Tecnologia

Carros elétricos avançam em Santa Catarina com alta do diesel e da gasolina

O aumento no preço do diesel e da gasolina no Brasil, influenciado pela volatilidade do petróleo e por tensões geopolíticas, tem acelerado a adoção de carros elétricos em Santa Catarina. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontam que o diesel acumulou alta de quase 20% desde fevereiro, enquanto a gasolina subiu 5,5%.

Esse cenário tem levado consumidores a buscar alternativas mais econômicas e sustentáveis, fortalecendo a eletromobilidade no país.

Frota de veículos eletrificados cresce no Brasil

Desde 2020, o uso de veículos elétricos e híbridos vem ganhando espaço entre motoristas brasileiros. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), a frota nacional cresceu 26% em 2025, superando 230 mil unidades.

Em Santa Catarina, mais de 30 mil veículos eletrificados já circulam, representando cerca de 10% do mercado de veículos leves, com destaque para modelos 100% elétricos (BEV) e híbridos plug-in (PHEV).

Infraestrutura de recarga ainda é desafio

Apesar do crescimento, a expansão da infraestrutura de recarga elétrica ainda enfrenta limitações. O Brasil conta atualmente com cerca de 16 mil pontos públicos e semipúblicos, concentrados principalmente nas regiões Sul e Sudeste.

Mesmo em expansão, essa rede atende apenas cerca de 25% dos municípios, evidenciando um gargalo que demanda novos investimentos para acompanhar o avanço da frota elétrica.

Economia no uso favorece adoção

O fator econômico também pesa na decisão dos consumidores. O custo por quilômetro rodado com carros elétricos pode ser até 70% menor em comparação aos veículos a combustão.

Além disso, a menor dependência das oscilações do mercado internacional garante maior previsibilidade de खर्च, especialmente para quem percorre longas distâncias mensalmente.

Expansão de eletropostos acompanha demanda em SC

Em Santa Catarina, a rede de postos de recarga começa a se expandir para atender ao crescimento da demanda. Um dos exemplos é o Ecoposto Rudnik, que já opera unidades em cidades como Florianópolis, Balneário Camboriú, Santo Amaro da Imperatriz e Tubarão.

A estratégia inclui parcerias com redes varejistas e postos de combustíveis, integrando a recarga a atividades do dia a dia. A empresa projeta alcançar 50 unidades na região Sul até o fim de 2026, ampliando a cobertura e reduzindo lacunas na infraestrutura.

Energia solar reforça sustentabilidade do modelo

Outro destaque é a integração da energia solar aos sistemas de recarga. Parte dos eletropostos opera com geração própria por meio de usinas solares, alinhando a mobilidade elétrica à transição energética.

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Brasil já ultrapassa 30 GW de capacidade instalada em geração distribuída. Esse modelo reduz custos operacionais, diminui a dependência de fontes fósseis e contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

A combinação entre mobilidade elétrica e fontes renováveis aponta para uma transformação estrutural no setor, com impactos no consumo, na sustentabilidade e nos modelos de negócio.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Portos

Porto de Itajaí avança em projetos estratégicos com a Codeba e reforça novo ciclo de crescimento

Reunião técnica entre a Superintendência e a Codeba destacou ações para fortalecer a estrutura portuária, ampliar a competitividade e consolidar resultados históricos do porto público

O superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, recebeu nesta segunda-feira, na sede da Superintendência, o diretor-presidente da Codeba, Antonio Gobbo, para uma reunião técnica voltada ao alinhamento de projetos estratégicos e ações para o fortalecimento do Porto de Itajaí.

Também participaram do encontro o diretor de Operações, Rafael Canela, e o diretor de Administração e Finanças, Celso Zuchi.

A reunião teve como foco o planejamento de iniciativas estruturantes para o Porto de Itajaí, em um momento marcado pela retomada das operações, pelo fortalecimento institucional e por resultados expressivos que recolocam o porto público em posição de destaque no cenário nacional.

Entre os temas abordados estiveram o faturamento recorde alcançado pelo Porto de Itajaí e a temporada de cruzeiros, que consolidou o município como referência também no turismo marítimo. Os indicadores reforçam a importância do porto não apenas para a logística e a movimentação de cargas, mas também para a geração de emprego, renda, arrecadação e desenvolvimento regional.

O encontro reafirma a atuação conjunta entre a Superintendência do Porto de Itajaí e a Codeba na construção de soluções e projetos capazes de ampliar a eficiência operacional, dar continuidade à modernização da estrutura portuária e fortalecer a competitividade do porto público.

A agenda também demonstra o compromisso das duas instituições com a consolidação de um novo ciclo de desenvolvimento para o Porto de Itajaí, baseado em planejamento, gestão, previsibilidade e visão estratégica.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Porto de Itajaí

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Sem Categoria

Porto de Imbituba recebe missão internacional para avaliar energia eólica offshore

O Porto de Imbituba sediou uma missão internacional voltada à análise do potencial da energia eólica offshore na região. A visita integra a Parceria Energética Brasil-Dinamarca (BRADEP), iniciativa que promove cooperação técnica entre os dois países no setor de energia renovável.

Cooperação internacional foca energia limpa no Brasil

A agenda reuniu representantes do Ministério de Portos e Aeroportos, da Embaixada da Dinamarca no Brasil e da COWI, empresa global especializada em projetos de infraestrutura sustentável.

Além de Imbituba, a programação também incluiu atividades no Porto de Laguna, ampliando o mapeamento das condições logísticas no litoral de Santa Catarina.

Avaliação técnica analisa infraestrutura portuária

Durante a visita, as equipes realizaram uma imersão nas áreas operacionais dos portos, com foco na coleta de dados e no intercâmbio de informações técnicas.

O objetivo principal foi avaliar:

  • a infraestrutura portuária disponível
  • a capacidade de apoio a projetos de energia eólica no mar
  • a eficiência logística para futuras operações

A análise também considerou critérios de sustentabilidade e viabilidade de longo prazo para implantação de parques eólicos offshore.

Portos ganham papel estratégico na transição energética

O movimento ocorre em meio ao avanço das discussões sobre a estrutura necessária para desenvolver a cadeia de energia eólica offshore no Brasil.

Nesse cenário, os portos tendem a assumir funções estratégicas, como:

  • movimentação de equipamentos de grande porte
  • suporte logístico para instalação de turbinas
  • apoio às operações de manutenção

Imbituba e Laguna buscam protagonismo no setor

De acordo com o presidente da SCPAR Porto de Imbituba, Christiano Lopes, os portos catarinenses trabalham para se consolidar como hubs logísticos voltados à transição energética.

A estratégia se apoia na localização geográfica e na infraestrutura já existente, fatores considerados decisivos para atrair investimentos no setor.

Investimentos em energia solar reforçam sustentabilidade

Paralelamente, o Porto de Imbituba vem adotando medidas para diversificar sua matriz energética. Entre as iniciativas está a implantação de um sistema de energia solar fotovoltaica, que já responde por cerca de 15% do consumo elétrico do complexo.

A ação reforça o compromisso do porto com práticas sustentáveis e com a ampliação do uso de fontes renováveis.

FONTE:
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto de Imbituba

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Negócios

Empresário de SC expande Steelmast após venda bilionária da Tuper e mira faturamento de R$ 1 bilhão

Após vender a Tuper, empresa que cofundou e que chegou a faturar R$ 3,4 bilhões, o empresário Frank Bollmann, de São Bento do Sul (SC), concentra esforços na expansão da Steelmast, também especializada em tubos de aço. A empresa deve alcançar R$ 600 milhões em faturamento em 2026 e projeta atingir o primeiro R$ 1 bilhão em dois anos.

Na última quinta-feira (26), em Florianópolis, Bollmann participou de evento com o governador Jorginho Mello para assinatura do incentivo fiscal Prodec. A iniciativa prevê investimento inicial de R$ 73,3 milhões e a criação de 214 empregos diretos, valor que pode chegar a R$ 90 milhões com ampliação futura.

Produtos de alta tecnologia e presença estratégica no mercado

Fundada há 20 anos, a Steelmast fabrica tubos de aço de grande e médio porte, destinados a setores de infraestrutura e saneamento. Atualmente, a empresa já é a segunda maior produtora de material para saneamento no Brasil e projeta liderar o segmento em 2027, oferecendo soluções como tubos revestidos, estruturais, postes metálicos e componentes para pontes.

“Com novas tecnologias, serviços especializados e soluções diferenciadas, pretendemos ser a empresa mais completa do Brasil. No próximo ano, estimamos transformar entre 50 mil e 70 mil toneladas de aço, incluindo tubos zincados, revestimento triplo para a Petrobras e pintura especial para combate a incêndio”, destacou Bollmann.

Trajetória de Frank Bollmann

Filho de industrial de São Bento do Sul, Frank Bollmann se formou em engenharia mecânica na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Iniciou a carreira na empresa familiar e, em 1972, ajudou a fundar a Sicap, que mais tarde originou a Tuper, empresa bilionária com mais de 2 mil empregos diretos.

Além do setor metalúrgico, Bollmann investe em energia limpa por meio da holding URVE – Complexo Hidrelétrico Rio Vermelho, responsável por pequenas PCHs na Serra do Mar. Ele também possui experiência política, tendo sido prefeito de São Bento do Sul entre 1992 e 1996 e presidente da Associação Empresarial local entre 1991 e 1992.

Expansão industrial e contratos estratégicos

A Steelmast possui três unidades: uma fábrica de tubos e o centro administrativo em São Bento do Sul, e uma fábrica de acabamentos em Rio Negrinho, às margens da BR-280, totalizando 396 empregos diretos.

Entre os principais contratos está o fornecimento de tubos de grande porte para a Sabesp, companhia de saneamento de São Paulo. A produção segue modelo integrado: bobinas de aço são transformadas em tubos helicoidais em São Bento do Sul e recebem acabamentos em Rio Negrinho, garantindo durabilidade e padrão internacional.

Além de tubos de condução, a Steelmast fabrica postes metálicos, estruturas para construção civil, pontes e outros produtos para setores de infraestrutura. Apesar do crescimento, a empresa enfrenta desafios na contratação de mão de obra qualificada, mesmo oferecendo treinamento interno, segundo o diretor comercial Renato Colagrande Junior.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Steelmast, Divulgação

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Comércio Internacional

FIESC recebe delegação chinesa e amplia diálogo comercial entre Santa Catarina e China

A Federação das Indústrias de Santa Catarina recebeu, na terça-feira (31), uma comitiva oficial da Província de Heilongjiang para discutir a ampliação das relações comerciais com o estado catarinense.

O encontro teve como foco o fortalecimento do comércio bilateral e a busca por novas oportunidades de cooperação entre empresas brasileiras e chinesas.

Proposta busca equilibrar a balança comercial

Durante a reunião, o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, destacou a necessidade de diversificar a pauta comercial. Segundo ele, o objetivo é reduzir a dependência de commodities nas exportações e incentivar a internalização de etapas produtivas no Brasil.

A estratégia inclui atrair investimentos para a produção local de componentes e ampliar a participação da indústria catarinense em cadeias globais de valor.

Descarbonização e energia limpa entram na pauta

A agenda também apresentou iniciativas do Hub de Descarbonização da FIESC, com destaque para projetos voltados à energia renovável e à produção de biogás a partir de resíduos da suinocultura — setor em que Santa Catarina é referência nacional.

Essas ações reforçam o compromisso com a sustentabilidade industrial e abrem espaço para parcerias tecnológicas com o mercado chinês.

Cooperação inclui governo e área ambiental

Além da visita à FIESC, a delegação chinesa cumpriu agenda com o Governo de Santa Catarina e realizou encontros técnicos na EPAGRI, abordando temas como ecologia, proteção ambiental e inovação no agronegócio.

As atividades foram acompanhadas pelo secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, reforçando o caráter institucional da missão.

Parceria mira inovação e cadeias produtivas

A aproximação entre Santa Catarina e a China sinaliza novas possibilidades de cooperação em áreas estratégicas, como indústria, energia e agronegócio. A expectativa é ampliar investimentos, fomentar inovação e fortalecer a presença do estado no cenário global de negócios internacionais.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Greve

Justiça proíbe bloqueio de rodovias em Santa Catarina e impõe multa diária

A Justiça Federal determinou a proibição de bloqueio de rodovias em Santa Catarina, abrangendo todas as estradas federais que cortam o estado. A medida também veta qualquer tipo de interdição nos acessos ao Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes, considerados estratégicos para a economia regional.

Ameaça de paralisações motivou ação judicial

A decisão ocorre em meio à mobilização de grupos de caminhoneiros, que ameaçavam paralisar o tráfego em diversas vias do país. O movimento ganhou força após o aumento do preço do diesel, impactado pelo cenário internacional e tensões no Oriente Médio.

Diante do risco de bloqueios, o governo federal anunciou medidas para intensificar a fiscalização do piso do frete, buscando reduzir a insatisfação da categoria.

Direito à manifestação não pode afetar circulação

Na decisão, a Justiça destaca que o direito à manifestação deve ser respeitado, mas não pode comprometer a livre circulação de pessoas e mercadorias nem causar prejuízos à economia.

Multa e atuação da PRF estão previstas

Em caso de descumprimento, a medida estabelece multa diária de R$ 10 mil para quem promover ou participar de bloqueios. Além disso, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) está autorizada a atuar para garantir o fluxo normal de veículos nas rodovias.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Thiago Hockmuller/Arquivo/Portal Engeplus

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Transporte

Greve dos caminhoneiros: o que se sabe até agora sobre a possível paralisação nacional

A possibilidade de uma nova greve dos caminhoneiros voltou ao centro das atenções no Brasil nesta semana. Movimentos organizados por entidades da categoria, aliados à insatisfação com o aumento do diesel e outras demandas estruturais, indicam que uma paralisação nacional pode ocorrer — mas ainda há pontos em aberto.

A seguir, o Reconecta News reúne as principais informações atualizadas.

Há uma greve confirmada?

Ainda não há uma confirmação oficial de uma greve nacional unificada, mas há deliberações importantes já tomadas.

Segundo informações do portal Notícias Agrícolas e da Agência Transporte Moderno, lideranças reunidas em Santos (SP) decidiram pela paralisação, respeitando trâmites legais e alinhamento com outras entidades. A declaração foi feita por Wallace Landim, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava).

A previsão inicial indica que mobilizações podem começar a partir de quinta-feira (19), embora já existam movimentos independentes previstos desde quarta-feira (18).

Mobilização já ocorre em diferentes regiões

Apesar da ausência de uma data única nacional, há paralisações e articulações em curso pelo país.

Em Santa Catarina, caminhoneiros já se mobilizam em cidades como Itajaí, Navegantes, Imbituba e Itapoá, com organização regional ligada aos polos portuários. A previsão local também aponta para início da paralisação na quinta-feira (19), a partir das 13h, segundo informações do ND Mais.

De acordo com lideranças regionais, o movimento segue alinhamento com outros portos estratégicos, como Santos, Paranaguá, Rio Grande e Suape.

O que dizem as lideranças do setor

De acordo com vídeo publicado nas redes sociais, Janderson Maçaneiro, presidente da Associação Catarinense dos Transportadores de Carga Rodoviária, a paralisação ainda depende de uma decisão mais ampla, em nível nacional.

Ele destaca que:

  • sindicatos como os de Santos e a Abrava já deliberaram pela paralisação;
  • novas reuniões ainda devem ocorrer com outras entidades;
  • caso haja consenso nacional, a tendência é de uma paralisação geral no Brasil.

Na região de Itajaí, sindicatos e associações realizaram reuniões, mas aguardam a posição da Confederação Nacional para definir os próximos passos, especialmente considerando o impacto nos portos.

O diesel é o único problema?

Não. Embora o aumento do diesel seja o principal gatilho, as reivindicações são mais amplas.

Entre os principais pontos levantados pela categoria estão:

  • alta no preço do combustível;
  • falta de repasse dos custos ao frete;
  • descumprimento da tabela mínima de frete;
  • custos com pedágios;
  • dificuldades com seguros;
  • e o que lideranças chamam de “falta de respeito com a categoria”.

Dados do painel ValeCard indicam que o diesel S-10 subiu cerca de 18,86% desde o fim de fevereiro, enquanto o diesel comum ultrapassou 22% de aumento, em meio à instabilidade internacional no mercado de petróleo. (Fonte: Notícias Agrícolas)

Governo tenta evitar paralisação

O governo federal já monitora a situação e prepara medidas para conter a escalada do movimento.

Entre as ações em discussão estão:

  • reforço na fiscalização da tabela mínima de frete;
  • pressão sobre estados para redução do ICMS;
  • fiscalização de distribuidoras e postos;
  • e possíveis medidas para garantir o repasse de reduções de custo ao consumidor.

Segundo apuração da Folha de S. Paulo e da CNN Brasil, há preocupação com o risco de desabastecimento e impacto econômico, especialmente diante do histórico da greve de 2018.

Adesão ainda é incerta

Apesar da mobilização crescente, a adesão ainda não é total.

Entidades como a Fetrabens afirmam que seguem em diálogo com suas bases e avaliam a participação. Além disso, muitos movimentos ainda são considerados independentes, organizados por sindicatos locais ou grupos da própria categoria. A definição de quais estados irão aderir formalmente depende de assembleias e alinhamentos nacionais.

O que esperar agora?

O cenário segue em evolução e depende de dois fatores principais:

  1. Alinhamento nacional entre entidades e sindicatos
  2. Resposta do governo às reivindicações da categoria

Se houver consenso entre lideranças e ausência de medidas consideradas eficazes, a possibilidade de uma paralisação nacional nos próximos dias é real.

Por outro lado, negociações em andamento ainda podem evitar um movimento de grande escala.

Fontes: Notícias Agrícolas, Agência Transporte Moderno, Folha de S. Paulo, CNN Brasil, ND Mais, Informações regionais: Associação Catarinense dos Transportadores de Carga Rodoviária

Texto: Conteúdo produzido com suporte de inteligência artificial e curadoria editorial da equipe ReConecta News.

Imagem: Reprodução CNN / Estadão Conteúdo

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Investimento

Tintas Farben anuncia investimento de R$ 88 milhões e acelera plano de internacionalização até 2030

A Tintas Farben apresentou seu novo plano estratégico com foco em investimento de R$ 88 milhões e expansão internacional até 2030. O anúncio foi feito durante a Convenção Nacional de Vendas de 2026, realizada em Criciúma, reunindo mais de 220 participantes entre representantes comerciais e equipe técnica.

Investimentos em tecnologia e expansão industrial

O aporte previsto para os próximos três anos será direcionado à modernização industrial, aquisição de equipamentos e aumento da produtividade nas unidades da empresa, incluindo a matriz em Içara e filiais.

Segundo o CEO, Edmilson Zanatta, o plano também contempla a aquisição de empresas do setor, com o objetivo de ampliar o portfólio e fortalecer a presença da marca em novos segmentos.

Esse novo ciclo faz parte da segunda etapa de um projeto maior, estimado em R$ 120 milhões, anunciado anteriormente. Desse total, cerca de R$ 40 milhões já foram aplicados, principalmente na estrutura logística e na ampliação da capacidade produtiva.

Um dos destaques foi a implantação da unidade em Rio Negrinho, localizada em um dos principais polos moveleiros do país.

Estratégia mira mercado internacional

A internacionalização da marca é um dos pilares do planejamento. A empresa já deu início à expansão com a abertura de uma filial em Atlanta, nos Estados Unidos, considerada estratégica para o crescimento no mercado externo.

A meta é ampliar a atuação global e alcançar presença em 40 países até 2030, consolidando a Farben como uma marca de alcance internacional.

Crescimento e metas de produção

Nos últimos anos, a empresa vem reforçando sua estrutura interna, com investimentos nas áreas técnica, comercial e industrial. Esse movimento já refletiu em crescimento de 8% no volume de tintas produzidas no último ano.

Para 2026, a expectativa é atingir um aumento de 10%. Já no horizonte de longo prazo, o objetivo é expandir a produção em cerca de 60%, fortalecendo a atuação da equipe comercial e ampliando a competitividade no mercado.

Novos produtos e inovação no portfólio

Entre os lançamentos, a empresa aposta em soluções voltadas ao setor automotivo, como o sistema tintométrico Automix, desenvolvido para repintura automotiva.

A linha de tintas spray também foi ampliada, acompanhando o crescimento da demanda tanto no uso geral quanto industrial.

No segmento industrial, a Farben lançou uma linha completa de revestimentos para pisos, com opções que atendem desde aplicações leves até áreas de tráfego intenso, incluindo produtos autonivelantes.

Outro destaque é a chamada borracha líquida, indicada para coberturas metálicas, como alumínio e zinco. O produto oferece isolamento térmico e acústico, além de proteção contra infiltrações.

FONTE: Economia SC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Economia SC

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Informação

Santa Catarina ganha primeira associação de chineses e descendentes

A cidade de Itajaí marcou um momento histórico para a comunidade chinesa em Santa Catarina com a posse da primeira diretoria da Associação de Chineses e Descendentes de SC. A cerimônia, realizada no último sábado, reuniu autoridades municipais, representantes do governo estadual, líderes empresariais e convidados de associações chinesas de outros estados.

Liderança e representatividade

A presidência da associação será conduzida por Dai Zai Mei, responsável por liderar a primeira gestão. O evento contou com a presença dos prefeitos de Itajaí, Navegantes, Balneário Camboriú e Camboriú, além do vice-cônsul da China no Brasil, Xie Yancun. A região de Itajaí concentra a maior comunidade chinesa do estado, reforçando a importância da criação da entidade como espaço de integração cultural, institucional e econômica.

Papel estratégico de Santa Catarina

Durante a solenidade, o vice-cônsul Xie Yancun destacou a relevância estratégica de Santa Catarina nas relações entre Brasil e China. “Santa Catarina é uma porta de entrada essencial para o comércio e o intercâmbio cultural entre os dois países. A fundação da associação oferece à comunidade chinesa um verdadeiro lar, conectando pessoas e fortalecendo os laços locais”, afirmou.

Objetivos da associação

A entidade pretende fortalecer os vínculos entre os chineses que vivem no estado, promovendo união, apoio mútuo e integração com a sociedade catarinense. Além disso, busca incentivar a cooperação econômica, cultural e institucional, criando novas oportunidades de investimentos e parcerias entre Brasil e China.

Oportunidades comerciais

O prefeito de Itajaí, Robison Coelho, lembrou a missão comercial realizada à China em 2025 e destacou o potencial da região na relação bilateral. “A Amfri liderou as importações no Brasil no ano passado, superando US$ 16 bilhões, grande parte envolvendo produtos chineses. Há muitas oportunidades para fortalecer ainda mais os laços comerciais entre nossos países”, afirmou.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diarinho

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Indústria

Conflito no Irã acende alerta para indústria catarinense

O atual conflito no Irã gera preocupação para a indústria de Santa Catarina, impactando não apenas oportunidades de expansão, mas também a logística de embarque de insumos estratégicos.

Riscos para mercados e logística

A instabilidade no Oriente Médio dificulta a abertura de novos mercados internacionais e aumenta a complexidade do transporte de matérias-primas essenciais, com possíveis atrasos e aumento de custos nas rotas comerciais.

Oportunidades de aproximação regional

Ao mesmo tempo, crises globais podem incentivar o fortalecimento das relações comerciais com mercados mais próximos e previsíveis. Países do Mercosul surgem como alternativas estratégicas, promovendo maior segurança logística e consolidando cadeias de suprimentos regionais.

O cenário evidencia a necessidade de adaptação rápida das empresas catarinenses para minimizar riscos e aproveitar oportunidades em regiões geograficamente mais próximas.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marco Favero/SECOM

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