Indústria

Acordo Mercosul-EFTA amplia oportunidades para a indústria de Santa Catarina

O avanço das negociações para o acordo de livre comércio entre Mercosul e EFTA cria novas perspectivas para o comércio exterior brasileiro e, especialmente, para a indústria de Santa Catarina. A Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) reúne Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

O tratado prevê eliminação de tarifas para cerca de 97% das transações de bens entre o Brasil e o bloco europeu, enquanto outros 1,2% terão redução gradual de tarifas. O acordo também estabelece cotas específicas para produtos agrícolas, incluindo carnes, milho, mel e óleos vegetais.

Comércio entre Brasil e EFTA movimenta US$ 7,8 bilhões

Os números mais recentes mostram uma relação comercial consolidada entre os dois mercados. Em 2025, o Brasil exportou US$ 3,8 bilhões para os países da EFTA e importou US$ 4 bilhões, resultando em uma corrente de comércio de US$ 7,8 bilhões.

A relação é marcada pela forte presença da indústria de transformação. Os bens intermediários representaram 68,5% das trocas comerciais realizadas no período.

A indústria de transformação responde por 93,1% das exportações brasileiras destinadas à EFTA e por 99,7% das importações provenientes do bloco, reforçando o caráter industrial da relação comercial.

Santa Catarina aparece entre os estados com mais oportunidades

Santa Catarina está entre os estados brasileiros com maior potencial de aproveitamento do acordo. Segundo mapeamentos realizados pela indústria, o estado reúne 354 oportunidades de exportação para a EFTA, ficando atrás apenas de São Paulo e Paraná.

Para Maria Teresa Bustamante, presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESC, o cenário coloca Santa Catarina em posição estratégica para ampliar sua presença no mercado europeu.

Agroindústria concentra oportunidades de exportação

Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) identificou 653 oportunidades para 453 produtos industriais brasileiros nos países da EFTA. Parte significativa dessas possibilidades apresenta aderência à estrutura produtiva catarinense.

Na agroindústria e no setor de alimentos, foram identificadas 119 oportunidades, sendo 50 relacionadas à abertura de novos mercados. Entre os destaques estão as cotas com tarifa zero para carnes de aves e suínos.

As aves já representam 15,3% das exportações brasileiras destinadas à EFTA, enquanto o café não torrado corresponde a 18,8% da pauta exportadora para o bloco.

Setores metalmecânico, eletrônico e químico também podem avançar

O segmento metalmecânico, eletrônico e de máquinas reúne 53 oportunidades mapeadas. A redução ou eliminação de tarifas pode favorecer empresas dos polos industriais de Joinville e Jaraguá do Sul, especialmente nas exportações de motores elétricos, geradores, compressores e produtos metálicos.

Já o setor de químicos e plásticos apresenta 89 oportunidades, incluindo possibilidades de abertura de mercado e consolidação das exportações da indústria de transformação química.

Além das exportações, o acordo pode beneficiar as empresas catarinenses no acesso a insumos, medicamentos, fertilizantes e máquinas de precisão provenientes dos países da EFTA, com potencial redução de custos de importação.

Entre os principais produtos importados pelo Brasil estão os farmacêuticos e medicamentos, que representam 11,1% da pauta, compostos organo-inorgânicos, com 5,2%, além de fertilizantes e equipamentos industriais de precisão.

Acordo prevê facilitação do comércio

Os benefícios esperados não se limitam à redução de tarifas. O tratado também prevê mecanismos voltados à desburocratização do comércio exterior.

Entre os pontos previstos estão a acumulação de origem estendida com a União Europeia, que permitirá utilizar insumos europeus em determinados produtos destinados à EFTA sem perder o benefício tarifário.

O acordo também contempla regras sanitárias mais ágeis para a agroindústria, simplificação de procedimentos técnicos e abertura do mercado de compras governamentais.

Implementação será gradual a partir de 2026

A entrada em vigor do acordo ocorrerá de maneira progressiva e dependerá da implementação bilateral com cada país integrante da EFTA.

O cronograma previsto estabelece:

  • Islândia: 1º de outubro de 2026;
  • Noruega: 1º de novembro de 2026;
  • Suíça e Liechtenstein: primeiro semestre de 2027.

Com a redução de barreiras tarifárias e a simplificação de procedimentos, o acordo Mercosul-EFTA tende a criar novas possibilidades para empresas brasileiras e ampliar o espaço da indústria catarinense no comércio internacional.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Investimento

WEG investe R$ 280 milhões em nova fábrica de baterias em Itajaí

A WEG está ampliando sua atuação no setor de armazenamento de energia com a construção de uma nova fábrica em Itajaí, no Litoral de Santa Catarina. A unidade será voltada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias, conhecidos como BESS (Battery Energy Storage System).

O projeto prevê investimento de R$ 280 milhões e faz parte da estratégia da companhia para acompanhar o avanço da transição energética no Brasil.

Nova fábrica da WEG começa a operar em 2027

A previsão é que a fábrica entre em operação no segundo semestre de 2027. Quando estiver em plena atividade, a unidade terá capacidade para produzir até 2 gigawatt-hora (GWh) por ano.

Os sistemas BESS armazenam a eletricidade gerada em períodos de maior oferta para que ela possa ser utilizada posteriormente, especialmente nos momentos de maior consumo. A tecnologia contribui para aumentar a estabilidade, flexibilidade e eficiência do sistema elétrico.

Investimento tem financiamento do BNDES

Os R$ 280 milhões destinados ao projeto serão viabilizados por meio de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dentro do programa Mais Inovação.

O empreendimento foi o primeiro projeto contratado em uma chamada pública direcionada à transição energética e descarbonização, realizada em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Com sede em Jaraguá do Sul (SC), a WEG amplia, dessa forma, sua presença em um segmento considerado estratégico para o futuro da matriz energética.

Mercado de baterias pode movimentar bilhões

O investimento ocorre em meio às expectativas de crescimento do mercado brasileiro de armazenamento de energia.

Um estudo divulgado pela consultoria Greener aponta que o segmento pode movimentar R$ 22,5 bilhões até 2030. Já uma estimativa da Associação Brasileira de Soluções em Armazenamento de Energia (Absae) indica um potencial de até R$ 44 bilhões, caso o setor avance com a criação de um marco legal específico.

A demanda por sistemas de baterias também pode crescer entre grandes consumidores de eletricidade, incluindo data centers e unidades industriais.

Fábrica terá 90 empregos diretos

Além da produção, o projeto prevê a criação de 90 empregos diretos em Itajaí. A estrutura também contará com um laboratório para testes e desenvolvimento e uma subestação destinada à simulação de condições reais de funcionamento dos sistemas.

A iniciativa coloca Santa Catarina em uma posição de destaque no desenvolvimento da cadeia de tecnologia para armazenamento de energia.

WEG já produz baterias para diferentes mercados

A WEG já fabrica, em outras unidades, células, módulos e packs de baterias que somam aproximadamente 1 GWh de capacidade produtiva. Esses equipamentos são comercializados no Brasil e também em mercados internacionais, como África do Sul, Colômbia, Estados Unidos, México e Finlândia.

No país, a tecnologia já é utilizada em ônibus elétricos de São Paulo. Cada módulo de energia produzido pela empresa pode atender à recarga de até 120 veículos.

Outro projeto está em desenvolvimento em Fernando de Noronha, onde uma usina equipada com cerca de 30 mil painéis solares será integrada a um sistema BESS.

Sistema deve ampliar uso de energia solar em Fernando de Noronha

A expectativa é que o sistema de armazenamento permita o fornecimento de energia renovável durante a noite e em períodos de baixa geração solar, como dias nublados.

A previsão é que a estrutura esteja apta a operar até o fim de 2026. Com isso, poderá substituir a geração atualmente realizada por uma termelétrica movida a biodiesel, ampliando a participação da energia solar no abastecimento da ilha.

Palavras-chave: WEG, fábrica de baterias, armazenamento de energia, Itajaí, Santa Catarina, BESS, transição energética, energia solar, baterias, agronegócio

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: WEG/Divulgação/ND Mais

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Indústria, Inovação

Inovação industrial em SC supera R$ 1 bilhão e avança do petróleo ao espaço

Santa Catarina alcançou um marco de R$ 1,02 bilhão em inovação industrial, reunindo projetos que vão da automação de plataformas de petróleo ao desenvolvimento de tecnologias espaciais. O volume considera iniciativas realizadas e em execução desde 2014 e representa uma carteira de 344 projetos desenvolvidos para 417 empresas.

A atuação envolve áreas como robótica, manufatura avançada, sistemas embarcados, inteligência artificial, bioeconomia, transição energética e tecnologias para o setor aeroespacial.

Um dos exemplos está em Joinville, onde pesquisadores do SENAI-SC desenvolveram um robô para automatizar parte da preparação, inspeção e pintura do casco de plataformas e embarcações. A tecnologia reduz o tempo da operação e diminui a exposição de trabalhadores a atividades realizadas a cerca de 30 metros de altura sobre o mar.

Rede de inovação está presente em diferentes regiões de SC

A estrutura tecnológica do SENAI acompanha a diversidade da economia catarinense. O estado conta com três Institutos SENAI de Inovação e sete Institutos SENAI de Tecnologia, especializados em áreas como manufatura, sistemas embarcados, processamento a laser, alimentos e bebidas, meio ambiente, setor têxtil, cerâmica, madeira e mobiliário, mobilidade elétrica e energias renováveis.

As unidades estão distribuídas por Florianópolis, Joinville, Chapecó, Blumenau, Brusque, Criciúma, São Bento do Sul e Jaraguá do Sul.

Para Fabrízio Machado Pereira, diretor regional do SENAI/SC, a evolução da carteira demonstra a consolidação de uma estrutura criada para transformar pesquisa em soluções práticas para a indústria, com impacto em produtividade, segurança, qualidade e competitividade.

Laboratório de Chapecó amplia suporte à indústria de alimentos

No Oeste catarinense, o Instituto SENAI de Tecnologia em Alimentos e Bebidas recebeu credenciamento do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) para realizar análises físico-químicas de produtos de origem animal e exames de microbiologia de alimentos.

A unidade se tornou o único laboratório de Santa Catarina habilitado nesse escopo. A previsão é que uma nova sede, prevista para 2027, amplie a estrutura em Chapecó de aproximadamente 900 para 3,5 mil metros quadrados.

A expansão deve aumentar a capacidade de atendimento às empresas de uma região marcada pela presença de grandes agroindústrias exportadoras.

Joinville recebe R$ 385 milhões em centros tecnológicos

No Norte do estado, a implantação de três centros tecnológicos em Joinville representa um investimento de R$ 385 milhões, em parceria com a Petrobras.

A estrutura será direcionada a segmentos como óleo e gás, robótica, processamento a laser e manufatura de equipamentos de alta complexidade.

O principal projeto é o Centro Tecnológico de Manufatura e Sistemas Cibermecânicos (Cetemo), que concentra R$ 283 milhões e terá mais de 3 mil metros quadrados.

A unidade deverá desenvolver, fabricar e testar componentes considerados críticos para a indústria de petróleo e gás, incluindo equipamentos que atualmente dependem de importação.

Outros R$ 102 milhões serão destinados ao Centro Tecnológico de Robótica (CT ROB) e ao CT Laser. Apesar da origem ligada às demandas do setor offshore, as estruturas também poderão atender segmentos como automotivo, aeroespacial, naval, energia, mineração e transporte.

Robô reduz tempo e custos na manutenção offshore

Entre os projetos conduzidos em parceria com a Petrobras está o RDC-R, robô desenvolvido desde 2015 para atuar na preparação de superfícies, inspeção e pintura de plataformas e embarcações.

O equipamento pode cobrir cerca de 200 metros quadrados por hora, enquanto o processo convencional alcança aproximadamente 20 metros quadrados por dia.

A automação também reduz a equipe necessária de 20 para seis profissionais e diminui o prazo do serviço de 35 para 14 dias. Segundo os resultados apresentados, a tecnologia pode proporcionar uma redução de até 84% nos custos de manutenção.

Além do ganho operacional, o sistema contribui para a segurança do trabalho, ao reduzir a necessidade de profissionais suspensos em grandes alturas sobre o mar.

O projeto resultou em três patentes e teve a tecnologia transferida pela Petrobras para empresas prestadoras de serviços, permitindo que a solução avançasse da pesquisa para a aplicação comercial.

Tecnologia catarinense também chegou ao espaço

A inovação produzida em Santa Catarina também alcançou o setor espacial. O VCUB1 foi lançado em 15 de abril de 2023, na Califórnia, a bordo de um foguete Falcon 9, da SpaceX.

Liderado pela Visiona, o projeto contou com a participação do Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, do INPE e do IAE.

A missão terminou em fevereiro de 2025, quando o nanossatélite reentrou na atmosfera conforme o planejado. Durante quase dois anos em órbita, o equipamento manteve seus subsistemas em funcionamento e validou tecnologias nacionais de navegação, comunicação, gestão de bordo e captura de imagens.

Ao longo da missão, foram obtidos quase 500 mil quilômetros quadrados de imagens da superfície terrestre.

Catarina-A2 avança para futuro lançamento

A experiência adquirida com o VCUB1 também contribuiu para o desenvolvimento do Catarina-A2, projeto do SENAI integrado à Constelação Catarina, programa liderado pela Agência Espacial Brasileira (AEB).

Em março de 2026, o nanossatélite concluiu testes de vibração e termovácuo no INPE e ficou tecnicamente preparado para a próxima etapa antes do lançamento.

O projeto recebeu R$ 5 milhões em emendas da bancada catarinense e deverá produzir dados para aplicações em meteorologia, agricultura, defesa civil, logística e monitoramento ambiental.

A data da missão ainda depende da contratação e da disponibilidade de um veículo lançador.

Inovação também transforma resíduos em novos produtos

A carteira de projetos do estado vai além da indústria pesada. O Banana Têxtil, desenvolvido em parceria com empresas como Musa da Terra, Eurofios, Altenburg e Pacoa Eco, pesquisa formas de transformar fibras do pseudocaule da bananeira em tecido e barbante.

A iniciativa aproxima agricultura, indústria têxtil e economia circular, utilizando um resíduo agrícola como matéria-prima para produtos de maior valor agregado.

Outro projeto, concluído em 2026, concentrou esforços no desenvolvimento de tecnologias para proteína cultivada. A pesquisa envolveu 34 pesquisadores e R$ 6,5 milhões, com resultados que incluem novos meios de cultura, uma plataforma multiômica apoiada por inteligência artificial e biomoléculas com possíveis aplicações nos setores de alimentos, cosméticos e medicamentos.

MagBras aposta na produção de ímãs de terras raras

Na área de transição energética, o programa MagBras reúne R$ 73 milhões, 28 empresas — incluindo 12 mineradoras —, sete instituições científicas e tecnológicas e três fundações.

Iniciada em junho de 2025, a iniciativa terá 36 meses para estruturar no Brasil uma cadeia de produção de ímãs permanentes de terras raras, abrangendo etapas que vão da pesquisa mineral à fabricação e reciclagem.

Os materiais são considerados estratégicos para motores elétricos, equipamentos industriais e diferentes tecnologias associadas à economia de baixo carbono.

Projetos aproximam pesquisa e linha de produção

Um dos desafios da inovação industrial é levar tecnologias desenvolvidas em laboratório até a produção em escala. Projetos realizados com a General Motors (GM) mostram esse processo.

O Smart Die System, por exemplo, foi desenvolvido para ajustar ferramentas e monitorar operações de estamparia. Nos testes realizados, a solução elevou a produtividade de 12 para 20 peças por minuto.

Já o Spark Eyes permite monitorar em tempo real milhares de pontos de solda de um veículo e apresenta potencial para ser utilizado em outras fábricas da montadora.

Em parceria com a CNH, pesquisadores de Florianópolis desenvolveram ainda um sistema de visão computacional para automatizar funções de colhedoras de cana. A tecnologia foi testada na Flórida e posteriormente apresentada à divisão global da empresa na Bélgica.

O projeto resultou em 14 pedidos de patente no Brasil, Estados Unidos, China e Índia.

Financiamento reduz riscos para empresas

A expansão dos projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação é sustentada por uma combinação de contratos empresariais, recursos não reembolsáveis e mecanismos de compartilhamento do risco tecnológico.

Entre os instrumentos utilizados estão iniciativas da Embrapii, Finep, BNDES, Rota 2030 e Plataforma Inovação para a Indústria, além de recursos do próprio SENAI e parcerias com empresas, universidades, startups, fundações e instituições científicas.

O modelo busca reduzir a distância entre a criação de uma tecnologia e sua chegada ao mercado. Para as empresas, a divisão dos custos permite viabilizar projetos que podem exigir anos de desenvolvimento, testes e certificações antes de alcançar a produção em escala.

Para Gilberto Seleme, presidente da FIESC, o avanço dos institutos contribui para fortalecer Santa Catarina como um polo de tecnologia e inovação de relevância nacional.

O volume acumulado de R$ 1,02 bilhão em inovação mostra a diversificação da pesquisa industrial catarinense. Os projetos abrangem setores que vão do agronegócio e da indústria automotiva ao petróleo, energia e espaço, com foco crescente em transformar conhecimento tecnológico em produtividade, competitividade e soluções de mercado.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Exame

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Negócios

FIESC recebe missão empresarial de Ruanda em busca de novos negócios

A FIESC (Federação das Indústrias de Santa Catarina) recebe, no dia 18 de agosto, uma missão empresarial de Ruanda em Florianópolis. A iniciativa busca aproximar empresas ruandesas de potenciais parceiros comerciais brasileiros e ampliar as oportunidades de negócios entre os dois mercados.

A delegação será formada por representantes de 56 empresas de Ruanda, além do embaixador do país no Brasil, Lawrence Manzi.

Durante o encontro, empresários catarinenses poderão participar de reuniões B2B com integrantes da missão. A agenda pretende estimular exportações, cooperação tecnológica e a criação de novas parcerias comerciais.

Empresas brasileiras interessadas em participar podem manifestar interesse por meio do formulário disponibilizado pela organização.

Comércio entre Santa Catarina e Ruanda

As relações comerciais entre Brasil e Ruanda vêm ganhando espaço nos últimos anos. Em 2025, Santa Catarina exportou para o país africano produtos como farinhas, papéis e máquinas para mistura de matérias minerais.

No mesmo período, o estado também registrou importações de Ruanda, com destaque para conversores elétricos.

A movimentação reforça o potencial de ampliação do intercâmbio comercial e abre espaço para novos negócios entre empresas dos dois países.

Brasil e Ruanda ampliam cooperação

A aproximação entre os mercados também avançou em 2026, durante o Fórum de Cooperação Econômica Ruanda–Brasil, realizado em Kigali, capital ruandesa.

O encontro resultou na assinatura de acordos voltados à promoção do comércio, facilitação de investimentos, realização de missões empresariais e cooperação em setores considerados prioritários.

A visita da delegação a Santa Catarina ocorre, portanto, em um cenário de fortalecimento das relações econômicas entre os dois países e pode criar novas oportunidades para empresas interessadas no mercado africano.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: AdobeStock

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Portos

Porto de Itajaí antecipa draga para reforçar dragagem do canal diante dos efeitos do El Niño

A Superintendência do Porto de Itajaí decidiu antecipar a mobilização de uma draga de sucção do tipo hopper para reforçar a manutenção do canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí. O equipamento deve chegar entre quarta (12) e quinta-feira (13) e integra uma estratégia preventiva diante das condições climáticas associadas ao El Niño e do aumento da descarga do Rio Itajaí-Açu.

A nova campanha de dragagem estava inicialmente programada para ocorrer em setembro, mas foi antecipada pela autoridade portuária. A medida busca preservar a navegabilidade do canal, aumentar a segurança das operações e oferecer maior previsibilidade aos armadores, terminais e demais empresas que integram o trade portuário.

Autoridade Marítima aumentou folga adicional de segurança

Na terça-feira (11) a Autoridade Marítima também ampliou a margem de segurança abaixo da quilha dos navios que operam no Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes. A folga adicional passou de 0,3 metro para 0,8 metro, após levantamentos batimétricos identificarem redução de 1,4 metro na profundidade em parte da Bacia de Evolução nº 1, que passou de 13,6 para 12,2 metros. Na prática, o aumento da distância de segurança entre a quilha e o fundo do canal reduz o calado operacional disponível para as embarcações e pode limitar o volume de carga transportado pelos navios. A medida é preventiva e temporária e permanecerá em vigor enquanto as condições batimétricas permanecerem alteradas.

Porto de Itajaí diz que canal está com 14 metros

A última campanha realizada com uma draga hopper ocorreu no início de junho. Desde então, os trabalhos de manutenção vêm sendo conduzidos também pela draga Njord, que executa dragagem por aspersão ao longo do canal do Rio Itajaí-Açu.

Nesta terça-feira (11), técnicos da Superintendência do Porto de Itajaí acompanharam presencialmente as operações. Durante a inspeção, foi constatado que o canal permanece navegável, com profundidade de até 14 metros.

A chegada da nova draga deverá ampliar a capacidade de remoção e controle dos sedimentos acumulados no fundo do rio. O equipamento opera por meio da sucção do material, reforçando as ações já realizadas pela Njord.

O Porto de Itajaí monitora os impactos do El Niño sobre as condições do canal desde 10 de junho de 2026. Entre os efeitos identificados está a presença de lama fluida e o aumento da sedimentação.

Nas últimas semanas, o volume de chuvas também contribuiu para elevar o nível e a vazão do Rio Itajaí-Açu. Esse cenário aumenta o transporte de sedimentos em direção ao canal de acesso ao complexo portuário e exige acompanhamento contínuo das condições de navegabilidade.

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a antecipação da campanha representa uma ação preventiva para evitar impactos sobre as operações. “Hoje nossa equipe acompanhou o trabalho da dragagem por aspersão ao longo do canal e verificou que o canal permanece navegável, com profundidade de até 14 metros.”

De acordo com o superintendente, a decisão de antecipar a mobilização, que normalmente ocorreria apenas em setembro, busca garantir segurança à navegação e maior previsibilidade para o mercado.

Monitoramento do canal continua

A Superintendência do Porto de Itajaí informou que seguirá acompanhando permanentemente as condições do canal. As ações são realizadas em conjunto com a Van Oord e poderão ser ajustadas conforme a evolução das condições climáticas e da sedimentação.

Após a atuação da draga hopper, novos levantamentos deverão ser realizados para avaliar as condições do canal e orientar as próximas medidas de manutenção.

A estratégia adotada pela autoridade portuária tem como foco manter a segurança da navegação, assegurar a continuidade das operações e reduzir possíveis impactos das condições climáticas sobre o Complexo Portuário de Itajaí.

Fonte: Superintendência do Porto de Itajaí

Texto: Redação

Imagem: Divulgação Porto de Itajaí

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Notícias

Caminhoneiros brasileiros ficam retidos após nevasca histórica nos Andes

Centenas de caminhoneiros brasileiros enfrentam uma longa espera na fronteira entre Argentina e Chile após uma sequência de intensas nevascas atingir a Cordilheira dos Andes. O mau tempo provocou bloqueios em importantes passagens internacionais e deixou grandes filas de caminhões paradas na região.

Entre os profissionais afetados estão motoristas de Santa Catarina, que já acumulam semanas de espera em condições consideradas extremas. Além do frio intenso, os trabalhadores relatam dificuldades para conseguir alimentação, tomar banho e manter uma rotina mínima de descanso.

A situação também provoca impactos no transporte internacional de cargas, com veículos parados, entregas atrasadas e aumento dos custos para as empresas.

Mais de mil caminhões ficam retidos na fronteira

Um dos pontos mais afetados é o Paso Pino Hachado, onde, segundo relatos de transportadores, mais de 1,2 mil caminhões chegaram a ficar impedidos de seguir viagem.

O número de veículos parados fez com que o problema ultrapassasse a esfera individual. Transportadoras passaram a lidar com atrasos nas entregas, mudanças na logística e motoristas impossibilitados de cumprir os cronogramas previstos.

Uma empresa de Concórdia, no Oeste catarinense, chegou a ter aproximadamente 50 caminhões retidos na região.

Entre os motoristas afetados está Jairo Luan Gomes, de Sombrio, no Sul de Santa Catarina. Ele completou 26 dias aguardando a liberação da passagem e, naquele momento, ainda não tinha uma previsão definitiva para deixar a aduana.

Frio extremo transforma caminhões em abrigo

Com a permanência prolongada na fronteira, a cabine dos veículos passou a funcionar como principal espaço de proteção contra as baixas temperaturas.

Jairo contou que a estrutura disponível para os profissionais apresenta limitações. Segundo o motorista, não havia banheiro adequado nem chuveiro com água quente. Em alguns locais, os caminhoneiros precisavam recorrer à água fria mesmo diante de temperaturas negativas.

Durante a tarde, ele chegou a registrar aproximadamente -2°C. A permanência dentro dos caminhões se tornou uma das principais formas de enfrentar o frio enquanto a passagem permanecia bloqueada.

A situação é agravada pelas condições da estrada. A presença constante de neve e gelo reduz a segurança da circulação, principalmente para veículos pesados e carregados.

Falta de comida aumenta dificuldades

A espera prolongada também trouxe problemas relacionados à alimentação dos caminhoneiros. Muitos profissionais haviam deixado o Brasil com mantimentos planejados para uma viagem normal, mas o bloqueio fez os estoques diminuírem rapidamente.

Jairo relatou receber água potável e sopa por meio de iniciativas de apoio organizadas por caminhoneiros e entidades locais. Para as refeições noturnas, alguns profissionais utilizam pequenas cozinhas instaladas nas próprias cabines.

O catarinense Ribamar Laudares, de Chapecó, também enfrentou a situação. Ele passou 11 dias retido na região e viu praticamente todos os alimentos que havia levado antes da viagem chegarem ao fim.

Com poucos estabelecimentos nas proximidades, as alternativas eram limitadas. Em determinado ponto, um food truck comercializava itens básicos, como cachorro-quente e café.

Apenas um chuveiro atende centenas de motoristas

A falta de estrutura para higiene pessoal se tornou outro problema para quem passa vários dias parado.

Ribamar contou que, no lado chileno da fronteira, havia somente um chuveiro disponível para mais de 300 profissionais. O equipamento utilizava um reservatório com cerca de 100 litros de água aquecida.

Para conseguir um banho quente, os motoristas precisavam escolher horários de menor movimento. Muitos acabavam recorrendo à madrugada para enfrentar a fila.

A situação relatada por Jairo era ainda mais precária. Na aduana onde estava retido, segundo ele, os profissionais tinham acesso apenas a um cano com água fria.

Assim, necessidades básicas passaram a exigir planejamento e improviso durante a retenção provocada pela nevasca nos Andes.

Neve chega perto de um metro e reduz visibilidade

Imagens feitas pelos próprios caminhoneiros mostram a dimensão do problema. Em alguns trechos, os veículos ficaram cercados pela neve, enquanto a cobertura branca tomava conta da pista.

O acúmulo chegou próximo de um metro em determinados pontos. O chamado “vento branco”, provocado pela movimentação da neve, também reduziu significativamente a visibilidade.

No Paso Pino Hachado, a situação afetou diretamente a circulação. A Ruta Nacional 242 chegou a ter interrupções totais em determinados momentos devido à combinação de neve, gelo e baixa aderência.

Para veículos de carga, o risco é ainda maior. Uma pista congelada aumenta a distância de frenagem e pode dificultar o controle do caminhão. Por esse motivo, uma eventual autorização para reabrir a passagem depende não apenas da melhora do clima, mas também de condições adequadas de segurança.

Viagem pela Patagônia termina em longa espera

Ribamar havia percorrido aproximadamente 1,8 mil quilômetros pela Patagônia antes de alcançar o trecho mais crítico da viagem. Ao chegar à região da Cordilheira, porém, encontrou novamente as estradas cobertas pela neve.

O motorista permaneceu sete dias esperando uma melhora nas condições meteorológicas. Em seguida, novas previsões apontaram para a continuidade das precipitações.

Uma questão relacionada à documentação também fez com que ele perdesse uma oportunidade de atravessar a fronteira. Pouco tempo depois, o aumento da neve voltou a impedir o deslocamento.

Caminhões precisam economizar combustível

A permanência prolongada também exige cuidados com o combustível. Para manter a cabine aquecida, Ribamar precisava ligar o caminhão periodicamente.

O motor permanecia funcionando por aproximadamente 50 minutos a cada cinco horas. O motorista também procurava manter o tanque abastecido como medida preventiva diante da possibilidade de a espera se prolongar.

A rotina exige que os profissionais controlem cuidadosamente os recursos disponíveis, incluindo combustível, comida e água, enquanto aguardam uma oportunidade segura para seguir viagem.

Nevasca gera prejuízos ao transporte internacional

Os efeitos da paralisação vão além dos problemas enfrentados dentro das cabines. Para as transportadoras, caminhões parados representam atrasos nas cargas, motoristas indisponíveis, alterações de rota e elevação dos custos operacionais.

Para os profissionais, porém, o impacto também é pessoal. Cada dia de bloqueio significa mais tempo longe de casa e uma rotina marcada por frio intenso, incerteza e estrutura limitada.

Jairo permanece à espera de uma definição para deixar a região, enquanto outros motoristas catarinenses passaram pela mesma situação antes de conseguir retomar suas viagens.

A liberação dos passos internacionais depende das condições das estradas e da evolução do clima. A redução da neve, a recuperação da pista e a segurança para a circulação de veículos pesados são fatores determinantes para a retomada do tráfego.

Enquanto a situação não se normaliza, a Cordilheira dos Andes deixa de ser apenas uma rota estratégica do transporte internacional e se transforma em um cenário de resistência para os caminhoneiros brasileiros. Para esses profissionais, atravessar milhares de quilômetros exige não apenas experiência ao volante, mas também preparo para enfrentar condições meteorológicas extremas e períodos prolongados de espera.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução / Redes Sociais

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Portos

FIESC defende concessão independente da dragagem do Complexo Portuário de Itajaí

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) voltou a defender a publicação, com urgência, do edital para a concessão do canal de acesso aquaviário ao Complexo Portuário de Itajaí. A entidade quer que a gestão da dragagem e da manutenção do canal seja estruturada em um processo separado da operação do terminal terrestre.

A posição foi formalizada em ofício enviado nesta sexta-feira (7) ao ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e à Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba).

Para a FIESC, a concessão independente do canal de acesso pode proporcionar maior eficiência e previsibilidade às operações de dragagem, além de aumentar a segurança para operadores, usuários e investidores.

FIESC aponta importância estratégica do canal

O Complexo Portuário de Itajaí tem papel relevante para a economia de Santa Catarina e para as cadeias produtivas brasileiras. Além do Porto de Itajaí, a estrutura reúne a Portonave e outros terminais privados importantes para setores como indústria e agronegócio.

Segundo o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a separação entre a administração do canal e a operação do terminal é necessária para garantir maior autonomia às atividades de dragagem e manutenção.

A entidade avalia que um modelo independente pode evitar que intervenções essenciais à navegação sejam afetadas por eventuais problemas contratuais ou operacionais relacionados ao terminal.

Dragagem precisa ter gestão contínua

Para a FIESC, a manutenção das condições adequadas de navegação deve permanecer como prioridade no complexo portuário. A entidade cita como exemplos o aprofundamento do canal de acesso e a ampliação da bacia de evolução, obras consideradas estruturantes para o funcionamento da atividade portuária.

O presidente do Conselho para Assuntos de Transporte e Logística da FIESC, Maurício Battistella, destaca ainda a necessidade de considerar os efeitos de eventos climáticos extremos na região.

Nesse contexto, a avaliação da entidade é de que o canal do Rio Itajaí-Açu exige um sistema de dragagem permanente, previsível e adaptável, capaz de responder às mudanças nas condições de navegação e às necessidades do complexo.

FIESC pede agilidade na concessão

No documento encaminhado às autoridades, a FIESC também solicita maior celeridade no processo de concessão. A preocupação é evitar que atrasos afetem a navegação e a movimentação portuária da região.

A expectativa apresentada pela entidade é de que a Antaq analise o processo de concessão do canal de acesso ao Porto de Itajaí na próxima quinta-feira (13). Após essa etapa, a previsão é de publicação do edital do leilão.

A federação afirma que continuará disponível para contribuir com os órgãos públicos no aperfeiçoamento da infraestrutura portuária de Santa Catarina, buscando fortalecer a logística, o comércio exterior e o crescimento sustentável da indústria brasileira.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portonave

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Logística

Missão ao Paraguai busca ampliar logística e comércio exterior de Santa Catarina

A missão oficial de Santa Catarina ao Paraguai avançou em discussões para ampliar a integração logística e comercial entre os dois países. Liderada pelo Governo do Estado e pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), a agenda tratou do uso da estrutura portuária catarinense nas operações de comércio exterior paraguaio e de alternativas para melhorar o transporte de insumos destinados à agroindústria de Santa Catarina.

A aproximação também abriu negociações para novas parcerias em logística, tecnologia, agricultura e infraestrutura, com potencial para fortalecer o intercâmbio comercial entre Santa Catarina e Paraguai.

Segundo o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a aproximação atende a interesses dos dois lados e pode ampliar as oportunidades de negócios entre os mercados.

Rota do Milho é prioridade para a agroindústria catarinense

Entre os principais assuntos discutidos durante a missão esteve a Rota do Milho, projeto voltado à garantia do abastecimento regular de grãos para o polo de produção de proteína animal localizado no Oeste de Santa Catarina.

O milho é o principal produto exportado pelo Paraguai para Santa Catarina. Em 2025, o grão representou 15,2% das vendas paraguaias ao estado, movimentando US$ 70,5 milhões.

Além de buscar maior segurança no fornecimento de milho, a comitiva discutiu a possibilidade de levar tecnologias catarinenses para a agricultura paraguaia. Também foram avaliadas oportunidades para implantação de Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) integradas aos portos de Santa Catarina.

Para Gilberto Seleme, os portos catarinenses podem oferecer uma alternativa competitiva ao Paraguai para operações de importação e exportação com mercados da Ásia e de outras regiões.

Comércio entre SC e Paraguai cresce acima da média nacional

A expansão das relações econômicas entre os dois mercados ocorre em um cenário de forte crescimento do comércio exterior entre Santa Catarina e Paraguai.

Dados do Observatório FIESC mostram que, de 2015 a 2025, as exportações catarinenses para o país vizinho cresceram 99,1%, chegando a US$ 445,1 milhões no último ano.

O avanço foi impulsionado principalmente pela venda de produtos com maior valor agregado, entre eles cerâmica não vitrificada, máquinas e equipamentos mecânicos e sistemas de refrigeração.

No sentido contrário, as importações de produtos paraguaios por Santa Catarina tiveram crescimento ainda mais expressivo. O aumento foi de 390,5% entre 2015 e 2025, alcançando US$ 464 milhões no ano passado.

O milho liderou as compras catarinenses, seguido por carne bovina, óleo de soja, tecidos e insumos metálicos, como chumbo e sucata de cobre. Os produtos atendem diferentes cadeias produtivas do estado, incluindo os setores agroindustrial, têxtil e metalmecânico.

Construção civil também entra na agenda

A missão também identificou oportunidades relacionadas ao setor da construção civil. Entre as propostas discutidas está a atração de investimentos paraguaios para o mercado imobiliário do litoral catarinense.

Outra frente envolve a ampliação das vendas de materiais de construção produzidos em Santa Catarina para o Paraguai.

A transferência de tecnologias e soluções desenvolvidas no estado para projetos de infraestrutura paraguaios também esteve entre os temas da agenda. O país vizinho atravessa um período de expansão das obras, o que pode abrir espaço para empresas catarinenses especializadas em produtos, serviços e soluções para o setor.

Santa Catarina e Paraguai terão novos encontros

Como resultado das negociações realizadas em Assunção, equipes técnicas do Governo de Santa Catarina e da FIESC deverão aprofundar, nos próximos meses, estudos sobre logística e regulamentação necessários para viabilizar as novas parcerias.

A aproximação terá continuidade em novembro, quando Santa Catarina deverá receber um encontro e seminário empresarial sobre as relações com o Paraguai.

A expectativa é que a nova agenda permita avançar em projetos voltados ao comércio exterior, ao abastecimento de insumos, à infraestrutura e à integração entre os setores produtivos dos dois mercados.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Inovação

Onze indústrias de Santa Catarina estão entre as mais inovadoras do Brasil

Onze indústrias de Santa Catarina foram reconhecidas entre as mais inovadoras do país no Prêmio Valor Inovação Brasil 2026. O levantamento, realizado pela Strategy&, consultoria estratégica da PwC, em parceria com o Valor Econômico, destaca empresas catarinenses em diferentes segmentos da indústria nacional.

O resultado inclui duas lideranças nacionais, duas posições de vice-liderança e seis empresas entre as cinco primeiras colocadas nas categorias de Bens de Capital, Materiais de Construção, Eletroeletrônica e Telecomunicações.

Entre as catarinenses reconhecidas estão WEG, Tupy, Schulz, Ciser, Tigre, Irani Papel e Embalagem, Nidec Global Appliance, Whirlpool, Dexco, ArcelorMittal e Unifique.

Empresas catarinenses se destacam em diferentes setores

A WEG foi o principal destaque de Santa Catarina na premiação. A empresa conquistou a primeira colocação nacional na categoria Eletroeletrônica. No mesmo segmento, a Whirlpool alcançou o quinto lugar.

Em Bens de Capital, o desempenho catarinense também ganhou evidência. A Nidec Global Appliance ficou na terceira posição, seguida por Tupy, em quarto, e Schulz, em quinto.

Já na categoria Materiais de Construção, três empresas do estado apareceram entre as cinco primeiras. A Dexco ficou com a segunda colocação, enquanto Ciser e Tigre ocuparam, respectivamente, o terceiro e o quinto lugares.

Outros setores também tiveram empresas de Santa Catarina em posições de destaque. A Irani Papel e Embalagem conquistou a vice-liderança em Papel e Celulose, enquanto a ArcelorMittal ficou em primeiro lugar na categoria Siderurgia e Mineração.

Na área de Telecomunicações, a Unifique terminou na quinta colocação entre as empresas mais inovadoras do país.

Inovação amplia competitividade da indústria

As 11 empresas catarinenses reconhecidas mantêm projetos com os Institutos SENAI de Inovação e Tecnologia de Santa Catarina, que atuam no desenvolvimento de soluções para ampliar a inovação industrial e a competitividade.

A parceria envolve iniciativas de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), além da criação e do aperfeiçoamento de produtos, processos e materiais. Também fazem parte da atuação projetos de transformação digital, manufatura avançada, ensaios laboratoriais, certificações e consultorias tecnológicas.

Segundo o diretor regional do SENAI/SC, Fabrízio Pereira, o reconhecimento reforça a importância da cooperação entre empresas e instituições de ciência e tecnologia para transformar desafios industriais em soluções.

Para ele, a presença das companhias catarinenses entre as líderes nacionais demonstra a relevância dos investimentos em tecnologia, inovação e desenvolvimento industrial no estado.

Institutos SENAI SC têm atuação em todo o país

O trabalho dos Institutos SENAI de Inovação e Tecnologia de Santa Catarina não se limita às empresas do estado. As instituições também desenvolvem projetos para companhias de outras regiões que foram reconhecidas no Prêmio Valor Inovação Brasil 2026.

Entre as empresas atendidas estão Nestlé Brasil, Ambev, Lojas Renner, C&A, Votorantim Cimentos, BRK Ambiental, Gerdau, CNH Industrial, Stellantis, Embraer, Natura Cosméticos, Grupo Boticário, Reckitt Industrial, Axia Energia, Aché Laboratórios, Vale, Petrobras e Shell Brasil.

A presença dessas companhias entre as empresas reconhecidas na premiação evidencia o alcance nacional dos Institutos SENAI SC e a capacidade técnica das instituições para desenvolver projetos voltados à produtividade, competitividade e inovação em diferentes segmentos da economia.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Logística

Logística eficiente é essencial para manter a competitividade da indústria de Santa Catarina, alerta FIESC

A FIESC alerta que os desafios da logística em Santa Catarina representam um dos principais obstáculos para a manutenção da competitividade da indústria estadual. Apesar de contar com uma economia fortemente voltada ao mercado internacional e um parque industrial diversificado, o estado enfrenta limitações na infraestrutura de transporte que impactam diretamente os custos e a eficiência das operações.

Entre os principais entraves apontados estão o chamado Custo Brasil, além dos gargalos nas rodovias e nos acessos aos portos, fatores que elevam despesas, aumentam o tempo de deslocamento e reduzem a competitividade das empresas.

Rodovias sobrecarregadas afetam o escoamento da produção

Reconhecido pela eficiência de seu complexo portuário, Santa Catarina ocupa posição de destaque na movimentação de contêineres no país. No entanto, o transporte terrestre até os terminais portuários enfrenta dificuldades devido à necessidade de obras de manutenção, duplicação e melhorias em rodovias federais e estaduais.

De acordo com o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, diversas rodovias estratégicas para a economia catarinense operam constantemente próximas do limite de capacidade, cenário que provoca atrasos nas entregas, aumento dos custos com frete e maior incidência de acidentes.

Planejamento de longo prazo é apontado como prioridade

Para o presidente do Conselho de Infraestrutura e Transporte da entidade, Maurício Battistella, investir em uma logística eficiente é indispensável para garantir a permanência da indústria catarinense em um mercado cada vez mais competitivo.

Segundo ele, embora os portos catarinenses sejam reconhecidos pela eficiência, a precariedade das ligações rodoviárias compromete todo o fluxo de transporte de cargas e reduz a capacidade competitiva das empresas.

Debate na Logistique discutirá o futuro da logística catarinense

Maurício Battistella será um dos participantes de um painel durante a feira Logistique, marcada para o dia 11 de agosto. O encontro reunirá especialistas para debater os caminhos da infraestrutura logística de Santa Catarina até 2035.

Na avaliação do representante da FIESC, é fundamental que a logística seja tratada como uma política de Estado, com planejamento de longo prazo, investimentos para eliminar gargalos e integração entre rodovias, ferrovias e portos, garantindo maior fluidez no transporte de mercadorias e fortalecendo a presença dos produtos catarinenses nos mercados nacional e internacional.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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