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Ministro anuncia consulta pública para dobrar área do Porto de Santos para mais de 20 milhões de m²

O Ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou nesta segunda-feira (14) o início da consulta pública para o Projeto de Expansão da Poligonal do Porto Organizado de Santos, no litoral de São Paulo. Trata-se de uma iniciativa que pode fazer a área do cais saltar de 7,8 milhões de m² para mais de 20 milhões de m².

Segundo Costa Filho, a medida pode fazer com que agentes econômicos e municípios da Baixada Santista realizem um “planejamento a longo prazo”. A declaração foi dada durante a 1ª edição do encontro ‘Porto & Mar’ deste ano, organizado pelo Grupo Tribuna, em Santos.

O evento realizado na Câmara Municipal contou com a presença de autoridades, como deputados e prefeitos.

Expansão da área
De acordo com a Autoridade Portuária de Santos (APS), o projeto de expansão prevê um aumento de até 164% da área portuária nas próximas décadas, passando a incluir áreas em Cubatão, São Vicente e Bertioga, além de Santos e Guarujá.

“A iniciativa tem o objetivo de preparar o crescimento do Porto de Santos para as próximas décadas, de forma a atender o crescente aumento do gráfico de movimentação de cargas e ao próprio desenvolvimento do Brasil”, afirmou o presidente da APS, Anderson Pomini, em conteúdo divulgado à imprensa.

Pomini acrescentou ter a expectativa de que o decreto com a nova Poligonal do Porto de Santos seja publicado ainda neste semestre. “Uma ação que mostra a preocupação desta gestão com o futuro do Porto de Santos e do Brasil. Temos que pensar grande. O ritmo da economia do país exige coragem e uma boa dose de ousadia”, disse.

Confira abaixo um histórico da movimentação de cargas de longo curso via Porto de Santos. Os dados são do DataLiner:

Movimentação de Cargas de longo curso no Porto de Santos | JAN 2022 – FEV 2025 TEUs

Ainda segundo a APS, a proposta de expansão trará mais investimentos, empregos e competitividade para o Brasil. O prazo para contribuir é até o próximo dia 13 de maio.

Mais cedo, Sílvio Costa Filho participou da entrega das obras da primeira fase do Aeroporto Civil Metropolitano de Guarujá ao lado do prefeito Farid Madi (Podemos).

Segundo a Prefeitura de Guarujá, o destaque é a nova pista de pousos e decolagens, que tem 1.390 metros de comprimento por 45 metros de largura, ou seja, maior do que a do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

O ministro e o prefeito também oficializaram o lançamento da ordem de serviço para início das obras da segunda fase do aeroporto. De acordo com o município, trata-se da implantação do terminal de passageiros, que deve ser concluída ainda neste ano.

“É uma antiga reivindicação não só de Guarujá, mas de toda a Baixada Santista. O nosso aeroporto será um divisor de águas para o desenvolvimento de toda a região. Somando com o advento do túnel imerso Santos-Guarujá, mais o retroporto, vamos criar condições bastante propícias para Guarujá alcançar desenvolvimento social de forma sustentável”, disse Madi, em conteúdo do município.

Fonte: Datamar News

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CMA CGM transfere mais um serviço da DPW para Santos Brasil

A CMA CGM anunciou a migração do serviço ‘SEAS 1’ do terminal da DP World para o terminal da Santos Brasil, no Porto de Santos (SP).

A mudança passa a valer a partir de abril e faz parte da estratégia do armador para aumentar a eficiência e segurança das operações. Os primeiros navios com operações previstas no novo terminal são o WB Kota Ébano, com atracação estimada em 5 de abril, e o Sempre Ligação, com chegada prevista para o dia 16 do mesmo mês. Essa é a segunda mudança recente promovida pela companhia entre os dois terminais.
Em fevereiro, a empresa já havia comunicado a transferência do serviço ‘Brazex’ para o Tecon Santos, com início programado para 17 de abril. Na ocasião, os navios CC Maupassant e CC Berlioz foram apontados como os primeiros a operar após a transição, com empilhamentos de exportação previstos para quatro dias antes da chegada estimada.

O terminal da Santos Brasil tem sido apontado pela CMA CGM como uma solução mais adequada para garantir agilidade nas operações e aprimorar o atendimento aos clientes. No último dia 14 de março, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a venda do controle societário da Santos Brasil para a CMA CGM. Em dezembro do ano passado, a transação já havia obtido aprovação na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O valor da negociação é da ordem de R$ 6,3 bilhões.

Fonte: Portos e Navios
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Túnel Santos-Guarujá: canal de navegação do Porto de Santos terá nova coleta de sedimentos

O Porto de Santos terá novas sondagens, no fundo do estuário, que fazem parte dos estudos para a obra do túnel imerso Santos-Guarujá.

De acordo com a Secretaria Estadual de Parcerias em Investimentos (SPI), a nova coleta de sedimentos no canal de navegação – ainda sem data definida – será necessária para complementar os estudos técnicos e está sendo planejadas conforme a evolução do processo. Nos dias 3 e 5 de março, a coleta de material interrompeu a navegação no canal do Porto de Santos durante dez horas.

O Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), disse que não houve transtornos na movimentação que resultassem em prejuízos financeiros por conta de navios parados. Isso porque, afirmou o Sindamar, a Autoridade Portuária de Santos (APS) foi informada um mês antes da atividade.

As sondagens interromperam a navegação no canal do Porto de Santos das 6 às 16 horas, no trecho entre os terminais da Citrosuco (armazém 29) e de cruzeiros. As travessias de barcas e balsas seguiram operando normalmente e não foram afetadas pelo estudo.

O trabalho é feito em 12 pontos estratégicos do estuário, sendo seis do lado de Guarujá e seis do lado de Santos. A paralisação no início do mês ocorreu por questões de segurança devido a quatro pontos próximos ao cais dos cruzeiros, que são mais sensíveis. Os outros oito pontos estão sendo analisados ao longo do mês sem a necessidade de interromper as atividades.

Segundo a APS, as paralisações foram previstas para ocorrerem em um período de menor movimento de navios. As entradas e saídas de embarcações foram antecipadas ou postergadas estrategicamente. O fechamento do canal coube à Marinha do Brasil.

Análises
As amostras coletadas pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), contratada pelo Governo Estadual, serão analisadas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Os resultados deverão estar disponíveis no começo de abril e serão utilizados para definir a forma de disposição do material dragado, conforme os requisitos da licença ambiental.

Coleta
A atividade consistiu na coleta de sedimentos na área do canal de navegação no fundo do estuário buscando verificar se há contaminação no local. A ausência de contaminantes nos sedimentos do canal é indispensável para que seja emitida a licença ambiental que dará início à construção do túnel, já que a dragagem e a disposição do material retirado precisam seguir rigorosos critérios ambientais.

Os estudos buscam identificar poluentes, como metais pesados ou compostos químicos nocivos. A análise da qualidade do sedimento retirado do fundo do canal é essencial para que ele seja descartado no polígono de disposição oceânica, área em que ocorrerá o despejo de material dragado.

Detalhes da ligação seca
O túnel ligando as cidades de Santos e Guarujá será construído por meio de parceria público-privada (PPP). O investimento é estimado em cerca de R$ 6 bilhões, que serão divididos entre a União e o Governo Paulista. A vencedora da licitação assinará um contrato de 30 anos para construção, operação e manutenção do equipamento.

O túnel terá 1,5 km de extensão, sendo 870 metros de forma submersa. Haverá três faixas de rolamento por sentido, com uma delas para a passagem do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O túnel também terá acesso para travessia de pedestres e ciclistas.

A previsão é de que as obras comecem em 2026 e beneficiem mais de 21 mil motoristas, além de 7,7 mil ciclistas e 7,6 mil pedestres.

Estado planeja serviço com a APS
A Secretaria Estadual de Parcerias em Investimentos (SPI) informou que asnovas interrupções no canal de navegação do Porto de Santos já estão sendo planejadas em conjunto com a Autoridade Portuária de Santos (APS). A secretaria afirma que todas as ações serão conduzidas para minimizar impactos na operação portuária.

Até o momento, não existem datas definidas para as novas sondagens. No entanto, elas são necessárias para complementar os estudos técnicos.

Próximos passos
De acordo com a SPI, o edital para a licitação do túnel foi publicado no Diário Oficial do Estado no dia 27 de fevereiro e o leilão está previsto para 1º de agosto de 2025.

Com valor de investimento estimado em aproximadamente R$ 6 bilhões, o projeto do túnel imerso será executado por meio da parceria público-privada (PPP), e está qualificado no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos do Estado de São Paulo (PPI-SP). A empresa escolhida será responsável pela construção, operação e manutenção do ativo, permitindo o tráfego de veículos de passeio e de transporte público, além de caminhões, bicicletas (ciclovia) e pedestres.

Fonte: A Tribuna
Túnel Santos-Guarujá: canal de navegação do Porto de Santos terá nova coleta de sedimentos

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Com terminal em Santos, Cofco amplia capacidade de exportação no Brasil

Trading chinesa vai inaugurar em março seu maior terminal portuário agrícola fora da China; investimento total na operação chega a US$ 285 milhões

A chinesa Cofco International, uma das maiores tradings do mundo, vai inaugurar, em março, a primeira fase de seu terminal de exportação no porto de Santos. Com um investimento total de US$ 285 milhões, o terminal agrícola STS-11 promete acabar com um dos problemas da empresa desde que chegou ao Brasil, em 2014: não ter uma saída própria para os produtos originados do país.

Segundo Sérgio Ferreira, diretor de operações da companhia no Brasil, o uso de terminais de terceiros mantinha os custos da empresa entre 10% e 15% superiores aos dos seus concorrentes. “Quando saiu o edital da licitação, em 2021, percebemos que seria uma oportunidade incrível porque, além de exportar grãos, a permissão era para qualquer commodity agrícola”, disse o executivo ao Valor.

A expectativa é que, em 2025, a Cofco use sozinha o terminal e movimente 8 milhões de toneladas entre grãos, açúcar e farelo de soja. A partir de 2026, com a obra totalmente concluída e com a prestação de serviços para terceiros, a movimentação deve chegar a 14,5 milhões de toneladas. Atualmente, a empresa exporta cerca de 4,5 milhões de toneladas pelo porto de Santos.

A locação de espaço para outras empresas mudará o modus operandi da companhia no país. Até hoje, a Cofco era contratante de serviços “take or pay”, e agora passará a oferecê-los. Nesse modelo, o exportador é obrigado a pagar uma taxa mensal de uso do terminal, mesmo que não embarque todo o volume estabelecido no contrato. “Se a safra quebra, por exemplo, ainda temos que pagar o valor acordado. Além disso, o dono do terminal sempre tem prioridade no carregamento dos navios”, afirmou Ferreira.

A Cofco pretende exportar pelo porto de Santos entre 70% e 80% dos produtos que origina no país para exportação. O restante continuará a sair pelo Arco Norte, por meio dos terminais com a Hidrovias do Brasil, em que os contratos de “take or pay” estão mantidos.

Na primeira fase de obra do STS-11, na marginal direita do porto paulista, foram demolidas as instalações antigas da Bracell, Rishis, Rodrimar e Cereal Sul. Já na fase dois, será realizada a demolição de outras estruturas e das conexões de seus equipamentos com os da fase um.

A área do terminal foi arrematada pela Cofco International por R$ 10 milhões, em março de 2022, com direito à concessão por 25 anos e possibilidade de sucessivas prorrogações até o limite máximo de 70 anos.

Os investimentos contemplam obras em dois berços de atracação, incluindo reforço de cais, dragagem de aprofundamento e aquisição de dois shiploaders (carregadores de navios) com capacidade de 3 mil toneladas por hora cada. “Seremos o único terminal com dois shiploaders e, se o clima ajudar, poderemos encher dois navios Panamax por dia”, disse o executivo.

O pátio de descarregamento será composto por quatro linhas ferroviárias, com alimentação de três moegas (local onde são armazenados os grãos) com capacidade de 1,5 mil tonelada por hora. A previsão é receber três composições de até 120 vagões. Além disso, o terminal receberá cargas por caminhões.

Atualmente, a companhia envia a Santos 70% de sua originação de produtos por caminhão, e o restante vai por trem. Agora, a equação deverá se reverter. Os grãos devem chegar pela ferrovia da Rumo que liga Rondonópolis (MT) a Santos, e o açúcar deve usar o terminal rodoferroviário da Cofco em Votuporanga (SP). Os caminhões serão responsáveis pelo escoamento de produtos vindos de Minas Gerais, parte de São Paulo e Goiás.

“Anualmente, serão carregados mais de 200 navios, descarregados mais de 110 mil caminhões e mais de 85 mil vagões por ano”, afirmou o executivo.

Entre os diferenciais da construção, Ferreira destacou que 100% dos transportadores serão enclausurados (completamente fechados), o que é mais sustentável e reduz perdas. Além disso, o fluxo de caminhões e vagões será automatizado.

O STS-11 será o maior terminal portuário da Cofco fora da China. Até então, o campeão estava na Argentina, na região da Grande Rosário, com capacidade de 6 milhões de toneladas anuais. Há ainda outro com capacidade de carregar 5 milhões de toneladas ao ano também na Argentina. Além disso, a Cofco tem um grande terminal na Romênia com capacidade de 5 milhões de toneladas. Os terminais da China são todos para importação.

A Cofco International é o braço de comércio exterior da estatal chinesa Cofco Corporation e atua em mais de 50 países. Em 2023, a trading chinesa faturou US$ 50,1 bilhões ao comercializar 121,7 milhões de toneladas de commodities e alimentos.

FONTE: GLOBO RURAL
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Estivadores do Porto de Santos protestam contra abertura de concurso para contratar mão de obra

Estivadores do Porto de Santos se reuniram na Rua Amador Bueno, em frente ao prédio onde funciona o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), para protestar contra a convenção coletiva celebrada entre a entidade patronal e o sindicato da categoria, que permite a abertura de processo seletivo para a contratação de mão de obra.

“É revoltante, é uma injustiça”, reclama o estivador Marcelo Venâncio. “Essa vaga é nossa.Eles têm que nos reconhecer”.

A manifestação ocorreu na manhã da última sexta-feira (11) e deve ser retomada nesta terça (15). Segundo os estivadores, eles foram informados de que os representantes do Sopesp só poderiam atendê-los nesta data após retornarem de Brasília. A maioria dos manifestantes afirmou para A Tribuna que trabalha nos terminais que ficam fora do porto organizado de Santos desde 2017 e, agora, eles querem ser incluídos no cadastro do órgão gestor de mão de obra.

No fim de setembro, os sindicatos dos Estivadores de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão (Sindestiva) e dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) assinaram uma convenção coletiva de trabalho (CCT), que deve abrir 600 vagas de cadastro no Órgão de Gestão de Mão de Obra do Porto de Santos (Ogmo Santos). O problema é que essas vagas devem ser preenchidas, justamente, via concurso público.

“A gente acha incorreto, porque a gente já trabalha na função. Eles vão abrir um concurso público para empregar o pessoal que nunca trabalhou na área portuária e não tem a menor experiência”,afirma Halison Vaz dos Santos, matriculado no sindicato da estiva e porta-voz dos manifestantes.Outra crítica é que o processo deve ser aberto para todo o país. “Esse concurso público, em tese, vai empregar o pessoal de outros estados e nós aqui da região vamos ficar desempregados”.

Luta por reconhecimento

Segundo Halison, diversas tentativas de negociação com o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo já foram realizadas. Tanto que, agora, os manifestantes contam com o apoio do advogado Luiz Antônio Passos da Silva, que representa os estivadores. “A única coisa que eles querem é justiça. Eles estão há mais de oito anos no Porto de Santos, não no porto organizado, mas às margens, prestando serviço”, diz.

O advogado acrescenta que os estivadores podem trabalhar em apenas um terminal fora do porto organizado e, com o cadastro do Ogmo, os profissionais poderiam trabalhar em 40. A mão de obra é necessária, mas, até o momento, não foi reconhecida. “Eles querem fazer um concurso que abrange o Brasil todo e o edital não tem o requisito experiência. Estão abrindo vagas para pessoas que nunca estiveram no Porto de Santos, nunca estiveram em um navio”, afirma Luis Antônio.

O que diz o Sopesp

A Tribuna procurou o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) para ter um posicionamento sobre o protesto. No entanto, em nota, o sindicato afirmou que não se manifestará sobre o assunto.

Fonte: A Tribuna
Estivadores do Porto de Santos protestam contra abertura de concurso para contratar mão de obra: ‘A vaga é nossa’ (atribuna.com.br)

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Já há decisão sobre renovação contratual do Ecoporto, diz ministro de Portos e Aeroportos

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou, no último dia 21, que já existe uma decisão pela não renovação do contrato do Ecoporto, da Ecorodovias, no Porto de Santos. “A gente vem trabalhando em relação ao Ecoporto, já há decisão de não fazer a renovação contratual”, disse ele.

“Foi renovado recentemente, vai esperar que o processo vença para, a partir daí, iniciar a discussão do processo da licitação do novo STS 10 [terminal de contêineres em Santos]. Nesse processo, a gente entende a importância de ampliar a capacidade do porto de Santos”, completou o ministro, em conversa com jornalistas, em São Paulo, após o leilão de cinco terminais portuários.

O contrato da Ecoporto já teria se encerrado, mas vinha sendo prorrogado pelo governo federal e pela Autoridade Portuária de Santos. Em paralelo, a empresa vinha buscando uma renovação do contrato — que, na gestão passada, havia sido negada.

Uma possibilidade que vinha sendo levantada pela autoridade portuária seria uma mudança de área do Ecoporto, que poderia ocupar parte do terreno do STS 10. A proposta, porém, vinha sendo alvo de críticas, inclusive pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Fonte: Valor Econômico
Já há decisão sobre renovação contratual do Ecoporto, diz ministro de Portos e Aeroportos | Empresas | Valor Econômico (globo.com)

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Entidades apoiam Autoridade Portuária sobreesperar para ativar o terminal STS10 no Porto de Santos

Apesar da polêmica e das disputas envolvendo o STS10, área que será destinada para contêineres e que originalmente fica no cais do Saboó, no Porto de Santos, entidades do setor consultadas por A Tribuna compreenderam a ideia do presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, sobre o caso. No último dia 1º de agosto, em entrevista coletiva, ele disse que o STS10 não será viabilizado antes da construção de dois viadutos na Alemoa, previstos para 2028.

Presidente da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), Murillo Barbosa avalia que se trata de uma decisão acertada e bastante coerente da APS. “Realmente o acesso rodoviário é um dos grandes gargalos que existem para o Porto de Santos. E um terminal de contêineres só vai aumentar essa demanda de caminhões para o Porto. Vale ressaltar outra obra de infraestrutura de suma importância, que é o aprofundamento do canal para 16 metros, para que esse novo terminal possa operar recebendo os maiores navios porta contêineres existentes hoje”, argumenta.

O próprio Pomini lembrou na mesma ocasião que, caso o STS10 estivesse funcionando atualmente, conforme foi projetado, a Cidade estaria totalmente parada na região da Alemoa.

“Antes de expandirmos e pensarmos em novos terminais, é preciso que tenhamos vias de acesso adequadas”, ressaltou na entrevista.

Diretor-presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Jesualdo Silva também considera “adequada” a posição da APS. “Entendemos que o Porto precisa crescer em sintonia com os modais que serão utilizados para o escoamento dos produtos para evitar gargalos e conflitos na relação porto-cidade”.

O gráfico abaixo usa dados do DataLiner para comparar importações e exportações de contêineres de longo curso no Porto de Santos entre janeiro de 2021 e junho de 2024.


Outros argumentos

O presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial e Portuário da Alemoa (AMA), João Maria Menano, entende que a APS tem razão no pensamento logístico e técnico da questão, mas ressalta que gestões municipais, estaduais e da própria Autoridade Portuária anteriores foram avisados a respeito.

“Também causa indignação que estejam sendo realizadas, neste momento, duas passarelas entre as marginais da Anchieta, entre o viaduto da Alemoa e o Rio Casqueiro, sem que dois braços de pouco mais de 20 metros não interliguem os funcionários do bairro industrial da Alemoa. Mesmo como rota de fuga de ciclistas e de prestadores de serviço que, diariamente, atravessam a linha férrea – graças a Deus cada vez mais operante – por cima dos trilhos”, argumenta.

Menano também observa a respeito das divergências a respeito das competências das obras, que acabam atrapalhando. “Sendo agora a Ecovias a fazer o viaduto do Saboó à Anchieta, cai por terra aquele discurso ineficiente dos entes políticos de que isto é obrigação da União, aquilo do Estado e aquele outro do Município. Isso não convence e, depois, não se mostra real na prática. Pode uma divergência entre entes políticos criar gargalos no Porto de Santos e ninguém ser responsabilizado pela prioridade na opção do local errado dos dois viadutos da Zona Noroeste?”, emenda.

O presidente da AMA também ressaltou para que sejam dadas as ampliações aos terminais de contêineres que eles pedem e necessitam, “mas que se licite o Saboó para não perdermos cargas para outros portos e as pessoas possam trabalhar nos diferentes tipos de cargas”.

Em breve, diz ele, haverá incapacidade também na carga de projetos e nos veículos de importação e exportação, com dificuldades ainda maiores do que hoje em berços de fertilizantes, granéis sólidos e granéis líquidos. “O Saboó, caso licitado para cargas e contêineres, precisa de dois ou três anos de obras para reforço de cais”, acredita Menano.

Apesar de apoiar com veemência a transferência do terminal de passageiros para o Centro de Santos, o empresário acha que não é admissível que se percam metros quadrados importantes para a logística de cargas. “O terminal de passageiros tem de ficar no Centro, porém mais perto dos armazéns 1, 2 e 3 e não tirando área já ocupada por cargas no Saboó”, acrescenta.

O Centro Nacional de Navegação Transatlântica (Centronave), que representa os armadores, preferiu não se pronunciar no momento sobre o assunto.

Principais terminais de contêineres do Porto se posicionam

A Tribuna procurou os dois principais terminais de contêineres do Porto. Pela Santos Brasil, o diretor-presidente, Antônio Carlos Sepúlveda, afirma que novos projetos devem ser desenvolvidos sem interferir negativamente com a eficiência do Porto e o bom funcionamento dos municípios portuários.

“As autoridades portuárias devem zelar pela equalização da capacidade dos acessos marítimo, rodoviário e ferroviário com a capacidade dos terminais. A boa gestão dessas capacidades aumenta a competitividade do Porto e reduz o impacto da operação portuária no meio ambiente, principalmente emissão de gases efeito estufa”, comenta.

Já a Brasil Terminal Portuário (BTP), em nota, acredita que a modernização da infraestrutura portuária deve ocorrer simultaneamente à expansão da capacidade em novas áreas, não apenas com obras civis para a entrega de mais viadutos na Alemoa, mas também com novas rodovias de acesso, dragagem no canal de navegação e aumento do transporte ferroviário e de cabotagem.

“É urgente e imperativa a ação para aumentar a capacidade de operação de contêineres no Porto de Santos. De fato, todos esses investimentos devem estar em sinergia e serem realizados simultaneamente, pois somente sendo tratados de forma concomitante, podem contribuir para o desenvolvimento da infraestrutura e para a representatividade do País no comércio exterior”, afirma.

Apesar de a APS negar esgotamento para a movimentação de cargas no Porto de Santos, a BTP afirma que o complexo portuário santista entrará em colapso até 2026 se nada for definido e começar a ser feito agora, ressaltando que a afirmação já considera as expansões contratadas dos terminais do complexo santista.

“Um novo terminal, como o STS10, levará ao menos quatro anos para estar 100% operacional. Por essa razão, as obras civis para expandir a rede rodoviária podem ocorrer simultaneamente – elas não têm impacto sobre a execução do plano em termos de aumento da capacidade de movimentação de contêineres em Santos. Adicionalmente, mesmo com o STS10 elevando a capacidade de movimentação de contêineres, ele movimentaria volumes significativos de cargas de transbordo, o que não causaria impacto na infraestrutura viária”, argumenta.

Fonte: A Tribuna
Entidades apoiam Autoridade Portuária sobre esperar para ativar o terminal STS10 no Porto de Santos (atribuna.com.br) 

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Acordo entre APS e PRF trará maior segurança ao fluxo de caminhões com destino ao Porto de Santos

A Autoridade Portuária de Santos (APS) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciaram uma ação conjunta visando o rastreamento e segurança no fluxo de caminhões que se dirigem ao Porto de Santos. Trata-se de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado no dia 24 de julho passado, com o objetivo de compartilhar informações e sistemas, que contribuirão para a produção do conhecimento de inteligência e o planejamento de ações visando a mobilidade, combate à violência no trânsito e enfrentamento à criminalidade, além de proporcionar o rastreamento dos caminhões com destino ao complexo portuário de Santos, desde sua origem.

“Esta parceria é mais um avanço nas ações da APS no sentido de disciplinar e trazer mais eficiência e segurança no trabalho dos valorosos caminhoneiros que atuam no Porto de Santos “, afirmou o presidente da APS, Anderson Pomini.

O ACT possibilitará, também, a realização de vistorias e treinamentos em conjunto, quando necessário.

Acordo entre APS e PRF trará maior segurança ao fluxo de caminhões com destino ao Porto de Santos – DatamarNews

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Governo investirá R$ 12,6 bi no Porto de Santos até 2028

Recursos virão dos cofres da União, do governo de São Paulo e de parcerias com a iniciativa privada…

Eric Napoli 11.mar.2024 (segunda-feira) – 16h07 O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, detalhou nesta 2ª feira (11.mar.2024) os investimentos de R$ 12,6 bilhões que serão realizados no Porto de Santos até 2028. Esses recursos virão dos cofres da União, do governo de São Paulo e de empresas privadas que firmarem acordos de PPP (Parcerias Público-Privadas) com o poder público. Os investimentos no maior porto do Brasil para o próximo quinquênio também serão incrementados por aproximadamente R$ 8,7 bilhões em recursos privados. Com isso, o governo estima que o montante que pode se…

Veja a disposição dos investimentos públicos e de PPPs até 2028:
2024 – R$ 568 milhões;
2025 – R$ 2,1 bilhões;
2026 – R$ 3,3 bilhões;
2027 – R$ 3,4 bilhões;
2028 – R$ 3,3 bilhões.

Cerca de metade dos recursos do governo e das parcerias com o setor privado serão destinados para o túnel Santos-Guarujá. A obra é estimada em R$ 6 bilhões e será dividida igualmente entre o governo federal e do Estado. O empreendimento é a maior obra do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Além da obra do túnel Santos-Guarujá, outros 2 projetos alcançam a cifra do bilhão. O 1º é a transferência do Concais (Terminal Marítimo de Passageiros Giusfredo Santini) para a área do Valongo, que está em processo de revitalização e poderá se beneficiar economicamente de um maior fluxo de pessoas na região. O investimento de R$ 1,4 bilhão para a obra será repartido entre recursos públicos e privados.

O 2º projeto é a Fips (Ferrovia Interna do Porto de Santos). Orçado em R$ 1 bilhão, o empreendimento teve suas obras iniciadas em outubro de 2023 e dará vazão para o crescimento da movimentação de cargas dentro do porto. Segundo a APS (Autoridade Portuária de Santos), a movimentação de cargas no complexo portuário deve dobrar na próxima década.

Leia mais em PODER360:
Governo investirá R$ 12,6 bi no Porto de Santos até 2028 (poder360.com.br)

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Portos

PORTO DE SANTOS RENOVA CONTRATO DE DRAGAGEM E AUMENTARÁ A PROFUNDIDADE, AFIRMA PRESIDENTE

Porto de Santos renova contrato de dragagem e aumentará profundidade, afirma presidente

Empresa Van Oord ficará responsável, até março de 2026, por conservar em 15 metros a profundidade do canal de acesso

A Autoridade Portuária de Santos (APS) pretende lançar, ainda no primeiro semestre, o edital para a contratação da dragagem de aprofundamento do canal de navegação do Porto.

A obra permitirá aumentar a profundidade do acesso aquaviário dos atuais 15 metros para 16 metros, aprimorando as condições de navegabilidade e possibilitando a atracação de navios maiores.

 

Os estudos para o aprofundamento já foram contratados. A previsão do presidente da APS, Anderson Pomini, é que eles fiquem prontos nos próximos meses e o edital saia até o fim de junho.

Pomini evita fazer projeções detalhadas, mas faz uma estimativa preliminar de que a obra possa custar entre R$ 300 milhões e R$ 400 milhões.

Enquanto isso, a APS conseguiu renovar por 24 meses o contrato para dragagem de manutenção do porto.

A empresa Van Oord ficará responsável, até março de 2026, por conservar em 15 metros a profundidade do canal de acesso — nos trechos 1, 2, 3 e 4 — e dos berços de atracação do porto.

O contrato anterior, de dois anos de duração, vencia em março de 2024. Ele tinha um valor de R$ 370 milhões, mas houve apenas 40% de execução. O valor global do novo contrato caiu para R$ 277 milhões — redução de quase 30% no preço.

Além disso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tocará estudos para a concessão da dragagem de manutenção do porto por 25 anos. A ideia, depois de executado o aprofundamento, é fazer essa concessão para um grupo privado.

Controlada pela União, a APS teve lucro líquido acumulado de R$ 494 milhões nos nove primeiros meses de 2023 — uma alta de 18,8% sobre o mesmo período do ano anterior. Os resultados do último exercício fiscal ainda não são conhecidos.

Leia mais a respeito em: CNN Brasil
Porto de Santos renova contrato de dragagem e aumentará profundidade, afirma presidente | CNN Brasil

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