de pescado, os embarques continuam ocorrendo por enquanto, mas a apreensão é sobre os próximos meses. De acordo com Mauro Lúcio Peçanha de Almeida, presidente do Sindicato das Indústrias da Pesca do Estado do Espírito Santo (Sindipesca), ainda há envios ativos para os Estados Unidos, porque o produto é in natura e transportado por avião.

“Estamos embarcando normalmente, por ser um produto in natura, enviado por avião. O impacto direto ainda não aconteceu, mas a preocupação é com o que pode vir depois que a tarifa entrar em vigor”, disse.

Exportações do agronegócio em números

De acordo com análise da Gerência de Dados e Análises da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), em 2024 o Espírito Santo exportou mais de US$ 800 milhões para os EUA.

Já no acumulado de 2025 (de janeiro a maio), o valor exportado alcança US$ 253,4 milhões, demonstrando continuidade e diversidade dessa relação comercial, apesar das oscilações nos volumes e preços.

EUA é o maior comprador de rochas do ES

Os Estados Unidos são o principal comprador externo de rochas naturais do Espírito Santo. Somente em junho de 2025, foi responsável por 62,4% de todas as exportações do setor. Outros compradores internacionais, como a China, são responsáveis por adquirir 17,5% das rochas produzidas no estado.

Veja destinos de exportações de rochas do ES

Fonte: G1

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Comércio Exterior

Tarifa de 50% dos EUA ameaça competitividade do suco de laranja brasileiro, alerta Cepea

Impacto da tarifa sobre o setor citrícola nacional

A imposição de uma tarifa adicional de 50% sobre as importações de suco de laranja brasileiro pelos Estados Unidos gera grande preocupação para o setor citrícola do Brasil. Segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a medida compromete a sustentabilidade da cadeia produtiva nacional e ameaça o principal fluxo comercial internacional da commodity.

Brasil como líder global em exportação de suco

O país é o maior exportador mundial de suco de laranja, e essa tarifa imposta pelos EUA compromete sua competitividade no mercado externo, além de criar pressões inflacionárias para o consumidor norte-americano, que depende fortemente do fornecimento brasileiro.

Cenário de recuperação da safra paulista

O impacto da tarifa ocorre em um momento de recuperação da safra paulista de laranja. Com a combinação de maior oferta e barreiras comerciais, os pesquisadores do Cepea apontam para o provável acúmulo de estoques industriais e queda dos preços no mercado interno.

Redirecionamento das exportações e pressão sobre preços

Com a dificuldade de acesso ao mercado norte-americano, volumes que seriam exportados para os EUA podem ser redirecionados para os mercados europeu e interno. Isso tende a aumentar a oferta nesses mercados, intensificando a pressão sobre os preços internacionais e gerando efeitos negativos em toda a cadeia produtiva.

Previsões para o curto prazo

No curto prazo, o excedente de suco causado pela tarifa deve provocar desequilíbrio nos estoques e redução das margens de lucro da indústria nacional, impactando a sustentabilidade econômica do setor citrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Negócios

Empresários veem dificuldade maior em negociar tarifaço após operação da PF

Avaliação é de que a ação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro podia ser evitada diante das tensões já existentes entre o governo brasileiro e Donald Trump

Empresários diretamente envolvidos nos debates com o governo para formular uma estratégia de negociação do tarifaço imposto por Donald Trump relataram à CNN que a operação da Polícia Federal contra Jair Bolsonaro, nesta sexta-feira (18), amplia as dificuldades do Brasil em negociar com os Estados Unidos para que a medida seja revista pela Casa Branca.

A avaliação é de que a soberania brasileira e a autonomia dos Poderes nacionais são inegociáveis e não devem ser colocadas à mesa com os americanos em nenhum momento.

No entanto, consideram que a ação foi desnecessária e poderia ter sido evitada ou adiada, diante das dificuldades enfrentadas pelo Brasil nas tratativas com Trump.

Um desses empresários apontou ser “complicadíssimo” prosseguir com as negociações, que envolvem três frentes de tensão simultâneas. Segundo ele, são elas:

  • A pressa — considerada excessiva — para condenar Bolsonaro;
  • O presidente Lula provocar Trump constantemente, gerando entre os empresários a sensação de que busca recuperar popularidade com o episódio e incentiva seus aliados a adotarem a mesma postura;
  • O interesse dos Estados Unidos em evitar a criação de um precedente, pois, se o Brasil tiver êxito nesse embate, poderia servir de exemplo para outros países.

Outro empresário avaliou que a operação de hoje poderá ter efeito reverso sobre o STF (Supremo Tribunal Federal), ao dar repercussão mundial às alegações da defesa de Bolsonaro sobre o processo jurídico e fomentar dúvidas quanto à imparcialidade da Corte nesse julgamento.

A percepção entre as fontes ouvidas pela CNN é de que, pela forma como os fatos estão se desenrolando, Trump será “implacável” com o Brasil e não cederá em nada.

Um sinal nesse sentido, segundo um dos negociadores, poderá ser o endurecimento da posição dos Estados Unidos quanto à exigência empresarial de suspender ou rever a nova tarifa.

Diante do cenário de maior dificuldade, as críticas à condução das negociações por parte do governo aumentaram após a operação.

Representantes do setor privado também relataram receio de serem usados como instrumento político pelo governo em uma negociação que deveria ser prioritariamente estatal.

Caso a negociação fracasse, temem que o governo transfira a responsabilidade ao setor privado.

O temor é que, ao final, o governo colha ganhos políticos internos enquanto atribui ao setor privado a culpa pelo insucesso da negociação — setor esse que, até o momento, enxerga uma sequência de erros e falta de estratégia por parte da equipe governamental.

Também há a percepção de que o governo caminha para responsabilizar Bolsonaro pelo eventual fracasso nas negociações.

Fonte: CNN Brasil

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Internacional, Negócios

Empresários americanos pedem negociações contra tarifa de 50% dos EUA sobre Brasil

“Medida (…) tem potencial de causar danos graves a uma das relações econômicas mais importantes dos EUA”, afirmam a U.S. Chamber of Commerce e a Amcham Brasil

A U.S. Chamber of Commerce e a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) divulgaram uma nota para a imprensa dos Estados Unidos nesta terça-feira (15) pedindo para que os governos de Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva se engajem em negociações de alto nível para evitar a implementação da tarifa de 50% a produtos brasileiros pelos EUA a partir de 1º de agosto.

“A imposição dessa medida como resposta a questões políticas mais amplas tem o potencial de causar danos graves a uma das relações econômicas mais importantes dos Estados Unidos, além de estabelecer um precedente preocupante”, afirmam, em nota.

Ambas as instituições mencionam que a tarifa proposta de 50% afetaria produtos essenciais às cadeias produtivas e aos consumidores americanos, elevando os custos para as famílias e reduzindo a competitividade de setores produtivos estratégicos dos Estados Unidos.

“Mais de 6.500 pequenas empresas nos Estados Unidos dependem de produtos importados do Brasil, enquanto 3.900 empresas norte-americanas têm investimentos naquele país. O Brasil está entre os dez principais mercados para exportações dos Estados Unidos e é destino, a cada ano, de cerca de US$ 60 bilhões em bens e serviços norte-americanos”, acrescentam.

A Amcham Brasil e a U.S. Chamber afirmam ainda que uma relação comercial estável e produtiva entre as duas maiores economias das Américas beneficia consumidores, sustenta empregos e promove prosperidade em ambos os países.

“A U.S. Chamber e a Amcham Brasil seguem à disposição para apoiar iniciativas que favoreçam uma solução negociada, pragmática e construtiva – que evite a escalada da atual situação e garanta a continuidade de um comércio bilateral mutuamente vantajoso.”

Fonte: InfoMoney

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